Capítulo 22

Comunicação
em Tempo de
    Crise
      Alunos
 → Cinnara Cardoso
 → Edenilton Santos
→ Nenhuma empresa, por mais sólida, admirada e moderna que
seja, está imune à crise. (João José Forni)

→ Crise é qualquer situação que está ameaçando ou pode
ameaçar prejudicar pessoas ou propriedades, interromper ou
impactar negativamente o valor de mercado. (Jonathan Bernstein)

→ Uma crise é algo negativo que não pode ser completamente
contido dentro das paredes de uma organização. (Mitroff)

→ Qualquer coisa negativa que escape ao controle da empresa e
ganhe visibilidade tem potencial para detonar uma crise. (Lopes)
→ Que fatos negativos as organizações não estão
          preparadas para enfrentar?

Francisco Viana identifica algumas características
            nas crises das empresas:

    - O elemento surpresa
    - A falta de hábito de lidar com a mídia
    - A carência de informações
    - A forma como seus impactos se propagam
    - A incomum curiosidade da mídia
    - A mobilização da opinião pública e dos governantes
    - A perda dos controles das iniciativas
As pesquisas demonstram que 65% das grandes
 crises ocorridas no mundo nos últimos 10 anos
       deram sinais de que iriam acontecer

→ É mito admitir que o fator surpresa é determinante nas
crises.
→ Portanto, é mais fácil a crise ter origem em cochilo da
empresa ou da personalidade pública do que essa crise ter
sido provocada por ação de terceiros.
Crise em tempo real
    → O ambiente de difusão das notícias está mudando
  rapidamente. Acredita-se que não existe mais crise local.
                Todas as crises são globais.

→ Estamos diante de um novo fenômeno: a noção do tempo.
                    (Francisco Viana)

→ Não basta para a empresa ter uma cultura de comunicação.
 É imperativo criar uma cultura de comunicação em tempo
  real. A agilidade da área de comunicação deve irradiar a
                         organização.
Primeira reação: assumir o controle
→ Se a empresa não conseguiu intervir antes da divulgação de
           ocorrências negativas, a saída é apurar
  tudo, rapidamente, para divulgar uma versão plausível e
                 convincente à imprensa.

   → Nas situações graves de crise quem deve assumir o
 comando das informações não é a mídia, mas a empresa ou
   governo. Se a mídia toma a iniciativa, será mais difícil
                   administrar a crise.
Primeira reação: assumir o controle
 → Para Conrado existe três estratégias ou atitudes para
enfrentar notícias negativas: não fazer nada, reagir apenas
          quando algo acontece; ou ser proativo.

   → As duas primeiras alternativas, segundo ele, são
 conservadoras, arriscadas e desaconselhadas. O melhor
 mesmo, o mandamento básico é: conte tudo e depressa.
Principais mandamentos da comunicação
                   segundo Caponigro:
→ Identifique todos os públicos que   → Mantenha-se ativo e
podem ser afetados pela crise.        comunicativo
→ Prove que você identificou o        → Seja conclusivo
problema chave e está fazendo algo    → Mantenha a calma
sobre ele.                            → Nunca diga “sem comentários”
→ Concentre-se em três ou quatro      → Comunique todas as más notícias
mensagens-chave (core messages)       de uma única vez
ao público apropriado.                → Propicie oportunidade de
→ Comunique apenas o que pode         feedback a seus públicos.
ser confirmado com absoluta           → Mantenha registro de todas as
certeza.                              ações
→ Não minta                           → Monitore a avalie a situação e
→ Não comente situações               não pare de se comunicar.
hipotéticas
O que não fazer:

   → Deixar o jornalista sem
  retorno quando ele procura
alguém sobre matéria negativa.

→ Omitir-se quando existe uma
  crise instalada na empresa.
 “Esconder a informação é um
          erro.” (Doty)

  → Partir para a retaliação
O cardápio da crise
     Existe uma série de acontecimentos que podem
             transformar-se em crise. (Viana)

               → Demissões em massa
       → Vazamento de produtos petroquímicos
                      → Fraudes
                 → Desmando éticos
→ Grandes tragédias resultadas de catástrofes naturais ou
       de erro humano em grandes proporções.

Para o autor, um modelo básico de administração de crise
       reúne pelo menos 11 situações diferentes,.
Comitê de crise
A prática começou com os americanos, na década de 80, a partir
  do que aconteceu com a Exxon e com a Johnson e Johnson.

  A estrutura dos comitês pode variar. Em geral incluem:
  → Presidente da organização
  → Diretor jurídico
  → As áreas de comunicação
  → Atendimento ao cliente
  → Segurança e inteligência
  → Recursos humanos
  → Diretoria ligada diretamente no problema.

        Conrado separa a equipe em três segmentos: altos
           executivos, grupo de apoio e comunicações.
Comitê de crise
   O comitê sinaliza os pontos vulneráveis da organização e, com
isso, define objetivos, estratégias e táticas para enfrentar as crises.

   A formação de um comitê já
              sinaliza
 a sensibilidade da empresa para
         com o problema

     Formação ideal: poucas
   pessoas, conhecedoras da
  organização, com o poder de
decisão e disposição para prestar
esclarecimentos, se possível com
treinamento em media training.
O discurso da crise
 Na crise, eleger um único porta-voz que passe credibilidade, com
treinamento para lidar com a imprensa e conheça profundamente
   a própria organização, além de dominar todos os aspectos da
                               crise.

    → Nem sempre o porta-voz mais
   qualificado para crise é o principal
         executivo da empresa.

  - A imprensa, por ser o meio mais
   importante, deve ter tratamento
      diferenciado nas crises das
empresas, porque tem a capacidade de
      atingir a todos os públicos.
Quem é o meu público?
→ Existe pouca diferença no timing que deve ser obedecido para
                     informar cada público.
→ O público interno devia ser o primeiro a saber, mas as agências
  acabam na maioria das vezes “furando” os veículos internos.
     → Empregados, controladores da empresa, os diversos
 conselhos, acionistas e clientes, precisam receber as primeiras
        informações quando ocorrem crises mais graves.
  → Quando um fato de repercussão nacional ou internacional
     precisa ser divulgado, definir uma estratégia ampla de
divulgação, principalmente quanto aos públicos que se pretende
                              atingir.
Quem é o meu público?
→ O publico interno talvez seja o mais sensível. Ele precisa ser
   informado imediatamente de qualquer ato que implique
               ameaça à imagem da empresa.
→ Duda Mendonça, especialista em marketing político, diz que
       o primeiro público de um político é o seu eleitor.
→ Um sinal positivo para clientes e os empregados numa crise é
           a competência na utilização da internet.
Palavra-chave: credibilidade

 Transparência é a palavra que mais aparece nos
discursos de autoridades mergulhadas na crise. Ela
       é mais pronunciada do que praticada.
Antes que a crise chegue
     → Os manuais teóricos sobre crises de
  comunicação recomendam a prevenção como
 um dos melhores remédios para evitar estragos
      demasiados à imagem da empresa.
→ É melhor investir nessa preparação,porque as
   pesquisas mostram que as organizações ou
 governos com gerenciamento de risco superam
          melhor os momentos difíceis.
→ Ao adotar a premissa de que a prevenção não
 é um gasto inútil, a maioria dos autores admite
que “o planejamento prévio pode ser a diferença
      entre o sucesso e o fracasso de uma
organização”, o que significa prejuízo ou lucro de
 alguns bilhões de dólares (Rosa, 2001,0p. 144).
Antes que a crise chegue
  → Michael W. Kempner recomenda cinco
          passos antes da crise:

 1 – Identifique crises potenciais que possam
             afetar a sua empresa.
2 – Faça relatórios preliminares e respostas às
             prováveis perguntas.
3 – Prepare uma lista de repórteres que fariam
         a cobertura do fato ocorrido.
      4 – Organize espaço de trabalho e
       equipamentos para repórteres.
 5 – Desenvolva checklists para que detalhes
           não sejam esquecidos.
Antes que a crise chegue

 → Nada melhor, portanto, do que prevenir
 os impactos negativos de uma notícia do
 que uma política aberta e continuada de
      relacionamento com a mídia.

→ Se os jornalistas não conhecem a empresa
     e nunca falaram com seus principais
dirigentes, dificilmente conseguirão idealizar
 uma imagem dessa organização. Então, fica
muito mais difícil alguém sair preservado da
                  tempestade.
Administrar a crise e a versão
 → Há mais casos ostensivos em que se tenta até
   mesmo esconder ou mascarar o problema.
  → Para a imagem da empresa, a percepção do
                mercado, entre os
concorrentes, governos, clientes, patrões, controla
  dores acaba tendo mais importância do que a
                  própria crise.
→ Princípio básico a ser seguido: se não quer que
publique, não deixe acontecer. “O melhor meio de
  evitar críticas é ser incriticável”, diz Mamou.
       → A dimensão da explicação deve ser
proporcional à versão ou ao fato que desencadeou
a crise. Um simples acidente, quando não for bem
explicado, pode desencadear uma crise e arranhar
a imagem da empresa. E ninguém está vulnerável
                   a acidentes.
Administrar a crise e a versão
  → Karen Friedman recomenda usar três Cs da
    comunicação de crise: seja claro, conciso e
consistente. Demonstre preocupação, compaixão
            e cuidado com os outros.
  → Um executivo, ao receber a imprensa para
 explicar uma crise, procura reunir o máximo de
    informação sobre o ocorrido, cerca-se das
  pessoas chaves para ajudá-lo na explicação do
episódio e simula exaustivamente perguntas que
podem ser feitas. A assessoria deve preparar um
completo Q&A com tudo que pode ser abordado
                  na entrevista.
 → Denúncia de funcionários ou dirigentes deve
 ser amplamente apurada e esclarecida. Se tiver
     empregados envolvidos e identificados, a
imprensa precisa saber as penalidades previstas.
À guisa da conclusão
    É possível superar as crises?
Sim. Desde que a organização seja
 reconhecida pela sociedade pela
   atuação ética e responsável e
     adote um relacionamento
 permanente e consistente com a
  mídia. Para isso, não basta uma
boa explicação. Fundamentar-se na
verdade e na transparência ajuda a
 amenizar desgastes na imagem.

Comunicação em tempo de crise

  • 1.
    Capítulo 22 Comunicação em Tempode Crise Alunos → Cinnara Cardoso → Edenilton Santos
  • 2.
    → Nenhuma empresa,por mais sólida, admirada e moderna que seja, está imune à crise. (João José Forni) → Crise é qualquer situação que está ameaçando ou pode ameaçar prejudicar pessoas ou propriedades, interromper ou impactar negativamente o valor de mercado. (Jonathan Bernstein) → Uma crise é algo negativo que não pode ser completamente contido dentro das paredes de uma organização. (Mitroff) → Qualquer coisa negativa que escape ao controle da empresa e ganhe visibilidade tem potencial para detonar uma crise. (Lopes)
  • 3.
    → Que fatosnegativos as organizações não estão preparadas para enfrentar? Francisco Viana identifica algumas características nas crises das empresas: - O elemento surpresa - A falta de hábito de lidar com a mídia - A carência de informações - A forma como seus impactos se propagam - A incomum curiosidade da mídia - A mobilização da opinião pública e dos governantes - A perda dos controles das iniciativas
  • 4.
    As pesquisas demonstramque 65% das grandes crises ocorridas no mundo nos últimos 10 anos deram sinais de que iriam acontecer → É mito admitir que o fator surpresa é determinante nas crises. → Portanto, é mais fácil a crise ter origem em cochilo da empresa ou da personalidade pública do que essa crise ter sido provocada por ação de terceiros.
  • 5.
    Crise em temporeal → O ambiente de difusão das notícias está mudando rapidamente. Acredita-se que não existe mais crise local. Todas as crises são globais. → Estamos diante de um novo fenômeno: a noção do tempo. (Francisco Viana) → Não basta para a empresa ter uma cultura de comunicação. É imperativo criar uma cultura de comunicação em tempo real. A agilidade da área de comunicação deve irradiar a organização.
  • 6.
    Primeira reação: assumiro controle → Se a empresa não conseguiu intervir antes da divulgação de ocorrências negativas, a saída é apurar tudo, rapidamente, para divulgar uma versão plausível e convincente à imprensa. → Nas situações graves de crise quem deve assumir o comando das informações não é a mídia, mas a empresa ou governo. Se a mídia toma a iniciativa, será mais difícil administrar a crise.
  • 7.
    Primeira reação: assumiro controle → Para Conrado existe três estratégias ou atitudes para enfrentar notícias negativas: não fazer nada, reagir apenas quando algo acontece; ou ser proativo. → As duas primeiras alternativas, segundo ele, são conservadoras, arriscadas e desaconselhadas. O melhor mesmo, o mandamento básico é: conte tudo e depressa.
  • 8.
    Principais mandamentos dacomunicação segundo Caponigro: → Identifique todos os públicos que → Mantenha-se ativo e podem ser afetados pela crise. comunicativo → Prove que você identificou o → Seja conclusivo problema chave e está fazendo algo → Mantenha a calma sobre ele. → Nunca diga “sem comentários” → Concentre-se em três ou quatro → Comunique todas as más notícias mensagens-chave (core messages) de uma única vez ao público apropriado. → Propicie oportunidade de → Comunique apenas o que pode feedback a seus públicos. ser confirmado com absoluta → Mantenha registro de todas as certeza. ações → Não minta → Monitore a avalie a situação e → Não comente situações não pare de se comunicar. hipotéticas
  • 9.
    O que nãofazer: → Deixar o jornalista sem retorno quando ele procura alguém sobre matéria negativa. → Omitir-se quando existe uma crise instalada na empresa. “Esconder a informação é um erro.” (Doty) → Partir para a retaliação
  • 10.
    O cardápio dacrise Existe uma série de acontecimentos que podem transformar-se em crise. (Viana) → Demissões em massa → Vazamento de produtos petroquímicos → Fraudes → Desmando éticos → Grandes tragédias resultadas de catástrofes naturais ou de erro humano em grandes proporções. Para o autor, um modelo básico de administração de crise reúne pelo menos 11 situações diferentes,.
  • 11.
    Comitê de crise Aprática começou com os americanos, na década de 80, a partir do que aconteceu com a Exxon e com a Johnson e Johnson. A estrutura dos comitês pode variar. Em geral incluem: → Presidente da organização → Diretor jurídico → As áreas de comunicação → Atendimento ao cliente → Segurança e inteligência → Recursos humanos → Diretoria ligada diretamente no problema. Conrado separa a equipe em três segmentos: altos executivos, grupo de apoio e comunicações.
  • 12.
    Comitê de crise O comitê sinaliza os pontos vulneráveis da organização e, com isso, define objetivos, estratégias e táticas para enfrentar as crises. A formação de um comitê já sinaliza a sensibilidade da empresa para com o problema Formação ideal: poucas pessoas, conhecedoras da organização, com o poder de decisão e disposição para prestar esclarecimentos, se possível com treinamento em media training.
  • 13.
    O discurso dacrise Na crise, eleger um único porta-voz que passe credibilidade, com treinamento para lidar com a imprensa e conheça profundamente a própria organização, além de dominar todos os aspectos da crise. → Nem sempre o porta-voz mais qualificado para crise é o principal executivo da empresa. - A imprensa, por ser o meio mais importante, deve ter tratamento diferenciado nas crises das empresas, porque tem a capacidade de atingir a todos os públicos.
  • 14.
    Quem é omeu público? → Existe pouca diferença no timing que deve ser obedecido para informar cada público. → O público interno devia ser o primeiro a saber, mas as agências acabam na maioria das vezes “furando” os veículos internos. → Empregados, controladores da empresa, os diversos conselhos, acionistas e clientes, precisam receber as primeiras informações quando ocorrem crises mais graves. → Quando um fato de repercussão nacional ou internacional precisa ser divulgado, definir uma estratégia ampla de divulgação, principalmente quanto aos públicos que se pretende atingir.
  • 15.
    Quem é omeu público? → O publico interno talvez seja o mais sensível. Ele precisa ser informado imediatamente de qualquer ato que implique ameaça à imagem da empresa. → Duda Mendonça, especialista em marketing político, diz que o primeiro público de um político é o seu eleitor. → Um sinal positivo para clientes e os empregados numa crise é a competência na utilização da internet.
  • 16.
    Palavra-chave: credibilidade Transparênciaé a palavra que mais aparece nos discursos de autoridades mergulhadas na crise. Ela é mais pronunciada do que praticada.
  • 17.
    Antes que acrise chegue → Os manuais teóricos sobre crises de comunicação recomendam a prevenção como um dos melhores remédios para evitar estragos demasiados à imagem da empresa. → É melhor investir nessa preparação,porque as pesquisas mostram que as organizações ou governos com gerenciamento de risco superam melhor os momentos difíceis. → Ao adotar a premissa de que a prevenção não é um gasto inútil, a maioria dos autores admite que “o planejamento prévio pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma organização”, o que significa prejuízo ou lucro de alguns bilhões de dólares (Rosa, 2001,0p. 144).
  • 18.
    Antes que acrise chegue → Michael W. Kempner recomenda cinco passos antes da crise: 1 – Identifique crises potenciais que possam afetar a sua empresa. 2 – Faça relatórios preliminares e respostas às prováveis perguntas. 3 – Prepare uma lista de repórteres que fariam a cobertura do fato ocorrido. 4 – Organize espaço de trabalho e equipamentos para repórteres. 5 – Desenvolva checklists para que detalhes não sejam esquecidos.
  • 19.
    Antes que acrise chegue → Nada melhor, portanto, do que prevenir os impactos negativos de uma notícia do que uma política aberta e continuada de relacionamento com a mídia. → Se os jornalistas não conhecem a empresa e nunca falaram com seus principais dirigentes, dificilmente conseguirão idealizar uma imagem dessa organização. Então, fica muito mais difícil alguém sair preservado da tempestade.
  • 20.
    Administrar a crisee a versão → Há mais casos ostensivos em que se tenta até mesmo esconder ou mascarar o problema. → Para a imagem da empresa, a percepção do mercado, entre os concorrentes, governos, clientes, patrões, controla dores acaba tendo mais importância do que a própria crise. → Princípio básico a ser seguido: se não quer que publique, não deixe acontecer. “O melhor meio de evitar críticas é ser incriticável”, diz Mamou. → A dimensão da explicação deve ser proporcional à versão ou ao fato que desencadeou a crise. Um simples acidente, quando não for bem explicado, pode desencadear uma crise e arranhar a imagem da empresa. E ninguém está vulnerável a acidentes.
  • 21.
    Administrar a crisee a versão → Karen Friedman recomenda usar três Cs da comunicação de crise: seja claro, conciso e consistente. Demonstre preocupação, compaixão e cuidado com os outros. → Um executivo, ao receber a imprensa para explicar uma crise, procura reunir o máximo de informação sobre o ocorrido, cerca-se das pessoas chaves para ajudá-lo na explicação do episódio e simula exaustivamente perguntas que podem ser feitas. A assessoria deve preparar um completo Q&A com tudo que pode ser abordado na entrevista. → Denúncia de funcionários ou dirigentes deve ser amplamente apurada e esclarecida. Se tiver empregados envolvidos e identificados, a imprensa precisa saber as penalidades previstas.
  • 22.
    À guisa daconclusão É possível superar as crises? Sim. Desde que a organização seja reconhecida pela sociedade pela atuação ética e responsável e adote um relacionamento permanente e consistente com a mídia. Para isso, não basta uma boa explicação. Fundamentar-se na verdade e na transparência ajuda a amenizar desgastes na imagem.