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ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DA CRUZ VERMELHA PORTUGUESA
27.º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM
ENSINO CLÍNICO V- ENFERMAGEM DE SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA
GUIA FARMACOLÓGICO
Alexandro Domingos, nº4346 e Brenda Soares, n.º 4355
Orientadora Académica: Isabel Castanheira das Neves
Orientadora Clínica: Enfermeira Lucília Lima e Enfermeiro José
Martins
ANO LETIVO 2019/2020
Terapêutica per os mais
utilizada no Serviço
Regional de Psiquiatria
Forense
Fármaco Grupo Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
ALPRAZOLAM
Grupo Terapêutico:
Ansiolíticos
Grupo Farmacológico:
Benzodiazepinas
- Alprazolam;
- Pazolam;
- Unilan;
- Xanax.
- Tratamento
da
Ansiedade;
- Tratamento
de
crises de pânico;
- Usos não
registados:
- Tratamento
dos sintomas do
síndroma pré-
menstrual. Insónia,
síndroma do
intestino irritável e
outros sintomas
somáticos associados
à
Ansiedade;
- Usado como
adjuvante na mania e
na psicose aguda.
- Tonturas;
- Sonolência;
- Letargia.
- A sonolência, as
tonturas e a sensação de
“cabeça leve” ocorrem, em
especial, no início da
terapêutica e tendem a
diminuir com o passar do
tempo;
- Monitorizar o
hemograma, função renal e
hepática. Pode causar
diminuição do hematócrito e
neutropenia;
- Terapêuticas
prolongadas com doses
elevadas podem causar
dependência física e
psicológica;
- Uma paragem abrupta do
fármaco pode causar suores,
vómitos, cãibras musculares,
tremores e convulsões.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações Terapêuticas Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
Flurazepam
Benzodiazepinas
- ansiolíticos, sedativos
e Hipnóticos
- Dalmadorm
- Morfex
- Está indicado no tratamento de curta
duração da insónia. As benzodiazepinas
só estão indicadas quando a doença é
grave e incapacitante ou o indivíduo
está sujeito a angústia extrema.
- Trombocitopenia
- Leucopenia
- Sonolência
- Confusão
-Fadiga
-Agitação
- Irritabilidade
- Agressividade
- Alucinações
- Cefaleias
- Amnesia
- Dependência
-Tonturas
- Fraqueza muscular
- Visão turva
- Alterações do desejo
sexual
- por se tratar de uma
benzodiazepina, poderá levar a
dependência física e psíquica
deste fármaco. O risco é maior em
doentes com historia de
toxicodependência e alcoolismo
- a interrupção abrupta pode ser
acompanhade de sintomas de
privação (ansiedade extrema,
parestesias , hiperacusia, confusão
e irritabilidade)
- as benzodiazepinas podem
induzir a amnésia anterógrada
(perda de memoria que impede de
registar um facto de modo a tê-lo
como lembranças.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
CLOZAPINA Grupo Terapêutico:
Antipsicóticos
-Clozapina (genéricos);
- Leponex;
- Ozapin.
- Tratamento
de
Esquizofrenia;
- Redução
de
comportamentos
suicidas
recorrentes em
doentes
esquizofrénicos;
- Como
adjuvante em
episódios de mania.
- Leucopenia; -
Neutropenia;
- Hipotensão;
- Taquicardia;
- Obstipação;
- Sedação;
- Tonturas.
- Aumenta o risco de
AVC em doentes com
demência;
- Monitorizar a
tensão arterial e pulso antes
e durante a toma;
- Alertar para a
importância da ingestão de
líquidos pelo risco de
obstipação;
- Pode ocorrer febre,
que é autolimitada, nas
primeiras 3 semanas da
terapêutica; - O tabaco
diminuí os efeitos da
Clozapina.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais
frequentes)
Observações
ÁCIDO
VALPRÓICO
Grupo Terapêutico:
Estabilizadores do
Humor;
Anticonvulsivantes;
Supressores de
Cefaleias
Vasculares
- Ácido Valpróico
(genéricos);
- Depakine;
- Diplexil;
- Valproato de Sódio.
- Epilepsias do tipo
ausências, simples e
complexas, em
monoterapia ou como
tratamento
adjuvante;
- Epilepsia parcial
complexa em monoterapia
ou como tratamento
adjuvante;
- Tratamento
adjuvante em doentes com
múltiplos tipos de
convulsões, incluindo
ausências.
- Queda do cabelo; -
Alteração na textura do cabelo;
- Sedação;
- Cefaleias;
- Tonturas;
- Distúrbios visuais;
- Náuseas;
- Vómitos;
- Indigestão;
- Anorexia; - Diarreia.
- Aumento do risco de
hemorragia quando usado em
concomitância com a Varfarina;
- Aumento do risco de
ideação/ comportamentos
suicidas, em especial, no início da
terapêutica;
- Monitorizar o
hemograma completo, a contagem
das plaquetas e o tempo de
hemorragia antes e
periodicamente ao longo da
terapêutica. Pode provocar
leucopenia e
trombocitopenia;
- Pode interferir com os
resultados dos testes à função da
tiróide;
- Pode causar resultados
falso positivos nos testes à
cetonúria;
- Pode causar efeitos
teratogénicos.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais
frequentes)
Observações
Ciamemazina
Grupo Terapêutico:
Antipsicótico
- Tercian
- Estados ansiosos das
evoluções psicóticas no
adulto e na criança
- Estados neuróticos de
evolução grave, como as
neuroses de angústia, as
neuroses obsessivas, etc.
- nas personalidades
patológicas como os
etílicos e outros
toxicómanos em curas de
desintoxicação.
- Estados de agressividade
no adulto e na criança,
nomeadamente nos
psicóticos, nos epilépticos,
em situações de atrasos,
etc.
- Em associação com
antidepressivos nas
depressões graves
- Sedação, sonolência. Insónia,
ansiedade. Alterações do
humor. Astenia. Apatia.
- Discinesias (precoces, tardias,
síndroma extrapiramidal).
Cefaleias. Crises convulsivas
nomeadamente em doentes com
alterações no EEG ou com
história desta situação
- Hipotensão ortostática,
taquicardia, palpitações
- alterações do EEG, arritmias,
hipotermia,
espasmos, rigidez muscular,
convulsões, colapso
respiratório e/ou vasomotor
eventualmente com
apneia súbita, vertigens,
lipotímias.
Prolongamento do intervalo QT
- Os efeitos atropínicos impõem
como contraindicação o glaucoma
de ângulo fechado, e o risco de
retenção urinária ligada a
perturbações prostáticas.
- Síndrome maligna: este risco
impõe a precaução de suspender o
tratamento neuroléptico em caso
de hipertermia seja qual for a
causa aparente.
- As modificações do traçado
E.E.G. justificam um reforço da
vigilância nos epilépticos, pela
possibilidade de redução do limiar
epileptógeno.
- Hipotensão: sugere prudência
nas pessoas idosas, nos portadores
de afeções cardiovasculares,
nos insuficientes renais e/ou
hepáticos.
- Monitorização do hemograma
caso o doente apresente febre ou
infeção (risco de agranulocitose).
- Os neurolépticos fenotiazínicos
podem potenciar o prolongamento
do intervalo QT, aumentando
o risco de ocorrência de arritmias
ventriculares graves do tipo
torsade de pointes potencialmente
fatais (morte súbita). O
prolongamento do intervalo QT é
particularmente agravado na
presença
de bradicardia, hipocaliemia e
prolongamento do QT congénito
ou adquirido (ex.: induzido por
fármacos)
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais
frequentes)
Observações
BIPERIDENO
anticolinérgico
- Akineton Retard
- Akineton
- está destinado ao
tratamento da síndrome
parkinsoniana,
especialmente para
controlar sintomas de
rigidez e tremor; sintomas
extrapiramidais como
distonias
agudas, acatisia e
síndromes parkinsonianas
induzidas por
neurolépticos e outros
fármacos similares
- Em altas doses,
excitabilidade, agitação, medo,
confusão, delírios, alucinações,
insônia.
- Fadiga, tontura,
distúrbios de memória,
cefaleias
- Ataxia, boca seca ,
taquicardia, dificuldades na
fala.
- maior atenção deve ser
dispensada aos pacientes com
idade avançada, sobretudo, se
apresentam sintomas de doenças
orgânicas cerebrais e com
aumento na suscetibilidade a
convulsão cerebral. Os idosos são
mais suscetíveis a medicação
anticolinérgica.
- A administração simultânea de
AKINETON® com outras drogas
de efeito anticolinérgico pode
potencializar os efeitos colaterais
ao nível do sistema nervoso
central e periférico.
Foram relatados movimentos
involuntários desordenados na
doença de Parkinson quando o
biperideno
foi associado à
carbidopa/levodopa. Outros:
quinidina, álcool.
Fármaco Grupo Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações
Adversas (mais
frequentes)
Observações
PANTOPRAZOL
Inibidor da bomba de
protões
Protetores gástricos
- Pantoprazol Generis
- Pantoprazol Teva
- Pantoprazol Ratipharm
- Pantoprazol Farmoz
- Pantoprazol Labesfal
- Pantoprazol
- Tratamento da doença de
refluxo gastroesofágico
sintomática.
- Tratamento de longa duração
de manutenção e prevenção
das recidivas da esofagite de
refluxo
- Prevenção de úlceras
gastroduodenais induzidas por
medicamentos
antiinflamatórios não
esteroides não-seletivos
(AINEs), em doentes em risco
com necessidade de
tratamento contínuo com
AINEs.
- Cefaleias
- Tonturas
- Perturbação
do sono
- Diarreia
- Insuficiência
hepática. Em doentes com
insuficiência hepática
grave, as enzimas
hepáticas devem ser
monitorizadas
regularmente durante o
tratamento com
pantoprazol.
- Influência na
absorção de Vitamina
B12. O pantoprazol, como
todos os medicamentos
bloqueadores de ácidos,
pode reduzir a absorção de
vitamina B12
(cianocobalamina),
devido a hipocloridria ou
acloridria
- Fraturas ósseas
Os inibidores da bomba de
protões, especialmente se
usados em doses elevadas e
durante muito tempo (>1 ano),
podem aumentar
modestamente o risco de
fratura
no punho, anca e coluna
vertebral, principalmente em
idosos
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais
frequentes)
Observações
BISACODILO
Laxante por contacto;
Grupo Difenilmetano
- Dulcolax
- Normalax
- Moderlax
- Para utilização em
casos de obstipação.
- Para preparação
de meios auxiliares de
diagnóstico, no tratamento
pré e pósoperatório e
sempre que se requeira
uma facilitação da
evacuação
- incluir cãibras
abdominais,
- dor abdominal,
- diarreia
- náuseas
- Tal como com todos os
laxantes não deve ser tomado
diariamente ou sem investigar a
causa da obstipação.
- A utilização prolongada e
excessiva poderá provocar
desequilíbrio eletrolítico e
hipocaliemia.
- A perda intestinal de
fluidos pode levar a desidratação.
Os sintomas podem incluir sede e
diminuição do volume urinário.
Nos doentes com perda de fluidos
em que a desidratação possa ser
prejudicial (por exemplo,
insuficiência renal, doentes
idosos),
- Os doentes podem ter
sangue nas fezes, geralmente
ligeiro e autolimitado.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações
Terapêuticas
Reações
Adversas (mais
frequentes)
Observações
TRAZODONA
Grupo Terapêutico:
Antidepressivos
- Trazodona
(genéricos);
- Trazone;
- Triticum.
- Depressão
major;
- Usos não
registados:
Tratamento de
insónias e
síndromes de dor
crónica,
incluindo
Neuropatia
diabética.
- Sonolência; -
Hipotensão;
- Xerostomia.
- Priapismo1
.
- Contraindicada em concomitância com Terapia
Electroconvulsiva (ECT);
- Pode aumentar o risco de ideação/tentativa de
suicídio, em especial, no início da terapêutica;
- Pode causar reações graves (hipertermia,
rigidez, flutuação dos sinais vitais, agitação extrema,
com evolução para delírio ou coma);
- Existe um aumento do risco de hemorragia,
quando usada em concomitância com AINEs, Aspirina,
Clopidogrel ou Varfarina;
- É importante monitorizar o hemograma, a
função renal e a hepática. Pode ocorrer diminuição
ligeira da contagem dos leucócitos e neutrófilos;
- Pode demorar semanas para que ocorra a ação
antidepressiva desejada.
1
Priapismo – Ereção prolongada, não associada a estímulo ou desejo sexual.
Fármaco Grupo Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações
Adversas (mais
frequentes)
Observações
BEZAFIBRATO Antidislipidémico
- Bezalip
- Bezalip retard
- indicado como um adjuvante
da dieta ou outro tratamento
não
farmacológico (por exemplo
exercício físico, redução de
peso) nas seguintes
situações:
- Tratamento da
hipertrigliceridemia grave com
ou sem níveis baixos de
colesterolHDL.
- Hiperlipidemia mista,
quando uma estatina está
contraindicada ou não é
tolerada
- Disturbios
gastrointestinais
- Náuseas
- Vómitos
- cefaleias
- Em doentes com
insuficiência renal pré-
existente, poderá ocorrer
insuficiência rena aguda
se as recomendações
posológicas, com base na
creatina sérica e na
depuração de creatinina,
não forem estritamente
cumpridas.
- Pode ocorrer fraqueza
muscular, mialgias e
cãibras musculares,
frequentemente
acompanhadas por um
aumento considerável da
creatinaquinase (CK).
- Devido ao risco de
rabdomiólise, o
bezafibrato só deve ser
administrado em conjunto
com inibidores da HMG
CoA redutase em casos
excecionais, quando
estritamente indicado.
2
Nevralgia pós-herpética – Complicação do Herpes Zóster (Zona), que se caracteriza por uma dor persistente, do tipo queimadura ou “choque elétrico”, que
tem uma duração superior a 3 meses após a resolução das lesões da pele observadas no Herpes Zóster (os exantemas).
3
Ataxia - Transtorno neurológico caracterizado pela falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários e do equilibro.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações Terapêuticas Reações
Adversas
(mais
frequentes)
Observações
GABAPENTINA
Grupo Terapêutico:
Anticonvulsivantes;
Estabilizadores do
Humor;
Analgésicos
Adjuvantes
- Gabapentina
(genéricos);
- Gatiraban;
- Neurontin.
- Crises convulsivas
parciais, com ou sem
generalização secundária
(como terapêutica adjuvante);
- Nevralgia pós-
herpética2
;
- Síndrome das pernas
inquietas;
- Dor neuropática;
- Perturbação Bipolar;
- Ansiedade;
- Neuropatia diabética
periférica; - Prevenção da
enxaqueca.
- Confusão;
- Depressão;
- Sonolência; -
Ataxia3
.
- Monitorizar a ocorrência de
alterações do comportamento que
possam indicar o surgimento ou
agravamento dos pensamentos ou
comportamentos
suicidas ou depressão;
- Pode provocar resultados falso
positivos nas determinações
laboratoriais da proteinúria;
- Pode causar leucopenia;
- A interrupção brusca pode
causar aumento na frequência das
convulsões.
Fármaco Grupo Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações
Adversas (mais
frequentes)
Observações
DIAZEPAM
Grupo Terapêutico:
Ansiolíticos; Sedativos
/Hipnóticos;
Anticonvulsivantes;
Relaxantes
músculoesqueléticos (de
Ação
Central)
Grupo Farmacológico:
Benzodiazepinas
- Diazepam
(genéricos);
- Bialzepam;
- Stesolid;
- Unisedil; -
Valium.
- Complemento no
tratamento de Ansiedade; -
Síndrome de Stiff-man4
;
- Sedação pré-
operatória;
- Tratamento de estados
epiléticos;
- Relaxante
músculo-
esquelético;
- Tratamento dos
sintomas da Síndrome de
Privação
Alcoólica5
;
- Tonturas;
- Sonolência;
- Letargia.
- A terapêutica
prolongada com doses
elevadas pode levar à
dependência física e
psicológica;
- A suspensão
abrupta pode causar
insónia, irritabilidade não
habitual, nervosismo
(Síndrome de Privação),
ou convulsões;
4
Síndrome de Stiff-man – Também designado por Síndrome de Stiff-person (SPS). É uma patologia rara do foro neurológico, caracterizada por uma significativa
rigidez muscular, por hiperreflexia (reflexos muito ativos ou responsivos em excesso) e pelo aparecimento de espasmos musculares dolorosos. Os últimos são
desencadeados por estímulos táteis ou sonoros, por emoções ou pelo esforço físico. Pode ser localizada ou generalizada a toda a extensão corporal. A maioria dos casos
conhecidos é de etiologia autoimune isolada (cerca de 60%), mas existem casos associados a tumores malignos (designando-se por SPS paraneoplásico), e alguns não
têm a sua etiologia totalmente esclarecida (idiopáticos).
5
Síndrome de Privação Alcoólica – Síndrome desencadeado pela redução ou interrupção abrupta do consumo alcoólico crónico excessivo. O indivíduo pode
apresentar perturbações do sono, alucinações e ilusões auditivas e visuais, tremores e sudorese excessiva. Também chamada de Síndrome de Abstinência Alcoólica
(SAA).
- Ansiedade associada
ao Enfarte Agudo do
Miocárdio
(EAM);
- Insónias.
- Os efeitos terapêuticos
ansiolíticos completos só
ocorrem 1-2 semanas após
o início da toma.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações Adversas (mais
frequentes)
Observações
LACTULOSE
Laxante osmótico
- Colsanac
- Duphalac
- Lactulose Farmoz
- Lactulose Generis
- Laevolac
- Solax
- Perphyl
- Melaxose
- Tratamento
fisiológico da
obstipação crónica.
- Meteorismo
- Fezes semi-
liquidas
- pode ser prescrito aos
diabéticos porque não contém
glucose. é destituído de valor
calórico, não provocando
agravamento de um eventual
obesidade.
- intolerância à frutose não
devem tomar este medicamento.
- Este medicamento
contém galactose. intolerância à
galactose, por exemplo
galactosemia, malabsorção de
glucosegalactose não devem
tomar este medicamento.
- Este medicamento
contém lactose. intolerância à
galactose, deficiência de lactase
ou malabsorção de glucose-
galactose não devem tomar este
medicamento.
6
Diplopia – Visão dupla.
7
Nistagmo - Movimentos repetitivos e involuntários do olho.
Fármaco Grupo Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações
Terapêuticas
Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
TOPIRAMATO
Grupo Terapêutico:
Anticonvulsivantes;
Estabilizadores do
Humor
- Topiramato
(genéricos);
- Pirepil;
- Topamax.
- Convulsões
incluindo: convulsões
parciais; generalizadas
tónicoclónicas primárias,
convulsões associadas a
Síndrome Lennox-
Gastaut;
- Prevenção de
enxaquecas, em adultos;
- Usos não registados:
Tratamento adjuvante da
Perturbação Bipolar.
Espasmos infantis.
- Tonturas;
- Sonolência;
- Fadiga;
- Nervosismo;
- Dificuldade
de
concentração/
memória;
- Abrandamento
psicomotor;
- Problemas da
fala;
- Diplopia6
;
- Nistagmo7
; -
Perda de peso; -
Náuseas.
- Pode aumentar o risco de
ideação/ comportamentos suicidas;
- Pode aumentar o risco de fenda
palatina ou fenda labial em crianças
expostas durante a gravidez;
- Os níveis sanguíneos e os efeitos
podem ser diminuídos pelo uso
concomitante de Fenitoína,
Carbamazepina ou Ácido Valpróico;
- Pode aumentar os níveis
sanguíneos e os efeitos da Fenitoína,
Amitriptilina ou Lítio;
- Pode diminuir os níveis
sanguíneos e os efeitos dos
contracetivos hormonais,
Risperidona ou do Ácido Valpróico;
- O uso concomitante com Ácido
Valpróico pode aumentar o risco de
encefalopatia e hipotermia;
- Monitorizar o surgimento ou
agravamento de comportamento/
ideação suicida ou depressão;
- Monitorizar o hemograma, com
contagem de plaquetas antes da
terapêutica para determinação dos níveis
basais e periodicamente durante a
terapêutica. Provoca anemias
frequentemente;
- A função hepática deve ser
monitorizada periodicamente durante a
terapêutica. Pode provocar aumento dos
níveis de ALT e AST;
- A medicação deve ser
interrompida gradualmente para prevenir
convulsões e estados epiléticos;
- Pode causar sudação e aumento
da temperatura corporal;
- Aconselhar o doente a manter
uma ingestão de fluídos de 2000-3000
ml/dia para prevenir a formação de
cálculos renais.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações Terapêuticas Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
CLOROPROMAZINA
Antipisicótico
- Largactil - Psicoses agudas:
estados de agitação
psicomotora, excitação
maníaca e síndromes
confusionais.
- Psicoses crónicas:
estados esquizofrénicos
incluindo a esquizofrenia
paranoide, estados delirantes
crónicos.
- Manifestações de
agressividade nas psicoses do
adulto e da criança.
- Neuroses graves e
incapacitantes.
- Vómitos de origem
central.
- hipotensão
ortostática
- efeitos
anticolinérgicos do
tipo boca seca,
alterações da
acomodação, risco
de retenção
urinária,
- obstipação e
possível iléus
adinâmico
- sedação
e/ou sonolência,
mais marcada no
início do
tratamento
indiferença,
reações ansiosas,
variações do estado
de humor
- pode estar na origem de alterações da
pressão arterial, nomeadamente episódios de
hipotensão transitória e/ou de hipotensão
postural (ortostática), efeitos que devem ser
considerados aquando da sua
prescrição nomeadamente no doente idoso
(maior suscetibilidade e risco de queda) e no
doente cardiovascular, sobretudo em caso de
patologia com risco de hipotensão transitória.
- Prolongamento do intervalo QT(risco
inicial de arritmias ventriculares sérias do tipo
torsade de pointes) potencialmente fatal –
morte súbita.
- risco de retenção urinária e de glaucoma, para
além do efeito obstipante que pode
conduzir ao iléus adinâmico, nomeadamente no
doente idoso obstipado
- Os medicamentos anticolinérgicos podem
igualmente reduzir a ação
Antipsicótica
- Os sais de magnésio, alumínio e de cálcio
diminuem a absorção
digestiva do Largactil devendo por esse motivo
haver um intervalo de pelo menos 2 horas entre
- discinesias
precoces (cervico-
faciais e oculares)
- - síndrome
extrapiramidal
(acatísia,
parkinsonismo)
cedendo
parcialmente aos
antiparkinsónicos
anticolinérgicos
- discinesias
tardias, sobretudo
em caso de
tratamentos
prolongados, não
cedendo aos
antiparkinsónicos
anticolinérgicos
- convulsões
a administração deste tipo de substâncias e do
Largactil
- o efeito hipotensor da maioria dos
medicamentos anti-hipertensivos (e
especialmente dos bloqueadores alfa
adrenérgicos) pode ser aumentado pelo
Largactil assim como o risco de hipotensão
ortostática.
- Lítio: a associação de lítio e Largactil pode
estar na origem de neurotoxicidade (estados de
confusão, hipertonia, reflexos exacerbados) e
de aumento dos níveis séricos do lítio.
- Propranolol: o Largactil e o propranolol
administrados em simultâneo podem,
reciprocamente, inibir o seu metabolismo
hepático. O propranolol pode aumentar os
níveis plasmáticos do Largactil e, por sua vez,
este último pode aumentar as concentrações
plasmáticas e a biodisponibilidade do
propranolo.
-Ácido valpróico: o Largactil pode antagonizar
a atividade antiepilética do ácido valpróico pela
diminuição do limiar convulsivo do doente
epilético.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações
Adversas
(mais
frequentes)
Observações
LORAZEPAM
Grupo Terapêutico:
Sedativos/
Hipnóticos;
Ansiolíticos;
Anticonvulsivantes
Grupo
Farmacológico:
Benzodiazepinas
- Lorazepam
(genéricos);
- Ansilor;
- Lorenin;
- Lorsedal;
- Rialam.
- Tratamento de
perturbações ansiosas; -
Sedação pré-operatória
(em injetável). Diminui a
ansiedade pré-operatória
e proporciona amnésia; -
Usos não registados:
Antieméticos antes de
quimioterapia;
Insónia,
Perturbação de
Pânico;
Adjuvante na mania aguda
ou psicose aguda.
- Tonturas;
- Sonolência;
- Letargia.
- O uso na gravidez e no
aleitamento pode causar depressão
no SNC, flacidez, dificuldades na
alimentação, hipotermia, e
problemas respiratórios no recém-
nascido. Suspender o fármaco ou
alimentar com leite de fórmula;
- A terapêutica prolongada
com doses elevadas pode levar à
dependência psicológica ou física;
- Não usar em doentes com
problemas convulsivos. Pode
induzir convulsões; - A suspensão
abrupta do fármaco pode causar
tremores, náuseas, cãibras e cólicas.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações
Adversas
(mais
frequentes)
Observações
TANSULUZINA
- Tansuluzina
(genéricos);
- Tansuluzina
Radipharm
- Tansulusina Teva
- Sintomas das vias
urinárias inferiores
(SVUI) associados a
hiperplasia benigna da
próstata ( HBP)
- Tonturas;
- Cefaleias
- Ejaculação
retardada
- Astenia
- Obstipação
- Vomito
- Hipotensão
ortostática
- Como outros antagonistas
dos adrenorecetores α 1, a redução
da pressão arterial pode ocorrer
em casos pontuais durante o
tratamento com tansulosina,
podendo causar, em casos raros,
síncope. Se começarem a aparecer
sintomas iniciais de hipotensão
ortostática (tonturas,fraqueza),
então o doente deverá sentar-se ou
deitar-se até desaparecerem os
sintomas. Antes de qualquer terapia
com tansulosina ser iniciada, o
doente deve ser examinado de
forma a excluir-se a presença de
outras condições que podem
originar os mesmos sintomas da
hiperplasia prostática benigna. O
exame retal digital e, se necessário,
a determinação dos antigénios
específicos da próstata (PSA)
deverá ser efetuada antes do início
do tratamento e mais tarde,
novamente, a intervalos regulares.
- O diclofenac e a varfarina podem
aumentar a velocidade de eliminação
da tansulosina.
-
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações
Adversas
(mais
frequentes)
Observações
ÁCIDO
ACETILSALICÍLICO
Analgésicos e
antipiréticos
Antiagregantes
plaquetários
- Ácido acetilsalicílico
(Genericos)
- Tromalyt
- AAS 150
- Aspirina
- ASP
- Cartia
- Migraspirina
- Para 100mg:
Prevenção de enfarte
agudo do miocárdio em
doentes com angina de
peito instável;
- No enfarte agudo do
miocárdio;
- Na profilaxia do
reenfarte;
- Prevenção primária ou
secundária de acidentes
isquémicos transitórios
(AIT) e de acidentes
vasculares cerebrais
(AVC) trombóticos;
- Prevenção de acidentes
tromboembólicos após
cirurgia vascular ou
intervenções cirúrgicas
- úlceras pépticas,
perfuração ou
hemorragia
gastrointestinal
potencialmente
fatais
- Náuseas,
dispepsia,
vómitos,
hematemeses,
flatulência, dor
abdominal,
diarreia,
obstipação,
melenas,
estomatite aftosa,
exacerbação de
colite ou doença
de Crohn
O ácido acetilsalicílico diminui:
- Os efeitos dos antagonistas da
aldosterona e dos diuréticos de ansa;
- Os efeitos dos medicamentos
anti-hipertensores;
- Os efeitos dos uricosúricos,
- atividade do alfa-interferão.
- O ácido acetilsalicílico nunca
deve ser associado a vacinas de vírus
influenza vivos.
O ácido acetilsalicílico aumenta:
- Os efeitos dos anticoagulantes
- O risco de hemorragia
gastrointestinal em caso de ingestão de
álcool;
- Os efeitos dos anti-
inflamatórios não esteroides;
- Os efeitos das sulfonilureias;
- - Os efeitos do metotrexato;
- - Os efeitos das sulfonamidas;
- Os efeitos do ácido valpróico;
- Os efeitos da insulina;
- Os efeitos da fenitoína;
- Os efeitos da triiodotironina;
- As concentrações plasmáticas
de digoxina, barbitúricos e lítio.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações
Adversas
(mais
frequentes)
Observações
BROMETO
DE
IPATRÓPIO
Antiasmáticos e
Broncodilatadores
Antagonistas
colinérgicos
- Atrovent
- Ipraxa
- indicado como
broncodilatador no
tratamento de
manutenção do
broncospasmo associado à
doença pulmonar
obstructiva crónica
(bronquite crónica e
enfisema).
- quando usado em
associação com
betaagonistas inalados, no
tratamento do
broncospasmo agudo
associado à doença
pulmonar
obstrutiva crónica
incluindo a bronquite
crónica e a asma.
- taquicardia e
palpitações,
perturbações da
acomodação
visual,
perturbações da
motilidade
gastrintestinal e
retenção urinária,
são
raros e reversíveis,
embora o risco de
retenção urinária
possa aumentar em
doentes com
obstrução pré-
existente do fluxo
urinário.
- pode ser administrado por vários
tipos de nebulizadores
disponíveis. Quando existe oxigénio
de rampa disponível, o fluxo de 6 a
8 litros por
minuto é o mais adequado para a
administração de Brometo de
Ipratrópio
- é adequado para inalação
simultânea com os
secretomucolíticos cloridrato de
ambroxol em solução para inalação,
cloridrato de bromexina em solução
para inalação e com bromidrato de
fenoterol em solução para inalação
- Não se deverá proceder à
administração simultânea no mesmo
nebulizador de Brometo de
Ipratrópio e cromoglicato dissódico
solução para inalação, que contenha
o conservante cloreto de
benzalcónio, dado que pode ocorrer
precipitação.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações
Adversas
(mais
frequentes)
Observações
BUSPIRONA
Ansiolíticos,
sedativos e hipnóticos
- Itagil
- Buscalma 5
- Ansisten
- Busansil
- é usado para tratar
perturbações da ansiedade
(ansiedade generalizada) e
no alívio dos
sintomas da ansidade, com
ou sem depressão
associada.
- tonturas,
cefaleias,
nervosismo,
atordoamento,
náuseas, excitação
e sudação.
- Quando em administração
concomitante com eritromicina,
itraconazol, nefazodona,
cetoconazol e ritonavir, recomenda-
se usar uma dose baixa de buspirona.
- Quando em administração
concomitante com dexametasona e
alguns anticonvulsivantes (como a
fenitoína, fenobarbital,
carbamazepina), pode ser necessário
aumentar a dose de buspirona.
- A co-administração da buspirona
com diltiazem e verapamil, por
poder potenciar os efeitos e
aumentar a toxicidade da buspirona,
pode requerer acertos posológicos
de qualquer um dos fármacos,
com base na resposta clínica.
- A co-administração de buspirona
com rifampicina pode diminuir as
concentrações plasmáticas e os
efeitos da buspirona.
- A buspirona não desloca a ligação
às proteínas plasmáticas dos
fármacos que se ligam fortemente,
como a fenitoína, propranolol e
varfarina. No entanto, existem
relatos (raros) de aumento do tempo
de
protrombina quando a buspirona foi
adicionada a um regime com
varfarina. In vitro, a buspirona
desloca os fármacos menos
firmemente ligados, como a
digoxina.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome Comercial Indicações
Terapêuticas
Reações
Adversas
(mais
frequentes)
Observações
LEVOMEPRAZINA
Antipsicóticos
- Nozinan - No tratamento da
esquizofrenia
especialmente quando é
desejada uma redução
da atividade
psicomotora
- hipotensão
ortoestatica
- impotência,
frigidez, priapismo
(muito raramente)
- amenorreia
(desaparecimento da
menstruação),
galactorreia e
ginecomastia
(atividade e
aumento da
glândula mamária)
- aumento de peso
- hiponatremia,
síndrome de
secreção
inapropriada da
hormona
antidiurética
(SIADH)
- este tipo de medicamentos está
associado à formação de coágulos
sanguíneos.
- Em risco de hipertermia (estado
febril) é obrigatório interromper a
administração
- Os neurolépticos
fenotiazínicos podem potenciar o
prolongamento do intervalo QT,
- aumentando o risco inicial de
arritmias ventriculares graves do tipo
torsade de pointes
(potencialmente fatal: morte súbita).
- Aumento do efeito dos anti-
hipertensorese dos depressores do
sistema nervoso central (ex.: álcool,
ansiolíticos, opiáceos, barbitúricos). A
administração simultânea com levodopa
provoca a perda de atividade dos
neurolépticos. Adição dos efeitos
indesejáveis do tipo atropínico (secura
de boca, retenção urinária, obstipação)
em caso de associação a substâncias com
atividade anticolinérgica
(antidepressivos tricíclicos, alguns
antiparkinsónicos, antiespasmódicos
atropínicos, etc.).
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações Terapêuticas Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
LÍTIO
Grupo Terapêutico:
Estabilizadores do
Humor
- Priadel. - Episódios maníacos
da Perturbação Bipolar I
(tratamento, manutenção e
profilaxia);
- Previne/diminui a
incidência de episódios
maníacos agudos.
- Cefaleias;
- Défices de
memória;
- Letargia;
- Fadiga;
- Alterações no
Eletrocardiograma (ECG);
- Náuseas;
- Anorexia;
- Edema epigástrico;
- Diarreia;
- Dor abdominal;
- Poliúria;
- Erupção
acneiforme;
- Foliculite;
- Hipotiroidismo;
- Leucocitose;
- Fraqueza muscular.
- Comummente causa alterações
renais; - Monitorizar o humor, a ideação
e os comportamentos suicidas. Se
indicado, instituir estratégias de
precaução para evitar as tentativas de
suicídio;
- Monitorizar a ingestão alimentar
e de líquidos;
- Pode ocorrer aumento do peso;
- Sinais de Toxicidade: Vómitos,
diarreia, discurso arrastado, diminuição
da coordenação motora, sonolência,
fraqueza muscular ou tiques nervosos; -
Nas perturbações que afetam o humor,
os efeitos aparecem 1-3 semanas após o
início da terapêutica.
Fármaco Grupo Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações
Terapêuticas
Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
PALIPERIDONA
Grupo Terapêutico:
Antipsicóticos
Grupo Farmacológico:
Benzisoxazoles
- Paliperidona
(genéricos);
- Invega;
- Xeplion.
- P.O. e
I.M.:
Tratamento agudo e de
manutenção da
Esquizofrenia;
- P.O.:
Tratamento agudo
das
Perturbações
Esquizoafetivas (em
monoterapia ou como
adjuvante de
estabilizadores do
humor e/ou
antidepressivos).
- Sonolência;
- Cefaleias;
- Insónias;
- Ansiedade;
- Tonturas;
- Visão turva;
- Náuseas;
- Hiperglicemia;
- Aumento do peso.
- Pode causar
diminuição do tempo de
trânsito
intestinal;
- Pode aumentar o
risco de ideação ou
comportamento suicida,
em especial, durante a
terapêutica
inicial;
- Pode provocar
alterações cardíacas e
hipotensão
ortostática;
- Pode causar
aumento dos níveis
séricos de
prolactina.
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações Terapêuticas Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
PROPRANOLOL
Beta- bloqueador
andenérgico
Anti-hipertensivo
- Ideral Controlo da hipertensão
essencial e renal.
Tratamento da angina de peito.
Profilaxia a longo prazo após
recuperação do enfarte agudo
do miocárdio
Controlo da maioria das
arritmias cardíacas doente.
Profilaxia da enxaqueca.
Tratamento do tremor
essencial.
Controlo da ansiedade e da
taquicardia ansiosa.
Adjuvante do tratamento da
tirotoxicose e crises
tirotóxicas.
Tratamento da cardiomiopatia
hipertrófica obstrutiva.
Tratamento do
feocromocitoma (associado a
um bloqueador alfa-
adrenérgico)
Doenças do sistema
nervoso: Perturbações
do
sono, pesadelos
Cardiovascular:
Bradicardia,
extremidades frias,
fenómeno de
"Raynaud"
Perturbações gerais:
Fadiga e/ou lassitude
(geralmente
transitória)
- Inderal não deve ser
administrado se existir uma
história de asma brônquica ou
broncospasmo.
- Inderal, tal como acontece
com outros beta bloqueantes,
não deve ser administrado a
doentes que apresentem:
- hipersensibilidade conhecida
ao propranolol ou a qualquer
um dos excipientes;
bradicardia; choque
cardiogénico; hipotensão;
acidose metabólica; após jejum
prolongado; perturbações
circulatórias graves das artérias
periféricas; bloqueio
aurículo-ventricular do segundo
ou terceiro graus; síndrome
“sick sinus”;
feocromocitoma não tratado
(com um antagonista alfa-
adrenoceptor); insuficiência
cardíaca não controlada; angina
de Prinzmetal.
Inderal não deve ser
administrado a doentes com
predisposição para a
hipoglicemia, isto é, em doentes
após jejum prolongado ou em
doentes com reservas
contrareguladoras restritas
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações Terapêuticas Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
SIVASTATINA
Antidislipidémico
Sinvastatina
- Hipercolesterolemia
- Prevenção cardiovascular
obstipação, dor
abdominal,
flatulência, dispepsia,
diarreia, náuseas,
vómitos,
pancreatite
A sinvastatina, tal como outros
inibidores da redutase da
HMG-CoA, provoca,
ocasionalmente, miopatia que
se manifesta como dor,
sensibilidade ou fraqueza
musculares com elevações de
creatinaquinase
A toma de sinvastatina com
gemfibrozil é contraindicada.
Devido ao risco aumentado de
miopatia e rabdomiólise
A sinvastatina não deve ser
administrada
concomitantemente com
formulações
sistémicas de ácido fusídico ou
até 7 dias após terminar o
tratamento com ácido
fusídico. Em doentes nos quais
o uso sistémico de ácido
fusídico seja considerado
essencial, o tratamento com
estatinas deve ser interrompido
durante o período de
duração do tratamento com
ácido fusídico
Fármaco Grupo
Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações Terapêuticas Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
SIVASTATINA
Antidislipidémico
Sinvastatina
- Hipercolesterolemia
- Prevenção cardiovascular
obstipação, dor
abdominal,
flatulência, dispepsia,
diarreia, náuseas,
vómitos,
pancreatite
A sinvastatina, tal como outros
inibidores da redutase da
HMG-CoA, provoca,
ocasionalmente, miopatia que
se manifesta como dor,
sensibilidade ou fraqueza
musculares com elevações de
creatinaquinase
A toma de sinvastatina com
gemfibrozil é contraindicada.
Devido ao risco aumentado de
miopatia e rabdomiólise
A sinvastatina não deve ser
administrada
concomitantemente com
formulações
sistémicas de ácido fusídico ou
até 7 dias após terminar o
tratamento com ácido
fusídico. Em doentes nos quais
o uso sistémico de ácido
fusídico seja considerado
essencial, o tratamento com
estatinas deve ser interrompido
durante o período de
duração do tratamento com
ácido fusídico
Fármaco Grupo Terapêutico e
Farmacológico
Nome
Comercial
Indicações
Terapêuticas
Reações Adversas
(mais frequentes)
Observações
QUETIAPINA
Grupo Terapêutico:
Antipsicóticos;
Estabilizadores do
Humor
- Quetiapina
(genéricos);
- Alzen;
- Klapined;
- Querolan;
- Seroquel; -
Tazithen.
- Esquizofrenia;
- Episódios
depressivos com Perturbação
Bipolar;
- Episódios de mania
associados à
Perturbação Bipolar (em
monoterapia ou em
associação ao Lítio);
- Tratamento de
manutenção da
Perturbação Bipolar (em
associação ao Lítio); -
Tratamento adjuvante da
Depressão.
- Tonturas;
- Aumento do
apetite; - Aumento do peso.
- Pode aumentar o risco de
hiperglicemia nos doentes com
Diabetes mellitus; - Avaliar a
ocorrência de tendências suicidas,
em especial, no início da
terapêutica;
- Monitorizar a ocorrência
de sinais de pancreatite (náuseas,
vómitos, anorexia, dor abdominal
severa persistente, por vezes, com
irradiação para a região lombar)
durante a terapêutica. O fármaco
pode aumentar os níveis de AST
(Aspartato Transaminase) e
ALT (Alanina
Transaminase);
- Pode provocar anemia,
trombocitopenia ou
leucopenia;
- Pode provocar aumento
do colesterol total e dos
triglicéridos.
40
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
1. INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde
LTA, disponível em : https://www.infarmed.pt/web/infarmed/servicos-on-
line/pesquisa-do-medicamento
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Emergências Psiquiátricas - Ricardo Manzochi Assmé
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Aula 7 Biomedicina
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Farmacos detalhes

  • 1. ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DA CRUZ VERMELHA PORTUGUESA 27.º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM ENSINO CLÍNICO V- ENFERMAGEM DE SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA GUIA FARMACOLÓGICO Alexandro Domingos, nº4346 e Brenda Soares, n.º 4355 Orientadora Académica: Isabel Castanheira das Neves Orientadora Clínica: Enfermeira Lucília Lima e Enfermeiro José Martins ANO LETIVO 2019/2020
  • 2. Terapêutica per os mais utilizada no Serviço Regional de Psiquiatria Forense
  • 3.
  • 4. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações ALPRAZOLAM Grupo Terapêutico: Ansiolíticos Grupo Farmacológico: Benzodiazepinas - Alprazolam; - Pazolam; - Unilan; - Xanax. - Tratamento da Ansiedade; - Tratamento de crises de pânico; - Usos não registados: - Tratamento dos sintomas do síndroma pré- menstrual. Insónia, síndroma do intestino irritável e outros sintomas somáticos associados à Ansiedade; - Usado como adjuvante na mania e na psicose aguda. - Tonturas; - Sonolência; - Letargia. - A sonolência, as tonturas e a sensação de “cabeça leve” ocorrem, em especial, no início da terapêutica e tendem a diminuir com o passar do tempo; - Monitorizar o hemograma, função renal e hepática. Pode causar diminuição do hematócrito e neutropenia; - Terapêuticas prolongadas com doses elevadas podem causar dependência física e psicológica; - Uma paragem abrupta do fármaco pode causar suores, vómitos, cãibras musculares, tremores e convulsões.
  • 5. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações Flurazepam Benzodiazepinas - ansiolíticos, sedativos e Hipnóticos - Dalmadorm - Morfex - Está indicado no tratamento de curta duração da insónia. As benzodiazepinas só estão indicadas quando a doença é grave e incapacitante ou o indivíduo está sujeito a angústia extrema. - Trombocitopenia - Leucopenia - Sonolência - Confusão -Fadiga -Agitação - Irritabilidade - Agressividade - Alucinações - Cefaleias - Amnesia - Dependência -Tonturas - Fraqueza muscular - Visão turva - Alterações do desejo sexual - por se tratar de uma benzodiazepina, poderá levar a dependência física e psíquica deste fármaco. O risco é maior em doentes com historia de toxicodependência e alcoolismo - a interrupção abrupta pode ser acompanhade de sintomas de privação (ansiedade extrema, parestesias , hiperacusia, confusão e irritabilidade) - as benzodiazepinas podem induzir a amnésia anterógrada (perda de memoria que impede de registar um facto de modo a tê-lo como lembranças.
  • 6. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações CLOZAPINA Grupo Terapêutico: Antipsicóticos -Clozapina (genéricos); - Leponex; - Ozapin. - Tratamento de Esquizofrenia; - Redução de comportamentos suicidas recorrentes em doentes esquizofrénicos; - Como adjuvante em episódios de mania. - Leucopenia; - Neutropenia; - Hipotensão; - Taquicardia; - Obstipação; - Sedação; - Tonturas. - Aumenta o risco de AVC em doentes com demência; - Monitorizar a tensão arterial e pulso antes e durante a toma; - Alertar para a importância da ingestão de líquidos pelo risco de obstipação; - Pode ocorrer febre, que é autolimitada, nas primeiras 3 semanas da terapêutica; - O tabaco diminuí os efeitos da Clozapina.
  • 7. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações ÁCIDO VALPRÓICO Grupo Terapêutico: Estabilizadores do Humor; Anticonvulsivantes; Supressores de Cefaleias Vasculares - Ácido Valpróico (genéricos); - Depakine; - Diplexil; - Valproato de Sódio. - Epilepsias do tipo ausências, simples e complexas, em monoterapia ou como tratamento adjuvante; - Epilepsia parcial complexa em monoterapia ou como tratamento adjuvante; - Tratamento adjuvante em doentes com múltiplos tipos de convulsões, incluindo ausências. - Queda do cabelo; - Alteração na textura do cabelo; - Sedação; - Cefaleias; - Tonturas; - Distúrbios visuais; - Náuseas; - Vómitos; - Indigestão; - Anorexia; - Diarreia. - Aumento do risco de hemorragia quando usado em concomitância com a Varfarina; - Aumento do risco de ideação/ comportamentos suicidas, em especial, no início da terapêutica; - Monitorizar o hemograma completo, a contagem das plaquetas e o tempo de hemorragia antes e periodicamente ao longo da terapêutica. Pode provocar leucopenia e trombocitopenia; - Pode interferir com os resultados dos testes à função da tiróide; - Pode causar resultados falso positivos nos testes à cetonúria; - Pode causar efeitos teratogénicos.
  • 8. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações Ciamemazina Grupo Terapêutico: Antipsicótico - Tercian - Estados ansiosos das evoluções psicóticas no adulto e na criança - Estados neuróticos de evolução grave, como as neuroses de angústia, as neuroses obsessivas, etc. - nas personalidades patológicas como os etílicos e outros toxicómanos em curas de desintoxicação. - Estados de agressividade no adulto e na criança, nomeadamente nos psicóticos, nos epilépticos, em situações de atrasos, etc. - Em associação com antidepressivos nas depressões graves - Sedação, sonolência. Insónia, ansiedade. Alterações do humor. Astenia. Apatia. - Discinesias (precoces, tardias, síndroma extrapiramidal). Cefaleias. Crises convulsivas nomeadamente em doentes com alterações no EEG ou com história desta situação - Hipotensão ortostática, taquicardia, palpitações - alterações do EEG, arritmias, hipotermia, espasmos, rigidez muscular, convulsões, colapso respiratório e/ou vasomotor eventualmente com apneia súbita, vertigens, lipotímias. Prolongamento do intervalo QT - Os efeitos atropínicos impõem como contraindicação o glaucoma de ângulo fechado, e o risco de retenção urinária ligada a perturbações prostáticas. - Síndrome maligna: este risco impõe a precaução de suspender o tratamento neuroléptico em caso de hipertermia seja qual for a causa aparente. - As modificações do traçado E.E.G. justificam um reforço da vigilância nos epilépticos, pela possibilidade de redução do limiar epileptógeno. - Hipotensão: sugere prudência nas pessoas idosas, nos portadores de afeções cardiovasculares, nos insuficientes renais e/ou hepáticos. - Monitorização do hemograma caso o doente apresente febre ou infeção (risco de agranulocitose).
  • 9. - Os neurolépticos fenotiazínicos podem potenciar o prolongamento do intervalo QT, aumentando o risco de ocorrência de arritmias ventriculares graves do tipo torsade de pointes potencialmente fatais (morte súbita). O prolongamento do intervalo QT é particularmente agravado na presença de bradicardia, hipocaliemia e prolongamento do QT congénito ou adquirido (ex.: induzido por fármacos)
  • 10. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações BIPERIDENO anticolinérgico - Akineton Retard - Akineton - está destinado ao tratamento da síndrome parkinsoniana, especialmente para controlar sintomas de rigidez e tremor; sintomas extrapiramidais como distonias agudas, acatisia e síndromes parkinsonianas induzidas por neurolépticos e outros fármacos similares - Em altas doses, excitabilidade, agitação, medo, confusão, delírios, alucinações, insônia. - Fadiga, tontura, distúrbios de memória, cefaleias - Ataxia, boca seca , taquicardia, dificuldades na fala. - maior atenção deve ser dispensada aos pacientes com idade avançada, sobretudo, se apresentam sintomas de doenças orgânicas cerebrais e com aumento na suscetibilidade a convulsão cerebral. Os idosos são mais suscetíveis a medicação anticolinérgica. - A administração simultânea de AKINETON® com outras drogas de efeito anticolinérgico pode potencializar os efeitos colaterais ao nível do sistema nervoso central e periférico. Foram relatados movimentos involuntários desordenados na doença de Parkinson quando o biperideno foi associado à carbidopa/levodopa. Outros: quinidina, álcool.
  • 11. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações PANTOPRAZOL Inibidor da bomba de protões Protetores gástricos - Pantoprazol Generis - Pantoprazol Teva - Pantoprazol Ratipharm - Pantoprazol Farmoz - Pantoprazol Labesfal - Pantoprazol - Tratamento da doença de refluxo gastroesofágico sintomática. - Tratamento de longa duração de manutenção e prevenção das recidivas da esofagite de refluxo - Prevenção de úlceras gastroduodenais induzidas por medicamentos antiinflamatórios não esteroides não-seletivos (AINEs), em doentes em risco com necessidade de tratamento contínuo com AINEs. - Cefaleias - Tonturas - Perturbação do sono - Diarreia - Insuficiência hepática. Em doentes com insuficiência hepática grave, as enzimas hepáticas devem ser monitorizadas regularmente durante o tratamento com pantoprazol. - Influência na absorção de Vitamina B12. O pantoprazol, como todos os medicamentos bloqueadores de ácidos, pode reduzir a absorção de vitamina B12 (cianocobalamina), devido a hipocloridria ou acloridria - Fraturas ósseas Os inibidores da bomba de protões, especialmente se usados em doses elevadas e durante muito tempo (>1 ano), podem aumentar modestamente o risco de fratura no punho, anca e coluna vertebral, principalmente em idosos
  • 12. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações BISACODILO Laxante por contacto; Grupo Difenilmetano - Dulcolax - Normalax - Moderlax - Para utilização em casos de obstipação. - Para preparação de meios auxiliares de diagnóstico, no tratamento pré e pósoperatório e sempre que se requeira uma facilitação da evacuação - incluir cãibras abdominais, - dor abdominal, - diarreia - náuseas - Tal como com todos os laxantes não deve ser tomado diariamente ou sem investigar a causa da obstipação. - A utilização prolongada e excessiva poderá provocar desequilíbrio eletrolítico e hipocaliemia. - A perda intestinal de fluidos pode levar a desidratação. Os sintomas podem incluir sede e diminuição do volume urinário. Nos doentes com perda de fluidos em que a desidratação possa ser prejudicial (por exemplo, insuficiência renal, doentes idosos), - Os doentes podem ter sangue nas fezes, geralmente ligeiro e autolimitado.
  • 13. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações TRAZODONA Grupo Terapêutico: Antidepressivos - Trazodona (genéricos); - Trazone; - Triticum. - Depressão major; - Usos não registados: Tratamento de insónias e síndromes de dor crónica, incluindo Neuropatia diabética. - Sonolência; - Hipotensão; - Xerostomia. - Priapismo1 . - Contraindicada em concomitância com Terapia Electroconvulsiva (ECT); - Pode aumentar o risco de ideação/tentativa de suicídio, em especial, no início da terapêutica; - Pode causar reações graves (hipertermia, rigidez, flutuação dos sinais vitais, agitação extrema, com evolução para delírio ou coma); - Existe um aumento do risco de hemorragia, quando usada em concomitância com AINEs, Aspirina, Clopidogrel ou Varfarina; - É importante monitorizar o hemograma, a função renal e a hepática. Pode ocorrer diminuição ligeira da contagem dos leucócitos e neutrófilos; - Pode demorar semanas para que ocorra a ação antidepressiva desejada. 1 Priapismo – Ereção prolongada, não associada a estímulo ou desejo sexual.
  • 14. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações BEZAFIBRATO Antidislipidémico - Bezalip - Bezalip retard - indicado como um adjuvante da dieta ou outro tratamento não farmacológico (por exemplo exercício físico, redução de peso) nas seguintes situações: - Tratamento da hipertrigliceridemia grave com ou sem níveis baixos de colesterolHDL. - Hiperlipidemia mista, quando uma estatina está contraindicada ou não é tolerada - Disturbios gastrointestinais - Náuseas - Vómitos - cefaleias - Em doentes com insuficiência renal pré- existente, poderá ocorrer insuficiência rena aguda se as recomendações posológicas, com base na creatina sérica e na depuração de creatinina, não forem estritamente cumpridas. - Pode ocorrer fraqueza muscular, mialgias e cãibras musculares, frequentemente acompanhadas por um aumento considerável da creatinaquinase (CK). - Devido ao risco de rabdomiólise, o bezafibrato só deve ser administrado em conjunto com inibidores da HMG CoA redutase em casos excecionais, quando estritamente indicado.
  • 15. 2 Nevralgia pós-herpética – Complicação do Herpes Zóster (Zona), que se caracteriza por uma dor persistente, do tipo queimadura ou “choque elétrico”, que tem uma duração superior a 3 meses após a resolução das lesões da pele observadas no Herpes Zóster (os exantemas). 3 Ataxia - Transtorno neurológico caracterizado pela falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários e do equilibro. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações GABAPENTINA Grupo Terapêutico: Anticonvulsivantes; Estabilizadores do Humor; Analgésicos Adjuvantes - Gabapentina (genéricos); - Gatiraban; - Neurontin. - Crises convulsivas parciais, com ou sem generalização secundária (como terapêutica adjuvante); - Nevralgia pós- herpética2 ; - Síndrome das pernas inquietas; - Dor neuropática; - Perturbação Bipolar; - Ansiedade; - Neuropatia diabética periférica; - Prevenção da enxaqueca. - Confusão; - Depressão; - Sonolência; - Ataxia3 . - Monitorizar a ocorrência de alterações do comportamento que possam indicar o surgimento ou agravamento dos pensamentos ou comportamentos suicidas ou depressão; - Pode provocar resultados falso positivos nas determinações laboratoriais da proteinúria; - Pode causar leucopenia; - A interrupção brusca pode causar aumento na frequência das convulsões.
  • 16. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações DIAZEPAM Grupo Terapêutico: Ansiolíticos; Sedativos /Hipnóticos; Anticonvulsivantes; Relaxantes músculoesqueléticos (de Ação Central) Grupo Farmacológico: Benzodiazepinas - Diazepam (genéricos); - Bialzepam; - Stesolid; - Unisedil; - Valium. - Complemento no tratamento de Ansiedade; - Síndrome de Stiff-man4 ; - Sedação pré- operatória; - Tratamento de estados epiléticos; - Relaxante músculo- esquelético; - Tratamento dos sintomas da Síndrome de Privação Alcoólica5 ; - Tonturas; - Sonolência; - Letargia. - A terapêutica prolongada com doses elevadas pode levar à dependência física e psicológica; - A suspensão abrupta pode causar insónia, irritabilidade não habitual, nervosismo (Síndrome de Privação), ou convulsões; 4 Síndrome de Stiff-man – Também designado por Síndrome de Stiff-person (SPS). É uma patologia rara do foro neurológico, caracterizada por uma significativa rigidez muscular, por hiperreflexia (reflexos muito ativos ou responsivos em excesso) e pelo aparecimento de espasmos musculares dolorosos. Os últimos são desencadeados por estímulos táteis ou sonoros, por emoções ou pelo esforço físico. Pode ser localizada ou generalizada a toda a extensão corporal. A maioria dos casos conhecidos é de etiologia autoimune isolada (cerca de 60%), mas existem casos associados a tumores malignos (designando-se por SPS paraneoplásico), e alguns não têm a sua etiologia totalmente esclarecida (idiopáticos). 5 Síndrome de Privação Alcoólica – Síndrome desencadeado pela redução ou interrupção abrupta do consumo alcoólico crónico excessivo. O indivíduo pode apresentar perturbações do sono, alucinações e ilusões auditivas e visuais, tremores e sudorese excessiva. Também chamada de Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA).
  • 17. - Ansiedade associada ao Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM); - Insónias. - Os efeitos terapêuticos ansiolíticos completos só ocorrem 1-2 semanas após o início da toma.
  • 18. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações LACTULOSE Laxante osmótico - Colsanac - Duphalac - Lactulose Farmoz - Lactulose Generis - Laevolac - Solax - Perphyl - Melaxose - Tratamento fisiológico da obstipação crónica. - Meteorismo - Fezes semi- liquidas - pode ser prescrito aos diabéticos porque não contém glucose. é destituído de valor calórico, não provocando agravamento de um eventual obesidade. - intolerância à frutose não devem tomar este medicamento. - Este medicamento contém galactose. intolerância à galactose, por exemplo galactosemia, malabsorção de glucosegalactose não devem tomar este medicamento. - Este medicamento contém lactose. intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose- galactose não devem tomar este medicamento.
  • 19. 6 Diplopia – Visão dupla. 7 Nistagmo - Movimentos repetitivos e involuntários do olho. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações TOPIRAMATO Grupo Terapêutico: Anticonvulsivantes; Estabilizadores do Humor - Topiramato (genéricos); - Pirepil; - Topamax. - Convulsões incluindo: convulsões parciais; generalizadas tónicoclónicas primárias, convulsões associadas a Síndrome Lennox- Gastaut; - Prevenção de enxaquecas, em adultos; - Usos não registados: Tratamento adjuvante da Perturbação Bipolar. Espasmos infantis. - Tonturas; - Sonolência; - Fadiga; - Nervosismo; - Dificuldade de concentração/ memória; - Abrandamento psicomotor; - Problemas da fala; - Diplopia6 ; - Nistagmo7 ; - Perda de peso; - Náuseas. - Pode aumentar o risco de ideação/ comportamentos suicidas; - Pode aumentar o risco de fenda palatina ou fenda labial em crianças expostas durante a gravidez; - Os níveis sanguíneos e os efeitos podem ser diminuídos pelo uso concomitante de Fenitoína, Carbamazepina ou Ácido Valpróico; - Pode aumentar os níveis sanguíneos e os efeitos da Fenitoína, Amitriptilina ou Lítio; - Pode diminuir os níveis sanguíneos e os efeitos dos contracetivos hormonais, Risperidona ou do Ácido Valpróico;
  • 20. - O uso concomitante com Ácido Valpróico pode aumentar o risco de encefalopatia e hipotermia; - Monitorizar o surgimento ou agravamento de comportamento/ ideação suicida ou depressão; - Monitorizar o hemograma, com contagem de plaquetas antes da terapêutica para determinação dos níveis basais e periodicamente durante a terapêutica. Provoca anemias frequentemente; - A função hepática deve ser monitorizada periodicamente durante a terapêutica. Pode provocar aumento dos níveis de ALT e AST; - A medicação deve ser interrompida gradualmente para prevenir convulsões e estados epiléticos;
  • 21. - Pode causar sudação e aumento da temperatura corporal; - Aconselhar o doente a manter uma ingestão de fluídos de 2000-3000 ml/dia para prevenir a formação de cálculos renais.
  • 22. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações CLOROPROMAZINA Antipisicótico - Largactil - Psicoses agudas: estados de agitação psicomotora, excitação maníaca e síndromes confusionais. - Psicoses crónicas: estados esquizofrénicos incluindo a esquizofrenia paranoide, estados delirantes crónicos. - Manifestações de agressividade nas psicoses do adulto e da criança. - Neuroses graves e incapacitantes. - Vómitos de origem central. - hipotensão ortostática - efeitos anticolinérgicos do tipo boca seca, alterações da acomodação, risco de retenção urinária, - obstipação e possível iléus adinâmico - sedação e/ou sonolência, mais marcada no início do tratamento indiferença, reações ansiosas, variações do estado de humor - pode estar na origem de alterações da pressão arterial, nomeadamente episódios de hipotensão transitória e/ou de hipotensão postural (ortostática), efeitos que devem ser considerados aquando da sua prescrição nomeadamente no doente idoso (maior suscetibilidade e risco de queda) e no doente cardiovascular, sobretudo em caso de patologia com risco de hipotensão transitória. - Prolongamento do intervalo QT(risco inicial de arritmias ventriculares sérias do tipo torsade de pointes) potencialmente fatal – morte súbita. - risco de retenção urinária e de glaucoma, para além do efeito obstipante que pode conduzir ao iléus adinâmico, nomeadamente no doente idoso obstipado - Os medicamentos anticolinérgicos podem igualmente reduzir a ação Antipsicótica - Os sais de magnésio, alumínio e de cálcio diminuem a absorção digestiva do Largactil devendo por esse motivo haver um intervalo de pelo menos 2 horas entre
  • 23. - discinesias precoces (cervico- faciais e oculares) - - síndrome extrapiramidal (acatísia, parkinsonismo) cedendo parcialmente aos antiparkinsónicos anticolinérgicos - discinesias tardias, sobretudo em caso de tratamentos prolongados, não cedendo aos antiparkinsónicos anticolinérgicos - convulsões a administração deste tipo de substâncias e do Largactil - o efeito hipotensor da maioria dos medicamentos anti-hipertensivos (e especialmente dos bloqueadores alfa adrenérgicos) pode ser aumentado pelo Largactil assim como o risco de hipotensão ortostática. - Lítio: a associação de lítio e Largactil pode estar na origem de neurotoxicidade (estados de confusão, hipertonia, reflexos exacerbados) e de aumento dos níveis séricos do lítio. - Propranolol: o Largactil e o propranolol administrados em simultâneo podem, reciprocamente, inibir o seu metabolismo hepático. O propranolol pode aumentar os níveis plasmáticos do Largactil e, por sua vez, este último pode aumentar as concentrações plasmáticas e a biodisponibilidade do propranolo. -Ácido valpróico: o Largactil pode antagonizar a atividade antiepilética do ácido valpróico pela diminuição do limiar convulsivo do doente epilético.
  • 24. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações LORAZEPAM Grupo Terapêutico: Sedativos/ Hipnóticos; Ansiolíticos; Anticonvulsivantes Grupo Farmacológico: Benzodiazepinas - Lorazepam (genéricos); - Ansilor; - Lorenin; - Lorsedal; - Rialam. - Tratamento de perturbações ansiosas; - Sedação pré-operatória (em injetável). Diminui a ansiedade pré-operatória e proporciona amnésia; - Usos não registados: Antieméticos antes de quimioterapia; Insónia, Perturbação de Pânico; Adjuvante na mania aguda ou psicose aguda. - Tonturas; - Sonolência; - Letargia. - O uso na gravidez e no aleitamento pode causar depressão no SNC, flacidez, dificuldades na alimentação, hipotermia, e problemas respiratórios no recém- nascido. Suspender o fármaco ou alimentar com leite de fórmula; - A terapêutica prolongada com doses elevadas pode levar à dependência psicológica ou física; - Não usar em doentes com problemas convulsivos. Pode induzir convulsões; - A suspensão abrupta do fármaco pode causar tremores, náuseas, cãibras e cólicas.
  • 25. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações TANSULUZINA - Tansuluzina (genéricos); - Tansuluzina Radipharm - Tansulusina Teva - Sintomas das vias urinárias inferiores (SVUI) associados a hiperplasia benigna da próstata ( HBP) - Tonturas; - Cefaleias - Ejaculação retardada - Astenia - Obstipação - Vomito - Hipotensão ortostática - Como outros antagonistas dos adrenorecetores α 1, a redução da pressão arterial pode ocorrer em casos pontuais durante o tratamento com tansulosina, podendo causar, em casos raros, síncope. Se começarem a aparecer sintomas iniciais de hipotensão ortostática (tonturas,fraqueza), então o doente deverá sentar-se ou deitar-se até desaparecerem os sintomas. Antes de qualquer terapia com tansulosina ser iniciada, o doente deve ser examinado de forma a excluir-se a presença de outras condições que podem originar os mesmos sintomas da hiperplasia prostática benigna. O exame retal digital e, se necessário,
  • 26. a determinação dos antigénios específicos da próstata (PSA) deverá ser efetuada antes do início do tratamento e mais tarde, novamente, a intervalos regulares. - O diclofenac e a varfarina podem aumentar a velocidade de eliminação da tansulosina. -
  • 27. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações ÁCIDO ACETILSALICÍLICO Analgésicos e antipiréticos Antiagregantes plaquetários - Ácido acetilsalicílico (Genericos) - Tromalyt - AAS 150 - Aspirina - ASP - Cartia - Migraspirina - Para 100mg: Prevenção de enfarte agudo do miocárdio em doentes com angina de peito instável; - No enfarte agudo do miocárdio; - Na profilaxia do reenfarte; - Prevenção primária ou secundária de acidentes isquémicos transitórios (AIT) e de acidentes vasculares cerebrais (AVC) trombóticos; - Prevenção de acidentes tromboembólicos após cirurgia vascular ou intervenções cirúrgicas - úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais - Náuseas, dispepsia, vómitos, hematemeses, flatulência, dor abdominal, diarreia, obstipação, melenas, estomatite aftosa, exacerbação de colite ou doença de Crohn O ácido acetilsalicílico diminui: - Os efeitos dos antagonistas da aldosterona e dos diuréticos de ansa; - Os efeitos dos medicamentos anti-hipertensores; - Os efeitos dos uricosúricos, - atividade do alfa-interferão. - O ácido acetilsalicílico nunca deve ser associado a vacinas de vírus influenza vivos. O ácido acetilsalicílico aumenta: - Os efeitos dos anticoagulantes - O risco de hemorragia gastrointestinal em caso de ingestão de álcool; - Os efeitos dos anti- inflamatórios não esteroides; - Os efeitos das sulfonilureias; - - Os efeitos do metotrexato; - - Os efeitos das sulfonamidas; - Os efeitos do ácido valpróico; - Os efeitos da insulina; - Os efeitos da fenitoína; - Os efeitos da triiodotironina; - As concentrações plasmáticas de digoxina, barbitúricos e lítio.
  • 28. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações BROMETO DE IPATRÓPIO Antiasmáticos e Broncodilatadores Antagonistas colinérgicos - Atrovent - Ipraxa - indicado como broncodilatador no tratamento de manutenção do broncospasmo associado à doença pulmonar obstructiva crónica (bronquite crónica e enfisema). - quando usado em associação com betaagonistas inalados, no tratamento do broncospasmo agudo associado à doença pulmonar obstrutiva crónica incluindo a bronquite crónica e a asma. - taquicardia e palpitações, perturbações da acomodação visual, perturbações da motilidade gastrintestinal e retenção urinária, são raros e reversíveis, embora o risco de retenção urinária possa aumentar em doentes com obstrução pré- existente do fluxo urinário. - pode ser administrado por vários tipos de nebulizadores disponíveis. Quando existe oxigénio de rampa disponível, o fluxo de 6 a 8 litros por minuto é o mais adequado para a administração de Brometo de Ipratrópio - é adequado para inalação simultânea com os secretomucolíticos cloridrato de ambroxol em solução para inalação, cloridrato de bromexina em solução para inalação e com bromidrato de fenoterol em solução para inalação - Não se deverá proceder à administração simultânea no mesmo nebulizador de Brometo de Ipratrópio e cromoglicato dissódico solução para inalação, que contenha o conservante cloreto de benzalcónio, dado que pode ocorrer precipitação.
  • 29. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações BUSPIRONA Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos - Itagil - Buscalma 5 - Ansisten - Busansil - é usado para tratar perturbações da ansiedade (ansiedade generalizada) e no alívio dos sintomas da ansidade, com ou sem depressão associada. - tonturas, cefaleias, nervosismo, atordoamento, náuseas, excitação e sudação. - Quando em administração concomitante com eritromicina, itraconazol, nefazodona, cetoconazol e ritonavir, recomenda- se usar uma dose baixa de buspirona. - Quando em administração concomitante com dexametasona e alguns anticonvulsivantes (como a fenitoína, fenobarbital, carbamazepina), pode ser necessário aumentar a dose de buspirona. - A co-administração da buspirona com diltiazem e verapamil, por poder potenciar os efeitos e aumentar a toxicidade da buspirona, pode requerer acertos posológicos de qualquer um dos fármacos, com base na resposta clínica. - A co-administração de buspirona com rifampicina pode diminuir as concentrações plasmáticas e os efeitos da buspirona. - A buspirona não desloca a ligação às proteínas plasmáticas dos fármacos que se ligam fortemente, como a fenitoína, propranolol e varfarina. No entanto, existem
  • 30. relatos (raros) de aumento do tempo de protrombina quando a buspirona foi adicionada a um regime com varfarina. In vitro, a buspirona desloca os fármacos menos firmemente ligados, como a digoxina.
  • 31. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações LEVOMEPRAZINA Antipsicóticos - Nozinan - No tratamento da esquizofrenia especialmente quando é desejada uma redução da atividade psicomotora - hipotensão ortoestatica - impotência, frigidez, priapismo (muito raramente) - amenorreia (desaparecimento da menstruação), galactorreia e ginecomastia (atividade e aumento da glândula mamária) - aumento de peso - hiponatremia, síndrome de secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIADH) - este tipo de medicamentos está associado à formação de coágulos sanguíneos. - Em risco de hipertermia (estado febril) é obrigatório interromper a administração - Os neurolépticos fenotiazínicos podem potenciar o prolongamento do intervalo QT, - aumentando o risco inicial de arritmias ventriculares graves do tipo torsade de pointes (potencialmente fatal: morte súbita). - Aumento do efeito dos anti- hipertensorese dos depressores do sistema nervoso central (ex.: álcool, ansiolíticos, opiáceos, barbitúricos). A administração simultânea com levodopa provoca a perda de atividade dos neurolépticos. Adição dos efeitos indesejáveis do tipo atropínico (secura de boca, retenção urinária, obstipação) em caso de associação a substâncias com atividade anticolinérgica (antidepressivos tricíclicos, alguns antiparkinsónicos, antiespasmódicos atropínicos, etc.).
  • 32. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações LÍTIO Grupo Terapêutico: Estabilizadores do Humor - Priadel. - Episódios maníacos da Perturbação Bipolar I (tratamento, manutenção e profilaxia); - Previne/diminui a incidência de episódios maníacos agudos. - Cefaleias; - Défices de memória; - Letargia; - Fadiga; - Alterações no Eletrocardiograma (ECG); - Náuseas; - Anorexia; - Edema epigástrico; - Diarreia; - Dor abdominal; - Poliúria; - Erupção acneiforme; - Foliculite; - Hipotiroidismo; - Leucocitose; - Fraqueza muscular. - Comummente causa alterações renais; - Monitorizar o humor, a ideação e os comportamentos suicidas. Se indicado, instituir estratégias de precaução para evitar as tentativas de suicídio; - Monitorizar a ingestão alimentar e de líquidos; - Pode ocorrer aumento do peso; - Sinais de Toxicidade: Vómitos, diarreia, discurso arrastado, diminuição da coordenação motora, sonolência, fraqueza muscular ou tiques nervosos; - Nas perturbações que afetam o humor, os efeitos aparecem 1-3 semanas após o início da terapêutica.
  • 33. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações PALIPERIDONA Grupo Terapêutico: Antipsicóticos Grupo Farmacológico: Benzisoxazoles - Paliperidona (genéricos); - Invega; - Xeplion. - P.O. e I.M.: Tratamento agudo e de manutenção da Esquizofrenia; - P.O.: Tratamento agudo das Perturbações Esquizoafetivas (em monoterapia ou como adjuvante de estabilizadores do humor e/ou antidepressivos). - Sonolência; - Cefaleias; - Insónias; - Ansiedade; - Tonturas; - Visão turva; - Náuseas; - Hiperglicemia; - Aumento do peso. - Pode causar diminuição do tempo de trânsito intestinal; - Pode aumentar o risco de ideação ou comportamento suicida, em especial, durante a terapêutica inicial; - Pode provocar alterações cardíacas e hipotensão ortostática; - Pode causar aumento dos níveis séricos de prolactina.
  • 34. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações PROPRANOLOL Beta- bloqueador andenérgico Anti-hipertensivo - Ideral Controlo da hipertensão essencial e renal. Tratamento da angina de peito. Profilaxia a longo prazo após recuperação do enfarte agudo do miocárdio Controlo da maioria das arritmias cardíacas doente. Profilaxia da enxaqueca. Tratamento do tremor essencial. Controlo da ansiedade e da taquicardia ansiosa. Adjuvante do tratamento da tirotoxicose e crises tirotóxicas. Tratamento da cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva. Tratamento do feocromocitoma (associado a um bloqueador alfa- adrenérgico) Doenças do sistema nervoso: Perturbações do sono, pesadelos Cardiovascular: Bradicardia, extremidades frias, fenómeno de "Raynaud" Perturbações gerais: Fadiga e/ou lassitude (geralmente transitória) - Inderal não deve ser administrado se existir uma história de asma brônquica ou broncospasmo. - Inderal, tal como acontece com outros beta bloqueantes, não deve ser administrado a doentes que apresentem: - hipersensibilidade conhecida ao propranolol ou a qualquer um dos excipientes; bradicardia; choque cardiogénico; hipotensão; acidose metabólica; após jejum prolongado; perturbações circulatórias graves das artérias periféricas; bloqueio aurículo-ventricular do segundo ou terceiro graus; síndrome “sick sinus”; feocromocitoma não tratado (com um antagonista alfa- adrenoceptor); insuficiência cardíaca não controlada; angina de Prinzmetal. Inderal não deve ser administrado a doentes com predisposição para a hipoglicemia, isto é, em doentes após jejum prolongado ou em doentes com reservas contrareguladoras restritas
  • 35. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações SIVASTATINA Antidislipidémico Sinvastatina - Hipercolesterolemia - Prevenção cardiovascular obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos, pancreatite A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca, ocasionalmente, miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza musculares com elevações de creatinaquinase A toma de sinvastatina com gemfibrozil é contraindicada. Devido ao risco aumentado de miopatia e rabdomiólise A sinvastatina não deve ser administrada concomitantemente com formulações sistémicas de ácido fusídico ou até 7 dias após terminar o tratamento com ácido fusídico. Em doentes nos quais o uso sistémico de ácido fusídico seja considerado essencial, o tratamento com estatinas deve ser interrompido durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico
  • 36. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações SIVASTATINA Antidislipidémico Sinvastatina - Hipercolesterolemia - Prevenção cardiovascular obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos, pancreatite A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca, ocasionalmente, miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza musculares com elevações de creatinaquinase A toma de sinvastatina com gemfibrozil é contraindicada. Devido ao risco aumentado de miopatia e rabdomiólise A sinvastatina não deve ser administrada concomitantemente com formulações sistémicas de ácido fusídico ou até 7 dias após terminar o tratamento com ácido fusídico. Em doentes nos quais o uso sistémico de ácido fusídico seja considerado essencial, o tratamento com estatinas deve ser interrompido durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico
  • 37. Fármaco Grupo Terapêutico e Farmacológico Nome Comercial Indicações Terapêuticas Reações Adversas (mais frequentes) Observações QUETIAPINA Grupo Terapêutico: Antipsicóticos; Estabilizadores do Humor - Quetiapina (genéricos); - Alzen; - Klapined; - Querolan; - Seroquel; - Tazithen. - Esquizofrenia; - Episódios depressivos com Perturbação Bipolar; - Episódios de mania associados à Perturbação Bipolar (em monoterapia ou em associação ao Lítio); - Tratamento de manutenção da Perturbação Bipolar (em associação ao Lítio); - Tratamento adjuvante da Depressão. - Tonturas; - Aumento do apetite; - Aumento do peso. - Pode aumentar o risco de hiperglicemia nos doentes com Diabetes mellitus; - Avaliar a ocorrência de tendências suicidas, em especial, no início da terapêutica; - Monitorizar a ocorrência de sinais de pancreatite (náuseas, vómitos, anorexia, dor abdominal severa persistente, por vezes, com irradiação para a região lombar) durante a terapêutica. O fármaco pode aumentar os níveis de AST (Aspartato Transaminase) e ALT (Alanina Transaminase); - Pode provocar anemia, trombocitopenia ou leucopenia; - Pode provocar aumento do colesterol total e dos triglicéridos.
  • 38.
  • 39.
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  • 41. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 1. INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde LTA, disponível em : https://www.infarmed.pt/web/infarmed/servicos-on- line/pesquisa-do-medicamento