DIMENSÃO FUNCIONAL DA APTIDÃO FÍSICA LIGADA À SAÚDE
CAPACIDADE AERÓBICA É a capacidade do indivíduo sustentar um exercício, que proporcione um ajuste cardio-respiratório e hemodinâmico global ao esforço, realizado com intensidade moderada e duração mais ou menos longa, no qual a energia provenha principalmente do metabolismo oxidativo (Carnaval, 2002).
Capacidade de realizar exercício dinâmico de intensidade moderada com grandes grupos musculares, por longos períodos. Depende do estado funcional dos sistemas respiratório, cardiovascular e músculo-esquelético. Relaciona-se com a saúde porque baixos níveis de resistência aeróbica têm sido associados ao aumento de risco de doenças crônico não-transmissíveis (ACSM, 2000).
Avaliação Realizada através da determinação do consumo máximo de oxigênio, de duas formas: - Direta : na qual o consumo de oxigênio é medido diretamente pelo espirômetro; - Indireta : na qual o consumo de oxigênio é calculado (estimado) a partir da FC, distância percorrida, carga de resistência do ergômetro, velocidade, por meio de nomogramas e fórmulas de regressão desenvolvidas através da medida direta.
Medida Indireta Protocolos de Laboratório Protocolos de Campo Protocolos Máximos Protocolos Submáximos Protocolos Contínuos Protocolos Intermitentes
Determinação da FC máxima para esforço FC máxima = 205 – (0,42 x idade)  Sheffield FC máxima = 210 – (0,65 x idade)  Jones FC máxima = 220 – idade  Karvonen
Protocolos de Laboratório Banco : Astrand (40 e 33cm, 120 bpm, 5 min, FC) Katch & MacArdle (41cm, 88 a 96 bpm, 3 min, FC) Harvard (50,4cm, 120 bpm, 5 min, FC) Balke (10, 20, 30, 40 e 50cm, 120 bpm, 2 min/estágio até FC máx, altura do banco)
Cicloergômetro : Astrand (60 rpm, 100 e 150W, 6 min, FC média do 5º e 6º min entre 130 e 170) Balke (a cada 2 min aumenta 25 ou 50W até FC máx, última carga e peso) Bruce (a cada 3 min aumenta 25 ou 50W até FC máx, última carga)
Esteira : Balke (3,3mph, aumenta inclinação em 1% a cada minuto, tempo de duração do teste) Bruce (início com 2,7km/h e inclinação de 10%, a cada estágio de 3 min aumenta inclinação e velocidade conforme tabela, tempo total)
Ellestad (início com 1,7mph e inclinação de 10%, a cada estágio de 3 ou 2 min aumenta inclinação e velocidade conforme tabela, tempo total) Naughton (2 mph, início com 0% de inclinação, a cada estágio de 3 min aumenta a inclinação em 3,5%, inclinação final)
Protocolos de Campo 15 min de Balke (maior distância em 15 min em ritmo constante, com distância percorrida calcula a velocidade média e coloca na fórmula) 12 min de Cooper (maior distância em 12 min, distância percorrida) 2400m de Cooper (no menor tempo, tempo e distância) 1600m ou 1 milha (caminhar a distância e medir FC ao final, FC, peso, idade, sexo e tempo) 3km (no menor tempo, velocidade média)
Observações Tempo ótimo de teste:  ± 12 minutos Evitar cafeína, álcool e fumo antes do teste Cuidar tipo de alimentação e evitar jejum antes do teste Protocolos máximos exigem acompanhamento cardiológico Protocolos contínuos são mais eficientes
Controvérsias Critério utilizado para saber se o VO 2  máximo foi atingido em exercício com aumento progressivo de cargas: demonstrar um platô ou não? Menos de 50% dos testados demonstra platô. Se não demonstra platô, o termo correto é VO 2  de pico. Outros critérios: concentração de lactato > 8 mmol/L, QR > 1 e FC ao final > 85% da máxima prevista.
Valores de VO 2  max em alguns atletas homens  (Astrand & Rodahl, 1986) Corrida de longa distância = 80 ml/kg.min Orientação = 80 ml/kg.min Ciclismo = 72 ml/kg.min Caminhada = 70 ml/kg.min Remo = 65 ml/kg.min Basquetebol = 60 ml/kg.min Futebol = 58 ml/kg.min Tênis = 56 ml/kg.min Destreinado = 40 ml/kg.min
Valores normais de VO 2  max. conforme idade Idade  Homem  Mulher  20-29  43  ml/kg.min   36  ml/kg.min 30-39  42  34 40-49  40  32 50-59  36  29 60-69  33  27 70-79  29  27
Classificação do VO 2  max. para insuficiência cardíaca Classe A: > 20 ml/kg.min Classe B: entre 16 e 20 ml/kg.min Classe C: entre 10 e 15 ml/kg.min Classe D: < 10 ml/kg.min (Weber  et al ., 1982)
CAPACIDADE ANAERÓBICA É a capacidade de um indivíduo sustentar o maior tempo possível uma atividade física de alta intensidade, em condições anaeróbicas, ou seja, em débito de oxigênio (Carnaval, 2002). Diferentemente da capacidade aeróbica, a anaeróbica tende a melhorar entre infância e adulto jovem.
Protocolos de Campo 40 seg de Matsudo (percorrer a maior distância em 40 segundos) – Tabela de Resultados de 7 a 18 anos 50 m (3 tiros de 50 m no menor tempo) Teste de salto vertical é utilizado muitas vezes (avalia também impulsão vertical)
Protocolos de Laboratório Margaria-Kalamen (a 6m de uma escadaria, correr e subi-la de 3 em 3 degraus, acionando o cronômetro entre 3º e 9º degraus, registra menor tempo, peso corporal e altura entre degraus) – Adaptação para crianças, de 2 em 2 degraus) Wingate (pedala em cicloergômetro o mais rápido possível, após acrescentar carga supramáxima-1N/kg, pedala por mais 30 seg.) – Pode se obter potência de pico, potência média e trabalho total realizado.
90 seg. de Quebec (como o Wingate deve ser executado em ciclo de frenagem mecânica; após aquecimento, pedalar a 80 rpm até ajustar carga – 0.5N/kg e então pedala-se por 90 seg enquanto fotocélula registra nº de rotações por minuto conseguidas, manter a velocidade próxima a 130 rpm)
FLEXIBILIDADE Hipócrates por volta de 400 a.C. já descrevia lassitude ligamentar exagerada em determinado grupo étnico, que os impedia de lançar dardos sem provocar luxações. Várias Síndromes foram descritas no final do século passado, relacionadas a uma grande mobilidade articular. Trabalho científico mais antigo sobre medida da flexibilidade data de 1895 (Potter).
Conceitos Amplitude máxima passiva fisiológica de um dado movimento articular (Araújo, 1987). Grau de amplitude do movimento de uma articulação (Carnaval, 2002). Aptidão máxima para mover uma articulação por uma variação de movimento (ACSM, 2000).
Fatores Limitantes Estrutura óssea (Ex.: extensão do cotovelo é limitada pelo bico do olécrano no fundo da fossa olecriana) Estrutura muscular (maior nas grandes articulações; ex.: tronco) Ligamentos e tendões (elasticidade) Gordura subcutânea (quando em excesso) Pele (especialmente em algumas Síndromes)
Fatores Intervenientes Idade (grande, diminui, aumenta) Sexo (mulheres mais flexíveis) Aquecimento (   temperatura corporal,    viscosidade) Temperatura ambiental Tolerância à dor Hora do dia (   das 12 às 19horas) Composição Corporal (   gordura,    flexibilidade)
Importância na Saúde Hipomobilidade: freqüente em crianças e adolescentes com Diabetes Tipo I; ocorrência de lombalgia está associada. Hipermobilidade: devido a variação étnica e geográfica; pode aumentar a chance de prolapso de válvula mitral e aumento da complacência aórtica.
Medidas Lineares Caracterizam-se por expressar resultados em escala de distância (cm, polegadas); Utilizam fitas métricas, réguas ou trenas; Testes de Cureton (1941) com 4 itens, Schober (1937) com flexão lombar e Sentar e Alcançar de Wells e Dillon (1952) no qual mede-se a distância da ponta dos dedos até o apoio dos pés (usado pela AAHPERD); Apresentam como pontos fracos a incapacidade de dar uma visão global da flexibilidade e a interferência de medidas antropométricas.
Medidas Angulares Possuem resultados expressos em ângulos (entre 2 segmentos); Existem goniômetros eletrônicos, de plástico, hidrogoniômetros, flexômetros; Flexômetro de Leighton (1955) é muito usado; Ponto fraco é a dificuldade em discriminar o ângulo entre dois movimentos dentro de um mesmo plano ou de encontrar uma posição neutra para a medida.
Medidas Adimensionais Medem flexibilidade através de valores dados às observações feitas pelo avaliador das amplitudes dos movimentos realizados; utilizam critérios ou mapas de análise previamente estabelecidos; Existem testes considerando 2 até 13 posições distintas (Carter-Wilkinson, 1964; Beighton-Horan, 1969); Flexiteste de Pavel e Araújo (1986) – 20 movimentos (8 mmii, 3 tronco e 9 mmss) medidos em escala crescente de 0 a 4.
Observações A flexibilidade é semelhante entre meninos e meninas até os 6-7 anos; É rapidamente reduzida durante a 2ª fase da infância e puberdade; O ritmo da redução da flexibilidade diminui dos 16 aos 40 anos; A hipermobilidade (>70 pontos no flexiteste) é mais comum em mulheres e na infância;
O treinamento específico melhora a flexibilidade específica e geral; Existe um padrão de mobilidade para determinadas modalidades esportivas e para outras esta não é alterada; Um alto grau de mobilidade favorece o aprendizado ou aperfeiçoamento de atos motores desportivos; Existe maior variabilidade global na flexibilidade de indivíduos adultos do que em crianças; O aquecimento melhora a amplitude máxima passiva fisiológica de alguns movimentos.
R.M.L Capacidade de um segmento do corpo de realizar e sustentar um movimento por um longo período de tempo (Carnaval, 2002). Capacidade de um grupo muscular realizar contrações repetidas, contra uma carga ou sustentar uma contração por um período grande de tempo (Foss & Keteyian, 1995).
Fatores Intervenientes Força muscular Número de capilares (maior oxigenação) Reserva energética do músculo Concentração de mioglobina (maior armazenamento de oxigênio) Capacidade psicológica de suportar esforços
Formas de Avaliar Fixa-se tempo longo e mede-se o nº de repetições realizadas; Fixa-se um nº grande de repetições e mede-se o tempo gasto para realizá-las; Mede-se o nº máximo de repetições que o testado é capaz de realizar, de forma contínua e no mesmo ritmo, até a exaustão; Os exercícios mais usados são os abdominais e apoio de frente sobre o solo.
FORÇA Capacidade de usar a energia mecânica produzindo contrações que levam o segmento ou o corpo a, vencendo resistências, superar oposições criadas pela ação das leis naturais que regem o universo (Rizzo Pinto, 1977); Habilidade de modificar o estado de repouso ou movimento de uma resistência em uma única contração de duração ilimitada (Enoka, 1988).
Tipos de Força Isométrica : capacidade de realizar tensão muscular sem produzir movimento (F = R). Dinâmica : capacidade de realizar tensão muscular produzindo movimento. Pode ser  absoluta  (valor máximo de força em um movimento) ou  relativa  (relação entre força absoluta e o peso corporal do indivíduo).
Isocinética – resistência é proporcional à força aplicada e à velocidade do movimento, gerando força máxima em cada ângulo do movimento; Isotônica – força é menor ou maior que a resistência e há apenas um ponto de tensão máxima no movimento. Pode ser  concêntrica  (força é maior que resistência) ou  excêntrica  (resistência maior que força).
Fatores Limitantes Largura máxima de cada fibra fixada geneticamente; Constituição biotipológica; Idade (entre 20 e 30 anos de idade há maior desenvolvimento da força); Sexo (níveis de testosterona); Inervação e tipos de fibras; Fatores emocionais.
Avaliação da Força Dinâmica Teste de 1 RM: Aquecimento com 5 a 10 repetições com carga entre 40 a 60% da máxima estimada; Aumento da carga e realiza 1ª tentativa. Deve-se fazer de 3 a 5 tentativas com 3 a 5 minutos de descanso entre elas. Pode-se fazer as tentativas de cargas de forma crescente ou decrescente. Pode ser feito com pesos livres ou em aparelhos. Dinamometria: mão, costas, pernas.
Avaliação da Força Isométrica Manuais: subjetivos, cria-se com a mão uma resistência à contração de um músculo ou grupo muscular. Grau de força medido de 1 a 5; Instrumentais: através de dinamômetros mecânicos, hidráulicos ou elétricos.
Avaliação da Força Isocinética Dinamômetros isocinéticos: Cybex

Dimensão funcional da af ligada à saúde prof daniela

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    DIMENSÃO FUNCIONAL DAAPTIDÃO FÍSICA LIGADA À SAÚDE
  • 2.
    CAPACIDADE AERÓBICA Éa capacidade do indivíduo sustentar um exercício, que proporcione um ajuste cardio-respiratório e hemodinâmico global ao esforço, realizado com intensidade moderada e duração mais ou menos longa, no qual a energia provenha principalmente do metabolismo oxidativo (Carnaval, 2002).
  • 3.
    Capacidade de realizarexercício dinâmico de intensidade moderada com grandes grupos musculares, por longos períodos. Depende do estado funcional dos sistemas respiratório, cardiovascular e músculo-esquelético. Relaciona-se com a saúde porque baixos níveis de resistência aeróbica têm sido associados ao aumento de risco de doenças crônico não-transmissíveis (ACSM, 2000).
  • 4.
    Avaliação Realizada atravésda determinação do consumo máximo de oxigênio, de duas formas: - Direta : na qual o consumo de oxigênio é medido diretamente pelo espirômetro; - Indireta : na qual o consumo de oxigênio é calculado (estimado) a partir da FC, distância percorrida, carga de resistência do ergômetro, velocidade, por meio de nomogramas e fórmulas de regressão desenvolvidas através da medida direta.
  • 5.
    Medida Indireta Protocolosde Laboratório Protocolos de Campo Protocolos Máximos Protocolos Submáximos Protocolos Contínuos Protocolos Intermitentes
  • 6.
    Determinação da FCmáxima para esforço FC máxima = 205 – (0,42 x idade) Sheffield FC máxima = 210 – (0,65 x idade) Jones FC máxima = 220 – idade Karvonen
  • 7.
    Protocolos de LaboratórioBanco : Astrand (40 e 33cm, 120 bpm, 5 min, FC) Katch & MacArdle (41cm, 88 a 96 bpm, 3 min, FC) Harvard (50,4cm, 120 bpm, 5 min, FC) Balke (10, 20, 30, 40 e 50cm, 120 bpm, 2 min/estágio até FC máx, altura do banco)
  • 8.
    Cicloergômetro : Astrand(60 rpm, 100 e 150W, 6 min, FC média do 5º e 6º min entre 130 e 170) Balke (a cada 2 min aumenta 25 ou 50W até FC máx, última carga e peso) Bruce (a cada 3 min aumenta 25 ou 50W até FC máx, última carga)
  • 9.
    Esteira : Balke(3,3mph, aumenta inclinação em 1% a cada minuto, tempo de duração do teste) Bruce (início com 2,7km/h e inclinação de 10%, a cada estágio de 3 min aumenta inclinação e velocidade conforme tabela, tempo total)
  • 10.
    Ellestad (início com1,7mph e inclinação de 10%, a cada estágio de 3 ou 2 min aumenta inclinação e velocidade conforme tabela, tempo total) Naughton (2 mph, início com 0% de inclinação, a cada estágio de 3 min aumenta a inclinação em 3,5%, inclinação final)
  • 11.
    Protocolos de Campo15 min de Balke (maior distância em 15 min em ritmo constante, com distância percorrida calcula a velocidade média e coloca na fórmula) 12 min de Cooper (maior distância em 12 min, distância percorrida) 2400m de Cooper (no menor tempo, tempo e distância) 1600m ou 1 milha (caminhar a distância e medir FC ao final, FC, peso, idade, sexo e tempo) 3km (no menor tempo, velocidade média)
  • 12.
    Observações Tempo ótimode teste: ± 12 minutos Evitar cafeína, álcool e fumo antes do teste Cuidar tipo de alimentação e evitar jejum antes do teste Protocolos máximos exigem acompanhamento cardiológico Protocolos contínuos são mais eficientes
  • 13.
    Controvérsias Critério utilizadopara saber se o VO 2 máximo foi atingido em exercício com aumento progressivo de cargas: demonstrar um platô ou não? Menos de 50% dos testados demonstra platô. Se não demonstra platô, o termo correto é VO 2 de pico. Outros critérios: concentração de lactato > 8 mmol/L, QR > 1 e FC ao final > 85% da máxima prevista.
  • 14.
    Valores de VO2 max em alguns atletas homens (Astrand & Rodahl, 1986) Corrida de longa distância = 80 ml/kg.min Orientação = 80 ml/kg.min Ciclismo = 72 ml/kg.min Caminhada = 70 ml/kg.min Remo = 65 ml/kg.min Basquetebol = 60 ml/kg.min Futebol = 58 ml/kg.min Tênis = 56 ml/kg.min Destreinado = 40 ml/kg.min
  • 15.
    Valores normais deVO 2 max. conforme idade Idade Homem Mulher 20-29 43 ml/kg.min 36 ml/kg.min 30-39 42 34 40-49 40 32 50-59 36 29 60-69 33 27 70-79 29 27
  • 16.
    Classificação do VO2 max. para insuficiência cardíaca Classe A: > 20 ml/kg.min Classe B: entre 16 e 20 ml/kg.min Classe C: entre 10 e 15 ml/kg.min Classe D: < 10 ml/kg.min (Weber et al ., 1982)
  • 17.
    CAPACIDADE ANAERÓBICA Éa capacidade de um indivíduo sustentar o maior tempo possível uma atividade física de alta intensidade, em condições anaeróbicas, ou seja, em débito de oxigênio (Carnaval, 2002). Diferentemente da capacidade aeróbica, a anaeróbica tende a melhorar entre infância e adulto jovem.
  • 18.
    Protocolos de Campo40 seg de Matsudo (percorrer a maior distância em 40 segundos) – Tabela de Resultados de 7 a 18 anos 50 m (3 tiros de 50 m no menor tempo) Teste de salto vertical é utilizado muitas vezes (avalia também impulsão vertical)
  • 19.
    Protocolos de LaboratórioMargaria-Kalamen (a 6m de uma escadaria, correr e subi-la de 3 em 3 degraus, acionando o cronômetro entre 3º e 9º degraus, registra menor tempo, peso corporal e altura entre degraus) – Adaptação para crianças, de 2 em 2 degraus) Wingate (pedala em cicloergômetro o mais rápido possível, após acrescentar carga supramáxima-1N/kg, pedala por mais 30 seg.) – Pode se obter potência de pico, potência média e trabalho total realizado.
  • 20.
    90 seg. deQuebec (como o Wingate deve ser executado em ciclo de frenagem mecânica; após aquecimento, pedalar a 80 rpm até ajustar carga – 0.5N/kg e então pedala-se por 90 seg enquanto fotocélula registra nº de rotações por minuto conseguidas, manter a velocidade próxima a 130 rpm)
  • 21.
    FLEXIBILIDADE Hipócrates porvolta de 400 a.C. já descrevia lassitude ligamentar exagerada em determinado grupo étnico, que os impedia de lançar dardos sem provocar luxações. Várias Síndromes foram descritas no final do século passado, relacionadas a uma grande mobilidade articular. Trabalho científico mais antigo sobre medida da flexibilidade data de 1895 (Potter).
  • 22.
    Conceitos Amplitude máximapassiva fisiológica de um dado movimento articular (Araújo, 1987). Grau de amplitude do movimento de uma articulação (Carnaval, 2002). Aptidão máxima para mover uma articulação por uma variação de movimento (ACSM, 2000).
  • 23.
    Fatores Limitantes Estruturaóssea (Ex.: extensão do cotovelo é limitada pelo bico do olécrano no fundo da fossa olecriana) Estrutura muscular (maior nas grandes articulações; ex.: tronco) Ligamentos e tendões (elasticidade) Gordura subcutânea (quando em excesso) Pele (especialmente em algumas Síndromes)
  • 24.
    Fatores Intervenientes Idade(grande, diminui, aumenta) Sexo (mulheres mais flexíveis) Aquecimento (  temperatura corporal,  viscosidade) Temperatura ambiental Tolerância à dor Hora do dia (  das 12 às 19horas) Composição Corporal (  gordura,  flexibilidade)
  • 25.
    Importância na SaúdeHipomobilidade: freqüente em crianças e adolescentes com Diabetes Tipo I; ocorrência de lombalgia está associada. Hipermobilidade: devido a variação étnica e geográfica; pode aumentar a chance de prolapso de válvula mitral e aumento da complacência aórtica.
  • 26.
    Medidas Lineares Caracterizam-sepor expressar resultados em escala de distância (cm, polegadas); Utilizam fitas métricas, réguas ou trenas; Testes de Cureton (1941) com 4 itens, Schober (1937) com flexão lombar e Sentar e Alcançar de Wells e Dillon (1952) no qual mede-se a distância da ponta dos dedos até o apoio dos pés (usado pela AAHPERD); Apresentam como pontos fracos a incapacidade de dar uma visão global da flexibilidade e a interferência de medidas antropométricas.
  • 27.
    Medidas Angulares Possuemresultados expressos em ângulos (entre 2 segmentos); Existem goniômetros eletrônicos, de plástico, hidrogoniômetros, flexômetros; Flexômetro de Leighton (1955) é muito usado; Ponto fraco é a dificuldade em discriminar o ângulo entre dois movimentos dentro de um mesmo plano ou de encontrar uma posição neutra para a medida.
  • 28.
    Medidas Adimensionais Medemflexibilidade através de valores dados às observações feitas pelo avaliador das amplitudes dos movimentos realizados; utilizam critérios ou mapas de análise previamente estabelecidos; Existem testes considerando 2 até 13 posições distintas (Carter-Wilkinson, 1964; Beighton-Horan, 1969); Flexiteste de Pavel e Araújo (1986) – 20 movimentos (8 mmii, 3 tronco e 9 mmss) medidos em escala crescente de 0 a 4.
  • 29.
    Observações A flexibilidadeé semelhante entre meninos e meninas até os 6-7 anos; É rapidamente reduzida durante a 2ª fase da infância e puberdade; O ritmo da redução da flexibilidade diminui dos 16 aos 40 anos; A hipermobilidade (>70 pontos no flexiteste) é mais comum em mulheres e na infância;
  • 30.
    O treinamento específicomelhora a flexibilidade específica e geral; Existe um padrão de mobilidade para determinadas modalidades esportivas e para outras esta não é alterada; Um alto grau de mobilidade favorece o aprendizado ou aperfeiçoamento de atos motores desportivos; Existe maior variabilidade global na flexibilidade de indivíduos adultos do que em crianças; O aquecimento melhora a amplitude máxima passiva fisiológica de alguns movimentos.
  • 31.
    R.M.L Capacidade deum segmento do corpo de realizar e sustentar um movimento por um longo período de tempo (Carnaval, 2002). Capacidade de um grupo muscular realizar contrações repetidas, contra uma carga ou sustentar uma contração por um período grande de tempo (Foss & Keteyian, 1995).
  • 32.
    Fatores Intervenientes Forçamuscular Número de capilares (maior oxigenação) Reserva energética do músculo Concentração de mioglobina (maior armazenamento de oxigênio) Capacidade psicológica de suportar esforços
  • 33.
    Formas de AvaliarFixa-se tempo longo e mede-se o nº de repetições realizadas; Fixa-se um nº grande de repetições e mede-se o tempo gasto para realizá-las; Mede-se o nº máximo de repetições que o testado é capaz de realizar, de forma contínua e no mesmo ritmo, até a exaustão; Os exercícios mais usados são os abdominais e apoio de frente sobre o solo.
  • 34.
    FORÇA Capacidade deusar a energia mecânica produzindo contrações que levam o segmento ou o corpo a, vencendo resistências, superar oposições criadas pela ação das leis naturais que regem o universo (Rizzo Pinto, 1977); Habilidade de modificar o estado de repouso ou movimento de uma resistência em uma única contração de duração ilimitada (Enoka, 1988).
  • 35.
    Tipos de ForçaIsométrica : capacidade de realizar tensão muscular sem produzir movimento (F = R). Dinâmica : capacidade de realizar tensão muscular produzindo movimento. Pode ser absoluta (valor máximo de força em um movimento) ou relativa (relação entre força absoluta e o peso corporal do indivíduo).
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    Isocinética – resistênciaé proporcional à força aplicada e à velocidade do movimento, gerando força máxima em cada ângulo do movimento; Isotônica – força é menor ou maior que a resistência e há apenas um ponto de tensão máxima no movimento. Pode ser concêntrica (força é maior que resistência) ou excêntrica (resistência maior que força).
  • 37.
    Fatores Limitantes Larguramáxima de cada fibra fixada geneticamente; Constituição biotipológica; Idade (entre 20 e 30 anos de idade há maior desenvolvimento da força); Sexo (níveis de testosterona); Inervação e tipos de fibras; Fatores emocionais.
  • 38.
    Avaliação da ForçaDinâmica Teste de 1 RM: Aquecimento com 5 a 10 repetições com carga entre 40 a 60% da máxima estimada; Aumento da carga e realiza 1ª tentativa. Deve-se fazer de 3 a 5 tentativas com 3 a 5 minutos de descanso entre elas. Pode-se fazer as tentativas de cargas de forma crescente ou decrescente. Pode ser feito com pesos livres ou em aparelhos. Dinamometria: mão, costas, pernas.
  • 39.
    Avaliação da ForçaIsométrica Manuais: subjetivos, cria-se com a mão uma resistência à contração de um músculo ou grupo muscular. Grau de força medido de 1 a 5; Instrumentais: através de dinamômetros mecânicos, hidráulicos ou elétricos.
  • 40.
    Avaliação da ForçaIsocinética Dinamômetros isocinéticos: Cybex