Escola classe 26 de Ceilândia
                                       Teste da psicogênese

                                O FAZENDEIRO, SEU FILHO E O BURRO
                                                                 Adaptação de Alfa Cappelli e Dora Dias

        Um fazendeiro precisava ir à cidade para fazer compras no mercado.
        Preparou seu pequeno burro e chamou seu filho para acompanhá-lo na viagem.
        Caminhavam pela estrada quando cruzaram com alguns rapazes que riam e zombaram deles.
        _ Como são bobos. Andando a pé quando pelo menos um poderia montar no burro e viajar
mais comodamente.
        O fazendeiro, então, disse ao filho:
        _ Você ouviu, filho? Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos para as pessoas.
        O filho, obedecendo, montou o burro.
        Continuaram a viagem, mas, quando passaram por um armazém, alguns homens na porta
comentaram:
        _ Ali vai um exemplo de geração moderna. O garoto, belo e folgado, e o coitado do pai
caminhando cansado.
        O filho ouviu o comentário e disse ao pai:
        _ Você ouviu, pai? Acho que eles têm razão. Eu, bem tranquilo, em cima do animal, enquanto o
senhor se cansa. É melhor o senhor montar e eu ir a pé.
        O pai concordou e assim foi feito.
        Após terem trocado de posição, continuaram a viagem mais tranqüilos.
        Andaram alguns quilômetros quando cruzaram com algumas camponesas que, vendo a cena
dispararam em voz alta:
        _ A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele preguiçoso muito bem
instalado no burro, enquanto o pobre menino vai andando nesse sol e nesse chão cheio de pedras.
        O pai, envergonhado, falou ao filho:
        _ Suba na garupa comigo, filho. Não quero parecer cruel. As moças também estão com razão.
Vamos nós dois montados no burro. Assim, a gente contenta a todos.
        Dessa forma, pai e filho, montados no burro, chegaram à entrada da cidade.
        Alguns fazendeiros gritaram indignados:
        _ Oh! Coitado do burro. Obrigado a transportar a dupla carga. Que malvadeza dos dois! Pelo
jeito não gostam de animais.
        E continuaram gritando:
        _ Deveriam ser presos por isso, ou então carregar o burro nas costas para verem o quanto é
bom. Cretinos! Vamos já chamar a polícia. Folgados!
        O fazendeiro e o filho, assustados, saltaram do animal e, com muito esforço, colocaram o
burrinho nas costas, partindo em direção ao mercado municipal, aplaudidos pelo grupo de
fazendeiros.
        Na entrada do mercado, o povo, olhando para aquela cena, dizia:
        _ Onde já se viu! Carregar um animal tão pesado nas costas, ou são burros os três ou então
gostam muito de animais, mas que exagero!
        Cansados e já dentro do mercado, largaram o burro no chão que, insatisfeito, saiu em
disparada, dando coices em todo mundo e quebrando tudo o que encontrava pela frente.
        Com muito custo, pai e filho dominaram o animal e levaram-no até o curral, vendendo-o por
um bom preço.
        Fizeram as compras e voltaram para casa, agora sim, satisfeitos.
Para os alunos do nível pré-silábico até o alfabético:

Palavras

    1-    Fazendeiro
    2-    Estrada
    3-    Burro
    4-    Pé



Frase

Começa a frase com o nome da criança

_________ viu o burro na estrada.



Para os alunos do nível alfabetizado 1 até alfabetizado 4 e para alunos do 4º e 5º anos:

Palavras

    1.    Garoto
    2.    Amigo
    3.    Mercado
    4.    Preguiçoso
    5.    Transportar
    6.    Indignados
    7.    Burro
    8.    Pessoas
    9.    Armazém
    10.   Geração

Frase

O fazendeiro preparou seu burro e foi à cidade fazer compras no mercado.



Texto
Reconto individual dos alunos sem intervenção do professor.

sugestão de 1 teste para diagnóstico de escrita para alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental

  • 1.
    Escola classe 26de Ceilândia Teste da psicogênese O FAZENDEIRO, SEU FILHO E O BURRO Adaptação de Alfa Cappelli e Dora Dias Um fazendeiro precisava ir à cidade para fazer compras no mercado. Preparou seu pequeno burro e chamou seu filho para acompanhá-lo na viagem. Caminhavam pela estrada quando cruzaram com alguns rapazes que riam e zombaram deles. _ Como são bobos. Andando a pé quando pelo menos um poderia montar no burro e viajar mais comodamente. O fazendeiro, então, disse ao filho: _ Você ouviu, filho? Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos para as pessoas. O filho, obedecendo, montou o burro. Continuaram a viagem, mas, quando passaram por um armazém, alguns homens na porta comentaram: _ Ali vai um exemplo de geração moderna. O garoto, belo e folgado, e o coitado do pai caminhando cansado. O filho ouviu o comentário e disse ao pai: _ Você ouviu, pai? Acho que eles têm razão. Eu, bem tranquilo, em cima do animal, enquanto o senhor se cansa. É melhor o senhor montar e eu ir a pé. O pai concordou e assim foi feito. Após terem trocado de posição, continuaram a viagem mais tranqüilos. Andaram alguns quilômetros quando cruzaram com algumas camponesas que, vendo a cena dispararam em voz alta: _ A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele preguiçoso muito bem instalado no burro, enquanto o pobre menino vai andando nesse sol e nesse chão cheio de pedras. O pai, envergonhado, falou ao filho: _ Suba na garupa comigo, filho. Não quero parecer cruel. As moças também estão com razão. Vamos nós dois montados no burro. Assim, a gente contenta a todos. Dessa forma, pai e filho, montados no burro, chegaram à entrada da cidade. Alguns fazendeiros gritaram indignados: _ Oh! Coitado do burro. Obrigado a transportar a dupla carga. Que malvadeza dos dois! Pelo jeito não gostam de animais. E continuaram gritando: _ Deveriam ser presos por isso, ou então carregar o burro nas costas para verem o quanto é bom. Cretinos! Vamos já chamar a polícia. Folgados! O fazendeiro e o filho, assustados, saltaram do animal e, com muito esforço, colocaram o burrinho nas costas, partindo em direção ao mercado municipal, aplaudidos pelo grupo de fazendeiros. Na entrada do mercado, o povo, olhando para aquela cena, dizia: _ Onde já se viu! Carregar um animal tão pesado nas costas, ou são burros os três ou então gostam muito de animais, mas que exagero! Cansados e já dentro do mercado, largaram o burro no chão que, insatisfeito, saiu em disparada, dando coices em todo mundo e quebrando tudo o que encontrava pela frente. Com muito custo, pai e filho dominaram o animal e levaram-no até o curral, vendendo-o por um bom preço. Fizeram as compras e voltaram para casa, agora sim, satisfeitos.
  • 2.
    Para os alunosdo nível pré-silábico até o alfabético: Palavras 1- Fazendeiro 2- Estrada 3- Burro 4- Pé Frase Começa a frase com o nome da criança _________ viu o burro na estrada. Para os alunos do nível alfabetizado 1 até alfabetizado 4 e para alunos do 4º e 5º anos: Palavras 1. Garoto 2. Amigo 3. Mercado 4. Preguiçoso 5. Transportar 6. Indignados 7. Burro 8. Pessoas 9. Armazém 10. Geração Frase O fazendeiro preparou seu burro e foi à cidade fazer compras no mercado. Texto Reconto individual dos alunos sem intervenção do professor.