Influência da experiência e preferência lateral sobre o desempenho de membros inferiores Felipe P Carpes   Orientador: Dr. Carlos Bolli Mota www.ufsm.br/gepec  Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano
APRESENTAÇÃO CAPÍTULO 1  – Artigo de revisão “ Efeitos da preferência lateral sobre assimetrias de desempenho de membros inferiores: evidências para marcha, corrida e ciclismo” CAPÍTULO 2  – Artigo original “ Influência da experiência e da preferência lateral sobre a ativação muscular bilateral no ciclismo” CAPÍTULO 3  – Artigo original “ A preferência lateral afeta a eficiência e a ativação muscular dos membros inferiores?” CAPÍTULO 4  – Considerações finais “ Influência da experiência e da preferência lateral sobre a pedalada” Estrutura do documento
Delimitação do tema Estudos prévios Objetivos Materiais e métodos Resultados Respostas às questões propostas -  discussão Conclusões e perspectivas Agradecimentos Estrutura da apresentação
Lateralização cerebral O que é preferência lateral? Membros superiores Membros inferiores Assimetria bilateral Investigações Estudos prévios Literatura Uso unilateral predominante Movimentos cíclicos e rítmicos Influência da preferência sobre o desempenho? Treinamento Transferência Habilidade Complexidade da tarefa Fadiga Lesão Aprendizagem Delimitação do tema
O que é preferência lateral? Preferência por um lado do corpo; maior confiança Steenhuis & Bryden.  Cortex  25(2):289-04, 1989 Hebbal & Mysorekar.  Percept Mot Skills  102(1):163-4, 2006 Teixeira & Teixeira.  Brain Cogn   65 (3):238-43, 2007 Associação com o desempenho Serrien et al.  Nat Rev Neurosci   7 (2):160-6, 2006 Uso unilateral extensivo: precursor de assimetrias Teixeira et al.  Laterality   8 (1):53-65, 2003 Delimitação do tema
Específicas à  tarefa Assimetrias podem permanecer constantes após treinamento e durante o processo de desenvolvimento   Teixeira et al.  Laterality   8 (1):53-65, 2003 Teixeira & Teixeira.  Develop Psychobiol  50(8):799-06, 2008 Assimetria bilateral Delimitação do tema
Assimetrias na marcha e corrida Relação com dor lombar * Assimetria na FRS vertical: de 35 a 45% & Tendência de lesão para um lado foi relacionada com assimetria de FRS $ *Nadler et al.  Clin J Sport Med  10(2):89-97, 2000;  * Nadler et al.   Am J Phys Med Rehab  80:572-7, 2001 & Hamill et al.  Res Q Exerc Sport  55(3):280-93, 1984 & Herzog et al.  Med Sci Sports Exerc  21(1):110-4, 1989 & Lassel et al.  Ann Rééd Méd Physique  35:159-73, 1992 $ Zifchock et al  J Biomech  39(15):2792-7. 2006 Delimitação do tema
Compensações para minimizar assimetrias podem aumentar a sobrecarga * Assimetrias mais frequentes em parâmetros angulares # Corredores de elite parecem “mais simétricos” & O aumento na velocidade diminui a assimetria na corrida @ *Vagenas & Hoshizaki . Int J Sport Biomech  8(1):11-29, 1992 #Karamanidis et al . Med Sci Sports Exerc  35(6):1009-16, 2006 #Vagenas & Hoshizaki . Int J Sports Biomech  8:11-29, 1992 & Cavanagh et al . Ann N Y Acad Sci  301:328-45, 1977 @ Goble, et al.  Hum Mov Sci  22(3):271-83, 2003 @ Cavagna et al.  J Exp Biol  209: 4051-60, 2006 Assimetrias na marcha e corrida Delimitação do tema
Podem variar de 5 to 20% considerando o trabalho # Tendem a diminuir com o aumento da potência #^ & Podem ocorrer independente da cadência ¢ Podem apresentar alta variabilidade * Podem acelerar o processo de fadiga * # Cavanagh et al.  Med Sci Sports Exerc  (6):80-1, 1974 # ¢ Daly & Cavanagh.  Med Sci Sports Exerc  8(3):204-8, 1976 ^ Sargeant & Davis.  J Appl Physiol  42:514-8, 1977 # ¢ Sirin et al.  Proceedings ASB , 1989 ¢ * Smak et al.  J Biomech  32(9):899-06, 1999 ¢ Sanderson.  J Sports Sci  9(2):191-03, 1991 & Hunt et al.  Arch Phys Med Rehabil  85(9):1475-8, 2004 Assimetrias no ciclismo Delimitação do tema
Estudos prévios sobre assimetria no ciclismo www.ufsm.br/gepec
Estudos prévios Abordagem biomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas Bini  et al.   RBCDH  11(2):142-50, 2009 Carpes  et al.   Rev Bras Biomec  7(13):55-61, 2006 Força resultante aplicada no pedal
Carpes  et al.   Rev Bras Biomec  7(13):55-61, 2006 Estudos prévios Abordagem biomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas PEDAL força movimento
Carpes  et al.   Rev Bras Biomec  7(13):55-61, 2006 Estudos prévios Abordagem biomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas PEDAL força movimento PEDAL força movimento
* Diferença estatisticamente significante entre membros (p<0.05) Ŧ  Diferença estatisticamente significante entre intensidades (p<0.05)  Estudos prévios Carpes  et al.   Rev Bras Biomec  7(13):55-61, 2006 Intensidade do exercício (%VO 2 max) Preferido Não-preferido
Estudos prévios Abordagem biomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas Bini  et al.   RBCDH  11(2):142-50, 2009 Força efetiva Assimetrias na cinemática sugerem maior sobrecarga articular, e menor desempenho
Bilateral pedaling asymmetry during a simulated 40 km cycling time-trial Carpes et al.  J Sports Med Phys Fitness   47 (1):51-7, 2007 Preferido Não-preferido Estágios de 15 min * AI %  > 10% Estudos prévios
During an incremental exercise cyclists improve bilateral pedaling symmetry Carpes et al.  Braz J Biom  2(3):155-9, 2008 Intensidade do exercício (%VO 2 max) Índice de assimetria (%) ~ 90%VO 2 100% = 410W Estudos prévios
Provas de vários dias Tour Dupont 1994 50% do Tour = potência abaixo de 150W 25% do Tour = potência entre 240 e 360W 1% do Tour = potência acima de 360W Golich & Broker.  Perf Cond Cycling  29:6-8, 1996 Intensidade durante competições Provas de um dia 6h 3,5h Atkinson et al.  J Sports Sci  21:767-87, 2003 Estudos prévios
Training level, perception and bilateral asymmetry during multi-joint leg-press exercise Carpes et al.  Braz J Biom  2(1):51-62, 2008 Sujeitos iniciantes Sujeitos treinados Iniciantes apresentaram maiores índices de assimetria   menor percepção de assimetrias Treinamento levou a menores índices de assimetria Melhor percepção sobre assimetrias em treinados Estudos prévios
Causas de assimetrias em MI Assimetrias no ciclismo Estudos prévios sugeriram influência da intensidade efeitos da fadiga na cinemática do membro NP efeitos da fadiga na força do membro P influência do treinamento (experiência) Estudos prévios
Causas de assimetrias em MI Contrações isométricas Assimetrias: EMG ( TA, GM ) e torque ( flexão plantar ) em sujeitos de meia idade Valderrabano et al.  Foot Ankle Int  28(2): 242-9, 2007 Ounpuu & Winter.  Electroencephalogr Clin Neurophysiol  72(5): 429-38, 1989 Extensão de joelho Fatores neurais Simon & Ferris.  Exp Brain Res  187(1):129-38, 2008 Marcha Resultados contraditórios Sadeghi et al.  Gait Post  12(1):34-45, 2000 Estudos prévios
Objetivo Investigar a influência da preferência lateral sobre a atividade elétrica muscular e a eficiência muscular em: Ciclistas treinados, experientes e especializados para  movimentos de membros inferiores Sujeitos saudáveis não-atletas, sem especialização de  movimentos para membros inferiores Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (protocolo 2007945)
Questões de pesquisa Estudo 1: bilateral A preferência influencia a ativação muscular? Qualquer assimetria na ativação depende da experiência? Estudo 2: unilateral A preferência influencia a eficiência muscular? A preferência influencia a ativação muscular? A preferência influencia a comunicação entre-membros?
Materiais e métodos Participantes Estudo 1 8 ciclistas (27 ±6 anos; 4,42±0,53 L.min -1 ; 367±52W) 8 não-ciclistas (24 ±3 anos; 3,48±0,08 L.min -1 ; 225±38W) Estudo 2 9 ciclistas (30 ±9 anos; 4,49±0,57 L.min -1 ; 350±48W) 9 não-ciclistas (24 ±3 anos; 3,48±0,44 L.min -1 ; 222±39W) Experiência de treinamento com ciclismo influenciou significativamente (P<0,05) as variáveis de desempenho
Materiais e métodos Protocolos de avaliação Avaliação da preferência podal Elias et al.  Neuropsychologia  36(1):37-43, 1998 Teste incremental máximo Teste bilateral ( carga constante ) Testes unilaterais ( carga constante ) preferido não-preferido
t Carga de trabalho (W) Teste incremental máximo, bilateral Dia 1 Dia 2 Desenho experimental # ciclistas 100% Teste retangular, bilateral Teste retangular, unilateral #1 Teste retangular, unilateral #2 1-1,5h > 40min Ao menos 24h Materiais e métodos
t Carga de trabalho (W) Teste incremental máximo, bilateral Dia 1 Dia 3 Desenho experimental # não-ciclistas 100% Teste retangular, bilateral Teste retangular, unilateral #1 Teste retangular, unilateral #2 Ao menos 24h > 40min Ao menos 24h Dia 2 Materiais e métodos
Carga de trabalho (W) Teste incremental máximo, bilateral Teste incremental máximo 100% Medidas de repouso (5min); Aquecimento: 100W (50W); Carga inicial de 50W, incrementos de 25W.min -1  ( 25W.3min -1 ) VO 2 max Potência máxima produzida (Wmax) Limiar ventilatório 2 (LV2) Potência correspondente ao LV2 Materiais e métodos Medidas para cada estágio
Carga de trabalho (W) Teste   incremental máximo, bilateral Teste retangular bilateral 100% Teste retangular, bilateral Carga: 70% W@LV2 6 min com VO 2  estável Análise dos min 3 e 4 LV2 Materiais e métodos 70%LV2
Testes retangulares unilaterais Carga de trabalho (W) 100% Teste retangular, unilateral   #1 LV2 Teste retangular, unilateral   #2 70%LV2=Bil 50%LV2Bil Carga: 50% W@bilateral 6 min com VO 2  estável Análise dos min 3 e 4 Materiais e métodos
EMG Miograph System (Miotec Inc., BRA) Taxa de amostragem de 2kHz por canal Butterworth 10-500Hz, 4ª ordem RMS, CVgrupo, CE – 12 ciclos – BF, GM, VL Normalização pelo RMSmax – teste incremental Cadência e potência produzida Computrainer PROLAB 3D (Racermate Inc., EUA) Trocas gasosas CPX/D (Medical Graphs Co., EUA) Materiais e métodos Instrumentação # ciclistas
EMG Biovision (Biovision, GER) Taxa de amostragem de 2,4kHz por canal Butterworth 10-500Hz, 4ª ordem RMS, CVgrupo, CE – 12 ciclos – BF, GM, VL Normalização pelo RMSmax – teste incremental Cadência e potência produzida Velotron Dynafit Pro (Racermate Inc., EUA) Trocas gasosas TrueOne 2400 (ParvoMedics, UT, EUA) Instrumentação # não-ciclistas Materiais e métodos
Variáveis Preferência lateral Ativação muscular  (RMS, CV grupo , CE) VL, BF, GM direita e esquerda Trocas gasosas VO 2 estimativa da eficiência muscular (bruta, líquida) Coyle et al., Med Sci Sports Exerc, 24:782-8, 1992 Materiais e métodos
Procedimentos estatísticos Estudo 1 Normalidade, esfericidade, homogeneidade de variâncias Teste incremental – Modelo linear misto (2x2x4) perna, grupo, intensidade Teste retangular – Modelo linear misto (2x2) perna, grupo Efeitos e interações significativas verificadas por teste t independente (entre os grupos, entre as pernas) SPSS 13.0;  α =5% Materiais e métodos
Estudo 2 Normalidade, esfericidade, homogeneidade de variâncias Testes unilaterais – Modelo linear misto (2x2) perna, grupo Efeitos e interações significativas verificadas por teste t independente (entre os grupos, entre as pernas) SPSS 13.0;  α =5% Materiais e métodos Procedimentos estatísticos
Resultados – estudo 1 A preferência influencia a ativação muscular? Qualquer assimetria na ativação depende da experiência?
VO 2repouso  menor para ciclistas (P<0,05) VO 2max  maior em ciclistas (P<0,05) Eficiência bruta maior em ciclistas (P<0,05) Estudo 1: comparação do desempenho entre os grupos Eficiência muscular (%) no teste retangular bilateral Resultados Eficiência (%) Ciclistas Não-ciclistas Bruta 21,3 ±1,4* 19,8 ±1,0 Líquida 24 ±1,3 24,1 ±0,7
Estudo 1: ativação muscular - teste incremental Carga de trabalho (W) Ativação muscular (%RMSmax) GM BF* VL* * P<0,05 entre os grupos Magnitude da ativação muscular Resultados
Estudo 1: ativação muscular – teste incremental Variabilidade na ativação muscular Carga de trabalho (W) Variabilidade da ativação (%) *P<0,05 entre os grupos # P<0,05 entre as pernas *  # Resultados
Teste incremental Influência do treinamento sobre a EMG Chapman et al.  J Electromyogr Kinesiol , 18(3): 359-71, 2008 Hug & Dorel.  J Electromyogr Kinesiol , 19(2): 182-98, 2009 Similar magnitude de ativação entre membro P e NP Liberação de vias sensoriomotoras inibitórias Padrão bilateral de ativação cortical para MI Kapreli, et al.,  Cortex , 43(2): 219-32, 2007 Kapreli, et al.,  Neuroimage , 32(4): 1709-21, 2006 Aumento de comandos neurais enviados bilateralmente Glass,  Nature , 410: 277-84, 2001 Estudo 1:  discussão Discussão
Teste incremental Variabilidade da EMG de acordo com a literatura Hug, et al.,  Eur J Appl Physiol , 92(3): 334-42, 2004 Aumento da carga – maiores sinergias musculares, sincronização Chapman, et al.,  J Electromyogr Kinesiol , 18(3): 359-71, 2008 Chapman, et al.  J Sports Sci , 24(2): 115-24, 2006 Efeito da preferência sobre a variabilidade Ciclistas: NP maior variabilidade Não-ciclistas: variabilidade não teve relação direta com preferência   redundância motora – sinergias múltiplas Hug et al.,  Eur J Appl Physiol , 104(4): 667-78, 2008 Estudo 1:  discussão Discussão
Estudo 1: ativação muscular – teste retangular * P<0,05 entre os grupos Magnitude da ativação muscular Resultados
Estudo 1: ativação muscular – teste retangular * P<0,05 entre grupos × P<0,05 entre pernas Variabilidade na ativação muscular Resultados Músculo Perna Ciclistas Não-ciclistas BF P 23,2±8,1 42,0±13,4 * NP 26,7±8,9 39,8±9,2 * GM P 20,9±4,5 29,1±3,5 * NP 21,5±5,6 39,4±11,1 ×* VL P 22,5±5,7 17,1±3,9 * NP 24,2±6,0 41,0±11,1 ×*
Teste retangular Intensidades submáximas relacionadas com assimetria  de força Carpes et al.,  Braz J Biom , 2(1): 51-62, 2008 Carpes et al.,  J Sports Med Phys Fitn , 47(1): 51-7, 2007 Sanderson,  J Hum Mov Studies , 19: 1-9, 1990 Ativação muscular não suportou assimetrias Estudo 1:  discussão Discussão
Ciclistas: menor variabilidade – maior eficiência bruta Goble et al.,  Hum Mov Sci , 22(3): 271-83, 2003 Reisman et al.,  J Neurophysiol , 94(4): 2403-15, 2005 Prática extensiva – melhor controle da força Bernardi et al.,  Eur J Appl Physiol Occup Physiol , 74(1-2): 52-9, 1996 Efeito da preferência sobre a variabilidade maior variabilidade em não-ciclistas Chapman, et al.,  J Electromyogr Kinesiol , 18(3): 359-71, 2008 Ryan et al.,  J Electromyogr Kinesiol , 2(2): 69-80, 1992 perna NP com maior variabilidade Estudo 1:  discussão Discussão
Resultados – estudo 2 A preferência influencia a eficiência muscular? A preferência influencia a ativação muscular? A preferência influencia a comunicação entre membros?
Estudo 2: Consumo de oxigênio e eficiência – teste unilateral * P<0,05 entre grupos Média  ± DP Consumo de oxigênio Eficiência muscular Média  ± DP Resultados VO2 (L.min -1 ) Ciclistas Não-ciclistas P NP P NP 2,13±0,43* 2,08±0,5* 1,5±0,23 1,51±0,2 Eficiência (%) Ciclistas Não-ciclistas P NP P NP Bruta 15±1,6* 15,2±2,5* 12,7±1,8 12,4±1,4 Líquida 17,1±2,3 17,8±3,4 16,6±3,2 16,3±2,5
Membros superiores Membro superior preferido – “ vantagens ” EMG eficiência De Luca et al.,  Eur J Appl Physiol Occup Physiol , 55(5): 457-64, 1986 Adam et al.,  J Neurophysiol , 80(3): 1373-82, 1998 Diederichsen et al.,  J Electromyogr Kinesiol , 17(4): 410-9, 2007 Membros inferiores Consumo de oxigênio similar entre P e NP ciclismo unilateral @50W Sargeant & Davies,  J Appl Physiol , 42: 514-8, 1977 Estudo 2:  discussão Discussão
Estudo 2: ativação muscular – testes unilaterais Magnitude da ativação muscular Resultados
Estudo 2: ativação muscular – testes unilaterais Variabilidade da ativação muscular Média  ± DP Resultados   Músculos Perna Ciclistas Não-ciclistas BF P 29,0±9,9 47,4±18,1 NP 36,4±11,3 49,9±21,8 GM P 42,6±14,3 42,4±7,0 NP 39,3±13,2 40,3±7,5 VL P 39,0±10.6 37,7±16,6 NP 33,7±12,7 29,4±10,1
Retangular unilateral Ativação independente da experiência e preferência Alta variabilidade Minimização do efeito sensorimotor do membro contralateral  Maior ativação em ações unilaterais   Ting et al.,  Prog Brain Res , 165: 299-21, 2007 Ting et al.,  J Neurophysiol , 83(6): 3351-65, 2000 Similaridade entre C e NC – menor  feedback  sensorial Pearson,  Prog Brain Res , 143: 123-9, 2004 Ting & Mckay,  Curr Opin Neurobiol , 17(6): 622-8, 2007 Estudo 2:  discussão Discussão
Estudo 2: ativação muscular – testes unilaterais Comunicação entre-membros * P<0,05 entre grupos Média  ± DP Resultados Músculos Perna Ciclistas Não-ciclistas BF P 0.34±0.06 * 0.23±0.10 NP 0.37±0.14 0.26±0.09 GM P 0.21±0.10 0.17±0.12 NP 0.10±0.03 0.17±0.16 VL P 0.27±0.13 * 0.19±0.11 NP 0.17±0.07 0.27±0.10
Maior comunicação entre-membros para BF Ting et al.,.  J Neurophysiol , 83(6): 3351-65, 2000 Kautz, et al.,  J Neurophysiol , 95(5): 3154-63, 2006 Elementos de controle bilateral que são excitados mesmo quando somente uma perna está pedalando Ting et al.,.  J Neurophysiol , 83(6): 3351-65, 2000 Kautz, et al.,  J Neurophysiol , 95(5): 3154-63, 2006 Perna P de ciclistas: mais informação quando parada ND em movimento: ativação cortical mais bilateral Kapreli, et al.,  Neuroimage , 32(4): 1709-21, 2006 Efeito da experiência sobre a comunicação entre-membros Estudo 2:  discussão Discussão
Conclusões A preferência influencia a ativação muscular? Qualquer assimetria na ativação depende da experiência? Journal of Sports Sciences A preferência influencia a eficiência muscular? A preferência influencia a ativação muscular? A preferência influencia a comunicação entre membros? Human Movement Science
Avaliação de um número pequeno de sujeitos Padrões de ativação não puderam ser quantificados Não foram feitas medidas de força nos pedais Não foram feitas medidas de cinemática do membro inferior Limitações
Análise da variabilidade intra-sujeitos Aspectos neurais Taxa de desenvolvimento de força Eficiência neuromuscular Fadiga Aspectos ambientais Corrida : influência dos equipamentos (calçados) Ciclismo : técnica de pedalada Perspectivas
Agradecimentos
Agradecimentos GEPEC GPBiC

Tese

  • 1.
    Influência da experiênciae preferência lateral sobre o desempenho de membros inferiores Felipe P Carpes Orientador: Dr. Carlos Bolli Mota www.ufsm.br/gepec Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano
  • 2.
    APRESENTAÇÃO CAPÍTULO 1 – Artigo de revisão “ Efeitos da preferência lateral sobre assimetrias de desempenho de membros inferiores: evidências para marcha, corrida e ciclismo” CAPÍTULO 2 – Artigo original “ Influência da experiência e da preferência lateral sobre a ativação muscular bilateral no ciclismo” CAPÍTULO 3 – Artigo original “ A preferência lateral afeta a eficiência e a ativação muscular dos membros inferiores?” CAPÍTULO 4 – Considerações finais “ Influência da experiência e da preferência lateral sobre a pedalada” Estrutura do documento
  • 3.
    Delimitação do temaEstudos prévios Objetivos Materiais e métodos Resultados Respostas às questões propostas - discussão Conclusões e perspectivas Agradecimentos Estrutura da apresentação
  • 4.
    Lateralização cerebral Oque é preferência lateral? Membros superiores Membros inferiores Assimetria bilateral Investigações Estudos prévios Literatura Uso unilateral predominante Movimentos cíclicos e rítmicos Influência da preferência sobre o desempenho? Treinamento Transferência Habilidade Complexidade da tarefa Fadiga Lesão Aprendizagem Delimitação do tema
  • 5.
    O que épreferência lateral? Preferência por um lado do corpo; maior confiança Steenhuis & Bryden. Cortex 25(2):289-04, 1989 Hebbal & Mysorekar. Percept Mot Skills 102(1):163-4, 2006 Teixeira & Teixeira. Brain Cogn 65 (3):238-43, 2007 Associação com o desempenho Serrien et al. Nat Rev Neurosci 7 (2):160-6, 2006 Uso unilateral extensivo: precursor de assimetrias Teixeira et al. Laterality 8 (1):53-65, 2003 Delimitação do tema
  • 6.
    Específicas à tarefa Assimetrias podem permanecer constantes após treinamento e durante o processo de desenvolvimento Teixeira et al. Laterality 8 (1):53-65, 2003 Teixeira & Teixeira. Develop Psychobiol 50(8):799-06, 2008 Assimetria bilateral Delimitação do tema
  • 7.
    Assimetrias na marchae corrida Relação com dor lombar * Assimetria na FRS vertical: de 35 a 45% & Tendência de lesão para um lado foi relacionada com assimetria de FRS $ *Nadler et al. Clin J Sport Med 10(2):89-97, 2000; * Nadler et al. Am J Phys Med Rehab 80:572-7, 2001 & Hamill et al. Res Q Exerc Sport 55(3):280-93, 1984 & Herzog et al. Med Sci Sports Exerc 21(1):110-4, 1989 & Lassel et al. Ann Rééd Méd Physique 35:159-73, 1992 $ Zifchock et al J Biomech 39(15):2792-7. 2006 Delimitação do tema
  • 8.
    Compensações para minimizarassimetrias podem aumentar a sobrecarga * Assimetrias mais frequentes em parâmetros angulares # Corredores de elite parecem “mais simétricos” & O aumento na velocidade diminui a assimetria na corrida @ *Vagenas & Hoshizaki . Int J Sport Biomech 8(1):11-29, 1992 #Karamanidis et al . Med Sci Sports Exerc 35(6):1009-16, 2006 #Vagenas & Hoshizaki . Int J Sports Biomech 8:11-29, 1992 & Cavanagh et al . Ann N Y Acad Sci 301:328-45, 1977 @ Goble, et al. Hum Mov Sci 22(3):271-83, 2003 @ Cavagna et al. J Exp Biol 209: 4051-60, 2006 Assimetrias na marcha e corrida Delimitação do tema
  • 9.
    Podem variar de5 to 20% considerando o trabalho # Tendem a diminuir com o aumento da potência #^ & Podem ocorrer independente da cadência ¢ Podem apresentar alta variabilidade * Podem acelerar o processo de fadiga * # Cavanagh et al. Med Sci Sports Exerc (6):80-1, 1974 # ¢ Daly & Cavanagh. Med Sci Sports Exerc 8(3):204-8, 1976 ^ Sargeant & Davis. J Appl Physiol 42:514-8, 1977 # ¢ Sirin et al. Proceedings ASB , 1989 ¢ * Smak et al. J Biomech 32(9):899-06, 1999 ¢ Sanderson. J Sports Sci 9(2):191-03, 1991 & Hunt et al. Arch Phys Med Rehabil 85(9):1475-8, 2004 Assimetrias no ciclismo Delimitação do tema
  • 10.
    Estudos prévios sobreassimetria no ciclismo www.ufsm.br/gepec
  • 11.
    Estudos prévios Abordagembiomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas Bini et al. RBCDH 11(2):142-50, 2009 Carpes et al. Rev Bras Biomec 7(13):55-61, 2006 Força resultante aplicada no pedal
  • 12.
    Carpes etal. Rev Bras Biomec 7(13):55-61, 2006 Estudos prévios Abordagem biomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas PEDAL força movimento
  • 13.
    Carpes etal. Rev Bras Biomec 7(13):55-61, 2006 Estudos prévios Abordagem biomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas PEDAL força movimento PEDAL força movimento
  • 14.
    * Diferença estatisticamentesignificante entre membros (p<0.05) Ŧ Diferença estatisticamente significante entre intensidades (p<0.05) Estudos prévios Carpes et al. Rev Bras Biomec 7(13):55-61, 2006 Intensidade do exercício (%VO 2 max) Preferido Não-preferido
  • 15.
    Estudos prévios Abordagembiomecânica da relação entre a cinemática, intensidade do exercício e dominância de membros em ciclistas Bini et al. RBCDH 11(2):142-50, 2009 Força efetiva Assimetrias na cinemática sugerem maior sobrecarga articular, e menor desempenho
  • 16.
    Bilateral pedaling asymmetryduring a simulated 40 km cycling time-trial Carpes et al. J Sports Med Phys Fitness 47 (1):51-7, 2007 Preferido Não-preferido Estágios de 15 min * AI % > 10% Estudos prévios
  • 17.
    During an incrementalexercise cyclists improve bilateral pedaling symmetry Carpes et al. Braz J Biom 2(3):155-9, 2008 Intensidade do exercício (%VO 2 max) Índice de assimetria (%) ~ 90%VO 2 100% = 410W Estudos prévios
  • 18.
    Provas de váriosdias Tour Dupont 1994 50% do Tour = potência abaixo de 150W 25% do Tour = potência entre 240 e 360W 1% do Tour = potência acima de 360W Golich & Broker. Perf Cond Cycling 29:6-8, 1996 Intensidade durante competições Provas de um dia 6h 3,5h Atkinson et al. J Sports Sci 21:767-87, 2003 Estudos prévios
  • 19.
    Training level, perceptionand bilateral asymmetry during multi-joint leg-press exercise Carpes et al. Braz J Biom 2(1):51-62, 2008 Sujeitos iniciantes Sujeitos treinados Iniciantes apresentaram maiores índices de assimetria menor percepção de assimetrias Treinamento levou a menores índices de assimetria Melhor percepção sobre assimetrias em treinados Estudos prévios
  • 20.
    Causas de assimetriasem MI Assimetrias no ciclismo Estudos prévios sugeriram influência da intensidade efeitos da fadiga na cinemática do membro NP efeitos da fadiga na força do membro P influência do treinamento (experiência) Estudos prévios
  • 21.
    Causas de assimetriasem MI Contrações isométricas Assimetrias: EMG ( TA, GM ) e torque ( flexão plantar ) em sujeitos de meia idade Valderrabano et al. Foot Ankle Int 28(2): 242-9, 2007 Ounpuu & Winter. Electroencephalogr Clin Neurophysiol 72(5): 429-38, 1989 Extensão de joelho Fatores neurais Simon & Ferris. Exp Brain Res 187(1):129-38, 2008 Marcha Resultados contraditórios Sadeghi et al. Gait Post 12(1):34-45, 2000 Estudos prévios
  • 22.
    Objetivo Investigar ainfluência da preferência lateral sobre a atividade elétrica muscular e a eficiência muscular em: Ciclistas treinados, experientes e especializados para movimentos de membros inferiores Sujeitos saudáveis não-atletas, sem especialização de movimentos para membros inferiores Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (protocolo 2007945)
  • 23.
    Questões de pesquisaEstudo 1: bilateral A preferência influencia a ativação muscular? Qualquer assimetria na ativação depende da experiência? Estudo 2: unilateral A preferência influencia a eficiência muscular? A preferência influencia a ativação muscular? A preferência influencia a comunicação entre-membros?
  • 24.
    Materiais e métodosParticipantes Estudo 1 8 ciclistas (27 ±6 anos; 4,42±0,53 L.min -1 ; 367±52W) 8 não-ciclistas (24 ±3 anos; 3,48±0,08 L.min -1 ; 225±38W) Estudo 2 9 ciclistas (30 ±9 anos; 4,49±0,57 L.min -1 ; 350±48W) 9 não-ciclistas (24 ±3 anos; 3,48±0,44 L.min -1 ; 222±39W) Experiência de treinamento com ciclismo influenciou significativamente (P<0,05) as variáveis de desempenho
  • 25.
    Materiais e métodosProtocolos de avaliação Avaliação da preferência podal Elias et al. Neuropsychologia 36(1):37-43, 1998 Teste incremental máximo Teste bilateral ( carga constante ) Testes unilaterais ( carga constante ) preferido não-preferido
  • 26.
    t Carga detrabalho (W) Teste incremental máximo, bilateral Dia 1 Dia 2 Desenho experimental # ciclistas 100% Teste retangular, bilateral Teste retangular, unilateral #1 Teste retangular, unilateral #2 1-1,5h > 40min Ao menos 24h Materiais e métodos
  • 27.
    t Carga detrabalho (W) Teste incremental máximo, bilateral Dia 1 Dia 3 Desenho experimental # não-ciclistas 100% Teste retangular, bilateral Teste retangular, unilateral #1 Teste retangular, unilateral #2 Ao menos 24h > 40min Ao menos 24h Dia 2 Materiais e métodos
  • 28.
    Carga de trabalho(W) Teste incremental máximo, bilateral Teste incremental máximo 100% Medidas de repouso (5min); Aquecimento: 100W (50W); Carga inicial de 50W, incrementos de 25W.min -1 ( 25W.3min -1 ) VO 2 max Potência máxima produzida (Wmax) Limiar ventilatório 2 (LV2) Potência correspondente ao LV2 Materiais e métodos Medidas para cada estágio
  • 29.
    Carga de trabalho(W) Teste incremental máximo, bilateral Teste retangular bilateral 100% Teste retangular, bilateral Carga: 70% W@LV2 6 min com VO 2 estável Análise dos min 3 e 4 LV2 Materiais e métodos 70%LV2
  • 30.
    Testes retangulares unilateraisCarga de trabalho (W) 100% Teste retangular, unilateral #1 LV2 Teste retangular, unilateral #2 70%LV2=Bil 50%LV2Bil Carga: 50% W@bilateral 6 min com VO 2 estável Análise dos min 3 e 4 Materiais e métodos
  • 31.
    EMG Miograph System(Miotec Inc., BRA) Taxa de amostragem de 2kHz por canal Butterworth 10-500Hz, 4ª ordem RMS, CVgrupo, CE – 12 ciclos – BF, GM, VL Normalização pelo RMSmax – teste incremental Cadência e potência produzida Computrainer PROLAB 3D (Racermate Inc., EUA) Trocas gasosas CPX/D (Medical Graphs Co., EUA) Materiais e métodos Instrumentação # ciclistas
  • 32.
    EMG Biovision (Biovision,GER) Taxa de amostragem de 2,4kHz por canal Butterworth 10-500Hz, 4ª ordem RMS, CVgrupo, CE – 12 ciclos – BF, GM, VL Normalização pelo RMSmax – teste incremental Cadência e potência produzida Velotron Dynafit Pro (Racermate Inc., EUA) Trocas gasosas TrueOne 2400 (ParvoMedics, UT, EUA) Instrumentação # não-ciclistas Materiais e métodos
  • 33.
    Variáveis Preferência lateralAtivação muscular (RMS, CV grupo , CE) VL, BF, GM direita e esquerda Trocas gasosas VO 2 estimativa da eficiência muscular (bruta, líquida) Coyle et al., Med Sci Sports Exerc, 24:782-8, 1992 Materiais e métodos
  • 34.
    Procedimentos estatísticos Estudo1 Normalidade, esfericidade, homogeneidade de variâncias Teste incremental – Modelo linear misto (2x2x4) perna, grupo, intensidade Teste retangular – Modelo linear misto (2x2) perna, grupo Efeitos e interações significativas verificadas por teste t independente (entre os grupos, entre as pernas) SPSS 13.0; α =5% Materiais e métodos
  • 35.
    Estudo 2 Normalidade,esfericidade, homogeneidade de variâncias Testes unilaterais – Modelo linear misto (2x2) perna, grupo Efeitos e interações significativas verificadas por teste t independente (entre os grupos, entre as pernas) SPSS 13.0; α =5% Materiais e métodos Procedimentos estatísticos
  • 36.
    Resultados – estudo1 A preferência influencia a ativação muscular? Qualquer assimetria na ativação depende da experiência?
  • 37.
    VO 2repouso menor para ciclistas (P<0,05) VO 2max maior em ciclistas (P<0,05) Eficiência bruta maior em ciclistas (P<0,05) Estudo 1: comparação do desempenho entre os grupos Eficiência muscular (%) no teste retangular bilateral Resultados Eficiência (%) Ciclistas Não-ciclistas Bruta 21,3 ±1,4* 19,8 ±1,0 Líquida 24 ±1,3 24,1 ±0,7
  • 38.
    Estudo 1: ativaçãomuscular - teste incremental Carga de trabalho (W) Ativação muscular (%RMSmax) GM BF* VL* * P<0,05 entre os grupos Magnitude da ativação muscular Resultados
  • 39.
    Estudo 1: ativaçãomuscular – teste incremental Variabilidade na ativação muscular Carga de trabalho (W) Variabilidade da ativação (%) *P<0,05 entre os grupos # P<0,05 entre as pernas * # Resultados
  • 40.
    Teste incremental Influênciado treinamento sobre a EMG Chapman et al. J Electromyogr Kinesiol , 18(3): 359-71, 2008 Hug & Dorel. J Electromyogr Kinesiol , 19(2): 182-98, 2009 Similar magnitude de ativação entre membro P e NP Liberação de vias sensoriomotoras inibitórias Padrão bilateral de ativação cortical para MI Kapreli, et al., Cortex , 43(2): 219-32, 2007 Kapreli, et al., Neuroimage , 32(4): 1709-21, 2006 Aumento de comandos neurais enviados bilateralmente Glass, Nature , 410: 277-84, 2001 Estudo 1: discussão Discussão
  • 41.
    Teste incremental Variabilidadeda EMG de acordo com a literatura Hug, et al., Eur J Appl Physiol , 92(3): 334-42, 2004 Aumento da carga – maiores sinergias musculares, sincronização Chapman, et al., J Electromyogr Kinesiol , 18(3): 359-71, 2008 Chapman, et al. J Sports Sci , 24(2): 115-24, 2006 Efeito da preferência sobre a variabilidade Ciclistas: NP maior variabilidade Não-ciclistas: variabilidade não teve relação direta com preferência redundância motora – sinergias múltiplas Hug et al., Eur J Appl Physiol , 104(4): 667-78, 2008 Estudo 1: discussão Discussão
  • 42.
    Estudo 1: ativaçãomuscular – teste retangular * P<0,05 entre os grupos Magnitude da ativação muscular Resultados
  • 43.
    Estudo 1: ativaçãomuscular – teste retangular * P<0,05 entre grupos × P<0,05 entre pernas Variabilidade na ativação muscular Resultados Músculo Perna Ciclistas Não-ciclistas BF P 23,2±8,1 42,0±13,4 * NP 26,7±8,9 39,8±9,2 * GM P 20,9±4,5 29,1±3,5 * NP 21,5±5,6 39,4±11,1 ×* VL P 22,5±5,7 17,1±3,9 * NP 24,2±6,0 41,0±11,1 ×*
  • 44.
    Teste retangular Intensidadessubmáximas relacionadas com assimetria de força Carpes et al., Braz J Biom , 2(1): 51-62, 2008 Carpes et al., J Sports Med Phys Fitn , 47(1): 51-7, 2007 Sanderson, J Hum Mov Studies , 19: 1-9, 1990 Ativação muscular não suportou assimetrias Estudo 1: discussão Discussão
  • 45.
    Ciclistas: menor variabilidade– maior eficiência bruta Goble et al., Hum Mov Sci , 22(3): 271-83, 2003 Reisman et al., J Neurophysiol , 94(4): 2403-15, 2005 Prática extensiva – melhor controle da força Bernardi et al., Eur J Appl Physiol Occup Physiol , 74(1-2): 52-9, 1996 Efeito da preferência sobre a variabilidade maior variabilidade em não-ciclistas Chapman, et al., J Electromyogr Kinesiol , 18(3): 359-71, 2008 Ryan et al., J Electromyogr Kinesiol , 2(2): 69-80, 1992 perna NP com maior variabilidade Estudo 1: discussão Discussão
  • 46.
    Resultados – estudo2 A preferência influencia a eficiência muscular? A preferência influencia a ativação muscular? A preferência influencia a comunicação entre membros?
  • 47.
    Estudo 2: Consumode oxigênio e eficiência – teste unilateral * P<0,05 entre grupos Média ± DP Consumo de oxigênio Eficiência muscular Média ± DP Resultados VO2 (L.min -1 ) Ciclistas Não-ciclistas P NP P NP 2,13±0,43* 2,08±0,5* 1,5±0,23 1,51±0,2 Eficiência (%) Ciclistas Não-ciclistas P NP P NP Bruta 15±1,6* 15,2±2,5* 12,7±1,8 12,4±1,4 Líquida 17,1±2,3 17,8±3,4 16,6±3,2 16,3±2,5
  • 48.
    Membros superiores Membrosuperior preferido – “ vantagens ” EMG eficiência De Luca et al., Eur J Appl Physiol Occup Physiol , 55(5): 457-64, 1986 Adam et al., J Neurophysiol , 80(3): 1373-82, 1998 Diederichsen et al., J Electromyogr Kinesiol , 17(4): 410-9, 2007 Membros inferiores Consumo de oxigênio similar entre P e NP ciclismo unilateral @50W Sargeant & Davies, J Appl Physiol , 42: 514-8, 1977 Estudo 2: discussão Discussão
  • 49.
    Estudo 2: ativaçãomuscular – testes unilaterais Magnitude da ativação muscular Resultados
  • 50.
    Estudo 2: ativaçãomuscular – testes unilaterais Variabilidade da ativação muscular Média ± DP Resultados   Músculos Perna Ciclistas Não-ciclistas BF P 29,0±9,9 47,4±18,1 NP 36,4±11,3 49,9±21,8 GM P 42,6±14,3 42,4±7,0 NP 39,3±13,2 40,3±7,5 VL P 39,0±10.6 37,7±16,6 NP 33,7±12,7 29,4±10,1
  • 51.
    Retangular unilateral Ativaçãoindependente da experiência e preferência Alta variabilidade Minimização do efeito sensorimotor do membro contralateral Maior ativação em ações unilaterais Ting et al., Prog Brain Res , 165: 299-21, 2007 Ting et al., J Neurophysiol , 83(6): 3351-65, 2000 Similaridade entre C e NC – menor feedback sensorial Pearson, Prog Brain Res , 143: 123-9, 2004 Ting & Mckay, Curr Opin Neurobiol , 17(6): 622-8, 2007 Estudo 2: discussão Discussão
  • 52.
    Estudo 2: ativaçãomuscular – testes unilaterais Comunicação entre-membros * P<0,05 entre grupos Média ± DP Resultados Músculos Perna Ciclistas Não-ciclistas BF P 0.34±0.06 * 0.23±0.10 NP 0.37±0.14 0.26±0.09 GM P 0.21±0.10 0.17±0.12 NP 0.10±0.03 0.17±0.16 VL P 0.27±0.13 * 0.19±0.11 NP 0.17±0.07 0.27±0.10
  • 53.
    Maior comunicação entre-membrospara BF Ting et al.,. J Neurophysiol , 83(6): 3351-65, 2000 Kautz, et al., J Neurophysiol , 95(5): 3154-63, 2006 Elementos de controle bilateral que são excitados mesmo quando somente uma perna está pedalando Ting et al.,. J Neurophysiol , 83(6): 3351-65, 2000 Kautz, et al., J Neurophysiol , 95(5): 3154-63, 2006 Perna P de ciclistas: mais informação quando parada ND em movimento: ativação cortical mais bilateral Kapreli, et al., Neuroimage , 32(4): 1709-21, 2006 Efeito da experiência sobre a comunicação entre-membros Estudo 2: discussão Discussão
  • 54.
    Conclusões A preferênciainfluencia a ativação muscular? Qualquer assimetria na ativação depende da experiência? Journal of Sports Sciences A preferência influencia a eficiência muscular? A preferência influencia a ativação muscular? A preferência influencia a comunicação entre membros? Human Movement Science
  • 55.
    Avaliação de umnúmero pequeno de sujeitos Padrões de ativação não puderam ser quantificados Não foram feitas medidas de força nos pedais Não foram feitas medidas de cinemática do membro inferior Limitações
  • 56.
    Análise da variabilidadeintra-sujeitos Aspectos neurais Taxa de desenvolvimento de força Eficiência neuromuscular Fadiga Aspectos ambientais Corrida : influência dos equipamentos (calçados) Ciclismo : técnica de pedalada Perspectivas
  • 57.
  • 58.

Notas do Editor

  • #5 I am not sure how much the group is familiarized with this topic, but I am planning to follow this schema. Lateralization process is among the factors determining the lateral preference. We will see that lateral preference has specific characteristics concerning upper limbs, which work predominantly in a unilateral way, and for lower limbs, which are more involved with bilateral and rhythmic movements. For both upper and lower extremity we find asymmetries of performance. These asymmetries are influenced by skill, training, transferring of learning, and task complexity. In other hand, asymmetries may have influence on fatigue, injury and learning process. I will present some effects of lateral preference on performance based in the literature, and also previous studies that we have conducted in Brazil, and finally, we will discuss the main question, which is “How lateral preference influences biomechanical aspects?”. This is what I want to answer.
  • #6 So, going to the periphery, which means muscles, the lateral preference is characterized by the preference for one side of the body, one limb, to perform a motor action. It is resultant of increased confidence for a given limb to perform a task with lesser probability of error, once preference and performance are strictly correlated.
  • #7 The lateral preference can be a precursor of performance asymmetries, and the pronounced use of one side of the body would be expected to increase performance asymmetries in favor of the preferred side.
  • #8 Leaving running and thinking about cycling now, asymmetries of force, torque or work output may vary from 5 to 20% in average. The workload increases is related to decrease of bilateral asymmetry. Cadence has not well defined effects on asymmetries. Sometimes asymmetries may vary significantly. Asymmetries may be related to premature muscle fatigue (it remains as a hypothesis).
  • #9 A higher velocity leads to improved symmetry. It also occurs for cycling, we will see in further.
  • #10 Leaving running and thinking about cycling now, asymmetries of force, torque or work output may vary from 5 to 20% in average. The workload increases is related to decrease of bilateral asymmetry. Cadence has not well defined effects on asymmetries. Sometimes asymmetries may vary significantly. Asymmetries may be related to premature muscle fatigue (it remains as a hypothesis).
  • #11 We have developed research on this topic during the last three years, and I will show you some of the main findings.
  • #12 The increased adduction of the thigh may influence the force-length relationship of some muscles of the lower limbs, and affects the pedaling effectiveness. We have found in a previous study that when cyclists pedal with the knee closer to the bicycle frame, looking for improved aerodynamics by reduction of frontal area, they lose effectiveness. The change in the lower limb alignments would change the effectiveness of pedal force and be related to worse performance. We investigated this topic concerning lateral preference.
  • #13 The increased adduction of the thigh may influence the force-length relationship of some muscles of the lower limbs, and affects the pedaling effectiveness. We have found in a previous study that when cyclists pedal with the knee closer to the bicycle frame, looking for improved aerodynamics by reduction of frontal area, they lose effectiveness. The change in the lower limb alignments would change the effectiveness of pedal force and be related to worse performance. We investigated this topic concerning lateral preference.
  • #14 The increased adduction of the thigh may influence the force-length relationship of some muscles of the lower limbs, and affects the pedaling effectiveness. We have found in a previous study that when cyclists pedal with the knee closer to the bicycle frame, looking for improved aerodynamics by reduction of frontal area, they lose effectiveness. The change in the lower limb alignments would change the effectiveness of pedal force and be related to worse performance. We investigated this topic concerning lateral preference.
  • #15 Our findings indicate that it may be more pronounced for the non-preferred limb. The medio-lateral range of motion was greater for the non-preferred limb, and also was significantly influenced by the exercise intensity Even we have not measure pedal forces, we infer that this result would affects pedaling effectiveness.
  • #16 The increased adduction of the thigh may influence the force-length relationship of some muscles of the lower limbs, and affects the pedaling effectiveness. We have found in a previous study that when cyclists pedal with the knee closer to the bicycle frame, looking for improved aerodynamics by reduction of frontal area, they lose effectiveness. The change in the lower limb alignments would change the effectiveness of pedal force and be related to worse performance. We investigated this topic concerning lateral preference.
  • #17 In this study we evaluated the crank torque asymmetry, using SRM powermeter, during a simulated 40km time trial. The total time was divided in four stages, and crank torque asymmetries were found. Considering the first stage as approximately the first fifteen minutes of the race, and the stage four as the last fifty minutes, the intermediate periods of the race always presented asymmetry. Once this periods present exercise intensity similar those usually experienced during training sessions, we can infer that during training sessions the cyclists produce torque asymmetrically. Considering long term cycling, it can be an interesting result. This study confirmed that exercise intensity has effect on pedaling asymmetry.
  • #18 To verify the relationship between cycling asymmetry and intensity, the same athletes were evaluated during a protocol of incremental cycling, quite similar to the first study I just presented. We found that the increase of exercise intensity was related to decreases in crank torque asymmetry. Intensities above ninety percent of maximal oxygen uptake present perfect symmetry of torque between legs. This result also suggests that intensities of training session may present asymmetry for the most of time, and maximal intensities are related to symmetry.
  • #20 The last study done was with the leg-press exercise. Evaluating subjects who had just started a weightlifting training, and subjects with experience for at least two years, the force symmetry was investigated. Due to limited instrumentation, we used FSCAN pressure sensor, in-shoe pressure sensors, to evaluated force asymmetry. We also applied a questionnaire asking if the subject had perceived any asymmetry, and if yes, for what leg.
  • #23 We completed a previous data collection in Brazil. The methods I want to carry out here are pretty similar those done in Brazil.
  • #27 The experimental design has two days. In the first day only bilateral tests are done, and the second day is for unilateral tests. The unilateral tests have not familiarization in attempt to avoid inter-lateral transfer of learning.
  • #28 The experimental design has two days. In the first day only bilateral tests are done, and the second day is for unilateral tests. The unilateral tests have not familiarization in attempt to avoid inter-lateral transfer of learning.
  • #29 The first test is an incremental test until exhaustion. After 5 min of rest and 10 minutes for warm-up, the test begins with initial workload of 100W and workload increases of twenty-five Watts every minute. From this test we will have the maximal oxygen uptake, maximal power output and the power output corresponding to the second ventilatory threshold.
  • #30 In the same day, after a rest of thirty minutes, the subjects perform a square-wave trial at workload corresponding to seventy percent of the power output at the second ventilatory threshold. From this test, we will use six minutes of oxygen uptake in steady-state for data analysis.
  • #31 In the second day, unilateral trials are done. A similar trial of square-wave exercise is performed, but unilaterally. The intensity in the unilateral trials corresponds to fifty percent of the workload in the bilateral square-wave trial, and six minutes of oxygen uptake steady-state are also considered.
  • #32 The instrumentation stuff involved EMG Sample rate of 2kHz per channel Miograph System (Miotec Inc., BRA) Pedaling cadence and power output Computrainer PROLAB 3D (Racermate Inc., USA) Gas exchange analyzer Breathy-by-breathy CPX/D (Medical Graphs Co., USA)
  • #33 The instrumentation stuff involved EMG Sample rate of 2kHz per channel Miograph System (Miotec Inc., BRA) Pedaling cadence and power output Computrainer PROLAB 3D (Racermate Inc., USA) Gas exchange analyzer Breathy-by-breathy CPX/D (Medical Graphs Co., USA)
  • #34 The variables of our interested are the lateral preference, EMG of vastus lateralis, biceps femoris and gastrocnemius medialis. We also measure the metabolic cost for computation of muscle efficiency, pedaling cadence and power output.
  • #37 After thirty minutes, the same protocol is applied for the other leg. The order of the legs is alternated.
  • #38 After thirty minutes, the same protocol is applied for the other leg. The order of the legs is alternated.
  • #39 After thirty minutes, the same protocol is applied for the other leg. The order of the legs is alternated.
  • #40 After thirty minutes, the same protocol is applied for the other leg. The order of the legs is alternated.
  • #43 After thirty minutes, the same protocol is applied for the other leg. The order of the legs is alternated.
  • #44 Statistical analysis Differences between legs Different due to skill Bilateral deficits Relationship between workload and RMS Relationship between muscle efficiency and RMS considering lateral preference EMG timing Attempt to investigate evidences for central pattern generators
  • #47 After thirty minutes, the same protocol is applied for the other leg. The order of the legs is alternated.
  • #48 Statistical analysis Differences between legs Different due to skill Bilateral deficits Relationship between workload and RMS Relationship between muscle efficiency and RMS considering lateral preference EMG timing Attempt to investigate evidences for central pattern generators
  • #50 Statistical analysis Differences between legs Different due to skill Bilateral deficits Relationship between workload and RMS Relationship between muscle efficiency and RMS considering lateral preference EMG timing Attempt to investigate evidences for central pattern generators