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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
RELATÓRIO FINAL DE
DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
São Paulo
2015
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FACULDADE ASSOCAIDA BRASIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
RELATÓRIO FINAL DE
DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Relatório de estágio apresentado à
Faculdade Brasil como um dos pré-
quesitos para a obtenção do título
de Pedagogia, sob a orientação e
supervisão da Profª Ana Paula
Correia Silva.
São Paulo
2015
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Ofereço ao meu querido pai
(falecido recentemente), que sempre
investiu em meus estudos e dos meus
irmãos.
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Agradeço aos meus familiares, pela
força, apoio e por acreditarem em meu
potencial.
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“... ensinar não é transferir conhecimento,
mas criar as possibilidades para a sua
produção ou a sua construção".
(Paulo Freire)
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SUMÁRIO
ESTÁGIO SUPERVISIONADO: ENSINO INFANTIL: ............................................ 6
 INTRODUÇÃO .............................................................................................. 7
 CARTA DE APRESENTAÇÃO...................................................................... 8
 FICHA DE IDENTIFICAÇÃO......................................................................... 9
 ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO ...................... 10
EDUCAÇÃO INFANTIL: MATERNAL................................................................... 14
 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 15
 FICHA DE ESTÁGIO................................................................................... 16
 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO MATERNAL............... 19
 PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: BERCÁRIO ......................... 21
 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 26
EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM......................................................................... 28
 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 29
 FICHA DE ESTÁGIO................................................................................... 30
 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO JARDIM..................... 33
 PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM............................... 35
 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 38
EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLAR ............................................................ 40
 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 41
 FICHA ESTÁGIO......................................................................................... 42
 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DA PRÉ-ESCOLA ........... 45
 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 51
 CONCLUSÃO DO ESTÁGIO ...................................................................... 53
 DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO...................................... 55
 FOTOS DA ESCOLA .................................................................................. 56
E.E. PROFESOOR MESSIAS FREIRE................................................................. 61
 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 62
 CARTA DE AAPRESENTAÇÃO ................................................................. 63
 FICHA DE IDENTIFICAÇÃO....................................................................... 64
ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO ................................ 66
 RELATÓRIO DE ESTÁGIO......................................................................... 67
 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA ......................................... 67
 VISITA AS DEPENDENCIAS DA UNIDADE ESCOLAR............................ 68
RELATÓRIO DAS AULAS ENSINO FUNDAMENTAL ........................................ 84
 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 84
 RELATÓRIO DAS AULAS DO 1º AO 5º ANO............................................ 94
 PLANO DE AULAS – ENSINO FUNDAMENTAL I ................................... 117
ENSINO MÉDIO: FILOSOFIA E SOCIOLOGIA.................................................. 131
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 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 132
 FICHA DE ESTÁGIO................................................................................. 133
 RELATÓRIO DAS AULAS DE FILOSOFIA - ENSINO MÉDIO ................ 139
 PLANOS DE AULAS ENSINO MÉDIO: SOCIOLOGIA E FILOSOFIA..... 147
 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 151
GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO.......................................................... 153
 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 154
 FICHA DE ESTÁGIO................................................................................. 156
 RELATÓRIO DA GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO.................... 161
 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 165
CONCLUSÃO DO ESTÁGIO .............................................................................. 168
 DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO.................................... 169
 FOTOS DA ESCOLA ................................................................................ 170
 EJA - ALFABETIZAÇÃO ........................................................................... 174
 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 175
CARTA DE APRESENTAÇÃO ........................................................................... 177
 FICHA DE IDENTIFICAÇÃO..................................................................... 178
 ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO .................... 179
 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA ....................................... 180
 FICHA DE ESTÁGIO................................................................................. 188
 RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO - AULAS EJA-ALFABETIZAÇÃO...... 194
 PLANO DE AULAS – EJA-ALFABETIZAÇÃO.......................................... 200
 EJA-ALFABETIZAÇÃO ............................................................................. 208
 FOTOS DA ESCOLA ................................................................................ 208
 DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO.................................... 213
ATIVIDADES COMPLEMENTARES................................................................... 214
 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 215
 FICHA DAS AULAS DA GRADE CURRICULAR...................................... 216
 ATIVIDADES COMPLEMENTARES RELATÓRIO DAS AULAS ............. 218
ATIVIDADES COMPLEMENTARES LIVRES..................................................... 254
 FICHAS DOS RELATÓRIOS .................................................................... 255
 RELATÓRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES .......................... 262
 FILMES...................................................................................................... 263
 LIVROS ..................................................................................................... 317
 CURSOS ................................................................................................... 344
 PROJETOS ............................................................................................... 347
 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 348
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
ENSINO INFANTIL:
MATERNAL,
JARDIM,
PRÉ-ESCOLAR
São Paulo
2015
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INTRODUÇÃO
O estágio de docência em Educação Infantil foi realizado no Centro de
Educacional Infantil Alegria dos Saber, localizado na Rua Amaro, n° 88, - Socorro
– São Paulo – SP.
A intervenção foi feita no período matutino e início da tarde do dia 08 junho
ao dia 23 de junho. Conforme combinado com a professora regente, que passou
os conteúdos com os quais estava trabalhando.
A prática em sala de aula nos leva a refletir como será nosso dia a dia
como professor. Enquanto estamos estudando apenas as teorias, não temos ideia
do que é estar frente a uma classe e ser o responsável pela mediação do
conhecimento às crianças, a responsabilidade é grande.
A experiência vivida na sala do Centro Educacional Alegria do Saber me
mostrou claramente o que significa ser professor na Educação Infantil. Saber
como trabalhar determinado conteúdo, para que a criançada realmente se
desenvolva, aprenda com compreensão.
Portanto, é no estágio prático em sala de aula, que o futuro professor tem a
oportunidade de se aperfeiçoar para exercer com êxito sua profissão. Segundo
Silva, 2007, p. 35. “A primeira concepção que deve nortear o papel do professor
é: ‘aprender e ensinar’ e ‘ensinar e aprender’. Ambas constituem um processo
dinâmico, onde um não existe sem o outro. Ensinar pressupõe um aprendizado.”
8
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CARTA DE
APRESENTAÇÃO
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FICHA DE IDENTIFICAÇÃO
I-DADOS DO ESTAGIÁRIO
Nome: Cirlei Aparecida dos Santos - R A._____________
Curso: Pedagogia - Semestre: __________
Data de nascimento: 24/03/1969 - Local: Ribeirão Claro - UF: PR
C.P.F. Nº: 135.225.888-94 - R.G. Nº: 24.580.815-2 - Órgão Emissor: SSP/SP.
Endereço: Rua Genebra, nº 134 – Apto. 55 - Bairro: Bela Vista - Cidade: São Paulo/SP
- CEP: 01316-010 - Fone: (11) 996435-8969 - E-mail: VYDABANDIDA@HOTMAIL.COM
II DADOS DA INSTITUIÇÃO
RAZÃO SOCIAL: Centro Educacional Infantil Alegria do Saber
Deptº/Seção: Educação Infantil
Endereço: Rua Amaro Leite, Nº 88 - Bairro: Socorro - Cidade: São Paulo -SP - CEP:
04763-060 - Fone: (11) 5521-7418 ou (11) 5541-9042
E-mail: contato.alegriadosaber@gmail.com
Supervisor pelo estágio na instituição: Cecília Correa Viana
DADOS DO ESTÁGIO
Período de estágio: 31/06/2015 à 23/06/2015
Carga Horária: 96 horas (noventa e seis horas)
Professor Orientador do Estágio: Ana Paula Correia da Silva
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ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO
Ações/atividades a serem desenvolvidas para atingir os objetivos.
Regência com anuência do professor da classe, planejamento de
atividades de ensino, (plano de aula) e aplicação das aulas planejadas.
Neste primeiro momento estarei fazendo estágio referente ao Ensino do Maternal,
do Jardim e do Pré-escolar. A escola se encontra na região do Santo Amaro, com
03 salas de aula, funcionando das 7h às 19h.
Analisarei a metodologia aplicada pelos professores na sala de aula,
observarei o comportamento dos alunos, e as necessidades dos mesmos, suas
dúvidas e como se processa a relação entre professor/aluno.
Na participação, auxiliarei os alunos e o professor em sala e tora a rotina
da escola, redigindo atividades e assessorando nas dúvidas e na organização das
matérias. Procurarei participar do planejamento das aulas, também estarei
registrando o desenvolvimento dos alunos.
Na regência, planejarei aulas com a censória do professor, desenvolverei
atividades para motivar os alunos, utilizando os recursos adequados para as
atividades do assunto em pauta, elaborarei planos de aulas.
Os estágios serão realizados de segunda a sexta-feira, em horários
alternados das 7 h as 15 h, dando um total de até 8 h diárias, e 40 horas
semanais.
X
Cecília Correa Viana
Diretora
X
Cirlei Aparecida dos Santos
Estagiária
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A escola de Educação Infantil é particular, está estabelecida no local há 20
anos e mudou de nome e proprietários recentemente, até maio de 2015 chamava-
se Centro Educacional Infantil Rosalina Arruda, quando passou a se Centro
Educacional Infantil Alegria do Saber, tem capacidade para 40 crianças. Mas,
atualmente atende 22 devido à mudança de proprietários, atende alunos com
idade entre três meses e seis anos. A distribuição se dá da seguinte forma:
berçário – 09 crianças de três meses a um ano e onze meses; Jardim de infância
– 06 crianças de dois anos a três anos e onze meses; Pré-escolar – 07 crianças
de quatro anos a cinco anos e onze meses, com atendimento integral ou meio
período.
A instituição conta com quatro professores, sendo que a professora Shirley
Marques é a regente e atua em todos os ciclos, se revezando com as demais
para cobrir as atividades com os alunos; uma auxiliar de berçário; uma cozinheira;
uma secretária, a diretora que é também coordenadora pedagógica.
Quanto à estrutura física, a escola infantil conta, além três salas de aulas,
uma secretaria equipada com um arquivo, armário de aço, mesa com cadeira e
um (PC) microcomputador. Uma cozinha equipada com um fogão de quatro
bocas, uma geladeira, um freezer horizontal, liquidificador, batedeira, pia,
refeitório amplo com mesas, bancos e cadeirões para bebês. Almoxarifado com
mesas e armários. A escola ainda tem berçário com 12 berços, conta equipado
com solário, lactário, móveis e equipamentos adequados para atender as crianças
conforme as suas necessidades. Ainda existe a disposição das crianças, uma
área externa com parquinho, caixa de areia, espaço gramado artificial para
recreação, onde são realizadas as brincadeiras livres.
A sala de aula na qual realizamos o estágio possui duas grandes janelas,
duas portas de acesso, quatro lâmpadas fluorescentes, um armário, quadro
negro, uma mesa do professor, dez mesas com dez cadeiras cada, proporcionais
ao tamanho das crianças, ventiladores de teto.
A decoração das paredes é feita com desenhos, letras, números, cartazes
com letras musicais, fotos das crianças e datas de aniversários. Essa decoração é
feita pela professora em conjunto com as crianças. Vale lembra que através da
interação em momentos de decorar a sala, por exemplo, que as crianças se
desenvolvem, aprendem.
12
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“Podemos concluir então que é o aprendizado que propicia o
desenvolvimento dos processos internos do ser humano com a sua relação com o
contexto sociocultural em que vive e a sua situação de organismo, não podendo
se desenvolver sem a mediação do outro”. Silva (2007, p. 13).
A rotina da escola é organizada, mas bastante flexível. Está repleto de
afetos nas atividades como: comer, dormir, trocar fraldas, dar banho, etc. As
crianças chegam por volta das 7h, tomam café, participam das atividades, trocam
roupas, almoçam, fazem a higiene bucal e dormem. Os pequenos e pequenos
lancham, participam das atividades didático-pedagógicas dentro e fora da sala de
aula, depois tomam banho, jantam, fazem higiene bucal, com seus professores,
aguardam por seus pais, que chegam por volta das 18h30min. A relação
professor/aluno é de atenção, carinho, cuidado, amizade, aprendizagem. As
docentes as descrevem como animadas, espertas, interessadas, curiosas.
A escola infantil chega às sete horas da manha, tem aula com a professora
regente e aula de educação física 2 horas semanais, saem às onze horas e no
contra turno segue a mesma rotina no período vespertino.
O planejamento é feito em nível de unidade, ou seja, segue-se o referencial
da Educação Infantil, porém, com ênfase nas peculiaridades de cada instituição.
Isto é, conforme acordado no Projeto Político-Pedagógico da unidade de ensino, o
método utilizado é o Construtivismo, dessa forma, o professor (a) prepara seus
planos de aula que é supervisionado pela coordenadora da unidade.
De acordo com o P.P.P. da escola é elaborado no início de cada ano letivo,
objetivos a serem desenvolvidos durante o ano. Com bases nesses objetivos, os
professores desenvolvem seus planos de aulas ou projetos.
A professora faz seu plano de aula de acordo com o planejamento da
escola, trabalha com o construtivismo, utiliza como material de apoio apostilas,
livros e vídeos, a professora é bastante organizada e atende todas as turmas
(maternal jardim e pré-escolar). Nas terças-feiras a vai tem oficina de teatro onde
todas as crianças participam das conotações de histórias, dança teatro e música.
Os temas transversais são tratados a partir dos questionamentos das crianças e
muitas vezes colocados nos planejamentos das aulas. Durante os recreios há
muita diversão e brincadeiras livres, com bolas, rodas, no parquinho. Na maior
parte das vezes parcelei correndo para lá e para cá com as crianças para
13
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estimulá-las com as brincadeiras. As crianças se divertem muito, porém algumas
caem e até choram por causa de brinquedos.
O Centro Educacional Infantil Alegria do Saber promove o desenvolvimento
da linguagem oral e dos movimentos corporais, através de jogos, brincadeiras e
atividades que vivenciem a exploração do corpo, do ambiente, da cultura e da
socialização.
Os valores de respeito ao próximo, amizade e cooperação e são
evidenciados nesta etapa, iniciando o trabalho de ética e cidadania, como bases
importantes na formação da personalidade.
O Berçário conta com Câmeras Online, onde os pais recebem usuário e
senha para acompanharem os principais momentos dos seus Bebês, o acesso
pode ser realizado através de um aplicativo instalado nos celulares (Android e
iOs).
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
EDUCAÇÃO INFANTIL: MATERNAL
15
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INTRODUÇÃO
Ao chegarem mais ou às 7h primeiramente a professora recepciona os
pequenos cantando a música bom dia as crianças ficam bastante alegres,
algumas já conseguem bater palminhas. As aulas acontecem das 8h30mim às
9h30mim de segunda-feira a sexta-feira. Depois vem toda a rotina de um bebê do
dia-a-dia, os momentos de alimentação e troca de fraudas, achei o mais
complicado, observei que necessita ser muito cuidadoso nesses momentos em
que precisamos dedicar muito carinho, o cardápio é feito por uma nutricionista,
adaptado às necessidades de cada criança e é preparado pela cozinheira. A
recreação é feita na parte externa onde tem um parquinho e gramado artificial,
todos os dias a partir da 14h30min as crianças são levadas para lá onde são
estimulas a brincarem livremente com bolinhas, colocadas em brinquedos
cavalinhos e escorregarem com auxilio de professores e auxiliares. Tudo é
programado pedagogicamente com objetivos bem claros e tem o momento de
exercitar a coordenação motora e outras habilidades desenvolvidas pela
professora Shirley Marques, responsável pelas aulas de todos os alunos da
escola. A professora é bastante competente, se utiliza do construtivismo e está a
dois meses trabalhando na escola, apesar de tem uma experiência como regente
de seis anos. A escola é bem localizada no perímetro urbana, com uma clientela
de classe média, onde os pais investem além de ter um local para deixar os filhos
se preocupam com o seu desenvolvimento integral.
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FICHA DE ESTÁGIO
PEDAGOGIA
MATERNAL
São Paulo
2015
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO
SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre:
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – 1º ano: C
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta
Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e
colaborado com o desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades
desenvolvidas
Nº de
Hora
s
Visto do
responsável
09/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Escrita, construindo
crachá, números,
brincadeiras, paisagens.
4h
10/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Transportes, ortografia,
oralidade: História do
nome, quantidade.
4h
11/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Higiene, Leitura,
interpretação, números
brincadeiras.
4h
12/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Separação do lixo,
Linguagem oral e escrita
figuras geométricas.
4h
13/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Oralidade, ortografia,
adição e subtração e
brincadeiras.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 13 de fevereiro, 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a)
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
_________________________________
18
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Assinatura e carimbo da direção da instituição
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RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO MATERNAL
As aulas acontecem das 8h30mim às 9h30mim de segunda-feira a sexta-
feira. Observei todos os dias em que estive lá no berçário como segue:
08/06/2015
A professora realizou uma rodinha para mostrar ao grupo saquinhos de tnt
com vários objetos dentro (sucatas, papel picado,...), para aguçar a curiosidade
de todos fez perguntas, tais como: O que será que tem dentro do saco? E
também sacudindo o saco para ouvirem o som dos objetos que estão dentro.
Notei que alguns bebês prestam atenção, enquanto alguns brincam e outros
engatinham... A professora que isso é normal o importante é ir demonstrando e
situações diferentes para ele irem construindo um conhecimento. Depois Colocou
as mãozinhas dos bebês dentro do saquinho, permitindo que explorassem a
textura dos objetos, deixou que retirassem um objeto, mostrar ao grupo dois
recipientes com água, um com água fria e outro com a água morna, e auxiliou um
por um a colocar sua mãozinha primeiramente na água fria e depois
na água morna. Terminou permitindo que o grupo brincasse livremente com
diferentes tipos de sucata.
09/06/2015
A professora deitou os bebês de costas um apor um, colocou sobre a
barriga e os levantou no ar, segurando pelo tronco e aproximando do rosto.
Disponibilizou um túnel transparente em sala de aula para o grupo brincar,
realizou exercícios motores com o grupo, uma criança por vez, falou com a
criança nesse momento tornando a atividade prazerosa, ou seja, estimulou os
bebês passarem por dentro os estimulando a percorrer o percurso ate o final do
túnel. Aos que ainda não engatinhavam os colocou dentro e os auxiliou na saída
do túnel. A professora faz questão de chamar as crianças pelo nome.
10/06/2015
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A professora forrou um pedaço do piso da sala de artes com papel pardo e
irei oferecer tinta para o grupo explorar livremente. Convidou os bebês a colorir
um grande pedaço de papel pardo fixado no chão, ofereceu diversas cores para
os bebes explorarem livremente a tinta, passando no papel e em suas
mãozinhas. Para finalizar colou o papel pardo que o grupo pintou em nossa sala
de aula para observarem as cores.
11/06/2015
A professora levou para o grupo placas sensorial com diferentes imagens e
texturas de galinha para os bebês observarem e manusearem mostrou o livro a
Galinha que choca de Mary França, e falou sobre a galinha: Olha a pata da
galinha! Olha o bico da galinha! Como a galinha faz? , as deixou passarem a
mãozinha nas texturas (penas) para sentirem novas sensações, realizou uma
rodinha cantada e colocou a música da galinha Pintadinha e cantou com os bebês
que brecaram e sorriram muito nesse momento.
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PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: BERCÁRIO
Língua Portuguesa
Objetivos Específicos:
 Conhecer a galinha
 Desenvolver sua percepção Tátil
 Observar a diversidade dos animais
 Despertar sua curiosidade
 Desenvolver sua linguagem
 Reconhecer a galinha em ilustrações
 Reconhecer o som da galinha em brincadeiras e cantigas
 Desenvolver a afetividade pelos animais
Introdução:
 Levar para o grupo placas sensoriais com diferentes imagens e texturas de
galinha para os bebês observarem e manusearem.
Atividade 1:
 Mostrar o livro e falar sobre a galinha: Olha a pata da galinha! Olha o bico
da galinha! Como a galinha faz? , passar a mãozinha nas texturas (penas)
para sentirem novas sensações.
Atividade 2:
 Realizar uma rodinha cantada e cantar musicas que mencionam a galinha
Fechamento:
 Para finalizar vamos explorar novamente as placas.
Atividades Físicas
Objetivos
 Inserir atividades físicas regulares na rotina das crianças.
 Desenvolver habilidades corporais variadas.
Material necessário
 Bolas, cordas, escorregador, colchonetes e imagens de animais.
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Desenvolvimento
 Na maioria das vezes, as crianças são muito ativas e estão sempre se
movimentando. Contudo, é importante que a Educação Física seja feita de
modo sistemático durante, por exemplo, dois períodos de 30 minutos, um
de manhã e outro pela tarde. É certo que qualquer atividade física
proporciona benefícios, mas a organização ajuda a criança a perceber a
importância desses momentos.
 Outro fator importante é a presença do adulto. Ainda que simples, certas
atividades podem paralisar uma criança que sinta medo ou dificuldade em
realizá-las - e o educador ajuda tanto a evitar acidentes quanto a dar mais
confiança aos pequenos. Além disso, o adulto deve ficar atento às etapas
do desenvolvimento das crianças: se as propostas forem fáceis demais,
não estimulam os pequenos a contento e, se forem muito difíceis, não
despertam o interesse em superar limites. Portanto, as atividades até
podem ser as mesmas para as diferentes faixas etárias da creche, mas
pequenas variações em seu planejamento e execução são muito bem-
vindas.
Atividades
 Uma proposta interessante é enfileirar bolas e auxiliar as crianças a passar
os pés por cima delas - primeiro o direito, depois do esquerdo e assim por
diante. Em seguida, as cordas podem servir como outro obstáculo a ser
ultrapassado, por cima ou por baixo, de acordo com a regulagem de altura.
Exercícios como esses exigem concentração, estratégia, preparo e, ao
mesmo tempo, são estímulos divertidos.
 No pátio, o escorregador costuma ser usado como um brinquedo para
descida. Estimular a subida por onde se escorrega também pode ser
interessante. Para isso, segure na mão esquerda de cada criança e ajude-
as, uma a uma, a subir. Depois, repita a proposta segurando na mão direita
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de cada criança. Com essa atividade, é possível perceber com qual das
mãos os pequenos têm mais habilidade e força e, a partir daí, trabalhar
novos estímulos à outra mão.
 Propostas que envolvem cooperação são ferramentas importantes para o
desenvolvimento físico e intelectual das crianças. Ficar em fila, passar uma
bola embaixo das pernas e entregá-la nas mãos do próximo colega envolve
não apenas estímulos corporais como também noções de respeito e
trabalho em equipe.
 Aproveite que as crianças costumam gostar muito de imitar animais e
mostre imagens de bichos cujos movimentos elas possam copiar. Por
exemplo, minhocas e cobras rastejam, sapos e cangurus pulam, cavalos e
guepardos correm. Até o caminhar dos gorilas e chimpanzés pode ser
interessante reproduzir: o corpo desses animais acompanha o andar, o que
ajuda as crianças a desenvolver noções de lateralidade.
 Bolas variadas (de tênis de mesa, tênis de quadra, futebol de salão,
handebol, vôlei, basquete, entre outras) são ótimas para organizar uma
competição de arremesso, sempre com os dois braços para essa faixa
etária. O tamanho e o peso de cada bola estimulam os músculos do tronco
e dos membros superiores. Nesse sentido, confeccionar bolas de meia
pode incrementar ainda mais o trabalho.
Avaliação
 Faça anotações sobre o desempenho dos pequenos sempre que
possível, não para compará-los, mas para aumentar gradativamente
a dificuldade das atividades em que eles se saem melhor. Se
alguma criança não conseguir realizar determinada proposta,
procure auxiliá-la, dentro das possibilidades dela, até que consiga
superar seus limites. Vale ainda orientar os pais a fazer algumas
dessas propostas em casa, a fim de também contribuírem para a
melhoria do desenvolvimento corporal dos filhos.
24
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Matemática
Objetivo
 Adquirir a noção de conservação de quantidades descontínuas ou discretas.
Atividades
 Trabalhar com conchas, tampas, fichas, caixas de fósforos, carretéis, palitos
de picolé, etc. (deixar as crianças brincando livremente, depois pegar três
fichas e pedir às crianças que peguem a mesma quantidade. Se a criança
colocar maior ou menor quantidade, não dizer que está errada, apenas
perguntar: _ “Você acha que o seu trem está igual ao meu?”).
 Trabalhar com bolinhas de massinha ( _Nós temos a mesma quantidade
de massa?).
 Depois perguntar, mudar a forma de uma das massas e questionar
novamente.
Objetivo 2
 Adquirir o conhecimento físico do objeto.
Atividades
 Hora da novidade com a cor.
 Dia do brinquedo preferido azul.
 Toda sexta-feira as crianças deverão sair com algo azul (laço de fita, balão,
gravata etc.)
 Massinha somente azul
 Explorar diferentes cores primárias.
Objetivo 3
 Adquirir o conceito de classificação.
Atividades
 Separar os objetos, guardando-os nos lugares certos.
 Separar os brinquedos por cor, tamanho, forma.
 Fazer coleção dentro da sala (cantinho dos bonecos, cantinho dos
carrinhos etc.)
Objetivo 4
 Adquirir o conceito de seriação o.
Atividades
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 Fazer empilhagem do menor para o maior e vice-versa (utilizando também
materiais de sucata, caixas, copos, tampas etc.)
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estágio nos dá a oportunidade de testar na prática, o aprendizado teórico
que tivemos ao longo do curso. É hora de por em teste os conhecimentos
adquiridos e refletir sobre o quê e como devemos melhorar. Portanto, nosso
objetivo é o constante processo de aperfeiçoamento.
Segundo Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51):
Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que
quem ensina aprende […] O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a
ensinar certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se
aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. […] A responsabilidade ética,
política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se
capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente.
Para Vigotski a aprendizagem se dá através da interação com outros
indivíduos. A Psicologia da Educação e Aprendizagem reforça essa tese. “Não é
possível aprender e apreender sobre o mundo, sobre as coisas, se não tiver o
outro, ou seja, é necessário que alguém atribua significado sobre as coisas, para
que possamos pensar o mundo a nossa volta.” Silva (2007, p. 12).
A principal tarefa do professor é, portanto, interferir no que Vigotski chamou
de Zona de Desenvolvimento Proximal. “A Zona de Desenvolvimento Proximal é a
distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele
consegue desenvolver com a mediação do outro.” Silva (2007, p. 13). É a partir
dos saberes que o indivíduo já possui que o professor deve começar a educá-lo
formalmente. Ou seja, intervir na ZDP.
O estágio me deu a oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de
aula. Tem-se a oportunidade de estar na pele do professor, literalmente. Percebi
como será nossa prática, nosso dia a dia em um Centro de Educação Infantil
Alegria do Saber, como educador. Para Telma Weiz citada por Schotten (2007, p.
55) “Quando analisamos a prática pedagógica de qualquer professor, vemos que,
por traz de suas ações, há sempre um conjunto de ideias que os orienta. Mesmo
quando ele não tem consciência dessas ideais, dessas concepções, dessas
teorias, elas estão presentes.” É no contato com os mestres (as) e alunos na
escola, que o futuro professor elabora um perfil que norteará sua prática.
27
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Na atuação em sala de aula, tive a oportunidade de reflexão, de analisar
onde e como devemos melhorar. Que situações nos deixaram pensativos,
intrigados. Ou seja, planejamos uma coisa pensando ser excelente, mas na hora
de por em prática, ledo engano. Segundo Weiduschat (2007, p. 34) “[…]
queremos dizer que existe um exercício intencional do professor que o leva,
constantemente, a refletir sobre o que realizou, a mudar sua ação sempre que
necessário e a refletir novamente sobre os rumos de sua nova ação”. Assim
temos: “Ação-reflexão-ação”.
Pensando criticamente, os estágios supervisionados de licenciaturas
deveriam ter uma carga horária bem maior do que é atualmente. É comum lermos
anúncios em jornais, dizendo: precisa-se de professores de Matemática; História;
Geografia ou Pedagogia, que tenha no mínimo seis meses de experiência. Então,
por que os formandos já não saem da faculdade com essa experiência?
A arte de educar certamente é a mais nobre de todas. Weiduschat (2007,
p. 49) nos informa que: “Certamente, a grande preocupação que se apresenta
gira em torno da formação do educador e da educadora, para que estes deem
conta de discutir e de participar da construção de uma escola com valores
humanísticos, de formação de sujeitos autônomos.” O mestre, professor, deve
estar sempre atento à sua formação, pois o mundo está em constante
transformação. Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que: “Esta
atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem
processos permanentes”.
Quero registrar a importância da professora Marlene C. Chamorro,
monitora do curso de Pedagogia da Uniasselvi em Dourados – MS. A experiente
mestra passa muita segurança aos acadêmicos através de seus relatos
pedagógicos e, naturalmente, mostra-nos o melhor caminho para obtermos êxito.
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM
29
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
INTRODUÇÃO
No Trabalho de Conclusão do Estágio Supervisionado em Educação
Infantil Jardim realizado na Escola Infantil Alegria do Saber aqui apresentado terá
observado o trabalho do coordenador pedagógico, tendo sempre o foco na
observação do relacionamento entre a teoria e a prática vivenciada na Educação
Infantil deste estabelecimento de ensino.
Nas observações de sala de aulas que acontecem das 10h às 11h30mim
de segunda-feira a sexta-feira será registrada a prática docente do Jardim do
turno vespertino, assim como o relacionamento entre professor- alunos e de
diversas atividades que fazem parte da rotina diária da escola, tais como:
brincadeiras, roda de história, roda de conversas, ateliês ou oficinas de desenho,
modelagem e música e, atividades que envolvem cuidados com o corpo da
crianças.
As observações na sala de aula serão caracterizadas as aulas, de acordo
com a grade curricular presente no planejamento anual. Em seguida, será
desenvolvida a aula, conforme o plano de aula elaborado.
O Estágio Supervisionado é uma oportunidade concreta da vivência e exercício
da profissão. Ele prepara os acadêmicos para o mercado de trabalho, fazendo
com que realizem uma atuação transformadora na realidade escolar, ajudando no
desenvolvimento integral do aluno.
A teoria apresentada durante as aulas do curso de Pedagogia proporciona
ao estagiário um olhar científico da verdadeira realidade presenciada na escola,
podendo assim, compreender a complexa relação que há entre a teoria e a
prática no trabalho de um docente da Educação Infantil.
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FICHA DE ESTÁGIO
EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM
São Paulo
2015
31
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO
SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre:
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – JARDIM
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta
Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e
colaborado com o desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades
desenvolvidas
Nº de
Hora
s
Visto do
responsável
09/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Escrita, construindo
crachá, números,
brincadeiras, paisagens.
4h
10/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Transportes, ortografia,
oralidade: História do
nome, quantidade.
4h
11/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Higiene, Leitura,
interpretação, números
brincadeiras.
4h
12/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Separação do lixo,
Linguagem oral e escrita
figuras geométricas.
4h
13/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Oralidade, ortografia,
adição e subtração e
brincadeiras.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 13 de fevereiro, 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a)
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
_________________________________
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Carimbo da instituição
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
33
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RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO JARDIM
As aulas acontecem das 10h às 11h30mim de segunda-feira a sexta-feira.
Observei como segue:
12/06/2015
A professora fez uma rodinha da conversa conversou informalmente com
os alunos, sobre como segurar um lápis e fazer movimentos circulares
desenhando bolinhas. Colocou um cartaz de papel pardo no chão da sala e pediu
que os alunos desenhassem círculos nele. Após todos terem desenhado,
conversou sobre os tamanhos dos círculos, fazendo-os observar que
praticamente todos têm tamanhos diferentes, mas que ainda assim continuam
sendo círculos. Após terminarem, pintaram com pincel e tinta os círculos. Depois
de prontos expôs na sala como trabalho coletivo.
15/06/2015
A professora fez rodinhas da conversa onde conversou sobre alimentação
sobre a alimentação, de como devemos cuidar dela e como ela é importante para
a nossa saúde. Utilizando o cartaz da aula anterior com os círculos, cada aluno
plantou dentro do circulo que desenhou uma sementinha. Contou para a turma à
semente que ele plantou e por quê? Assim que terminaram fizeram um trabalho
de arte feito com lixa, onde pintaram uma folha em branco até parecer uma fruta
ou legume, onde eles falaram o nome: Os trabalhos foram expostos no varal da
sala de aula.
16/06/2015
A professora fez uma rodinha de conversa sobre brincadeiras, do que eles
gostam de brincar e se gostam de conhecer brincadeiras novas. Fizemos vários
círculos com giz no chão e pedimos que os alunos caminhassem sobre eles. Na
sala, fizemos uma roda. Explicou aos alunos como era para ser feito. O caçador
escolhido pela professora cochila no centro da roda, enquanto os macacos giram
34
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em sua volta, tomando cuidado para não fazer barulho. De repente, o caçador
acorda e grita: cada macaco no seu galho! Todas as crianças vão correr e entrar
em um circula para não serem pegas. Quando o caçador achar que já está a
bastante tempo num galho, vai dar novamente a ordem, para que todos ou
procurem outro galho, tendo mais chance de pegar algum macaco. Inicia a
brincadeira, cada macaco no seu galho, e ao terminar, realizou uma contagem de
quantos macacos foram pegos na brincadeira.
17/06/2015
A professora começou com uma conversa informal de quantos alunos
estão na sala, eles participaram. Após explicou a brincadeira. É necessário
colocar bambolês no chão, que serão as tocas. Cada criança é um coelhinho e
uma de nós foi “seu lobo”. As crianças cantaram, enquanto passeavam pela sala:
Vamos passear no bosque, enquanto seu lobo não vem. Vão até onde o lobo está
e perguntaram: seu lobo está? Por duas vezes o lobo disse que estava ocupado
fazendo algo. Em seguida, quando as crianças voltaram novamente o lobo disse:
o lobo está pronto! E saiu pegando as crianças que estavam fora das tocas.
Repetiu a brincadeiras por algumas vezes, e nos sentamos para conversar sobre
a parte que eles mais gostaram da brincadeira, quem eram os personagens e
quantos coelhinhos o lobo conseguiu pegar?
Contudo, a aula ministrada mostra que a formação teórica da professora,
foi realizada com sucesso, pois sua pratica pedagógica está de acordo com as
teorias, que marcam este começo de século como o construtivismo e o
interacionemos, onde o aluno não é visto como um ser passivo, mas ativo, que
contribui para sua aprendizagem.
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PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM
Língua Portuguesa
Objetivo
 Desenvolver percepção visual, auditiva, coordenação viso-motora.
 Desenvolver Orientação temporal (começo, meio e fim).
 Desenvolver Orientação espacial.
Conteúdo
 Coordenação viso-motora:
 Desenho livre.
 Labirinto.
 Pintura.
 Recorte e colagem.
 Traçado de linhas com movimentos livres e dirigidos.
Percepção visual
 Cor.
 Forma.
 Tamanho
 Detalhes.
 Complementação de figuras.
 Letras (a, e, i, o, u).
Orientação temporal
 Começo, meio e fim, mais velho, mais novo, primeiro e último.
Orientação espacial
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 Dentro/fora, em cima, entre, em baixo, na frente, atrás, mais alto, mais
baixo, mais perto e mais longe.
Estratégia
 Folhas que promovam o interesse da criança. Pode-se também trabalhar
as vogais com músicas.
 Trabalhar as noções do conteúdo no dia-a-dia da criança, explicando-a
sempre que ocorrer dúvidas. Pode-se trabalhar também com jogos,
brincadeira, histórias e músicas.
Avaliação
 Avaliação será contínua, através da observação diária da criança no
desempenho de suas atividades, no relacionamento com os colegas e com
a professora.
 O instrumento de avaliação é uma ficha de observações que será entregue
aos pais todo Bimestre.
Matemática
Objetivos
 Estimular o raciocínio lógico, estabelecendo relações entre os conceitos:
todo, parte, igual, diferente, grande, pequeno, tamanho, cor, forma, etc.
 Desenvolver o conceito numérico através da expressão verbal e gráfica.
 Desenvolver a noção de diferente medidas em relação aos objetos e ao
tempo.
Conteúdo
Estruturas lógicas
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 Discriminação (semelhanças e diferenças).
 Comparação.
 Identificação.
 Conjuntos.
 Correspondência.
 Cores.
 Tamanho e formas (círculo, triângulo, quadrado, retângulo).
 Número de 1 a 5, quantidade (mais, menos, muito, pouco, cheio e vazio).
 Medidas:
 Tamanho de objetos (pequeno, grande, maior, menor, grosso e fino).
 Distância entre os objetos (longe, perto).
 Velocidade (rápido, lento, devagar, depressa).
 Massa (leve e pesada).
 Temperatura (quente e frio).
Estratégia
 Através do uso de material concreto e/ou dourado que promovam a
discriminação.
 Através do uso de material concreto onde a criança consiga visualizar e
conceituar a contagem dos objetos, e mais tarde a apresentação dos
números em lousa, caderno, folhas de sulfite, cartazes e músicas.
 Através de material concreto que permita a visualização de diferentes
medidas, utilizando também jogos e brincadeiras. Em relação ao tempo é
interessante o uso de calendário mostrando o dia, mês, ano e tempo
meteorológico, e o aniversário das crianças da sala.
Avaliação
 Avaliação será contínua, através da observação diária da criança no
desempenho de suas atividades, no relacionamento com os colegas e com
a professora.
38
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O planejamento semanal da professora do está de acordo com sua prática
em sala de aula, que é desenvolvida sob o enfoque sociointeracionista
construtivista, onde é sempre valorizada a interação professor-aluno.
Nas aulas observadas houve a retomada dos conteúdos trabalhados
anteriormente, reforçando ainda mais o que foi aprendido. A professora leva
sempre em conta o conhecimento prévio dos alunos, relacionando os temas
trabalhados ao cotidiano deles, com atividades claras e de fácil visualização e que
são corrigidas individualmente no caderno do aluno ou coletivamente no quadro.
São usados durante as aulas materiais diversificados, como jogos, livros
didáticos, livros de literatura infantil e brinquedos de montar, tornando a aula
ainda mais prazerosa e estimulante para os alunos, que se sentem envolvidos na
sua aprendizagem.
Os conteúdos são apresentados de maneira interdisciplinar, abordando
diversas áreas de conhecimento, o que facilita a compreensão do mundo real, em
sua totalidade.
Há presença constante da leitura, principalmente no começo da aula, onde
a professora conta sempre boas histórias, que trazem valores e levam os alunos a
viajarem, fazendo daquele momento, ser um dos mais esperados pelas crianças.
Quanto ao planejamento aqui apresentado é registrado em um caderno normal,
contendo os conteúdos exigidos no planejamento anual. Nele os procedimentos
metodológicos respeitam a individualidade das crianças e sempre cumpre com o
esperado pela professora.
A avaliação utilizada é a mesma todos os dias, observando o interesse e a
participação de cada aluno. São consideradas também as atividades realizadas
durante as aulas, onde o aluno é avaliado individualmente pelo o que ele
conseguiu fazer nessas atividades.
Durante a entrada e a saída dos alunos da sala de aula para ida ao
banheiro, refeitório ou pátio, eles são organizados em filas, sempre cantando
alguma música. Dentro da sala de aula são organizados em grupos de alunos.
Todo inicio de aula é marcado por acolhimento, com orações e cantos. A
frequência dos alunos é realizada sem registros, apenas fazem à chamadinha
39
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colocando os nomes dos alunos presentes visíveis para todos, para que
reconheçam o nome nos mais diferentes lugares.
A professora respeita a idade dos alunos, que estão, segundo a teoria de
Piaget na segunda etapa do período pré-operatório, que vai dos quatro aos sete
anos. Essa etapa é caracterizada pelo raciocínio intuitivo, onde a criança ainda
está presa aos objetos e às aparências, fixando-se no que vê. Desse modo, é
importante que o professor exponha à criança a diferentes objetos e símbolos
para melhor desenvolver sua aprendizagem.
Foi observada também uma organização nos horários para a prática da higiene,
planejamento de brincadeiras com música e uma diversidade de conteúdos e
áreas trabalhados durantes as aulas, tornando o relacionamento entre aluno e
professor cada vez mais harmonioso.
Nesta relação nota-se ainda um ambiente de afetividade, onde o professor
escuta as solicitações dos alunos em clima de cooperação e interação. Os alunos
respeitam o professor, sem ter medo dele, evidenciando atitudes que valorizam a
ética e o respeito mútuo.
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FACULDADE ASSOCIADAS BRASIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLAR
São Paulo
2015
41
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INTRODUÇÃO
Esse tempo de observação e regência comprovou o quanto se faz
necessário realizar o Estágio Supervisionado, pois traz benefícios tanto ao
acadêmico como à escola que recebe o estagiário.
O aluno estagiário pode compreender melhor o que aprendeu durante o
curso, pois a prática vivenciada na escola muda completamente seu pensamento
de que todas as crianças reagem de maneira igual ao que é apresentado pelo
professor.
A escola, de certa forma, também é beneficiada com a presença do
estagiário. A sala de aula ganha um novo ajudante que pode intervir, se o
professor permitir, nas diversas situações ocorridas no cotidiano dos alunos,
aumentando as possibilidades de melhoria do desenvolvimento da aula.
Por tudo o que foi apresentado neste relatório, conclui-se que o foco
principal desse estudo é formar um profissional competente capaz de colaborar
para o desenvolvimento do aluno da Educação Infantil, oferecendo atividades
novas que iram contribuir no aperfeiçoamento de habilidades motoras, intelectuais
e cognitivas, levando à criança a possibilidade de ser um adulto criativo, crítico e
que possa agir com autonomia.
Os alunos passam o dia todo na escola em uma rotina onde o aprendizado
se mistura com a socialização, dentro desse contexto irei obersrvar as aulas
propriamente dita que acontecem das 13h às 15h de segunda-feira a sexta-feira.
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FICHA ESTÁGIO
EDUCAÇÃO INFANTIL:
PRÉ-ESCOLAR
São Paulo
2015
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO
SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre:
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – PRÉ-ESCOLAR
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta
Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e
colaborado com o desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades
desenvolvidas
Nº de
Hora
s
Visto do
responsável
09/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Escrita, construindo
crachá, números,
brincadeiras, paisagens.
4h
10/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Transportes, ortografia,
oralidade: História do
nome, quantidade.
4h
11/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Higiene, Leitura,
interpretação, números
brincadeiras.
4h
12/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Separação do lixo,
Linguagem oral e escrita
figuras geométricas.
4h
13/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Oralidade, ortografia,
adição e subtração e
brincadeiras.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 13 de fevereiro, 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a)
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
_________________________________
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Carimbo da instituição
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
45
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RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DA PRÉ-ESCOLA
As aulas acontecem das 13h às 15h de segunda-feira a sexta-feira.
Observei todos os dias em que estive presente na sala de aulas como segue:
18/06/2015
A professora Contou uma brevemente a História da cidade de Carapebus
relatada por um livro, fez roda de conversa; pediu para as crianças contarem o
que mais gostavam na sua cidade e o que gostariam que ela tivesse. Eles
participaram relatando suas idéias, após entregou uma folha para que
desenhassem a sua cidade. Cada um fez como a via. Quando todos tinham
terminado, fiz um cartaz coletivo com o peixe que deu origem ao nome da cidade,
expomos na sala de aula para visualização de todos.
19/06/2015
A professora fez uma rodinha conversa informal para apresentar a história;
“Zezé”. “Vejam o que aconteceu, Meu boneco de neve derreteu. Os olhos, as
orelhas, a boca e o nariz, Até o pescoço desapareceu. As mãos, os braços e a
barriga, Foram parar no chão. Ta vendo sol! Você abusou! Do Zezé e nada
restou”!!! Após terminar a história, fez perguntas sobre quem era Zezé, o que
aconteceu com ele, por quê? Quais foram às partes do corpo do Zezé que
desapareceram e quantas elas eram? Convesou sobre a importância de se
proteger do sol, e seus efeitos na pele e para a saúde.
22/06/2015
A professora fez uma roda de conversa sobre a água utilizada por eles, fez
perguntas como? “Quais atividades domésticas vocês conhecem que precisam de
água?” Conforme foram surgindo sugestões, anotaram em cartaz, na lista
continha itens como lavagem de roupa, de louça e de mãos, banho e escovação
de dentes. Conversou sobre essas atividades para ajudar a turma a perceber que
as famílias utilizam a água de modo semelhante. Reservou algumas revistas onde
46
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às crianças procuraram imagens das ações e colaram nos cartazes. Pediu que a
turma fizesse dois desenhos, um deles representando o desperdício e o outro
mostrando como podemos economizar água. Distribuiu imagens de jornais e
revistas que mostravam desperdício e economia de água estas estavam
misturadas e pediu que as crianças separassem o material em dois grupos, de
acordo com o bom e o mau uso do recurso. Ao final da seleção as crianças
colocaram com a nossa ajuda às imagens no cartaz separadamente.
23/06/2015
A professora conversou informalmente e perguntou a eles o que é meio
ambiente? Após as respostas foi orientando o as perguntas para dar informações
a eles: Como está o meio ambiente em que vivemos? O que fazem para ajudar
esse meio ambiente? Depois da roda de conversa contou a história “No fim do
mundo muda o fim”. Após a história pediu que eles desenhassem qual era o fim
que eles desejavam para o meio ambiente em que vivem, e construiu um mundo
de papelão para representarmos as águas e as florestas e os homens e os
animais.
47
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PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLAR
Língua Portuguesa
Objetivo
 Desenvolver coordenação motora fina.
 Discriminação esquerda direita.
 Organizar espacialmente os traçados no papel.
 Desenvolver coordenação viso-motora.
Conteúdo
 Esquema corporal;
 Esquema espacial;
 Orientação temporal;
 Coordenação motora viso-manual (coordenação ampla e coordenação
fina);
 Percepções sensoriais (visão, audição, tato, olfato, gosto);
 Lateralidade.
 Desenvolver campo linguístico.
Estratégia
 Exercícios gráficos em folhas.
 Jogos.
 Brincadeiras.
 Músicas.
 Histórias.
 Atividades com sucata.
 Cartazes.
 Atividades em caderno pedagógico.
48
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Avaliação
 Avaliação contínua e diária, observando e descrevendo o desempenho do
aluno quanto à: participação, atenção, cooperação, interesse, execução
das atividades, coordenação viso-motora, execução correta dos
movimentos da esquerda para a direita.
Alfabetização
Objetivos
 Identificar, ler e escrever as vogais.
 Discriminar os sons oral e nasal.
 Discriminar sons aberto e fechado.
 Completar palavras de acordo com as figuras.
 Traçar vogais corretamente.
 Discriminar o som das vogais dentro de um contexto, utilizando músicas.
Conteúdo
 Palavras-chave e vogais em letras maiúsculas, minúsculas, de imprensa e
cursivas.
 Exercícios para desenvolver o campo lingüístico: desenvolvimento da
expressão oral, início da expressão escrita, leitura incidental.
Estratégia
 Apresentação de histórias, músicas, poesias, parlendas.
 Execução de exercícios gráficos.
 Cartazes.
 Coordenação-motora: andar sobre a letra no chão, desenhar (no chão, na
lousa).
 Pintura, recorte, desenho, colagem, atividade com sucatas (embalagem).
 Transcrição da letra de imprensa para letra cursiva.
49
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Avaliação
 Avaliação diária. Através de exercícios orais e escritos o professor deve
verificar se o aluno: traça corretamente as vogais, discrimina visualmente e
auditivamente a vogal em estudo, lendo e escrevendo.
 Avaliar o aluno através da participação, atenção e execução das
atividades.
Matemática
Objetivo
 Desenvolver os conceitos matemáticos, para que possam reconhecer,
identificar e executar as atividades propostas.
 Identificar figuras geométricas.
 Desenvolver aprendizagem dos números (adição, subtração).
 Desenvolver raciocínio lógico-matemático.
 Ampliar os conceitos matemáticos.
 Realizar as atividades propostas com interesse, atenção, entendimento e
compreensão.
Conteúdo
 Conceitos matemáticos: grande/pequeno; maior/menor; dentro/fora;
mais/menos; em cima/embaixo; na frente/atrás; linha aberta/ linha fechada;
etc.
 Conjuntos (unitário, vazio).
 Formas geométricas, numeração, cores, blocos lógicos, sinais (=, #),
sequência numérica e representação gráfica.
Estratégia
50
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
 Apresentar conteúdo de forma dinâmica e estimuladora, através de:
cartazes, jogos, brincadeiras, músicas, histórias, atividades gráficas, blocos
lógicos, sucatas, recortes, colagens, lousa, caderno quadriculado e etc.
Avaliação
 Avaliação continua e diária para que o aluno desenvolva: interesse,
atenção, raciocínio lógico-matemático e assimilação dos conteúdos.
 Avaliar o aluno através de exercícios gráficos através da execução das
atividades e correções.
51
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O que é Cuidar e Educar no Pré-escolar? De que modo a formação de
professores subsidia a prática pedagógica no que diz respeito ao cuidar e ao
educar?
Com este trabalho foi possível refletir sobre a forma como as alunas, em
fase final de curso de graduação, entendem o processo cuidar e educar e como o
curso de formação prepara as futuras professoras para dar conta destas
questões. Apesar das professoras acreditarem que o cuidar educar de forma
integrada é fundamental na Educação Infantil, na prática, elas muitas vezes
dissociam estes processos. O cuidar e o educar como processo indissociável é
uma construção contínua e complexa que requer um professor atento aos
aspectos de cuidado e de educação de forma simultânea. Isto será possível na
medida em que contarmos com professores reflexivos, que possam, a partir de
sua prática, mudar esse quadro que evidenciamos. Para isso, se faz necessário
uma formação continuada dos mesmos, pois a formação profissional deve ser um
processo contínuo.
Concordo com a fala das professoras do Centro Educacional no que diz
respeito ao nosso curso ter dado subsídios à prática durante a realização
do estágio, porém sabemos que a teoria é importante para que o professor
a partir dela exerça sua prática e busque a coerência, mas deve fazer o
exercício de reflexão ética sobre o uso dos conhecimentos em sua prática
pedagógica, para que consiga construir essa coerência entre seus estudos e a
prática. Quanto ao relato de certas professoras referente à necessidade de
mais prática durante o curso de graduação, e até mesmo subsídios para esta
(conforme fala de uma das professoras), sugiro que algumas disciplinas do
curso sejam reavaliadas, considerando a possibilidade de trazer, já desde o
primeiro semestre, 29essa relação do cuidar educar, pois se tive a oportunidade
de aprofundar esses conceitos antes de iniciarmos as práticas, talvez,
durante a realização das mesmas, possamos desenvolver um outro olhar sobre
a educação que pode fazer a diferença. Para que os professores possam
conceber o cuidar educar como um processo dissociado torna se
indispensável uma relação constante entre teoria e prática. A articulação prática
teoria prática se faz necessária, pois é na prática que surgem muitos
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questionamentos que nos levam a buscar respostas e,
consequentemente, a necessidade de conhecer o novo, e nesse constante
exercício é que poderemos nos tornar professores reflexivos (Becker e
Marques, 2010).
Educação Infantil onde foram realizadas as práticas de estágio, o processo
cuidar educar ocorre de forma dissociada. Aqui, não resta dúvida de que é
essencial a ação conjunta dos educadores e demais membros da equipe da
instituição, para garantir que o cuidar e o educar aconteçam de forma
integrada. Essa atitude é contemplada desde o planejamento educacional até
a realização das atividades em si, portanto a partir do momento em que se está
trocando ou alimentando uma criança, se está simultaneamente
cuidando/educando.
A instituição de Educação Infantil tem por objetivo principal propiciar
situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma
planejada e integrada que possam contribuir para o enriquecimento das
capacidades infantis de relação interpessoal, de aceitação, de respeito, de
confiança e de acesso, pelos alunos, aos conhecimentos mais amplos da
realidade social e cultural. No entanto, isto só é possível por uma proposta
de educação infantil que considera indissociável o processo de cuidar e de
educar.
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CONCLUSÃO DO ESTÁGIO
Fazer este estágio foi bom para o meu aprendizado e pude ver que não é
fácil trabalhar como professora no ensino infantil é preciso ter muito talento,
paciência e amor pela escola, alunos e toda a comunidade, independente do
cargo, estímulo, preparar todas as ações e muita didática.
O Centro Educacional Infantil Alegria do Saber, possui uma boa estrutura e
é bem localizada, em uma rua que apesar de estar perto de uma avenida
movimentada é bastante tranquila e larga possibilitando um fácil acesso e
desembarque das crianças, toda a equipe está engajada em desenvolver um
trabalho que realmente leve ao desenvolvimento pleno das crianças.
O aspecto que dificulta um pouco é que os atuais proprietários estão lá
apenas três meses e ainda está em fase de testes e conhecimento, o que não
atrapalha o andamento dos trabalhos desenvolvidos.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SCHOTTEN, Neuzi. Processos de Alfabetização. Associação Educacional
Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. ASSELVI, 2006.
SILVA, Daniela Regina da. Psicologia da Educação e
Aprendizagem. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial:
Ed. ASSELVI, 2006.
SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação
Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2005.
WEIDUSCHAT, Íris. Didática e avaliação. Associação Educacional Leonardo da
Vinci (ASSELVI): Indaial: Ed. ASSELVI, 2007, 2. ed.
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DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO
Declaramos que o Sr(a). Cirlei aparecida dos Santos, RG: 24.580.815-2
estudante do curso de Pedagogia Plena realizou o estágio na empresa Centro
Educacional Infantil Alegria do saber, em todos os cursos do Ensino Infantil,
sendo que cumpriu 32 horas no Ensino do Maternal, 32 horas no Ensino do
Jardim, 32 horas no Ensino do Pré-escolar, num total de 30 horas e na Gestão
(Coordenação e Direção) fez 32 horas cada, somando 64 horas, no período de
08/06/2015 a 23/06/2015, cumprindo o total de 96 horas de estágio.
São Paulo, 17/ abril de 2015.
_______________________________
Falta passar para o papel timbrado da escola!!!
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
EDUCAÇÃO INFANTIL
FOTOS DA ESCOLA
São Paulo
2015
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA
E.E. PROFESOOR MESSIAS FREIRE
ENSINO FUNDAMENTAL I (TODAS AS SÉRIES)
ENSINO MÉDIO (FILOSOFIA E SOCIOLOGIA)
GESTÃO (FILOSOFIA E SOCIOLOGIA)
São Paulo
2015
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INTRODUÇÃO
O Estágio Supervisionado é o primeiro contato que o aluno-professor tem
com seu futuro campo de atuação. Segundo Pimenta e Lima (2004) o estágio é o
eixo central na formação de professores, pois é através dele que o profissional
conhece os aspectos indispensáveis para a formação da construção da
identidade e dos saberes do dia-a-dia. O estágio surge como um processo
fundamental na formação do aluno estagiário, pois é a forma de fazer a transição
de aluno para professor. Este é um momento da formação em que o graduando
pode vivenciar experiências, conhecendo melhor sua área de atuação, de tal
modo que sua formação tornar-se-á mais significativa, produzindo discussões,
possibilitando uma boa reflexão crítica, construindo a sua identidade e lançando
um novo olhar sobre o ensino, a aprendizagem e a função do educador. O
relatório que segue resulta das visitas realizadas à Escola Estadual Professor
Messias Freire, localizada na cidade de São Paulo - SP, cujo objetivo é o de
observar à prática docente no Ensino Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e
Sociologia do Ensino Médio e na Gestão (Direção e Coordenação), colocando as
estagiárias frente às situações vividas em sala, compreendendo a forma como
estão sendo desenvolvidas e sua relação com o contexto, bem como resgatar os
conhecimentos das construções das práticas educativas articulando à temática
Meio Ambiente. No decorrer do estágio foram realizadas entrevistas, leituras e
observações que permitiram a construção do relatório. As conclusões que ora
apresentamos se constituem das nossas análises críticas e construtivas das
vivências de aprendizagem e o redimensionamento da ação pedagógica nas
salas do Ensino Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia do
Ensino Médio e na Gestão (Direção e Coordenação).
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CARTA DE
APRESENTAÇÃO
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FICHA DE IDENTIFICAÇÃO
I - DADOS DO ESTAGIÁRIO
Nome: Cirlei Aparecida dos Santos - R A._____________
Curso: Pedagogia - Semestre: __________
Data de nascimento: 24/03/1969 - Local: Ribeirão Claro - UF: PR
C.P.F. Nº: 135.225.888-94 - R.G. Nº: 24.580.815-2 - Órgão Emissor: SSP/SP.
Endereço: Rua Genebra, nº 134 – Apto. 55 - Bairro: Bela Vista - Cidade: São Paulo/SP
- CEP: 01316-010 - Fone: (11) 996435-8969 - E-mail: VYDABANDIDA@HOTMAIL.COM
II - DADOS DA INSTITUIÇÃO
RAZÃO SOCIAL: Escola Estadual Professor Messias Freire
Deptº/Seção: Fundamental I, Ensino Médio e Gestão Escolar.
Endereço: Rua Ibi, Nº 18 - Bairro: Leônidas Moreira - Cidade: São Paulo - CEP: 05792-
070 – Fone: (11) 5844-9240.
E-mail: e037461a@educacao.sp.gov.br
Supervisor pelo estágio na instituição: Cilene de Oliveira Santos Pinto.
III - DADOS DO ESTÁGIO
Período de estágio: 02/02/2015 à 17/04/2015
Carga Horária: 196 horas (cento e noventa e seis horas)
Professor Orientador do Estágio: Ana Paula Correia da Silva
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FICHA DE ESTÁGIO DETALHADA
O estágio supervisionado visa proporcionar ao aluno um momento de
relacionar a teoria apresentada em sala à prática utilizada nas salas de educação
do Ensino Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia do Ensino
Médio e na Gestão (Direção e Coordenação). O presente relatório é resultado do
trabalho de observação realizado na Escola Estadual Professor Messias Freire no
período de 09 de fevereiro a 17 de abril de 2015. O objetivo do estágio foi colocar
as estagiárias frente às situações vividas em sala, compreendendo a forma como
estão sendo desenvolvidas e sua relação com o contexto, bem como resgatar os
conhecimentos das construções das práticas educativas articulando à temática
Meio Ambiente. O relatório está organizado em sete momentos: caracterização da
escola, o trabalho pedagógico, a organização do ambiente físico, materiais
pedagógicos, procedimentos dos professores, relato da observação da prática
docente nas salas do Ensino Fundamental I do 1º ao 5º ano, 20 horas por cada
série, somando um total de 100 horas, nas disciplinas de Filosofia, e Sociologia
do Ensino Médio, 15 horas por disciplina, somando um total de 30 horas e na
Gestão (Direção e Coordenação), 30 horas por gestão, somando um total de 60
horas, ao todo o estágio nesta escola será de 180 horas e finalmente a educação
ambiental na escola, o que implica o acompanhamento didático pedagógico no
exercício das atividades. A E. E. Professor Messias Freire é a escola em que
farei o estágio de Gestão Escolar, por isso a caracterizei mais profundamente,
procurando acompanhar todos os movimentos da escola. No decorrer do estágio
serão realizadas entrevistas, leituras e observações que permitiram a construção
do relatório. As conclusões que ora apresentamos se constituem das nossas
análises críticas e construtivas das vivências de aprendizagem e o
redimensionamento da ação pedagógica nas modalidades citadas.
Palavras-chave: Estágio Supervisionado; do Ensino Fundamental I; Filosofia;
Sociologia; Ensino Médio; Gestão; Direção; Coordenação; Docência; Meio
Ambiente; Formação.
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ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO
Ações/atividades a serem desenvolvidas para atingir os objetivos.
Regência com anuência do professor da classe, planejamento de
atividades de ensino, (plano de aula) e aplicação das aulas planejadas.
Neste primeiro momento estarei fazendo estágio referente ao Ensino
Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio e na
Gestão (Direção e Coordenação) na Escola Estadual Professor Messias Freire. A
escola se encontra na região do Campo Limpo, com 26 salas de aula,
funcionando em três turnos para atendimento ao aluno, alunos estes de faixa
etária de 06 a 60 anos, que conciliam os estudos como trabalho/estágio.
Analisarei a metodologia aplicada pelos professores na sala de aula,
observarei o comportamento dos alunos, e as necessidades dos mesmos, suas
dúvidas e como se processa a relação entre professor/aluno.
Na participação, auxiliarei os alunos e o professor em sala, redigindo
atividades e assessorando nas dúvidas e na organização das matérias. Procurarei
participar do planejamento das aulas, também estarei registrando o
desenvolvimento dos alunos.
Na regência, planejarei aulas com a censória do professor, desenvolverei
atividades para motivar os alunos, utilizando os recursos adequados para as
atividades do assunto em pauta, elaborarei planos de aulas.
Os estágios serão realizados de segunda a sexta-feira, em horários
alternados das 7 h as 23 h, dando um total de até 8 h diárias, e 40 horas
semanais.
X
Cilene de Oliveira dos Santos Pinto
Direção
X
Cirlei Aparecida dos Santos
Estagiária
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RELATÓRIO DE ESTÁGIO
RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA
Etapas de Ensino
 Educação de Jovens e Adultos – Ensino Médio
 Ensino Fundamental de nove anos
 Ensino Médio
Infraestrutura
 Água filtrada
 Água da rede pública
 Energia da rede pública
 Esgoto da rede pública
 Lixo destinado à coleta periódica
 Acesso à Internet
 Banda larga
Dependências
 19 salas de aulas
 Sala de diretoria
 Sala de professores
 Laboratório de informática
 Quadra de esportes coberta
 Cozinha
 Sala de leitura
 Banheiro dentro do prédio
 Sala de secretaria
 Despensa
 Pátio coberto
 Área verde
 Sala de Vídeo
Equipamentos
 TV
 Videocassete
 DVD
 Copiadora
 Retroprojetor
 Impressora
 Aparelho e mesa de som
 Projetor multimídia (Datashow)
 Fax
 Câmera fotográfica/filmadora
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VISITA AS DEPENDENCIAS DA UNIDADE ESCOLAR
Diretoria
Há uma sala espaçosa e aconchegante na qual funciona a Diretoria na qual
funciona a diretoria Pedagógica, onde atende alunos, professores e pais no que
diz respeito à parte pedagógica. Nesta sala fica a Diretoria e a Vice Diretora, cada
em uma mesa. É uma sala bastante movimentada.
Também há outra sala, de Administração Financeira. A secretaria e a
recepção onde é feito o atendimento aos pais e alunos para algumas
negociações.
Secretaria
A secretaria funciona numa sala ampla. Há um guichê para rápidos
atendimentos e uma recepção com quatro mesas para tender melhor os pais. No
interior existe um espaço com uma mesa para atendimentos mais demorados.
É um ambiente agradável e funciona bem, há uma secretária e uma auxiliar
que cuida do atendimento a comunidade e a alunos.
Sala dos Professores
A sala dos professores é pequena, conta cm uma mesa, várias cadeiras e
dois computadores. Há também uma geladeira, micro-ondas e um quadro de
avisos e armários individuais para professores.
Salas de aulas
O a escola conta com várias salas de aulas que atendente o Ensino
Fundamental I e II, o Ensino Médio e o Ensino Médio EJA. São salas grandes,
arejadas e bem iluminadas, com uma mesa individual para o professor.
Sala dos Coordenadores
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É uma sala bastante organizada, onde encontramos um computador, um
armário e uma estante de livros. Também há quadro de avisos e um local com
pastas individuais para cada professor. Há muitos materiais de papelaria: sulfite,
cartolina, EVA, etc. que são utilizados pelos alunos e professores em suas aulas,
sempre que necessário. Também atende a demanda de xérox e material de
educação física. A coordenadora Sabrina do Ensino Fundamental I trabalha como
coordenadora há pouco tempo, nesta escola, seu trabalho é Levar os alunos ao
conhecimento dinâmico da vida, do mundo, dos outros e de si mesmos, ajuda na
aprendizagem dos alunos, os preparando para atender às exigências da escola.
Estabelecer o elo entre alunos, pais, professores e direção.
Além da Sabrina, a escola possui mais dos coordenadores Maria de
Lourdes do Ensino Fundamental II e o Almir do Ensino Médio, eles também são
bastante eficazes e fazem um excelente trabalho juntamente com a direção,
professores, alunos e pais.
Cozinha e Merenda
A cozinha é grande e arejada, possui uma geladeira, um fogão e armários.
Somente os funcionários que fazem a merenda podem utilizá-la, os mesmos
cuidam dos alimentos e fazem a merenda dos alunos.
Lá trabalham Luíza Helena Barbosa e Marli Pinto, ambas são muito
queridas pelos alunos, pois elas são muito caprichosas com a organização da
cozinha, além de servir lanches de boa qualidade, muito saborosos e atendê-los
bem.
Sala de Leitura
A sala de leitura funciona num espaço arejado com mesas, cadeiras,
computadores e enciclopédias, livros dos diversos gêneros literários e
paradidáticos, jornais e revistas em geral. No seu interior há uma mesa de estudo
e há uma área externa onde os alunos se concentram para pesquisar e
desenvolver diversos trabalhos, lá trabalham duas professoras responsáveis a
Judite de Souza Costa e Maria da Conceição Félix e a Professora Cirlei Aparecida
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dos Santos que se dedica aos projetos da escola, elas trabalham em períodos
alternados, para atender a demanda.
Pátio
A E. E. Professor Messias Freire possui pátio amplo onde ficam algumas
mesas para os alunos merendarem, e um palco muito utilizado para
apresentações, palestras e festas, há também áreas abertas onde os alunos se
acomodam durante os intervalos. Há também uma boa área verde deixando o
ambiente muito agradável.
Quadra
A quadra é coberta de tamanho médio, onde são realizadas as aulas de
educação Física, jogos, competições e apresentações.
Laboratório de Informática
O laboratório de informática possui quinze computadores, um para cada
mesa com suas respectivas cadeiras. O espaço é bem organizado e atualmente
está funcionando apenas no período da tarde por falta de monitores, lá os alunos
podem acessar a internet e fazer suas pesquisas enquanto que os professores o
utilizam para dar aulas que necessitam de equipamentos.
Sala de Vídeo
A sala de vídeo começou a funcionar na escola no ano passado e ainda
está sendo instalada, porém possui mesas, armários e uma televisão, nela são
passados os filmes para os alunos e além domais nela alunos costumam treinar e
apresentar peças teatrais.
Banheiros
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A escola conta com cinco banheiros (feminino, masculino, masculino,
professor, professoras e direção). A limpeza é feita em média três vezes ao dia, o
quê os mantém em ordem e sempre limpo.
SECRETARIA
Entrevista com os funcionários para saber o andamento da secretaria.
Nome: Juliana Silva Pacheco
Formação: Ensino Médio
Tempo de experiência: 3 anos
Qual o papel do oficial de escola?
Atendimento ao público e cuidar da documentação dos alunos, professores
e todos que serão entregues a Diretoria de ensino.
Como é a sua participação nas atividades da escola?
Executar todas as atividades que me solicitadas pelo diretor ou
coordenador que podem ser administrativas ou pedagógicas.
Como é o relacionamento do oficial com o corpo docente?
Muito Bom.
Como é o relacionamento do oficial com a direção?
Ótimo, sem grandes dificuldades.
O que você mais gosta na escola?
Gosto de tudo, principalmente dos alunos.
O que menos gosta na escola?
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Gosto de tudo, pois trabalho com prazer.
Análise de:
 Históricos Escolares: São digitados pela secretária quando solicitados
pelos pais (no caso de transferência), formandos de 8ª série do Ensino
Fundamental II e 3ª ano do Ensino Médio. Contém dados pessoais do
aluno, o aproveitamento curricular e a frequência. Uma cópia fica no
prontuário do aluno.
 Prontuários de alunos: são bem organizados, nele consta a certidão de
nascimento, a carteira de vacina, RG, o contrato de prestação de serviços
educacionais, fotos, endereços, telefones, atestados e justificativas de
faltas.
 Prontuário de funcionários: Constam xérox de RG, título de eleitor, CPF,
fotos, comprovantes de residência, certidão de nascimento/casamento,
atestado de saúde, cópia do diploma e certificados de cursos variados.
 Atas finais: (livros de matrículas, termo de visitas, ocorrências
disciplinares, registros de diploma, ata de reunião de pais, conselho de
classe, registro de notas, registro de arquivo morto).
Observação da organização do arquivo vivo
Este arquivo é organizado por ordem alfabética. Diz respeito a alunos que já
saíram da escola e funcionários também.
Observação de organização do arquivo morto
Este arquivo é organizado por ordem alfabética. Diz respeito a alunos que já
saíram da escola e funcionários.
Observação da efetivação de matrícula
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A efetivação de matrícula acontece após a procura dos pais ou
responsáveis e de alunos maiores de idade caso haja vaga é solicitado os
documentos, fotos e preenchimento do prontuário onde é colocado o RM (registro
de matrícula).
Observação ou efetivação de transferências
As transferências acontecem quando o pai ou responsável e alunos maiores
de idade solicitam. Nesse dia a secretária digita um atestado de transferência,
carimba e assina pela secretaria e diretora da escola. Posteriormente (prazo de
60 dias) é emitido o histórico escolar.
Acompanhamento do preenchimento de fichas e documentos
Pude acompanhar o preenchimento do livro de notas dos alunos.
Leitura do Diário Oficial
É feita na secretaria da escola diariamente.
Observação de Manuseio de Livros Oficiais
Pude observar diversos livros: ata de notas, ata de recuperação, etc. Todos
são organizados e ficam na secretaria da escola.
CONCLUSÃO
A secretaria pareceu-me um local de trabalho bastante organizado e de suma
importância para o andamento da escola. É nela que primeiro chegam às
informações vindas dos pais, por isso este profissional precisa estar muito bem
preparado para atender todos da escola e deixá-los satisfeitos.
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DIREÇÃO
Entrevista com a Diretora para saber o andamento da Escola
Nome: Cilene de Oliveira Santos Pinto
Formação acadêmica: Letras e Psicopedagogia
Tempo de exercício: 20 anos
Tempo como diretor de escola: Um ano
Número de alunos: 1700 alunos
Número de professores: 90 professores
Merendeiras: 2
Inspetor de Alunos: 4
Serviços Gerais: 4
Administrativo: 4
Ttal de Funcionários: 104
Modalidade de Ensino Oferecido: Ensino fundamental I, Ensino Fundamental II,
Ensino Médio e EJA – Ensino Médio.
Número de funcionários administrativos: 19 funcionários
Quais os objetivos gerais da escola?
Promover ao estudante uma formação para atuar como cidadão e que possa
desenvolver nas suas potencias para tornar um cidadão critico e atuante na
sociedade.
Qual o papel do diretor da escola?
Direcionar o trabalho do corpo docente, discente e administrativo. Elaborar,
em conjunto e aplicar os projetos da escola. Orientar pedagogicamente pais,
responsáveis, alunos, educadores e demais funcionários.
Como é a participação do diretor nas atividades administrativas e
pedagógicas da escola?
Procurar orientar, organizar as atividades e também delegar funções.
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Quais os problemas gerais da escola?
Temos problemas, acredito que indisciplina, a falta de interesse, o baixo
rendimento escolar, o relacionamento, enfim, problemas comuns em muitas
instituições que procuramos resolver em conjunto, com pais, professores e equipe
pedagógica.
Como é o relacionamento da diretora com o corpo docente?
Apesar de a teoria pedagógica ser muito importante ao trabalho diretor, à
sensibilidade na relação humana nos dias de hoje é primordial. Procuro manter
com professores um bom relacionamento para facilitar o trabalho do mesmo.
Como é o relacionamento da diretora com os funcionários?
Da mesma maneira, muito bom.
Quais as matérias didático-pedagógicas oferecidas pela escola aos
professores?
Trabalhamos com o sistema de ensino Positivo, apostilas, revistas, jogos
educativos, vídeos, retroprojetor, episcópio, etc.
O que você mais gosta na escola?
O que eu mais gosto na escola é o respeito e a preparação que gira em torno
do aluno enquanto aprende. Todas as decisões da equipe pedagógica são
tomadas analisando os fatores que favorecem, intervém ou prejudicam a
aprendizagem.
O que você menos gosta na escola?
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Não tem algo que eu não goste, mas o que ainda podemos melhorar está
ligado à estrutura física. Alguns ambientes poderiam ser mais adequados e
proporcionar aulas mais interessantes, com alguns recursos tecnológicos. Aos
pouco estamos melhorando.
São criados momentos especiais para confraternização? Quais?
São criados muitos momentos de confraternização, estamos sempre
insistindo em trazer os pais para a escola, em campeonatos, festas, feira do livro,
formatura, reuniões entre outros.
CONCLUSÃO
A diretora está sempre presente e a tenta aos problemas da escola, sejam
os de ordem pedagógica ou administrativa. Procura dialogar com todos da escola
e resolver de forma pacífica os problemas, assim como incentivar ações que dão
certo.
COORDENAÇÃO
Entrevista com a coordenadora para saber o andamento da escola
Nome: Maria de Lourdes Souza
Formação Acadêmica: Letras
Tempo de Exercício: 19 anos
Tempo como coordenadora escolar: 3 anos
Número de alunos que coordena: 900 alunos
Número de professores que coordena: 35
Quais os objetivos gerais da escola?
Levar os alunos ao conhecimento dinâmico da vida, do mundo, dos outros
e de si mesmo, combinando aprendizagens, se preparando para atender às
exigências do mundo.
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Qual o papel da escola?
Estabelecer o elo entre alunos, pais, professores e direção.
Como é a participação do coordenador nas atividades administrativas e
pedagógicas da escola?
Auxilio na elaboração da proposta pedagógica da escola e garantit que seja
colocada em prática. Coordeno a tarefa que exige esforço coletivo para alcançar
metas e objetivos estabelecidos, tanto à direção quanto a coordenação devem
responder pelo setor administrativo e pedagógico.
Quais são os problemas gerais da escola?
São os interesses que não se afinam. São interesses (alunos, pais,
professores, etc.).
Como é o relacionamento do coordenador com o corpo docente?
Há um contato frequente. Tudo que recebo como sugestão, eu procuro
analisar todas as possibilidades, complementar quando necessário ou possível e
discuto o porquê de aplicar ou não e quais são os pontos positivos e negativos.
Além de mantê-los atualizados sobre todas as determinações da DE, que faz que
tenhamos um bom relacionamento.
Como é o relacionamento do coordenador com os funcionários?
Da mesma forma, muito bom.
Quais os materiais didático-pedagógicos oferecidos pela escola aos
professores?
Além das orientações didáticas de como trabalhar, avaliar, etc.. os
professores têm acesso à sala de leitura, sala de informática, sal de vídeo e
infraestrutura didática, livros didáticos, caderno do aluno, jogos e outros.
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O que mais gosta na escola?
Da possibilidade de lidar com pessoas.
O que menos gosta na escola?
De não atingir metas por falta de retorno dos alunos, pois não depende só
da escola o progresso do aluno e sim do próprio e a não participação da
comunidade na vida escolar dos alunos, que às vezes não está interessado.
CONCLUSÃO
A coordenação é bastante eficaz e faz excelente trabalho juntamente com
a direção, professores, alunos e pais.
INSPETORES DE ALUNO
Entrevista com Inspetora
Nome: Dinelza Araújo Sampaio
Formação Acadêmica: Ensino Médio Completo
Tempo em exercício: 6 anos
Tempo de experiência: 6 anos
Qual o papel do inspetor de alunos?
Controlar a entrada e saída dos alunos e auxiliar nos horários de intervalos e
controlar a abertura e fechamento do portão.
Como é a participação do inspetor de alunos nas atividades administrativas
e pedagógicas da escola?
Auxiliar na organização e segurança da escola, interferir em conflitos
durante os intervalos.
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Quais são os problemas gerais da escola?
Atritos entre alunos.
Como é o seu relacionamento da com o corpo docente?
Ótimo, estou sempre disposta a ajudar.
Como é o seu relacionamento da com a diretora?
Ótimo, estou sempre disponível.
Como é o seu relacionamento da com o corpo discente?
Melhor ainda, sem o aluno a escola não existe.
O que você mais gosta na escola?
Tomar conta dos alunos no pátio.
O que você menos gosta na escola?
Das confusões com alunos.
Acompanhamento e observação do trabalho do inspetor de alunos
O inspetor organiza a chegada dos alunos, está sempre acompanhando as
atividades no pátio e na quadra. Anuncia a saída dos alunos pelo microfone, para
que não haja tumultos, por isso é muito querido entre eles.
OBSERVAÇÃO DA ENTRADA E SAÍDA DOS LAUNOS
Os alunos são recebidos pela inspetora e algumas vezes pelo coordenador
ou diretor. O horário de entrada do período da manhã é às 7h e a saída às
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12h20mim, no período da tarde a entrada é às 13h e a saída às 18h20mim e no
período noturno entrada as 7 h e saída às 23 h.
Observei que a entrada dos alunos é tranquila, o inspetor organiza os
alunos em fila e por serie logo em seguida os professores vai pegando os alunos
e levando para sala. Na saída os alunos ficam na sala e os pais vêm pegá-los as
dezessete e quarenta os alunos que os pais atrasam para pegar ficam na diretoria
aguardando. Quanto aos alunos maiores sem problemas é só abrir o portão que
sabem o que tem que fazer.
A PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DE PAIS
A primeira reunião dos pais ocorreu no dia 07 de fevereiro. Os pais foram à
sala de aula de seus filhos para conversar com os professores sobre o
planejamento 2015 e sobre as novas expectativas dos alunos já que mudaram de
série. Foi muito tranquila, também houve a entrega de kits de materiais individuais
junto com a coordenadora.
PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DE PROFESSORES
Na reunião de professores foram discutidas algumas questões referentes
ao rendimento dos alunos, ficou decidido pelo grupo que fariam recuperação
paralela, além da bimestral se houver necessidade.
PLANO DE GESTÃO, PLANO DE ESCOLA, PLANO DE ENSINO
O Plano de Gestão da escola esta relacionado ao funcionamento da escola
e seu Projeto Política Pedagógico. Está de acordo com as exigências da diretoria
de ensino.
O Plano de Escola coloca em prática as ações do regimento escolar:
classificação, reclassificação, calendário escolar, frequência de alunos, avaliação,
recuperação, organização dos cursos, direito e deveres dos alunos e funcionário.
O Plano de Ensino é elaborado bimestralmente, de forma coletiva. Além
deste, cada professor fazer semanário que é o replanejamento das atividades e
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aulas. Sua função é pensar recursos e estratégias pedagógicas a serem utilizadas
pelos professores no seu cotidiano, em suas aulas.
REGIMENTO ESCOLAR
No documento de Regimento estão descritas as características, a natureza,
os fins e objetivos da escola, os parâmetros de ordem administrativa (gestão
escolar, matrículas, calendário, certificados e outros documentos expedidos pela
escola), e os de ordem pedagógica (currículo, projetos e propostas).
SISTEMA DISCIPLINAR DA ESCOLA
Constam os direitos e deveres dos alunos e funcionários da escola.
O direito dos alunos visa à valorização dos mesmos em sua
individualidade, sem comparação nem preferência, ser respeitado em suas idéias
religiosas, etc.
É proibido aos alunos desorganizarem e escrever nas carteiras ou pichar
qualquer dependência da escola.
De acordo com as atitudes consideradas desrespeitosas, o aluno sofrerá:
Advertência oral do professor, registro em ficha, encaminhamento à direção,
advertência por escrito e ciência dos pais, etc.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA
O Projeto Político Pedagógico contém as metas e prioridades da ação
educativa. Visa à organização da ação educativa, o plano de ensino de cada
componente curricular (parte obrigatória e parte diversificada), os objetivos de
cada disciplina apresentados em forma de textos, exercícios ligados a um tema,
projetos de atividades extraclasses, passeios, jogos, pesquisas e estudos, filmes,
peças de teatro, festas temáticas, cronograma geral da escola, etc.
Os projetos didáticos podem ser aplicados quando e quantos forem
necessários para a formação global do aluno, levando-o a pensar sobre o sua
importância na sociedade. Enfim, escola possui autonomia para a apresentação
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dos projetos de natureza pedagógica, pois assim podem considerar a realidade
na qual está inserida.
PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DA APM E CONSELHO
As reuniões da APM são uma vez por mês onde são tratadas as dificuldades
da escola, é tratado também como vai ser gastado o dinheiro do mês quais as
prioridades, nestas reuniões estão presentes a diretora, a vice-diretora, a
secretária e é aberta aos pais, mas eles não têm muito interesse em participar.
Enquanto que nas reuniões do Conselho de Escola são apresentadas as contas
da escola para serem avaliadas por seus membros e são apresentadas algumas
verbas que os mesmos decidem o seu destino, viabilizando sempre as prioridades
da escola.
PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DO CONELHO DE CLASSE E SÉRIE
Na reunião de conselho de Classe e Série foram discutidos os casos dos
alunos que apresentarem dificuldades de aprendizagem no decorrer do bimestre.
Cada professor fez as suas observações que foram registradas no livro de ata.
Em seguida foram apresentadas as sugestões de todos os presentes para que
essas dificuldades possam ser superadas. Uns dos temas abordados no conselho
de classe foram às dificuldades dos alunos, a coordenadora olhou os diários e as
sondagens para ver em que nível dos alunos.
PARTICIPAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS
Participei dão Projeto Páscoa, organizado pela sala de leitura junto com os
professores, que fizeram diversas atividades apresentadas pelos alunos,
professores e funcionários. Na sala de leitura ficou um lindo painel com o tema.
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS S ANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
ENSINO FUNDAMENTAL I
São Paulo
2015
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RELATÓRIO DAS AULAS ENSINO FUNDAMENTAL
INTRODUÇÃO
Este relatório tem a intenção de documentar aqui minha experiência no
decorrer do período em que vivenciei na prática tudo que tenho aprendido na
teoria. Visa apresentar o desenvolvimento das aulas em dos as séries no Ensino
Fundamental l na E. E. Professor Messias Freire, a partir de 09/02/2015 à
27/03/2015, nos períodos matutino e vespertino. O estágio é o momento de
aplicar alguns conceitos adquiridos no período do curso de Pedagogia e que seja
um momento de aprendizado, um momento de tirar as dúvidas, de integrar-se ao
novo ambiente em que iremos trabalhar, e que a partir da observação da atuação
de outros profissionais da área, poder formar o perfil de professor que queremos
ser. Observar como é o desenvolvimento de uma rotina escolar e a interação com
os alunos nos diferentes ambientes entre uma sala e outra onde se realiza o
estágio. Contém a descrição de como podemos aprender, a exercer a profissão
de educador, por meio da observação da atuação de outros profissionais, e
também participando de atividades em sala de aula.
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ESTÁGIO SUPERVISIONADO
FICHA DE ESTÁGIO
EDUCAÇÃO: FUNDAMENTAL I
São Paulo
2015
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RSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO
FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – 1º ano: C
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade
Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o
desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do responsável
09/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Escrita, construindo crachá,
números, brincadeiras,
paisagens.
4h
10/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Transportes, ortografia,
oralidade: História do nome,
quantidade.
4h
11/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Higiene, Leitura,
interpretação, números
brincadeiras.
4h
12/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Separação do lixo,
Linguagem oral e escrita
figuras geométricas.
4h
13/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Oralidade, ortografia,
adição e subtração e
brincadeiras.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 13 de fevereiro, 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
Assinatura do(a) estagiário(a)
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO
FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Luciana da Silva Damiani – RG: 36.117.164 – 2º ano: A
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade
Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o
desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
16/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Alfabeto, calendário, brincadeiras,
minha escola é show, atividade
lúdica.
4h
17/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação As crianças e suas brincadeiras,
alfabeto, números.
4h
18/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Ambiente, formando palavras, a
importância dos números,
brincadeiras.
4h
19/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Balões e travessões, contagem
de números e ilustrações.
4h
20/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Leitura, conversa sobre a leitura,
completar as frases, conjuntos,
brincadeiras.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 20 de fevereiro de 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
Assinatura do(a) estagiário(a)
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO
FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:
Professor(a): Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Claudio Brito de Souza – RG 36.117.164 – 3º ano: C
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade
Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o
desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
23/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Bilhete, quantidade,
números, brincadeiras.
4h
24/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Ler, analisar e criar
divisões, hábitos de
alimentação.
4h
25/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Os meios de transporte,
Cartum, formas
geométricas, brincadeiras.
4h
26/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Conto, número e
conhecendo diferentes
paisagens.
4h
28/02/
2015
13h30mim às
17h30mim
Participação Continuação da história,
tabuada, brincadeiras.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 28 de fevereiro de 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
Assinatura do(a) estagiário(a)
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO
FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Sônia Regina Gomes de Lima – RG: 15.555.985 – 4º ano: C
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade
Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o
desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
02/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Haicai/poema, nas
situações-problema.
4h
03/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Ler, produção de textos,
problemas, cálculo, meios
de comunicação.
4h
04/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Ouvir história, construção
textual, meio ambiente,
adição, problema.
4h
05/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Fábulas, cálculo,
compreender como foram à
relação entre os dois povos.
4h
06/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Caça palavres, completar
as frases, problemas,
cruzadas animais.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 06 de março de 2015.
Carimbo da instituição
Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a)
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
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RSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO
FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:
Professor(a): Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Adriana Borges – RG: 25.439.761 – 5º ano: C
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade
Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o
desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
23/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Produzir texto, cálculos,
hábitos saudáveis de
alimentação.
4h
24/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Produzir textos, tirinhas,
frações, Brasil é um país.
4h
25/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Gênero Textual, lenda dividir,
O clima no Estado em que
moro.
4h
26/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Interpretando o texto, fazer
cálculos escritos e mentais -
peso.
4h
27/03/2015 7h30h às
11h30h
Participação Leitura, gramática, fração e
Erosão.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 27 de março de 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
Assinatura do(a) estagiário(a)
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
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RELATÓRIO DAS AULAS DO 1º AO 5º ANO
ENSINO FUNDAMENTAL I
1º ano C – Professora: Keila Cristina povoa
09/02/2015 – Segunda-feira
Logo de início o professor pediu para que os alunos fizessem uma pequena
reflexão em silencio sobre o valor dos estudos.
Depois solicitou a atenção dos alunos para explicar o objetivo da aula
(construção do Crachá) de Português, pediu para que pesquisassem na própria
certidão de nascimento que havia pedido para eles trazer cópia como escreve o
seu nome completo. Distribuiu um cartão para cada um e fez com que
escrevessem os próprios nomes, sugeriu que cada aluno fizesse um desenho no
cartão representando sua imagem, formou uma roda de conversa e recolheu os
crachás, os espalhou ao centro de um círculo e solicitou que um aluno de cada
vez escolhesse um cartão e adivinhasse de quem era. A cada crachá identificado
no centro do círculo, pediu ao aluno que o escolheu para reescrever o nome
completo do colega em uma folha de papel bobina, formando uma listagem, com
a mesma fez uma listagem que fixou em um mural da sala. Tempo de atividade:
1h30mim.
Na aula de Matemática sobre relação de números a professora
explicou o jogo que consiste em um tabuleiro, dois dados e marcadores onde o s
alunos devem se organizar em duplas e cada jogador deve escolher a cor do
marcador que irá utilizar, os alunos jogaram os dois dados e fizeram a adição dos
números obtidos deles. Após, colocarem o marcador sobre o número do tabuleiro
que representa essa soma, por exemplo, se a soma dos dados deu 3 + 2, o
marcador marcou o número 5 do tabuleiro. Após o término da atividade passou no
quadro contas de somar e foi acompanhando de perto enquanto os alunos faziam.
Tempo de atividade: 1h30mim.
Na aula de geografia a professora solicitou que os alunos abrissem o livro e
passou a em voz alta pausadamente fazendo as devidas intervenções um texto
95
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
sobre as diversas paisagens, passou alguns exercícios e depois deu início as
atividades de casa. Tempo de atividade: 1h.
A sala comportou-se bem, a professora tem domínio e respeito dos alunos.
Usa bem uma tática simples, mas que dá resultado que é o de colocar o nome de
quem está bagunçando ou não fazendo as atividades pedias no quadro negro,
isso ajudou os alunos nas atividades.
10/02/2015 – terça-feira
A professora iniciou a aula de Geografia contando aos alunos a história de
Santos Dumont, Mostrou o avião 14-Bis, o avião criado por Santos Dumont.
Solicitou que os alunos relatassem suas opiniões e descrevessem a imagem
visualizada, fazendo relações com os aviões atuais. Depois, explorou ilustrações
de outros meios de transportes aéreos, como balão, asa delta, helicóptero e
dirigível. Pediu aos alunos que descressem as diferenças entre esses meios,
como a estrutura e a forma de se deslocar. Cada aluno montou seu álbum com
figuras de meios de transporte aéreos. Tempo de atividade: 1h30mim.
Na aula de Português introduziu a aula sobre ditongo, falando ao mesmo
tempo em que escrevia observações na lousa, logo depois passou alguns
exercícios e me solicitou que a ajudasse a acompanhar os alunos enquanto eles
copiavam e faziam às atividades, eles demonstraram muitas dúvidas e alguns não
conseguiram desenvolvê-las como deviam, mas a professora me explicou que os
alunos se encontravam em vários níveis de aprendizados, por isso temos que
acompanha-los de perto. Tempo de atividade: 1h30mim.
Por último, em Matemática a professora passou atividades sobre como
relacionar números com o objetivo dos alunos terem noção de quantidade até o
número 30, ela entregou aos alunos atividades digitadas e pediu para que
colassem no caderno e a desenvolvessem em casa com ajuda dos pais. Tempo
de atividade: 1h.
Os alunos ficaram bastante curiosos e atenciosos durante a aula de
Geografia, são bastante questionadores e fizeram perguntas muito pertinentes
sobre como o avião voa. Durante as outras aulas prestaram muita atenção, pois
sabiam que as dúvidas poderiam ser tiradas quando estivessem fazendo os
exercícios.
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
11/02/2015 – Quarta-feira
A professora iniciou a aula com Ciências, com o retroprojetor apresentou
várias imagens sobre como fazer a higiene do dia a dia (tomar banho, escovar os
dentes e lavar as mãos), log depois entregou aos alunos desenhos sobre o
assunto e pediu para eles pintarem, depois colar no caderno e escrever uma frase
sobre a importância do banho. Tempo de atividade: 1h.
A professora na aula de Português pede para os alunos refletirem em
silêncio sobre o que é amigo. Leu um o livro “O valor da Amizade” (Rodrigues
Poeta) E pediu para os alunos responderem o que é amizade na opinião deles em
voz aula e depois pediu para escrevessem no caderno (atividade foi muito
divertida). Tempo de atividade: 1h30mim.
Em Matemática a professora pediu o caderno de atividades para fazer em
casa e perguntou se tiveram dificuldades, a maioria respondeu que foi muito
difícil. Então ela propôs uma brincadeira para explorar os números. Iniciou com
brincadeiras que envolviam a contagem oral e a relação quantidade--número,
perguntou quem queria contar o número de alunos desta sala, de carteiras da
sala, de janelas e todos se propuseram a contar. Depois ela entregou a eles
palitos de sorvete e fez os alunos contarem quantos palitos tinha em sua carteira
e registrar o número correspondente em uma folha sulfite. Em forma de
algarismos ou em forma de desenhos, como a criança soubesse. Tempo de
atividade: 1h30mim.
Auxiliei a professora na entrega das atividades, confesso que atividade
anterior de Matemática no meu ver era muito difícil para eles, porém ela me
explicou que ela trabalha com o objetivo sempre de levar alguma dificuldade
maior para o aluno e assim ter noção do estágio em que eles estão. Diante do
fato a aula tornou-se muito divertida e com a participação de todos.
12/02/2015 – Quinta-Feira
A professora iniciou a aula de Ciências, depois de perguntar como foi o dia
dos alunos, aproveitou e continuou os questionando sobre onde deviam jogar o
lixo, todos responderam juntos, com muita empolgação, depois ela mostrou as
lixeiras com suas respectivas cores e ela reforçou a perguntando que tipo de lixo
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
devia jogar em cada lixeira, alguns alunos responderam certo, outros
responderam errado, enquanto outros ficaram quietos. Pediu aos alunos que
desenhassem as lixeiras da coleta seletiva de lixo em seus cadernos, colorindo
com tintas e descrevendo o que jogar em cada uma. Solicitou que relatassem a
importância de reciclar e de separar o lixo. Colocou as ideias no quadro. Tempo
de atividade: 1h30mim.
Na aula de Português a professora fez uma aula para mostrar a diferença
entre oralidade escrita, pediu que eles contassem ao colega alguma história que
já haviam lido, depois de, pois de reescrevessem a história do colega no caderno,
a aula foi um pouco desorganizada, pois eles falavam muito alto, porém
conseguiu escrever cada qual da sua forma. Tempo de atividade: 1h.
Em Matemática a professora entregou aos alunos diversas figuras
geométricas, pediu para que eles pintassem as formas iguais com a mesma cor e
depois solicitou que falacem qual figura cada imagem representava, houve
bastante dificuldade entre os alunos que se divertiam quando um colega errava.
Depois que todos entraram em um acordo e ela escrever na lousa o nome da
cada imagem, pediu para eles escreverem embaixo de cada uma delas o
respectivo nome. Depois entregou a eles várias figuras para recortarem e
pintarem com a finalidade de fazer um baralho que seria terminado na próxima
aula. Tempo de atividade: 1h30mim.
A aula nesse dia foi muito interessante, notei que os alunos estavam
começando a entender melhor os objetivos das aulas, a questão da empolgação é
um sinal que eles gostaram, a professora me disse que o comportamento seria
corrigido no decorrer do ano, porém a alegria ao aprender não pode ser podada.
13/02/2015 – Sexta-feira
A professora na aula de Português leu para os alunos “Descobrindo
Valores: Amizade” – Cristina Kelin, logo no inicio senti um encantamento nos
alunos ao ver a professora lendo pausadamente, fazendo as devidas conotações
na voz para que os alunos percebessem a pontuação e quando era um diálogo ou
discrição. Logo após passou algumas atividades no caderno e pediu para que eu
acompanhasse alunos, que acompanhei tranquilamente. Tempo de atividade:
1h30mim.
98
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Em Matemática a professora passou contas simples e os ensinou a contar
em palitos, achei bastante interessante a atividade, pois com o concreto o aluno
pode ver perfeitamente o porquê das operações dar determinados valores, notei
também que ela dividiu as atividades em três etapas, na adição explicou, passou
as atividades e depois que os alunos terminaram fez o mesmo com as subtrações
e logo depois passou atividade com as duas operações, porém sem explicar,
apenas acompanhamos e tiramos as dúvidas dos alunos. Tempo de atividade:
1h30mim.
Por fim, a hora das brincadeiras, os alunos levaram brinquedos de casa e
puderam brincar livremente, uma hora de muita atividade por parte dos alunos,
pois enquanto brincam conversam sobre o que vão brincar, apresentam seus
brinquedos, houve muita interatividade. Tempo de atividade: 1h.
Esse dia foi muito interessante pude passar por vários momentos, de
seriedade, atenção, relaxamento e diversão, tudo na dosagem certa. Notei
dificuldades em alguns alunos, enquanto outros além de desenvolverem
bem as atividades e são muito críticos.
Conclusão
Ótima experiência com o 1º ano. A professora é muito dedicada,
atenciosa, prepara suas aulas com objetivo bem exposto, tem o domínio da sala.
É fundamental, que acompanhemos de perto a evolução dos alunos para quê eles
evoluam, prestando sempre muita atenção no nível de desenvolvimento de cada
um deles. Trabalhar com crianças no 1° ano é uma missão diferente da que vinha
fazendo até então, pois agora eles irão por em prática a alfabetização, porém
muitos deles ainda não estão nesse nível o que faz nós professores termos que
utilizar de diversas estratégias para levar o conhecimento a todos.
2º ano A – Professora: Luciana da Silva Damiani
16/02/2015 – Segunda-feira
99
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Ao chegar à sala todos os alunos ficaram me olhando, observando a
curiosidade das crianças a professor me apresentou a eles como futura
professora estagiária, logo alguém perguntou se eu iria ajuda-los nas atividades
difíceis, respondi que sim e a professora confirmou, porém os alertou que seria
por pouco tempo. Tempo de atividade: 30 minutos.
A professora iniciou a aula de Português, relembrando o alfabeto e
primeiro ela perguntou para que lessem todas as letras do alfabeto previamente
coladas em uma parede da sala em grupo e em voz alta. Depois solicitou que
recortassem ao menos dez objetos de revistas que eles haviam trazido para
recortar, colassem no caderno em ordem alfabética e escrevesse o nome na
frente de cada imagem, todos queriam ajudar. A professora resolveu o problema
pedindo para eles se comportarem e tentarem fazer a atividade que depois irámos
corrigir e nós íamos ajudar passando de carteira em carteira. Tempo de atividade:
1h30mim.
Em Matemática a professora para iniciar a construção dos números,
organizou a turma para uma roda de conversa e instigou-os sobre quais são os
números que eles conheciam e como e ou quando eles são usados. Conversou
sobre a importância dos números em nossa vida e para a comunicação entre as
pessoas. Indagou: imaginem se os números não existissem como seria nossa
vida? Ficaram espantados! Após essa conversa, retomou algumas situações do
dia a dia, apontadas por eles, para demonstrar a importância dos números em
nossa vida. Entregou uma folha sulfite para que os alunos colocassem o desenho
do número, sua escrita e a quantidade de objetos referente ao número, para
ressaltar a relação número – quantidade. Tempo de atividade: 1h30mim.
Ao terminar a atividade entregou o caderno de atividades para casa corrido
e passou novas atividades de matemática (contas) e Português (escrever
palavras com cada letra do alfabeto). Tempo de atividade: 30mim.
Nesse dia as atividades foram bastante produtivas e diferenciadas, percebi
a empolgação dos alunos durante o desenvolvimento dos trabalhos de
matemática. Interessante como ficaram curiosos com a minha presença e faziam
questão que eu participasse de todas as brincadeiras.
17/02/2015 – Terça-feira
100
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
A professora iniciou lendo o livro “Brincadeira É Coisa Séria” Alcântara,
(Ivan e Newton Foot) depois conversou com eles sobre como brincadeiras são
sérias para as crianças. Dando sequencia a aula de Português continuou
recolhendo a atividade do alfabeto pediu para que os alunos colocassem os
cadernos de atividades feitas em casa e lessem um a um as palavras escritas por
eles, nesse momento alguns leram fluentemente, enquanto outros apresentaram
dificuldades, os que apresentaram maiores dificuldades a professora os chamou
para escreverem na lousa e foi perguntado o significado do que escreviam.
Tempo de atividade: 2h.
Em Matemática, o tema foi sequencia de números, começou conversando
com os alunos a respeito do que é para eles sequencia, prestei muita atenção nos
questionamentos que foram bastante importantes no meu ver, para saber o
conhecimento do aluno a respeito, logo após organizou a turma e os levou para a
sala de vídeo para assistir um trecho de Concurso de beleza da Turma da
Mônica, e os questionou sobre a sequência de fatos no filme e outros exemplos
que possam citar sobre o conteúdo. Depois da atividade na sala de multimídia, a
turma retornou a sala de aulas, se organizou em grupos de três, quando
receberam diversos objetos, como: formas geométricas, lápis de cor, palitos de
sorvete, novelo de fio, tampa de refrigerante PET, giz de cera, e outros mais.
Nesse momento, ela pediu a atenção dos alunos para a explicação. Desenhou um
exemplo de sequência para que eles lembrassem como se faz. Quando a
atividade se iniciou, os grupos tiveram que criar sequências com os objetos, num
tempo de 5 minutos. Os trabalhos foram expostos na mesa e todos puderam
apreciar. Tempo de atividade: 2h.
A aula foi bastante dinâmica, os alunos se portaram bem diante das
dificuldades, prontamente sanadas pela professora, que lhes transmite muito
segurança muita segurança.
18/02/2015 – Quarta-feira
Na aula de Geografia sobre reconhecimento do ambiente a professora
levou os alunos para a área externa da escola, começou apontando quais são os
espaços que cada grupo havia anotado em sala de aulas, numa discussão
coletiva a fim de que todos explanassem o que conseguiram observar. Retomou a
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ideia de que todos ocupam um lugar no espaço e que na sala de aula, todos têm
que se respeitar. Construiu cartazes junto com os alunos com todas as imagens
e apontamentos relevantes feitos pelos grupos com imagens trazidas por eles e
fez um mural no 0pátio da escola. Tempo de atividade: 2h.
Na aula de Português passou atividades na lousa - formar palavras com a
letra “C”. Foi um momento de relaxamento praticamente para as crianças que se
encontravam eufóricas com a atividade anterior. Tempo de atividade: 1h.
Na aula de matemática, a professora conversou com alunos sobre a
importância dos números em nosso cotidiano, depois passou atividades digitadas
com imagens sobre como os números são úteis no nosso dia-a-dia e pediu para
os alunos apontarem quais situações eles já haviam usado a matemática
circulando os desenhos que havia dado para pintarem. Notei que nesse momento
que os alunos prestaram muita atenção no que faziam, depois de passar de
carteira em carteira dando visto e fazer anotações liberou os alunos para
brincarem de forca. Tempo de atividade: 1h.
A aula foi bastante dinâmica e produtiva, notei o interesse dos alunos em
realizar as atividades e a disposição da professora em atendê-los nos seus
questionamentos.
19/02/2015 – Quarta-feira
Na aula de Português a professora trouxe gibis, deu um para cada aluno e
deixou que eles lessem em silencio por um tempo, nesse momento notei que
alguns observam as imagens atentamente, me explicou que alguns ainda não
sabiam ler ou ficavam fascinados com as imagens, mas ela respeitava, trata-se
de um momento em que cada qual lê da sua maneira. Em seguida ao manuseio,
a leitura dos gibis conversou sobre o significado dos balões e procurou identificar
o que já conheciam sobre o assunto. Depois solicitou procurarem nas páginas dos
gibis os balões que indicassem fala pensamento, sonho, surpresa, onomatopeias,
etc. Pediu então que recortem das revistas alguns personagens para a criação de
uma História em Quadrinhos. Os personagens foram colados nos caderno,
formando um enredo. Solicitou aos alunos que completem suas histórias em
quadrinhos com balões de fala direcionados aos personagens de sua história.
Tempo de atividade: 2h30mim.
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Na aula de Matemática pediu para os alunos contarem até vinte e depois
passou uma lista na lousa fora da sequencia e pediu para que eles a colocassem
em ordem. Alguns alunos apresentaram dificuldade e ela prontamente se dispôs a
orientá-los e eu fiz o mesmo com os alunos indicados por ela. Tempo de
atividade: 1h30mim.
Essa aula foi bastante diferente, mais importante no meu ver foi a vivencia
dos alunos no caso da construção das histórias em quadrinho.
20/02/2015 – Sexta-feira
Na aula de Português a professora leu a fábula leu a “Lebre e a Tartaruga”
para os alunos, perguntou a eles: Não é que ser determinado é mais importante
do que ser espertinho? Pensou com eles sobre um exemplo assim no dia a dia
deles, como esperar por um presente melhor em vez de insistir para ganhar um
que não é tão legal imediatamente. Depois pediu para que completassem frases
sobre o assunto. Tempo de atividade: 1h30mim.
Na aula de Matemática, a professora os questionou sobre conjuntos,
passou atividades digitadas e pediu para eles ilustrarem e completarem os
exercícios, eu os acompanhei. Tempo de atividade: 1h30mim.
A hora das brincadeiras, os alunos levaram brinquedos de casa e puderam
brincar livremente como aconteceu no 1° ano, tive as mesmas impressões,
embora eles sejam mais independentes, uma hora de muita atividade por parte
dos alunos, pois enquanto brincam conversam sobre o que vão brincar,
apresentam seus brinquedos, houve muita interatividade. Tempo de atividade: 1h.
Conclusão
No 2º ano. A professora possui qualidades semelhantes a do 1°, ou seja,
é muito dedicada, atenciosa, prepara suas aulas com objetivo bem exposto e tem
o domínio da sala. Pude acompanhar de perto o dia da brincadeira e ver o quanto
é importante ter um momento de descontração na escola para os alunos. Na
lousa enquanto os alunos se acomodam nas carteiras ela escreve a data e nome
da escola que o aluno deve escrever a cada nova disciplina iniciada. Isso para os
alunos é automático ela não precisa lembra-los, da organização dos cadernos, o
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fato me fez pensar que somos capazes de ganhar a atenção dos alunos sem
discriminá-los em um clima descontraído.
3º ano C – Professor: Jâneo Manoel de Santana
23/02/2015 – Segunda-feira
Quando entrei em na sala de aulas, os alunos logo correram para me
abraçar, o professor deixou que agissem naturalmente e depois pediu para eles
voltarem para as carteiras, me apresentou e começou a aula de português
ensinando como fazer um bilhete. O professor incentivou seus alunos a criarem
bilhetes que envolviam os alunos de toda a escola, da seguinte forma: elaborou
uma listagem no quadro de giz com os assuntos sugeridos pelos alunos a serem
descritos nos bilhetes. Cada aluno produziu em folha a parte um rascunho
contendo o conteúdo do bilhete. Como muito cuidado ele fez a correção
ortográfica dos bilhetes para que fossem reescritos por seus autores. Em seguida
pediu aos alunos para ler seus bilhetes aos demais colegas da turma. Depois de
aprenderem a fazer bilhetes os incentivou a criarem bilhetes para deixarem perto
da cama dos pais ou grudado na geladeira com mensagens de carinho e amor.
Tempo de atividade: 1h30mim.
Em Matemática o professor levou cédulas de dinheiros imprimidos no valor
de um real á vinte reais, que os alunos já conheciam pediu para escrever o valor
de cada cédula no caderno obedecendo às regras monetárias. Na lousa escreveu
várias adições e subtrações com os valores das cédulas, pediu para os alunos
copiarem resolvê-las e logo em seguida responder quantas cédulas foi utilizada
para a resolução de cada conta. Os alunos ficaram concentrados buscando
resolver, quando eles terminaram resolveu os exercícios na lousa junto com eles.
Tempo de atividade: 1h30mim
Na aula de Geografia o professor relatou aos alunos que as paisagens
urbanas e rurais fazem parte do nosso cotidiano, pois numa mesma cidade há
espaços urbanos e rurais. Representou por meio de desenho duas paisagens e
relatou qual é visível no seu cotidiano. Distribui revistas e jornais para que os
alunos encontrem essas paisagens e ela pediu para os alunos escreverem uma
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lista de trabalhos possíveis no meio rural e no meio urbano. Tempo de atividade:
1h.
A aula de hoje exigiu que os alunos escrevessem bastante, no terceiro ano
os alunos já leem e escrevem melhor, tornando as aulas mais escritas e notei que
os alunos pediram menos auxilio a professor.
24/02/2015 – Terça-feira
Na aula de Português a professor iniciou conversando com os alunos sobre
datas comemorativas e o significado delas em relação a determinados contextos
fez com os alunos uma listagem das datas comemorativas da região em que
vivem. Distribuiu para cada aluno uma palavra mágica relacionada a uma data
comemorativa listada, além de um cartão e materiais diversos para colagem.
Conversou com os alunos sobre os possíveis símbolos a serem utilizados para
comunicar a palavra recebida e deixou que fizessem perguntas, depois solicitou a
cada um que relacione o símbolo criado a pequenos textos na criação de cartões
comemorativos, lembrando-os que deviam utilizar originalidade, humor ou poesia.
A terminar todos leram os textos criados. Tempo de atividade: 1h
Na aula de Matemática, primeiramente, o professor deixou que os alunos
procurassem uma solução para o problema encontrado. Em uma caixa deixou
diversas canetas que eles precisam dividir igualmente. Após a conclusão da
tarefa, pediu que os alunos escrevessem no caderno como concluíram a tarefa e
o que foi preciso para tal. Mostrou princípios da divisão e trabalhar com material
dourado, criando sempre situações-problema. Solicitou que separassem 10
unidades do material dourado e depois dividissem igualmente este número, em
seguida fez o mesmo, mas agora com 24 unidades que eles tinham que dividir em
partes iguais de três, na sequencia 16 que deveriam dividir em partes iguais de
quatro. Depois solicitou aos alunos que criassem situação problema no caderno e
a resolvessem. Essa atividade foi meio complicada, muitos não conseguiram
fazer, mas o professor disse que irai retomar o assunto criando novas atividades
para que entendessem a divisão no concreto. Tempo de atividade: 2h.
Na atividade de Ciências o professor perguntou aos alunos o que eles
gostavam de comer e se tudo que comiam eram alimentos saudáveis. Todos
responderam, mas ficou nítido que eles não sabem ao certo o que é uma
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alimentação saudável. Dando sequencia ela pediu para que eles relatem a
importância da alimentação adequada que foi bastante problemático, mas ele foi
conduzindo bem a situação, apresentando no retroprojetor slides com ilustrações
sobre alimentos saudáveis, que mostravam a pirâmide alimentar que ela
comentou e os alunos passaram a fazer cartazes em grupo com imagens de
alimentos fundamentais para uma alimentação saudável. 1h
A aula de hoje exigiu muito dos alunos, a de matemática foi complicada,
porém o professor me disse que tem assuntos que levam mais tempo para “cair à
ficha” de muitos dos alunos, por isso mesmo a retomada é necessária, lembrando
que devemos procurar sempre atividades que eles possam vivenciar na prática.
25/02/2015 – Quarta-feira
Na aula de História sobre os meios de transporte o professor pediu para
que os alunos fizessem uma roda. Iniciou pedindo para que os alunos relatassem
os resultados dos questionários aos pais e quais meios de transporte são possível
ver no nosso cotidiano. Verificando sempre se na roda de conversa eles
comentavam sobre os transportes que existiram no século passado, outros no
século retrasado, e que nem sempre existiram, bem como que, antigamente, as
pessoas andavam a pé ou em carroças ou até mesmo nos lombos de cavalos.
Depois, procuraram aprimorar seus meios, utilizando embarcações, e com a
invenção da roda, a carroça foi aperfeiçoada, e iniciaram a construção de carros,
aviões, e todos os meios que conhecemos hoje. Esses assuntos partiram deles e
nos momentos que isso não aconteceu, ele conduziu a conversa para chegar aos
resultados. Por últimos os alunos produziram textos, relatando as diferenças
encontradas e entregaram para o professor. Os alunos demonstraram-se bastante
interessados pela aula, deu para notar que se dedicaram na atividade feita em
casa. Tempo de atividade: 2h.
A professora trouxe para os alunos Cartuns para eles trazerem na aula de
Português. Fez uma exposição do material trazido e conversou com eles sobre as
características desses cartões com mensagens humorísticas, levantando
semelhanças e diferenças. Leu a fábula da Cigarra e Formiga, em seguida,
distribuiu os cartões para os alunos. Cada aluno criou um Cartum com base na
interpretação da história lida. Tempo de atividade: 2h
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Na construção do Cartum, os alunos tiveram ideias muito criativas a
partir da atividade solicitada, notei que alguns alunos tem dificuldade em escrever,
porém possuem ideias brilhantes quando falam, são alunos orais.
26/02/2015 – Quinta-feira
A aula de Português iniciou com o conto, fez um breve relato sobre a
história e relembrou o um pouco do assunto e só depois começou a contar a “O
Gato de Botas” de Charles Perrault, solicitou que eles desenhassem e colorissem
o auge do conto. Nesse momento me pediu para ajuda-lo a acompanhar as
atividades dos alunos, notei que muitos alunos tinham medo de errar e queriam
confirmar comigo se eles estavam certos ou não, o professor me orientou a
responder apenas que eles estavam indo bem, por fim o professor recolheu as
atividades e comentou, dizendo apenas que cada qual escolheu o um momento
muitas vezes diferente dos colegas como auge. Tempo de atividade: 1h30mim.
Em Matemática retomou a relação entre número e quantidade, iniciou
explicando aos alunos que a aula seria externa e que levariam uma ficha a ser
preenchida para registrar os objetos encontrados na escola. A cada dois ou mais
objetos iguais deveriam anotar na ficha a quantidade e o nome do objeto. Após
concluir as anotações, voltariam para a sala de aulas para a sala para a
socialização do resultado e assim fez, enquanto caminhavam pela escola os
alunos prestavam muita atenção em tudo e escreviam na ficha. A retornarem para
a sala de aulas o professor explicou como seriam feitos os agrupamentos. E os
alunos agruparam objetos que fazem parte do jardim, os objetos que fazem parte
da cantina, os objetos que fazem parte do banheiro e somaram todos. E
preencheram uma tabela no livro de Matemática. Foi muito organizada a saída
dos alunos que se divertiram, porém não perderam o foco da aula. Tempo de
atividade: 1h30h.
Na aula de Geografia com o objetivo de reconhecer diferentes paisagens o
professor relatou aos alunos que as paisagens urbanas e rurais fazem parte do
nosso cotidiano, pois numa mesma cidade há espaços urbanos e rurais. Por
meio de desenho representou as duas paisagens e relatou qual é visível no seu
cotidiano. Distribuiu revistas e jornais para que os alunos encontrem essas
paisagens e montassem um painel. Por último os alunos escreveram uma lista de
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trabalhos possíveis no meio rural e no meio urbano e entregaram ao professor.
Tempo de atividade: 1h.
No dia de hoje a aula foi muito interativa e os alunos souberam aproveitar
bastante o momento.
27/02/12015 – Sexta-feira
Na aula de Português o professor com exercícios sobre encontro
consonantal, adjetivo, gramática com acentuação gráfica, atividades para
observar a cena e escrever frases para cada ação praticada pelos personagens,
os alunos continuaram a história, completaram as palavra e preencheram o
diagrama. Tempo de atividade: 2h.
Na matemática o professor propôs os a alunos a montarem tabuada,
primeiro ele entregou aos alunos folhas com desenhos e somas, e pediu para que
os alunos somassem depois ele iniciou a tabuada, explicando e perguntando aos
alunos até o 3x5 e depois pediu aos mesmos que terminassem e corrigiu. Tempo
de atividade: 1h.
Na hora da brincadeira o professor montou uma amarelinha na sala, trouxe
bugalhas, bolas de gude e damas e deixou os alunos escolherem a brincadeira.
Excelentes atividades para aprender principalmente matemática, os alunos
gostaram muito. Tempo de atividade: 1h.
Conclusão
No 3º ano. É sempre bom reforçar as qualidades que encontro a cada
professora que conheço, ou seja, está também é muito dedicado, atencioso,
prepara suas aulas com objetivo bem exposto, tem o domínio da sala. Notei que
ele sempre esta retomando a matéria para poder garantir que os alunos estão
aprendendo, nos momentos de mais dificuldades dos alunos procura acalmá-los
orientando-os de perto. Pude notar que nesta série os alunos são mais
independentes, muitos já são alfabetizados e compreendem perfeitamente os
enunciados, a explicação e desenvolvimento dos exercícios.
4º ano C – Professora: Sonia Regina Gomes de Lima
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03/03/2015 – Segunda Feira-feira
A professora iniciou a aula de português propondo que escrevessem um
Haicai, todos ficaram surpresos com o nome, houve uma confusão logo de início
com todos querendo fazer pergunta, professora ficou em silêncio por algum tempo
e os próprios alunos ao notarem que não gostou e trataram de ficarem quietos,
então ela disse a eles que ia começar explicando o que era um poema e
perguntou se todos sabiam o que era um poema, a partir daí relatou a eles o que
era um Haicai, explicou que se tratava de um poemeto popular, por isso usa
palavras quotidianas de fácil compreensão, respeita a simplicidade, evita o
raciocínio e expressa fielmente à sensibilidade do autor e toda a estrutura de
como se monta um poema nesse estilo, depois pediu para eles o livro de
Português, foi lendo e explicando novamente, explorou o significado da palavra e
mostrou um quadro com uma paisagem muito bonita, solicitou, então, que
observassem a imagem e criassem um poema seguindo as características do
haicai, um poemeto para ser exposto junto à obra. Confesso que nesse momento
pensei que os alunos não iam conseguir, mas a grande maioria sentou-se e pôs-
se a escrever, saíram poemas belíssimos apesar de simples. Alguns alunos
realmente não conseguiram desenvolver a atividade, então a professora propôs
que eles teriam que fazer recuperação paralela e passou alguns exercícios no
caderno para eles em casa. Tempo de atividade: 2h.
Na aula de matemática a professora passou adições na lousa e foi
auxiliando os alunos com dificuldades (ensinando a contar com palitos e nos
dedos), depois chamou os alunos para fazer a correção na lousa. A técnica é
usada para os alunos confirmarem o aprendizado e a professora avaliar o nível de
desenvolvimento dos alunos. Em um segundo momento conversou e indagou a
turma que Imaginassem a situação: num galpão há trinta e duas sacas de feijão.
Estão chegando um carregamento com outras seis sacas. Seria lento e
trabalhoso juntar todas as sacas e contá-las uma a uma. Como evitar isso? Os
alunos se olharam, sem nada responder, então ela acrescentou que a adição era
a resposta e explicou que resolver um problema de matemática nada mais é que
representar em linguagem matemática uma situação cotidiana e propôs a
resolução de problemas no quadro, fez o primeiro, foi chamando alunos para
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resolverem outros no total de cinco e chegou término da aula, pediu para que eles
arrumassem o material e terminou a aula. Tempo de atividade: 2h.
04/04/2015 – terça-feira
A professora leu o livro “Com todas as letras” - Emília Ferreiro para os
alunos e abusou da entonação e do ritmo da leitura para criar envolvimento das
crianças com o texto. Conversou com os alunos para saber o que sentiram ao
ouvir a história, para ter subsídios para avaliar vivências individuais. Formou
duplas produtivas com proximidade de níveis de construção de leitura e escrita.
Juntou alunos pré-silábicos com parceiros silábicos, proponha associação de
palavras do texto com figuras correspondentes, para que possam entender,
gradativamente, que a escrita representa a fala. Os alunos silábicos sem valor
sonoro com parceiros silábicos com valor sonoro apresentou algumas palavras do
texto similares na grafia, mas diferentes na fonética a fim de que as identifiquem.
O coleguinha que possuía valor sonoro pode ajudar dando as suas explicações
sobre como entende as palavras. Alunos silábicos com valor sonoro solicitou que
escrevam algumas palavras pré-selecionadas da história. E por fim, aos alunos
silábico-alfabéticos com parceiros alfabéticos pediu que reescrevessem a história
à maneira deles, mas que dessem um final diferente. Essa atividade exigiu muita
atenção dos alunos, que trataram de desenvolvê-la questionando apenas quando
tinham dificuldades. Mas construíram os textos solicitados pela professora.
Tempo de atividade: 2h.
Na aula de Matemática a professora retomou os problemas e ao notar as
dificuldades dos alunos em conseguir montar as contas depois terminar as
atividades e corrigir, passou lista de exercícios para relembrar as formas de
adição e deixou que os alunos terminassem casa. Tempo de atividade: 1h.
Na aula de Geografia, pediu para que os alunos abrissem o livro, na
matéria sobre meio ambiente e relembrou a matéria, já que eles haviam feito uma
atividade introdutiva a respeito e pediu para eles resolverem as questões. Alguns
alunos se recusaram a desenvolver a atividade, ela conversou com eles que
revelaram não conseguir, então me pediu que os auxiliassem, foi um momento
importante para meu aprendizado, pois eu tinha que ler perguntar sobre as
respostas, para só então eles escreverem no caderno. Tempo de atividade: 1h.
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04/03/2015 – Quarta-feira
Nesse dia a professora iniciou a aula, levando-os a sala de leitura. A
professora da sala de leitura perguntou se eles gostavam de ler, alguns disseram
que não, então ela passou uma animação do youtube “A menina que odiava
livros” e questionou os alunos que haviam manifestado pensamento contra a
leitura, eles contaram que na casa deles não havia esse hábito, mas prometeram
que iam experimenta aos poucos, até ficarem como a menina que odiava livro,
então, ela recomendou que escolhessem um livro para ler livremente, depois de
30mim aproximadamente, fez perguntas sobre a leitura, um momento muito
prazeroso em que todos participaram e falavam encantados com as histórias
lidas, interessante que até os que não gostavam de ler ou não sabiam, souberam
falar sobre os assuntos abordados nos livros. Tempo de atividade: 2h.
Na aula de Ciências a professora questionou os alunos sobre os três Rs,
para da início a aula de conscientização sobre a preservação do ambiente, depois
pergunto se eles sabiam o que era ambiente e foi demonstrando que tudo ao
nosso redor faz parte do ambiente, pediu para que fizessem um texto com
sugestões de como melhorar o ambiente na escola. Tempo de atividade: 1h.
Na aula de Matemática a professora continuou com os problemas de
adição, mas dessa vez utilizou diversas formas de adições para resolverem as
situações problema. Pediu a minha ajuda no acompanhamento dos alunos com
dificuldade, ela pegou uma fila eu outra, a dificuldades dos alunos continuavam
imensas, porém muitos haviam evoluído dês da primeira aula, quando todos
terminaram ela corrigiu na lousa, respondendo os questionamentos dos alunos,
ao mesmo tempo em que os questionavam para sentir o desenvolvimento da
turma. Tempo de atividade: 1h.
A aula foi bastante produtiva, levá-los a um ambiente diferente deu um
ânimo para os alunos, que na maioria conseguiu resolver os problemas e
demonstrando entendimento do processo.
05/03/2015 – Quinta-feira
A professora apresentou aos alunos uma fábula pré-selecionada “A galinha
dos ovos de ouro”. Leu a fábula dando ênfase à entonação, ritmo e fala dos
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personagens a fim de encantá-los com a história. Debateu com os alunos sobre o
que eles aprovam e o que reprovam no comportamento dos personagens,
proporcionando espaço para seus alunos expressarem as suas opiniões e
vivências. Conversou com os alunos sobre o gênero fábula, escreveu num papel
bobina o título, uma pequena sinopse da história e a lição de moral que a turma
compreendeu com o texto. Solicitou que cada aluno pesquisasse outra fábula em
casa e trouxesse escrito em seus cadernos o título e uma pequena sinopse da
história, bem como a lição de moral que ela representa. Tempo de atividade:
1h30mim
Na aula de matemática a professora, escreveu no quadro algumas
operações e sorteou alguns alunos, pelo número da chamada, para resolvê-las na
lousa interativa. Aproveitou o momento para esclarecer dúvidas e enriquecer o
aprendizado. Solicitar aos alunos que explicassem como pensaram na resposta
mais próxima. Circulou as diversas estratégias, anotando no quadro os principais
procedimentos para que todos copiem em seus cadernos e os utilizem em outras
situações. Na lousa escreveu algumas operações para fazer em casa, com a
ajuda dos pais e familiares, sem poder utilizar papel, rascunho, enfim, como foi o
processo em sala de aulas e trouxessem um relatório feito pelos pais. Tempo de
atividade: 1h30mim
A aula de História foi sobre Indígenas e portugueses, com o objetivo dos
alunos compreenderem as relações entre os dois povos e rever a vida e costumes
indígenas e portugueses. Ela mostrou aos alunos, por meio da lousa interativa,
uma pintura em que o artista retratou o encontro entre portugueses e indígenas.
Conversar com a turma a respeito desse encontro, quais foram às reações dos
dois grupos, etc. Depois passou diversas atividades, questionamentos sobre o
assunto para os alunos responderem, terminou a aula com a correção comentada
do questionário. Tempo de atividade: 2h.
06/03/2015 – Sexta Feira
A professora entregou aos alunos caça palavras e uma folha com frases
para completar quando eles terminaram, corrigiu com alunos respondendo ao
mesmo tempo em que tirava as dúvidas e solicitou o os cadernos de atividades de
casa. Tempo de atividade: 2h.
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Em matemática passou vários problemas, os alunos levaram muito tempo
para resolver, no final ela corrigiu com os alunos indo à lousa. Tempo de
atividade: 2h.
Conclusão
Estar com professores diferentes, me colocar em contado com diversas
técnicas, porém não deixarei de ressaltar que todas com quem trabalhei até então
tem qualidades em comum, está professora, no entanto demonstrou uma
preocupação nova que foi atividades com a participação dos pais, no mais notei
que os alunos do 4º ano são mais agitados precisando de maior intervenção da
professora em relação à bagunça.
5º ano C – Professora: Adriana Borges
03/03/2015 – Segunda-feira
Na aula de Português a professora havia pedido aos alunos que
procurassem em revistas diversas imagens sobre um tema específico que queira
trabalhar: animais, alimentação, hábitos de vida, profissões, etc. Montou com os
alunos uma exposição das imagens pesquisadas. Conversou com os alunos
sobre o que observam nas imagens expostas: cores, formas, contexto, título da
obra, etc. Após a análise coletiva das imagens, cada aluno escolheu uma delas
em segredo, para escrever um pequeno texto a fim de representá-la. Um de cada
vez foi à frente da sala de aula e leu para os colegas seu pequeno texto. Os
demais alunos tentaram m adivinhar a que pintura se relaciona aquele texto
escrito. A professora recolheu o texto para corrigir em casa e dar nota e pediu que
os alunos pesquisassem e trouxessem tirinha para a próxima aula. Tempo de
atividade: 1h30mim
Na aula de Matemática a professora simulou uma maratona para percorrer,
Porém, essa maratona se foi com dados e quilômetros percorridos, no papel. Ela
entregou o material para os alunos. A aula foi um jogo que consiste em lançar os
dados, somar os números para obter a quantidade de metros percorridos. A cada
lançamento, somar os metros percorridos. Quem chegou primeiro aos 5 000
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metros, venceu. Foi uma aula com muito barulho e até torcida, mas todos os
alunos participaram a o objetivo foi que os alunos fizessem cálculos mentais e
escritos. Contudo, quando chegava o próximo, o aluno fazia estimativas e
cálculos mentais, para verificar se ultrapassou os 5.000m ou se conseguiria
chegar exatamente nesta metragem. Uma atividade muito divertida. Tempo de
atividade: 1h30mim.
Na aula de ciência a professora trabalhou um texto do livro sobre hábitos
saudáveis de alimentação, pediu para que os alunos uma parte do texto um por
vez e foi explicando, explorando as ilustrações e citando exemplos, para chamar a
atenção dos mais dispersos, notei que alguns alunos tinham dificuldade na leitura,
o que fez que atividade fosse longa, porém aprendi que isso é necessário para
todos terem a oportunidade de ler e demonstrar seus avanços e dificuldades.
Tempo de atividade: 1h.
Boa aula, alunos empenhados, de maneira geral gostaram da aula, pois o
resultado foi bom para eles, mesmo os mais tímidos não deixaram de ler, o que
me fez ver que a professora transmite bastante segurança a eles.
24/03/2015 – terça-feira
Na aula de Português a professora solicitou aos alunos que fizessem grupo
apresentassem uns aos outros as tirinhas pesquisadas em casa e comentassem.
Observou a leitura e os comentários que fizeram durante esse processo de troca
de informações, depois solicitou que comparassem as tirinhas de jornais com as
Histórias em Quadrinhos dos gibis, debatendo semelhanças e diferenças,
conversou com eles sobre as características de uma tirinha de jornal. Por fim
entregou a eles diversas tirinhas eles pintarem e completar a história e colar no
caderno. Alguns alunos não trouxeram as tirinhas, a professora escreveu um
bilhete aos pais e deu a eles tirinhas que ela tinha trazido prevendo tal
possibilidade. Tempo de atividade: 1h30mim.
Na aula de Matemática sobre fração passou exercícios e os alertou sobre
como as frações são utilizadas nosso dia a dia, me solicitou que a ajudasse a
percorrer a sala auxiliando os alunos em dificuldade. Alguns alunos não sabiam e
ela passou atividade diferencia para eles, porém com o mesmo objetivo. Tempo
de atividade: 1h.
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Com o objetivo de mostrar aos alunos que o Brasil é país formado por
diferentes povos, a professora explicou um texto que informava o Brasil foi
formado por pessoas vindas de diversas regiões do mundo e que esses grupos
construíram uma nova forma de viver em nosso país, influenciando hábitos
daqueles que já viviam aqui. Relatou algumas influências, como a dos
portugueses, na Região Norte, com a festa do Boi-Bumbá. Já na região Centro
Oeste, as Cavalhadas, como influência lusitana também. Na Região Nordeste, é
possível observar a influência síria no comércio. Na Região Sudeste, temos um
bairro chamado Liberdade que é formado por japoneses. E, finalmente, no Sul
temos como exemplo uma festa de influência alemã, a Oktoberfest. Dividiu a
turma em 5 grandes grupos e foi para a sala de informática para eles
pesquisarem na internet cada região brasileira e suas respectivas influências,
tudo que iam encontrando foram anotando em seus cadernos. Tempo de
atividade: 1h30mim.
Aula com muito trabalho, porém com a nossa ajuda os alunos conseguiram
desenvolvê-las sem maiores problemas.
25/03/2015 – Quarta-feira
Na aula de Português com o objetivo de escrever textos com temas atuais,
a professora organizou os alunos em grupos. Pediu que apresentassem uns aos
outros as tirinhas pesquisadas em casa e comentassem. Observou a leitura e os
comentários que fazem durante esse processo de troca de informações. Solicitou
que comparassem as tirinhas de jornais com as Histórias em Quadrinhos dos
gibis, debatendo semelhanças e diferenças. Conversou com eles sobre as
características de uma tirinha de jornal. E pediu para eles construírem tirinha com
o tema debatido entre eles, notei que a maioria dos alunos desenhava muito bem
e souberam escrever a historinha demonstrando muita habilidade. Tempo de
atividade: 2h.
Na aula de Matemática, a professora retomou exercícios sobre as diversas
formas de divisão, como na aula anterior fomos acompanhando os alunos com
dificuldades. Tempo de atividade: 1h
Na aula de Geografia a professora levou os alunos para o laboratório de
informática para realizar uma pesquisa, sobre o clima que prevalece no Estado
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em que mora. Entregar uma folha com alguns tópicos a serem analisados
conversou com a turma sobre como o clima influencia no modo de vida das
pessoas e entregou um cartão onde eles deveriam confeccionar um jogo da
memória, em que em um lado do cartão esteja escrito o tipo de clima e no outro,
uma imagem correspondente para fazer em casa. Sugeriu aos alunos que
poderiam também conversar com os familiares, de outra cidade, a fim de
constatar como é o clima na cidade onde eles moram. Tempo de atividade: 1h
Tipo de aula que alunos adoram desenhos e informática, todos se
comportaram muito bem durante a aula e atenderam aos pedidos da professora
prontamente.
26/03/2015 – Quinta-feira
A Professora leu a História dos “Primos Ratos” pausadamente, dando
ênfase aos diálogos e dramatizando os alunos riam muito durante a leitura, pediu
para que eles copiassem diversas questões , respondessem, discutissem com os
colegas e depois corrigiu na lousa comentando. Tempo de atividade: 2h.
Na aula de matemática a professora retomou os cálculos mentais, fazendo
perguntas aos alunos sobre adição, subtração e divisão e depois pediu para que
um de cada vez resolvesse uma operação na lousa. Ao terminar a atividade
introduziu a noção de peso, pegou uma balança que havia trazido para a sala de
aula a fim de pesar alguns objetos (os alunos ficaram muito curiosos) ela fez
perguntas a eles sobre a balança e o peso, os mesmos respondiam ao mesmo
tempo em que ela tirava as dúvidas, pesou alguns objetos e pediu eles fazerem
uma lista no caderno, com o nome dos objetos e o peso de cada um. Tempo de
atividade: 2h.
Aula muito boa, ao trazer a balança para a sala de aulas à professora pode
mostrar aos alunos como cada objeto tem peso diferente de uma maneira simples
e lúdica.
27/03/2015 – Sexta-feira
Na aula de Português a professora pediu a aluno por aluno que lessem o
texto digitado e depois encontrassem os advérbios. Tempo de atividade: 2h.
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Em Matemática a professora passou exercícios sobre fração e fomos
ajudando os alunos, depois ela corrigiu na lousa. Tempo de atividade: 2h.
Conclusão
A professora é muito eficiente, e me demonstrou várias técnicas e planos
de aulas bem complicados de por em prática principalmente na aula de
Matemática, aprendi muito com ela, os alunos apesar de dispersar facilmente por
causa da idade ela teve controle da sala, até mesmo nos momentos de maior
descontração onde eles costumam usar para fazerem bagunça, ela também
possui os mesmos adjetivos que notei nas outras professoras. Até aqui o que
mais me deixou motivada foi a utilização dos recursos existentes na escola, esta
professora em especial sabe bem como utilizá-los principalmente a sala de
informática.
117
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PLANO DE AULAS – ENSINO FUNDAMENTAL I
Plano de aula Língua Portuguesa– 1º Ano do Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Gênero Textual
Tema: Os maravilhosos contos de fadas
Objetivo:
 Ler e interpretar os textos selecionados
 Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre as fadas e motivá-los
para o trabalho com o tema.
Material: Revistas, lápis coloridos, tesoura, cola, caderno de desenho.
Conhecimento Prévio: Conhecer alguns Contos de Fadas
Atividade Motivacional:
Professor coloque um DVD de um conto de fadas para seus alunos e
trabalhe o que é um conto de fadas, quem são os personagens, quais as ações
deles entre outras questões que você propor para usar o vídeo pedagogicamente.
Encaminhamento Metodológico:
Solicite aos alunos que deem exemplos de contos de fadas que eles já leram.
Questione:
 Quais os principais personagens que compõem um conto de fadas?
 Como são as características desses personagens?
 Que atitudes, normalmente, praticam os personagens dos contos de
fadas?
 Elabore com eles uma listagem dos personagens citados, relacionando
suas respectivas características e atitudes.
Contos de fadas:
 Personagens
 Características
 Atitudes
 Em seguida, peça que procurem em revistas, imagens que se relacionem
com os personagens das histórias maravilhosas que mencionaram recorte
e cole em seus cadernos de desenho. A atividade pode ser
complementada com desenhos da própria criança.
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 Cada aluno pode ir à frente da sala de aula, mostrar sua conclusão aos
demais colegas, explicando o porquê de suas escolhas.
Avaliação:
No próprio DVD que você utilizar questione seus alunos. Assim você
saberá se eles compreenderam o que é um conto de fadas e se sabem identificá-
los.
Plano de aula para Matemática – 1º Ano do Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Quantidade
Tema: Receita de bolo
Objetivo: Relacionar quantidade-número.
Material: Ingredientes da receita, lápis, borracha.
Conhecimento prévio:
Ter noções de quantidade e relação dos números até 10, saber utilizar a
contagem oral e escrever o numeral correspondente às quantidades utilizadas na
receita do bolo.
Atividade motivacional:
Relatar à turma que eles ajudarão a fazer um bolo de cenoura.
Encaminhamento metodológico:
Entregar aos alunos uma folha de papel para que eles anotem a receita do
bolo de cenoura enquanto realizam-na. Separe um liquidificador, uma batedeira,
colheres e uma assadeira. Ao iniciar a mistura, peça que cada ingrediente seja
colocado e medido (com seu auxílio) por um aluno. Enquanto o aluno coloca o
ingrediente, os outros devem ir anotando na folha, como por exemplo:
Os alunos podem escrever ou descrever a receita por meio de desenho, porém o
numeral deve ser escrito antes dos ingredientes.
Receita do bolo de cenoura:
 1/2 xícara (chá) de óleo
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 3 cenouras médias raladas
 4 ovos
 2 xícaras (chá) de açúcar
 2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
 1 colher (sopa) de fermento em pó
Cobertura:
 1 colher (sopa) de manteiga
 3 colheres (sopa) de chocolate em pó ou achocolatado
 1 xícara (chá) de açúcar
 Se desejar uma cobertura molinha, coloque 5 colheres de leite
Avaliação:
Circule os ingredientes utilizados na receita do bolo de cenoura e escreva a
quantidade de cada ingrediente abaixo da figura.
Plano de aula - Língua Portuguesa – 2º Ano do Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Palavras
Tema: Formando palavras
Objetivo: Construir e aprender mais palavras por meio da brincadeira
Material: Quadro de giz, giz, caderno e lápis.
Conhecimento Prévio:
Conhecer as letras do alfabeto e as sílabas
Atividade Motivacional:
Professor leve seus alunos ao laboratório de informática e solicite que
acessem o endereço abaixo e jogue um pouco de forca descobrindo as palavras
escondidas. Os alunos podem jogar em duplas ou sozinhas.
http://www.velhosamigos.com.br/Jogos/Forca.htm
http://www.sol.eti.br/forca/jogo_da_forca1.html
Encaminhamento Metodológico:
120
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 Brinque com seus alunos o jogo da forca.
 Escolha que regra ortográfica você gostaria de trabalhar com seus alunos
(X ou CH).
 Apresente no quadro de giz a quantidade de letras da palavra secreta.
 C A I X A
 Oriente-os a começarem pelas vogais, uma vez que elas são
imprescindíveis na formação das palavras.
 Cada letra que for proposta e não fizer parte da palavra, a forca ganha uma
parte do desenho de um corpo.
Avaliação:
Professor quando você estiver fazendo no quadro o jogo da força poderá
avaliar a escrita da palavra com seus alunos. De acordo como eles estiverem
dizendo as letras pode-se perceber como escrevem a palavra como, por exemplo:
ferradura. Veja se escrevem com um “r” só ou com dois e assim sucessivamente.
Plano de aula - Matemática – 2º Ano do Ensino Fundamental I.
Tema: O calendário mensal.
Objetivo: Compreender os dias do calendário mensal.
Material: Caderno, lápis, borracha, envelope transparente e lápis de cor.
Conhecimento prévio:
É necessário que os alunos tenham conhecimento do calendário e sua
função social.
Atividade motivacional:
Converse com a turma a respeito do uso de calendário, cite exemplos e
faça com que as ideias e experiências sejam exploradas de forma que contribuam
para a discussão coletiva.
Questione: como sabemos em que dia da semana será nosso aniversário?
Encaminhamento metodológico:
Com o calendário exposto na sala de aula, circule, com a turma, as datas
comemorativas, as datas de aniversário, férias de inverno, enfim, deixe a
imaginação fluir e explore este material ao máximo. Depois, apresente a atividade
121
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
em folha, que deve ser preenchida com os dias, conforme o mês no qual será
realizada e a data da atividade.
Após preencher o calendário, pinte o que se pede:
 Todos os domingos de ROSA;
 O dia de hoje com a cor VERDE;
 O dia de ontem com a cor VERMELHA;
 O dia de amanhã com a cor AZUL;
 Se hoje é dia _____________, amanhã será dia _____________ .
 E ontem foi que dia? __________________ .
 Em que dia da semana foi o primeiro dia do mês? __________________ .
 Esse mês tem quantos dias? ________________.
 Há quantos domingos? ____________________.
 E sábados? ______________________.
 De um domingo para o outro são quantos dias? _______________.
Avaliação:
Nesta atividade, os alunos serão avaliados durante o processo de
resolução da atividade individualmente, de forma diagnóstica.
- Sugestão de atividade para casa:
Peça ajuda aos seus pais e descubra o número do telefone da Anita. Para
isso, siga as dicas:
 O primeiro algarismo está entre o 2 e o 4;
 O segundo algarismo é igual ao primeiro;
 O terceiro algarismo vem logo depois do 5;
 O quarto algarismo vem antes do primeiro algarismo que você descobriu;
 O quinto algarismo é o resultado da adição: 2 + 2;
 O sexto algarismo vem antes do 9;
 O sétimo algarismo está entre o 4 e o 6;
 O oitavo algarismo vem logo depois do 8;
E aí? Qual é o número do telefone da Anita?
RESPOSTA: 3362 4859
Agora, invente você um número secreto e traga para trocar com seus
amigos da turma amanhã.
Quando os alunos trouxerem a atividade que criaram em casa, com os pais,
coloque todas dentro de um envelope transparente e sorteie, para resolver
122
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coletivamente. Essa atividade pode ser digitada e resolvida ao final do dia,
utilizando a lousa interativa, em que você pode ler as dicas e já colocar os
números correspondentes.
Avaliação:
Acompanhamento individual do desenvolvimento do aluno
Plano de aula - Língua Portuguesa – 3º Ano do Ensino Fundamental I.
Tema: Bilhete
Objetivo:
Produzir um bilhete, considerando o contexto de produção
Elaborar a escrita de um bilhete.
Material: Lápis grafite, papel avulso.
Conhecimento Prévio:
 Converse com os alunos sobre forma da escrita de um bilhete.
 Pergunte a cada um que bilhete gostaria de escrever e a quem.
Atividade Motivacional:
 Professor incentive seus alunos a criarem bilhetes que envolvam os alunos
de toda escola.
 Depois de aprenderem a fazer bilhetes você pode incentivá-los a criarem
bilhetes para deixarem perto da cama dos pais ou grudado na geladeira
com mensagens de carinho e amor.
 Encaminhamento Metodológico:
 Elabore uma listagem no quadro de giz com os assuntos sugeridos pelos
alunos a serem descritos nos bilhetes.
 Cada aluno deverá produzir em folha a parte um rascunho contendo o
vocativo e o conteúdo do bilhete.
 Faça a correção ortográfica dos bilhetes para que sejam reescritos por
seus autores. Em seguida peça aos alunos que leiam seus bilhetes aos
demais
colegas da turma.
Avaliação:
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Elabore com os alunos um mural para troca constante de bilhetes entre
eles. Crie um título para o mural. Pode ser pensado em um mural com a
participação dos alunos de outras salas, pais e outras pessoas da comunidade
escolar.
Plano de aula - Língua Portuguesa– 4º Ano do Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Poema
Tema: Haicai
Objetivo:
Produzir um haicai tendo em vista uma imagem.
Material:
 Quadros de pinturas de paisagem, folhas de sulfite, lápis grafite.
 Conhecimento Prévio:
 Conhecer alguns poemas
Atividade Motivacional:
Apresente algumas figuras aos seus alunos. Em seguida faça com eles
uma leitura sobre as imagens e anote no quadro de giz as ideias principais.
Solicite aos alunos que escolham apenas uma imagem e comente que farão um
poema sobre a ela.
Questione:
 Vocês já ouviram falar sobre um tipo de poema chamado haicai?
 Explore o significado da palavra “haicai”
 Encaminhamento Metodológico:
 Solicite aos alunos que traga de casa um quadro de pintura de paisagem
de que mais gostam.
 Peça, então, que observem a imagem e criem seguindo as características
do haicai, um poemeto para ser exposto junto à obra.
 O Haikai é um poemeto popular, por isso usa palavras quotidianas de fácil
compreensão, respeita a simplicidade, evita o raciocínio e expressa
fielmente a sensibilidade do autor.
 Métrica: 5 sílabas no primeiro verso, 7 no segundo e 5 no terceiro; mas não
há exigência rigorosa.
124
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
 Organize ao final da exposição um livro de haicais da turma com
ilustrações dos próprios autores.
Avaliação:
Exponha os haicais com as respectivas imagens em mural externo à sala
de aula. Deixe exposto, junto ao trabalho dos alunos, algumas orientações ao
público sobre o objetivo e a estratégia utilizados nas atividades.
Plano de aula - Matemática – 4º Ano do Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Adição
Tema: Agora vou somar.
Objetivo:
Compreender e aplicar a adição de diferentes maneiras, nas situações-
problema.
Material: Lápis, caderno ou folhas para fazer as anotações.
Conhecimento prévio: Operações com a adição.
Atividade motivacional:
 Conversar com a turma e indagar:
 Imagine a situação: num galpão há trinta e duas sacas de feijão. Está
chegando um carregamento com outras seis sacas. Seria lento e
trabalhoso juntar todas as sacas e contá-las uma a uma. Como evitar isso?
A adição é a resposta. A operação de juntar duas ou mais quantidades é
chamada adição.
 Resolver um problema de matemática nada mais é que representar em
linguagem matemática uma situação cotidiana. Proponha a resolução
deste problema no quadro:
 Cida trabalha numa fábrica de doces. Ela faz pacotes de balas, colocando
em cada pacote as seguintes quantias:
 Quantas balas há, no total, em cada pacote?
 Juntando as balas, em cada pacote, temos 38 balas.
 Em linguagem matemática, escrevemos isso como: 10 + 8 + 12 + 8 = 38.
 (Use o material dourado para representar)
Encaminhamento metodológico:
125
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Organizar a turma em quatro grupos e disponibilizar alguns problemas para
cada grupo resolver, com diferente grau de dificuldade. No momento da
discussão, intervir, passando pelos grupos para auxiliar e observar as formas e
cálculos que estão sendo feitos, e as estratégias utilizadas para chegar à resposta
correta.
Avaliação:
Depois de realizar as atividades, discutir com os alunos sobre as
estratégias que utilizaram e colocar os procedimentos discutidos no quadro. Peça
às crianças que anotem no caderno as formas que usaram para chegar aos
resultados.
Outra sugestão de atividade é enviar para casa um problema relacionado ao
cotidiano, para facilitar a compreensão do conteúdo e a resolução da questão. No
dia seguinte, retomar a atividade e discutir coletivamente as diferentes maneiras
como os alunos chegaram à resposta correta.
Plano de aula - Língua Portuguesa – 5º Ano do Ensino Fundamental I
Conteúdo: Interpretando o texto
Tema: Interpretando o texto
Objetivo: Conhecer e explorar a história Rato do campo e rato da cidade.
Material: Lápis, borracha e caderno.
Conhecimento prévio: Conhecimentos básicos de leitura e interpretação de texto
Atividade motivacional:
Ler a história para a turma e, depois, discutir sobre de que trata o texto,
quais são os fatos marcantes, qual a mensagem que o texto transmite, enfim,
interprete-o e converse sobre ele com os alunos.
A HISTÓRIA DOS PRIMOS RATOS
Era uma vez um rato que vivia no campo, onde era muito feliz. Tinha um
primo rato que vivia na cidade, dentro aos esgotos.
O rato do campo alimentava-se de frutas, raízes e sementes. O da cidade
comia restos de comida que ia buscar nos caixotes do lixo.
Um dia, o rato da cidade foi ao campo visitar o primo, e ao despedir-se lhe
disse assim: "-Ó primo, porque é que não vais para a cidade? Está-se lá tão bem,
126
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e tu aqui na floresta, sozinho, sem divertimentos, estás pior. Vá, vem comigo para
a cidade, que isto aqui é uma pasmaceira!".
O primo respondeu-lhe que ia pensar, e despediram-se.
Passados alguns dias o rato do campo disse assim para ele próprio: "-Ó meu rico
campo, vou ter que te deixar!" Fez as malas e partiu para a cidade escondido na
bagageira de um carro.
Quando lá chegou foi ter com o primo aos esgotos. O primo ficou muito
contente ao vê-lo. Alimentavam-se com porcarias e restos de comida.
"-Ai meu rico campo, tenho tantas saudades tuas e da minha casinha!",
pensava o rato do campo a todo o momento.
O primo dizia-lhe assim: "-Temos tanta comida, há tanto barulho e
movimento aqui na cidade. Isto é muito mais divertido que no campo.".
E todos os dias o rato do campo sofria mais e mais.
Até que um dia se encheu de coragem e disse ao primo: "-Eu tenho que
voltar para o meu campo. Lá estou muito melhor e sou muito mais feliz!".
O rato do campo fez as malas e voltou para casa.
História contada pela Inês Gil - 2005
MORAL: Mais vale uma vida modesta com paz e sossego, que todo o luxo
do mundo com perigos e preocupações.
Autora: Alice Vieira
Encaminhamento metodológico:
Pedir para que respondam no caderno as seguintes questões, para depois discutir
com os outros colegas.
1. Você conhece a versão verdadeira dessa história do rato? Quais as
semelhanças e diferenças entre essa versão que lemos agora e a que você
conhece?
2. Qual a característica que diferencia os personagens das fábulas dos
personagens de outras histórias infantis?
3. Nessa fábula, os ratos pensam, falam, demonstram medo, preferências,
etc. Essas ações caracterizam animais ou seres humanos?
4. Nas fábulas, os animais podem representar valores humanos diferentes.
Ligue os personagens ao que eles representam na história:
5. Por que o rato do campo foi convidado para morar na cidade?
6. Por que o rato do campo voltou para sua casa no campo?
Avaliação:
Mostrar para os alunos, por meio do site relacionado abaixo, a história Rato
da cidade e rato do campo – de Alice Vieira – autora portuguesa. Entregar uma
folha sulfite com algumas questões a serem respondidas, como forma de
avaliação.
127
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Professor esta versão está digitalizada em português de Portugal, portanto as
falas dos personagens trazem o sotaque dos portugueses. Contudo, é de fácil
compreensão.
Plano de aula - Matemática – 5º Ano do Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Cálculos matemáticos
Tema: O peso!
Objetivo: Fazer cálculos escritos e mentais.
Material: Folha sulfite, lápis, borracha.
Conhecimento prévio: Ter noções de peso em quilogramas.
Atividade motivacional:
 Descrever que o elefante pesa 5 000 kg, o rinoceronte 2 800 kg, o búfalo
700 kg, o hipopótamo 3 400 kg e o leão 260 kg.
 Perguntar: esses animais são pesados? Qual é o mais pesado? Qual o
mais leve entre os animais apresentados?
 Sugestão: mostrar imagens retiradas da internet para melhor visualizar o
conteúdo.
 Para saber o peso de outros animais, seus alunos podem acessar o link
abaixo e conhecer:
http://curiosidadesonline.wordpress.com/2009/02/04/curiosidade-quanto-pesa/
Encaminhamento metodológico:
 Indicação de site para leitura pelos alunos. Após a leitura responder às
questões abaixo:
http://www.somatematica.com.br/fundam/medmassa.php
http://www.clickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-1936-
16186-,00.html
Calculem:
 Qual é a diferença em quilogramas entre o animal mais leve e o mais
pesado? (exemplo na atividade motivacional)
 De quantos quilogramas é a diferença entre o peso do rinoceronte e o do
leão?
 Some os pesos de todos os animais apresentados.
128
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Avaliação:
 Trazer uma balança para a sala de aula a fim de pesar alguns objetos. Ao
pesar, pedir para que façam uma lista no caderno, com o nome dos objetos
e o peso de cada um.
 De acordo com os objetos trazidos, elabore algumas atividades como no
exemplo abaixo:
 Indagar:
1. - Quanto falta para o vaso ter 2 kg?
2. - Quanto falta para Maria pesar 50 kg?
3. - Qual a diferença do peso de 10 lápis e 1 caderno?
4. Pesar 5 cadernos dos alunos. Depois de anotar o resultado, pedir:
5. - Adicione 5 kg ao resultado.
6. - Retire 2 kg, quanto ficou?
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o Estágio Supervisionado: observação da prática docente no Ensino
Fundamental I pode entender que ser Pedagogo (a) é algo que o estudante deve
desenvolver na prática, tornando-se uma opção consciente e crítica, um
compromisso político democrático e uma competência profissional qualificada. É
no momento do estágio que o estudante tem o direito de conhecer a real situação,
de modo a fazer crescer o interesse pelo campo, verificar se os conhecimentos
adquiridos são pertinentes à área. É o período para se efetivar, sob a supervisão
de um profissional experiente, um processo de ensino/aprendizagem que se
tornará concreto, permitindo ao aluno comparar programas de estudos face às
diferentes necessidades da sociedade.
Foi visível o esforço dos professores durante a realização das atividades de
estágio. Preocupam-se com a aprendizagem dos alunos é muito, Tentam
desempenhar seu papel de professor da melhor maneira como também buscam
soluções para os problemas e se empenham na tarefa de educar, ciente de que
essa é a profissão que exercem e independente do que está acontecendo e têm o
dever de ensinar com competência e seriedade.
O Estágio foi muito enriquecedor como formador das futuras pedagogas,
pois permitiu uma reflexão para a construção de uma prática educativa junto às
crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental. Além disso, oportunizou a
articulação entre teoria vista em sala de aula e prática docente cotidiana, levando-
nos a entender que diante da necessidade de se ter cidadãos mais críticos,
reflexivos, conscientes, participativos e, principalmente, responsáveis pela
sustentabilidade do nosso planeta, é posto à educação, como um instrumento de
formação, o papel de tornar a comunidade escolar educada em todos os
aspectos.
130
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BIBLIOGRAFIA
Publicado em especial grandes pensadores/outubro 2008/junho
ROGERS,Carl,Liberdade para aprender Ed. Interlivros
Psicologia e educação, Revendo Contribuições.
MARIA,Vera Nigro de Souza.Ed.Educ/FAPESP
ROGERS,Carl,Tornar-se pessoa, Ed Martins Fontes
FREIRE,Paulo, Pedagogia da autonomia
Saberes necessários à prática educativa/São Paulo,Paz e Terra
131
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
ENSINO MÉDIO: FILOSOFIA E SOCIOLOGIA
São Paulo
2015
132
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INTRODUÇÃO
O presente estágio foi feito no início das aulas no período noturno na E.
E. Professor Messias Freire no período de 09/02/2015 à 05/03/2015. No
Componente Curricular Estágio Supervisionado em Filosofia e Sociologia no
Ensino Médio, recebemos orientação para o trabalho de campo, numa
perspectiva de estágio como pesquisa, buscando a superação da fragmentação
entre teoria e prática, fundamentadas no texto de Pimenta e Lima (2004; p. 34).
Nesta perspectiva, as autoras afirmam que “[...] no estágio dos cursos de
formação de professores, compete possibilitar que os futuros professores
compreendam a complexidade das práticas institucionais e das ações aí
praticadas por seus profissionais como alternativa no preparo para sua inserção
profissional” (p. 43).
Desta forma, essa etapa do estágio supervisionado em filosofia
Sociologias, objetivou a inserção do estagiário na escola, buscando entender o
seu funcionamento e coletando dados e, principalmente, a observação de aulas
nas disciplinas de Filosofia e Sociologia em turmas do ensino médio, neste
momento.
Apesar de ser um registro parcial de apenas um ambiente educativo da
esfera pública, este trabalho deve oferecer um indicativo dos rumos recentes que
tem tomado à educação na disciplina de filosofia, em nossas escolas.
Dentre outros aspectos, analisamos a constituição estrutural da
escola em questão, seus recursos e meios disponibilizados para a realização do
ensino e a situação (formação e situação funcional) dos profissionais da educação
responsáveis pelas disciplinas de Filosofia e Sociologia.
Quanto à observação em sala de aula, buscamos verificar os
seguintes aspectos: conteúdos, metodologia utilizada, recursos didáticos, forma
de avaliação, relação entre professor e alunos, entre outros aspectos.
133
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FICHA DE ESTÁGIO
ENSINO MÉDIO:
FILOSOFIA E SOCIOLOGIA
São Paulo
2015
134
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:____
Professor(a): Ana Paula Correia da silva
Professor(a): Fernando César Soprijo – RG: 12.849.707-5
Ensino Médio Filosofia
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade
Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o
desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
09/02/
2015
19h às
20h30mim
Filosofia 3º A
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
1h30mim
10/02/
2015
19h às
20h30mim
Filosofia 2ª C
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
1h30mim
10/02/
2015
20h30mim
às
21h15mim
Filosofia 1º E
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
1h30mim
11/02/
2015
19h30mim
às
20h30mim
Filosofia 3º B
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
1h30mim
11/02/
2015
20h30 às
21h15mim
Filosofia 2º D
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
45mim
12/02/
2015
22h15mim
às 23h
Filosofia 2º E
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
45mim
16/02/
2015
19h às
20h30mim
Filosofia 3º A
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
1h30mim
17/02/
2015
19h às
20h30mim
Filosofia 2ª C
Observação
Leitura do texto explicação
Lição na lousa
1h30mim
17/02/
2015
20h30mim
às
21h15mim
Filosofia 1º E
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição na lousa.
1h30mim
18/02/
2015
19h30mim
às
20h30mim
Filosofia 3º B
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva.
1h30mim
18/02/
2015
20h30 às
21h15mim
Filosofia 2º D
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva.
45mim
20/02/ 22h15mim Filosofia 2º E Leitura do texto, aula 45mim
135
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
2015 às 23h Observação expositiva.
Total Realizado: 15 horas
São Paulo, 20 de fevereiro de 2015.
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
_________________________________
136
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do cursoAssinatura do(a) estagiário(a)
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
137
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:____
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Rogério Augusto Pereira da Silva – RG: 34461.786-5
Ensino Médio – Sociologia
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade
Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o
desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades
desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
23/02/
2015
19h às
20h30mim
Sociologia 1º E
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição no
caderno do aluno.
1h30mim
23/02/
2015
20h30minh
às 21h30mim
Sociologia 3ºB
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição no
caderno do aluno.
1h30mim
24/02/
2015
19h45
às
21h15mim
Sociologia 1º F
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição no
caderno do aluno.
1h30mim
24/02/
2015
21h30mim
às
23h
Sociologia 1º D
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição no
caderno do aluno.
1h30mim
26/02/
2015
21h30mim
às
22h15mim
Sociologia 2º D
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição no
caderno do aluno.
1h30mim
27/02/
2015
119h45mim
às
21h15min
Sociologia 3º C
Observação
Leitura do texto, aula
expositiva e lição no
caderno do aluno.
1h30mim
02/03/
2015
19h
às
20h30mim
Sociologia 1º E
Observação
O filme “Náufrago” e
relatório
1h30mim
02/03/
2015
20h30minh
às
21h30mim
Sociologia 3ºB
Observação
O filme “Escritores da
Liberdade” e relatório.
1h30mim
04/03/ 21h30mim Sociologia 2º D O Filme a “Corrente do 1h30mim
138
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2015 às
22h15mim
Observação Bem” e relatório.
05/03/
2015
19h45mim
às 21h15min
Sociologia 3º C
Observação
O filme “Escritores da
Liberdade” e relatório.
1h30mim
Total Realizado: 15 horas
São Paulo, 05 de março de 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
Assinatura do(a) estagiário(a)
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
_________________________________
139
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RELATÓRIO DAS AULAS DE FILOSOFIA - ENSINO MÉDIO
09/03/2015 – Segunda-feira – 3º A
O professor escreveu o texto “A cultura” na lousa, explicou e passou alguns
exercícios e pediu para os alunos fazerem.
10/02/2015 – Terça-feira – 2º C
O professor escreveu o texto “A verdade” na lousa, explicou e passou
alguns exercícios e pediu para os alunos fazerem.
10/02/2015 – Terça-feira – 1º E
O professor escreveu o texto “A atitude Filosófica” na lousa, explicou e
passou alguns exercícios e pediu para os alunos fazerem.
11/03/2015 – Quarta-feira – 3º B
O professor escreveu o texto “A cultura” na lousa, explicou e passou alguns
exercícios e pediu para os alunos fazerem.
11/02/2015 – quarta-feira – 2º D
O professor escreveu o texto “A verdade” na lousa e explicou.
12/02/2015 – Quinta Feira – 2º E
O professor escreveu o texto “A verdade” na lousa e explicou.
16/02/2015 – Segunda-feira – 3º A
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A cultura”, pedindo para
que os alunos respondessem voz alta, fazendo uma discussão sobre o tema e
passou na lousa um pequeno resumo sobre o filme “Guerra do fogo” que irá
passar na próxima semana.
17/02/2015 – Terça-feira – 2º C
O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A cultura”, pedindo para
que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão sobre o texto e
passou um pequeno resumo na lousa sobre o filme “O show de Truman” que irá
passar na próxima semana.
17/02/2015 – Terça-feira – 1º E
O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A atitude Filosófica”,
pedindo para que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão
sobre o texto e passou um pequeno resumo na lousa sobre o filme “As asas do
desejo” que irá passar na próxima semana.
18/02/2015 – Quarta-feira – 3º B
O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A Verdade”, pedindo para
que os alunos respondessem voz alta, fazendo uma discussão sobre o tema e
passou na lousa um pequeno resumo sobre o filme “Guerra do fogo” que irá
passar na próxima semana.
18/02/2015 – quarta-feira – 2º D
O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A cultura”, pedindo
para que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão sobre o
texto e passou um pequeno resumo na lousa sobre o filme “O show de Truman”
que irá passar na próxima semana.
20/02/2015 – Quinta Feira – 2º E
141
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A Cultura”, pedindo para
que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão sobre o
assunto.
RELATÓRIO DAS AULAS DE SOCIOLOGIA - ENSINO MÉDIO
23/02/2015 – Segunda-feira - 1º ano E
O professor solicitou que os alunos lessem o texto sobre o “Processo de
Desnaturalização ou Estranhamento da Realidade” do caderno do aluno em
silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e
fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após
solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois
corrigiu em forma de debate.
23/02/2015 – Segunda-feira - 3º ano B
O professor solicitou que os alunos lessem o texto “Situação Brasileira:
Diversidade Nacional e Regional” do caderno do aluno em silêncio, em seguida
pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha
na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos
fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate.
24/02/2015 – Terça-feira – 1ª F
O professor solicitou que os alunos lessem o texto sobre o “Processo de
Desnaturalização ou Estranhamento da Realidade” do caderno do aluno em
silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e
fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após
solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois
corrigiu em forma de debate.
24/02/2015 – Terça-feira – 1ª D
142
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
O professor solicitou que os alunos lessem o texto sobre o “Processo de
Desnaturalização ou Estranhamento da Realidade” do caderno do aluno em
silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e
fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após
solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois
corrigiu em forma de debate.
26/02/2015 - Quinta-feira - 2º D
O professor solicitou que os alunos lessem o texto sobre cidadania do
caderno do aluno em silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz
alta e foi explicando e fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos
copiarem, logo após solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do
aluno e depois corrigiu em forma de debate.
27/02/2015 - Sexta-feira - 3º C
O professor solicitou que os alunos lessem o texto “Situação Brasileira:
Diversidade Nacional e Regional” do caderno do aluno em silêncio, em seguida
pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha
na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos
fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate.
02/03/2015 - Segunda-feira - 1º ano E
Na sala de vídeo o professor passou o filme “Náufrago”, solicitou que os
alunos prestassem atenção, para depois responderem um relatório.
02/03/2015 Segunda-feira - 3º ano B
Na sala de vídeo o professor passou o filme “Escritores da Liberdade”,
solicitou que os alunos prestassem atenção, para depois responderem um
relatório.
143
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
04/03/2015 – Terça-feira – 2ª D
Na sala de vídeo o professor passou o filme “A Corrente do Bem”, solicitou
que os alunos prestassem atenção para depois responderem um relatório.
05/03/2015 – Terça-feira – 3º C
Na sala de vídeo o professor passou o filme “Escritores da Liberdade”,
solicitou que os alunos prestassem atenção, para depois responderem um
relatório.
144
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
RELATÓRIO – VISÃO GERAL DO DESENVOLVIMENTO DAS
AULAS DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA
A ao analisarmos as aulas em turmas que variavam desde o 1º ao 3º
ano do ensino médio, os professores responsáveis pelas aulas de Filosofia e
Sociologia no turno do noturno, os quais nos deu permissão para acompanhar
suas aulas, o de Filosofia é professor estável na leciona a disciplina filosofia nesta
escola desde 2006, tem 28 anos de experiência em docência e é formado em
História e filosofia, enquanto que o de Sociologia é professor contradado e está
na escola há dois anos, também é formado em História e Sociologia.
O professor de Filosofia nos confessou, em depoimento, que apesar
das dificuldades para dar aulas de Filosofia em escola pública, o mesmo que já
está em tempo de aposentadoria, procura fazer o melhor que pode e afirmou que
“ama” a profissão de professor e todo seu esforço tem valido a pena, já o de
Sociologia que está começando acredita que a educação pública pode melhorar
cada vez mais.
Nesta escola, o professor não segue fielmente, por opção e liberdade
dada pela coordenação, a programação de assuntos determinados para a
disciplina e que são cobrados no vestibular, sempre que lhe é oportuno faz uma
comparação com o presente, podendo ou não trazer texto sobre a atualidade.
Segundo Lorieri (2002), “Os conteúdos da Filosofia são temáticas que
se apresentam na forma de certas perguntas e para as quais há diversas
respostas [...]”. Além disso, “[...] faz parte dos conteúdos da Filosofia uma maneira
própria de trabalhar as temáticas, as perguntas e as respostas [...]” (p. 51). Neste
sentido, segundo o autor, é necessário que os conteúdos da filosofia estejam
intrinsecamente relacionados com a metodologia que também deve ser filosófica.
No entanto, nas nossas observações, percebemos que é necessário se por em
prática esta perspectiva teórica, ou seja, no trabalho de campo detectamos uma
realidade aproximada desta proposta pelo autor: o processo de observação
deflagrou uma situação de prática docente eficaz, onde métodos pedagógicos
antigos se repetem e se mesclam com inovações; nesse contexto o grande
desafio do professor é colocar o aluno em contato com o texto filosófico (tal
observação também serve para o contexto Sociológico), de maneira que não os
canse.
145
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
O livro didático adotado por ele é “Iniciação à Filosofia” de Marilena
Chauí, além de trabalhar os textos desse livro com os alunos costuma trazer
outros para enriquece e facilitar o ensinamento para os alunos, além de trabalhar
com vídeos, pesquisas e slides, caderno dos alunos, como ele me informou. O
professor de Sociologia Adotou o livro Sociologia a Ciência da Sociedade de
Cristina Costa, e se utiliza mais ou menos dos mesmos recursos que o de
Filosofia.
Apesar de 45 minutos de aulas serem aparentemente extenso, porém
sabemos que esta questão se relativiza quando se coloca cinquenta alunos numa
sala e se cobra o aprendizado de todos, contudo os professores conseguiram
deslanchar os debates propostos com maestria, pausando apenas quando
necessário a sua intervenção, entretanto o clima das aulas foi muito bom.
Com relação ao recurso didático, os professores se restringiram
simplesmente a utilizar a lousa e giz assiduamente durante tempo em que
estagiei. A rotina em todas as turmas resumia-se a entrar sorridente, esperar que
a turma se acomodasse e ir direto para o quadro copiar o assunto para ter tempo
de explicá-lo, faziam a chamada enquanto os alunos terminavam de copiar e logo
após explicavam o texto deixando que os alunos participassem tirando dúvidas ou
acrescentando algo sobre o assunto e depois passava atividades. O que
radicalmente passava a impressão de que as aulas de filosofia e Sociologia eram
ágeis e animadas, tão importantes quanto às outras. Além do que, notei que a
recomendação para a turma era que lessem os textos do livro, em sala houve
apenas leitura dos resumos escritos no quadro. O professor de Sociologia usou
também o caderno do aluno durante o tempo que estive fazendo o estágio
Apesar, de parte dos alunos apresentam dificuldades na compreensão
dos conteúdos trabalhados nas disciplinas, era visível o empenho dos professores
em fazer com que eles passassem a entender, fazendo perguntas direcionadas a
eles e ajudando com exemplos. Notamos várias vezes, que os alunos preferiam
dedicar-se a atividades proposta demonstrando vontade em aprender, abrindo os
cadernos da matéria antes mesmo que os professores solicitassem sempre
atentos as disciplinas no momento da aula e não se entregavam a qualquer outro
tipo de distração. Sem contar que deste comportamento e de suas expressões
faciais em sala, fica bem declarado em seus rostos e ações certa curiosidade,
mesmo nos alunos mais dedicados, daí a procedência das afirmações acima.
146
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Aparentemente, não é uma situação tão óbvia, mas à medida que se estenderam
os dias de contato, a boa rotina, isso foi sendo notado na nossa pesquisa.
O comportamento em sala de aula é trivial, agem comumente como é
esperado em qualquer escola pública com turmas de adolescentes. Não foram
notados problemas realmente sérios de disciplina. Os alunos esperam o professor
na sala, não fazem tanto tumulto na entrada ou na saída. E isso se repete em
todas as turmas observadas no turno da noite.
Não obstante todas as barreiras desfavoráveis ao ensino, às turmas
tinham uma relação amistosa com os professores que conseguiam amenizar com
desenvoltura e simpatia as dificuldades para ministrar as aulas.
Surpreendentemente, é interessante notar que as conseqüências desta
boa relação entre aluno e professor são mais frutíferas do que se imagina, pois é
através dela que muitos alunos nem se quer notam as dificuldades ou se notam,
não parecem tão incomodados, e conseguem até despertar a curiosidade para
outros temas.
147
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PLANOS DE AULAS ENSINO MÉDIO: SOCIOLOGIA E FILOSOFIA
Plano de aula – Filosofia – 1º Ano do Ensino Médio.
Discutindo democracia
Conteúdo: Constituição Brasileira
Tema: O exercício da democracia
Material: Pesquisa feita pelos alunos
Conhecimento Prévio: Noções sobre democracia e ter feito a pesquisa
Objetivos:
 Elaborar e realizar uma pesquisa sobre a importância da democracia junto
à comunidade;
 Compreender e discutir aspectos relevantes da democracia;
 Trocar idéias sobre a democracia e suas características, sobretudo no
Brasil;
 Vivenciar a diversidade na valorização de diferentes aspectos da
democracia dentro de um grupo social.
Atividade Motivacional:
Leitura do texto da "Constituição Brasileira", referente à forma de governo,
e dos textos "Democracia (1)" e "Democracia (2)" do site Lição de Casa.
Estratégias:
 Discutir e chegar a uma lista de dez itens
 Elaborar um questionário e confeccionar um formulário para a aplicação da
pesquisa.
148
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
 Por meio de uma discussão com todo o grupo e o professor, definir o
número de pessoas que serão entrevistadas, qual o local, dia e horário das
entrevistas. Definir também quais alunos irá aplicar a pesquisa. (O ideal é
que cada grupo recolha o mesmo número de entrevistas.);
 Aplicação da pesquisa, seja nas ruas, seja na comunidade escolar;
 Tabulação dos dados;
 Análise de dados e divulgação dos resultados
Exemplo de itens que podem ser arrolados:
 Eleições livres
 Voto universal (para todos)
 Oposição com papel importante e poder efetivo
 Liberdade de imprensa
 Direitos das minorias respeitados
 Liberdade de expressão
 Liberdade religiosa
 Alternância de poder (mudam os partidos políticos que estão no governo)
 Governo submetido à lei (Constituição)
 Organização da sociedade civil (sindicatos, ongs, associações, grupos de
pressão)
Avaliação:
Debate realizado com toda a classe, pesquisa e participação.
149
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Plano de aula – Sociologia – 1º Ano do Ensino Médio.
Conteúdo: Que herança recebe uma geração?
Tema: A importância das relações entre as gerações.
Material: Pesquisa feita pelos alunos
Conhecimento Prévio: Ter feito à pesquisa
Objetivos da aula
 Discutir a importância das relações entre as gerações para um estudo
sociológico.
 Problematizar o caráter passivo do recebimento de uma herança e a
reafirmação de uma herança quando esta é reinterpretada.
 Evidenciar que categorias fundamentais para a sociologia (continuidade e
mudança) podem ser abordadas por meio do estudo das relações entre as
gerações.
Atividade Motivacional: Roda de conversa
Estratégias
 Numa roda de conversa, perguntar se os alunos consideram relevante
refletir sobre as questões sociais a partir do enfoque das gerações. Pedir
para que justifiquem.
 Perguntar que herança uma geração deixa a uma geração seguinte. Os
alunos podem responder algo como: ideais, modos de pensar, visões de
mundo, etc. Perguntar se consideram, então, se essa herança teria um
caráter de passividade, na medida em que uma geração recebe essa
herança sem ter a possibilidade de escolhê-la.
 Problematizar em que medida haveria uma reinterpretação da herança
recebida, em que medida ela se transformaria. Pedir para que os alunos
deem exemplos.
 Perguntar em que medida essa reinterpretação pode significar a
reafirmação dessa herança e ao mesmo tempo pode revelar o
comportamento de um sujeito livre.
 Perguntar que aspectos de continuidade os alunos veem na geração deles
em relação à geração de seus pais. Que aspectos de ruptura veem nessa
mesma relação?
150
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
 Dizer que os aspectos de continuidade podem também significar um
movimento de separação entre as gerações. Para que haja elementos de
continuidade de uma geração a outra, é preciso que haja uma separação
entre elas, é preciso que cada geração se constitua numa geração
particular.
 Perguntar se quando recebemos uma herança estamos nos apropriando
exatamente de um passado da maneira como ele de fato foi ou aconteceu.
 Em que medida o recebimento de uma herança também aponta para o
futuro, para o imprevisível? Tematizar que quando se reafirma uma
herança, se pode evitar que ela seja condenada à morte. Permite-se que
ela seja reinterpretada, criticada, deslocada, transformada por alguém para
que alguma coisa aconteça, para que o imprevisível possa surgir. Aquilo
que uma geração "deixa viver", deixa vivo como uma forma de saudar a
vida e de transmiti-la aos outros para que esses possam atribuir sentido à
herança recebida.
 Pedir aos alunos que façam um relatório com as principais ideias
discutidas.
Avaliação: Participação e relatório.
151
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As experiências vivenciadas nesta etapa de observações do Estágio
Supervisionado em Filosofia não poderiam passar despercebidas, sem deixar
lições profundas. O contato imediato com o objeto de estudo é algo que
surpreende, apesar de todos nós já termos passado por salas semelhantes, na
condição de aluno ou professor. Voltar às salas com o olhar de quem procura
compreender o processo de ensino, olhar de futuro professor, faz com que a
experiência se torne ainda mais instigante e rica em atrativos reflexivos.
Para muitos estagiários, este pode ser o momento decisivo, onde
realmente decidirão se é este tipo de profissão que pretendem seguir. Algo que é
inimaginável no começo do curso.
O contato com as salas de aulas e as deficiências do ensino público
podem também assustar e passar uma má impressão à primeira vista, como de
fato na maioria das vezes passa. Por outro lado, pode também estimular um
espírito de engajamento político, social, pedagógico e filosófico. De qualquer
forma, o estágio supervisionado é sempre algo essencial em diversos sentidos.
Ademais, o que resta é um saldo positivo desta experiência. E aos que
pretendem continuar na profissão, não há hora melhor para se colocar no lugar do
profissional observado e tentar desenvolver projetos que ajudem a sanar as
deficiências observadas. Afinal, o ponto de vista de quem observa e critica é
muito mais cômodo, sem a pressão da falta de recursos, tempo, gastos,
compromissos e vida particular que o professor tem que administrar para
conseguir dar as aulas.
Finalizamos afirmando que, embora este estágio, independente disso,
ele cumpriu com o seu objetivo que foi estabelecer um contato direto com o
ambiente de trabalho docente de Filosofia e proporcionar ao estagiário um
confronto vivo entre a teoria que é aprendida na faculdade e a realidade prática
educativa de uma sala real. Além disso, possibilitou a análise, comparação e
reflexão, mesmo que de um ponto de vista superficial, da situação educacional de
uma escola pública do estado e de como se dá o ensino de filosofia nela.
152
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
BIBLIOGRAFIA
LORIERI, Marcos Antonio. Filosofia: fundamentos e métodos. São Paulo:
Cortez, 2002. (Coleção Docência em Formação).
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Básica.”Conhecimentos
de Filosofia”. IN: Orientações Curriculares Para o Ensino Médio – Ciências
Humanas e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2006. p. 15-40.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. “Estágio: diferentes
concepções”. IN: Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004. p. 33-57.
(Coleção Docência em Formação; Série Saberes Pedagógicos).
153
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO
São Paulo
2015
154
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
INTRODUÇÃO
O presente relatório tem como finalidade apresentar as observações, a
participação na rotina escolar e os conhecimentos adquiridos durante a realização
do Estágio Curricular Obrigatório em Gestão Escolar dentro do processo de
formação pedagógica, do curso DE Licenciatura Plena de Pedagogia da
Faculdade Associada Brasil, que será realizado, na Escola Estadual Professor
Messias Freire em São Paulo, a partir de 06/04/20015 à 16/04/2015.
O Estágio Curricular Obrigatório tem como objetivo oportunizar ao aluno
estagiário condições propícias ao desenvolvimento de sua prática administrativa,
mediante observações, trabalho pedagógico, vivência e intervenções
sistematizados em situações que se apresentam no campo de estágio
fundamentados na teoria e nos saberes da experiência vivenciada na escola,
fazendo uma análise e reflexão sobre o plano de ação global de gestão da escola,
dos programas de ensino, promovendo, desta forma, condições de
instrumentalizar-se para a profissão. O mesmo proporciona aos futuros gestores
um maior conhecimento prático, conhecendo as modalidades de gestão na escola
como descrição do espaço de atuação do gestor e suas respectivas atribuições,
análises e aplicabilidade do trabalho de gestão, a relação teoria e prática do
trabalho pedagógico.
O presente estágio será feito nas dependências administrativas da escola,
junto a Diretora e a Coordenadora pedagógica, portanto seguindo suas
orientações que me darão oportunidade conhecer os serviços de rotina da
secretaria, despachos do Diretor e do Coordenador e toda a administração geral e
pedagógica da escola.
A Gestão Escolar é composta de Gestão Administrativa e Financeira,
Gestão Pedagógica e de Recursos Humanos.
É através de um trabalho coletivo, coordenado pela equipe diretiva que
envolve a todos: corpo administrativo, funcionários, professores, estudantes,
Conselho Escolar, APM e outras instituições que mantêm relação direta ou
indireta que permitirá que a Instituição exerça um importante, estratégico e
fundamental papel social, pois a mesma deve ser um agente transformador, que
leva em conta as necessidades e carências do meio em que estiver inserida,
sendo uma fonte de conhecimentos e informações para todos que nela buscam
uma melhoria na qualidade de vida e um aperfeiçoamento como indivíduo e ser
humano consciente.
As atividades de gestão, analisadas no presente estágio, foram muito
interessantes e instrutivas, pude perceber claramente à distância entre o que está
escrito na Proposta Pedagógica da escola e o que acontece na instituição no seu
dia a dia. O Regimento Interno (que por sinal não foi disponibilizado ainda para os
funcionários), no que se referem à documentação, funções de professores e
funcionários, funciona de acordo, a direto tenta desempenhar suas funções,
referentes à documentação, matrículas, transferências, atestados, atendimento ao
público e demais atribuições com certa ética e responsabilidade. A gestão
155
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
financeira a princípio é equilibrada, a equipe diretiva administra os recursos
financeiros, aplicando em melhorias para a escola. Pode-se dizer que a gestão
administrativa funciona a contento dentro do que aparentemente apresenta.
A equipe diretiva da escola é composta por: diretor, dois vice-diretores
(um para cada período), Coordenador Pedagógico do Fundamental I,
Coordenador Pedagógico do Fundamental II e Coordenador Pedagógico Ensino
Médio, apesar de encorem dificuldades, todos tentam desempenhar o seu papel e
sempre que possível fazer projetos que atendam toda escola, adaptando-os
logicamente a cada faixa etária, o que é difícil por se tratar de uma escola grande
que atende um público com idade muito diferenciado (crianças, jovens e adultos)
que compreende a diretora e os coordenadores pedagógicos, procuram
desempenhas o seu trabalho em conjunto aos professores de maneira
democrática, organizando o planejamento da escola, passando as diretrizes e
ministrando os da diretoria de ensino, durante as reuniões de ATPC, distribuindo
os materiais didático-pedagógicos, solicitando documentações necessárias para o
trabalho pedagógico para secretaria, há momento em que a relação fica meio que
difícil, entre os próprios e até mesmo entre os professores, porém todos se
esforçam para que equipe se mantenha unida.
A diretora é bastante democrática, costuma consultar muitas vezes os
professores e funcionários, sobre decisões importantes. É possível ver claramente
que está no comando e possui um perfil democrático para tomar decisões. Isso
causa um bom clima na escola, apesar de alguns problemas de relacionamento
com professores e funcionários que só sabem criticar e cobrar. Além disso, ela se
envolve bastante em tramites burocráticos e de gerenciamento burocrático dos
Recursos Humanos.
Além da observação vivenciada, vamos aprender e desempenhar algumas
atividades administrativas dos gestores como segue.
156
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
GESTÃO:
Ficha de Estágio
DIREÇÃO E COORDENAÇÃO
São Paulo
2015
157
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO
SUPERVISIONADO
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:____
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professora: Cilene de Oliveira dos Santos Pinto – RG: 23584.756-2
( ) Gestão Escolar – Coordenação ( X ) Gestão Escolar - Direção
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta
Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e
colaborado com o desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
06/04/
2015
7h às 15h Participação Leitura do Diário oficial /e-mail
atendimentos aos pais.
08
07/04/
2015
7h às 15h Participação Entrega de documentos 08
08/04/
2015
7h às 15h Participação Levantamento de estoque da
merenda
08
09/04/
2015
7h às 15h Participação Atualização de fichas e
matricula de novos alunos
08
Total Realizado: 32 horas
São Paulo, 09 de abril de 2015.
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO
UPERVISIONADO
FICHA DE ESTÁGIO
Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:___
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professora Coordenadora: Sabrina Maria de Souza Ferreira Avesani – RG:
18.362.172-4
(X) Gestão Escolar – Coordenação - ( ) Gestão Escolar - Direção
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta
Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e
colaborado com o desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária
das atividades
desenvolvidas
Nº de
Horas
Visto do
responsável
13/04/2015 7h às 15h Participação Reunião de pais e
fiz a ata de reunião.
08
14/04/2015 7h às 15h Participação Separei e entreguei
livros na sala de
aulas
08
15/04/2015 7h às 15h Participação Preparo da pauta de
ATPC, participei da
reunião e fiz a ata.
08
16/04/2015 7h às 15h Participação Separei e entreguei
listas e material
08
Total Realizado: 32 horas
São Paulo, 16 de abril de 2015.
Assinatura e carimbo da direção da instituição
Carimbo da instituição
Assinatura do(a) estagiário(a)
Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
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RELATÓRIO DA GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO
As atividades de gestão, analisadas no presente estágio, foram muito
interessantes e instrutivas, pude perceber claramente à distância entre o que está
escrito na Proposta Pedagógica da escola e o que acontece na instituição no seu
dia a dia. O Regimento Interno (que por sinal não foi disponibilizado ainda para os
funcionários), no que se referem à documentação, funções de professores e
funcionários, funciona de acordo, a direto tenta desempenhar suas funções,
referentes à documentação, matrículas, transferências, atestados, atendimento ao
público e demais atribuições com certa ética e responsabilidade. A gestão
financeira a princípio é equilibrada, a equipe diretiva administra os recursos
financeiros, aplicando em melhorias para a escola. Pode-se dizer que a gestão
administrativa funciona a contento dentro do que aparentemente apresenta.
A equipe diretiva da escola é composta por: diretor, dois vice-diretores
(um para cada período), Coordenador Pedagógico do Fundamental I,
Coordenador Pedagógico do Fundamental II e Coordenador Pedagógico Ensino
Médio, apesar de encorem dificuldades, todos tentam desempenhar o seu papel e
sempre que possível fazer projetos que atendam toda escola, adaptando-os
logicamente a cada faixa etária, o que é difícil por se tratar de uma escola grande
que atende um público com idade muito diferenciado (crianças, jovens e adultos)
que compreende a diretora e os coordenadores pedagógicos, procuram
desempenhas o seu trabalho em conjunto aos professores de maneira
democrática, organizando o planejamento da escola, passando as diretrizes e
ministrando os da diretoria de ensino, durante as reuniões de ATPC, distribuindo
os materiais didático-pedagógicos, solicitando documentações necessárias para o
trabalho pedagógico para secretaria, há momento em que a relação fica meio que
difícil, entre os próprios e até mesmo entre os professores, porém todos se
esforçam para que equipe se mantenha unida.
A diretora é bastante democrática, costuma consultar muitas vezes os
professores e funcionários, sobre decisões importantes. É possível ver claramente
que está no comando e possui um perfil democrático para tomar decisões. Isso
causa um bom clima na escola, apesar de alguns problemas de relacionamento
com professores e funcionários que só sabem criticar e cobrar. Além disso, ela se
envolve bastante em tramites burocráticos e de gerenciamento burocrático dos
Recursos Humanos.
Além da observação vivenciada, vamos aprender e desempenhar algumas
atividades administrativas dos gestores como segue:.
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Estágio de Atividades de Diretor
06/04/2015 - 7h às 15h
A direção me pediu que fosse a secretaria e pedisse orientação aos
agentes de organização para ler o diário oficial, após a explicação, puder verificar
se tinha alguma publicação sobre a escola e nada constava, verifiquei o site da
diretoria de ensino para ver os salde d aulas e data das atribuições, e verifiquei os
e-mails da escola. Pude observar que a Diretoria de ensino é muito ativa pela
quantidade e-mails que envia a escola.
Atendi o público, como ainda não sabia como desenvolver o trabalho,
sempre que precisei consultei o agente.
Está muito claro que a leitura do diário oficial dever ser feita pela escola,
que deve avisar ao funcionário público, quando necessário sobre publicações em
seu nome. Pude observar que a Diretoria de ensino é muito ativa pela quantidade
e-mails que envia a escola. O público é muito exigente, porém quando se trata de
cumprir com a sua obrigação, nem todos costumam fazer. Porém é dever do
funcionário atente-los e informa-los da melhor forma possível, encaminhá-los aos
gestores a pedido ou quando necessária intervenção do mesmo.
07/04/2015 - 7h às 15h
Logo que cheguei fui direto a secretaria, pois estava em um momento de
muito trabalho, o de arquivamento das pastas dos alunos, que deveriam ir para o
arquivo das devidas salas, para o arquivo vivo ou para o arquivo morto, ajudei a
organizar, o que para mim não foi difícil, pois possuo prática de trabalhos
realizados, foi um trabalho árduo, mas sobrou tempo para ajudar na entrega de
históricos de alunos.
Muitas pessoas não dão valor ao arquivo, mas ele é que garante a
qualidade do atendimento, com um arquivo bem feito é possível agilizar o
atendimento, encontrar documentos por mais antigo seja e obter informações
rápidas e precisas a respeito dos alunos.
08/04/2015 - 7h às 15h
A diretora solicitou que eu fosse ajudar na contagem do estoque da
merenda, serviço do vice-diretor. Acompanhada de uma cozinheira, começamos a
contar todos os produtos que possuíam uma tarja, assim que aprendi o serviço
ela saiu e sua orientação contou tudo que tinha, observando a datas e marcando
em uma planilha. Assim que terminei chegou novos produtos, então digitei o
nome dos produtos com as devidas datas e colei nas caixas, logo após a
cozinheira colocou no devido local e dei continuidade na contagem.
163
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A organização do estoque da merenda é um serviço muito cansativo,
porém necessário para ter controle dos produtos vencidos e quais estão faltando
para repor, o que garante uma alimentação de qualidade ao educando.
Os sistemas de fichas e as matriculas dos alunos estão totalmente
informatizados, o que facilita e muito esse trabalho. O agente me explicou que a
primeira a ser feita na escola no inicio do dia é verificar se há novos alunos
matriculados, pois a diretoria de ensino em muitos matricula automaticamente,
alguns casos que vão solicitar vaga com eles.
09/04/2015 - 7h às 15h
Participar Atualização de fichas, analisei várias pastas dos alunos e fui
atualizando as fichas, um agente me ensinou como entrar no sistema e pude
efetivar algumas matrículas pendentes de alunos novos.
Os sistemas de fichas e as matriculas dos alunos estão totalmente
informatizados, o que facilita e muito esse trabalho. O agente me explicou que a
primeira a ser feita na escola no inicio do dia é verificar se há novos alunos
matriculados, pois a diretoria de ensino em muitos matricula automaticamente,
alguns casos que vão solicitar vaga com eles.
Estágio de Atividades de Coordenador
13/04/2015 - 7h às 15h
Acompanhei a reunião de pais, uma reunião extra para no 4º ano do Ensino
Fundamental I para tratar de problemas gerais da classe que é rebelde, se recusa
a desenvolver atividades, levam celulares e responderem professores. Nesta
reunião a professoras, alunos, pais e a coordenadora participaram, o objetivo era
além de informar os sobre o ocorrido, foi mostrar a importância do ensino e
procurar nova maneiras para o relacionamento entre alunos e professores
melhorar, ao terminar fiz a ata de reunião fiz a ata de reunião dos pais e fiquei
junto com a coordenadora que atendeu os pais que tinha dúvidas pedagógicas
em relação ao aprendizado do filho, o trabalho que levaria uma hora se estendeu
pelo dia todo na escola, divido a pais que não puderam estar no horário.
A reunião de pais, extra, demonstra o quanto os gestores estão dispostos e
atentos em ouvir e resolver os problemas dos professores, em melhorar o
desempenho individual e coletivo dos alunos e poder contar com a participação
dos pais na educação dos seus filhos. Os problemas mais graves, coordenador
pode explicar aos pais e alunos que não estamos aqui para punir ninguém, tomou
as decisões cabíveis, além encaminhar alguns a outros órgãos competentes.
14/04/2015 - 7h às 15h
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Junto com a coordenadora separei e entreguei livros na sala de aulas,
trabalho muito cansativo. Separar livros para serem entregues aos alunos não é
fácil, exige muita disposição e paciência, pois os livros devem ser locados em
local apropriado de forma a facilitar a entregue, depois professor por professor foi
chamado e junto com alunos voluntários levaram os livros para a sala para
distribuir aos alunos, as sobras eles trouxeram de volta.
15/04/2015 - 7h às 15h
Logo que cheguei a coordenara avisou que precisava tomar muitas
providências devido o ocorrido no dia anterior, e solicitou que digitasse a pauta de
reunião de ATPC, que se baseava na apresentação de uma palestra do filósofo
Mário Sérgio Cortella, no youtube. A reunião foi bastante proveitosa e os
professores ficaram bastante animados com a atitude da coordenadora, que
deixou bem claro que caso o comportamento dos alunos não melhorassem os
pais seria chamados a assistir o vídeo, porém nada pode ser passado aos pais
como uma ameaça e sim como um estímulo, uma ajuda, portanto o assunto seria
discutido nas próximas reuniões, enquanto prestava atenção fiz a ata de reunião.
Gostei a da atitude da coordenação no ATPC, porém sempre ouvi dizer
que coordenador não trabalha com indisciplina, porém a coordenação me
explicou que a indisciplina atrapalha no desenvolvimento pedagógico dos alunos,
portanto é deve sim da coordenação e procurar junto aos professores soluções
para a melhoria do desempenho dos alunos.
16/04/2015 - 7h às 15h
Imprimi, separei e entreguei listas de alunos aos professores, para eles
colarem no diário e o restante de material aos alunos que tinham recebido.
O hoje a correria não foi tanta, acredito que por ser o último dia do meu
estágio, a rotina eu praticamente já conheço.
165
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Colocar em prática o que está escrito no Projeto Político Pedagógico, é
fundamental para o sucesso e bom andamento da escola. Os gestores precisam
conhecer muito bem o PPP, para que possam modifica-lo, recria-lo, reconstruí-lo,
ou seja, precisam ser os gestores de nossos futuros. Conversando com a diretora
ela me disse que os gestores pedagógicos para estudos e planejamento das
atividades pedagógicas bimestrais, atitude esta fundamental para ela se manter
atualizada, atualizar os demais gestores sobre atitudes e posturas a serem
tomadas e poder replanejar o andamento da escola.
Fui muito bem recebida e atendida por todos. E para tirar minhas dúvidas
entrevistei a Diretora, a coordenadora, o secretário... A elaboração deste relatório
e o estudo sobre o projeto político pedagógico da escola, bem como os conceitos
sobre gestão escolar, foram muito importantes para minha aprendizagem.
O estágio me possibilitou o preparo para o exercício da prática de gestão,
com um propósito de mudanças e um olhar mais amplo para as relações teoria-
prática me oportunizando conhecer a realidade da gestão escolar, as atividades
desenvolvidas na área administrativa da escola e os aspectos pedagógicos-
educacional que a envolve, a fim de nos preparar criticamente para a prática
profissional.
Quando estamos fora da administração, não imaginamos que as
atribuições dos gestores incluem tantas obrigações, a rotina do acompanha e das
atividades que pude por em prática não foram fácies, principalmente a do
coordenador que nem sempre alguém para auxiliá-los e além das atividades
didático-pedagógicas, administração do planejamento, ainda são responsáveis
pela distribuição de todos os materiais pedagógicos da escola.
Através dessa realidade ressalta-se, que as observações que fiz me deu
oportunidade de aprender como é a prática e como ela se apresenta, pois foi
possível perceber a prática administrativa que vem sendo desenvolvida na escola
e que se torna um elemento essencial na gestão escolar, a qual nos oportunizou a
conhecer a realidade educacional na direção da escola como verdadeiramente ela
é, e não somente como desejamos que fosse. Nesse sentido, consideramos que
o estágio Curricular Obrigatório em Gestão Escolar foram momentos de extrema
166
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
relevância para nossa formação, pois adquirimos um aprendizado significativo e
incalculável.
167
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
BIBLIOGRAFIA
SOUSA, Valdivino A. de. A Gestão Educacional e a LDB. Disponível em: <
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/2366/a-gestao-educacional-
e-a-ldb.> Acesso em: 23 jun. 2011.
ALVES, Regina Lucia. Proposta pedagógica para a educação infantil.
168
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CONCLUSÃO DO ESTÁGIO
Fazer este estágio foi bom para o meu aprendizado e pude ver que não é
fácil trabalhar como professora no fundamental I é preciso ter muito talento,
paciência e amor pela escola, alunos e toda a comunidade, independente do
cargo.
Tal vivência despertou em mim uma vontade imensa de melhorar minha
didática e me empenhar cada vez mais com determinação.
Conversando com a diretora percebi que ser um líder e uma tarefa muito
difícil, e esse são um dos maiores desafios que ela tem enfrentado, pude
perceber a grande cobrança dos pais e isso gera muitas vezes um ambiente
pesado, e é necessário ter equilíbrio e saber delegar tarefas.
O elo entre direção, corpo docente, corpo discente e funcionários são
fundamentais para que a escola tenha um bom andamento e para que os
objetivos sejam alcançados, a harmonia entre estes é essencial.
169
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO
Declaramos que o Sr(a). Cirlei Aparecida dos Santos, RG 24.580.815-2,
estudante do curso de Pedagogia Plena realizou o estágio na empresa E. E. Professor
Messias Freire, em todos os anos do Ensino Fundamental I, sendo que cumpriu 20
horas por série, totalizando 100 horas, no Ensino Médio (Filosofia e Sociologia), 15 horas
cada, num total de 30 horas e na Gestão (Coordenação e Direção) fez 32 horas cada,
somando 64 horas, no período de 09/03/2015 a 16/03/2015, cumprindo o total de 194
horas de estágio.
São Paulo, 17/ abril de 2015.
_______________________________
Falta passar para o papel timbrado da escola!!!
170
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Gestão
FOTOS DA ESCOLA
São Paulo
2015
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FACULDADE ASSOCIADA BRADIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
EJA - ALFABETIZAÇÃO
São Paulo
2015
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Introdução
O presente relatório de estágio tem seu enfoque a Educação de Jovens e
Adultos (EJA), ou seja, um olhar de pesquisa nesta tão graciosa modalidade de
ensino formal ou não formal, onde os estudantes desenvolvem suas capacidades
enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas
profissionais tentando atender as suas próprias necessidades e assim contribuir
como cidadão na sociedade ao qual está inserido.
Apesar de o estágio nesta modalidade ser considerado curto, traz grandes
contribuições, para ação reflexão do profissional que adentrará no campo da
Educação de Jovens e Adultos. A observação tem que ser criteriosa, percebendo
os anseios, rejeições, ações, metodologias, aceitação da turma que neste
momento já identifica outra pessoa além da professora regente em sala de aula.
A coparticipação precisa ser envolvente, tranquilizando os educandos e
deixando um gostinho de: o que vem de diferente ai? Confiança é uma coisa
muito importante, mesmo sendo curto o período junto à turma, os enlaces de
confiar e de segurança do trabalho que está propondo a turma tem que ser
significativo, cordial e consistente.
O suporte de trabalhar o currículo oculto foi uma opção de grande
relevância, pois com força na interdisciplinaridade, transversalidade foi trabalhada
assuntos considerados tabus, preconceito, e valores sociais que estão presentes
no cotidiano dos estudantes.
Sendo assim, este relatório tem o objetivo de contribuir para um pensar e
repensar do Docente da Educação de Jovens e Adultos, contrastando e refletindo
sobre as praticas em sala de aula e porque muitas vezes é tão grande a evasão
nessa modalidade de ensino? É uma das principais perguntas que precisamos
responder em quanto Educadores. Também em especial objetiva o olhar de
minha pratica como formador de cidadãos críticos e autônomos de seu papel na
sociedade e na transformação social no meio em que estes estudantes estão
vivendo.
Será realizado no CIEJA – Centro Integrado de Jovens e Adultos – Campo
Limpo é uma escola com capacidade para atender mais de 1.200 estudantes, seis
salas com no máximo 35 alunos matriculados, o que possibilita a grande
quantidade é divisão em seis turnos Manhã: 7h15 às 9h30 ou das 9h45 às 12h00.
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Tarde: 15h15 às 17h30 ou 17h45 às 20h00. Noite: 20h15 às 22h30. Possui 42
professores, seis agentes de organização, sendo que dos ficam no pátio e
portaria e os demais na secretaria, quatro na cozinha e quatro limpeza, sendo que
a cozinha e serviço de limpeza são terceirizados, dois coordenadores e dois vice-
diretores.
177
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CARTA DE
APRESENTAÇÃO
178
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FICHA DE IDENTIFICAÇÃO
I-DADOS DO ESTAGIÁRIO
Nome: Cirlei Aparecida dos Santos - R A._____________
Curso: Pedagogia - Semestre: __________
Data de nascimento: 24/03/1969 - Local: Ribeirão Claro - UF: PR
C.P.F. Nº: 135.225.888-94 - R.G. Nº: 24.580.815-2 - Órgão Emissor: SSP/SP.
Endereço: Rua Genebra, nº 134 – Apto. 55 - Bairro: Bela Vista - Cidade: São Paulo/SP
- CEP: 01316-010 - Fone: (11) 996435-8969 - E-mail: VYDABANDIDA@HOTMAIL.COM
II DADOS DA INSTITUIÇÃO
RAZÃO SOCIAL: CIEJA - Centro Integrado de Jovens e Adultos – Campo
Limpo
Deptº/Seção: Alfabetização
Endereço: Rua Cabo Estácio da Conceição, Nº 176 – Bairro: Parque Maria Helena -
Cidade: São Paulo - CEP: 05854-060.
Fone: 5816.3701 ou 5816.2907 – E-Mail - ciejacampolimpo@prefeitura.sp.gov.br
Supervisor pelo estágio na instituição: Cátia Alves de Souza
DADOS DO ESTÁGIO
Período de estágio: 31/06/2015 à 08/09/2015
Carga Horária: 31 horas (Trinta e uma horas)
Professor Orientador do Estágio: Ana Paula Correia da Silva
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ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO
Ações/atividades a serem desenvolvidas para atingir os objetivos.
Regência com anuência do professor da classe, planejamento de
atividades de ensino, (plano de aula) e aplicação das aulas planejadas.
Neste primeiro momento estarei fazendo estágio referente ao Ensino do EJA -
Alfabetização. A escola se encontra na região de Santo Amaro, com 36 salas de
aula, funcionando das 7h30min às 22h30mim.
Analisarei a metodologia aplicada pelos professores na sala de aula,
observarei o comportamento dos alunos, e as necessidades dos mesmos, suas
dúvidas e como se processa a relação entre professor/aluno.
Na participação, auxiliarei os alunos e o professor em sala e tora a rotina
da escola, redigindo atividades e assessorando nas dúvidas e na organização das
matérias. Procurarei participar do planejamento das aulas, também estarei
registrando o desenvolvimento dos alunos.
Na regência, planejarei aulas com a censória do professor, desenvolverei
atividades para motivar os alunos, utilizando os recursos adequados para as
atividades do assunto em pauta, elaborarei planos de aulas.
Os estágios serão realizados de segunda a quinta-feira, em horários
alternados das 7h30mim às 14h, dando um total de até 6h30 mim
aproximadamente diárias, e 30 horas no total.
X
Eda Luiz
Diretora
X
Cirlei Aparecida dos Santos
Estagiária
180
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA
Histórico:
Quando a diretora Eda Luiz chegou no até o atual Centro Integrado de
Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Campo Limpo, situada na Zona Sul da
cidade de São Paulo, na realidade da escola, que hoje é considerada modelo, era
bastante diferente. Antes a instituição era um Centro de Educação Municipal de
Ensino Supletivo (Ciemens) que pouco dialogava com a comunidade ou com o
interesse dos alunos.
Na sua chegada, Eda decidiu escutar os estudantes e entender como eles
se relacionavam com a escola, observando, inclusive, as taxas de evasão que
eram bastante significativas.
Anos antes, Eda havia participado de um grupo na Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP) com o educador Paulo Freire e trazia muito da
ideologia da educação libertária, a qual tem como objetivo fortalecer a autonomia
dos estudantes para que façam escolhas de acordo com seus desejos e
vontades. Para tanto, Eda acreditava que era preciso identificar espaços da
comunidade que apoiassem a escola na construção dessa agenda de formação
para autonomia dos estudantes.
As respostas dos estudantes anunciavam as mudanças necessárias.
Juntos, eles diziam que queriam maior espaço de decisão, que não viam o que
aprendiam como significativo e, por dificuldades do próprio contexto em que se
inseriam, eram frequentemente forçados a abandonar os estudos.
Com essa bagagem formativa, a diretora iniciou um processo de
reconhecimento dos espaços de mobilização já existentes no bairro onde a escola
está inserida e, com isso, aproximou-se dos moradores, para que, assim, as
atividades da escola estivessem em diálogo constante com as iniciativas já em
curso na comunidade, integrando-a a escola. Esse caminho, pouco a pouco,
rumava para a discussão e compreensão do conceito da Educação Integral, que
mobilizar espaços da comunidade para fortalecer o processo de ensino-
aprendizagem das escolas.
Para encontrar organizações que pudessem apoiar a escola, Eda e sua
equipe diretiva e corpo docente, realizaram um grande mapeamento em todas as
181
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
áreas do bairro. Nesse levantamento, foram em busca das lideranças da
comunidade, de equipamentos comunitários, organizações não governamentais,
empresas e setores comerciais, buscando identificar onde se localizavam e como
colaboravam ou interagiam com a comunidade. Uma vez que todos os
equipamentos foram listados e organizados, a gestão e professores criaram
projetos específicos, apresentando possibilidades de integrar a escola à
comunidade.
Decisão Pedagógica
Para garantir a permanência e eficácia das parcerias e relação com os
diferentes tipos de equipamentos comunitários, Eda e sua equipe reformularam o
Projeto Político Pedagógico da escola, envolvendo alunos, famílias e demais
funcionários para pensar conceitos, atividades e metas que efetivamente
respondessem ao processo iniciado e compartilhado por toda a comunidade
escolar.
Assim, a estrutura curricular do CIEJA Campo Limpo passou a ser
estruturada em horários flexíveis e os estudantes podem estudar tanto pela
manhã quanto à noite. Como muitos estudantes jovens e adultos trabalham,
optou-se em um modelo de aulas flexível, levando-se em consideração as
dificuldades de tempo desse aluno.
Com o decorrer do tempo, chegaram também à escola muitos alunos com
algum tipo de deficiência, levando a coordenação pedagógica a repensar o
currículo escolar, que passou a integrar fortemente ações com as famílias desses
estudantes.
O estudante do Cieja Campo Limpo pode optar em estudar em três turnos,
sem perda de conteúdo, caso ele estude em um dia pela manhã e em outro à
noite. Com isso, em vez de se ter disciplinas tradicionais, como matemática e
artes, o Cieja criou quatro áreas do conhecimento, que englobam as diversas
disciplinas tradicionais e incluem outras consideradas fundamentais para a EJA e
para o fortalecimento da autonomia do estudante. São elas Linguagens e Códigos
(LC), envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês; Ciências
Humanas (CH), que envolve as disciplinas de Geografia e História; Ensaios
Lógicos e Artísticos (ELA), que envolve as disciplinas de Matemática e Artes e
Ciências do Pensamento (CP), que envolve as disciplinas de Ciências e Filosofia.
182
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Além destas, o estudante também participa de aulas de “Projetos” e de atividades
de acompanhamento individualizado.
Segundo a diretora da escola, o objetivo desse modelo de currículo é
integrar as disciplinas, auxiliando o aprendizado do estudante, tornando-o mais
eficiente, uma vez que ele pode utilizar o conhecimento de uma disciplina também
nas outras áreas de conhecimento.
E, como complemento na integração com a comunidade, todas as aulas
fazem uso do apoio da comunidade, trazendo tanto para escola as discussões e
saberes dos moradores e equipamentos, quanto fazendo uso de recursos
humanos, físicos e financeiros dispostos no território.
O currículo e todas as ações da escola estão em diálogo com o marcos legal e
normativo para a modalidade de ensino.
 Local: Cieja Campo Limpo, localizado na Zona Sul de São Paulo (SP).
Responsáveis: Comunidade escolar
 Envolvidos e parceiros: As famílias dos estudantes e diferentes
organizações, empresas e moradores da comunidade.
 Financiamento: A escola recebe a verba que lhe é destinada e todas as
suas ações são previstas e gerenciadas no planejamento pedagógico.
Embora raro, quando possível e necessário, o Cieja conta com apoio das
parcerias comunitárias para desenvolver ações não previstas.
 Principais Resultados: A escola se tornou um centro de referência para a
comunidade, que vê no espaço da escola um espaço de lazer, de reflexão
e até de resolução de conflitos. Os estudantes passaram a se sentir
valorizados e os resultados das avaliações melhoraram exponencialmente.
As famílias, especialmente dos alunos com deficiência, muito se
envolveram na escola e conseguem lidar melhor com o processo de
aprendizagem de seus filhos.
 Todas as ações da escola são registradas e comunicadas no blog, que é
frequentemente acessado não só pela comunidade escolar, mas pela
comunidade do entorno também.
183
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Estrutura
Infraestrutura
 Água da rede pública
 Energia da rede pública
 Esgoto da rede pública
 Lixo destinado à coleta periódica
 Acesso à Internet
 Banda larga
Dependências
 36 salas de aulas
 Sala de diretoria
 Sala de professores
 Laboratório de informática
 Sala de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional
Especializado (AEE)
 Cozinha
 Sala de leitura
 Banheiro dentro do prédio
 Banheiro adequado a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida
 Dependências e vias adequadas a alunos com deficiência ou mobilidade
reduzida
 Rádio Escolar
 Sala de secretaria
 Refeitório
 Despensa
 Almoxarifado
 Pátio descoberto
 Área verde
 Sala de alunos especiais
184
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Equipamentos
 TV
 Mesa de Som
 DVD
 Copiadora
 Retroprojetor em todas as salas
 Lousa Eletrônica
 Quadro negro
 Impressora
 Aparelho de som
 Projetor multimídia (Datashow)
 Fax
DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO
O primeiro dia de estágio é sempre uma expectativa grande, conhecer a
turma, o professor, saber se será bem recebido e tudo isso aconteceu de maneira
tranquila e gradativa. Após ter conversado com a vice-diretora, logo fui
apresentado à professora Cátia, que é coordenadora na escola, alguns pontos
Acertados com ela, principalmente sobre horário de estágio. E rotina, ela conta o
estágio como horário corrido, pois todas as ações da escola são pedagógicas,
inclusive o horário das refeições que inclui café da manhã, lanche, almoço, lanche
da tarde e jantar.
Adentrando a sala de aula, fui apresentado à professora Ângela, que
conversou comigo, falou sobre o perfil da turma, as principais dificuldades, e disse
que ajudaria no que precisasse. Eu fui apresentado por ela e logo me sentei para
começar a observar, a primeira coisa que observei foi à falta de chamada logo a
professora explicou que os alunos avançam os módulos de acordo com o
interesse, vontade e avanço naturais respeitando o tempo de cada um deles.
Paulo Freire destaca que atividade de leitura/escrita deve ter como base a
leitura de mundo feita pelo educando e não a transmissão de conhecimentos.
185
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Portanto é necessário que esteja atividade de leitura escrita seja dinâmica e
realizada com a integração do sujeito no seu mundo social. Ele atribui à
alfabetização a capacidade de levar o analfabeto a organizar reflexivamente seu
pensamento, desenvolver a consciência critica, introduzi-lo num processo real de
democratização da cultura e da libertação (Freire, 2000, pág. 09).
Aproximar as atividades de sala de aula às vivencias do dia-a-dia do
estudante da (EJA), independente do que seja a temática ou atividades, por
exemplo, texto, exercícios, música, aula na sala de informática, etc. Tudo precisa
estar relacionado ao mundo do estudante dessa modalidade, para que o mesmo
tenha um maior interesse e aproveitamento das atividades desenvolvidas.
Dentro desse contexto Projeto CIEJA tem como norteador Pedagógico /
Curricular o trabalho com áreas de conhecimento e não com disciplinas como é
comumente encontrado nas redes municipais de ensino. Desta forma, temos as
seguintes áreas de conhecimento: LC (Linguagens e Códigos, envolvendo as
disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês); CH (Ciências Humanas, que envolve
as disciplinas de Geografia e História); ELA (Ensaios Lógicos e Artísticos, que
envolve as disciplinas de Matemática e Arte) e CP (Ciências do Pensamento, que
envolve as disciplinas de Ciências e Filosofia).
Assim, o aprendizado não é realizado em séries, mas em áreas de
conhecimento com blocos que unem assuntos interdisciplinares. Na primeira
semana de aula são perguntados os temas que o aluno quer aprender, dentre dos
que forem apresentados, o que ele tem curiosidade, para que o planejamento dos
professores seja realizado com base nos interesses do aluno, ou seja, todo
educando passa por um diagnóstico, cujo objetivo é levantar os conhecimentos
prévios dos educandos e sinalizar algumas dificuldades. A partir daí, fazem
agrupamentos em módulos: módulo I (alfabetização, educandos que estão
iniciando o registro alfabético e numérico), módulo II (pós-alfabetização,
educandos alfabéticos que iniciam a construção textual e elaboram cálculos no
campo aditivo e multiplicativo), módulo III (intermediário, educandos que são
apresentados para as áreas de conhecimento e a partir de seus conhecimentos
prévios se embrenham na sistematização de conceitos específicos) e módulo IV
(etapa final, extrapolação de reflexões, o uso do conhecimento das áreas para
uma profunda leitura de mundo).
186
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Como fazem agrupamentos por conhecimento e não por equivalência
idade/série ou seriação, para facilitar o trabalho, as salas de aula compõem-se de
mesas sextavadas (hexagonais), o que possibilita uma maior interação entre os
educandos e, principalmente, no trabalho em grupo em que praticam,
possibilitando o relacionar-se com o outro, respeitando as diferenças, num
exercício da democracia e cidadania.
A instituição vem se utilizando da metodologia didática investigativa no
desenvolvimento de temas (Trabalho e Cultura, no primeiro semestre e no
segundo, respectivamente), os quais são decididos pela comunidade escolar no
inicio do ano letivo. Nos módulos lll e lV, os educandos fazem um rodízio a cada
duas semanas passando pelas áreas de conhecimento: LC (Linguagens e
Códigos, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês); CH (Ciências
Humanas, que envolve as disciplinas de Geografia e História); ELA (Ensaios
Lógicos e Artísticos, que envolve as disciplinas de Matemática e Arte) e CP
(Ciências do Pensamento, que envolve as disciplinas de Ciências e Filosofia).
O trabalho dos educadores se dá em dupla docência, propiciando um
trabalho conjunto de maneira a atender não só as especificidades dos saberes,
como a singularidade de cada sujeito imerso em cada ambiente do Centro.
O presente estágio será realizado na sala da professora Ângela Venâncio
da Silva no módulo I, formada em pedagogia, professora há 10 anos e há três
anos na escola, ela me contou que foi convidada a trabalhar no CIEJA, embora
sentisse um pouco insegura por estar acostumada a trabalhar com crianças,
aceitou o desafio e está adorando. E no módulo II na sala de professora Márcia
Balieiro da Silva, professora há 17 anos e há um anona escola, me contou que
decidiu trabalhar no projeto por gostar de desafios e aprender novas técnicas de
didática. Ambas trabalham basicamente da mesma forma, mesmo porque na
sexta-feira os alunos não vão e os professores fazem o planejamento em conjunto
com os módulos e as disciplinas afins. O maior desafio na escola é a inclusão,
pois existem muitos alunos nessa situação, já adolescentes, porém eles estão
desenvolvendo bem de acordo com o tempo deles e o que cada um é capaz de
desenvolver, muitos estão sendo alfabetizado, o que seria impossível para muitos
nas escolas normais. Nessa escola até as refeições são acompanhadas pelos
professores que almoçam junto com os alunos no refeitório. Devido a número
reduzido de alunos há uma facilidade dos professores conhece-los mais
187
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profundamente, por isso dispensam chamadas, mas sempre que os alunos faltam
sem avisar procuram entrar em contato para saber os motivos.
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FICHA DE ESTÁGIO
PEDAGOGIA
EJA ALFABETIZAÇÃO
São Paulo
2015
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CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO
SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO
INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire
Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre:
Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva
Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – 1º ano: C
EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I
Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta
Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e
colaborado com o desenvolvimento da mesma.
Data Horário Modalidade Descrição sumária das
atividades
desenvolvidas
Nº de
Hora
s
Visto do
responsável
09/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Escrita, construindo
crachá, números,
brincadeiras, paisagens.
4h
10/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Transportes, ortografia,
oralidade: História do
nome, quantidade.
4h
11/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Higiene, Leitura,
interpretação, números
brincadeiras.
4h
12/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Separação do lixo,
Linguagem oral e escrita
figuras geométricas.
4h
13/02
/2015
13h30mim
às
17h30mim
Participação Oralidade, ortografia,
adição e subtração e
brincadeiras.
4h
Total Realizado: 20 horas
São Paulo, 13 de fevereiro, 2015.
Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire
End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070
Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br
_________________________________
190
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Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a)
191
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RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO EJA-
ALFABETIZAÇÃO
Professora Ângela - Alfabetização
31/08/2015
Frase do dia: “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca
se tem medo e nunca se arrepende”.
(Leonardo Da Vince)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta, depois fez leitura do alfabeto com os
alunos e contou as letras do alfabeto com eles. Depois passou um vídeo da
Profissão Reporte da rede Globo, que contava todo o contexto da situação da
falta de alfabetização do Brasil, que atinge mais de 3 milhões de brasileiros,
durante o vídeo os alunos se identificavam com as situações, depois teceram
comentários. Após o término do vídeo a professora fez um ditado para fixar as
consoantes e vogais, soletrando letra por letra.
01/09/2015
Frase do dia: “Fugir para onde? Se tudo vive dentro! Cuida da sua verdadeira
casa... Sua mente e de seu coração”.
(Humor Inteligente)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora distribuiu letra para os
alunos e pediu para que eles formassem palavra a palavra pré-estabelecida, o
primeiro aluno que conseguia descobrir pedia para ler em voz alta e para que os
demais montassem a palavra já descoberta, repetiu o ato várias vezes, enquanto
os alunos procuravam montar as palavras a mesas percorria as mesas dos alunos
195
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e ia orientando-os nas dúvidas. No término pediu para colarem nos cadernos.
Repetiu o exercício várias vezes. Depois entregou palavras digitadas aos alunos e
pediu para circularem as vogais, sempre os acompanhando e tirando dúvidas.
02/09/2015
Frase do dia: “Às vezes o coração rasgado pela dor, vira retalho. Deve-se neste
caso, consertá-lo com uma agulha domada e recomeçar”.
(Abner Santos)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora fez leitura com os alunos
sobre o texto alimentação, os questionou sobre o que era uma boa alimentação,
explicou o que era os alunos interagiram, após pediu para que os alunos
olhassem a pirâmide alimentar que continha desenhos com alimento e fizessem
um cardápio que considerassem saudáveis, após perguntou um a um o tinha
rescrevido e foi ajudando-os a arrumarem o cardápio quando estavam
equivocados. Depois pediu para que desenhassem os próprios cardápios. Depois
foi à sala de informática onde os alunos jogaram jogos de formação das palavras,
a maio dificuldade foi com o sol, eles ainda não haviam assimilado que o som de
“L” muitas vezes é o mesmo de “U”, a professora foi ajudando os alunos a
resolverem e explicando a novidade.
03/09/2015
Frase do dia: “É melhor prevenir do que remediar”.
(sabedoria Popular)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora entregou aos alunos um
problema matemático, primeiro pediu pra que lessem em silêncio e circulassem
as palavras que não conseguiam ler, deu um tempo e passou a perguntar aos
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
alunos o que haviam marcado e os ajudou a ler da forma correta, enquanto
explicava o vocabulário. Depois pediu para os alunos escreverem as palavras
circuladas no caderno. Conforme ia explicando ia ficando claro aos alunos que se
trava de um problema matemático de subtração, depois pediu pra os alunos
resolverem o problema da forma como sabiam (de cabeça, ou escrevendo) e
escrevessem o resultado no caderno. Depois foi perguntando as respostas do
aluno e escrevendo no quadro, falou a resposta correta, os questionou como
tinham feito e depois os ensinou a forma convencional. Fez várias contas na
lousa, pediu para que resolvessem e chamou alguns para fazerem na lousa. Por
último entregou a eles um problema para resolverem casa.
08/09/2015
Frase do dia: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que
pareça, a quase totalidade, não sente esta sede”.
(Carlos Drummond de Andrade)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta, a professora corrigiu a atividade
extraclasse, explicando da mesma forma da aula anterior, depois foi a sala de
informática onde os alunos puderam resolver subtrações em jogo, depois
passaram a resolver problemas. No início ela os deixou sozinhos, tirando dúvidas
uns com os outros, depois passou a auxiliá-los nas dúvidas.
Conclusão
Professora atenciosa e alunos dedicados, o método se aproxima do tradicional,
acrescentando que a interpretação de textos é uma constância.
197
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Professora Márcia – Módulo II
01/09/2015
Frase do dia: “Leitura torna o homem completo, a conversação torna-o frágil, e o
escrever dá-lhe precisão”.
(Francis Bacon)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora copiou várias palavras
na lousa pediu para que os alunos separassem as sílabas e contassem. Enquanto
os alunos desenvolviam as atividades sentou em sua carteira e esperou, alguns
alunos foram até ela para tirar dúvidas ou quando terminaram e ela os ajudou a
corrigir, depois se levantou e foi até os alunos que não haviam terminado ainda e
os ajudou, fazendo perguntas que os ajudavam a solucionar as questões. Depois,
entregou o texto “Indígena”! E pediu para os alunos circularem as com palavras
com an, en, in, on e un e fez o mesmo procedimento.
02/09/2015
Frase do dia: “Feliz aqueles que se diverte com problemas que educam a alma e
elevam o espírito”.
(Feneban)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora entregou aos alunos uma
cruzadinha com alimentos e objetos, pediu para os falarem o nome dos objetos e
depois pediu para que resolvessem à cruzadinha, os alunos que ternavam iam até
a mesa dela para corrigir e tirar dúvidas, depois se levantou e foi até a mesa dos
que não tinha terminado e os ajudou tirando dúvidas. Fez o mesmo com uma
cruzadinha de matemática. E terminou com joguinho de multiplicação, onde
distribuiu aos alunos contas de multiplicação em página e resposta em outra.
198
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
/escolheu um aluno que lia e perguntava o resultado, quem tinha o resultado
respondia e fazia mesma pergunta e assim sucessivamente. Quando os alunos
erravam ela interferia até chegar à resposta certa.
03/09/2015
Frase do dia: “Habitua-se a ler, escrever e sorrir. O resto é consequência”.
(Alejandro Knaesil Arrabal)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta, entregou em uma folha digitadas
palavras para completarem com as iniciais an, en, in, on e un e pediu para que
para eles resolverem. Esperou que terminassem tirou dúvidas dos que à sua
mesa e depois se levantou e orientou os que não haviam solicitado seu
acompanhamento. Depois pediu para escrevem o semanário de bordo e foi o
orientando nas lembranças e na escrita e por último como atividade extraclasse
pediu para pesquisarem palavras com m e n.
08/09/2015
Frase do dia: “Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do
que o homem fez no mundo teve início de outra maneira - mas tantos sonhos se
realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum”.
(Monteiro Lobato)
A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi
explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia
que todos lessem a frase todo em voz alta. Depois a professora corrigiu a
atividade extraclasse, os alunos têm muita dificuldade de compreender quando se
usa o “N” ou “M” no meio das palavras. Entregou um texto sobre primara e pediu
para circularem as palavras com “N” ou “M” no antes das consoantes. Foi à lousa
199
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
questionando e explicando aos alunos o porquê se usava tais letras. Após fez um
ditado.
Conclusão
. Professora atenciosa e alunos dedicados, o método se aproxima do
tradicional, acrescentando que a interpretação de textos é uma constância.
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PLANO DE AULAS – EJA-ALFABETIZAÇÃO
Língua Portuguesa
Leitura pelo aluno para aprender a ler no EJA
Objetivo
 Estabelecer correspondência entre a pauta sonora e a pauta escrita do
texto;
 Refletir sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita;
 Refletir sobre a língua escrita e a língua falada.
Conteúdo(s)
Leitura na alfabetização inicial de jovens e adultos
Ano(s):
1º e 2º
Tempo estimado
1 aula
Material necessário
Cópias do refrão da música "Mulher Rendeira", de Zé do Norte, e cópias da
letra completa (ou de uma outra canção que todos os alunos da turma saibam
cantar o refrão). Se for possível, providencie uma versão da própria música para
ser ouvida na sala de aula.
Desenvolvimento
1ª etapa
201
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Inicie uma conversa com a turma sobre a música "Mulher Rendeira". Quem
conhece o refrão? Para que os leitores não convencionais participem da atividade
e aprendam com ela, é imprescindível que todos conheçam de memória o refrão
da canção que será trabalhada. Convide-os a cantar: "Olê, mulher rendeira / Olê,
mulher rendá / Tu me ensina a fazer renda / Que eu te ensino a namorar".
2ª etapa
Distribua uma cópia do refrão para cada um dos alunos. Puxe novamente a
cantoria, pedindo que os jovens e os adultos acompanhem com o dedo cada
palavra cantada. Em seguida, problematize: onde está escrita a palavra "renda"?
Como vocês descobriram? Com que letra começa? Faça essa e outras questões
que os façam refletir sobre a escrita das palavras.
3ª etapa
Peça para que encontrem e circulem a palavra "mulher", mas não escreva
na lousa a palavra. Deixe que os alunos busquem suas próprias estratégias para
cumprir a tarefa. Pergunte em que linha está a palavra "mulher". Uns dirão na
primeira, outros dirão na segunda e outros ainda dirão que ela aparece nas duas
linhas. Confirme esta informação e peça para que todos encontrem a palavra
"mulher" nas duas primeiras linhas.
Agora, peça para que expliquem como encontraram a palavra solicitada.
Peça sempre que justifiquem as escolhas ("Por que você acha que é esta a
palavra?"), pois essa intervenção convida os alunos a explicitarem o
procedimento adotado para descobrir o que estava escrito. Em geral, os alunos
adultos (e também as crianças) em fase inicial da alfabetização podem identificar
o que está escrito por meio de índices gráficos, como o tamanho da palavra, a
letra inicial ou final.
4ª etapa
Volte à palavra "mulher" e pergunte aos alunos se eles já ouviram pessoas
falando esta palavra de outras formas, como "muié" ou "mulé". Discuta com eles
sobre as diferenças entre a língua falada e a língua escrita.
202
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
5ª etapa
Distribua as cópias da letra completa. Se for possível, ouça a canção e
convide os alunos a cantar. Caso contrário, leia a letra em voz alta e peça para
que eles acompanhem a leitura, tentando ajustar o falado ao escrito.
Conclua a atividade conversando sobre o tema tratado na canção.
Avaliação
Registre suas observações sobre a participação dos alunos: quais foram as
pistas utilizadas para ler? Recorreram a palavras ou partes de palavras
conhecidas, como por exemplo, o nome dos colegas da classe? Como
justificaram as escolhas?
Matemática
Ano: 1° e 2º
Tempo estimado
1 aula
Conteúdo:
Resolução de problemas com as quatro operações, Leitura, Interpretação de
texto.
Objetivo Geral:
Desenvolver atitudes básicas de compreensão, identificando a ideia
central explorando pormenores contidos no texto.
203
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Objetivos Específicos:
 Desenvolver o raciocínio lógico.
 Ampliar a partir da leitura e escrita a capacidade de entender para a
transformação critica cidadã.
 Desenvolver a capacidade de escuta,
 Expressar suas ideias e opiniões de forma oral e escrita para aprimorar sua
capacidade comunicativa.
Material:
Atividades xerocadas e papel sulfite.
Desenvolvimento:
Será entregue a cada aluno uma cópia dos problemas. Em seguida serão
organizados pequenos grupos. Onde será entregue a eles as respostas
apresentadas pelas duplas para que discutam os caminhos empregados e os
resultados. Eles deverão perceber qual é o mais fácil e determinar o que
apresenta a melhor adequação. Na aula seguinte, será feita uma leitura do texto
“A escola da bicharada” juntamente com a turma, logo após os alunos irão
produzir um texto a respeito do texto apresentado.
Avaliação:
Os alunos serão avaliados, através da participação perante os conteúdos
apresentados.
204
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
CONCLUSÃO
Ao terminar o estágio que desenvolvi na Educação de Jovens e Adultos
(EJA), pude perceber aspectos de grande relevância para a minha formação
enquanto estudante do Curso de Pedagogia que poderá também desenvolver
suas práticas nessa modalidade de ensino, tão cheia de particularidades.
Um ponto importante que observei nesse estágio foi o olhar para evasão
escolar. A evasão no CIEJA foi resolvida com um horário flexível, aonde os alunos
vão de acordo com o horário que podem, podendo assim conciliar trabalho e
outros afazeres.
A maior parte dos estudantes alega ser bastante viável por causa do
horário flexível e do respeito ao tempo de aprendizagem ser individual, pois no ver
deles o ato de trabalhar o dia inteiro e ainda ter que estudar pela noite, por isso
falta às aulas e às vezes desmotivam e evadem da escola normal, ele ainda tem
um tempo reduzido de 2 horas e 15 minutos e o ato de ter a garantia de uma
refeição saudável também colabora para o desempenho deles. Muitos estudantes
do sexo feminino, abandonam a escola pelo motivo de que os maridos não
aceitam que estude, afirmando que está indo a escola em busca de namorados.
Outro ponto forte que leva o estudante da (EJA) a deixar a escola é a não
aprendizagem, e isso está ligado diretamente às metodologias que o professor
desenvolve a formação do professor e principalmente a uma inexistência de uma
Política Educacional delimitando com clareza o fazer pedagógico nas classes de
Jovens e Adultos, fatores institucionais baseadas na escola, tal como métodos de
ensino inapropriados, currículo e as Políticas Públicas para a Educação (AQUINO
1997, P 13). Esse fato foi superado pelos alunos do CIEJA – Campo Limpo, pelo
horário e disciplina flexíveis, além da pedagogia flexível, que analisa as
necessidades dos alunos individualmente.
Findando este estágio na (EJA) percebi a importância de um trabalho com
projeto, no entanto esse projeto tem que ser significativo, onde possa perceber
que ele está para essa classe, desfavorecida historicamente, e que precisa ter
suas estruturas restabelecidas com dignidade e respeito. Não cabe mais,
olharmos para uma modalidade de ensino pensando em ensinar a silabar
palavras soltas, onde não atribuía valor social, cultural. A classe de Educação de
205
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Jovens e Adultos tem que ser respeitada, honrada por ter principalmente em seu
corpo pessoas idosas, trabalhadores desfavorecidos em outrora por algum motivo
social, familiar ou financeiro que desestruturou o caminhar na escola desses
cidadãos, essa defasagem precisa ser corrigido, amenizada, reestruturada de
alguma forma ou maneira, no entanto não da mais para ensinar nessa
modalidade que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva
ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra
com esse trabalho (FREIRE, 1991, P 18).
Uma prática e práxis envolvente têm que acontecer, o letramento é
fundamental, a alfabetização matemática tem que ser inserida no cotidiano
escolar como ela está no dia-a-dia envolvida no âmbito familiar dos estudantes.
Para tanto é fundamental que os professores sejam capacitados nessa
modalidade de ensino, conhecer o histórico da (EJA) e perceber como é
fundamental o trabalho com essa modalidade. O professor regente da turma tem
que esta sempre com essa pergunta na cabeça: Quem são os estudantes da
(EJA)? O que eles querem e precisam aprender? Partindo desse ponto,
desenvolver atividades consistentes a sanar este déficit, partindo de textos com
expressão cotidiana. Não podemos falar do lixo na cidade de São Paulo, antes de
ter refletido sobre o lixo que produzimos em nossa casa. Para onde ele vai? O
que pode ser feito com ele e que tipos de doenças eu e minha família pode ter se
não o colocar em lugar adequado.
“... Em um grau muito mais elevado do que as crianças os adultos já
dispõem de um amplo universo de conhecimentos práticos e concepções mais ou
menos cristalizadas sobre diversos aspectos da realidade social e cultural. Em
relação a esse ponto, o desafio seria identificar a natureza desses conhecimentos
práticos e desses supostos estilos cognitivos próprios, e investigar de que modo
poderiam ser mobilizados para as aprendizagens tipicamente escolares, ou, em
outra perspectiva, de que maneira os conteúdos da escola deveriam ser
modificados para se adequar a esse modo de pensar próprio que os jovens e
adultos desescolarizados já teriam forjado ao longo da vida”. (RIBEIRO, 1999 P
191).
Sendo assim, atribuir uma política forte de Educação, voltada a adequar
os conteúdos da escola os modificando para esse seguimento. Pude ver que a
escola de forma que o currículo oculto é trabalhado junto com o currículo comum
206
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
das disciplinas e que as atividades sejam dentro da mesma temática, das oficinas
dos projetos, realmente é que os textos, atividades, exercícios etc. Tenham
significado na busca da formação do cidadão critico, autônomos e livres.
Observei também que a participação da comunidade no local é muito ativa,
a solidariedade é presente, não só em relação aos idosos, mas também com os
alunos especiais (Físicos ou Mentais), além dos jovens que por algum motivo não
tiveram a oportunidade de estudarem no tempo certo.
O local é mais que uma escola, apesar do pouco tempo de aula, parece um
lar onde o respeito, a solidariedade, a responsabilidade, o compromisso estão
presentes a todo o momento, a própria estrutura é diferente das escolas
tradicionais, pois é uma casa enorme que foi adaptada.
A grande dificuldade é por se tratar de um terreno acidentado, uma espécie
de morro que dificulta a vida dos alunos com dificuldades físicas, mesmo com as
devidas adaptações, porém essa dificuldade é superada pelo acolhimento e
carinho com que todos são tratados. E não possui quadra de esporte, utilizando
uma quadra de outra escola.
207
FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
BIBLIOGRAFIA
AQUINO, Júlio Groppa. O mal-estar na escola contemporânea: erro e fracasso
em questão. AQUINO, J. G. (Org.). In: Erro e fracasso na escola: alternativas
teóricas e práticas. 4. ed. São Paulo
FREIRE, Paulo. Conscientização: Teoria e pratica. São Paulo: Cortez & Moraes.
208
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CURSO DE PEDAGOGIA
Cirlei Aparecida dos Santos
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
EJA-ALFABETIZAÇÃO
FOTOS DA ESCOLA
São Paulo
2015
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DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO
Declaramos que o Sr(a). Cirlei Aparecida dos Santos, RG 24.580.815-2,
estudante do curso de Pedagogia Plena realizou o estágio na escola CIEJA- Campo
Limpo, no EJA alfabetização módulo I e II, sendo que cumpriu 23 horas e 45 minutos no
módulo I e 9 horas no módulo II, no período de 31/08/2015 a 08/09/2015, cumprindo o
total de 32 horas e 45 minutos de estágio.
São Paulo, 08 setembro de 2015.
_______________________________
Passar para papel timbrado da escola
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FACULDADES ASSOCIADAS BRASIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
Atividades
complementares
São Paulo
2015
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
Introdução
As Atividades Complementares fazem parte da grade curricular Do curso
superior de pedagogia da Faculdade Brasil. Estas atividades são consideradas
como uma complementação às atividades didático-pedagógicas desenvolvidas
em sala de aula, relacionadas à ampliação da formação acadêmica, profissional,
cultural e social do discente.
Em um primeiro momento será descrito as aulas da grade curricular que é
primordial para que tenhamos um bom desenvolvimento no decorrer dos cursos e
posteriormente possamos a vir a ser um profissional competente e conhecedor
das técnicas e outros assuntos que só acrescentam ao nosso dia-a-dia como
profissionais.
Parte desse estágio é basicamente no interior da E. E. Messias freire, onde
é mantido um projeto de Cinema (“Filme no Intervalo”), esse projeto faz parte do
cotidiano da escola e vem atraindo cada vez mais alunos que estão trocando o
intervalo no pátio para poderem assistir 15 ou 20 minutos de filmes ao dia.
Além dos filmes serão acrescentados, cursos, projetos e leituras de livros
que fiz principalmente as, que, utilizei para desenvolver meu TCC “Escola e
Família – Parceria Necessária”.
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FACULDADE ASSOCIADA BRASIL
FACULDADES ASSOCIADAS BRASIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
Atividades
complementares
FICHA DAS
AULAS DA GRADE
CURRICULAR
São Paulo
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
Atividades
complementares
RELATÓRIO DAS AULAS
São Paulo
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Relatório das aulas
Educação Infantil – 27/04/2014
A educação infantil é o período que vai do 0 aos 5 anos de idade. É divida
em três ciclos como segue:
 Educação Maternal – de 0 a 2
 Educação Infantil I – de 2 a 4 anos e
 Educação Infantil II – de 4 a 5 anos.
Obs.: Nome desses períodos varia de escola para escola ou sistema
É considerada muitas vezes como uma etapa menos importante do ensino,
no entanto é comprovada por especialista como a "base" do estudante, é a fase
mais importante, porque trabalha a formação inicial que será levada para a vida
toda, bem estruturada poderá enfrentar as adversidades da vida de forma muito
melhor.
Durante esse período a criança deve ser conduzida pelo professor de
maneira lúdica, pois dessa forma ela aprende a se situar no espaço da escola e
da sala de aulas, desenvolver a coordenação motora, a linguagem a
sociabilidade, entram em contato com a leitura, escrita, ciências, matemática e
artes, principalmente.
Principais aspectos a serem incentivados:
1. Coordenação motora
Durante a educação infantil, o aluno desenvolve as coordenações motoras
grossas e finas. Com a primeira, a criança é capaz de localizar as diferentes
partes do corpo, bem como situá-lo no espaço, controlar a velocidade do andar e
saber alguns conceitos conceitos como "em cima/embaixo", "esquerda/direita" e
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"frente/trás". O professor através de brincadeiras Lúdico deve aumentar esse
universo progressivamente.
2. Letramento
Durante esse período a crianças aprende entra em contato com a escrita,
aprende conceitos, como são as letras. Muitas crianças já saem sabem do ler e
escrever, que não é uma obrigação, pois cada criança tem seu tempo, no entanto
é aceitável que a criança desenvolva a alfabetização nas séries iniciais do ciclo I.
O professor deve envolver a criança com o mundo das letras, contando histórias,
trabalhando dramatizações e as colocando em contato com livros infantis.
Durante esse período a criança deve ter liberdade e brincar muito, pois o ato de
brincar a faz aprender diversos conceitos e sociabiliza.
3. Conteúdos
Ciências, matemática e artes, dentre outros, deve ser trabalhados com crianças,
desde que sejam adaptados para sua idade e sejam dados de forma lúdica.
É importante que o professor preste atenção nas brincadeiras não dirigidas,
para ir colocando conceitos sobre esses assuntos em um outro momento, a
brincadeira não dirigida é o momento em que a criança faz suas próprias regras e
descobertas, além domais elas aprendem com os próprios erros , pois passa a
questionar por ela mesma o que é certo ou errado e mais adiante quando o
professor trabalhar o assunto muitas já são capazes de questionar e até tirar
dúvidas.
4. Participação dos pais
O professor deve sempre manter o pais cientes das atividades
desenvolvidas pelas crianças, segundo especialista não há uma separação de
criança, lar e escola, portanto um é continuidade de outro e devem se
complementar. Existem escolas que não aceitam a presença dos pais mais é
recomendável que estejam sim presentes e conheçam profundamente a escola
para poder interagir com os ensinamentos da escola e a escola conhece os deles.
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Conclusão
A educação infantil é uma fase muito importante do aprendizado, pois é o
momento que a criança recebe estímulo que deverá para a vida toda. Durante
esse período devemos levar em conta a disposição da criança de se sociabilizar e
acrescentar experiências às que existem na escola. Nesse período as crianças
são muito curiosas e faz muito questionamentos sobre Deus, a realidade, a
verdade, o conhecimento, o cosmos, o ser humano, a ética, o direito, a vida, a
morte e a história. E os professores devem estar preparados para levar um
entendimento a eles de uma forma a não frustrá-las.
O Papel do Intérprete de LIBRAS
A profissão de intérprete de LIBRAS (existe uma movimentação da comunidade
surda organizada em âmbito nacional, no sentido de que a LIBRAS seja
reconhecida oficialmente como língua) ainda não está regulamentada e poucos
são os municípios que a reconhecem. Por outro lado, não existindo formação
específica, é reduzido o número de pessoas habilitadas para exercer essa função
que passou a ser desempenhada por familiares, amigos ou profissionais com
longo tempo de convívio com surdos.
Os intérpretes devem ter fluência na Língua Brasileira de Sinais, assim como
ela é usada pelas pessoas surdas e ter também boa fluência em Língua
Portuguesa. Geralmente, intérpretes com nível de escolaridade alto têm melhores
condições de produtividade. A atuação dos intérpretes deve estar centrada no
atendimento a todas as pessoas surdas que necessitam romper os bloqueios de
comunicação com o objetivo de integrar surdos e ouvintes, facilitando a
comunicação entre ambos. Frequentemente, os intérpretes são solicitados para
intermediar a comunicação de surdos e ouvintes em encontros, reuniões, cursos,
palestras, debates, entrevistas, consultas, audiências, visitas, etc., além de
participarem do processo de integração escolar do aluno surdo.
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A presença do intérprete de LIBRAS x Português e vice-versa, em sala de aula,
tem aspectos favoráveis e desfavoráveis que precisam ser observados.
Aspectos favoráveis:
 O aluno surdo aprende de modo mais fácil o conteúdo de cada disciplina;
 O aluno surdo sente-se mais seguro e tem mais chances de compreender
e ser compreendido;
 O processo de ensino-aprendizagem fica menos exaustivo e mais
produtivo para o professor e alunos;
 O professor fica com mais tempo para atender aos demais alunos;
 LIBRAS passa a ser mais divulgada e utilizada de maneira mais
adequada;
 O aluno surdo tem melhores condições de desenvolver-se, favorecendo
inclusive seu aprendizado da Língua Portuguesa (falada e/ou escrita).
Aspectos desfavoráveis
 O intérprete pode não conseguir passar o conteúdo da mesma forma que o
professor;
 O aluno não presta atenção ao que o professor regente diz, porque está
atento ao intérprete;
 Há necessidade de pelo menos dois intérpretes por turma porque a
atividade é exaustiva;
 Os demais alunos ouvintes podem ficar desatentos, porque se distraem
olhando para o intérprete;
 O professor regente pode sentir-se constrangido em estar sendo
interpretado;
 O professor não interage diretamente com o aluno;
 Assim sendo, é necessário que professor regente e o intérprete planejem
suas funções e limites.
Compete ao professor regente:
 Liderar a classe;
 Ordenar o processo de ensino-aprendizagem;
 Resumir suas aulas no quadro;
 Avaliar o aluno.
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Compete ao intérprete:
 Interpretar somente;
 Não explicar o conteúdo.
Sugere-se que ambos, professor e intérprete, sejam funcionários da
mesma escola, para que tenham tempo para coordenar suas ações.
Conclusão
A integração do aluno surdo é um desafio que deve ser enfrentado com
coragem, determinação e segurança. A decisão de encaminhar um aluno para a
classe de ensino regular deve ser fruto de um criterioso processo de avaliação.
Finalmente, deve-se ter clareza que essa integração não passa exclusivamente
pela sua colocação na turma com crianças ouvintes. A verdadeira integração
implica em reciprocidade. A criança surda poderá iniciar seu processo de
integração na família, na vizinhança, na comunidade, participando de atividades
sócio-recreativas, culturais ou religiosas com crianças e adultos “ouvintes” e dar
continuidade a esse processo na escola especial ou regular, de acordo com suas
necessidades especiais. Garantir ao aluno surdo um processo de escolarização
de qualidade é fator fundamental para sua integração plena.
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Corpo em Movimento Arte e Educação – 25/05/2014
1. Trajetória, avanços e desafios do teatro-educação no Brasil.
Os entendimentos e finalidades para a escolarização, que se concretizou
devido à possibilidade de coesão social Essa modalidade surgida em período
mais recente, é vista como uma forma de superar do ensino tradicional, para a
sociologia da educação, para a psicopedagogia e para multiculturalismo, esses
trabalhos contribuem para o avanço das propostas teóricas e todas as
metodologias de ensino, pois possibilita aos educadores entrar em contato com o
desenvolvimento cultural dos alunos, é uma estratégia para compreensão da
modernidade.
Desde o período colonial o teatro vem sendo utilizado como instrumento
educativo, embora À época da implantação da educação artística não existiam
mais de 30 cursos superiores nas diversas áreas, quase todos em âmbito de
bacharelado, sendo a maioria de artes plásticas; hoje, há cerca de 350 cursos
superiores, sendo que mais de 100 referem-se especificamente a licenciaturas.
A ação dos padres jesuítas tenha se limitado à catequese, face à
impossibilidade de uma atuação mais rigorosa, em termos quantitativos e
qualitativos, nas escolas de aprender a ler e contar.
2. Os jogos dramáticos e o desenvolvimento infantil: Pensando na
prática docente
Este trabalho concebe a criança como um ser ativo que constrói o seu
próprio conhecimento, no qual a ação é regida pela necessidade e pelo interesse.
O interacionismo entende que o desenvolvimento e a aprendizagem
acontecem por meio da interação entre o indivíduo e o meio no qual está inserido,
sugerindo um modelo epistemológico relacional, opondo-se as visões inatista,
racionalista e ambientalista empirista no que se refere ao desenvolvimento e
aprendizagem humana. Para Piaget, todos os indivíduos nascem com um mesmo
potencial que os habilita a conhecer. Porém, as condições culturais e materiais
podem ou não interferir no trabalho de suas potencialidades e na sequencia
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interativa do percurso do desenvolvimento cognitivo que estão biologicamente
capacitados.
Dentro desta perspectiva, a aprendizagem escolar é compreendida como um
processo construtivo de caráter social, interpessoal e comunicativo.
3. O Corpo e a Arte, uma Abordagem Sociológica do Fenômeno da
Representação do Corpo na Cultura Contemporânea.
A problemática da arte e do movimento que aqui se enuncia sobre os usos
do corpo e suas representações na arte contemporânea, através da análise do
fenômeno da representação do corpo na obra destes dois artistas, releva de
preocupações teóricas e científicas que surgiram quer no discurso da arte, da
política, da medicina, da saúde, da moda, da tecnologia ou da estética, e que se
fundamentaram como forma de dar resposta ao problema do humano enquanto
ser físico, social e cultural, numa tentativa humana de superação dos próprios
limites corpóreos.
O problema da representação, enunciado pela lógica desconstrutivista pós-
moderna, que defendia que toda a representação é mediada pela linguagem, mas
que esquece ou ignora que esta é um produto humano, é deste modo
ultrapassado pelo lugar de mediação que o indivíduo ocupa no mundo, por um
lado dado, por outro construído, e que se expressa tanto numa condição corpórea
que engloba a incorporação de normas e valores, mas também a descorporação
destes valores, regras e padrões conceituais expressos nos usos que se fazem
do corpo.
Conclusão
A arte dramática como técnica de aprendizagem existe há muito tempo na
educação, é a forma com que o professor mais se aproxima da cultura dos alunos
e pode levar o conhecimento o colocando próximo a uma realidade social, escrita
e verbal. Além do mais trabalha o corpo. Na pedagogia atual é muito importante
especialmente na educação infantil e durante toda educação. Na educação
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infantil e no ciclo I professor pode trabalhar peças ligadas a animais, brincadeiras,
música e, livros da literatura infantil, outra mais ao mesmo tempo em trabalha
conceitos trabalha expressão corporal, comportamento humano, disciplina,
audição, fala escrita, enfim é suma importância paro aprendizado e
desenvolvimento saudável em todos os sentidos.
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Língua Portuguesa - Conteúdo e Metodologia de Língua
Portuguesa – 29/06/2014
A vida em coletividade exige que cada indivíduo esteja apto para
compreender os demais e fazer-se entender por eles. O domínio da linguagem é
necessário na maior parte das atividades da existência que implicam contato,
intercâmbio, a compreensão mútua que conduz ao entendimento à colaboração.
É muito evidente que, no decurso desses intercâmbios, oriundos dos problemas
mais imediatos e imperiosos às conversações ou discussões que tratam de
questões difíceis e delicadas, aquele ou aqueles cuja linguagem é mais rica, que
utilizam sua língua com as suas peculiaridades e maior facilidade, têm uma
vantagem determinante sobre seus interlocutores e a possibilidade de fazer valer
e triunfar seus pontos de vista.
O ensino de língua materna nos anos iniciais do Ensino Fundamental I tem
se restringido, em grande parte, ao ensino de definições e regras oriundas da
gramática normativa, na perspectiva de que os alunos "aprendam" a analisar a
língua (escrita), ao invés de se habilitarem a um bom desempenho linguístico, o
que implicaria serem capazes de se expressar bem verbalmente (utilizando a
modalidade oral e escrita) e de interagirem satisfatoriamente no ato comunicativo.
Para Celestin Freinet, do ponto de vista técnico, a escola tradicional girava
em torno da matéria a ser ensinada e dos programas que fixavam essa matéria e
a ordenavam. A organização escolar, os professores modernos e os alunos
tinham que se submeter a essas exigências. A escola moderna gira em torno da
criança, membro da comunidade. De suas necessidades essenciais, em função
das necessidades da sociedade em que vive, derivarão as técnicas - manuais e
intelectuais - que terá que dominar a matéria a ser ensinada, o sistema da
aquisição, e as modalidades da educação. Trata-se de uma verdadeira virada
para uma pedagogia racional, eficiente e humana, que deve permitir à criança
chegar com o máximo de energia a seu destino de homem.
Consideramos nessas duas afirmações, a nosso ver complementares, a
razão de ser de uma escola funcional, tendo em seu bojo um objetivo social e
utilitário para o ensino de língua, destacando a valorização desse ensino, e
destacando, ainda que ele condiciona, na verdade, todo o processo de construção
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do conhecimento da criança, o que equivale a dizer que ele é indispensável para
ampliar o horizonte de possibilidades de incursões em qualquer área desse
conhecimento.
Nesse sentido, acreditamos que, através de uma reflexão sobre a sua prática
pedagógica, o professor poderá melhorar o seu desempenho e,
consequentemente, o desempenho de seus alunos. Espera-se que ele atue,
nesse nível de ensino, como um mediador que favoreça a ação da criança na
construção do seu conhecimento.
Considerando-se a escola numa outra perspectiva, uma escola centrada na
criança, pode-se vislumbrar qual seria o seu papel. Girando em torno da criança,
enquanto membro de uma comunidade, daí ela derivaria a matéria a ser
trabalhada, a sua forma de aquisição e as modalidades da educação, ou seja, a
partir das necessidades essenciais da criança, para construção do seu
conhecimento, em função das necessidades da sociedade em que ela vive.
Saber organizar as ideias, interagir com o outro utilizando a língua, oral ou
escrita, é habilidade que dispensa a rigidez de definições e regras, em geral
falhas ou restritivas, impedindo muitas vezes a própria compreensão dos fatos
linguísticos. É a gramática da língua, verificado o seu funcionamento, que merece
ser melhor aproveitada e explorada na escola visando à melhoria do ensino de
língua.
Além disso, vale ressaltar que o problema do ensino de língua não pode
ser isolado do processo educativo. Ele reflete, pela sua importância, e em sendo a
língua uma das formas de expressão de um povo, todo o problema do nosso
sistema educacional.
Conclusão
A atitude e o trabalho do professor na sala de aula refletem toda a sua
compreensão da realidade social e a relevância por ele atribuída ao seu papel na
sociedade, enquanto agente de mudança. Em consequência, ele pode não
permitir que a sua sala de aula seja um objeto à parte, totalmente desarticulada
do contexto a que pertence.
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Por outro lado, acredito que a interação da escola com a sociedade só
poderá acontecer na media em que as mudanças que ocorrerem na sociedade
encontrem respostas em mudanças na própria escola, e que as soluções dos
problemas de uma possam concorrer para as soluções dos problemas da outra.
Vale ressaltar que, se considero ser fundamental uma mudança na escola,
temos de reconhecer que o professor é peça fundamental nessa mudança. E em
se tratando do professor de língua, entendemos que ele tem um papel relevante
no processo.
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Psicologia do Desenvolvimento e aprendizagem - 31/08/2014
Psicologia do desenvolvimento surgiu como uma ferramenta essencial para
a compreensão do comportamento humano, pois ela estuda o desenvolvimento
do indivíduo e as mudanças que este sofre em todos os aspectos de sua vida,
tanto no aspecto físico, como no intelectual, emocional e no social. Esta serviu
como base para a psicologia da educação, pois esta se utilizou dos
conhecimentos propostos pela psicologia do desenvolvimento para melhorar o
processo de ensino. Então a psicologia do desenvolvimento identificou o
comportamento humano em cada estágio da vida e possibilitou à psicologia da
educação, de propor práticas pedagógicas que atentem para cada fase e
possibilite um melhor aprendizado ao aluno, resultando consequentemente, na
melhoria do processo educacional. Ambas as vertentes da psicologia, dão suporte
ao professor para que este melhor desenvolva sua prática em sala de aula, visto
que ele torna-se conhecedor dos estágios de desenvolvimento que os alunos
passam, então ele pode propor atividades que venham facilitar o processo de
aprendizagem de seus alunos.
A teoria psicogenética de Piaget esteve mais voltada para a questão do
desenvolvimento do que para a própria educação. Por isso ele não propôs um
modelo de ensino e nem materiais pedagógicos, para que o professor pudesse
aplicar em sala de aula, a fim de atingir o interesse de todos os alunos, entretanto,
ele ofereceu esclarecimentos sobre o modo de pensar e racionar que o indivíduo
apresenta em cada estágio da vida. Piaget acredita que a capacidade de
raciocínio não depende nem do ambiente nem de um fator hereditário. Segundo
ele, a cada estágio completado, o indivíduo, adquire novas capacidades e constrói
seu próprio conhecimento, a partir de suas descobertas, quando em contato com
o mundo e com os objetos.
Então em sua teoria, ele afirma que o desenvolvimento se dá de dentro para fora,
ou seja, o individuo já apresenta uma pré-disposição em só receber estímulos
exteriores, como o conhecimento, se ele estiver maduro, preparado para recebê-
lo.
Ex: Se você ensinar a uma criança de um ano, noções de matemática, ela
não irá entender, porque a capacidade de raciocínio que ela detém, ainda é
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insuficiente para isso. Segundo, Piaget o processo de aprendizagem deve seguir
o processo de desenvolvimento do indivíduo.
Então, Piaget defende que o professor não deve exercer o ato de ensinar, se
limitando apenas a transmitir conteúdos, mas deve favorecer a atividade mental
do aluno. Isto é, ele deve observar o aluno, identificar adequadamente o estágio
de desenvolvimento que este se encontra, investigar quais os conhecimentos
prévios que este apresenta, quais são seus interesses, para a partir daí, aplicar
metodologias, que estimule-o e possibilite-o de construir seus conhecimentos.
Vygotsky em sua teoria posiciona contrário à Piaget. Segundo ele, o
desenvolvimento se dá de fora para dentro, isto é, o indivíduo só se desenvolve
porque aprende, e nesse processo de aprendizagem o meio em que o individuo
está inserido atua influenciando diretamente no desenvolvimento deste. Para
Vygotsky, todo aprendizado é necessariamente mediado, ou seja, se dá devido
uma interação, entre o indivíduo e o meio social, com um ser mediando esta
relação.
Ex: Uma criança pode nascer com condições fisiológicas para falar, mas
para desenvolver a fala precisa aprender com os outros.
Ex: Um índio que nasceu e viveu em uma aldeia, onde a prática do
canibalismo entre pessoas (antropofagia) é comum, se ele se deslocar para a
nossa cultura sem que seja notificado que está prática é crime em nossa
sociedade, ele certamente vai praticá-la, porque no processo de seu
desenvolvimento ele conviveu em um meio em que isto era normal.
Então Vygotsky defende que o professor deve atuar como mediador entre o
aluno, os conhecimentos que este aluno possui e o mundo. Então é através da
interação entre aluno-professor e aluno-aluno, (mediadores mais experientes) que
o indivíduo adquire a capacidade de desenvolver algo, que sozinho não
conseguia. É um processo interacional de cooperação, que resulta em um bem
maior. É o que Vygotisk defende que é possível desenvolver muito mais
habilidades no coletivo do que no individual.
Henri Wallon não despreza as teorias de Piaget e Vigostik. Segundo ele o
desenvolvimento se dá tanto de dentro para fora (condições de amadurecimento)
quanto de fora para dentro (condições do meio).
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Para Wallon, a ação do professor não pode ficar limitada aos livros, ela deve
abranger às atividades práticas - jogos e dinâmicas - que desenvolvam não só os
aspectos físicos como também os psicológicos.
É certo que na atualidade muitos educadores, tanto dentro quanto fora das
salas de aula, desconhecem a importância do fator psicológico na aprendizagem.
Eles cometem graves erros quando desassociam aprendizagem e
desenvolvimento: Ex:
Eles não levam em conta em que estágio o aluno está, tomam um critério
de desenvolvimento como algo imutável, deduzindo que todos os alunos devem
atingir determinado patamar ao mesmo tempo, ou com a mesma idade,
esquecendo que isso é relativo e muda de pessoa para pessoa.
Não usam o lúdico (jogos, atividades práticas).
Agem como donos do saber, educação autoritária pautada apenas na
transmissão de conteúdos.
Então é essencial que o professor tenha a base teórica de sua disciplina,
entretanto não deve se restringir a isto, ele deve utilizar-se dos conhecimentos
psicológicos para identificar a especificidade de cada aluno, a fim de desenvolver
metodologia as de ensino que beneficiem a todos.
Conclusão
As diferenças entre Piaget e Vygotsky parecem ser muitas, mas eles
partilham de pontos de vista semelhantes. Ambos entenderam o conhecimento
como adaptação e como construção individual e concordaram que a
aprendizagem e o desenvolvimento são autorregulados. Discordaram quanto ao
processo de construção, ambos viram o desenvolvimento e aprendizagem da
criança como participativa, não ocorrendo de maneira automática. Estavam
preocupados com o desenvolvimento intelectual, porém cada um começou e
perseguiu por diferentes questões e problemas. Enquanto Piaget estava
interessado em como o conhecimento é construído, e com isso, a teoria é um
acontecimento da invenção ou construção que ocorre na mente do indivíduo,
Vygotsky estava interessado na questão de como os fatores sociais e culturais
influenciam o desenvolvimento intelectual.
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Tecnologia da Informação e Comunicação – 28/09/2014
O professor e as novas tecnologias
As novas tecnologias podem ser utilizadas para obter novos
conhecimentos de um “saber como fazer”, criando autonomia nos educandos
tornando-os leitores e escritores críticos e colaboradores com a sociedade sendo
denominada então uma tecnologia colaborativa. Ao se trabalhar com esta
tecnologia, Kenski constata que:
“a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto
é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em
interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de
responsabilidades, do criar e do refletir juntos”. (KENSKI,1996)
Aprender e fazer são indissociáveis segundo Gadotti (2000) o educador
tem que saber trabalhar coletivamente, ter iniciativa, ter intuição, saber
comunicar-se e resolver conflitos, estas são qualidades humanas que se
manifestam nas relações interpessoais mantidas entre professor/aluno.
As novas tecnologias presentes na sala de aula
De acordo com Cavalcante (2013), sabemos que nos dias de hoje o mundo
da tecnologia é essencial, trazendo facilidades e diversidade de informação.
Colocar as tecnologias nas escolas é de fundamental importância para que se
tenha contato com o mundo. Para ter uma educação de qualidade, implica em ter
acesso a vários campos de aprendizagem como, por exemplo, atividades voltadas
ao interesse diário.
O computador que é um recurso fundamental, necessário e oferecer
condições de aprendizagem, o interesse em aprender é fundamental, mais a
estrutura e a infraestrutura das instituições escolares são essenciais para atingir o
conhecimento, ou seja, sem computador não há aprendizagem sobre um
conhecimento direcionado.
Não basta instalar máquinas potentes nas escolas, e não ter paixão ou
motivação por aprender e ensinar com as tecnologias. Todos devem ter papel
ativo de quem aprende e de quem ensina desenvolvendo as capacidades
cognitivas. Cabe ao professor mediar e articular o processo de construção de
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conhecimento. A internet pode ajudar o professor para melhorar sua aula, ampliar
as formas de lecionar, modificar o processo de avaliação e de comunicação entre
alunos e professor.
Nesse contexto Moran (2006) relata que o grande avanço neste campo da
preparação de aula está na possibilidade de consulta a colegas, conhecidos e
desconhecidos, a especialidades, de perguntar e obter respostas sobre dúvidas,
métodos, materiais, estratégias, de ensino-aprendizagem. O professor amplia-se,
sendo não apenas responsável por coletar a informação, mas também por
trabalhá-la, escolhê-la, confrontando visões, metodologias e resultados. Ensinar é
também selecionar e organizar as informações de conhecimento, sendo assim,
mais uma vez, a função do professor como fundamental para direcionar as
pesquisas e para transformar os alunos em pesquisadores ativos. Aprender a
pesquisar é também selecionar a melhor forma de adentrar aos conhecimentos.
Aprendendo o que é adequado aos alunos e distingui-los a cada faixa etária,
formando um parâmetro para definir o que irá apresentar para desenvolver um
bom trabalho.
Segundo Pierre Lévy (2000), as tecnologias, assim chamadas por não
serem simples instrumentos, mas por influírem no processo cognitivo do
indivíduo, vão ser os parâmetros utilizados nessa busca de compreensão da
estrutura caótica social. Essas tecnologias sempre estiveram presentes nas
sociedades contemporâneas e, de certa forma, influenciam na percepção e na
conceituação da sociedade e, de certa forma, influenciam na percepção e
conceitualização do mundo. É notório dizer que, a presença das novas
tecnologias nas mais diversas esferas da sociedade contemporânea é
imprescindível, orientar os docentes para o uso das novas tecnologias de
comunicação e desenvolvimento contínuo, quanto na sua prática em sala de aula,
se faz imprescindível. Essa urgência se deve, não apenas, no sentido de preparar
as pessoas para usufruí-la, mas especialmente, para prepará-los como leitores
críticos e escritores conscientes das mídias que servem de suporte a essas novas
tecnologias de informação, Não basta ao cidadão, hoje, só aprender a ler e
escrever textos na linguagem verbal, os programas multimídias de computação,
as Nets (sistemas http// e www), os códigos de barras e etc.
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Conclusão
A educação nessa nova era não pode ficar para trás, cada vez mais as
escolas se informatizam e acompanham o crescimento tecnológico do mundo
contribuindo para a modernização do aprendizado, porém, deve-se ficar atento
para que os computadores não realizem todas as tarefas dos alunos impedindo
que criem autonomia e desenvolvam todo o seu potencial. Para que haja uma
mudança metodológica em relação ao uso de novas tecnologias, professores e
alunos devem ter acesso a essas (TICs), e a escola é o espaço na qual deve
promover a formação continuada de seu corpo docente. A escola tem um papel
importante no aprendizado assim como o educador, que deve acompanhar a nova
cultura atual e desenvolver novas formas pedagógicas de ensinar.
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História e Geografia – 30/11/2014
Geografia
O ensino de geografia nos anos iniciais do ensino fundamental, fornece
subsídios para que a criança se situe em seu lugar de vivência, por meio da
apreensão da paisagem que ela pode observar. Aprender a se relacionar
socialmente com outras pessoas de diferentes faixas etárias, ampliando a noção
de espaço. Buscar a organização de sua experiência e expectativa para com o
território em que vive.
A natureza onde a ação dos indivíduos se faz notar nas formas de
apropriação do espaço, como a produção da cidade e campo, a construção de
vias, os movimentos de população, a produção de resíduos sólidos, os
deslocamentos das pessoas para o lazer etc.
A geografia, por meio de suas atividades de leitura de textos que tratam de
suas temáticas, pode auxiliar na alfabetização e no letramento, favorecendo a
ampliação do conhecimento do aluno.
O estudo desta disciplina proporciona as crianças em seu nível de
conhecimento sobre o lugar em que vivem, podendo fazer relações com outros
lugares, pois elas convivem com ambientes (familiar e escolar), questionam e
apresentam suas próprias concepções sobre a natureza e a sociedade.
O que as crianças podem aprender no ensino de geografia
 Observar
 Descrever
 Representar e construir explicações
 Estimular a criança a observar e compreender as diferentes manifestações
da natureza e a apropriação e transformação dela pela ação de sua
coletividade, de seu grupo social.
 Reconhecer semelhanças e diferenças nos modos de diferentes grupos
sociais.
Utilizar a observação e a descrição na leitura direta e indireta da paisagem,
sobretudo por meio de ilustrações e da linguagem oral.
Reconhecer no seu cotidiano, os referenciais espaciais de localização, orientação
e distância de modo a deslocar-se com autonomia.
Representar os lugares onde vivem.
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Existem alguns conceitos básicos que devemos introduzir na vida
desse estudante:
1. LUGAR; deve ser compreendido na escala de vivência do aluno e na sua
formação do horizonte mais próximo de suas práticas cotidianas, isto é, no
seu percurso para a escola, por meio de suas brincadeiras, no território
específico de sua residência.
2. PAISSAGEM; o que se descortina aos olhos do observador, seja ele o
aluno ou o professor, permitindo visualizar as diferenças nas relações da
sociedade com a natureza, diferenciando-se a cidade do campo e o
estabelecimento industrial da via de circulação: as pessoas dos objetos
fixos; os diferentes componentes da vegetação as ondulações do relevo
etc.
3. ESPAÇO; o ambiente global de relações da sociedade e pode ser
exemplificado pelo uso da telefonia, pela observação dos aviões em
movimento, pelas fotografias que abrangem grandes áreas, pelas imagens
de satélite na internet etc.
4. TERRITÓRIO; se traduz pelas relações de apropriação do espaço, como a
propriedade (a casa) onde o aluno vive, as praças como espaços públicos
etc.
Os recursos didáticos
Os livros são fundamentais, pois apresentam, além de informações
precisas, imagens para leitura e exploração. Os mapas com representação de
cidades e países, as matérias extraídas de jornais e revistas, as maquetes
com material disponível nas casas dos alunos. Esses recursos podem ser usados
em diferentes situações, ou seja, na sala de aula ou em ambientes abertos (por
meio de músicas e desenhos), assim como na organização de diálogos com os
familiares dos alunos.
Partindo do pressuposto que a criança precisa aprender a ler, é levado em
conta de que a leitura é antes de tudo, um objeto de ensino, é preciso ser sentido
do ponto de vista do aluno. É preciso garantir condições para que as crianças
aprendam os significados das palavras e das imagens. A linguagem por imagens
e por desenhos é uma forma de comunicação que pode ser estimulada desde os
anos iniciais de escolarização.
A imagem tanto pode ser lidas como textos completos, quanto podem
completar o sentido do texto verbal ou mesmo ilustrá-lo, estimulando o estudante
a ativar o conhecimento prévio, mesmo que no nível do senso comum.
Grupos temáticos
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 Circulação e transportes: as crianças vão à escola e os diferentes meios
de transportes utilizados, destacando as paisagens típicas das regiões do
Brasil e as diversas necessidades cotidianas.
 Mundo do trabalho: observação de diferentes profissões em diferentes
tempos e lugares, mostrando-se locais de trabalho de cada profissional e
como ele se comporta (seja bombeiro, médico, serralheiro, professor, bóia-
fria, açougueiro etc).
 Relações cidade-campo: permite mostrar, por meio das vivências das
crianças, como se pode viver na cidade e fazer uma relação com o mundo
rural para conviver com dinâmicas sociais diferentes. Através de
comparação entre diferentes paisagens, modo de vida e consumoe hábitos
culturais, favorecendo assim o respeito á natureza.
História é vida, não vida biológica, pura e simples, mas num sentido social;
pensar, agir, sentir. Vida, neste sentido, são história e viver consequentemente é
construir história.
História
História e conhecimento, sobre parte de nossa vida ou do que lembramos ou do
que resistiu ao tempo, como uma foto, um vídeo, documentos de registros
gráficos.
A palavra história pode ser entendida como o conhecimento sobre nossa
própria vida, configurado em narrativa histórica, concebido dentro de regras da
história ciência ou de história disciplina escolar.
O ensino de história se faz importante para a formação do cidadão, pois as
crianças compreendem o passado a partir das referências do presente e fazem
uma projeção para o futuro.
Assim, tão importante quanto estudar conceitos, como colônia, escravidão
e comunicação é fundamental fazer com que a criança se desenvolva, por
exemplo, a noção de tempo cronológico. Ele precisa vivenciar a duração e o ritmo
de uma determinada ação, compreender a diferença entre 3 séculos (os tempos
coloniais) e 3 meses (o tempo que o separa das próximas férias).
Objetivos e habilidades prioritárias para a história nos anos iniciais
Partindo da idéia de que o conhecimento histórico nos dá a conhecer o
nosso passado, construímos nossas identidades presentes e decidimos como
agir. Essas decisões, sejam sobre as representações que fazemos a nós mesmos
e dos que nos cercam, sejam sobre os caminhos que queremos trilhar, individual
e coletivamente, são mediadas por informações fornecidas pelo conhecimento
histórico, principalmente no interior da escola.
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 Conhecer e Construir: conceitos de tempo, espaço, passado, história,
fonte e interpretação, que viabilizem a compreensão dos atos,
pensamentos e sentimentos dos homens através do tempo.
 Reconhecer, comparar e relacionar: semelhanças e diferenças,
permanência, transformações, relações sociais, culturais e econômicas e
modo de vida.
 Fazer uso: de instrumento de busca, de fontes de informação e de
ferramentas de veiculação da informação em diferentes gêneros e
suportes.
 Criticar (atribuir valor): ações individuais e coletivas de grande significado
social.
Recursos didáticos
O professor não é uma voz para transmissão de informações, mas ele tem
aliado como atividades técnicas, linguagem e vários recursos onde se processam
a transmissão do conhecimento. O ensino de história é contínuo e se faz
necessárias atualizações de fontes, pesquisas, livros etc. Para isso temos
revistas, manuais, dicionários e a própria TIC’s.
A satisfação do aluno, o interesse, a auto-experimentação, o prazer da
descoberta, o respeito aos conhecimentos prévios e as singularidades sócio
culturais dos alunos, por exemplo, são noções pedagógicas bastante conhecidas
que estimulam e orientam o emprego de variados recursos didáticos.
Conclusão
Geografia assim como a história tem um papel fundamental na educação
Brasileira e que o currículo foi transformado durante os tempos, para que
fossem adaptadas as realidades atuais.
Os currículos devem se adaptar de acordo com as realidades locais e
que os professores são os principais agentes dessa transformação e organizar
curricular.
Os processos de aula não devem ficar nos livros e no sistema tradicional
de leitura e repetição, na busca do quando, onde e como, deve buscar uma
educação para que o aluno possa vivenciar os processos de conhecimento e
trazê-los para a sua realidade.
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N geografia o aluno deve compreender as melhorias nas condições de
vida, compreender o espaço a vida, valorizar o patrimônio sócio cultural da sua
região ou localidade, percebendo a natureza e a realidade onde se vive.
Através da história deve conseguir identificar as relações sociais no seu
próprio grupo de convívio, situar acontecimentos históricos, refletir sobre as
transformações tecnologias, reconhecer e fazer leituras de documentos
históricos e reconhecer diferenças sobre as relações do trabalho no passado,
presente e no futuro.
Para isso os professores devem entender que sua ação pedagógica não
é neutra e que ele deve ser capaz de reconhecer, descrever, pesquisar e refletir
sobre as ações e atividades exercidas nos alunos, para que essas escolhas
sejam capazes de transformar o aluno, a escola e a realidade onde se vive.
241
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Conteúdo e Metodologia do Ensino de Matemática – 14/12/2014
São vários os questionamentos que surgem ao planejarmos o ensino da
matemática nas séries iniciais, dentre eles, a maneira correta de se abordar as
operações básicas, em que nível e, principalmente, como tornar esses conceitos
utilizáveis na vida diária. A disciplina matemática, conhecida por sustentar-se num
campo abstrato que exige um desenvolvimento maior das teias psíquicas, deve,
aqui, tornar-se mais plausível e humana para que sua abstração seja possível por
aqueles que começam a desenvolver os esquemas de saberes.
É sabido que, todos, ao ingressar na escola, trazem consigo uma bagagem
de saberes adquiridos no convívio familiar e também no social. Esses
conhecimentos devem ser aproveitados, pois o seu descarte acarretará na quebra
de esquemas mentais que com muito esforço foram construídos nas mentes das
crianças a fim de dar-lhes sustentabilidade e possibilidades de compreensão do
mundo ao qual estão inseridas. No que concerne à matemática esse pensamento
de aproveitamento do saber extraescolar leva o nome de etnomatemática. É ela a
responsável por coletar, selecionar, moldar e exteriorizar os conhecimentos
culturais absorvidos pelos discentes ao longo da vida.
Entre as várias problemáticas no ato de educar os pequenos está a
formação do pedagogo. Os cursos de formação inicial em pedagogia, em sua
maioria, não oferecem subsídios suficientes para suprirem a grande demanda
apresentada pelas classes de aprendizes, além do mais, esses cursos sustentam-
se numa plataforma de múltiplas teorias pedagógicas paralelas a uma grande
escassez de práticas que auxiliem o futuro professor a postar-se corretamente
diante das necessidades individuais dos alunos. Em relação à matemática, os
cursos de formação em pedagogia tentam capacitar os futuros educadores à base
de poucas explanações que levem-no a compreensão de sua história, teoremas,
metodologias, bem como, de suas aplicações futuras.
A educação matemática
É evidente a necessidade de sérias mudanças concernentes ao ensino da
matemática nas séries inicias – posteriores também. O profissional da pedagogia,
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solitário na busca por métodos de ensino que sejam capazes de fazer prosperar o
aprendizado dessa disciplina cheia de tabus e complexidade, encontra como
aliada a Educação Matemática. Esta veio para diagnosticar e corrigir erros
seculares do ensino da matemática. Com muito mais didática e metodologias de
ensino, a Educação Matemática dá suporte tanto ao pedagogo, quanto ao
docente em matemática das séries posteriores tornando essa apropriação de
saberes mais cômoda, humana, flexível e atingível.
Nos cursos de especialização em Educação Matemática para Pedagogos
encontrar-se-á uma grade curricular totalmente voltada para o ensino da
matemática nas séries iniciais, suas maneiras de abordagens, metodologias
contemporâneas e os novos pensadores da educação, pessoas engajadas na
busca de um ensino que priorize o qualitativo e a igualdade de aprendizagem
para todos. É bom que se diga que os cursos de formação inicial dos pedagogos,
bem como, dos demais professores, não são os únicos responsáveis pela
qualificação profissional desses indivíduos, mas também, é dever destes zelar
pela continuidade da sua formação, pela atualização dos saberes e pela aplicação
de seus conhecimentos. O bom profissional qualifica-se cotidianamente através
da boa leitura, dos cursos de formação continuada, da pesquisa científica ou de
qualquer outro meio enriquecedor da bagagem docente.
A multiplicação e a divisão
Existem muitas dúvidas, principalmente, na aplicação de alguns conteúdos
matemáticos tidos como complexos. Exemplos clássicos disso, em se tratando
das séries iniciais, são as operações de multiplicação e divisão. Quando será
possível começar os estudos desses conteúdos? A partir de quando? A resposta
pode ser assustadora para os tradicionalistas, mas esses conteúdos podem ser
aplicados logo nos primeiros anos de ensino. Essa revelação é fruto de anos de
estudo do psicólogo francês Gérard Verganaud em seu trabalho A Teoria dos
Campos Conceituais. Vergnaud, que teve seu trabalho inserido no Brasil em
1980, contribuiu muito com a educação, não somente brasileira, mas mundial,
revolucionando os pensamentos marcados pelo tradicionalismo e revelando
novos horizontes às práticas educacionais.
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Devemos compreender a multiplicação como indissociável à divisão, não
devemos tratá-las como operações paralelas, uma vez que existe uma
convergência entre si que torna clara a ideia de inverso. Vergnaud, em sua Teoria
dos Campos Conceituais, dividiu a multiplicação, bem como, a divisão, em
categorias. Outro fator importante a considerar, é que o aprendizado desses
conceitos pode acontecer de várias maneiras diferentes, isto é, podemos
apresentar o mesmo problema de múltiplas formas, invertendo a sua incógnita,
até que se crie embasamento suficiente e o discente chegue a sua compreensão.
O professor não deve causar a sua dependência no aluno, e sim, deverá
criar possibilidades para que esse discente seja autônomo, capaz de solucionar
os problemas de acordo com seus próprios caminhos, ser um aluno
autossuficiente em relação a planejar, raciocinar e resolver.
A cultura do aluno e o saber do professor
Muito se discute sobre espaço e tempo escolar. Essas duas problemáticas,
devido ao seu grau de complexidade, tornam a discussão ociosa e insolúvel, pois
para se conseguir êxito nesse sentido, muitas forças devem se unir: poder
público, família, direção escolar, alunos e professores e, só trabalhando
conjuntamente, chegar-se-á a uma solução favorável.
Muitas das vezes, por “falta de tempo”, o professor deixa para trás os
saberes culturais que o seus alunos vivenciam diariamente, causando um prejuízo
muito grande para a educação e para as mentes desses jovens aprendizes. A
cultura popular trazida pelos alunos à escola faz com que o processo educativo
seja enriquecido, dá mais possibilidades ao ensino, abre mais portas para o
aprendizado, torna o aluno útil e faz permanecerem vivo os saberes comunitários
acumulados ao longo das gerações.
O docente, apoiado pelos demais atores da educação, deverá buscar os
conhecimentos etnomatemáticos, por muitas vezes perdidos no vácuo, e
preparar-se para receber as propostas e problemas de seus alunos adquiridos em
suas vivências sociais. Além do mais, a valorização da cultura popular torna o
educador mais embasado e competente para atuar no meio ao qual está inserido,
visto que, só devemos ensinar aquilo que verdadeiramente sabemos.
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Conheçamos o assunto a ser ensinado e a realidade local e estaremos prontos
para dar uma boa aula.
Heterogeneidade das classes
Há uma incumbência de todos os educadores, inclusive os das séries
iniciais, que é a análise constante das turmas a fim de filtrar os problemas
decorrentes dos processos de ensino e aprendizagem, diagnosticá-los e
apresentar soluções cabíveis a cada momento. O professor deverá ter em mente
a diversidade de sua classe: o saber cultural de cada aluno, suas crenças, seus
credos e suas preferências sexuais e até mesmo, político-partidárias. Essas
informações não servirão para fazer-se um julgamento individual dos discentes,
mas contribuirá para manter-se o respeito unitário ou coletivo de toda classe, bem
como, ajudará o professor a organizar suas aulas e planejar melhor o seus
discursos.
Sabemos que vivemos numa sociedade totalmente heterogênea e não
cabe à escola fazer julgamentos condenatórios às escolhas de sua clientela,
cabendo apenas o destrinchar dos assuntos em questão, seus prós e contras
dentro de um sistema social que apesar de ser classificado como evoluído,
mantem fortes raízes tradicionalistas conservadoras. Nessa ótica, preparar-se
para receber uma classe totalmente divergente é um passo primordial para fazer
funcionar um sistema de ensino voltado a alunos modernos, informatizados e
totalmente práticos.
Conclusão
Conhecer os funcionamentos dos processos psicológicos da criança, a
efetivação da aprendizagem nas séries iniciais, a valorização (não super) dos
conhecimentos culturais, os momentos de aplicações dos diversos conteúdos, o
tempo e o espaço escolar e a diversidade de mentes que se encontram em cada
sala de aula, é pré-requisito para um ensino funcional, capaz de dar suporte as
várias demandas sociais que buscam, diariamente, amparo resolutivo nas
escolas.
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A educação moderna não deve seguir um modelo pragmático de ensino. O
professor deve proporcionar métodos inovadores, valorizar a qualidade do que é
ensinado, manter-se sempre atualizado e jamais ter receio de expor ideias
revolucionárias, mesmo que estas venham questionar teorias consagradas ao
longo do tempo. O aprendizado do aluno e o reconhecimento do professor
dependem de propostas nascidas no seio das discussões referentes às
dificuldades educacionais, os modelos funcionais a seguir ou até mesmo sobre o
que aprender para ser capaz de ensinar.
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Palestra explicativa da Fies – 22/02/2015
O Francisco explicou os procedimentos dos do Fies e como conseguir o
financiamento para professores atuante no serviço público do estado, entrando na
Plataforma Paulo Freire - MEC.
Passo a passo para solicitar o Abatimento:
1º Passo: cadastro ou atualização de dados do professor na plataforma Freire.
O estudante/professor deverá acessar a plataforma freire e realizar seu
cadastro, caso não possua. Depois deverá acessar o sistema, atualizar os dados
pessoais e as atuações profissionais.
2º Passo: Solicitação no portal do SisFIES.
O segundo passo é acessar o Sistema de Abatimento de 1% - Professor e
efetuar o seu cadastro, informando os dados solicitados. No primeiro acesso, o
estudante/professor informará CPF, data de nascimento, endereço de e–mail
válido e cadastrará uma senha que será utilizada sempre que o
estudante/professor acessar o sistema. Após informar os dados solicitados, o
estudante/professor receberá uma mensagem no endereço de e–mail informado
para validação do seu cadastro. Após a validação, o estudante/professor deverá
acessar o sistema para solicitar o Abatimento.
3º Passo: Confirmação das informações
Após concluir a solicitação de ABATIMENTO, o estudante/professor deverá
aguardar a confirmação das informações de atuação profissional pelo(s)
Secretário(s) de Educação. O Secretario terá um prazo, regulamentado pelo
FNDE, para confirmar, ou não, a situação do estudante/professor.
4º Passo: Notificação ao FNDE
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Após a confirmação dos meses trabalhados e do efetivo exercício ou não
do estudante/professor solicitante pelo Secretário, o estudante/professor receberá
uma mensagem eletrônica com o resumo da(s) atuação(ões) profissional(is).
5º Passo: Notificação ao Agente Financeiro
Após a confirmação pelo Secretário das informações apresentadas, o
estudante/professor deverá novamente acessar o Sistema de Abatimento de 1% -
Professor, conferir as informações referentes à aprovação do Secretário e enviar
a solicitação para o Agente Financeiro responsável pelo financiamento para que a
cobrança das prestações referentes à amortização do financiamento seja
suspenso e concedido o abatimento, na forma do regulamento. Se as informações
validadas pelo Secretário necessitarem de correções, o estudante/professor
deverá reenviar o pedido.
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Processo de Aprendizagem, Leitura e Escrita – 29/03/2015
Emília Ferreiro, sem dúvida alguma, nos prestou grande contribuição para
que pudéssemos compreender como se dá o processo de leitura e escrita para o
aprendente. Salvo todas as críticas ao seu trabalho, considero pertinente observar
que não percebo essas fases como padrão rígido que se apliquem a todos os
indivíduos. No entanto, elas são boas norteadoras do processo que se deseja pôr
em prática - por onde vamos começar? - além de servirem como embasamento
de um bom diagnóstico sobre o desenvolvimento do (a) aprendente da leitura e da
escrita no momento em que propomos um trabalho com ele (a), também serve
para repensar esse trabalho como forma de intervir positivamente para a
ampliação do seu aprendizado.
Em seus artigos e livros (Reflexões sobre a Alfabetização (*) e outros) a
autora argentina deixa claro que considera a alfabetização um processo que tem
início bem cedo e não termina nunca:
"Nós não somos igualmente alfabetizados para qualquer situação de uso da
língua escrita. Temos mais facilidade para ler determinados textos e evitamos
outros. O conceito também muda de acordo com as épocas, as culturas e a
chegada da tecnologia”.
Segundo ela, aquele que aprende geralmente percorre o seguinte caminho
até chegar ao nível de aprendizado desejavél para ser considerado leitor e
escritor.
As características para cada fase acima descrita podem ser resumida da seguinte
forma:
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1. Fase pré-silábica
 Sabe que a escrita é uma forma de representação;
 Podem usar letras ou pseudoletras, garatujas, números;
 Não compreende que a escrita é a representação da fala;
 Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler);
 Vai direto para o significado, sem passar para sonora;
 Variação de letras – BLSIK (elefante);
 Relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo
Nominal).
2. Fase silábica - Esta fase desdobra-se em duas.
A) Silábica Sem valor sonoro:
 Ainda não faz relação do som com a grafia da letra que utiliza;
 A escrita ainda não é percebida como representação da fala;
 Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor
sonoro.
B) Silábica Com valor sonoro:
 A escrita começa a representar a fala;
 Percebe a relação de som com a grafia;
 Escreve uma letra para cada sílaba.
3. Fase silábica-alfabética
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 Apresenta escrita algumas vezes com sílabas completas e outras
incompletas;
 Alterna escrita silábica com alfabética.
4. Fase alfabética
 Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras);
 Ainda não domina as normas ortográficas da língua;
 Escreve como fala.
5. Fase Alfabética-ortográfica
 Faz a correspondência entre letras e grafemas da língua;
 Amplia o conhecimento sobre as normas ortográficas;
 Faz a correção do seu próprio texto.
Conclusão
Educação, assim como tudo que nos circunda, sofre transformações e
necessita estar sempre se reestruturando, procurando inovações e soluções. O
mundo em que vivemos está cada vez mais competitivo e, consequentemente, a
sociedade mais exigente, sendo assim, o professor assume o papel de preparar o
educando para ser um cidadão critico e autêntico, qualidades essas necessárias
para enfrentar o mercado de trabalho.
Para tanto, o desafio inicial, e não menos importante, para os professores é
ensinar a ler e a escrever. A eles cabe apresentar a leitura e a escrita como algo
primordial na vida das pessoas, uma vez que ambas exigem o máximo de
dedicação, reflexão, conhecimento interior e exterior, participação, interesse
pessoal e familiar, senso de interpretação, que são matérias-primas para o
processo de construção de um cidadão.
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Quanto à leitura, podemos dizer que o ato de ler é mais que uma
decodificação de símbolos, do que meras habilidades mecânicas. É a leitura do
mundo que nos permite relacionar uns com outros, e fazendo esta troca de
valores e ideias, poderemos assumir e construir uma postura crítica e própria.
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Estágio Supervisionado - 26/04/2015
A Importância do Estágio Supervisionado.
Muitas são as dúvidas do aluno ao iniciar sua vida acadêmica no curso de
pedagogia como muitos nunca tiveram contato com a sala de aula atuando como
professores e normal que surja inúmeros anseios e dúvidas quanto ao futuro
como professores, por isso é fundamental o desenvolvimento do estágio
supervisionado.
No decorrer do curso o acadêmico se apropria de inúmeros
conhecimentos, de diversas correntes filosóficas e teoria de aprendizagem.
O estágio, na maioria das vezes, é o primeiro contato do futuro educador com a
realidade escolar, oportunizando compartilhar construções de aprendizagem, bem
como a aplicação do aprendizado teórico na prática da profissão escolhida.
O primeiro momento na escola para a preparação do estágio deve ser
aproveitado para observar o funcionamento da escola, tanto na parte
administrativa – coordenação – quanto na sala de aula, dos alunos da
comunidade e de todos os envolvidos com o cotidiano escolar,
Essa observação permite a coleta de informações extremamente importantes,
para que o acadêmico possa elaborar seu projeto de intervenção pedagógico –
Docência/Regência – em sala de aula que será a segunda etapa do estágio.
Durante o estágio supervisionado é possível a aplicação e concretização dos
conhecimentos teóricos obtidos durante o curso é a oportunidade para os
professores em formação exercitem os princípios de cidadania e de
responsabilidade social. Para que todas as atividades pedagógicas sejam
desenvolvidas de forma coerente e fundamental a supervisão do professor
orientador.
A prática do Ensino/Estágio Supervisionado favorece a descoberta, sendo
um processo dinâmico de aprendizagens em diferentes áreas de atuação no
campo profissional, dentro de situações reais de forma que o acadêmico possa
conhecer compreender e aplicar, na realidade escolhida, a união da teoria com a
prática. Por ser um elo entre todas as disciplinas do curso que englobam os
núcleos temáticos da formação básica do conhecimento didático-pedagógico,
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conhecimento sobre a cultura do movimento, tem por finalidade inserir o
estagiário na realidade viva do mercado de trabalho, possibilitando consolidar sua
profissionalização.
Conclusão
O estágio supervisionado é um eixo articulador entre teoria e prática. Portanto, a
oportunidade em que o professor em formação entre em contato com a realidade
profissional com todas as suas implicações, em que irá atuar, para conhecê-la e
para desenvolver suas competências e habilidades necessárias à aplicação dos
conhecimentos teóricos e metodológicos trabalhados ao longo do curso.
Auto avalição
Não foi fácil fazer esse curso, o curso a distância trás muitas dificuldades
devido à falta de contato para tirar dúvidas. No entanto como sempre fui uma
pessoa compromissada a aquilo que me proponho, procurei recorrer aos e-mails
para tirá-las, e estudar por outros meios para acrescentar ao meu aprendizado.
Não faltei nas aulas e nos momentos que pude procurei tirar minhas dúvidas e
fazer todos os trabalhos propostos. Estou na área da educação há muitos anos
Sou formada em História, mas trabalho na Sala de Leitura onde tenho contato
direto com os alunos do ciclo I, por resolveu fazer esse curso para aprimorar
técnicas e adquirir mais conhecimentos, pois na sala de leitura trabalho com
projetos para todos os ciclos onde. Acredito que o meu desempenho foi excelente
apesar das dificuldades e dos momentos de instabilidade. Sou formada em
História, mas trabalho na Sala de Leitura onde tenho contato direto com os alunos
do ciclo I.
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CURSO DE PEDAGOGIA
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Atividades
complementares
FILMES
LIVROS
CURSOS
PROJETOS
São Paulo
2015
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CURSO DE PEDAGOGIA
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Atividades
complementares
FICHAS DOS
RELATÓRIOS
São Paulo
2015
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257
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258
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259
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CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
Atividades
complementares
RELATÓRIO
São Paulo
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Atividades
complementares
FILMES
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2015
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Coração Valente
(05/03/2014)
Há uma coisa muito interessante neste filme. Logo
no início, é dito que algumas pessoas podem dizer que o
que está para ser contado é mentira e que a história é
escrita pelo lado vencedor. É assim que Mel Gibson (que
também dirige) cria o clima do seu filme. Um filme que
não conta a história de um homem, mas sim como ele se
tornou um mito. Quer as coisas tenham acontecido assim
ou não.
O filme conta a história do herói escocês William Wallace, que ficou
conhecido como Braveheart, apelido que dá o nome original do filme. Segundo
um antigo poema, ele unificou todos os clãs da Escócia numa campanha contra a
Inglaterra vencendo inúmeras batalhas antes de ser traído, capturado, torturado e
morto. Isso tudo por volta da década de 1300.
O filme vai além do que se sabe na realidade e extrapola toda uma parte da vida
dele não conhecida. Depois da morte de seus pais, ele vai ser educado pelo seu
tio Argyle (Brian Cox). Retornando muitos anos depois, ele pretende apenas
cultivar a terra e criar uma família. O plano parece ir bem até um inglês matar sua
esposa para forçá-lo e se expor. Aí começa a sua campanha contra o rei
conhecido como Longshanks (Edward I). Wallace era um excelente estrategista
militar, e talvez se não tivesse sido traído, poderia ter sido bem sucedido em sua
campanha. Mas não dependia apenas de sucesso nas batalhas, dependia
também de sucesso político. Essa foi sua desgraça.
E o filme está recheado de batalhas, que é o que a plateia mais irá se lembrar. E
apesar de ser marinheiro de primeira viagem em cenas como essa Gibson faz um
excelente trabalho. As batalhas têm muitos e muitos homens a pé ou em cima de
cavalos, e ainda assim fluem de forma quase brilhante ao invés de sair um
amontoado confuso de pessoas.
E não é só nas batalhas que Gibson se sai bem, o filme como um todo se
sai muito melhor do que se podia esperar. Isso porque como disse, é um filme
que não conta a história, mas mitos. Ele cria um mundo ficcional baseado na
realidade que se torna extremamente divertido de se assistir. Tanto que as
"licenças poéticas" que ele toma passem tranquilamente, assim como as licenças
históricas. Para se tiver uma ideia, não há um fato histórico que indique que
Edward II era homossexual, e ele somente se casou com Princesa Isabelle depois
das mortes de Wallace e de seu pai, mas o mito aqui funciona melhor que a
realidade.
Uma pena que depois desse filme, Gibson nunca mais tenha feito algo que
chegue perto da qualidade desse trabalho. O resto da sua biografia como diretor é
curta e somente com filmes sem muita expressão, que provavelmente fizeram
mais barulho do que mereciam pelo seu nome do que pela qualidade de seu
trabalho. Antes havia dirigido O homem sem face, depois deste foram apenas o
espetáculo sádico de A paixão de Cristo e o também ultraviolento Apocalypto.
Mas pelo menos aqui, ele se destaca.
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A Lista de Schindler
(20/03/2014)
Eles lançam um feitiço em você, você sabe os
judeus. Quando você trabalha perto deles, como eu, você
vê isso. Eles têm esse poder. É como um vírus. Alguns de
meus homens estão infectados com esse vírus. Eles
devem ser perdoados, não punidos. “Eles devem receber
tratamento, porque isso é tão real quanto o tifo.”
A frase acima foi dita por Amon Göth, tenente da
SS (tropa de elite nazista), e refletia um sentimento
generalizado na população alemã – o de que os judeus eram uma espécie de
praga, responsável pela crise econômica pela qual a Alemanha passava na
época. Tal crença serviu de sustento para as ações que levaram ao holocausto,
uma das maiores violações dos direitos humanos já vistos na história da
humanidade.
No entanto, por mais que fosse um movimento bastante difundido e aceito
na sociedade alemã, o nazismo encontrou resistências. Uma delas foi
personificada na figura de Oskar Schindler, cuja história é narrada no filme “A
Lista de Schindler”, de Steven Spielberg. A obra, eleita pelo American Film
Institute como o oitavo melhor filme americano da história, venceu sete Oscars,
incluindo o de Melhor Filme e Melhor Diretor, além de três Globos de Ouro e sete
BAFTAs.
Oskar era um empresário alemão, membro do partido nazista, que
planejava lucrar com a guerra abrindo uma fábrica de panelas para o exército.
Subornando oficiais nazistas para conseguir contratos, ele rapidamente expandiu
seus negócios, contando com a ajuda de Itzhak Stern, oficial do Conselho Judeu,
para a contabilidade. Schindler deu preferência para a contratação de judeus
poloneses, por serem mais baratos que os católicos. Essas pessoas passaram a
ser consideradas “essenciais” para o êxito da Alemanha na Segunda Guerra, o
que as salvou dos campos de concentração.
Dessa forma, se valendo de sua influência no alto escalão nazista e
comprando o apoio de oficiais, Oskar conseguiu assegurar a vida de seus
empregados até o fim da guerra, ao custo de toda a sua fortuna. Como ele era um
membro do partido nazista, que também lucrou com o conflito, fugiu do Exército
Vermelho (tropas russas), que se aproximava da fábrica. Falar de Segunda
Guerra Mundial é, por consequência, falar de direitos humanos. Sabemos que a
Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada logo após o conflito,
motivada principalmente pelo medo de que os horrores cometidos no período
voltassem a se repetir. Mecanismos de respeito à vida, à dignidade humana e à
liberdade, princípios violados sistematicamente pelos nazistas, foram
estabelecidos a fim de que a humanidade jamais passasse por um período
semelhante novamente. Além disso, instrumentos jurídicos como o Tribunal de
Nuremberg, foram executados como forma de punir os responsáveis pelo
genocídio judeu e garantir que outra ação da mesma magnitude não ficaria
impune.
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O Pianista
(26/03/2014)
Ele conta a história do pianista Wladyslaw Szpilman, que
morava em Varsóvia na Polônia, com sua família.
Naquela época, os judeus foram obrigados a usar uma
faixa branca no braço com a estrela de David estampada
em azul para serem identificados facilmente nas ruas,
eles não podiam andar nas calçadas com o resto da
população não judia, nem frequentar parques,
restaurantes e até mesmo os banheiros públicos que eles
usavam não eram frequentados pelos alemães, que os consideravam um "povo
sujo".
Szpilman e os demais judeus de Varsóvia são levados para um bairro
separado do resto da população, onde passam necessidades, e há pessoas nas
ruas doentes, quase mortas sem nenhuma assistência. Dali em diante a situação
só piora, os judeus sofrem humilhações, são espancados e mortos sem nenhuma
explicação, só pelo prazer nazista de acabar com os judeus, e por acreditarem
que a raça judia tinha de ser exterminada. A família do pianista é levada para os
campos de concentração, acreditando que estava indo para trabalhar, Szpilman é
ajudado por seu amigo soldado, que o tira da multidão. Ele então, começa a
trabalhar em construções.
O pianista consegue fugir do Gueto de Varsóvia, ajudado por uma cantora
polonesa não judia, que era sua fã antes da guerra. A cantora e mais uns
conhecidos decidem ajudá-lo, o escondendo, mas ele se vê obrigado a mudar
várias vezes por causa dos ataques nazistas na região, que ameaçavam seus
esconderijos. Em um dos esconderijos, ele conhece o capitão Wilm Hosenfeld,
que decide ajudá-lo guardando o segredo de seu esconderijo e trazendo comida.
Quando a Alemanha é invadida pela Rússia, os alemães tentam fugir, mas são
pegos e levados para campos de concentração, agora com os russos. Por fim, o
capitão Wilm Hosenfeld, que havia ajudado o pianista, também é levado para os
campos de concentração, ele pede a um judeu que avise Szpilman que ele foi
pego, e pede ajuda (o filme não mostra se ele ganhou ajuda do pianista, mas
acredito que sim). Szpilman volta a tocar piano e fazer sucesso como antes.
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O Último Samurai
(01/04/2014)
A ação deste filme do realizador Edward Zwick
(Tempos de Glória, Lendas de Paixão) tem início em 1876
e centra-se na figura de Nathan Algren (Tom Cruise), um
condecorado capitão da guerra civil norte-americana que
ganha a vida a participar em espetáculos com o intuito de
enaltecer as grandes batalhas travadas pelos soldados
americanos. Perseguido pelas dolorosas recordações de
ataques contra os índios, nos tempos em que arriscava a
vida a lutar pela honra do seu país, Algren é um homem desiludido e amargurado
que afoga as suas mágoas na bebida. Um dia é contratado em nome do
imperador do Japão para a bem paga missão de treinar o exército contra o
rebelde Katsumoto (Ken Watanabe), líder dos samurais, que se opunha à
modernização do país, e a sua vida muda para sempre.
Numa altura em que finda a Era Tokugawa, se iniciava a Era Meiji, o Japão
era um país onde era implementado um acelerado desenvolvimento em termos de
transportes e economia com o objectivo de alcançar a modernidade de que o
Ocidente, representado pelos Estados Unidos, tanto se orgulhava. A classe
guerreira dos samurais, cuja espada fora a lei durante séculos num Japão
tradicional que estava então a ser transformado, é um obstáculo à modernização
do país que os membros do governo planeiam aniquilar, negociando a compra de
modernas armas de guerra aos norte-americanos.
Apesar de consciente da inexperiência de camponeses forçados a
tornarem-se soldados, Algren lidera o exército contra Katsumoto, mas acaba por
perder e, ferido, é levado pelos samurais. Entregue aos cuidados da família de um
guerreiro que havia morto na batalha, descobre pouco a pouco durante os meses
em que convive com as pessoas de um mundo diferente do que conhecia um
novo sentido para a sua existência com os ensinamentos e filosofia de vida dos
samurais, os quais deviam destruir, mas acaba por travar amizade com
Katsumoto e lhe se junta a ele contra na luta contra o exército que outrora
aceitara treinar.
O Último Samurai é um filme onde a cultura ocidental se encontra com a
cultura oriental, a qual é retratada de uma forma que o contraste entre as duas
culturas dá vontade de conhecer o Japão e descobri-lo por nós mesmos. É de
realçar o facto de numa boa parte deste filme os personagens dialogarem em
japonês, visto que em muitos filmes americanos até extraterrestres falam inglês!
Aqui é a personagem de Tom Cruise que aprende a falar japonês. Os aspectos
que mais me cativaram foram o óptimo trabalho de fotografia de John Toll, a
preocupação em retratar os rituais dos samurais como sepuku (ritual do samurai
derrotado que põe termo à vida com a própria espada para conservar a sua
dignidade), as sequências de batalhas e a excelente interpretação de Ken
Wanatabe – que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de melhor actor
secundário.
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Duelo de Titã
(10/04/2014)
Duelo de titã, mas poderia ser: “O branco contra o
Negro”, título original “Remember de Titans”, filme de 2002,
conta a história, baseado em fatos reais, de luta racial entre
brancos e negros no estado da Vírginia, Estados Unidos. Até o
ano de 1971, na cidade de Alexandria, Virginia, não existia a
miscigenação de raças, até que a junta de educação daquele estado introduziu
esta mistura a partir da criação do Colégio T.C. Willians, onde houve a integração
entre brancos e negros.
A cidade vivia um clima muito tenso, um jovem negro havia sido morto por
um comerciante branco e tudo estava prestes a explodir. Neste momento ocorre a
chegada do treinador Hermann Boone (Denzel Washington) que fora designado
como técnico assistente do time de futebol. Neste primeiro encontro com os
técnicos atuais Yoast (Will Patton) e o Técnico assistente Tyrell ( Brett Rice) fica
claro a dificuldade que ele enfrentará e o choque entre as duas lideranças
opostas. Muitas vezes, dentro da vida corporativa, somos designados a
executarmos tarefas ou mesmo assumirmos cargos de uma chefia, que naquele
momento não seria para nós a melhor opção, mas, também, neste momento,
prevalece à formação do líder e sua capacidade, ou resiliência, para a nova
situação.
Outra característica marcante de um líder é o compromisso com uma
reunião, quando ele diz que não costuma faltar a uma convocação. Ele também
deixa claro seu tipo de ação, pois que está ali para ganhar, característica forte de
uma liderança vencedora e capaz.
Na saída para a concentração, quando os jogadores se dividem em ônibus
dos brancos e ônibus dos negros. Ele faz com que todos desçam e separem-se
apenas em jogadores da defesa e jogadores do ataque, promovendo, desta
forma, a integração entre as duas raças. Durante a concentração do time são
apresentadas várias formas dos jogadores se conhecerem, como equipe, e são
forçados a buscar informações básicas de seus companheiros de quarto, como
nome completo, onde moram, nome dos pais, etc. Esta é uma técnica de
integração para um grupo novo de pessoas com o mesmo objetivo, veja que
grupo não é o mesmo que equipe. Gary o capitão do time e também um dos mais
céticos desta integração racial, tem uma discussão com Júlio, da defesa, e de cor
negra. Júlio é cobrado de suas ações na defesa e que deixa seus companheiros
vulneráveis, porém, ele se defende da acusação de Gary e diz que não vai pensar
na equipe, mas sim, em si mesmo, (individualismo), Gary rechaça esta atitude,
porém, mais uma vez, Júlio diz que sua atitude é reflexa da liderança. Neste caso
ela não existe.
NUma das últimas cenas, na disputa pelo campeonato estadual, já vemos
a integração total entre as lideranças e o time. Boone aceita a sugestão de Yoast
para criar uma jogada surpresa contra o adversário, o improviso, a ação rápida na
tomada de Boone como líder vitorioso, dá a ordem clara para Pity: “Fingir a
Jogada 23 com uma reversa na lateral.” Esta seria sua última oportunidade de
vitória e eles não poderiam errar. Ele repete mais uma vez para ter a certeza que
o jogador entendeu sua instrução.
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Amadeus
(24/04/2014)
Amadeus é um filme maravilhosamente triste. Amadeus
é sobre frustrações. A frustração de não ser tudo aquilo que se
deseja. A frustração de saber que há alguém infinitamente
melhor precisamente naquilo que mais admiramos e tentamos
alcançar. É sobre a frustração de ver um legado esquecido à
medida que a velhice se aproxima.
Milos Forman dá-nos uma obra que é na verdade um triângulo composto
por Mozart, Salieri e o divino. Mozart possui uma capacidade divina de criar a
harmonia, que de tão bela e concordante, rivaliza com a própria voz de Deus. No
entanto é leviano e não possui a devoção que tal dom merece.
A personagem de Salieri foi a minha preferida. Absolutamente paradoxal e
fascinante. Músico menor julga-se negligenciado por Deus a favor de Mozart, pois
possui o dom do verdadeiro amor pela música, sem, no entanto possuir a
capacidade para realizá-la. Tem a capacidade de reconhecer o génio de Mozart,
mas Deus negou-lhe tudo o resto.
Amadeus mostra-nos os extremos sentimentais que podemos
experimentar. Fascínio e repulsa, amor e ódio, sentimentos que, no fundo, se
complementam.
Para mim, há duas cenas lindíssimas e verdadeiramente arrebatadoras,
que expressam a sensibilidade que rodeia o filme.
No momento em que lê as partituras que lhe foram levadas pela mulher de
Mozart, Salieri chora tal a harmonia e brilhantismo da composição.
Já no seu leito de morte, Mozart dita às notas, o compasso e a letra do Requiem
para um incrédulo Salieri. Este percebe o quão incapaz é de acompanhar tal
génio. Não consegue sequer compreender o que lhe é dito, mas ao invés de
odiar, fica maravilhado com o talento de Mozart. Só então se dá conta da
verdadeira extensão do dom que Deus concedeu a Mozart. É uma cena
maravilhosamente orquestrada por Forman, associada a duas estupendas
actuações. A cena resume, em si, todo o filme e a ambivalência das personagens.
Amadeus é uma obra de arte realmente à altura do homem que a inspirou.
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A Queda – As últimas Horas de Hitler
(01/05/2014)
O filme traduz o abatimento e nervosismo de Hitler quando o
poderoso exército nazista é derrotado. Com a invasão dos
soviéticos vem a queda do 3º. Reich em 1945, o caos domina
em Berlim e os planos para parar os ataques já não existem
mais. Hitler se torna cada vez mais instável e não se conforma
com a ideia de perder a guerra para Stalin e ter que se render. Apesar de a ordem
ser de evacuar Berlim, Hitler fica e se confinam num quarto de segurança máxima
com sua mulher Eva e seus fiéis seguidores. O mais incrível é assistir Hitler por
em prática seus planos megalomaníacos, mesmo toda Berlim em ruínas e com
milhares de pessoas mortas e soldados totalmente despreparados. Ele ainda
acreditava que a Alemanha podia vencer a guerra e se tornar uma grande nação
que dominaria o mundo. Muito de seus seguidores dizia que Hitler estava louco e
deixaram-no de seguir ou traíram sua confiança. Isso deixou Hitler muito nervoso
e neste momento do filme dá a entender que iria se suicidar. Ele diz: “Façam o
que quiserem”. Deixando todos seus seguidores na dúvida e apavorados.
Acreditavam que se ele morresse então já não mais lhes havia um futuro.
Os ataques continuam pelos soviéticos. O exército nazista está nas ruas
exterminando os “traidores” e o médico do exército também nazista, que optou em
permanecer em Berlim os ajuda. As cenas que se passam das condições dos
feridos é chocante. O caos tomou conta por completo, não restava mais nada.
Pequenos soldados (crianças) sendo exterminadas sem piedade. Outro ponto
crucial neste filme é que Hitler e Eva se casam minutos antes do suicido
desencadeando uma onda de suicídio em massa, soldados, crianças, mulheres e
os corpos queimados para não deixar nenhum rastro para os soviéticos.
A tomada da Alemanha pelos russos a partir da história do mais temido e
adorado homem da época, deu uma visão mais próxima dos conflitos e fúrias
durante a queda do império e apesar de Hitler ser aconselhado muitas vezes por
seus seguidores a sair de Berlim e salvar o povo alemão, o líder nazista, não
desiste e ninguém o contesta. Hitler fica e seu orgulho nacionalista o leva ao
suicídio, pois não suporta a ideia de ficar refém dos russos. O interessante é que
este filme mostra as particularidades de Adolf Hitler como um homem e não como
um monstro. Sua adoração pela cadela Blonde; seus hábitos alimentares; sua
relação tímida com Eva; sua educação com seus funcionários.
A insanidade de Hitler em relação à chegada triunfal e decisiva de uma
tropa que todos já sabiam que era incapacitada e o exército alemão dizimado.
Sues discursos em que os civis deveriam pagar com a própria vida para que a
Alemanha triunfasse, demonstra suas reações instáveis.
O regime nazista se põe fim no quartel-general de Adolf Hitler (Funhrerbunker),
onde ele, sua esposa e vários seguidores suicidam-se.
A Queda termina com a fuga bem sucedida da Alemanha, realizada pela
secretária em meio aos soldados russos e com um relato pessoal comovente da
mesma.
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Hotel Ruanda
(15/05/2014)
O Filme conta uma história real de Paul Rusesabagina da tribo
hutus, gerente bem-sucedido de um hotel de luxo na cidade de
Kigali capital de Ruanda, mostrando principalmente o genocídio
dos tutsis pelos hutus e que o mundo (ONU) virou as costas e
fechou os olhos para esta matança por não haver interesses
econômicos já que este país não produzira nada além de chá e café.
Mostra também como Paul salvou mais de mil pessoas durante esta guerra
civil que acabou com um saldo de cerca de um milhão de mortos, em 1994. Os
belgas começaram o problema quando dividiram os habitantes do país em duas
etnias os mais altos e bonitos (tutsis) e os mais pobres e feios (hutus), criando um
ódio mortal entre eles, cuja diferenciação "marcante" estava no nariz.
Paul é da etnia hutu casado com uma tutsi. O país está um caos, há rebelião dos
dois lados. Mas do lado do governo, os civis tiveram acesso a armas de fogo e
matavam pessoas “baratas – tutsi” a esmo. Em meio ao massacre generalizado,
Paul transforma o luxuoso hotel que pertencente a proprietários belgas que
saíram do país deixando sobre sua responsabilidade, num refugio não apenas
para sua própria mulher e família, mas também para centenas de refugiados tutsis
que estavam sendo caçados nas ruas e chacinados.
Hotel Ruanda, passa para história como mais uma vergonha que o mundo
comete e assiste e por não haver interesses afins proporciona mais um terrível
genocídio no nosso século.
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Diários de Motocicleta
(29/05/2014)
Poucos terão influenciado os acontecimentos e ideias
politicas das últimas décadas em nosso continente como
Ernesto “Che” Guevara (1928-1967). Mas enquanto sua figura
já entrou para a História, sua obra vai rapidamente se perdendo
nas brumas desse passado tão recente. É o destino dos mitos
e o Che virou um mito. Para recuperá-lo dessa zona de ambiguidades, torna-se
necessário afastar as lendas e estudar objetivamente seu pensamento e o
significado que teve em seu contexto histórico. O pensamento político de Guevara
tem a eficácia especifica de uma inteligência que se debruça sobre um problema
da realidade, buscando uma via para enfrenta-lo e engajando-se em todas as
consequências. Por isso este filme procura situar politicamente o começo, mas
significativo das contribuições da imagem de Che que não viveu para escrever,
mas escreveu para decifrar os caminhos da vida, da pratica revolucionaria e da
construção ética de um mundo novo.
O filme se refere ao período da década de 50 do século XIX, onde a
América Latina estava democraticamente controlada por governos autoritários e
militares período da era do chumbo correspondente aos governos ditatoriais.
Estes governos se opuseram das mais diversas formas ideológicas que
almejavam pátrias democráticas impostas pelas forças opressoras, com mais
diversas formas de repressão da população oprimida e regulada. Com isso é
evidente que o diretor do filme Walter Salles, deixa visível sua dependência e
vulnerabilidade em relação às exportações e as políticas imperialistas dos
Estados Unidos e da Europa, as quais interferiram diretamente, nos aspectos
políticos e econômicos, controlando taxas de juros, investimentos internos em
saneamento, educação, saúde e outros, sendo a forma mais popular a chamada
“uma mão lava a outra”.
Os Bancos emprestam o capital estrangeiro em troca os governos
ditatórios abrem as portas com grandes sobras e controle de riquezas naturais,
junto com o controle da mídia e costume imposto como forma de que o natural e o
nativo são ruins e o que vem de fora é a melhor opção. É evidente a vinculação
da existência de grandes problemas sociais mostrado no filme, onde a Argentina,
Peru e Bolívia, Brasil e Chile. É plausível que percebemos uma América do Sul
que depende inteiramente do capital estrangeiro, das diversas formas de
manipulação como a mídia, até mesmoo costume imposto áessassociedades.
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O Discurso de Um Rei
(05/06/2014)
O filme conta a história do então príncipe Albert de York
(Colin Firth) sofre de uma gagueira incurável acompanhada de
um temperamento nervoso e agressivo. Sua mulher, a princesa
Elizabeth (Helena Boham Carter), é quem vai de terapeuta em
terapeuta buscar algum tratamento para o marido. E eis que
então ela encontra o controverso e pouco ortodoxo Lionel Logue (Geofrey Rush),
um australiano famoso por curar problemas de fala aparentemente impossíveis.
Já nessa primeira cena do encontro da princesa com o australiano (e
vamos lembrar que a Austrália na época era considerada o fim do mundo)
podemos ver os costumes estranhos e o comportamento da família real britânica.
É até assustador o fato de que os dois príncipes tenham aceitado o tratamento de
Logue, que chamava o príncipe de Bertie e toca em assuntos pessoais.
Aos poucos, o príncipe começa a melhorar a gagueira, mas é então que
um novo desafio aparece: seu irmão, feito rei após a morte do pai, resolve abdicar
o trono para se casar com uma mulher divorciada. Albert é então forçado a
assumir a coroa, mesmo com seus problemas para falar em público.
O nome assumido por ele em homenagem a seu pai é George VI, pai da atual
rainha, Elizabeth II. O roteiro do filme foi feito por um dos netos de Logue, que
adaptou tudo a partir das anotações e cartas entre o pai e o monarca inglês.
Seguindo o estilo da cinebiografia ao lado de A Rede Social e 127 Horas, O
Discurso do Rei perde no quesito impacto escandaloso, mas ganha em
sensibilidade e emoção. Afinal, é importante lembrar que George VI foi rei durante
a Segunda Guerra Mundial e tinha que fazer discursos não só para as forças
armadas como também para o povo.
A amizade entre Logue e o rei é retratada de uma forma única por Geofrey
Rush e Colin Firth e a indicação de ambos, para a categoria melhor ator
Coadjuvante e Melhor ator, respectivamente, são justificadíssimas. Inclusive,
Colin Firth fez um gago perfeito, sem parecer falso ou exagerado. Imagino o
quanto não deve ter sido difícil atingir esse ponto.
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O Patriota
(20/06/2014)
Benjamin Martin (Mel Gibson) é um herói do violento conflito
entre França e Índia. Desde o término da guerra, ele renunciou
a luta e resolveu viver em paz com sua família em uma casa de
campo. Mas quando os ingleses levam a guerra da
independência americana para dentro de sua casa, Benjamin
não vê outra saída a não ser pegar nas armas novamente,
desta vez acompanhada por seu filho idealista (Heath Ledger), e liderar uma
brava rebelião em uma batalha contra o implacável e equipado exército britânico.
Neste processo, ele descobre que o único meio de proteger sua família seria
lutando pela liberdade da jovem nação americana.
É um filme muito bem feito, com ótimos atores, figurinos geniais e boas
fotografias. O filme é um pouco violento, não é um filme indicado para crianças. É
triste e engraçado em certas cenas; a cena da Igreja, por exemplo, foi muito
chocante. As batalhas são geniais, chega a ser engraçado o modo de combate.
Gibson expressou todo o seu talento como sempre, lembra os velhos tempos de
"Coração Valente"! Merecia 10 se não fosse todo o patriotismo americano imposto
no filme, chega a ser insuportável. No geral, é um filme que comove a todos que
gostam de filmes épicos.
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Histórias Cruzadas
(04/08/2014)
O filme, assim como a maioria das produções que
abordam o tema, parte do ponto de vista de uma
personagem branca, mas o tratamento dado a tudo acaba
revelando uma certa sutileza que o deixa quase imune a
críticas no que tange a esse aspecto. Porque por mais
que tenha sido a jornalista branca (Emma Stone) que quis
escrever a história das empregadas negras que viviam
naquela cidade, o filme não gira em torno dela. O filme
gira em torno de Aibileen Clark (Viola Davis).
Dando vida a uma empregada que, por necessidade, deixa seus filhos em
casa para criar os dos outros, Viola entende que sua personagem é a verdadeira
protagonista da história que conta. E isso faz com que ela calcule cada detalhe e
se expresse não só por meio de suas ações como também de suas reações.
Sendo a primeira empregada a expor seu drama, ela inspira outras mulheres a
fazer o mesmo e, com relatos ora engraçados, ora dramáticos, pinta um quadro
que expõe as minucias da relação patrão vs. empregado (ou brancos vs. negros)
e revela uma porção de coisas sobre as relações familiares da época e questões
socio-raciais.
Por esse prisma, a desempenho da atriz (que foi indicada ao Oscar pelo
papel) se torna ainda mais gigante e o exímio trabalho de composição se
evidencia (a postura altiva que contrasta com o pescoço baixo, o olhar ao
presenciar humilhações, a face impassível que revela no vazio, emoções que
implodem por baixo da pele e a lágrima que parece consequência do sofrimento,
e não foco).
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Cruzadas
(11/08/2014)
A cruzada foi um movimento católico que saiu em
busca de terras em direção da Terra Santa (Jerusalém),
expulsando os infiéis das terras. As cruzadas foram
iniciadas pelo Papa Urbano II, que defendeu a sua idéia
baseada nas falsidades. Que foi quando Bailan perdeu
sua família e só tinha a fé na igreja, ele se encontrou com
Godfrey na metade da jornada e, se junta à missão.
Godfrey foi atacado e morto, Bailan continua a jornada pra
sua salvação na cidade santa.
Em Jerusalém Bailan não foi aceito só pela sua grandeza, mas também
pela sua habilidade de manusear as espadas. Na terra santa ele acaba se
apaixonando por Sybilia, a tal princesa irmã do Baduino IV, Rei sofredor de lepra.
Baduino entra no combate contra os muçulmanos liderados por Saladino, que
viria a reconquistar a maior parte das cidades tomada pelos cristãos. Com a morte
do rei, o combate se torna inevitável, com a força e a determinação do Exercito do
Saladino, fez que o Bailan entregasse Jerusalém para os muçulmanos.
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O Meu Pé de Laranja Lima
(25/08/2014)
História acompanha Zezé, um garoto muito levado
que vive aprontando. Apesar de às vezes suas
molecagens gerarem consequências graves, Zezé não é
uma criança má, apenas não consegue medir seus atos.
O problema é que sua família não entende assim e, volta
e meia, lhe aplica uma surra. Especialmente seu pai, cuja
intolerância é agravada pelo fato de estar desempregado
há bastante tempo. Diante de uma vida dura e pobre,
Zezé encontra uma saída em sua imaginação. Assim nasce a amizade com
Minguinho, seu pé de laranja-lima, com quem costuma brincar e bater papo. É
quando o filme ganha um tom poético, com os devaneios do garoto em um mundo
onde pode, enfim, ser feliz.
Ao contrário do que acontece na primeira versão para o cinema, lançada
em 1970, Marcos Bernstein abre espaço a este lado imaginativo do livro, presente
e necessário para toda e qualquer criança. Entretanto, trata-se de uma fantasia
com pés no chão, sem grandes exageros e deixando sempre claro que o exibido
não se trata da realidade. Outra importante mudança, esta também aplicada em
relação ao livro, se refere ao personagem interpretado por Caco Ciocler. Trata-se
de uma espécie de modernização da história, de forma a situá-la nos dias atuais,
mas sem perder sua essência. Pode-se dizer que seja um complemento afetivo,
por assim dizer, que tem relação com outro personagem fundamental desta
história: o Portuga.
Interpretado por José de Abreu, que dosa bem no típico sotaque lusitano, o
Portuga vem a se tornar o “querido inimigo” de Zezé. O relacionamento entre os
dois é desenvolvido de forma tocante, indo das desavenças iniciais à amizade
incontestável, daquelas em que um não consegue mais viver sem o outro. Todo
este processo, entremeado com os problemas enfrentados por Zezé em casa, faz
com que o filme consiga transmitir ao espectador a dualidade vivida pelo garoto,
que vai do céu ao inferno em questão de momentos, sem esquecer a importante
faceta do lirismo.
Com diálogos inspirados, muitas vezes dotados de uma sinceridade
devastadora típica das crianças, Meu Pé de Laranja Lima é um filme
emocionante. Não apenas pela história em si, mas também pelas opções feitas
pelo diretor e as belas atuações de José de Abreu e do protagonista João
Guilherme Ávila. O garoto, por sua vez, impressiona com seu olhar tristonho, que
combina perfeitamente com Zezé. Um filme belíssimo, de uma ingenuidade
cativante, que se mostra uma adaptação à altura do grande livro escrito por José
Mauro de Vasconcellos.
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O Contador de Histórias
(08/09/2014)
Aqueles que acompanham pela primeira vez Roberto
Carlos Ramos narrando um de seus contos fantasiosos
jamais imaginaria que este sujeito reconhecido como um
dos dez melhores contadores de histórias do mundo teve
uma infância difícil e entregue a marginalidade ao ser
deixado pela mãe ainda pequeno na Fundação Estadual
do Bem-Estar do Menor, a FEBEM. É este extenso
episódio da vida de Roberto Carlos que o diretor Luiz
Villaça se interessa com maior intensidade. Casado com a atriz Denise Fraga, o
cineasta, inclusive, deixa para trás a péssima impressão que ficou com o fraco
“Cristina Quer Casar”, protagonizado pela sua esposa.
Com seis anos de idade, Roberto Carlos Ramos (nesta fase vivida por
Daniel Henrique) vem de uma família pobre, tendo nada menos que nove irmãos.
Sua mãe, interpretada por Ju Colombo, assiste a um comercial da FEBEM no
vizinho (como narrado no filme, toda a comunidade onde vivia Roberto se juntava
para ver televisão somente aos domingos em uma única casa) e acredita que este
lugar tornará o futuro de seu filho muito melhor. A sua expectativa é que Roberto
saia de lá como um doutor, mas a realidade, aquela que já estamos bem
familiarizados, transforma Roberto em um pequeno marginal quando aos sete
anos se muda para uma ala frequentada por outros marginais de até catorze
anos. Entre uma fuga e outra (foram calculadas nada menos que 132 tentativas),
Roberto, agora interpretado por Paulinho Mendes, conhece a pedagoga Margherit
Duvas (a portuguesa Maria de Medeiros, em uma interpretação marcada por
incríveis sutilezas), que diz estar brevemente no Brasil para uma pesquisa sobre
“crianças irrecuperáveis”.
Fica para o espectador interessado em desvendar o choque deste convívio.
Basta somente informar que durante esse processo Roberto Carlos descobrirá
uma paixão pela leitura. O diretor Luiz Villaça retrata esta história com ternura e
não permite que ações cruéis, jamais suavizadas pelo roteiro, transformem o
drama em mais um título derivativo de outros argumentos violentos de nosso
cinema. A imaginação do personagem não encontra uma tradução muito
exemplar na tela. Porém, as mudanças que Margherit impõe na vida de Roberto
Carlos são os maiores valores de “O Contador de Histórias”. Não deixem de ver a
sequência de créditos finais, onde o verdadeiro contador de histórias dá às caras
para entreter ao ar livre um público formado por crianças e adultos.
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O Exorcista
(22/09/2014)
Há um jogo no livro. Um jogo de credulidade.
Quais os limites da Ciência para explicar fenômenos
como a possessão demoníaca? Se a mãe de Regan,
Chris MacNeil, é tomada pelo desespero e
incredulidade na Ciência, o Padre Karras “lê” todos os
acontecimentos envolvendo Regan como distúrbios
psicossomáticos. A crise que o cerca envolve a religião
e a ciência. A morte de sua mãe o deixa fragilizado na
sua fé. E se há algo que a fé cristã é perita é na instauração da culpa. E o Padre
Karras é um personagem carregado de culpa. Assumir a responsabilidade pelo
caso clínico – reforce esse aspecto, clínico – de Regan faz a tensão e stress de
Karras assumir proporções ainda maiores.
Chris, como mãe, não se importa mais se é Ciência ou a Religião que irá
salvar sua filha. O que importa, verdadeiramente, é que ela seja salva. William
Peter Blatty consegue imprimir no livro uma necessidade absurda de razão,
porque Pazuzu é o oposto da razão, do método, até mesmo da lógica, porque sua
lógica é distorcida.
E, enquanto um demônio é traiçoeiro, se é que existe demônio. Há uma
passagem, inclusive, que Pazuzu brinca com essa denominação e também joga
com a racionalidade dura de Karras. Se Pazuzu esperava por Merrin (como o
encontro de velhos inimigos precisando fechar as pontas soltas desse doentio
relacionamento de guerra espiritual), seu confronto de verdade é com Karras. E,
além deste conflito externo entre Karras e Pazuzu, há o conflito interno entre fé e
razão dentro de Karras. Tudo é passível de explicação científica e, ao mesmo
tempo, não. Que caminho, portanto, seguir para entender adequadamente o que
ocorre com Regan? Essa tensão está em cada página do livro – assim como no
filme – e a resposta, verdade seja dita, não vem com o final do livro.
Provavelmente vou relê-lo.
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Tristão e Isolda
(06/10/2014)
Na Europa da Idade Média, tribos lutaram pelo
poder após a queda do Império Romano. Os senhores da
guerra da Inglaterra foram brutalmente mantidos na linha
pelas forças do reino Irlandês do rei Donnchadh. De um
lado estão os ingleses, que lutavam pela união pacífica
de todos os povos saxões do atual Reino Unido. Um
desses líderes era o Senhor Marke que procurava unir as
tribos inglesas para formar uma forte nação que tivesse
seu próprio reino. Do outro lado estavam os irlandeses cruéis e implacáveis, que
buscavam conquistar sozinho o poder de toda a região em conflito. Tristão teve
toda sua família assassinada por conspiradores, que sabotaram o plano de seu
pai de unificar a Inglaterra. Ele foi adotado por seu tio, Lorde Marke, e tornou-se
seu maior guerreiro, dando continuidade aos planos anteriores. Estes bárbaros
impiedosos eram representados pela bela e meiga Isolda (a promissora Sophia
Myles), jurada de casamento com um brucutu que morreu em combate, por ironia
do destino pela espada de Tristão.
A história conta que Tristão, um jovem guerreiro fiel ao seu rei, é ferido
numa batalha sangrenta e foi dado como morto por seus companheiros que o
colocam num barco com velas em volta do seu corpo posta a arder em alto mar
(como é apanágio dos grandes lutadores mortos em batalha), teve um funeral
digno de um rei, no estilo viking. Acontece que Tristão estava gravemente ferido,
mas ainda vivo, e encalhou numa praia. É também naquele momento que uma
linda princesa chamada Isolda, que tentava fugir de um casamento forçado, o
encontrou e o levou para uma cabana onde tratou de seus ferimentos
imediatamente e apaixonaram-se e trocaram juras de amor.
Quando chegou, foi recebido com surpresa pelos companheiros, foi
abraçado e acarinhado por todos, com uma grande festa, pois já não acreditavam
que ele estivesse vivo. Entre a Irlanda e a Bretanha a solução seria casar a
princesa inglesa com o rei irlandês e tudo ficaria em paz. Para isso foram
organizados torneios onde o vencedor levaria como “troféu” a bela dama. Tristão
ficou horrorizado quando sabe que a mulher a quem ele ganhou a mão para seu
Senhor, a mulher a quem Marke iria se casar era a mesma mulher que o salvou.
Pior, Marke poderia ser um futuro e valioso rei, e que acreditava que Tristão
conseguiu se transformar em um grande cavaleiro.
Antes separados pela guerra dos países, agora pela lealdade ao seu Rei e
ao seu país. Tristão e Isolda deveriam suprimir seus sentimentos pelo bem da paz
e o futuro da Inglaterra, porém ele teve que contentar-se com o destino de ver a
sua amada entregar-se ao homem que tanto admira e ama como pai.
Desnecessário será dizer que foi a partir daquele momento que as coisas
começaram a correr mal, porque quanto mais eles negavam a paixão, mais ela os
consumia. Apesar de seus esforços para se mantiver distantes, Tristão e Isolda
são levados inexoravelmente um para o outro, arriscando tudo pelo último
momento de estarem sozinhos um nos braços um do outro.
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O menino do pijama listrado
(20/10/2014)
Filme originado do livro O Menino Do Pijama Listrado,
do autor Jonh Boyne, é um drama fabuloso sobre a amizade
entre duas crianças de mundo opostos, durante a Segunda
Guerra Mundial e sobre o que acontece quando a inocência
é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.
Conta a história de Bruno, que é um menino de 8
anos, filho de um oficial nazista que assume um cargo
importante em um campo de concentração. Sem saber nada sobre o Holocausto
e a solução final aos judeus, ele deixa Berlim e se muda com os pais e a irmã –
uma mocinha de 12 anos - para uma área isolada, onde não há muito que fazer
para uma criança de sua idade. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca,
e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um
frio na barriga.
Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba
conhecendo Shmuel, um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama
listrado e está sempre do outro lado de uma cerca. Apesar de Bruno receber
aulas juntamente com sua irmã sobre história alemã, patriotismo e xenofobismo,
Bruno, ao contrário de sua irmã, não absorve e não se importa com os conteúdos
das aulas. A amizade entre as duas crianças vai se solidificando a cada encontro
tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginavam. O filme nos traz
várias reflexões sobre filosofia, sociedade e comportamento. Filme muito bem
produzido, com fotografia cenográfica fiel à época dos anos de 1940. Além da
mensagem da belíssima amizade entre os dois meninos, nos mostra o alto preço
que a sociedade paga para manter uma ideologia rígida, preconceituosa,
espiritualmente medíocre e socialmente excludente.
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Minha Querida Anne Frank
(27/10/2014)
Acredito que não exista uma pessoa que não
tenha ouvido falar sobre Hitler e o nazismo, temos
diversos livros e filmes que contam a história do
holocausto. Eu particularmente gosto de ler e assistir algo
que envolta esta temática e como não poderia ser
diferente, Anne Frank faz parte desta história.
O filme “Minha querida Anne Frank” foi baseado no
livro “O diário de Anne Frank”, para quem nunca ouviu
falar nesta menina posso adiantar que ela foi perseguida e sofreu muito,
juntamente com sua família e amigos por serem judeus. Eu já havia lido o livro e
foi impossível não me emocionar com a história da Anne, cujo único sonho era ser
escritora. A adaptação cinematográfica é tão emocionante quanto a obra escrita.
O filme nos apresenta uma Anne sonhadora, criativa e apaixonada pela
escrita, além de ser uma boa filha e boa amiga. Sua vida tinha um futuro
promissor, até o momento em que os judeus passaram a ser encarados como o
problema da sociedade, mesmo em seus piores momentos ela não abandona
seus sonhos e o amor que sente pelas pessoas.
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A Invenção de Hugo Cabret
(10/11/2014)
O filme mostra toda a bela ambientação com uma
varredura panorâmica de uma Paris iluminada seguida de
um passeio da câmera pela estação de trem, seus
interiores escondidos e as engrenagens de seus relógios.
Feita a ambientação somos apresentados ao menino
Hugo Cabret. Ele mora nas galerias ocultas da estação,
sobrevive de pequenos furtos e passa boa parte do tempo
tentando evitar as investidas do Inspetor do lugar e seu
cão de guarda. Está ali desde que seu pai morreu em um incêndio, o que o obriga
a viver com seu tio beberrão que cuida dos relógios do local. Tudo o que o pai lhe
deixou foi um estranho “autômato”, um boneco mecanizado que tentavam
consertar juntos.
Hugo, pelas frestas do relógio, como um projecionista enxerga um filme
pela sua cabine, vê o flerte do guarda com a florista, os olhares dos idosos e seus
cães, órfãos perseguidos pela polícia – compreensivelmente, a Paris de
Scorsese é a Cidade Luz mítica, dos apaixonados e dos pequenos delinquentes
autodidatas.
Sempre fugindo do inspetor que controla a estação, Hugo acaba sendo
envolvido em um mistério que abarca seu falecido pai e um comerciante, dono de
uma loja de brinquedos. Com a ajuda de sua nova amiga Isabelle, irá tentar
desvendar esse grande enigma, que passa e muito pela história da sétima arte.
Cinema é luz, e tudo reflete luz neste filme, e Scorsese deve ter escolhido o
garoto Asa Butterfield para protagonizá-lo porque, com seus olhos azuis gigantes,
o menino talvez seja capaz de absorver mais dessa luz do que qualquer pessoa.
Na busca obsessiva de engrenagens que farão o robô voltar a funcionar,
Hugo se confronta com um homem velho e amargo que dirige uma loja de
brinquedos. O velho tem uma neta, que leva Hugo a descobrir um componente
importante para seu autômato. Daí em diante os dois jovens aventureiros acabam
se deparando com um segredo há muito esquecido, que lança nova luz sobre o
passado do avô da menina e os levará à história de George Méliès e o
nascimento do próprio cinema.
Sendo contada do ponto de vista do garoto, o filme propositalmente adota um
olhar inocente, doce, mas sofrido, sobre os acontecimentos que passam pela vida
de Hugo, mostrando todas essas emoções de forma bastante intensa, como uma
criança veria.
Fica claro como Scorsese respeita e admira esses filmes, por suas
qualidades e importância. Ao mesmo tempo, mostra a necessidade de valorizar
os grandes nomes do passado, e destacar o seu valor e sua importância para a
arte como ela é hoje. Como na cena em que um admirador de Méliès vai a casa
dele e diz à sua mulher como o seu marido havia sido importante para ele na sua
infância, e vemos o olhar emocionado dela, apresentando sincera gratidão por um
agradecimento cada vez mais raro em dias como aqueles, tantos anos depois dos
seus momentos de glória.
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Nenhum a Menos
(20/11/2014)
Filme singelo, dirigido por Zhang Yimou com uma câmera
sutil, em estilo apenas parcialmente ficcional, “Nenhum a
Menos” revela as condições da educação na zona rural
chinesa. O diretor flagra uma escola primária em estado
precário, na remota aldeia de Shuiquan, na qual os
recursos são tão reduzidos que seu titular, Gao, é
obrigado a reservar um giz para cada dia letivo.
Quando sua mãe adoece, o professor é obrigado a
se retirar por algum tempo, com o objetivo de visitá-la, pois está à beira da morte.
O prefeito da pequena localidade, porém, não consegue encontrar um substituto
que aceite trabalhar nestas condições. Só lhe resta contratar a única voluntária,
Wei Minzhi, de apenas 13 anos, que mal tem recursos intelectuais para transmitir
aos alunos. Na verdade, ela mesma só cursou o primário. A garota deverá
permanecer por um mês na escola, a qual será também sua morada temporária,
compartilhada com mais alguns estudantes.
Embora desprovida de qualquer experiência, ela revela ter, apesar de sua
aparente timidez crônica, uma persistência e uma fibra surpreendentes. Mais que
lhe orientar quanto ao que deve passar de conteúdo para seus alunos, o
Professor Gao lhe reserva uma árdua missão. Preocupado com a constante
evasão escolar, ele lhe recomenda que mantenha todos os estudantes na escola,
e não deixe nenhum partir.
Obcecada com esta ideia, ela faz tudo para impedir que uma de suas
alunas, talentosa atleta, seja levada para a cidade, onde treinará para aperfeiçoar
seu dom. Impotente diante desta realidade, ela não permitirá que nenhum outro
estudante parta da pequena escola. A realidade, porém, transcende seus
modestos planos, e ameaça retirar de sua pequena comunidade mais um aluno.
Órfão de pai, integrante de uma família muito pobre, repleta de dívidas, o
pequeno Zhang Huike é obrigado a deixar a escola e ir para a cidade trabalhar.
Inconformada, a professora parte em busca de seu aluno; impedida de embarcar
como clandestina em um ônibus, ela segue a pé sua jornada repleta de emoções
e desafios.
À vida na escola rural, em que os alunos são obrigados a copiar o que a
garota escreve na lousa, inconsciente de seu significado, sem condições de
explicar seu conteúdo, é contraposta a vida urbana, a qual se revela cruel aos
marginalizados, aos desprovidos de recursos financeiros.
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Pro Dia Nascer Feliz
(03/07/2015)
No filme Pro dia nascer feliz, podemos ver e
retratar a imagem desfigurada de uma educação que
pede socorro pelos quatro cantos do seu país, através de
relatos de jovens e professores do ensino médio, os
quais convivem e enfrentam essa caótica situação
educacional. Vemos no filme de forma nítida as
diferenças sociais, tanto financeira quanto cultural das
escolas que são apresentadas em suas respectivas
regiões. O documentário é iniciado com uma propaganda do ano de 1962 onde
jovens cometem infrações e é feito uma indagação: será que a escola não seria
capaz de oferecer àqueles jovens, uma melhor condição de vida? Pois neste
período 14 milhões de jovens em fase escolar, metade já não frequentavam a
escola.
Em Pernambuco, precisamente na cidade de Manari, uma das cidades
mais pobres do país, uma estudante de 13 anos descreve a situação paupérrima
da escola com um linguajar muito fraco, reflexo da péssima situação em que se
encontram nossas escolas públicas, principalmente as do nordeste onde não
existem recursos pedagógicos, até mesmo os de necessidades básicas como a
falta de estrutura, pois nem os banheiros tinham condições de uso. No entanto,
entre todos esses desapontamentos da situação educacional, temos a Valéria,
uma garota que se apaixonou pela leitura e faz a diferença entre os demais
estudantes. Ela relata que, na situação em que se encontra fica difícil sonhar,
mesmo com o seu gosto pela poesia.
Diante de tudo isso o desinteresse dos estudantes ao estudo prevalece,
resultando também na falta de compromisso por parte do professor em está
presente na escola para suas aulas. Diante de tanta precariedade no setor, é
reconhecível que estes professores já não tenham mais entusiasmo pela prática
de ensinar. Na região sudeste, precisamente na Escola Parque Piratininga II a
escola tem uma boa estrutura, porém existe uma renda econômica muito baixa
que influencia no desenvolvimento das crianças. Os problemas com o
aprendizado é o mesmo das demais escolas.
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Escritores da Liberdade
(06/07/2015)
O filme conta a história da professora Erin Gruwell
que começa a dar aulas em uma turma de alunos
problemáticos que são divididos em gangues e etnias. A
professora novata decide ajudá-los, mesmo não contando
com a ajuda dos outros professores e da direção da
escola.
Erin Gruwell começou a fazer algumas atividades
na tentativa de envolver os alunos a fim de que estes se
identificassem e tivessem maior interesse pelas aulas. Ela criou um projeto para
que seus alunos lessem “O Diário de Anne Frank” e que, após a leitura, fizessem
seu próprio diário, contando tudo que quisessem: seus sentimentos,
pensamentos, o que já havia se passado na vida deles, o que sonhavam. Ao ler
os diários, Erin reforçou a ideia de não desistir de seus alunos e como a escola
não emprestaria nenhum livro a eles, ela arrumou um segundo emprego para
comprar os livros e depois um terceiro emprego para pagar as viagens culturais
com a classe.
Depois que os alunos leram o livro “O Diário de Anne Frank”, ela pediu que
eles escrevessem uma carta para a mulher que protegeu Anne Frank. Os alunos
ficaram empolgados e arrecadaram fundos para pagar as despesas da mulher.
Os alunos uniram suas histórias e fizeram um livro.
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Ser e Ter
(08/07/2015)
O documentário, conta a historia de um professor
chamado Georges Lopes. Georges trabalha em uma
escola que fica localizada em uma pequena cidade rural
no centro da França, nos anos 90, lá ele leciona sozinho,
pois tem apenas uma sala de aula, mas se dedica muito
aos seus alunos.
A intenção do professor nesse vídeo é que as
crianças não aprendam apenas as disciplinas, mas
principalmente a cortesia e valores. Esse modelo escolar é bastante comum no
interior da França, onde crianças de varias idades dividem a mesma sala de aula,
idades essas que varia de 4 e 11 anos.
Georges esta sempre valorizando suas relações pessoais para que dessa
forma possa manter uma harmonia entre os alunos em sala de aula, pois já que
está vivendo no mesmo espaço, precisam ter uma boa convivência. Em sala de
aula o professor tenta passar para os alunos o tempo todo que é mais importante
ser do que ter, foi a partir daí que surgiu o nome do documentário.
O único propósito que o professor passa no documentário é de ensinar, e como
ele estava prestes a se aposentar e não ficaria com eles para sempre então
procurava criar e desenvolver a autonomia de cada um dos seus alunos para que
eles saibam como se sobressair com a ausência de Georges, enfim, a construção
de personalidade.
De acordo com a educação que nós estamos acostumados a ver no dia a
dia, esse vídeo é muito bom e nos faz pensar que há uma grande diferença se
fizermos uma comparação do desempenho do professor em questão e dos
nossos professores.
Em uma das minhas experiências tanto nas escolas da rede publica quanto
privada, e nessa escola vi maneiras muito diferentes de se trabalhar umas das
outras em comparando com o vídeo ficou mais diferentes ainda, por exemplo, nas
escolas privadas o professor esta sempre preocupado em aplicar o conteúdo e
terminar as apostilas até o fim do ano, do que apresentar novas formas de se
trabalhar , o famoso método tradicional. Já nas escolas da rede publica, o
professor parece estar muito cansado, as vezes até criam um conhecimento, e as
vezes passam uma imagem de estar conformados e acomodados com a situação
que estão vivendo a tanto tempo.
No documentário quem faz toda a diferença na educação é o professor, os
professores de o Brasil poderiam fazer suas diferenças afinal é importante que o
professor trabalhe com amor e porque gosta da profissão para que não se torne
um trabalho alienado, ou seja, trabalhar só pelo dinheiro, mesmo que em uma
única sala de aula, com alunos de diversas idades, esse professor Frances
consegue muito mais do que passar só o conteúdo, mas também participar da
vida de cada aluno para poder ajudar a cada um que precise da sua ajuda.
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Babies
(10/07/2015)
Filme dirigido por Thomas Balmès, é um
documentário que testemunha, sem narração, o 1º ano de
vida de quatro pequenos seres humanos, cada um de uma
parte distinta da Terra. Ponijao é um menino namibiano,
Mari é uma menina japonesa, Bayar é um menino
mongólico e Hattie é uma menina norte-americana.
Acompanhamos diversos momentos da vida das
pequenas crianças, desde o nascimento, passando pelas
primeiras palavras até os primeiros passos. Os quatro bebês comovem o
espectador, como é comum com adultos contemplando infantes desse tamanho e
idade. O cineasta escolhe momentos pitorescos e os encaixa com cenas que
mostram especificidades culturais, de hábitos e costumes.
Presença dos pais e de outros coadjuvantes é sempre notada, mas os
ângulos das câmeras privilegiam a ação dos pequeninos em sua aventura de
descoberta do mundo. Essa abordagem nos aproxima da experiência dos bebês e
da vivência dos cuidados dos pais.
Entretanto, pode ser que essa tenha sido a minha impressão enquanto
compartilhando, ou seja, a vida do bebê norte-americana não era muita novidade
para mim, acostumado com hábitos um pouco parecidos na sociedade em que
vivo e conhecendo um pouco da vida norte-americana através da mídia.
As situações díspares a que assistimos durante o filme nos mostram a
diversidade de condições em que os seres humanos podem se criar e viver, sem
deixar de se constituírem como plenas criaturas da mesma espécie.
Se, por um lado, ao bebê namibiano é permitido engatinhar na terra nua e brincar
com ossos de animais, por outro, a menina norte-americana é cercada de
cuidadosa obsessão com a higiene esterilizadora. Os ambientes em que vivem,
respectivamente, Bayar e Mari são bem diferentes também. O menino mongólico
está o tempo todo rodeado de animais domésticos e em constante contato com
bois, cabras, gatos e galinhas, enquanto o cenário em que vive a japonesinha é
completamente urbano (os únicos animais, além do gato doméstico, com que tem
contato estão atrás das janelas de vidro do zoológico).
De modo geral, a obra nos mostra quão semelhante são os seres humanos,
independentemente da cultura e das superficiais características físicas. Vemos
todos os bebês rindo, chorando e com medo. Cada um deles busca com
curiosidade conhecer o mundo ao seu redor, os objetos e os animais. Cada um,
em seu tempo, aprende a balbuciar e imitar a fala dos adultos. Todos eles
experimentam os primeiros passos e as primeiras quedas.
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Como Uma Estrela Na Terra
(12/107/2015)
O filme conta a história de um menino e 9 anos
chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em
uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e
está correndo o risco de isso acontecer de novo. O
menino diz que as letras dançam em sua frente e não
consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção.
Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com
rudez e falta de sensibilidade.
Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo
decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de
aprender e de ser uma criança. Ele acaba ficando deprimido, sente a falta da
mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é "Disciplinar Cavalo
Selvagem”. De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um
professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma
metodologia própria.
Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de
dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo
educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava. Ele ensinou
Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a
opressão da família e sua própria limitação passa a ver adentro da escola, um
novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de
transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria
metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando
a sala de aula, um lugar agradável e estimulante.
Na escola onde Ishaan estudava os professores só corrigiam os erros
gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que
precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus
conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme o
professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a
motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e
ampliá-los.
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Adorável Professor
(14/07/2015)
O filme relata a história de um homem que
decidiu seguir a carreira de professor de música, para
completar seu currículo.
A princípio, Holland tem a concepção de passar o
conhecimento musical aos alunos, porém, teve grandes
dificuldades de entendimento perante seus discentes.
Desse modo, resolveu mudar a sua metodologia de
ensino, fazendo com que os alunos aprendessem a
partir de seus gostos musicais, no qual muitos deles responderam que era Rock
and Roll. Dessa forma o novo método fez despertar interesse nos alunos sobre a
disciplina, já que o trabalho se mostrava mais dinâmico.
O professor descobre que os alunos possuem grandes habilidades e que
será necessário lapidar e desenvolver esse talento, como na cena em que a
menina tocava flauta há três anos, mas não dominava muito bem o instrumento,
assim, Holland passou a usar um dos seus vários métodos para aflorar o talento
da jovem menina.
Quando o professor recebe a informação de montar uma banda marcial e
põe em prática a missão, descobre que os alunos não obtém sucesso, até que se
desperta o interesse de um professor de Educação Física, que se dispõe ajudar
Holland em troca de ensinar um ex-aluno, a tocar um instrumento, pois, isso seria
fundamental para que tal aluno se mantivesse na equipe de luta. Entretanto, essa
“troca” não trouxe a Holland uma maneira fácil e sim, algo complexo e de difícil
compreensão, até porque o professor usou de muitas formas, mas, sem sucesso.
Já sem esperanças, o professor usou do método de bater com os pés para que o
menino adquirisse ritmo do tambor, fazendo com que o menino aprendesse e
tocasse na banda marcial.
A “luta” do professor continua, porém as decepções o perseguiam e, acaba
sendo anunciado que por questões financeiras, a escola deveria demiti-lo. Os
alunos ficaram revoltados, organizam então uma festa onde montam uma
orquestra, realizando o grande sonho do professor.
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Colegas
(16/07/2015)
É importante notar como o filme trata a forma de
transmissão da informação nos noticiários de forma cômica,
não tendo vítima alguma exceto no primeiro assalto, e
mesmo as pessoas entrevistadas eram cômicas inventando
fatos como o rapto de um menino ou ameaças, além do
medo que o desconhecido causa a outras pessoas. O
sensacionalismo jornalístico aparece claramente quando um
psicólogo diz “Essa figura do palhaço nada mais é do que
uma forma irônica, até mesmo debochada que eles encontraram de dizer o que
pensam sobre a nossa sociedade” e ele continua “Mais olha, é preciso muito
cuidado. [...] Porque são deficientes mentais vivendo o mundo lúdico do cinema.”
Até que um jurista replica “Veja o seguinte, nós estamos falando de um sequestro,
isso aqui é um crime hediondo, dispensa qualquer comentário.” A parte
interessante desse diálogo é quando se pergunta a um garoto com síndrome de
Down chamado Israel que se encontra no programa se ele é perigoso e ele diz Eu
sou muito, mais muito perigoso e a plateia ri. O mais legal desse debate? A única
sensata era a mãe por ser relutar em aceitar os “fatos” discutidos e curiosamente
foi a única a não ter espaço.
Esse psicólogo cometeu dois erros gravíssimos: um- não é possível dizer o
pensamento do outro sem antes consultá-lo, e dois- é que nem se sabia qual era
a representação mental dos sujeitos, o comentário do jurista de fato dispensa
comentários, mas o erro comum é o seguinte: os fatos não foram realmente
averiguados, e nem precisavam, já que a televisão não quer verdades e sim
verdades sensacionalistas, basta reparar em qualquer crime noticiado e pseudo
diagnósticos dados por especialistas na mídia a criminosos loucos, alguns são até
do imaginário popular. Sobre o comportamento de quem possui a síndrome o
filme é bem educativo.
A forma como eles abraçam a senhora que mostra onde é o mar, o
comportamento de Aninha ao salvar os animais presos, o gosto comum entre eles
por Raul Seixas, a falta de noção do que dizer a sexualidade sem pudor, a
repetição de frases assistidas em filmes usadas para assaltar, a inocência ao
pegar e mostrar o cartaz, demonstrar suas ideias, dizer que gostam de gordas, a
grande habilidade social, a primeira relação sexual. Outro comportamento
interessante era a atitude democrática, isto é, se um fizesse todos fariam além
sua atitude criativa e não aceitação de falhas tornando tudo cômico, como
histórias contadas por eles mesmos e que outros sujeitos sem entender
acreditavam com facilidade, e o pior, a própria falta de noção dos policiais é muito
ilógica, apesar de serem os únicos a reconhecerem a situação de fato. Os jornais
levam a ideia do palhaço, da doença mental ao que era simplesmente uma
representação mental a eles, ao extremo. Até mesmo o policial se vangloria do
origami feito por Stalone, ironizando o desprezo por caricaturistas de rua.
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O Oitavo Dia
(18/07/2015)
No filme o universo das pessoas portadoras síndrome
de down é caracterizada pelo excesso de material genético
proveniente do cromossomo 21. Seu portador e apresentam
três cromossomos 21, ao invés de dois. E a sociedade ainda
não está totalmente preparada para acolhê-los.
A síndrome de Down é um evento genético natural e
universal, estando presente em todas as raças e classes
sociais. O filme “O oitavo dia” retrata a vida de indivíduos de
extrema sensibilidade portadores de síndrome de Down na qual se mostram
pessoas que conseguem perceber o que a outra pessoa está sentindo e as ajuda
a sentir-se melhor. Essas pessoas são cercadas de carinho, afeto, amor e quando
as pessoas que a cercam estão presentes em sua vida elas se sentem mais
protegidas. Algumas pessoas ainda não estão preparadas para lhe dar com o
diferente, porém os indivíduos portadores são capazes de dar verdadeiras lições
de vida demonstrando-se como pessoas verdadeiras, francas e gentis estas dão
uma verdadeira aula de companheirismo, na qual compensam as suas lições
dotadas de valores e percepções mais nobres.
Uma pessoa mesmo com os sentimentos embotados, expressar algum
sentimento de afetividade, o Down logo perceberá e se a pessoa for sincera
admitirá possuir essa afetividade.
A afetividade do portador e algo bem interessante, pois eles são carinhosos
ou agressivos dependendo da situação. No entanto, no filme a vida de um homem
estressado chamado Harry, que por motivos pessoais se dedica ao trabalho
durante os sete dias da semana e que por acaso em um dia que em que decide
dá uma voltas pela cidade se depara com Georges portador de síndrome de
Down e este começa a ver que sua deu uma virada ao se deparar com as
diferenças existentes na sociedade e percebe que sua vida podia ser controlada
por ele próprio e não mais pelas pessoas a sua volta. Então Harry começa ater
alegria e prazer em pequenos gestos e a se desvencilhar de antigos conceitos e a
demonstrar de uma forma mais clara seus sentimentos. O final extraordinário
contesta que mesmo enfrentando obstáculos o portador da síndrome de down,
pode também mudar algo no mundo ao seu redor e fazer aflorar o sentido
humano da vida.
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Vermelho como céu
(20/07/2015)
Há um tempo conheci o filme italiano “Vermelho
como o céu’’ que retrata a história real de Mirco
Mencacci, um renomado editor de som, com deficiência
visual, da Itália”.
Mirco, personagem apresentado na longa, sofre
um acidente e perde a visão com 10 anos, com isso é
obrigado a ir estudar num internato para deficientes
visuais, pois na Itália dos anos 70 havia uma lei que
proibia essas pessoas de frequentar a escola pública regular.
O garoto sempre foi apaixonado por cinema. Antes do acidente, seu pai o
levava sessões de cinema e, mesmo depois que perdeu a visão, ele não deixou
de gostar. Ele declara no filme que ainda entende a história porque há vozes e
sons ambientes e foi por causa disso que Mirco começa a desenvolver o gosto
pela edição de som.
No internato, ele descobre um gravador e começa a desvendar seus outros
sentidos, principalmente à audição. Usa-o para representar sons da natureza, e
com a ajuda de amigos constrói histórias fascinantes.
O problema é que o diretor do colégio, que também é cego, possui uma visão
muito limitada sobre as condições dos garotos com a deficiência visual.
Direcionava-os para serviços manuais como a tecelagem, o que infelizmente
ainda retrata grande parcela da realidade atual.
Por isso, a história de Mirco é de superação. Ele não ficou limitado a sua
condição, buscou seus sonhos se adaptando ao novo modo de vida.
Porém, além disso, hoje em dia a sociedade pode promover maiores condições
de adaptação para os deficientes visuais como: o áudio-descrição.
A áudio-descrição é um dos grandes focos do nosso projeto. Com ela,
podemos proporcionar maior vivência dos materiais audiovisuais. Imagine como é
importante ter acesso não só ao conteúdo sonoro o filme, mas à descrição da
cena.
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Sociedade dos Poetas Mortos
(22/07/2015)
O enredo do filme vai se delinear dentro da Welton
Academy, escola preparatória de regime interno para o
sexo masculino de classe alta.
Os jovens são ministrados por professores
selecionados, que educam seus alunos rigorosamente,
em alguns casos de indisciplinas estes eram castigados
até fisicamente.
Mas, um novo professor John Keating ex-aluno
da escola, e logo no inicio das aulas, ele mostra que este ano letivo seria diferente
dos demais, dando incentivos aos seus alunos com frases de efeito: Vamos
aproveitar o dia.
Depois, o professor John sugere aos alunos que eles devem arrancar
algumas páginas do livro didático, uma vez que o mesmo contem ideias
preconcebidas, prontas e eles deveriam ser criativos.
Numa outra aula, mais uma vez, professor traz uma nova pedagoga a de
visão, ele pede a todos que subam sobre sua mesa, pra que eles tenham uma
visão diferente.
E assim o professor John, continuando trazendo ideias criativas e reflexas
que iriam revolucionar toda a didática daquela escola, mas, logo seus métodos de
incentivos aos alunos, a pensarem por si mesmo, cria um choque com a ortodoxia
da direção da escola.
O diretor não estava nada satisfeito com isto, e procura o professor para
questioná-lo sobre suas aulas e métodos, bem como, alguns colegas de trabalho,
porém ele não se intimida na mesma direção.
Os alunos entendem plenamente o professor e se identificam com a nova
metodologia de ensino, os resultados são surpreendentes, eles começam a se
interessar não só pelos estudos, mas também por outras atividades literárias com
poesias, musicas etc.
Com estás novas ideias, os alunos criam uma espécie de sociedade entre
eles, buscando atender seus espíritos aventureiros, saem juntos, vão as festas,
procuram sempre estar juntos compartilhando seus pensamentos e ideias da
juventude.
Contudo, isto aparentemente dando certo, um dos alunos, chamado Neil
Perry, revolve a revelia do pai, participar de uma peça teatral, pois desejava ser
ator, a apresentação foi um sucesso, ele foi ovacionado pela plateia.
Seu pai estava presente no teatro, e viu toda a apresentação, e ficou
chocado com tudo aquilo, pois queria que o filho fosse doutor, e o procurou
imediatamente a fim de inquiri-lo sobre sua situação.
Já em sua casa com seu filho Neil, depois de algumas palavras ríspidas, o pai
lhe diz que vai matricula-lo em uma escola interna em outra cidade. O filho aceita,
tudo isto, sem dá nenhuma palavra.
À noite, Neil resolve dá cabo de sua própria vida levanta-se da cama, e vai
ao gabinete do pai, tira da escrevinha a arma de seu pai e atira em sua cabeça.
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A Educação Proibida
(24/07/2015)
O filme é um projeto realizado por jovens alunos que
passaram a questionar a maneira que as pessoas são
preparadas para viver em um mundo “adulto”.
Em uma pesquisa que cobre 8 países e com mais de 90
educadores entrevistados, A educação Proibida é eficiente
ao passar um imenso panorama da atual situação do
ensino a qual tem conservado comportamentos de
competição, rivalidade e a super valorização do lucro.
Estruturado em cenas ficcionais e as entrevistas com educadores, o
documentário desvenda as bases do nosso ensino “Prussiano”, originado do
padrão militar de educação da Prússia, no século 18, que doutrina crianças e
jovens a viver no sistema vigente, treinadas a “guerrear”.
Na contramão desse ensino engessado que vivemos, A Educação Proibida
mostra as possibilidades de uma nova escola, livre, que respeita o processo de
aprendizagem, o ensino prático, a integração, e a construção própria do mundo
pelos alunos, em que a escola oferece ferramentas para que esses futuros
adultos possam construir suas próprias opiniões e visões sobre a sociedade, sem
doutriná-los a aceitar tecnicamente valores e costumes sociais instituídos.
Nessa nova escola, proibida porque vai contra interesses dominantes, a
postura do professor também deve mudar. O documentário mostra como a
hierarquização vivenciada hoje através do medo e sentimento de inferioridade do
aluno não ajuda no aprendizado, mas o desinteressa pela busca do
conhecimento. A Educação Proibida é clara: entre a figura do educador e seus
alunos o respeito e a troca de ideias formarão uma nova via de comunicação e
uma sociedade mais justa e menos autoritária.
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Corrida para lugar nenhum
(26/07/2015)
O Filme conta que muitos não aguentam tanta
pressão. É esse lado menos brilhante da cultura do alto
desempenho que o filme procura mostrar. Ele o faz
interpolando comentários de especialistas a depoimentos
de alunos que desenvolveram doenças psicossomáticas
abandonaram o curso, envolveram-se com drogas,
aprenderam a colar nas provas. Há até a história de garota
de 13 anos que se suicidou após fracassar em teste de
matemática.
De um modo geral, tudo está bem encadeado e o documentário levanta
várias questões importantes, algumas das quais valem não apenas para os EUA
como também para o Brasil. Será que não estamos impondo agenda muito
apertada para nossos filhos? A questão do excesso de compromissos infantis,
pelo menos nos estratos mais abastados, é universal. A rotina típica inclui escola,
curso de idiomas, atividade esportiva. Para os mais velhos, além disso, um pouco
de voluntariado. No caso das grandes cidades brasileiras, ainda é preciso
acrescentar o tempo perdido no trânsito. Tudo isso não é tão importante quanto
ter algum tempo livre, até para que o cérebro possa processar o “input” que
recebe.
Outro ponto relevante é o que o filme chama de excesso de provas. Para
alguns pais com espírito competitivo de mercado, “não há dúvida de que é
fundamental conseguir medidas tão objetivas quanto possível do desempenho de
crianças, professores e escolas. Sem distinguir o que funciona do que não, é
impossível melhorar”.
Capítulo à parte, mas que vale também para algumas escolas no Brasil, é o
da lição de casa. Nos Estados Unidos, além de jornada escolar de sete horas,
não raro seguida por três ou quatro horas de atividades extracurriculares, as
escolas costumam exigir grande volume de leituras e tarefas para casa. Muitas
vezes, qualquer jovem no ensino médio precisa dedicar a elas mais três ou quatro
horas diárias, que podem avançar madrugada adentro.
A carga parece tanto mais exagerada quando se considera que os testes
comparativos internacionais mostram que não há correlação importante entre
quantidade de lição de casa e desempenho acadêmico. Por essas e outras já há,
nos Estados Unidos, grupo de interesse voltado a acabar com a lição. Sua
presidente é um dos personagens do documentário.
O desafio para essas pessoas não é suportar a pressão, mas conseguir concluir o
ensino médio e prosseguir mais com os estudos. É possível que, para essa
população, os testes e lições de casa tenham impacto mais positivo do que
negativo.
Tal ponderação não tira o mérito do documentário de problematizar a
cultura do alto desempenho. Embora limitada à classe social específica, ela gera
dificuldades que precisam ser questionadas para dar lugar a aprimoramentos. E
isso vale para qualquer lugar do mundo.
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A Onda
(28/07/2015)
Retrata o dia-a-dia de uma classe escolar e a
experiência de um professor, Mr. Wenger, ao tentar
demonstrar de forma prática a facilidade com que um
regime totalitário poderia ser implantado na Alemanha
pós-Segunda Guerra. A intenção do professor é fazer com
que os alunos assumam uma postura crítica ao
perceberem os comportamentos aos quais estão sendo
induzidos durante a experiência. No entanto, a ideia que o
professor Wenger inicialmente tenta incutir em sua classe cresce de forma tão
acelerada e perigosa na cabeça dos alunos que rapidamente sai de controle. O
grupo de jovens que compõe a então chamada “A Onda” (ou “Die Welle“, em
alemão) passa a se ver como algo à parte da sociedade, como uma associação
seleta na qual apenas os membros que seguem estritamente as regras impostas
podem ter voz e todo e qualquer um que for contra o pensamento daquela
pequena comunidade não mereça ser levado em consideração.
O filme é baseado em fatos reais. Em 1967, um professor americano
chamado Ron Jones fez o mesmo experimento com sua classe, em uma escola
de ensino médio da Califórnia. Jones nomeou o experimento como “Third Wave).
O que começara como apenas uma aula sobre os princípios da autocracia
vira uma bola de neve para a qual os alunos arrastam o professor sem que este
mesmo perceba. Manifestações comportamentais violentas, vandalismo contra o
patrimônio público e isolamento de pessoas com ideias diferentes são encarados
dentro do contexto d’A Onda como uma forma de expressar o senso de
comunidade que os jovens começavam a aprender – erroneamente – a construir.
Quando Wenger se dá conta do caminho que sua ideia inicial está tomando, ele
tenta retroceder para mostrar à classe o que havia acontecido naquela curta
semana: como eles haviam passado de uma turma dispersa de sujeitos que
pensavam de forma individual para uma comunidade articulada e forte em suas
crenças, mas que pecava ao fechar os olhos para a sociedade real na qual
estavam inseridos.
O desfecho do filme, ao meu primeiro olhar, foi bastante inesperado, mas
ao tornar a assistir com olhos mais críticos – ou talvez por então já estiver ciente
do que esperar, vai saber – é possível perceber que não havia, realmente, outra
forma de se encerrar a situação no estado de alheamento que alguns integrantes
d’A Onda se encontravam. A crítica à manipulação do pensamento e à alienação
provocada pela sensação de conforto e receptividade que a inclusão em certos
tipos de grupos proporciona está presente no filme do início ao fim, e é
exatamente o ponto que causa um incômodo inesperado num enredo tão
aparentemente simples.
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O Mundo de Sofia
(02/08/2015)
No filme já no início, as personagens Sofia e
Jorunn, a amiga e vizinha, conversam sobre se os
pássaros pesam e o que eles pesam de nós. A partir
desse ponto, acompanhamos Sofia em sua busca pelo
conhecimento.
Às vésperas de completar quinze anos, os
questionamentos de Sofia só aumentam. Ela começa a
receber bilhetes e cartões postais. Os bilhetes são
anônimos, e trazem questionamento à Sofia: "quem é ela?" "de onde vem o
mundo em que vivemos?". Ela busca respostas com a mãe, mas não tem as
respostas que satisfaçam. Na escola, o professor também não consegue dar
respostas. Os amigos da escola também não conseguem entender do que Sofia
está falando. Uma das questões abordadas por Sofia é se existimos ou não.
Somos personagens de uma fantasia, de uma novela?
Sofia descobre que bilhetes são de um filósofo chamado Alberto Knog, que irá se
tornar seu professor de filosofia. Juntos, os dois percorrem o desenvolvimento do
pensamento filosófico, desde a Grécia antiga à modernidade, passando pela
Idade Média, pelo Iluminismo, pela Revolução Francesa e pela Revolução Russa
até os tempos modernos. Os postais foram mandados do Líbano, por um
desconhecido chamado major Albert Knag, para uma pessoa chamada Hilde
Knag, que Sofia igualmente desconhece.
Com uma narrativa fragmentada, o filme "O mundo de Sofia", nos apresenta os
princípios filosóficos numa viagem pelos Períodos da história da humanidade. O
primeiro a ser apresentado vai da Grécia Antiga até o período Helênico. Por meio
de uma redação escolar de Sofia ficamos sabendo como os homens explicavam
aquilo que eles não entendiam - a mitologia grega.
Europa, matando milhares de pessoas.
Entramos no período do Renascimento. Alberto apresenta a Sofia uma
bússola, invento importante para o Renascimento, pois permitiu aos exploradores
encontrar novos continentes. Durante o Renascimento os filósofos se dedicaram à
ciência. Então, Sófia pergunta: "O que renasceu?" E Albert responde: "Os ideais
da Grécia antiga". Neste período, permitiu-se às pessoas a voltarem a ter
curiosidade pelas coisas. O enxofre foi a substância do momento.
As grandes personalidades do Renascimento foram: Shakespeare -
escreveu dramas, como Hamlet, Romeu e Julieta, Macabet, Rei Lear; Nicolau
Copérnio - descobriu que a terra gira em torno do sol. Antes do Renascimento se
pensava que a terra era o centro do universo. A Igreja não permita novas ideias.
As ideias de Copérnio levaram 300 anos para serem aceitas.
Leonardo Da Vinci, outra grandes personalidades do Renascimento, se
destacou na arte e na ciência. Foi arquiteto, matemático e engenheiro. Pintou a
tela "Mona Lisa". Outro grande artista, rival de Leonardo, foi Michelangelo.
Também foi neste período que se inventou a imprensa, por Johannes Gutenberg.
Na filosofia, Francis Bacon foi um dos grandes destaques. Ele disse:
"conhecimento é poder".
Alberto Knox também fala de Descartes, que viveu no século 17. Descartes
disse: "Penso, logo existo". Ele acreditava que deveríamos duvidar de
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tudo. Também ficamos sabendo de Georgie Berkeley, bispo anglicano irlandês
(1685-1753). Ele e Tomás de Aquino argumentavam que fé e filosofia se
entrelaçavam. Berkeley acreditava que o espírito é superior a matéria. Para ele, a
percepção de tempo e do espaço só existe na nossa mente.
Alberto Knox nos guia pela Revolução Francesa. Segundo o filósofo, alguns anos
depois da morte de Berkeley houve a Revolução Francesa (1789). O povo se
rebelou contra o rei a nobreza. Lutaram para se libertarem da opressão. Nessa
época, alguns tinham privilégios que eram pagos por outros. As pessoas eram
tratadas diferentemente segundo seu nascimento. Era uma sociedade de classes,
não existia igualdade. A Igreja dominava. Os nobres também desfrutavam de
enormes privilégios.
Robespierre, lider da Revolução, admirador de Rousseau, empregou a
violência a todos que ousou discordar de seus métodos. Ele os chamava de
inimigo do povo. Para Albert, os filósofos foram mal interpretados. Em vez de
métodos democráticos empregaram a violência e o terror.
Olímpia de Gueges criticou a violência empregada por Robespierre e foi
guilhotinada, em 1971. Olimpia escreveu "A declaração dos direitos das
mulheres", explicando que o poder pertence ao povo. Que o povo compõe-se de
homens e de mulheres. Olímpia foi a primeira mulher que, publicamente, exigiu
a igualdade entre os sexos.
Alberto também cita outros pensadores e artistas, como Emanuel Kant;
Frederich Nietzsche, que disse: "Deus morreu". Nietzsche pensava que
deveríamos reexaminar todos os nossos valores; Soren Kierkegaard,
dinamarquês.
Entramos na Era do Romantismo, que foca na natureza e no gênio criador do
artista. Alberto cita a ária Don Giovanni de Mozart. Fala de Goethe, que escreveu
"As tristeza do jovem Werther" e influenciou toda uma geração. Houve gente de
se suicidou por ler o livro.
Hegel fala sobre tese, antítese e síntese. Ele dizia que nossos pensamentos são
dialéticos, que ele surge de pensamentos anteriores.
Também Alberto conduz Sofia pela Revolução Russa. Lênin dizia: "Pão
para o povo, terra para os fazendeiros, paz ao país e poder aos soviéticos."
Somos introduzidos à dialética de Hegel, que é a base do Marxismo, do
"Manifesto Comunista."
Ainda vemos Sofia em uma sessão como Sigmund Freud, que foi precursor da
psicanálise, método terapêutico para trata mentes doentes.
No filme, ainda há referência a Jean Pablo Sartre, filósofo existencialista.
Também é mencionado a Teoria do Big Bang, sobre a criação do mundo.
Ao longo do filme, vemos Sofia descobrir que todos em seu mundo são
personagens de uma história contada por Albert Knag à sua filha Hilde (a todo o
momento surge na tela personagem como: Robin Hood, Os três mosqueteiros, O
Pinóquio).
Sofia ao descobrir que também é uma personagem decide que, para
sobreviver, precisará fugir da história, junto com Alberto Knox. Eles elaboram um
plano que será posto em prática no dia do aniversário de 15 anos de Sofia.
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A voz do Coração
(04/08/2015)
O filme se passa em um pensionato para
pequenos delinqüentes, onde um professor por nome
de Clément Mathieu assume a tarefa de ensinar
música, mesmo sem concordar com os métodos que o
inflexível diretor da escola insiste em impor regras
militares dentro do pensionato fazendo que os alunos
apanhem a cada vez que comente algum erro. Seus
alunos são crianças problemáticas, que não cresceram
de forma saudável e que causam confusões o tempo todo no internato. Com a
chegada do professor a escola tem a rotina mudada quando ele resolve montar
um coral para manter a disciplina dos difíceis estudantes explorando os talentos
de cada um dos alunos. Com suas vidas transformadas pela música, os internos
ganham cada vez mais confiança no novo mestre, ao mesmo tempo em que seus
talentos começam a ser expostos.
Um grato se destaca Pierre, começa a demonstrar a cada ensaio do coral
mais aptidão para musica deixando o professor surpreso pelo seu Don natural em
cantar, o coral do professor começa a se destacar a cada dia ao ponto de receber
a visita de uma condessa o Mathieu consegue uma vaga para Pierre em um
conservatório de musica após um grave incêndio no conservatório o professor e
despedido levando consigo um garotinho que sonhava em sair de lá em um
sábado.
O filme e narrado pelo próprio professor que demonstrando a sua
monografia a um grande musicam no qual este era o próprio Pierre que tinha
vivido no pensionato. Sem duvida podemos resumir este filme em três palavras na
vida de um homem, dedicação, sensibilidade e amor. Esta e uma obra clássica
indicada para todos queiram entender a forma pela qual o método de ensino era
no período pós-guerra mundial, onde havia um método ditatorial de ensino, assim
ela fica indica para você que quer repassar este conhecimento a outros.
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Clube do Imperador
(06/08/2015)
O filme “Clube do imperador” se passa numa escola
freqüentada pela elite americana, onde o professor
William Hundert é reconhecido por suas belas instruções
em sala de aula. Tudo sempre correu bem até o dia em
que professor se depara com o arrogante Sedgewick Bell,
filho de um pai importante na política do país. O garoto
mantinha um relacionamento sem diálogo e sem carinho e
afetividade com o pai, apesar de suas tentativas de
aproximação. Diante deste aluno o professor busca a mudança do caráter do
mesmo e ganhar sua confiança, convencendo-o de que ele era capaz. Para isso,
ele até trapaceou na classificação do famoso jogo "Júlio César", que consistia
numa competição na qual só os três melhores alunos da escola podiam participar
da grande final e apenas um participante ganhava os louros da vitória.
Nesse desafio, o professor acaba, desonestamente, forjando uma
classificação no concurso (Clube do Imperador), desviando-se de seu caráter reto
para tentar aproximar-se do garoto e passar-lhe seus conceitos. Percebendo,
porém, que apesar de alguns poucos avanços não consegue mudar o caráter do
aluno, o professor entra em um conflito interno sobre o que são vitórias e
derrotas.
Esse conflito se torna mais profundo quando se decepciona, ao perceber
que, mesmo entre os mestres da escola, a esperteza se sobrepõe a retidão de
caráter e a honestidade. Quando chega sua chance de galgar o cargo máximo, é
preterido como diretor. A escolha recai sobre alguém bem mais jovem que ele e
que tinha como principal habilidade conseguir dinheiro para sustentar o colégio.
Sedgewick deseja repetir o campeonato em sua cidade e convida o
professor e todos os seus antigos colegas que são recebidos com muito carinho.
Entretanto, no decorrer do campeonato, o professor descobre que seu antigo
aluno continuava a infligir o princípio de moral, e mais uma vez não entrega a
vitória. O campeonato era apenas para anunciar aos colegas de que era
candidato ao senado no lugar de seu pai e queria pedir apoio de todos. Ele e o
professor discutem. Durante a discussão, o filho de Sedgewick ouve tudo e
compreende ostensivamente e vira as costas para o pai. O professor, então,
revela ao seu antigo aluno que foi desclassificado injustamente assim como no
passado e ele o perdoa. Como prova de seu perdão, coloca seu filho para estudar
o senhor Hundert, pois apesar de tudo via uma honradez. Ainda tinha muito
apreço pelo professor.
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Encontrando Forreste
(08/08/2015)
O filme conta a história de Jamal, jovem com
talentos literários excepcionais e uma bagagem de leituras
memorizadas de dar inveja, que sofre limitações no seu
desenvolvimento por causa de sua cor e de sua condição
social.
Seu desempenho escolar é mediano, mas um
trabalho brilhante desperta o interesse do melhor colégio
da cidade, que o convida para estudar lá sem pagar e
ainda jogando basquete, seu esporte preferido, do qual é um ás.
Jamal conhece Forrester, um famoso escritor de um livro só, em uma
invasão no seu apartamento, inspirada por seus amigos da rua. Forrester lê e
critica alguns textos de Jamal e, a partir daí, passa a ser o incentivador maior do
desenvolvimento do seu dom.
No colégio novo, professores que um dia contestaram a obra de Forrester
desconfiam que os trabalhos escolares de Jamal são apenas cópias e que ele só
está estudando lá para jogar basquete e tirar a família da pobreza. No desenrolar
da história, Jamal prova sua amizade por Forrester, e Forrester prova sua
amizade por Jamal.
O filme é leve, e os personagens são carismáticos, de modo que o
espectador fica "torcendo" para que tudo termine hollywoodianamente bem. Há
boas doses de humor, um esboço de romance (tolhido pelo preconceito social e
racial), e alguns momentos sentimentais e de reflexão.
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Larry Crowne – O Amor Está de Volta
(10/08/2015)
Depois de anos trabalhando como cozinheiro na
marinha, Larry Crowne (Tom Hanks) ocupa o ofício de
vendedor numa loja de departamentos. Como não possui
ensino superior, é despedido e, com um empréstimo e várias
dívidas para pagar, acaba indo cursar uma faculdade.
Entre as matérias escolhidas, um preparatório para fazer
discursos. A professora responsável (Julia Roberts) é uma
mulher cujo marido passa o tempo todo vendo pornografia
na internet. Isso sem contar com seu desânimo profissional,
já que suas turmas, geralmente, não alcançam nem mesmo o limite mínimo de
alunos.
Dessa vez, porém, vai alcançar. Com exatos dez universitários, a Sra.
Tainot começa a ensinar sua classe a se importar – principalmente com o fato de
estarem lá. E a partir daí Larry recomeça sua vida e descobre que pode, mesmo
na metade do caminho, mudar seu próprio destino.
Larry Crowne – O Amor Está de Volta (Larry Crowne, 2011), que estreia nesta
sexta-feira no país, é o segundo trabalho na direção de Tom Hanks. E ele mostra
que, mesmo que não seja um diretor excepcional, sabe bem como abordar e
fundir diversos assuntos dentro de um filme simpático e doce.
Com a ajuda de Nia Vardalos, escreveu também o roteiro. E se o rumo é
previsível, o percurso é recheado de piadas gostosas e bem intencionado. Além
delas, a dupla faz até críticas sociais – principalmente contra a falta de interesse
do estudante universitário e sua fácil dispersão.
Mas quem realmente estimula o filme é Julia, livre de qualquer inibição.
Disposta, encara o papel sem embaraço e é responsável pelos momentos mais
espirituosos. Possui uma boa química com Hanks e os dois conseguem manter o
interesse durante todo o tempo.
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O Gênio Indomável
(12/08/2015)
Na trama acompanhamos Will Hunting, um jovem
problemático, que consegue responder uma
questão matemática de nível avançado e termina caindo
nas graças de um brilhante professor, que descobre,
com o tempo, que o garoto se tratava do zelador da
escola em que trabalha. Diversos problemas com brigas
levaram o rapaz a correr o risco de ser preso, mas
Lambeau, o referido professor, se responsabiliza por ele
na frente do juiz, evitando sua prisão, mas, como parte do acordo, ele iria fazer
terapia regularmente. O psicólogo escolhido para a missão se trata de um amigo
de infância de Labeau, que demonstra ser uma pessoa sofrida com seu passado.
O roteiro da obra realmente impressiona pelo fato de conseguir atrair o
espectador e de fazê-lo se sentir conectado com a história de vida dos
personagens. As mudanças ocorrem gradualmente e muito bem construídas,
garantindo que todo o processo de mudança comportamental dos envolvidos seja
percebido de maneira muito suave e fora das armadilhas, que poderiam ser
consideradas clichê. Esse, por sinal, é o grande ponto forte do filme, que é capaz
de demonstrar a evolução de um personagem de forma tão inteligente, que só
depois dela de fato ser concretizada, que se consegue refletir suas ações durante
a exibição da película.
Além do grandioso roteiro, as atuações também enriquecem bastante a
trama. O maior destaque é, sem dúvidas, para Robin Williams, que apresenta as
nuances de uma pessoa que sabe que tomou decisões que lhe levaram a uma
espécie de fracasso, mas que não faria nada diferente, por cada momento de
felicidade ter valido a pena. Williams consegue ser comunicativo
e introspectivo ao mesmo tempo. Atuação digna e merecedora do Oscar que
recebeu. Minnie Driver, indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante, também
convence em seu papel, principalmente pelo fato de sua personagem, até então
não muito importante, ter ganhado destaque conforme a projeção foi passando e
ter se tornado fundamental para a conclusão da obra. Com esses dois
coadjuvantes de peso, Matt Damon teve a ótima oportunidade de demonstrar seu
talento e o fez através de uma atuação discreta, comovente e sutil. O ator
aproveita cada cena e trabalha de forma simplória, mas ao mesmo tempo intensa
e delicada. Ben Aflleck, por sua vez, já demonstrava aqui que seria um
ótimo profissional por trás das câmeras, capaz de ganhar um Oscar de melhor
filme por Argo, mas fraco na arte de atuar.
Não estamos diante da obra perfeita, principalmente por existir momentos
que buscam apelo sexual para arrancar alguns risos do público, mas é fato
consumado que esses deslizes não tiram a genialidade da película.
obrigado a sair e aposentar-se, depois de tantos anos lecionando nesta escola e
de ser um professor de sucesso. Porém, o que ele não esperava é que na sua
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saída, os alunos de todos os anos fizessem uma homenagem, em que, ele iria
reger.
Este filme demonstra a luita de um professor que tenta incluir os seus
alunos de alguma forma na sociedade e na escola, e mostra o drama de ter um
filho surdo que precisa de assistência, porém, esta deve ser primeiramente da
família com a aceitação da deficiência e com amor. E como é importante o
deficiente não ser excluído da sociedade. O filme expõe como é fundamental o
papel do professor e que realmente o professor marca a vida do aluno. Holland,
com o seu estupendo labor, termina por ser um verdadeiro modelo de mestre.
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Filme A Escola da Vida
(15/08/2015)
Esse longa fala sobre a vida de um professor
que chega a uma cidade impressionando com o seu
jeito simpático de dar aulas. Além de atraente ele é
bastante ligado aos alunos e o seu jeito informal
parece dar bons resultados. Não bastasse tudo isso
Sr D realiza as suas tarefas de uma forma
simplesmente brilhante.
Sendo assim é natural que todo mundo goste e admire o Sr D, exceto o
invejoso professor de biologia Matt Warner. O grande sonho de Warner, de ser o
professor do ano, fica ameaçado com a chegada desse simpático e multifacetado
professor. O ponto alto desse filme é mostrar que a vida dá muitas voltas e que a
vida pode ser uma verdadeira escola para aqueles que sabem aproveitar o que
ela tem a ensinar.
A direção do filme é de William Dear e tem muita emoção nas cenas dessa
cativante história. O enredo que a princípio parece leve vai se tornando mais
denso e interessante para o público. Muitas pessoas que assistem a esse filme
acabam repensando as suas atitudes diante a lição que o filme transmite.
Esse filme tem como mérito apresentar a realidade do cotidiano escolar e
mostra a importância de um professor que está sempre estimulando os alunos
para que eles sejam capazes de perceber que podem se tornar os protagonistas
de suas próprias histórias.
Um dos pontos que chamam a atenção no filme é que aparece a ideia de um
professor que sai do seu pedestal de mestre para se mostrar um igual entre os
alunos. A interação entre os alunos e o professor se torna mais intensa e
verdadeira.
O professor Sr D mostra que é possível educar com qualidade e liberdade
ao mesmo tempo. Não deve existir uma diferenciação hierárquica entre alunos e
mestres que os afastem tornando o processo de aprendizagem mais difícil. A
tolerância e o respeito são fundamentais para que alunos e professores convivam
bem e juntos. Um filme bem interessante para que pais, alunos e professores
assistam e repensem as suas atitudes.
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O Porto
(16/08/2015)
O porto, de Aki Kaurismaki, é um resgate para a
humanidade, para a acolhida, para a gentiliza, para a
atitude de ajudar sem que se tenha pedido, para uma vida
mais simples, acolhedora e feliz.
A película é nossa indicação para as discussões
sobre a tecnologia do ‘acolhimento’ no processo de
trabalho e nos serviços saúde, como possibilidade de
reorganização das práticas com foco nas
necessidades dos usuário. Os temas ‘clássicos’ discutidos na concepção de
acolhimento entre os profissionais de saúde, como a noção de ‘escuta qualificada’
e de ‘mudança ética’ na forma de atender a população que chega aos serviços do
SUS, são claramente percebidas nos quadros, olhares e planos do filme, um belo
convite ao sentimento, à liberdade e à poesia.
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Castelo Rá-Tim-Bum, O Filme
(17/08/2015)
Adaptação do programa da TV Cultura. No
meio de uma megalópole enlouquecida, um castelo
encantado sobrevive ao mundo moderno e guarda
segredos, magias e o conhecimento de toda a
humanidade. Um castelo diferente, habitado por gente
diferente: Morgana (Rosi Campos), uma poderosa
feiticeira com 6 mil anos de idade; o Doutor Victor
(Sérgio Mamberti), grande sábio feiticeiro de 3 mil
anos; e seu sobrinho, o jovem aprendiz Nino (Diegho Kozievitch), de apenas 300
anos. Os três se preparam para o alinhamento dos planetas, fenômeno que
fortalece os poderes de todos os magos. No entanto, entra em cena a malvada
Losângela (Marieta Severo), uma prima de Morgana que foi expulsa da família há
séculos e planeja uma vingança terrível. Aliada ao ambicioso Doutor Abobrinha,
ela rouba os poderes de Doutor Victor e Morgana e os põe sob seu controle.
Cabe a Nino lutar contra as maldades de Losângela.
Apesar do ambiente e dos personagens centrais serem bastante atípicos,
os laços de amizade, o companheirismo, a inveja e as questões levantadas
permitem uma identificação do espectador com o filme. Nino tem 300 anos, mas
vive as mesmas questões que qualquer criança: busca da autoestima, dificuldade
em cumprir expectativas, sonho de ser parecido com outras crianças e de ter
amigos. Podemos dizer que Castelo Rá-Tim-Bum: O Filme tem características
dos contos de fadas ao trazer a magia e a luta entre o bem e o mal para os dias
de hoje. O filme mantém um bom ritmo narrativo, entremeado por elementos
surpresa, e pode desencadear boas conversas sobre o “fazer cinema” por meio
dos “truques” e efeitos especiais utilizados. O fato dos alunos conhecerem a
versão da TV possibilita uma intimidade com a história e permite o
desenvolvimento do senso crítico na comparação das semelhanças e diferenças,
bem como na percepção das diferentes maneiras de se contar uma história.
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Corrente do Bem
(18/08/2015)
Trevor (Joel Osment ) frequenta a turma da 7ª série. No
início do ano a classe se vê diante de um novo
professor de Estudos Sociais diante do qual a classe
tem um impacto frente aos questionamentos que o
professor faz.
Em conversa com a classe ele leva os alunos a refletir
sobre : “ o que o mundo espera de vocês?”. E se quando forem adultos se
decepcionarem com o que o mundo possa lhes oferecer? Pode não ser aquilo
que esperam.”
Diante da perplexidade de alguns e displicência de outros ele lança um desafio: “
"Observar o mundo à sua volta e encontrar soluções para aquilo que não gosta”
Em resumo: “Consertar o mundo”.
O professor jamais imaginou que algum de seus alunos fosse levar a proposta a
sério. Mas Trevor precisava “consertar” muita coisa em sua vida. Como ele
mesmo diz na trama. 'É possível consertar algo mais que sua bicicleta”.
Com pais alcoólatras, sendo que o pai se ausentava por longos períodos e
quando voltava era a motivação para Arlene sair da abstinência que vinha
tentando há tempos. Um dos temores de Trevor era a volta do pai para casa.
A proposta de Trevor é simples, segundo ele imagina “ Se alguém faz um favor a
uma pessoa, algo importante que a pessoa não ´possa fazer sozinha ,repassa
esse gesto a mais três pessoas, a corrente se multiplica”.
Começa a colocar seu projeto em prática a partir de um mendingo que chama sua
atenção no caminho para casa, ao vê-lo revirando o lixo para buscar seu
alimento.
A partir daí a trama se desenrola, as boas ações vão se multiplicando, mas sem o
conhecimento de Trevor que tem a sensação de que seu objetivo não está sendo
alcançado. Uma série de pessoas se envolve na corrente ,inclusive sua mãe , o
professor e sua avó também alcoólatra. E moradora de rua.
O que o menino não imaginava é que a corrente fosse chegar tão longe a ponto
de atrair a atenção de um repórter , esse também beneficiado pela corrente .
Instigado pela boa ação que recebera não descansa até encontrar a origem da
mesma: Trevor
O final é inusitado e sempre me emociona a cada vez que assisto. Vale a pena
conferir.
A proposta do filme é bem clara;
O impacto social de uma boa ação, um gesto de carinho, uma gentileza gera um
fator multiplicador de bem estar social.
Como no filme, se cada um de nós nos propusermos a ajudar aqueles que
necessitam, a corrente crescerá rapidamente. Gerando transformações. Como
disse Trevor ao ser interrogado pelo repórter sobre o porquê disso tudo e ele
responde: “Porque a vida não precisa ser assim, uma merda”
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Os Esquecido
(19/08/2015)
Argumento: Este sem duvida é um dos filmes
mais realistas do grande cineasta, e talvez o que
mais toque em temas sociais. Produzido na época
em que Buñuel se encontrava exilado no México por
razões políticas (governo fascista do General
Franco), este resolveu mergulhar no submundo da
Cidade do México para mostrar como ali (e noutras
metrópoles) convivem diariamente famílias não
lembradas a todo o momento pela média e pelos
demais moradores da grande metrópole. Daí surge o título.
Baseado numa história real que Buñuel leu nos jornais mexicanos, o filme
mostra a história de Pedro, um rapaz que assim como os seus colegas formam
alguns "gangues" e diariamente praticam roubos, na cidade do México. Um dia a
vida deles muda pois um criminoso famoso, e tido pelos rapazes como líder, foge
da prisão e volta para reencontrar os seus "amigos". A “gangue” pratica inúmeras
crueldades, inclusive agredir um cego e um aleijado, e tentar roubá-los. Porém um
dia Jaibo, o criminoso fugitivo, resolve tirar satisfações com Julian, um moço
trabalhador que possui um pai bêbado, pois segundo Jaibo, Julian tê-lo-ia
delatado para a polícia. Jaibo acaba agredindo Julian na cabeça, na presença de
Pedro, que foi como o seu cúmplice.
Logo a seguir os dous fogem sem saberem que tinham matado Julián.
Quando a notícia da morte de Julián se espalha, Pedro resolve voltar para casa, e
tem um sonho onde tenta reconciliar-se com a sua mãe, mas Jaibo o atrapalha.
Além disso, resolve procurar um emprego, e consegue. Mas Jaibo não dá
sossego a Pedro e numa oportunidade comete um roubo no emprego de Pedro e
a culpa recai sobre Pedro, que é demitido e passa a ser procurado pela polícia.
Como se não bastasse, Jaibo envolve-se sexualmente com a mãe de Pedro e
ainda a convence a entregar Pedro à justiça, para que essa cuide dele.
Pedro então é mandado para um colégio interno onde se revolta com os
seus colegas e desconta algumas galinhas. O diretor do colégio fica sabendo,
porém, ao invés de agir como o esperado, repreendendo-o, resolve dar confiança
a Pedro e entrega-lhe uma nota de 50 pesos para que ele lhe compre um cigarro
fora do colégio e volte com o troco. Contrariando todas as expetativas Pedro
resolve fazer isso, porém, mais uma vez, Jaibo interfere na sua vida e tenta
roubá-lo. Os dous brigam, e Jaibo acaba matando Pedro. Em seguida Jaibo é
morto pela polícia quando tenta fugir. Porém, a cena final é a mais inquietadora.
Uma menina amiga de Pedro e o seu avó, veem o corpo de Pedro morto no seu
celeiro e com enorme indiferença deitam-no fora num saco de lixo. Talvez por
causar esse mal-estar este final tenha sido censurado, o que obrigou Buñuel a
produzir um final mais doce e "Hollywoodiano", porém menos com a cara do
cineasta aragonês.
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A História Sem Fim
(20/08/2015)
Infância é uma época cruel. Toda criança sofre
em maior ou menor grau, mas ninguém é tão vítima dos
ataques sem sentido dos pequenos quanto os estranhos,
os nerds, os retraídos, os traumatizados. Infelizmente, o
tímido Bastian Bux (Barret Oliver) tinha um pouco de
tudo isso.
O jovem, cuja mãe morreu e o pai é ausente,
encontra, como tantos outros, em um livro uma fuga do mundo real. Mas A
História Sem Fim não é um livro comum. A ideia de entrar em um outro mundo
quando se lê é levada ao pé da letra e Bux passa logo a acompanhar de perto, e
de muito perto, as aventuras do valente Atreyu (Noah Hathaway).
A História Sem Fim é um dos principais filmes da infância de muita gente.
Baseada na obra do escritor Michael Ende, a produção alemã conquistou o
mundo e tornou-se um clássico instantâneo. Os efeitos especiais avançados para
a época, além dos bizarros habitantes do mundo de Fantasia e a própria criação
de todo um novo universo na tela enfeitiçaram crianças e adultos.
Mais do que isso, porém, são as metáforas dessa história que fazem com
que o espectador se envolva mais profundamente com ela. Embora em sua
superfície pareça apenas um singelo conto infantil, o filme traz consigo lições
importantes para a vida e sobrevivência, ao mesmo tempo em que ajuda o
medroso Bastian a enfrentar os próprios temores. Coragem, amizade, amor,
imaginação, benevolência e depressão são alguns de seus principais temas.
A sequência mais chocante envolve Atreyu e seu cavalo. Ao desbravar os
Pântanos da Tristeza, os dois enfrentam um perigo muito maior que os monstros
que habitam esse mundo. A depressão, assim como a traiçoeira escuridão
lamacenta do pântano, é capaz de engolir qualquer um que deixe de lutar. Basta
se entregar à tristeza e aos pensamentos ruins.
O grande Nada que está engolindo o universo de Fantasia não é apenas o
Nada do esquecimento, da diminuição da imaginação que supostamente vem
com a chegada da fase adulta, mas também de um mundo real que não se
importa muito. Como criança e como alguém que está prestes a enfrentar a vida
em todas as suas dificuldades e também em sua beleza, o desafio de Bastian é
não perder essa coisa bela que traz dentro de si: a capacidade de imaginar.
Não foi muito difícil me identificar com esse jovem introvertido e complexado, até
porque na minha juventude muitas vezes preferi me trancar no quarto com um
bom livro a fazer qualquer outra coisa. Por outro lado, não tive a morte de uma
mãe ou a perseguição constante de outros garotos dos quais fugir, o que me faz
pensar que o apego do garoto pelo livro tinha também um quê de desespero.
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De certa maneira, todos nós já fomos um pouco de Bastian, procurando em
outras coisas uma válvula de escape para nossos problemas. Entretanto, como a
Imperatriz Criança (Tami Stronach) exemplifica tão bem, o Nada não pode vencer
enquanto formos capazes de transformar minúsculos grãos de areia em
gigantescos mundos da fantasia.
Por isso, ter nas mãos um bom livro é quase sempre como entrar na pele do
corajoso Atreyu, voando nas costas do dragão Falkor (Alan Oppenheimer) em
uma jornada impossível e excitante. O fim não importa, até porque essas
aventuras têm a estranha vocação para se emendar umas nas outras em uma
bela e interminável história que, se tivermos sorte, nos acompanhará ao longo de
toda uma vida.
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Meu Mestre, Minha Vida
(21/08/2015)
Considerado o pior colégio da região, com altos
níveis de violência, consumo e tráfico de drogas, guerras
entre gangues, depredações, o colégio perdeu toda sua
base como instituição de ensino.
Os alunos, de maioria negra e hispânica, não têm
a menor expectativa de futuro. Apenas como operários
na melhor das hipóteses.
A maioria dos professores, desmotivados e assustados. Eastside não
atinge as metas básicas do exame educacional estadual. O sr. Clark então inicia
sua “missão de salvar” o colégio e os alunos.
Extremamente arrogante e autoritário, o diretor usa de métodos pouco
ortodoxos para resolver os problemas da instituição. Dizia: “Se não há disciplina,
há anarquia. Uma boa cidadania demanda atenção para responsabilidades como
bem e como direito”.
Nesse processo, acaba por causar a revolta de alguns membros da
sociedade, que acreditam que ele esteja colocando em risco a vida dos alunos ao
tomar certas atitudes.
É interessante uma análise na postura que o diretor assumiu um homem de forte
personalidade que acredita que a única maneira de resolver os problemas do
colégio Eastside é com pulso firme.
Existe o atrito com os professores e outros funcionários, os quais ele julga muitas
vezes incompetentes e responsáveis pela atual situação. Impõe suas vontades,
discute e repreende professores e alunos.
Chegam extremos de demitir alguns professores que o contrariam nos
objetivos de ensino traçados.
Porém, acaba compreendendo que é com a colaboração de todos que esse
objetivo será mais bem atingido.
Em sua primeira semana, 300 foram expulsos por vandalismo e posse de
drogas.
O diretor passa a chamar seus alunos de “meus fantasmas”, porque é a maneira
como o Estado trata a instituição, como se não exitisse.
A forma que trata os alunos, embora severa em certos momentos,
demonstra também o carinho e o apreço que tem por cada um deles, visível
quando procura as causas dos problemas desses garotos e garotas em suas
vidas particulares, auxiliando-os.
E nesse momento, quando ele passa a demonstrar que acredita no
potencial desses alunos e a dar-lhes esperança, faz com que acreditem neles
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mesmos e em uma outra expectativa de futuro, ganha sua admiração e
agradecimento.
Meu Mestre, Minha Vida é um filme de 1989, que conta a história verídica
de Joe Louis Clark.
A realidade apresentada no filme não é muito diferente da realidade de boa
parte das escolas brasileiras: comunidades pobres, grupos sociais excluídos,
violência, depredação e as drogas.
É com esse ambiente que a maioria dos futuros professores vai se deparar.
Os métodos tomados por Joe Clark podem inicialmente parecer extremos e
equivocados, (como a expulsão dos alunos mais problemáticos), porém as ações
educacionais e projetos juntamente com o empenho dos professores,
compromissados com essas mudanças, trazem uma nova perspectiva a esses
alunos.
Mas cabe-nos como esses futuros educadores, buscar maneiras de para
mudar essa realidade. Cabe-nos não permitir que nossas crianças tornem-se
mais fantasmas, como os de Eastside High School.
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Ilha das Flores
(22/08/2015)
O atual modo de
produção e consumo
baseado nos moldes do
sistema capitalista gera
o consumismo
exagerado, além da
imensa desigualdade
social. Ao trabalhar esse conteúdo em sala de aula é necessário despertar a
consciência dos alunos para esse fato. A utilização de recursos didáticos se torna
necessário, pois são mecanismos eficazes no processo de ensino aprendizagem.
Ao abordar os temas consumismo, desigualdade social, fome, pobreza, um
método interessante para despertar a atenção dos estudantes e proporcionar a
reflexão e análise crítica sobre esses processos é através da utilização do
documentário “Ilha das Flores”, pois aborda essas temáticas de forma objetiva e
crítica, possibilitando aos alunos uma reflexão a respeito do conteúdo. Pode ser
locado ou obtido através da internet.
É um curta metragem com duração de 13 minutos e pode ser encaixado no
tempo de uma aula. A facilidade de compreensão em razão da exposição didática
das ideias, de forma encadeada e informações importantes, prendem a atenção
dos alunos.
O documentário “Ilha das Flores” é uma produção de Mônica Schmiedt,
Giba Assis Brasil, Nôra Gulart, com roteiro de Jorge Furtado. Ilha das Flores é um
local na cidade de Porto Alegre destinado ao depósito de lixo. O curta apresenta a
trajetória de um tomate, desde a colheita ao descarte por uma dona de casa, até
a chegada ao lixão da ilha, onde crianças disputam alimentos que sequer servia
de alimento para os porcos.
O curta faz uma crítica às desigualdades sociais geradas pelo sistema
capitalista e a ausência de políticas públicas para solucionar a miséria de parte da
população brasileira. Demonstra seres humanos numa condição abaixo de
porcos, esse fato é narrado no documentário da seguinte forma:
“O tomate / plantado pelo senhor Suzuki, / trocado por dinheiro com o
supermercado, / trocado pelo dinheiro que dona Anete trocou por perfumes
extraídos das flores, / recusado para o molho do porco, / jogado no lixo / e
recusado pelos porcos como alimento / está agora disponível para os seres
humanos da Ilha das Flores.”
Outra parte do filme interessante para discutir a exclusão social alarmante
gerada pelo modelo capitalista é:
“O que coloca os seres humanos da Ilha das Flores depois dos porcos na
prioridade de escolha de alimentos é o fato de não terem dinheiro nem dono.”
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Após a exibição do documentário promova um ciclo de debates, apontando
cenas que retratam o consumismo, a geração de riqueza, exclusão social, e cite
exemplos de locais que os alunos tenham conhecimento onde ocorrem situações
semelhantes às apresentadas no documentário.
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
Atividades
complementares
LIVROS
São Paulo
2015
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A Escola e o Conhecimento: Fundamentos
Epistemológico e Políticos
Mario Sergio Cortella (26/06/2014)
É impossível não ler Mario Sergio Cortella, sem passar pela
temática da escola Nova, ao escrever o seu livro “A Escola e
o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos”,
Cortella de forma prática e muito clara sempre embasada nos estudos e
ensinamentos do grande pedagogo e educador Paulo Freire, coloca a Escola
como um grande centro de pesquisa.
Mario Sergio Cortella traz uma análise concernente ao conhecimento que é
produzido no interior da escola, seu livro é composto por cinco partes muito
importantes para a compreensão da sua obra no todo, no primeiro capítulo traz
como tema: Humanidade, cultura e conhecimento; no segundo: Conhecimento e
verdade: a matriz da noção de descoberta; no terceiro: A escola e a construção
do Conhecimento; no quarto: Conhecimento escolar: epistemologia e política e
por fim ele conclui a sua obra com um quinto capítulo: Conhecimento, ética e
ecologia.
Ao iniciar a análise desta obra, achei por bem iniciar o texto chamando
para este diálogo o grande escritor Dermeval Saviane que na sua obra “Escola e
Democracia” nos trás um grande discurso sobre como deveria ser uma escola
democrática e autônoma, conforme podemos verificar nas suas palavras.
“A pedagogia nova começa, pois, por efetuar a crítica da pedagogia tradicional,
esboçando uma nova maneira de interpretar a educação e ensaiando implantá-la,
primeiro através de experiências restritas; depois, advogando sua generalização
no âmbito dos sistemas escolares.” (SAVIANI, 2002, p. 7)
Perceba que Saviani coloca que a pedagogia nova tem esta característica
de interpretar a educação através da experiência pessoal e principalmente dentro
do ambiente escolar.
É perceber que o professor não é somente um mero transmissor do
conhecimento, mas antes de tudo, ele é o mediador, será aquele que mostrará ao
seu publico alvo como este conhecimento é construído, é poder trabalhar este ser
humano que está em seu interior com cultura e conhecimento.
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O autor coloca que existe uma luta constante através do tempo para
conceituar o que significa ser humano, nos arremetendo aos conceitos filosóficos
mais clássicos, como os de Aristóteles, Platão e ate os contemporâneos, como é
o caso do escrito Fernando Pessoa, todos com seus conceitos.
Cortella deixa bem claro que todo profissional que trabalha com a
educação, antes de tudo, ele trabalho com uma ferramenta chamada
conhecimento, que será o objeto principal de nossas atividades. Portanto, não
podemos olhar para este objeto apenas com um olhar cientifico. E como
diferenciar esta visão? Observando o conhecimento que é produzido no dia-a-dia
no interior da escola.
Observe o que nos diz Cortella “Por isso, e para que possamos pensar o
tema do conhecimento e, a partir dele, produzir uma reflexão que nos ofereça
mais fundamentos para nossas práticas pedagógicas” (2009, p. 23), é pela prática
do conhecimento que proporcionará aos profissionais da educação seus valores.
Cortella tem o cuidado de conceituar de forma muito clara o que é, de onde
vem, e como chegar ao conhecimento, que é uma ferramenta de suma
importância para o educador, e traça um acompanhamento histórico e filosófico
para tal finalidade, passando por filósofos importantes como Sócrates e Platão.
Quando Cortella coloca que a Escola é o local do conhecimento,
subentende que ele está querendo nos deixar bem claro que a experiência vivida
por cada educador acontece no campo prática vivenciada, no seu livro Pedagogia
da autonomia de Paulo Freire coloca que não pode existir docente sem discente,
ou seja, todo professor sempre será um eterno aluno.
Ao analisar o conhecimento como algo acabado, pronto e massificado é um
perigo muito grande para o profissional da educação, é justamente dentro deste
contexto que entra a proposta da escola nova, de colocar o professor não apenas
como um mero transmissor do conhecimento para os seus alunos, mas como um
mediador que não apenas leve o conhecimento, mas que indique quais os
caminhos para se alcançar este conhecimento. Podemos verificar este
posicionamento nas palavras de Cortella (2009, p. 95):
Não há conhecimento que possa ser apreendido e recriado se não se
mexer, inicialmente, nas preocupações que as pessoas detêm; é um contra-senso
supor que se possa ensinar crianças e jovens, principalmente, sem partir das
preocupações que eles têm, pois, do contrário, só se conseguirá que decorem
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(constrangidos e sem interesse) os conhecimentos que deveriam ser apropriados
(tornados próprios).
É importante observar que o espaço da escola é um local de aprendizagem
em constantes transformações sociais, e o professor tem que ter os olhos abertos
sem cercas para observar este ambiente que se chama escola.
Lembrando que as idéias sociológicas provocaram grandes alterações nas
concepções pedagógicas, principalmente do ponto de vista epistemológico, que
rejeitam os pressupostos idealistas, em contrapartida vemos os materialistas
tradicionais contrapõem à dialética. (ARANHA, 2006).
Para finalizar a sua obra, Cortella traça um paralelo muito interessante
acerca da ética dentro do processo da construção do conhecimento, quando
falamos em ética logo nos vem à mente um sistema de regras do que podemos e
não podemos fazer sobre as nossas escolhas.
É importante que a busca pelo conhecimento compartilhado venha ser
trabalhado de forma ética, para que o profissional forme alunos integro
comprometido com a pesquisa de forma verdadeiro sem máscaras e sem
fingimentos.
Portanto, esta obra de Mario Sergio Cortella e sua tese do conhecimento é
uma contribuição importantíssima no campo social, filosófico, político, cultural e
intelectual tomando a escola como lugar de clímax, transporte e um importante
veículo para disseminação de novo conceito de fazer educação. E, finalizo
repetindo as palavras de Dermeval Saviani, eu acredito no poder da escola e em
sua função de equalização social.
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EDUCAÇÃO INCLUSIVA: COM OS PINGOS NOS "IS"
Rosita Edler Carvalho (20/07/2014)
Colocar os pingos nos "is" dessa questão é defender que a
inclusão envolve a reestruturação das culturas, políticas e
práticas das escolas que, como sistemas abertos, precisam
rever suas ações, até então, predominantemente elitistas e
excludentes. Alerta a autora que a inclusão é um longo
processo e não ocorre por decreto ou modismo. Para incluir um aluno com
características diferenciadas numa turma dita comum, há necessidade de se
criarem mecanismos que permitam que ele se integre social, educacional e
emocionalmente com seus colegas e professores e com os objetos do
conhecimento e da cultura. A política de inclusão dos alunos na rede regular de
ensino que apresentam necessidades educacionais especiais, não consiste
somente na permanência física desses alunos, mas o propósito de rever
concepções e paradigmas, respeitando e valorizando a diversidade desses
alunos, exigindo assim que a escola defina a responsabilidade criando espaços
inclusivos. Dessa forma, a inclusão significa que não é o aluno que se molda ou
se adapta à escola, mas a escola consciente de sua função coloca-se a
disposição do aluno.
Para entender a educação inclusiva deve-se primeiro entender que a
proposta não foi concebida apenas para determinados alunos e sim para todos,
sem distinção. Entender que somos diferentes. Essa é nossa condição humana.
Pensamos de jeito diferente, sentimos com intensidade diferente, agimos de
forma diferente, e tudo isso porque vivemos e aprendemos o mundo de forma
diferente. Pensar seriamente na prática da inclusão significa tomar consciência da
diversidade dos alunos e valorizá-la. As escolas inclusivas são escolas para
todos, o que implica um sistema educacional que reconheça e atenda às
diferenças individuais, respeitando as necessidades de qualquer dos alunos. Sob
essa ótica, não apenas portadores de deficiências seriam ajudados e sim todos os
alunos que, por inúmeras causas, apresentem dificuldades de aprendizagem ou
no desenvolvimento.
Não basta incluir é preciso integrar o aluno na classe para que a aprendizagem
aconteça, uma vez que integração deve andar junto com a inclusão um
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completando o outro. Não se pode, em uma idéia inclusiva, dar rótulos ou utilizar
modelos de alunos diferenciando-os entre deficientes e não-deficientes, como que
essas duas fossem as duas opções possíveis. Essa rotulação não mais existirá
quando as diferenças forem entendidas como algo comum e quando
aprendermos a respeitá-las e valoriza-las, livres de comparações. Só que para
que isso aconteça principalmente os professores precisam ter uma atitude critica
perante a sociedade ou então, acontecerá a exclusão dos incluídos dentro da sala
de aula.
A dificuldade de aprendizagem dos alunos tem sido atribuída a "defeitos"
que os alunos têm como: hiperatividade, disritmia, deficiência mental, etc. estes
vem sendo tratados como anormais e não como alunos que precisam ser
ajudados. Para nudar este e outras idéias errôneas de educação inclusiva a
autora aponta pontos que devem ser revisados como: Quem são os excluídos no
sistema educacional, o que contribuem para essa exclusão, por que tantas leis?
Remoção de barreiras para a aprendizagem e para a participação, produção
sistemática de estudos e pesquisas com análise crítica dos dados, resistências
em relação à proposta de educação inclusiva e outros.
Para que se conceba um sistema educacional inclusivo é permitir que os direitos
humanos sejam respeitados, de fato. Podendo contar com órgãos públicos que
podem e devem ajudar as instituições. Alguns princípios devem fundamentar os
sistemas educacionais inclusivos, são eles: direito à educação, à igualdade de
oportunidade, escolas responsivas e de boa qualidade, direito a aprendizagem e a
participação. As diretrizes do sistema devem nortear a elaboração de planos
nacionais de educação para todos, são elas: formular políticas educativas
inclusivas; incrementar a inversão de recursos para o desenvolvimento e a
aprendizagem de todos; garantir equidade na distribuição de recursos públicos e
privados; deixar aberta a participação de diversos setores nas decisões; promover
a formação continuada de todos os envolvidos no processo, desde professores a
ministros; valorizar o profissional da educação; divulgar informações e usar todos
os meios para conscientizar as pessoas; dentre inúmeras diretrizes básicas.
O despreparo dos professores para atuar com a educação inclusiva, gera
grandes equívocos por parte dos profissionais. Muitos entendem educação
inclusiva como uma proposta apenas para deficientes, e desconsidera a
integração dos inclusos não acreditando em sua aprendizagem. Confundi inclusão
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com inserção, privilegia na inclusão a socialização com a idéia de que é o
bastante, e acaba por limitar a "leitura de mundo" à sala de aula. Nossas escolas
devem ajudar no processo de inclusão deixando de lado seu tradicionalismo e se
tornando escolas de boa qualidade, acessíveis a todos, que estimulem e
aumentem a participação e reduzam a exclusão. Todo o trabalho da escola deve-
se pautar em dar condições para que todos participem do processo de
aprendizagem, assim esta deve promover eventos que desenvolvam a cultura,
promovam a participação de toda comunidade dentre outras medidas que
permitam a inclusão de fato.
O sistema de inclusão encontra barreiras, cabe a toda sociedade resolver,
pois somos todos responsáveis pela prevenção de preconceitos e exclusões
assim como somos responsáveis pela eliminação das já existentes. A letra da lei
diz que os alunos com necessidades educacionais especiais devem ser
matriculados e freqüentar turmas de ensino regular, porém na realidade nem
sempre essa inclusão acontece de fato, seja por falta de conhecimento e
formação do professor no assunto ou até mesmo medo e insegurança da família.
Esse é o primeiro ponto que deve ser avaliado, a formação dos professores para
trabalhar com uma educação inclusiva e também a família deve ser acolhida pela
escola pra que não se sinta insegura e acabe por atrapalhar no processo.
Desde o os primórdios da educação pessoas são excluídas do processo
outras nem se quer tem a chance de entrar nele. Hoje em dia essa exclusão
continua a acontecer, só que discussões vêm acontecendo e projetos estão
sendo implantados para tentar mudar essa situação. Entender a educação
inclusiva se torna mais simples do que imaginamos, é só querer e lutar por uma
educação de qualidade e esquecermos os "rótulos" que a sociedade coloca nas
pessoas que não o mesmo "modelo" que a mesma impôs. Nossa sociedade foi
construída assim com desigualdades em todos os aspectos, por esse motivo
entender a educação inclusiva pode até ser fácil, difícil é fazê-la acontecer. Uma
vez que isso também depende das classes médias, altas e dos governantes que
nem sempre querem mudar a realidade de desigualdade do país, mesmo
sabendo que a educação de qualidade a todos é um passo para uma sociedade
sem desigualdades. Cabe aos profissionais da educação começar a mudar a
realidade exclusiva de nossas escolas vendo todos os alunos como sujeitos do
processo de aprendizagem e considerando a individualidade de cada um.
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Formação de leitores surdos e a educação inclusiva
Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins - (14/09/2014)
Como ensinar crianças surdas a ler? Este é o tema do livro
Formação de Leitores Surdos e a Educação Inclusiva, escrito
por Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins e lançado pela
Editora Unesp. Sandra Eli constatou que a alfabetização de
crianças surdas ainda é um desafio para muitos educadores.
“Ao serem questionados sobre o planejamento e ensino da leitura, ficavam
perplexos com a pergunta, pois pareciam conceber que a aprendizagem da leitura
ocorreria num passe de mágica”, analisa a autora a partir dos depoimentos dos
professores entrevistados. Estudantes surdos também têm vez entre os registros
feitos para o livro: a obra conta ainda com as impressões de um grupo de
crianças surdas, matriculadas no sistema público de ensino.
O livro propõe que, ao abrir as portas para o mundo da escrita no idioma do
ouvinte e não restringir o acesso da criança surda aos bens culturais, a escola faz
com que ela compreenda a língua portuguesa não como um idioma estrangeiro e
pertencente ao outro, mas como a sua própria língua, que ela compartilha com os
demais. A partir de sua inclusão e do respeito a seus direitos, defende que é
possível ampliar o universo em que a criança surda vive e dar ferramentas para
que ela participe plenamente do processo de criação cultural.
Ensinar crianças surdas a ler é o grande desafio que este livro discute. Afinal, ao
longo da história da educação especial é grande a expectativa que se estabelece
no processo de alfabetização da criança surda, tanto por parte de seus familiares
quanto dos profissionais que a acompanham.
Esta obra debate como o surdo, ao se constituir a partir das relações
sociais e de outras manifestações de linguagens (oral, expressão corporal e
facial, gestos e fragmentos de fala), consegue partilhar situações de produção da
linguagem, por meio da leitura.
Ao considerar as crianças surdas como não indiferentes à criação cultural do
mundo da escrita, a autora revela preocupação com sua inclusão e com o
respeito a seus direitos, percebendo-as como cocriadoras da cultura. Para ela, se
não há restrição ao acesso aos bens culturais, entre os quais a língua escrita, e
portanto ao ato cultural de ler, pressupõe-se que a língua falada não será para o
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surdo uma língua estrangeira, e sim, à medida que pode ser compartilhada,
também sua própria língua.
Com vasto material empírico e análise cuidadosa e focada nos aspectos
da prática educativa, este livro é particularmente útil para educadores que atuam
no ensino regular e são chamados a participar da educação inclusiva.
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Reflexões sobre a alfabetização
Emília Ferreiro (20/02/2015)
O livro trata não de um método de alfabetização, mas
de reflexões sobre a prática escolar tendo como base as
experiências da autora.
Segundo Emília Ferreiro, a criança pensa, raciocina,
inventa, constrói interpretações, sempre buscando
compreender a escrita.
Seus estudos tiveram como base crianças de outros países como
Argentina e México, mas podemos perceber que a conceitualização e seu
processo seguem a mesma linha, semelhante a nossa.
Ao longo do livro a autora aborda temas que nos fazem compreender o
processo de construção da escrita, as concepções e hipótese que crianças
pensam em relação a escrita, a compreensão dessa escrita e a interferência dos
adultos no processo, a prática docente e etc. A autora ainda dedica todo o último
capítulo, “ O espaço da leitura e da escrita na educação pré-escolar”, nos levando
a pensar e refletir na questão: deve-se ensinar a ler e a escrever na pré-escola?
Segundo Emília Ferreiro essa é uma pergunta mal colocada, pois nos faz
crer que somos nós, os adultos, que decidimos quando e como vai se iniciar o
aprendizado de nossas crianças.
Se decidirmos que não, não haverá, em nossas salas de aula, o menor
sinal de leitura e escrita. Contudo, se afirmarmos que sim, que devemos ensinar a
leitura e a escrita antes do 1º Segmento do Ensino Fundamental, percebemos que
nossas salas de aula passam a se caracterizar como se já estivéssemos no 1º
ano E.F.
Após essa rica leitura, podemos concluir que: a criança não chega à escola
ignorante quanto à leitura e à escrita. A pré-escola deve dar às crianças ocasiões
de aprender; deve permitir às crianças meios de obterem informações; deve haver
material rico de leitura, pois ler é um ato mágico; deve oferecer a liberdade de
experimentar os sinais escritos, num ambiente rico de diversas formas de leitura e
escrita.
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História Social da Criança e da família
Philippe Ariès (10/03/2015)
A leitura da obra de Philippe Ariès nos permite ter
contato com uma produção historiográfica notadamente
datada. A primeira edição brasileira é a tradução de uma
versão francesa de 1973, um resumo do estudo original
publicado em 1960. Esta versão de 1973 ganhou também o
acréscimo de um prefácio do autor, no qual ele traz um balanço das repercussões
e críticas que seu trabalho despertou.
A década de 1960 foi um período de consolidação do chamado movimento
da "História Nova", corrente que é apontada por alguns como responsável por
uma "revolução francesa da historiografia", devido ao fato de propor novos
objetos, novos métodos e novas linguagens na escrita da história. Entre essas
inovações, está à abertura para o estudo do cotidiano dos "homens comuns" e de
temas até então reservados à antropologia, como a alimentação, corpo, o mito, a
morte etc. A historiografia ganha obras que trabalham com uma multiplicidade de
documentos (fotos, diários, músicas etc.) e usam a linguagem narrativa.
Composta essencialmente por historiadores franceses, seus princípios estão
enraizados no trabalho de historiadores como Marc Bloch, Lucien Febvre e
Fernand Braudel, responsáveis pela desconstrução da história positivista no
século XIX. Trata-se de um percurso paralelo ao trilhado pelas inovações na
tradição historiográfica marxista, cujo maior nome talvez seja o do historiador
inglês Edward Thompson.
Aproximadamente no final da década de 60, a "história nova" ganha uma
pluralidade de tendências, entre as quais está aquela que se denomina história
das mentalidades, voltada para as sensibilidades e para elucidar diferentes visões
de mundo e conceituações presentes em diferentes períodos históricos, na qual
Philippe Ariès situa sua obra. No prefácio da edição de 1973, ele aponta alguns
dos princípios que norteiam sua interpretação: "A história das mentalidades é
sempre, quer o admita ou não, uma história comparativa e regressiva. Partimos
necessariamente do que sabemos sobre o comportamento do homem de hoje,
como de um modelo ao qual comparamos os dados do passado - com a condição
de, a seguir, considerar o modelo novo, construído com o auxílio de dados do
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passado, como uma segunda origem, e descer novamente até o presente,
modificando a imagem ingênua que tínhamos no início" (p.26)
A partir desses pressupostos, o estudo de Ariès possui dois fios
condutores: o primeiro é a constatação de que a ausência do sentido de
“infância”, tal como um estágio específico do desenvolvimento do ser humano, até
o fim da Idade Média, abre as portas para uma interpretação das chamadas
“sociedades tradicionais” ocidentais. O segundo é que este mesmo processo de
definição da infância como um período distinto da vida adulta também abre as
portas para uma análise do novo lugar assumido pela criança e pela família nas
sociedades modernas. Sua obra foi precursora, portanto, de um novo campo que
ficou conhecido como “história da infância” e gerou diversos trabalhos
subsequentes.
A constituição desse novo conceito de infância está na transição dos
séculos XVII para o XVIII, quando ela passa ser definida como um período de
ingenuidade e fragilidade do ser humano, que deve receber todos os incentivos
possíveis para sua felicidade. O início do processo de mudança, por sua vez, nos
fins da Idade Média, tem como marca o ato de mimar e paparicar as crianças,
vistas como meio de entretenimento dos adultos (especialmente da elite), hábito
criticado por Montaigne (1533-1592) e outros escritores da época. A morte
também passa a ser recebida com dor e abatimento. Já no século XVII, as
perspectivas transitam para o campo da moral, sob forte influência de um
movimento promovido por Igrejas, leis e pelo Estado, onde a educação ganha
terreno: trata-se de um instrumento que surge para colocar a criança "em seu
devido lugar”, assim como se fez com os loucos, as prostitutas e os pobres.
Embora com uma função disciplinadora, a escola não nasce com uma definição
de idade específica para a criança ingressá-la. Isto porque os referenciais não
eram o envelhecimento (ou amadurecimento) do corpo.
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Educação: um Tesouro a Descobrir
Jacques Delors (23/03/2015)
O livro aborda de forma bastante didática e com muita
propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI,
associando-os e identificando-os com algumas máximas da
Pedagogia prospectiva, e subsidia o trabalho de pessoas
comprometidas a buscar uma educação de qualidade. Diz o texto na
página 89: “À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo
complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite
navegar através dele”.
Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver
quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do
conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o
conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer
mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de
acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o
respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e,
finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o
papel do cidadão e o objetivo de viver.
Os pilares são quatro, e os saberes e competências a se adquirir são
apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no
entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim
único de uma formação holística do indivíduo.
Jacques Delors (1998) aponta como principal consequência da sociedade
do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida,
fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento
e da formação continuada.
A seguir, é apresentada uma síntese dos quatro pilares para a educação no
século XXI.
Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de
compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja
efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a
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curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também
pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.
Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor
do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o
indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em
equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração
conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e
intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver
conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem
trabalhadas.
Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo
aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a
compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar
conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.
Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético,
responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação,
criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência.
A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das
potencialidades de cada indivíduo.
Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever
grandes consequências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas
para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação
constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber
comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações
teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente.
Uma educação fundamentada nos quatro pilares acima elencados sugere alguns
procedimentos didáticos que lhe seja condizente.
Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da
demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições,
em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é
uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais
e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a
modernização da educação.
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Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar
as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena,
aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o
ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade, lutar por uma
sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder
transformador da educação.
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Pedagogia da autonomia
Paulo Freire (14/05/2015)
Paulo Freire neste livro trata de uma educação que
presenciou na época da Ditadura Militar, a qual acontecia com
visível distanciamento de professor- aluno. Paulo era contrário
a essa visão, defendendo a tese de que professor-aluno
deveria compartilhar conhecimentos, pois, dessa forma o
aprendizado é mútuo.
A maior preocupação desse professor é como ensinar de forma acessível a
qualquer aluno, de forma respeitosa o que o aluno conhece ou não, sendo essa a
oportunidade que o professor tem de levar o novo para um lugar onde muitas
vezes no julgamento de alguns não era possível.
Paulo conhecia muito bem realidade da educação de periferias, era professor de
jovens e adultos analfabetos e esse pessoal correspondia na época à maioria da
população brasileira. Expondo claramente o seu ponto de vista ao dizer que,
"ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua
produção ou a sua construção".
Desse modo, é possível derrubar a hierarquia financeira podendo o pobre
ser rico através do estudo e do conhecimento, pois, Freire acredita que a
educação é capaz de mudar as pessoas além de, ajudá-las a se posicionarem
diante de determinadas situações.
Para Paulo Freire, o professor deve despertar no aluno um ser instigador,
curioso e persistente. Aonde juntos vão à busca de respostas aos porquês que
surgem durante uma aula, durante a vida ou de algum conflito na sociedade.
O Educador precisa ainda, remeter aos alunos o poder persuasivo de
construção de ideais, de que não é somente aceitar o conceito explicado sem
questionar, é preciso, para a fixação do conteúdo, que haja debates em sala de
aula de temas polêmicos e o foco seja uma solução possível a curto, médio ou
longo prazo.
O professor também é um pesquisador vez que, o ensino exige estudo e
todas as teorias que o primeiro desenvolve acaba despertando dúvidas e o desejo
de esclarecê-las para adquirir conhecimento e poder transmitir aos seus pupilos
que futuramente se espelharão nele para ser um profissional semelhante.
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Paulo Freire expõe uma opinião fabulosa sobre o conteúdo fornecido pela
escola e aquele conteúdo trago pelo aluno, ele afirma que o professor e a escola
devem respeitar os "saberes socialmente construídos na prática comunitária", e
fazer a junção desse conhecimento de mundo com o que será trabalhado em sala
de aula, fazer também questionamentos sobre temas relacionados direto ou
indiretamente com o dia-a-dia.
Questionamentos esses que envolvem a poluição, o lixo, classes sociais, política.
E essa junção servirá para a formação de opinião, indagação, curiosidade e
questionamento, servirão para a autonomia do pensar.
É de grande importância a ligação entre a criticidade e a curiosidade, pois
para o autor todo discente deve ter coragem para ser curioso ao ponto de estudar
e desenvolver ideias que ele produziu e ainda cabe ao corpo escolar e docente
descobrir práticas e atividades para a motivar e encorajar o aluno a desenvolver
pensamentos.
Paulo Freire relata ainda, sobre a importância de um professor ético e
estético profissional, quero dizer que, o docente precisa ser decente e puro, é
preciso que o professor seja respeitador do ideal do outro concordando ou para
futuramente servir de exemplo positivo para quem o observa momentaneamente.
Não obstante o de fato de tentar realizar em uma escola contemporânea,
ensina-se a prática e depois se dá o exemplo, se uma palavra foi dada que não
volte atrás com ela. Dessa forma é que se concretizará no aluno como de fato
acontecem as coisas, é assim que o aluno reconhecerá o professor não apenas
como alguém que ensina, mas o reconhecerá como um conselheiro, como
alguém que está aberto e disposto a ouvir ideias e juntos poderão desenvolvê-las
e colocá-las em prática.
Paulo apresenta a ideia de que todos nós devemos nos analisar
profundamente e nos criticar construtivamente, afinal “É pensando criticamente a
prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.”, ou seja, se
nós analisarmos e percebermos as falhas ou os erros mudará e conseguirá em
fim atingir o objetivo desejado.
O autor expõe ainda que, o emocional está muito relacionado com essa
questão porque temos raiva de onde erramos e quando melhoramos nos
sentimos alegres por ter a raiva que nos impulsionou para a mudança.
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Entretanto, “assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante,
comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva
porque capaz de amar.” e com isso se relacionar com a importância que a
identidade cultural de cada um deve ser respeitada não podendo jamais ser
desprezado por um corpo docente.
Paulo destaca também as questões de uma relação professor-aluno da
época em que pesquisou e aplicou essas questões abordadas e deram certo,
tanto deu que estamos tentando aplicá-las nas escolas contemporâneas
juntamente com a conquista de uma relação de professor- aluno mais flexível.
Torno-me “paulofreiriana” ao concordar que, os alunos devem ser donos dos seus
pensamentos, curiosidades e ideais, também corajosos e concordo ainda que
seja dever do professor instigar e motivar essa prática em seus alunos
exemplificando além da teoria.
Levando em consideração o que foi dito, o professor deve levar para sala
de aula problemas e discussões que possibilitaram aos docentes a prática do
desenvolvimento de suas ideias, e com isso os professores param de ser
intelectuais memorizadores que não ensinam, apenas transferem conhecimento,
passando a ser educadores críticos e versáteis.
Acredito, porém que, o professor precisa ter cuidado com as palavras
aplicadas aos alunos, pois, esse profissional pode servir de espelho e serve de
inspiração naquele período de transferência de conhecimento, e as vezes o
educador é responsável pelo desenvolvimento do alunos fora do ambiente escolar
e nem tem conhecimento de tal situação.
Entretanto, a falta de preparo do profissional da educação e a competência
fazem com que o professor, execute uma prática autoritarista, perdendo os
subsídios da educação e a perda de respeito por parte dos alunos, afinal, vale a
pena manter a simplicidade para desenvolver uma prática educacional coerente.
Quero ressaltar que, o professor tem como maior parceiro o amor pelo que
faz, e essa paixão tornarão seus momentos em sala de aula mais ameno e
harmonioso, da mesma forma que irá reencantar a educação.
O livro é um prêmio ao professor, pois, retrata a importância de um melhor
posicionamento em sala, da mesma forma que incentiva esse profissional a
buscar de todas as formas uma boa qualificação.
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Freire ressalta o tempo todo, quão importante é o desenvolvimento do lado crítico
do educador, concomitantemente com a importância do aluno criticá-lo caso
julgue necessário, pois dessa forma o aluno aprenderá a se portar e se colocar
diante do mundo, e juntos professor e alunos cumprirão sua função com mais
responsabilidade.
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A criança terceirizada
José Martins Filho (17/06/2015)
Como o próprio autor diz, sou totalmente a favor que
as mulheres sejam independentes e tenham seus trabalhos!
Lutamos muito para chegar aonde chegamos e o que se
discuti aqui são os efeitos que causamos aos nossos filhos
quando decidimos “sair” de casa. Lembrando que existem
muitas mães que não trabalham e que acabam sendo ausentes e, portanto os
filhos sofrem o mesmo efeito.
Bom, esclarecido isso, vamos ao que diz respeito à criança terceirizada.
Muitos falam sobre o tempo de qualidade, como uma desculpa pela falta de
tempo que damos aos nossos filhos. Pois bem, não existe qualidade de tempo,
afinal todo o tempo com o seu filho deveria ser de qualidade, certo? E as crianças
demandam tempo. Elas aprendem pelo exemplo, logo se você estiver ausente,
quem será a pessoa a qual ela se espelhará? Será que essa pessoa tem os
mesmos princípios que você?
Mas vamos voltar um pouquinho, logo depois que o bebê nasce à mãe
brasileira possui quatro meses de licença. Alguma mais sortuda tem dois meses
extras. Depois disso vem à dúvida onde deixar o bebê? Pensando que os bebês
devem ser amamentados em livre demanda até os seis meses, e depois continuar
sendo amamentado até os dois anos e fazer a introdução alimentar. Como fazê-lo
sem estar perto do bebê? É ai que muitas mães acabam optando por jornadas de
trabalhos alternativas, flexíveis, ou até mesmo deixam de trabalhar por um tempo.
A capacidade de ser feliz de um ser humano pode depender de apenas
uma pessoa e de um tempo. A pessoa é a mãe. O tempo é a infância – em
especial, o primeiro ano.
Ficou comprovado que a mãe é a pessoa mais importante para a criança
nos primeiros dois anos de vida. Não somente pela alimentação, mas a presença
da mãe na vida do bebê ajuda em seu desenvolvimento físico, psíquico,
emocional e cognitivo. O distanciamento continua da mãe por períodos maiores
que quatro horas diárias nessa época, podem causar efeitos iguais ao de crianças
que foram abandonadas. Segundo o famoso pediatra e psicanalista inglês Donald
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Woods Winnicott, a presença da mãe na infância está diretamente ligada a
felicidade desta pessoa no futuro, em sua vida adulta.
Claro, que existem também os extremos, como mães que tem babás: uma para o
dia, outra para a noite e a folguista. Segundo o Doutor Martins Filho, algumas
mães tem que levar as babás ao consultório na consulta de rotina, pois não
sabem nem ao menos dizer o que acontece com a criança no dia-a-dia. E
infelizmente a ausência na vida dos filhos, não somente impactam as crianças,
como em nós pais também. Acabamos tentando compensá-las dizendo sim a
tudo. Tornamos-nos muito permissivos e os pequenos começam a testar os
limites.
Segundo os canadenses Gordon Neufeld, psicólogo especializado em
desenvolvimento infantil, e o médico Gabor Maté, a influência de colegas, ícones
jovens e primos vem se tornando mais determinante na formação dos pequenos
do que os modelos fornecidos pelos adultos. É o que os especialistas chamam de
“educação por pares” – fenômeno que enfraquece a família. Segundo os autores,
uma criança só procura as referências dos pais se uma forte ligação entre eles foi
estabelecida anteriormente. “Para uma criança se mostrar disposta a ser educada
por um adulto, é preciso que ela tenha um vínculo com ele, queira manter contato
e se tornar próxima“, destacam os especialistas em seu livro Pais Ocupados,
Filhos Distantes – Investindo no Relacionamento (Melhoramentos). Se tudo corre
bem, essa proximidade emocional com o bebê se transformará em intimidade
psicológica ao longo dos anos.
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A formação Social da Mente
Vygotsky (11/07/2015)
No livro Formação Social da Mente – Vygotsky tem
por objetivo caracterizar os aspectos tipicamente humanos
do comportamento e elaborar hipóteses de como essas
características se desenvolveram durante a vida do indivíduo
e enfatiza três aspectos:
O estudo do desenvolvimento infantil começou a ser feita por comparação
à botânica, associado à maturação do organismo como um todo. Como
maturação por si só, é um fator secundário e não explica o desenvolvimento de
formas mais complexas do comportamento humano, a psicologia moderna passou
a estudar a criança a partir dos modelos zoológicos, isto é, da experimentação
animal.
Segundo Vygotsky, o momento de maior significado no curso do
desenvolvimento intelectual, que dá origem às formas puramente humanas de
inteligência prática e abstrata, acontece quando a fala e a atividade prática estão
juntas.
A criança, antes de controlar o próprio comportamento, começa a controlar
o ambiente com a ajuda da fala, produzindo novas relações com o ambiente, além
de uma nova organização do próprio ambiente. A criação dessas formas,
caracteristicamente humanas de comportamento produz o intelecto, e constitui a
base do trabalho produtivo: à forma especificamente humana do uso de
instrumento.
Experiências feitas por Vygotsky concluíram que a fala da criança é tão
importante quanto a ação para atingir um objetivo. Sua fala e ação fazem parte de
uma mesma função psicológica complexa, dirigida para a solução do problema
em questão.
Conclui-se também que quanto mais complexa a ação exigida pela
situação e menos direta a solução, maior a importância que a fala adquire na
operação como um todo.
“Essas observações, me levam a concluir que as crianças resolvem suas tarefas
práticas com a ajuda da fala, assim como dos olhos e das mãos”. (Vygotsky).
A criança quando se confronta com um problema mais complicado,
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apresenta ótima variedade complexa de respostas que incluem tentativas diretas
de atingir o objetivo, uso de instrumentos, fala dirigidas as pessoas ou que
simplesmente acompanha a ação e apelos verbais diretos ao objeto de atenção.
O desenvolvimento da percepção e da atenção, o uso de instrumentos e da fala
afeta várias funções psicológicas:
Operações sensório-motoras e atenção – cada uma das quais é parte de
um sistema dinâmico de comportamento.
Para o desenvolvimento da criança principalmente na primeira infância, o
que se reveste de importância primordial são as interações com os adultos
(assimétricas), portadores de todas as mensagens de cultura. Nessa interação o
papel essencial corresponde aos diferentes sistemas semióticos seguida de uma
função individual: começam a ser utilizado como instrumentos de organização e
de controle do comportamento individual.
A abordagem dialética, admitindo a influência da natureza sobre o homem,
afirma que o homem, por sua vez, age sobre a natureza e cria, através das
mudanças por ele provocadas, novas condições naturais para a sua existência.
Essa posição representa o elemento-chave da abordagem de estudo e
interpretação das funções psicológicas superiores FPS, do homem e serve como
base dos novos métodos de experimentação e análise.
Com relação à interação entre aprendizado e ensino – O aprendizado é
considerado um processo puramente externo que não está envolvido ativamente
no desenvolvimento, simplesmente se utilizará dos avanços do desenvolvimento
ao invés de fornecer um impulso para modificar seu curso.
Para Vygotsky não existe melhor maneira de descrever a educação do que
considerá-la como a organização dos hábitos de conduta e tendências
comportamentais adquiridos. O aprendizado não altera nossa capacidade global
de focalizar a atenção, ao invés disso, desenvolve várias capacidades de focalizar
a atenção sobre várias coisas.
Numa abordagem sobre a zona de desenvolvimento proximal, o ponto de partida
da discussão é o fato de que o aprendizado das crianças começa muito antes
delas frequentam a escola.
A zona de desenvolvimento proximal é resumidamente à distância entre o
nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução
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independe de problemas e o nível de desenvolvimento potencial, determinado
através da solução de problemas sob a orientação de um adulto.
O brinquedo tem um papel marcante para desenvolvimento, o brinquedo
não é uma atividade pura e simples de prazer a uma criança, pois há outras
atividades que dão mais prazer, como o habito de chupar chupeta, em relação
aos jogos que marcam a perda e ganho com frequência e é acompanhado pelo
desprazer da perda. A criança em idade pré-escolar envolve-se num mundo
ilusório para resolver suas questões e considera essencial e reconhece a enorme
influência do brinquedo no desenvolvimento da criança.
O brinquedo não é o aspecto predominante da infância, mas um fator muito
importante do desenvolvimento demonstra o significado da mudança que ocorre
no desenvolvimento do próprio brinquedo, de uma predominância de situações
imaginárias para as predominâncias de regras e mostra as transformações
internas das crianças que surgem em consequência do brinquedo.
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Avaliar, respeitar primeiro, educar depois
Jussara Hoffman (30/07/2015)
O livro está dividido em vários temas onde o fio
condutor é o estudo sobre avaliação, foram escritos em
diferentes períodos, tendo como foco principal o papel
mediador do professor no processo de avaliação
educacional (teorias de Paulo Freite, Piaget e Vygotstky.
Respeitar primeiro, educar depois – aproximação entre família, escola,
governo e sociedade civil, respeitar o aluno, na avaliação é preciso “pensar de
forma diferente”, o professor deve estabelecer uma permanente reflexão sobre a
prática. Para ela precisa revalorizar a imagem do professor, devolvendo o orgulho
da profissão de educador, muito desvalorizado e criticado nas grandes mídias,
onde a família coloca a educação de seus filhos inteiramente nas mãos dos
professores. É necessário revalorizar a imagem, sendo uma questão de respeito e
de dignidade. Vivemos em tempos de mudanças, mas a escola permanece igual
conservadora. Quando os professores não entendem o significado das inovações,
será natural que a resistência ocorra, por que todos gostam de mudar, mas não
gostam de ser mudados. Logo não se pode ensinar ao professor o que ele precisa
aprender porque a aprendizagem significa reconstrução própria de cada
profissional.
Para efetivar mudanças significativas em educação exige um duplo
compromisso de gestores e formadores: o de mobilizar a discussão de suas
práticas e concepções bem como o de mediar à construção de novos saberes.
Um apagão na educação – A escola vive um verdadeiro apagão na educação. A
falta de professores, desvalorização e má qualificação, faltam de escolas /
escolas sucateadas, falha de equipamentos, salas de aula lotadas de alunos,
onde impera um ambiente de indisciplina (más condições do ambiente escolar).
Enquanto o discurso é uma escola inclusiva, a realidade mostra o
abandono dos alunos, onde não há a possibilidade do acompanhamento de todos
os alunos nas suas aprendizagens, além do descaso coma a
qualificação formação do corpo docente, ausência de reuniões pedagógicas, a
falta de ações do fomento à leitura e a recursos tecnológicos na escola.
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Os pais na escola: participar ou decidir? – A qualidade do ensino nas
escolas não depende dos pais ou de uma “cobrança”, mas a atuação competente
dos profissionais que alia atua somada à adequada infraestrutura das instituições;
quaisquer reformulações pedagógicas devem ser decididas pelos profissionais da
educação, embasadas em fundamentos teóricos consistentes. Resgatar a
credibilidade da sociedade quanto à competência dos professores é uma
condição necessária para qualquer avanço. Pais e professores devem redefinir
que lhe de fato lhes cabe na luta por uma educação de qualidade para milhares
de crianças e jovens deste país.
Desde o século XX, luta-se pela escola inclusiva, para todas as crianças e
jovens brasileiros. Alcançou-se um aumento considerável de vagas em escolas
públicas, aumentando o número de alunos por sala, vindas de diferentes camadas
sociais, exigindo mais dos professores, atualmente pedem socorro, pois necessita
de melhores condições de trabalho, formação continuada em serviço, condições
de vida melhore valorização profissional.
Volta às aulas, alunos ou pessoas, professor? – Formar pessoas implica
em resgatar suas histórias de vida, conversando com os alunos em sala e fora
dela sobre suas vidas e aprendizagem. É necessário pensar em espaços, tempos
e maneiras de estabelecer vínculos significativos com os alunos da escola.
Tempo de admiração e não de reprovação – Os caminhos das
aprendizagens não são lineares, com início, meio e fim. Avaliar em educação
significa as mudanças, de aprender a ler e escrever. Ninguém aprende sozinho.
Acesso ou permanência? – Qualidade em educação não significa apenas
propiciar escolarização, mas acesso, aos bonés culturais da sociedade, acesso à
cidadania, acesso à universidade, acesso a uma profissão. Significa dessa forma
em permanência.
A avaliação permite oferecer uma orientação efetiva a cada aluno.
Recuperar é sinônimo de mediar, deve ser uma proposta no dia a dia da sala de
aula, a partir da observação curiosa, da investigação sobre o que os alunos ainda
não compreenderam o que ainda não produziram.
Organizar uma sala homogênea é um grande equívoco e é inócuo em
termos de processos de aprendizagem. Trinta alunos em sala significam 30
interpretações diferentes de uma mesma poesia.
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A escola da contemporaneidade não pode dar margens ao estabelecimento de
fronteiras de relacionamentos interpessoais.
A escola quer alunos diferentes? – A evolução intelectual não acontece
sem o tentar, errar, fazer e refazer, provocar a diversidade do saber, do agir, do
pensar, expressar, buscando variabilidade didática, perseguindo-se uma ação
pedagógica diferenciada. ( continua)
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CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
Atividades
complementares
CURSOS
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FACULDADES ASSOCIADAS BRASIL
CURSO DE PEDAGOGIA
CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS
Atividades
complementares
PROJETOS
São Paulo
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso de filmes na escola pode ser um elemento importante para trabalhar
outros formatos e linguagens com os alunos. O uso de recursos audiovisuais
passou a ser obrigatório em escolas da educação básica de todo o país.
Pensando nisso a E. E. Professor Messias Freire vem desenvolvendo esse
projeto que na realidade foi uma sugestão dos alunos como alternativa aos que
querem algo mais no intervalo, os filmes são escolhidos pelos alunos que ao final
depois há um debate preenchem uma ficha demonstrando as impressões tiveram
a respeito do filme, o projeto vem acrescentando cada vez as atividades escolares
e tornando-os alunos mais atenciosos, críticos e debatedores.
Todos os projetos são recursos que vem modificando a vida na escola, pois
através deles que geralmente se iniciam na sala de leitura está havendo uma boa
aceitação entre os estudantes e professores que a cada vez mais aderem aos
procedimentos com união e bastante disposição. A partir desses projetos estamos
aproximando a comunidade da escola e tornando alunos protagonistas que
ajudam a difundir as ideias pela escola. Ver alunos sorridentes, interagindo, se
expressando bem, trabalhando e se utilizando de virtudes como a solidariedade
nos dá força e alegria no nosso dia-a-dia de trabalho.
Todos os livros que li durante o percurso foi acima de tudo um prazer que
me deu a oportunidade para aperfeiçoar minha técnica, confrontar os problemas
que vivencio no dia da escola e que parece não ter solução. Contudo conclui que
a grande maioria dos problemas tem sim solução, basta procurarmos respostas
nos especialista e seguir suas indicações, pois tudo o que lemos nos serve como
direção nesse trabalho árduo, porém prazeroso que é do educador.
Os cursos de formação continuada oferecidos pelo governo são muito
importantes para nossa atualização, pois além de nos manter informados sobre
os rumos da educação, nos desperta a curiosidade e a vontade especializar cada
vez mais. O curso de Libras apesar de básico demonstrou muito bem como é
conviver com um surdo e o seu dia-a-dia que não é muito diferente do nosso,
trouxe também um entendimento sobre o porquê a Libra é considerada uma
língua, além de nos dar noções básicas sobre como falar com os sinais da Libra,
outro ponto importante foi descobrir que além dos gestos com a mão o surdo fala
muito com expressões faciais. Enquanto que o “Currículo Mais”, me deu
informações de onde encontrar aulas para trabalhar com a informática, além de
demonstrar o que eu já sabia a grande importância da informática na vida dos
alunos e professores, fato esse, aliás, que venho desenvolvendo há tempos,
porém preciso sempre estar em buscas de novas ferramentas e o canal fornecido
pelo governo do estado de São Paulo é bastante inovador nesse sentido
diminuindo nosso trabalho de pesquisa para nos adequarmos aos novos moldes
que a educação vem tomando.
Enfim, adorei fazer este estágio, mesmo porque pude ver que estou
atualizada com as novas formas do ensino e pude aperfeiçoar minha técnica,
vivenciando momentos maravilhosos de coleta de dados onde contei com a ajuda
da minha irmã, amiga, colega de curso e colega de trabalho, Solange Rocha
Souza e minha mais nova amiga Viviam que conheci na faculdade e pude por no
papel a minha vivencia na escola.

Estágio - Cirlei Santos

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    FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS RELATÓRIO FINAL DE DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO São Paulo 2015
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    FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCAIDA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS RELATÓRIO FINAL DE DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Relatório de estágio apresentado à Faculdade Brasil como um dos pré- quesitos para a obtenção do título de Pedagogia, sob a orientação e supervisão da Profª Ana Paula Correia Silva. São Paulo 2015
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    FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Ofereçoao meu querido pai (falecido recentemente), que sempre investiu em meus estudos e dos meus irmãos.
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    FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Agradeçoaos meus familiares, pela força, apoio e por acreditarem em meu potencial.
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    FACULDADE ASSOCIADA BRASIL “...ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção". (Paulo Freire)
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    FACULDADE ASSOCIADA BRASIL SUMÁRIO ESTÁGIOSUPERVISIONADO: ENSINO INFANTIL: ............................................ 6  INTRODUÇÃO .............................................................................................. 7  CARTA DE APRESENTAÇÃO...................................................................... 8  FICHA DE IDENTIFICAÇÃO......................................................................... 9  ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO ...................... 10 EDUCAÇÃO INFANTIL: MATERNAL................................................................... 14  INTRODUÇÃO ............................................................................................ 15  FICHA DE ESTÁGIO................................................................................... 16  RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO MATERNAL............... 19  PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: BERCÁRIO ......................... 21  CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 26 EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM......................................................................... 28  INTRODUÇÃO ............................................................................................ 29  FICHA DE ESTÁGIO................................................................................... 30  RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO JARDIM..................... 33  PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM............................... 35  CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 38 EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLAR ............................................................ 40  INTRODUÇÃO ............................................................................................ 41  FICHA ESTÁGIO......................................................................................... 42  RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DA PRÉ-ESCOLA ........... 45  CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 51  CONCLUSÃO DO ESTÁGIO ...................................................................... 53  DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO...................................... 55  FOTOS DA ESCOLA .................................................................................. 56 E.E. PROFESOOR MESSIAS FREIRE................................................................. 61  INTRODUÇÃO ............................................................................................ 62  CARTA DE AAPRESENTAÇÃO ................................................................. 63  FICHA DE IDENTIFICAÇÃO....................................................................... 64 ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO ................................ 66  RELATÓRIO DE ESTÁGIO......................................................................... 67  RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA ......................................... 67  VISITA AS DEPENDENCIAS DA UNIDADE ESCOLAR............................ 68 RELATÓRIO DAS AULAS ENSINO FUNDAMENTAL ........................................ 84  INTRODUÇÃO ............................................................................................ 84  RELATÓRIO DAS AULAS DO 1º AO 5º ANO............................................ 94  PLANO DE AULAS – ENSINO FUNDAMENTAL I ................................... 117 ENSINO MÉDIO: FILOSOFIA E SOCIOLOGIA.................................................. 131
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    FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO .......................................................................................... 132  FICHA DE ESTÁGIO................................................................................. 133  RELATÓRIO DAS AULAS DE FILOSOFIA - ENSINO MÉDIO ................ 139  PLANOS DE AULAS ENSINO MÉDIO: SOCIOLOGIA E FILOSOFIA..... 147  CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 151 GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO.......................................................... 153  INTRODUÇÃO .......................................................................................... 154  FICHA DE ESTÁGIO................................................................................. 156  RELATÓRIO DA GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO.................... 161  CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 165 CONCLUSÃO DO ESTÁGIO .............................................................................. 168  DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO.................................... 169  FOTOS DA ESCOLA ................................................................................ 170  EJA - ALFABETIZAÇÃO ........................................................................... 174  INTRODUÇÃO .......................................................................................... 175 CARTA DE APRESENTAÇÃO ........................................................................... 177  FICHA DE IDENTIFICAÇÃO..................................................................... 178  ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO .................... 179  RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA ....................................... 180  FICHA DE ESTÁGIO................................................................................. 188  RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO - AULAS EJA-ALFABETIZAÇÃO...... 194  PLANO DE AULAS – EJA-ALFABETIZAÇÃO.......................................... 200  EJA-ALFABETIZAÇÃO ............................................................................. 208  FOTOS DA ESCOLA ................................................................................ 208  DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO.................................... 213 ATIVIDADES COMPLEMENTARES................................................................... 214  INTRODUÇÃO .......................................................................................... 215  FICHA DAS AULAS DA GRADE CURRICULAR...................................... 216  ATIVIDADES COMPLEMENTARES RELATÓRIO DAS AULAS ............. 218 ATIVIDADES COMPLEMENTARES LIVRES..................................................... 254  FICHAS DOS RELATÓRIOS .................................................................... 255  RELATÓRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES .......................... 262  FILMES...................................................................................................... 263  LIVROS ..................................................................................................... 317  CURSOS ................................................................................................... 344  PROJETOS ............................................................................................... 347  CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 348
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    6 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRADIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO ENSINO INFANTIL: MATERNAL, JARDIM, PRÉ-ESCOLAR São Paulo 2015
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    7 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO Oestágio de docência em Educação Infantil foi realizado no Centro de Educacional Infantil Alegria dos Saber, localizado na Rua Amaro, n° 88, - Socorro – São Paulo – SP. A intervenção foi feita no período matutino e início da tarde do dia 08 junho ao dia 23 de junho. Conforme combinado com a professora regente, que passou os conteúdos com os quais estava trabalhando. A prática em sala de aula nos leva a refletir como será nosso dia a dia como professor. Enquanto estamos estudando apenas as teorias, não temos ideia do que é estar frente a uma classe e ser o responsável pela mediação do conhecimento às crianças, a responsabilidade é grande. A experiência vivida na sala do Centro Educacional Alegria do Saber me mostrou claramente o que significa ser professor na Educação Infantil. Saber como trabalhar determinado conteúdo, para que a criançada realmente se desenvolva, aprenda com compreensão. Portanto, é no estágio prático em sala de aula, que o futuro professor tem a oportunidade de se aperfeiçoar para exercer com êxito sua profissão. Segundo Silva, 2007, p. 35. “A primeira concepção que deve nortear o papel do professor é: ‘aprender e ensinar’ e ‘ensinar e aprender’. Ambas constituem um processo dinâmico, onde um não existe sem o outro. Ensinar pressupõe um aprendizado.”
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    9 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE IDENTIFICAÇÃO I-DADOS DO ESTAGIÁRIO Nome: Cirlei Aparecida dos Santos - R A._____________ Curso: Pedagogia - Semestre: __________ Data de nascimento: 24/03/1969 - Local: Ribeirão Claro - UF: PR C.P.F. Nº: 135.225.888-94 - R.G. Nº: 24.580.815-2 - Órgão Emissor: SSP/SP. Endereço: Rua Genebra, nº 134 – Apto. 55 - Bairro: Bela Vista - Cidade: São Paulo/SP - CEP: 01316-010 - Fone: (11) 996435-8969 - E-mail: VYDABANDIDA@HOTMAIL.COM II DADOS DA INSTITUIÇÃO RAZÃO SOCIAL: Centro Educacional Infantil Alegria do Saber Deptº/Seção: Educação Infantil Endereço: Rua Amaro Leite, Nº 88 - Bairro: Socorro - Cidade: São Paulo -SP - CEP: 04763-060 - Fone: (11) 5521-7418 ou (11) 5541-9042 E-mail: contato.alegriadosaber@gmail.com Supervisor pelo estágio na instituição: Cecília Correa Viana DADOS DO ESTÁGIO Período de estágio: 31/06/2015 à 23/06/2015 Carga Horária: 96 horas (noventa e seis horas) Professor Orientador do Estágio: Ana Paula Correia da Silva
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    10 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ATIVIDADESA SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO Ações/atividades a serem desenvolvidas para atingir os objetivos. Regência com anuência do professor da classe, planejamento de atividades de ensino, (plano de aula) e aplicação das aulas planejadas. Neste primeiro momento estarei fazendo estágio referente ao Ensino do Maternal, do Jardim e do Pré-escolar. A escola se encontra na região do Santo Amaro, com 03 salas de aula, funcionando das 7h às 19h. Analisarei a metodologia aplicada pelos professores na sala de aula, observarei o comportamento dos alunos, e as necessidades dos mesmos, suas dúvidas e como se processa a relação entre professor/aluno. Na participação, auxiliarei os alunos e o professor em sala e tora a rotina da escola, redigindo atividades e assessorando nas dúvidas e na organização das matérias. Procurarei participar do planejamento das aulas, também estarei registrando o desenvolvimento dos alunos. Na regência, planejarei aulas com a censória do professor, desenvolverei atividades para motivar os alunos, utilizando os recursos adequados para as atividades do assunto em pauta, elaborarei planos de aulas. Os estágios serão realizados de segunda a sexta-feira, em horários alternados das 7 h as 15 h, dando um total de até 8 h diárias, e 40 horas semanais. X Cecília Correa Viana Diretora X Cirlei Aparecida dos Santos Estagiária
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    11 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aescola de Educação Infantil é particular, está estabelecida no local há 20 anos e mudou de nome e proprietários recentemente, até maio de 2015 chamava- se Centro Educacional Infantil Rosalina Arruda, quando passou a se Centro Educacional Infantil Alegria do Saber, tem capacidade para 40 crianças. Mas, atualmente atende 22 devido à mudança de proprietários, atende alunos com idade entre três meses e seis anos. A distribuição se dá da seguinte forma: berçário – 09 crianças de três meses a um ano e onze meses; Jardim de infância – 06 crianças de dois anos a três anos e onze meses; Pré-escolar – 07 crianças de quatro anos a cinco anos e onze meses, com atendimento integral ou meio período. A instituição conta com quatro professores, sendo que a professora Shirley Marques é a regente e atua em todos os ciclos, se revezando com as demais para cobrir as atividades com os alunos; uma auxiliar de berçário; uma cozinheira; uma secretária, a diretora que é também coordenadora pedagógica. Quanto à estrutura física, a escola infantil conta, além três salas de aulas, uma secretaria equipada com um arquivo, armário de aço, mesa com cadeira e um (PC) microcomputador. Uma cozinha equipada com um fogão de quatro bocas, uma geladeira, um freezer horizontal, liquidificador, batedeira, pia, refeitório amplo com mesas, bancos e cadeirões para bebês. Almoxarifado com mesas e armários. A escola ainda tem berçário com 12 berços, conta equipado com solário, lactário, móveis e equipamentos adequados para atender as crianças conforme as suas necessidades. Ainda existe a disposição das crianças, uma área externa com parquinho, caixa de areia, espaço gramado artificial para recreação, onde são realizadas as brincadeiras livres. A sala de aula na qual realizamos o estágio possui duas grandes janelas, duas portas de acesso, quatro lâmpadas fluorescentes, um armário, quadro negro, uma mesa do professor, dez mesas com dez cadeiras cada, proporcionais ao tamanho das crianças, ventiladores de teto. A decoração das paredes é feita com desenhos, letras, números, cartazes com letras musicais, fotos das crianças e datas de aniversários. Essa decoração é feita pela professora em conjunto com as crianças. Vale lembra que através da interação em momentos de decorar a sala, por exemplo, que as crianças se desenvolvem, aprendem.
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    12 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL “Podemosconcluir então que é o aprendizado que propicia o desenvolvimento dos processos internos do ser humano com a sua relação com o contexto sociocultural em que vive e a sua situação de organismo, não podendo se desenvolver sem a mediação do outro”. Silva (2007, p. 13). A rotina da escola é organizada, mas bastante flexível. Está repleto de afetos nas atividades como: comer, dormir, trocar fraldas, dar banho, etc. As crianças chegam por volta das 7h, tomam café, participam das atividades, trocam roupas, almoçam, fazem a higiene bucal e dormem. Os pequenos e pequenos lancham, participam das atividades didático-pedagógicas dentro e fora da sala de aula, depois tomam banho, jantam, fazem higiene bucal, com seus professores, aguardam por seus pais, que chegam por volta das 18h30min. A relação professor/aluno é de atenção, carinho, cuidado, amizade, aprendizagem. As docentes as descrevem como animadas, espertas, interessadas, curiosas. A escola infantil chega às sete horas da manha, tem aula com a professora regente e aula de educação física 2 horas semanais, saem às onze horas e no contra turno segue a mesma rotina no período vespertino. O planejamento é feito em nível de unidade, ou seja, segue-se o referencial da Educação Infantil, porém, com ênfase nas peculiaridades de cada instituição. Isto é, conforme acordado no Projeto Político-Pedagógico da unidade de ensino, o método utilizado é o Construtivismo, dessa forma, o professor (a) prepara seus planos de aula que é supervisionado pela coordenadora da unidade. De acordo com o P.P.P. da escola é elaborado no início de cada ano letivo, objetivos a serem desenvolvidos durante o ano. Com bases nesses objetivos, os professores desenvolvem seus planos de aulas ou projetos. A professora faz seu plano de aula de acordo com o planejamento da escola, trabalha com o construtivismo, utiliza como material de apoio apostilas, livros e vídeos, a professora é bastante organizada e atende todas as turmas (maternal jardim e pré-escolar). Nas terças-feiras a vai tem oficina de teatro onde todas as crianças participam das conotações de histórias, dança teatro e música. Os temas transversais são tratados a partir dos questionamentos das crianças e muitas vezes colocados nos planejamentos das aulas. Durante os recreios há muita diversão e brincadeiras livres, com bolas, rodas, no parquinho. Na maior parte das vezes parcelei correndo para lá e para cá com as crianças para
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    13 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL estimulá-lascom as brincadeiras. As crianças se divertem muito, porém algumas caem e até choram por causa de brinquedos. O Centro Educacional Infantil Alegria do Saber promove o desenvolvimento da linguagem oral e dos movimentos corporais, através de jogos, brincadeiras e atividades que vivenciem a exploração do corpo, do ambiente, da cultura e da socialização. Os valores de respeito ao próximo, amizade e cooperação e são evidenciados nesta etapa, iniciando o trabalho de ética e cidadania, como bases importantes na formação da personalidade. O Berçário conta com Câmeras Online, onde os pais recebem usuário e senha para acompanharem os principais momentos dos seus Bebês, o acesso pode ser realizado através de um aplicativo instalado nos celulares (Android e iOs).
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    14 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO EDUCAÇÃO INFANTIL: MATERNAL
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    15 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO Aochegarem mais ou às 7h primeiramente a professora recepciona os pequenos cantando a música bom dia as crianças ficam bastante alegres, algumas já conseguem bater palminhas. As aulas acontecem das 8h30mim às 9h30mim de segunda-feira a sexta-feira. Depois vem toda a rotina de um bebê do dia-a-dia, os momentos de alimentação e troca de fraudas, achei o mais complicado, observei que necessita ser muito cuidadoso nesses momentos em que precisamos dedicar muito carinho, o cardápio é feito por uma nutricionista, adaptado às necessidades de cada criança e é preparado pela cozinheira. A recreação é feita na parte externa onde tem um parquinho e gramado artificial, todos os dias a partir da 14h30min as crianças são levadas para lá onde são estimulas a brincarem livremente com bolinhas, colocadas em brinquedos cavalinhos e escorregarem com auxilio de professores e auxiliares. Tudo é programado pedagogicamente com objetivos bem claros e tem o momento de exercitar a coordenação motora e outras habilidades desenvolvidas pela professora Shirley Marques, responsável pelas aulas de todos os alunos da escola. A professora é bastante competente, se utiliza do construtivismo e está a dois meses trabalhando na escola, apesar de tem uma experiência como regente de seis anos. A escola é bem localizada no perímetro urbana, com uma clientela de classe média, onde os pais investem além de ter um local para deixar os filhos se preocupam com o seu desenvolvimento integral.
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    16 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE ESTÁGIO PEDAGOGIA MATERNAL São Paulo 2015
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    17 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre: Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – 1º ano: C EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Hora s Visto do responsável 09/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Escrita, construindo crachá, números, brincadeiras, paisagens. 4h 10/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Transportes, ortografia, oralidade: História do nome, quantidade. 4h 11/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Higiene, Leitura, interpretação, números brincadeiras. 4h 12/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Separação do lixo, Linguagem oral e escrita figuras geométricas. 4h 13/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Oralidade, ortografia, adição e subtração e brincadeiras. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 13 de fevereiro, 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    18 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Assinaturae carimbo da direção da instituição
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    19 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO MATERNAL As aulas acontecem das 8h30mim às 9h30mim de segunda-feira a sexta- feira. Observei todos os dias em que estive lá no berçário como segue: 08/06/2015 A professora realizou uma rodinha para mostrar ao grupo saquinhos de tnt com vários objetos dentro (sucatas, papel picado,...), para aguçar a curiosidade de todos fez perguntas, tais como: O que será que tem dentro do saco? E também sacudindo o saco para ouvirem o som dos objetos que estão dentro. Notei que alguns bebês prestam atenção, enquanto alguns brincam e outros engatinham... A professora que isso é normal o importante é ir demonstrando e situações diferentes para ele irem construindo um conhecimento. Depois Colocou as mãozinhas dos bebês dentro do saquinho, permitindo que explorassem a textura dos objetos, deixou que retirassem um objeto, mostrar ao grupo dois recipientes com água, um com água fria e outro com a água morna, e auxiliou um por um a colocar sua mãozinha primeiramente na água fria e depois na água morna. Terminou permitindo que o grupo brincasse livremente com diferentes tipos de sucata. 09/06/2015 A professora deitou os bebês de costas um apor um, colocou sobre a barriga e os levantou no ar, segurando pelo tronco e aproximando do rosto. Disponibilizou um túnel transparente em sala de aula para o grupo brincar, realizou exercícios motores com o grupo, uma criança por vez, falou com a criança nesse momento tornando a atividade prazerosa, ou seja, estimulou os bebês passarem por dentro os estimulando a percorrer o percurso ate o final do túnel. Aos que ainda não engatinhavam os colocou dentro e os auxiliou na saída do túnel. A professora faz questão de chamar as crianças pelo nome. 10/06/2015
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    20 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aprofessora forrou um pedaço do piso da sala de artes com papel pardo e irei oferecer tinta para o grupo explorar livremente. Convidou os bebês a colorir um grande pedaço de papel pardo fixado no chão, ofereceu diversas cores para os bebes explorarem livremente a tinta, passando no papel e em suas mãozinhas. Para finalizar colou o papel pardo que o grupo pintou em nossa sala de aula para observarem as cores. 11/06/2015 A professora levou para o grupo placas sensorial com diferentes imagens e texturas de galinha para os bebês observarem e manusearem mostrou o livro a Galinha que choca de Mary França, e falou sobre a galinha: Olha a pata da galinha! Olha o bico da galinha! Como a galinha faz? , as deixou passarem a mãozinha nas texturas (penas) para sentirem novas sensações, realizou uma rodinha cantada e colocou a música da galinha Pintadinha e cantou com os bebês que brecaram e sorriram muito nesse momento.
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    21 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL PLANODE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: BERCÁRIO Língua Portuguesa Objetivos Específicos:  Conhecer a galinha  Desenvolver sua percepção Tátil  Observar a diversidade dos animais  Despertar sua curiosidade  Desenvolver sua linguagem  Reconhecer a galinha em ilustrações  Reconhecer o som da galinha em brincadeiras e cantigas  Desenvolver a afetividade pelos animais Introdução:  Levar para o grupo placas sensoriais com diferentes imagens e texturas de galinha para os bebês observarem e manusearem. Atividade 1:  Mostrar o livro e falar sobre a galinha: Olha a pata da galinha! Olha o bico da galinha! Como a galinha faz? , passar a mãozinha nas texturas (penas) para sentirem novas sensações. Atividade 2:  Realizar uma rodinha cantada e cantar musicas que mencionam a galinha Fechamento:  Para finalizar vamos explorar novamente as placas. Atividades Físicas Objetivos  Inserir atividades físicas regulares na rotina das crianças.  Desenvolver habilidades corporais variadas. Material necessário  Bolas, cordas, escorregador, colchonetes e imagens de animais.
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    22 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Desenvolvimento Na maioria das vezes, as crianças são muito ativas e estão sempre se movimentando. Contudo, é importante que a Educação Física seja feita de modo sistemático durante, por exemplo, dois períodos de 30 minutos, um de manhã e outro pela tarde. É certo que qualquer atividade física proporciona benefícios, mas a organização ajuda a criança a perceber a importância desses momentos.  Outro fator importante é a presença do adulto. Ainda que simples, certas atividades podem paralisar uma criança que sinta medo ou dificuldade em realizá-las - e o educador ajuda tanto a evitar acidentes quanto a dar mais confiança aos pequenos. Além disso, o adulto deve ficar atento às etapas do desenvolvimento das crianças: se as propostas forem fáceis demais, não estimulam os pequenos a contento e, se forem muito difíceis, não despertam o interesse em superar limites. Portanto, as atividades até podem ser as mesmas para as diferentes faixas etárias da creche, mas pequenas variações em seu planejamento e execução são muito bem- vindas. Atividades  Uma proposta interessante é enfileirar bolas e auxiliar as crianças a passar os pés por cima delas - primeiro o direito, depois do esquerdo e assim por diante. Em seguida, as cordas podem servir como outro obstáculo a ser ultrapassado, por cima ou por baixo, de acordo com a regulagem de altura. Exercícios como esses exigem concentração, estratégia, preparo e, ao mesmo tempo, são estímulos divertidos.  No pátio, o escorregador costuma ser usado como um brinquedo para descida. Estimular a subida por onde se escorrega também pode ser interessante. Para isso, segure na mão esquerda de cada criança e ajude- as, uma a uma, a subir. Depois, repita a proposta segurando na mão direita
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    23 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL decada criança. Com essa atividade, é possível perceber com qual das mãos os pequenos têm mais habilidade e força e, a partir daí, trabalhar novos estímulos à outra mão.  Propostas que envolvem cooperação são ferramentas importantes para o desenvolvimento físico e intelectual das crianças. Ficar em fila, passar uma bola embaixo das pernas e entregá-la nas mãos do próximo colega envolve não apenas estímulos corporais como também noções de respeito e trabalho em equipe.  Aproveite que as crianças costumam gostar muito de imitar animais e mostre imagens de bichos cujos movimentos elas possam copiar. Por exemplo, minhocas e cobras rastejam, sapos e cangurus pulam, cavalos e guepardos correm. Até o caminhar dos gorilas e chimpanzés pode ser interessante reproduzir: o corpo desses animais acompanha o andar, o que ajuda as crianças a desenvolver noções de lateralidade.  Bolas variadas (de tênis de mesa, tênis de quadra, futebol de salão, handebol, vôlei, basquete, entre outras) são ótimas para organizar uma competição de arremesso, sempre com os dois braços para essa faixa etária. O tamanho e o peso de cada bola estimulam os músculos do tronco e dos membros superiores. Nesse sentido, confeccionar bolas de meia pode incrementar ainda mais o trabalho. Avaliação  Faça anotações sobre o desempenho dos pequenos sempre que possível, não para compará-los, mas para aumentar gradativamente a dificuldade das atividades em que eles se saem melhor. Se alguma criança não conseguir realizar determinada proposta, procure auxiliá-la, dentro das possibilidades dela, até que consiga superar seus limites. Vale ainda orientar os pais a fazer algumas dessas propostas em casa, a fim de também contribuírem para a melhoria do desenvolvimento corporal dos filhos.
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    24 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Matemática Objetivo Adquirir a noção de conservação de quantidades descontínuas ou discretas. Atividades  Trabalhar com conchas, tampas, fichas, caixas de fósforos, carretéis, palitos de picolé, etc. (deixar as crianças brincando livremente, depois pegar três fichas e pedir às crianças que peguem a mesma quantidade. Se a criança colocar maior ou menor quantidade, não dizer que está errada, apenas perguntar: _ “Você acha que o seu trem está igual ao meu?”).  Trabalhar com bolinhas de massinha ( _Nós temos a mesma quantidade de massa?).  Depois perguntar, mudar a forma de uma das massas e questionar novamente. Objetivo 2  Adquirir o conhecimento físico do objeto. Atividades  Hora da novidade com a cor.  Dia do brinquedo preferido azul.  Toda sexta-feira as crianças deverão sair com algo azul (laço de fita, balão, gravata etc.)  Massinha somente azul  Explorar diferentes cores primárias. Objetivo 3  Adquirir o conceito de classificação. Atividades  Separar os objetos, guardando-os nos lugares certos.  Separar os brinquedos por cor, tamanho, forma.  Fazer coleção dentro da sala (cantinho dos bonecos, cantinho dos carrinhos etc.) Objetivo 4  Adquirir o conceito de seriação o. Atividades
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    25 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Fazer empilhagem do menor para o maior e vice-versa (utilizando também materiais de sucata, caixas, copos, tampas etc.)
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    26 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONSIDERAÇÕESFINAIS O estágio nos dá a oportunidade de testar na prática, o aprendizado teórico que tivemos ao longo do curso. É hora de por em teste os conhecimentos adquiridos e refletir sobre o quê e como devemos melhorar. Portanto, nosso objetivo é o constante processo de aperfeiçoamento. Segundo Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51): Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende […] O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. […] A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Para Vigotski a aprendizagem se dá através da interação com outros indivíduos. A Psicologia da Educação e Aprendizagem reforça essa tese. “Não é possível aprender e apreender sobre o mundo, sobre as coisas, se não tiver o outro, ou seja, é necessário que alguém atribua significado sobre as coisas, para que possamos pensar o mundo a nossa volta.” Silva (2007, p. 12). A principal tarefa do professor é, portanto, interferir no que Vigotski chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal. “A Zona de Desenvolvimento Proximal é a distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver com a mediação do outro.” Silva (2007, p. 13). É a partir dos saberes que o indivíduo já possui que o professor deve começar a educá-lo formalmente. Ou seja, intervir na ZDP. O estágio me deu a oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de aula. Tem-se a oportunidade de estar na pele do professor, literalmente. Percebi como será nossa prática, nosso dia a dia em um Centro de Educação Infantil Alegria do Saber, como educador. Para Telma Weiz citada por Schotten (2007, p. 55) “Quando analisamos a prática pedagógica de qualquer professor, vemos que, por traz de suas ações, há sempre um conjunto de ideias que os orienta. Mesmo quando ele não tem consciência dessas ideais, dessas concepções, dessas teorias, elas estão presentes.” É no contato com os mestres (as) e alunos na escola, que o futuro professor elabora um perfil que norteará sua prática.
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    27 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Naatuação em sala de aula, tive a oportunidade de reflexão, de analisar onde e como devemos melhorar. Que situações nos deixaram pensativos, intrigados. Ou seja, planejamos uma coisa pensando ser excelente, mas na hora de por em prática, ledo engano. Segundo Weiduschat (2007, p. 34) “[…] queremos dizer que existe um exercício intencional do professor que o leva, constantemente, a refletir sobre o que realizou, a mudar sua ação sempre que necessário e a refletir novamente sobre os rumos de sua nova ação”. Assim temos: “Ação-reflexão-ação”. Pensando criticamente, os estágios supervisionados de licenciaturas deveriam ter uma carga horária bem maior do que é atualmente. É comum lermos anúncios em jornais, dizendo: precisa-se de professores de Matemática; História; Geografia ou Pedagogia, que tenha no mínimo seis meses de experiência. Então, por que os formandos já não saem da faculdade com essa experiência? A arte de educar certamente é a mais nobre de todas. Weiduschat (2007, p. 49) nos informa que: “Certamente, a grande preocupação que se apresenta gira em torno da formação do educador e da educadora, para que estes deem conta de discutir e de participar da construção de uma escola com valores humanísticos, de formação de sujeitos autônomos.” O mestre, professor, deve estar sempre atento à sua formação, pois o mundo está em constante transformação. Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que: “Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes”. Quero registrar a importância da professora Marlene C. Chamorro, monitora do curso de Pedagogia da Uniasselvi em Dourados – MS. A experiente mestra passa muita segurança aos acadêmicos através de seus relatos pedagógicos e, naturalmente, mostra-nos o melhor caminho para obtermos êxito.
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    28 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM
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    29 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO NoTrabalho de Conclusão do Estágio Supervisionado em Educação Infantil Jardim realizado na Escola Infantil Alegria do Saber aqui apresentado terá observado o trabalho do coordenador pedagógico, tendo sempre o foco na observação do relacionamento entre a teoria e a prática vivenciada na Educação Infantil deste estabelecimento de ensino. Nas observações de sala de aulas que acontecem das 10h às 11h30mim de segunda-feira a sexta-feira será registrada a prática docente do Jardim do turno vespertino, assim como o relacionamento entre professor- alunos e de diversas atividades que fazem parte da rotina diária da escola, tais como: brincadeiras, roda de história, roda de conversas, ateliês ou oficinas de desenho, modelagem e música e, atividades que envolvem cuidados com o corpo da crianças. As observações na sala de aula serão caracterizadas as aulas, de acordo com a grade curricular presente no planejamento anual. Em seguida, será desenvolvida a aula, conforme o plano de aula elaborado. O Estágio Supervisionado é uma oportunidade concreta da vivência e exercício da profissão. Ele prepara os acadêmicos para o mercado de trabalho, fazendo com que realizem uma atuação transformadora na realidade escolar, ajudando no desenvolvimento integral do aluno. A teoria apresentada durante as aulas do curso de Pedagogia proporciona ao estagiário um olhar científico da verdadeira realidade presenciada na escola, podendo assim, compreender a complexa relação que há entre a teoria e a prática no trabalho de um docente da Educação Infantil.
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    30 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE ESTÁGIO EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM São Paulo 2015
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    31 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre: Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – JARDIM EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Hora s Visto do responsável 09/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Escrita, construindo crachá, números, brincadeiras, paisagens. 4h 10/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Transportes, ortografia, oralidade: História do nome, quantidade. 4h 11/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Higiene, Leitura, interpretação, números brincadeiras. 4h 12/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Separação do lixo, Linguagem oral e escrita figuras geométricas. 4h 13/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Oralidade, ortografia, adição e subtração e brincadeiras. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 13 de fevereiro, 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    32 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Carimboda instituição Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
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    33 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO JARDIM As aulas acontecem das 10h às 11h30mim de segunda-feira a sexta-feira. Observei como segue: 12/06/2015 A professora fez uma rodinha da conversa conversou informalmente com os alunos, sobre como segurar um lápis e fazer movimentos circulares desenhando bolinhas. Colocou um cartaz de papel pardo no chão da sala e pediu que os alunos desenhassem círculos nele. Após todos terem desenhado, conversou sobre os tamanhos dos círculos, fazendo-os observar que praticamente todos têm tamanhos diferentes, mas que ainda assim continuam sendo círculos. Após terminarem, pintaram com pincel e tinta os círculos. Depois de prontos expôs na sala como trabalho coletivo. 15/06/2015 A professora fez rodinhas da conversa onde conversou sobre alimentação sobre a alimentação, de como devemos cuidar dela e como ela é importante para a nossa saúde. Utilizando o cartaz da aula anterior com os círculos, cada aluno plantou dentro do circulo que desenhou uma sementinha. Contou para a turma à semente que ele plantou e por quê? Assim que terminaram fizeram um trabalho de arte feito com lixa, onde pintaram uma folha em branco até parecer uma fruta ou legume, onde eles falaram o nome: Os trabalhos foram expostos no varal da sala de aula. 16/06/2015 A professora fez uma rodinha de conversa sobre brincadeiras, do que eles gostam de brincar e se gostam de conhecer brincadeiras novas. Fizemos vários círculos com giz no chão e pedimos que os alunos caminhassem sobre eles. Na sala, fizemos uma roda. Explicou aos alunos como era para ser feito. O caçador escolhido pela professora cochila no centro da roda, enquanto os macacos giram
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    34 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL emsua volta, tomando cuidado para não fazer barulho. De repente, o caçador acorda e grita: cada macaco no seu galho! Todas as crianças vão correr e entrar em um circula para não serem pegas. Quando o caçador achar que já está a bastante tempo num galho, vai dar novamente a ordem, para que todos ou procurem outro galho, tendo mais chance de pegar algum macaco. Inicia a brincadeira, cada macaco no seu galho, e ao terminar, realizou uma contagem de quantos macacos foram pegos na brincadeira. 17/06/2015 A professora começou com uma conversa informal de quantos alunos estão na sala, eles participaram. Após explicou a brincadeira. É necessário colocar bambolês no chão, que serão as tocas. Cada criança é um coelhinho e uma de nós foi “seu lobo”. As crianças cantaram, enquanto passeavam pela sala: Vamos passear no bosque, enquanto seu lobo não vem. Vão até onde o lobo está e perguntaram: seu lobo está? Por duas vezes o lobo disse que estava ocupado fazendo algo. Em seguida, quando as crianças voltaram novamente o lobo disse: o lobo está pronto! E saiu pegando as crianças que estavam fora das tocas. Repetiu a brincadeiras por algumas vezes, e nos sentamos para conversar sobre a parte que eles mais gostaram da brincadeira, quem eram os personagens e quantos coelhinhos o lobo conseguiu pegar? Contudo, a aula ministrada mostra que a formação teórica da professora, foi realizada com sucesso, pois sua pratica pedagógica está de acordo com as teorias, que marcam este começo de século como o construtivismo e o interacionemos, onde o aluno não é visto como um ser passivo, mas ativo, que contribui para sua aprendizagem.
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    35 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL PLANODE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: JARDIM Língua Portuguesa Objetivo  Desenvolver percepção visual, auditiva, coordenação viso-motora.  Desenvolver Orientação temporal (começo, meio e fim).  Desenvolver Orientação espacial. Conteúdo  Coordenação viso-motora:  Desenho livre.  Labirinto.  Pintura.  Recorte e colagem.  Traçado de linhas com movimentos livres e dirigidos. Percepção visual  Cor.  Forma.  Tamanho  Detalhes.  Complementação de figuras.  Letras (a, e, i, o, u). Orientação temporal  Começo, meio e fim, mais velho, mais novo, primeiro e último. Orientação espacial
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    36 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Dentro/fora, em cima, entre, em baixo, na frente, atrás, mais alto, mais baixo, mais perto e mais longe. Estratégia  Folhas que promovam o interesse da criança. Pode-se também trabalhar as vogais com músicas.  Trabalhar as noções do conteúdo no dia-a-dia da criança, explicando-a sempre que ocorrer dúvidas. Pode-se trabalhar também com jogos, brincadeira, histórias e músicas. Avaliação  Avaliação será contínua, através da observação diária da criança no desempenho de suas atividades, no relacionamento com os colegas e com a professora.  O instrumento de avaliação é uma ficha de observações que será entregue aos pais todo Bimestre. Matemática Objetivos  Estimular o raciocínio lógico, estabelecendo relações entre os conceitos: todo, parte, igual, diferente, grande, pequeno, tamanho, cor, forma, etc.  Desenvolver o conceito numérico através da expressão verbal e gráfica.  Desenvolver a noção de diferente medidas em relação aos objetos e ao tempo. Conteúdo Estruturas lógicas
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    37 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Discriminação (semelhanças e diferenças).  Comparação.  Identificação.  Conjuntos.  Correspondência.  Cores.  Tamanho e formas (círculo, triângulo, quadrado, retângulo).  Número de 1 a 5, quantidade (mais, menos, muito, pouco, cheio e vazio).  Medidas:  Tamanho de objetos (pequeno, grande, maior, menor, grosso e fino).  Distância entre os objetos (longe, perto).  Velocidade (rápido, lento, devagar, depressa).  Massa (leve e pesada).  Temperatura (quente e frio). Estratégia  Através do uso de material concreto e/ou dourado que promovam a discriminação.  Através do uso de material concreto onde a criança consiga visualizar e conceituar a contagem dos objetos, e mais tarde a apresentação dos números em lousa, caderno, folhas de sulfite, cartazes e músicas.  Através de material concreto que permita a visualização de diferentes medidas, utilizando também jogos e brincadeiras. Em relação ao tempo é interessante o uso de calendário mostrando o dia, mês, ano e tempo meteorológico, e o aniversário das crianças da sala. Avaliação  Avaliação será contínua, através da observação diária da criança no desempenho de suas atividades, no relacionamento com os colegas e com a professora.
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    38 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONSIDERAÇÕESFINAIS O planejamento semanal da professora do está de acordo com sua prática em sala de aula, que é desenvolvida sob o enfoque sociointeracionista construtivista, onde é sempre valorizada a interação professor-aluno. Nas aulas observadas houve a retomada dos conteúdos trabalhados anteriormente, reforçando ainda mais o que foi aprendido. A professora leva sempre em conta o conhecimento prévio dos alunos, relacionando os temas trabalhados ao cotidiano deles, com atividades claras e de fácil visualização e que são corrigidas individualmente no caderno do aluno ou coletivamente no quadro. São usados durante as aulas materiais diversificados, como jogos, livros didáticos, livros de literatura infantil e brinquedos de montar, tornando a aula ainda mais prazerosa e estimulante para os alunos, que se sentem envolvidos na sua aprendizagem. Os conteúdos são apresentados de maneira interdisciplinar, abordando diversas áreas de conhecimento, o que facilita a compreensão do mundo real, em sua totalidade. Há presença constante da leitura, principalmente no começo da aula, onde a professora conta sempre boas histórias, que trazem valores e levam os alunos a viajarem, fazendo daquele momento, ser um dos mais esperados pelas crianças. Quanto ao planejamento aqui apresentado é registrado em um caderno normal, contendo os conteúdos exigidos no planejamento anual. Nele os procedimentos metodológicos respeitam a individualidade das crianças e sempre cumpre com o esperado pela professora. A avaliação utilizada é a mesma todos os dias, observando o interesse e a participação de cada aluno. São consideradas também as atividades realizadas durante as aulas, onde o aluno é avaliado individualmente pelo o que ele conseguiu fazer nessas atividades. Durante a entrada e a saída dos alunos da sala de aula para ida ao banheiro, refeitório ou pátio, eles são organizados em filas, sempre cantando alguma música. Dentro da sala de aula são organizados em grupos de alunos. Todo inicio de aula é marcado por acolhimento, com orações e cantos. A frequência dos alunos é realizada sem registros, apenas fazem à chamadinha
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    39 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL colocandoos nomes dos alunos presentes visíveis para todos, para que reconheçam o nome nos mais diferentes lugares. A professora respeita a idade dos alunos, que estão, segundo a teoria de Piaget na segunda etapa do período pré-operatório, que vai dos quatro aos sete anos. Essa etapa é caracterizada pelo raciocínio intuitivo, onde a criança ainda está presa aos objetos e às aparências, fixando-se no que vê. Desse modo, é importante que o professor exponha à criança a diferentes objetos e símbolos para melhor desenvolver sua aprendizagem. Foi observada também uma organização nos horários para a prática da higiene, planejamento de brincadeiras com música e uma diversidade de conteúdos e áreas trabalhados durantes as aulas, tornando o relacionamento entre aluno e professor cada vez mais harmonioso. Nesta relação nota-se ainda um ambiente de afetividade, onde o professor escuta as solicitações dos alunos em clima de cooperação e interação. Os alunos respeitam o professor, sem ter medo dele, evidenciando atitudes que valorizam a ética e o respeito mútuo.
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    40 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLAR São Paulo 2015
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    41 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO Essetempo de observação e regência comprovou o quanto se faz necessário realizar o Estágio Supervisionado, pois traz benefícios tanto ao acadêmico como à escola que recebe o estagiário. O aluno estagiário pode compreender melhor o que aprendeu durante o curso, pois a prática vivenciada na escola muda completamente seu pensamento de que todas as crianças reagem de maneira igual ao que é apresentado pelo professor. A escola, de certa forma, também é beneficiada com a presença do estagiário. A sala de aula ganha um novo ajudante que pode intervir, se o professor permitir, nas diversas situações ocorridas no cotidiano dos alunos, aumentando as possibilidades de melhoria do desenvolvimento da aula. Por tudo o que foi apresentado neste relatório, conclui-se que o foco principal desse estudo é formar um profissional competente capaz de colaborar para o desenvolvimento do aluno da Educação Infantil, oferecendo atividades novas que iram contribuir no aperfeiçoamento de habilidades motoras, intelectuais e cognitivas, levando à criança a possibilidade de ser um adulto criativo, crítico e que possa agir com autonomia. Os alunos passam o dia todo na escola em uma rotina onde o aprendizado se mistura com a socialização, dentro desse contexto irei obersrvar as aulas propriamente dita que acontecem das 13h às 15h de segunda-feira a sexta-feira.
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    42 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHAESTÁGIO EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLAR São Paulo 2015
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    43 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre: Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – PRÉ-ESCOLAR EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Hora s Visto do responsável 09/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Escrita, construindo crachá, números, brincadeiras, paisagens. 4h 10/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Transportes, ortografia, oralidade: História do nome, quantidade. 4h 11/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Higiene, Leitura, interpretação, números brincadeiras. 4h 12/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Separação do lixo, Linguagem oral e escrita figuras geométricas. 4h 13/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Oralidade, ortografia, adição e subtração e brincadeiras. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 13 de fevereiro, 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    44 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Carimboda instituição Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
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    45 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DA PRÉ-ESCOLA As aulas acontecem das 13h às 15h de segunda-feira a sexta-feira. Observei todos os dias em que estive presente na sala de aulas como segue: 18/06/2015 A professora Contou uma brevemente a História da cidade de Carapebus relatada por um livro, fez roda de conversa; pediu para as crianças contarem o que mais gostavam na sua cidade e o que gostariam que ela tivesse. Eles participaram relatando suas idéias, após entregou uma folha para que desenhassem a sua cidade. Cada um fez como a via. Quando todos tinham terminado, fiz um cartaz coletivo com o peixe que deu origem ao nome da cidade, expomos na sala de aula para visualização de todos. 19/06/2015 A professora fez uma rodinha conversa informal para apresentar a história; “Zezé”. “Vejam o que aconteceu, Meu boneco de neve derreteu. Os olhos, as orelhas, a boca e o nariz, Até o pescoço desapareceu. As mãos, os braços e a barriga, Foram parar no chão. Ta vendo sol! Você abusou! Do Zezé e nada restou”!!! Após terminar a história, fez perguntas sobre quem era Zezé, o que aconteceu com ele, por quê? Quais foram às partes do corpo do Zezé que desapareceram e quantas elas eram? Convesou sobre a importância de se proteger do sol, e seus efeitos na pele e para a saúde. 22/06/2015 A professora fez uma roda de conversa sobre a água utilizada por eles, fez perguntas como? “Quais atividades domésticas vocês conhecem que precisam de água?” Conforme foram surgindo sugestões, anotaram em cartaz, na lista continha itens como lavagem de roupa, de louça e de mãos, banho e escovação de dentes. Conversou sobre essas atividades para ajudar a turma a perceber que as famílias utilizam a água de modo semelhante. Reservou algumas revistas onde
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    46 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL àscrianças procuraram imagens das ações e colaram nos cartazes. Pediu que a turma fizesse dois desenhos, um deles representando o desperdício e o outro mostrando como podemos economizar água. Distribuiu imagens de jornais e revistas que mostravam desperdício e economia de água estas estavam misturadas e pediu que as crianças separassem o material em dois grupos, de acordo com o bom e o mau uso do recurso. Ao final da seleção as crianças colocaram com a nossa ajuda às imagens no cartaz separadamente. 23/06/2015 A professora conversou informalmente e perguntou a eles o que é meio ambiente? Após as respostas foi orientando o as perguntas para dar informações a eles: Como está o meio ambiente em que vivemos? O que fazem para ajudar esse meio ambiente? Depois da roda de conversa contou a história “No fim do mundo muda o fim”. Após a história pediu que eles desenhassem qual era o fim que eles desejavam para o meio ambiente em que vivem, e construiu um mundo de papelão para representarmos as águas e as florestas e os homens e os animais.
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    47 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL PLANODE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÉ-ESCOLAR Língua Portuguesa Objetivo  Desenvolver coordenação motora fina.  Discriminação esquerda direita.  Organizar espacialmente os traçados no papel.  Desenvolver coordenação viso-motora. Conteúdo  Esquema corporal;  Esquema espacial;  Orientação temporal;  Coordenação motora viso-manual (coordenação ampla e coordenação fina);  Percepções sensoriais (visão, audição, tato, olfato, gosto);  Lateralidade.  Desenvolver campo linguístico. Estratégia  Exercícios gráficos em folhas.  Jogos.  Brincadeiras.  Músicas.  Histórias.  Atividades com sucata.  Cartazes.  Atividades em caderno pedagógico.
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    48 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Avaliação Avaliação contínua e diária, observando e descrevendo o desempenho do aluno quanto à: participação, atenção, cooperação, interesse, execução das atividades, coordenação viso-motora, execução correta dos movimentos da esquerda para a direita. Alfabetização Objetivos  Identificar, ler e escrever as vogais.  Discriminar os sons oral e nasal.  Discriminar sons aberto e fechado.  Completar palavras de acordo com as figuras.  Traçar vogais corretamente.  Discriminar o som das vogais dentro de um contexto, utilizando músicas. Conteúdo  Palavras-chave e vogais em letras maiúsculas, minúsculas, de imprensa e cursivas.  Exercícios para desenvolver o campo lingüístico: desenvolvimento da expressão oral, início da expressão escrita, leitura incidental. Estratégia  Apresentação de histórias, músicas, poesias, parlendas.  Execução de exercícios gráficos.  Cartazes.  Coordenação-motora: andar sobre a letra no chão, desenhar (no chão, na lousa).  Pintura, recorte, desenho, colagem, atividade com sucatas (embalagem).  Transcrição da letra de imprensa para letra cursiva.
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    49 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Avaliação Avaliação diária. Através de exercícios orais e escritos o professor deve verificar se o aluno: traça corretamente as vogais, discrimina visualmente e auditivamente a vogal em estudo, lendo e escrevendo.  Avaliar o aluno através da participação, atenção e execução das atividades. Matemática Objetivo  Desenvolver os conceitos matemáticos, para que possam reconhecer, identificar e executar as atividades propostas.  Identificar figuras geométricas.  Desenvolver aprendizagem dos números (adição, subtração).  Desenvolver raciocínio lógico-matemático.  Ampliar os conceitos matemáticos.  Realizar as atividades propostas com interesse, atenção, entendimento e compreensão. Conteúdo  Conceitos matemáticos: grande/pequeno; maior/menor; dentro/fora; mais/menos; em cima/embaixo; na frente/atrás; linha aberta/ linha fechada; etc.  Conjuntos (unitário, vazio).  Formas geométricas, numeração, cores, blocos lógicos, sinais (=, #), sequência numérica e representação gráfica. Estratégia
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    50 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Apresentar conteúdo de forma dinâmica e estimuladora, através de: cartazes, jogos, brincadeiras, músicas, histórias, atividades gráficas, blocos lógicos, sucatas, recortes, colagens, lousa, caderno quadriculado e etc. Avaliação  Avaliação continua e diária para que o aluno desenvolva: interesse, atenção, raciocínio lógico-matemático e assimilação dos conteúdos.  Avaliar o aluno através de exercícios gráficos através da execução das atividades e correções.
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    51 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONSIDERAÇÕESFINAIS O que é Cuidar e Educar no Pré-escolar? De que modo a formação de professores subsidia a prática pedagógica no que diz respeito ao cuidar e ao educar? Com este trabalho foi possível refletir sobre a forma como as alunas, em fase final de curso de graduação, entendem o processo cuidar e educar e como o curso de formação prepara as futuras professoras para dar conta destas questões. Apesar das professoras acreditarem que o cuidar educar de forma integrada é fundamental na Educação Infantil, na prática, elas muitas vezes dissociam estes processos. O cuidar e o educar como processo indissociável é uma construção contínua e complexa que requer um professor atento aos aspectos de cuidado e de educação de forma simultânea. Isto será possível na medida em que contarmos com professores reflexivos, que possam, a partir de sua prática, mudar esse quadro que evidenciamos. Para isso, se faz necessário uma formação continuada dos mesmos, pois a formação profissional deve ser um processo contínuo. Concordo com a fala das professoras do Centro Educacional no que diz respeito ao nosso curso ter dado subsídios à prática durante a realização do estágio, porém sabemos que a teoria é importante para que o professor a partir dela exerça sua prática e busque a coerência, mas deve fazer o exercício de reflexão ética sobre o uso dos conhecimentos em sua prática pedagógica, para que consiga construir essa coerência entre seus estudos e a prática. Quanto ao relato de certas professoras referente à necessidade de mais prática durante o curso de graduação, e até mesmo subsídios para esta (conforme fala de uma das professoras), sugiro que algumas disciplinas do curso sejam reavaliadas, considerando a possibilidade de trazer, já desde o primeiro semestre, 29essa relação do cuidar educar, pois se tive a oportunidade de aprofundar esses conceitos antes de iniciarmos as práticas, talvez, durante a realização das mesmas, possamos desenvolver um outro olhar sobre a educação que pode fazer a diferença. Para que os professores possam conceber o cuidar educar como um processo dissociado torna se indispensável uma relação constante entre teoria e prática. A articulação prática teoria prática se faz necessária, pois é na prática que surgem muitos
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    52 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL questionamentosque nos levam a buscar respostas e, consequentemente, a necessidade de conhecer o novo, e nesse constante exercício é que poderemos nos tornar professores reflexivos (Becker e Marques, 2010). Educação Infantil onde foram realizadas as práticas de estágio, o processo cuidar educar ocorre de forma dissociada. Aqui, não resta dúvida de que é essencial a ação conjunta dos educadores e demais membros da equipe da instituição, para garantir que o cuidar e o educar aconteçam de forma integrada. Essa atitude é contemplada desde o planejamento educacional até a realização das atividades em si, portanto a partir do momento em que se está trocando ou alimentando uma criança, se está simultaneamente cuidando/educando. A instituição de Educação Infantil tem por objetivo principal propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma planejada e integrada que possam contribuir para o enriquecimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de aceitação, de respeito, de confiança e de acesso, pelos alunos, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. No entanto, isto só é possível por uma proposta de educação infantil que considera indissociável o processo de cuidar e de educar.
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    53 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONCLUSÃODO ESTÁGIO Fazer este estágio foi bom para o meu aprendizado e pude ver que não é fácil trabalhar como professora no ensino infantil é preciso ter muito talento, paciência e amor pela escola, alunos e toda a comunidade, independente do cargo, estímulo, preparar todas as ações e muita didática. O Centro Educacional Infantil Alegria do Saber, possui uma boa estrutura e é bem localizada, em uma rua que apesar de estar perto de uma avenida movimentada é bastante tranquila e larga possibilitando um fácil acesso e desembarque das crianças, toda a equipe está engajada em desenvolver um trabalho que realmente leve ao desenvolvimento pleno das crianças. O aspecto que dificulta um pouco é que os atuais proprietários estão lá apenas três meses e ainda está em fase de testes e conhecimento, o que não atrapalha o andamento dos trabalhos desenvolvidos.
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    54 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS SCHOTTEN, Neuzi. Processos de Alfabetização. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. ASSELVI, 2006. SILVA, Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2006. SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2005. WEIDUSCHAT, Íris. Didática e avaliação. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI): Indaial: Ed. ASSELVI, 2007, 2. ed.
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    55 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL DECLARAÇÃODE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO Declaramos que o Sr(a). Cirlei aparecida dos Santos, RG: 24.580.815-2 estudante do curso de Pedagogia Plena realizou o estágio na empresa Centro Educacional Infantil Alegria do saber, em todos os cursos do Ensino Infantil, sendo que cumpriu 32 horas no Ensino do Maternal, 32 horas no Ensino do Jardim, 32 horas no Ensino do Pré-escolar, num total de 30 horas e na Gestão (Coordenação e Direção) fez 32 horas cada, somando 64 horas, no período de 08/06/2015 a 23/06/2015, cumprindo o total de 96 horas de estágio. São Paulo, 17/ abril de 2015. _______________________________ Falta passar para o papel timbrado da escola!!!
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    56 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO EDUCAÇÃO INFANTIL FOTOS DA ESCOLA São Paulo 2015
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    61 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA E.E. PROFESOOR MESSIAS FREIRE ENSINO FUNDAMENTAL I (TODAS AS SÉRIES) ENSINO MÉDIO (FILOSOFIA E SOCIOLOGIA) GESTÃO (FILOSOFIA E SOCIOLOGIA) São Paulo 2015
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    62 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO OEstágio Supervisionado é o primeiro contato que o aluno-professor tem com seu futuro campo de atuação. Segundo Pimenta e Lima (2004) o estágio é o eixo central na formação de professores, pois é através dele que o profissional conhece os aspectos indispensáveis para a formação da construção da identidade e dos saberes do dia-a-dia. O estágio surge como um processo fundamental na formação do aluno estagiário, pois é a forma de fazer a transição de aluno para professor. Este é um momento da formação em que o graduando pode vivenciar experiências, conhecendo melhor sua área de atuação, de tal modo que sua formação tornar-se-á mais significativa, produzindo discussões, possibilitando uma boa reflexão crítica, construindo a sua identidade e lançando um novo olhar sobre o ensino, a aprendizagem e a função do educador. O relatório que segue resulta das visitas realizadas à Escola Estadual Professor Messias Freire, localizada na cidade de São Paulo - SP, cujo objetivo é o de observar à prática docente no Ensino Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio e na Gestão (Direção e Coordenação), colocando as estagiárias frente às situações vividas em sala, compreendendo a forma como estão sendo desenvolvidas e sua relação com o contexto, bem como resgatar os conhecimentos das construções das práticas educativas articulando à temática Meio Ambiente. No decorrer do estágio foram realizadas entrevistas, leituras e observações que permitiram a construção do relatório. As conclusões que ora apresentamos se constituem das nossas análises críticas e construtivas das vivências de aprendizagem e o redimensionamento da ação pedagógica nas salas do Ensino Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio e na Gestão (Direção e Coordenação).
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    64 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE IDENTIFICAÇÃO I - DADOS DO ESTAGIÁRIO Nome: Cirlei Aparecida dos Santos - R A._____________ Curso: Pedagogia - Semestre: __________ Data de nascimento: 24/03/1969 - Local: Ribeirão Claro - UF: PR C.P.F. Nº: 135.225.888-94 - R.G. Nº: 24.580.815-2 - Órgão Emissor: SSP/SP. Endereço: Rua Genebra, nº 134 – Apto. 55 - Bairro: Bela Vista - Cidade: São Paulo/SP - CEP: 01316-010 - Fone: (11) 996435-8969 - E-mail: VYDABANDIDA@HOTMAIL.COM II - DADOS DA INSTITUIÇÃO RAZÃO SOCIAL: Escola Estadual Professor Messias Freire Deptº/Seção: Fundamental I, Ensino Médio e Gestão Escolar. Endereço: Rua Ibi, Nº 18 - Bairro: Leônidas Moreira - Cidade: São Paulo - CEP: 05792- 070 – Fone: (11) 5844-9240. E-mail: e037461a@educacao.sp.gov.br Supervisor pelo estágio na instituição: Cilene de Oliveira Santos Pinto. III - DADOS DO ESTÁGIO Período de estágio: 02/02/2015 à 17/04/2015 Carga Horária: 196 horas (cento e noventa e seis horas) Professor Orientador do Estágio: Ana Paula Correia da Silva
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    65 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE ESTÁGIO DETALHADA O estágio supervisionado visa proporcionar ao aluno um momento de relacionar a teoria apresentada em sala à prática utilizada nas salas de educação do Ensino Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio e na Gestão (Direção e Coordenação). O presente relatório é resultado do trabalho de observação realizado na Escola Estadual Professor Messias Freire no período de 09 de fevereiro a 17 de abril de 2015. O objetivo do estágio foi colocar as estagiárias frente às situações vividas em sala, compreendendo a forma como estão sendo desenvolvidas e sua relação com o contexto, bem como resgatar os conhecimentos das construções das práticas educativas articulando à temática Meio Ambiente. O relatório está organizado em sete momentos: caracterização da escola, o trabalho pedagógico, a organização do ambiente físico, materiais pedagógicos, procedimentos dos professores, relato da observação da prática docente nas salas do Ensino Fundamental I do 1º ao 5º ano, 20 horas por cada série, somando um total de 100 horas, nas disciplinas de Filosofia, e Sociologia do Ensino Médio, 15 horas por disciplina, somando um total de 30 horas e na Gestão (Direção e Coordenação), 30 horas por gestão, somando um total de 60 horas, ao todo o estágio nesta escola será de 180 horas e finalmente a educação ambiental na escola, o que implica o acompanhamento didático pedagógico no exercício das atividades. A E. E. Professor Messias Freire é a escola em que farei o estágio de Gestão Escolar, por isso a caracterizei mais profundamente, procurando acompanhar todos os movimentos da escola. No decorrer do estágio serão realizadas entrevistas, leituras e observações que permitiram a construção do relatório. As conclusões que ora apresentamos se constituem das nossas análises críticas e construtivas das vivências de aprendizagem e o redimensionamento da ação pedagógica nas modalidades citadas. Palavras-chave: Estágio Supervisionado; do Ensino Fundamental I; Filosofia; Sociologia; Ensino Médio; Gestão; Direção; Coordenação; Docência; Meio Ambiente; Formação.
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    66 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ATIVIDADESA SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO Ações/atividades a serem desenvolvidas para atingir os objetivos. Regência com anuência do professor da classe, planejamento de atividades de ensino, (plano de aula) e aplicação das aulas planejadas. Neste primeiro momento estarei fazendo estágio referente ao Ensino Fundamental I, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio e na Gestão (Direção e Coordenação) na Escola Estadual Professor Messias Freire. A escola se encontra na região do Campo Limpo, com 26 salas de aula, funcionando em três turnos para atendimento ao aluno, alunos estes de faixa etária de 06 a 60 anos, que conciliam os estudos como trabalho/estágio. Analisarei a metodologia aplicada pelos professores na sala de aula, observarei o comportamento dos alunos, e as necessidades dos mesmos, suas dúvidas e como se processa a relação entre professor/aluno. Na participação, auxiliarei os alunos e o professor em sala, redigindo atividades e assessorando nas dúvidas e na organização das matérias. Procurarei participar do planejamento das aulas, também estarei registrando o desenvolvimento dos alunos. Na regência, planejarei aulas com a censória do professor, desenvolverei atividades para motivar os alunos, utilizando os recursos adequados para as atividades do assunto em pauta, elaborarei planos de aulas. Os estágios serão realizados de segunda a sexta-feira, em horários alternados das 7 h as 23 h, dando um total de até 8 h diárias, e 40 horas semanais. X Cilene de Oliveira dos Santos Pinto Direção X Cirlei Aparecida dos Santos Estagiária
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    67 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODE ESTÁGIO RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA Etapas de Ensino  Educação de Jovens e Adultos – Ensino Médio  Ensino Fundamental de nove anos  Ensino Médio Infraestrutura  Água filtrada  Água da rede pública  Energia da rede pública  Esgoto da rede pública  Lixo destinado à coleta periódica  Acesso à Internet  Banda larga Dependências  19 salas de aulas  Sala de diretoria  Sala de professores  Laboratório de informática  Quadra de esportes coberta  Cozinha  Sala de leitura  Banheiro dentro do prédio  Sala de secretaria  Despensa  Pátio coberto  Área verde  Sala de Vídeo Equipamentos  TV  Videocassete  DVD  Copiadora  Retroprojetor  Impressora  Aparelho e mesa de som  Projetor multimídia (Datashow)  Fax  Câmera fotográfica/filmadora
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    68 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL VISITAAS DEPENDENCIAS DA UNIDADE ESCOLAR Diretoria Há uma sala espaçosa e aconchegante na qual funciona a Diretoria na qual funciona a diretoria Pedagógica, onde atende alunos, professores e pais no que diz respeito à parte pedagógica. Nesta sala fica a Diretoria e a Vice Diretora, cada em uma mesa. É uma sala bastante movimentada. Também há outra sala, de Administração Financeira. A secretaria e a recepção onde é feito o atendimento aos pais e alunos para algumas negociações. Secretaria A secretaria funciona numa sala ampla. Há um guichê para rápidos atendimentos e uma recepção com quatro mesas para tender melhor os pais. No interior existe um espaço com uma mesa para atendimentos mais demorados. É um ambiente agradável e funciona bem, há uma secretária e uma auxiliar que cuida do atendimento a comunidade e a alunos. Sala dos Professores A sala dos professores é pequena, conta cm uma mesa, várias cadeiras e dois computadores. Há também uma geladeira, micro-ondas e um quadro de avisos e armários individuais para professores. Salas de aulas O a escola conta com várias salas de aulas que atendente o Ensino Fundamental I e II, o Ensino Médio e o Ensino Médio EJA. São salas grandes, arejadas e bem iluminadas, com uma mesa individual para o professor. Sala dos Coordenadores
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    69 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Éuma sala bastante organizada, onde encontramos um computador, um armário e uma estante de livros. Também há quadro de avisos e um local com pastas individuais para cada professor. Há muitos materiais de papelaria: sulfite, cartolina, EVA, etc. que são utilizados pelos alunos e professores em suas aulas, sempre que necessário. Também atende a demanda de xérox e material de educação física. A coordenadora Sabrina do Ensino Fundamental I trabalha como coordenadora há pouco tempo, nesta escola, seu trabalho é Levar os alunos ao conhecimento dinâmico da vida, do mundo, dos outros e de si mesmos, ajuda na aprendizagem dos alunos, os preparando para atender às exigências da escola. Estabelecer o elo entre alunos, pais, professores e direção. Além da Sabrina, a escola possui mais dos coordenadores Maria de Lourdes do Ensino Fundamental II e o Almir do Ensino Médio, eles também são bastante eficazes e fazem um excelente trabalho juntamente com a direção, professores, alunos e pais. Cozinha e Merenda A cozinha é grande e arejada, possui uma geladeira, um fogão e armários. Somente os funcionários que fazem a merenda podem utilizá-la, os mesmos cuidam dos alimentos e fazem a merenda dos alunos. Lá trabalham Luíza Helena Barbosa e Marli Pinto, ambas são muito queridas pelos alunos, pois elas são muito caprichosas com a organização da cozinha, além de servir lanches de boa qualidade, muito saborosos e atendê-los bem. Sala de Leitura A sala de leitura funciona num espaço arejado com mesas, cadeiras, computadores e enciclopédias, livros dos diversos gêneros literários e paradidáticos, jornais e revistas em geral. No seu interior há uma mesa de estudo e há uma área externa onde os alunos se concentram para pesquisar e desenvolver diversos trabalhos, lá trabalham duas professoras responsáveis a Judite de Souza Costa e Maria da Conceição Félix e a Professora Cirlei Aparecida
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    70 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL dosSantos que se dedica aos projetos da escola, elas trabalham em períodos alternados, para atender a demanda. Pátio A E. E. Professor Messias Freire possui pátio amplo onde ficam algumas mesas para os alunos merendarem, e um palco muito utilizado para apresentações, palestras e festas, há também áreas abertas onde os alunos se acomodam durante os intervalos. Há também uma boa área verde deixando o ambiente muito agradável. Quadra A quadra é coberta de tamanho médio, onde são realizadas as aulas de educação Física, jogos, competições e apresentações. Laboratório de Informática O laboratório de informática possui quinze computadores, um para cada mesa com suas respectivas cadeiras. O espaço é bem organizado e atualmente está funcionando apenas no período da tarde por falta de monitores, lá os alunos podem acessar a internet e fazer suas pesquisas enquanto que os professores o utilizam para dar aulas que necessitam de equipamentos. Sala de Vídeo A sala de vídeo começou a funcionar na escola no ano passado e ainda está sendo instalada, porém possui mesas, armários e uma televisão, nela são passados os filmes para os alunos e além domais nela alunos costumam treinar e apresentar peças teatrais. Banheiros
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    71 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aescola conta com cinco banheiros (feminino, masculino, masculino, professor, professoras e direção). A limpeza é feita em média três vezes ao dia, o quê os mantém em ordem e sempre limpo. SECRETARIA Entrevista com os funcionários para saber o andamento da secretaria. Nome: Juliana Silva Pacheco Formação: Ensino Médio Tempo de experiência: 3 anos Qual o papel do oficial de escola? Atendimento ao público e cuidar da documentação dos alunos, professores e todos que serão entregues a Diretoria de ensino. Como é a sua participação nas atividades da escola? Executar todas as atividades que me solicitadas pelo diretor ou coordenador que podem ser administrativas ou pedagógicas. Como é o relacionamento do oficial com o corpo docente? Muito Bom. Como é o relacionamento do oficial com a direção? Ótimo, sem grandes dificuldades. O que você mais gosta na escola? Gosto de tudo, principalmente dos alunos. O que menos gosta na escola?
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    72 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Gostode tudo, pois trabalho com prazer. Análise de:  Históricos Escolares: São digitados pela secretária quando solicitados pelos pais (no caso de transferência), formandos de 8ª série do Ensino Fundamental II e 3ª ano do Ensino Médio. Contém dados pessoais do aluno, o aproveitamento curricular e a frequência. Uma cópia fica no prontuário do aluno.  Prontuários de alunos: são bem organizados, nele consta a certidão de nascimento, a carteira de vacina, RG, o contrato de prestação de serviços educacionais, fotos, endereços, telefones, atestados e justificativas de faltas.  Prontuário de funcionários: Constam xérox de RG, título de eleitor, CPF, fotos, comprovantes de residência, certidão de nascimento/casamento, atestado de saúde, cópia do diploma e certificados de cursos variados.  Atas finais: (livros de matrículas, termo de visitas, ocorrências disciplinares, registros de diploma, ata de reunião de pais, conselho de classe, registro de notas, registro de arquivo morto). Observação da organização do arquivo vivo Este arquivo é organizado por ordem alfabética. Diz respeito a alunos que já saíram da escola e funcionários também. Observação de organização do arquivo morto Este arquivo é organizado por ordem alfabética. Diz respeito a alunos que já saíram da escola e funcionários. Observação da efetivação de matrícula
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    73 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aefetivação de matrícula acontece após a procura dos pais ou responsáveis e de alunos maiores de idade caso haja vaga é solicitado os documentos, fotos e preenchimento do prontuário onde é colocado o RM (registro de matrícula). Observação ou efetivação de transferências As transferências acontecem quando o pai ou responsável e alunos maiores de idade solicitam. Nesse dia a secretária digita um atestado de transferência, carimba e assina pela secretaria e diretora da escola. Posteriormente (prazo de 60 dias) é emitido o histórico escolar. Acompanhamento do preenchimento de fichas e documentos Pude acompanhar o preenchimento do livro de notas dos alunos. Leitura do Diário Oficial É feita na secretaria da escola diariamente. Observação de Manuseio de Livros Oficiais Pude observar diversos livros: ata de notas, ata de recuperação, etc. Todos são organizados e ficam na secretaria da escola. CONCLUSÃO A secretaria pareceu-me um local de trabalho bastante organizado e de suma importância para o andamento da escola. É nela que primeiro chegam às informações vindas dos pais, por isso este profissional precisa estar muito bem preparado para atender todos da escola e deixá-los satisfeitos.
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    74 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL DIREÇÃO Entrevistacom a Diretora para saber o andamento da Escola Nome: Cilene de Oliveira Santos Pinto Formação acadêmica: Letras e Psicopedagogia Tempo de exercício: 20 anos Tempo como diretor de escola: Um ano Número de alunos: 1700 alunos Número de professores: 90 professores Merendeiras: 2 Inspetor de Alunos: 4 Serviços Gerais: 4 Administrativo: 4 Ttal de Funcionários: 104 Modalidade de Ensino Oferecido: Ensino fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio e EJA – Ensino Médio. Número de funcionários administrativos: 19 funcionários Quais os objetivos gerais da escola? Promover ao estudante uma formação para atuar como cidadão e que possa desenvolver nas suas potencias para tornar um cidadão critico e atuante na sociedade. Qual o papel do diretor da escola? Direcionar o trabalho do corpo docente, discente e administrativo. Elaborar, em conjunto e aplicar os projetos da escola. Orientar pedagogicamente pais, responsáveis, alunos, educadores e demais funcionários. Como é a participação do diretor nas atividades administrativas e pedagógicas da escola? Procurar orientar, organizar as atividades e também delegar funções.
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    75 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Quaisos problemas gerais da escola? Temos problemas, acredito que indisciplina, a falta de interesse, o baixo rendimento escolar, o relacionamento, enfim, problemas comuns em muitas instituições que procuramos resolver em conjunto, com pais, professores e equipe pedagógica. Como é o relacionamento da diretora com o corpo docente? Apesar de a teoria pedagógica ser muito importante ao trabalho diretor, à sensibilidade na relação humana nos dias de hoje é primordial. Procuro manter com professores um bom relacionamento para facilitar o trabalho do mesmo. Como é o relacionamento da diretora com os funcionários? Da mesma maneira, muito bom. Quais as matérias didático-pedagógicas oferecidas pela escola aos professores? Trabalhamos com o sistema de ensino Positivo, apostilas, revistas, jogos educativos, vídeos, retroprojetor, episcópio, etc. O que você mais gosta na escola? O que eu mais gosto na escola é o respeito e a preparação que gira em torno do aluno enquanto aprende. Todas as decisões da equipe pedagógica são tomadas analisando os fatores que favorecem, intervém ou prejudicam a aprendizagem. O que você menos gosta na escola?
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    76 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Nãotem algo que eu não goste, mas o que ainda podemos melhorar está ligado à estrutura física. Alguns ambientes poderiam ser mais adequados e proporcionar aulas mais interessantes, com alguns recursos tecnológicos. Aos pouco estamos melhorando. São criados momentos especiais para confraternização? Quais? São criados muitos momentos de confraternização, estamos sempre insistindo em trazer os pais para a escola, em campeonatos, festas, feira do livro, formatura, reuniões entre outros. CONCLUSÃO A diretora está sempre presente e a tenta aos problemas da escola, sejam os de ordem pedagógica ou administrativa. Procura dialogar com todos da escola e resolver de forma pacífica os problemas, assim como incentivar ações que dão certo. COORDENAÇÃO Entrevista com a coordenadora para saber o andamento da escola Nome: Maria de Lourdes Souza Formação Acadêmica: Letras Tempo de Exercício: 19 anos Tempo como coordenadora escolar: 3 anos Número de alunos que coordena: 900 alunos Número de professores que coordena: 35 Quais os objetivos gerais da escola? Levar os alunos ao conhecimento dinâmico da vida, do mundo, dos outros e de si mesmo, combinando aprendizagens, se preparando para atender às exigências do mundo.
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    77 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Qualo papel da escola? Estabelecer o elo entre alunos, pais, professores e direção. Como é a participação do coordenador nas atividades administrativas e pedagógicas da escola? Auxilio na elaboração da proposta pedagógica da escola e garantit que seja colocada em prática. Coordeno a tarefa que exige esforço coletivo para alcançar metas e objetivos estabelecidos, tanto à direção quanto a coordenação devem responder pelo setor administrativo e pedagógico. Quais são os problemas gerais da escola? São os interesses que não se afinam. São interesses (alunos, pais, professores, etc.). Como é o relacionamento do coordenador com o corpo docente? Há um contato frequente. Tudo que recebo como sugestão, eu procuro analisar todas as possibilidades, complementar quando necessário ou possível e discuto o porquê de aplicar ou não e quais são os pontos positivos e negativos. Além de mantê-los atualizados sobre todas as determinações da DE, que faz que tenhamos um bom relacionamento. Como é o relacionamento do coordenador com os funcionários? Da mesma forma, muito bom. Quais os materiais didático-pedagógicos oferecidos pela escola aos professores? Além das orientações didáticas de como trabalhar, avaliar, etc.. os professores têm acesso à sala de leitura, sala de informática, sal de vídeo e infraestrutura didática, livros didáticos, caderno do aluno, jogos e outros.
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    78 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Oque mais gosta na escola? Da possibilidade de lidar com pessoas. O que menos gosta na escola? De não atingir metas por falta de retorno dos alunos, pois não depende só da escola o progresso do aluno e sim do próprio e a não participação da comunidade na vida escolar dos alunos, que às vezes não está interessado. CONCLUSÃO A coordenação é bastante eficaz e faz excelente trabalho juntamente com a direção, professores, alunos e pais. INSPETORES DE ALUNO Entrevista com Inspetora Nome: Dinelza Araújo Sampaio Formação Acadêmica: Ensino Médio Completo Tempo em exercício: 6 anos Tempo de experiência: 6 anos Qual o papel do inspetor de alunos? Controlar a entrada e saída dos alunos e auxiliar nos horários de intervalos e controlar a abertura e fechamento do portão. Como é a participação do inspetor de alunos nas atividades administrativas e pedagógicas da escola? Auxiliar na organização e segurança da escola, interferir em conflitos durante os intervalos.
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    79 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Quaissão os problemas gerais da escola? Atritos entre alunos. Como é o seu relacionamento da com o corpo docente? Ótimo, estou sempre disposta a ajudar. Como é o seu relacionamento da com a diretora? Ótimo, estou sempre disponível. Como é o seu relacionamento da com o corpo discente? Melhor ainda, sem o aluno a escola não existe. O que você mais gosta na escola? Tomar conta dos alunos no pátio. O que você menos gosta na escola? Das confusões com alunos. Acompanhamento e observação do trabalho do inspetor de alunos O inspetor organiza a chegada dos alunos, está sempre acompanhando as atividades no pátio e na quadra. Anuncia a saída dos alunos pelo microfone, para que não haja tumultos, por isso é muito querido entre eles. OBSERVAÇÃO DA ENTRADA E SAÍDA DOS LAUNOS Os alunos são recebidos pela inspetora e algumas vezes pelo coordenador ou diretor. O horário de entrada do período da manhã é às 7h e a saída às
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    80 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 12h20mim,no período da tarde a entrada é às 13h e a saída às 18h20mim e no período noturno entrada as 7 h e saída às 23 h. Observei que a entrada dos alunos é tranquila, o inspetor organiza os alunos em fila e por serie logo em seguida os professores vai pegando os alunos e levando para sala. Na saída os alunos ficam na sala e os pais vêm pegá-los as dezessete e quarenta os alunos que os pais atrasam para pegar ficam na diretoria aguardando. Quanto aos alunos maiores sem problemas é só abrir o portão que sabem o que tem que fazer. A PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DE PAIS A primeira reunião dos pais ocorreu no dia 07 de fevereiro. Os pais foram à sala de aula de seus filhos para conversar com os professores sobre o planejamento 2015 e sobre as novas expectativas dos alunos já que mudaram de série. Foi muito tranquila, também houve a entrega de kits de materiais individuais junto com a coordenadora. PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DE PROFESSORES Na reunião de professores foram discutidas algumas questões referentes ao rendimento dos alunos, ficou decidido pelo grupo que fariam recuperação paralela, além da bimestral se houver necessidade. PLANO DE GESTÃO, PLANO DE ESCOLA, PLANO DE ENSINO O Plano de Gestão da escola esta relacionado ao funcionamento da escola e seu Projeto Política Pedagógico. Está de acordo com as exigências da diretoria de ensino. O Plano de Escola coloca em prática as ações do regimento escolar: classificação, reclassificação, calendário escolar, frequência de alunos, avaliação, recuperação, organização dos cursos, direito e deveres dos alunos e funcionário. O Plano de Ensino é elaborado bimestralmente, de forma coletiva. Além deste, cada professor fazer semanário que é o replanejamento das atividades e
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    81 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL aulas.Sua função é pensar recursos e estratégias pedagógicas a serem utilizadas pelos professores no seu cotidiano, em suas aulas. REGIMENTO ESCOLAR No documento de Regimento estão descritas as características, a natureza, os fins e objetivos da escola, os parâmetros de ordem administrativa (gestão escolar, matrículas, calendário, certificados e outros documentos expedidos pela escola), e os de ordem pedagógica (currículo, projetos e propostas). SISTEMA DISCIPLINAR DA ESCOLA Constam os direitos e deveres dos alunos e funcionários da escola. O direito dos alunos visa à valorização dos mesmos em sua individualidade, sem comparação nem preferência, ser respeitado em suas idéias religiosas, etc. É proibido aos alunos desorganizarem e escrever nas carteiras ou pichar qualquer dependência da escola. De acordo com as atitudes consideradas desrespeitosas, o aluno sofrerá: Advertência oral do professor, registro em ficha, encaminhamento à direção, advertência por escrito e ciência dos pais, etc. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA O Projeto Político Pedagógico contém as metas e prioridades da ação educativa. Visa à organização da ação educativa, o plano de ensino de cada componente curricular (parte obrigatória e parte diversificada), os objetivos de cada disciplina apresentados em forma de textos, exercícios ligados a um tema, projetos de atividades extraclasses, passeios, jogos, pesquisas e estudos, filmes, peças de teatro, festas temáticas, cronograma geral da escola, etc. Os projetos didáticos podem ser aplicados quando e quantos forem necessários para a formação global do aluno, levando-o a pensar sobre o sua importância na sociedade. Enfim, escola possui autonomia para a apresentação
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    82 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL dosprojetos de natureza pedagógica, pois assim podem considerar a realidade na qual está inserida. PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DA APM E CONSELHO As reuniões da APM são uma vez por mês onde são tratadas as dificuldades da escola, é tratado também como vai ser gastado o dinheiro do mês quais as prioridades, nestas reuniões estão presentes a diretora, a vice-diretora, a secretária e é aberta aos pais, mas eles não têm muito interesse em participar. Enquanto que nas reuniões do Conselho de Escola são apresentadas as contas da escola para serem avaliadas por seus membros e são apresentadas algumas verbas que os mesmos decidem o seu destino, viabilizando sempre as prioridades da escola. PARTICIPAÇÃO NAS REUNIÕES DO CONELHO DE CLASSE E SÉRIE Na reunião de conselho de Classe e Série foram discutidos os casos dos alunos que apresentarem dificuldades de aprendizagem no decorrer do bimestre. Cada professor fez as suas observações que foram registradas no livro de ata. Em seguida foram apresentadas as sugestões de todos os presentes para que essas dificuldades possam ser superadas. Uns dos temas abordados no conselho de classe foram às dificuldades dos alunos, a coordenadora olhou os diários e as sondagens para ver em que nível dos alunos. PARTICIPAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS Participei dão Projeto Páscoa, organizado pela sala de leitura junto com os professores, que fizeram diversas atividades apresentadas pelos alunos, professores e funcionários. Na sala de leitura ficou um lindo painel com o tema.
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    83 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS S ANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO ENSINO FUNDAMENTAL I São Paulo 2015
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    84 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODAS AULAS ENSINO FUNDAMENTAL INTRODUÇÃO Este relatório tem a intenção de documentar aqui minha experiência no decorrer do período em que vivenciei na prática tudo que tenho aprendido na teoria. Visa apresentar o desenvolvimento das aulas em dos as séries no Ensino Fundamental l na E. E. Professor Messias Freire, a partir de 09/02/2015 à 27/03/2015, nos períodos matutino e vespertino. O estágio é o momento de aplicar alguns conceitos adquiridos no período do curso de Pedagogia e que seja um momento de aprendizado, um momento de tirar as dúvidas, de integrar-se ao novo ambiente em que iremos trabalhar, e que a partir da observação da atuação de outros profissionais da área, poder formar o perfil de professor que queremos ser. Observar como é o desenvolvimento de uma rotina escolar e a interação com os alunos nos diferentes ambientes entre uma sala e outra onde se realiza o estágio. Contém a descrição de como podemos aprender, a exercer a profissão de educador, por meio da observação da atuação de outros profissionais, e também participando de atividades em sala de aula.
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    85 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ESTÁGIOSUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO EDUCAÇÃO: FUNDAMENTAL I São Paulo 2015
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    86 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre: Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – 1º ano: C EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 09/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Escrita, construindo crachá, números, brincadeiras, paisagens. 4h 10/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Transportes, ortografia, oralidade: História do nome, quantidade. 4h 11/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Higiene, Leitura, interpretação, números brincadeiras. 4h 12/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Separação do lixo, Linguagem oral e escrita figuras geométricas. 4h 13/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Oralidade, ortografia, adição e subtração e brincadeiras. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 13 de fevereiro, 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    88 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre: Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Luciana da Silva Damiani – RG: 36.117.164 – 2º ano: A EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 16/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Alfabeto, calendário, brincadeiras, minha escola é show, atividade lúdica. 4h 17/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação As crianças e suas brincadeiras, alfabeto, números. 4h 18/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Ambiente, formando palavras, a importância dos números, brincadeiras. 4h 19/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Balões e travessões, contagem de números e ilustrações. 4h 20/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Leitura, conversa sobre a leitura, completar as frases, conjuntos, brincadeiras. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 20 de fevereiro de 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    90 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre: Professor(a): Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Claudio Brito de Souza – RG 36.117.164 – 3º ano: C EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 23/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Bilhete, quantidade, números, brincadeiras. 4h 24/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Ler, analisar e criar divisões, hábitos de alimentação. 4h 25/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Os meios de transporte, Cartum, formas geométricas, brincadeiras. 4h 26/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Conto, número e conhecendo diferentes paisagens. 4h 28/02/ 2015 13h30mim às 17h30mim Participação Continuação da história, tabuada, brincadeiras. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 28 de fevereiro de 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso Assinatura do(a) estagiário(a) Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    92 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre: Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Sônia Regina Gomes de Lima – RG: 15.555.985 – 4º ano: C EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 02/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Haicai/poema, nas situações-problema. 4h 03/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Ler, produção de textos, problemas, cálculo, meios de comunicação. 4h 04/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Ouvir história, construção textual, meio ambiente, adição, problema. 4h 05/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Fábulas, cálculo, compreender como foram à relação entre os dois povos. 4h 06/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Caça palavres, completar as frases, problemas, cruzadas animais. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 06 de março de 2015. Carimbo da instituição Assinatura e carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    93 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre: Professor(a): Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Adriana Borges – RG: 25.439.761 – 5º ano: C EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 23/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Produzir texto, cálculos, hábitos saudáveis de alimentação. 4h 24/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Produzir textos, tirinhas, frações, Brasil é um país. 4h 25/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Gênero Textual, lenda dividir, O clima no Estado em que moro. 4h 26/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Interpretando o texto, fazer cálculos escritos e mentais - peso. 4h 27/03/2015 7h30h às 11h30h Participação Leitura, gramática, fração e Erosão. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 27 de março de 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    94 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODAS AULAS DO 1º AO 5º ANO ENSINO FUNDAMENTAL I 1º ano C – Professora: Keila Cristina povoa 09/02/2015 – Segunda-feira Logo de início o professor pediu para que os alunos fizessem uma pequena reflexão em silencio sobre o valor dos estudos. Depois solicitou a atenção dos alunos para explicar o objetivo da aula (construção do Crachá) de Português, pediu para que pesquisassem na própria certidão de nascimento que havia pedido para eles trazer cópia como escreve o seu nome completo. Distribuiu um cartão para cada um e fez com que escrevessem os próprios nomes, sugeriu que cada aluno fizesse um desenho no cartão representando sua imagem, formou uma roda de conversa e recolheu os crachás, os espalhou ao centro de um círculo e solicitou que um aluno de cada vez escolhesse um cartão e adivinhasse de quem era. A cada crachá identificado no centro do círculo, pediu ao aluno que o escolheu para reescrever o nome completo do colega em uma folha de papel bobina, formando uma listagem, com a mesma fez uma listagem que fixou em um mural da sala. Tempo de atividade: 1h30mim. Na aula de Matemática sobre relação de números a professora explicou o jogo que consiste em um tabuleiro, dois dados e marcadores onde o s alunos devem se organizar em duplas e cada jogador deve escolher a cor do marcador que irá utilizar, os alunos jogaram os dois dados e fizeram a adição dos números obtidos deles. Após, colocarem o marcador sobre o número do tabuleiro que representa essa soma, por exemplo, se a soma dos dados deu 3 + 2, o marcador marcou o número 5 do tabuleiro. Após o término da atividade passou no quadro contas de somar e foi acompanhando de perto enquanto os alunos faziam. Tempo de atividade: 1h30mim. Na aula de geografia a professora solicitou que os alunos abrissem o livro e passou a em voz alta pausadamente fazendo as devidas intervenções um texto
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    95 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL sobreas diversas paisagens, passou alguns exercícios e depois deu início as atividades de casa. Tempo de atividade: 1h. A sala comportou-se bem, a professora tem domínio e respeito dos alunos. Usa bem uma tática simples, mas que dá resultado que é o de colocar o nome de quem está bagunçando ou não fazendo as atividades pedias no quadro negro, isso ajudou os alunos nas atividades. 10/02/2015 – terça-feira A professora iniciou a aula de Geografia contando aos alunos a história de Santos Dumont, Mostrou o avião 14-Bis, o avião criado por Santos Dumont. Solicitou que os alunos relatassem suas opiniões e descrevessem a imagem visualizada, fazendo relações com os aviões atuais. Depois, explorou ilustrações de outros meios de transportes aéreos, como balão, asa delta, helicóptero e dirigível. Pediu aos alunos que descressem as diferenças entre esses meios, como a estrutura e a forma de se deslocar. Cada aluno montou seu álbum com figuras de meios de transporte aéreos. Tempo de atividade: 1h30mim. Na aula de Português introduziu a aula sobre ditongo, falando ao mesmo tempo em que escrevia observações na lousa, logo depois passou alguns exercícios e me solicitou que a ajudasse a acompanhar os alunos enquanto eles copiavam e faziam às atividades, eles demonstraram muitas dúvidas e alguns não conseguiram desenvolvê-las como deviam, mas a professora me explicou que os alunos se encontravam em vários níveis de aprendizados, por isso temos que acompanha-los de perto. Tempo de atividade: 1h30mim. Por último, em Matemática a professora passou atividades sobre como relacionar números com o objetivo dos alunos terem noção de quantidade até o número 30, ela entregou aos alunos atividades digitadas e pediu para que colassem no caderno e a desenvolvessem em casa com ajuda dos pais. Tempo de atividade: 1h. Os alunos ficaram bastante curiosos e atenciosos durante a aula de Geografia, são bastante questionadores e fizeram perguntas muito pertinentes sobre como o avião voa. Durante as outras aulas prestaram muita atenção, pois sabiam que as dúvidas poderiam ser tiradas quando estivessem fazendo os exercícios.
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    96 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 11/02/2015– Quarta-feira A professora iniciou a aula com Ciências, com o retroprojetor apresentou várias imagens sobre como fazer a higiene do dia a dia (tomar banho, escovar os dentes e lavar as mãos), log depois entregou aos alunos desenhos sobre o assunto e pediu para eles pintarem, depois colar no caderno e escrever uma frase sobre a importância do banho. Tempo de atividade: 1h. A professora na aula de Português pede para os alunos refletirem em silêncio sobre o que é amigo. Leu um o livro “O valor da Amizade” (Rodrigues Poeta) E pediu para os alunos responderem o que é amizade na opinião deles em voz aula e depois pediu para escrevessem no caderno (atividade foi muito divertida). Tempo de atividade: 1h30mim. Em Matemática a professora pediu o caderno de atividades para fazer em casa e perguntou se tiveram dificuldades, a maioria respondeu que foi muito difícil. Então ela propôs uma brincadeira para explorar os números. Iniciou com brincadeiras que envolviam a contagem oral e a relação quantidade--número, perguntou quem queria contar o número de alunos desta sala, de carteiras da sala, de janelas e todos se propuseram a contar. Depois ela entregou a eles palitos de sorvete e fez os alunos contarem quantos palitos tinha em sua carteira e registrar o número correspondente em uma folha sulfite. Em forma de algarismos ou em forma de desenhos, como a criança soubesse. Tempo de atividade: 1h30mim. Auxiliei a professora na entrega das atividades, confesso que atividade anterior de Matemática no meu ver era muito difícil para eles, porém ela me explicou que ela trabalha com o objetivo sempre de levar alguma dificuldade maior para o aluno e assim ter noção do estágio em que eles estão. Diante do fato a aula tornou-se muito divertida e com a participação de todos. 12/02/2015 – Quinta-Feira A professora iniciou a aula de Ciências, depois de perguntar como foi o dia dos alunos, aproveitou e continuou os questionando sobre onde deviam jogar o lixo, todos responderam juntos, com muita empolgação, depois ela mostrou as lixeiras com suas respectivas cores e ela reforçou a perguntando que tipo de lixo
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    97 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL deviajogar em cada lixeira, alguns alunos responderam certo, outros responderam errado, enquanto outros ficaram quietos. Pediu aos alunos que desenhassem as lixeiras da coleta seletiva de lixo em seus cadernos, colorindo com tintas e descrevendo o que jogar em cada uma. Solicitou que relatassem a importância de reciclar e de separar o lixo. Colocou as ideias no quadro. Tempo de atividade: 1h30mim. Na aula de Português a professora fez uma aula para mostrar a diferença entre oralidade escrita, pediu que eles contassem ao colega alguma história que já haviam lido, depois de, pois de reescrevessem a história do colega no caderno, a aula foi um pouco desorganizada, pois eles falavam muito alto, porém conseguiu escrever cada qual da sua forma. Tempo de atividade: 1h. Em Matemática a professora entregou aos alunos diversas figuras geométricas, pediu para que eles pintassem as formas iguais com a mesma cor e depois solicitou que falacem qual figura cada imagem representava, houve bastante dificuldade entre os alunos que se divertiam quando um colega errava. Depois que todos entraram em um acordo e ela escrever na lousa o nome da cada imagem, pediu para eles escreverem embaixo de cada uma delas o respectivo nome. Depois entregou a eles várias figuras para recortarem e pintarem com a finalidade de fazer um baralho que seria terminado na próxima aula. Tempo de atividade: 1h30mim. A aula nesse dia foi muito interessante, notei que os alunos estavam começando a entender melhor os objetivos das aulas, a questão da empolgação é um sinal que eles gostaram, a professora me disse que o comportamento seria corrigido no decorrer do ano, porém a alegria ao aprender não pode ser podada. 13/02/2015 – Sexta-feira A professora na aula de Português leu para os alunos “Descobrindo Valores: Amizade” – Cristina Kelin, logo no inicio senti um encantamento nos alunos ao ver a professora lendo pausadamente, fazendo as devidas conotações na voz para que os alunos percebessem a pontuação e quando era um diálogo ou discrição. Logo após passou algumas atividades no caderno e pediu para que eu acompanhasse alunos, que acompanhei tranquilamente. Tempo de atividade: 1h30mim.
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    98 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL EmMatemática a professora passou contas simples e os ensinou a contar em palitos, achei bastante interessante a atividade, pois com o concreto o aluno pode ver perfeitamente o porquê das operações dar determinados valores, notei também que ela dividiu as atividades em três etapas, na adição explicou, passou as atividades e depois que os alunos terminaram fez o mesmo com as subtrações e logo depois passou atividade com as duas operações, porém sem explicar, apenas acompanhamos e tiramos as dúvidas dos alunos. Tempo de atividade: 1h30mim. Por fim, a hora das brincadeiras, os alunos levaram brinquedos de casa e puderam brincar livremente, uma hora de muita atividade por parte dos alunos, pois enquanto brincam conversam sobre o que vão brincar, apresentam seus brinquedos, houve muita interatividade. Tempo de atividade: 1h. Esse dia foi muito interessante pude passar por vários momentos, de seriedade, atenção, relaxamento e diversão, tudo na dosagem certa. Notei dificuldades em alguns alunos, enquanto outros além de desenvolverem bem as atividades e são muito críticos. Conclusão Ótima experiência com o 1º ano. A professora é muito dedicada, atenciosa, prepara suas aulas com objetivo bem exposto, tem o domínio da sala. É fundamental, que acompanhemos de perto a evolução dos alunos para quê eles evoluam, prestando sempre muita atenção no nível de desenvolvimento de cada um deles. Trabalhar com crianças no 1° ano é uma missão diferente da que vinha fazendo até então, pois agora eles irão por em prática a alfabetização, porém muitos deles ainda não estão nesse nível o que faz nós professores termos que utilizar de diversas estratégias para levar o conhecimento a todos. 2º ano A – Professora: Luciana da Silva Damiani 16/02/2015 – Segunda-feira
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    99 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aochegar à sala todos os alunos ficaram me olhando, observando a curiosidade das crianças a professor me apresentou a eles como futura professora estagiária, logo alguém perguntou se eu iria ajuda-los nas atividades difíceis, respondi que sim e a professora confirmou, porém os alertou que seria por pouco tempo. Tempo de atividade: 30 minutos. A professora iniciou a aula de Português, relembrando o alfabeto e primeiro ela perguntou para que lessem todas as letras do alfabeto previamente coladas em uma parede da sala em grupo e em voz alta. Depois solicitou que recortassem ao menos dez objetos de revistas que eles haviam trazido para recortar, colassem no caderno em ordem alfabética e escrevesse o nome na frente de cada imagem, todos queriam ajudar. A professora resolveu o problema pedindo para eles se comportarem e tentarem fazer a atividade que depois irámos corrigir e nós íamos ajudar passando de carteira em carteira. Tempo de atividade: 1h30mim. Em Matemática a professora para iniciar a construção dos números, organizou a turma para uma roda de conversa e instigou-os sobre quais são os números que eles conheciam e como e ou quando eles são usados. Conversou sobre a importância dos números em nossa vida e para a comunicação entre as pessoas. Indagou: imaginem se os números não existissem como seria nossa vida? Ficaram espantados! Após essa conversa, retomou algumas situações do dia a dia, apontadas por eles, para demonstrar a importância dos números em nossa vida. Entregou uma folha sulfite para que os alunos colocassem o desenho do número, sua escrita e a quantidade de objetos referente ao número, para ressaltar a relação número – quantidade. Tempo de atividade: 1h30mim. Ao terminar a atividade entregou o caderno de atividades para casa corrido e passou novas atividades de matemática (contas) e Português (escrever palavras com cada letra do alfabeto). Tempo de atividade: 30mim. Nesse dia as atividades foram bastante produtivas e diferenciadas, percebi a empolgação dos alunos durante o desenvolvimento dos trabalhos de matemática. Interessante como ficaram curiosos com a minha presença e faziam questão que eu participasse de todas as brincadeiras. 17/02/2015 – Terça-feira
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    100 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aprofessora iniciou lendo o livro “Brincadeira É Coisa Séria” Alcântara, (Ivan e Newton Foot) depois conversou com eles sobre como brincadeiras são sérias para as crianças. Dando sequencia a aula de Português continuou recolhendo a atividade do alfabeto pediu para que os alunos colocassem os cadernos de atividades feitas em casa e lessem um a um as palavras escritas por eles, nesse momento alguns leram fluentemente, enquanto outros apresentaram dificuldades, os que apresentaram maiores dificuldades a professora os chamou para escreverem na lousa e foi perguntado o significado do que escreviam. Tempo de atividade: 2h. Em Matemática, o tema foi sequencia de números, começou conversando com os alunos a respeito do que é para eles sequencia, prestei muita atenção nos questionamentos que foram bastante importantes no meu ver, para saber o conhecimento do aluno a respeito, logo após organizou a turma e os levou para a sala de vídeo para assistir um trecho de Concurso de beleza da Turma da Mônica, e os questionou sobre a sequência de fatos no filme e outros exemplos que possam citar sobre o conteúdo. Depois da atividade na sala de multimídia, a turma retornou a sala de aulas, se organizou em grupos de três, quando receberam diversos objetos, como: formas geométricas, lápis de cor, palitos de sorvete, novelo de fio, tampa de refrigerante PET, giz de cera, e outros mais. Nesse momento, ela pediu a atenção dos alunos para a explicação. Desenhou um exemplo de sequência para que eles lembrassem como se faz. Quando a atividade se iniciou, os grupos tiveram que criar sequências com os objetos, num tempo de 5 minutos. Os trabalhos foram expostos na mesa e todos puderam apreciar. Tempo de atividade: 2h. A aula foi bastante dinâmica, os alunos se portaram bem diante das dificuldades, prontamente sanadas pela professora, que lhes transmite muito segurança muita segurança. 18/02/2015 – Quarta-feira Na aula de Geografia sobre reconhecimento do ambiente a professora levou os alunos para a área externa da escola, começou apontando quais são os espaços que cada grupo havia anotado em sala de aulas, numa discussão coletiva a fim de que todos explanassem o que conseguiram observar. Retomou a
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    101 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ideiade que todos ocupam um lugar no espaço e que na sala de aula, todos têm que se respeitar. Construiu cartazes junto com os alunos com todas as imagens e apontamentos relevantes feitos pelos grupos com imagens trazidas por eles e fez um mural no 0pátio da escola. Tempo de atividade: 2h. Na aula de Português passou atividades na lousa - formar palavras com a letra “C”. Foi um momento de relaxamento praticamente para as crianças que se encontravam eufóricas com a atividade anterior. Tempo de atividade: 1h. Na aula de matemática, a professora conversou com alunos sobre a importância dos números em nosso cotidiano, depois passou atividades digitadas com imagens sobre como os números são úteis no nosso dia-a-dia e pediu para os alunos apontarem quais situações eles já haviam usado a matemática circulando os desenhos que havia dado para pintarem. Notei que nesse momento que os alunos prestaram muita atenção no que faziam, depois de passar de carteira em carteira dando visto e fazer anotações liberou os alunos para brincarem de forca. Tempo de atividade: 1h. A aula foi bastante dinâmica e produtiva, notei o interesse dos alunos em realizar as atividades e a disposição da professora em atendê-los nos seus questionamentos. 19/02/2015 – Quarta-feira Na aula de Português a professora trouxe gibis, deu um para cada aluno e deixou que eles lessem em silencio por um tempo, nesse momento notei que alguns observam as imagens atentamente, me explicou que alguns ainda não sabiam ler ou ficavam fascinados com as imagens, mas ela respeitava, trata-se de um momento em que cada qual lê da sua maneira. Em seguida ao manuseio, a leitura dos gibis conversou sobre o significado dos balões e procurou identificar o que já conheciam sobre o assunto. Depois solicitou procurarem nas páginas dos gibis os balões que indicassem fala pensamento, sonho, surpresa, onomatopeias, etc. Pediu então que recortem das revistas alguns personagens para a criação de uma História em Quadrinhos. Os personagens foram colados nos caderno, formando um enredo. Solicitou aos alunos que completem suas histórias em quadrinhos com balões de fala direcionados aos personagens de sua história. Tempo de atividade: 2h30mim.
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    102 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Naaula de Matemática pediu para os alunos contarem até vinte e depois passou uma lista na lousa fora da sequencia e pediu para que eles a colocassem em ordem. Alguns alunos apresentaram dificuldade e ela prontamente se dispôs a orientá-los e eu fiz o mesmo com os alunos indicados por ela. Tempo de atividade: 1h30mim. Essa aula foi bastante diferente, mais importante no meu ver foi a vivencia dos alunos no caso da construção das histórias em quadrinho. 20/02/2015 – Sexta-feira Na aula de Português a professora leu a fábula leu a “Lebre e a Tartaruga” para os alunos, perguntou a eles: Não é que ser determinado é mais importante do que ser espertinho? Pensou com eles sobre um exemplo assim no dia a dia deles, como esperar por um presente melhor em vez de insistir para ganhar um que não é tão legal imediatamente. Depois pediu para que completassem frases sobre o assunto. Tempo de atividade: 1h30mim. Na aula de Matemática, a professora os questionou sobre conjuntos, passou atividades digitadas e pediu para eles ilustrarem e completarem os exercícios, eu os acompanhei. Tempo de atividade: 1h30mim. A hora das brincadeiras, os alunos levaram brinquedos de casa e puderam brincar livremente como aconteceu no 1° ano, tive as mesmas impressões, embora eles sejam mais independentes, uma hora de muita atividade por parte dos alunos, pois enquanto brincam conversam sobre o que vão brincar, apresentam seus brinquedos, houve muita interatividade. Tempo de atividade: 1h. Conclusão No 2º ano. A professora possui qualidades semelhantes a do 1°, ou seja, é muito dedicada, atenciosa, prepara suas aulas com objetivo bem exposto e tem o domínio da sala. Pude acompanhar de perto o dia da brincadeira e ver o quanto é importante ter um momento de descontração na escola para os alunos. Na lousa enquanto os alunos se acomodam nas carteiras ela escreve a data e nome da escola que o aluno deve escrever a cada nova disciplina iniciada. Isso para os alunos é automático ela não precisa lembra-los, da organização dos cadernos, o
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    103 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL fatome fez pensar que somos capazes de ganhar a atenção dos alunos sem discriminá-los em um clima descontraído. 3º ano C – Professor: Jâneo Manoel de Santana 23/02/2015 – Segunda-feira Quando entrei em na sala de aulas, os alunos logo correram para me abraçar, o professor deixou que agissem naturalmente e depois pediu para eles voltarem para as carteiras, me apresentou e começou a aula de português ensinando como fazer um bilhete. O professor incentivou seus alunos a criarem bilhetes que envolviam os alunos de toda a escola, da seguinte forma: elaborou uma listagem no quadro de giz com os assuntos sugeridos pelos alunos a serem descritos nos bilhetes. Cada aluno produziu em folha a parte um rascunho contendo o conteúdo do bilhete. Como muito cuidado ele fez a correção ortográfica dos bilhetes para que fossem reescritos por seus autores. Em seguida pediu aos alunos para ler seus bilhetes aos demais colegas da turma. Depois de aprenderem a fazer bilhetes os incentivou a criarem bilhetes para deixarem perto da cama dos pais ou grudado na geladeira com mensagens de carinho e amor. Tempo de atividade: 1h30mim. Em Matemática o professor levou cédulas de dinheiros imprimidos no valor de um real á vinte reais, que os alunos já conheciam pediu para escrever o valor de cada cédula no caderno obedecendo às regras monetárias. Na lousa escreveu várias adições e subtrações com os valores das cédulas, pediu para os alunos copiarem resolvê-las e logo em seguida responder quantas cédulas foi utilizada para a resolução de cada conta. Os alunos ficaram concentrados buscando resolver, quando eles terminaram resolveu os exercícios na lousa junto com eles. Tempo de atividade: 1h30mim Na aula de Geografia o professor relatou aos alunos que as paisagens urbanas e rurais fazem parte do nosso cotidiano, pois numa mesma cidade há espaços urbanos e rurais. Representou por meio de desenho duas paisagens e relatou qual é visível no seu cotidiano. Distribui revistas e jornais para que os alunos encontrem essas paisagens e ela pediu para os alunos escreverem uma
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    104 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL listade trabalhos possíveis no meio rural e no meio urbano. Tempo de atividade: 1h. A aula de hoje exigiu que os alunos escrevessem bastante, no terceiro ano os alunos já leem e escrevem melhor, tornando as aulas mais escritas e notei que os alunos pediram menos auxilio a professor. 24/02/2015 – Terça-feira Na aula de Português a professor iniciou conversando com os alunos sobre datas comemorativas e o significado delas em relação a determinados contextos fez com os alunos uma listagem das datas comemorativas da região em que vivem. Distribuiu para cada aluno uma palavra mágica relacionada a uma data comemorativa listada, além de um cartão e materiais diversos para colagem. Conversou com os alunos sobre os possíveis símbolos a serem utilizados para comunicar a palavra recebida e deixou que fizessem perguntas, depois solicitou a cada um que relacione o símbolo criado a pequenos textos na criação de cartões comemorativos, lembrando-os que deviam utilizar originalidade, humor ou poesia. A terminar todos leram os textos criados. Tempo de atividade: 1h Na aula de Matemática, primeiramente, o professor deixou que os alunos procurassem uma solução para o problema encontrado. Em uma caixa deixou diversas canetas que eles precisam dividir igualmente. Após a conclusão da tarefa, pediu que os alunos escrevessem no caderno como concluíram a tarefa e o que foi preciso para tal. Mostrou princípios da divisão e trabalhar com material dourado, criando sempre situações-problema. Solicitou que separassem 10 unidades do material dourado e depois dividissem igualmente este número, em seguida fez o mesmo, mas agora com 24 unidades que eles tinham que dividir em partes iguais de três, na sequencia 16 que deveriam dividir em partes iguais de quatro. Depois solicitou aos alunos que criassem situação problema no caderno e a resolvessem. Essa atividade foi meio complicada, muitos não conseguiram fazer, mas o professor disse que irai retomar o assunto criando novas atividades para que entendessem a divisão no concreto. Tempo de atividade: 2h. Na atividade de Ciências o professor perguntou aos alunos o que eles gostavam de comer e se tudo que comiam eram alimentos saudáveis. Todos responderam, mas ficou nítido que eles não sabem ao certo o que é uma
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    105 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL alimentaçãosaudável. Dando sequencia ela pediu para que eles relatem a importância da alimentação adequada que foi bastante problemático, mas ele foi conduzindo bem a situação, apresentando no retroprojetor slides com ilustrações sobre alimentos saudáveis, que mostravam a pirâmide alimentar que ela comentou e os alunos passaram a fazer cartazes em grupo com imagens de alimentos fundamentais para uma alimentação saudável. 1h A aula de hoje exigiu muito dos alunos, a de matemática foi complicada, porém o professor me disse que tem assuntos que levam mais tempo para “cair à ficha” de muitos dos alunos, por isso mesmo a retomada é necessária, lembrando que devemos procurar sempre atividades que eles possam vivenciar na prática. 25/02/2015 – Quarta-feira Na aula de História sobre os meios de transporte o professor pediu para que os alunos fizessem uma roda. Iniciou pedindo para que os alunos relatassem os resultados dos questionários aos pais e quais meios de transporte são possível ver no nosso cotidiano. Verificando sempre se na roda de conversa eles comentavam sobre os transportes que existiram no século passado, outros no século retrasado, e que nem sempre existiram, bem como que, antigamente, as pessoas andavam a pé ou em carroças ou até mesmo nos lombos de cavalos. Depois, procuraram aprimorar seus meios, utilizando embarcações, e com a invenção da roda, a carroça foi aperfeiçoada, e iniciaram a construção de carros, aviões, e todos os meios que conhecemos hoje. Esses assuntos partiram deles e nos momentos que isso não aconteceu, ele conduziu a conversa para chegar aos resultados. Por últimos os alunos produziram textos, relatando as diferenças encontradas e entregaram para o professor. Os alunos demonstraram-se bastante interessados pela aula, deu para notar que se dedicaram na atividade feita em casa. Tempo de atividade: 2h. A professora trouxe para os alunos Cartuns para eles trazerem na aula de Português. Fez uma exposição do material trazido e conversou com eles sobre as características desses cartões com mensagens humorísticas, levantando semelhanças e diferenças. Leu a fábula da Cigarra e Formiga, em seguida, distribuiu os cartões para os alunos. Cada aluno criou um Cartum com base na interpretação da história lida. Tempo de atividade: 2h
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    106 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Naconstrução do Cartum, os alunos tiveram ideias muito criativas a partir da atividade solicitada, notei que alguns alunos tem dificuldade em escrever, porém possuem ideias brilhantes quando falam, são alunos orais. 26/02/2015 – Quinta-feira A aula de Português iniciou com o conto, fez um breve relato sobre a história e relembrou o um pouco do assunto e só depois começou a contar a “O Gato de Botas” de Charles Perrault, solicitou que eles desenhassem e colorissem o auge do conto. Nesse momento me pediu para ajuda-lo a acompanhar as atividades dos alunos, notei que muitos alunos tinham medo de errar e queriam confirmar comigo se eles estavam certos ou não, o professor me orientou a responder apenas que eles estavam indo bem, por fim o professor recolheu as atividades e comentou, dizendo apenas que cada qual escolheu o um momento muitas vezes diferente dos colegas como auge. Tempo de atividade: 1h30mim. Em Matemática retomou a relação entre número e quantidade, iniciou explicando aos alunos que a aula seria externa e que levariam uma ficha a ser preenchida para registrar os objetos encontrados na escola. A cada dois ou mais objetos iguais deveriam anotar na ficha a quantidade e o nome do objeto. Após concluir as anotações, voltariam para a sala de aulas para a sala para a socialização do resultado e assim fez, enquanto caminhavam pela escola os alunos prestavam muita atenção em tudo e escreviam na ficha. A retornarem para a sala de aulas o professor explicou como seriam feitos os agrupamentos. E os alunos agruparam objetos que fazem parte do jardim, os objetos que fazem parte da cantina, os objetos que fazem parte do banheiro e somaram todos. E preencheram uma tabela no livro de Matemática. Foi muito organizada a saída dos alunos que se divertiram, porém não perderam o foco da aula. Tempo de atividade: 1h30h. Na aula de Geografia com o objetivo de reconhecer diferentes paisagens o professor relatou aos alunos que as paisagens urbanas e rurais fazem parte do nosso cotidiano, pois numa mesma cidade há espaços urbanos e rurais. Por meio de desenho representou as duas paisagens e relatou qual é visível no seu cotidiano. Distribuiu revistas e jornais para que os alunos encontrem essas paisagens e montassem um painel. Por último os alunos escreveram uma lista de
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    107 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL trabalhospossíveis no meio rural e no meio urbano e entregaram ao professor. Tempo de atividade: 1h. No dia de hoje a aula foi muito interativa e os alunos souberam aproveitar bastante o momento. 27/02/12015 – Sexta-feira Na aula de Português o professor com exercícios sobre encontro consonantal, adjetivo, gramática com acentuação gráfica, atividades para observar a cena e escrever frases para cada ação praticada pelos personagens, os alunos continuaram a história, completaram as palavra e preencheram o diagrama. Tempo de atividade: 2h. Na matemática o professor propôs os a alunos a montarem tabuada, primeiro ele entregou aos alunos folhas com desenhos e somas, e pediu para que os alunos somassem depois ele iniciou a tabuada, explicando e perguntando aos alunos até o 3x5 e depois pediu aos mesmos que terminassem e corrigiu. Tempo de atividade: 1h. Na hora da brincadeira o professor montou uma amarelinha na sala, trouxe bugalhas, bolas de gude e damas e deixou os alunos escolherem a brincadeira. Excelentes atividades para aprender principalmente matemática, os alunos gostaram muito. Tempo de atividade: 1h. Conclusão No 3º ano. É sempre bom reforçar as qualidades que encontro a cada professora que conheço, ou seja, está também é muito dedicado, atencioso, prepara suas aulas com objetivo bem exposto, tem o domínio da sala. Notei que ele sempre esta retomando a matéria para poder garantir que os alunos estão aprendendo, nos momentos de mais dificuldades dos alunos procura acalmá-los orientando-os de perto. Pude notar que nesta série os alunos são mais independentes, muitos já são alfabetizados e compreendem perfeitamente os enunciados, a explicação e desenvolvimento dos exercícios. 4º ano C – Professora: Sonia Regina Gomes de Lima
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    108 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 03/03/2015– Segunda Feira-feira A professora iniciou a aula de português propondo que escrevessem um Haicai, todos ficaram surpresos com o nome, houve uma confusão logo de início com todos querendo fazer pergunta, professora ficou em silêncio por algum tempo e os próprios alunos ao notarem que não gostou e trataram de ficarem quietos, então ela disse a eles que ia começar explicando o que era um poema e perguntou se todos sabiam o que era um poema, a partir daí relatou a eles o que era um Haicai, explicou que se tratava de um poemeto popular, por isso usa palavras quotidianas de fácil compreensão, respeita a simplicidade, evita o raciocínio e expressa fielmente à sensibilidade do autor e toda a estrutura de como se monta um poema nesse estilo, depois pediu para eles o livro de Português, foi lendo e explicando novamente, explorou o significado da palavra e mostrou um quadro com uma paisagem muito bonita, solicitou, então, que observassem a imagem e criassem um poema seguindo as características do haicai, um poemeto para ser exposto junto à obra. Confesso que nesse momento pensei que os alunos não iam conseguir, mas a grande maioria sentou-se e pôs- se a escrever, saíram poemas belíssimos apesar de simples. Alguns alunos realmente não conseguiram desenvolver a atividade, então a professora propôs que eles teriam que fazer recuperação paralela e passou alguns exercícios no caderno para eles em casa. Tempo de atividade: 2h. Na aula de matemática a professora passou adições na lousa e foi auxiliando os alunos com dificuldades (ensinando a contar com palitos e nos dedos), depois chamou os alunos para fazer a correção na lousa. A técnica é usada para os alunos confirmarem o aprendizado e a professora avaliar o nível de desenvolvimento dos alunos. Em um segundo momento conversou e indagou a turma que Imaginassem a situação: num galpão há trinta e duas sacas de feijão. Estão chegando um carregamento com outras seis sacas. Seria lento e trabalhoso juntar todas as sacas e contá-las uma a uma. Como evitar isso? Os alunos se olharam, sem nada responder, então ela acrescentou que a adição era a resposta e explicou que resolver um problema de matemática nada mais é que representar em linguagem matemática uma situação cotidiana e propôs a resolução de problemas no quadro, fez o primeiro, foi chamando alunos para
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    109 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL resolveremoutros no total de cinco e chegou término da aula, pediu para que eles arrumassem o material e terminou a aula. Tempo de atividade: 2h. 04/04/2015 – terça-feira A professora leu o livro “Com todas as letras” - Emília Ferreiro para os alunos e abusou da entonação e do ritmo da leitura para criar envolvimento das crianças com o texto. Conversou com os alunos para saber o que sentiram ao ouvir a história, para ter subsídios para avaliar vivências individuais. Formou duplas produtivas com proximidade de níveis de construção de leitura e escrita. Juntou alunos pré-silábicos com parceiros silábicos, proponha associação de palavras do texto com figuras correspondentes, para que possam entender, gradativamente, que a escrita representa a fala. Os alunos silábicos sem valor sonoro com parceiros silábicos com valor sonoro apresentou algumas palavras do texto similares na grafia, mas diferentes na fonética a fim de que as identifiquem. O coleguinha que possuía valor sonoro pode ajudar dando as suas explicações sobre como entende as palavras. Alunos silábicos com valor sonoro solicitou que escrevam algumas palavras pré-selecionadas da história. E por fim, aos alunos silábico-alfabéticos com parceiros alfabéticos pediu que reescrevessem a história à maneira deles, mas que dessem um final diferente. Essa atividade exigiu muita atenção dos alunos, que trataram de desenvolvê-la questionando apenas quando tinham dificuldades. Mas construíram os textos solicitados pela professora. Tempo de atividade: 2h. Na aula de Matemática a professora retomou os problemas e ao notar as dificuldades dos alunos em conseguir montar as contas depois terminar as atividades e corrigir, passou lista de exercícios para relembrar as formas de adição e deixou que os alunos terminassem casa. Tempo de atividade: 1h. Na aula de Geografia, pediu para que os alunos abrissem o livro, na matéria sobre meio ambiente e relembrou a matéria, já que eles haviam feito uma atividade introdutiva a respeito e pediu para eles resolverem as questões. Alguns alunos se recusaram a desenvolver a atividade, ela conversou com eles que revelaram não conseguir, então me pediu que os auxiliassem, foi um momento importante para meu aprendizado, pois eu tinha que ler perguntar sobre as respostas, para só então eles escreverem no caderno. Tempo de atividade: 1h.
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    110 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 04/03/2015– Quarta-feira Nesse dia a professora iniciou a aula, levando-os a sala de leitura. A professora da sala de leitura perguntou se eles gostavam de ler, alguns disseram que não, então ela passou uma animação do youtube “A menina que odiava livros” e questionou os alunos que haviam manifestado pensamento contra a leitura, eles contaram que na casa deles não havia esse hábito, mas prometeram que iam experimenta aos poucos, até ficarem como a menina que odiava livro, então, ela recomendou que escolhessem um livro para ler livremente, depois de 30mim aproximadamente, fez perguntas sobre a leitura, um momento muito prazeroso em que todos participaram e falavam encantados com as histórias lidas, interessante que até os que não gostavam de ler ou não sabiam, souberam falar sobre os assuntos abordados nos livros. Tempo de atividade: 2h. Na aula de Ciências a professora questionou os alunos sobre os três Rs, para da início a aula de conscientização sobre a preservação do ambiente, depois pergunto se eles sabiam o que era ambiente e foi demonstrando que tudo ao nosso redor faz parte do ambiente, pediu para que fizessem um texto com sugestões de como melhorar o ambiente na escola. Tempo de atividade: 1h. Na aula de Matemática a professora continuou com os problemas de adição, mas dessa vez utilizou diversas formas de adições para resolverem as situações problema. Pediu a minha ajuda no acompanhamento dos alunos com dificuldade, ela pegou uma fila eu outra, a dificuldades dos alunos continuavam imensas, porém muitos haviam evoluído dês da primeira aula, quando todos terminaram ela corrigiu na lousa, respondendo os questionamentos dos alunos, ao mesmo tempo em que os questionavam para sentir o desenvolvimento da turma. Tempo de atividade: 1h. A aula foi bastante produtiva, levá-los a um ambiente diferente deu um ânimo para os alunos, que na maioria conseguiu resolver os problemas e demonstrando entendimento do processo. 05/03/2015 – Quinta-feira A professora apresentou aos alunos uma fábula pré-selecionada “A galinha dos ovos de ouro”. Leu a fábula dando ênfase à entonação, ritmo e fala dos
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    111 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL personagensa fim de encantá-los com a história. Debateu com os alunos sobre o que eles aprovam e o que reprovam no comportamento dos personagens, proporcionando espaço para seus alunos expressarem as suas opiniões e vivências. Conversou com os alunos sobre o gênero fábula, escreveu num papel bobina o título, uma pequena sinopse da história e a lição de moral que a turma compreendeu com o texto. Solicitou que cada aluno pesquisasse outra fábula em casa e trouxesse escrito em seus cadernos o título e uma pequena sinopse da história, bem como a lição de moral que ela representa. Tempo de atividade: 1h30mim Na aula de matemática a professora, escreveu no quadro algumas operações e sorteou alguns alunos, pelo número da chamada, para resolvê-las na lousa interativa. Aproveitou o momento para esclarecer dúvidas e enriquecer o aprendizado. Solicitar aos alunos que explicassem como pensaram na resposta mais próxima. Circulou as diversas estratégias, anotando no quadro os principais procedimentos para que todos copiem em seus cadernos e os utilizem em outras situações. Na lousa escreveu algumas operações para fazer em casa, com a ajuda dos pais e familiares, sem poder utilizar papel, rascunho, enfim, como foi o processo em sala de aulas e trouxessem um relatório feito pelos pais. Tempo de atividade: 1h30mim A aula de História foi sobre Indígenas e portugueses, com o objetivo dos alunos compreenderem as relações entre os dois povos e rever a vida e costumes indígenas e portugueses. Ela mostrou aos alunos, por meio da lousa interativa, uma pintura em que o artista retratou o encontro entre portugueses e indígenas. Conversar com a turma a respeito desse encontro, quais foram às reações dos dois grupos, etc. Depois passou diversas atividades, questionamentos sobre o assunto para os alunos responderem, terminou a aula com a correção comentada do questionário. Tempo de atividade: 2h. 06/03/2015 – Sexta Feira A professora entregou aos alunos caça palavras e uma folha com frases para completar quando eles terminaram, corrigiu com alunos respondendo ao mesmo tempo em que tirava as dúvidas e solicitou o os cadernos de atividades de casa. Tempo de atividade: 2h.
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    112 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Emmatemática passou vários problemas, os alunos levaram muito tempo para resolver, no final ela corrigiu com os alunos indo à lousa. Tempo de atividade: 2h. Conclusão Estar com professores diferentes, me colocar em contado com diversas técnicas, porém não deixarei de ressaltar que todas com quem trabalhei até então tem qualidades em comum, está professora, no entanto demonstrou uma preocupação nova que foi atividades com a participação dos pais, no mais notei que os alunos do 4º ano são mais agitados precisando de maior intervenção da professora em relação à bagunça. 5º ano C – Professora: Adriana Borges 03/03/2015 – Segunda-feira Na aula de Português a professora havia pedido aos alunos que procurassem em revistas diversas imagens sobre um tema específico que queira trabalhar: animais, alimentação, hábitos de vida, profissões, etc. Montou com os alunos uma exposição das imagens pesquisadas. Conversou com os alunos sobre o que observam nas imagens expostas: cores, formas, contexto, título da obra, etc. Após a análise coletiva das imagens, cada aluno escolheu uma delas em segredo, para escrever um pequeno texto a fim de representá-la. Um de cada vez foi à frente da sala de aula e leu para os colegas seu pequeno texto. Os demais alunos tentaram m adivinhar a que pintura se relaciona aquele texto escrito. A professora recolheu o texto para corrigir em casa e dar nota e pediu que os alunos pesquisassem e trouxessem tirinha para a próxima aula. Tempo de atividade: 1h30mim Na aula de Matemática a professora simulou uma maratona para percorrer, Porém, essa maratona se foi com dados e quilômetros percorridos, no papel. Ela entregou o material para os alunos. A aula foi um jogo que consiste em lançar os dados, somar os números para obter a quantidade de metros percorridos. A cada lançamento, somar os metros percorridos. Quem chegou primeiro aos 5 000
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    113 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL metros,venceu. Foi uma aula com muito barulho e até torcida, mas todos os alunos participaram a o objetivo foi que os alunos fizessem cálculos mentais e escritos. Contudo, quando chegava o próximo, o aluno fazia estimativas e cálculos mentais, para verificar se ultrapassou os 5.000m ou se conseguiria chegar exatamente nesta metragem. Uma atividade muito divertida. Tempo de atividade: 1h30mim. Na aula de ciência a professora trabalhou um texto do livro sobre hábitos saudáveis de alimentação, pediu para que os alunos uma parte do texto um por vez e foi explicando, explorando as ilustrações e citando exemplos, para chamar a atenção dos mais dispersos, notei que alguns alunos tinham dificuldade na leitura, o que fez que atividade fosse longa, porém aprendi que isso é necessário para todos terem a oportunidade de ler e demonstrar seus avanços e dificuldades. Tempo de atividade: 1h. Boa aula, alunos empenhados, de maneira geral gostaram da aula, pois o resultado foi bom para eles, mesmo os mais tímidos não deixaram de ler, o que me fez ver que a professora transmite bastante segurança a eles. 24/03/2015 – terça-feira Na aula de Português a professora solicitou aos alunos que fizessem grupo apresentassem uns aos outros as tirinhas pesquisadas em casa e comentassem. Observou a leitura e os comentários que fizeram durante esse processo de troca de informações, depois solicitou que comparassem as tirinhas de jornais com as Histórias em Quadrinhos dos gibis, debatendo semelhanças e diferenças, conversou com eles sobre as características de uma tirinha de jornal. Por fim entregou a eles diversas tirinhas eles pintarem e completar a história e colar no caderno. Alguns alunos não trouxeram as tirinhas, a professora escreveu um bilhete aos pais e deu a eles tirinhas que ela tinha trazido prevendo tal possibilidade. Tempo de atividade: 1h30mim. Na aula de Matemática sobre fração passou exercícios e os alertou sobre como as frações são utilizadas nosso dia a dia, me solicitou que a ajudasse a percorrer a sala auxiliando os alunos em dificuldade. Alguns alunos não sabiam e ela passou atividade diferencia para eles, porém com o mesmo objetivo. Tempo de atividade: 1h.
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    114 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Como objetivo de mostrar aos alunos que o Brasil é país formado por diferentes povos, a professora explicou um texto que informava o Brasil foi formado por pessoas vindas de diversas regiões do mundo e que esses grupos construíram uma nova forma de viver em nosso país, influenciando hábitos daqueles que já viviam aqui. Relatou algumas influências, como a dos portugueses, na Região Norte, com a festa do Boi-Bumbá. Já na região Centro Oeste, as Cavalhadas, como influência lusitana também. Na Região Nordeste, é possível observar a influência síria no comércio. Na Região Sudeste, temos um bairro chamado Liberdade que é formado por japoneses. E, finalmente, no Sul temos como exemplo uma festa de influência alemã, a Oktoberfest. Dividiu a turma em 5 grandes grupos e foi para a sala de informática para eles pesquisarem na internet cada região brasileira e suas respectivas influências, tudo que iam encontrando foram anotando em seus cadernos. Tempo de atividade: 1h30mim. Aula com muito trabalho, porém com a nossa ajuda os alunos conseguiram desenvolvê-las sem maiores problemas. 25/03/2015 – Quarta-feira Na aula de Português com o objetivo de escrever textos com temas atuais, a professora organizou os alunos em grupos. Pediu que apresentassem uns aos outros as tirinhas pesquisadas em casa e comentassem. Observou a leitura e os comentários que fazem durante esse processo de troca de informações. Solicitou que comparassem as tirinhas de jornais com as Histórias em Quadrinhos dos gibis, debatendo semelhanças e diferenças. Conversou com eles sobre as características de uma tirinha de jornal. E pediu para eles construírem tirinha com o tema debatido entre eles, notei que a maioria dos alunos desenhava muito bem e souberam escrever a historinha demonstrando muita habilidade. Tempo de atividade: 2h. Na aula de Matemática, a professora retomou exercícios sobre as diversas formas de divisão, como na aula anterior fomos acompanhando os alunos com dificuldades. Tempo de atividade: 1h Na aula de Geografia a professora levou os alunos para o laboratório de informática para realizar uma pesquisa, sobre o clima que prevalece no Estado
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    115 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL emque mora. Entregar uma folha com alguns tópicos a serem analisados conversou com a turma sobre como o clima influencia no modo de vida das pessoas e entregou um cartão onde eles deveriam confeccionar um jogo da memória, em que em um lado do cartão esteja escrito o tipo de clima e no outro, uma imagem correspondente para fazer em casa. Sugeriu aos alunos que poderiam também conversar com os familiares, de outra cidade, a fim de constatar como é o clima na cidade onde eles moram. Tempo de atividade: 1h Tipo de aula que alunos adoram desenhos e informática, todos se comportaram muito bem durante a aula e atenderam aos pedidos da professora prontamente. 26/03/2015 – Quinta-feira A Professora leu a História dos “Primos Ratos” pausadamente, dando ênfase aos diálogos e dramatizando os alunos riam muito durante a leitura, pediu para que eles copiassem diversas questões , respondessem, discutissem com os colegas e depois corrigiu na lousa comentando. Tempo de atividade: 2h. Na aula de matemática a professora retomou os cálculos mentais, fazendo perguntas aos alunos sobre adição, subtração e divisão e depois pediu para que um de cada vez resolvesse uma operação na lousa. Ao terminar a atividade introduziu a noção de peso, pegou uma balança que havia trazido para a sala de aula a fim de pesar alguns objetos (os alunos ficaram muito curiosos) ela fez perguntas a eles sobre a balança e o peso, os mesmos respondiam ao mesmo tempo em que ela tirava as dúvidas, pesou alguns objetos e pediu eles fazerem uma lista no caderno, com o nome dos objetos e o peso de cada um. Tempo de atividade: 2h. Aula muito boa, ao trazer a balança para a sala de aulas à professora pode mostrar aos alunos como cada objeto tem peso diferente de uma maneira simples e lúdica. 27/03/2015 – Sexta-feira Na aula de Português a professora pediu a aluno por aluno que lessem o texto digitado e depois encontrassem os advérbios. Tempo de atividade: 2h.
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    116 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL EmMatemática a professora passou exercícios sobre fração e fomos ajudando os alunos, depois ela corrigiu na lousa. Tempo de atividade: 2h. Conclusão A professora é muito eficiente, e me demonstrou várias técnicas e planos de aulas bem complicados de por em prática principalmente na aula de Matemática, aprendi muito com ela, os alunos apesar de dispersar facilmente por causa da idade ela teve controle da sala, até mesmo nos momentos de maior descontração onde eles costumam usar para fazerem bagunça, ela também possui os mesmos adjetivos que notei nas outras professoras. Até aqui o que mais me deixou motivada foi a utilização dos recursos existentes na escola, esta professora em especial sabe bem como utilizá-los principalmente a sala de informática.
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    117 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL PLANODE AULAS – ENSINO FUNDAMENTAL I Plano de aula Língua Portuguesa– 1º Ano do Ensino Fundamental I. Conteúdo: Gênero Textual Tema: Os maravilhosos contos de fadas Objetivo:  Ler e interpretar os textos selecionados  Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre as fadas e motivá-los para o trabalho com o tema. Material: Revistas, lápis coloridos, tesoura, cola, caderno de desenho. Conhecimento Prévio: Conhecer alguns Contos de Fadas Atividade Motivacional: Professor coloque um DVD de um conto de fadas para seus alunos e trabalhe o que é um conto de fadas, quem são os personagens, quais as ações deles entre outras questões que você propor para usar o vídeo pedagogicamente. Encaminhamento Metodológico: Solicite aos alunos que deem exemplos de contos de fadas que eles já leram. Questione:  Quais os principais personagens que compõem um conto de fadas?  Como são as características desses personagens?  Que atitudes, normalmente, praticam os personagens dos contos de fadas?  Elabore com eles uma listagem dos personagens citados, relacionando suas respectivas características e atitudes. Contos de fadas:  Personagens  Características  Atitudes  Em seguida, peça que procurem em revistas, imagens que se relacionem com os personagens das histórias maravilhosas que mencionaram recorte e cole em seus cadernos de desenho. A atividade pode ser complementada com desenhos da própria criança.
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    118 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Cada aluno pode ir à frente da sala de aula, mostrar sua conclusão aos demais colegas, explicando o porquê de suas escolhas. Avaliação: No próprio DVD que você utilizar questione seus alunos. Assim você saberá se eles compreenderam o que é um conto de fadas e se sabem identificá- los. Plano de aula para Matemática – 1º Ano do Ensino Fundamental I. Conteúdo: Quantidade Tema: Receita de bolo Objetivo: Relacionar quantidade-número. Material: Ingredientes da receita, lápis, borracha. Conhecimento prévio: Ter noções de quantidade e relação dos números até 10, saber utilizar a contagem oral e escrever o numeral correspondente às quantidades utilizadas na receita do bolo. Atividade motivacional: Relatar à turma que eles ajudarão a fazer um bolo de cenoura. Encaminhamento metodológico: Entregar aos alunos uma folha de papel para que eles anotem a receita do bolo de cenoura enquanto realizam-na. Separe um liquidificador, uma batedeira, colheres e uma assadeira. Ao iniciar a mistura, peça que cada ingrediente seja colocado e medido (com seu auxílio) por um aluno. Enquanto o aluno coloca o ingrediente, os outros devem ir anotando na folha, como por exemplo: Os alunos podem escrever ou descrever a receita por meio de desenho, porém o numeral deve ser escrito antes dos ingredientes. Receita do bolo de cenoura:  1/2 xícara (chá) de óleo
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    119 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 3 cenouras médias raladas  4 ovos  2 xícaras (chá) de açúcar  2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo  1 colher (sopa) de fermento em pó Cobertura:  1 colher (sopa) de manteiga  3 colheres (sopa) de chocolate em pó ou achocolatado  1 xícara (chá) de açúcar  Se desejar uma cobertura molinha, coloque 5 colheres de leite Avaliação: Circule os ingredientes utilizados na receita do bolo de cenoura e escreva a quantidade de cada ingrediente abaixo da figura. Plano de aula - Língua Portuguesa – 2º Ano do Ensino Fundamental I. Conteúdo: Palavras Tema: Formando palavras Objetivo: Construir e aprender mais palavras por meio da brincadeira Material: Quadro de giz, giz, caderno e lápis. Conhecimento Prévio: Conhecer as letras do alfabeto e as sílabas Atividade Motivacional: Professor leve seus alunos ao laboratório de informática e solicite que acessem o endereço abaixo e jogue um pouco de forca descobrindo as palavras escondidas. Os alunos podem jogar em duplas ou sozinhas. http://www.velhosamigos.com.br/Jogos/Forca.htm http://www.sol.eti.br/forca/jogo_da_forca1.html Encaminhamento Metodológico:
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    120 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Brinque com seus alunos o jogo da forca.  Escolha que regra ortográfica você gostaria de trabalhar com seus alunos (X ou CH).  Apresente no quadro de giz a quantidade de letras da palavra secreta.  C A I X A  Oriente-os a começarem pelas vogais, uma vez que elas são imprescindíveis na formação das palavras.  Cada letra que for proposta e não fizer parte da palavra, a forca ganha uma parte do desenho de um corpo. Avaliação: Professor quando você estiver fazendo no quadro o jogo da força poderá avaliar a escrita da palavra com seus alunos. De acordo como eles estiverem dizendo as letras pode-se perceber como escrevem a palavra como, por exemplo: ferradura. Veja se escrevem com um “r” só ou com dois e assim sucessivamente. Plano de aula - Matemática – 2º Ano do Ensino Fundamental I. Tema: O calendário mensal. Objetivo: Compreender os dias do calendário mensal. Material: Caderno, lápis, borracha, envelope transparente e lápis de cor. Conhecimento prévio: É necessário que os alunos tenham conhecimento do calendário e sua função social. Atividade motivacional: Converse com a turma a respeito do uso de calendário, cite exemplos e faça com que as ideias e experiências sejam exploradas de forma que contribuam para a discussão coletiva. Questione: como sabemos em que dia da semana será nosso aniversário? Encaminhamento metodológico: Com o calendário exposto na sala de aula, circule, com a turma, as datas comemorativas, as datas de aniversário, férias de inverno, enfim, deixe a imaginação fluir e explore este material ao máximo. Depois, apresente a atividade
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    121 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL emfolha, que deve ser preenchida com os dias, conforme o mês no qual será realizada e a data da atividade. Após preencher o calendário, pinte o que se pede:  Todos os domingos de ROSA;  O dia de hoje com a cor VERDE;  O dia de ontem com a cor VERMELHA;  O dia de amanhã com a cor AZUL;  Se hoje é dia _____________, amanhã será dia _____________ .  E ontem foi que dia? __________________ .  Em que dia da semana foi o primeiro dia do mês? __________________ .  Esse mês tem quantos dias? ________________.  Há quantos domingos? ____________________.  E sábados? ______________________.  De um domingo para o outro são quantos dias? _______________. Avaliação: Nesta atividade, os alunos serão avaliados durante o processo de resolução da atividade individualmente, de forma diagnóstica. - Sugestão de atividade para casa: Peça ajuda aos seus pais e descubra o número do telefone da Anita. Para isso, siga as dicas:  O primeiro algarismo está entre o 2 e o 4;  O segundo algarismo é igual ao primeiro;  O terceiro algarismo vem logo depois do 5;  O quarto algarismo vem antes do primeiro algarismo que você descobriu;  O quinto algarismo é o resultado da adição: 2 + 2;  O sexto algarismo vem antes do 9;  O sétimo algarismo está entre o 4 e o 6;  O oitavo algarismo vem logo depois do 8; E aí? Qual é o número do telefone da Anita? RESPOSTA: 3362 4859 Agora, invente você um número secreto e traga para trocar com seus amigos da turma amanhã. Quando os alunos trouxerem a atividade que criaram em casa, com os pais, coloque todas dentro de um envelope transparente e sorteie, para resolver
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    122 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL coletivamente.Essa atividade pode ser digitada e resolvida ao final do dia, utilizando a lousa interativa, em que você pode ler as dicas e já colocar os números correspondentes. Avaliação: Acompanhamento individual do desenvolvimento do aluno Plano de aula - Língua Portuguesa – 3º Ano do Ensino Fundamental I. Tema: Bilhete Objetivo: Produzir um bilhete, considerando o contexto de produção Elaborar a escrita de um bilhete. Material: Lápis grafite, papel avulso. Conhecimento Prévio:  Converse com os alunos sobre forma da escrita de um bilhete.  Pergunte a cada um que bilhete gostaria de escrever e a quem. Atividade Motivacional:  Professor incentive seus alunos a criarem bilhetes que envolvam os alunos de toda escola.  Depois de aprenderem a fazer bilhetes você pode incentivá-los a criarem bilhetes para deixarem perto da cama dos pais ou grudado na geladeira com mensagens de carinho e amor.  Encaminhamento Metodológico:  Elabore uma listagem no quadro de giz com os assuntos sugeridos pelos alunos a serem descritos nos bilhetes.  Cada aluno deverá produzir em folha a parte um rascunho contendo o vocativo e o conteúdo do bilhete.  Faça a correção ortográfica dos bilhetes para que sejam reescritos por seus autores. Em seguida peça aos alunos que leiam seus bilhetes aos demais colegas da turma. Avaliação:
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    123 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Elaborecom os alunos um mural para troca constante de bilhetes entre eles. Crie um título para o mural. Pode ser pensado em um mural com a participação dos alunos de outras salas, pais e outras pessoas da comunidade escolar. Plano de aula - Língua Portuguesa– 4º Ano do Ensino Fundamental I. Conteúdo: Poema Tema: Haicai Objetivo: Produzir um haicai tendo em vista uma imagem. Material:  Quadros de pinturas de paisagem, folhas de sulfite, lápis grafite.  Conhecimento Prévio:  Conhecer alguns poemas Atividade Motivacional: Apresente algumas figuras aos seus alunos. Em seguida faça com eles uma leitura sobre as imagens e anote no quadro de giz as ideias principais. Solicite aos alunos que escolham apenas uma imagem e comente que farão um poema sobre a ela. Questione:  Vocês já ouviram falar sobre um tipo de poema chamado haicai?  Explore o significado da palavra “haicai”  Encaminhamento Metodológico:  Solicite aos alunos que traga de casa um quadro de pintura de paisagem de que mais gostam.  Peça, então, que observem a imagem e criem seguindo as características do haicai, um poemeto para ser exposto junto à obra.  O Haikai é um poemeto popular, por isso usa palavras quotidianas de fácil compreensão, respeita a simplicidade, evita o raciocínio e expressa fielmente a sensibilidade do autor.  Métrica: 5 sílabas no primeiro verso, 7 no segundo e 5 no terceiro; mas não há exigência rigorosa.
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    124 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Organize ao final da exposição um livro de haicais da turma com ilustrações dos próprios autores. Avaliação: Exponha os haicais com as respectivas imagens em mural externo à sala de aula. Deixe exposto, junto ao trabalho dos alunos, algumas orientações ao público sobre o objetivo e a estratégia utilizados nas atividades. Plano de aula - Matemática – 4º Ano do Ensino Fundamental I. Conteúdo: Adição Tema: Agora vou somar. Objetivo: Compreender e aplicar a adição de diferentes maneiras, nas situações- problema. Material: Lápis, caderno ou folhas para fazer as anotações. Conhecimento prévio: Operações com a adição. Atividade motivacional:  Conversar com a turma e indagar:  Imagine a situação: num galpão há trinta e duas sacas de feijão. Está chegando um carregamento com outras seis sacas. Seria lento e trabalhoso juntar todas as sacas e contá-las uma a uma. Como evitar isso? A adição é a resposta. A operação de juntar duas ou mais quantidades é chamada adição.  Resolver um problema de matemática nada mais é que representar em linguagem matemática uma situação cotidiana. Proponha a resolução deste problema no quadro:  Cida trabalha numa fábrica de doces. Ela faz pacotes de balas, colocando em cada pacote as seguintes quantias:  Quantas balas há, no total, em cada pacote?  Juntando as balas, em cada pacote, temos 38 balas.  Em linguagem matemática, escrevemos isso como: 10 + 8 + 12 + 8 = 38.  (Use o material dourado para representar) Encaminhamento metodológico:
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    125 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Organizara turma em quatro grupos e disponibilizar alguns problemas para cada grupo resolver, com diferente grau de dificuldade. No momento da discussão, intervir, passando pelos grupos para auxiliar e observar as formas e cálculos que estão sendo feitos, e as estratégias utilizadas para chegar à resposta correta. Avaliação: Depois de realizar as atividades, discutir com os alunos sobre as estratégias que utilizaram e colocar os procedimentos discutidos no quadro. Peça às crianças que anotem no caderno as formas que usaram para chegar aos resultados. Outra sugestão de atividade é enviar para casa um problema relacionado ao cotidiano, para facilitar a compreensão do conteúdo e a resolução da questão. No dia seguinte, retomar a atividade e discutir coletivamente as diferentes maneiras como os alunos chegaram à resposta correta. Plano de aula - Língua Portuguesa – 5º Ano do Ensino Fundamental I Conteúdo: Interpretando o texto Tema: Interpretando o texto Objetivo: Conhecer e explorar a história Rato do campo e rato da cidade. Material: Lápis, borracha e caderno. Conhecimento prévio: Conhecimentos básicos de leitura e interpretação de texto Atividade motivacional: Ler a história para a turma e, depois, discutir sobre de que trata o texto, quais são os fatos marcantes, qual a mensagem que o texto transmite, enfim, interprete-o e converse sobre ele com os alunos. A HISTÓRIA DOS PRIMOS RATOS Era uma vez um rato que vivia no campo, onde era muito feliz. Tinha um primo rato que vivia na cidade, dentro aos esgotos. O rato do campo alimentava-se de frutas, raízes e sementes. O da cidade comia restos de comida que ia buscar nos caixotes do lixo. Um dia, o rato da cidade foi ao campo visitar o primo, e ao despedir-se lhe disse assim: "-Ó primo, porque é que não vais para a cidade? Está-se lá tão bem,
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    126 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL etu aqui na floresta, sozinho, sem divertimentos, estás pior. Vá, vem comigo para a cidade, que isto aqui é uma pasmaceira!". O primo respondeu-lhe que ia pensar, e despediram-se. Passados alguns dias o rato do campo disse assim para ele próprio: "-Ó meu rico campo, vou ter que te deixar!" Fez as malas e partiu para a cidade escondido na bagageira de um carro. Quando lá chegou foi ter com o primo aos esgotos. O primo ficou muito contente ao vê-lo. Alimentavam-se com porcarias e restos de comida. "-Ai meu rico campo, tenho tantas saudades tuas e da minha casinha!", pensava o rato do campo a todo o momento. O primo dizia-lhe assim: "-Temos tanta comida, há tanto barulho e movimento aqui na cidade. Isto é muito mais divertido que no campo.". E todos os dias o rato do campo sofria mais e mais. Até que um dia se encheu de coragem e disse ao primo: "-Eu tenho que voltar para o meu campo. Lá estou muito melhor e sou muito mais feliz!". O rato do campo fez as malas e voltou para casa. História contada pela Inês Gil - 2005 MORAL: Mais vale uma vida modesta com paz e sossego, que todo o luxo do mundo com perigos e preocupações. Autora: Alice Vieira Encaminhamento metodológico: Pedir para que respondam no caderno as seguintes questões, para depois discutir com os outros colegas. 1. Você conhece a versão verdadeira dessa história do rato? Quais as semelhanças e diferenças entre essa versão que lemos agora e a que você conhece? 2. Qual a característica que diferencia os personagens das fábulas dos personagens de outras histórias infantis? 3. Nessa fábula, os ratos pensam, falam, demonstram medo, preferências, etc. Essas ações caracterizam animais ou seres humanos? 4. Nas fábulas, os animais podem representar valores humanos diferentes. Ligue os personagens ao que eles representam na história: 5. Por que o rato do campo foi convidado para morar na cidade? 6. Por que o rato do campo voltou para sua casa no campo? Avaliação: Mostrar para os alunos, por meio do site relacionado abaixo, a história Rato da cidade e rato do campo – de Alice Vieira – autora portuguesa. Entregar uma folha sulfite com algumas questões a serem respondidas, como forma de avaliação.
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    127 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Professoresta versão está digitalizada em português de Portugal, portanto as falas dos personagens trazem o sotaque dos portugueses. Contudo, é de fácil compreensão. Plano de aula - Matemática – 5º Ano do Ensino Fundamental I. Conteúdo: Cálculos matemáticos Tema: O peso! Objetivo: Fazer cálculos escritos e mentais. Material: Folha sulfite, lápis, borracha. Conhecimento prévio: Ter noções de peso em quilogramas. Atividade motivacional:  Descrever que o elefante pesa 5 000 kg, o rinoceronte 2 800 kg, o búfalo 700 kg, o hipopótamo 3 400 kg e o leão 260 kg.  Perguntar: esses animais são pesados? Qual é o mais pesado? Qual o mais leve entre os animais apresentados?  Sugestão: mostrar imagens retiradas da internet para melhor visualizar o conteúdo.  Para saber o peso de outros animais, seus alunos podem acessar o link abaixo e conhecer: http://curiosidadesonline.wordpress.com/2009/02/04/curiosidade-quanto-pesa/ Encaminhamento metodológico:  Indicação de site para leitura pelos alunos. Após a leitura responder às questões abaixo: http://www.somatematica.com.br/fundam/medmassa.php http://www.clickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-1936- 16186-,00.html Calculem:  Qual é a diferença em quilogramas entre o animal mais leve e o mais pesado? (exemplo na atividade motivacional)  De quantos quilogramas é a diferença entre o peso do rinoceronte e o do leão?  Some os pesos de todos os animais apresentados.
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    128 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Avaliação: Trazer uma balança para a sala de aula a fim de pesar alguns objetos. Ao pesar, pedir para que façam uma lista no caderno, com o nome dos objetos e o peso de cada um.  De acordo com os objetos trazidos, elabore algumas atividades como no exemplo abaixo:  Indagar: 1. - Quanto falta para o vaso ter 2 kg? 2. - Quanto falta para Maria pesar 50 kg? 3. - Qual a diferença do peso de 10 lápis e 1 caderno? 4. Pesar 5 cadernos dos alunos. Depois de anotar o resultado, pedir: 5. - Adicione 5 kg ao resultado. 6. - Retire 2 kg, quanto ficou?
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    129 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONSIDERAÇÕESFINAIS Com o Estágio Supervisionado: observação da prática docente no Ensino Fundamental I pode entender que ser Pedagogo (a) é algo que o estudante deve desenvolver na prática, tornando-se uma opção consciente e crítica, um compromisso político democrático e uma competência profissional qualificada. É no momento do estágio que o estudante tem o direito de conhecer a real situação, de modo a fazer crescer o interesse pelo campo, verificar se os conhecimentos adquiridos são pertinentes à área. É o período para se efetivar, sob a supervisão de um profissional experiente, um processo de ensino/aprendizagem que se tornará concreto, permitindo ao aluno comparar programas de estudos face às diferentes necessidades da sociedade. Foi visível o esforço dos professores durante a realização das atividades de estágio. Preocupam-se com a aprendizagem dos alunos é muito, Tentam desempenhar seu papel de professor da melhor maneira como também buscam soluções para os problemas e se empenham na tarefa de educar, ciente de que essa é a profissão que exercem e independente do que está acontecendo e têm o dever de ensinar com competência e seriedade. O Estágio foi muito enriquecedor como formador das futuras pedagogas, pois permitiu uma reflexão para a construção de uma prática educativa junto às crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental. Além disso, oportunizou a articulação entre teoria vista em sala de aula e prática docente cotidiana, levando- nos a entender que diante da necessidade de se ter cidadãos mais críticos, reflexivos, conscientes, participativos e, principalmente, responsáveis pela sustentabilidade do nosso planeta, é posto à educação, como um instrumento de formação, o papel de tornar a comunidade escolar educada em todos os aspectos.
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    130 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL BIBLIOGRAFIA Publicadoem especial grandes pensadores/outubro 2008/junho ROGERS,Carl,Liberdade para aprender Ed. Interlivros Psicologia e educação, Revendo Contribuições. MARIA,Vera Nigro de Souza.Ed.Educ/FAPESP ROGERS,Carl,Tornar-se pessoa, Ed Martins Fontes FREIRE,Paulo, Pedagogia da autonomia Saberes necessários à prática educativa/São Paulo,Paz e Terra
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    131 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO ENSINO MÉDIO: FILOSOFIA E SOCIOLOGIA São Paulo 2015
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    132 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO Opresente estágio foi feito no início das aulas no período noturno na E. E. Professor Messias Freire no período de 09/02/2015 à 05/03/2015. No Componente Curricular Estágio Supervisionado em Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, recebemos orientação para o trabalho de campo, numa perspectiva de estágio como pesquisa, buscando a superação da fragmentação entre teoria e prática, fundamentadas no texto de Pimenta e Lima (2004; p. 34). Nesta perspectiva, as autoras afirmam que “[...] no estágio dos cursos de formação de professores, compete possibilitar que os futuros professores compreendam a complexidade das práticas institucionais e das ações aí praticadas por seus profissionais como alternativa no preparo para sua inserção profissional” (p. 43). Desta forma, essa etapa do estágio supervisionado em filosofia Sociologias, objetivou a inserção do estagiário na escola, buscando entender o seu funcionamento e coletando dados e, principalmente, a observação de aulas nas disciplinas de Filosofia e Sociologia em turmas do ensino médio, neste momento. Apesar de ser um registro parcial de apenas um ambiente educativo da esfera pública, este trabalho deve oferecer um indicativo dos rumos recentes que tem tomado à educação na disciplina de filosofia, em nossas escolas. Dentre outros aspectos, analisamos a constituição estrutural da escola em questão, seus recursos e meios disponibilizados para a realização do ensino e a situação (formação e situação funcional) dos profissionais da educação responsáveis pelas disciplinas de Filosofia e Sociologia. Quanto à observação em sala de aula, buscamos verificar os seguintes aspectos: conteúdos, metodologia utilizada, recursos didáticos, forma de avaliação, relação entre professor e alunos, entre outros aspectos.
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    133 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE ESTÁGIO ENSINO MÉDIO: FILOSOFIA E SOCIOLOGIA São Paulo 2015
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    134 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:____ Professor(a): Ana Paula Correia da silva Professor(a): Fernando César Soprijo – RG: 12.849.707-5 Ensino Médio Filosofia Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 09/02/ 2015 19h às 20h30mim Filosofia 3º A Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 1h30mim 10/02/ 2015 19h às 20h30mim Filosofia 2ª C Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 1h30mim 10/02/ 2015 20h30mim às 21h15mim Filosofia 1º E Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 1h30mim 11/02/ 2015 19h30mim às 20h30mim Filosofia 3º B Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 1h30mim 11/02/ 2015 20h30 às 21h15mim Filosofia 2º D Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 45mim 12/02/ 2015 22h15mim às 23h Filosofia 2º E Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 45mim 16/02/ 2015 19h às 20h30mim Filosofia 3º A Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 1h30mim 17/02/ 2015 19h às 20h30mim Filosofia 2ª C Observação Leitura do texto explicação Lição na lousa 1h30mim 17/02/ 2015 20h30mim às 21h15mim Filosofia 1º E Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição na lousa. 1h30mim 18/02/ 2015 19h30mim às 20h30mim Filosofia 3º B Observação Leitura do texto, aula expositiva. 1h30mim 18/02/ 2015 20h30 às 21h15mim Filosofia 2º D Observação Leitura do texto, aula expositiva. 45mim 20/02/ 22h15mim Filosofia 2º E Leitura do texto, aula 45mim
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    135 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 2015às 23h Observação expositiva. Total Realizado: 15 horas São Paulo, 20 de fevereiro de 2015. Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    136 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Assinaturae carimbo do (a) coordenação do cursoAssinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição
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    137 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:____ Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Rogério Augusto Pereira da Silva – RG: 34461.786-5 Ensino Médio – Sociologia Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 23/02/ 2015 19h às 20h30mim Sociologia 1º E Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição no caderno do aluno. 1h30mim 23/02/ 2015 20h30minh às 21h30mim Sociologia 3ºB Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição no caderno do aluno. 1h30mim 24/02/ 2015 19h45 às 21h15mim Sociologia 1º F Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição no caderno do aluno. 1h30mim 24/02/ 2015 21h30mim às 23h Sociologia 1º D Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição no caderno do aluno. 1h30mim 26/02/ 2015 21h30mim às 22h15mim Sociologia 2º D Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição no caderno do aluno. 1h30mim 27/02/ 2015 119h45mim às 21h15min Sociologia 3º C Observação Leitura do texto, aula expositiva e lição no caderno do aluno. 1h30mim 02/03/ 2015 19h às 20h30mim Sociologia 1º E Observação O filme “Náufrago” e relatório 1h30mim 02/03/ 2015 20h30minh às 21h30mim Sociologia 3ºB Observação O filme “Escritores da Liberdade” e relatório. 1h30mim 04/03/ 21h30mim Sociologia 2º D O Filme a “Corrente do 1h30mim
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    138 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 2015às 22h15mim Observação Bem” e relatório. 05/03/ 2015 19h45mim às 21h15min Sociologia 3º C Observação O filme “Escritores da Liberdade” e relatório. 1h30mim Total Realizado: 15 horas São Paulo, 05 de março de 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    139 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODAS AULAS DE FILOSOFIA - ENSINO MÉDIO 09/03/2015 – Segunda-feira – 3º A O professor escreveu o texto “A cultura” na lousa, explicou e passou alguns exercícios e pediu para os alunos fazerem. 10/02/2015 – Terça-feira – 2º C O professor escreveu o texto “A verdade” na lousa, explicou e passou alguns exercícios e pediu para os alunos fazerem. 10/02/2015 – Terça-feira – 1º E O professor escreveu o texto “A atitude Filosófica” na lousa, explicou e passou alguns exercícios e pediu para os alunos fazerem. 11/03/2015 – Quarta-feira – 3º B O professor escreveu o texto “A cultura” na lousa, explicou e passou alguns exercícios e pediu para os alunos fazerem. 11/02/2015 – quarta-feira – 2º D O professor escreveu o texto “A verdade” na lousa e explicou. 12/02/2015 – Quinta Feira – 2º E O professor escreveu o texto “A verdade” na lousa e explicou. 16/02/2015 – Segunda-feira – 3º A
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    140 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Oprofessor corrigiu as atividades sobre o texto “A cultura”, pedindo para que os alunos respondessem voz alta, fazendo uma discussão sobre o tema e passou na lousa um pequeno resumo sobre o filme “Guerra do fogo” que irá passar na próxima semana. 17/02/2015 – Terça-feira – 2º C O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A cultura”, pedindo para que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão sobre o texto e passou um pequeno resumo na lousa sobre o filme “O show de Truman” que irá passar na próxima semana. 17/02/2015 – Terça-feira – 1º E O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A atitude Filosófica”, pedindo para que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão sobre o texto e passou um pequeno resumo na lousa sobre o filme “As asas do desejo” que irá passar na próxima semana. 18/02/2015 – Quarta-feira – 3º B O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A Verdade”, pedindo para que os alunos respondessem voz alta, fazendo uma discussão sobre o tema e passou na lousa um pequeno resumo sobre o filme “Guerra do fogo” que irá passar na próxima semana. 18/02/2015 – quarta-feira – 2º D O professor corrigiu as atividades sobre o texto “A cultura”, pedindo para que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão sobre o texto e passou um pequeno resumo na lousa sobre o filme “O show de Truman” que irá passar na próxima semana. 20/02/2015 – Quinta Feira – 2º E
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    141 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Oprofessor corrigiu as atividades sobre o texto “A Cultura”, pedindo para que os alunos respondessem em voz alta, abrindo uma discussão sobre o assunto. RELATÓRIO DAS AULAS DE SOCIOLOGIA - ENSINO MÉDIO 23/02/2015 – Segunda-feira - 1º ano E O professor solicitou que os alunos lessem o texto sobre o “Processo de Desnaturalização ou Estranhamento da Realidade” do caderno do aluno em silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate. 23/02/2015 – Segunda-feira - 3º ano B O professor solicitou que os alunos lessem o texto “Situação Brasileira: Diversidade Nacional e Regional” do caderno do aluno em silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate. 24/02/2015 – Terça-feira – 1ª F O professor solicitou que os alunos lessem o texto sobre o “Processo de Desnaturalização ou Estranhamento da Realidade” do caderno do aluno em silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate. 24/02/2015 – Terça-feira – 1ª D
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    142 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Oprofessor solicitou que os alunos lessem o texto sobre o “Processo de Desnaturalização ou Estranhamento da Realidade” do caderno do aluno em silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate. 26/02/2015 - Quinta-feira - 2º D O professor solicitou que os alunos lessem o texto sobre cidadania do caderno do aluno em silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate. 27/02/2015 - Sexta-feira - 3º C O professor solicitou que os alunos lessem o texto “Situação Brasileira: Diversidade Nacional e Regional” do caderno do aluno em silêncio, em seguida pediu para que alguns lessem em voz alta e foi explicando e fazendo uma planilha na lousa que pediu para os alunos copiarem, logo após solicitou que os alunos fizessem as atividades do caderno do aluno e depois corrigiu em forma de debate. 02/03/2015 - Segunda-feira - 1º ano E Na sala de vídeo o professor passou o filme “Náufrago”, solicitou que os alunos prestassem atenção, para depois responderem um relatório. 02/03/2015 Segunda-feira - 3º ano B Na sala de vídeo o professor passou o filme “Escritores da Liberdade”, solicitou que os alunos prestassem atenção, para depois responderem um relatório.
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    143 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 04/03/2015– Terça-feira – 2ª D Na sala de vídeo o professor passou o filme “A Corrente do Bem”, solicitou que os alunos prestassem atenção para depois responderem um relatório. 05/03/2015 – Terça-feira – 3º C Na sala de vídeo o professor passou o filme “Escritores da Liberdade”, solicitou que os alunos prestassem atenção, para depois responderem um relatório.
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    144 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIO– VISÃO GERAL DO DESENVOLVIMENTO DAS AULAS DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA A ao analisarmos as aulas em turmas que variavam desde o 1º ao 3º ano do ensino médio, os professores responsáveis pelas aulas de Filosofia e Sociologia no turno do noturno, os quais nos deu permissão para acompanhar suas aulas, o de Filosofia é professor estável na leciona a disciplina filosofia nesta escola desde 2006, tem 28 anos de experiência em docência e é formado em História e filosofia, enquanto que o de Sociologia é professor contradado e está na escola há dois anos, também é formado em História e Sociologia. O professor de Filosofia nos confessou, em depoimento, que apesar das dificuldades para dar aulas de Filosofia em escola pública, o mesmo que já está em tempo de aposentadoria, procura fazer o melhor que pode e afirmou que “ama” a profissão de professor e todo seu esforço tem valido a pena, já o de Sociologia que está começando acredita que a educação pública pode melhorar cada vez mais. Nesta escola, o professor não segue fielmente, por opção e liberdade dada pela coordenação, a programação de assuntos determinados para a disciplina e que são cobrados no vestibular, sempre que lhe é oportuno faz uma comparação com o presente, podendo ou não trazer texto sobre a atualidade. Segundo Lorieri (2002), “Os conteúdos da Filosofia são temáticas que se apresentam na forma de certas perguntas e para as quais há diversas respostas [...]”. Além disso, “[...] faz parte dos conteúdos da Filosofia uma maneira própria de trabalhar as temáticas, as perguntas e as respostas [...]” (p. 51). Neste sentido, segundo o autor, é necessário que os conteúdos da filosofia estejam intrinsecamente relacionados com a metodologia que também deve ser filosófica. No entanto, nas nossas observações, percebemos que é necessário se por em prática esta perspectiva teórica, ou seja, no trabalho de campo detectamos uma realidade aproximada desta proposta pelo autor: o processo de observação deflagrou uma situação de prática docente eficaz, onde métodos pedagógicos antigos se repetem e se mesclam com inovações; nesse contexto o grande desafio do professor é colocar o aluno em contato com o texto filosófico (tal observação também serve para o contexto Sociológico), de maneira que não os canse.
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    145 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Olivro didático adotado por ele é “Iniciação à Filosofia” de Marilena Chauí, além de trabalhar os textos desse livro com os alunos costuma trazer outros para enriquece e facilitar o ensinamento para os alunos, além de trabalhar com vídeos, pesquisas e slides, caderno dos alunos, como ele me informou. O professor de Sociologia Adotou o livro Sociologia a Ciência da Sociedade de Cristina Costa, e se utiliza mais ou menos dos mesmos recursos que o de Filosofia. Apesar de 45 minutos de aulas serem aparentemente extenso, porém sabemos que esta questão se relativiza quando se coloca cinquenta alunos numa sala e se cobra o aprendizado de todos, contudo os professores conseguiram deslanchar os debates propostos com maestria, pausando apenas quando necessário a sua intervenção, entretanto o clima das aulas foi muito bom. Com relação ao recurso didático, os professores se restringiram simplesmente a utilizar a lousa e giz assiduamente durante tempo em que estagiei. A rotina em todas as turmas resumia-se a entrar sorridente, esperar que a turma se acomodasse e ir direto para o quadro copiar o assunto para ter tempo de explicá-lo, faziam a chamada enquanto os alunos terminavam de copiar e logo após explicavam o texto deixando que os alunos participassem tirando dúvidas ou acrescentando algo sobre o assunto e depois passava atividades. O que radicalmente passava a impressão de que as aulas de filosofia e Sociologia eram ágeis e animadas, tão importantes quanto às outras. Além do que, notei que a recomendação para a turma era que lessem os textos do livro, em sala houve apenas leitura dos resumos escritos no quadro. O professor de Sociologia usou também o caderno do aluno durante o tempo que estive fazendo o estágio Apesar, de parte dos alunos apresentam dificuldades na compreensão dos conteúdos trabalhados nas disciplinas, era visível o empenho dos professores em fazer com que eles passassem a entender, fazendo perguntas direcionadas a eles e ajudando com exemplos. Notamos várias vezes, que os alunos preferiam dedicar-se a atividades proposta demonstrando vontade em aprender, abrindo os cadernos da matéria antes mesmo que os professores solicitassem sempre atentos as disciplinas no momento da aula e não se entregavam a qualquer outro tipo de distração. Sem contar que deste comportamento e de suas expressões faciais em sala, fica bem declarado em seus rostos e ações certa curiosidade, mesmo nos alunos mais dedicados, daí a procedência das afirmações acima.
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    146 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aparentemente,não é uma situação tão óbvia, mas à medida que se estenderam os dias de contato, a boa rotina, isso foi sendo notado na nossa pesquisa. O comportamento em sala de aula é trivial, agem comumente como é esperado em qualquer escola pública com turmas de adolescentes. Não foram notados problemas realmente sérios de disciplina. Os alunos esperam o professor na sala, não fazem tanto tumulto na entrada ou na saída. E isso se repete em todas as turmas observadas no turno da noite. Não obstante todas as barreiras desfavoráveis ao ensino, às turmas tinham uma relação amistosa com os professores que conseguiam amenizar com desenvoltura e simpatia as dificuldades para ministrar as aulas. Surpreendentemente, é interessante notar que as conseqüências desta boa relação entre aluno e professor são mais frutíferas do que se imagina, pois é através dela que muitos alunos nem se quer notam as dificuldades ou se notam, não parecem tão incomodados, e conseguem até despertar a curiosidade para outros temas.
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    147 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL PLANOSDE AULAS ENSINO MÉDIO: SOCIOLOGIA E FILOSOFIA Plano de aula – Filosofia – 1º Ano do Ensino Médio. Discutindo democracia Conteúdo: Constituição Brasileira Tema: O exercício da democracia Material: Pesquisa feita pelos alunos Conhecimento Prévio: Noções sobre democracia e ter feito a pesquisa Objetivos:  Elaborar e realizar uma pesquisa sobre a importância da democracia junto à comunidade;  Compreender e discutir aspectos relevantes da democracia;  Trocar idéias sobre a democracia e suas características, sobretudo no Brasil;  Vivenciar a diversidade na valorização de diferentes aspectos da democracia dentro de um grupo social. Atividade Motivacional: Leitura do texto da "Constituição Brasileira", referente à forma de governo, e dos textos "Democracia (1)" e "Democracia (2)" do site Lição de Casa. Estratégias:  Discutir e chegar a uma lista de dez itens  Elaborar um questionário e confeccionar um formulário para a aplicação da pesquisa.
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    148 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Por meio de uma discussão com todo o grupo e o professor, definir o número de pessoas que serão entrevistadas, qual o local, dia e horário das entrevistas. Definir também quais alunos irá aplicar a pesquisa. (O ideal é que cada grupo recolha o mesmo número de entrevistas.);  Aplicação da pesquisa, seja nas ruas, seja na comunidade escolar;  Tabulação dos dados;  Análise de dados e divulgação dos resultados Exemplo de itens que podem ser arrolados:  Eleições livres  Voto universal (para todos)  Oposição com papel importante e poder efetivo  Liberdade de imprensa  Direitos das minorias respeitados  Liberdade de expressão  Liberdade religiosa  Alternância de poder (mudam os partidos políticos que estão no governo)  Governo submetido à lei (Constituição)  Organização da sociedade civil (sindicatos, ongs, associações, grupos de pressão) Avaliação: Debate realizado com toda a classe, pesquisa e participação.
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    149 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Planode aula – Sociologia – 1º Ano do Ensino Médio. Conteúdo: Que herança recebe uma geração? Tema: A importância das relações entre as gerações. Material: Pesquisa feita pelos alunos Conhecimento Prévio: Ter feito à pesquisa Objetivos da aula  Discutir a importância das relações entre as gerações para um estudo sociológico.  Problematizar o caráter passivo do recebimento de uma herança e a reafirmação de uma herança quando esta é reinterpretada.  Evidenciar que categorias fundamentais para a sociologia (continuidade e mudança) podem ser abordadas por meio do estudo das relações entre as gerações. Atividade Motivacional: Roda de conversa Estratégias  Numa roda de conversa, perguntar se os alunos consideram relevante refletir sobre as questões sociais a partir do enfoque das gerações. Pedir para que justifiquem.  Perguntar que herança uma geração deixa a uma geração seguinte. Os alunos podem responder algo como: ideais, modos de pensar, visões de mundo, etc. Perguntar se consideram, então, se essa herança teria um caráter de passividade, na medida em que uma geração recebe essa herança sem ter a possibilidade de escolhê-la.  Problematizar em que medida haveria uma reinterpretação da herança recebida, em que medida ela se transformaria. Pedir para que os alunos deem exemplos.  Perguntar em que medida essa reinterpretação pode significar a reafirmação dessa herança e ao mesmo tempo pode revelar o comportamento de um sujeito livre.  Perguntar que aspectos de continuidade os alunos veem na geração deles em relação à geração de seus pais. Que aspectos de ruptura veem nessa mesma relação?
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    150 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Dizer que os aspectos de continuidade podem também significar um movimento de separação entre as gerações. Para que haja elementos de continuidade de uma geração a outra, é preciso que haja uma separação entre elas, é preciso que cada geração se constitua numa geração particular.  Perguntar se quando recebemos uma herança estamos nos apropriando exatamente de um passado da maneira como ele de fato foi ou aconteceu.  Em que medida o recebimento de uma herança também aponta para o futuro, para o imprevisível? Tematizar que quando se reafirma uma herança, se pode evitar que ela seja condenada à morte. Permite-se que ela seja reinterpretada, criticada, deslocada, transformada por alguém para que alguma coisa aconteça, para que o imprevisível possa surgir. Aquilo que uma geração "deixa viver", deixa vivo como uma forma de saudar a vida e de transmiti-la aos outros para que esses possam atribuir sentido à herança recebida.  Pedir aos alunos que façam um relatório com as principais ideias discutidas. Avaliação: Participação e relatório.
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    151 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONSIDERAÇÕESFINAIS As experiências vivenciadas nesta etapa de observações do Estágio Supervisionado em Filosofia não poderiam passar despercebidas, sem deixar lições profundas. O contato imediato com o objeto de estudo é algo que surpreende, apesar de todos nós já termos passado por salas semelhantes, na condição de aluno ou professor. Voltar às salas com o olhar de quem procura compreender o processo de ensino, olhar de futuro professor, faz com que a experiência se torne ainda mais instigante e rica em atrativos reflexivos. Para muitos estagiários, este pode ser o momento decisivo, onde realmente decidirão se é este tipo de profissão que pretendem seguir. Algo que é inimaginável no começo do curso. O contato com as salas de aulas e as deficiências do ensino público podem também assustar e passar uma má impressão à primeira vista, como de fato na maioria das vezes passa. Por outro lado, pode também estimular um espírito de engajamento político, social, pedagógico e filosófico. De qualquer forma, o estágio supervisionado é sempre algo essencial em diversos sentidos. Ademais, o que resta é um saldo positivo desta experiência. E aos que pretendem continuar na profissão, não há hora melhor para se colocar no lugar do profissional observado e tentar desenvolver projetos que ajudem a sanar as deficiências observadas. Afinal, o ponto de vista de quem observa e critica é muito mais cômodo, sem a pressão da falta de recursos, tempo, gastos, compromissos e vida particular que o professor tem que administrar para conseguir dar as aulas. Finalizamos afirmando que, embora este estágio, independente disso, ele cumpriu com o seu objetivo que foi estabelecer um contato direto com o ambiente de trabalho docente de Filosofia e proporcionar ao estagiário um confronto vivo entre a teoria que é aprendida na faculdade e a realidade prática educativa de uma sala real. Além disso, possibilitou a análise, comparação e reflexão, mesmo que de um ponto de vista superficial, da situação educacional de uma escola pública do estado e de como se dá o ensino de filosofia nela.
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    152 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL BIBLIOGRAFIA LORIERI,Marcos Antonio. Filosofia: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção Docência em Formação). MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Básica.”Conhecimentos de Filosofia”. IN: Orientações Curriculares Para o Ensino Médio – Ciências Humanas e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2006. p. 15-40. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. “Estágio: diferentes concepções”. IN: Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004. p. 33-57. (Coleção Docência em Formação; Série Saberes Pedagógicos).
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    153 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO São Paulo 2015
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    154 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL INTRODUÇÃO Opresente relatório tem como finalidade apresentar as observações, a participação na rotina escolar e os conhecimentos adquiridos durante a realização do Estágio Curricular Obrigatório em Gestão Escolar dentro do processo de formação pedagógica, do curso DE Licenciatura Plena de Pedagogia da Faculdade Associada Brasil, que será realizado, na Escola Estadual Professor Messias Freire em São Paulo, a partir de 06/04/20015 à 16/04/2015. O Estágio Curricular Obrigatório tem como objetivo oportunizar ao aluno estagiário condições propícias ao desenvolvimento de sua prática administrativa, mediante observações, trabalho pedagógico, vivência e intervenções sistematizados em situações que se apresentam no campo de estágio fundamentados na teoria e nos saberes da experiência vivenciada na escola, fazendo uma análise e reflexão sobre o plano de ação global de gestão da escola, dos programas de ensino, promovendo, desta forma, condições de instrumentalizar-se para a profissão. O mesmo proporciona aos futuros gestores um maior conhecimento prático, conhecendo as modalidades de gestão na escola como descrição do espaço de atuação do gestor e suas respectivas atribuições, análises e aplicabilidade do trabalho de gestão, a relação teoria e prática do trabalho pedagógico. O presente estágio será feito nas dependências administrativas da escola, junto a Diretora e a Coordenadora pedagógica, portanto seguindo suas orientações que me darão oportunidade conhecer os serviços de rotina da secretaria, despachos do Diretor e do Coordenador e toda a administração geral e pedagógica da escola. A Gestão Escolar é composta de Gestão Administrativa e Financeira, Gestão Pedagógica e de Recursos Humanos. É através de um trabalho coletivo, coordenado pela equipe diretiva que envolve a todos: corpo administrativo, funcionários, professores, estudantes, Conselho Escolar, APM e outras instituições que mantêm relação direta ou indireta que permitirá que a Instituição exerça um importante, estratégico e fundamental papel social, pois a mesma deve ser um agente transformador, que leva em conta as necessidades e carências do meio em que estiver inserida, sendo uma fonte de conhecimentos e informações para todos que nela buscam uma melhoria na qualidade de vida e um aperfeiçoamento como indivíduo e ser humano consciente. As atividades de gestão, analisadas no presente estágio, foram muito interessantes e instrutivas, pude perceber claramente à distância entre o que está escrito na Proposta Pedagógica da escola e o que acontece na instituição no seu dia a dia. O Regimento Interno (que por sinal não foi disponibilizado ainda para os funcionários), no que se referem à documentação, funções de professores e funcionários, funciona de acordo, a direto tenta desempenhar suas funções, referentes à documentação, matrículas, transferências, atestados, atendimento ao público e demais atribuições com certa ética e responsabilidade. A gestão
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    155 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL financeiraa princípio é equilibrada, a equipe diretiva administra os recursos financeiros, aplicando em melhorias para a escola. Pode-se dizer que a gestão administrativa funciona a contento dentro do que aparentemente apresenta. A equipe diretiva da escola é composta por: diretor, dois vice-diretores (um para cada período), Coordenador Pedagógico do Fundamental I, Coordenador Pedagógico do Fundamental II e Coordenador Pedagógico Ensino Médio, apesar de encorem dificuldades, todos tentam desempenhar o seu papel e sempre que possível fazer projetos que atendam toda escola, adaptando-os logicamente a cada faixa etária, o que é difícil por se tratar de uma escola grande que atende um público com idade muito diferenciado (crianças, jovens e adultos) que compreende a diretora e os coordenadores pedagógicos, procuram desempenhas o seu trabalho em conjunto aos professores de maneira democrática, organizando o planejamento da escola, passando as diretrizes e ministrando os da diretoria de ensino, durante as reuniões de ATPC, distribuindo os materiais didático-pedagógicos, solicitando documentações necessárias para o trabalho pedagógico para secretaria, há momento em que a relação fica meio que difícil, entre os próprios e até mesmo entre os professores, porém todos se esforçam para que equipe se mantenha unida. A diretora é bastante democrática, costuma consultar muitas vezes os professores e funcionários, sobre decisões importantes. É possível ver claramente que está no comando e possui um perfil democrático para tomar decisões. Isso causa um bom clima na escola, apesar de alguns problemas de relacionamento com professores e funcionários que só sabem criticar e cobrar. Além disso, ela se envolve bastante em tramites burocráticos e de gerenciamento burocrático dos Recursos Humanos. Além da observação vivenciada, vamos aprender e desempenhar algumas atividades administrativas dos gestores como segue.
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    156 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ESTÁGIOSUPERVISIONADO GESTÃO: Ficha de Estágio DIREÇÃO E COORDENAÇÃO São Paulo 2015
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    157 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:____ Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professora: Cilene de Oliveira dos Santos Pinto – RG: 23584.756-2 ( ) Gestão Escolar – Coordenação ( X ) Gestão Escolar - Direção Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 06/04/ 2015 7h às 15h Participação Leitura do Diário oficial /e-mail atendimentos aos pais. 08 07/04/ 2015 7h às 15h Participação Entrega de documentos 08 08/04/ 2015 7h às 15h Participação Levantamento de estoque da merenda 08 09/04/ 2015 7h às 15h Participação Atualização de fichas e matricula de novos alunos 08 Total Realizado: 32 horas São Paulo, 09 de abril de 2015. Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    158 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Assinaturae carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso
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    159 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO UPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO Aluno(a): Cirlei Aparecida dos Santos R.A:________Semestre:___ Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professora Coordenadora: Sabrina Maria de Souza Ferreira Avesani – RG: 18.362.172-4 (X) Gestão Escolar – Coordenação - ( ) Gestão Escolar - Direção Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Horas Visto do responsável 13/04/2015 7h às 15h Participação Reunião de pais e fiz a ata de reunião. 08 14/04/2015 7h às 15h Participação Separei e entreguei livros na sala de aulas 08 15/04/2015 7h às 15h Participação Preparo da pauta de ATPC, participei da reunião e fiz a ata. 08 16/04/2015 7h às 15h Participação Separei e entreguei listas e material 08 Total Realizado: 32 horas São Paulo, 16 de abril de 2015. Assinatura e carimbo da direção da instituição Carimbo da instituição Assinatura do(a) estagiário(a) Assinatura e carimbo do (a) coordenação do curso Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    161 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODA GESTÃO: DIREÇÃO E COORDENAÇÃO As atividades de gestão, analisadas no presente estágio, foram muito interessantes e instrutivas, pude perceber claramente à distância entre o que está escrito na Proposta Pedagógica da escola e o que acontece na instituição no seu dia a dia. O Regimento Interno (que por sinal não foi disponibilizado ainda para os funcionários), no que se referem à documentação, funções de professores e funcionários, funciona de acordo, a direto tenta desempenhar suas funções, referentes à documentação, matrículas, transferências, atestados, atendimento ao público e demais atribuições com certa ética e responsabilidade. A gestão financeira a princípio é equilibrada, a equipe diretiva administra os recursos financeiros, aplicando em melhorias para a escola. Pode-se dizer que a gestão administrativa funciona a contento dentro do que aparentemente apresenta. A equipe diretiva da escola é composta por: diretor, dois vice-diretores (um para cada período), Coordenador Pedagógico do Fundamental I, Coordenador Pedagógico do Fundamental II e Coordenador Pedagógico Ensino Médio, apesar de encorem dificuldades, todos tentam desempenhar o seu papel e sempre que possível fazer projetos que atendam toda escola, adaptando-os logicamente a cada faixa etária, o que é difícil por se tratar de uma escola grande que atende um público com idade muito diferenciado (crianças, jovens e adultos) que compreende a diretora e os coordenadores pedagógicos, procuram desempenhas o seu trabalho em conjunto aos professores de maneira democrática, organizando o planejamento da escola, passando as diretrizes e ministrando os da diretoria de ensino, durante as reuniões de ATPC, distribuindo os materiais didático-pedagógicos, solicitando documentações necessárias para o trabalho pedagógico para secretaria, há momento em que a relação fica meio que difícil, entre os próprios e até mesmo entre os professores, porém todos se esforçam para que equipe se mantenha unida. A diretora é bastante democrática, costuma consultar muitas vezes os professores e funcionários, sobre decisões importantes. É possível ver claramente que está no comando e possui um perfil democrático para tomar decisões. Isso causa um bom clima na escola, apesar de alguns problemas de relacionamento com professores e funcionários que só sabem criticar e cobrar. Além disso, ela se envolve bastante em tramites burocráticos e de gerenciamento burocrático dos Recursos Humanos. Além da observação vivenciada, vamos aprender e desempenhar algumas atividades administrativas dos gestores como segue:.
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    162 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Estágiode Atividades de Diretor 06/04/2015 - 7h às 15h A direção me pediu que fosse a secretaria e pedisse orientação aos agentes de organização para ler o diário oficial, após a explicação, puder verificar se tinha alguma publicação sobre a escola e nada constava, verifiquei o site da diretoria de ensino para ver os salde d aulas e data das atribuições, e verifiquei os e-mails da escola. Pude observar que a Diretoria de ensino é muito ativa pela quantidade e-mails que envia a escola. Atendi o público, como ainda não sabia como desenvolver o trabalho, sempre que precisei consultei o agente. Está muito claro que a leitura do diário oficial dever ser feita pela escola, que deve avisar ao funcionário público, quando necessário sobre publicações em seu nome. Pude observar que a Diretoria de ensino é muito ativa pela quantidade e-mails que envia a escola. O público é muito exigente, porém quando se trata de cumprir com a sua obrigação, nem todos costumam fazer. Porém é dever do funcionário atente-los e informa-los da melhor forma possível, encaminhá-los aos gestores a pedido ou quando necessária intervenção do mesmo. 07/04/2015 - 7h às 15h Logo que cheguei fui direto a secretaria, pois estava em um momento de muito trabalho, o de arquivamento das pastas dos alunos, que deveriam ir para o arquivo das devidas salas, para o arquivo vivo ou para o arquivo morto, ajudei a organizar, o que para mim não foi difícil, pois possuo prática de trabalhos realizados, foi um trabalho árduo, mas sobrou tempo para ajudar na entrega de históricos de alunos. Muitas pessoas não dão valor ao arquivo, mas ele é que garante a qualidade do atendimento, com um arquivo bem feito é possível agilizar o atendimento, encontrar documentos por mais antigo seja e obter informações rápidas e precisas a respeito dos alunos. 08/04/2015 - 7h às 15h A diretora solicitou que eu fosse ajudar na contagem do estoque da merenda, serviço do vice-diretor. Acompanhada de uma cozinheira, começamos a contar todos os produtos que possuíam uma tarja, assim que aprendi o serviço ela saiu e sua orientação contou tudo que tinha, observando a datas e marcando em uma planilha. Assim que terminei chegou novos produtos, então digitei o nome dos produtos com as devidas datas e colei nas caixas, logo após a cozinheira colocou no devido local e dei continuidade na contagem.
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    163 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aorganização do estoque da merenda é um serviço muito cansativo, porém necessário para ter controle dos produtos vencidos e quais estão faltando para repor, o que garante uma alimentação de qualidade ao educando. Os sistemas de fichas e as matriculas dos alunos estão totalmente informatizados, o que facilita e muito esse trabalho. O agente me explicou que a primeira a ser feita na escola no inicio do dia é verificar se há novos alunos matriculados, pois a diretoria de ensino em muitos matricula automaticamente, alguns casos que vão solicitar vaga com eles. 09/04/2015 - 7h às 15h Participar Atualização de fichas, analisei várias pastas dos alunos e fui atualizando as fichas, um agente me ensinou como entrar no sistema e pude efetivar algumas matrículas pendentes de alunos novos. Os sistemas de fichas e as matriculas dos alunos estão totalmente informatizados, o que facilita e muito esse trabalho. O agente me explicou que a primeira a ser feita na escola no inicio do dia é verificar se há novos alunos matriculados, pois a diretoria de ensino em muitos matricula automaticamente, alguns casos que vão solicitar vaga com eles. Estágio de Atividades de Coordenador 13/04/2015 - 7h às 15h Acompanhei a reunião de pais, uma reunião extra para no 4º ano do Ensino Fundamental I para tratar de problemas gerais da classe que é rebelde, se recusa a desenvolver atividades, levam celulares e responderem professores. Nesta reunião a professoras, alunos, pais e a coordenadora participaram, o objetivo era além de informar os sobre o ocorrido, foi mostrar a importância do ensino e procurar nova maneiras para o relacionamento entre alunos e professores melhorar, ao terminar fiz a ata de reunião fiz a ata de reunião dos pais e fiquei junto com a coordenadora que atendeu os pais que tinha dúvidas pedagógicas em relação ao aprendizado do filho, o trabalho que levaria uma hora se estendeu pelo dia todo na escola, divido a pais que não puderam estar no horário. A reunião de pais, extra, demonstra o quanto os gestores estão dispostos e atentos em ouvir e resolver os problemas dos professores, em melhorar o desempenho individual e coletivo dos alunos e poder contar com a participação dos pais na educação dos seus filhos. Os problemas mais graves, coordenador pode explicar aos pais e alunos que não estamos aqui para punir ninguém, tomou as decisões cabíveis, além encaminhar alguns a outros órgãos competentes. 14/04/2015 - 7h às 15h
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    164 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Juntocom a coordenadora separei e entreguei livros na sala de aulas, trabalho muito cansativo. Separar livros para serem entregues aos alunos não é fácil, exige muita disposição e paciência, pois os livros devem ser locados em local apropriado de forma a facilitar a entregue, depois professor por professor foi chamado e junto com alunos voluntários levaram os livros para a sala para distribuir aos alunos, as sobras eles trouxeram de volta. 15/04/2015 - 7h às 15h Logo que cheguei a coordenara avisou que precisava tomar muitas providências devido o ocorrido no dia anterior, e solicitou que digitasse a pauta de reunião de ATPC, que se baseava na apresentação de uma palestra do filósofo Mário Sérgio Cortella, no youtube. A reunião foi bastante proveitosa e os professores ficaram bastante animados com a atitude da coordenadora, que deixou bem claro que caso o comportamento dos alunos não melhorassem os pais seria chamados a assistir o vídeo, porém nada pode ser passado aos pais como uma ameaça e sim como um estímulo, uma ajuda, portanto o assunto seria discutido nas próximas reuniões, enquanto prestava atenção fiz a ata de reunião. Gostei a da atitude da coordenação no ATPC, porém sempre ouvi dizer que coordenador não trabalha com indisciplina, porém a coordenação me explicou que a indisciplina atrapalha no desenvolvimento pedagógico dos alunos, portanto é deve sim da coordenação e procurar junto aos professores soluções para a melhoria do desempenho dos alunos. 16/04/2015 - 7h às 15h Imprimi, separei e entreguei listas de alunos aos professores, para eles colarem no diário e o restante de material aos alunos que tinham recebido. O hoje a correria não foi tanta, acredito que por ser o último dia do meu estágio, a rotina eu praticamente já conheço.
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    165 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONSIDERAÇÕESFINAIS Colocar em prática o que está escrito no Projeto Político Pedagógico, é fundamental para o sucesso e bom andamento da escola. Os gestores precisam conhecer muito bem o PPP, para que possam modifica-lo, recria-lo, reconstruí-lo, ou seja, precisam ser os gestores de nossos futuros. Conversando com a diretora ela me disse que os gestores pedagógicos para estudos e planejamento das atividades pedagógicas bimestrais, atitude esta fundamental para ela se manter atualizada, atualizar os demais gestores sobre atitudes e posturas a serem tomadas e poder replanejar o andamento da escola. Fui muito bem recebida e atendida por todos. E para tirar minhas dúvidas entrevistei a Diretora, a coordenadora, o secretário... A elaboração deste relatório e o estudo sobre o projeto político pedagógico da escola, bem como os conceitos sobre gestão escolar, foram muito importantes para minha aprendizagem. O estágio me possibilitou o preparo para o exercício da prática de gestão, com um propósito de mudanças e um olhar mais amplo para as relações teoria- prática me oportunizando conhecer a realidade da gestão escolar, as atividades desenvolvidas na área administrativa da escola e os aspectos pedagógicos- educacional que a envolve, a fim de nos preparar criticamente para a prática profissional. Quando estamos fora da administração, não imaginamos que as atribuições dos gestores incluem tantas obrigações, a rotina do acompanha e das atividades que pude por em prática não foram fácies, principalmente a do coordenador que nem sempre alguém para auxiliá-los e além das atividades didático-pedagógicas, administração do planejamento, ainda são responsáveis pela distribuição de todos os materiais pedagógicos da escola. Através dessa realidade ressalta-se, que as observações que fiz me deu oportunidade de aprender como é a prática e como ela se apresenta, pois foi possível perceber a prática administrativa que vem sendo desenvolvida na escola e que se torna um elemento essencial na gestão escolar, a qual nos oportunizou a conhecer a realidade educacional na direção da escola como verdadeiramente ela é, e não somente como desejamos que fosse. Nesse sentido, consideramos que o estágio Curricular Obrigatório em Gestão Escolar foram momentos de extrema
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    166 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL relevânciapara nossa formação, pois adquirimos um aprendizado significativo e incalculável.
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    167 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL BIBLIOGRAFIA SOUSA,Valdivino A. de. A Gestão Educacional e a LDB. Disponível em: < http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/2366/a-gestao-educacional- e-a-ldb.> Acesso em: 23 jun. 2011. ALVES, Regina Lucia. Proposta pedagógica para a educação infantil.
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    168 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONCLUSÃODO ESTÁGIO Fazer este estágio foi bom para o meu aprendizado e pude ver que não é fácil trabalhar como professora no fundamental I é preciso ter muito talento, paciência e amor pela escola, alunos e toda a comunidade, independente do cargo. Tal vivência despertou em mim uma vontade imensa de melhorar minha didática e me empenhar cada vez mais com determinação. Conversando com a diretora percebi que ser um líder e uma tarefa muito difícil, e esse são um dos maiores desafios que ela tem enfrentado, pude perceber a grande cobrança dos pais e isso gera muitas vezes um ambiente pesado, e é necessário ter equilíbrio e saber delegar tarefas. O elo entre direção, corpo docente, corpo discente e funcionários são fundamentais para que a escola tenha um bom andamento e para que os objetivos sejam alcançados, a harmonia entre estes é essencial.
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    169 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL DECLARAÇÃODE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO Declaramos que o Sr(a). Cirlei Aparecida dos Santos, RG 24.580.815-2, estudante do curso de Pedagogia Plena realizou o estágio na empresa E. E. Professor Messias Freire, em todos os anos do Ensino Fundamental I, sendo que cumpriu 20 horas por série, totalizando 100 horas, no Ensino Médio (Filosofia e Sociologia), 15 horas cada, num total de 30 horas e na Gestão (Coordenação e Direção) fez 32 horas cada, somando 64 horas, no período de 09/03/2015 a 16/03/2015, cumprindo o total de 194 horas de estágio. São Paulo, 17/ abril de 2015. _______________________________ Falta passar para o papel timbrado da escola!!!
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    170 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSODE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO Ensino Fundamental Ensino Médio Gestão FOTOS DA ESCOLA São Paulo 2015
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    174 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRADIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS ESTÁGIO SUPERVISIONADO EJA - ALFABETIZAÇÃO São Paulo 2015
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    175 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Introdução Opresente relatório de estágio tem seu enfoque a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ou seja, um olhar de pesquisa nesta tão graciosa modalidade de ensino formal ou não formal, onde os estudantes desenvolvem suas capacidades enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas profissionais tentando atender as suas próprias necessidades e assim contribuir como cidadão na sociedade ao qual está inserido. Apesar de o estágio nesta modalidade ser considerado curto, traz grandes contribuições, para ação reflexão do profissional que adentrará no campo da Educação de Jovens e Adultos. A observação tem que ser criteriosa, percebendo os anseios, rejeições, ações, metodologias, aceitação da turma que neste momento já identifica outra pessoa além da professora regente em sala de aula. A coparticipação precisa ser envolvente, tranquilizando os educandos e deixando um gostinho de: o que vem de diferente ai? Confiança é uma coisa muito importante, mesmo sendo curto o período junto à turma, os enlaces de confiar e de segurança do trabalho que está propondo a turma tem que ser significativo, cordial e consistente. O suporte de trabalhar o currículo oculto foi uma opção de grande relevância, pois com força na interdisciplinaridade, transversalidade foi trabalhada assuntos considerados tabus, preconceito, e valores sociais que estão presentes no cotidiano dos estudantes. Sendo assim, este relatório tem o objetivo de contribuir para um pensar e repensar do Docente da Educação de Jovens e Adultos, contrastando e refletindo sobre as praticas em sala de aula e porque muitas vezes é tão grande a evasão nessa modalidade de ensino? É uma das principais perguntas que precisamos responder em quanto Educadores. Também em especial objetiva o olhar de minha pratica como formador de cidadãos críticos e autônomos de seu papel na sociedade e na transformação social no meio em que estes estudantes estão vivendo. Será realizado no CIEJA – Centro Integrado de Jovens e Adultos – Campo Limpo é uma escola com capacidade para atender mais de 1.200 estudantes, seis salas com no máximo 35 alunos matriculados, o que possibilita a grande quantidade é divisão em seis turnos Manhã: 7h15 às 9h30 ou das 9h45 às 12h00.
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    176 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Tarde:15h15 às 17h30 ou 17h45 às 20h00. Noite: 20h15 às 22h30. Possui 42 professores, seis agentes de organização, sendo que dos ficam no pátio e portaria e os demais na secretaria, quatro na cozinha e quatro limpeza, sendo que a cozinha e serviço de limpeza são terceirizados, dois coordenadores e dois vice- diretores.
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    178 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE IDENTIFICAÇÃO I-DADOS DO ESTAGIÁRIO Nome: Cirlei Aparecida dos Santos - R A._____________ Curso: Pedagogia - Semestre: __________ Data de nascimento: 24/03/1969 - Local: Ribeirão Claro - UF: PR C.P.F. Nº: 135.225.888-94 - R.G. Nº: 24.580.815-2 - Órgão Emissor: SSP/SP. Endereço: Rua Genebra, nº 134 – Apto. 55 - Bairro: Bela Vista - Cidade: São Paulo/SP - CEP: 01316-010 - Fone: (11) 996435-8969 - E-mail: VYDABANDIDA@HOTMAIL.COM II DADOS DA INSTITUIÇÃO RAZÃO SOCIAL: CIEJA - Centro Integrado de Jovens e Adultos – Campo Limpo Deptº/Seção: Alfabetização Endereço: Rua Cabo Estácio da Conceição, Nº 176 – Bairro: Parque Maria Helena - Cidade: São Paulo - CEP: 05854-060. Fone: 5816.3701 ou 5816.2907 – E-Mail - ciejacampolimpo@prefeitura.sp.gov.br Supervisor pelo estágio na instituição: Cátia Alves de Souza DADOS DO ESTÁGIO Período de estágio: 31/06/2015 à 08/09/2015 Carga Horária: 31 horas (Trinta e uma horas) Professor Orientador do Estágio: Ana Paula Correia da Silva
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    179 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ATIVIDADESA SEREM DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO Ações/atividades a serem desenvolvidas para atingir os objetivos. Regência com anuência do professor da classe, planejamento de atividades de ensino, (plano de aula) e aplicação das aulas planejadas. Neste primeiro momento estarei fazendo estágio referente ao Ensino do EJA - Alfabetização. A escola se encontra na região de Santo Amaro, com 36 salas de aula, funcionando das 7h30min às 22h30mim. Analisarei a metodologia aplicada pelos professores na sala de aula, observarei o comportamento dos alunos, e as necessidades dos mesmos, suas dúvidas e como se processa a relação entre professor/aluno. Na participação, auxiliarei os alunos e o professor em sala e tora a rotina da escola, redigindo atividades e assessorando nas dúvidas e na organização das matérias. Procurarei participar do planejamento das aulas, também estarei registrando o desenvolvimento dos alunos. Na regência, planejarei aulas com a censória do professor, desenvolverei atividades para motivar os alunos, utilizando os recursos adequados para as atividades do assunto em pauta, elaborarei planos de aulas. Os estágios serão realizados de segunda a quinta-feira, em horários alternados das 7h30mim às 14h, dando um total de até 6h30 mim aproximadamente diárias, e 30 horas no total. X Eda Luiz Diretora X Cirlei Aparecida dos Santos Estagiária
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    180 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODA OBSERVAÇÃO DA ESCOLA Histórico: Quando a diretora Eda Luiz chegou no até o atual Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Campo Limpo, situada na Zona Sul da cidade de São Paulo, na realidade da escola, que hoje é considerada modelo, era bastante diferente. Antes a instituição era um Centro de Educação Municipal de Ensino Supletivo (Ciemens) que pouco dialogava com a comunidade ou com o interesse dos alunos. Na sua chegada, Eda decidiu escutar os estudantes e entender como eles se relacionavam com a escola, observando, inclusive, as taxas de evasão que eram bastante significativas. Anos antes, Eda havia participado de um grupo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) com o educador Paulo Freire e trazia muito da ideologia da educação libertária, a qual tem como objetivo fortalecer a autonomia dos estudantes para que façam escolhas de acordo com seus desejos e vontades. Para tanto, Eda acreditava que era preciso identificar espaços da comunidade que apoiassem a escola na construção dessa agenda de formação para autonomia dos estudantes. As respostas dos estudantes anunciavam as mudanças necessárias. Juntos, eles diziam que queriam maior espaço de decisão, que não viam o que aprendiam como significativo e, por dificuldades do próprio contexto em que se inseriam, eram frequentemente forçados a abandonar os estudos. Com essa bagagem formativa, a diretora iniciou um processo de reconhecimento dos espaços de mobilização já existentes no bairro onde a escola está inserida e, com isso, aproximou-se dos moradores, para que, assim, as atividades da escola estivessem em diálogo constante com as iniciativas já em curso na comunidade, integrando-a a escola. Esse caminho, pouco a pouco, rumava para a discussão e compreensão do conceito da Educação Integral, que mobilizar espaços da comunidade para fortalecer o processo de ensino- aprendizagem das escolas. Para encontrar organizações que pudessem apoiar a escola, Eda e sua equipe diretiva e corpo docente, realizaram um grande mapeamento em todas as
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    181 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL áreasdo bairro. Nesse levantamento, foram em busca das lideranças da comunidade, de equipamentos comunitários, organizações não governamentais, empresas e setores comerciais, buscando identificar onde se localizavam e como colaboravam ou interagiam com a comunidade. Uma vez que todos os equipamentos foram listados e organizados, a gestão e professores criaram projetos específicos, apresentando possibilidades de integrar a escola à comunidade. Decisão Pedagógica Para garantir a permanência e eficácia das parcerias e relação com os diferentes tipos de equipamentos comunitários, Eda e sua equipe reformularam o Projeto Político Pedagógico da escola, envolvendo alunos, famílias e demais funcionários para pensar conceitos, atividades e metas que efetivamente respondessem ao processo iniciado e compartilhado por toda a comunidade escolar. Assim, a estrutura curricular do CIEJA Campo Limpo passou a ser estruturada em horários flexíveis e os estudantes podem estudar tanto pela manhã quanto à noite. Como muitos estudantes jovens e adultos trabalham, optou-se em um modelo de aulas flexível, levando-se em consideração as dificuldades de tempo desse aluno. Com o decorrer do tempo, chegaram também à escola muitos alunos com algum tipo de deficiência, levando a coordenação pedagógica a repensar o currículo escolar, que passou a integrar fortemente ações com as famílias desses estudantes. O estudante do Cieja Campo Limpo pode optar em estudar em três turnos, sem perda de conteúdo, caso ele estude em um dia pela manhã e em outro à noite. Com isso, em vez de se ter disciplinas tradicionais, como matemática e artes, o Cieja criou quatro áreas do conhecimento, que englobam as diversas disciplinas tradicionais e incluem outras consideradas fundamentais para a EJA e para o fortalecimento da autonomia do estudante. São elas Linguagens e Códigos (LC), envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês; Ciências Humanas (CH), que envolve as disciplinas de Geografia e História; Ensaios Lógicos e Artísticos (ELA), que envolve as disciplinas de Matemática e Artes e Ciências do Pensamento (CP), que envolve as disciplinas de Ciências e Filosofia.
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    182 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Alémdestas, o estudante também participa de aulas de “Projetos” e de atividades de acompanhamento individualizado. Segundo a diretora da escola, o objetivo desse modelo de currículo é integrar as disciplinas, auxiliando o aprendizado do estudante, tornando-o mais eficiente, uma vez que ele pode utilizar o conhecimento de uma disciplina também nas outras áreas de conhecimento. E, como complemento na integração com a comunidade, todas as aulas fazem uso do apoio da comunidade, trazendo tanto para escola as discussões e saberes dos moradores e equipamentos, quanto fazendo uso de recursos humanos, físicos e financeiros dispostos no território. O currículo e todas as ações da escola estão em diálogo com o marcos legal e normativo para a modalidade de ensino.  Local: Cieja Campo Limpo, localizado na Zona Sul de São Paulo (SP). Responsáveis: Comunidade escolar  Envolvidos e parceiros: As famílias dos estudantes e diferentes organizações, empresas e moradores da comunidade.  Financiamento: A escola recebe a verba que lhe é destinada e todas as suas ações são previstas e gerenciadas no planejamento pedagógico. Embora raro, quando possível e necessário, o Cieja conta com apoio das parcerias comunitárias para desenvolver ações não previstas.  Principais Resultados: A escola se tornou um centro de referência para a comunidade, que vê no espaço da escola um espaço de lazer, de reflexão e até de resolução de conflitos. Os estudantes passaram a se sentir valorizados e os resultados das avaliações melhoraram exponencialmente. As famílias, especialmente dos alunos com deficiência, muito se envolveram na escola e conseguem lidar melhor com o processo de aprendizagem de seus filhos.  Todas as ações da escola são registradas e comunicadas no blog, que é frequentemente acessado não só pela comunidade escolar, mas pela comunidade do entorno também.
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    183 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Estrutura Infraestrutura Água da rede pública  Energia da rede pública  Esgoto da rede pública  Lixo destinado à coleta periódica  Acesso à Internet  Banda larga Dependências  36 salas de aulas  Sala de diretoria  Sala de professores  Laboratório de informática  Sala de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE)  Cozinha  Sala de leitura  Banheiro dentro do prédio  Banheiro adequado a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida  Dependências e vias adequadas a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida  Rádio Escolar  Sala de secretaria  Refeitório  Despensa  Almoxarifado  Pátio descoberto  Área verde  Sala de alunos especiais
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    184 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Equipamentos TV  Mesa de Som  DVD  Copiadora  Retroprojetor em todas as salas  Lousa Eletrônica  Quadro negro  Impressora  Aparelho de som  Projetor multimídia (Datashow)  Fax DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO O primeiro dia de estágio é sempre uma expectativa grande, conhecer a turma, o professor, saber se será bem recebido e tudo isso aconteceu de maneira tranquila e gradativa. Após ter conversado com a vice-diretora, logo fui apresentado à professora Cátia, que é coordenadora na escola, alguns pontos Acertados com ela, principalmente sobre horário de estágio. E rotina, ela conta o estágio como horário corrido, pois todas as ações da escola são pedagógicas, inclusive o horário das refeições que inclui café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. Adentrando a sala de aula, fui apresentado à professora Ângela, que conversou comigo, falou sobre o perfil da turma, as principais dificuldades, e disse que ajudaria no que precisasse. Eu fui apresentado por ela e logo me sentei para começar a observar, a primeira coisa que observei foi à falta de chamada logo a professora explicou que os alunos avançam os módulos de acordo com o interesse, vontade e avanço naturais respeitando o tempo de cada um deles. Paulo Freire destaca que atividade de leitura/escrita deve ter como base a leitura de mundo feita pelo educando e não a transmissão de conhecimentos.
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    185 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Portantoé necessário que esteja atividade de leitura escrita seja dinâmica e realizada com a integração do sujeito no seu mundo social. Ele atribui à alfabetização a capacidade de levar o analfabeto a organizar reflexivamente seu pensamento, desenvolver a consciência critica, introduzi-lo num processo real de democratização da cultura e da libertação (Freire, 2000, pág. 09). Aproximar as atividades de sala de aula às vivencias do dia-a-dia do estudante da (EJA), independente do que seja a temática ou atividades, por exemplo, texto, exercícios, música, aula na sala de informática, etc. Tudo precisa estar relacionado ao mundo do estudante dessa modalidade, para que o mesmo tenha um maior interesse e aproveitamento das atividades desenvolvidas. Dentro desse contexto Projeto CIEJA tem como norteador Pedagógico / Curricular o trabalho com áreas de conhecimento e não com disciplinas como é comumente encontrado nas redes municipais de ensino. Desta forma, temos as seguintes áreas de conhecimento: LC (Linguagens e Códigos, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês); CH (Ciências Humanas, que envolve as disciplinas de Geografia e História); ELA (Ensaios Lógicos e Artísticos, que envolve as disciplinas de Matemática e Arte) e CP (Ciências do Pensamento, que envolve as disciplinas de Ciências e Filosofia). Assim, o aprendizado não é realizado em séries, mas em áreas de conhecimento com blocos que unem assuntos interdisciplinares. Na primeira semana de aula são perguntados os temas que o aluno quer aprender, dentre dos que forem apresentados, o que ele tem curiosidade, para que o planejamento dos professores seja realizado com base nos interesses do aluno, ou seja, todo educando passa por um diagnóstico, cujo objetivo é levantar os conhecimentos prévios dos educandos e sinalizar algumas dificuldades. A partir daí, fazem agrupamentos em módulos: módulo I (alfabetização, educandos que estão iniciando o registro alfabético e numérico), módulo II (pós-alfabetização, educandos alfabéticos que iniciam a construção textual e elaboram cálculos no campo aditivo e multiplicativo), módulo III (intermediário, educandos que são apresentados para as áreas de conhecimento e a partir de seus conhecimentos prévios se embrenham na sistematização de conceitos específicos) e módulo IV (etapa final, extrapolação de reflexões, o uso do conhecimento das áreas para uma profunda leitura de mundo).
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    186 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Comofazem agrupamentos por conhecimento e não por equivalência idade/série ou seriação, para facilitar o trabalho, as salas de aula compõem-se de mesas sextavadas (hexagonais), o que possibilita uma maior interação entre os educandos e, principalmente, no trabalho em grupo em que praticam, possibilitando o relacionar-se com o outro, respeitando as diferenças, num exercício da democracia e cidadania. A instituição vem se utilizando da metodologia didática investigativa no desenvolvimento de temas (Trabalho e Cultura, no primeiro semestre e no segundo, respectivamente), os quais são decididos pela comunidade escolar no inicio do ano letivo. Nos módulos lll e lV, os educandos fazem um rodízio a cada duas semanas passando pelas áreas de conhecimento: LC (Linguagens e Códigos, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês); CH (Ciências Humanas, que envolve as disciplinas de Geografia e História); ELA (Ensaios Lógicos e Artísticos, que envolve as disciplinas de Matemática e Arte) e CP (Ciências do Pensamento, que envolve as disciplinas de Ciências e Filosofia). O trabalho dos educadores se dá em dupla docência, propiciando um trabalho conjunto de maneira a atender não só as especificidades dos saberes, como a singularidade de cada sujeito imerso em cada ambiente do Centro. O presente estágio será realizado na sala da professora Ângela Venâncio da Silva no módulo I, formada em pedagogia, professora há 10 anos e há três anos na escola, ela me contou que foi convidada a trabalhar no CIEJA, embora sentisse um pouco insegura por estar acostumada a trabalhar com crianças, aceitou o desafio e está adorando. E no módulo II na sala de professora Márcia Balieiro da Silva, professora há 17 anos e há um anona escola, me contou que decidiu trabalhar no projeto por gostar de desafios e aprender novas técnicas de didática. Ambas trabalham basicamente da mesma forma, mesmo porque na sexta-feira os alunos não vão e os professores fazem o planejamento em conjunto com os módulos e as disciplinas afins. O maior desafio na escola é a inclusão, pois existem muitos alunos nessa situação, já adolescentes, porém eles estão desenvolvendo bem de acordo com o tempo deles e o que cada um é capaz de desenvolver, muitos estão sendo alfabetizado, o que seria impossível para muitos nas escolas normais. Nessa escola até as refeições são acompanhadas pelos professores que almoçam junto com os alunos no refeitório. Devido a número reduzido de alunos há uma facilidade dos professores conhece-los mais
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    187 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL profundamente,por isso dispensam chamadas, mas sempre que os alunos faltam sem avisar procuram entrar em contato para saber os motivos.
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    188 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FICHADE ESTÁGIO PEDAGOGIA EJA ALFABETIZAÇÃO São Paulo 2015
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    189 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CURSO:LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA - ESTÁGIO SUPERVISIONADO FICHA DE ESTÁGIO INSTITUIÇÃO CONCEDENTE: E. E. Professor Messias Freire Aluno(a): Solange Rocha Souza R.A:________Semestre: Professor(a) Responsável Pelo Estágio: Ana Paula Correia da Silva Professor(a): Keila Cristina da Silva – RG: 25.109.749 – 1º ano: C EDUCAÇÃO FUNDAMENTA I Confirmo que o (a) aluno(a) acima designado(a) compareceu à esta Unidade Escolar, nas datas abaixo relacionadas, tendo acompanhado e colaborado com o desenvolvimento da mesma. Data Horário Modalidade Descrição sumária das atividades desenvolvidas Nº de Hora s Visto do responsável 09/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Escrita, construindo crachá, números, brincadeiras, paisagens. 4h 10/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Transportes, ortografia, oralidade: História do nome, quantidade. 4h 11/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Higiene, Leitura, interpretação, números brincadeiras. 4h 12/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Separação do lixo, Linguagem oral e escrita figuras geométricas. 4h 13/02 /2015 13h30mim às 17h30mim Participação Oralidade, ortografia, adição e subtração e brincadeiras. 4h Total Realizado: 20 horas São Paulo, 13 de fevereiro, 2015. Nome da instituição: Escola Estadual Professor Messias Freire End.: Rua Ibi, nº 18 – Jardim Leônidas Moreira – São Paulo – SP – CEP: 05792-070 Tel.: 5844 9249 End. eletrônico: e037461a@educacao.sp.gov.br _________________________________
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    190 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Assinaturae carimbo da direção da instituição Assinatura do(a) estagiário(a)
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    194 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL RELATÓRIODA OBSERVAÇÃO DAS AULAS DO EJA- ALFABETIZAÇÃO Professora Ângela - Alfabetização 31/08/2015 Frase do dia: “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca se tem medo e nunca se arrepende”. (Leonardo Da Vince) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta, depois fez leitura do alfabeto com os alunos e contou as letras do alfabeto com eles. Depois passou um vídeo da Profissão Reporte da rede Globo, que contava todo o contexto da situação da falta de alfabetização do Brasil, que atinge mais de 3 milhões de brasileiros, durante o vídeo os alunos se identificavam com as situações, depois teceram comentários. Após o término do vídeo a professora fez um ditado para fixar as consoantes e vogais, soletrando letra por letra. 01/09/2015 Frase do dia: “Fugir para onde? Se tudo vive dentro! Cuida da sua verdadeira casa... Sua mente e de seu coração”. (Humor Inteligente) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora distribuiu letra para os alunos e pediu para que eles formassem palavra a palavra pré-estabelecida, o primeiro aluno que conseguia descobrir pedia para ler em voz alta e para que os demais montassem a palavra já descoberta, repetiu o ato várias vezes, enquanto os alunos procuravam montar as palavras a mesas percorria as mesas dos alunos
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    195 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL eia orientando-os nas dúvidas. No término pediu para colarem nos cadernos. Repetiu o exercício várias vezes. Depois entregou palavras digitadas aos alunos e pediu para circularem as vogais, sempre os acompanhando e tirando dúvidas. 02/09/2015 Frase do dia: “Às vezes o coração rasgado pela dor, vira retalho. Deve-se neste caso, consertá-lo com uma agulha domada e recomeçar”. (Abner Santos) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora fez leitura com os alunos sobre o texto alimentação, os questionou sobre o que era uma boa alimentação, explicou o que era os alunos interagiram, após pediu para que os alunos olhassem a pirâmide alimentar que continha desenhos com alimento e fizessem um cardápio que considerassem saudáveis, após perguntou um a um o tinha rescrevido e foi ajudando-os a arrumarem o cardápio quando estavam equivocados. Depois pediu para que desenhassem os próprios cardápios. Depois foi à sala de informática onde os alunos jogaram jogos de formação das palavras, a maio dificuldade foi com o sol, eles ainda não haviam assimilado que o som de “L” muitas vezes é o mesmo de “U”, a professora foi ajudando os alunos a resolverem e explicando a novidade. 03/09/2015 Frase do dia: “É melhor prevenir do que remediar”. (sabedoria Popular) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora entregou aos alunos um problema matemático, primeiro pediu pra que lessem em silêncio e circulassem as palavras que não conseguiam ler, deu um tempo e passou a perguntar aos
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    196 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL alunoso que haviam marcado e os ajudou a ler da forma correta, enquanto explicava o vocabulário. Depois pediu para os alunos escreverem as palavras circuladas no caderno. Conforme ia explicando ia ficando claro aos alunos que se trava de um problema matemático de subtração, depois pediu pra os alunos resolverem o problema da forma como sabiam (de cabeça, ou escrevendo) e escrevessem o resultado no caderno. Depois foi perguntando as respostas do aluno e escrevendo no quadro, falou a resposta correta, os questionou como tinham feito e depois os ensinou a forma convencional. Fez várias contas na lousa, pediu para que resolvessem e chamou alguns para fazerem na lousa. Por último entregou a eles um problema para resolverem casa. 08/09/2015 Frase do dia: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede”. (Carlos Drummond de Andrade) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta, a professora corrigiu a atividade extraclasse, explicando da mesma forma da aula anterior, depois foi a sala de informática onde os alunos puderam resolver subtrações em jogo, depois passaram a resolver problemas. No início ela os deixou sozinhos, tirando dúvidas uns com os outros, depois passou a auxiliá-los nas dúvidas. Conclusão Professora atenciosa e alunos dedicados, o método se aproxima do tradicional, acrescentando que a interpretação de textos é uma constância.
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    197 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ProfessoraMárcia – Módulo II 01/09/2015 Frase do dia: “Leitura torna o homem completo, a conversação torna-o frágil, e o escrever dá-lhe precisão”. (Francis Bacon) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora copiou várias palavras na lousa pediu para que os alunos separassem as sílabas e contassem. Enquanto os alunos desenvolviam as atividades sentou em sua carteira e esperou, alguns alunos foram até ela para tirar dúvidas ou quando terminaram e ela os ajudou a corrigir, depois se levantou e foi até os alunos que não haviam terminado ainda e os ajudou, fazendo perguntas que os ajudavam a solucionar as questões. Depois, entregou o texto “Indígena”! E pediu para os alunos circularem as com palavras com an, en, in, on e un e fez o mesmo procedimento. 02/09/2015 Frase do dia: “Feliz aqueles que se diverte com problemas que educam a alma e elevam o espírito”. (Feneban) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta. A professora entregou aos alunos uma cruzadinha com alimentos e objetos, pediu para os falarem o nome dos objetos e depois pediu para que resolvessem à cruzadinha, os alunos que ternavam iam até a mesa dela para corrigir e tirar dúvidas, depois se levantou e foi até a mesa dos que não tinha terminado e os ajudou tirando dúvidas. Fez o mesmo com uma cruzadinha de matemática. E terminou com joguinho de multiplicação, onde distribuiu aos alunos contas de multiplicação em página e resposta em outra.
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    198 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL /escolheuum aluno que lia e perguntava o resultado, quem tinha o resultado respondia e fazia mesma pergunta e assim sucessivamente. Quando os alunos erravam ela interferia até chegar à resposta certa. 03/09/2015 Frase do dia: “Habitua-se a ler, escrever e sorrir. O resto é consequência”. (Alejandro Knaesil Arrabal) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta, entregou em uma folha digitadas palavras para completarem com as iniciais an, en, in, on e un e pediu para que para eles resolverem. Esperou que terminassem tirou dúvidas dos que à sua mesa e depois se levantou e orientou os que não haviam solicitado seu acompanhamento. Depois pediu para escrevem o semanário de bordo e foi o orientando nas lembranças e na escrita e por último como atividade extraclasse pediu para pesquisarem palavras com m e n. 08/09/2015 Frase do dia: “Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira - mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum”. (Monteiro Lobato) A professora pediu para os alunos leram palavra por palavra e foi explicando como se lia correto, depois repetia parte da frase, ao ter minar pedia que todos lessem a frase todo em voz alta. Depois a professora corrigiu a atividade extraclasse, os alunos têm muita dificuldade de compreender quando se usa o “N” ou “M” no meio das palavras. Entregou um texto sobre primara e pediu para circularem as palavras com “N” ou “M” no antes das consoantes. Foi à lousa
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    199 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL questionandoe explicando aos alunos o porquê se usava tais letras. Após fez um ditado. Conclusão . Professora atenciosa e alunos dedicados, o método se aproxima do tradicional, acrescentando que a interpretação de textos é uma constância.
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    200 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL PLANODE AULAS – EJA-ALFABETIZAÇÃO Língua Portuguesa Leitura pelo aluno para aprender a ler no EJA Objetivo  Estabelecer correspondência entre a pauta sonora e a pauta escrita do texto;  Refletir sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita;  Refletir sobre a língua escrita e a língua falada. Conteúdo(s) Leitura na alfabetização inicial de jovens e adultos Ano(s): 1º e 2º Tempo estimado 1 aula Material necessário Cópias do refrão da música "Mulher Rendeira", de Zé do Norte, e cópias da letra completa (ou de uma outra canção que todos os alunos da turma saibam cantar o refrão). Se for possível, providencie uma versão da própria música para ser ouvida na sala de aula. Desenvolvimento 1ª etapa
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    201 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Inicieuma conversa com a turma sobre a música "Mulher Rendeira". Quem conhece o refrão? Para que os leitores não convencionais participem da atividade e aprendam com ela, é imprescindível que todos conheçam de memória o refrão da canção que será trabalhada. Convide-os a cantar: "Olê, mulher rendeira / Olê, mulher rendá / Tu me ensina a fazer renda / Que eu te ensino a namorar". 2ª etapa Distribua uma cópia do refrão para cada um dos alunos. Puxe novamente a cantoria, pedindo que os jovens e os adultos acompanhem com o dedo cada palavra cantada. Em seguida, problematize: onde está escrita a palavra "renda"? Como vocês descobriram? Com que letra começa? Faça essa e outras questões que os façam refletir sobre a escrita das palavras. 3ª etapa Peça para que encontrem e circulem a palavra "mulher", mas não escreva na lousa a palavra. Deixe que os alunos busquem suas próprias estratégias para cumprir a tarefa. Pergunte em que linha está a palavra "mulher". Uns dirão na primeira, outros dirão na segunda e outros ainda dirão que ela aparece nas duas linhas. Confirme esta informação e peça para que todos encontrem a palavra "mulher" nas duas primeiras linhas. Agora, peça para que expliquem como encontraram a palavra solicitada. Peça sempre que justifiquem as escolhas ("Por que você acha que é esta a palavra?"), pois essa intervenção convida os alunos a explicitarem o procedimento adotado para descobrir o que estava escrito. Em geral, os alunos adultos (e também as crianças) em fase inicial da alfabetização podem identificar o que está escrito por meio de índices gráficos, como o tamanho da palavra, a letra inicial ou final. 4ª etapa Volte à palavra "mulher" e pergunte aos alunos se eles já ouviram pessoas falando esta palavra de outras formas, como "muié" ou "mulé". Discuta com eles sobre as diferenças entre a língua falada e a língua escrita.
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    202 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 5ªetapa Distribua as cópias da letra completa. Se for possível, ouça a canção e convide os alunos a cantar. Caso contrário, leia a letra em voz alta e peça para que eles acompanhem a leitura, tentando ajustar o falado ao escrito. Conclua a atividade conversando sobre o tema tratado na canção. Avaliação Registre suas observações sobre a participação dos alunos: quais foram as pistas utilizadas para ler? Recorreram a palavras ou partes de palavras conhecidas, como por exemplo, o nome dos colegas da classe? Como justificaram as escolhas? Matemática Ano: 1° e 2º Tempo estimado 1 aula Conteúdo: Resolução de problemas com as quatro operações, Leitura, Interpretação de texto. Objetivo Geral: Desenvolver atitudes básicas de compreensão, identificando a ideia central explorando pormenores contidos no texto.
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    203 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ObjetivosEspecíficos:  Desenvolver o raciocínio lógico.  Ampliar a partir da leitura e escrita a capacidade de entender para a transformação critica cidadã.  Desenvolver a capacidade de escuta,  Expressar suas ideias e opiniões de forma oral e escrita para aprimorar sua capacidade comunicativa. Material: Atividades xerocadas e papel sulfite. Desenvolvimento: Será entregue a cada aluno uma cópia dos problemas. Em seguida serão organizados pequenos grupos. Onde será entregue a eles as respostas apresentadas pelas duplas para que discutam os caminhos empregados e os resultados. Eles deverão perceber qual é o mais fácil e determinar o que apresenta a melhor adequação. Na aula seguinte, será feita uma leitura do texto “A escola da bicharada” juntamente com a turma, logo após os alunos irão produzir um texto a respeito do texto apresentado. Avaliação: Os alunos serão avaliados, através da participação perante os conteúdos apresentados.
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    204 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONCLUSÃO Aoterminar o estágio que desenvolvi na Educação de Jovens e Adultos (EJA), pude perceber aspectos de grande relevância para a minha formação enquanto estudante do Curso de Pedagogia que poderá também desenvolver suas práticas nessa modalidade de ensino, tão cheia de particularidades. Um ponto importante que observei nesse estágio foi o olhar para evasão escolar. A evasão no CIEJA foi resolvida com um horário flexível, aonde os alunos vão de acordo com o horário que podem, podendo assim conciliar trabalho e outros afazeres. A maior parte dos estudantes alega ser bastante viável por causa do horário flexível e do respeito ao tempo de aprendizagem ser individual, pois no ver deles o ato de trabalhar o dia inteiro e ainda ter que estudar pela noite, por isso falta às aulas e às vezes desmotivam e evadem da escola normal, ele ainda tem um tempo reduzido de 2 horas e 15 minutos e o ato de ter a garantia de uma refeição saudável também colabora para o desempenho deles. Muitos estudantes do sexo feminino, abandonam a escola pelo motivo de que os maridos não aceitam que estude, afirmando que está indo a escola em busca de namorados. Outro ponto forte que leva o estudante da (EJA) a deixar a escola é a não aprendizagem, e isso está ligado diretamente às metodologias que o professor desenvolve a formação do professor e principalmente a uma inexistência de uma Política Educacional delimitando com clareza o fazer pedagógico nas classes de Jovens e Adultos, fatores institucionais baseadas na escola, tal como métodos de ensino inapropriados, currículo e as Políticas Públicas para a Educação (AQUINO 1997, P 13). Esse fato foi superado pelos alunos do CIEJA – Campo Limpo, pelo horário e disciplina flexíveis, além da pedagogia flexível, que analisa as necessidades dos alunos individualmente. Findando este estágio na (EJA) percebi a importância de um trabalho com projeto, no entanto esse projeto tem que ser significativo, onde possa perceber que ele está para essa classe, desfavorecida historicamente, e que precisa ter suas estruturas restabelecidas com dignidade e respeito. Não cabe mais, olharmos para uma modalidade de ensino pensando em ensinar a silabar palavras soltas, onde não atribuía valor social, cultural. A classe de Educação de
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    205 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Jovense Adultos tem que ser respeitada, honrada por ter principalmente em seu corpo pessoas idosas, trabalhadores desfavorecidos em outrora por algum motivo social, familiar ou financeiro que desestruturou o caminhar na escola desses cidadãos, essa defasagem precisa ser corrigido, amenizada, reestruturada de alguma forma ou maneira, no entanto não da mais para ensinar nessa modalidade que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho (FREIRE, 1991, P 18). Uma prática e práxis envolvente têm que acontecer, o letramento é fundamental, a alfabetização matemática tem que ser inserida no cotidiano escolar como ela está no dia-a-dia envolvida no âmbito familiar dos estudantes. Para tanto é fundamental que os professores sejam capacitados nessa modalidade de ensino, conhecer o histórico da (EJA) e perceber como é fundamental o trabalho com essa modalidade. O professor regente da turma tem que esta sempre com essa pergunta na cabeça: Quem são os estudantes da (EJA)? O que eles querem e precisam aprender? Partindo desse ponto, desenvolver atividades consistentes a sanar este déficit, partindo de textos com expressão cotidiana. Não podemos falar do lixo na cidade de São Paulo, antes de ter refletido sobre o lixo que produzimos em nossa casa. Para onde ele vai? O que pode ser feito com ele e que tipos de doenças eu e minha família pode ter se não o colocar em lugar adequado. “... Em um grau muito mais elevado do que as crianças os adultos já dispõem de um amplo universo de conhecimentos práticos e concepções mais ou menos cristalizadas sobre diversos aspectos da realidade social e cultural. Em relação a esse ponto, o desafio seria identificar a natureza desses conhecimentos práticos e desses supostos estilos cognitivos próprios, e investigar de que modo poderiam ser mobilizados para as aprendizagens tipicamente escolares, ou, em outra perspectiva, de que maneira os conteúdos da escola deveriam ser modificados para se adequar a esse modo de pensar próprio que os jovens e adultos desescolarizados já teriam forjado ao longo da vida”. (RIBEIRO, 1999 P 191). Sendo assim, atribuir uma política forte de Educação, voltada a adequar os conteúdos da escola os modificando para esse seguimento. Pude ver que a escola de forma que o currículo oculto é trabalhado junto com o currículo comum
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    206 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL dasdisciplinas e que as atividades sejam dentro da mesma temática, das oficinas dos projetos, realmente é que os textos, atividades, exercícios etc. Tenham significado na busca da formação do cidadão critico, autônomos e livres. Observei também que a participação da comunidade no local é muito ativa, a solidariedade é presente, não só em relação aos idosos, mas também com os alunos especiais (Físicos ou Mentais), além dos jovens que por algum motivo não tiveram a oportunidade de estudarem no tempo certo. O local é mais que uma escola, apesar do pouco tempo de aula, parece um lar onde o respeito, a solidariedade, a responsabilidade, o compromisso estão presentes a todo o momento, a própria estrutura é diferente das escolas tradicionais, pois é uma casa enorme que foi adaptada. A grande dificuldade é por se tratar de um terreno acidentado, uma espécie de morro que dificulta a vida dos alunos com dificuldades físicas, mesmo com as devidas adaptações, porém essa dificuldade é superada pelo acolhimento e carinho com que todos são tratados. E não possui quadra de esporte, utilizando uma quadra de outra escola.
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    207 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL BIBLIOGRAFIA AQUINO,Júlio Groppa. O mal-estar na escola contemporânea: erro e fracasso em questão. AQUINO, J. G. (Org.). In: Erro e fracasso na escola: alternativas teóricas e práticas. 4. ed. São Paulo FREIRE, Paulo. Conscientização: Teoria e pratica. São Paulo: Cortez & Moraes.
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    208 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADEASSOCIADA BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA Cirlei Aparecida dos Santos ESTÁGIO SUPERVISIONADO EJA-ALFABETIZAÇÃO FOTOS DA ESCOLA São Paulo 2015
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    213 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL DECLARAÇÃODE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO Declaramos que o Sr(a). Cirlei Aparecida dos Santos, RG 24.580.815-2, estudante do curso de Pedagogia Plena realizou o estágio na escola CIEJA- Campo Limpo, no EJA alfabetização módulo I e II, sendo que cumpriu 23 horas e 45 minutos no módulo I e 9 horas no módulo II, no período de 31/08/2015 a 08/09/2015, cumprindo o total de 32 horas e 45 minutos de estágio. São Paulo, 08 setembro de 2015. _______________________________ Passar para papel timbrado da escola
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    214 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares São Paulo 2015
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    215 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Introdução AsAtividades Complementares fazem parte da grade curricular Do curso superior de pedagogia da Faculdade Brasil. Estas atividades são consideradas como uma complementação às atividades didático-pedagógicas desenvolvidas em sala de aula, relacionadas à ampliação da formação acadêmica, profissional, cultural e social do discente. Em um primeiro momento será descrito as aulas da grade curricular que é primordial para que tenhamos um bom desenvolvimento no decorrer dos cursos e posteriormente possamos a vir a ser um profissional competente e conhecedor das técnicas e outros assuntos que só acrescentam ao nosso dia-a-dia como profissionais. Parte desse estágio é basicamente no interior da E. E. Messias freire, onde é mantido um projeto de Cinema (“Filme no Intervalo”), esse projeto faz parte do cotidiano da escola e vem atraindo cada vez mais alunos que estão trocando o intervalo no pátio para poderem assistir 15 ou 20 minutos de filmes ao dia. Além dos filmes serão acrescentados, cursos, projetos e leituras de livros que fiz principalmente as, que, utilizei para desenvolver meu TCC “Escola e Família – Parceria Necessária”.
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    216 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares FICHA DAS AULAS DA GRADE CURRICULAR São Paulo 2015
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    218 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares RELATÓRIO DAS AULAS São Paulo 2015
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    219 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Relatóriodas aulas Educação Infantil – 27/04/2014 A educação infantil é o período que vai do 0 aos 5 anos de idade. É divida em três ciclos como segue:  Educação Maternal – de 0 a 2  Educação Infantil I – de 2 a 4 anos e  Educação Infantil II – de 4 a 5 anos. Obs.: Nome desses períodos varia de escola para escola ou sistema É considerada muitas vezes como uma etapa menos importante do ensino, no entanto é comprovada por especialista como a "base" do estudante, é a fase mais importante, porque trabalha a formação inicial que será levada para a vida toda, bem estruturada poderá enfrentar as adversidades da vida de forma muito melhor. Durante esse período a criança deve ser conduzida pelo professor de maneira lúdica, pois dessa forma ela aprende a se situar no espaço da escola e da sala de aulas, desenvolver a coordenação motora, a linguagem a sociabilidade, entram em contato com a leitura, escrita, ciências, matemática e artes, principalmente. Principais aspectos a serem incentivados: 1. Coordenação motora Durante a educação infantil, o aluno desenvolve as coordenações motoras grossas e finas. Com a primeira, a criança é capaz de localizar as diferentes partes do corpo, bem como situá-lo no espaço, controlar a velocidade do andar e saber alguns conceitos conceitos como "em cima/embaixo", "esquerda/direita" e
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    220 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL "frente/trás".O professor através de brincadeiras Lúdico deve aumentar esse universo progressivamente. 2. Letramento Durante esse período a crianças aprende entra em contato com a escrita, aprende conceitos, como são as letras. Muitas crianças já saem sabem do ler e escrever, que não é uma obrigação, pois cada criança tem seu tempo, no entanto é aceitável que a criança desenvolva a alfabetização nas séries iniciais do ciclo I. O professor deve envolver a criança com o mundo das letras, contando histórias, trabalhando dramatizações e as colocando em contato com livros infantis. Durante esse período a criança deve ter liberdade e brincar muito, pois o ato de brincar a faz aprender diversos conceitos e sociabiliza. 3. Conteúdos Ciências, matemática e artes, dentre outros, deve ser trabalhados com crianças, desde que sejam adaptados para sua idade e sejam dados de forma lúdica. É importante que o professor preste atenção nas brincadeiras não dirigidas, para ir colocando conceitos sobre esses assuntos em um outro momento, a brincadeira não dirigida é o momento em que a criança faz suas próprias regras e descobertas, além domais elas aprendem com os próprios erros , pois passa a questionar por ela mesma o que é certo ou errado e mais adiante quando o professor trabalhar o assunto muitas já são capazes de questionar e até tirar dúvidas. 4. Participação dos pais O professor deve sempre manter o pais cientes das atividades desenvolvidas pelas crianças, segundo especialista não há uma separação de criança, lar e escola, portanto um é continuidade de outro e devem se complementar. Existem escolas que não aceitam a presença dos pais mais é recomendável que estejam sim presentes e conheçam profundamente a escola para poder interagir com os ensinamentos da escola e a escola conhece os deles.
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    221 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Conclusão Aeducação infantil é uma fase muito importante do aprendizado, pois é o momento que a criança recebe estímulo que deverá para a vida toda. Durante esse período devemos levar em conta a disposição da criança de se sociabilizar e acrescentar experiências às que existem na escola. Nesse período as crianças são muito curiosas e faz muito questionamentos sobre Deus, a realidade, a verdade, o conhecimento, o cosmos, o ser humano, a ética, o direito, a vida, a morte e a história. E os professores devem estar preparados para levar um entendimento a eles de uma forma a não frustrá-las. O Papel do Intérprete de LIBRAS A profissão de intérprete de LIBRAS (existe uma movimentação da comunidade surda organizada em âmbito nacional, no sentido de que a LIBRAS seja reconhecida oficialmente como língua) ainda não está regulamentada e poucos são os municípios que a reconhecem. Por outro lado, não existindo formação específica, é reduzido o número de pessoas habilitadas para exercer essa função que passou a ser desempenhada por familiares, amigos ou profissionais com longo tempo de convívio com surdos. Os intérpretes devem ter fluência na Língua Brasileira de Sinais, assim como ela é usada pelas pessoas surdas e ter também boa fluência em Língua Portuguesa. Geralmente, intérpretes com nível de escolaridade alto têm melhores condições de produtividade. A atuação dos intérpretes deve estar centrada no atendimento a todas as pessoas surdas que necessitam romper os bloqueios de comunicação com o objetivo de integrar surdos e ouvintes, facilitando a comunicação entre ambos. Frequentemente, os intérpretes são solicitados para intermediar a comunicação de surdos e ouvintes em encontros, reuniões, cursos, palestras, debates, entrevistas, consultas, audiências, visitas, etc., além de participarem do processo de integração escolar do aluno surdo.
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    222 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Apresença do intérprete de LIBRAS x Português e vice-versa, em sala de aula, tem aspectos favoráveis e desfavoráveis que precisam ser observados. Aspectos favoráveis:  O aluno surdo aprende de modo mais fácil o conteúdo de cada disciplina;  O aluno surdo sente-se mais seguro e tem mais chances de compreender e ser compreendido;  O processo de ensino-aprendizagem fica menos exaustivo e mais produtivo para o professor e alunos;  O professor fica com mais tempo para atender aos demais alunos;  LIBRAS passa a ser mais divulgada e utilizada de maneira mais adequada;  O aluno surdo tem melhores condições de desenvolver-se, favorecendo inclusive seu aprendizado da Língua Portuguesa (falada e/ou escrita). Aspectos desfavoráveis  O intérprete pode não conseguir passar o conteúdo da mesma forma que o professor;  O aluno não presta atenção ao que o professor regente diz, porque está atento ao intérprete;  Há necessidade de pelo menos dois intérpretes por turma porque a atividade é exaustiva;  Os demais alunos ouvintes podem ficar desatentos, porque se distraem olhando para o intérprete;  O professor regente pode sentir-se constrangido em estar sendo interpretado;  O professor não interage diretamente com o aluno;  Assim sendo, é necessário que professor regente e o intérprete planejem suas funções e limites. Compete ao professor regente:  Liderar a classe;  Ordenar o processo de ensino-aprendizagem;  Resumir suas aulas no quadro;  Avaliar o aluno.
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    223 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Competeao intérprete:  Interpretar somente;  Não explicar o conteúdo. Sugere-se que ambos, professor e intérprete, sejam funcionários da mesma escola, para que tenham tempo para coordenar suas ações. Conclusão A integração do aluno surdo é um desafio que deve ser enfrentado com coragem, determinação e segurança. A decisão de encaminhar um aluno para a classe de ensino regular deve ser fruto de um criterioso processo de avaliação. Finalmente, deve-se ter clareza que essa integração não passa exclusivamente pela sua colocação na turma com crianças ouvintes. A verdadeira integração implica em reciprocidade. A criança surda poderá iniciar seu processo de integração na família, na vizinhança, na comunidade, participando de atividades sócio-recreativas, culturais ou religiosas com crianças e adultos “ouvintes” e dar continuidade a esse processo na escola especial ou regular, de acordo com suas necessidades especiais. Garantir ao aluno surdo um processo de escolarização de qualidade é fator fundamental para sua integração plena.
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    224 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Corpoem Movimento Arte e Educação – 25/05/2014 1. Trajetória, avanços e desafios do teatro-educação no Brasil. Os entendimentos e finalidades para a escolarização, que se concretizou devido à possibilidade de coesão social Essa modalidade surgida em período mais recente, é vista como uma forma de superar do ensino tradicional, para a sociologia da educação, para a psicopedagogia e para multiculturalismo, esses trabalhos contribuem para o avanço das propostas teóricas e todas as metodologias de ensino, pois possibilita aos educadores entrar em contato com o desenvolvimento cultural dos alunos, é uma estratégia para compreensão da modernidade. Desde o período colonial o teatro vem sendo utilizado como instrumento educativo, embora À época da implantação da educação artística não existiam mais de 30 cursos superiores nas diversas áreas, quase todos em âmbito de bacharelado, sendo a maioria de artes plásticas; hoje, há cerca de 350 cursos superiores, sendo que mais de 100 referem-se especificamente a licenciaturas. A ação dos padres jesuítas tenha se limitado à catequese, face à impossibilidade de uma atuação mais rigorosa, em termos quantitativos e qualitativos, nas escolas de aprender a ler e contar. 2. Os jogos dramáticos e o desenvolvimento infantil: Pensando na prática docente Este trabalho concebe a criança como um ser ativo que constrói o seu próprio conhecimento, no qual a ação é regida pela necessidade e pelo interesse. O interacionismo entende que o desenvolvimento e a aprendizagem acontecem por meio da interação entre o indivíduo e o meio no qual está inserido, sugerindo um modelo epistemológico relacional, opondo-se as visões inatista, racionalista e ambientalista empirista no que se refere ao desenvolvimento e aprendizagem humana. Para Piaget, todos os indivíduos nascem com um mesmo potencial que os habilita a conhecer. Porém, as condições culturais e materiais podem ou não interferir no trabalho de suas potencialidades e na sequencia
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    225 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL interativado percurso do desenvolvimento cognitivo que estão biologicamente capacitados. Dentro desta perspectiva, a aprendizagem escolar é compreendida como um processo construtivo de caráter social, interpessoal e comunicativo. 3. O Corpo e a Arte, uma Abordagem Sociológica do Fenômeno da Representação do Corpo na Cultura Contemporânea. A problemática da arte e do movimento que aqui se enuncia sobre os usos do corpo e suas representações na arte contemporânea, através da análise do fenômeno da representação do corpo na obra destes dois artistas, releva de preocupações teóricas e científicas que surgiram quer no discurso da arte, da política, da medicina, da saúde, da moda, da tecnologia ou da estética, e que se fundamentaram como forma de dar resposta ao problema do humano enquanto ser físico, social e cultural, numa tentativa humana de superação dos próprios limites corpóreos. O problema da representação, enunciado pela lógica desconstrutivista pós- moderna, que defendia que toda a representação é mediada pela linguagem, mas que esquece ou ignora que esta é um produto humano, é deste modo ultrapassado pelo lugar de mediação que o indivíduo ocupa no mundo, por um lado dado, por outro construído, e que se expressa tanto numa condição corpórea que engloba a incorporação de normas e valores, mas também a descorporação destes valores, regras e padrões conceituais expressos nos usos que se fazem do corpo. Conclusão A arte dramática como técnica de aprendizagem existe há muito tempo na educação, é a forma com que o professor mais se aproxima da cultura dos alunos e pode levar o conhecimento o colocando próximo a uma realidade social, escrita e verbal. Além do mais trabalha o corpo. Na pedagogia atual é muito importante especialmente na educação infantil e durante toda educação. Na educação
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    226 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL infantile no ciclo I professor pode trabalhar peças ligadas a animais, brincadeiras, música e, livros da literatura infantil, outra mais ao mesmo tempo em trabalha conceitos trabalha expressão corporal, comportamento humano, disciplina, audição, fala escrita, enfim é suma importância paro aprendizado e desenvolvimento saudável em todos os sentidos.
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    227 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL LínguaPortuguesa - Conteúdo e Metodologia de Língua Portuguesa – 29/06/2014 A vida em coletividade exige que cada indivíduo esteja apto para compreender os demais e fazer-se entender por eles. O domínio da linguagem é necessário na maior parte das atividades da existência que implicam contato, intercâmbio, a compreensão mútua que conduz ao entendimento à colaboração. É muito evidente que, no decurso desses intercâmbios, oriundos dos problemas mais imediatos e imperiosos às conversações ou discussões que tratam de questões difíceis e delicadas, aquele ou aqueles cuja linguagem é mais rica, que utilizam sua língua com as suas peculiaridades e maior facilidade, têm uma vantagem determinante sobre seus interlocutores e a possibilidade de fazer valer e triunfar seus pontos de vista. O ensino de língua materna nos anos iniciais do Ensino Fundamental I tem se restringido, em grande parte, ao ensino de definições e regras oriundas da gramática normativa, na perspectiva de que os alunos "aprendam" a analisar a língua (escrita), ao invés de se habilitarem a um bom desempenho linguístico, o que implicaria serem capazes de se expressar bem verbalmente (utilizando a modalidade oral e escrita) e de interagirem satisfatoriamente no ato comunicativo. Para Celestin Freinet, do ponto de vista técnico, a escola tradicional girava em torno da matéria a ser ensinada e dos programas que fixavam essa matéria e a ordenavam. A organização escolar, os professores modernos e os alunos tinham que se submeter a essas exigências. A escola moderna gira em torno da criança, membro da comunidade. De suas necessidades essenciais, em função das necessidades da sociedade em que vive, derivarão as técnicas - manuais e intelectuais - que terá que dominar a matéria a ser ensinada, o sistema da aquisição, e as modalidades da educação. Trata-se de uma verdadeira virada para uma pedagogia racional, eficiente e humana, que deve permitir à criança chegar com o máximo de energia a seu destino de homem. Consideramos nessas duas afirmações, a nosso ver complementares, a razão de ser de uma escola funcional, tendo em seu bojo um objetivo social e utilitário para o ensino de língua, destacando a valorização desse ensino, e destacando, ainda que ele condiciona, na verdade, todo o processo de construção
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    228 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL doconhecimento da criança, o que equivale a dizer que ele é indispensável para ampliar o horizonte de possibilidades de incursões em qualquer área desse conhecimento. Nesse sentido, acreditamos que, através de uma reflexão sobre a sua prática pedagógica, o professor poderá melhorar o seu desempenho e, consequentemente, o desempenho de seus alunos. Espera-se que ele atue, nesse nível de ensino, como um mediador que favoreça a ação da criança na construção do seu conhecimento. Considerando-se a escola numa outra perspectiva, uma escola centrada na criança, pode-se vislumbrar qual seria o seu papel. Girando em torno da criança, enquanto membro de uma comunidade, daí ela derivaria a matéria a ser trabalhada, a sua forma de aquisição e as modalidades da educação, ou seja, a partir das necessidades essenciais da criança, para construção do seu conhecimento, em função das necessidades da sociedade em que ela vive. Saber organizar as ideias, interagir com o outro utilizando a língua, oral ou escrita, é habilidade que dispensa a rigidez de definições e regras, em geral falhas ou restritivas, impedindo muitas vezes a própria compreensão dos fatos linguísticos. É a gramática da língua, verificado o seu funcionamento, que merece ser melhor aproveitada e explorada na escola visando à melhoria do ensino de língua. Além disso, vale ressaltar que o problema do ensino de língua não pode ser isolado do processo educativo. Ele reflete, pela sua importância, e em sendo a língua uma das formas de expressão de um povo, todo o problema do nosso sistema educacional. Conclusão A atitude e o trabalho do professor na sala de aula refletem toda a sua compreensão da realidade social e a relevância por ele atribuída ao seu papel na sociedade, enquanto agente de mudança. Em consequência, ele pode não permitir que a sua sala de aula seja um objeto à parte, totalmente desarticulada do contexto a que pertence.
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    229 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Poroutro lado, acredito que a interação da escola com a sociedade só poderá acontecer na media em que as mudanças que ocorrerem na sociedade encontrem respostas em mudanças na própria escola, e que as soluções dos problemas de uma possam concorrer para as soluções dos problemas da outra. Vale ressaltar que, se considero ser fundamental uma mudança na escola, temos de reconhecer que o professor é peça fundamental nessa mudança. E em se tratando do professor de língua, entendemos que ele tem um papel relevante no processo.
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    230 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Psicologiado Desenvolvimento e aprendizagem - 31/08/2014 Psicologia do desenvolvimento surgiu como uma ferramenta essencial para a compreensão do comportamento humano, pois ela estuda o desenvolvimento do indivíduo e as mudanças que este sofre em todos os aspectos de sua vida, tanto no aspecto físico, como no intelectual, emocional e no social. Esta serviu como base para a psicologia da educação, pois esta se utilizou dos conhecimentos propostos pela psicologia do desenvolvimento para melhorar o processo de ensino. Então a psicologia do desenvolvimento identificou o comportamento humano em cada estágio da vida e possibilitou à psicologia da educação, de propor práticas pedagógicas que atentem para cada fase e possibilite um melhor aprendizado ao aluno, resultando consequentemente, na melhoria do processo educacional. Ambas as vertentes da psicologia, dão suporte ao professor para que este melhor desenvolva sua prática em sala de aula, visto que ele torna-se conhecedor dos estágios de desenvolvimento que os alunos passam, então ele pode propor atividades que venham facilitar o processo de aprendizagem de seus alunos. A teoria psicogenética de Piaget esteve mais voltada para a questão do desenvolvimento do que para a própria educação. Por isso ele não propôs um modelo de ensino e nem materiais pedagógicos, para que o professor pudesse aplicar em sala de aula, a fim de atingir o interesse de todos os alunos, entretanto, ele ofereceu esclarecimentos sobre o modo de pensar e racionar que o indivíduo apresenta em cada estágio da vida. Piaget acredita que a capacidade de raciocínio não depende nem do ambiente nem de um fator hereditário. Segundo ele, a cada estágio completado, o indivíduo, adquire novas capacidades e constrói seu próprio conhecimento, a partir de suas descobertas, quando em contato com o mundo e com os objetos. Então em sua teoria, ele afirma que o desenvolvimento se dá de dentro para fora, ou seja, o individuo já apresenta uma pré-disposição em só receber estímulos exteriores, como o conhecimento, se ele estiver maduro, preparado para recebê- lo. Ex: Se você ensinar a uma criança de um ano, noções de matemática, ela não irá entender, porque a capacidade de raciocínio que ela detém, ainda é
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    231 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL insuficientepara isso. Segundo, Piaget o processo de aprendizagem deve seguir o processo de desenvolvimento do indivíduo. Então, Piaget defende que o professor não deve exercer o ato de ensinar, se limitando apenas a transmitir conteúdos, mas deve favorecer a atividade mental do aluno. Isto é, ele deve observar o aluno, identificar adequadamente o estágio de desenvolvimento que este se encontra, investigar quais os conhecimentos prévios que este apresenta, quais são seus interesses, para a partir daí, aplicar metodologias, que estimule-o e possibilite-o de construir seus conhecimentos. Vygotsky em sua teoria posiciona contrário à Piaget. Segundo ele, o desenvolvimento se dá de fora para dentro, isto é, o indivíduo só se desenvolve porque aprende, e nesse processo de aprendizagem o meio em que o individuo está inserido atua influenciando diretamente no desenvolvimento deste. Para Vygotsky, todo aprendizado é necessariamente mediado, ou seja, se dá devido uma interação, entre o indivíduo e o meio social, com um ser mediando esta relação. Ex: Uma criança pode nascer com condições fisiológicas para falar, mas para desenvolver a fala precisa aprender com os outros. Ex: Um índio que nasceu e viveu em uma aldeia, onde a prática do canibalismo entre pessoas (antropofagia) é comum, se ele se deslocar para a nossa cultura sem que seja notificado que está prática é crime em nossa sociedade, ele certamente vai praticá-la, porque no processo de seu desenvolvimento ele conviveu em um meio em que isto era normal. Então Vygotsky defende que o professor deve atuar como mediador entre o aluno, os conhecimentos que este aluno possui e o mundo. Então é através da interação entre aluno-professor e aluno-aluno, (mediadores mais experientes) que o indivíduo adquire a capacidade de desenvolver algo, que sozinho não conseguia. É um processo interacional de cooperação, que resulta em um bem maior. É o que Vygotisk defende que é possível desenvolver muito mais habilidades no coletivo do que no individual. Henri Wallon não despreza as teorias de Piaget e Vigostik. Segundo ele o desenvolvimento se dá tanto de dentro para fora (condições de amadurecimento) quanto de fora para dentro (condições do meio).
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    232 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ParaWallon, a ação do professor não pode ficar limitada aos livros, ela deve abranger às atividades práticas - jogos e dinâmicas - que desenvolvam não só os aspectos físicos como também os psicológicos. É certo que na atualidade muitos educadores, tanto dentro quanto fora das salas de aula, desconhecem a importância do fator psicológico na aprendizagem. Eles cometem graves erros quando desassociam aprendizagem e desenvolvimento: Ex: Eles não levam em conta em que estágio o aluno está, tomam um critério de desenvolvimento como algo imutável, deduzindo que todos os alunos devem atingir determinado patamar ao mesmo tempo, ou com a mesma idade, esquecendo que isso é relativo e muda de pessoa para pessoa. Não usam o lúdico (jogos, atividades práticas). Agem como donos do saber, educação autoritária pautada apenas na transmissão de conteúdos. Então é essencial que o professor tenha a base teórica de sua disciplina, entretanto não deve se restringir a isto, ele deve utilizar-se dos conhecimentos psicológicos para identificar a especificidade de cada aluno, a fim de desenvolver metodologia as de ensino que beneficiem a todos. Conclusão As diferenças entre Piaget e Vygotsky parecem ser muitas, mas eles partilham de pontos de vista semelhantes. Ambos entenderam o conhecimento como adaptação e como construção individual e concordaram que a aprendizagem e o desenvolvimento são autorregulados. Discordaram quanto ao processo de construção, ambos viram o desenvolvimento e aprendizagem da criança como participativa, não ocorrendo de maneira automática. Estavam preocupados com o desenvolvimento intelectual, porém cada um começou e perseguiu por diferentes questões e problemas. Enquanto Piaget estava interessado em como o conhecimento é construído, e com isso, a teoria é um acontecimento da invenção ou construção que ocorre na mente do indivíduo, Vygotsky estava interessado na questão de como os fatores sociais e culturais influenciam o desenvolvimento intelectual.
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    233 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Tecnologiada Informação e Comunicação – 28/09/2014 O professor e as novas tecnologias As novas tecnologias podem ser utilizadas para obter novos conhecimentos de um “saber como fazer”, criando autonomia nos educandos tornando-os leitores e escritores críticos e colaboradores com a sociedade sendo denominada então uma tecnologia colaborativa. Ao se trabalhar com esta tecnologia, Kenski constata que: “a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos”. (KENSKI,1996) Aprender e fazer são indissociáveis segundo Gadotti (2000) o educador tem que saber trabalhar coletivamente, ter iniciativa, ter intuição, saber comunicar-se e resolver conflitos, estas são qualidades humanas que se manifestam nas relações interpessoais mantidas entre professor/aluno. As novas tecnologias presentes na sala de aula De acordo com Cavalcante (2013), sabemos que nos dias de hoje o mundo da tecnologia é essencial, trazendo facilidades e diversidade de informação. Colocar as tecnologias nas escolas é de fundamental importância para que se tenha contato com o mundo. Para ter uma educação de qualidade, implica em ter acesso a vários campos de aprendizagem como, por exemplo, atividades voltadas ao interesse diário. O computador que é um recurso fundamental, necessário e oferecer condições de aprendizagem, o interesse em aprender é fundamental, mais a estrutura e a infraestrutura das instituições escolares são essenciais para atingir o conhecimento, ou seja, sem computador não há aprendizagem sobre um conhecimento direcionado. Não basta instalar máquinas potentes nas escolas, e não ter paixão ou motivação por aprender e ensinar com as tecnologias. Todos devem ter papel ativo de quem aprende e de quem ensina desenvolvendo as capacidades cognitivas. Cabe ao professor mediar e articular o processo de construção de
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    234 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL conhecimento.A internet pode ajudar o professor para melhorar sua aula, ampliar as formas de lecionar, modificar o processo de avaliação e de comunicação entre alunos e professor. Nesse contexto Moran (2006) relata que o grande avanço neste campo da preparação de aula está na possibilidade de consulta a colegas, conhecidos e desconhecidos, a especialidades, de perguntar e obter respostas sobre dúvidas, métodos, materiais, estratégias, de ensino-aprendizagem. O professor amplia-se, sendo não apenas responsável por coletar a informação, mas também por trabalhá-la, escolhê-la, confrontando visões, metodologias e resultados. Ensinar é também selecionar e organizar as informações de conhecimento, sendo assim, mais uma vez, a função do professor como fundamental para direcionar as pesquisas e para transformar os alunos em pesquisadores ativos. Aprender a pesquisar é também selecionar a melhor forma de adentrar aos conhecimentos. Aprendendo o que é adequado aos alunos e distingui-los a cada faixa etária, formando um parâmetro para definir o que irá apresentar para desenvolver um bom trabalho. Segundo Pierre Lévy (2000), as tecnologias, assim chamadas por não serem simples instrumentos, mas por influírem no processo cognitivo do indivíduo, vão ser os parâmetros utilizados nessa busca de compreensão da estrutura caótica social. Essas tecnologias sempre estiveram presentes nas sociedades contemporâneas e, de certa forma, influenciam na percepção e na conceituação da sociedade e, de certa forma, influenciam na percepção e conceitualização do mundo. É notório dizer que, a presença das novas tecnologias nas mais diversas esferas da sociedade contemporânea é imprescindível, orientar os docentes para o uso das novas tecnologias de comunicação e desenvolvimento contínuo, quanto na sua prática em sala de aula, se faz imprescindível. Essa urgência se deve, não apenas, no sentido de preparar as pessoas para usufruí-la, mas especialmente, para prepará-los como leitores críticos e escritores conscientes das mídias que servem de suporte a essas novas tecnologias de informação, Não basta ao cidadão, hoje, só aprender a ler e escrever textos na linguagem verbal, os programas multimídias de computação, as Nets (sistemas http// e www), os códigos de barras e etc.
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    235 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Conclusão Aeducação nessa nova era não pode ficar para trás, cada vez mais as escolas se informatizam e acompanham o crescimento tecnológico do mundo contribuindo para a modernização do aprendizado, porém, deve-se ficar atento para que os computadores não realizem todas as tarefas dos alunos impedindo que criem autonomia e desenvolvam todo o seu potencial. Para que haja uma mudança metodológica em relação ao uso de novas tecnologias, professores e alunos devem ter acesso a essas (TICs), e a escola é o espaço na qual deve promover a formação continuada de seu corpo docente. A escola tem um papel importante no aprendizado assim como o educador, que deve acompanhar a nova cultura atual e desenvolver novas formas pedagógicas de ensinar.
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    236 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Históriae Geografia – 30/11/2014 Geografia O ensino de geografia nos anos iniciais do ensino fundamental, fornece subsídios para que a criança se situe em seu lugar de vivência, por meio da apreensão da paisagem que ela pode observar. Aprender a se relacionar socialmente com outras pessoas de diferentes faixas etárias, ampliando a noção de espaço. Buscar a organização de sua experiência e expectativa para com o território em que vive. A natureza onde a ação dos indivíduos se faz notar nas formas de apropriação do espaço, como a produção da cidade e campo, a construção de vias, os movimentos de população, a produção de resíduos sólidos, os deslocamentos das pessoas para o lazer etc. A geografia, por meio de suas atividades de leitura de textos que tratam de suas temáticas, pode auxiliar na alfabetização e no letramento, favorecendo a ampliação do conhecimento do aluno. O estudo desta disciplina proporciona as crianças em seu nível de conhecimento sobre o lugar em que vivem, podendo fazer relações com outros lugares, pois elas convivem com ambientes (familiar e escolar), questionam e apresentam suas próprias concepções sobre a natureza e a sociedade. O que as crianças podem aprender no ensino de geografia  Observar  Descrever  Representar e construir explicações  Estimular a criança a observar e compreender as diferentes manifestações da natureza e a apropriação e transformação dela pela ação de sua coletividade, de seu grupo social.  Reconhecer semelhanças e diferenças nos modos de diferentes grupos sociais. Utilizar a observação e a descrição na leitura direta e indireta da paisagem, sobretudo por meio de ilustrações e da linguagem oral. Reconhecer no seu cotidiano, os referenciais espaciais de localização, orientação e distância de modo a deslocar-se com autonomia. Representar os lugares onde vivem.
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    237 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Existemalguns conceitos básicos que devemos introduzir na vida desse estudante: 1. LUGAR; deve ser compreendido na escala de vivência do aluno e na sua formação do horizonte mais próximo de suas práticas cotidianas, isto é, no seu percurso para a escola, por meio de suas brincadeiras, no território específico de sua residência. 2. PAISSAGEM; o que se descortina aos olhos do observador, seja ele o aluno ou o professor, permitindo visualizar as diferenças nas relações da sociedade com a natureza, diferenciando-se a cidade do campo e o estabelecimento industrial da via de circulação: as pessoas dos objetos fixos; os diferentes componentes da vegetação as ondulações do relevo etc. 3. ESPAÇO; o ambiente global de relações da sociedade e pode ser exemplificado pelo uso da telefonia, pela observação dos aviões em movimento, pelas fotografias que abrangem grandes áreas, pelas imagens de satélite na internet etc. 4. TERRITÓRIO; se traduz pelas relações de apropriação do espaço, como a propriedade (a casa) onde o aluno vive, as praças como espaços públicos etc. Os recursos didáticos Os livros são fundamentais, pois apresentam, além de informações precisas, imagens para leitura e exploração. Os mapas com representação de cidades e países, as matérias extraídas de jornais e revistas, as maquetes com material disponível nas casas dos alunos. Esses recursos podem ser usados em diferentes situações, ou seja, na sala de aula ou em ambientes abertos (por meio de músicas e desenhos), assim como na organização de diálogos com os familiares dos alunos. Partindo do pressuposto que a criança precisa aprender a ler, é levado em conta de que a leitura é antes de tudo, um objeto de ensino, é preciso ser sentido do ponto de vista do aluno. É preciso garantir condições para que as crianças aprendam os significados das palavras e das imagens. A linguagem por imagens e por desenhos é uma forma de comunicação que pode ser estimulada desde os anos iniciais de escolarização. A imagem tanto pode ser lidas como textos completos, quanto podem completar o sentido do texto verbal ou mesmo ilustrá-lo, estimulando o estudante a ativar o conhecimento prévio, mesmo que no nível do senso comum. Grupos temáticos
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    238 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Circulação e transportes: as crianças vão à escola e os diferentes meios de transportes utilizados, destacando as paisagens típicas das regiões do Brasil e as diversas necessidades cotidianas.  Mundo do trabalho: observação de diferentes profissões em diferentes tempos e lugares, mostrando-se locais de trabalho de cada profissional e como ele se comporta (seja bombeiro, médico, serralheiro, professor, bóia- fria, açougueiro etc).  Relações cidade-campo: permite mostrar, por meio das vivências das crianças, como se pode viver na cidade e fazer uma relação com o mundo rural para conviver com dinâmicas sociais diferentes. Através de comparação entre diferentes paisagens, modo de vida e consumoe hábitos culturais, favorecendo assim o respeito á natureza. História é vida, não vida biológica, pura e simples, mas num sentido social; pensar, agir, sentir. Vida, neste sentido, são história e viver consequentemente é construir história. História História e conhecimento, sobre parte de nossa vida ou do que lembramos ou do que resistiu ao tempo, como uma foto, um vídeo, documentos de registros gráficos. A palavra história pode ser entendida como o conhecimento sobre nossa própria vida, configurado em narrativa histórica, concebido dentro de regras da história ciência ou de história disciplina escolar. O ensino de história se faz importante para a formação do cidadão, pois as crianças compreendem o passado a partir das referências do presente e fazem uma projeção para o futuro. Assim, tão importante quanto estudar conceitos, como colônia, escravidão e comunicação é fundamental fazer com que a criança se desenvolva, por exemplo, a noção de tempo cronológico. Ele precisa vivenciar a duração e o ritmo de uma determinada ação, compreender a diferença entre 3 séculos (os tempos coloniais) e 3 meses (o tempo que o separa das próximas férias). Objetivos e habilidades prioritárias para a história nos anos iniciais Partindo da idéia de que o conhecimento histórico nos dá a conhecer o nosso passado, construímos nossas identidades presentes e decidimos como agir. Essas decisões, sejam sobre as representações que fazemos a nós mesmos e dos que nos cercam, sejam sobre os caminhos que queremos trilhar, individual e coletivamente, são mediadas por informações fornecidas pelo conhecimento histórico, principalmente no interior da escola.
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    239 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Conhecer e Construir: conceitos de tempo, espaço, passado, história, fonte e interpretação, que viabilizem a compreensão dos atos, pensamentos e sentimentos dos homens através do tempo.  Reconhecer, comparar e relacionar: semelhanças e diferenças, permanência, transformações, relações sociais, culturais e econômicas e modo de vida.  Fazer uso: de instrumento de busca, de fontes de informação e de ferramentas de veiculação da informação em diferentes gêneros e suportes.  Criticar (atribuir valor): ações individuais e coletivas de grande significado social. Recursos didáticos O professor não é uma voz para transmissão de informações, mas ele tem aliado como atividades técnicas, linguagem e vários recursos onde se processam a transmissão do conhecimento. O ensino de história é contínuo e se faz necessárias atualizações de fontes, pesquisas, livros etc. Para isso temos revistas, manuais, dicionários e a própria TIC’s. A satisfação do aluno, o interesse, a auto-experimentação, o prazer da descoberta, o respeito aos conhecimentos prévios e as singularidades sócio culturais dos alunos, por exemplo, são noções pedagógicas bastante conhecidas que estimulam e orientam o emprego de variados recursos didáticos. Conclusão Geografia assim como a história tem um papel fundamental na educação Brasileira e que o currículo foi transformado durante os tempos, para que fossem adaptadas as realidades atuais. Os currículos devem se adaptar de acordo com as realidades locais e que os professores são os principais agentes dessa transformação e organizar curricular. Os processos de aula não devem ficar nos livros e no sistema tradicional de leitura e repetição, na busca do quando, onde e como, deve buscar uma educação para que o aluno possa vivenciar os processos de conhecimento e trazê-los para a sua realidade.
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    240 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Ngeografia o aluno deve compreender as melhorias nas condições de vida, compreender o espaço a vida, valorizar o patrimônio sócio cultural da sua região ou localidade, percebendo a natureza e a realidade onde se vive. Através da história deve conseguir identificar as relações sociais no seu próprio grupo de convívio, situar acontecimentos históricos, refletir sobre as transformações tecnologias, reconhecer e fazer leituras de documentos históricos e reconhecer diferenças sobre as relações do trabalho no passado, presente e no futuro. Para isso os professores devem entender que sua ação pedagógica não é neutra e que ele deve ser capaz de reconhecer, descrever, pesquisar e refletir sobre as ações e atividades exercidas nos alunos, para que essas escolhas sejam capazes de transformar o aluno, a escola e a realidade onde se vive.
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    241 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Conteúdoe Metodologia do Ensino de Matemática – 14/12/2014 São vários os questionamentos que surgem ao planejarmos o ensino da matemática nas séries iniciais, dentre eles, a maneira correta de se abordar as operações básicas, em que nível e, principalmente, como tornar esses conceitos utilizáveis na vida diária. A disciplina matemática, conhecida por sustentar-se num campo abstrato que exige um desenvolvimento maior das teias psíquicas, deve, aqui, tornar-se mais plausível e humana para que sua abstração seja possível por aqueles que começam a desenvolver os esquemas de saberes. É sabido que, todos, ao ingressar na escola, trazem consigo uma bagagem de saberes adquiridos no convívio familiar e também no social. Esses conhecimentos devem ser aproveitados, pois o seu descarte acarretará na quebra de esquemas mentais que com muito esforço foram construídos nas mentes das crianças a fim de dar-lhes sustentabilidade e possibilidades de compreensão do mundo ao qual estão inseridas. No que concerne à matemática esse pensamento de aproveitamento do saber extraescolar leva o nome de etnomatemática. É ela a responsável por coletar, selecionar, moldar e exteriorizar os conhecimentos culturais absorvidos pelos discentes ao longo da vida. Entre as várias problemáticas no ato de educar os pequenos está a formação do pedagogo. Os cursos de formação inicial em pedagogia, em sua maioria, não oferecem subsídios suficientes para suprirem a grande demanda apresentada pelas classes de aprendizes, além do mais, esses cursos sustentam- se numa plataforma de múltiplas teorias pedagógicas paralelas a uma grande escassez de práticas que auxiliem o futuro professor a postar-se corretamente diante das necessidades individuais dos alunos. Em relação à matemática, os cursos de formação em pedagogia tentam capacitar os futuros educadores à base de poucas explanações que levem-no a compreensão de sua história, teoremas, metodologias, bem como, de suas aplicações futuras. A educação matemática É evidente a necessidade de sérias mudanças concernentes ao ensino da matemática nas séries inicias – posteriores também. O profissional da pedagogia,
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    242 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL solitáriona busca por métodos de ensino que sejam capazes de fazer prosperar o aprendizado dessa disciplina cheia de tabus e complexidade, encontra como aliada a Educação Matemática. Esta veio para diagnosticar e corrigir erros seculares do ensino da matemática. Com muito mais didática e metodologias de ensino, a Educação Matemática dá suporte tanto ao pedagogo, quanto ao docente em matemática das séries posteriores tornando essa apropriação de saberes mais cômoda, humana, flexível e atingível. Nos cursos de especialização em Educação Matemática para Pedagogos encontrar-se-á uma grade curricular totalmente voltada para o ensino da matemática nas séries iniciais, suas maneiras de abordagens, metodologias contemporâneas e os novos pensadores da educação, pessoas engajadas na busca de um ensino que priorize o qualitativo e a igualdade de aprendizagem para todos. É bom que se diga que os cursos de formação inicial dos pedagogos, bem como, dos demais professores, não são os únicos responsáveis pela qualificação profissional desses indivíduos, mas também, é dever destes zelar pela continuidade da sua formação, pela atualização dos saberes e pela aplicação de seus conhecimentos. O bom profissional qualifica-se cotidianamente através da boa leitura, dos cursos de formação continuada, da pesquisa científica ou de qualquer outro meio enriquecedor da bagagem docente. A multiplicação e a divisão Existem muitas dúvidas, principalmente, na aplicação de alguns conteúdos matemáticos tidos como complexos. Exemplos clássicos disso, em se tratando das séries iniciais, são as operações de multiplicação e divisão. Quando será possível começar os estudos desses conteúdos? A partir de quando? A resposta pode ser assustadora para os tradicionalistas, mas esses conteúdos podem ser aplicados logo nos primeiros anos de ensino. Essa revelação é fruto de anos de estudo do psicólogo francês Gérard Verganaud em seu trabalho A Teoria dos Campos Conceituais. Vergnaud, que teve seu trabalho inserido no Brasil em 1980, contribuiu muito com a educação, não somente brasileira, mas mundial, revolucionando os pensamentos marcados pelo tradicionalismo e revelando novos horizontes às práticas educacionais.
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    243 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Devemoscompreender a multiplicação como indissociável à divisão, não devemos tratá-las como operações paralelas, uma vez que existe uma convergência entre si que torna clara a ideia de inverso. Vergnaud, em sua Teoria dos Campos Conceituais, dividiu a multiplicação, bem como, a divisão, em categorias. Outro fator importante a considerar, é que o aprendizado desses conceitos pode acontecer de várias maneiras diferentes, isto é, podemos apresentar o mesmo problema de múltiplas formas, invertendo a sua incógnita, até que se crie embasamento suficiente e o discente chegue a sua compreensão. O professor não deve causar a sua dependência no aluno, e sim, deverá criar possibilidades para que esse discente seja autônomo, capaz de solucionar os problemas de acordo com seus próprios caminhos, ser um aluno autossuficiente em relação a planejar, raciocinar e resolver. A cultura do aluno e o saber do professor Muito se discute sobre espaço e tempo escolar. Essas duas problemáticas, devido ao seu grau de complexidade, tornam a discussão ociosa e insolúvel, pois para se conseguir êxito nesse sentido, muitas forças devem se unir: poder público, família, direção escolar, alunos e professores e, só trabalhando conjuntamente, chegar-se-á a uma solução favorável. Muitas das vezes, por “falta de tempo”, o professor deixa para trás os saberes culturais que o seus alunos vivenciam diariamente, causando um prejuízo muito grande para a educação e para as mentes desses jovens aprendizes. A cultura popular trazida pelos alunos à escola faz com que o processo educativo seja enriquecido, dá mais possibilidades ao ensino, abre mais portas para o aprendizado, torna o aluno útil e faz permanecerem vivo os saberes comunitários acumulados ao longo das gerações. O docente, apoiado pelos demais atores da educação, deverá buscar os conhecimentos etnomatemáticos, por muitas vezes perdidos no vácuo, e preparar-se para receber as propostas e problemas de seus alunos adquiridos em suas vivências sociais. Além do mais, a valorização da cultura popular torna o educador mais embasado e competente para atuar no meio ao qual está inserido, visto que, só devemos ensinar aquilo que verdadeiramente sabemos.
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    244 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Conheçamoso assunto a ser ensinado e a realidade local e estaremos prontos para dar uma boa aula. Heterogeneidade das classes Há uma incumbência de todos os educadores, inclusive os das séries iniciais, que é a análise constante das turmas a fim de filtrar os problemas decorrentes dos processos de ensino e aprendizagem, diagnosticá-los e apresentar soluções cabíveis a cada momento. O professor deverá ter em mente a diversidade de sua classe: o saber cultural de cada aluno, suas crenças, seus credos e suas preferências sexuais e até mesmo, político-partidárias. Essas informações não servirão para fazer-se um julgamento individual dos discentes, mas contribuirá para manter-se o respeito unitário ou coletivo de toda classe, bem como, ajudará o professor a organizar suas aulas e planejar melhor o seus discursos. Sabemos que vivemos numa sociedade totalmente heterogênea e não cabe à escola fazer julgamentos condenatórios às escolhas de sua clientela, cabendo apenas o destrinchar dos assuntos em questão, seus prós e contras dentro de um sistema social que apesar de ser classificado como evoluído, mantem fortes raízes tradicionalistas conservadoras. Nessa ótica, preparar-se para receber uma classe totalmente divergente é um passo primordial para fazer funcionar um sistema de ensino voltado a alunos modernos, informatizados e totalmente práticos. Conclusão Conhecer os funcionamentos dos processos psicológicos da criança, a efetivação da aprendizagem nas séries iniciais, a valorização (não super) dos conhecimentos culturais, os momentos de aplicações dos diversos conteúdos, o tempo e o espaço escolar e a diversidade de mentes que se encontram em cada sala de aula, é pré-requisito para um ensino funcional, capaz de dar suporte as várias demandas sociais que buscam, diariamente, amparo resolutivo nas escolas.
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    245 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aeducação moderna não deve seguir um modelo pragmático de ensino. O professor deve proporcionar métodos inovadores, valorizar a qualidade do que é ensinado, manter-se sempre atualizado e jamais ter receio de expor ideias revolucionárias, mesmo que estas venham questionar teorias consagradas ao longo do tempo. O aprendizado do aluno e o reconhecimento do professor dependem de propostas nascidas no seio das discussões referentes às dificuldades educacionais, os modelos funcionais a seguir ou até mesmo sobre o que aprender para ser capaz de ensinar.
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    246 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Palestraexplicativa da Fies – 22/02/2015 O Francisco explicou os procedimentos dos do Fies e como conseguir o financiamento para professores atuante no serviço público do estado, entrando na Plataforma Paulo Freire - MEC. Passo a passo para solicitar o Abatimento: 1º Passo: cadastro ou atualização de dados do professor na plataforma Freire. O estudante/professor deverá acessar a plataforma freire e realizar seu cadastro, caso não possua. Depois deverá acessar o sistema, atualizar os dados pessoais e as atuações profissionais. 2º Passo: Solicitação no portal do SisFIES. O segundo passo é acessar o Sistema de Abatimento de 1% - Professor e efetuar o seu cadastro, informando os dados solicitados. No primeiro acesso, o estudante/professor informará CPF, data de nascimento, endereço de e–mail válido e cadastrará uma senha que será utilizada sempre que o estudante/professor acessar o sistema. Após informar os dados solicitados, o estudante/professor receberá uma mensagem no endereço de e–mail informado para validação do seu cadastro. Após a validação, o estudante/professor deverá acessar o sistema para solicitar o Abatimento. 3º Passo: Confirmação das informações Após concluir a solicitação de ABATIMENTO, o estudante/professor deverá aguardar a confirmação das informações de atuação profissional pelo(s) Secretário(s) de Educação. O Secretario terá um prazo, regulamentado pelo FNDE, para confirmar, ou não, a situação do estudante/professor. 4º Passo: Notificação ao FNDE
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    247 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Apósa confirmação dos meses trabalhados e do efetivo exercício ou não do estudante/professor solicitante pelo Secretário, o estudante/professor receberá uma mensagem eletrônica com o resumo da(s) atuação(ões) profissional(is). 5º Passo: Notificação ao Agente Financeiro Após a confirmação pelo Secretário das informações apresentadas, o estudante/professor deverá novamente acessar o Sistema de Abatimento de 1% - Professor, conferir as informações referentes à aprovação do Secretário e enviar a solicitação para o Agente Financeiro responsável pelo financiamento para que a cobrança das prestações referentes à amortização do financiamento seja suspenso e concedido o abatimento, na forma do regulamento. Se as informações validadas pelo Secretário necessitarem de correções, o estudante/professor deverá reenviar o pedido.
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    248 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Processode Aprendizagem, Leitura e Escrita – 29/03/2015 Emília Ferreiro, sem dúvida alguma, nos prestou grande contribuição para que pudéssemos compreender como se dá o processo de leitura e escrita para o aprendente. Salvo todas as críticas ao seu trabalho, considero pertinente observar que não percebo essas fases como padrão rígido que se apliquem a todos os indivíduos. No entanto, elas são boas norteadoras do processo que se deseja pôr em prática - por onde vamos começar? - além de servirem como embasamento de um bom diagnóstico sobre o desenvolvimento do (a) aprendente da leitura e da escrita no momento em que propomos um trabalho com ele (a), também serve para repensar esse trabalho como forma de intervir positivamente para a ampliação do seu aprendizado. Em seus artigos e livros (Reflexões sobre a Alfabetização (*) e outros) a autora argentina deixa claro que considera a alfabetização um processo que tem início bem cedo e não termina nunca: "Nós não somos igualmente alfabetizados para qualquer situação de uso da língua escrita. Temos mais facilidade para ler determinados textos e evitamos outros. O conceito também muda de acordo com as épocas, as culturas e a chegada da tecnologia”. Segundo ela, aquele que aprende geralmente percorre o seguinte caminho até chegar ao nível de aprendizado desejavél para ser considerado leitor e escritor. As características para cada fase acima descrita podem ser resumida da seguinte forma:
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    249 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL 1.Fase pré-silábica  Sabe que a escrita é uma forma de representação;  Podem usar letras ou pseudoletras, garatujas, números;  Não compreende que a escrita é a representação da fala;  Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler);  Vai direto para o significado, sem passar para sonora;  Variação de letras – BLSIK (elefante);  Relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo Nominal). 2. Fase silábica - Esta fase desdobra-se em duas. A) Silábica Sem valor sonoro:  Ainda não faz relação do som com a grafia da letra que utiliza;  A escrita ainda não é percebida como representação da fala;  Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro. B) Silábica Com valor sonoro:  A escrita começa a representar a fala;  Percebe a relação de som com a grafia;  Escreve uma letra para cada sílaba. 3. Fase silábica-alfabética
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    250 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Apresenta escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas;  Alterna escrita silábica com alfabética. 4. Fase alfabética  Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras);  Ainda não domina as normas ortográficas da língua;  Escreve como fala. 5. Fase Alfabética-ortográfica  Faz a correspondência entre letras e grafemas da língua;  Amplia o conhecimento sobre as normas ortográficas;  Faz a correção do seu próprio texto. Conclusão Educação, assim como tudo que nos circunda, sofre transformações e necessita estar sempre se reestruturando, procurando inovações e soluções. O mundo em que vivemos está cada vez mais competitivo e, consequentemente, a sociedade mais exigente, sendo assim, o professor assume o papel de preparar o educando para ser um cidadão critico e autêntico, qualidades essas necessárias para enfrentar o mercado de trabalho. Para tanto, o desafio inicial, e não menos importante, para os professores é ensinar a ler e a escrever. A eles cabe apresentar a leitura e a escrita como algo primordial na vida das pessoas, uma vez que ambas exigem o máximo de dedicação, reflexão, conhecimento interior e exterior, participação, interesse pessoal e familiar, senso de interpretação, que são matérias-primas para o processo de construção de um cidadão.
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    251 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Quantoà leitura, podemos dizer que o ato de ler é mais que uma decodificação de símbolos, do que meras habilidades mecânicas. É a leitura do mundo que nos permite relacionar uns com outros, e fazendo esta troca de valores e ideias, poderemos assumir e construir uma postura crítica e própria.
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    252 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL EstágioSupervisionado - 26/04/2015 A Importância do Estágio Supervisionado. Muitas são as dúvidas do aluno ao iniciar sua vida acadêmica no curso de pedagogia como muitos nunca tiveram contato com a sala de aula atuando como professores e normal que surja inúmeros anseios e dúvidas quanto ao futuro como professores, por isso é fundamental o desenvolvimento do estágio supervisionado. No decorrer do curso o acadêmico se apropria de inúmeros conhecimentos, de diversas correntes filosóficas e teoria de aprendizagem. O estágio, na maioria das vezes, é o primeiro contato do futuro educador com a realidade escolar, oportunizando compartilhar construções de aprendizagem, bem como a aplicação do aprendizado teórico na prática da profissão escolhida. O primeiro momento na escola para a preparação do estágio deve ser aproveitado para observar o funcionamento da escola, tanto na parte administrativa – coordenação – quanto na sala de aula, dos alunos da comunidade e de todos os envolvidos com o cotidiano escolar, Essa observação permite a coleta de informações extremamente importantes, para que o acadêmico possa elaborar seu projeto de intervenção pedagógico – Docência/Regência – em sala de aula que será a segunda etapa do estágio. Durante o estágio supervisionado é possível a aplicação e concretização dos conhecimentos teóricos obtidos durante o curso é a oportunidade para os professores em formação exercitem os princípios de cidadania e de responsabilidade social. Para que todas as atividades pedagógicas sejam desenvolvidas de forma coerente e fundamental a supervisão do professor orientador. A prática do Ensino/Estágio Supervisionado favorece a descoberta, sendo um processo dinâmico de aprendizagens em diferentes áreas de atuação no campo profissional, dentro de situações reais de forma que o acadêmico possa conhecer compreender e aplicar, na realidade escolhida, a união da teoria com a prática. Por ser um elo entre todas as disciplinas do curso que englobam os núcleos temáticos da formação básica do conhecimento didático-pedagógico,
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    253 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL conhecimentosobre a cultura do movimento, tem por finalidade inserir o estagiário na realidade viva do mercado de trabalho, possibilitando consolidar sua profissionalização. Conclusão O estágio supervisionado é um eixo articulador entre teoria e prática. Portanto, a oportunidade em que o professor em formação entre em contato com a realidade profissional com todas as suas implicações, em que irá atuar, para conhecê-la e para desenvolver suas competências e habilidades necessárias à aplicação dos conhecimentos teóricos e metodológicos trabalhados ao longo do curso. Auto avalição Não foi fácil fazer esse curso, o curso a distância trás muitas dificuldades devido à falta de contato para tirar dúvidas. No entanto como sempre fui uma pessoa compromissada a aquilo que me proponho, procurei recorrer aos e-mails para tirá-las, e estudar por outros meios para acrescentar ao meu aprendizado. Não faltei nas aulas e nos momentos que pude procurei tirar minhas dúvidas e fazer todos os trabalhos propostos. Estou na área da educação há muitos anos Sou formada em História, mas trabalho na Sala de Leitura onde tenho contato direto com os alunos do ciclo I, por resolveu fazer esse curso para aprimorar técnicas e adquirir mais conhecimentos, pois na sala de leitura trabalho com projetos para todos os ciclos onde. Acredito que o meu desempenho foi excelente apesar das dificuldades e dos momentos de instabilidade. Sou formada em História, mas trabalho na Sala de Leitura onde tenho contato direto com os alunos do ciclo I.
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    254 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares FILMES LIVROS CURSOS PROJETOS São Paulo 2015
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    255 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares FICHAS DOS RELATÓRIOS São Paulo 2015
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    262 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares RELATÓRIO São Paulo 2015
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    263 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares FILMES São Paulo 2015
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    264 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CoraçãoValente (05/03/2014) Há uma coisa muito interessante neste filme. Logo no início, é dito que algumas pessoas podem dizer que o que está para ser contado é mentira e que a história é escrita pelo lado vencedor. É assim que Mel Gibson (que também dirige) cria o clima do seu filme. Um filme que não conta a história de um homem, mas sim como ele se tornou um mito. Quer as coisas tenham acontecido assim ou não. O filme conta a história do herói escocês William Wallace, que ficou conhecido como Braveheart, apelido que dá o nome original do filme. Segundo um antigo poema, ele unificou todos os clãs da Escócia numa campanha contra a Inglaterra vencendo inúmeras batalhas antes de ser traído, capturado, torturado e morto. Isso tudo por volta da década de 1300. O filme vai além do que se sabe na realidade e extrapola toda uma parte da vida dele não conhecida. Depois da morte de seus pais, ele vai ser educado pelo seu tio Argyle (Brian Cox). Retornando muitos anos depois, ele pretende apenas cultivar a terra e criar uma família. O plano parece ir bem até um inglês matar sua esposa para forçá-lo e se expor. Aí começa a sua campanha contra o rei conhecido como Longshanks (Edward I). Wallace era um excelente estrategista militar, e talvez se não tivesse sido traído, poderia ter sido bem sucedido em sua campanha. Mas não dependia apenas de sucesso nas batalhas, dependia também de sucesso político. Essa foi sua desgraça. E o filme está recheado de batalhas, que é o que a plateia mais irá se lembrar. E apesar de ser marinheiro de primeira viagem em cenas como essa Gibson faz um excelente trabalho. As batalhas têm muitos e muitos homens a pé ou em cima de cavalos, e ainda assim fluem de forma quase brilhante ao invés de sair um amontoado confuso de pessoas. E não é só nas batalhas que Gibson se sai bem, o filme como um todo se sai muito melhor do que se podia esperar. Isso porque como disse, é um filme que não conta a história, mas mitos. Ele cria um mundo ficcional baseado na realidade que se torna extremamente divertido de se assistir. Tanto que as "licenças poéticas" que ele toma passem tranquilamente, assim como as licenças históricas. Para se tiver uma ideia, não há um fato histórico que indique que Edward II era homossexual, e ele somente se casou com Princesa Isabelle depois das mortes de Wallace e de seu pai, mas o mito aqui funciona melhor que a realidade. Uma pena que depois desse filme, Gibson nunca mais tenha feito algo que chegue perto da qualidade desse trabalho. O resto da sua biografia como diretor é curta e somente com filmes sem muita expressão, que provavelmente fizeram mais barulho do que mereciam pelo seu nome do que pela qualidade de seu trabalho. Antes havia dirigido O homem sem face, depois deste foram apenas o espetáculo sádico de A paixão de Cristo e o também ultraviolento Apocalypto. Mas pelo menos aqui, ele se destaca.
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    265 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ALista de Schindler (20/03/2014) Eles lançam um feitiço em você, você sabe os judeus. Quando você trabalha perto deles, como eu, você vê isso. Eles têm esse poder. É como um vírus. Alguns de meus homens estão infectados com esse vírus. Eles devem ser perdoados, não punidos. “Eles devem receber tratamento, porque isso é tão real quanto o tifo.” A frase acima foi dita por Amon Göth, tenente da SS (tropa de elite nazista), e refletia um sentimento generalizado na população alemã – o de que os judeus eram uma espécie de praga, responsável pela crise econômica pela qual a Alemanha passava na época. Tal crença serviu de sustento para as ações que levaram ao holocausto, uma das maiores violações dos direitos humanos já vistos na história da humanidade. No entanto, por mais que fosse um movimento bastante difundido e aceito na sociedade alemã, o nazismo encontrou resistências. Uma delas foi personificada na figura de Oskar Schindler, cuja história é narrada no filme “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg. A obra, eleita pelo American Film Institute como o oitavo melhor filme americano da história, venceu sete Oscars, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Diretor, além de três Globos de Ouro e sete BAFTAs. Oskar era um empresário alemão, membro do partido nazista, que planejava lucrar com a guerra abrindo uma fábrica de panelas para o exército. Subornando oficiais nazistas para conseguir contratos, ele rapidamente expandiu seus negócios, contando com a ajuda de Itzhak Stern, oficial do Conselho Judeu, para a contabilidade. Schindler deu preferência para a contratação de judeus poloneses, por serem mais baratos que os católicos. Essas pessoas passaram a ser consideradas “essenciais” para o êxito da Alemanha na Segunda Guerra, o que as salvou dos campos de concentração. Dessa forma, se valendo de sua influência no alto escalão nazista e comprando o apoio de oficiais, Oskar conseguiu assegurar a vida de seus empregados até o fim da guerra, ao custo de toda a sua fortuna. Como ele era um membro do partido nazista, que também lucrou com o conflito, fugiu do Exército Vermelho (tropas russas), que se aproximava da fábrica. Falar de Segunda Guerra Mundial é, por consequência, falar de direitos humanos. Sabemos que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada logo após o conflito, motivada principalmente pelo medo de que os horrores cometidos no período voltassem a se repetir. Mecanismos de respeito à vida, à dignidade humana e à liberdade, princípios violados sistematicamente pelos nazistas, foram estabelecidos a fim de que a humanidade jamais passasse por um período semelhante novamente. Além disso, instrumentos jurídicos como o Tribunal de Nuremberg, foram executados como forma de punir os responsáveis pelo genocídio judeu e garantir que outra ação da mesma magnitude não ficaria impune.
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    266 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OPianista (26/03/2014) Ele conta a história do pianista Wladyslaw Szpilman, que morava em Varsóvia na Polônia, com sua família. Naquela época, os judeus foram obrigados a usar uma faixa branca no braço com a estrela de David estampada em azul para serem identificados facilmente nas ruas, eles não podiam andar nas calçadas com o resto da população não judia, nem frequentar parques, restaurantes e até mesmo os banheiros públicos que eles usavam não eram frequentados pelos alemães, que os consideravam um "povo sujo". Szpilman e os demais judeus de Varsóvia são levados para um bairro separado do resto da população, onde passam necessidades, e há pessoas nas ruas doentes, quase mortas sem nenhuma assistência. Dali em diante a situação só piora, os judeus sofrem humilhações, são espancados e mortos sem nenhuma explicação, só pelo prazer nazista de acabar com os judeus, e por acreditarem que a raça judia tinha de ser exterminada. A família do pianista é levada para os campos de concentração, acreditando que estava indo para trabalhar, Szpilman é ajudado por seu amigo soldado, que o tira da multidão. Ele então, começa a trabalhar em construções. O pianista consegue fugir do Gueto de Varsóvia, ajudado por uma cantora polonesa não judia, que era sua fã antes da guerra. A cantora e mais uns conhecidos decidem ajudá-lo, o escondendo, mas ele se vê obrigado a mudar várias vezes por causa dos ataques nazistas na região, que ameaçavam seus esconderijos. Em um dos esconderijos, ele conhece o capitão Wilm Hosenfeld, que decide ajudá-lo guardando o segredo de seu esconderijo e trazendo comida. Quando a Alemanha é invadida pela Rússia, os alemães tentam fugir, mas são pegos e levados para campos de concentração, agora com os russos. Por fim, o capitão Wilm Hosenfeld, que havia ajudado o pianista, também é levado para os campos de concentração, ele pede a um judeu que avise Szpilman que ele foi pego, e pede ajuda (o filme não mostra se ele ganhou ajuda do pianista, mas acredito que sim). Szpilman volta a tocar piano e fazer sucesso como antes.
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    267 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OÚltimo Samurai (01/04/2014) A ação deste filme do realizador Edward Zwick (Tempos de Glória, Lendas de Paixão) tem início em 1876 e centra-se na figura de Nathan Algren (Tom Cruise), um condecorado capitão da guerra civil norte-americana que ganha a vida a participar em espetáculos com o intuito de enaltecer as grandes batalhas travadas pelos soldados americanos. Perseguido pelas dolorosas recordações de ataques contra os índios, nos tempos em que arriscava a vida a lutar pela honra do seu país, Algren é um homem desiludido e amargurado que afoga as suas mágoas na bebida. Um dia é contratado em nome do imperador do Japão para a bem paga missão de treinar o exército contra o rebelde Katsumoto (Ken Watanabe), líder dos samurais, que se opunha à modernização do país, e a sua vida muda para sempre. Numa altura em que finda a Era Tokugawa, se iniciava a Era Meiji, o Japão era um país onde era implementado um acelerado desenvolvimento em termos de transportes e economia com o objectivo de alcançar a modernidade de que o Ocidente, representado pelos Estados Unidos, tanto se orgulhava. A classe guerreira dos samurais, cuja espada fora a lei durante séculos num Japão tradicional que estava então a ser transformado, é um obstáculo à modernização do país que os membros do governo planeiam aniquilar, negociando a compra de modernas armas de guerra aos norte-americanos. Apesar de consciente da inexperiência de camponeses forçados a tornarem-se soldados, Algren lidera o exército contra Katsumoto, mas acaba por perder e, ferido, é levado pelos samurais. Entregue aos cuidados da família de um guerreiro que havia morto na batalha, descobre pouco a pouco durante os meses em que convive com as pessoas de um mundo diferente do que conhecia um novo sentido para a sua existência com os ensinamentos e filosofia de vida dos samurais, os quais deviam destruir, mas acaba por travar amizade com Katsumoto e lhe se junta a ele contra na luta contra o exército que outrora aceitara treinar. O Último Samurai é um filme onde a cultura ocidental se encontra com a cultura oriental, a qual é retratada de uma forma que o contraste entre as duas culturas dá vontade de conhecer o Japão e descobri-lo por nós mesmos. É de realçar o facto de numa boa parte deste filme os personagens dialogarem em japonês, visto que em muitos filmes americanos até extraterrestres falam inglês! Aqui é a personagem de Tom Cruise que aprende a falar japonês. Os aspectos que mais me cativaram foram o óptimo trabalho de fotografia de John Toll, a preocupação em retratar os rituais dos samurais como sepuku (ritual do samurai derrotado que põe termo à vida com a própria espada para conservar a sua dignidade), as sequências de batalhas e a excelente interpretação de Ken Wanatabe – que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de melhor actor secundário.
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    268 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Duelode Titã (10/04/2014) Duelo de titã, mas poderia ser: “O branco contra o Negro”, título original “Remember de Titans”, filme de 2002, conta a história, baseado em fatos reais, de luta racial entre brancos e negros no estado da Vírginia, Estados Unidos. Até o ano de 1971, na cidade de Alexandria, Virginia, não existia a miscigenação de raças, até que a junta de educação daquele estado introduziu esta mistura a partir da criação do Colégio T.C. Willians, onde houve a integração entre brancos e negros. A cidade vivia um clima muito tenso, um jovem negro havia sido morto por um comerciante branco e tudo estava prestes a explodir. Neste momento ocorre a chegada do treinador Hermann Boone (Denzel Washington) que fora designado como técnico assistente do time de futebol. Neste primeiro encontro com os técnicos atuais Yoast (Will Patton) e o Técnico assistente Tyrell ( Brett Rice) fica claro a dificuldade que ele enfrentará e o choque entre as duas lideranças opostas. Muitas vezes, dentro da vida corporativa, somos designados a executarmos tarefas ou mesmo assumirmos cargos de uma chefia, que naquele momento não seria para nós a melhor opção, mas, também, neste momento, prevalece à formação do líder e sua capacidade, ou resiliência, para a nova situação. Outra característica marcante de um líder é o compromisso com uma reunião, quando ele diz que não costuma faltar a uma convocação. Ele também deixa claro seu tipo de ação, pois que está ali para ganhar, característica forte de uma liderança vencedora e capaz. Na saída para a concentração, quando os jogadores se dividem em ônibus dos brancos e ônibus dos negros. Ele faz com que todos desçam e separem-se apenas em jogadores da defesa e jogadores do ataque, promovendo, desta forma, a integração entre as duas raças. Durante a concentração do time são apresentadas várias formas dos jogadores se conhecerem, como equipe, e são forçados a buscar informações básicas de seus companheiros de quarto, como nome completo, onde moram, nome dos pais, etc. Esta é uma técnica de integração para um grupo novo de pessoas com o mesmo objetivo, veja que grupo não é o mesmo que equipe. Gary o capitão do time e também um dos mais céticos desta integração racial, tem uma discussão com Júlio, da defesa, e de cor negra. Júlio é cobrado de suas ações na defesa e que deixa seus companheiros vulneráveis, porém, ele se defende da acusação de Gary e diz que não vai pensar na equipe, mas sim, em si mesmo, (individualismo), Gary rechaça esta atitude, porém, mais uma vez, Júlio diz que sua atitude é reflexa da liderança. Neste caso ela não existe. NUma das últimas cenas, na disputa pelo campeonato estadual, já vemos a integração total entre as lideranças e o time. Boone aceita a sugestão de Yoast para criar uma jogada surpresa contra o adversário, o improviso, a ação rápida na tomada de Boone como líder vitorioso, dá a ordem clara para Pity: “Fingir a Jogada 23 com uma reversa na lateral.” Esta seria sua última oportunidade de vitória e eles não poderiam errar. Ele repete mais uma vez para ter a certeza que o jogador entendeu sua instrução.
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    269 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Amadeus (24/04/2014) Amadeusé um filme maravilhosamente triste. Amadeus é sobre frustrações. A frustração de não ser tudo aquilo que se deseja. A frustração de saber que há alguém infinitamente melhor precisamente naquilo que mais admiramos e tentamos alcançar. É sobre a frustração de ver um legado esquecido à medida que a velhice se aproxima. Milos Forman dá-nos uma obra que é na verdade um triângulo composto por Mozart, Salieri e o divino. Mozart possui uma capacidade divina de criar a harmonia, que de tão bela e concordante, rivaliza com a própria voz de Deus. No entanto é leviano e não possui a devoção que tal dom merece. A personagem de Salieri foi a minha preferida. Absolutamente paradoxal e fascinante. Músico menor julga-se negligenciado por Deus a favor de Mozart, pois possui o dom do verdadeiro amor pela música, sem, no entanto possuir a capacidade para realizá-la. Tem a capacidade de reconhecer o génio de Mozart, mas Deus negou-lhe tudo o resto. Amadeus mostra-nos os extremos sentimentais que podemos experimentar. Fascínio e repulsa, amor e ódio, sentimentos que, no fundo, se complementam. Para mim, há duas cenas lindíssimas e verdadeiramente arrebatadoras, que expressam a sensibilidade que rodeia o filme. No momento em que lê as partituras que lhe foram levadas pela mulher de Mozart, Salieri chora tal a harmonia e brilhantismo da composição. Já no seu leito de morte, Mozart dita às notas, o compasso e a letra do Requiem para um incrédulo Salieri. Este percebe o quão incapaz é de acompanhar tal génio. Não consegue sequer compreender o que lhe é dito, mas ao invés de odiar, fica maravilhado com o talento de Mozart. Só então se dá conta da verdadeira extensão do dom que Deus concedeu a Mozart. É uma cena maravilhosamente orquestrada por Forman, associada a duas estupendas actuações. A cena resume, em si, todo o filme e a ambivalência das personagens. Amadeus é uma obra de arte realmente à altura do homem que a inspirou.
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    270 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL AQueda – As últimas Horas de Hitler (01/05/2014) O filme traduz o abatimento e nervosismo de Hitler quando o poderoso exército nazista é derrotado. Com a invasão dos soviéticos vem a queda do 3º. Reich em 1945, o caos domina em Berlim e os planos para parar os ataques já não existem mais. Hitler se torna cada vez mais instável e não se conforma com a ideia de perder a guerra para Stalin e ter que se render. Apesar de a ordem ser de evacuar Berlim, Hitler fica e se confinam num quarto de segurança máxima com sua mulher Eva e seus fiéis seguidores. O mais incrível é assistir Hitler por em prática seus planos megalomaníacos, mesmo toda Berlim em ruínas e com milhares de pessoas mortas e soldados totalmente despreparados. Ele ainda acreditava que a Alemanha podia vencer a guerra e se tornar uma grande nação que dominaria o mundo. Muito de seus seguidores dizia que Hitler estava louco e deixaram-no de seguir ou traíram sua confiança. Isso deixou Hitler muito nervoso e neste momento do filme dá a entender que iria se suicidar. Ele diz: “Façam o que quiserem”. Deixando todos seus seguidores na dúvida e apavorados. Acreditavam que se ele morresse então já não mais lhes havia um futuro. Os ataques continuam pelos soviéticos. O exército nazista está nas ruas exterminando os “traidores” e o médico do exército também nazista, que optou em permanecer em Berlim os ajuda. As cenas que se passam das condições dos feridos é chocante. O caos tomou conta por completo, não restava mais nada. Pequenos soldados (crianças) sendo exterminadas sem piedade. Outro ponto crucial neste filme é que Hitler e Eva se casam minutos antes do suicido desencadeando uma onda de suicídio em massa, soldados, crianças, mulheres e os corpos queimados para não deixar nenhum rastro para os soviéticos. A tomada da Alemanha pelos russos a partir da história do mais temido e adorado homem da época, deu uma visão mais próxima dos conflitos e fúrias durante a queda do império e apesar de Hitler ser aconselhado muitas vezes por seus seguidores a sair de Berlim e salvar o povo alemão, o líder nazista, não desiste e ninguém o contesta. Hitler fica e seu orgulho nacionalista o leva ao suicídio, pois não suporta a ideia de ficar refém dos russos. O interessante é que este filme mostra as particularidades de Adolf Hitler como um homem e não como um monstro. Sua adoração pela cadela Blonde; seus hábitos alimentares; sua relação tímida com Eva; sua educação com seus funcionários. A insanidade de Hitler em relação à chegada triunfal e decisiva de uma tropa que todos já sabiam que era incapacitada e o exército alemão dizimado. Sues discursos em que os civis deveriam pagar com a própria vida para que a Alemanha triunfasse, demonstra suas reações instáveis. O regime nazista se põe fim no quartel-general de Adolf Hitler (Funhrerbunker), onde ele, sua esposa e vários seguidores suicidam-se. A Queda termina com a fuga bem sucedida da Alemanha, realizada pela secretária em meio aos soldados russos e com um relato pessoal comovente da mesma.
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    271 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL HotelRuanda (15/05/2014) O Filme conta uma história real de Paul Rusesabagina da tribo hutus, gerente bem-sucedido de um hotel de luxo na cidade de Kigali capital de Ruanda, mostrando principalmente o genocídio dos tutsis pelos hutus e que o mundo (ONU) virou as costas e fechou os olhos para esta matança por não haver interesses econômicos já que este país não produzira nada além de chá e café. Mostra também como Paul salvou mais de mil pessoas durante esta guerra civil que acabou com um saldo de cerca de um milhão de mortos, em 1994. Os belgas começaram o problema quando dividiram os habitantes do país em duas etnias os mais altos e bonitos (tutsis) e os mais pobres e feios (hutus), criando um ódio mortal entre eles, cuja diferenciação "marcante" estava no nariz. Paul é da etnia hutu casado com uma tutsi. O país está um caos, há rebelião dos dois lados. Mas do lado do governo, os civis tiveram acesso a armas de fogo e matavam pessoas “baratas – tutsi” a esmo. Em meio ao massacre generalizado, Paul transforma o luxuoso hotel que pertencente a proprietários belgas que saíram do país deixando sobre sua responsabilidade, num refugio não apenas para sua própria mulher e família, mas também para centenas de refugiados tutsis que estavam sendo caçados nas ruas e chacinados. Hotel Ruanda, passa para história como mais uma vergonha que o mundo comete e assiste e por não haver interesses afins proporciona mais um terrível genocídio no nosso século.
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    272 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Diáriosde Motocicleta (29/05/2014) Poucos terão influenciado os acontecimentos e ideias politicas das últimas décadas em nosso continente como Ernesto “Che” Guevara (1928-1967). Mas enquanto sua figura já entrou para a História, sua obra vai rapidamente se perdendo nas brumas desse passado tão recente. É o destino dos mitos e o Che virou um mito. Para recuperá-lo dessa zona de ambiguidades, torna-se necessário afastar as lendas e estudar objetivamente seu pensamento e o significado que teve em seu contexto histórico. O pensamento político de Guevara tem a eficácia especifica de uma inteligência que se debruça sobre um problema da realidade, buscando uma via para enfrenta-lo e engajando-se em todas as consequências. Por isso este filme procura situar politicamente o começo, mas significativo das contribuições da imagem de Che que não viveu para escrever, mas escreveu para decifrar os caminhos da vida, da pratica revolucionaria e da construção ética de um mundo novo. O filme se refere ao período da década de 50 do século XIX, onde a América Latina estava democraticamente controlada por governos autoritários e militares período da era do chumbo correspondente aos governos ditatoriais. Estes governos se opuseram das mais diversas formas ideológicas que almejavam pátrias democráticas impostas pelas forças opressoras, com mais diversas formas de repressão da população oprimida e regulada. Com isso é evidente que o diretor do filme Walter Salles, deixa visível sua dependência e vulnerabilidade em relação às exportações e as políticas imperialistas dos Estados Unidos e da Europa, as quais interferiram diretamente, nos aspectos políticos e econômicos, controlando taxas de juros, investimentos internos em saneamento, educação, saúde e outros, sendo a forma mais popular a chamada “uma mão lava a outra”. Os Bancos emprestam o capital estrangeiro em troca os governos ditatórios abrem as portas com grandes sobras e controle de riquezas naturais, junto com o controle da mídia e costume imposto como forma de que o natural e o nativo são ruins e o que vem de fora é a melhor opção. É evidente a vinculação da existência de grandes problemas sociais mostrado no filme, onde a Argentina, Peru e Bolívia, Brasil e Chile. É plausível que percebemos uma América do Sul que depende inteiramente do capital estrangeiro, das diversas formas de manipulação como a mídia, até mesmoo costume imposto áessassociedades.
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    273 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ODiscurso de Um Rei (05/06/2014) O filme conta a história do então príncipe Albert de York (Colin Firth) sofre de uma gagueira incurável acompanhada de um temperamento nervoso e agressivo. Sua mulher, a princesa Elizabeth (Helena Boham Carter), é quem vai de terapeuta em terapeuta buscar algum tratamento para o marido. E eis que então ela encontra o controverso e pouco ortodoxo Lionel Logue (Geofrey Rush), um australiano famoso por curar problemas de fala aparentemente impossíveis. Já nessa primeira cena do encontro da princesa com o australiano (e vamos lembrar que a Austrália na época era considerada o fim do mundo) podemos ver os costumes estranhos e o comportamento da família real britânica. É até assustador o fato de que os dois príncipes tenham aceitado o tratamento de Logue, que chamava o príncipe de Bertie e toca em assuntos pessoais. Aos poucos, o príncipe começa a melhorar a gagueira, mas é então que um novo desafio aparece: seu irmão, feito rei após a morte do pai, resolve abdicar o trono para se casar com uma mulher divorciada. Albert é então forçado a assumir a coroa, mesmo com seus problemas para falar em público. O nome assumido por ele em homenagem a seu pai é George VI, pai da atual rainha, Elizabeth II. O roteiro do filme foi feito por um dos netos de Logue, que adaptou tudo a partir das anotações e cartas entre o pai e o monarca inglês. Seguindo o estilo da cinebiografia ao lado de A Rede Social e 127 Horas, O Discurso do Rei perde no quesito impacto escandaloso, mas ganha em sensibilidade e emoção. Afinal, é importante lembrar que George VI foi rei durante a Segunda Guerra Mundial e tinha que fazer discursos não só para as forças armadas como também para o povo. A amizade entre Logue e o rei é retratada de uma forma única por Geofrey Rush e Colin Firth e a indicação de ambos, para a categoria melhor ator Coadjuvante e Melhor ator, respectivamente, são justificadíssimas. Inclusive, Colin Firth fez um gago perfeito, sem parecer falso ou exagerado. Imagino o quanto não deve ter sido difícil atingir esse ponto.
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    274 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OPatriota (20/06/2014) Benjamin Martin (Mel Gibson) é um herói do violento conflito entre França e Índia. Desde o término da guerra, ele renunciou a luta e resolveu viver em paz com sua família em uma casa de campo. Mas quando os ingleses levam a guerra da independência americana para dentro de sua casa, Benjamin não vê outra saída a não ser pegar nas armas novamente, desta vez acompanhada por seu filho idealista (Heath Ledger), e liderar uma brava rebelião em uma batalha contra o implacável e equipado exército britânico. Neste processo, ele descobre que o único meio de proteger sua família seria lutando pela liberdade da jovem nação americana. É um filme muito bem feito, com ótimos atores, figurinos geniais e boas fotografias. O filme é um pouco violento, não é um filme indicado para crianças. É triste e engraçado em certas cenas; a cena da Igreja, por exemplo, foi muito chocante. As batalhas são geniais, chega a ser engraçado o modo de combate. Gibson expressou todo o seu talento como sempre, lembra os velhos tempos de "Coração Valente"! Merecia 10 se não fosse todo o patriotismo americano imposto no filme, chega a ser insuportável. No geral, é um filme que comove a todos que gostam de filmes épicos.
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    275 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL HistóriasCruzadas (04/08/2014) O filme, assim como a maioria das produções que abordam o tema, parte do ponto de vista de uma personagem branca, mas o tratamento dado a tudo acaba revelando uma certa sutileza que o deixa quase imune a críticas no que tange a esse aspecto. Porque por mais que tenha sido a jornalista branca (Emma Stone) que quis escrever a história das empregadas negras que viviam naquela cidade, o filme não gira em torno dela. O filme gira em torno de Aibileen Clark (Viola Davis). Dando vida a uma empregada que, por necessidade, deixa seus filhos em casa para criar os dos outros, Viola entende que sua personagem é a verdadeira protagonista da história que conta. E isso faz com que ela calcule cada detalhe e se expresse não só por meio de suas ações como também de suas reações. Sendo a primeira empregada a expor seu drama, ela inspira outras mulheres a fazer o mesmo e, com relatos ora engraçados, ora dramáticos, pinta um quadro que expõe as minucias da relação patrão vs. empregado (ou brancos vs. negros) e revela uma porção de coisas sobre as relações familiares da época e questões socio-raciais. Por esse prisma, a desempenho da atriz (que foi indicada ao Oscar pelo papel) se torna ainda mais gigante e o exímio trabalho de composição se evidencia (a postura altiva que contrasta com o pescoço baixo, o olhar ao presenciar humilhações, a face impassível que revela no vazio, emoções que implodem por baixo da pele e a lágrima que parece consequência do sofrimento, e não foco).
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    276 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Cruzadas (11/08/2014) Acruzada foi um movimento católico que saiu em busca de terras em direção da Terra Santa (Jerusalém), expulsando os infiéis das terras. As cruzadas foram iniciadas pelo Papa Urbano II, que defendeu a sua idéia baseada nas falsidades. Que foi quando Bailan perdeu sua família e só tinha a fé na igreja, ele se encontrou com Godfrey na metade da jornada e, se junta à missão. Godfrey foi atacado e morto, Bailan continua a jornada pra sua salvação na cidade santa. Em Jerusalém Bailan não foi aceito só pela sua grandeza, mas também pela sua habilidade de manusear as espadas. Na terra santa ele acaba se apaixonando por Sybilia, a tal princesa irmã do Baduino IV, Rei sofredor de lepra. Baduino entra no combate contra os muçulmanos liderados por Saladino, que viria a reconquistar a maior parte das cidades tomada pelos cristãos. Com a morte do rei, o combate se torna inevitável, com a força e a determinação do Exercito do Saladino, fez que o Bailan entregasse Jerusalém para os muçulmanos.
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    277 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OMeu Pé de Laranja Lima (25/08/2014) História acompanha Zezé, um garoto muito levado que vive aprontando. Apesar de às vezes suas molecagens gerarem consequências graves, Zezé não é uma criança má, apenas não consegue medir seus atos. O problema é que sua família não entende assim e, volta e meia, lhe aplica uma surra. Especialmente seu pai, cuja intolerância é agravada pelo fato de estar desempregado há bastante tempo. Diante de uma vida dura e pobre, Zezé encontra uma saída em sua imaginação. Assim nasce a amizade com Minguinho, seu pé de laranja-lima, com quem costuma brincar e bater papo. É quando o filme ganha um tom poético, com os devaneios do garoto em um mundo onde pode, enfim, ser feliz. Ao contrário do que acontece na primeira versão para o cinema, lançada em 1970, Marcos Bernstein abre espaço a este lado imaginativo do livro, presente e necessário para toda e qualquer criança. Entretanto, trata-se de uma fantasia com pés no chão, sem grandes exageros e deixando sempre claro que o exibido não se trata da realidade. Outra importante mudança, esta também aplicada em relação ao livro, se refere ao personagem interpretado por Caco Ciocler. Trata-se de uma espécie de modernização da história, de forma a situá-la nos dias atuais, mas sem perder sua essência. Pode-se dizer que seja um complemento afetivo, por assim dizer, que tem relação com outro personagem fundamental desta história: o Portuga. Interpretado por José de Abreu, que dosa bem no típico sotaque lusitano, o Portuga vem a se tornar o “querido inimigo” de Zezé. O relacionamento entre os dois é desenvolvido de forma tocante, indo das desavenças iniciais à amizade incontestável, daquelas em que um não consegue mais viver sem o outro. Todo este processo, entremeado com os problemas enfrentados por Zezé em casa, faz com que o filme consiga transmitir ao espectador a dualidade vivida pelo garoto, que vai do céu ao inferno em questão de momentos, sem esquecer a importante faceta do lirismo. Com diálogos inspirados, muitas vezes dotados de uma sinceridade devastadora típica das crianças, Meu Pé de Laranja Lima é um filme emocionante. Não apenas pela história em si, mas também pelas opções feitas pelo diretor e as belas atuações de José de Abreu e do protagonista João Guilherme Ávila. O garoto, por sua vez, impressiona com seu olhar tristonho, que combina perfeitamente com Zezé. Um filme belíssimo, de uma ingenuidade cativante, que se mostra uma adaptação à altura do grande livro escrito por José Mauro de Vasconcellos.
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    278 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OContador de Histórias (08/09/2014) Aqueles que acompanham pela primeira vez Roberto Carlos Ramos narrando um de seus contos fantasiosos jamais imaginaria que este sujeito reconhecido como um dos dez melhores contadores de histórias do mundo teve uma infância difícil e entregue a marginalidade ao ser deixado pela mãe ainda pequeno na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor, a FEBEM. É este extenso episódio da vida de Roberto Carlos que o diretor Luiz Villaça se interessa com maior intensidade. Casado com a atriz Denise Fraga, o cineasta, inclusive, deixa para trás a péssima impressão que ficou com o fraco “Cristina Quer Casar”, protagonizado pela sua esposa. Com seis anos de idade, Roberto Carlos Ramos (nesta fase vivida por Daniel Henrique) vem de uma família pobre, tendo nada menos que nove irmãos. Sua mãe, interpretada por Ju Colombo, assiste a um comercial da FEBEM no vizinho (como narrado no filme, toda a comunidade onde vivia Roberto se juntava para ver televisão somente aos domingos em uma única casa) e acredita que este lugar tornará o futuro de seu filho muito melhor. A sua expectativa é que Roberto saia de lá como um doutor, mas a realidade, aquela que já estamos bem familiarizados, transforma Roberto em um pequeno marginal quando aos sete anos se muda para uma ala frequentada por outros marginais de até catorze anos. Entre uma fuga e outra (foram calculadas nada menos que 132 tentativas), Roberto, agora interpretado por Paulinho Mendes, conhece a pedagoga Margherit Duvas (a portuguesa Maria de Medeiros, em uma interpretação marcada por incríveis sutilezas), que diz estar brevemente no Brasil para uma pesquisa sobre “crianças irrecuperáveis”. Fica para o espectador interessado em desvendar o choque deste convívio. Basta somente informar que durante esse processo Roberto Carlos descobrirá uma paixão pela leitura. O diretor Luiz Villaça retrata esta história com ternura e não permite que ações cruéis, jamais suavizadas pelo roteiro, transformem o drama em mais um título derivativo de outros argumentos violentos de nosso cinema. A imaginação do personagem não encontra uma tradução muito exemplar na tela. Porém, as mudanças que Margherit impõe na vida de Roberto Carlos são os maiores valores de “O Contador de Histórias”. Não deixem de ver a sequência de créditos finais, onde o verdadeiro contador de histórias dá às caras para entreter ao ar livre um público formado por crianças e adultos.
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    279 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OExorcista (22/09/2014) Há um jogo no livro. Um jogo de credulidade. Quais os limites da Ciência para explicar fenômenos como a possessão demoníaca? Se a mãe de Regan, Chris MacNeil, é tomada pelo desespero e incredulidade na Ciência, o Padre Karras “lê” todos os acontecimentos envolvendo Regan como distúrbios psicossomáticos. A crise que o cerca envolve a religião e a ciência. A morte de sua mãe o deixa fragilizado na sua fé. E se há algo que a fé cristã é perita é na instauração da culpa. E o Padre Karras é um personagem carregado de culpa. Assumir a responsabilidade pelo caso clínico – reforce esse aspecto, clínico – de Regan faz a tensão e stress de Karras assumir proporções ainda maiores. Chris, como mãe, não se importa mais se é Ciência ou a Religião que irá salvar sua filha. O que importa, verdadeiramente, é que ela seja salva. William Peter Blatty consegue imprimir no livro uma necessidade absurda de razão, porque Pazuzu é o oposto da razão, do método, até mesmo da lógica, porque sua lógica é distorcida. E, enquanto um demônio é traiçoeiro, se é que existe demônio. Há uma passagem, inclusive, que Pazuzu brinca com essa denominação e também joga com a racionalidade dura de Karras. Se Pazuzu esperava por Merrin (como o encontro de velhos inimigos precisando fechar as pontas soltas desse doentio relacionamento de guerra espiritual), seu confronto de verdade é com Karras. E, além deste conflito externo entre Karras e Pazuzu, há o conflito interno entre fé e razão dentro de Karras. Tudo é passível de explicação científica e, ao mesmo tempo, não. Que caminho, portanto, seguir para entender adequadamente o que ocorre com Regan? Essa tensão está em cada página do livro – assim como no filme – e a resposta, verdade seja dita, não vem com o final do livro. Provavelmente vou relê-lo.
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    280 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Tristãoe Isolda (06/10/2014) Na Europa da Idade Média, tribos lutaram pelo poder após a queda do Império Romano. Os senhores da guerra da Inglaterra foram brutalmente mantidos na linha pelas forças do reino Irlandês do rei Donnchadh. De um lado estão os ingleses, que lutavam pela união pacífica de todos os povos saxões do atual Reino Unido. Um desses líderes era o Senhor Marke que procurava unir as tribos inglesas para formar uma forte nação que tivesse seu próprio reino. Do outro lado estavam os irlandeses cruéis e implacáveis, que buscavam conquistar sozinho o poder de toda a região em conflito. Tristão teve toda sua família assassinada por conspiradores, que sabotaram o plano de seu pai de unificar a Inglaterra. Ele foi adotado por seu tio, Lorde Marke, e tornou-se seu maior guerreiro, dando continuidade aos planos anteriores. Estes bárbaros impiedosos eram representados pela bela e meiga Isolda (a promissora Sophia Myles), jurada de casamento com um brucutu que morreu em combate, por ironia do destino pela espada de Tristão. A história conta que Tristão, um jovem guerreiro fiel ao seu rei, é ferido numa batalha sangrenta e foi dado como morto por seus companheiros que o colocam num barco com velas em volta do seu corpo posta a arder em alto mar (como é apanágio dos grandes lutadores mortos em batalha), teve um funeral digno de um rei, no estilo viking. Acontece que Tristão estava gravemente ferido, mas ainda vivo, e encalhou numa praia. É também naquele momento que uma linda princesa chamada Isolda, que tentava fugir de um casamento forçado, o encontrou e o levou para uma cabana onde tratou de seus ferimentos imediatamente e apaixonaram-se e trocaram juras de amor. Quando chegou, foi recebido com surpresa pelos companheiros, foi abraçado e acarinhado por todos, com uma grande festa, pois já não acreditavam que ele estivesse vivo. Entre a Irlanda e a Bretanha a solução seria casar a princesa inglesa com o rei irlandês e tudo ficaria em paz. Para isso foram organizados torneios onde o vencedor levaria como “troféu” a bela dama. Tristão ficou horrorizado quando sabe que a mulher a quem ele ganhou a mão para seu Senhor, a mulher a quem Marke iria se casar era a mesma mulher que o salvou. Pior, Marke poderia ser um futuro e valioso rei, e que acreditava que Tristão conseguiu se transformar em um grande cavaleiro. Antes separados pela guerra dos países, agora pela lealdade ao seu Rei e ao seu país. Tristão e Isolda deveriam suprimir seus sentimentos pelo bem da paz e o futuro da Inglaterra, porém ele teve que contentar-se com o destino de ver a sua amada entregar-se ao homem que tanto admira e ama como pai. Desnecessário será dizer que foi a partir daquele momento que as coisas começaram a correr mal, porque quanto mais eles negavam a paixão, mais ela os consumia. Apesar de seus esforços para se mantiver distantes, Tristão e Isolda são levados inexoravelmente um para o outro, arriscando tudo pelo último momento de estarem sozinhos um nos braços um do outro.
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    281 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Omenino do pijama listrado (20/10/2014) Filme originado do livro O Menino Do Pijama Listrado, do autor Jonh Boyne, é um drama fabuloso sobre a amizade entre duas crianças de mundo opostos, durante a Segunda Guerra Mundial e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável. Conta a história de Bruno, que é um menino de 8 anos, filho de um oficial nazista que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber nada sobre o Holocausto e a solução final aos judeus, ele deixa Berlim e se muda com os pais e a irmã – uma mocinha de 12 anos - para uma área isolada, onde não há muito que fazer para uma criança de sua idade. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel, um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca. Apesar de Bruno receber aulas juntamente com sua irmã sobre história alemã, patriotismo e xenofobismo, Bruno, ao contrário de sua irmã, não absorve e não se importa com os conteúdos das aulas. A amizade entre as duas crianças vai se solidificando a cada encontro tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginavam. O filme nos traz várias reflexões sobre filosofia, sociedade e comportamento. Filme muito bem produzido, com fotografia cenográfica fiel à época dos anos de 1940. Além da mensagem da belíssima amizade entre os dois meninos, nos mostra o alto preço que a sociedade paga para manter uma ideologia rígida, preconceituosa, espiritualmente medíocre e socialmente excludente.
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    282 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL MinhaQuerida Anne Frank (27/10/2014) Acredito que não exista uma pessoa que não tenha ouvido falar sobre Hitler e o nazismo, temos diversos livros e filmes que contam a história do holocausto. Eu particularmente gosto de ler e assistir algo que envolta esta temática e como não poderia ser diferente, Anne Frank faz parte desta história. O filme “Minha querida Anne Frank” foi baseado no livro “O diário de Anne Frank”, para quem nunca ouviu falar nesta menina posso adiantar que ela foi perseguida e sofreu muito, juntamente com sua família e amigos por serem judeus. Eu já havia lido o livro e foi impossível não me emocionar com a história da Anne, cujo único sonho era ser escritora. A adaptação cinematográfica é tão emocionante quanto a obra escrita. O filme nos apresenta uma Anne sonhadora, criativa e apaixonada pela escrita, além de ser uma boa filha e boa amiga. Sua vida tinha um futuro promissor, até o momento em que os judeus passaram a ser encarados como o problema da sociedade, mesmo em seus piores momentos ela não abandona seus sonhos e o amor que sente pelas pessoas.
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    283 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL AInvenção de Hugo Cabret (10/11/2014) O filme mostra toda a bela ambientação com uma varredura panorâmica de uma Paris iluminada seguida de um passeio da câmera pela estação de trem, seus interiores escondidos e as engrenagens de seus relógios. Feita a ambientação somos apresentados ao menino Hugo Cabret. Ele mora nas galerias ocultas da estação, sobrevive de pequenos furtos e passa boa parte do tempo tentando evitar as investidas do Inspetor do lugar e seu cão de guarda. Está ali desde que seu pai morreu em um incêndio, o que o obriga a viver com seu tio beberrão que cuida dos relógios do local. Tudo o que o pai lhe deixou foi um estranho “autômato”, um boneco mecanizado que tentavam consertar juntos. Hugo, pelas frestas do relógio, como um projecionista enxerga um filme pela sua cabine, vê o flerte do guarda com a florista, os olhares dos idosos e seus cães, órfãos perseguidos pela polícia – compreensivelmente, a Paris de Scorsese é a Cidade Luz mítica, dos apaixonados e dos pequenos delinquentes autodidatas. Sempre fugindo do inspetor que controla a estação, Hugo acaba sendo envolvido em um mistério que abarca seu falecido pai e um comerciante, dono de uma loja de brinquedos. Com a ajuda de sua nova amiga Isabelle, irá tentar desvendar esse grande enigma, que passa e muito pela história da sétima arte. Cinema é luz, e tudo reflete luz neste filme, e Scorsese deve ter escolhido o garoto Asa Butterfield para protagonizá-lo porque, com seus olhos azuis gigantes, o menino talvez seja capaz de absorver mais dessa luz do que qualquer pessoa. Na busca obsessiva de engrenagens que farão o robô voltar a funcionar, Hugo se confronta com um homem velho e amargo que dirige uma loja de brinquedos. O velho tem uma neta, que leva Hugo a descobrir um componente importante para seu autômato. Daí em diante os dois jovens aventureiros acabam se deparando com um segredo há muito esquecido, que lança nova luz sobre o passado do avô da menina e os levará à história de George Méliès e o nascimento do próprio cinema. Sendo contada do ponto de vista do garoto, o filme propositalmente adota um olhar inocente, doce, mas sofrido, sobre os acontecimentos que passam pela vida de Hugo, mostrando todas essas emoções de forma bastante intensa, como uma criança veria. Fica claro como Scorsese respeita e admira esses filmes, por suas qualidades e importância. Ao mesmo tempo, mostra a necessidade de valorizar os grandes nomes do passado, e destacar o seu valor e sua importância para a arte como ela é hoje. Como na cena em que um admirador de Méliès vai a casa dele e diz à sua mulher como o seu marido havia sido importante para ele na sua infância, e vemos o olhar emocionado dela, apresentando sincera gratidão por um agradecimento cada vez mais raro em dias como aqueles, tantos anos depois dos seus momentos de glória.
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    284 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Nenhuma Menos (20/11/2014) Filme singelo, dirigido por Zhang Yimou com uma câmera sutil, em estilo apenas parcialmente ficcional, “Nenhum a Menos” revela as condições da educação na zona rural chinesa. O diretor flagra uma escola primária em estado precário, na remota aldeia de Shuiquan, na qual os recursos são tão reduzidos que seu titular, Gao, é obrigado a reservar um giz para cada dia letivo. Quando sua mãe adoece, o professor é obrigado a se retirar por algum tempo, com o objetivo de visitá-la, pois está à beira da morte. O prefeito da pequena localidade, porém, não consegue encontrar um substituto que aceite trabalhar nestas condições. Só lhe resta contratar a única voluntária, Wei Minzhi, de apenas 13 anos, que mal tem recursos intelectuais para transmitir aos alunos. Na verdade, ela mesma só cursou o primário. A garota deverá permanecer por um mês na escola, a qual será também sua morada temporária, compartilhada com mais alguns estudantes. Embora desprovida de qualquer experiência, ela revela ter, apesar de sua aparente timidez crônica, uma persistência e uma fibra surpreendentes. Mais que lhe orientar quanto ao que deve passar de conteúdo para seus alunos, o Professor Gao lhe reserva uma árdua missão. Preocupado com a constante evasão escolar, ele lhe recomenda que mantenha todos os estudantes na escola, e não deixe nenhum partir. Obcecada com esta ideia, ela faz tudo para impedir que uma de suas alunas, talentosa atleta, seja levada para a cidade, onde treinará para aperfeiçoar seu dom. Impotente diante desta realidade, ela não permitirá que nenhum outro estudante parta da pequena escola. A realidade, porém, transcende seus modestos planos, e ameaça retirar de sua pequena comunidade mais um aluno. Órfão de pai, integrante de uma família muito pobre, repleta de dívidas, o pequeno Zhang Huike é obrigado a deixar a escola e ir para a cidade trabalhar. Inconformada, a professora parte em busca de seu aluno; impedida de embarcar como clandestina em um ônibus, ela segue a pé sua jornada repleta de emoções e desafios. À vida na escola rural, em que os alunos são obrigados a copiar o que a garota escreve na lousa, inconsciente de seu significado, sem condições de explicar seu conteúdo, é contraposta a vida urbana, a qual se revela cruel aos marginalizados, aos desprovidos de recursos financeiros.
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    285 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ProDia Nascer Feliz (03/07/2015) No filme Pro dia nascer feliz, podemos ver e retratar a imagem desfigurada de uma educação que pede socorro pelos quatro cantos do seu país, através de relatos de jovens e professores do ensino médio, os quais convivem e enfrentam essa caótica situação educacional. Vemos no filme de forma nítida as diferenças sociais, tanto financeira quanto cultural das escolas que são apresentadas em suas respectivas regiões. O documentário é iniciado com uma propaganda do ano de 1962 onde jovens cometem infrações e é feito uma indagação: será que a escola não seria capaz de oferecer àqueles jovens, uma melhor condição de vida? Pois neste período 14 milhões de jovens em fase escolar, metade já não frequentavam a escola. Em Pernambuco, precisamente na cidade de Manari, uma das cidades mais pobres do país, uma estudante de 13 anos descreve a situação paupérrima da escola com um linguajar muito fraco, reflexo da péssima situação em que se encontram nossas escolas públicas, principalmente as do nordeste onde não existem recursos pedagógicos, até mesmo os de necessidades básicas como a falta de estrutura, pois nem os banheiros tinham condições de uso. No entanto, entre todos esses desapontamentos da situação educacional, temos a Valéria, uma garota que se apaixonou pela leitura e faz a diferença entre os demais estudantes. Ela relata que, na situação em que se encontra fica difícil sonhar, mesmo com o seu gosto pela poesia. Diante de tudo isso o desinteresse dos estudantes ao estudo prevalece, resultando também na falta de compromisso por parte do professor em está presente na escola para suas aulas. Diante de tanta precariedade no setor, é reconhecível que estes professores já não tenham mais entusiasmo pela prática de ensinar. Na região sudeste, precisamente na Escola Parque Piratininga II a escola tem uma boa estrutura, porém existe uma renda econômica muito baixa que influencia no desenvolvimento das crianças. Os problemas com o aprendizado é o mesmo das demais escolas.
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    286 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Escritoresda Liberdade (06/07/2015) O filme conta a história da professora Erin Gruwell que começa a dar aulas em uma turma de alunos problemáticos que são divididos em gangues e etnias. A professora novata decide ajudá-los, mesmo não contando com a ajuda dos outros professores e da direção da escola. Erin Gruwell começou a fazer algumas atividades na tentativa de envolver os alunos a fim de que estes se identificassem e tivessem maior interesse pelas aulas. Ela criou um projeto para que seus alunos lessem “O Diário de Anne Frank” e que, após a leitura, fizessem seu próprio diário, contando tudo que quisessem: seus sentimentos, pensamentos, o que já havia se passado na vida deles, o que sonhavam. Ao ler os diários, Erin reforçou a ideia de não desistir de seus alunos e como a escola não emprestaria nenhum livro a eles, ela arrumou um segundo emprego para comprar os livros e depois um terceiro emprego para pagar as viagens culturais com a classe. Depois que os alunos leram o livro “O Diário de Anne Frank”, ela pediu que eles escrevessem uma carta para a mulher que protegeu Anne Frank. Os alunos ficaram empolgados e arrecadaram fundos para pagar as despesas da mulher. Os alunos uniram suas histórias e fizeram um livro.
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    287 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Sere Ter (08/07/2015) O documentário, conta a historia de um professor chamado Georges Lopes. Georges trabalha em uma escola que fica localizada em uma pequena cidade rural no centro da França, nos anos 90, lá ele leciona sozinho, pois tem apenas uma sala de aula, mas se dedica muito aos seus alunos. A intenção do professor nesse vídeo é que as crianças não aprendam apenas as disciplinas, mas principalmente a cortesia e valores. Esse modelo escolar é bastante comum no interior da França, onde crianças de varias idades dividem a mesma sala de aula, idades essas que varia de 4 e 11 anos. Georges esta sempre valorizando suas relações pessoais para que dessa forma possa manter uma harmonia entre os alunos em sala de aula, pois já que está vivendo no mesmo espaço, precisam ter uma boa convivência. Em sala de aula o professor tenta passar para os alunos o tempo todo que é mais importante ser do que ter, foi a partir daí que surgiu o nome do documentário. O único propósito que o professor passa no documentário é de ensinar, e como ele estava prestes a se aposentar e não ficaria com eles para sempre então procurava criar e desenvolver a autonomia de cada um dos seus alunos para que eles saibam como se sobressair com a ausência de Georges, enfim, a construção de personalidade. De acordo com a educação que nós estamos acostumados a ver no dia a dia, esse vídeo é muito bom e nos faz pensar que há uma grande diferença se fizermos uma comparação do desempenho do professor em questão e dos nossos professores. Em uma das minhas experiências tanto nas escolas da rede publica quanto privada, e nessa escola vi maneiras muito diferentes de se trabalhar umas das outras em comparando com o vídeo ficou mais diferentes ainda, por exemplo, nas escolas privadas o professor esta sempre preocupado em aplicar o conteúdo e terminar as apostilas até o fim do ano, do que apresentar novas formas de se trabalhar , o famoso método tradicional. Já nas escolas da rede publica, o professor parece estar muito cansado, as vezes até criam um conhecimento, e as vezes passam uma imagem de estar conformados e acomodados com a situação que estão vivendo a tanto tempo. No documentário quem faz toda a diferença na educação é o professor, os professores de o Brasil poderiam fazer suas diferenças afinal é importante que o professor trabalhe com amor e porque gosta da profissão para que não se torne um trabalho alienado, ou seja, trabalhar só pelo dinheiro, mesmo que em uma única sala de aula, com alunos de diversas idades, esse professor Frances consegue muito mais do que passar só o conteúdo, mas também participar da vida de cada aluno para poder ajudar a cada um que precise da sua ajuda.
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    288 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Babies (10/07/2015) Filmedirigido por Thomas Balmès, é um documentário que testemunha, sem narração, o 1º ano de vida de quatro pequenos seres humanos, cada um de uma parte distinta da Terra. Ponijao é um menino namibiano, Mari é uma menina japonesa, Bayar é um menino mongólico e Hattie é uma menina norte-americana. Acompanhamos diversos momentos da vida das pequenas crianças, desde o nascimento, passando pelas primeiras palavras até os primeiros passos. Os quatro bebês comovem o espectador, como é comum com adultos contemplando infantes desse tamanho e idade. O cineasta escolhe momentos pitorescos e os encaixa com cenas que mostram especificidades culturais, de hábitos e costumes. Presença dos pais e de outros coadjuvantes é sempre notada, mas os ângulos das câmeras privilegiam a ação dos pequeninos em sua aventura de descoberta do mundo. Essa abordagem nos aproxima da experiência dos bebês e da vivência dos cuidados dos pais. Entretanto, pode ser que essa tenha sido a minha impressão enquanto compartilhando, ou seja, a vida do bebê norte-americana não era muita novidade para mim, acostumado com hábitos um pouco parecidos na sociedade em que vivo e conhecendo um pouco da vida norte-americana através da mídia. As situações díspares a que assistimos durante o filme nos mostram a diversidade de condições em que os seres humanos podem se criar e viver, sem deixar de se constituírem como plenas criaturas da mesma espécie. Se, por um lado, ao bebê namibiano é permitido engatinhar na terra nua e brincar com ossos de animais, por outro, a menina norte-americana é cercada de cuidadosa obsessão com a higiene esterilizadora. Os ambientes em que vivem, respectivamente, Bayar e Mari são bem diferentes também. O menino mongólico está o tempo todo rodeado de animais domésticos e em constante contato com bois, cabras, gatos e galinhas, enquanto o cenário em que vive a japonesinha é completamente urbano (os únicos animais, além do gato doméstico, com que tem contato estão atrás das janelas de vidro do zoológico). De modo geral, a obra nos mostra quão semelhante são os seres humanos, independentemente da cultura e das superficiais características físicas. Vemos todos os bebês rindo, chorando e com medo. Cada um deles busca com curiosidade conhecer o mundo ao seu redor, os objetos e os animais. Cada um, em seu tempo, aprende a balbuciar e imitar a fala dos adultos. Todos eles experimentam os primeiros passos e as primeiras quedas.
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    289 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL ComoUma Estrela Na Terra (12/107/2015) O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade. Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de aprender e de ser uma criança. Ele acaba ficando deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é "Disciplinar Cavalo Selvagem”. De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma metodologia própria. Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava. Ele ensinou Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a opressão da família e sua própria limitação passa a ver adentro da escola, um novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando a sala de aula, um lugar agradável e estimulante. Na escola onde Ishaan estudava os professores só corrigiam os erros gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme o professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e ampliá-los.
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    290 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL AdorávelProfessor (14/07/2015) O filme relata a história de um homem que decidiu seguir a carreira de professor de música, para completar seu currículo. A princípio, Holland tem a concepção de passar o conhecimento musical aos alunos, porém, teve grandes dificuldades de entendimento perante seus discentes. Desse modo, resolveu mudar a sua metodologia de ensino, fazendo com que os alunos aprendessem a partir de seus gostos musicais, no qual muitos deles responderam que era Rock and Roll. Dessa forma o novo método fez despertar interesse nos alunos sobre a disciplina, já que o trabalho se mostrava mais dinâmico. O professor descobre que os alunos possuem grandes habilidades e que será necessário lapidar e desenvolver esse talento, como na cena em que a menina tocava flauta há três anos, mas não dominava muito bem o instrumento, assim, Holland passou a usar um dos seus vários métodos para aflorar o talento da jovem menina. Quando o professor recebe a informação de montar uma banda marcial e põe em prática a missão, descobre que os alunos não obtém sucesso, até que se desperta o interesse de um professor de Educação Física, que se dispõe ajudar Holland em troca de ensinar um ex-aluno, a tocar um instrumento, pois, isso seria fundamental para que tal aluno se mantivesse na equipe de luta. Entretanto, essa “troca” não trouxe a Holland uma maneira fácil e sim, algo complexo e de difícil compreensão, até porque o professor usou de muitas formas, mas, sem sucesso. Já sem esperanças, o professor usou do método de bater com os pés para que o menino adquirisse ritmo do tambor, fazendo com que o menino aprendesse e tocasse na banda marcial. A “luta” do professor continua, porém as decepções o perseguiam e, acaba sendo anunciado que por questões financeiras, a escola deveria demiti-lo. Os alunos ficaram revoltados, organizam então uma festa onde montam uma orquestra, realizando o grande sonho do professor.
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    291 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Colegas (16/07/2015) Éimportante notar como o filme trata a forma de transmissão da informação nos noticiários de forma cômica, não tendo vítima alguma exceto no primeiro assalto, e mesmo as pessoas entrevistadas eram cômicas inventando fatos como o rapto de um menino ou ameaças, além do medo que o desconhecido causa a outras pessoas. O sensacionalismo jornalístico aparece claramente quando um psicólogo diz “Essa figura do palhaço nada mais é do que uma forma irônica, até mesmo debochada que eles encontraram de dizer o que pensam sobre a nossa sociedade” e ele continua “Mais olha, é preciso muito cuidado. [...] Porque são deficientes mentais vivendo o mundo lúdico do cinema.” Até que um jurista replica “Veja o seguinte, nós estamos falando de um sequestro, isso aqui é um crime hediondo, dispensa qualquer comentário.” A parte interessante desse diálogo é quando se pergunta a um garoto com síndrome de Down chamado Israel que se encontra no programa se ele é perigoso e ele diz Eu sou muito, mais muito perigoso e a plateia ri. O mais legal desse debate? A única sensata era a mãe por ser relutar em aceitar os “fatos” discutidos e curiosamente foi a única a não ter espaço. Esse psicólogo cometeu dois erros gravíssimos: um- não é possível dizer o pensamento do outro sem antes consultá-lo, e dois- é que nem se sabia qual era a representação mental dos sujeitos, o comentário do jurista de fato dispensa comentários, mas o erro comum é o seguinte: os fatos não foram realmente averiguados, e nem precisavam, já que a televisão não quer verdades e sim verdades sensacionalistas, basta reparar em qualquer crime noticiado e pseudo diagnósticos dados por especialistas na mídia a criminosos loucos, alguns são até do imaginário popular. Sobre o comportamento de quem possui a síndrome o filme é bem educativo. A forma como eles abraçam a senhora que mostra onde é o mar, o comportamento de Aninha ao salvar os animais presos, o gosto comum entre eles por Raul Seixas, a falta de noção do que dizer a sexualidade sem pudor, a repetição de frases assistidas em filmes usadas para assaltar, a inocência ao pegar e mostrar o cartaz, demonstrar suas ideias, dizer que gostam de gordas, a grande habilidade social, a primeira relação sexual. Outro comportamento interessante era a atitude democrática, isto é, se um fizesse todos fariam além sua atitude criativa e não aceitação de falhas tornando tudo cômico, como histórias contadas por eles mesmos e que outros sujeitos sem entender acreditavam com facilidade, e o pior, a própria falta de noção dos policiais é muito ilógica, apesar de serem os únicos a reconhecerem a situação de fato. Os jornais levam a ideia do palhaço, da doença mental ao que era simplesmente uma representação mental a eles, ao extremo. Até mesmo o policial se vangloria do origami feito por Stalone, ironizando o desprezo por caricaturistas de rua.
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    292 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OOitavo Dia (18/07/2015) No filme o universo das pessoas portadoras síndrome de down é caracterizada pelo excesso de material genético proveniente do cromossomo 21. Seu portador e apresentam três cromossomos 21, ao invés de dois. E a sociedade ainda não está totalmente preparada para acolhê-los. A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais. O filme “O oitavo dia” retrata a vida de indivíduos de extrema sensibilidade portadores de síndrome de Down na qual se mostram pessoas que conseguem perceber o que a outra pessoa está sentindo e as ajuda a sentir-se melhor. Essas pessoas são cercadas de carinho, afeto, amor e quando as pessoas que a cercam estão presentes em sua vida elas se sentem mais protegidas. Algumas pessoas ainda não estão preparadas para lhe dar com o diferente, porém os indivíduos portadores são capazes de dar verdadeiras lições de vida demonstrando-se como pessoas verdadeiras, francas e gentis estas dão uma verdadeira aula de companheirismo, na qual compensam as suas lições dotadas de valores e percepções mais nobres. Uma pessoa mesmo com os sentimentos embotados, expressar algum sentimento de afetividade, o Down logo perceberá e se a pessoa for sincera admitirá possuir essa afetividade. A afetividade do portador e algo bem interessante, pois eles são carinhosos ou agressivos dependendo da situação. No entanto, no filme a vida de um homem estressado chamado Harry, que por motivos pessoais se dedica ao trabalho durante os sete dias da semana e que por acaso em um dia que em que decide dá uma voltas pela cidade se depara com Georges portador de síndrome de Down e este começa a ver que sua deu uma virada ao se deparar com as diferenças existentes na sociedade e percebe que sua vida podia ser controlada por ele próprio e não mais pelas pessoas a sua volta. Então Harry começa ater alegria e prazer em pequenos gestos e a se desvencilhar de antigos conceitos e a demonstrar de uma forma mais clara seus sentimentos. O final extraordinário contesta que mesmo enfrentando obstáculos o portador da síndrome de down, pode também mudar algo no mundo ao seu redor e fazer aflorar o sentido humano da vida.
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    293 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Vermelhocomo céu (20/07/2015) Há um tempo conheci o filme italiano “Vermelho como o céu’’ que retrata a história real de Mirco Mencacci, um renomado editor de som, com deficiência visual, da Itália”. Mirco, personagem apresentado na longa, sofre um acidente e perde a visão com 10 anos, com isso é obrigado a ir estudar num internato para deficientes visuais, pois na Itália dos anos 70 havia uma lei que proibia essas pessoas de frequentar a escola pública regular. O garoto sempre foi apaixonado por cinema. Antes do acidente, seu pai o levava sessões de cinema e, mesmo depois que perdeu a visão, ele não deixou de gostar. Ele declara no filme que ainda entende a história porque há vozes e sons ambientes e foi por causa disso que Mirco começa a desenvolver o gosto pela edição de som. No internato, ele descobre um gravador e começa a desvendar seus outros sentidos, principalmente à audição. Usa-o para representar sons da natureza, e com a ajuda de amigos constrói histórias fascinantes. O problema é que o diretor do colégio, que também é cego, possui uma visão muito limitada sobre as condições dos garotos com a deficiência visual. Direcionava-os para serviços manuais como a tecelagem, o que infelizmente ainda retrata grande parcela da realidade atual. Por isso, a história de Mirco é de superação. Ele não ficou limitado a sua condição, buscou seus sonhos se adaptando ao novo modo de vida. Porém, além disso, hoje em dia a sociedade pode promover maiores condições de adaptação para os deficientes visuais como: o áudio-descrição. A áudio-descrição é um dos grandes focos do nosso projeto. Com ela, podemos proporcionar maior vivência dos materiais audiovisuais. Imagine como é importante ter acesso não só ao conteúdo sonoro o filme, mas à descrição da cena.
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    294 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Sociedadedos Poetas Mortos (22/07/2015) O enredo do filme vai se delinear dentro da Welton Academy, escola preparatória de regime interno para o sexo masculino de classe alta. Os jovens são ministrados por professores selecionados, que educam seus alunos rigorosamente, em alguns casos de indisciplinas estes eram castigados até fisicamente. Mas, um novo professor John Keating ex-aluno da escola, e logo no inicio das aulas, ele mostra que este ano letivo seria diferente dos demais, dando incentivos aos seus alunos com frases de efeito: Vamos aproveitar o dia. Depois, o professor John sugere aos alunos que eles devem arrancar algumas páginas do livro didático, uma vez que o mesmo contem ideias preconcebidas, prontas e eles deveriam ser criativos. Numa outra aula, mais uma vez, professor traz uma nova pedagoga a de visão, ele pede a todos que subam sobre sua mesa, pra que eles tenham uma visão diferente. E assim o professor John, continuando trazendo ideias criativas e reflexas que iriam revolucionar toda a didática daquela escola, mas, logo seus métodos de incentivos aos alunos, a pensarem por si mesmo, cria um choque com a ortodoxia da direção da escola. O diretor não estava nada satisfeito com isto, e procura o professor para questioná-lo sobre suas aulas e métodos, bem como, alguns colegas de trabalho, porém ele não se intimida na mesma direção. Os alunos entendem plenamente o professor e se identificam com a nova metodologia de ensino, os resultados são surpreendentes, eles começam a se interessar não só pelos estudos, mas também por outras atividades literárias com poesias, musicas etc. Com estás novas ideias, os alunos criam uma espécie de sociedade entre eles, buscando atender seus espíritos aventureiros, saem juntos, vão as festas, procuram sempre estar juntos compartilhando seus pensamentos e ideias da juventude. Contudo, isto aparentemente dando certo, um dos alunos, chamado Neil Perry, revolve a revelia do pai, participar de uma peça teatral, pois desejava ser ator, a apresentação foi um sucesso, ele foi ovacionado pela plateia. Seu pai estava presente no teatro, e viu toda a apresentação, e ficou chocado com tudo aquilo, pois queria que o filho fosse doutor, e o procurou imediatamente a fim de inquiri-lo sobre sua situação. Já em sua casa com seu filho Neil, depois de algumas palavras ríspidas, o pai lhe diz que vai matricula-lo em uma escola interna em outra cidade. O filho aceita, tudo isto, sem dá nenhuma palavra. À noite, Neil resolve dá cabo de sua própria vida levanta-se da cama, e vai ao gabinete do pai, tira da escrevinha a arma de seu pai e atira em sua cabeça.
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    295 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL AEducação Proibida (24/07/2015) O filme é um projeto realizado por jovens alunos que passaram a questionar a maneira que as pessoas são preparadas para viver em um mundo “adulto”. Em uma pesquisa que cobre 8 países e com mais de 90 educadores entrevistados, A educação Proibida é eficiente ao passar um imenso panorama da atual situação do ensino a qual tem conservado comportamentos de competição, rivalidade e a super valorização do lucro. Estruturado em cenas ficcionais e as entrevistas com educadores, o documentário desvenda as bases do nosso ensino “Prussiano”, originado do padrão militar de educação da Prússia, no século 18, que doutrina crianças e jovens a viver no sistema vigente, treinadas a “guerrear”. Na contramão desse ensino engessado que vivemos, A Educação Proibida mostra as possibilidades de uma nova escola, livre, que respeita o processo de aprendizagem, o ensino prático, a integração, e a construção própria do mundo pelos alunos, em que a escola oferece ferramentas para que esses futuros adultos possam construir suas próprias opiniões e visões sobre a sociedade, sem doutriná-los a aceitar tecnicamente valores e costumes sociais instituídos. Nessa nova escola, proibida porque vai contra interesses dominantes, a postura do professor também deve mudar. O documentário mostra como a hierarquização vivenciada hoje através do medo e sentimento de inferioridade do aluno não ajuda no aprendizado, mas o desinteressa pela busca do conhecimento. A Educação Proibida é clara: entre a figura do educador e seus alunos o respeito e a troca de ideias formarão uma nova via de comunicação e uma sociedade mais justa e menos autoritária.
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    296 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Corridapara lugar nenhum (26/07/2015) O Filme conta que muitos não aguentam tanta pressão. É esse lado menos brilhante da cultura do alto desempenho que o filme procura mostrar. Ele o faz interpolando comentários de especialistas a depoimentos de alunos que desenvolveram doenças psicossomáticas abandonaram o curso, envolveram-se com drogas, aprenderam a colar nas provas. Há até a história de garota de 13 anos que se suicidou após fracassar em teste de matemática. De um modo geral, tudo está bem encadeado e o documentário levanta várias questões importantes, algumas das quais valem não apenas para os EUA como também para o Brasil. Será que não estamos impondo agenda muito apertada para nossos filhos? A questão do excesso de compromissos infantis, pelo menos nos estratos mais abastados, é universal. A rotina típica inclui escola, curso de idiomas, atividade esportiva. Para os mais velhos, além disso, um pouco de voluntariado. No caso das grandes cidades brasileiras, ainda é preciso acrescentar o tempo perdido no trânsito. Tudo isso não é tão importante quanto ter algum tempo livre, até para que o cérebro possa processar o “input” que recebe. Outro ponto relevante é o que o filme chama de excesso de provas. Para alguns pais com espírito competitivo de mercado, “não há dúvida de que é fundamental conseguir medidas tão objetivas quanto possível do desempenho de crianças, professores e escolas. Sem distinguir o que funciona do que não, é impossível melhorar”. Capítulo à parte, mas que vale também para algumas escolas no Brasil, é o da lição de casa. Nos Estados Unidos, além de jornada escolar de sete horas, não raro seguida por três ou quatro horas de atividades extracurriculares, as escolas costumam exigir grande volume de leituras e tarefas para casa. Muitas vezes, qualquer jovem no ensino médio precisa dedicar a elas mais três ou quatro horas diárias, que podem avançar madrugada adentro. A carga parece tanto mais exagerada quando se considera que os testes comparativos internacionais mostram que não há correlação importante entre quantidade de lição de casa e desempenho acadêmico. Por essas e outras já há, nos Estados Unidos, grupo de interesse voltado a acabar com a lição. Sua presidente é um dos personagens do documentário. O desafio para essas pessoas não é suportar a pressão, mas conseguir concluir o ensino médio e prosseguir mais com os estudos. É possível que, para essa população, os testes e lições de casa tenham impacto mais positivo do que negativo. Tal ponderação não tira o mérito do documentário de problematizar a cultura do alto desempenho. Embora limitada à classe social específica, ela gera dificuldades que precisam ser questionadas para dar lugar a aprimoramentos. E isso vale para qualquer lugar do mundo.
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    297 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL AOnda (28/07/2015) Retrata o dia-a-dia de uma classe escolar e a experiência de um professor, Mr. Wenger, ao tentar demonstrar de forma prática a facilidade com que um regime totalitário poderia ser implantado na Alemanha pós-Segunda Guerra. A intenção do professor é fazer com que os alunos assumam uma postura crítica ao perceberem os comportamentos aos quais estão sendo induzidos durante a experiência. No entanto, a ideia que o professor Wenger inicialmente tenta incutir em sua classe cresce de forma tão acelerada e perigosa na cabeça dos alunos que rapidamente sai de controle. O grupo de jovens que compõe a então chamada “A Onda” (ou “Die Welle“, em alemão) passa a se ver como algo à parte da sociedade, como uma associação seleta na qual apenas os membros que seguem estritamente as regras impostas podem ter voz e todo e qualquer um que for contra o pensamento daquela pequena comunidade não mereça ser levado em consideração. O filme é baseado em fatos reais. Em 1967, um professor americano chamado Ron Jones fez o mesmo experimento com sua classe, em uma escola de ensino médio da Califórnia. Jones nomeou o experimento como “Third Wave). O que começara como apenas uma aula sobre os princípios da autocracia vira uma bola de neve para a qual os alunos arrastam o professor sem que este mesmo perceba. Manifestações comportamentais violentas, vandalismo contra o patrimônio público e isolamento de pessoas com ideias diferentes são encarados dentro do contexto d’A Onda como uma forma de expressar o senso de comunidade que os jovens começavam a aprender – erroneamente – a construir. Quando Wenger se dá conta do caminho que sua ideia inicial está tomando, ele tenta retroceder para mostrar à classe o que havia acontecido naquela curta semana: como eles haviam passado de uma turma dispersa de sujeitos que pensavam de forma individual para uma comunidade articulada e forte em suas crenças, mas que pecava ao fechar os olhos para a sociedade real na qual estavam inseridos. O desfecho do filme, ao meu primeiro olhar, foi bastante inesperado, mas ao tornar a assistir com olhos mais críticos – ou talvez por então já estiver ciente do que esperar, vai saber – é possível perceber que não havia, realmente, outra forma de se encerrar a situação no estado de alheamento que alguns integrantes d’A Onda se encontravam. A crítica à manipulação do pensamento e à alienação provocada pela sensação de conforto e receptividade que a inclusão em certos tipos de grupos proporciona está presente no filme do início ao fim, e é exatamente o ponto que causa um incômodo inesperado num enredo tão aparentemente simples.
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    298 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OMundo de Sofia (02/08/2015) No filme já no início, as personagens Sofia e Jorunn, a amiga e vizinha, conversam sobre se os pássaros pesam e o que eles pesam de nós. A partir desse ponto, acompanhamos Sofia em sua busca pelo conhecimento. Às vésperas de completar quinze anos, os questionamentos de Sofia só aumentam. Ela começa a receber bilhetes e cartões postais. Os bilhetes são anônimos, e trazem questionamento à Sofia: "quem é ela?" "de onde vem o mundo em que vivemos?". Ela busca respostas com a mãe, mas não tem as respostas que satisfaçam. Na escola, o professor também não consegue dar respostas. Os amigos da escola também não conseguem entender do que Sofia está falando. Uma das questões abordadas por Sofia é se existimos ou não. Somos personagens de uma fantasia, de uma novela? Sofia descobre que bilhetes são de um filósofo chamado Alberto Knog, que irá se tornar seu professor de filosofia. Juntos, os dois percorrem o desenvolvimento do pensamento filosófico, desde a Grécia antiga à modernidade, passando pela Idade Média, pelo Iluminismo, pela Revolução Francesa e pela Revolução Russa até os tempos modernos. Os postais foram mandados do Líbano, por um desconhecido chamado major Albert Knag, para uma pessoa chamada Hilde Knag, que Sofia igualmente desconhece. Com uma narrativa fragmentada, o filme "O mundo de Sofia", nos apresenta os princípios filosóficos numa viagem pelos Períodos da história da humanidade. O primeiro a ser apresentado vai da Grécia Antiga até o período Helênico. Por meio de uma redação escolar de Sofia ficamos sabendo como os homens explicavam aquilo que eles não entendiam - a mitologia grega. Europa, matando milhares de pessoas. Entramos no período do Renascimento. Alberto apresenta a Sofia uma bússola, invento importante para o Renascimento, pois permitiu aos exploradores encontrar novos continentes. Durante o Renascimento os filósofos se dedicaram à ciência. Então, Sófia pergunta: "O que renasceu?" E Albert responde: "Os ideais da Grécia antiga". Neste período, permitiu-se às pessoas a voltarem a ter curiosidade pelas coisas. O enxofre foi a substância do momento. As grandes personalidades do Renascimento foram: Shakespeare - escreveu dramas, como Hamlet, Romeu e Julieta, Macabet, Rei Lear; Nicolau Copérnio - descobriu que a terra gira em torno do sol. Antes do Renascimento se pensava que a terra era o centro do universo. A Igreja não permita novas ideias. As ideias de Copérnio levaram 300 anos para serem aceitas. Leonardo Da Vinci, outra grandes personalidades do Renascimento, se destacou na arte e na ciência. Foi arquiteto, matemático e engenheiro. Pintou a tela "Mona Lisa". Outro grande artista, rival de Leonardo, foi Michelangelo. Também foi neste período que se inventou a imprensa, por Johannes Gutenberg. Na filosofia, Francis Bacon foi um dos grandes destaques. Ele disse: "conhecimento é poder". Alberto Knox também fala de Descartes, que viveu no século 17. Descartes disse: "Penso, logo existo". Ele acreditava que deveríamos duvidar de
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    299 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL tudo.Também ficamos sabendo de Georgie Berkeley, bispo anglicano irlandês (1685-1753). Ele e Tomás de Aquino argumentavam que fé e filosofia se entrelaçavam. Berkeley acreditava que o espírito é superior a matéria. Para ele, a percepção de tempo e do espaço só existe na nossa mente. Alberto Knox nos guia pela Revolução Francesa. Segundo o filósofo, alguns anos depois da morte de Berkeley houve a Revolução Francesa (1789). O povo se rebelou contra o rei a nobreza. Lutaram para se libertarem da opressão. Nessa época, alguns tinham privilégios que eram pagos por outros. As pessoas eram tratadas diferentemente segundo seu nascimento. Era uma sociedade de classes, não existia igualdade. A Igreja dominava. Os nobres também desfrutavam de enormes privilégios. Robespierre, lider da Revolução, admirador de Rousseau, empregou a violência a todos que ousou discordar de seus métodos. Ele os chamava de inimigo do povo. Para Albert, os filósofos foram mal interpretados. Em vez de métodos democráticos empregaram a violência e o terror. Olímpia de Gueges criticou a violência empregada por Robespierre e foi guilhotinada, em 1971. Olimpia escreveu "A declaração dos direitos das mulheres", explicando que o poder pertence ao povo. Que o povo compõe-se de homens e de mulheres. Olímpia foi a primeira mulher que, publicamente, exigiu a igualdade entre os sexos. Alberto também cita outros pensadores e artistas, como Emanuel Kant; Frederich Nietzsche, que disse: "Deus morreu". Nietzsche pensava que deveríamos reexaminar todos os nossos valores; Soren Kierkegaard, dinamarquês. Entramos na Era do Romantismo, que foca na natureza e no gênio criador do artista. Alberto cita a ária Don Giovanni de Mozart. Fala de Goethe, que escreveu "As tristeza do jovem Werther" e influenciou toda uma geração. Houve gente de se suicidou por ler o livro. Hegel fala sobre tese, antítese e síntese. Ele dizia que nossos pensamentos são dialéticos, que ele surge de pensamentos anteriores. Também Alberto conduz Sofia pela Revolução Russa. Lênin dizia: "Pão para o povo, terra para os fazendeiros, paz ao país e poder aos soviéticos." Somos introduzidos à dialética de Hegel, que é a base do Marxismo, do "Manifesto Comunista." Ainda vemos Sofia em uma sessão como Sigmund Freud, que foi precursor da psicanálise, método terapêutico para trata mentes doentes. No filme, ainda há referência a Jean Pablo Sartre, filósofo existencialista. Também é mencionado a Teoria do Big Bang, sobre a criação do mundo. Ao longo do filme, vemos Sofia descobrir que todos em seu mundo são personagens de uma história contada por Albert Knag à sua filha Hilde (a todo o momento surge na tela personagem como: Robin Hood, Os três mosqueteiros, O Pinóquio). Sofia ao descobrir que também é uma personagem decide que, para sobreviver, precisará fugir da história, junto com Alberto Knox. Eles elaboram um plano que será posto em prática no dia do aniversário de 15 anos de Sofia.
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    300 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Avoz do Coração (04/08/2015) O filme se passa em um pensionato para pequenos delinqüentes, onde um professor por nome de Clément Mathieu assume a tarefa de ensinar música, mesmo sem concordar com os métodos que o inflexível diretor da escola insiste em impor regras militares dentro do pensionato fazendo que os alunos apanhem a cada vez que comente algum erro. Seus alunos são crianças problemáticas, que não cresceram de forma saudável e que causam confusões o tempo todo no internato. Com a chegada do professor a escola tem a rotina mudada quando ele resolve montar um coral para manter a disciplina dos difíceis estudantes explorando os talentos de cada um dos alunos. Com suas vidas transformadas pela música, os internos ganham cada vez mais confiança no novo mestre, ao mesmo tempo em que seus talentos começam a ser expostos. Um grato se destaca Pierre, começa a demonstrar a cada ensaio do coral mais aptidão para musica deixando o professor surpreso pelo seu Don natural em cantar, o coral do professor começa a se destacar a cada dia ao ponto de receber a visita de uma condessa o Mathieu consegue uma vaga para Pierre em um conservatório de musica após um grave incêndio no conservatório o professor e despedido levando consigo um garotinho que sonhava em sair de lá em um sábado. O filme e narrado pelo próprio professor que demonstrando a sua monografia a um grande musicam no qual este era o próprio Pierre que tinha vivido no pensionato. Sem duvida podemos resumir este filme em três palavras na vida de um homem, dedicação, sensibilidade e amor. Esta e uma obra clássica indicada para todos queiram entender a forma pela qual o método de ensino era no período pós-guerra mundial, onde havia um método ditatorial de ensino, assim ela fica indica para você que quer repassar este conhecimento a outros.
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    301 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Clubedo Imperador (06/08/2015) O filme “Clube do imperador” se passa numa escola freqüentada pela elite americana, onde o professor William Hundert é reconhecido por suas belas instruções em sala de aula. Tudo sempre correu bem até o dia em que professor se depara com o arrogante Sedgewick Bell, filho de um pai importante na política do país. O garoto mantinha um relacionamento sem diálogo e sem carinho e afetividade com o pai, apesar de suas tentativas de aproximação. Diante deste aluno o professor busca a mudança do caráter do mesmo e ganhar sua confiança, convencendo-o de que ele era capaz. Para isso, ele até trapaceou na classificação do famoso jogo "Júlio César", que consistia numa competição na qual só os três melhores alunos da escola podiam participar da grande final e apenas um participante ganhava os louros da vitória. Nesse desafio, o professor acaba, desonestamente, forjando uma classificação no concurso (Clube do Imperador), desviando-se de seu caráter reto para tentar aproximar-se do garoto e passar-lhe seus conceitos. Percebendo, porém, que apesar de alguns poucos avanços não consegue mudar o caráter do aluno, o professor entra em um conflito interno sobre o que são vitórias e derrotas. Esse conflito se torna mais profundo quando se decepciona, ao perceber que, mesmo entre os mestres da escola, a esperteza se sobrepõe a retidão de caráter e a honestidade. Quando chega sua chance de galgar o cargo máximo, é preterido como diretor. A escolha recai sobre alguém bem mais jovem que ele e que tinha como principal habilidade conseguir dinheiro para sustentar o colégio. Sedgewick deseja repetir o campeonato em sua cidade e convida o professor e todos os seus antigos colegas que são recebidos com muito carinho. Entretanto, no decorrer do campeonato, o professor descobre que seu antigo aluno continuava a infligir o princípio de moral, e mais uma vez não entrega a vitória. O campeonato era apenas para anunciar aos colegas de que era candidato ao senado no lugar de seu pai e queria pedir apoio de todos. Ele e o professor discutem. Durante a discussão, o filho de Sedgewick ouve tudo e compreende ostensivamente e vira as costas para o pai. O professor, então, revela ao seu antigo aluno que foi desclassificado injustamente assim como no passado e ele o perdoa. Como prova de seu perdão, coloca seu filho para estudar o senhor Hundert, pois apesar de tudo via uma honradez. Ainda tinha muito apreço pelo professor.
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    302 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL EncontrandoForreste (08/08/2015) O filme conta a história de Jamal, jovem com talentos literários excepcionais e uma bagagem de leituras memorizadas de dar inveja, que sofre limitações no seu desenvolvimento por causa de sua cor e de sua condição social. Seu desempenho escolar é mediano, mas um trabalho brilhante desperta o interesse do melhor colégio da cidade, que o convida para estudar lá sem pagar e ainda jogando basquete, seu esporte preferido, do qual é um ás. Jamal conhece Forrester, um famoso escritor de um livro só, em uma invasão no seu apartamento, inspirada por seus amigos da rua. Forrester lê e critica alguns textos de Jamal e, a partir daí, passa a ser o incentivador maior do desenvolvimento do seu dom. No colégio novo, professores que um dia contestaram a obra de Forrester desconfiam que os trabalhos escolares de Jamal são apenas cópias e que ele só está estudando lá para jogar basquete e tirar a família da pobreza. No desenrolar da história, Jamal prova sua amizade por Forrester, e Forrester prova sua amizade por Jamal. O filme é leve, e os personagens são carismáticos, de modo que o espectador fica "torcendo" para que tudo termine hollywoodianamente bem. Há boas doses de humor, um esboço de romance (tolhido pelo preconceito social e racial), e alguns momentos sentimentais e de reflexão.
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    303 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL LarryCrowne – O Amor Está de Volta (10/08/2015) Depois de anos trabalhando como cozinheiro na marinha, Larry Crowne (Tom Hanks) ocupa o ofício de vendedor numa loja de departamentos. Como não possui ensino superior, é despedido e, com um empréstimo e várias dívidas para pagar, acaba indo cursar uma faculdade. Entre as matérias escolhidas, um preparatório para fazer discursos. A professora responsável (Julia Roberts) é uma mulher cujo marido passa o tempo todo vendo pornografia na internet. Isso sem contar com seu desânimo profissional, já que suas turmas, geralmente, não alcançam nem mesmo o limite mínimo de alunos. Dessa vez, porém, vai alcançar. Com exatos dez universitários, a Sra. Tainot começa a ensinar sua classe a se importar – principalmente com o fato de estarem lá. E a partir daí Larry recomeça sua vida e descobre que pode, mesmo na metade do caminho, mudar seu próprio destino. Larry Crowne – O Amor Está de Volta (Larry Crowne, 2011), que estreia nesta sexta-feira no país, é o segundo trabalho na direção de Tom Hanks. E ele mostra que, mesmo que não seja um diretor excepcional, sabe bem como abordar e fundir diversos assuntos dentro de um filme simpático e doce. Com a ajuda de Nia Vardalos, escreveu também o roteiro. E se o rumo é previsível, o percurso é recheado de piadas gostosas e bem intencionado. Além delas, a dupla faz até críticas sociais – principalmente contra a falta de interesse do estudante universitário e sua fácil dispersão. Mas quem realmente estimula o filme é Julia, livre de qualquer inibição. Disposta, encara o papel sem embaraço e é responsável pelos momentos mais espirituosos. Possui uma boa química com Hanks e os dois conseguem manter o interesse durante todo o tempo.
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    304 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OGênio Indomável (12/08/2015) Na trama acompanhamos Will Hunting, um jovem problemático, que consegue responder uma questão matemática de nível avançado e termina caindo nas graças de um brilhante professor, que descobre, com o tempo, que o garoto se tratava do zelador da escola em que trabalha. Diversos problemas com brigas levaram o rapaz a correr o risco de ser preso, mas Lambeau, o referido professor, se responsabiliza por ele na frente do juiz, evitando sua prisão, mas, como parte do acordo, ele iria fazer terapia regularmente. O psicólogo escolhido para a missão se trata de um amigo de infância de Labeau, que demonstra ser uma pessoa sofrida com seu passado. O roteiro da obra realmente impressiona pelo fato de conseguir atrair o espectador e de fazê-lo se sentir conectado com a história de vida dos personagens. As mudanças ocorrem gradualmente e muito bem construídas, garantindo que todo o processo de mudança comportamental dos envolvidos seja percebido de maneira muito suave e fora das armadilhas, que poderiam ser consideradas clichê. Esse, por sinal, é o grande ponto forte do filme, que é capaz de demonstrar a evolução de um personagem de forma tão inteligente, que só depois dela de fato ser concretizada, que se consegue refletir suas ações durante a exibição da película. Além do grandioso roteiro, as atuações também enriquecem bastante a trama. O maior destaque é, sem dúvidas, para Robin Williams, que apresenta as nuances de uma pessoa que sabe que tomou decisões que lhe levaram a uma espécie de fracasso, mas que não faria nada diferente, por cada momento de felicidade ter valido a pena. Williams consegue ser comunicativo e introspectivo ao mesmo tempo. Atuação digna e merecedora do Oscar que recebeu. Minnie Driver, indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante, também convence em seu papel, principalmente pelo fato de sua personagem, até então não muito importante, ter ganhado destaque conforme a projeção foi passando e ter se tornado fundamental para a conclusão da obra. Com esses dois coadjuvantes de peso, Matt Damon teve a ótima oportunidade de demonstrar seu talento e o fez através de uma atuação discreta, comovente e sutil. O ator aproveita cada cena e trabalha de forma simplória, mas ao mesmo tempo intensa e delicada. Ben Aflleck, por sua vez, já demonstrava aqui que seria um ótimo profissional por trás das câmeras, capaz de ganhar um Oscar de melhor filme por Argo, mas fraco na arte de atuar. Não estamos diante da obra perfeita, principalmente por existir momentos que buscam apelo sexual para arrancar alguns risos do público, mas é fato consumado que esses deslizes não tiram a genialidade da película. obrigado a sair e aposentar-se, depois de tantos anos lecionando nesta escola e de ser um professor de sucesso. Porém, o que ele não esperava é que na sua
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    305 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL saída,os alunos de todos os anos fizessem uma homenagem, em que, ele iria reger. Este filme demonstra a luita de um professor que tenta incluir os seus alunos de alguma forma na sociedade e na escola, e mostra o drama de ter um filho surdo que precisa de assistência, porém, esta deve ser primeiramente da família com a aceitação da deficiência e com amor. E como é importante o deficiente não ser excluído da sociedade. O filme expõe como é fundamental o papel do professor e que realmente o professor marca a vida do aluno. Holland, com o seu estupendo labor, termina por ser um verdadeiro modelo de mestre.
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    306 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FilmeA Escola da Vida (15/08/2015) Esse longa fala sobre a vida de um professor que chega a uma cidade impressionando com o seu jeito simpático de dar aulas. Além de atraente ele é bastante ligado aos alunos e o seu jeito informal parece dar bons resultados. Não bastasse tudo isso Sr D realiza as suas tarefas de uma forma simplesmente brilhante. Sendo assim é natural que todo mundo goste e admire o Sr D, exceto o invejoso professor de biologia Matt Warner. O grande sonho de Warner, de ser o professor do ano, fica ameaçado com a chegada desse simpático e multifacetado professor. O ponto alto desse filme é mostrar que a vida dá muitas voltas e que a vida pode ser uma verdadeira escola para aqueles que sabem aproveitar o que ela tem a ensinar. A direção do filme é de William Dear e tem muita emoção nas cenas dessa cativante história. O enredo que a princípio parece leve vai se tornando mais denso e interessante para o público. Muitas pessoas que assistem a esse filme acabam repensando as suas atitudes diante a lição que o filme transmite. Esse filme tem como mérito apresentar a realidade do cotidiano escolar e mostra a importância de um professor que está sempre estimulando os alunos para que eles sejam capazes de perceber que podem se tornar os protagonistas de suas próprias histórias. Um dos pontos que chamam a atenção no filme é que aparece a ideia de um professor que sai do seu pedestal de mestre para se mostrar um igual entre os alunos. A interação entre os alunos e o professor se torna mais intensa e verdadeira. O professor Sr D mostra que é possível educar com qualidade e liberdade ao mesmo tempo. Não deve existir uma diferenciação hierárquica entre alunos e mestres que os afastem tornando o processo de aprendizagem mais difícil. A tolerância e o respeito são fundamentais para que alunos e professores convivam bem e juntos. Um filme bem interessante para que pais, alunos e professores assistam e repensem as suas atitudes.
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    307 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OPorto (16/08/2015) O porto, de Aki Kaurismaki, é um resgate para a humanidade, para a acolhida, para a gentiliza, para a atitude de ajudar sem que se tenha pedido, para uma vida mais simples, acolhedora e feliz. A película é nossa indicação para as discussões sobre a tecnologia do ‘acolhimento’ no processo de trabalho e nos serviços saúde, como possibilidade de reorganização das práticas com foco nas necessidades dos usuário. Os temas ‘clássicos’ discutidos na concepção de acolhimento entre os profissionais de saúde, como a noção de ‘escuta qualificada’ e de ‘mudança ética’ na forma de atender a população que chega aos serviços do SUS, são claramente percebidas nos quadros, olhares e planos do filme, um belo convite ao sentimento, à liberdade e à poesia.
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    308 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CasteloRá-Tim-Bum, O Filme (17/08/2015) Adaptação do programa da TV Cultura. No meio de uma megalópole enlouquecida, um castelo encantado sobrevive ao mundo moderno e guarda segredos, magias e o conhecimento de toda a humanidade. Um castelo diferente, habitado por gente diferente: Morgana (Rosi Campos), uma poderosa feiticeira com 6 mil anos de idade; o Doutor Victor (Sérgio Mamberti), grande sábio feiticeiro de 3 mil anos; e seu sobrinho, o jovem aprendiz Nino (Diegho Kozievitch), de apenas 300 anos. Os três se preparam para o alinhamento dos planetas, fenômeno que fortalece os poderes de todos os magos. No entanto, entra em cena a malvada Losângela (Marieta Severo), uma prima de Morgana que foi expulsa da família há séculos e planeja uma vingança terrível. Aliada ao ambicioso Doutor Abobrinha, ela rouba os poderes de Doutor Victor e Morgana e os põe sob seu controle. Cabe a Nino lutar contra as maldades de Losângela. Apesar do ambiente e dos personagens centrais serem bastante atípicos, os laços de amizade, o companheirismo, a inveja e as questões levantadas permitem uma identificação do espectador com o filme. Nino tem 300 anos, mas vive as mesmas questões que qualquer criança: busca da autoestima, dificuldade em cumprir expectativas, sonho de ser parecido com outras crianças e de ter amigos. Podemos dizer que Castelo Rá-Tim-Bum: O Filme tem características dos contos de fadas ao trazer a magia e a luta entre o bem e o mal para os dias de hoje. O filme mantém um bom ritmo narrativo, entremeado por elementos surpresa, e pode desencadear boas conversas sobre o “fazer cinema” por meio dos “truques” e efeitos especiais utilizados. O fato dos alunos conhecerem a versão da TV possibilita uma intimidade com a história e permite o desenvolvimento do senso crítico na comparação das semelhanças e diferenças, bem como na percepção das diferentes maneiras de se contar uma história.
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    309 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Correntedo Bem (18/08/2015) Trevor (Joel Osment ) frequenta a turma da 7ª série. No início do ano a classe se vê diante de um novo professor de Estudos Sociais diante do qual a classe tem um impacto frente aos questionamentos que o professor faz. Em conversa com a classe ele leva os alunos a refletir sobre : “ o que o mundo espera de vocês?”. E se quando forem adultos se decepcionarem com o que o mundo possa lhes oferecer? Pode não ser aquilo que esperam.” Diante da perplexidade de alguns e displicência de outros ele lança um desafio: “ "Observar o mundo à sua volta e encontrar soluções para aquilo que não gosta” Em resumo: “Consertar o mundo”. O professor jamais imaginou que algum de seus alunos fosse levar a proposta a sério. Mas Trevor precisava “consertar” muita coisa em sua vida. Como ele mesmo diz na trama. 'É possível consertar algo mais que sua bicicleta”. Com pais alcoólatras, sendo que o pai se ausentava por longos períodos e quando voltava era a motivação para Arlene sair da abstinência que vinha tentando há tempos. Um dos temores de Trevor era a volta do pai para casa. A proposta de Trevor é simples, segundo ele imagina “ Se alguém faz um favor a uma pessoa, algo importante que a pessoa não ´possa fazer sozinha ,repassa esse gesto a mais três pessoas, a corrente se multiplica”. Começa a colocar seu projeto em prática a partir de um mendingo que chama sua atenção no caminho para casa, ao vê-lo revirando o lixo para buscar seu alimento. A partir daí a trama se desenrola, as boas ações vão se multiplicando, mas sem o conhecimento de Trevor que tem a sensação de que seu objetivo não está sendo alcançado. Uma série de pessoas se envolve na corrente ,inclusive sua mãe , o professor e sua avó também alcoólatra. E moradora de rua. O que o menino não imaginava é que a corrente fosse chegar tão longe a ponto de atrair a atenção de um repórter , esse também beneficiado pela corrente . Instigado pela boa ação que recebera não descansa até encontrar a origem da mesma: Trevor O final é inusitado e sempre me emociona a cada vez que assisto. Vale a pena conferir. A proposta do filme é bem clara; O impacto social de uma boa ação, um gesto de carinho, uma gentileza gera um fator multiplicador de bem estar social. Como no filme, se cada um de nós nos propusermos a ajudar aqueles que necessitam, a corrente crescerá rapidamente. Gerando transformações. Como disse Trevor ao ser interrogado pelo repórter sobre o porquê disso tudo e ele responde: “Porque a vida não precisa ser assim, uma merda”
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    310 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL OsEsquecido (19/08/2015) Argumento: Este sem duvida é um dos filmes mais realistas do grande cineasta, e talvez o que mais toque em temas sociais. Produzido na época em que Buñuel se encontrava exilado no México por razões políticas (governo fascista do General Franco), este resolveu mergulhar no submundo da Cidade do México para mostrar como ali (e noutras metrópoles) convivem diariamente famílias não lembradas a todo o momento pela média e pelos demais moradores da grande metrópole. Daí surge o título. Baseado numa história real que Buñuel leu nos jornais mexicanos, o filme mostra a história de Pedro, um rapaz que assim como os seus colegas formam alguns "gangues" e diariamente praticam roubos, na cidade do México. Um dia a vida deles muda pois um criminoso famoso, e tido pelos rapazes como líder, foge da prisão e volta para reencontrar os seus "amigos". A “gangue” pratica inúmeras crueldades, inclusive agredir um cego e um aleijado, e tentar roubá-los. Porém um dia Jaibo, o criminoso fugitivo, resolve tirar satisfações com Julian, um moço trabalhador que possui um pai bêbado, pois segundo Jaibo, Julian tê-lo-ia delatado para a polícia. Jaibo acaba agredindo Julian na cabeça, na presença de Pedro, que foi como o seu cúmplice. Logo a seguir os dous fogem sem saberem que tinham matado Julián. Quando a notícia da morte de Julián se espalha, Pedro resolve voltar para casa, e tem um sonho onde tenta reconciliar-se com a sua mãe, mas Jaibo o atrapalha. Além disso, resolve procurar um emprego, e consegue. Mas Jaibo não dá sossego a Pedro e numa oportunidade comete um roubo no emprego de Pedro e a culpa recai sobre Pedro, que é demitido e passa a ser procurado pela polícia. Como se não bastasse, Jaibo envolve-se sexualmente com a mãe de Pedro e ainda a convence a entregar Pedro à justiça, para que essa cuide dele. Pedro então é mandado para um colégio interno onde se revolta com os seus colegas e desconta algumas galinhas. O diretor do colégio fica sabendo, porém, ao invés de agir como o esperado, repreendendo-o, resolve dar confiança a Pedro e entrega-lhe uma nota de 50 pesos para que ele lhe compre um cigarro fora do colégio e volte com o troco. Contrariando todas as expetativas Pedro resolve fazer isso, porém, mais uma vez, Jaibo interfere na sua vida e tenta roubá-lo. Os dous brigam, e Jaibo acaba matando Pedro. Em seguida Jaibo é morto pela polícia quando tenta fugir. Porém, a cena final é a mais inquietadora. Uma menina amiga de Pedro e o seu avó, veem o corpo de Pedro morto no seu celeiro e com enorme indiferença deitam-no fora num saco de lixo. Talvez por causar esse mal-estar este final tenha sido censurado, o que obrigou Buñuel a produzir um final mais doce e "Hollywoodiano", porém menos com a cara do cineasta aragonês.
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    311 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL AHistória Sem Fim (20/08/2015) Infância é uma época cruel. Toda criança sofre em maior ou menor grau, mas ninguém é tão vítima dos ataques sem sentido dos pequenos quanto os estranhos, os nerds, os retraídos, os traumatizados. Infelizmente, o tímido Bastian Bux (Barret Oliver) tinha um pouco de tudo isso. O jovem, cuja mãe morreu e o pai é ausente, encontra, como tantos outros, em um livro uma fuga do mundo real. Mas A História Sem Fim não é um livro comum. A ideia de entrar em um outro mundo quando se lê é levada ao pé da letra e Bux passa logo a acompanhar de perto, e de muito perto, as aventuras do valente Atreyu (Noah Hathaway). A História Sem Fim é um dos principais filmes da infância de muita gente. Baseada na obra do escritor Michael Ende, a produção alemã conquistou o mundo e tornou-se um clássico instantâneo. Os efeitos especiais avançados para a época, além dos bizarros habitantes do mundo de Fantasia e a própria criação de todo um novo universo na tela enfeitiçaram crianças e adultos. Mais do que isso, porém, são as metáforas dessa história que fazem com que o espectador se envolva mais profundamente com ela. Embora em sua superfície pareça apenas um singelo conto infantil, o filme traz consigo lições importantes para a vida e sobrevivência, ao mesmo tempo em que ajuda o medroso Bastian a enfrentar os próprios temores. Coragem, amizade, amor, imaginação, benevolência e depressão são alguns de seus principais temas. A sequência mais chocante envolve Atreyu e seu cavalo. Ao desbravar os Pântanos da Tristeza, os dois enfrentam um perigo muito maior que os monstros que habitam esse mundo. A depressão, assim como a traiçoeira escuridão lamacenta do pântano, é capaz de engolir qualquer um que deixe de lutar. Basta se entregar à tristeza e aos pensamentos ruins. O grande Nada que está engolindo o universo de Fantasia não é apenas o Nada do esquecimento, da diminuição da imaginação que supostamente vem com a chegada da fase adulta, mas também de um mundo real que não se importa muito. Como criança e como alguém que está prestes a enfrentar a vida em todas as suas dificuldades e também em sua beleza, o desafio de Bastian é não perder essa coisa bela que traz dentro de si: a capacidade de imaginar. Não foi muito difícil me identificar com esse jovem introvertido e complexado, até porque na minha juventude muitas vezes preferi me trancar no quarto com um bom livro a fazer qualquer outra coisa. Por outro lado, não tive a morte de uma mãe ou a perseguição constante de outros garotos dos quais fugir, o que me faz pensar que o apego do garoto pelo livro tinha também um quê de desespero.
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    312 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Decerta maneira, todos nós já fomos um pouco de Bastian, procurando em outras coisas uma válvula de escape para nossos problemas. Entretanto, como a Imperatriz Criança (Tami Stronach) exemplifica tão bem, o Nada não pode vencer enquanto formos capazes de transformar minúsculos grãos de areia em gigantescos mundos da fantasia. Por isso, ter nas mãos um bom livro é quase sempre como entrar na pele do corajoso Atreyu, voando nas costas do dragão Falkor (Alan Oppenheimer) em uma jornada impossível e excitante. O fim não importa, até porque essas aventuras têm a estranha vocação para se emendar umas nas outras em uma bela e interminável história que, se tivermos sorte, nos acompanhará ao longo de toda uma vida.
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    313 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL MeuMestre, Minha Vida (21/08/2015) Considerado o pior colégio da região, com altos níveis de violência, consumo e tráfico de drogas, guerras entre gangues, depredações, o colégio perdeu toda sua base como instituição de ensino. Os alunos, de maioria negra e hispânica, não têm a menor expectativa de futuro. Apenas como operários na melhor das hipóteses. A maioria dos professores, desmotivados e assustados. Eastside não atinge as metas básicas do exame educacional estadual. O sr. Clark então inicia sua “missão de salvar” o colégio e os alunos. Extremamente arrogante e autoritário, o diretor usa de métodos pouco ortodoxos para resolver os problemas da instituição. Dizia: “Se não há disciplina, há anarquia. Uma boa cidadania demanda atenção para responsabilidades como bem e como direito”. Nesse processo, acaba por causar a revolta de alguns membros da sociedade, que acreditam que ele esteja colocando em risco a vida dos alunos ao tomar certas atitudes. É interessante uma análise na postura que o diretor assumiu um homem de forte personalidade que acredita que a única maneira de resolver os problemas do colégio Eastside é com pulso firme. Existe o atrito com os professores e outros funcionários, os quais ele julga muitas vezes incompetentes e responsáveis pela atual situação. Impõe suas vontades, discute e repreende professores e alunos. Chegam extremos de demitir alguns professores que o contrariam nos objetivos de ensino traçados. Porém, acaba compreendendo que é com a colaboração de todos que esse objetivo será mais bem atingido. Em sua primeira semana, 300 foram expulsos por vandalismo e posse de drogas. O diretor passa a chamar seus alunos de “meus fantasmas”, porque é a maneira como o Estado trata a instituição, como se não exitisse. A forma que trata os alunos, embora severa em certos momentos, demonstra também o carinho e o apreço que tem por cada um deles, visível quando procura as causas dos problemas desses garotos e garotas em suas vidas particulares, auxiliando-os. E nesse momento, quando ele passa a demonstrar que acredita no potencial desses alunos e a dar-lhes esperança, faz com que acreditem neles
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    314 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL mesmose em uma outra expectativa de futuro, ganha sua admiração e agradecimento. Meu Mestre, Minha Vida é um filme de 1989, que conta a história verídica de Joe Louis Clark. A realidade apresentada no filme não é muito diferente da realidade de boa parte das escolas brasileiras: comunidades pobres, grupos sociais excluídos, violência, depredação e as drogas. É com esse ambiente que a maioria dos futuros professores vai se deparar. Os métodos tomados por Joe Clark podem inicialmente parecer extremos e equivocados, (como a expulsão dos alunos mais problemáticos), porém as ações educacionais e projetos juntamente com o empenho dos professores, compromissados com essas mudanças, trazem uma nova perspectiva a esses alunos. Mas cabe-nos como esses futuros educadores, buscar maneiras de para mudar essa realidade. Cabe-nos não permitir que nossas crianças tornem-se mais fantasmas, como os de Eastside High School.
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    315 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Ilhadas Flores (22/08/2015) O atual modo de produção e consumo baseado nos moldes do sistema capitalista gera o consumismo exagerado, além da imensa desigualdade social. Ao trabalhar esse conteúdo em sala de aula é necessário despertar a consciência dos alunos para esse fato. A utilização de recursos didáticos se torna necessário, pois são mecanismos eficazes no processo de ensino aprendizagem. Ao abordar os temas consumismo, desigualdade social, fome, pobreza, um método interessante para despertar a atenção dos estudantes e proporcionar a reflexão e análise crítica sobre esses processos é através da utilização do documentário “Ilha das Flores”, pois aborda essas temáticas de forma objetiva e crítica, possibilitando aos alunos uma reflexão a respeito do conteúdo. Pode ser locado ou obtido através da internet. É um curta metragem com duração de 13 minutos e pode ser encaixado no tempo de uma aula. A facilidade de compreensão em razão da exposição didática das ideias, de forma encadeada e informações importantes, prendem a atenção dos alunos. O documentário “Ilha das Flores” é uma produção de Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart, com roteiro de Jorge Furtado. Ilha das Flores é um local na cidade de Porto Alegre destinado ao depósito de lixo. O curta apresenta a trajetória de um tomate, desde a colheita ao descarte por uma dona de casa, até a chegada ao lixão da ilha, onde crianças disputam alimentos que sequer servia de alimento para os porcos. O curta faz uma crítica às desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista e a ausência de políticas públicas para solucionar a miséria de parte da população brasileira. Demonstra seres humanos numa condição abaixo de porcos, esse fato é narrado no documentário da seguinte forma: “O tomate / plantado pelo senhor Suzuki, / trocado por dinheiro com o supermercado, / trocado pelo dinheiro que dona Anete trocou por perfumes extraídos das flores, / recusado para o molho do porco, / jogado no lixo / e recusado pelos porcos como alimento / está agora disponível para os seres humanos da Ilha das Flores.” Outra parte do filme interessante para discutir a exclusão social alarmante gerada pelo modelo capitalista é: “O que coloca os seres humanos da Ilha das Flores depois dos porcos na prioridade de escolha de alimentos é o fato de não terem dinheiro nem dono.”
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    316 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Apósa exibição do documentário promova um ciclo de debates, apontando cenas que retratam o consumismo, a geração de riqueza, exclusão social, e cite exemplos de locais que os alunos tenham conhecimento onde ocorrem situações semelhantes às apresentadas no documentário.
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    317 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares LIVROS São Paulo 2015
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    318 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL AEscola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológico e Políticos Mario Sergio Cortella (26/06/2014) É impossível não ler Mario Sergio Cortella, sem passar pela temática da escola Nova, ao escrever o seu livro “A Escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos”, Cortella de forma prática e muito clara sempre embasada nos estudos e ensinamentos do grande pedagogo e educador Paulo Freire, coloca a Escola como um grande centro de pesquisa. Mario Sergio Cortella traz uma análise concernente ao conhecimento que é produzido no interior da escola, seu livro é composto por cinco partes muito importantes para a compreensão da sua obra no todo, no primeiro capítulo traz como tema: Humanidade, cultura e conhecimento; no segundo: Conhecimento e verdade: a matriz da noção de descoberta; no terceiro: A escola e a construção do Conhecimento; no quarto: Conhecimento escolar: epistemologia e política e por fim ele conclui a sua obra com um quinto capítulo: Conhecimento, ética e ecologia. Ao iniciar a análise desta obra, achei por bem iniciar o texto chamando para este diálogo o grande escritor Dermeval Saviane que na sua obra “Escola e Democracia” nos trás um grande discurso sobre como deveria ser uma escola democrática e autônoma, conforme podemos verificar nas suas palavras. “A pedagogia nova começa, pois, por efetuar a crítica da pedagogia tradicional, esboçando uma nova maneira de interpretar a educação e ensaiando implantá-la, primeiro através de experiências restritas; depois, advogando sua generalização no âmbito dos sistemas escolares.” (SAVIANI, 2002, p. 7) Perceba que Saviani coloca que a pedagogia nova tem esta característica de interpretar a educação através da experiência pessoal e principalmente dentro do ambiente escolar. É perceber que o professor não é somente um mero transmissor do conhecimento, mas antes de tudo, ele é o mediador, será aquele que mostrará ao seu publico alvo como este conhecimento é construído, é poder trabalhar este ser humano que está em seu interior com cultura e conhecimento.
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    319 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Oautor coloca que existe uma luta constante através do tempo para conceituar o que significa ser humano, nos arremetendo aos conceitos filosóficos mais clássicos, como os de Aristóteles, Platão e ate os contemporâneos, como é o caso do escrito Fernando Pessoa, todos com seus conceitos. Cortella deixa bem claro que todo profissional que trabalha com a educação, antes de tudo, ele trabalho com uma ferramenta chamada conhecimento, que será o objeto principal de nossas atividades. Portanto, não podemos olhar para este objeto apenas com um olhar cientifico. E como diferenciar esta visão? Observando o conhecimento que é produzido no dia-a-dia no interior da escola. Observe o que nos diz Cortella “Por isso, e para que possamos pensar o tema do conhecimento e, a partir dele, produzir uma reflexão que nos ofereça mais fundamentos para nossas práticas pedagógicas” (2009, p. 23), é pela prática do conhecimento que proporcionará aos profissionais da educação seus valores. Cortella tem o cuidado de conceituar de forma muito clara o que é, de onde vem, e como chegar ao conhecimento, que é uma ferramenta de suma importância para o educador, e traça um acompanhamento histórico e filosófico para tal finalidade, passando por filósofos importantes como Sócrates e Platão. Quando Cortella coloca que a Escola é o local do conhecimento, subentende que ele está querendo nos deixar bem claro que a experiência vivida por cada educador acontece no campo prática vivenciada, no seu livro Pedagogia da autonomia de Paulo Freire coloca que não pode existir docente sem discente, ou seja, todo professor sempre será um eterno aluno. Ao analisar o conhecimento como algo acabado, pronto e massificado é um perigo muito grande para o profissional da educação, é justamente dentro deste contexto que entra a proposta da escola nova, de colocar o professor não apenas como um mero transmissor do conhecimento para os seus alunos, mas como um mediador que não apenas leve o conhecimento, mas que indique quais os caminhos para se alcançar este conhecimento. Podemos verificar este posicionamento nas palavras de Cortella (2009, p. 95): Não há conhecimento que possa ser apreendido e recriado se não se mexer, inicialmente, nas preocupações que as pessoas detêm; é um contra-senso supor que se possa ensinar crianças e jovens, principalmente, sem partir das preocupações que eles têm, pois, do contrário, só se conseguirá que decorem
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    320 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL (constrangidose sem interesse) os conhecimentos que deveriam ser apropriados (tornados próprios). É importante observar que o espaço da escola é um local de aprendizagem em constantes transformações sociais, e o professor tem que ter os olhos abertos sem cercas para observar este ambiente que se chama escola. Lembrando que as idéias sociológicas provocaram grandes alterações nas concepções pedagógicas, principalmente do ponto de vista epistemológico, que rejeitam os pressupostos idealistas, em contrapartida vemos os materialistas tradicionais contrapõem à dialética. (ARANHA, 2006). Para finalizar a sua obra, Cortella traça um paralelo muito interessante acerca da ética dentro do processo da construção do conhecimento, quando falamos em ética logo nos vem à mente um sistema de regras do que podemos e não podemos fazer sobre as nossas escolhas. É importante que a busca pelo conhecimento compartilhado venha ser trabalhado de forma ética, para que o profissional forme alunos integro comprometido com a pesquisa de forma verdadeiro sem máscaras e sem fingimentos. Portanto, esta obra de Mario Sergio Cortella e sua tese do conhecimento é uma contribuição importantíssima no campo social, filosófico, político, cultural e intelectual tomando a escola como lugar de clímax, transporte e um importante veículo para disseminação de novo conceito de fazer educação. E, finalizo repetindo as palavras de Dermeval Saviani, eu acredito no poder da escola e em sua função de equalização social.
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    321 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL EDUCAÇÃOINCLUSIVA: COM OS PINGOS NOS "IS" Rosita Edler Carvalho (20/07/2014) Colocar os pingos nos "is" dessa questão é defender que a inclusão envolve a reestruturação das culturas, políticas e práticas das escolas que, como sistemas abertos, precisam rever suas ações, até então, predominantemente elitistas e excludentes. Alerta a autora que a inclusão é um longo processo e não ocorre por decreto ou modismo. Para incluir um aluno com características diferenciadas numa turma dita comum, há necessidade de se criarem mecanismos que permitam que ele se integre social, educacional e emocionalmente com seus colegas e professores e com os objetos do conhecimento e da cultura. A política de inclusão dos alunos na rede regular de ensino que apresentam necessidades educacionais especiais, não consiste somente na permanência física desses alunos, mas o propósito de rever concepções e paradigmas, respeitando e valorizando a diversidade desses alunos, exigindo assim que a escola defina a responsabilidade criando espaços inclusivos. Dessa forma, a inclusão significa que não é o aluno que se molda ou se adapta à escola, mas a escola consciente de sua função coloca-se a disposição do aluno. Para entender a educação inclusiva deve-se primeiro entender que a proposta não foi concebida apenas para determinados alunos e sim para todos, sem distinção. Entender que somos diferentes. Essa é nossa condição humana. Pensamos de jeito diferente, sentimos com intensidade diferente, agimos de forma diferente, e tudo isso porque vivemos e aprendemos o mundo de forma diferente. Pensar seriamente na prática da inclusão significa tomar consciência da diversidade dos alunos e valorizá-la. As escolas inclusivas são escolas para todos, o que implica um sistema educacional que reconheça e atenda às diferenças individuais, respeitando as necessidades de qualquer dos alunos. Sob essa ótica, não apenas portadores de deficiências seriam ajudados e sim todos os alunos que, por inúmeras causas, apresentem dificuldades de aprendizagem ou no desenvolvimento. Não basta incluir é preciso integrar o aluno na classe para que a aprendizagem aconteça, uma vez que integração deve andar junto com a inclusão um
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    322 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL completandoo outro. Não se pode, em uma idéia inclusiva, dar rótulos ou utilizar modelos de alunos diferenciando-os entre deficientes e não-deficientes, como que essas duas fossem as duas opções possíveis. Essa rotulação não mais existirá quando as diferenças forem entendidas como algo comum e quando aprendermos a respeitá-las e valoriza-las, livres de comparações. Só que para que isso aconteça principalmente os professores precisam ter uma atitude critica perante a sociedade ou então, acontecerá a exclusão dos incluídos dentro da sala de aula. A dificuldade de aprendizagem dos alunos tem sido atribuída a "defeitos" que os alunos têm como: hiperatividade, disritmia, deficiência mental, etc. estes vem sendo tratados como anormais e não como alunos que precisam ser ajudados. Para nudar este e outras idéias errôneas de educação inclusiva a autora aponta pontos que devem ser revisados como: Quem são os excluídos no sistema educacional, o que contribuem para essa exclusão, por que tantas leis? Remoção de barreiras para a aprendizagem e para a participação, produção sistemática de estudos e pesquisas com análise crítica dos dados, resistências em relação à proposta de educação inclusiva e outros. Para que se conceba um sistema educacional inclusivo é permitir que os direitos humanos sejam respeitados, de fato. Podendo contar com órgãos públicos que podem e devem ajudar as instituições. Alguns princípios devem fundamentar os sistemas educacionais inclusivos, são eles: direito à educação, à igualdade de oportunidade, escolas responsivas e de boa qualidade, direito a aprendizagem e a participação. As diretrizes do sistema devem nortear a elaboração de planos nacionais de educação para todos, são elas: formular políticas educativas inclusivas; incrementar a inversão de recursos para o desenvolvimento e a aprendizagem de todos; garantir equidade na distribuição de recursos públicos e privados; deixar aberta a participação de diversos setores nas decisões; promover a formação continuada de todos os envolvidos no processo, desde professores a ministros; valorizar o profissional da educação; divulgar informações e usar todos os meios para conscientizar as pessoas; dentre inúmeras diretrizes básicas. O despreparo dos professores para atuar com a educação inclusiva, gera grandes equívocos por parte dos profissionais. Muitos entendem educação inclusiva como uma proposta apenas para deficientes, e desconsidera a integração dos inclusos não acreditando em sua aprendizagem. Confundi inclusão
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    323 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL cominserção, privilegia na inclusão a socialização com a idéia de que é o bastante, e acaba por limitar a "leitura de mundo" à sala de aula. Nossas escolas devem ajudar no processo de inclusão deixando de lado seu tradicionalismo e se tornando escolas de boa qualidade, acessíveis a todos, que estimulem e aumentem a participação e reduzam a exclusão. Todo o trabalho da escola deve- se pautar em dar condições para que todos participem do processo de aprendizagem, assim esta deve promover eventos que desenvolvam a cultura, promovam a participação de toda comunidade dentre outras medidas que permitam a inclusão de fato. O sistema de inclusão encontra barreiras, cabe a toda sociedade resolver, pois somos todos responsáveis pela prevenção de preconceitos e exclusões assim como somos responsáveis pela eliminação das já existentes. A letra da lei diz que os alunos com necessidades educacionais especiais devem ser matriculados e freqüentar turmas de ensino regular, porém na realidade nem sempre essa inclusão acontece de fato, seja por falta de conhecimento e formação do professor no assunto ou até mesmo medo e insegurança da família. Esse é o primeiro ponto que deve ser avaliado, a formação dos professores para trabalhar com uma educação inclusiva e também a família deve ser acolhida pela escola pra que não se sinta insegura e acabe por atrapalhar no processo. Desde o os primórdios da educação pessoas são excluídas do processo outras nem se quer tem a chance de entrar nele. Hoje em dia essa exclusão continua a acontecer, só que discussões vêm acontecendo e projetos estão sendo implantados para tentar mudar essa situação. Entender a educação inclusiva se torna mais simples do que imaginamos, é só querer e lutar por uma educação de qualidade e esquecermos os "rótulos" que a sociedade coloca nas pessoas que não o mesmo "modelo" que a mesma impôs. Nossa sociedade foi construída assim com desigualdades em todos os aspectos, por esse motivo entender a educação inclusiva pode até ser fácil, difícil é fazê-la acontecer. Uma vez que isso também depende das classes médias, altas e dos governantes que nem sempre querem mudar a realidade de desigualdade do país, mesmo sabendo que a educação de qualidade a todos é um passo para uma sociedade sem desigualdades. Cabe aos profissionais da educação começar a mudar a realidade exclusiva de nossas escolas vendo todos os alunos como sujeitos do processo de aprendizagem e considerando a individualidade de cada um.
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    324 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Formaçãode leitores surdos e a educação inclusiva Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins - (14/09/2014) Como ensinar crianças surdas a ler? Este é o tema do livro Formação de Leitores Surdos e a Educação Inclusiva, escrito por Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins e lançado pela Editora Unesp. Sandra Eli constatou que a alfabetização de crianças surdas ainda é um desafio para muitos educadores. “Ao serem questionados sobre o planejamento e ensino da leitura, ficavam perplexos com a pergunta, pois pareciam conceber que a aprendizagem da leitura ocorreria num passe de mágica”, analisa a autora a partir dos depoimentos dos professores entrevistados. Estudantes surdos também têm vez entre os registros feitos para o livro: a obra conta ainda com as impressões de um grupo de crianças surdas, matriculadas no sistema público de ensino. O livro propõe que, ao abrir as portas para o mundo da escrita no idioma do ouvinte e não restringir o acesso da criança surda aos bens culturais, a escola faz com que ela compreenda a língua portuguesa não como um idioma estrangeiro e pertencente ao outro, mas como a sua própria língua, que ela compartilha com os demais. A partir de sua inclusão e do respeito a seus direitos, defende que é possível ampliar o universo em que a criança surda vive e dar ferramentas para que ela participe plenamente do processo de criação cultural. Ensinar crianças surdas a ler é o grande desafio que este livro discute. Afinal, ao longo da história da educação especial é grande a expectativa que se estabelece no processo de alfabetização da criança surda, tanto por parte de seus familiares quanto dos profissionais que a acompanham. Esta obra debate como o surdo, ao se constituir a partir das relações sociais e de outras manifestações de linguagens (oral, expressão corporal e facial, gestos e fragmentos de fala), consegue partilhar situações de produção da linguagem, por meio da leitura. Ao considerar as crianças surdas como não indiferentes à criação cultural do mundo da escrita, a autora revela preocupação com sua inclusão e com o respeito a seus direitos, percebendo-as como cocriadoras da cultura. Para ela, se não há restrição ao acesso aos bens culturais, entre os quais a língua escrita, e portanto ao ato cultural de ler, pressupõe-se que a língua falada não será para o
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    325 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL surdouma língua estrangeira, e sim, à medida que pode ser compartilhada, também sua própria língua. Com vasto material empírico e análise cuidadosa e focada nos aspectos da prática educativa, este livro é particularmente útil para educadores que atuam no ensino regular e são chamados a participar da educação inclusiva.
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    326 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Reflexõessobre a alfabetização Emília Ferreiro (20/02/2015) O livro trata não de um método de alfabetização, mas de reflexões sobre a prática escolar tendo como base as experiências da autora. Segundo Emília Ferreiro, a criança pensa, raciocina, inventa, constrói interpretações, sempre buscando compreender a escrita. Seus estudos tiveram como base crianças de outros países como Argentina e México, mas podemos perceber que a conceitualização e seu processo seguem a mesma linha, semelhante a nossa. Ao longo do livro a autora aborda temas que nos fazem compreender o processo de construção da escrita, as concepções e hipótese que crianças pensam em relação a escrita, a compreensão dessa escrita e a interferência dos adultos no processo, a prática docente e etc. A autora ainda dedica todo o último capítulo, “ O espaço da leitura e da escrita na educação pré-escolar”, nos levando a pensar e refletir na questão: deve-se ensinar a ler e a escrever na pré-escola? Segundo Emília Ferreiro essa é uma pergunta mal colocada, pois nos faz crer que somos nós, os adultos, que decidimos quando e como vai se iniciar o aprendizado de nossas crianças. Se decidirmos que não, não haverá, em nossas salas de aula, o menor sinal de leitura e escrita. Contudo, se afirmarmos que sim, que devemos ensinar a leitura e a escrita antes do 1º Segmento do Ensino Fundamental, percebemos que nossas salas de aula passam a se caracterizar como se já estivéssemos no 1º ano E.F. Após essa rica leitura, podemos concluir que: a criança não chega à escola ignorante quanto à leitura e à escrita. A pré-escola deve dar às crianças ocasiões de aprender; deve permitir às crianças meios de obterem informações; deve haver material rico de leitura, pois ler é um ato mágico; deve oferecer a liberdade de experimentar os sinais escritos, num ambiente rico de diversas formas de leitura e escrita.
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    327 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL HistóriaSocial da Criança e da família Philippe Ariès (10/03/2015) A leitura da obra de Philippe Ariès nos permite ter contato com uma produção historiográfica notadamente datada. A primeira edição brasileira é a tradução de uma versão francesa de 1973, um resumo do estudo original publicado em 1960. Esta versão de 1973 ganhou também o acréscimo de um prefácio do autor, no qual ele traz um balanço das repercussões e críticas que seu trabalho despertou. A década de 1960 foi um período de consolidação do chamado movimento da "História Nova", corrente que é apontada por alguns como responsável por uma "revolução francesa da historiografia", devido ao fato de propor novos objetos, novos métodos e novas linguagens na escrita da história. Entre essas inovações, está à abertura para o estudo do cotidiano dos "homens comuns" e de temas até então reservados à antropologia, como a alimentação, corpo, o mito, a morte etc. A historiografia ganha obras que trabalham com uma multiplicidade de documentos (fotos, diários, músicas etc.) e usam a linguagem narrativa. Composta essencialmente por historiadores franceses, seus princípios estão enraizados no trabalho de historiadores como Marc Bloch, Lucien Febvre e Fernand Braudel, responsáveis pela desconstrução da história positivista no século XIX. Trata-se de um percurso paralelo ao trilhado pelas inovações na tradição historiográfica marxista, cujo maior nome talvez seja o do historiador inglês Edward Thompson. Aproximadamente no final da década de 60, a "história nova" ganha uma pluralidade de tendências, entre as quais está aquela que se denomina história das mentalidades, voltada para as sensibilidades e para elucidar diferentes visões de mundo e conceituações presentes em diferentes períodos históricos, na qual Philippe Ariès situa sua obra. No prefácio da edição de 1973, ele aponta alguns dos princípios que norteiam sua interpretação: "A história das mentalidades é sempre, quer o admita ou não, uma história comparativa e regressiva. Partimos necessariamente do que sabemos sobre o comportamento do homem de hoje, como de um modelo ao qual comparamos os dados do passado - com a condição de, a seguir, considerar o modelo novo, construído com o auxílio de dados do
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    328 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL passado,como uma segunda origem, e descer novamente até o presente, modificando a imagem ingênua que tínhamos no início" (p.26) A partir desses pressupostos, o estudo de Ariès possui dois fios condutores: o primeiro é a constatação de que a ausência do sentido de “infância”, tal como um estágio específico do desenvolvimento do ser humano, até o fim da Idade Média, abre as portas para uma interpretação das chamadas “sociedades tradicionais” ocidentais. O segundo é que este mesmo processo de definição da infância como um período distinto da vida adulta também abre as portas para uma análise do novo lugar assumido pela criança e pela família nas sociedades modernas. Sua obra foi precursora, portanto, de um novo campo que ficou conhecido como “história da infância” e gerou diversos trabalhos subsequentes. A constituição desse novo conceito de infância está na transição dos séculos XVII para o XVIII, quando ela passa ser definida como um período de ingenuidade e fragilidade do ser humano, que deve receber todos os incentivos possíveis para sua felicidade. O início do processo de mudança, por sua vez, nos fins da Idade Média, tem como marca o ato de mimar e paparicar as crianças, vistas como meio de entretenimento dos adultos (especialmente da elite), hábito criticado por Montaigne (1533-1592) e outros escritores da época. A morte também passa a ser recebida com dor e abatimento. Já no século XVII, as perspectivas transitam para o campo da moral, sob forte influência de um movimento promovido por Igrejas, leis e pelo Estado, onde a educação ganha terreno: trata-se de um instrumento que surge para colocar a criança "em seu devido lugar”, assim como se fez com os loucos, as prostitutas e os pobres. Embora com uma função disciplinadora, a escola não nasce com uma definição de idade específica para a criança ingressá-la. Isto porque os referenciais não eram o envelhecimento (ou amadurecimento) do corpo.
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    329 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Educação:um Tesouro a Descobrir Jacques Delors (23/03/2015) O livro aborda de forma bastante didática e com muita propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI, associando-os e identificando-os com algumas máximas da Pedagogia prospectiva, e subsidia o trabalho de pessoas comprometidas a buscar uma educação de qualidade. Diz o texto na página 89: “À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver. Os pilares são quatro, e os saberes e competências a se adquirir são apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim único de uma formação holística do indivíduo. Jacques Delors (1998) aponta como principal consequência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada. A seguir, é apresentada uma síntese dos quatro pilares para a educação no século XXI. Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a
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    330 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL curiosidade,a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo. Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes consequências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente. Uma educação fundamentada nos quatro pilares acima elencados sugere alguns procedimentos didáticos que lhe seja condizente. Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação.
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    331 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Paramudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade, lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da educação.
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    332 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Pedagogiada autonomia Paulo Freire (14/05/2015) Paulo Freire neste livro trata de uma educação que presenciou na época da Ditadura Militar, a qual acontecia com visível distanciamento de professor- aluno. Paulo era contrário a essa visão, defendendo a tese de que professor-aluno deveria compartilhar conhecimentos, pois, dessa forma o aprendizado é mútuo. A maior preocupação desse professor é como ensinar de forma acessível a qualquer aluno, de forma respeitosa o que o aluno conhece ou não, sendo essa a oportunidade que o professor tem de levar o novo para um lugar onde muitas vezes no julgamento de alguns não era possível. Paulo conhecia muito bem realidade da educação de periferias, era professor de jovens e adultos analfabetos e esse pessoal correspondia na época à maioria da população brasileira. Expondo claramente o seu ponto de vista ao dizer que, "ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção". Desse modo, é possível derrubar a hierarquia financeira podendo o pobre ser rico através do estudo e do conhecimento, pois, Freire acredita que a educação é capaz de mudar as pessoas além de, ajudá-las a se posicionarem diante de determinadas situações. Para Paulo Freire, o professor deve despertar no aluno um ser instigador, curioso e persistente. Aonde juntos vão à busca de respostas aos porquês que surgem durante uma aula, durante a vida ou de algum conflito na sociedade. O Educador precisa ainda, remeter aos alunos o poder persuasivo de construção de ideais, de que não é somente aceitar o conceito explicado sem questionar, é preciso, para a fixação do conteúdo, que haja debates em sala de aula de temas polêmicos e o foco seja uma solução possível a curto, médio ou longo prazo. O professor também é um pesquisador vez que, o ensino exige estudo e todas as teorias que o primeiro desenvolve acaba despertando dúvidas e o desejo de esclarecê-las para adquirir conhecimento e poder transmitir aos seus pupilos que futuramente se espelharão nele para ser um profissional semelhante.
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    333 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL PauloFreire expõe uma opinião fabulosa sobre o conteúdo fornecido pela escola e aquele conteúdo trago pelo aluno, ele afirma que o professor e a escola devem respeitar os "saberes socialmente construídos na prática comunitária", e fazer a junção desse conhecimento de mundo com o que será trabalhado em sala de aula, fazer também questionamentos sobre temas relacionados direto ou indiretamente com o dia-a-dia. Questionamentos esses que envolvem a poluição, o lixo, classes sociais, política. E essa junção servirá para a formação de opinião, indagação, curiosidade e questionamento, servirão para a autonomia do pensar. É de grande importância a ligação entre a criticidade e a curiosidade, pois para o autor todo discente deve ter coragem para ser curioso ao ponto de estudar e desenvolver ideias que ele produziu e ainda cabe ao corpo escolar e docente descobrir práticas e atividades para a motivar e encorajar o aluno a desenvolver pensamentos. Paulo Freire relata ainda, sobre a importância de um professor ético e estético profissional, quero dizer que, o docente precisa ser decente e puro, é preciso que o professor seja respeitador do ideal do outro concordando ou para futuramente servir de exemplo positivo para quem o observa momentaneamente. Não obstante o de fato de tentar realizar em uma escola contemporânea, ensina-se a prática e depois se dá o exemplo, se uma palavra foi dada que não volte atrás com ela. Dessa forma é que se concretizará no aluno como de fato acontecem as coisas, é assim que o aluno reconhecerá o professor não apenas como alguém que ensina, mas o reconhecerá como um conselheiro, como alguém que está aberto e disposto a ouvir ideias e juntos poderão desenvolvê-las e colocá-las em prática. Paulo apresenta a ideia de que todos nós devemos nos analisar profundamente e nos criticar construtivamente, afinal “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.”, ou seja, se nós analisarmos e percebermos as falhas ou os erros mudará e conseguirá em fim atingir o objetivo desejado. O autor expõe ainda que, o emocional está muito relacionado com essa questão porque temos raiva de onde erramos e quando melhoramos nos sentimos alegres por ter a raiva que nos impulsionou para a mudança.
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    334 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Entretanto,“assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar.” e com isso se relacionar com a importância que a identidade cultural de cada um deve ser respeitada não podendo jamais ser desprezado por um corpo docente. Paulo destaca também as questões de uma relação professor-aluno da época em que pesquisou e aplicou essas questões abordadas e deram certo, tanto deu que estamos tentando aplicá-las nas escolas contemporâneas juntamente com a conquista de uma relação de professor- aluno mais flexível. Torno-me “paulofreiriana” ao concordar que, os alunos devem ser donos dos seus pensamentos, curiosidades e ideais, também corajosos e concordo ainda que seja dever do professor instigar e motivar essa prática em seus alunos exemplificando além da teoria. Levando em consideração o que foi dito, o professor deve levar para sala de aula problemas e discussões que possibilitaram aos docentes a prática do desenvolvimento de suas ideias, e com isso os professores param de ser intelectuais memorizadores que não ensinam, apenas transferem conhecimento, passando a ser educadores críticos e versáteis. Acredito, porém que, o professor precisa ter cuidado com as palavras aplicadas aos alunos, pois, esse profissional pode servir de espelho e serve de inspiração naquele período de transferência de conhecimento, e as vezes o educador é responsável pelo desenvolvimento do alunos fora do ambiente escolar e nem tem conhecimento de tal situação. Entretanto, a falta de preparo do profissional da educação e a competência fazem com que o professor, execute uma prática autoritarista, perdendo os subsídios da educação e a perda de respeito por parte dos alunos, afinal, vale a pena manter a simplicidade para desenvolver uma prática educacional coerente. Quero ressaltar que, o professor tem como maior parceiro o amor pelo que faz, e essa paixão tornarão seus momentos em sala de aula mais ameno e harmonioso, da mesma forma que irá reencantar a educação. O livro é um prêmio ao professor, pois, retrata a importância de um melhor posicionamento em sala, da mesma forma que incentiva esse profissional a buscar de todas as formas uma boa qualificação.
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    335 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Freireressalta o tempo todo, quão importante é o desenvolvimento do lado crítico do educador, concomitantemente com a importância do aluno criticá-lo caso julgue necessário, pois dessa forma o aluno aprenderá a se portar e se colocar diante do mundo, e juntos professor e alunos cumprirão sua função com mais responsabilidade.
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    336 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Acriança terceirizada José Martins Filho (17/06/2015) Como o próprio autor diz, sou totalmente a favor que as mulheres sejam independentes e tenham seus trabalhos! Lutamos muito para chegar aonde chegamos e o que se discuti aqui são os efeitos que causamos aos nossos filhos quando decidimos “sair” de casa. Lembrando que existem muitas mães que não trabalham e que acabam sendo ausentes e, portanto os filhos sofrem o mesmo efeito. Bom, esclarecido isso, vamos ao que diz respeito à criança terceirizada. Muitos falam sobre o tempo de qualidade, como uma desculpa pela falta de tempo que damos aos nossos filhos. Pois bem, não existe qualidade de tempo, afinal todo o tempo com o seu filho deveria ser de qualidade, certo? E as crianças demandam tempo. Elas aprendem pelo exemplo, logo se você estiver ausente, quem será a pessoa a qual ela se espelhará? Será que essa pessoa tem os mesmos princípios que você? Mas vamos voltar um pouquinho, logo depois que o bebê nasce à mãe brasileira possui quatro meses de licença. Alguma mais sortuda tem dois meses extras. Depois disso vem à dúvida onde deixar o bebê? Pensando que os bebês devem ser amamentados em livre demanda até os seis meses, e depois continuar sendo amamentado até os dois anos e fazer a introdução alimentar. Como fazê-lo sem estar perto do bebê? É ai que muitas mães acabam optando por jornadas de trabalhos alternativas, flexíveis, ou até mesmo deixam de trabalhar por um tempo. A capacidade de ser feliz de um ser humano pode depender de apenas uma pessoa e de um tempo. A pessoa é a mãe. O tempo é a infância – em especial, o primeiro ano. Ficou comprovado que a mãe é a pessoa mais importante para a criança nos primeiros dois anos de vida. Não somente pela alimentação, mas a presença da mãe na vida do bebê ajuda em seu desenvolvimento físico, psíquico, emocional e cognitivo. O distanciamento continua da mãe por períodos maiores que quatro horas diárias nessa época, podem causar efeitos iguais ao de crianças que foram abandonadas. Segundo o famoso pediatra e psicanalista inglês Donald
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    337 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL WoodsWinnicott, a presença da mãe na infância está diretamente ligada a felicidade desta pessoa no futuro, em sua vida adulta. Claro, que existem também os extremos, como mães que tem babás: uma para o dia, outra para a noite e a folguista. Segundo o Doutor Martins Filho, algumas mães tem que levar as babás ao consultório na consulta de rotina, pois não sabem nem ao menos dizer o que acontece com a criança no dia-a-dia. E infelizmente a ausência na vida dos filhos, não somente impactam as crianças, como em nós pais também. Acabamos tentando compensá-las dizendo sim a tudo. Tornamos-nos muito permissivos e os pequenos começam a testar os limites. Segundo os canadenses Gordon Neufeld, psicólogo especializado em desenvolvimento infantil, e o médico Gabor Maté, a influência de colegas, ícones jovens e primos vem se tornando mais determinante na formação dos pequenos do que os modelos fornecidos pelos adultos. É o que os especialistas chamam de “educação por pares” – fenômeno que enfraquece a família. Segundo os autores, uma criança só procura as referências dos pais se uma forte ligação entre eles foi estabelecida anteriormente. “Para uma criança se mostrar disposta a ser educada por um adulto, é preciso que ela tenha um vínculo com ele, queira manter contato e se tornar próxima“, destacam os especialistas em seu livro Pais Ocupados, Filhos Distantes – Investindo no Relacionamento (Melhoramentos). Se tudo corre bem, essa proximidade emocional com o bebê se transformará em intimidade psicológica ao longo dos anos.
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    338 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aformação Social da Mente Vygotsky (11/07/2015) No livro Formação Social da Mente – Vygotsky tem por objetivo caracterizar os aspectos tipicamente humanos do comportamento e elaborar hipóteses de como essas características se desenvolveram durante a vida do indivíduo e enfatiza três aspectos: O estudo do desenvolvimento infantil começou a ser feita por comparação à botânica, associado à maturação do organismo como um todo. Como maturação por si só, é um fator secundário e não explica o desenvolvimento de formas mais complexas do comportamento humano, a psicologia moderna passou a estudar a criança a partir dos modelos zoológicos, isto é, da experimentação animal. Segundo Vygotsky, o momento de maior significado no curso do desenvolvimento intelectual, que dá origem às formas puramente humanas de inteligência prática e abstrata, acontece quando a fala e a atividade prática estão juntas. A criança, antes de controlar o próprio comportamento, começa a controlar o ambiente com a ajuda da fala, produzindo novas relações com o ambiente, além de uma nova organização do próprio ambiente. A criação dessas formas, caracteristicamente humanas de comportamento produz o intelecto, e constitui a base do trabalho produtivo: à forma especificamente humana do uso de instrumento. Experiências feitas por Vygotsky concluíram que a fala da criança é tão importante quanto a ação para atingir um objetivo. Sua fala e ação fazem parte de uma mesma função psicológica complexa, dirigida para a solução do problema em questão. Conclui-se também que quanto mais complexa a ação exigida pela situação e menos direta a solução, maior a importância que a fala adquire na operação como um todo. “Essas observações, me levam a concluir que as crianças resolvem suas tarefas práticas com a ajuda da fala, assim como dos olhos e das mãos”. (Vygotsky). A criança quando se confronta com um problema mais complicado,
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    339 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL apresentaótima variedade complexa de respostas que incluem tentativas diretas de atingir o objetivo, uso de instrumentos, fala dirigidas as pessoas ou que simplesmente acompanha a ação e apelos verbais diretos ao objeto de atenção. O desenvolvimento da percepção e da atenção, o uso de instrumentos e da fala afeta várias funções psicológicas: Operações sensório-motoras e atenção – cada uma das quais é parte de um sistema dinâmico de comportamento. Para o desenvolvimento da criança principalmente na primeira infância, o que se reveste de importância primordial são as interações com os adultos (assimétricas), portadores de todas as mensagens de cultura. Nessa interação o papel essencial corresponde aos diferentes sistemas semióticos seguida de uma função individual: começam a ser utilizado como instrumentos de organização e de controle do comportamento individual. A abordagem dialética, admitindo a influência da natureza sobre o homem, afirma que o homem, por sua vez, age sobre a natureza e cria, através das mudanças por ele provocadas, novas condições naturais para a sua existência. Essa posição representa o elemento-chave da abordagem de estudo e interpretação das funções psicológicas superiores FPS, do homem e serve como base dos novos métodos de experimentação e análise. Com relação à interação entre aprendizado e ensino – O aprendizado é considerado um processo puramente externo que não está envolvido ativamente no desenvolvimento, simplesmente se utilizará dos avanços do desenvolvimento ao invés de fornecer um impulso para modificar seu curso. Para Vygotsky não existe melhor maneira de descrever a educação do que considerá-la como a organização dos hábitos de conduta e tendências comportamentais adquiridos. O aprendizado não altera nossa capacidade global de focalizar a atenção, ao invés disso, desenvolve várias capacidades de focalizar a atenção sobre várias coisas. Numa abordagem sobre a zona de desenvolvimento proximal, o ponto de partida da discussão é o fato de que o aprendizado das crianças começa muito antes delas frequentam a escola. A zona de desenvolvimento proximal é resumidamente à distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução
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    340 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL independede problemas e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto. O brinquedo tem um papel marcante para desenvolvimento, o brinquedo não é uma atividade pura e simples de prazer a uma criança, pois há outras atividades que dão mais prazer, como o habito de chupar chupeta, em relação aos jogos que marcam a perda e ganho com frequência e é acompanhado pelo desprazer da perda. A criança em idade pré-escolar envolve-se num mundo ilusório para resolver suas questões e considera essencial e reconhece a enorme influência do brinquedo no desenvolvimento da criança. O brinquedo não é o aspecto predominante da infância, mas um fator muito importante do desenvolvimento demonstra o significado da mudança que ocorre no desenvolvimento do próprio brinquedo, de uma predominância de situações imaginárias para as predominâncias de regras e mostra as transformações internas das crianças que surgem em consequência do brinquedo.
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    341 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Avaliar,respeitar primeiro, educar depois Jussara Hoffman (30/07/2015) O livro está dividido em vários temas onde o fio condutor é o estudo sobre avaliação, foram escritos em diferentes períodos, tendo como foco principal o papel mediador do professor no processo de avaliação educacional (teorias de Paulo Freite, Piaget e Vygotstky. Respeitar primeiro, educar depois – aproximação entre família, escola, governo e sociedade civil, respeitar o aluno, na avaliação é preciso “pensar de forma diferente”, o professor deve estabelecer uma permanente reflexão sobre a prática. Para ela precisa revalorizar a imagem do professor, devolvendo o orgulho da profissão de educador, muito desvalorizado e criticado nas grandes mídias, onde a família coloca a educação de seus filhos inteiramente nas mãos dos professores. É necessário revalorizar a imagem, sendo uma questão de respeito e de dignidade. Vivemos em tempos de mudanças, mas a escola permanece igual conservadora. Quando os professores não entendem o significado das inovações, será natural que a resistência ocorra, por que todos gostam de mudar, mas não gostam de ser mudados. Logo não se pode ensinar ao professor o que ele precisa aprender porque a aprendizagem significa reconstrução própria de cada profissional. Para efetivar mudanças significativas em educação exige um duplo compromisso de gestores e formadores: o de mobilizar a discussão de suas práticas e concepções bem como o de mediar à construção de novos saberes. Um apagão na educação – A escola vive um verdadeiro apagão na educação. A falta de professores, desvalorização e má qualificação, faltam de escolas / escolas sucateadas, falha de equipamentos, salas de aula lotadas de alunos, onde impera um ambiente de indisciplina (más condições do ambiente escolar). Enquanto o discurso é uma escola inclusiva, a realidade mostra o abandono dos alunos, onde não há a possibilidade do acompanhamento de todos os alunos nas suas aprendizagens, além do descaso coma a qualificação formação do corpo docente, ausência de reuniões pedagógicas, a falta de ações do fomento à leitura e a recursos tecnológicos na escola.
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    342 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Ospais na escola: participar ou decidir? – A qualidade do ensino nas escolas não depende dos pais ou de uma “cobrança”, mas a atuação competente dos profissionais que alia atua somada à adequada infraestrutura das instituições; quaisquer reformulações pedagógicas devem ser decididas pelos profissionais da educação, embasadas em fundamentos teóricos consistentes. Resgatar a credibilidade da sociedade quanto à competência dos professores é uma condição necessária para qualquer avanço. Pais e professores devem redefinir que lhe de fato lhes cabe na luta por uma educação de qualidade para milhares de crianças e jovens deste país. Desde o século XX, luta-se pela escola inclusiva, para todas as crianças e jovens brasileiros. Alcançou-se um aumento considerável de vagas em escolas públicas, aumentando o número de alunos por sala, vindas de diferentes camadas sociais, exigindo mais dos professores, atualmente pedem socorro, pois necessita de melhores condições de trabalho, formação continuada em serviço, condições de vida melhore valorização profissional. Volta às aulas, alunos ou pessoas, professor? – Formar pessoas implica em resgatar suas histórias de vida, conversando com os alunos em sala e fora dela sobre suas vidas e aprendizagem. É necessário pensar em espaços, tempos e maneiras de estabelecer vínculos significativos com os alunos da escola. Tempo de admiração e não de reprovação – Os caminhos das aprendizagens não são lineares, com início, meio e fim. Avaliar em educação significa as mudanças, de aprender a ler e escrever. Ninguém aprende sozinho. Acesso ou permanência? – Qualidade em educação não significa apenas propiciar escolarização, mas acesso, aos bonés culturais da sociedade, acesso à cidadania, acesso à universidade, acesso a uma profissão. Significa dessa forma em permanência. A avaliação permite oferecer uma orientação efetiva a cada aluno. Recuperar é sinônimo de mediar, deve ser uma proposta no dia a dia da sala de aula, a partir da observação curiosa, da investigação sobre o que os alunos ainda não compreenderam o que ainda não produziram. Organizar uma sala homogênea é um grande equívoco e é inócuo em termos de processos de aprendizagem. Trinta alunos em sala significam 30 interpretações diferentes de uma mesma poesia.
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    343 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL Aescola da contemporaneidade não pode dar margens ao estabelecimento de fronteiras de relacionamentos interpessoais. A escola quer alunos diferentes? – A evolução intelectual não acontece sem o tentar, errar, fazer e refazer, provocar a diversidade do saber, do agir, do pensar, expressar, buscando variabilidade didática, perseguindo-se uma ação pedagógica diferenciada. ( continua)
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    344 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares CURSOS
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    347 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL FACULDADESASSOCIADAS BRASIL CURSO DE PEDAGOGIA CIRLEI APARECIDA DOS SANTOS Atividades complementares PROJETOS São Paulo 2015
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    348 FACULDADE ASSOCIADA BRASIL CONSIDERAÇÕESFINAIS O uso de filmes na escola pode ser um elemento importante para trabalhar outros formatos e linguagens com os alunos. O uso de recursos audiovisuais passou a ser obrigatório em escolas da educação básica de todo o país. Pensando nisso a E. E. Professor Messias Freire vem desenvolvendo esse projeto que na realidade foi uma sugestão dos alunos como alternativa aos que querem algo mais no intervalo, os filmes são escolhidos pelos alunos que ao final depois há um debate preenchem uma ficha demonstrando as impressões tiveram a respeito do filme, o projeto vem acrescentando cada vez as atividades escolares e tornando-os alunos mais atenciosos, críticos e debatedores. Todos os projetos são recursos que vem modificando a vida na escola, pois através deles que geralmente se iniciam na sala de leitura está havendo uma boa aceitação entre os estudantes e professores que a cada vez mais aderem aos procedimentos com união e bastante disposição. A partir desses projetos estamos aproximando a comunidade da escola e tornando alunos protagonistas que ajudam a difundir as ideias pela escola. Ver alunos sorridentes, interagindo, se expressando bem, trabalhando e se utilizando de virtudes como a solidariedade nos dá força e alegria no nosso dia-a-dia de trabalho. Todos os livros que li durante o percurso foi acima de tudo um prazer que me deu a oportunidade para aperfeiçoar minha técnica, confrontar os problemas que vivencio no dia da escola e que parece não ter solução. Contudo conclui que a grande maioria dos problemas tem sim solução, basta procurarmos respostas nos especialista e seguir suas indicações, pois tudo o que lemos nos serve como direção nesse trabalho árduo, porém prazeroso que é do educador. Os cursos de formação continuada oferecidos pelo governo são muito importantes para nossa atualização, pois além de nos manter informados sobre os rumos da educação, nos desperta a curiosidade e a vontade especializar cada vez mais. O curso de Libras apesar de básico demonstrou muito bem como é conviver com um surdo e o seu dia-a-dia que não é muito diferente do nosso, trouxe também um entendimento sobre o porquê a Libra é considerada uma língua, além de nos dar noções básicas sobre como falar com os sinais da Libra, outro ponto importante foi descobrir que além dos gestos com a mão o surdo fala muito com expressões faciais. Enquanto que o “Currículo Mais”, me deu informações de onde encontrar aulas para trabalhar com a informática, além de demonstrar o que eu já sabia a grande importância da informática na vida dos alunos e professores, fato esse, aliás, que venho desenvolvendo há tempos, porém preciso sempre estar em buscas de novas ferramentas e o canal fornecido pelo governo do estado de São Paulo é bastante inovador nesse sentido diminuindo nosso trabalho de pesquisa para nos adequarmos aos novos moldes que a educação vem tomando. Enfim, adorei fazer este estágio, mesmo porque pude ver que estou atualizada com as novas formas do ensino e pude aperfeiçoar minha técnica, vivenciando momentos maravilhosos de coleta de dados onde contei com a ajuda da minha irmã, amiga, colega de curso e colega de trabalho, Solange Rocha Souza e minha mais nova amiga Viviam que conheci na faculdade e pude por no papel a minha vivencia na escola.