Chamada Nº 57/2013 MCTI/CNPq/MS - SCTIE -
DECIT - Rede Brasileira de Avaliação de
Tecnologias em Saúde: Pesquisa de
Efetividade Comparativa (PEC-REBRATS)
Reavaliações de Tecnologias em Saúde
• A avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é um
processo de investigação das consequências clínicas,
econômicas e sociais da utilização das tecnologias em
saúde.
• Se inicia com revisão sistemática da efetividade e
segurança da tecnologia
• Tradicionalmente utilizada para avaliação de novas
tecnologias
• Novas tecnologias estão em constante
movimento de incorporação, e antigas
tecnologias podem ter se tornado obsoletas
• Existem também tecnologias já incorporadas
que não foram devidamente avaliadas
• Avaliar quais tecnologias devem ser
abandonadas pelo surgimento de nova
tecnologia mais adequada
• Identificar tecnologias em uso que as
evidências provaram ser ineficazes ou nocivas
• Identificar tecnologias que apresentam uso
excessivo e/ou desnecessário
Desinvestimento
Desinvestimento
• Revisão sistemática da efetividade e segurança
– Cirurgia para apneia do sono
• P- Pacientes com Síndrome da Apneia Obstrutiva do
Sono.
• I – Cirurgia
• C- Tratamento clínico conservador
• O- Melhora clínica
Cirurgia para apneia do sono
• Do total de 19 estudos incluídos, apenas três ensaios clínicos
permitiram a realização de metanálise. Para a cirurgia de
implante palatal, existe alguma evidência de baixa qualidade
que esses podem melhorar moderada, DM= -7,54 (IC 95%: -
9,81 a -5,27; p<0,0001; três estudos; 172 participantes), no
entanto não há evidência de efetividade na melhora dos
sintomas.
• Os outros 16 estudos avaliaram procedimentos cirúrgicos
diferentes com diferentes tipos de controle.
• Não há evidência consistente de efetividade dos
procedimentos cirúrgicos para o tratamento da AOS.
• A resposta ao tratamento cirúrgico pode variar, dependendo
da natureza de obstrução das vias aéreas em pacientes
individuais e da técnica cirúrgica utilizada.
Cirurgia para apneia do sono
• Conclusão:
• As evidências disponíveis atualmente não
suportam a utilização generalizada de
intervenções cirúrgicas no tratamento de
pacientes com apneia obstrutiva do sono.
• Rastreamento de câncer de ovário com
ultrassom transvaginal na menopausa
– P- Mulheres na pós-menopausa.
– I – Rastreamento periódico de câncer de ovário
com ultrassom transvaginal
– C- Não rastreamento
– O- Sobrevida
Rastreamento de câncer de ovário com
ultrassom transvaginal na menopausa
• Dos 907 registros obtidos na busca inicial, apenas um
deles (United Kingdom Collaborative Trial of Ovarian
Cancer Screening - UKCTOCS trial) preencheu os
critérios de inclusão desta revisão.
• UKCTOCS trial recrutou 202.638 mulheres com 50
anos ou mais em 13 centros na Inglaterra, País de
Gales e Irlanda entre 2001 and 2005
• Os resultados finais ainda não foram publicados
Rastreamento de câncer de ovário com
ultrassom transvaginal na menopausa
• Conclusão
• Não é possível determinar, com base em
ensaios clínicos de qualidade, os benefícios e
os risco do rastreamento de rotina para o
câncer de ovário entre mulheres na pós-
menopausa e assintomáticas.
• Rastreamento de câncer de endométrio com
ultrassom transvaginal na menopausa
– P- Mulheres na pós-menopausa.
– I – Rastreamento periódico de câncer de
endométrio com ultrassom transvaginal
– C- Não rastreamento
– O- Sobrevida
Rastreamento de câncer de endométrio com
ultrassom transvaginal na menopausa
• Dos 337 registros obtidos na busca inicial, nenhum
preencheu os critérios de inclusão desta revisão.
• Conclusão:
• Esta revisão não encontrou evidências (relacionadas
à efetividade clínica) para sustentar o uso rotineiro
da ultrassonografia transvaginal como parte do
rastreamento do câncer de endométrio entre
mulheres na pós-menopausa e assintomáticas
• Vertebroplastia percutânea para fratura de vertebra
por osteoporose
• P- Pacientes com fratura vertebral por osteoporose
• I -Tratamento cirúrgico - vertebroplastia
• C- Tratamento clínico ou placebo
• O – melhora clínica e qualidade de vida
Vertebroplastia percutânea para
fratura de vertebra por osteoporose
• Foram incluídos 10 artigos que relatam resultados de sete
estudos.
• Dois estudos de maior qualidade metodológica, duplos cegos e
placebo controlado não observaram diferenças significantes
entre a VP e o procedimento placebo.
• A metanálise dos resultados de cinco estudos de menor
qualidade metodológica, estudos abertos, demonstram
efetividade da VP para alívio da dor e da capacidade funcional.
Todas as análises apresentaram heterogeneidade.
• Não há evidências de benefício da VP na qualidade de vida.
• Os efeitos adversos relatados apesar de raros são graves e
devem ser considerados na decisão clínica.
Vertebroplastia percutânea para
fratura de vertebra por osteoporose
• Conclusão
• Frente aos resultados controversos, ausência
de evidência de melhora de qualidade de vida
e aos riscos de eventos adversos raros mas
graves, a VP não deve ser indicada de
maneira geral, somente em casos altamente
selecionados.
• Cirurgia com tubo de ventilação para otite
média com efusão
– P- Crianças com otite média com efusão
– I – Cirurgia de inserção de tubo de ventilação
– C- Tratamento clínico
– O- Melhora clínica
Cirurgia com tubo de ventilação para
otite média com efusão
• 12 artigos relatando seis estudos foram incluídos. O nível
auditivo apresentar melhora significante aos 6 a 9 meses
de seguimento nas crianças que receberam a
intervenção, mas essa diferença não é mais observada
aos 12 a 18 meses de seguimento quando comparadas
ao grupo controle de conduta expectante.
• Para desfechos clínicos importantes com alteração no
desenvolvimento da linguagem e fala, atraso cognitivo,
alteração de comportamento e qualidade de vida não foi
verificada diferença significante entre o grupo
intervenção e controle.
Cirurgia com tubo de ventilação para
otite média com efusão
• Conclusão
• Existem evidências que a CTV pode trazer benefícios nos
níveis auditivos em crianças com OME em 6 a 9 meses
após a intervenção. No entanto esse benefício no nível
auditivo não é mais observado após 12 a 18 meses.
• Existem evidências que a CTV não apresenta benefícios
no desfecho clínico como desenvolvimento da linguagem
e fala.
• Existem evidências de baixa qualidade de estudos
limitados que a CTV não apresenta benefícios no
desenvolvimento cognitivo, comportamental e qualidade
de vida.
• Cirurgia de retirada de adenoide para otite
média com efusão
– P- Crianças com otite média com efusão
– I – Cirurgia de adenoidectomia e/ou tonsilectomia
– C- Tratamento clínico
– O- Melhora clínica
Cirurgia de retirada de adenoide para
otite média com efusão
• A cirurgia de retirada de adenoide favoreceu
significantemente o nível auditivo comparado ao estado
inicial, DM= 6,22 dB (IC 95%: 0,90 a 11,54; p=0,02;
I2=67%, 2 estudos, 251 participantes).
• Apenas um estudo avaliou alterações da timpanometria
e otoscopia em 6 e 12 meses e não verificou diferenças
significantes na comparação entre os grupos cirurgia e
conduta expectante.
• Essa evidência é de muita baixa qualidade devido ao
pequeno número de estudos de moderada a baixa
qualidade metodológica incluídos e devido a
heterogeneidade verificada na análise
Cirurgia de retirada de adenoide para
otite média com efusão
• Conclusão
• Existem evidências que a adenoidectomia pode trazer
benefícios nos níveis auditivos em crianças com OME em
6 a 12 meses .
• Não existem evidências que a adenoidectomia apresente
benefícios nos desfechos clínicos como desenvolvimento
da linguagem, fala, cognitivo, comportamental e
qualidade de vida.
• Existem evidências principalmente de estudos
observacionais que a adenoidectomia pode causar
efeitos adversos, principalmente hemorragias.
•
• Rastreamento de lesão hepática ou muscular
para pacientes em uso de estatinas
– P- Paciente em uso de estatinas
– I – Controle periódico de função hepática e
creatina quinase
– C- Observação clínica
– O- Diagnostico precoce de efeitos adversos
Rastreamento de lesão hepática ou muscular
para pacientes em uso de estatinas
• Conclusão
• Contrariando a prática clínica frequentemente
observada, esta revisão sistemática não encontrou
evidências para sustentar o rastreamento periódico de
lesões hepáticas e/ou musculares entre pacientes em uso
de estatinas e assintomáticos
• Não há estudos que avaliem a efetividade clínica
(benefícios) e a segurança (riscos) da dosagem periódica
de enzimas musculares e hepáticas entre pacientes em
uso de estatinas com o objetivo de rastrear prováveis
lesões e controlar suas consequências.
• Exames de imagem para dor lombar
inespecífica aguda
– P- Paciente com dor lombar aguda
– I – Exame de imagem (Rx, tomografia e
ressonância magnética)
– C- Não inclusão do exame subsidiário
– Evolução clínica
Exames de imagem para dor lombar
inespecífica aguda
• Três estudos preencheram os critérios de elegibilidade
desta revisão e compararm a radiografia precoce com o
acompanhamento habitual do paciente , com a
realização de radiografia posterior se necessário ou com
orientações educacionais seguidas de radiografia
posterior se necessário.
• Os estudos eram heterogêneos e não puderam ser
sumariados em metanálises. A radiografia precoce não
mostrou benefícios na melhora da dor, na qualidade de
vida e na capacidade física ou função quando comparada
ás outras intervenções.
Exames de imagem para dor lombar
inespecífica aguda
• Conclusão
• A radiografia precoce em pacientes com dor lombar
aguda não específica (recorrente ou primeiro
episódio) não mostrou benefícios em nenhum dos
desfechos clínicos avaliados quando comparada com
a não realização, ou com a realização posterior sob
indicação (associada ou não a orientações
educacionais).
• Rx seios da face para diagnostico de sinusite
aguda em crianças
– P- Crianças com suspeita de sinusite aguda
– I – Exames de imagem
– C- Não inclusão do exame subsidiário
– O- Acurácia diagnóstica
Rx seios da face para diagnostico de
sinusite aguda em crianças
• A busca da literatura localizou um total de 1.105
referências.
• Após avaliação dos resumos de todos os estudos 16
foram obtidos na íntegra para avaliação frente aos
critérios de inclusão.
• Destes apenas um estudo preenche os critérios de
inclusão e 15 foram excluídos. No único estudo incluído
nesta revisão o RSF e a US de seios da face apresentam
baixa concordância entre si e ambos os exames
apresentam baixa acurácia (51,6% e 61,1%
respectivamente).
Rx seios da face para diagnostico de
sinusite aguda em crianças
• Conclusão
• Não existe evidência adequada de acurácia e efetividade
dos exames de imagem para o diagnóstico de SBA não
complicada em crianças.
• As evidências disponíveis sugerem fortemente que os
exames de imagem não são acurados para o diagnóstico
diferencial entre SBA e IVAS viral sem complicações.
• Existe evidência de que o diagnóstico da SBA não
complicada em crianças deve ser baseado apenas na
clínica.
Efetividade comparativa de
tecnologias
• Braquiterapia vs Prostatectomia radical
– P- Pacientes com câncer de próstata
– I – Braquiterapia
– C- Prostatectomia radical
– O- Sobrevida
Braquiterapia vs Prostatectomia
radical
• Apenas um artigo incluído. Não foi observada diferença
significativa entre o grupo que recebeu PR (n=100) e BBD
(n=100) para sobrevida livre de progressão bioquímica em
cinco anos, RR= 1,01 (IC 95 %: 0,92 a 1,10; p = 0,86).
• Eventos adversos foram relatados apenas em curto prazo (6
meses). Para incontinência urinária, significativamente menos
homens no braço BBD apresentaram incontinência
• Para irritação urinária o grupo BBD apresentou
significativamente mais eventos
• Não houve diferença significativa para a estenose urinária e a
qualidade de vida relatada pelos pacientes os dois grupos
Braquiterapia vs Prostatectomia
radical
• Conclusão
• Existe evidência de muita baixa qualidade que a BBD
apresenta efetividade semelhante a PR para a sobrevida livre
de progressão bioquímica em cinco anos do câncer de
próstata localizado de baixo risco.
• Para os eventos adversos em curto prazo, a BBD provoca
significantemente menos incontinência urinária, mas por
outro lado mais irritação urinária do que a PR.
• Não existem dados comparativos entre BBD e PR confiáveis
para a sobrevida geral e mortalidade específica por CaP.
Efetividade comparativa de
tecnologias
• Radioterapia conformacional tridimensional
(3D-RCT) vs Radioterapia de Intensidade
Modulada (IMRT) em cabeça e pescoço
– P- Pacientes com câncer de cabeça e pescoço
– I – Radioterapia conformacional tridimensional
– C- Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT)
– O- Sobrevida
3D-RCT vs IMRT em câncer de cabeça
e pescoço
• 2 estudos foram incluídos nesta revisão com risco de viés
incerto e pequeno tamanho de amostra. Não foi observado
diferenças significativas para os desfechos sobrevida global,
controle loco-regional, mortalidade, xerostomia aguda e
qualidade de vida global.
• Houve diferenças significativas a favor do IMRT para
xerostomia tardia grau ≥2 e em domínios relacionados a
função salivar da qualidade de vida.
3D-RCT vs IMRT em câncer de cabeça
e pescoço
• Conclusão
• As evidencias são limitadas. Os estudos tem qualidade
metodológica baixa. Até o momento, não se observa
diferenças a favor do IMRT ou 3D-RCT para os desfechos
sobrevida global, controle loco-regional, mortalidade,
xerostomia aguda e qualidade de vida global.
• Existe fraca evidencia a favor do IMRT para prevenir
xerostomia tardia e provavelmente para melhorar a qualidade
de vida em relação a função salivar.
• Novos estudos são necessários para estabelecer a efetividade
e segurança do IMRT comparado ao 3D-RCT.
Efetividade comparativa de
tecnologias
• Radioterapia conformacional tridimensional
(3D-RCT) vs Radioterapia de Intensidade
Modulada (IMRT) em câncer ginecológico
– P- Pacientes com câncer ginecológico
– I – Radioterapia conformacional tridimensional
– C- Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT)
– O- Sobrevida
3D-RCT vs IMRT câncer ginecológico
• Dois estudos foram incluídos, com pequeno tamanho de
amostra e risco de viés
• A metanálise não mostrou diferenças significativas para os
desfechos sobrevida global e sobrevida livre da doença em 36
meses após o tratamento.
• Os dados individuais dos estudos não mostraram diferenças
para os desfechos relacionados a toxicidade hematológica e
geniturinária
• No entanto, para os desfechos relacionados a toxicidade
gastrointestinal crônica e aguda grau ≥2 houve diferenças
significativas entre os grupos a favor do IMRT.
3D-RCT vs IMRT em câncer
ginecológico
• Conclusão
• As evidencias disponíveis são limitadas, a qualidade
metodológica dos estudos é baixa.
• A diferença observada até o momento refere-se a menores
taxas de toxicidade gastrointestinal a favor do grupo IMRT.
• No entanto, não se observa diferenças entre os grupos para os
desfechos relacionados a sobrevida e qualidade de vida.
Efetividade comparativa de
tecnologias
• Radioterapia conformacional tridimensional
(3D-RCT) vs Radioterapia de Intensidade
Modulada (IMRT) em câncer de mama
– P- Pacientes com câncer de mama
– I – Radioterapia conformacional tridimensional
– C- Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT)
– O- Sobrevida
3D-RCT vs IMRT em cabeça e pescoço
• Conclusão
• As evidências são insuficientes para indicar a técnica IMRT em
detrimento da 3D-RCT para o tratamento do câncer de mama.
• Não foi possível determinar a efetividade dos tratamentos
devido ausência de estudos clínicos randomizados que
avaliam desfechos clínicos importantes tais como sobrevida
global, sobrevida livre da doença, controle loco-regional,
qualidade de vida, efeitos adversos e mortalidade.

Desinvestimento - Centro Cochrane do Brasil

  • 1.
    Chamada Nº 57/2013MCTI/CNPq/MS - SCTIE - DECIT - Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde: Pesquisa de Efetividade Comparativa (PEC-REBRATS)
  • 2.
    Reavaliações de Tecnologiasem Saúde • A avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é um processo de investigação das consequências clínicas, econômicas e sociais da utilização das tecnologias em saúde. • Se inicia com revisão sistemática da efetividade e segurança da tecnologia • Tradicionalmente utilizada para avaliação de novas tecnologias
  • 3.
    • Novas tecnologiasestão em constante movimento de incorporação, e antigas tecnologias podem ter se tornado obsoletas • Existem também tecnologias já incorporadas que não foram devidamente avaliadas
  • 4.
    • Avaliar quaistecnologias devem ser abandonadas pelo surgimento de nova tecnologia mais adequada • Identificar tecnologias em uso que as evidências provaram ser ineficazes ou nocivas • Identificar tecnologias que apresentam uso excessivo e/ou desnecessário Desinvestimento
  • 5.
    Desinvestimento • Revisão sistemáticada efetividade e segurança – Cirurgia para apneia do sono • P- Pacientes com Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. • I – Cirurgia • C- Tratamento clínico conservador • O- Melhora clínica
  • 6.
    Cirurgia para apneiado sono • Do total de 19 estudos incluídos, apenas três ensaios clínicos permitiram a realização de metanálise. Para a cirurgia de implante palatal, existe alguma evidência de baixa qualidade que esses podem melhorar moderada, DM= -7,54 (IC 95%: - 9,81 a -5,27; p<0,0001; três estudos; 172 participantes), no entanto não há evidência de efetividade na melhora dos sintomas. • Os outros 16 estudos avaliaram procedimentos cirúrgicos diferentes com diferentes tipos de controle. • Não há evidência consistente de efetividade dos procedimentos cirúrgicos para o tratamento da AOS. • A resposta ao tratamento cirúrgico pode variar, dependendo da natureza de obstrução das vias aéreas em pacientes individuais e da técnica cirúrgica utilizada.
  • 7.
    Cirurgia para apneiado sono • Conclusão: • As evidências disponíveis atualmente não suportam a utilização generalizada de intervenções cirúrgicas no tratamento de pacientes com apneia obstrutiva do sono.
  • 8.
    • Rastreamento decâncer de ovário com ultrassom transvaginal na menopausa – P- Mulheres na pós-menopausa. – I – Rastreamento periódico de câncer de ovário com ultrassom transvaginal – C- Não rastreamento – O- Sobrevida
  • 9.
    Rastreamento de câncerde ovário com ultrassom transvaginal na menopausa • Dos 907 registros obtidos na busca inicial, apenas um deles (United Kingdom Collaborative Trial of Ovarian Cancer Screening - UKCTOCS trial) preencheu os critérios de inclusão desta revisão. • UKCTOCS trial recrutou 202.638 mulheres com 50 anos ou mais em 13 centros na Inglaterra, País de Gales e Irlanda entre 2001 and 2005 • Os resultados finais ainda não foram publicados
  • 10.
    Rastreamento de câncerde ovário com ultrassom transvaginal na menopausa • Conclusão • Não é possível determinar, com base em ensaios clínicos de qualidade, os benefícios e os risco do rastreamento de rotina para o câncer de ovário entre mulheres na pós- menopausa e assintomáticas.
  • 11.
    • Rastreamento decâncer de endométrio com ultrassom transvaginal na menopausa – P- Mulheres na pós-menopausa. – I – Rastreamento periódico de câncer de endométrio com ultrassom transvaginal – C- Não rastreamento – O- Sobrevida
  • 12.
    Rastreamento de câncerde endométrio com ultrassom transvaginal na menopausa • Dos 337 registros obtidos na busca inicial, nenhum preencheu os critérios de inclusão desta revisão. • Conclusão: • Esta revisão não encontrou evidências (relacionadas à efetividade clínica) para sustentar o uso rotineiro da ultrassonografia transvaginal como parte do rastreamento do câncer de endométrio entre mulheres na pós-menopausa e assintomáticas
  • 13.
    • Vertebroplastia percutâneapara fratura de vertebra por osteoporose • P- Pacientes com fratura vertebral por osteoporose • I -Tratamento cirúrgico - vertebroplastia • C- Tratamento clínico ou placebo • O – melhora clínica e qualidade de vida
  • 14.
    Vertebroplastia percutânea para fraturade vertebra por osteoporose • Foram incluídos 10 artigos que relatam resultados de sete estudos. • Dois estudos de maior qualidade metodológica, duplos cegos e placebo controlado não observaram diferenças significantes entre a VP e o procedimento placebo. • A metanálise dos resultados de cinco estudos de menor qualidade metodológica, estudos abertos, demonstram efetividade da VP para alívio da dor e da capacidade funcional. Todas as análises apresentaram heterogeneidade. • Não há evidências de benefício da VP na qualidade de vida. • Os efeitos adversos relatados apesar de raros são graves e devem ser considerados na decisão clínica.
  • 15.
    Vertebroplastia percutânea para fraturade vertebra por osteoporose • Conclusão • Frente aos resultados controversos, ausência de evidência de melhora de qualidade de vida e aos riscos de eventos adversos raros mas graves, a VP não deve ser indicada de maneira geral, somente em casos altamente selecionados.
  • 16.
    • Cirurgia comtubo de ventilação para otite média com efusão – P- Crianças com otite média com efusão – I – Cirurgia de inserção de tubo de ventilação – C- Tratamento clínico – O- Melhora clínica
  • 17.
    Cirurgia com tubode ventilação para otite média com efusão • 12 artigos relatando seis estudos foram incluídos. O nível auditivo apresentar melhora significante aos 6 a 9 meses de seguimento nas crianças que receberam a intervenção, mas essa diferença não é mais observada aos 12 a 18 meses de seguimento quando comparadas ao grupo controle de conduta expectante. • Para desfechos clínicos importantes com alteração no desenvolvimento da linguagem e fala, atraso cognitivo, alteração de comportamento e qualidade de vida não foi verificada diferença significante entre o grupo intervenção e controle.
  • 18.
    Cirurgia com tubode ventilação para otite média com efusão • Conclusão • Existem evidências que a CTV pode trazer benefícios nos níveis auditivos em crianças com OME em 6 a 9 meses após a intervenção. No entanto esse benefício no nível auditivo não é mais observado após 12 a 18 meses. • Existem evidências que a CTV não apresenta benefícios no desfecho clínico como desenvolvimento da linguagem e fala. • Existem evidências de baixa qualidade de estudos limitados que a CTV não apresenta benefícios no desenvolvimento cognitivo, comportamental e qualidade de vida.
  • 19.
    • Cirurgia deretirada de adenoide para otite média com efusão – P- Crianças com otite média com efusão – I – Cirurgia de adenoidectomia e/ou tonsilectomia – C- Tratamento clínico – O- Melhora clínica
  • 20.
    Cirurgia de retiradade adenoide para otite média com efusão • A cirurgia de retirada de adenoide favoreceu significantemente o nível auditivo comparado ao estado inicial, DM= 6,22 dB (IC 95%: 0,90 a 11,54; p=0,02; I2=67%, 2 estudos, 251 participantes). • Apenas um estudo avaliou alterações da timpanometria e otoscopia em 6 e 12 meses e não verificou diferenças significantes na comparação entre os grupos cirurgia e conduta expectante. • Essa evidência é de muita baixa qualidade devido ao pequeno número de estudos de moderada a baixa qualidade metodológica incluídos e devido a heterogeneidade verificada na análise
  • 21.
    Cirurgia de retiradade adenoide para otite média com efusão • Conclusão • Existem evidências que a adenoidectomia pode trazer benefícios nos níveis auditivos em crianças com OME em 6 a 12 meses . • Não existem evidências que a adenoidectomia apresente benefícios nos desfechos clínicos como desenvolvimento da linguagem, fala, cognitivo, comportamental e qualidade de vida. • Existem evidências principalmente de estudos observacionais que a adenoidectomia pode causar efeitos adversos, principalmente hemorragias. •
  • 22.
    • Rastreamento delesão hepática ou muscular para pacientes em uso de estatinas – P- Paciente em uso de estatinas – I – Controle periódico de função hepática e creatina quinase – C- Observação clínica – O- Diagnostico precoce de efeitos adversos
  • 23.
    Rastreamento de lesãohepática ou muscular para pacientes em uso de estatinas • Conclusão • Contrariando a prática clínica frequentemente observada, esta revisão sistemática não encontrou evidências para sustentar o rastreamento periódico de lesões hepáticas e/ou musculares entre pacientes em uso de estatinas e assintomáticos • Não há estudos que avaliem a efetividade clínica (benefícios) e a segurança (riscos) da dosagem periódica de enzimas musculares e hepáticas entre pacientes em uso de estatinas com o objetivo de rastrear prováveis lesões e controlar suas consequências.
  • 24.
    • Exames deimagem para dor lombar inespecífica aguda – P- Paciente com dor lombar aguda – I – Exame de imagem (Rx, tomografia e ressonância magnética) – C- Não inclusão do exame subsidiário – Evolução clínica
  • 25.
    Exames de imagempara dor lombar inespecífica aguda • Três estudos preencheram os critérios de elegibilidade desta revisão e compararm a radiografia precoce com o acompanhamento habitual do paciente , com a realização de radiografia posterior se necessário ou com orientações educacionais seguidas de radiografia posterior se necessário. • Os estudos eram heterogêneos e não puderam ser sumariados em metanálises. A radiografia precoce não mostrou benefícios na melhora da dor, na qualidade de vida e na capacidade física ou função quando comparada ás outras intervenções.
  • 26.
    Exames de imagempara dor lombar inespecífica aguda • Conclusão • A radiografia precoce em pacientes com dor lombar aguda não específica (recorrente ou primeiro episódio) não mostrou benefícios em nenhum dos desfechos clínicos avaliados quando comparada com a não realização, ou com a realização posterior sob indicação (associada ou não a orientações educacionais).
  • 27.
    • Rx seiosda face para diagnostico de sinusite aguda em crianças – P- Crianças com suspeita de sinusite aguda – I – Exames de imagem – C- Não inclusão do exame subsidiário – O- Acurácia diagnóstica
  • 28.
    Rx seios daface para diagnostico de sinusite aguda em crianças • A busca da literatura localizou um total de 1.105 referências. • Após avaliação dos resumos de todos os estudos 16 foram obtidos na íntegra para avaliação frente aos critérios de inclusão. • Destes apenas um estudo preenche os critérios de inclusão e 15 foram excluídos. No único estudo incluído nesta revisão o RSF e a US de seios da face apresentam baixa concordância entre si e ambos os exames apresentam baixa acurácia (51,6% e 61,1% respectivamente).
  • 29.
    Rx seios daface para diagnostico de sinusite aguda em crianças • Conclusão • Não existe evidência adequada de acurácia e efetividade dos exames de imagem para o diagnóstico de SBA não complicada em crianças. • As evidências disponíveis sugerem fortemente que os exames de imagem não são acurados para o diagnóstico diferencial entre SBA e IVAS viral sem complicações. • Existe evidência de que o diagnóstico da SBA não complicada em crianças deve ser baseado apenas na clínica.
  • 30.
    Efetividade comparativa de tecnologias •Braquiterapia vs Prostatectomia radical – P- Pacientes com câncer de próstata – I – Braquiterapia – C- Prostatectomia radical – O- Sobrevida
  • 31.
    Braquiterapia vs Prostatectomia radical •Apenas um artigo incluído. Não foi observada diferença significativa entre o grupo que recebeu PR (n=100) e BBD (n=100) para sobrevida livre de progressão bioquímica em cinco anos, RR= 1,01 (IC 95 %: 0,92 a 1,10; p = 0,86). • Eventos adversos foram relatados apenas em curto prazo (6 meses). Para incontinência urinária, significativamente menos homens no braço BBD apresentaram incontinência • Para irritação urinária o grupo BBD apresentou significativamente mais eventos • Não houve diferença significativa para a estenose urinária e a qualidade de vida relatada pelos pacientes os dois grupos
  • 32.
    Braquiterapia vs Prostatectomia radical •Conclusão • Existe evidência de muita baixa qualidade que a BBD apresenta efetividade semelhante a PR para a sobrevida livre de progressão bioquímica em cinco anos do câncer de próstata localizado de baixo risco. • Para os eventos adversos em curto prazo, a BBD provoca significantemente menos incontinência urinária, mas por outro lado mais irritação urinária do que a PR. • Não existem dados comparativos entre BBD e PR confiáveis para a sobrevida geral e mortalidade específica por CaP.
  • 33.
    Efetividade comparativa de tecnologias •Radioterapia conformacional tridimensional (3D-RCT) vs Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) em cabeça e pescoço – P- Pacientes com câncer de cabeça e pescoço – I – Radioterapia conformacional tridimensional – C- Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) – O- Sobrevida
  • 34.
    3D-RCT vs IMRTem câncer de cabeça e pescoço • 2 estudos foram incluídos nesta revisão com risco de viés incerto e pequeno tamanho de amostra. Não foi observado diferenças significativas para os desfechos sobrevida global, controle loco-regional, mortalidade, xerostomia aguda e qualidade de vida global. • Houve diferenças significativas a favor do IMRT para xerostomia tardia grau ≥2 e em domínios relacionados a função salivar da qualidade de vida.
  • 35.
    3D-RCT vs IMRTem câncer de cabeça e pescoço • Conclusão • As evidencias são limitadas. Os estudos tem qualidade metodológica baixa. Até o momento, não se observa diferenças a favor do IMRT ou 3D-RCT para os desfechos sobrevida global, controle loco-regional, mortalidade, xerostomia aguda e qualidade de vida global. • Existe fraca evidencia a favor do IMRT para prevenir xerostomia tardia e provavelmente para melhorar a qualidade de vida em relação a função salivar. • Novos estudos são necessários para estabelecer a efetividade e segurança do IMRT comparado ao 3D-RCT.
  • 36.
    Efetividade comparativa de tecnologias •Radioterapia conformacional tridimensional (3D-RCT) vs Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) em câncer ginecológico – P- Pacientes com câncer ginecológico – I – Radioterapia conformacional tridimensional – C- Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) – O- Sobrevida
  • 37.
    3D-RCT vs IMRTcâncer ginecológico • Dois estudos foram incluídos, com pequeno tamanho de amostra e risco de viés • A metanálise não mostrou diferenças significativas para os desfechos sobrevida global e sobrevida livre da doença em 36 meses após o tratamento. • Os dados individuais dos estudos não mostraram diferenças para os desfechos relacionados a toxicidade hematológica e geniturinária • No entanto, para os desfechos relacionados a toxicidade gastrointestinal crônica e aguda grau ≥2 houve diferenças significativas entre os grupos a favor do IMRT.
  • 38.
    3D-RCT vs IMRTem câncer ginecológico • Conclusão • As evidencias disponíveis são limitadas, a qualidade metodológica dos estudos é baixa. • A diferença observada até o momento refere-se a menores taxas de toxicidade gastrointestinal a favor do grupo IMRT. • No entanto, não se observa diferenças entre os grupos para os desfechos relacionados a sobrevida e qualidade de vida.
  • 39.
    Efetividade comparativa de tecnologias •Radioterapia conformacional tridimensional (3D-RCT) vs Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) em câncer de mama – P- Pacientes com câncer de mama – I – Radioterapia conformacional tridimensional – C- Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) – O- Sobrevida
  • 40.
    3D-RCT vs IMRTem cabeça e pescoço • Conclusão • As evidências são insuficientes para indicar a técnica IMRT em detrimento da 3D-RCT para o tratamento do câncer de mama. • Não foi possível determinar a efetividade dos tratamentos devido ausência de estudos clínicos randomizados que avaliam desfechos clínicos importantes tais como sobrevida global, sobrevida livre da doença, controle loco-regional, qualidade de vida, efeitos adversos e mortalidade.