G estão de crises
A missão da comunicação
   é pensar primeiro.
O   que é uma crise
           A crise é um fato de grande
           dimensão que acontece
           numa organização ou
           pessoa pública que pode
           prejudicar, abalar ou até
           mesmo destruir a imagem
           d a e m p re s a , g r u p o o u
           instituição e indivíduo em
           pouco tempo, independente
           do seu grau de credibilidade
           ou solidez.
A   empresa deve ter:
              Um planejamento prévio
              de gerenciamento de
              crises no sentido de
              preservar a imagem e a
              reputação          da
              organização.
C   omitê de Crise
                     Alta
                 Administração


     Segurança                    Área Técnica

                  Comitê
                  de Crise
      Jurídico                    Comunicação

                                 Comunicação corporativa,
                                 Marketing,
                                 Assessoria de imprensa,
                  Financeiro     Atendimento ao cliente
C   ômite de crise
    Qual a função de um comitê de crise?

    Em primeiro lugar, estar preparado para
    enfrentá-la, quando necessário, e mais,
    conseguir fortalecer a reputação e imagem da
    organização durante e após a crise, quando
    possível.
C   omitê de Crise



    Comitê de Crise não é Censura Prévia.
    Muito cuidado em como será gerido o trabalho,
    para que este não se torne um harakiri.
P   apel da comunicação
    Cabe aos gestores da comunicação: agir
    estabelecendo o relacionamento com os
    públicos estratégicos.

    A importância deste processo está no risco
    que uma má comunicação pode causar até
    mesmo o fechamento da organização, pois
    pode afetar toda sua reputação e
    credibilidade.
P   úblicos
                       Público Interno



     Comitê de Crise




                       Público Externo
Q   uem informar
     Clientes Colaboradores   Acionistas   Governo




    Grupos de   Sociedade     Imprensa Fornecedores
     pressão
E   stágios da crise
          Acontece a simplificação do boato.
     1º   Uma história de boca em boca.

          Exageros: detalhes mais agudos são
     2º   aumentados e a história ganha
          dramaticidade.

          A opinião pública interpreta o boato
     3º   de acordo com a sua visão de
          mundo e seus valores.
T   ipos de crises
    • Desatres industriais – explosões, incêndios,
    contaminações;

    • Desastres naturais – tempestades, enchentes,
    desmoronamentos;

    • Falhas em equipamento ou construções –
    colapso na rede de computadores, queda de um
    edifício, defeitos em produtos industriais;

    • Natureza criminosa – sabotagem, seqüestro,
    fraudes, vandalismo;
T   ipos de crises
    • Natureza econômica – boicotes, greves,
    desvalorização de ações;

    • Informação – boatos, intrigas, acusações de
    concorrentes;

    • Natureza legal – ações judiciais contra a
    empresa, pedidos de indenização;

    • Reputação – denúncias de corrupção,
    vazamentos de documentos internos;
T   ipos de crises
    • Relações humanas – sucessão no comando da
    organização, demissão de altos executivos,
    denúncia de funcionários;

    • Envolvem risco para a vida – acidentes de
    trabalho, grandes contaminações;

    • Regulatórias – criação de obstáculos fiscais,
    legislação.
M omento



    Como começar a desenvolver
         nosso trabalho?
P   erguntas...
    1) O que pode dar errado no trabalho do
    assessorado?

    2) O que é capaz de destruir ou abalar a
    imagem do cliente?

    4) Quais os casos de imagem no segmento que
    sofreram algum tipo de abalo?

    5) Qual o tempo e instância de decisão em uma
    grande / média / pequena emergência?
E   star pronto
    1) Avaliação de pontos vulneráveis.

    2) Sondagens individuais para detecção de
    imagem interna e apontamento de possíveis
    focos de crise.

    3) Identificação de pessoas-chave para compor
    Comitê de Crise.

    4) Implantação de Comitê de Crise e elaboração
    de uma estratégia de prevenção.
T   er pronto
    5) Criação de “Manual de Crise” com perguntas,
    respostas e ações a serem tomadas.

    6) Elaboração de textos básicos e cartas
    resposta para a imprensa, funcionários, clientes
    e comunidade local.

    7) Criação de mensagens padronizadas.

    8) Treinamento de equipe envolvida diretamente
    com os públicos selecionados - media-training
C   omo agir?
          A empresa / indivíduo: deve ter
          uma ação rápida assumindo a
          sua responsabilidade e
          demonstrando que suas ações
          vão além de determinações
          legais, mas sim por sua
          convicção.
C   omo agir?
    Oito dicas preciosas numa crise:


    1) Calma. Preparação.

    2) Não saia falando sem saber de fato o que
    aconteceu. Declare à imprensa que você irá se
    informar e voltará a falar. E volte.

    3) Se você não falar, alguém (o bombeiro, o
    faxineiro, a dona Maria) vai falar por você, só
    que não necessariamente a verdade.
C   omo agir?
    4) Mentir, jamais. A mentira tem mesmo pernas
    curtas. E, quando alguém descobrir que você
    está mentindo, um dos últimos e o mais
    precioso recurso que lhe resta, a boa vontade
    da opinião pública, estará perdido. Daí para
    frente, nada mais importa: você será o culpado.

    5) Assegure-se de estar sendo compreendido.
    Tudo é um problema de comunicação. Cuidado
    com termos técnicos e evasivos.
C   omo agir?
    6) Não especule. Não brinque. Não subestime.
    Vai dar a impressão de que você é arrogante e
    age de má-fé.

    7) Jamais diga "sem comentários" ou "nada a
    declarar". Essas frases, antipáticas, dão a
    impressão de que você tem algo a esconder.

    8) Trate de ser identificado como crível, honesto.
L   ogística



    Num momento de crise uma bem equipada sala
    de operações deve estar a disposição para
    garantir o fluxo de todas as ações.

    E um porta-voz treinado e preparado para
    declarações em nome da empresa.
D   eve ser feito
    a) Prepare releases, depoimentos, listas de
    perguntas e respostas, testemunhas favoráveis
    etc.

    b) Agende entrevistas e atenda bem a imprensa.

    c) Publique um anúncio explicando a posição da
    empresa.

    e) Monitore a mídia e redes sociais.
D   eve ser feito
    e) Mantenha ativos os canais de comunicação
    com o governo.

    f) Se necessário, contrate os serviços de um call
    center para atender o público.

    g) Monitore a reação dos diversos públicos
    afetados (clientes, acionistas, fornecedores, governo, ONGs,
    comunidade e público interno), e cuide de mantê-los
    bem informados.
R   eal time



    Toda a ação num processo de crise acontece em
    real time, monitorar os fatos, dar retorno e
    resoluções. Por isso a empresa deve estar
    pronta para agir rápido.
C   ases

           Ivete Sangalo e a queda do camarote


           A queda do Fokker 100 da TAM


           Tylenol adulterado
I   vete e a crise



    No show de lançamento da Turnê Ivete Sangalo
    no Madison Square Garden, no Anhembi/SP,
    caiu um camarote. Várias pessoas ficaram
    feridas. Em 4 minutos ela continuou o show.
    Depois fez um show exclusivo para as vitimas.
T   AM e o Fokker 100



    31 de outubro de 1996 uma panê elétrica
    derrubou o Fokker 100 da TAM matando 99
    pessoas. Isso ocorreu segundo após a
    decolagem. A ação da TAM foi rápida em
    atender as famílias das vitimas.
T   ylenol



    Ocorrido em 1982, é um bom exemplo de
    administração de crises até hoje. O
    medicamento foi adulterado com cianeto,
    matando sete pessoas nos Estados Unidos.
    Apesar do grave problema, a imagem da
    Johnson & Johnson não foi afetada.
C   onselho

    Um bem elaborado plano de prevenção de
    crises somando as ações eficazes de
    valorização de marca e eficientes canais de
    comunicação são o melhor caminho para
    superar qualquer abalo a sua imagem.
gomes.ricardo@live.com
twitter.com/RicardoGomes001

Gestão de crises

  • 1.
    G estão decrises A missão da comunicação é pensar primeiro.
  • 2.
    O que é uma crise A crise é um fato de grande dimensão que acontece numa organização ou pessoa pública que pode prejudicar, abalar ou até mesmo destruir a imagem d a e m p re s a , g r u p o o u instituição e indivíduo em pouco tempo, independente do seu grau de credibilidade ou solidez.
  • 3.
    A empresa deve ter: Um planejamento prévio de gerenciamento de crises no sentido de preservar a imagem e a reputação da organização.
  • 4.
    C omitê de Crise Alta Administração Segurança Área Técnica Comitê de Crise Jurídico Comunicação Comunicação corporativa, Marketing, Assessoria de imprensa, Financeiro Atendimento ao cliente
  • 5.
    C ômite de crise Qual a função de um comitê de crise? Em primeiro lugar, estar preparado para enfrentá-la, quando necessário, e mais, conseguir fortalecer a reputação e imagem da organização durante e após a crise, quando possível.
  • 6.
    C omitê de Crise Comitê de Crise não é Censura Prévia. Muito cuidado em como será gerido o trabalho, para que este não se torne um harakiri.
  • 7.
    P apel da comunicação Cabe aos gestores da comunicação: agir estabelecendo o relacionamento com os públicos estratégicos. A importância deste processo está no risco que uma má comunicação pode causar até mesmo o fechamento da organização, pois pode afetar toda sua reputação e credibilidade.
  • 8.
    P úblicos Público Interno Comitê de Crise Público Externo
  • 9.
    Q uem informar Clientes Colaboradores Acionistas Governo Grupos de Sociedade Imprensa Fornecedores pressão
  • 10.
    E stágios da crise Acontece a simplificação do boato. 1º Uma história de boca em boca. Exageros: detalhes mais agudos são 2º aumentados e a história ganha dramaticidade. A opinião pública interpreta o boato 3º de acordo com a sua visão de mundo e seus valores.
  • 11.
    T ipos de crises • Desatres industriais – explosões, incêndios, contaminações; • Desastres naturais – tempestades, enchentes, desmoronamentos; • Falhas em equipamento ou construções – colapso na rede de computadores, queda de um edifício, defeitos em produtos industriais; • Natureza criminosa – sabotagem, seqüestro, fraudes, vandalismo;
  • 12.
    T ipos de crises • Natureza econômica – boicotes, greves, desvalorização de ações; • Informação – boatos, intrigas, acusações de concorrentes; • Natureza legal – ações judiciais contra a empresa, pedidos de indenização; • Reputação – denúncias de corrupção, vazamentos de documentos internos;
  • 13.
    T ipos de crises • Relações humanas – sucessão no comando da organização, demissão de altos executivos, denúncia de funcionários; • Envolvem risco para a vida – acidentes de trabalho, grandes contaminações; • Regulatórias – criação de obstáculos fiscais, legislação.
  • 14.
    M omento Como começar a desenvolver nosso trabalho?
  • 15.
    P erguntas... 1) O que pode dar errado no trabalho do assessorado? 2) O que é capaz de destruir ou abalar a imagem do cliente? 4) Quais os casos de imagem no segmento que sofreram algum tipo de abalo? 5) Qual o tempo e instância de decisão em uma grande / média / pequena emergência?
  • 16.
    E star pronto 1) Avaliação de pontos vulneráveis. 2) Sondagens individuais para detecção de imagem interna e apontamento de possíveis focos de crise. 3) Identificação de pessoas-chave para compor Comitê de Crise. 4) Implantação de Comitê de Crise e elaboração de uma estratégia de prevenção.
  • 17.
    T er pronto 5) Criação de “Manual de Crise” com perguntas, respostas e ações a serem tomadas. 6) Elaboração de textos básicos e cartas resposta para a imprensa, funcionários, clientes e comunidade local. 7) Criação de mensagens padronizadas. 8) Treinamento de equipe envolvida diretamente com os públicos selecionados - media-training
  • 18.
    C omo agir? A empresa / indivíduo: deve ter uma ação rápida assumindo a sua responsabilidade e demonstrando que suas ações vão além de determinações legais, mas sim por sua convicção.
  • 19.
    C omo agir? Oito dicas preciosas numa crise: 1) Calma. Preparação. 2) Não saia falando sem saber de fato o que aconteceu. Declare à imprensa que você irá se informar e voltará a falar. E volte. 3) Se você não falar, alguém (o bombeiro, o faxineiro, a dona Maria) vai falar por você, só que não necessariamente a verdade.
  • 20.
    C omo agir? 4) Mentir, jamais. A mentira tem mesmo pernas curtas. E, quando alguém descobrir que você está mentindo, um dos últimos e o mais precioso recurso que lhe resta, a boa vontade da opinião pública, estará perdido. Daí para frente, nada mais importa: você será o culpado. 5) Assegure-se de estar sendo compreendido. Tudo é um problema de comunicação. Cuidado com termos técnicos e evasivos.
  • 21.
    C omo agir? 6) Não especule. Não brinque. Não subestime. Vai dar a impressão de que você é arrogante e age de má-fé. 7) Jamais diga "sem comentários" ou "nada a declarar". Essas frases, antipáticas, dão a impressão de que você tem algo a esconder. 8) Trate de ser identificado como crível, honesto.
  • 22.
    L ogística Num momento de crise uma bem equipada sala de operações deve estar a disposição para garantir o fluxo de todas as ações. E um porta-voz treinado e preparado para declarações em nome da empresa.
  • 23.
    D eve ser feito a) Prepare releases, depoimentos, listas de perguntas e respostas, testemunhas favoráveis etc. b) Agende entrevistas e atenda bem a imprensa. c) Publique um anúncio explicando a posição da empresa. e) Monitore a mídia e redes sociais.
  • 24.
    D eve ser feito e) Mantenha ativos os canais de comunicação com o governo. f) Se necessário, contrate os serviços de um call center para atender o público. g) Monitore a reação dos diversos públicos afetados (clientes, acionistas, fornecedores, governo, ONGs, comunidade e público interno), e cuide de mantê-los bem informados.
  • 25.
    R eal time Toda a ação num processo de crise acontece em real time, monitorar os fatos, dar retorno e resoluções. Por isso a empresa deve estar pronta para agir rápido.
  • 26.
    C ases Ivete Sangalo e a queda do camarote A queda do Fokker 100 da TAM Tylenol adulterado
  • 27.
    I vete e a crise No show de lançamento da Turnê Ivete Sangalo no Madison Square Garden, no Anhembi/SP, caiu um camarote. Várias pessoas ficaram feridas. Em 4 minutos ela continuou o show. Depois fez um show exclusivo para as vitimas.
  • 28.
    T AM e o Fokker 100 31 de outubro de 1996 uma panê elétrica derrubou o Fokker 100 da TAM matando 99 pessoas. Isso ocorreu segundo após a decolagem. A ação da TAM foi rápida em atender as famílias das vitimas.
  • 29.
    T ylenol Ocorrido em 1982, é um bom exemplo de administração de crises até hoje. O medicamento foi adulterado com cianeto, matando sete pessoas nos Estados Unidos. Apesar do grave problema, a imagem da Johnson & Johnson não foi afetada.
  • 30.
    C onselho Um bem elaborado plano de prevenção de crises somando as ações eficazes de valorização de marca e eficientes canais de comunicação são o melhor caminho para superar qualquer abalo a sua imagem.
  • 31.