ANALGESIA E SEDAÇÃO
Prof. Francielle C. Pereira
ANALGESIA E SEDAÇÃO
ANALGESIA E SEDAÇÃO
ANALGESIA
• Sintoma muito frequente na UTI
• Paciente, doença e cuidados
• Subdiagnosticada
• Mal tratada
ANALGESIA
• Definição:
• Ausência ou supressão da sensação de dor ou
de estímulos nocivos
• Fatores precipitantes:
• 1. Cuidados de rotina com o paciente
(aspiração, reposicionamento, administração
de medicamentos);
• 2. Trauma, imobilidade, cirurgia;3. Presença
de tubos e outros dispositivos.
ANALGESIA
Fisiopatologia
Dano tecidual -> Liberação de mediadores locais
(bradicinina, substância P, prostaglandinas) -> Sensação de
dor.
Dor não tratada pode levar a…
1. Distúrbio do sono -> Exaustão e desorientação;
2. 2. Agitação;
3. 3. Taquicardia, aumento do consumo de O2 pelo
miocárdio, hipercoagulabilidade, imunossupressão e
catabolismo persistente
4. 4. Restrição pulmonar -> Disfunção e complicações
pulmonares
ANALGESIA
DIAGNÓSTICO
ANALGESIA
DIAGNÓSTICO
ANALGESIA
DIAGNÓSTICO
ANALGESIA
TRATAMENTO
MEDIDAS AMBIENTAIS
• Posicionamento do paciente
– Mobilização, trocas de decúbito
• Sondas, cateteres, tubos, fios, etc...
• Procedimento desnecessários
• Terapias ocupacionais
• Presença da família
• Evitar procedimentos desnecessários
ANALGESIA
TRATAMENTO
PRINCIPAIS MEDICAMENTOS
Opióides
(Morfina e Fentanil)
Tramadol / AINE´s
Analgésicos Comuns
(Dipirona e Paracetamol)
ANALGESIA
TRATAMENTO
DICAS PRÁTICAS!
• Conheça bem seu paciente
– Doença, dor crônica, alergias e experiências.
• Conheça bem um grupo de analgésicos
– Dose, posologia, tempo de ação, interações.
• Trate a dor preemptivamente
– Pós-operatório e procedimentos
• Associe medicamentos
– Analgésicos + AINE´s
• Use opióides em situações especiais e por curto tempo
ANALGESIA
TRATAMENTO
Os analgésicos agem por três mecanismos:
• Bloqueio da síntese de prostaglandinas e
outros mediadores (AINEs)
• Interrupção do estímulo para a medula
espinhal (bloqueio de nervo periférico)
• Percepção alterada da dor no SNC (opióides e
acetaminofen)
ANALGESIA
TRATAMENTO
• AINEs E ACETAMINOFEN
• Podem ser usados como adjuvantes à terapia
opióide
• Efeitos adversos dos AINEs: sangramento GI,
sangramento secundário à disfunção
plaquetária e insuficiência renal
• Evitar AINEs em pacientes asmáticos ou com
hipersensibilidade ao AAS
• Acetaminofen: risco de hepatotoxicidade
ANALGESIA
ANALGESIA
• OPIÓIDES: Receptores Mu e K Mu-1: Analgesia
Mu-2: Depressão respiratória, náuseas/vômitos,
constipação (íleo paralítico), euforia
• K: Sedação, miose
• Não causam amnésia
• Reduzem o tônus simpático: hipotensão e
bradicardia em pacientes hipovolêmicos
• Via de administração: IV (bolus, infusão contínua)
• Antagonista: Naloxona
ANALGESIA
• Classe mais utilizada em ambiente de UTI,
propriedades analgésicas e sedativas.
• MORFINA
• Início de ação relativamente lento: 5 a 10 min
• Tempo de meia-vida (única dose): 4 h
• Metabolizada no fígado
• Eliminada pelo rim (acúmulo na insuficiência renal)
• Contra indicada em instabilidade hemodinâmica /
histórico de atopias e broncoespasmo: liberação de
histamina
ANALGESIA
• FENTANIL
• Derivado sintético da morfina (100 vezes mais potente)
• Rápido início de ação (1 min)
• Meia-vida curta: 30 min a 1 h
• Metabolizado pelo fígado (oxidação) e eliminado pelo
rim
• Metabólitos inativos: pode ser usado na insuficiência
renal
• Acúmulo no tecido muscular e adiposo
• Não libera histamina: instabilidade hemodinâmica e
broncoespasmo
SEDAÇÃO
SEDAÇÃO
POR QUE SEDAR?
SEDAÇÃO
• Diminuir o consumo de oxigênio (choque)
• Controle da ansiedade e agitação
• Melhorar sincronia com ventilador
• Tratamento da SDRA Grave
• Hipnose (Amnésia)
• Induzir sono
• Controle da pressão intracraniana
SEDAÇÃO
• Adaptação a aparelhos e procedimentos médicos
• Evitar a retirada inadequada de cateteres e outros
dispositivos
• Fornecer conforto e segurança ao paciente
• Stress pode levar a alterações fisiológicas, como aumento do
tônus simpático e do catabolismo, liberação de glucagon,
cortisol e outros hormônios -> isquemia, desequilíbrio
hidroeletrolítico e imunossupressão
SEDAÇÃO
CAUSAS DE ANSIEDADE E AGITAÇÃO
• Falta de comunicação entre equipe médica e
paciente
• Barulho e iluminação excessivos
• Alteração do ciclo sono-vigília
• Efeitos adversos de medicamentos
• Delirium
• Hipoglicemia, hipoxemia, hipotensão, dor e
abstinência de drogas
SEDAÇÃO
SEDAÇÃO
MONITORIZAÇÃO
ESCALA DE GLASGOW
SEDAÇÃO
MONITORIZAÇÃO
SEDAÇÃO
MONITORIZAÇÃO
Meta
SEDAÇÃO
Tratamento farmacológico
• 1. Benzodiazepínicos
• 2. Propofol
• 3. Dexmedetomidina
PRINCIPAIS SEDATIVOS
SEDAÇÃO
BENZODIAZEPÍNICOS
– Ansiolítico, sedativo, hipnótico e anticonvulsivante
– Relaxante muscular
– “Efeito rebote” (idosos, uso prévio, neuropatas)
– Em bolus tem maior potencial vasodilatador
– Uso prolongado: clareamento lento e abstinência
– Associada à maior frequência de delirium
– Midazolam e Diazepam
– Não possuem efeito analgésico
PRINCIPAIS SEDATIVOS
SEDAÇÃO
MIDAZOLAM
Rápido início de ação: 30 seg a 5 min
Meia-vida curta (dose única): 2 h
Metabolizado no fígado (oxidação)
Sofre acúmulo na IR e na disfunção hepática
Metabólito ativo: 1-hidroximetilmidazolam
Efeito adverso: depressão cardiorrespiratória, aumento de
chance de deilirium
Ampolas de 15 mg / 50 mg
Antagonista: Flumazenil
SEDAÇÃO
LORAZEPAM
Início de ação em aproximadamente 5 min
Meia-vida: 6 a 10 h
Metabolizado no fígado (glicuronidação) em metabólitos inativos
e eliminado pelo rim
Infusão prolongada e/ou em altas doses (especialmente se IR)
podem causar necrose tubular aguda, acidose lática,
hiperosmolaridade (propilenoglicol)
Fator de risco independente para delirium
SEDAÇÃO
PROPOFOL
– Derivado fenólico, ansiolítico, sedativo, hipnótico e
anticonvulsivante
– Anti-emético e broncodilatador
– Rápido início de ação e curta duração
– Inotrópico negativo e vasodilatador
– Redução do metabolismo cerebral
– Síndrome de infusão do propofol (acidose
metabólica grave, rabdomiólise, óbito)
PRINCIPAIS SEDATIVOS
SEDAÇÃO
PROPOFOL
- Também pode causar amnésia.
- Diminui pressão intracraniana
- Não possui efeito analgésico
- Age no receptor GABA (sítio diferente dos BZD)
- Rápido início de ação: 1 a 5 min
- Duração da ação: 2 a 8 min
- Metabolizado no fígado (oxidação) em metabólitos
inativos, que são excretados pelo rim
- Sofre pouca influência de disfunção hepática/renal
PRINCIPAIS SEDATIVOS
SEDAÇÃO
PROPOFOL
• Usar com cuidado em idosos
• Efeitos adversos (uso por mais de 48 h): depressão respiratória,
bradicardia, hipotensão, hipertrigliceridemia, pancreatite, dor
(infusão periférica), mioclonias
• Síndrome de infusão do propofol: ICC, bradicardia, acidose
metabólica, hipercalemia, rabdomiólise, hiperlipidemia, esteatose
hepática
• Administrar em via venosa central específica: interação com outras
drogas, infecção
• Solução calórica: 1,1 kcal/mL
• Dosagem de enzimas hepáticas e triglicérides.
PRINCIPAIS SEDATIVOS
SEDAÇÃO
DEXMEDETOMIDINA (Precedex®)
– Alfa - 2 agonista
– Sedativo e analgésico
– Não há depressão respiratória
– Meia-vida curta proporcionando rápido despertar
– Infusão prolongada: hipotensão
– Infusão em bôlus: hipertensão e bradicardia
– Menos delirium quando comparado ao Midazolam
– Tem demonstrado diminuir a necessidade de outras drogas
analgésicas/sedativas e facilitar extubação
– Alto custo
PRINCIPAIS SEDATIVOS
DELIRIUM
Síndrome neurocomportamental causada pelo
comprometimento transitório da atividade
cerebral, secundário a distúrbios sistêmicos.
• 10 a 70% dos pacientes acima de 65 anos
• Até 80% dos pacientes sob ventilação mecânica
• Fator de risco para perdas de dispositivos
• Aumento da mortalidade
CAUSAS DE DELIRIUM
FISIOPATOLOGIA DO DELIRIUM
CICLO VICIOSO DO DELIRIUM
DOR
DELIRIUM
AGITAÇÃO
TIPOS DE DELIRIUM
HIPOATIVO
MISTO
60%
HIPERATIVO
SIGNIFICADO DO DELIRIUM
HIPOTENSÃO
HIPOXEMIA
OLIGÚRIA
DELIRIUM
SIGNIFICADO DO DELIRIUM
• Tempo de internamento
• Morbidade
• Déficit cognitivo futuro
• Mortalidade
DIAGNÓSTICO DO DELIRIUM
DIAGNÓSTICO DO DELIRIUM
TRATAMENTO DO DELIRIUM
ABCDE BUNDLE
TRATAMENTO DO DELIRIUM
NEUROLÉPTICOS
• Pode reduzir a necessidade de sedação, se associada a
analgesia adequada
• Reduz tempo de internamento e facilita o desmame
ventilatório
• Principais neurolépticos disponíveis: Haldol e Quetiapina
TRATAMENTO DO DELIRIUM
HALDOL
• Mais utilizado em pacientes críticos, mas está associado a maior
presença de efeitos extrapiramidais.
• Início de ação em cerca de 3 - 20 minutos após administração
• Meia vida: 20h
• Risco de arritmia, intervalo QT longo, parkinsonismo, acatisia,
síndrome neuroléptica maligna
• Monitorizar com ECG, corrigir distúrbios eletrolíticos
• Metabolizado no fígado (oxidação); metabólitos ativos e inativos
eliminados pelo rim e pela bile
• Administrar neurolépticos em casos de agitação / delirium, antes da
sedação
CUIDADOS DIÁRIOS
• Correção de doses para disfunções orgânicas
• Monitorizar efeitos adversos
• Seguir protocolos de sedação: estudos tem demonstrado
reduzir tempo de VM, tempo de permanência no hospital e
pneumonia relacionada à VM
Paciente agitado na Unidade de
Terapia Intensiva:
sedação ou controle?
AVALIAÇÃO SERIADA E
MULTIPROFISSIONAL
PARE (STOP) e PENSE (THINK)
Seu paciente precisa estar sedado?
Toxic situations
• Insuficiência cardíaca, renal, etc.
• Delirium induzido por drogas
Terapia otimizada: os medicamentos
podem ser interrompidos ou ter sua dose
diminuída?
• Benzodiazepínicos
• Opióides
Hipoxemia
Outro sedativo?
• Propofol
• Dexmedetomidina
Infecção (Sepse)
Imobilização
Plano de sedação está sendo alcançado?
Nonpharm interventions
• Óculos, aparelho auditivo, mobilização,
sono adequado?
K (potássio) ou distúrbios hidroeletrolítcos
MOBILIZE SEU PACIENTE!
MOBILIZE SEU PACIENTE!

Aula sedacao.pptx

  • 1.
    ANALGESIA E SEDAÇÃO Prof.Francielle C. Pereira
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    ANALGESIA • Sintoma muitofrequente na UTI • Paciente, doença e cuidados • Subdiagnosticada • Mal tratada
  • 5.
    ANALGESIA • Definição: • Ausênciaou supressão da sensação de dor ou de estímulos nocivos • Fatores precipitantes: • 1. Cuidados de rotina com o paciente (aspiração, reposicionamento, administração de medicamentos); • 2. Trauma, imobilidade, cirurgia;3. Presença de tubos e outros dispositivos.
  • 6.
    ANALGESIA Fisiopatologia Dano tecidual ->Liberação de mediadores locais (bradicinina, substância P, prostaglandinas) -> Sensação de dor. Dor não tratada pode levar a… 1. Distúrbio do sono -> Exaustão e desorientação; 2. 2. Agitação; 3. 3. Taquicardia, aumento do consumo de O2 pelo miocárdio, hipercoagulabilidade, imunossupressão e catabolismo persistente 4. 4. Restrição pulmonar -> Disfunção e complicações pulmonares
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    ANALGESIA TRATAMENTO MEDIDAS AMBIENTAIS • Posicionamentodo paciente – Mobilização, trocas de decúbito • Sondas, cateteres, tubos, fios, etc... • Procedimento desnecessários • Terapias ocupacionais • Presença da família • Evitar procedimentos desnecessários
  • 11.
    ANALGESIA TRATAMENTO PRINCIPAIS MEDICAMENTOS Opióides (Morfina eFentanil) Tramadol / AINE´s Analgésicos Comuns (Dipirona e Paracetamol)
  • 12.
    ANALGESIA TRATAMENTO DICAS PRÁTICAS! • Conheçabem seu paciente – Doença, dor crônica, alergias e experiências. • Conheça bem um grupo de analgésicos – Dose, posologia, tempo de ação, interações. • Trate a dor preemptivamente – Pós-operatório e procedimentos • Associe medicamentos – Analgésicos + AINE´s • Use opióides em situações especiais e por curto tempo
  • 13.
    ANALGESIA TRATAMENTO Os analgésicos agempor três mecanismos: • Bloqueio da síntese de prostaglandinas e outros mediadores (AINEs) • Interrupção do estímulo para a medula espinhal (bloqueio de nervo periférico) • Percepção alterada da dor no SNC (opióides e acetaminofen)
  • 14.
    ANALGESIA TRATAMENTO • AINEs EACETAMINOFEN • Podem ser usados como adjuvantes à terapia opióide • Efeitos adversos dos AINEs: sangramento GI, sangramento secundário à disfunção plaquetária e insuficiência renal • Evitar AINEs em pacientes asmáticos ou com hipersensibilidade ao AAS • Acetaminofen: risco de hepatotoxicidade
  • 15.
  • 16.
    ANALGESIA • OPIÓIDES: ReceptoresMu e K Mu-1: Analgesia Mu-2: Depressão respiratória, náuseas/vômitos, constipação (íleo paralítico), euforia • K: Sedação, miose • Não causam amnésia • Reduzem o tônus simpático: hipotensão e bradicardia em pacientes hipovolêmicos • Via de administração: IV (bolus, infusão contínua) • Antagonista: Naloxona
  • 17.
    ANALGESIA • Classe maisutilizada em ambiente de UTI, propriedades analgésicas e sedativas. • MORFINA • Início de ação relativamente lento: 5 a 10 min • Tempo de meia-vida (única dose): 4 h • Metabolizada no fígado • Eliminada pelo rim (acúmulo na insuficiência renal) • Contra indicada em instabilidade hemodinâmica / histórico de atopias e broncoespasmo: liberação de histamina
  • 18.
    ANALGESIA • FENTANIL • Derivadosintético da morfina (100 vezes mais potente) • Rápido início de ação (1 min) • Meia-vida curta: 30 min a 1 h • Metabolizado pelo fígado (oxidação) e eliminado pelo rim • Metabólitos inativos: pode ser usado na insuficiência renal • Acúmulo no tecido muscular e adiposo • Não libera histamina: instabilidade hemodinâmica e broncoespasmo
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    SEDAÇÃO • Diminuir oconsumo de oxigênio (choque) • Controle da ansiedade e agitação • Melhorar sincronia com ventilador • Tratamento da SDRA Grave • Hipnose (Amnésia) • Induzir sono • Controle da pressão intracraniana
  • 22.
    SEDAÇÃO • Adaptação aaparelhos e procedimentos médicos • Evitar a retirada inadequada de cateteres e outros dispositivos • Fornecer conforto e segurança ao paciente • Stress pode levar a alterações fisiológicas, como aumento do tônus simpático e do catabolismo, liberação de glucagon, cortisol e outros hormônios -> isquemia, desequilíbrio hidroeletrolítico e imunossupressão
  • 23.
    SEDAÇÃO CAUSAS DE ANSIEDADEE AGITAÇÃO • Falta de comunicação entre equipe médica e paciente • Barulho e iluminação excessivos • Alteração do ciclo sono-vigília • Efeitos adversos de medicamentos • Delirium • Hipoglicemia, hipoxemia, hipotensão, dor e abstinência de drogas
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    SEDAÇÃO Tratamento farmacológico • 1.Benzodiazepínicos • 2. Propofol • 3. Dexmedetomidina PRINCIPAIS SEDATIVOS
  • 29.
    SEDAÇÃO BENZODIAZEPÍNICOS – Ansiolítico, sedativo,hipnótico e anticonvulsivante – Relaxante muscular – “Efeito rebote” (idosos, uso prévio, neuropatas) – Em bolus tem maior potencial vasodilatador – Uso prolongado: clareamento lento e abstinência – Associada à maior frequência de delirium – Midazolam e Diazepam – Não possuem efeito analgésico PRINCIPAIS SEDATIVOS
  • 30.
    SEDAÇÃO MIDAZOLAM Rápido início deação: 30 seg a 5 min Meia-vida curta (dose única): 2 h Metabolizado no fígado (oxidação) Sofre acúmulo na IR e na disfunção hepática Metabólito ativo: 1-hidroximetilmidazolam Efeito adverso: depressão cardiorrespiratória, aumento de chance de deilirium Ampolas de 15 mg / 50 mg Antagonista: Flumazenil
  • 31.
    SEDAÇÃO LORAZEPAM Início de açãoem aproximadamente 5 min Meia-vida: 6 a 10 h Metabolizado no fígado (glicuronidação) em metabólitos inativos e eliminado pelo rim Infusão prolongada e/ou em altas doses (especialmente se IR) podem causar necrose tubular aguda, acidose lática, hiperosmolaridade (propilenoglicol) Fator de risco independente para delirium
  • 32.
    SEDAÇÃO PROPOFOL – Derivado fenólico,ansiolítico, sedativo, hipnótico e anticonvulsivante – Anti-emético e broncodilatador – Rápido início de ação e curta duração – Inotrópico negativo e vasodilatador – Redução do metabolismo cerebral – Síndrome de infusão do propofol (acidose metabólica grave, rabdomiólise, óbito) PRINCIPAIS SEDATIVOS
  • 33.
    SEDAÇÃO PROPOFOL - Também podecausar amnésia. - Diminui pressão intracraniana - Não possui efeito analgésico - Age no receptor GABA (sítio diferente dos BZD) - Rápido início de ação: 1 a 5 min - Duração da ação: 2 a 8 min - Metabolizado no fígado (oxidação) em metabólitos inativos, que são excretados pelo rim - Sofre pouca influência de disfunção hepática/renal PRINCIPAIS SEDATIVOS
  • 34.
    SEDAÇÃO PROPOFOL • Usar comcuidado em idosos • Efeitos adversos (uso por mais de 48 h): depressão respiratória, bradicardia, hipotensão, hipertrigliceridemia, pancreatite, dor (infusão periférica), mioclonias • Síndrome de infusão do propofol: ICC, bradicardia, acidose metabólica, hipercalemia, rabdomiólise, hiperlipidemia, esteatose hepática • Administrar em via venosa central específica: interação com outras drogas, infecção • Solução calórica: 1,1 kcal/mL • Dosagem de enzimas hepáticas e triglicérides. PRINCIPAIS SEDATIVOS
  • 35.
    SEDAÇÃO DEXMEDETOMIDINA (Precedex®) – Alfa- 2 agonista – Sedativo e analgésico – Não há depressão respiratória – Meia-vida curta proporcionando rápido despertar – Infusão prolongada: hipotensão – Infusão em bôlus: hipertensão e bradicardia – Menos delirium quando comparado ao Midazolam – Tem demonstrado diminuir a necessidade de outras drogas analgésicas/sedativas e facilitar extubação – Alto custo PRINCIPAIS SEDATIVOS
  • 36.
    DELIRIUM Síndrome neurocomportamental causadapelo comprometimento transitório da atividade cerebral, secundário a distúrbios sistêmicos. • 10 a 70% dos pacientes acima de 65 anos • Até 80% dos pacientes sob ventilação mecânica • Fator de risco para perdas de dispositivos • Aumento da mortalidade
  • 38.
  • 39.
  • 40.
    CICLO VICIOSO DODELIRIUM DOR DELIRIUM AGITAÇÃO
  • 41.
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  • 43.
    SIGNIFICADO DO DELIRIUM •Tempo de internamento • Morbidade • Déficit cognitivo futuro • Mortalidade
  • 44.
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    TRATAMENTO DO DELIRIUM NEUROLÉPTICOS •Pode reduzir a necessidade de sedação, se associada a analgesia adequada • Reduz tempo de internamento e facilita o desmame ventilatório • Principais neurolépticos disponíveis: Haldol e Quetiapina
  • 48.
    TRATAMENTO DO DELIRIUM HALDOL •Mais utilizado em pacientes críticos, mas está associado a maior presença de efeitos extrapiramidais. • Início de ação em cerca de 3 - 20 minutos após administração • Meia vida: 20h • Risco de arritmia, intervalo QT longo, parkinsonismo, acatisia, síndrome neuroléptica maligna • Monitorizar com ECG, corrigir distúrbios eletrolíticos • Metabolizado no fígado (oxidação); metabólitos ativos e inativos eliminados pelo rim e pela bile • Administrar neurolépticos em casos de agitação / delirium, antes da sedação
  • 49.
    CUIDADOS DIÁRIOS • Correçãode doses para disfunções orgânicas • Monitorizar efeitos adversos • Seguir protocolos de sedação: estudos tem demonstrado reduzir tempo de VM, tempo de permanência no hospital e pneumonia relacionada à VM
  • 50.
    Paciente agitado naUnidade de Terapia Intensiva: sedação ou controle?
  • 51.
    AVALIAÇÃO SERIADA E MULTIPROFISSIONAL PARE(STOP) e PENSE (THINK) Seu paciente precisa estar sedado? Toxic situations • Insuficiência cardíaca, renal, etc. • Delirium induzido por drogas Terapia otimizada: os medicamentos podem ser interrompidos ou ter sua dose diminuída? • Benzodiazepínicos • Opióides Hipoxemia Outro sedativo? • Propofol • Dexmedetomidina Infecção (Sepse) Imobilização Plano de sedação está sendo alcançado? Nonpharm interventions • Óculos, aparelho auditivo, mobilização, sono adequado? K (potássio) ou distúrbios hidroeletrolítcos
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