Sejam bem vindos!
A Clínica Vias do Saber
Desde 2007
Fonoaudiologia
Neurologia
Pedagogia
Psicologia
Maria Amin
TDAH
Mitos e verdades
TDAH existe!
Modificação na denominação ao longo dos anos
 Lesão cerebral mínima
 Disfunção cerebral mínima
 Distúrbio do controle regulatório
 Disfunção executiva
 Hiperatividade
 Déficit de atenção
TDAH
O que é?
Transtorno neurobiológico de forte
influência genética definido por
sintomas de:
Desatenção
Impulsividade
Hiperatividade
 Inapropriados pela idade
 Excessivos e causam prejuízo
 Não ocorrem em um único contexto
 Não são mais bem entendidos por
outro diagnóstico
Indivíduos que apresentam este conjunto de
sintomas têm maior comprometimento nas
esferas acadêmica, social, familiar e profissional
Validade diagnóstica
O TDAH é um transtorno extremamente bem
pesquisado e com validade superior à da
maioria dos transtornos mentais e superior
inclusive a de muitas condições médicas
AMA Council for Scientific Affairs,1998
Associação médica americana - Comitê para assuntos científicos
Evidências na literatura científica
demonstram a sua validade como um
transtorno genuíno .
Existe excesso de diagnóstico de TDAH?
1 – Problema comum que não existia até algum
tempo.
2 – Uma condição de saúde decorrente do padrão
da vida moderna.
3 – Comum somente em alguns países.
4 – Um problema que resulta da falta de limites dos
pais.
5 – Não é uma doença, pois todos têm dificuldade
em prestar atenção.
TDAH – Mitos e verdades
Shakespeare – Idade média
“mal da atenção” em Rei Henrique VIII
Hipócrates – 493 A.C
“Respostas rápidas às experiências
sensoriais, mas também menor
tenacidade porque se move
rapidamente para a próxima impressão”.
Heinrich Hoffmann
Struwwelpeter
(1845 - English
edition 1848)
Heirinch Hoffmann, 1845 - Psiquiatra alemão
João Felpudo
Livro com 10 histórias
sobre o comportamento
infantil inadequado.
Um menino que não se cuida e por isso é
rejeitado pelos seus colegas.
1ª história
Pedro, o descabelado ou desalinhado
8ª História
Felipe, o inquieto
9ª História
João, o avoado ou o aéreo
Textos médicos
Alexander Crichton em 1798
“Mental Restlessness”
Século XX inúmeros artigos médicos com
mudança na ênfase dada ao TDAH no correr
dos anos.
G.F. Still e Alfred Tredgold em 1902
observações clínicas válidas até hoje.
Estudo de 43 crianças com
dificuldade séria para manter a atenção,
controle moral do comportamento,
exageradamente ativas,
podendo ou não ser agressivas, desafiadoras e
impetuosas.
1979 - reconhecimento dos sintomas
equivalentes em adultos
1 – Problema comum que não existia até
algum tempo.
2 – Uma condição de saúde decorrente
do padrão da vida moderna.
Mito
Estimativa global da prevalência
de TDAH a nível mundial
Não há variação significativa na distribuição
geográfica mundial ou no Brasil
5%
Prevalência
Polanczyk et al., 2007
Isso indica que o TDAH não é secundário a fatores
culturais, ao modo como os pais educam os filhos
ou resultado de conflitos psicológicos.
Polanczyk et al., 2007
3 – Comum somente em alguns países.
MITO
4 – Um problema que resulta da falta de limites
dos pais.
5 – Não é uma doença, pois todos têm
dificuldade em prestar atenção
MITO
Etiologia
Transtorno poligênico
(vários genes de pequeno efeito)
Fatores
ambientais
Vulnerabilidade
genética
Menor nº genes
Baixa sintomatologia
Maior nº genes
Alta sintomatologia
Transtorno dimensional
Etiologia - Fatores de risco
Adversidades psicossociais
Baixo peso ao nascer
Prematuridade
Uso de drogas, álcool e tabaco na gestação
Barkley et al, 2008
Etiologia - Fatores de risco
TDAH nos pais
Seu filho tem dificuldade
em prestar atenção, sr
Clayton.
Barkley et al, 2008
O que acontece no TDAH?
O CÉREBRO
LOBO FRONTAL
Córtex Pré-Frontal
 Córtex Orbitofrontal
 Córtex Dorsolateral
 Córtex Frontomedial
Cypel,S.,2007, Gil,R.,2002,Goldberg,E.,2002
CÓRTEX ORBITOFRONTAL
ORBITOFRONTAL
Desinibição Irritabilidade
Impulsividade Distratibilidade
Euforia/ Hipomania Depressão
Sociopatia
Aproveitamento do feedback como
modulador de respostas
Tomada de decisões Hipersexualidade
Córtex dorsolateral
DORSOLATERAL
Organização dinâmica motora Planificação
Memória prospectiva (codificação, retenção e
recuperação)
Atualizações de representações mnêmicas
Flexibilidade mental Sequenciamento
Memória de Trabalho
Mediação das Interferências
Automonitorização
Córtex frontomedial
Frontomedial
Interferência na motivação e volição
Interesse
Atenção sustentada
Participa dos processos de memória imediata
Cerebelo
Funções executivas e cerebelo
Automatização do movimento motor substrato
inicial para as novas aprendizagens - via frontal
Essencialmente motora somática, exercendo
influência sobre a execução do movimento
voluntário já iniciado, e também no planejamento
do ato motor;
FUNÇÕES EXECUTIVAS
 Variedade de habilidades
 Comportamentos não habituais em novas
situações
 Regulação de outras funções como atenção,
percepção, memória, emoções dentre outras
 Adiamento de recompensas
 Processos de controle.
 Sustenta atenção (seletiva, alternada,
manutenção)
 Memória de trabalho ou operacional
 Inibe respostas impulsivas
 Planejamento de estratégias de comportamento
 Modulação do comportamento
 Resolução de problemas
Diagnóstico
Clínico
IMPORTANTE
Desatenção,Impulsividade e Hiperatividade
não são exclusivos de TDAH
Diagnóstico
diferencial
Comorbidade
Comportamento apropriado à idade
Inabilidade ou intolerância dos responsáveis
Déficit sensorial
Retardo mental ou QI elevado
Doenças crônicas/neurológicas
TEA
Medicação
Ansiedade
TOD ou TC
Transtorno do Humor Bipolar
Transtornos da aprendizagem
Fatores estressantes psicossociais
Exames de neuroimagem e EEG
não são necessários para o diagnóstico.
São para exclusão de patologias
ou verificação de comorbidades
Testes neuropsicológicos são úteis para
avaliar déficits específicos, mas não estão
disponíveis na rede pública e ainda são onerosos.
Avaliação clínica
Distúrbios de sono
avaliar qualidade e quantidade de sono
Avaliação da acuidade auditiva e visual
Processamento auditivo e visual
Crianças com alterações do processamento auditivo
normalmente podem ouvir as informações, mas têm
dificuldades para atender, localizar, armazenar ou
recuperar as informações para torná-las úteis para
fins sociais e acadêmicos.
Katz & Wilde, 1994.
Escutar na presença
de ruído de fundo
Localizar
os sons
Seguir
instruções
Processamento auditivo
Informações
da família,
do professor,
da própria criança,
outros profissionais
Material escolar
Diagnóstico
SNAP IV
Conners (para pais
e professores)
Diagnóstico
Questionários
ASRS 18
CID 10
F 90 Transtornos hipercinéticos
F 90.0 – Distúrbios da atividade e da atenção
F 90.1 – Transtorno hipercinético de conduta
F 90.8 – Outros transtornos hipercinéticos
F90.9 - Transtorno hipercinético, não especificado
DSM IV / 5 – O QUE MUDOU?
TDAH e TEA
Idade para início dos sintomas – 12 a
Ponto de corte no adulto – 5 sintomas
Apresentação no lugar de subtipo
Classificação em leve – moderado – grave
Remissão parcial
Tratamento
Tratar ou Não?
maria.amin@viasdosaber.com.br
(31) 3241-4372
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Obrigada!

TDAH - aula 1

  • 1.
  • 2.
    A Clínica Viasdo Saber Desde 2007 Fonoaudiologia Neurologia Pedagogia Psicologia
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Modificação na denominaçãoao longo dos anos  Lesão cerebral mínima  Disfunção cerebral mínima  Distúrbio do controle regulatório  Disfunção executiva  Hiperatividade  Déficit de atenção TDAH
  • 7.
    O que é? Transtornoneurobiológico de forte influência genética definido por sintomas de: Desatenção Impulsividade Hiperatividade
  • 8.
     Inapropriados pelaidade  Excessivos e causam prejuízo  Não ocorrem em um único contexto  Não são mais bem entendidos por outro diagnóstico
  • 9.
    Indivíduos que apresentameste conjunto de sintomas têm maior comprometimento nas esferas acadêmica, social, familiar e profissional
  • 10.
    Validade diagnóstica O TDAHé um transtorno extremamente bem pesquisado e com validade superior à da maioria dos transtornos mentais e superior inclusive a de muitas condições médicas AMA Council for Scientific Affairs,1998 Associação médica americana - Comitê para assuntos científicos Evidências na literatura científica demonstram a sua validade como um transtorno genuíno .
  • 11.
    Existe excesso dediagnóstico de TDAH?
  • 18.
    1 – Problemacomum que não existia até algum tempo. 2 – Uma condição de saúde decorrente do padrão da vida moderna. 3 – Comum somente em alguns países. 4 – Um problema que resulta da falta de limites dos pais. 5 – Não é uma doença, pois todos têm dificuldade em prestar atenção. TDAH – Mitos e verdades
  • 19.
    Shakespeare – Idademédia “mal da atenção” em Rei Henrique VIII Hipócrates – 493 A.C “Respostas rápidas às experiências sensoriais, mas também menor tenacidade porque se move rapidamente para a próxima impressão”.
  • 20.
    Heinrich Hoffmann Struwwelpeter (1845 -English edition 1848) Heirinch Hoffmann, 1845 - Psiquiatra alemão João Felpudo Livro com 10 histórias sobre o comportamento infantil inadequado.
  • 21.
    Um menino quenão se cuida e por isso é rejeitado pelos seus colegas. 1ª história Pedro, o descabelado ou desalinhado
  • 22.
  • 23.
    9ª História João, oavoado ou o aéreo
  • 24.
    Textos médicos Alexander Crichtonem 1798 “Mental Restlessness” Século XX inúmeros artigos médicos com mudança na ênfase dada ao TDAH no correr dos anos. G.F. Still e Alfred Tredgold em 1902 observações clínicas válidas até hoje.
  • 25.
    Estudo de 43crianças com dificuldade séria para manter a atenção, controle moral do comportamento, exageradamente ativas, podendo ou não ser agressivas, desafiadoras e impetuosas. 1979 - reconhecimento dos sintomas equivalentes em adultos
  • 26.
    1 – Problemacomum que não existia até algum tempo. 2 – Uma condição de saúde decorrente do padrão da vida moderna. Mito
  • 27.
    Estimativa global daprevalência de TDAH a nível mundial Não há variação significativa na distribuição geográfica mundial ou no Brasil 5% Prevalência Polanczyk et al., 2007
  • 28.
    Isso indica queo TDAH não é secundário a fatores culturais, ao modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos. Polanczyk et al., 2007 3 – Comum somente em alguns países. MITO
  • 29.
    4 – Umproblema que resulta da falta de limites dos pais. 5 – Não é uma doença, pois todos têm dificuldade em prestar atenção MITO
  • 30.
    Etiologia Transtorno poligênico (vários genesde pequeno efeito) Fatores ambientais Vulnerabilidade genética Menor nº genes Baixa sintomatologia Maior nº genes Alta sintomatologia Transtorno dimensional
  • 31.
    Etiologia - Fatoresde risco Adversidades psicossociais Baixo peso ao nascer Prematuridade Uso de drogas, álcool e tabaco na gestação Barkley et al, 2008
  • 32.
    Etiologia - Fatoresde risco TDAH nos pais Seu filho tem dificuldade em prestar atenção, sr Clayton. Barkley et al, 2008
  • 33.
    O que aconteceno TDAH? O CÉREBRO
  • 34.
  • 35.
    Córtex Pré-Frontal  CórtexOrbitofrontal  Córtex Dorsolateral  Córtex Frontomedial Cypel,S.,2007, Gil,R.,2002,Goldberg,E.,2002
  • 36.
  • 37.
    ORBITOFRONTAL Desinibição Irritabilidade Impulsividade Distratibilidade Euforia/Hipomania Depressão Sociopatia Aproveitamento do feedback como modulador de respostas Tomada de decisões Hipersexualidade
  • 38.
  • 39.
    DORSOLATERAL Organização dinâmica motoraPlanificação Memória prospectiva (codificação, retenção e recuperação) Atualizações de representações mnêmicas Flexibilidade mental Sequenciamento Memória de Trabalho Mediação das Interferências Automonitorização
  • 40.
  • 41.
    Frontomedial Interferência na motivaçãoe volição Interesse Atenção sustentada Participa dos processos de memória imediata
  • 42.
  • 43.
    Funções executivas ecerebelo Automatização do movimento motor substrato inicial para as novas aprendizagens - via frontal Essencialmente motora somática, exercendo influência sobre a execução do movimento voluntário já iniciado, e também no planejamento do ato motor;
  • 44.
    FUNÇÕES EXECUTIVAS  Variedadede habilidades  Comportamentos não habituais em novas situações  Regulação de outras funções como atenção, percepção, memória, emoções dentre outras  Adiamento de recompensas  Processos de controle.
  • 45.
     Sustenta atenção(seletiva, alternada, manutenção)  Memória de trabalho ou operacional  Inibe respostas impulsivas  Planejamento de estratégias de comportamento  Modulação do comportamento  Resolução de problemas
  • 46.
  • 47.
  • 48.
  • 49.
    Comportamento apropriado àidade Inabilidade ou intolerância dos responsáveis Déficit sensorial Retardo mental ou QI elevado Doenças crônicas/neurológicas TEA Medicação
  • 50.
    Ansiedade TOD ou TC Transtornodo Humor Bipolar Transtornos da aprendizagem Fatores estressantes psicossociais
  • 51.
    Exames de neuroimageme EEG não são necessários para o diagnóstico. São para exclusão de patologias ou verificação de comorbidades
  • 52.
    Testes neuropsicológicos sãoúteis para avaliar déficits específicos, mas não estão disponíveis na rede pública e ainda são onerosos.
  • 53.
    Avaliação clínica Distúrbios desono avaliar qualidade e quantidade de sono
  • 54.
    Avaliação da acuidadeauditiva e visual Processamento auditivo e visual
  • 55.
    Crianças com alteraçõesdo processamento auditivo normalmente podem ouvir as informações, mas têm dificuldades para atender, localizar, armazenar ou recuperar as informações para torná-las úteis para fins sociais e acadêmicos. Katz & Wilde, 1994. Escutar na presença de ruído de fundo Localizar os sons Seguir instruções Processamento auditivo
  • 56.
    Informações da família, do professor, daprópria criança, outros profissionais Material escolar Diagnóstico
  • 57.
    SNAP IV Conners (parapais e professores) Diagnóstico Questionários ASRS 18
  • 58.
    CID 10 F 90Transtornos hipercinéticos F 90.0 – Distúrbios da atividade e da atenção F 90.1 – Transtorno hipercinético de conduta F 90.8 – Outros transtornos hipercinéticos F90.9 - Transtorno hipercinético, não especificado
  • 59.
    DSM IV /5 – O QUE MUDOU? TDAH e TEA Idade para início dos sintomas – 12 a Ponto de corte no adulto – 5 sintomas Apresentação no lugar de subtipo Classificação em leve – moderado – grave Remissão parcial
  • 60.
  • 61.