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caderno do
PROFESSOR
EDUCAçÃOFÍSICA
ensino médio
volume 1 - 2009
2a
- SÉRIE
São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
Caderno do professor: educação física, ensino médio - 2a
série, volume 1 /
Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adalberto
dos Santos Souza, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto,
Mauro Betti, Sérgio Roberto Silveira. – São Paulo : SEE, 2009.
ISBN 978-85-7849-226-7
1. Educação Física 2. Ensino Médio 3. Estudo e ensino I. Fini, Maria Inês.
II. Souza, Adalberto dos Santos. III. Daolio, Jocimar. IV. Venâncio, Luciana.
V. Sanches Neto, Luiz. VI. Betti, Mauro. VII Silveira, Sérgio Roberto. VIII. Título.
CDU: 373.5:796
S239c
Governador
José Serra
Vice-Governador
Alberto Goldman
Secretária da Educação
Maria Helena Guimarães de Castro
Secretária-Adjunta
Iara Gloria Areias Prado
Chefe de Gabinete
Fernando Padula
Coordenadora de Estudos e Normas
Pedagógicas
Valéria de Souza
Coordenador de Ensino da Região
Metropolitana da Grande São Paulo
José Benedito de Oliveira
Coordenadora de Ensino do Interior
Aparecida Edna de Matos
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Fábio Bonini Simões de Lima
Coordenação do Desenvolvimento dos
Conteúdos Programáticos e dos Cadernos
dos Professores
Ghisleine Trigo Silveira
AUTORES
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton
Luís Martins e Renê José Trentin Silveira
Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu
Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo,
Regina Célia Bega dos Santos e Sérgio Adas
História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e
Raquel dos Santos Funari
Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Schrijnemaekers
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana,
Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso
Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo
Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina
Leite, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume
Física: Luis Carlos de Menezes, Sonia Salem,
Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Ivã
Gurgel, Luís Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de
Carvalho Bonetti, Maurício Pietrocola Pinto de
Oliveira, Maxwell Roger da Purificação Siqueira
e Yassuko Hosoume
Química: Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de
Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença
de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi,
Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Maria Fernanda
Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Arte: Geraldo de Oliveira Suzigan, Gisa Picosque,
Jéssica Mami Makino, Mirian Celeste Martins e
Sayonara Pereira
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza,
Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches
Neto, Mauro Betti e Sérgio Roberto Silveira
LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira
da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Rodrigues,
Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo
Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João Henrique
Nogueira Mateos
Matemática
Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz
Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério
Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e
Walter Spinelli
Caderno do Gestor
Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de
Felice Murrie
Equipe de Produção
Coordenação Executiva: Beatriz Scavazza
Assessores: Alex Barros, Antonio Carlos
Carvalho, Beatriz Blay, Carla de Meira Leite, Eliane
Yambanis, Heloisa Amaral Dias de Oliveira, José
Carlos Augusto, Luiza Christov, Maria Eloisa Pires
Tavares, Paulo Eduardo Mendes, Paulo Roberto da
Cunha, Pepita Prata, Renata Elsa Stark, Solange
Wagner Locatelli e Vanessa Dias Moretti
Equipe Editorial
Coordenação Executiva: Angela Sprenger
Assessores: Denise Blanes e Luís Márcio Barbosa
Projeto Editorial: Zuleika de Felice Murrie
Edição e Produção Editorial: Conexão Editorial,
Edições Jogos de Amarelinha, Jairo Souza Design
Gráfico e Occy Design (projeto gráfico)
APOIO
FDE – Fundação para o Desenvolvimento da
Educação
CTP, Impressão e Acabamento
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
EXECUÇÃO
Coordenação Geral
Maria Inês Fini
Concepção
Guiomar Namo de Mello
Lino de Macedo
Luis Carlos de Menezes
Maria Inês Fini
Ruy Berger
GESTÃO
Fundação Carlos Alberto Vanzolini
Presidente do Conselho Curador:
Antonio Rafael Namur Muscat
Presidente da Diretoria Executiva:
Mauro Zilbovicius
Diretor de Gestão de Tecnologias
aplicadas à Educação:
Guilherme Ary Plonski
Coordenadoras Executivas de Projetos:
Beatriz Scavazza e Angela Sprenger
COORDENAÇÃO TéCNICA
CENP – Coordenadoria de Estudos e Normas
Pedagógicas
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais
secretarias de educação do país, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*
deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei nº 9.610/98.
* Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não
estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.
Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas
Prezado(a) professor(a),
Dando continuidade ao trabalho iniciado em 2008 para atender a uma das
prioridades da área de Educação neste governo – o ensino de qualidade –, enca-
minhamos a você o material preparado para o ano letivo de 2009.
As orientações aqui contidas incorporaram as sugestões e ajustes sugeridos
pelos professores, advindos da experiência e da implementação da nova pro-
posta em sala de aula no ano passado.
Reafirmamos a importância de seu trabalho. O alcance desta meta é concre-
tizado essencialmente na sala de aula, pelo professor e pelos alunos.
O Caderno do Professor foi elaborado por competentes especialistas na área
de Educação. Com o conteúdo organizado por disciplina, oferece orientação
para o desenvolvimento das Situações de Aprendizagem propostas.
Esperamos que você aproveite e implemente as orientações didático-peda-
gógicas aqui contidas. Estaremos atentos e prontos para esclarecer dúvidas ou
dificuldades, assim como para promover ajustes ou adaptações que aumentem
a eficácia deste trabalho.
Aqui está nosso novo desafio. Com determinação e competência, certamen-
te iremos vencê-lo!
Contamos com você.
Maria Helena Guimarães de Castro
Secretária da Educação do Estado de São Paulo
São Paulo faz escola – Uma Proposta Curricular para o Estado 5
Ficha do Caderno 7
Orientação sobre os conteúdos do bimestre 8
Tema 1 – Ginástica de academia – Práticas contemporâneas, processo histórico,
modismos e tendências 11
Situação de Aprendizagem 1 – Ginástica não é só academia? 14
Atividade Avaliadora 16
Proposta de Situações de Recuperação 17
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 17
Tema 2 – Mídias e ginástica 19
Situação de Aprendizagem 2 – Promessas mil... 21
Atividade Avaliadora 22
Proposta de Situações de Recuperação 23
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 23
Tema 3 – Corpo, saúde e beleza: capacidades físicas 24
Situação de Aprendizagem 3 – Como identifico e avalio as minhas capacidades
físicas 25
Atividade Avaliadora 29
Proposta de Situações de Recuperação 29
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 30
Considerações finais 31
Sumário
5
SãO PaUlO Faz ESCOla – UMa PrOPOSTa
CUrriCUlar Para O ESTadO
Prezado(a) professor(a),
É com muita satisfação que apresento a todos a versão revista dos Cadernos do
Professor, parte integrante da Proposta Curricular de 5a
a 8a
séries do Ensino Fun-
damental – Ciclo II e do Ensino Médio do Estado de São Paulo. Esta nova versão
também tem a sua autoria, uma vez que inclui suas sugestões e críticas, apresentadas
durante a primeira fase de implantação da proposta.
Os Cadernos foram lidos, analisados e aplicados, e a nova versão tem agora a medida
das práticas de nossas salas de aula. Sabemos que o material causou excelente impacto
na Rede Estadual de Ensino como um todo. Não houve discriminação. Críticas e suges-
tões surgiram, mas em nenhum momento se considerou que os Cadernos não deveriam
ser produzidos. Ao contrário, as indicações vieram no sentido de aperfeiçoá-los.
A Proposta Curricular não foi comunicada como dogma ou aceite sem restrição.
Foi vivida nos Cadernos do Professor e compreendida como um texto repleto de sig-
nificados, mas em construção. Isso provocou ajustes que incorporaram as práticas e
consideraram os problemas da implantação, por meio de um intenso diálogo sobre o
que estava sendo proposto.
Os Cadernos dialogaram com seu público-alvo e geraram indicações preciosas para
o processo de ensino-aprendizagem nas escolas e para a Secretaria, que gerencia esse
processo.
Esta nova versão considera o “tempo de discussão”, fundamental à implantação
da Proposta Curricular. Esse “tempo” foi compreendido como um momento único,
gerador de novos significados e de mudanças de ideias e atitudes.
Os ajustes nos Cadernos levaram em conta o apoio a movimentos inovadores, no
contexto das escolas, apostando na possibilidade de desenvolvimento da autonomia
escolar, com indicações permanentes sobre a avaliação dos critérios de qualidade da
aprendizagem e de seus resultados.
6
Sempre é oportuno relembrar que os Cadernos espelharam-se, de forma objetiva,
na Proposta Curricular, referência comum a todas as escolas da Rede Estadual, reve-
lando uma maneira inédita de relacionar teoria e prática e integrando as disciplinas
e as séries em um projeto interdisciplinar por meio de um enfoque filosófico de Edu-
cação que definiu conteúdos, competências e habilidades, metodologias, avaliação e
recursos didáticos.
Esta nova versão dá continuidade ao projeto político-educacional do Governo de
São Paulo, para cumprir as 10 metas do Plano Estadual de Educação, e faz parte das
ações propostas para a construção de uma escola melhor.
O uso dos Cadernos em sala de aula foi um sucesso! Estão de parabéns todos os que
acreditaram na possibilidade de mudar os rumos da escola pública, transformando-a
em um espaço, por excelência, de aprendizagem. O objetivo dos Cadernos sempre será
apoiar os professores em suas práticas de sala de aula. Posso dizer que esse objetivo foi
alcançado, porque os docentes da Rede Pública do Estado de São Paulo fizeram dos
Cadernos um instrumento pedagógico com vida e resultados.
Conto mais uma vez com o entusiasmo e a dedicação de todos os professores, para
que possamos marcar a História da Educação do Estado de São Paulo como sendo
este um período em que buscamos e conseguimos, com sucesso, reverter o estigma que
pesou sobre a escola pública nos últimos anos e oferecer educação básica de qualidade
a todas as crianças e jovens de nossa Rede. Para nós, da Secretaria, já é possível antever
esse sucesso, que também é de vocês.
Bom ano letivo de trabalho a todos!
Maria inês Fini
Coordenadora Geral
Projeto São Paulo Faz Escola
7
FiCHa dO CadErnO
Ginástica; Mídias e ginástica; Corpo, saúde e beleza
nome da disciplina: Educação Física
área: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Etapa da educação básica: Ensino Médio
Série: 2a
Período letivo: 1o
bimestre de 2009
Temas e conteúdos: Ginástica
Mídias e ginástica
Corpo, saúde e beleza
8
OriEnTaçãO SObrE OS COnTEúdOS dO biMESTrE
A Educação Física no Ensino Médio
deve possibilitar aos alunos confrontar suas
experiências de Se-Movimentar no âmbi-
to da Cultura de Movimento juvenil com
outras dimensões do mundo contemporâ-
neo, gerando conteúdos mais próximos de
sua vida cotidiana. Assim, a Educação Física
pode tornar-se mais relevante para eles, não
só durante o tempo e o espaço da escolari-
zação, como, e principalmente, auxiliando-os
a compreender a Cultura de Movimento de
forma mais crítica. Isso lhes possibilitará
participar e intervir nessa cultura com mais
recursos e de forma mais autônoma. Vale
lembrar que os alunos do Ensino Médio,
ao longo dos ciclos anteriores de escolariza-
ção, já vivenciaram um amplo conjunto de
experiências de Se-Movimentar, incluindo o
contato com as codificações das culturas es-
portiva, gímnica, rítmica e das lutas.
Podemos, então, definir como objetivos ge-
rais da Educação Física no Ensino Médio: a
compreensão do jogo, do esporte, da ginástica,
da luta e atividade rítmica como fenômenos
socioculturais em sintonia com os temas do
nosso tempo e com a vida dos alunos, amplian-
do os conhecimentos no âmbito da Cultura de
Movimento; e a ampliação das possibilidades
dos significados e sentidos das experiências de
Se-Movimentar em jogos, esportes, ginásticas,
lutas e atividades rítmicas rumo à construção
de uma autonomia crítica e autocrítica.
Tomando-se por bases essas considera-
ções, vislumbra-se a Proposta Curricular
da Educação Física no Ensino Médio como
uma rede de inter-relações, partindo dos cin-
co grandes eixos de conteúdo (jogo, esporte,
ginástica, luta e a atividade rítmica), que se
cruzam com eixos temáticos interdiscipli-
nares relevantes na sociedade, gerando sub-
temas a serem tratados como conteúdos ao
longo das séries. Os eixos temáticos escolhi-
dos (corpo, saúde e beleza, contemporanei-
dade, mídias e lazer e trabalho) justificam-se
por estarem relacionados à construção da
Cultura de Movimento contemporânea e por
serem importantes e atuais para a formação
de um jovem no Ensino Médio.
Neste 1o
bimestre da 2a
série serão aborda-
dos o eixo de conteúdo ginástica e os temas
Mídias e Corpo, saúde e beleza.
Em ginástica, tratar-se-á do fenômeno das
academias, com seus modismos, tendências e
variados tipos e formas de ginásticas, além de
suas promessas de melhoria da saúde e embe-
lezamento físico. O que se pretende é que os
alunos, além de reconhecerem as ginásticas
como possibilidades para o seu Se-Movimen-
tar dentro e fora das academias, identifiquem
os interesses e motivações envolvidos na sua
prática, bem como o seu contexto histórico e
interessesfinanceirosimplicadosnasginásticas
Por Cultura de Movimento entende-se o conjunto de significados/sentidos, símbolos e códigos que
se produzem e reproduzem dinamicamente nos jogos, esportes, danças e atividades rítmicas, lutas,
ginásticas etc., os quais influenciam, delimitam, dinamizam e/ou constrangem o Se-Movimentar dos
sujeitos, base de nosso diálogo expressivo com o mundo e com os outros.
O Se-Movimentar é a expressão individual e/ou grupal no âmbito de uma Cultura de Movimento; é a
relação que o sujeito estabelece com essa cultura a partir de seu repertório (informações/conhecimentos,
movimentos, condutas etc.), de sua história de vida, de suas vinculações socioculturais e de seus desejos.
9
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
de academia. A finalidade é capacitar o es-
tudante para a argumentação consistente ao
analisar modismos e tendências da ginástica
nos dias atuais, e estimular autonomia no ge-
renciamento das suas experiências do Se-Mo-
vimentar.
O tema Mídias é fundamental para o en-
tendimento da Cultura de Movimento con-
temporânea, para que o aluno compreenda
as referências externas provenientes da tele-
visão, de revistas, da internet etc., que mode-
lam percepção, valorização e construção do
seu Se-Movimentar, muitas vezes atendendo
a modelos que apenas dão suporte a interesses
mercadológicos e que precisam ser submetidos
à análise crítica. Neste 1o
bimestre serão enfa-
tizadas as relações entre as mídias e as práticas
de ginásticas, principalmente aquelas desen-
volvidas no âmbito das chamadas academias,
de modo que os alunos possam relacionar os
significados propostos pelas mídias com o seu
Se-Movimentar na ginástica e se sintam capa-
zes a analisar criticamente as mensagens midi-
áticas que tratem da ginástica.
A importância do tema Corpo, saúde e
beleza centra-se no fato de que não só as do-
enças relacionadas ao sedentarismo (hiperten-
são, diabetes, obesidade etc.), mas também o
insistente chamamento para determinados pa-
drões de beleza corporal, em associação com
produtos e práticas alimentares e de exercício
físico, que colocam os alunos do Ensino Médio
na “linha de frente” dos cuidados com o corpo
e com a saúde. Neste 1o
bimestre, aprofundar-
se-ão os conceitos e os modos de avaliação
das capacidades físicas, de modo que permi-
ta que os alunos as discriminem do ponto de
vista conceitual, identifiquem sua ocorrência
nas ginásticas de academia, e apliquem os
conhecimentos assim construídos na criação
de exercícios ginásticos.
É importante ressaltar que tais conteú-
dos e temas, que terão prosseguimento nos
próximos bimestres desta série, bem como
nos anos seguintes do Ensino Médio, devem
ser abordados de modo transversal em suas
inter-relações. Por exemplo, as mídias exer-
cem papel decisivo na definição dos mode-
los de beleza corporal hegemônicos em nossa
sociedade, modelos esses que as ginásticas de
academia prometem aos seus seguidores. Por
sua vez, o treinamento de capacidades físicas,
como força e resistência, está presente em di-
versos tipos e formas de ginástica propos-
tos nas academias. Nesse sentido, os temas
Ginástica, Mídias e Corpo, saúde e beleza po-
dem ser desenvolvidos de modo integrado.
As estratégias escolhidas – que incluem a re-
alização de práticas ginásticas e testes de avalia-
çãodecapacidadesfísicas,buscadeinformações,
entrevistas com praticantes de ginástica e inter-
pretação dos resultados, análise de materiais
provenientes das mídias, debates, relato das pró-
prias percepções, análise e criação de exercícios
ginásticos – procuram ampliar as possibilidades
de aprendizagem e compreensão dos alunos no
âmbito da Cultura de Movimento.
A avaliação é proposta de modo integrado
ao processo de ensino e aprendizagem, sem se
restringir a procedimentos isolados e formais
(como uma prova, por exemplo). Sugere-se
privilegiar a proposição de Atividades Avalia-
doras que, integradas ao percurso de apren-
dizagem, favoreçam a elaboração de sínteses
relacionadas aos temas e conteúdos aborda-
dos e bem como a aplicação, em situações-
-problema, das habilidades e competências
pretendida para os alunos.
As Atividades Avaliadoras devem per-
mitir aos alunos a geração de informações
ou indícios, qualitativos e quantitativos,
verbais e não-verbais, que serão então in-
terpretados pelo professor nos termos das
expectativas de aprendizagem em relação aos
conteúdos. Nesse sentido, o professor pode
valer-se de observações sistemáticas sobre
10
interesse, participação e capacidade de coope-
ração do aluno, autoavaliação, trabalhos e pro-
vas escritas, resolução de situações-problema,
elaboração e apresentação de situações táticas
nos esportes coletivos, dramatizações, dentre
outros recursos.
Por fim, é importante lembrar que a
avaliação não tem como única finalidade
atribuir conceitos e notas aos alunos, mas
conscientizá-los sobre suas aprendizagens,
assim como problematizar e aperfeiçoar a
prática pedagógica para que essas expectati-
vas sejam atingidas.
A quadra é o tradicional espaço da aula
de Educação Física, mas algumas Situações
de Aprendizagem aqui sugeridas poderão ser
desenvolvidas no espaço da sala de aula, no
pátio externo, na biblioteca, na sala de infor-
mática ou de vídeo, bem como em espaços da
comunidade local, desde que compatíveis com
as atividades programadas. Algumas etapas
podem ser também realizadas pelos alunos
como atividade extra-aula (pesquisas, produ-
ção de textos etc.).
As orientações e sugestões a seguir visam a
oferecer-lhe subsídios para o desenvolvimento
dos temas propostos. Não pretendem apre-
sentar as Situações de Aprendizagem como
as únicas a serem realizadas, nem restringir a
sua criatividade, como professor, para outras
atividades ou variações de abordagem dos
mesmos temas.
As Situações de Aprendizagem aqui suge-
ridas também poderão ser enriquecidas com
leitura de textos (adequados ao nível do En-
sino Médio) e exibição de filmes relacionados
aos temas. Sugestões nesse âmbito serão apre-
sentadas ao longo deste Caderno.
Isto posto, professor, bom trabalho!
11
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
TEMa 1 – GináSTiCa dE aCadEMia – PráTiCaS
COnTEMPOrÂnEaS, PrOCESSO HiSTÓriCO,
MOdiSMOS E TEndÊnCiaS
No Brasil, os espaços privados para a prá-
tica da ginástica, que hoje conhecemos por
“academias”, surgiram na década de 1930,
na cidade do Rio de Janeiro, sob influência
de métodos ginásticos europeus do início
do século XX. Na década de 1960, além da
calistenia, muitas academias dedicavam-se
ao “levantamento de peso”, prática associa-
da ao halterofilismo.
Nos anos 1980, a ginástica aeróbica ganhou
grande espaço nas academias, beneficiando-se
da popularidade do conceito de “exercício ae-
róbio”, difundido na década anterior pelo mé-
dico norte-americano Kenneth Cooper (criador
do que ficou conhecido como Método Cooper),
e pelos vídeos de ginástica (com ênfase na
ginástica localizada) produzidos pela atriz
norte-americana Jane Fonda. Contudo, ca-
racterizada pela excessiva presença de saltitos
e giros, realizados sem a devida preocupação
com a postura, a ginástica aeróbica dos anos
1980 levou ao aparecimento de lesões articu-
lares em seus praticantes – daí a denominação
“ginástica de alto impacto” pela qual ficou co-
nhecida. Surge, então, a ginástica aeróbica de
baixo impacto, que busca minimizar os efeitos
lesivos às articulações, seguida do step trainning,
ginástica que alterna movimentos de subida e
descida de um pequeno degrau.
As esteiras rolantes e bicicletas ergométricas
logo chegaram como alternativas à exercitação
aeróbia. A hidroginástica (ginástica realizada
na piscina) agrega exercícios da ginástica loca-
lizada e da ginástica aeróbica, com a vantagem
de a água minimizar o impacto na articulação
dos joelhos e servir, ao mesmo tempo, de fator
de resistência para os movimentos, potenciali-
zando o efeito dos exercícios.
Atualmente a ginástica localizada segue
os princípios da teoria do treinamento físico
e, em obediência a princípios cinesiológicos
e anatômicos, busca isolar os grupamentos
musculares que se deseja atingir e atender a
diferentes finalidades – emagrecimento, deli-
neamento ou hipertrofia muscular, resistência
muscular etc. –, e com isso promete atender
aos apelos estéticos dos praticantes. Seus exer-
cícios podem valer-se do peso do próprio cor-
po ou utilizar pequenos pesos, como halteres
e caneleiras. Por isso, às vezes, a ginástica lo-
calizada é confundida com ginástica batizada
de “musculação”, embora esta se caracterize
mais pelo uso de máquinas sofisticadas, de
alta eficiência no isolamento dos músculos e
na gradação da carga.
Nos últimos anos, cresceram em larga es-
cala os programas padronizados de ginástica,
concebidos e comercializados por empresas es-
pecializadas, com forte apoio de estratégias de
marketing. Por exemplo, o sistema body (body
systems) – bodypump, bodystep etc. –, proprie-
dade de uma empresa da Nova Zelândia, que
tem nas academias brasileiras seus melhores
clientes. A desvantagem desses programas é
que, ao padronizar os exercícios e sua progres-
são, perdem de vista a heterogeneidade de seus
participantes e a individualidade das pessoas.
Além de trazer para o seu interior os avanços
técnico-científicos no campo do treinamento
físico, as academias buscaram diversificar suas
práticas para atrair novos clientes e diminuir
12
a evasão, pois grande parte das pessoas inter-
rompe periódica ou definitivamente a frequên-
cia às academias. Sabe-se que, com a chegada
do verão, aumenta significativamente o nú-
mero de usuários das academias. Dezenas de
diferentes práticas são oferecidas hoje nas inú-
meras academias espalhadas por todo o Brasil.
No Estado de São Paulo, é raro o município
que não conte com pelo menos uma academia
de ginástica. Muitas dessas práticas desapare-
cem tão rapidamente como surgiram.
©FabioChialastri/ConexãoEditorial
Tendência recente é a ginástica fast-food
– por analogia aos estabelecimentos que
oferecem lanches e refeições “rápidas”. São
academias que prometem efeitos estéticos e
de melhoria da saúde e qualidade de vida com
um circuito de exercícios que combina os ae-
róbios e de os força muscular, com duração
de 30 minutos e frequência de três vezes por
semana.
O fenômeno do surgimento, proliferação e
diversificação das academias de ginástica pode
ser entendido na perspectiva do crescimento
dos espaços privados de lazer e serviços e a
simultânea redução e degradação dos espaços
Figura 1 – Variedade de práticas ofertadas em uma
academia.
públicos – nas ruas, praças e parques estamos
sujeitos à violência, poluição, falta de limpeza
e conservação etc. Além disso, a quase ausên-
cia de políticas públicas de lazer e esporte não
estimula convenientemente o acesso às insta-
lações esportivas mantidas pelos poderes mu-
nicipal, estadual ou federal.
As academias de ginástica surgem, então,
como alternativa no chamado “mercado do
corpo e do fitness”, que vende promessas de
beleza e saúde por meio de produtos e serviços
para parcelas cada vez maiores da população.
Não sendo mais restritas à classe média alta,
oferecem, em um só local, práticas ginásticas
diversificadas, o que permite atender a vários
interesses no âmbito do Se-Movimentar.
Todavia, ao se beneficiarem da difusão
por parte das mídias, de um modelo de beleza
corporal cada vez mais predominante – carac-
terizado pela magreza, no caso das mulheres,
e hipertrofia muscular, no caso dos homens –,
as academias, apoiadas por estratégias de pro-
paganda e marketing, prometem “milagres”.
Por exemplo, “fique em forma para o verão
em apenas um mês”, atraindo novos interessa-
dos que pagam pelos serviços prestados.
Mas será que a ginástica só serve para
emagrecer e, consequentemente, atender a um
padrão de beleza imposto pelas mídias? Não
há nela, em seus diversos tipos e formas, ou-
tros valores e sentidos? Relaxamento, bem-
estar, sociabilização, melhoria da condição
física geral, reabilitação física: as diferentes
ginásticas podem ter sentidos diversificados
para diferentes pessoas.
Outra problematização que deve ser apresen-
tada aos alunos é se a ginástica só pode ser prati-
cada no interior das academias. Há um conjunto
de práticas ginásticas que podem ser realizadas
em outros espaços, como caminhada, corrida,
exercícios de flexibilidade e exercícios localiza-
dos que utilizam o peso do próprio corpo.
13
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
©StevePrezant/Corbis–Latinstock©FabioChialastri/ConexãoEditorial
Figuras 2 e 3 – Basta um pouco de criatividade para praticar ginástica em qualquer lugar e adaptar
equipamentos – um banco de jardim, para abdominais, ou uma garrafa PET cheia de areia que, além de servir
de peso para a ginástica localizada, ainda contribui para a reutilização de material descartável.
14
Tempo previsto: 4 a 6 aulas.
Conteúdos e temas: história das academias – origem e diversificação; interesses e motivações na práti-
ca das ginásticas em academias ou em outros espaços.
Competências e habilidades: reconhecer a participação nas ginásticas como possibilidades do Se-Mo-
vimentar; identificar os interesses e motivações envolvidos na prática dos diversos tipos e formas de
ginástica; identificar as tendências das ginásticas de academia nas suas relações com o contexto his-
tórico e interesses mercadológicos; reconhecer que há tipos e formas de ginástica que podem ser pra-
ticados fora das academias; selecionar, relacionar e interpretar informações e conhecimentos sobre
ginástica para construir argumentação consistente e coerente, na análise dos modismos e tendências
da ginástica.
recursos: papel; caneta; pincel atômico ou giz; cartolina ou lousa.
Para que os alunos possam usufruir com
mais amplitude da ginástica como possibilida-
de do Se-Movimentar, é preciso que gerenciem
autonomamente suas próprias práticas. Esse
processo não é favorecido pelas academias,
na medida em que elas criam uma relação de
dependência com seus usuários – tanto ao ofe-
recer programas “prontos” e padronizados,
como ao omitir informações que permitam a
compreensão dos processos fisiológicos e psi-
cossociais envolvidos. Oferecer conhecimento e
proporcionar algum domínio desses processos
é uma das tarefas que cabe à Educação Física
no Ensino Médio.
SITuAçãO DE APRENDIZAGEM 1
GINÁSTICA NãO É SÓ ACADEMIA?
Inicia-se a Situação de Aprendizagem com
uma simulação de atividades de ginástica re-
alizadas em academias, oportunidade em que
osalunostomarãocontatocomavariedadede
práticas realizadas nesse contexto. Posterior-
mente, propõe-se aos alunos uma discussão
sobre a origem, a proliferação e a diversifica-
ção das academias em nossa sociedade, com
vistas a compreender melhor esse fenôme-
no contemporâneo. Em seguida, os alunos
pesquisarão dados sobre práticas preferidas
e motivos pelos quais as pessoas praticam
ginásticas em academias ou em outros es-
paços, seguida do mapeamento dos resul-
tados. Por fim, sugerem-se questões para
que os alunos possam compreender mais
criticamente diante do fenômeno das acade-
mias. Na Atividade Avaliadora, solicita-se
aos alunos que produzam um texto-síntese
sobre o tema.
15
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
desenvolvimento da Situação de
aprendizagem 1
Etapa 1 – Simulando as academias
Sugira aos alunos que reproduzam algu-
mas situações características de atividade
ginástica vivenciadas por eles em academias
ou observadas em programas de televisão.
Vários alunos, por certo, já frequentaram
ou frequentam academias de ginástica. Se
nenhum aluno tiver essa experiência, sugira
alguns exemplos de atividades. A intenção,
neste momento, é apresentar a eles um grande
painel sobre atividades ginásticas realizadas
em academias. Posteriormente a essa simula-
ção, na mesma aula, ou na seguinte, discuta
com os alunos sobre os motivos que explicam
a proliferação das academias, os interesses
e as motivações que levam muitas pessoas
a buscar ginásticas de academia, a tendência
à padronização dos exercícios realizados nes-
ses locais, o mercado do corpo, os padrões
de beleza reinantes nas academias ou, ainda,
outros temas pertinentes.
Etapa 2 – Os praticantes de ginástica são...
Proponha aos alunos que, divididos
em grupos, façam entrevistas com pelo
menos cinco usuários de academias de
Possibilidades interdisciplinares
Professor, o tema ginásticas de academia (práticas contemporâneas, processo histórico, modismos e
tendências) poderá ser desenvolvido de modo integrado com a disciplina Filosofia, na medida em que
envolve conteúdos como “mercado do corpo” e “autonomia”, e com Língua Portuguesa (produção de
textos). Converse com os professores responsáveis por essas disciplinas em sua escola. Essa iniciativa
facilitará aos alunos compreendam os conteúdos de forma mais global e integrada.
ginástica e com pessoas que realizam
periodicamente caminhadas ou corridas,
ou outro tipo de ginástica, desde que re-
alizado fora das academias. Oriente-os a
coletar dados sobre os entrevistados (sexo,
idade etc.), o tipo de ginástica praticada, o
motivo que os leva a praticá-las, há quanto
tempo praticam-na, e outras questões per-
tinentes. Peça à primeira metade do grupo
que entreviste usuários de academias, e à
outra metade, que converse com pratican-
tes em outros ambientes ou instituições
que não as academias.
Com os dados das entrevistas apresentados,
faça um mapeamento desse material. Isso pos-
sibilitará a construção e a apresentação dos re-
sultados em forma de tabelas ou gráficos que
evidenciem os motivos que levam as pessoas de
diferentes faixas etárias a buscar a ginástica,
em academia ou fora dela, e também a prefe-
rência de práticas em relação ao gênero ou ou-
tra variável. Poderá também ser observada a
relação entre os motivos que levam o usuário à
prática de determinada atividade e a identifica-
ção dessa ginástica com as tendências de deter-
minada estação do ano (o verão, por exemplo).
É importante, nesse processo, a comparação
entre os motivos e os significados apresentados
pelos frequentadores de academias e os prati-
cantes de ginástica fora das academias.
16
Etapa 3 – nossa opinião sobre os
praticantes é...
Depois da apresentação dos resultados
da pesquisa, peça aos alunos que busquem
extrair conclusões parciais da análise das ta-
belas geradas com os dados obtidos nas en-
trevistas. Com esses dados, proponha uma
dinâmica de discussão entre os alunos. Peça
a eles que se organizem em grupos e, durante
15 minutos, discutam o tema com base nos
dados das entrevistas, elaborando sínteses
parciais. Em seguida, proponha a fusão de
grupos (cada dois grupos formam um novo
grupo), os quais, durante aproximadamente
15 minutos, compartilharão as conclusões
iniciais, procurando perceber as diferenças
de opiniões presentes na síntese parcial, ela-
borando, por fim, uma nova síntese. Essa
síntese será apresentada a todos os outros
grupos. Essa forma de organização no tra-
balho em grupos otimiza o tempo e diminui
a possibilidade de os grupos seguidamente
repetirem as mesmas afirmações. O profes-
sor poderá auxiliar os alunos nas apresenta-
ções, procurando aproximações das respos-
tas (conclusões parciais) com os temas.
Sugira algumas questões para nortear as
discussões entre os alunos, como: Por que as
pessoas procuram as academias? O que leva
os proprietários de academias a diversificar
as propostas de práticas de atividades e espa-
ços? Quais as diferenças e semelhanças entre
a prática de ginástica em academias e fora
delas? Quais os significados que um e outro
grupo dão à prática de ginástica? O que você
entende por mercado do corpo?
Para a conclusão desta etapa, aprofunde
os temas “mercado do corpo”, “atividade de
academia e perda de autonomia”, “relação
da proliferação das ofertas e público para
academias com a diminuição de espaços pú-
blicos para ginástica”, além de outros que
porventura surjam ao longo das etapas.
ATIVIDADE AVALIADORA
Peça aos alunos que, individualmente e com
base nas discussões e atividades realizadas ao
longo das aulas, produzam um texto-síntese
que contemplem as seguintes questões:
Quais são os interesses e motivaçõesf
que me levam à procura pela prática de
alguma forma de ginástica?
Com que práticas ginásticas eu me iden-f
tifico?
Qual a contribuição das academias paraf
que eu construa minha autonomia na
prática da ginástica?
Posso praticar ginástica fora das acade-f
mias? Como?
Qual a importância da prática da ginás-f
tica para as pessoas em geral?
Verifique se, na argumentação, os alunos
utilizam de modo consistente e coerente as
informações apresentadas no trabalho em
grupo, se identificam os interesses e motiva-
ções envolvidos nas ginásticas de academia, se
explicitam as possibilidades da ginástica para
suas experiências de Se-Movimentar. Após a
leitura dos textos, faça as complementações e
esclarecimentos que julgar relevantes.
17
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
Durante o percurso pelas várias etapas
da Situação de Aprendizagem, talvez alguns
alunos não apreendam os conteúdos da for-
ma esperada. Serão necessárias, professor,
outras Situações de Aprendizagem, que per-
mitam ao aluno revisitar o processo de outra
maneira. Tais Situações de Aprendizagem
podem ser desenvolvidas durante as aulas
ou em outros momentos, individualmente
ou em pequenos grupos, envolver todos os
alunos ou apenas aqueles que apresentarem
dificuldades. Por exemplo:
roteiro de estudos com perguntas nortea-f
doras elaboradas pelo professor e poste-
rior apresentação em registro escrito;
pesquisa emf sites ou em outras fontes
para posterior apresentação;
reapresentação da Atividade Avalia-f
dora desenvolvida em outra linguagem
(por exemplo, dramatizar a argumen-
tação contida em um texto escrito, ou
apresentá-la com imagens extraídas de
diversas mídias).
PROPOSTA DE SITuAçÕES DE RECuPERAçãO
RECuRSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALuNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA
livros
FRAGA, Alex Branco. Exercício da informa-
ção: governo dos corpos no mercado da vida
ativa. São Paulo: Autores Associados, 2006.
Denuncia como o discurso do “estilo de
vida saudável e ativa” por meio das ativida-
des físicas – sustentado em saberes biomédi-
cos – esconde estratégias de controle sobre a
educação corporal, a saúde e a autonomia
dos indivíduos.
NOVAES, Jefferson; SILVEIRA NETO,
Eduardo. Ginástica de academia: teoria e prá-
tica. Rio de Janeiro: Sprint, 1996.
Apresenta dados históricos sobre o surgi-
mento das academias no Brasil, os princípios
teóricos e diretrizes para a prática da ginástica
de academia.
SABA, Fábio. Aderência à prática do exercício fí-
sico em academias. São Paulo: Manole, 2001.
Analisa como a aderência – entendida como
conjunto de determinantes pessoais e ambien-
tais – pode proporcionar a continuidade da
participação das pessoas em programas de
exercício físico, minimizando a desistência. Re-
lata estudo de campo com dados sobre as aca-
demias no Brasil.
artigo
SECRETARIA DE ESTADO DE
EDuCAçãO DE MINAS GERAIS. Tipos,
características e finalidades: ginástica geral,
ginástica de academia e exercícios físi-
cos. Orientações pedagógicas: Educa-
ção Física – Ensino Médio. Disponível
em: <http://crv.educacao.mg.gov>. Acesso em:
3 dez. 2008.
18
Apresenta informações sobre as tendências
recentes das ginásticas de academia e aponta
como essas ginásticas influenciam os interesses e
motivações dos jovens. Sugere alternativas para
práticas de atividades físicas/exercícios, compa-
rando-as com as ginásticas de academia, em ter-
mos de características, vantagens e desvantagens.
Filme
Garotas formosas. Direção: Nnegest Likké.
EuA, 2006. 98min.
A personagem principal é uma estilista
obesa e muito simpática. Em um mundo de
aparências e medidas minúsculas, ela encon-
tra dificuldades em obter aceitação e desta-
que e se mete em situações muito divertidas.
Quando ganha uma viagem com as despesas
pagas para um maravilhoso resort, conhece o
homem dos seus sonhos, que delicadamente
lhe apresenta aspectos sociais, econômicos e
culturais relacionados aos padrões de beleza
femininos.
19
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
TEMa 2 – MÍdiaS E GináSTiCa
As mídias (jornais, revistas, televisão, cine-
ma, outdoors, internet etc.) são as principais
responsáveis pela difusão de um modelo de
beleza em nossa sociedade. Em jornais, revis-
tas, televisão ou cinema, o “ideal” de beleza
feminino é associado a juventude, pele e olhos
claros, magreza, corpo cheio de “curvas” etc.,
assim como em relação à beleza masculina
esse conceito é associado a homens jovens,
brancos, magros e musculosos.
Algumas teorias da comunicação sugerem
que as mídias possuem a capacidade de nos
convencer e persuadir, e a propaganda, por
exemplo, criaria necessidades de consumo, e
por isso compramos coisas que, se pensarmos
bem, não precisaríamos. Outras propõem que
as mídias não intervêm assim tão diretamente,
mas influenciam o modo como construímos a
imagem da realidade social e como escolhe-
mos os assuntos que julgamos ser importantes
para nossa vida, modelando, portanto, nossos
modos de pensar, sentir e agir.
De qualquer modo, há consenso de que as
mídias exercem influência decisiva no âmbito
da Cultura de Movimento, ao propor enten-
dimentos do que são e para que servem o es-
porte, a ginástica, a dança etc., e fazem isso
não de modo “neutro” ou balizadas apenas
por critérios técnico-científicos, mas de modo
interessado, para vender, além de si mesmas,
produtos e serviços. Por isso, as mídias não só
divulgam o esporte, a ginástica etc., mas são
agentes que participam decisivamente no pro-
cesso de transformação dessas práticas (mu-
dança de regras nos esportes, por exemplo) e
na constituição de novas formas de consumo
(vestuário esportivo, equipamentos como es-
teiras rolantes e aparelhos de eletroestimula-
ção muscular etc.).
Por sua vez, a ginástica, em seus vários tipos
e formas, é associada à busca desse ideal. Basta
prestar atenção em revistas voltadas ao público
adolescente e jovem (em especial às meninas), à
venda em qualquer banca de jornais, e consta-
tar o que apenas sugerem ou prometem explici-
tamente – emagrecimento (em conjugação com
dietas, cosméticos e cirurgias), definição e hi-
pertrofia muscular. Nota-se ainda a tendência
de indicar a ginástica aeróbica, a caminhada e
a corrida com o objetivo de perder calorias (e,
portanto, emagrecer), e a ginástica localizada e
a musculação para definição e hipertrofia mus-
cular. Para as mulheres, enfatizam-se os exer-
cícios para glúteos e coxas, e para os homens,
braços e peitoral.
Percebe-se ainda que as matérias que
sugerem programas de exercícios, ou as pro-
pagandas de equipamentos domésticos (para
realizar exercícios abdominais, por exemplo),
prometem efeitos rápidos, com pouco esforço.
Raramente é apresentada alguma fundamen-
tação técnico-científica coerente e adequada
para validar tais promessas.
Poucas vezes, em matérias publicadas em
revistas ou em jornais, em programas televisi-
vos ou em propagandas, a ginástica é associa-
da ao desenvolvimento, possível para todos,
de uma boa condição física geral, ou a bem-
estar, relaxamento, sociabilização etc.
A escola precisa apostar no desenvolvimen-
to da capacidade crítica dos alunos diante das
mídias – e “criticá-las”, a partir de uma análise
dos critérios que presidem um fenômeno. Isso
porque os consumidores das mídias (todos nós,
na condição de leitores, telespectadores etc.)
não são necessariamente passivos diante delas;
somos capazes de desvendar os mecanismos dos
20
©PurestockX©Ablestock
Figuras 4 e 5 – Mulheres são estimuladas a realizar mais exercícios para nádegas e membros inferiores e
homens, para braços e peitorais.
21
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
seus discursos (construídos com palavras, sons
e imagens), isto é, interpretá-los criticamente.
Para isso, é preciso que a escola posicione-se
como mediadora entre os alunos e as mídias,
fornecendo-lhes os instrumentos para efetua-
rem tal interpretação crítica e, dessa maneira,
compreenderem-se melhor como leitores, teles-
pectadores etc.
A Educação Física como disciplina escolar
precisa apresentar aos alunos atividades que
permitam evidenciar os interesses e as estraté-
gias das mídias no âmbito da Cultura de Movi-
mento (em especial no campo do esporte e da
ginástica). Isso contribuirá para a formação de
cidadãos críticos diante dessas agências sociais
tão importantes no mundo contemporâneo.
Possibilidades interdisciplinares
Professor, o tema mídias e ginástica poderá ser desenvolvido de modo integrado com a disciplina
Filosofia, na medida em que envolve conteúdos como “mercado do corpo” e “gênero”, com Língua
Portuguesa e Literatura, na produção de textos, e com Arte, na produção de uma capa de revista ou de
uma dramatização. Converse com os professores responsáveis por essas disciplinas em sua escola. Essa
iniciativa fará com que os alunos compreendam os conteúdos de forma mais global e integrada.
SITuAçãO DE APRENDIZAGEM 2
PROMESSAS MIL...
Parte-se da análise de matérias ou pro-
pagandas que tenham a ginástica por tema,
extraídas de revistas, jornais, internet ou te-
levisão. A seguir, propõe-se o mapeamento
dos dados, buscando evidenciar padrões de
características das pessoas envolvidas nas
matérias, tipos de exercícios e seus efeitos
prometidos etc. Na Atividade Avaliadora,
sugere-se a produção, por parte dos alunos,
de uma capa de revista ou de uma propa-
ganda que evidencie outros significados e
sentidos para a prática da ginástica. Esta Si-
tuação de Aprendizagem poderá ser desen-
volvida em conjunto com o tema ginásticas
de academia (práticas contemporâneas, pro-
cesso histórico, modismos e tendências).
Tempo previsto: 3 a 4 aulas.
Conteúdos e temas: significados e sentidos da ginástica no discurso das mídias; mídias e padrões de
beleza corporal.
Competências e habilidades: perceber a associação promovida pelas mídias entre ginástica e padrões
de beleza; relacionar os significados e os sentidos propostos pelas mídias com suas próprias experiên-
cias do Se-Movimentar na ginástica; analisar criticamente produtos e mensagens da mídia que tratem
da ginástica.
recursos: computador com acesso à internet; papel; caneta; cola; pincel atômico de várias cores;
câmara filmadora (opcional).
22
desenvolvimento da Situação de
aprendizagem 2
Etapa 1 – análise de matérias ou
de propagandas
Solicite previamente aos alunos que pesqui-
sem, em revistas, jornais, sites, televisão etc.,
matérias ou propagandas que tratem da ginás-
tica. Em grupos, os alunos deverão enumerar os
tipos e as formas de ginástica que são objetos
das matérias ou de propagandas; os exercícios,
objetivos e efeitos propostos para sua prática
(emagrecimento, hipertrofia muscular, resis-
tência aeróbia etc.); se os exercícios e objetivos
são propostos especificamente para homens
ou mulheres (ou ambos os sexos), bem como o
tempo proposto para alcançá-los, as capacida-
des físicas envolvidas nos exercícios propostos
e as características físicas das pessoas que apa-
recem nas imagens das matérias.
Etapa 2 – Mapeamento e discussão
Em conjunto com os alunos, realize o
mapeamento dos dados, buscando eviden-
ciar as seguintes questões: quais são os ti-
pos e as formas de ginástica, os objetivos
e os efeitos propostos mais frequentes, e
para quais sexos, e os menos frequentes ou
ausentes (por exemplo, relaxamento, inte-
ração social etc.); quais as capacidades físi-
cas mais envolvidas e as menos envolvidas
ou ausentes; qual o tempo proposto para
alcançar os objetivos e os efeitos prome-
tidos; quais as características físicas mais
frequentes das pessoas que aparecem nas
imagens, a relação dessas características
com os padrões de beleza predominantes
em nossa sociedade, e outros tópicos con-
siderados pertinentes. Procure destacar a
importância das imagens como fator de
convencimento do leitor ou telespectador.
Considere as seguintes questões:
O que as diferentes mídias (televisão,f
revistas, jornais, internet etc.) propõem
ou prometem em relação à ginástica?
Por que as pessoas acreditam nessas pro-f
messas? Eu acredito nessas promessas?
A ginástica pode ter outros valores ef
objetivos além dos predominantemente
apregoados pelas mídias?
ATIVIDADE AVALIADORA
Solicite aos alunos que, em grupos, elaborem
uma capa de revista, uma propaganda ou uma
curta matéria jornalística, em que se denunciem
as fragilidades e os problemas das promessas das
mídias e se apresente a ginástica como detentora
de outros sentidos e valores (bem-estar, interação
social, promoção da saúde para todas as pesso-
as). uma propaganda televisiva também poderá
ser apresentada na forma de dramatização, que
poderáserexibida“aovivo”ouemformatoaudio-
visual, gravado com câmeras digitais de aparelhos
celulares ou de vídeo, se isto for possível.
23
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
Durante o percurso pelas várias etapas da
Situação de Aprendizagem, talvez alguns alu-
nos não apreendam os conteúdos da forma
esperada. Serão necessárias, professor, outras
Situações de Aprendizagem, que permitam ao
aluno revisitar o processo de outra maneira.
Tais Situações de Aprendizagem podem ser
desenvolvidas durante as aulas ou em outros
momentos, individualmente ou em peque-
nos grupos, envolver todos os alunos ou ape-
nas aqueles que apresentarem dificuldades.
Por exemplo:
roteiro de estudos com perguntas norte-f
adoras elaboradas pelo professor e pos-
terior apresentação das respostas em
registro escrito;
pesquisa emf sites ou em outras fontes
para posterior apresentação;
reapresentação da Atividade Avaliadoraf
desenvolvida em outra linguagem (por
exemplo, produzir um texto com base
nas questões que orientam a Atividade
Avaliadora proposta).
PROPOSTA DE SITuAçÕES DE RECuPERAçãO
livro
BETTI, Mauro (Org.). Educação física e mí-
dia: novos olhares, outras práticas. São Paulo:
Hucitec, 2003.
Ao longo de quatro capítulos com autorias
diversas, são apresentados fundamentos teó-
ricos sobre as relações entre Educação Física,
Cultura de Movimento e mídias na contem-
poraneidade, abordando a mídia esportiva, a
televisão, a indústria cultural, o mundo virtual
dos jogos eletrônicos e da internet, bem como
estudos de campo no âmbito escolar.
artigos
BETTI, Mauro. Corpo, cultura, mídias e
Educação Física: novas relações no mundo
contemporâneo. Lecturas: Educación Física
y Deportes, Buenos Aires, v. 10, no
79, p. 1-9,
2004. Disponível em: <http://www.efdepor-
tes.com/efd79/corpo.htm>. Acesso em: 3
dez. 2008.
SECRETARIA DE ESTADO DE
EDuCAçãO DE MINAS GERAIS. Influên-
cias da mídia na prática da ginástica. Orienta-
ções pedagógicas: Educação Física – Ensino
Médio. Disponível em: <http://crv.educacao.
mg.gov>. Acesso em: 3 dez. 2008.
Texto de caráter didático, com reflexões re-
ferentes à influência das mídias sobre a prática
de atividades físicas e esportivas, com desta-
que para a ginástica.
RECuRSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALuNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA
24
O sedentarismo surgiu principalmente
pelo aumento da industrialização e da au-
tomação, advindas do avanço tecnológico.
Essa situação rebaixa a condição física das
pessoas em relação ao padrão recomendável
para que se tenha um nível de saúde consi-
derado aceitável.
Sabe-se que a atividade física regular ele-
va o nível das capacidades físicas que estão
diretamente relacionadas ao bom funciona-
mento do organismo humano, gerando me-
lhorias em diversas esferas da vida cotidiana
das pessoas.
Por capacidades físicas (dentre elas estão
a força, a velocidade, a flexibilidade, a re-
sistência e a agilidade) entende-se que são
as condições intrínsecas, modificadas pelo
ambiente, que permitem a realização dos di-
versos tipos de movimento. O entendimento
das diferentes manifestações das capacidades
físicas e suas contribuições para a melhoria
funcional do organismo deve ser tratado no
âmbito escolar, para demonstrar a necessi-
dade da realização de atividades físicas re-
gulares não só durante as aulas de Educação
Física, mas por toda a vida.
As capacidades físicas podem ser assim definidas:
resistência: é a capacidade que “permite realizar movimentos durante um determinado período de
tempo sem perda da qualidade de execução, isto é, prolongando o tempo de execução até o surgimento
de sintomas ou sinais de fadiga” (GOBBI; VILLAR; ZAGO, 2005, p. 53). Em relação ao metabolismo
energético, divide-se em aeróbia e anaeróbia.
Força: é a capacidade “de exercer tensão muscular contra resistência, que ocorre por meio de ações
musculares” (BARBANTI, 2003, p. 273-274). A força pode ser classificada, em relação ao tipo de traba-
lho muscular, em dinâmica ou estática; em relação às formas de exigência do movimento envolvido, em
força máxima, rápida e de resistência.
Flexibilidade: é a capacidade que permite “a amplitude máxima de um movimento, em uma ou mais ar-
ticulações”(GOBBI; VILLAR; ZAGO, 2005, p. 184), sem causar lesão. Para Saba (2003, p. 104), “flexibili-
dade é a capacidade de realizar movimentos amplos, utilizando com facilidade a mobilidade articular”.
Velocidade: é a capacidade de mover o corpo ou parte dele com rapidez ou no menor tempo possível.
Na Educação Física, usualmente é associada à velocidade máxima, que é “o limite superior de veloci-
dade que um indivíduo consegue desenvolver na realização de uma tarefa motora” (GOBBI; VILLAR;
ZAGO, 2005, p. 129). Pode ser classificada em diferentes tipos: velocidade de reação, acíclica e cíclica.
agilidade: é a capacidade de “executar movimentos rápidos e ligeiros com mudanças de direções”
(BARBANTI, 2003, p. 15).
TEMa 3 – COrPO, SaúdE E bElEza – CaPaCidadES
FÍSiCaS
25
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
SITuAçãO DE APRENDIZAGEM 3
COMO IDENTIFICO E AVALIO AS MINHAS CAPACIDADES FÍSICAS
Propõe-se a retomada das principais capa-
cidades físicas vivenciadas ao longo do perío-
do de escolarização anterior (resistência, força,
flexibilidade, velocidade e agilidade), por meio
de atividades que solicitem essas capacidades,
para favorecer a compreensão conceitual sobre
elas. Em seguida, propõe-se a avaliação das ca-
pacidades físicas por parte dos próprios alunos.
Por fim, na Atividade Avaliadora, solicita-se
aos alunos que realizem análises de modalida-
des de ginásticas de academia, a fim de identifi-
car as capacidades físicas envolvidas.
Tempo previsto: 7 a 8 aulas.
Conteúdos e temas: capacidades físicas: resistência, força, flexibilidade, velocidade e agilidade; indica-
dores de avaliação das capacidades físicas.
Competências e habilidades: discriminar conceitualmente as capacidades físicas; avaliar sua própria
condição com relação às capacidades físicas; identificar as capacidades físicas envolvidas em algumas
ginásticas de academias; aplicar o conhecimento obtido na criação de exercícios ginásticos adequa-
dos para o desenvolvimento das capacidades físicas pretendidas.
Recursos: fita métrica ou trena; papel; caneta ou lápis.
Possibilidades interdisciplinares
Professor, o tema capacidades físicas poderá ser desenvolvido de modo integrado com outras
disciplinas, na medida em que envolve conteúdos comuns: Biologia (organismo humano, saúde) e
Física (movimento, força, velocidade, energia mecânica). Converse com os professores responsá-
veis por essas disciplinas em sua escola. Essa iniciativa fará com que os alunos compreendam os
conteúdos de forma mais global e integrada.
desenvolvimento da Situação de
aprendizagem 3
Etapa 1 – identificação das capacidades
físicas
Organize um circuito de exercícios cujas
estações solicitem as cinco capacidades físicas.
A participação dos alunos nesse circuito dar-
se-á de duas formas: na primeira, eles executam
os exercícios durante um período de tempo;
na segunda, no mesmo período de tempo, os
alunos tentarão ampliar o número de repetições
para cada exercício.
Após a realização do circuito, questione os
alunos sobre as capacidades físicas solicitadas
em cada estação, e sobre como perceberam as
características de cada uma com base nas pró-
prias sensações e percepções.
26
Depois de retomar os conceitos das
capacidades físicas, proponha aos alunos a re-
alização de testes para que eles avaliem o nível
de desenvolvimento de suas capacidades. Não é
necessário que todos os alunos realizem todos
os testes em aula, nem que o professor aplique
os testes em todos os alunos, mas que compre-
endam os princípios que regem sua utilização.
Sugerem-se que sejam utilizadas as seguintes
estratégias: a) explicação sobre o modo de exe-
cução dos testes para todos os alunos; b) orga-
nização dos alunos em grupos; c) cada grupo
fica responsável pela aplicação dos testes em
seus próprios componentes, o que pode ser fei-
to em aula ou fora dela.
Em seguida, após todos os alunos terem
realizado os testes, o professor deve auxiliar
na interpretação dos resultados.
É importante frisar que não se está preocu-
pado com a comparação de desempenho entre
os alunos, mas que cada aluno possa perceber
as suas características, dificuldades e limitações,
de modo que reflitam sobre quanto devem se
empenhar para aumentar ou manter o nível de
desenvolvimento de suas capacidades.
Os alunos poderão elaborar uma ficha em
que constem os resultados iniciais e espaços
para anotar resultados de testes posteriores.
Periodicamente, serão realizadas novas ava-
liações, visando a mostrar aos alunos que as
medidas das capacidades físicas sofrem alte-
rações em razão do crescimento, da atividade
física regular, da especialização em alguma
atividade física etc.
Etapa 2 – Formas de avaliação das capacidades físicas
aValiaçãO da FlEXibilidadE
Teste de sentar e alcançar modificado
Registra-se a distância máxima alcançada durante a flexão do tronco sobre o quadril, na posição senta-
da, mantendo-se os joelhos estendidos e os pés afastados 30 centímetros entre si, posicionados sobre marcas
de referência para o apoio dos calcanhares. Os dedos devem apontar para cima. Posiciona-se uma escala
métrica (fita métrica ou trena) feita com material que não deforme, a qual deve ser fixada no solo de modo
que o ponto zero fique voltado para o tronco do avaliado e a outra extremidade seja estendida na direção dos
pés, passando pelo centro da distância que os separa, e fixada ao solo. O ponto da escala que coincide com
a linha imaginária que liga as marcas de apoio dos calcanhares deve registrar 63,5 centímetros. Colocando
uma mão sobre a outra, o avaliado deve deslizar vagarosamente as mãos sobre a escala, em direção aos pés,
o mais distante possível, permanecendo nesta posição por cerca de dois segundos. Retorne para a posição
inicial e realize mais três tentativas, registrando o melhor dos resultados obtidos nas duas últimas.
Fonte: adaptado de Osness et al. GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condi-
cionamento físico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 192.
Sugestões de testes para avaliação das capacidades físicas
Professor, você certamente conhece vários testes de avaliação de força, resistência, agilidade e flexibi-
lidade. Escolha os que melhor se adaptarem às suas necessidades de desenvolvimento do tema. A seguir,
serão apresentadas algumas sugestões de testes.
27
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
Figura 8 – Execução do teste de flexão-extensão por homens.Figura 8 – Execução do teste de flexão-extensão por homens.
Figura 7 – Execução do teste de flexão-extensão por mulheres.
Figura 6 – Esquema para aplicação do teste de sentar e alcançar modificado.
ConexãoEditorialConexãoEditorial
aValiaçãO da FOrça dE braçOS
Teste de flexão e extensão dos cotovelos (apoio frontal)
alunos: posicionados em decúbito ventral, com os pés e as mãos apoiados no solo, estando estas
afastadas conforme a distância dos ombros. Deve-se estender e flexionar os membros superiores, até
que o tórax toque o solo, sem descansar, mantendo o alinhamento de tronco e membros inferiores.
Registra-se o maior número de ciclos completos (extensão e flexão).
alunas: posicionadas em decúbito ventral, com as mãos afastadas conforme a distância dos ombros e
os joelhos apoiados no solo, estando as pernas e pés elevados, mantendo um ângulo de 90° entre coxas e
pernas. Deve-se estender e flexionar os membros superiores, até que o tórax toque o solo, sem descansar,
mantendo o alinhamento de tronco. Registra-se o maior número de ciclos completos (extensão e flexão).
28
aValiaçãO da VElOCidadE
Corrida de 50 metros – Parado
No local escolhido para o teste (quadra, pátio ou outro local), devem ser demarcadas duas linhas
(linhas de saída e de chegada) delimitando uma distância correspondente a 50 metros, que será mar-
cada com o auxílio de uma trena. Após um comando de partida (apito), o(s) aluno(s), posicionado(s)
atrás da linha de largada, deve(m) correr na máxima velocidade possível até ultrapassar a linha de
chegada, cronometrando-se o tempo utilizado para percorrer os 50 metros com precisão de décimos
de segundo. Quanto menor o tempo registrado, melhor será o resultado do teste.
Fonte: JOHNSON & NELSON, apud GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condicio-
namento físico (Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 142).
aValiaçãO da aGilidadE
Shuttle run – Corrida de vai-e-vem
Com o auxílio de uma trena, deve-se demarcar duas linhas (largada e chegada) distantes 5 metros uma
da outra, no local escolhido para o teste (quadra, pátio ou outro local). Após um comando de partida
(apito), o(s) aluno(s), posicionado(s) atrás da linha de largada com os pés em afastamento anteroposterior,
deve(m) correr na máxima velocidade possível em direção à linha de chegada, ultrapassando-a com os dois
pés. Em seguida, sem parar, retoma(m) o mais rápido possível para a linha de chegada, também passando
ambos os pés por esta, completando um ciclo de corrida de vai-e-vem. Registra-se o tempo necessário para
a realização de 5 ciclos de corrida (teste completo) com precisão de décimos de segundo, sendo o resultado
final expresso em décimos de segundo, ou seja, para um tempo de 23,5 segundos o resultado será de 235,0.
Quanto menor for o tempo registrado, melhor será o resultado do teste.
Antes de iniciar ambos os testes, os alunos devem fazer aquecimento e alongamento prévios, para
evitar possíveis lesões associadas aos níveis máximos de contrações realizadas durante a execução de suas
respectivas corridas.
Fonte: ADAM et al., apud GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condiciona-
mento físico (Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 143-144).
aValiaçãO da rESiSTÊnCia CardiOVaSCUlar
Teste de Tanaka
Teste proposto para avaliar crianças e adolescentes, deve ser realizado em um local com distância conheci-
da (pista de atletismo, quadra etc.). Ao longo do local escolhido para o teste, devem ser colocadas marcações
(a cada 50 metros ou distâncias menores), a partir da linha de largada, para servir de referência. Após um
comando de partida, o(s) aluno(s) deve(m) percorrer a máxima distância possível durante 5 minutos. Essa dis-
tância será registrada com o auxílio de uma trena, contando-se o número de voltas completas mais a distância
adicional. Os corredores devem ser orientados a manter um ritmo de corrida que permita realizar o teste de
forma contínua (sem parar), pois quanto maior a distância percorrida, melhor será o resultado do teste.
Fonte: Tanaka, citado por GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condiciona-
mento físico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 75-76.
29
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
ATIVIDADE AVALIADORA
Aproveitando as entrevistas realizadas
com praticantes de ginástica e frequentado-
res de academias (Etapa 2 do tema ginásti-
cas de academia, peça aos alunos que ana-
lisem, nos termos das capacidades físicas
desenvolvidas em aula, as práticas relatadas
pelos entrevistados. Quando possível, soli-
cite aos alunos que façam visitas a uma ou
mais academias do bairro para observar as
práticas ginásticas oferecidas (por exemplo,
cada grupo de cinco a sete alunos analisa
um tipo ou uma forma de ginástica), des-
tacando as capacidades físicas envolvidas.
Outra opção é valer-se da sessão de ginás-
tica ministrada pelo professor convidado na
Etapa 3. Tomando por base a apresentação
das análises das práticas de ginásticas por
parte dos grupos, avalie se os alunos conse-
guiram identificar e discriminar as capaci-
dades físicas envolvidas.
PROPOSTA DE SITuAçÕES DE RECuPERAçãO
DuranteopercursopelasváriasetapasdaSi-
tuação de Aprendizagem, talvez alguns alunos
não apreendam os conteúdos da forma espera-
da. Serão necessárias, professor, outras Situa-
ções de Aprendizagem, que permitam ao aluno
revisitar o processo de outra maneira. Tais Si-
tuações de Aprendizagem podem ser desenvol-
vidas durante as aulas ou em outros momentos,
individualmente ou em pequenos grupos,
envolver todos os alunos ou apenas aqueles que
apresentarem dificuldades. Por exemplo:
roteiro de estudos com perguntas nortea-f
doras elaboradas pelo professor e poste-
rior apresentação em registro escrito;
pesquisa emf sites ou em outras fontes
para posterior apresentação;
apreciação e registro por parte do alunof
de seus próprios movimentos e dos mo-
vimentos dos colegas;
atividades que sintetizem determinadof
conteúdo, em que as várias atividades
serão refeitas numa única aula e dis-
cutidas posteriormente (por exemplo,
circuito que contemple as várias capaci-
dades físicas tratadas no bimestre).
Etapa 3 – Uma visita interessante
Convide um professor que trabalhe em
uma academia nas proximidades da escola
(ou peça sugestões aos alunos) e sugira uma
“aula” cujo tema vá ao encontro das necessi-
dades e dos interesses dos alunos em virtude
das experiências vivenciadas nas etapas e nas
Situações de Aprendizagem propostas ante-
riormente. Depois, estabeleça um debate en-
tre o visitante e os alunos, com destaque para
o tema das capacidades físicas utilizadas na
aula desenvolvida; se possível, agende uma
visita à academia.
30
livros
BARBANTI, Valdir J. Dicionário de educação
Física e esporte. 2a
ed. São Paulo: Manole, 2003.
Na forma de verbetes, apresenta defini-
ções e conceitos básicos sobre as capacida-
des físicas.
ELLIOTT, Bruce; MESTER, Joachim.
Treinamento no esporte: aplicando ciência no
esporte. São Paulo: Phorte Editora, 2000.
Expõe princípios conceituais e metodologia
para o treinamento de força, flexibilidade, velo-
cidade e resistência aeróbica e anaeróbica, com
especial aplicação em modalidades esportivas.
GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo;
ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do
condicionamento físico. Rio de Janeiro: Gua-
nabara Koogan, 2005.
Aborda as diversas capacidades físicas, e
caracteriza sua relação com a condição de
saúdeeseudesenvolvimentoaolongodavida,
destacando aspectos relacionados à infância,
à adolescência e ao envelhecimento. Contém
propostas de avaliação para indivíduos em
diferentes idades, bem como referências a
parâmetros gerais e específicos que devem
ser levados em consideração ao elaborar
programas de condicionamento físico desti-
nados ao desenvolvimento das várias capa-
cidades físicas.
KRAEMER, William J.; FLECK, Steven
J. Treinamento de força para jovens atletas. São
Paulo: Manole, 2001.
Trata dos princípios que devem reger o trei-
namento de força para crianças e jovens, com
exemplos de exercícios, bem como de programas
aplicados a várias modalidades esportivas.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDu-
CAçãO DE SãO PAuLO. Coordenadoria
de Estudos e Normas Pedagógicas. Oficinas
curriculares de atividades esportivas e motoras.
São Paulo: SEE/CENP, 2007.
Exemplifica diversos exercícios (em forma
de circuito) para o desenvolvimento das diver-
sas capacidades físicas.
WEINECK, Jürgen. Biologia do esporte.
São Paulo: Manole, 2000.
Trata dos efeitos da atividade física e do trei-
namento físico-esportivo sobre o corpo huma-
no, explicitando os fenômenos de adaptação dos
diferentes sistemas orgânicos ao treinamento.
RECuRSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALuNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA
31
Educação Física – 2ª série, 1º bimestre
COnSidEraçÕES FinaiS
Professor, com as orientações contidas nes-
te Caderno da 1a
série do Ensino Médio es-
peramos ter contribuído para o seu trabalho
pedagógico cotidiano nas aulas de Educação
Física, na perspectiva de ampliar as possibi-
lidades e significados do Se-Movimentar dos
alunos no âmbito da Cultura de Movimento.
As Situações de Aprendizagem aqui propos-
tas para os temas esporte e corpo, saúde e bele-
za permitem as mais diferentes adaptações em
virtude das características específicas de cada
escola, assim como uma análise crítica de sua
parte, a fim de aperfeiçoar a Proposta Curri-
cular da disciplina de Educação Física.
É preciso também lembrar que os temas
e conteúdos propostos para o Ensino Mé-
dio constroem uma continuidade ao longo
das diversas séries e bimestres. Portanto, as
Situações de Aprendizagem propostas neste
1o
bimestre, assim como as competências e
habilidades nelas trabalhadas, não devem ser
tomadas de modo isolado, mas em relação
ao que já foi desenvolvido anteriormente e
ao que se seguirá.
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Ed fisica 2 ano

  • 2. São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: educação física, ensino médio - 2a série, volume 1 / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adalberto dos Santos Souza, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Sérgio Roberto Silveira. – São Paulo : SEE, 2009. ISBN 978-85-7849-226-7 1. Educação Física 2. Ensino Médio 3. Estudo e ensino I. Fini, Maria Inês. II. Souza, Adalberto dos Santos. III. Daolio, Jocimar. IV. Venâncio, Luciana. V. Sanches Neto, Luiz. VI. Betti, Mauro. VII Silveira, Sérgio Roberto. VIII. Título. CDU: 373.5:796 S239c Governador José Serra Vice-Governador Alberto Goldman Secretária da Educação Maria Helena Guimarães de Castro Secretária-Adjunta Iara Gloria Areias Prado Chefe de Gabinete Fernando Padula Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas Valéria de Souza Coordenador de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo José Benedito de Oliveira Coordenadora de Ensino do Interior Aparecida Edna de Matos Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE Fábio Bonini Simões de Lima Coordenação do Desenvolvimento dos Conteúdos Programáticos e dos Cadernos dos Professores Ghisleine Trigo Silveira AUTORES Ciências Humanas e suas Tecnologias Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís Martins e Renê José Trentin Silveira Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo, Regina Célia Bega dos Santos e Sérgio Adas História: Paulo Miceli, Diego López Silva, Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers Ciências da Natureza e suas Tecnologias Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume Física: Luis Carlos de Menezes, Sonia Salem, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Purificação Siqueira e Yassuko Hosoume Química: Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Arte: Geraldo de Oliveira Suzigan, Gisa Picosque, Jéssica Mami Makino, Mirian Celeste Martins e Sayonara Pereira Educação Física: Adalberto dos Santos Souza, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti e Sérgio Roberto Silveira LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, José Luís Marques López Landeira e João Henrique Nogueira Mateos Matemática Matemática: Nílson José Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Walter Spinelli Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie Equipe de Produção Coordenação Executiva: Beatriz Scavazza Assessores: Alex Barros, Antonio Carlos Carvalho, Beatriz Blay, Carla de Meira Leite, Eliane Yambanis, Heloisa Amaral Dias de Oliveira, José Carlos Augusto, Luiza Christov, Maria Eloisa Pires Tavares, Paulo Eduardo Mendes, Paulo Roberto da Cunha, Pepita Prata, Renata Elsa Stark, Solange Wagner Locatelli e Vanessa Dias Moretti Equipe Editorial Coordenação Executiva: Angela Sprenger Assessores: Denise Blanes e Luís Márcio Barbosa Projeto Editorial: Zuleika de Felice Murrie Edição e Produção Editorial: Conexão Editorial, Edições Jogos de Amarelinha, Jairo Souza Design Gráfico e Occy Design (projeto gráfico) APOIO FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação CTP, Impressão e Acabamento Imprensa Oficial do Estado de São Paulo EXECUÇÃO Coordenação Geral Maria Inês Fini Concepção Guiomar Namo de Mello Lino de Macedo Luis Carlos de Menezes Maria Inês Fini Ruy Berger GESTÃO Fundação Carlos Alberto Vanzolini Presidente do Conselho Curador: Antonio Rafael Namur Muscat Presidente da Diretoria Executiva: Mauro Zilbovicius Diretor de Gestão de Tecnologias aplicadas à Educação: Guilherme Ary Plonski Coordenadoras Executivas de Projetos: Beatriz Scavazza e Angela Sprenger COORDENAÇÃO TéCNICA CENP – Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educação do país, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos* deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei nº 9.610/98. * Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais. Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas
  • 3. Prezado(a) professor(a), Dando continuidade ao trabalho iniciado em 2008 para atender a uma das prioridades da área de Educação neste governo – o ensino de qualidade –, enca- minhamos a você o material preparado para o ano letivo de 2009. As orientações aqui contidas incorporaram as sugestões e ajustes sugeridos pelos professores, advindos da experiência e da implementação da nova pro- posta em sala de aula no ano passado. Reafirmamos a importância de seu trabalho. O alcance desta meta é concre- tizado essencialmente na sala de aula, pelo professor e pelos alunos. O Caderno do Professor foi elaborado por competentes especialistas na área de Educação. Com o conteúdo organizado por disciplina, oferece orientação para o desenvolvimento das Situações de Aprendizagem propostas. Esperamos que você aproveite e implemente as orientações didático-peda- gógicas aqui contidas. Estaremos atentos e prontos para esclarecer dúvidas ou dificuldades, assim como para promover ajustes ou adaptações que aumentem a eficácia deste trabalho. Aqui está nosso novo desafio. Com determinação e competência, certamen- te iremos vencê-lo! Contamos com você. Maria Helena Guimarães de Castro Secretária da Educação do Estado de São Paulo
  • 4. São Paulo faz escola – Uma Proposta Curricular para o Estado 5 Ficha do Caderno 7 Orientação sobre os conteúdos do bimestre 8 Tema 1 – Ginástica de academia – Práticas contemporâneas, processo histórico, modismos e tendências 11 Situação de Aprendizagem 1 – Ginástica não é só academia? 14 Atividade Avaliadora 16 Proposta de Situações de Recuperação 17 Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema 17 Tema 2 – Mídias e ginástica 19 Situação de Aprendizagem 2 – Promessas mil... 21 Atividade Avaliadora 22 Proposta de Situações de Recuperação 23 Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema 23 Tema 3 – Corpo, saúde e beleza: capacidades físicas 24 Situação de Aprendizagem 3 – Como identifico e avalio as minhas capacidades físicas 25 Atividade Avaliadora 29 Proposta de Situações de Recuperação 29 Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema 30 Considerações finais 31 Sumário
  • 5. 5 SãO PaUlO Faz ESCOla – UMa PrOPOSTa CUrriCUlar Para O ESTadO Prezado(a) professor(a), É com muita satisfação que apresento a todos a versão revista dos Cadernos do Professor, parte integrante da Proposta Curricular de 5a a 8a séries do Ensino Fun- damental – Ciclo II e do Ensino Médio do Estado de São Paulo. Esta nova versão também tem a sua autoria, uma vez que inclui suas sugestões e críticas, apresentadas durante a primeira fase de implantação da proposta. Os Cadernos foram lidos, analisados e aplicados, e a nova versão tem agora a medida das práticas de nossas salas de aula. Sabemos que o material causou excelente impacto na Rede Estadual de Ensino como um todo. Não houve discriminação. Críticas e suges- tões surgiram, mas em nenhum momento se considerou que os Cadernos não deveriam ser produzidos. Ao contrário, as indicações vieram no sentido de aperfeiçoá-los. A Proposta Curricular não foi comunicada como dogma ou aceite sem restrição. Foi vivida nos Cadernos do Professor e compreendida como um texto repleto de sig- nificados, mas em construção. Isso provocou ajustes que incorporaram as práticas e consideraram os problemas da implantação, por meio de um intenso diálogo sobre o que estava sendo proposto. Os Cadernos dialogaram com seu público-alvo e geraram indicações preciosas para o processo de ensino-aprendizagem nas escolas e para a Secretaria, que gerencia esse processo. Esta nova versão considera o “tempo de discussão”, fundamental à implantação da Proposta Curricular. Esse “tempo” foi compreendido como um momento único, gerador de novos significados e de mudanças de ideias e atitudes. Os ajustes nos Cadernos levaram em conta o apoio a movimentos inovadores, no contexto das escolas, apostando na possibilidade de desenvolvimento da autonomia escolar, com indicações permanentes sobre a avaliação dos critérios de qualidade da aprendizagem e de seus resultados.
  • 6. 6 Sempre é oportuno relembrar que os Cadernos espelharam-se, de forma objetiva, na Proposta Curricular, referência comum a todas as escolas da Rede Estadual, reve- lando uma maneira inédita de relacionar teoria e prática e integrando as disciplinas e as séries em um projeto interdisciplinar por meio de um enfoque filosófico de Edu- cação que definiu conteúdos, competências e habilidades, metodologias, avaliação e recursos didáticos. Esta nova versão dá continuidade ao projeto político-educacional do Governo de São Paulo, para cumprir as 10 metas do Plano Estadual de Educação, e faz parte das ações propostas para a construção de uma escola melhor. O uso dos Cadernos em sala de aula foi um sucesso! Estão de parabéns todos os que acreditaram na possibilidade de mudar os rumos da escola pública, transformando-a em um espaço, por excelência, de aprendizagem. O objetivo dos Cadernos sempre será apoiar os professores em suas práticas de sala de aula. Posso dizer que esse objetivo foi alcançado, porque os docentes da Rede Pública do Estado de São Paulo fizeram dos Cadernos um instrumento pedagógico com vida e resultados. Conto mais uma vez com o entusiasmo e a dedicação de todos os professores, para que possamos marcar a História da Educação do Estado de São Paulo como sendo este um período em que buscamos e conseguimos, com sucesso, reverter o estigma que pesou sobre a escola pública nos últimos anos e oferecer educação básica de qualidade a todas as crianças e jovens de nossa Rede. Para nós, da Secretaria, já é possível antever esse sucesso, que também é de vocês. Bom ano letivo de trabalho a todos! Maria inês Fini Coordenadora Geral Projeto São Paulo Faz Escola
  • 7. 7 FiCHa dO CadErnO Ginástica; Mídias e ginástica; Corpo, saúde e beleza nome da disciplina: Educação Física área: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Etapa da educação básica: Ensino Médio Série: 2a Período letivo: 1o bimestre de 2009 Temas e conteúdos: Ginástica Mídias e ginástica Corpo, saúde e beleza
  • 8. 8 OriEnTaçãO SObrE OS COnTEúdOS dO biMESTrE A Educação Física no Ensino Médio deve possibilitar aos alunos confrontar suas experiências de Se-Movimentar no âmbi- to da Cultura de Movimento juvenil com outras dimensões do mundo contemporâ- neo, gerando conteúdos mais próximos de sua vida cotidiana. Assim, a Educação Física pode tornar-se mais relevante para eles, não só durante o tempo e o espaço da escolari- zação, como, e principalmente, auxiliando-os a compreender a Cultura de Movimento de forma mais crítica. Isso lhes possibilitará participar e intervir nessa cultura com mais recursos e de forma mais autônoma. Vale lembrar que os alunos do Ensino Médio, ao longo dos ciclos anteriores de escolariza- ção, já vivenciaram um amplo conjunto de experiências de Se-Movimentar, incluindo o contato com as codificações das culturas es- portiva, gímnica, rítmica e das lutas. Podemos, então, definir como objetivos ge- rais da Educação Física no Ensino Médio: a compreensão do jogo, do esporte, da ginástica, da luta e atividade rítmica como fenômenos socioculturais em sintonia com os temas do nosso tempo e com a vida dos alunos, amplian- do os conhecimentos no âmbito da Cultura de Movimento; e a ampliação das possibilidades dos significados e sentidos das experiências de Se-Movimentar em jogos, esportes, ginásticas, lutas e atividades rítmicas rumo à construção de uma autonomia crítica e autocrítica. Tomando-se por bases essas considera- ções, vislumbra-se a Proposta Curricular da Educação Física no Ensino Médio como uma rede de inter-relações, partindo dos cin- co grandes eixos de conteúdo (jogo, esporte, ginástica, luta e a atividade rítmica), que se cruzam com eixos temáticos interdiscipli- nares relevantes na sociedade, gerando sub- temas a serem tratados como conteúdos ao longo das séries. Os eixos temáticos escolhi- dos (corpo, saúde e beleza, contemporanei- dade, mídias e lazer e trabalho) justificam-se por estarem relacionados à construção da Cultura de Movimento contemporânea e por serem importantes e atuais para a formação de um jovem no Ensino Médio. Neste 1o bimestre da 2a série serão aborda- dos o eixo de conteúdo ginástica e os temas Mídias e Corpo, saúde e beleza. Em ginástica, tratar-se-á do fenômeno das academias, com seus modismos, tendências e variados tipos e formas de ginásticas, além de suas promessas de melhoria da saúde e embe- lezamento físico. O que se pretende é que os alunos, além de reconhecerem as ginásticas como possibilidades para o seu Se-Movimen- tar dentro e fora das academias, identifiquem os interesses e motivações envolvidos na sua prática, bem como o seu contexto histórico e interessesfinanceirosimplicadosnasginásticas Por Cultura de Movimento entende-se o conjunto de significados/sentidos, símbolos e códigos que se produzem e reproduzem dinamicamente nos jogos, esportes, danças e atividades rítmicas, lutas, ginásticas etc., os quais influenciam, delimitam, dinamizam e/ou constrangem o Se-Movimentar dos sujeitos, base de nosso diálogo expressivo com o mundo e com os outros. O Se-Movimentar é a expressão individual e/ou grupal no âmbito de uma Cultura de Movimento; é a relação que o sujeito estabelece com essa cultura a partir de seu repertório (informações/conhecimentos, movimentos, condutas etc.), de sua história de vida, de suas vinculações socioculturais e de seus desejos.
  • 9. 9 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre de academia. A finalidade é capacitar o es- tudante para a argumentação consistente ao analisar modismos e tendências da ginástica nos dias atuais, e estimular autonomia no ge- renciamento das suas experiências do Se-Mo- vimentar. O tema Mídias é fundamental para o en- tendimento da Cultura de Movimento con- temporânea, para que o aluno compreenda as referências externas provenientes da tele- visão, de revistas, da internet etc., que mode- lam percepção, valorização e construção do seu Se-Movimentar, muitas vezes atendendo a modelos que apenas dão suporte a interesses mercadológicos e que precisam ser submetidos à análise crítica. Neste 1o bimestre serão enfa- tizadas as relações entre as mídias e as práticas de ginásticas, principalmente aquelas desen- volvidas no âmbito das chamadas academias, de modo que os alunos possam relacionar os significados propostos pelas mídias com o seu Se-Movimentar na ginástica e se sintam capa- zes a analisar criticamente as mensagens midi- áticas que tratem da ginástica. A importância do tema Corpo, saúde e beleza centra-se no fato de que não só as do- enças relacionadas ao sedentarismo (hiperten- são, diabetes, obesidade etc.), mas também o insistente chamamento para determinados pa- drões de beleza corporal, em associação com produtos e práticas alimentares e de exercício físico, que colocam os alunos do Ensino Médio na “linha de frente” dos cuidados com o corpo e com a saúde. Neste 1o bimestre, aprofundar- se-ão os conceitos e os modos de avaliação das capacidades físicas, de modo que permi- ta que os alunos as discriminem do ponto de vista conceitual, identifiquem sua ocorrência nas ginásticas de academia, e apliquem os conhecimentos assim construídos na criação de exercícios ginásticos. É importante ressaltar que tais conteú- dos e temas, que terão prosseguimento nos próximos bimestres desta série, bem como nos anos seguintes do Ensino Médio, devem ser abordados de modo transversal em suas inter-relações. Por exemplo, as mídias exer- cem papel decisivo na definição dos mode- los de beleza corporal hegemônicos em nossa sociedade, modelos esses que as ginásticas de academia prometem aos seus seguidores. Por sua vez, o treinamento de capacidades físicas, como força e resistência, está presente em di- versos tipos e formas de ginástica propos- tos nas academias. Nesse sentido, os temas Ginástica, Mídias e Corpo, saúde e beleza po- dem ser desenvolvidos de modo integrado. As estratégias escolhidas – que incluem a re- alização de práticas ginásticas e testes de avalia- çãodecapacidadesfísicas,buscadeinformações, entrevistas com praticantes de ginástica e inter- pretação dos resultados, análise de materiais provenientes das mídias, debates, relato das pró- prias percepções, análise e criação de exercícios ginásticos – procuram ampliar as possibilidades de aprendizagem e compreensão dos alunos no âmbito da Cultura de Movimento. A avaliação é proposta de modo integrado ao processo de ensino e aprendizagem, sem se restringir a procedimentos isolados e formais (como uma prova, por exemplo). Sugere-se privilegiar a proposição de Atividades Avalia- doras que, integradas ao percurso de apren- dizagem, favoreçam a elaboração de sínteses relacionadas aos temas e conteúdos aborda- dos e bem como a aplicação, em situações- -problema, das habilidades e competências pretendida para os alunos. As Atividades Avaliadoras devem per- mitir aos alunos a geração de informações ou indícios, qualitativos e quantitativos, verbais e não-verbais, que serão então in- terpretados pelo professor nos termos das expectativas de aprendizagem em relação aos conteúdos. Nesse sentido, o professor pode valer-se de observações sistemáticas sobre
  • 10. 10 interesse, participação e capacidade de coope- ração do aluno, autoavaliação, trabalhos e pro- vas escritas, resolução de situações-problema, elaboração e apresentação de situações táticas nos esportes coletivos, dramatizações, dentre outros recursos. Por fim, é importante lembrar que a avaliação não tem como única finalidade atribuir conceitos e notas aos alunos, mas conscientizá-los sobre suas aprendizagens, assim como problematizar e aperfeiçoar a prática pedagógica para que essas expectati- vas sejam atingidas. A quadra é o tradicional espaço da aula de Educação Física, mas algumas Situações de Aprendizagem aqui sugeridas poderão ser desenvolvidas no espaço da sala de aula, no pátio externo, na biblioteca, na sala de infor- mática ou de vídeo, bem como em espaços da comunidade local, desde que compatíveis com as atividades programadas. Algumas etapas podem ser também realizadas pelos alunos como atividade extra-aula (pesquisas, produ- ção de textos etc.). As orientações e sugestões a seguir visam a oferecer-lhe subsídios para o desenvolvimento dos temas propostos. Não pretendem apre- sentar as Situações de Aprendizagem como as únicas a serem realizadas, nem restringir a sua criatividade, como professor, para outras atividades ou variações de abordagem dos mesmos temas. As Situações de Aprendizagem aqui suge- ridas também poderão ser enriquecidas com leitura de textos (adequados ao nível do En- sino Médio) e exibição de filmes relacionados aos temas. Sugestões nesse âmbito serão apre- sentadas ao longo deste Caderno. Isto posto, professor, bom trabalho!
  • 11. 11 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre TEMa 1 – GináSTiCa dE aCadEMia – PráTiCaS COnTEMPOrÂnEaS, PrOCESSO HiSTÓriCO, MOdiSMOS E TEndÊnCiaS No Brasil, os espaços privados para a prá- tica da ginástica, que hoje conhecemos por “academias”, surgiram na década de 1930, na cidade do Rio de Janeiro, sob influência de métodos ginásticos europeus do início do século XX. Na década de 1960, além da calistenia, muitas academias dedicavam-se ao “levantamento de peso”, prática associa- da ao halterofilismo. Nos anos 1980, a ginástica aeróbica ganhou grande espaço nas academias, beneficiando-se da popularidade do conceito de “exercício ae- róbio”, difundido na década anterior pelo mé- dico norte-americano Kenneth Cooper (criador do que ficou conhecido como Método Cooper), e pelos vídeos de ginástica (com ênfase na ginástica localizada) produzidos pela atriz norte-americana Jane Fonda. Contudo, ca- racterizada pela excessiva presença de saltitos e giros, realizados sem a devida preocupação com a postura, a ginástica aeróbica dos anos 1980 levou ao aparecimento de lesões articu- lares em seus praticantes – daí a denominação “ginástica de alto impacto” pela qual ficou co- nhecida. Surge, então, a ginástica aeróbica de baixo impacto, que busca minimizar os efeitos lesivos às articulações, seguida do step trainning, ginástica que alterna movimentos de subida e descida de um pequeno degrau. As esteiras rolantes e bicicletas ergométricas logo chegaram como alternativas à exercitação aeróbia. A hidroginástica (ginástica realizada na piscina) agrega exercícios da ginástica loca- lizada e da ginástica aeróbica, com a vantagem de a água minimizar o impacto na articulação dos joelhos e servir, ao mesmo tempo, de fator de resistência para os movimentos, potenciali- zando o efeito dos exercícios. Atualmente a ginástica localizada segue os princípios da teoria do treinamento físico e, em obediência a princípios cinesiológicos e anatômicos, busca isolar os grupamentos musculares que se deseja atingir e atender a diferentes finalidades – emagrecimento, deli- neamento ou hipertrofia muscular, resistência muscular etc. –, e com isso promete atender aos apelos estéticos dos praticantes. Seus exer- cícios podem valer-se do peso do próprio cor- po ou utilizar pequenos pesos, como halteres e caneleiras. Por isso, às vezes, a ginástica lo- calizada é confundida com ginástica batizada de “musculação”, embora esta se caracterize mais pelo uso de máquinas sofisticadas, de alta eficiência no isolamento dos músculos e na gradação da carga. Nos últimos anos, cresceram em larga es- cala os programas padronizados de ginástica, concebidos e comercializados por empresas es- pecializadas, com forte apoio de estratégias de marketing. Por exemplo, o sistema body (body systems) – bodypump, bodystep etc. –, proprie- dade de uma empresa da Nova Zelândia, que tem nas academias brasileiras seus melhores clientes. A desvantagem desses programas é que, ao padronizar os exercícios e sua progres- são, perdem de vista a heterogeneidade de seus participantes e a individualidade das pessoas. Além de trazer para o seu interior os avanços técnico-científicos no campo do treinamento físico, as academias buscaram diversificar suas práticas para atrair novos clientes e diminuir
  • 12. 12 a evasão, pois grande parte das pessoas inter- rompe periódica ou definitivamente a frequên- cia às academias. Sabe-se que, com a chegada do verão, aumenta significativamente o nú- mero de usuários das academias. Dezenas de diferentes práticas são oferecidas hoje nas inú- meras academias espalhadas por todo o Brasil. No Estado de São Paulo, é raro o município que não conte com pelo menos uma academia de ginástica. Muitas dessas práticas desapare- cem tão rapidamente como surgiram. ©FabioChialastri/ConexãoEditorial Tendência recente é a ginástica fast-food – por analogia aos estabelecimentos que oferecem lanches e refeições “rápidas”. São academias que prometem efeitos estéticos e de melhoria da saúde e qualidade de vida com um circuito de exercícios que combina os ae- róbios e de os força muscular, com duração de 30 minutos e frequência de três vezes por semana. O fenômeno do surgimento, proliferação e diversificação das academias de ginástica pode ser entendido na perspectiva do crescimento dos espaços privados de lazer e serviços e a simultânea redução e degradação dos espaços Figura 1 – Variedade de práticas ofertadas em uma academia. públicos – nas ruas, praças e parques estamos sujeitos à violência, poluição, falta de limpeza e conservação etc. Além disso, a quase ausên- cia de políticas públicas de lazer e esporte não estimula convenientemente o acesso às insta- lações esportivas mantidas pelos poderes mu- nicipal, estadual ou federal. As academias de ginástica surgem, então, como alternativa no chamado “mercado do corpo e do fitness”, que vende promessas de beleza e saúde por meio de produtos e serviços para parcelas cada vez maiores da população. Não sendo mais restritas à classe média alta, oferecem, em um só local, práticas ginásticas diversificadas, o que permite atender a vários interesses no âmbito do Se-Movimentar. Todavia, ao se beneficiarem da difusão por parte das mídias, de um modelo de beleza corporal cada vez mais predominante – carac- terizado pela magreza, no caso das mulheres, e hipertrofia muscular, no caso dos homens –, as academias, apoiadas por estratégias de pro- paganda e marketing, prometem “milagres”. Por exemplo, “fique em forma para o verão em apenas um mês”, atraindo novos interessa- dos que pagam pelos serviços prestados. Mas será que a ginástica só serve para emagrecer e, consequentemente, atender a um padrão de beleza imposto pelas mídias? Não há nela, em seus diversos tipos e formas, ou- tros valores e sentidos? Relaxamento, bem- estar, sociabilização, melhoria da condição física geral, reabilitação física: as diferentes ginásticas podem ter sentidos diversificados para diferentes pessoas. Outra problematização que deve ser apresen- tada aos alunos é se a ginástica só pode ser prati- cada no interior das academias. Há um conjunto de práticas ginásticas que podem ser realizadas em outros espaços, como caminhada, corrida, exercícios de flexibilidade e exercícios localiza- dos que utilizam o peso do próprio corpo.
  • 13. 13 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre ©StevePrezant/Corbis–Latinstock©FabioChialastri/ConexãoEditorial Figuras 2 e 3 – Basta um pouco de criatividade para praticar ginástica em qualquer lugar e adaptar equipamentos – um banco de jardim, para abdominais, ou uma garrafa PET cheia de areia que, além de servir de peso para a ginástica localizada, ainda contribui para a reutilização de material descartável.
  • 14. 14 Tempo previsto: 4 a 6 aulas. Conteúdos e temas: história das academias – origem e diversificação; interesses e motivações na práti- ca das ginásticas em academias ou em outros espaços. Competências e habilidades: reconhecer a participação nas ginásticas como possibilidades do Se-Mo- vimentar; identificar os interesses e motivações envolvidos na prática dos diversos tipos e formas de ginástica; identificar as tendências das ginásticas de academia nas suas relações com o contexto his- tórico e interesses mercadológicos; reconhecer que há tipos e formas de ginástica que podem ser pra- ticados fora das academias; selecionar, relacionar e interpretar informações e conhecimentos sobre ginástica para construir argumentação consistente e coerente, na análise dos modismos e tendências da ginástica. recursos: papel; caneta; pincel atômico ou giz; cartolina ou lousa. Para que os alunos possam usufruir com mais amplitude da ginástica como possibilida- de do Se-Movimentar, é preciso que gerenciem autonomamente suas próprias práticas. Esse processo não é favorecido pelas academias, na medida em que elas criam uma relação de dependência com seus usuários – tanto ao ofe- recer programas “prontos” e padronizados, como ao omitir informações que permitam a compreensão dos processos fisiológicos e psi- cossociais envolvidos. Oferecer conhecimento e proporcionar algum domínio desses processos é uma das tarefas que cabe à Educação Física no Ensino Médio. SITuAçãO DE APRENDIZAGEM 1 GINÁSTICA NãO É SÓ ACADEMIA? Inicia-se a Situação de Aprendizagem com uma simulação de atividades de ginástica re- alizadas em academias, oportunidade em que osalunostomarãocontatocomavariedadede práticas realizadas nesse contexto. Posterior- mente, propõe-se aos alunos uma discussão sobre a origem, a proliferação e a diversifica- ção das academias em nossa sociedade, com vistas a compreender melhor esse fenôme- no contemporâneo. Em seguida, os alunos pesquisarão dados sobre práticas preferidas e motivos pelos quais as pessoas praticam ginásticas em academias ou em outros es- paços, seguida do mapeamento dos resul- tados. Por fim, sugerem-se questões para que os alunos possam compreender mais criticamente diante do fenômeno das acade- mias. Na Atividade Avaliadora, solicita-se aos alunos que produzam um texto-síntese sobre o tema.
  • 15. 15 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre desenvolvimento da Situação de aprendizagem 1 Etapa 1 – Simulando as academias Sugira aos alunos que reproduzam algu- mas situações características de atividade ginástica vivenciadas por eles em academias ou observadas em programas de televisão. Vários alunos, por certo, já frequentaram ou frequentam academias de ginástica. Se nenhum aluno tiver essa experiência, sugira alguns exemplos de atividades. A intenção, neste momento, é apresentar a eles um grande painel sobre atividades ginásticas realizadas em academias. Posteriormente a essa simula- ção, na mesma aula, ou na seguinte, discuta com os alunos sobre os motivos que explicam a proliferação das academias, os interesses e as motivações que levam muitas pessoas a buscar ginásticas de academia, a tendência à padronização dos exercícios realizados nes- ses locais, o mercado do corpo, os padrões de beleza reinantes nas academias ou, ainda, outros temas pertinentes. Etapa 2 – Os praticantes de ginástica são... Proponha aos alunos que, divididos em grupos, façam entrevistas com pelo menos cinco usuários de academias de Possibilidades interdisciplinares Professor, o tema ginásticas de academia (práticas contemporâneas, processo histórico, modismos e tendências) poderá ser desenvolvido de modo integrado com a disciplina Filosofia, na medida em que envolve conteúdos como “mercado do corpo” e “autonomia”, e com Língua Portuguesa (produção de textos). Converse com os professores responsáveis por essas disciplinas em sua escola. Essa iniciativa facilitará aos alunos compreendam os conteúdos de forma mais global e integrada. ginástica e com pessoas que realizam periodicamente caminhadas ou corridas, ou outro tipo de ginástica, desde que re- alizado fora das academias. Oriente-os a coletar dados sobre os entrevistados (sexo, idade etc.), o tipo de ginástica praticada, o motivo que os leva a praticá-las, há quanto tempo praticam-na, e outras questões per- tinentes. Peça à primeira metade do grupo que entreviste usuários de academias, e à outra metade, que converse com pratican- tes em outros ambientes ou instituições que não as academias. Com os dados das entrevistas apresentados, faça um mapeamento desse material. Isso pos- sibilitará a construção e a apresentação dos re- sultados em forma de tabelas ou gráficos que evidenciem os motivos que levam as pessoas de diferentes faixas etárias a buscar a ginástica, em academia ou fora dela, e também a prefe- rência de práticas em relação ao gênero ou ou- tra variável. Poderá também ser observada a relação entre os motivos que levam o usuário à prática de determinada atividade e a identifica- ção dessa ginástica com as tendências de deter- minada estação do ano (o verão, por exemplo). É importante, nesse processo, a comparação entre os motivos e os significados apresentados pelos frequentadores de academias e os prati- cantes de ginástica fora das academias.
  • 16. 16 Etapa 3 – nossa opinião sobre os praticantes é... Depois da apresentação dos resultados da pesquisa, peça aos alunos que busquem extrair conclusões parciais da análise das ta- belas geradas com os dados obtidos nas en- trevistas. Com esses dados, proponha uma dinâmica de discussão entre os alunos. Peça a eles que se organizem em grupos e, durante 15 minutos, discutam o tema com base nos dados das entrevistas, elaborando sínteses parciais. Em seguida, proponha a fusão de grupos (cada dois grupos formam um novo grupo), os quais, durante aproximadamente 15 minutos, compartilharão as conclusões iniciais, procurando perceber as diferenças de opiniões presentes na síntese parcial, ela- borando, por fim, uma nova síntese. Essa síntese será apresentada a todos os outros grupos. Essa forma de organização no tra- balho em grupos otimiza o tempo e diminui a possibilidade de os grupos seguidamente repetirem as mesmas afirmações. O profes- sor poderá auxiliar os alunos nas apresenta- ções, procurando aproximações das respos- tas (conclusões parciais) com os temas. Sugira algumas questões para nortear as discussões entre os alunos, como: Por que as pessoas procuram as academias? O que leva os proprietários de academias a diversificar as propostas de práticas de atividades e espa- ços? Quais as diferenças e semelhanças entre a prática de ginástica em academias e fora delas? Quais os significados que um e outro grupo dão à prática de ginástica? O que você entende por mercado do corpo? Para a conclusão desta etapa, aprofunde os temas “mercado do corpo”, “atividade de academia e perda de autonomia”, “relação da proliferação das ofertas e público para academias com a diminuição de espaços pú- blicos para ginástica”, além de outros que porventura surjam ao longo das etapas. ATIVIDADE AVALIADORA Peça aos alunos que, individualmente e com base nas discussões e atividades realizadas ao longo das aulas, produzam um texto-síntese que contemplem as seguintes questões: Quais são os interesses e motivaçõesf que me levam à procura pela prática de alguma forma de ginástica? Com que práticas ginásticas eu me iden-f tifico? Qual a contribuição das academias paraf que eu construa minha autonomia na prática da ginástica? Posso praticar ginástica fora das acade-f mias? Como? Qual a importância da prática da ginás-f tica para as pessoas em geral? Verifique se, na argumentação, os alunos utilizam de modo consistente e coerente as informações apresentadas no trabalho em grupo, se identificam os interesses e motiva- ções envolvidos nas ginásticas de academia, se explicitam as possibilidades da ginástica para suas experiências de Se-Movimentar. Após a leitura dos textos, faça as complementações e esclarecimentos que julgar relevantes.
  • 17. 17 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre Durante o percurso pelas várias etapas da Situação de Aprendizagem, talvez alguns alunos não apreendam os conteúdos da for- ma esperada. Serão necessárias, professor, outras Situações de Aprendizagem, que per- mitam ao aluno revisitar o processo de outra maneira. Tais Situações de Aprendizagem podem ser desenvolvidas durante as aulas ou em outros momentos, individualmente ou em pequenos grupos, envolver todos os alunos ou apenas aqueles que apresentarem dificuldades. Por exemplo: roteiro de estudos com perguntas nortea-f doras elaboradas pelo professor e poste- rior apresentação em registro escrito; pesquisa emf sites ou em outras fontes para posterior apresentação; reapresentação da Atividade Avalia-f dora desenvolvida em outra linguagem (por exemplo, dramatizar a argumen- tação contida em um texto escrito, ou apresentá-la com imagens extraídas de diversas mídias). PROPOSTA DE SITuAçÕES DE RECuPERAçãO RECuRSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR E DO ALuNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA livros FRAGA, Alex Branco. Exercício da informa- ção: governo dos corpos no mercado da vida ativa. São Paulo: Autores Associados, 2006. Denuncia como o discurso do “estilo de vida saudável e ativa” por meio das ativida- des físicas – sustentado em saberes biomédi- cos – esconde estratégias de controle sobre a educação corporal, a saúde e a autonomia dos indivíduos. NOVAES, Jefferson; SILVEIRA NETO, Eduardo. Ginástica de academia: teoria e prá- tica. Rio de Janeiro: Sprint, 1996. Apresenta dados históricos sobre o surgi- mento das academias no Brasil, os princípios teóricos e diretrizes para a prática da ginástica de academia. SABA, Fábio. Aderência à prática do exercício fí- sico em academias. São Paulo: Manole, 2001. Analisa como a aderência – entendida como conjunto de determinantes pessoais e ambien- tais – pode proporcionar a continuidade da participação das pessoas em programas de exercício físico, minimizando a desistência. Re- lata estudo de campo com dados sobre as aca- demias no Brasil. artigo SECRETARIA DE ESTADO DE EDuCAçãO DE MINAS GERAIS. Tipos, características e finalidades: ginástica geral, ginástica de academia e exercícios físi- cos. Orientações pedagógicas: Educa- ção Física – Ensino Médio. Disponível em: <http://crv.educacao.mg.gov>. Acesso em: 3 dez. 2008.
  • 18. 18 Apresenta informações sobre as tendências recentes das ginásticas de academia e aponta como essas ginásticas influenciam os interesses e motivações dos jovens. Sugere alternativas para práticas de atividades físicas/exercícios, compa- rando-as com as ginásticas de academia, em ter- mos de características, vantagens e desvantagens. Filme Garotas formosas. Direção: Nnegest Likké. EuA, 2006. 98min. A personagem principal é uma estilista obesa e muito simpática. Em um mundo de aparências e medidas minúsculas, ela encon- tra dificuldades em obter aceitação e desta- que e se mete em situações muito divertidas. Quando ganha uma viagem com as despesas pagas para um maravilhoso resort, conhece o homem dos seus sonhos, que delicadamente lhe apresenta aspectos sociais, econômicos e culturais relacionados aos padrões de beleza femininos.
  • 19. 19 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre TEMa 2 – MÍdiaS E GináSTiCa As mídias (jornais, revistas, televisão, cine- ma, outdoors, internet etc.) são as principais responsáveis pela difusão de um modelo de beleza em nossa sociedade. Em jornais, revis- tas, televisão ou cinema, o “ideal” de beleza feminino é associado a juventude, pele e olhos claros, magreza, corpo cheio de “curvas” etc., assim como em relação à beleza masculina esse conceito é associado a homens jovens, brancos, magros e musculosos. Algumas teorias da comunicação sugerem que as mídias possuem a capacidade de nos convencer e persuadir, e a propaganda, por exemplo, criaria necessidades de consumo, e por isso compramos coisas que, se pensarmos bem, não precisaríamos. Outras propõem que as mídias não intervêm assim tão diretamente, mas influenciam o modo como construímos a imagem da realidade social e como escolhe- mos os assuntos que julgamos ser importantes para nossa vida, modelando, portanto, nossos modos de pensar, sentir e agir. De qualquer modo, há consenso de que as mídias exercem influência decisiva no âmbito da Cultura de Movimento, ao propor enten- dimentos do que são e para que servem o es- porte, a ginástica, a dança etc., e fazem isso não de modo “neutro” ou balizadas apenas por critérios técnico-científicos, mas de modo interessado, para vender, além de si mesmas, produtos e serviços. Por isso, as mídias não só divulgam o esporte, a ginástica etc., mas são agentes que participam decisivamente no pro- cesso de transformação dessas práticas (mu- dança de regras nos esportes, por exemplo) e na constituição de novas formas de consumo (vestuário esportivo, equipamentos como es- teiras rolantes e aparelhos de eletroestimula- ção muscular etc.). Por sua vez, a ginástica, em seus vários tipos e formas, é associada à busca desse ideal. Basta prestar atenção em revistas voltadas ao público adolescente e jovem (em especial às meninas), à venda em qualquer banca de jornais, e consta- tar o que apenas sugerem ou prometem explici- tamente – emagrecimento (em conjugação com dietas, cosméticos e cirurgias), definição e hi- pertrofia muscular. Nota-se ainda a tendência de indicar a ginástica aeróbica, a caminhada e a corrida com o objetivo de perder calorias (e, portanto, emagrecer), e a ginástica localizada e a musculação para definição e hipertrofia mus- cular. Para as mulheres, enfatizam-se os exer- cícios para glúteos e coxas, e para os homens, braços e peitoral. Percebe-se ainda que as matérias que sugerem programas de exercícios, ou as pro- pagandas de equipamentos domésticos (para realizar exercícios abdominais, por exemplo), prometem efeitos rápidos, com pouco esforço. Raramente é apresentada alguma fundamen- tação técnico-científica coerente e adequada para validar tais promessas. Poucas vezes, em matérias publicadas em revistas ou em jornais, em programas televisi- vos ou em propagandas, a ginástica é associa- da ao desenvolvimento, possível para todos, de uma boa condição física geral, ou a bem- estar, relaxamento, sociabilização etc. A escola precisa apostar no desenvolvimen- to da capacidade crítica dos alunos diante das mídias – e “criticá-las”, a partir de uma análise dos critérios que presidem um fenômeno. Isso porque os consumidores das mídias (todos nós, na condição de leitores, telespectadores etc.) não são necessariamente passivos diante delas; somos capazes de desvendar os mecanismos dos
  • 20. 20 ©PurestockX©Ablestock Figuras 4 e 5 – Mulheres são estimuladas a realizar mais exercícios para nádegas e membros inferiores e homens, para braços e peitorais.
  • 21. 21 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre seus discursos (construídos com palavras, sons e imagens), isto é, interpretá-los criticamente. Para isso, é preciso que a escola posicione-se como mediadora entre os alunos e as mídias, fornecendo-lhes os instrumentos para efetua- rem tal interpretação crítica e, dessa maneira, compreenderem-se melhor como leitores, teles- pectadores etc. A Educação Física como disciplina escolar precisa apresentar aos alunos atividades que permitam evidenciar os interesses e as estraté- gias das mídias no âmbito da Cultura de Movi- mento (em especial no campo do esporte e da ginástica). Isso contribuirá para a formação de cidadãos críticos diante dessas agências sociais tão importantes no mundo contemporâneo. Possibilidades interdisciplinares Professor, o tema mídias e ginástica poderá ser desenvolvido de modo integrado com a disciplina Filosofia, na medida em que envolve conteúdos como “mercado do corpo” e “gênero”, com Língua Portuguesa e Literatura, na produção de textos, e com Arte, na produção de uma capa de revista ou de uma dramatização. Converse com os professores responsáveis por essas disciplinas em sua escola. Essa iniciativa fará com que os alunos compreendam os conteúdos de forma mais global e integrada. SITuAçãO DE APRENDIZAGEM 2 PROMESSAS MIL... Parte-se da análise de matérias ou pro- pagandas que tenham a ginástica por tema, extraídas de revistas, jornais, internet ou te- levisão. A seguir, propõe-se o mapeamento dos dados, buscando evidenciar padrões de características das pessoas envolvidas nas matérias, tipos de exercícios e seus efeitos prometidos etc. Na Atividade Avaliadora, sugere-se a produção, por parte dos alunos, de uma capa de revista ou de uma propa- ganda que evidencie outros significados e sentidos para a prática da ginástica. Esta Si- tuação de Aprendizagem poderá ser desen- volvida em conjunto com o tema ginásticas de academia (práticas contemporâneas, pro- cesso histórico, modismos e tendências). Tempo previsto: 3 a 4 aulas. Conteúdos e temas: significados e sentidos da ginástica no discurso das mídias; mídias e padrões de beleza corporal. Competências e habilidades: perceber a associação promovida pelas mídias entre ginástica e padrões de beleza; relacionar os significados e os sentidos propostos pelas mídias com suas próprias experiên- cias do Se-Movimentar na ginástica; analisar criticamente produtos e mensagens da mídia que tratem da ginástica. recursos: computador com acesso à internet; papel; caneta; cola; pincel atômico de várias cores; câmara filmadora (opcional).
  • 22. 22 desenvolvimento da Situação de aprendizagem 2 Etapa 1 – análise de matérias ou de propagandas Solicite previamente aos alunos que pesqui- sem, em revistas, jornais, sites, televisão etc., matérias ou propagandas que tratem da ginás- tica. Em grupos, os alunos deverão enumerar os tipos e as formas de ginástica que são objetos das matérias ou de propagandas; os exercícios, objetivos e efeitos propostos para sua prática (emagrecimento, hipertrofia muscular, resis- tência aeróbia etc.); se os exercícios e objetivos são propostos especificamente para homens ou mulheres (ou ambos os sexos), bem como o tempo proposto para alcançá-los, as capacida- des físicas envolvidas nos exercícios propostos e as características físicas das pessoas que apa- recem nas imagens das matérias. Etapa 2 – Mapeamento e discussão Em conjunto com os alunos, realize o mapeamento dos dados, buscando eviden- ciar as seguintes questões: quais são os ti- pos e as formas de ginástica, os objetivos e os efeitos propostos mais frequentes, e para quais sexos, e os menos frequentes ou ausentes (por exemplo, relaxamento, inte- ração social etc.); quais as capacidades físi- cas mais envolvidas e as menos envolvidas ou ausentes; qual o tempo proposto para alcançar os objetivos e os efeitos prome- tidos; quais as características físicas mais frequentes das pessoas que aparecem nas imagens, a relação dessas características com os padrões de beleza predominantes em nossa sociedade, e outros tópicos con- siderados pertinentes. Procure destacar a importância das imagens como fator de convencimento do leitor ou telespectador. Considere as seguintes questões: O que as diferentes mídias (televisão,f revistas, jornais, internet etc.) propõem ou prometem em relação à ginástica? Por que as pessoas acreditam nessas pro-f messas? Eu acredito nessas promessas? A ginástica pode ter outros valores ef objetivos além dos predominantemente apregoados pelas mídias? ATIVIDADE AVALIADORA Solicite aos alunos que, em grupos, elaborem uma capa de revista, uma propaganda ou uma curta matéria jornalística, em que se denunciem as fragilidades e os problemas das promessas das mídias e se apresente a ginástica como detentora de outros sentidos e valores (bem-estar, interação social, promoção da saúde para todas as pesso- as). uma propaganda televisiva também poderá ser apresentada na forma de dramatização, que poderáserexibida“aovivo”ouemformatoaudio- visual, gravado com câmeras digitais de aparelhos celulares ou de vídeo, se isto for possível.
  • 23. 23 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre Durante o percurso pelas várias etapas da Situação de Aprendizagem, talvez alguns alu- nos não apreendam os conteúdos da forma esperada. Serão necessárias, professor, outras Situações de Aprendizagem, que permitam ao aluno revisitar o processo de outra maneira. Tais Situações de Aprendizagem podem ser desenvolvidas durante as aulas ou em outros momentos, individualmente ou em peque- nos grupos, envolver todos os alunos ou ape- nas aqueles que apresentarem dificuldades. Por exemplo: roteiro de estudos com perguntas norte-f adoras elaboradas pelo professor e pos- terior apresentação das respostas em registro escrito; pesquisa emf sites ou em outras fontes para posterior apresentação; reapresentação da Atividade Avaliadoraf desenvolvida em outra linguagem (por exemplo, produzir um texto com base nas questões que orientam a Atividade Avaliadora proposta). PROPOSTA DE SITuAçÕES DE RECuPERAçãO livro BETTI, Mauro (Org.). Educação física e mí- dia: novos olhares, outras práticas. São Paulo: Hucitec, 2003. Ao longo de quatro capítulos com autorias diversas, são apresentados fundamentos teó- ricos sobre as relações entre Educação Física, Cultura de Movimento e mídias na contem- poraneidade, abordando a mídia esportiva, a televisão, a indústria cultural, o mundo virtual dos jogos eletrônicos e da internet, bem como estudos de campo no âmbito escolar. artigos BETTI, Mauro. Corpo, cultura, mídias e Educação Física: novas relações no mundo contemporâneo. Lecturas: Educación Física y Deportes, Buenos Aires, v. 10, no 79, p. 1-9, 2004. Disponível em: <http://www.efdepor- tes.com/efd79/corpo.htm>. Acesso em: 3 dez. 2008. SECRETARIA DE ESTADO DE EDuCAçãO DE MINAS GERAIS. Influên- cias da mídia na prática da ginástica. Orienta- ções pedagógicas: Educação Física – Ensino Médio. Disponível em: <http://crv.educacao. mg.gov>. Acesso em: 3 dez. 2008. Texto de caráter didático, com reflexões re- ferentes à influência das mídias sobre a prática de atividades físicas e esportivas, com desta- que para a ginástica. RECuRSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR E DO ALuNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA
  • 24. 24 O sedentarismo surgiu principalmente pelo aumento da industrialização e da au- tomação, advindas do avanço tecnológico. Essa situação rebaixa a condição física das pessoas em relação ao padrão recomendável para que se tenha um nível de saúde consi- derado aceitável. Sabe-se que a atividade física regular ele- va o nível das capacidades físicas que estão diretamente relacionadas ao bom funciona- mento do organismo humano, gerando me- lhorias em diversas esferas da vida cotidiana das pessoas. Por capacidades físicas (dentre elas estão a força, a velocidade, a flexibilidade, a re- sistência e a agilidade) entende-se que são as condições intrínsecas, modificadas pelo ambiente, que permitem a realização dos di- versos tipos de movimento. O entendimento das diferentes manifestações das capacidades físicas e suas contribuições para a melhoria funcional do organismo deve ser tratado no âmbito escolar, para demonstrar a necessi- dade da realização de atividades físicas re- gulares não só durante as aulas de Educação Física, mas por toda a vida. As capacidades físicas podem ser assim definidas: resistência: é a capacidade que “permite realizar movimentos durante um determinado período de tempo sem perda da qualidade de execução, isto é, prolongando o tempo de execução até o surgimento de sintomas ou sinais de fadiga” (GOBBI; VILLAR; ZAGO, 2005, p. 53). Em relação ao metabolismo energético, divide-se em aeróbia e anaeróbia. Força: é a capacidade “de exercer tensão muscular contra resistência, que ocorre por meio de ações musculares” (BARBANTI, 2003, p. 273-274). A força pode ser classificada, em relação ao tipo de traba- lho muscular, em dinâmica ou estática; em relação às formas de exigência do movimento envolvido, em força máxima, rápida e de resistência. Flexibilidade: é a capacidade que permite “a amplitude máxima de um movimento, em uma ou mais ar- ticulações”(GOBBI; VILLAR; ZAGO, 2005, p. 184), sem causar lesão. Para Saba (2003, p. 104), “flexibili- dade é a capacidade de realizar movimentos amplos, utilizando com facilidade a mobilidade articular”. Velocidade: é a capacidade de mover o corpo ou parte dele com rapidez ou no menor tempo possível. Na Educação Física, usualmente é associada à velocidade máxima, que é “o limite superior de veloci- dade que um indivíduo consegue desenvolver na realização de uma tarefa motora” (GOBBI; VILLAR; ZAGO, 2005, p. 129). Pode ser classificada em diferentes tipos: velocidade de reação, acíclica e cíclica. agilidade: é a capacidade de “executar movimentos rápidos e ligeiros com mudanças de direções” (BARBANTI, 2003, p. 15). TEMa 3 – COrPO, SaúdE E bElEza – CaPaCidadES FÍSiCaS
  • 25. 25 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre SITuAçãO DE APRENDIZAGEM 3 COMO IDENTIFICO E AVALIO AS MINHAS CAPACIDADES FÍSICAS Propõe-se a retomada das principais capa- cidades físicas vivenciadas ao longo do perío- do de escolarização anterior (resistência, força, flexibilidade, velocidade e agilidade), por meio de atividades que solicitem essas capacidades, para favorecer a compreensão conceitual sobre elas. Em seguida, propõe-se a avaliação das ca- pacidades físicas por parte dos próprios alunos. Por fim, na Atividade Avaliadora, solicita-se aos alunos que realizem análises de modalida- des de ginásticas de academia, a fim de identifi- car as capacidades físicas envolvidas. Tempo previsto: 7 a 8 aulas. Conteúdos e temas: capacidades físicas: resistência, força, flexibilidade, velocidade e agilidade; indica- dores de avaliação das capacidades físicas. Competências e habilidades: discriminar conceitualmente as capacidades físicas; avaliar sua própria condição com relação às capacidades físicas; identificar as capacidades físicas envolvidas em algumas ginásticas de academias; aplicar o conhecimento obtido na criação de exercícios ginásticos adequa- dos para o desenvolvimento das capacidades físicas pretendidas. Recursos: fita métrica ou trena; papel; caneta ou lápis. Possibilidades interdisciplinares Professor, o tema capacidades físicas poderá ser desenvolvido de modo integrado com outras disciplinas, na medida em que envolve conteúdos comuns: Biologia (organismo humano, saúde) e Física (movimento, força, velocidade, energia mecânica). Converse com os professores responsá- veis por essas disciplinas em sua escola. Essa iniciativa fará com que os alunos compreendam os conteúdos de forma mais global e integrada. desenvolvimento da Situação de aprendizagem 3 Etapa 1 – identificação das capacidades físicas Organize um circuito de exercícios cujas estações solicitem as cinco capacidades físicas. A participação dos alunos nesse circuito dar- se-á de duas formas: na primeira, eles executam os exercícios durante um período de tempo; na segunda, no mesmo período de tempo, os alunos tentarão ampliar o número de repetições para cada exercício. Após a realização do circuito, questione os alunos sobre as capacidades físicas solicitadas em cada estação, e sobre como perceberam as características de cada uma com base nas pró- prias sensações e percepções.
  • 26. 26 Depois de retomar os conceitos das capacidades físicas, proponha aos alunos a re- alização de testes para que eles avaliem o nível de desenvolvimento de suas capacidades. Não é necessário que todos os alunos realizem todos os testes em aula, nem que o professor aplique os testes em todos os alunos, mas que compre- endam os princípios que regem sua utilização. Sugerem-se que sejam utilizadas as seguintes estratégias: a) explicação sobre o modo de exe- cução dos testes para todos os alunos; b) orga- nização dos alunos em grupos; c) cada grupo fica responsável pela aplicação dos testes em seus próprios componentes, o que pode ser fei- to em aula ou fora dela. Em seguida, após todos os alunos terem realizado os testes, o professor deve auxiliar na interpretação dos resultados. É importante frisar que não se está preocu- pado com a comparação de desempenho entre os alunos, mas que cada aluno possa perceber as suas características, dificuldades e limitações, de modo que reflitam sobre quanto devem se empenhar para aumentar ou manter o nível de desenvolvimento de suas capacidades. Os alunos poderão elaborar uma ficha em que constem os resultados iniciais e espaços para anotar resultados de testes posteriores. Periodicamente, serão realizadas novas ava- liações, visando a mostrar aos alunos que as medidas das capacidades físicas sofrem alte- rações em razão do crescimento, da atividade física regular, da especialização em alguma atividade física etc. Etapa 2 – Formas de avaliação das capacidades físicas aValiaçãO da FlEXibilidadE Teste de sentar e alcançar modificado Registra-se a distância máxima alcançada durante a flexão do tronco sobre o quadril, na posição senta- da, mantendo-se os joelhos estendidos e os pés afastados 30 centímetros entre si, posicionados sobre marcas de referência para o apoio dos calcanhares. Os dedos devem apontar para cima. Posiciona-se uma escala métrica (fita métrica ou trena) feita com material que não deforme, a qual deve ser fixada no solo de modo que o ponto zero fique voltado para o tronco do avaliado e a outra extremidade seja estendida na direção dos pés, passando pelo centro da distância que os separa, e fixada ao solo. O ponto da escala que coincide com a linha imaginária que liga as marcas de apoio dos calcanhares deve registrar 63,5 centímetros. Colocando uma mão sobre a outra, o avaliado deve deslizar vagarosamente as mãos sobre a escala, em direção aos pés, o mais distante possível, permanecendo nesta posição por cerca de dois segundos. Retorne para a posição inicial e realize mais três tentativas, registrando o melhor dos resultados obtidos nas duas últimas. Fonte: adaptado de Osness et al. GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condi- cionamento físico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 192. Sugestões de testes para avaliação das capacidades físicas Professor, você certamente conhece vários testes de avaliação de força, resistência, agilidade e flexibi- lidade. Escolha os que melhor se adaptarem às suas necessidades de desenvolvimento do tema. A seguir, serão apresentadas algumas sugestões de testes.
  • 27. 27 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre Figura 8 – Execução do teste de flexão-extensão por homens.Figura 8 – Execução do teste de flexão-extensão por homens. Figura 7 – Execução do teste de flexão-extensão por mulheres. Figura 6 – Esquema para aplicação do teste de sentar e alcançar modificado. ConexãoEditorialConexãoEditorial aValiaçãO da FOrça dE braçOS Teste de flexão e extensão dos cotovelos (apoio frontal) alunos: posicionados em decúbito ventral, com os pés e as mãos apoiados no solo, estando estas afastadas conforme a distância dos ombros. Deve-se estender e flexionar os membros superiores, até que o tórax toque o solo, sem descansar, mantendo o alinhamento de tronco e membros inferiores. Registra-se o maior número de ciclos completos (extensão e flexão). alunas: posicionadas em decúbito ventral, com as mãos afastadas conforme a distância dos ombros e os joelhos apoiados no solo, estando as pernas e pés elevados, mantendo um ângulo de 90° entre coxas e pernas. Deve-se estender e flexionar os membros superiores, até que o tórax toque o solo, sem descansar, mantendo o alinhamento de tronco. Registra-se o maior número de ciclos completos (extensão e flexão).
  • 28. 28 aValiaçãO da VElOCidadE Corrida de 50 metros – Parado No local escolhido para o teste (quadra, pátio ou outro local), devem ser demarcadas duas linhas (linhas de saída e de chegada) delimitando uma distância correspondente a 50 metros, que será mar- cada com o auxílio de uma trena. Após um comando de partida (apito), o(s) aluno(s), posicionado(s) atrás da linha de largada, deve(m) correr na máxima velocidade possível até ultrapassar a linha de chegada, cronometrando-se o tempo utilizado para percorrer os 50 metros com precisão de décimos de segundo. Quanto menor o tempo registrado, melhor será o resultado do teste. Fonte: JOHNSON & NELSON, apud GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condicio- namento físico (Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 142). aValiaçãO da aGilidadE Shuttle run – Corrida de vai-e-vem Com o auxílio de uma trena, deve-se demarcar duas linhas (largada e chegada) distantes 5 metros uma da outra, no local escolhido para o teste (quadra, pátio ou outro local). Após um comando de partida (apito), o(s) aluno(s), posicionado(s) atrás da linha de largada com os pés em afastamento anteroposterior, deve(m) correr na máxima velocidade possível em direção à linha de chegada, ultrapassando-a com os dois pés. Em seguida, sem parar, retoma(m) o mais rápido possível para a linha de chegada, também passando ambos os pés por esta, completando um ciclo de corrida de vai-e-vem. Registra-se o tempo necessário para a realização de 5 ciclos de corrida (teste completo) com precisão de décimos de segundo, sendo o resultado final expresso em décimos de segundo, ou seja, para um tempo de 23,5 segundos o resultado será de 235,0. Quanto menor for o tempo registrado, melhor será o resultado do teste. Antes de iniciar ambos os testes, os alunos devem fazer aquecimento e alongamento prévios, para evitar possíveis lesões associadas aos níveis máximos de contrações realizadas durante a execução de suas respectivas corridas. Fonte: ADAM et al., apud GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condiciona- mento físico (Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 143-144). aValiaçãO da rESiSTÊnCia CardiOVaSCUlar Teste de Tanaka Teste proposto para avaliar crianças e adolescentes, deve ser realizado em um local com distância conheci- da (pista de atletismo, quadra etc.). Ao longo do local escolhido para o teste, devem ser colocadas marcações (a cada 50 metros ou distâncias menores), a partir da linha de largada, para servir de referência. Após um comando de partida, o(s) aluno(s) deve(m) percorrer a máxima distância possível durante 5 minutos. Essa dis- tância será registrada com o auxílio de uma trena, contando-se o número de voltas completas mais a distância adicional. Os corredores devem ser orientados a manter um ritmo de corrida que permita realizar o teste de forma contínua (sem parar), pois quanto maior a distância percorrida, melhor será o resultado do teste. Fonte: Tanaka, citado por GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condiciona- mento físico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 75-76.
  • 29. 29 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre ATIVIDADE AVALIADORA Aproveitando as entrevistas realizadas com praticantes de ginástica e frequentado- res de academias (Etapa 2 do tema ginásti- cas de academia, peça aos alunos que ana- lisem, nos termos das capacidades físicas desenvolvidas em aula, as práticas relatadas pelos entrevistados. Quando possível, soli- cite aos alunos que façam visitas a uma ou mais academias do bairro para observar as práticas ginásticas oferecidas (por exemplo, cada grupo de cinco a sete alunos analisa um tipo ou uma forma de ginástica), des- tacando as capacidades físicas envolvidas. Outra opção é valer-se da sessão de ginás- tica ministrada pelo professor convidado na Etapa 3. Tomando por base a apresentação das análises das práticas de ginásticas por parte dos grupos, avalie se os alunos conse- guiram identificar e discriminar as capaci- dades físicas envolvidas. PROPOSTA DE SITuAçÕES DE RECuPERAçãO DuranteopercursopelasváriasetapasdaSi- tuação de Aprendizagem, talvez alguns alunos não apreendam os conteúdos da forma espera- da. Serão necessárias, professor, outras Situa- ções de Aprendizagem, que permitam ao aluno revisitar o processo de outra maneira. Tais Si- tuações de Aprendizagem podem ser desenvol- vidas durante as aulas ou em outros momentos, individualmente ou em pequenos grupos, envolver todos os alunos ou apenas aqueles que apresentarem dificuldades. Por exemplo: roteiro de estudos com perguntas nortea-f doras elaboradas pelo professor e poste- rior apresentação em registro escrito; pesquisa emf sites ou em outras fontes para posterior apresentação; apreciação e registro por parte do alunof de seus próprios movimentos e dos mo- vimentos dos colegas; atividades que sintetizem determinadof conteúdo, em que as várias atividades serão refeitas numa única aula e dis- cutidas posteriormente (por exemplo, circuito que contemple as várias capaci- dades físicas tratadas no bimestre). Etapa 3 – Uma visita interessante Convide um professor que trabalhe em uma academia nas proximidades da escola (ou peça sugestões aos alunos) e sugira uma “aula” cujo tema vá ao encontro das necessi- dades e dos interesses dos alunos em virtude das experiências vivenciadas nas etapas e nas Situações de Aprendizagem propostas ante- riormente. Depois, estabeleça um debate en- tre o visitante e os alunos, com destaque para o tema das capacidades físicas utilizadas na aula desenvolvida; se possível, agende uma visita à academia.
  • 30. 30 livros BARBANTI, Valdir J. Dicionário de educação Física e esporte. 2a ed. São Paulo: Manole, 2003. Na forma de verbetes, apresenta defini- ções e conceitos básicos sobre as capacida- des físicas. ELLIOTT, Bruce; MESTER, Joachim. Treinamento no esporte: aplicando ciência no esporte. São Paulo: Phorte Editora, 2000. Expõe princípios conceituais e metodologia para o treinamento de força, flexibilidade, velo- cidade e resistência aeróbica e anaeróbica, com especial aplicação em modalidades esportivas. GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Rio de Janeiro: Gua- nabara Koogan, 2005. Aborda as diversas capacidades físicas, e caracteriza sua relação com a condição de saúdeeseudesenvolvimentoaolongodavida, destacando aspectos relacionados à infância, à adolescência e ao envelhecimento. Contém propostas de avaliação para indivíduos em diferentes idades, bem como referências a parâmetros gerais e específicos que devem ser levados em consideração ao elaborar programas de condicionamento físico desti- nados ao desenvolvimento das várias capa- cidades físicas. KRAEMER, William J.; FLECK, Steven J. Treinamento de força para jovens atletas. São Paulo: Manole, 2001. Trata dos princípios que devem reger o trei- namento de força para crianças e jovens, com exemplos de exercícios, bem como de programas aplicados a várias modalidades esportivas. SECRETARIA DE ESTADO DA EDu- CAçãO DE SãO PAuLO. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Oficinas curriculares de atividades esportivas e motoras. São Paulo: SEE/CENP, 2007. Exemplifica diversos exercícios (em forma de circuito) para o desenvolvimento das diver- sas capacidades físicas. WEINECK, Jürgen. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 2000. Trata dos efeitos da atividade física e do trei- namento físico-esportivo sobre o corpo huma- no, explicitando os fenômenos de adaptação dos diferentes sistemas orgânicos ao treinamento. RECuRSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR E DO ALuNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA
  • 31. 31 Educação Física – 2ª série, 1º bimestre COnSidEraçÕES FinaiS Professor, com as orientações contidas nes- te Caderno da 1a série do Ensino Médio es- peramos ter contribuído para o seu trabalho pedagógico cotidiano nas aulas de Educação Física, na perspectiva de ampliar as possibi- lidades e significados do Se-Movimentar dos alunos no âmbito da Cultura de Movimento. As Situações de Aprendizagem aqui propos- tas para os temas esporte e corpo, saúde e bele- za permitem as mais diferentes adaptações em virtude das características específicas de cada escola, assim como uma análise crítica de sua parte, a fim de aperfeiçoar a Proposta Curri- cular da disciplina de Educação Física. É preciso também lembrar que os temas e conteúdos propostos para o Ensino Mé- dio constroem uma continuidade ao longo das diversas séries e bimestres. Portanto, as Situações de Aprendizagem propostas neste 1o bimestre, assim como as competências e habilidades nelas trabalhadas, não devem ser tomadas de modo isolado, mas em relação ao que já foi desenvolvido anteriormente e ao que se seguirá.