Diagnóstico e intervenção nas dificuldades de leitura e escrita.
O  que as pessoas observam  para definir que uma criança  ou adolescente tem “dificuldade de leitura e escrita”?
Marcas de dificuldade na escrita Não quer escrever ou escreve o mínimo; A letra é terrível, garranchos ou minúscula; Ortografia inconstante, muitos erros; Texto faltando informações, “incoerente” ou pequeno; Texto sem pontuação, parágrafo, etc.
Marcas de dificuldade na leitura Recusa-se a ler, diz que não sabe; Lê silabando ou muito lentamente; Não compreende o que lê; Troca palavras ao ler; Troca letras ao ler; Desanima ao ver um volume maior de texto; Não gosta de ler.
Dificuldade de leitura e escrita X dislexia X dificuldade de aprendizagem.
Quem são essas crianças e adolescentes? Auto imagem rebaixada; Sentimento de incompetência; Medo de errar; Agitação;  Angústia; Baixa resistência à frustração.
Não se autoriza a saber; Desiste antes de tentar; Centra-se sempre no resultado como “prova da competência”; Medo de crescer; Dispersão; Outros.
“ Para reconhecer-nos autor, torna-se necessário que um outro nos acompanhe reconhecendo o sujeito como autor de seu discurso.”  Alícia Fernández
Diagnóstico dinâmico Análise da criança ou adolescente como um todo, verificando: Qualidade do raciocínio; Modalidade de aprendizagem; Modo como lida com o ganhar e o perder; As explicações que dá para seus atos, resoluções, perdas, etc.
Auto imagem como pessoa, filho, aprendiz, leitor e escritor; As estratégias de resolução de situações problema; O aproveitamento que faz das intervenções durante  os jogos (imediato e nos encontros seguintes).
O lugar que ocupa na família; O sentido do filho para os pais; O modo como ensinam seus filhos; As experiências escolares anteriores.
Intervenção  Intervenção: escolhida conforme a hipótese levantada. Ela busca simultaneamente confirmar se a hipótese está correta e modificar o conceito, a conduta ou o sentimento da criança. Geralmente o início do trabalho busca uma modificação global e não localizada na dificuldade específica.
Segunda etapa Modificada a auto imagem, a criança sentindo-se mais segura, pode assumir a autoria de seu pensamento e passa a poder assumir também a própria palavra, alterando: 1. Comportamentos apresentados inicialmente; 2. Relação com o ler e escrever; 3. A qualidade da leitura e escrita.
Aprofundando o diagnóstico Agora é possível analisar com maior nitidez as estratégias de leitura e escrita para localizar os conhecimentos existentes, diferenciando o que são conhecimentos não adquiridos, problemas de “ensinagem” e dificuldades de leitura e escrita.
Recursos de leitura analisados Se a criança pensa que devemos ler as letras – intervenção: leitura por dedução. Se desiste da leitura ao encontrar palavras que não sabe o que significa – intervenção: dedução do sentido pelo contexto.
Se não imagina a palavra escrita – Intervenção: ensiná-la a imaginar (oralmente, desenhos, dramatizações, jogos, etc). Se o problema é falta de experiência de vida – Intervenção: junto à família, ampliação de horizontes, intertextualidade.
Recursos da escrita analisados Concepção de texto – macroestrutura – Intervenção: análise dos recursos usados por autores de textos publicados Elementos coesivos – como se apresentam, se estão dentro do esperado para a faixa de escolaridade – Intervenção: ensinar os necessários.
Ortografia – análise quantitativa e qualitativa dos erros apresentados – Intervenção: investigação de “como pensar” para decidir com qual letra escrever; observação do aproveitamento das investigações feitas.
Terceira etapa Eliminados o problema de aprendizagem, a falta de conhecimentos específicos e os problemas de “ensinagem”, nova avaliação para verificar “o que sobra”.  Caso as dificuldades persistam consistentes, levanta-se a hipótese de distúrbios de leitura e escrita, dislexia, déficit de atenção, etc.
Intervenção Solicitação de diagnósticos complementares para uma definição multidisciplinar: Neurologia; Fonoaudilogia; Neuropsicologia.

Diag. e interv nas dif. de leitura e escrita

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    Diagnóstico e intervençãonas dificuldades de leitura e escrita.
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    O queas pessoas observam para definir que uma criança ou adolescente tem “dificuldade de leitura e escrita”?
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    Marcas de dificuldadena escrita Não quer escrever ou escreve o mínimo; A letra é terrível, garranchos ou minúscula; Ortografia inconstante, muitos erros; Texto faltando informações, “incoerente” ou pequeno; Texto sem pontuação, parágrafo, etc.
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    Marcas de dificuldadena leitura Recusa-se a ler, diz que não sabe; Lê silabando ou muito lentamente; Não compreende o que lê; Troca palavras ao ler; Troca letras ao ler; Desanima ao ver um volume maior de texto; Não gosta de ler.
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    Dificuldade de leiturae escrita X dislexia X dificuldade de aprendizagem.
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    Quem são essascrianças e adolescentes? Auto imagem rebaixada; Sentimento de incompetência; Medo de errar; Agitação; Angústia; Baixa resistência à frustração.
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    Não se autorizaa saber; Desiste antes de tentar; Centra-se sempre no resultado como “prova da competência”; Medo de crescer; Dispersão; Outros.
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    “ Para reconhecer-nosautor, torna-se necessário que um outro nos acompanhe reconhecendo o sujeito como autor de seu discurso.” Alícia Fernández
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    Diagnóstico dinâmico Análiseda criança ou adolescente como um todo, verificando: Qualidade do raciocínio; Modalidade de aprendizagem; Modo como lida com o ganhar e o perder; As explicações que dá para seus atos, resoluções, perdas, etc.
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    Auto imagem comopessoa, filho, aprendiz, leitor e escritor; As estratégias de resolução de situações problema; O aproveitamento que faz das intervenções durante os jogos (imediato e nos encontros seguintes).
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    O lugar queocupa na família; O sentido do filho para os pais; O modo como ensinam seus filhos; As experiências escolares anteriores.
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    Intervenção Intervenção:escolhida conforme a hipótese levantada. Ela busca simultaneamente confirmar se a hipótese está correta e modificar o conceito, a conduta ou o sentimento da criança. Geralmente o início do trabalho busca uma modificação global e não localizada na dificuldade específica.
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    Segunda etapa Modificadaa auto imagem, a criança sentindo-se mais segura, pode assumir a autoria de seu pensamento e passa a poder assumir também a própria palavra, alterando: 1. Comportamentos apresentados inicialmente; 2. Relação com o ler e escrever; 3. A qualidade da leitura e escrita.
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    Aprofundando o diagnósticoAgora é possível analisar com maior nitidez as estratégias de leitura e escrita para localizar os conhecimentos existentes, diferenciando o que são conhecimentos não adquiridos, problemas de “ensinagem” e dificuldades de leitura e escrita.
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    Recursos de leituraanalisados Se a criança pensa que devemos ler as letras – intervenção: leitura por dedução. Se desiste da leitura ao encontrar palavras que não sabe o que significa – intervenção: dedução do sentido pelo contexto.
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    Se não imaginaa palavra escrita – Intervenção: ensiná-la a imaginar (oralmente, desenhos, dramatizações, jogos, etc). Se o problema é falta de experiência de vida – Intervenção: junto à família, ampliação de horizontes, intertextualidade.
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    Recursos da escritaanalisados Concepção de texto – macroestrutura – Intervenção: análise dos recursos usados por autores de textos publicados Elementos coesivos – como se apresentam, se estão dentro do esperado para a faixa de escolaridade – Intervenção: ensinar os necessários.
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    Ortografia – análisequantitativa e qualitativa dos erros apresentados – Intervenção: investigação de “como pensar” para decidir com qual letra escrever; observação do aproveitamento das investigações feitas.
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    Terceira etapa Eliminadoso problema de aprendizagem, a falta de conhecimentos específicos e os problemas de “ensinagem”, nova avaliação para verificar “o que sobra”. Caso as dificuldades persistam consistentes, levanta-se a hipótese de distúrbios de leitura e escrita, dislexia, déficit de atenção, etc.
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    Intervenção Solicitação dediagnósticos complementares para uma definição multidisciplinar: Neurologia; Fonoaudilogia; Neuropsicologia.