DeClaraJornal do Agrupamento Escolas Clara de Resende
DeClaranº22abril2019
Sam, 10ºF
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Agrupamento Clara de Resende
EDITORIAL
AS NOSSAS ESCOLHAS ...
SUGESTÕES DO MÊS
O QUE ACONTECEU ...
DESAFIOS DO MÊS
O QUE ESCREVEM OS PROFESSORES
É BOM SABER ...
TRABALHOS DOS ALUNOS
CLUBES
OFICINAS DE APRENDIZAGEM
O QUE VAI ACONTECER...
O QUE ESCREVEM OS NOSSOS ALUNOS
DeClara, nº 22 abril 2019
Editorial
Em abril recebemos como herança um valioso
TESOURO, abril deixou-nos como legado a
LIBERDADE. Uma conquista que devemos
dignificar, honrar, respeitar e praticar com
dignidade, onde os valores da cidadania estejam
sempre presentes. Uma conquista que nos
mostra que muito já foi feito mas há ainda muito
para fazer.
A EDUCAÇÃO é um caminho e a ESCOLA um
espaço para valorizar e não esquecer o que é a
LIBERDADE…
Isabel Santos Pereira
Liberdade
Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga
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RESPOSTAS AOS DESAFIOS
DE MARÇO
DESAFIOS DE ABRIL
DeClara, nº 22 abril 2019
Nos cartões ao lado estão escritos seis
números. Qual é o número que podes formar
ao juntar os seis cartões?
Solução: D) 2309415687
Desafio 1
Desafio 1
Um jardim em forma de quadrado está dividido
em 4 secções:
A secção da piscina (P), a secção das flores (F), a
secção da relva (R)
e a secção da areia(A). As secções da relva e das
flores têm formato
quadrangular. O perímetro da secção da relva é
de 20m e o perímetro da secção das flores é de
12m. Qual é o perímetro da secção da piscina?
Prof. Artur Neri
A) 10m
B) 12m
C) 14m
D) 16m
E) 18m
Desafio 2
Encontre o caminho
Utiliza as escadas para chegar do ponto 1 ao ponto 2.
Não podes saltar obstáculos nem escalar paredes.
Solução:
Desafio 2
Encontre as 4 diferenças.
Secas do mês
Atenção: Estas anedotas são
extremamente secas.
Mesmo muito secas!
As mais secas que já alguma vez
ouviste!
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SUGESTÕES DO MÊS
-Boa tarde, estaria interessado em
contribuir para o novo lar de idosos?
-Com certeza! Espere aqui que vou buscar
a minha sogra.
Numa lápide podia ler-se: “Aqui jaz um
advogado, um homem íntegro, um
homem honrado.”
Vira-se um fulano que ia a passar:
-Meu deus! Enterraram três homens na
mesma cova!
Era uma vez um homem tão maduro, tão
maduro, tão maduro… que ficou podre.
Francisco Rodrigues, 9.ºB
DeClara, nº 22 abril 2019
REVELAÇÃO DE ABRIL
Sam, 10ºF
A prende a desenhar um ratinho
easydrawingguides.com
Esta é a comovente história de uma pérola enorme, de como foi
descoberta e de como se perdeu, levando com ela os sonhos bons e maus
que representava. É também a história de uma família e da solidariedade
especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos.
Baseada um conto popular mexicano, “A Pérola” constitui uma inesquecível
parábola sobre as grandezas e as misérias do mundo em que vivemos.
Francisco Manta, 9.ºB
3º Ciclo: “A Pérola”, de John Steinbeck
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SUGESTÕES DO MÊS
LEITURA
2º Ciclo: “História do sábio fechado na sua biblioteca” de
Manuel António Pina
A excessiva sabedoria do Sábio é a sua maldição: mesmo quando se
descobre cansado de viver, percebe que não se pode entregar à Morte,
porque ela só o alcançará quando ele não a reconhecer (e ele reconhece
tudo). A libertação implica uma saída do labirinto de livros em que se
emparedou. E é apenas quando por fim enfrenta a realidade –
descobrindo a verdadeira fome, a verdadeira compaixão, o verdadeiro
sofrimento, o verdadeiro amor – que o Sábio se apercebe dos limites do
seu vasto saber. É uma lição, claro. E das subtis: tão irónica quanto poética.
Biblioteca Escolar
DeClara, nº 22 abril 2019
Duas empregadas de limpeza e carpideiras profissionais que, entre
cansaços e desilusões, encontram ainda motivos de esperança. Cada
uma ao seu modo, descobrem caminhos nada óbvios para a felicidade,
explicando uma inteligência que radica mais na emoção do que na
prudência envergonhada do bom senso.
O retrato mais genuíno de Portugal é, ao mesmo tempo, um sinal de
força e de confiança para que, um dia, o país se encontre com a
generosidade que define tanto o seu próprio povo.
Biblioteca Escolar
Ensino Secundário: “ O apocalipse dos trabalhadores”,
Valter Hugo Mãe
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SUGESTÕES DO MÊS
DeClara, nº 21 março 2019
Poema do mês de abril
Imagem do mês de abril
"Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e
imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.”
Cecília Meireles
TRABALHOS DOS
ALUNOS – 5º ANO
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DeClara, nº 22 abril 2019
O aluno insurreto
Era uma vez um menino chamado Miguel Castro. Quando ele andava no 1º ano descobriu
que tinha um dom, que conseguia tirar boas notas sem estudar. Como ele tinha esse dom
começou a escrever um livro chamado “Como ser bom aluno”.
Já no 2º ano, como tinha idade, entrou num clube de escrita da escola. Ele foi destacado
com o melhor aluno. Foi uma grande sensação ter ganho o prémio de 1º lugar.
No 3º ano ele começou a portar-se muito mal, andou a fazer coisas que são crime: roubou
as pessoas, maltratou os mais pequenos. Por isso, ele foi expulso do clube de escrita.
Como tinha feito isso tinha problemas na escola e em casa. O pai meteu-o de castigo e
como reação ele agrediu o pai. E o pai foi para o hospital.
No 4º ano foi para outra escola em que havia um clube de robótica. Logo no primeiro dia
foi expulso do clube só tendo uma aula. O Miguel Castro chegou a estragar um prémio
muito importante para o professor Lucas.
No 5º ano, logo no segundo dia, teve uma falta disciplinar. Apesar disso continuava a tirar
boas notas.
Continuava a ter boas notas e faltas disciplinares até à faculdade. Quando lá chegou, no
curso de letras, tirava 20 a quase tudo, mas era muito mal-educado. Portanto não teve
futuro.
Certo dia, estava na rua e chateou-se com um polícia, desrespeitando-o. O polícia para o
castigar levou-o para a prisão.
Nunca se deve ser violento nem mal-educado.
Afonso Pereira, 5º D
Guilherme Castro, 5º D
TRABALHOS DOS
ALUNOS – 6º ANO
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DeClara, nº 22 abril 2019
Explorar a arte de M.C.Escher
Módulo E.V
Sofia Flórido - 6ºA
E.V. – Prof. Francisco Fradinho
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O crocodilo que gostava de crianças
Era uma vez, na Flórida, um crocodilo diferente
dos outros, chamado Mio. Ele era grande, verde e
repleto de escamas, mas, ao contrário dos outros,
ele adorava crianças, apesar de nunca se ter
aproximado de uma, coisa que ele queria
bastante.
Numa bela tarde de verão, Mio decidiu concretizar
a ideia de poder ver uma criança, então
aventurou-se pelas densas e verdes florestas da
Flórida. Percorreu muitos quilómetros e não
encontrou nada. Estava muito cansado e decidiu
parar um pouco. Por sorte, parou num local muito
relaxante, com um pequeno lago rodeado por
inúmeras e diversas árvores e com pássaros a
cantar. Mio acabou por adormecer e ali ficou por
algum tempo.
Quando acordou, sentiu-se melhor e mais
relaxado e pronto para mais uma longa e
demorada caminhada. Caminhou e caminhou até
que encontrou uma bela, branca e enorme casa
com um jardim onde estava um rapaz a jogar à
bola.
Mio aproximou-se, mas o rapaz começou a gritar e
a correr pelo jardim, em pânico.
- Tem calma, rapaz, eu não te quero comer.-
afirmou Mio, para o tranquilizar.
O rapaz acalmou-se e aproximou-se do crocodilo
e, duvidoso, exclamou:
- A sério!
- Sim! Eu sou o Mio! Como te chamas?- perguntou
o crocodilo.
- Eu sou o João. – respondeu o rapaz, mais calmo.
Os dois continuaram a conversa e acabaram por se
tornar grandes amigos.
A partir daquele dia, Mio todos os dias ia brincar a
casa de João.
Sofia Ramires Outor, 7ºB
(Prof Susana Silva - Narrativa sobre animais)
DeClara, nº 22 abril 2019
TRABALHOS DOS
ALUNOS – 7º ANO
Sail, o leão
Estava uma noite escura, mas quente na selva
africana. A leoa Vali, uma leoa generosa e forte, que
achava muito importante a família, estava prestes a
dar à luz um lindo leãozinho. Foi uma noite muito
feliz para a família, pois nasceu a cria a quem deram
o nome de Sail.
Sail cresceu e tornou-se um grande leão, como o
pai Kraig. Sail era um bocado arrogante e odiava
leoas, tal como os seus amigos. Mas Sail nem
sempre foi arrogante, ele ficou assim com a morte
de seus pais. Ele sentia-se profundamente infeliz,
quando olhava para todos os seus amigos felizes
com as famílias. Então, a partir daí, quis ser
independente, procurar o seu próprio alimento e
não queria criar laços com ninguém.
Um dia, estava Sail à procura de comida com os seus
companheiros, quando ouviram um gemido, que
parecia pedir ajuda e socorro. Foram em direção a
esse gemido e viram um leão prestes a morrer, que
lhes disse:
- Amigos leões, digam ao resto da alcateia para
fugir daqui. Os humanos estão outra vez a tentar
levar-nos para o Zoo, querem acabar com a nossa
espécie e querem pôr-nos a fazer o que eles
querem, como os elefantes na Tailândia, que são
torturados todos os dias por pessoas que não
querem saber dos animais, que só pretendem
ganhar dinheiro. Pronto, já falei demais!
Depois de dizer isto, morreu. Os leões avisaram o
resto da alcateia e esta fugiu. Sail ficou sentido com
o que ouvira do leão e não achou bem terem de
fugir por causa daqueles humanos. Sail achava que
deviam enfrentá-los, para a perseguição acabar.
Mas, infelizmente, a opinião de um único leão não
serviu de nada.
A partir desse dia, Sail prometeu a si próprio que
tudo iria fazer para mudar. Tinha de ser capaz de se
tornar mais amigo dos seus amigos. Só a união entre
todos permitiria a sobrevivência da espécie.
Maria Alexandre Miranda Andrade, 7ºB
(Prof Susana Silva - Narrativa sobre animais)
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O QUE ACONTECEU …
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PortoCartoon - Limpar o Planeta
No dia 18 de março, foi inaugurada a exposição “PortoCartoon - Limpar o planeta”,
gentilmente cedida pelo Museu de Imprensa do Porto.
Num tempo em profunda transformação, foi objetivo dos responsáveis pela iniciativa,
sensibilizar a comunidade escolar para as questões ambientais .
Por Abel dos Santos Cruz
Limpar o planeta mostrou o delicioso cartoon do croata Nikola Listes, “Lavandaria
Piscatória” um navio de pescadores que, depois de recolherem o peixe do mar, colocam-
no numa máquina de lavar roupa para que o pescado seja limpo e possa servir depois
para alimentação.
O desenho do italiano Agim Sulaj, , “Plástica” exibiu o
planeta a ser engolido por uma garrafa de plástico ...
A humanidade carece de mais humor; é urgente fazer a ‘crítica’ daquilo que nos
ameaça e a escola deve unir-se em mais mensagens como esta!
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DeClara, nº 22 abril 2019
´É TEMPO DA PRIMAVERA`
Por Ausenda Torrado
com a colaboração da Alicia Cabañuz integrada no Programa Erasmus +
Docente de Educação Especial.
Na última semana do segundo período, numa lógica de escola inclusiva, os alunos da
Escola Básica João de Deus, decoraram os espaços comuns.
Para a concretização da tarefa, utilizaram várias técnicas, nomeadamente, Para a
concretização da tarefa, utilizaram várias técnicas, nomeadamente, marcadores,
pintura de pincel , recorte e colagem, de motivos alusivos à primavera e à época
festiva que se aproxima – “Páscoa” – que culminaram num placar à entrada da escola
bem como no corredor circundante.
O QUE ACONTECEU …
EB João de Deus
“Que disfrutéis las vacaciones!”
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DeClara, nº 22 abril 2019
Visita de Estudo a Lisboa 11ºE
Nos dias 1 e 2 de abril, a turma do 11º E realizou no âmbito da disciplina de Geografia, uma visita de
estudo a Lisboa com o objetivo de aprofundar os nossos conhecimentos sobre o espaço urbano.
No primeiro dia, visitamos o Parque das Nações cujo processo de renovação foi notório evidenciando a
intervenção de arquitetos com diferentes perspetivas, o que resultou numa falta de harmonia na
paisagem. De seguida, em marcha urbana, percorremos da Praça de Martim Moniz até ao Miradouro da
Nossa Senhora do Monte, onde pudemos observar a cidade de Lisboa e a sua diferenciação morfológica;
seguimos para o MAAT (museu arte arquitetura tecnologia) onde tivemos a possibilidade de apreciar
várias exposições que englobam diferentes áreas do saber.
No dia seguinte, começamos por observar as avenidas novas dispostas em forma ortogonal com
intervenções que requalificaram e tornaram as ruas mais luminosas e acessíveis. Ainda de manhã,
visitamos o Mosteiro dos Jerónimos, de forma particular a igreja e o seu estilo único como também a
forma como se integra no espaço urbano. Para recuperar energias fomos degustar os famosos Pastéis de
Belém seguido de uma visita ao Centro Cultural de Belém que nos proporcionou uma perspetiva da ligação
da cidade ao rio Tejo. Para terminar o reconhecimento da área metropolitana de Lisboa, de forma mais
relaxada, dirigimo-nos à vila de Cascais onde almoçamos e desfrutamos das maravilhosas praias cársicas.
Por fim, terminamos esta visita com uma viagem de regresso muito divertida.
A turma 11ºE
Visita de Estudo Geografia 11ºE
Prof. Clementina Torres
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DeClara, nº 22 abril 2019
Visita de Estudo ao Museu de Serralves
As obras de arte de Joana Vasconcelos
No passado dia 26 de março, fomos a uma visita de estudo organizada pelo professor de Educação Visual
(EV). Saímos da escola por volta das 09.30h acompanhados pelas professoras de História, de Inglês e de EV.
Fomos a pé até ao Museu da Fundação de Serralves, onde se encontra a exposição da artista plástica Joana
Vasconcelos.
Chegámos ao destino por volta das 10h. mal entrámos, colocámos os nossos pertences num balcão e
fomos divididos em dois grupos. Ficámos com uma guia que nos fez a visita e nos explicou tudo sobre as
obras em exposição.
A primeira obra que vimos foi um candeeiro branco feito com tampões. De seguida, fomos ver uma
pistola feita de telefones que emitia um som de harmonia. Também vimos animais de cerâmica cobertos de
croché (um gato, um lobo, dois sapos, duas cobras, um touro, um cavalo e um burro), uma ‘saia’ (burka)
que estava sempre a subir e a cair em representação da queda livre, um coração feito de garrafas e garfos,
uma máscara de espelhos antigos e um helicóptero feito de penas de avestruz. Esta foi a obra de que eu
mais gostei. Era uma homenagem à rainha Maria Antonieta, rainha francesa que acabou por ser morta na
guilhotina. Esta rainha adorava penas de avestruz, daí a decoração do helicóptero ser com penas de
avestruz.
Na parte exterior do Museu, pudemos observar um anel gigantesco, um bule e uns sapatos. O anel era
feito de rodas (jantes) de carros e o diamante de copos de whisky.
No final, realizámos uma atividade que consistia em criar uma obra de arte a partir de uns óculos.
A visita foi do meu agrado. Gostei da exposição e de conhecer o trabalho desta artista que, sem dúvida,
tem muita imaginação. Gostei especialmente do aproveitamento de materiais reciclados utilizados nestas
construções.
Sebastião Sequeira, 6ºG
(Prof. Ana Paula Velasquez)
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Exposição na Biblioteca
Trabalhos dos alunos do 8 E sobre o SOM de CFQ
Professora Isabel Pinto
Físico Química
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7ª edição do Innovation Challenge
Junior Achievement Portugal
(correção de notícia publicada no DeClara 21)
No dia 8, de março, decorreu a 7ª edição do Innovation Challenge, promovido pela
Junior Achievement Portugal em parceria com o Município do Porto, no âmbito do
Programa Porto de Futuro.
Nesta edição os alunos do ensino secundário foram desafiados a encontrar soluções
criativas e inovadoras para um problema que lhes foi apresentado logo no início da
manhã. A iniciativa decorreu no Agrupamento de Escolas do Cerco.
Ao longo do dia os alunos contaram com a assessoria de colaboradores de empresas
parceiras do Programa Porto de Futuro, especialistas em diferentes áreas de negócio
(Financeira, Marketing, Vendas, Inovação).
No final do evento, cada equipa apresentou a sua ideia perante um Júri, que premiou a
melhor proposta/solução para o problema apresentado.
Ao aplicar o princípio de “Learning by Doing” na implementação deste projeto,
pretendia-se que os alunos estivessem aptos a desenvolver competências interpessoais
e empreendedoras, espírito de iniciativa, habilidade para trabalhar em equipa,
capacidade de resolver problemas e aprender. Dois dos alunos da equipa da nossa
escola o Miguel Barbosa do 11º C e Matilde Oliveira do 12º A, fizeram parte das equipas
vencedoras do 1º e 2º lugares respetivamente.
Parabéns, a todos os participantes neste projeto.
A Professora Coordenadora de Projetos
Maria Isabel Pinto
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EXPOSIÇÃO MANUEL ANTÓNIO PINA PROJETO ANIMAÇÃO COMUM BIBLIOTECAS ESCOLARES
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SABE
(Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares)
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Excelente colaboração da Comunidade Escolar.
Obrigada!
Campanha de Recolha para ajuda às
vítimas do ciclone Idai em Moçambique
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O QUE ESTÁ A
ACONTECER...
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Novos livros na Biblioteca
Biblioteca Escolar
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Livros Concurso Nacional de Leitura - fase distrital CNL
2º CICLO 3º CICLO Ensino Secundário
História do Sábio Fechado na sua Biblioteca Os Ciganos O apocalipse dos trabalhadores
de Manuel António Pina de Sophia de Mello Breyner Andresen de Valter Hugo Mãe
e Pedro Sousa Tavares
A 26 de abril na Biblioteca Municipal da Maia
Alunas apuradas na fase municipal para representar a Escola Básica e Secundária Clara de
Resende na fase intermunicipal:
2º ciclo: Luísa César Carvalho, 6ºano
3º ciclo: Inês Sanches Silva, 7º ano
Ensino Secundário: Beatriz Pereira Pinto, 12º ano
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DeClara, nº 22 abril 2019
Parabéns!
A Escola Básica e Secundária Clara de Resende estará presente na grande
final da LITERACIA 3Di, que se vai realizar no dia 17 de maio, no Pavilhão do
Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa.
A classificação obtida pelos nossos alunos na segunda fase da L3Di, foi excelente.
O Joaquim Teixeira será o nosso grande finalista.
Resultados
Matemática
Joaquim António de Amorim Teixeira, 5º ano - FINALISTA (86%)
Ciência
Diogo Ribeiro (71%)
Leitura
Gonçalo Martins Torrão (62%)
Inglês
Bernardo L (95%)
___________________________________________________________________________
Ser finalista do desafio pelo conhecimento é, certamente, motivo de orgulho para alunos,
professores, encarregados de educação e demais elementos da nossa comunidade
educativa.
Muitos Parabéns !
Bom trabalho e boa sorte para a grande final da Literacia 3Di´
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O QUE ESCREVEM OS
PROFESSORES
RECETA PARA LEER
Ingredientes: un buen libro, un
buen lector/a, un conjunto de
oyentes.
Modo de preparación: se elige un
buen libro. Para empezar, se
recomienda un libro de cuentos
tradicionales. Se escoge un relato.
Se lee el había una vez, con la
entonación de las historias que se
leían al amor de la lumbre, hasta el
colorín colorado del final.
Tiempo: en casa, durante todas las
noches, hasta que los niños
cumplan 10 años y luego el tiempo
que deseen; en la escuela, una
hora a la semana en las bibliotecas
o en la clase de lengua y literatura.
Dificultad: ninguna. Problemas: en
casa, el mando de la televisión; en
la escuela, con una media de 11
asignaturas por curso, nadie
recuerda que la lectura puede ser
un placer.
http://elpais.com/diario/1998/05/31/opinion/896565602_8502
15.html
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DeClara, nº 22 abril 2019
Ati, hermoso libro
de mis noches compañero,
y de muchos un amigo,
a ti, que abres deseos
para un mundo escondido
que entre tus páginas, como un sueño,
nace con el ritmo
de quien nuevos senderos
abre con su ilusión y cariño.
Ati, que siembras en los niños
semillas de esperanza
para abrir nuevos caminos
que todas las fronteras traspasan
y llevan a buen destino
todo lo que tus páginas cantan.
Ati, libro sencillo
que abres tu ventana
a los ojos de quien siente muy vivo
todo lo que tus hojas plasman:
tesoros escondidos,
amores y desamores eternos,
estrellas y planetas perdidos,
personajes y sueños
que nos tienen en vilo.
No lo dudes, hazte compañero
de tu amigo el libro.
Jesús Pascual
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DeClara, nº 22 abril 2019
i amigo el libro
Niño: Qué triste estaba yo,
triste y aburrido,
mis sueños de viajar
los había ya perdido.
Libro: Qué triste estaba yo,
triste y aburrido
mis sueños de enseñar
los había ya perdido.
Niño: La idea vino de pronto
escuche como eco mi voz,
y como haciéndome tonto
busque rápido, veloz.
Libro: Al ver que en mi ayuda venia
quise lucir un poco mejor;
era tal mi alegría
que hasta tome color.
Niño: Entre muchos empolvados,
¡qué tesoros descubrí!
en un libro mis sueños grabados
¡era escrito para mí!
Libro: De muchos viajes fui testigo por
fin útil me sentí.
Niño: Es el libro, mi amigo.
¡El tesoro que descubrí!
(Maritza Valle Tejeda)
Professora de Espanhol Sónia Hernan
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DeClara, nº 22 abril 2019
Professora Sónia Hernan
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DeClara, nº 22 abril 2019
La Diada de Sant Jordi
No importa que no sea un día festivo. Cada 23 de abril las calles, ramblas y plazas de
todo el país se llenan de libros, rosas y banderas para celebrar la Diada de Sant Jordi,
una jornada participativa en la que la palabra escrita y recitada toma protagonismo.
Pero la Fiesta del Libro no ha estado siempre ligada al patrón de Cataluña. Impulsada por
el editor Vicent Clavel para promover el libro en Cataluña, la primera Diada fue el 7 de
octubre de 1927. Dos años después los libreros salieron un 23 de abril, y el éxito
propició el cambio de fecha, que además coincidía con la muerte de Miguel de
Cervantes y William Shakespeare.
Declarada Fiesta Nacional de Cataluña, la Diada de Sant Jordi ha contribuido desde sus
inicios a impulsar la producción y comercialización del libro en catalán. Además, los
lectores pueden interactuar con sus escritores predilectos. El paseo entre paradas de
libros y la tradición de regalar una rosa complementan la jornada.
La consolidación del día de San Jorge como la Fiesta del Libro, también
internacionalmente, llega con la proclamación por la Unesco del 23 de abril como el Día
Mundial del Libro y los Derechos de Autor.
http://patrimoni.gencat.cat/es/coleccion/sant-jordi-y-el-dia-del-libro
Professora Sónia Hernan
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É BOM SABER ...
DeClara, nº 22 abril 2019
E DEPOIS DA PÁSCOA…
RECOMEÇA
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga
Lei do Retorno não falha:
recebemos na medida do
que damos!
A Lei do Retorno nunca falha. Pode
demorar, mas receberemos sempre
na medida exata do que oferecemos.
Nada mais, nada menos do que isto!
Vale a pena pensar
nisto!
Informação inútil
O filme mais longo alguma vez
exibido é o documentário “Modern
Times Forever” (2011), com
duração de 240 horas (10 dias). Este
filme retrata o eventual declínio e
degradação do edifício Stora Enso
Building em Helsínquia.
Francisco Rodrigues, 9.ºB
A inteligência emocional e o futuro da
educação
A inteligência emocional refere-se à capacidade que uma
pessoa tem para reconhecer e identificar as suas
próprias emoções e as dos outros. Esta inteligência pode-
se aprender e treinar, estando demonstrado que está
altamente relacionada com o êxito profissional e/ou
académico e com menores níveis de stress.
Aristóteles, em Ética a Nicómaco, definiu aquilo que é
para mim a essência mais importante do conceito de
inteligência emocional, exemplificando-a da seguinte
forma: — “Qualquer um pode ficar furioso, isso é fácil.
Mas ficar furioso com a pessoa correta, na intensidade
correta, no momento correto, pelo motivo correto e da
forma correta, isso não é fácil.”
Este conceito parece aliás que faz parte das nossas vidas
desde sempre, estando espelhado e multiplicado naquela
secção de crescimento pessoal e bem-estar hoje
altamente procurada nas nossas livrarias. Tudo porque a
nossa sociedade atingiu níveis grotescos de ansiedade e
de frustração fazendo com que se vivam 48 horas em
apenas 24 horas. Mas na realidade este conceito de
inteligência que mergulha bem fundo nas nossas emoções
só surgiu em 1995 pela mão do jornalista e psicólogo
Daniel Goleman.
Hoje está aliás demonstrado que o coeficiente intelectual
comparado com as outras inteligências contribui apenas
com 20% para os fatores determinantes de êxito, o que
me coloca sérias dúvidas em relação à forma como
continuamos a ensinar nas nossas escolas os adultos do
futuro. Mas afinal o que é a inteligência emocional e por
que razão já é ensinada como disciplina obrigatória nas
escolas do Reino Unido, de Malta e das Ilhas Canárias em
Espanha?
A inteligência emocional refere-se à capacidade que uma
pessoa tem para reconhecer e identificar as suas próprias
emoções e as dos outros, relacionando-se assim com a
nossa capacidade para controlar essas emoções nas
nossas relações interpessoais. Esta inteligência pode-se
aprender e treinar, estando demonstrado que está
altamente relacionada com o êxito profissional e/ou
académico, com menores níveis de stress, com a
capacidade para lidarmos melhor com as frustrações e
pressões, com maiores níveis de autoeficácia e, por fim,
com maiores níveis de empatia. A empatia é aliás a
característica mais deliciosa deste conceito porque nos faz
aprender a colocar-nos na pele do outro. Se a liderança
empática fosse uma característica obrigatória daqueles
que são os grandes decisores mundiais talvez os
problemas do nosso mundo estivessem resolvidos.
"De que nos serve um génio que não consegue
comunicar a sua genialidade? Para que serve o
conhecimento se ele não for capaz de causar impacto em
multidões?"
Perante isto, e passado mais de 20 anos em que
finalmente damos um valor inestimável às sensações que
fluem pelo nosso córtex pré-frontal, surge nas escolas do
Reino Unido, de Malta e das Ilhas Canárias a disciplina de
educação emocional. Semanalmente existe uma aula de
90 minutos que oferece as ferramentas necessárias para
gerir conflitos, adversidades e situações inesperadas, 90
minutos que podem ajudar a melhorar os índices de
fracasso escolar e a assimilação de conhecimentos.
Perante este cenário a OCDE colocou em 2019 na rota das
suas linhas estratégicas em matéria de educação a
inclusão da educação emocional como disciplina a avaliar
nas escolas para além da matemática, da geografia e de
outras matérias. As imprescindíveis mudanças
tecnológicas e sociais que enfrentamos obrigam-nos a
repensar a educação como fonte de integração e
assimilação de transformação permanente. Para as nossas
crianças saberem navegar na incerteza permanente o The
Future and Education on Skills da OCDE diz-nos que que
os adultos do futuro precisam de desenvolver as
características intimamente relacionadas com a
inteligência emocional, tais como a curiosidade, a
imaginação, a resiliência, a tolerância e o autocontrolo.
Espero sinceramente que o nosso país também saiba
acompanhar este progresso o mais rápido possível,
incluindo a reformulação da educação do futuro nas suas
prioridades e fazendo as disciplinas exatas fluírem melhor
através daquilo que as faz comunicar com o mundo: as
emoções. De que nos serve um génio que não consegue
comunicar a sua genialidade? Para que serve o
conhecimento se ele não for capaz de causar impacto em
multidões?
Com tudo isto é fácil percebermos que a chave que abre a
porta da felicidade é a mesma chave mestra que abre o
cérebro das nossas emoções. É na realidade o córtex pré-
frontal do êxito, da tolerância, da empatia e do amor o
que explica que queiramos formar melhor aqueles que
serão os decisores dos dias do futuro.
Mafalda G. Coutinho
Fundadora e editora da Plataforma Bisturi Cidadania ativa
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DeClara, nº 22 abril 2019
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DeClara, nº 22 abril 2019
Dia Mundial do livro e o Festival de
Sant Jordi em Barcelona
O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é
um evento comemorado todos os anos no dia 23
de Abril, e organizado pela UNESCO para
promover o prazer da leitura, a publicação de
livros e a proteção dos direitos autorais.
O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da
UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16
de Novembro de 1995.
A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta
dia, no ano de 1616 morreram Miguel de
Cervantes e William Shakespeare.
Este dia torna-se na Catalunha um feriado
particularmente romântico. É quando os catalães
celebram seu patrono, Sant Jordi, saindo para a
rua para cumprir uma curiosa tradição popular. É
uma das celebrações mais originais da
Catalunha, é um festival marcadamente popular,
que combina cultura e romance, combinando a
celebração do dia do livro e do dia dos
enamorados. Naquele dia, o costume é que os
casais troquem presentes: os homens recebem
um livro e as mulheres, uma rosa. No entanto, é
cada vez mais comum homens e mulheres se
darem livros e rosas.
Barcelona torna-se assim, durante este dia, uma
enorme livraria e florista ao ar livre. As ruas
enchem-se de gente que anda entre barracas de
livros e rosas, procurando o seu presente para o
ente querido, a família ou amigos.
Dia de San Jordi (São Jorge)
23 de abril
“A lenda do século XI conta que Jorge, um
cavaleiro da Capadócia, liberta uma princesa
capturada por um enorme dragão. Ferido pela
lança do cavaleiro, o dragão derrama sangue e
ali nasce uma roseira como sinal de amor e
amizade. Em homenagem a Cervantes e
Shakespeare que morreram no dia de São Jorge,
o dia foi escolhido também como o dia do livro.”
A origem deste festival curioso é uma mistura de
tradições de diferentes épocas . Por um lado, o
fato de que Sant Jordi é, desde o século XV, o
santo padroeiro da Catalunha, coincide; e por
outro lado, a famosa lenda de Sant Jordi e o
dragão (o cavaleiro derrotou o dragão que
amedrontou a cidade e a princesa e cruzou-o
com a espada, do corpo da besta brotaram
lindas rosas vermelhas das quais Sant Jordi deu
uma para a princesa); e, além disso, o antigo
costume medieval de visitar a capela de Sant
Jordi do Palácio da Generalitat, onde costumava
ser realizada uma feira de rosas ou "dos
amantes".
Por esta razão, Sant Jordi também é conhecido
como o santo padroeiro dos amantes da
Catalunha.
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DeClara, nº 22 abril 2019
Conta-me como foi o 25 de abril
24 de Abril de 1974 foi o último dia da ditadura.
A Guerra Colonial tinha começado em 1961, e
opunha o Exército português aos guerrilheiros que
lutavam pela independência dos territórios
africanos que Portugal na altura governava:
Angola, Moçambique e Guiné.
O governo chamava a esses territórios «províncias
ultramarinas» (porque estavam para além do mar)
e afirmava que faziam parte de Portugal da mesma
forma que o Minho ou o Algarve. Na verdade eram
colónias, ou seja, países com populações e línguas
próprias que no passado tinham sido conquistados
e ocupados pelos portugueses. Muitos países
europeus tinham tido colónias em África, mas em
1973 ou 1974 essas colónias já se tinham tornado
países independentes quer dizer, já não
dependiam das metrópoles, que era como se
chamava aos países colonizadores.
Mas o governo português da altura teimava em
manter a posse das colónias, e por isso enviava
para a guerra todos os jovens. O serviço militar a
tropa, como se costuma dizer durava então quatro
anos, os primeiros dois passados na «metrópole»,
em instrução e os dois últimos no «ultramar», em
combate.
Muitos jovens morriam nos combates em África.
Durante os 13 anos que durou a guerra perderam a
vida quase 9 mil e uns 30 mil ficaram feridos ou
estropiados. Quase todas as famílias estavam de
luto, pois tinham pelo menos um morto na guerra.
Em 1973, Portugal tinha 150 mil homens a
combater. Muitos dos sobreviventes, depois de
regressarem, mostravam dificuldade em
integrarem-se na vida civil e eram frequentes as
doenças psiquiátricas provocadas pela terrível
experiência por que tinham passado.
Além disso, Portugal (que era, como agora, um país
pobre) dirigia para as despesas da guerra cerca de
metade do dinheiro que gastava. Portanto, quase
não havia obras públicas; construíam-se poucas
estradas, pontes, escolas ou hospitais.
A Guerra Colonial nunca poderia ser ganha pelos
portugueses, pois o seu combate era contra a
própria História. Quase toda a África era já
independente.
Nesse tempo não se podia criticar o governo, mas
como a guerra se arrastava, os mortos eram já
muitos e as despesas cresciam cada vez mais, as
pessoas passaram a estar fartas daquilo tudo. A
certa altura, os militares começaram a ser
apontados como os culpados por a guerra se
arrastar.
Ora, como eles sabiam melhor do que ninguém
que uma guerra daquelas nunca poderia ser ganha,
resolveram derrubar o governo pela força. Fazer o
que se chama um golpe de Estado.
Para isso fundaram o Movimento das Forças
Armadas (MFA).
O dia escolhido para a ação foi 25 de Abril de 1974.
De madrugada, militares do MFA ocuparam os
estúdios do Rádio Clube Português e, através da
rádio, explicaram à população que pretendiam que
o País fosse de novo uma democracia, com
eleições e liberdades de toda a ordem.
E punham no ar músicas de que a ditadura não
gostava, como Grândola Vila Morena, de José
Afonso.
Continua...
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DeClara, nº 22 abril 2019
Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques,
comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da
Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e
marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições
junto dos ministérios e depois cercou o quartel da
GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo
Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.
Durante o dia, a população de Lisboa foi-se
juntando aos militares. E o que era um golpe de
Estado transformou-se numa verdadeira revolução.
A certa altura, uma vendedora de flores começou a
distribuir cravos.
Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da
espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por
isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram
dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu
nem foi ferido.
Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e
entregou o poder ao general Spínola, que, embora
não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma
maneira que o governo acerca das colónias.
Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os
portugueses votaram pela primeira vez em
liberdade desde há muitas décadas.
O que mudou com
a Revolução dos Cravos
Muitas coisas mudaram. As que indicamos a seguir
são apenas algumas das mudanças mais
importantes
ANTES
. Só havia um partido político, a Acção Nacional
Popular, que apoiava o governo
. Não havia eleições livres.
Só se podia votar no partido do governo
. As mulheres só podiam votar se tivessem
concluído o curso secundário
. As mulheres não podiam viajar sozinhas para fora
do País sem autorização escrita do marido
. Não se podia dizer mal do governo e quem o
fizesse era preso
. Havia uma polícia política, com milhares de
informadores em toda a parte, que escutava
praticamente todas as conversas
. As pessoas casadas pela Igreja não se podiam
divorciar
. Cada patrão pagava o que queria aos seus
trabalhadores
. As notícias só podiam sair nos jornais depois de
terem sido lidas e autorizadas pelos Serviços de
Censura
. Os jovens passavam quatro anos da tropa, dois dos
quais na guerra
DEPOIS
. Passou a haver muitos partidos políticos
. As eleições passaram a ser completamente livres
. Toda a gente pode votar (e é pena que muitos se
abstenham de o fazer). O Carlitos, o Luís e o Emídio
votariam quando completassem 18 anos. Mas a
mãe, a irmã e a avó do Carlitos votariam pela
primeira vez na vida nas eleições de 25 de Abril
1975 (um ano depois da revolução), as primeiras
disputadas em liberdade.
. Mulheres e homens têm os mesmos direitos
. Passou a haver liberdade de opinião
. Não existe polícia política
. O divórcio estendeu-se a toda a população
. Passou a haver um salário mínimo nacional
. A Imprensa é livre
. Acabou a Guerra Colonial. Uns anos mais tarde, o
serviço militar deixou mesmo de ser obrigatório
(texto de Luís Almeida Martins , publicado em:
http://visao.sapo.pt/visaojunior/noticias/2016-04-14-Conta-me-
como-foi-o-25-de-abril)
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DeClara, nº 22 abril 2019
Com o início do 3º período voltamos à escola para a última
etapa deste ano letivo.
É um período muito pequeno, é mais um esforço alcançar a
meta e atingir os objetivos.
LEMBRAR…

DeClara22_abril2019

  • 1.
    DeClaraJornal do AgrupamentoEscolas Clara de Resende DeClaranº22abril2019 Sam, 10ºF
  • 2.
    2 Agrupamento Clara deResende EDITORIAL AS NOSSAS ESCOLHAS ... SUGESTÕES DO MÊS O QUE ACONTECEU ... DESAFIOS DO MÊS O QUE ESCREVEM OS PROFESSORES É BOM SABER ... TRABALHOS DOS ALUNOS CLUBES OFICINAS DE APRENDIZAGEM O QUE VAI ACONTECER... O QUE ESCREVEM OS NOSSOS ALUNOS DeClara, nº 22 abril 2019 Editorial Em abril recebemos como herança um valioso TESOURO, abril deixou-nos como legado a LIBERDADE. Uma conquista que devemos dignificar, honrar, respeitar e praticar com dignidade, onde os valores da cidadania estejam sempre presentes. Uma conquista que nos mostra que muito já foi feito mas há ainda muito para fazer. A EDUCAÇÃO é um caminho e a ESCOLA um espaço para valorizar e não esquecer o que é a LIBERDADE… Isabel Santos Pereira Liberdade Liberdade, que estais no céu... Rezava o padre-nosso que sabia, A pedir-te, humildemente, O pio de cada dia. Mas a tua bondade omnipotente Nem me ouvia. — Liberdade, que estais na terra... E a minha voz crescia De emoção. Mas um silêncio triste sepultava A fé que ressumava Da oração. Até que um dia, corajosamente, Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado, Saborear, enfim, O pão da minha fome. — Liberdade, que estais em mim, Santificado seja o vosso nome. Miguel Torga
  • 3.
    3 RESPOSTAS AOS DESAFIOS DEMARÇO DESAFIOS DE ABRIL DeClara, nº 22 abril 2019 Nos cartões ao lado estão escritos seis números. Qual é o número que podes formar ao juntar os seis cartões? Solução: D) 2309415687 Desafio 1 Desafio 1 Um jardim em forma de quadrado está dividido em 4 secções: A secção da piscina (P), a secção das flores (F), a secção da relva (R) e a secção da areia(A). As secções da relva e das flores têm formato quadrangular. O perímetro da secção da relva é de 20m e o perímetro da secção das flores é de 12m. Qual é o perímetro da secção da piscina? Prof. Artur Neri A) 10m B) 12m C) 14m D) 16m E) 18m Desafio 2 Encontre o caminho Utiliza as escadas para chegar do ponto 1 ao ponto 2. Não podes saltar obstáculos nem escalar paredes. Solução: Desafio 2 Encontre as 4 diferenças.
  • 4.
    Secas do mês Atenção:Estas anedotas são extremamente secas. Mesmo muito secas! As mais secas que já alguma vez ouviste! 4 SUGESTÕES DO MÊS -Boa tarde, estaria interessado em contribuir para o novo lar de idosos? -Com certeza! Espere aqui que vou buscar a minha sogra. Numa lápide podia ler-se: “Aqui jaz um advogado, um homem íntegro, um homem honrado.” Vira-se um fulano que ia a passar: -Meu deus! Enterraram três homens na mesma cova! Era uma vez um homem tão maduro, tão maduro, tão maduro… que ficou podre. Francisco Rodrigues, 9.ºB DeClara, nº 22 abril 2019 REVELAÇÃO DE ABRIL Sam, 10ºF A prende a desenhar um ratinho easydrawingguides.com
  • 5.
    Esta é acomovente história de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu, levando com ela os sonhos bons e maus que representava. É também a história de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. Baseada um conto popular mexicano, “A Pérola” constitui uma inesquecível parábola sobre as grandezas e as misérias do mundo em que vivemos. Francisco Manta, 9.ºB 3º Ciclo: “A Pérola”, de John Steinbeck 5 SUGESTÕES DO MÊS LEITURA 2º Ciclo: “História do sábio fechado na sua biblioteca” de Manuel António Pina A excessiva sabedoria do Sábio é a sua maldição: mesmo quando se descobre cansado de viver, percebe que não se pode entregar à Morte, porque ela só o alcançará quando ele não a reconhecer (e ele reconhece tudo). A libertação implica uma saída do labirinto de livros em que se emparedou. E é apenas quando por fim enfrenta a realidade – descobrindo a verdadeira fome, a verdadeira compaixão, o verdadeiro sofrimento, o verdadeiro amor – que o Sábio se apercebe dos limites do seu vasto saber. É uma lição, claro. E das subtis: tão irónica quanto poética. Biblioteca Escolar DeClara, nº 22 abril 2019 Duas empregadas de limpeza e carpideiras profissionais que, entre cansaços e desilusões, encontram ainda motivos de esperança. Cada uma ao seu modo, descobrem caminhos nada óbvios para a felicidade, explicando uma inteligência que radica mais na emoção do que na prudência envergonhada do bom senso. O retrato mais genuíno de Portugal é, ao mesmo tempo, um sinal de força e de confiança para que, um dia, o país se encontre com a generosidade que define tanto o seu próprio povo. Biblioteca Escolar Ensino Secundário: “ O apocalipse dos trabalhadores”, Valter Hugo Mãe
  • 6.
    6 SUGESTÕES DO MÊS DeClara,nº 21 março 2019 Poema do mês de abril Imagem do mês de abril "Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.” Cecília Meireles
  • 7.
    TRABALHOS DOS ALUNOS –5º ANO 7 DeClara, nº 22 abril 2019 O aluno insurreto Era uma vez um menino chamado Miguel Castro. Quando ele andava no 1º ano descobriu que tinha um dom, que conseguia tirar boas notas sem estudar. Como ele tinha esse dom começou a escrever um livro chamado “Como ser bom aluno”. Já no 2º ano, como tinha idade, entrou num clube de escrita da escola. Ele foi destacado com o melhor aluno. Foi uma grande sensação ter ganho o prémio de 1º lugar. No 3º ano ele começou a portar-se muito mal, andou a fazer coisas que são crime: roubou as pessoas, maltratou os mais pequenos. Por isso, ele foi expulso do clube de escrita. Como tinha feito isso tinha problemas na escola e em casa. O pai meteu-o de castigo e como reação ele agrediu o pai. E o pai foi para o hospital. No 4º ano foi para outra escola em que havia um clube de robótica. Logo no primeiro dia foi expulso do clube só tendo uma aula. O Miguel Castro chegou a estragar um prémio muito importante para o professor Lucas. No 5º ano, logo no segundo dia, teve uma falta disciplinar. Apesar disso continuava a tirar boas notas. Continuava a ter boas notas e faltas disciplinares até à faculdade. Quando lá chegou, no curso de letras, tirava 20 a quase tudo, mas era muito mal-educado. Portanto não teve futuro. Certo dia, estava na rua e chateou-se com um polícia, desrespeitando-o. O polícia para o castigar levou-o para a prisão. Nunca se deve ser violento nem mal-educado. Afonso Pereira, 5º D Guilherme Castro, 5º D
  • 8.
    TRABALHOS DOS ALUNOS –6º ANO 8 DeClara, nº 22 abril 2019 Explorar a arte de M.C.Escher Módulo E.V Sofia Flórido - 6ºA E.V. – Prof. Francisco Fradinho
  • 9.
    9 O crocodilo quegostava de crianças Era uma vez, na Flórida, um crocodilo diferente dos outros, chamado Mio. Ele era grande, verde e repleto de escamas, mas, ao contrário dos outros, ele adorava crianças, apesar de nunca se ter aproximado de uma, coisa que ele queria bastante. Numa bela tarde de verão, Mio decidiu concretizar a ideia de poder ver uma criança, então aventurou-se pelas densas e verdes florestas da Flórida. Percorreu muitos quilómetros e não encontrou nada. Estava muito cansado e decidiu parar um pouco. Por sorte, parou num local muito relaxante, com um pequeno lago rodeado por inúmeras e diversas árvores e com pássaros a cantar. Mio acabou por adormecer e ali ficou por algum tempo. Quando acordou, sentiu-se melhor e mais relaxado e pronto para mais uma longa e demorada caminhada. Caminhou e caminhou até que encontrou uma bela, branca e enorme casa com um jardim onde estava um rapaz a jogar à bola. Mio aproximou-se, mas o rapaz começou a gritar e a correr pelo jardim, em pânico. - Tem calma, rapaz, eu não te quero comer.- afirmou Mio, para o tranquilizar. O rapaz acalmou-se e aproximou-se do crocodilo e, duvidoso, exclamou: - A sério! - Sim! Eu sou o Mio! Como te chamas?- perguntou o crocodilo. - Eu sou o João. – respondeu o rapaz, mais calmo. Os dois continuaram a conversa e acabaram por se tornar grandes amigos. A partir daquele dia, Mio todos os dias ia brincar a casa de João. Sofia Ramires Outor, 7ºB (Prof Susana Silva - Narrativa sobre animais) DeClara, nº 22 abril 2019 TRABALHOS DOS ALUNOS – 7º ANO Sail, o leão Estava uma noite escura, mas quente na selva africana. A leoa Vali, uma leoa generosa e forte, que achava muito importante a família, estava prestes a dar à luz um lindo leãozinho. Foi uma noite muito feliz para a família, pois nasceu a cria a quem deram o nome de Sail. Sail cresceu e tornou-se um grande leão, como o pai Kraig. Sail era um bocado arrogante e odiava leoas, tal como os seus amigos. Mas Sail nem sempre foi arrogante, ele ficou assim com a morte de seus pais. Ele sentia-se profundamente infeliz, quando olhava para todos os seus amigos felizes com as famílias. Então, a partir daí, quis ser independente, procurar o seu próprio alimento e não queria criar laços com ninguém. Um dia, estava Sail à procura de comida com os seus companheiros, quando ouviram um gemido, que parecia pedir ajuda e socorro. Foram em direção a esse gemido e viram um leão prestes a morrer, que lhes disse: - Amigos leões, digam ao resto da alcateia para fugir daqui. Os humanos estão outra vez a tentar levar-nos para o Zoo, querem acabar com a nossa espécie e querem pôr-nos a fazer o que eles querem, como os elefantes na Tailândia, que são torturados todos os dias por pessoas que não querem saber dos animais, que só pretendem ganhar dinheiro. Pronto, já falei demais! Depois de dizer isto, morreu. Os leões avisaram o resto da alcateia e esta fugiu. Sail ficou sentido com o que ouvira do leão e não achou bem terem de fugir por causa daqueles humanos. Sail achava que deviam enfrentá-los, para a perseguição acabar. Mas, infelizmente, a opinião de um único leão não serviu de nada. A partir desse dia, Sail prometeu a si próprio que tudo iria fazer para mudar. Tinha de ser capaz de se tornar mais amigo dos seus amigos. Só a união entre todos permitiria a sobrevivência da espécie. Maria Alexandre Miranda Andrade, 7ºB (Prof Susana Silva - Narrativa sobre animais)
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    14 O QUE ACONTECEU… DeClara, nº 22 abril 2019 PortoCartoon - Limpar o Planeta No dia 18 de março, foi inaugurada a exposição “PortoCartoon - Limpar o planeta”, gentilmente cedida pelo Museu de Imprensa do Porto. Num tempo em profunda transformação, foi objetivo dos responsáveis pela iniciativa, sensibilizar a comunidade escolar para as questões ambientais . Por Abel dos Santos Cruz Limpar o planeta mostrou o delicioso cartoon do croata Nikola Listes, “Lavandaria Piscatória” um navio de pescadores que, depois de recolherem o peixe do mar, colocam- no numa máquina de lavar roupa para que o pescado seja limpo e possa servir depois para alimentação. O desenho do italiano Agim Sulaj, , “Plástica” exibiu o planeta a ser engolido por uma garrafa de plástico ... A humanidade carece de mais humor; é urgente fazer a ‘crítica’ daquilo que nos ameaça e a escola deve unir-se em mais mensagens como esta!
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    15 DeClara, nº 22abril 2019 ´É TEMPO DA PRIMAVERA` Por Ausenda Torrado com a colaboração da Alicia Cabañuz integrada no Programa Erasmus + Docente de Educação Especial. Na última semana do segundo período, numa lógica de escola inclusiva, os alunos da Escola Básica João de Deus, decoraram os espaços comuns. Para a concretização da tarefa, utilizaram várias técnicas, nomeadamente, Para a concretização da tarefa, utilizaram várias técnicas, nomeadamente, marcadores, pintura de pincel , recorte e colagem, de motivos alusivos à primavera e à época festiva que se aproxima – “Páscoa” – que culminaram num placar à entrada da escola bem como no corredor circundante. O QUE ACONTECEU … EB João de Deus “Que disfrutéis las vacaciones!”
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    16 DeClara, nº 22abril 2019 Visita de Estudo a Lisboa 11ºE Nos dias 1 e 2 de abril, a turma do 11º E realizou no âmbito da disciplina de Geografia, uma visita de estudo a Lisboa com o objetivo de aprofundar os nossos conhecimentos sobre o espaço urbano. No primeiro dia, visitamos o Parque das Nações cujo processo de renovação foi notório evidenciando a intervenção de arquitetos com diferentes perspetivas, o que resultou numa falta de harmonia na paisagem. De seguida, em marcha urbana, percorremos da Praça de Martim Moniz até ao Miradouro da Nossa Senhora do Monte, onde pudemos observar a cidade de Lisboa e a sua diferenciação morfológica; seguimos para o MAAT (museu arte arquitetura tecnologia) onde tivemos a possibilidade de apreciar várias exposições que englobam diferentes áreas do saber. No dia seguinte, começamos por observar as avenidas novas dispostas em forma ortogonal com intervenções que requalificaram e tornaram as ruas mais luminosas e acessíveis. Ainda de manhã, visitamos o Mosteiro dos Jerónimos, de forma particular a igreja e o seu estilo único como também a forma como se integra no espaço urbano. Para recuperar energias fomos degustar os famosos Pastéis de Belém seguido de uma visita ao Centro Cultural de Belém que nos proporcionou uma perspetiva da ligação da cidade ao rio Tejo. Para terminar o reconhecimento da área metropolitana de Lisboa, de forma mais relaxada, dirigimo-nos à vila de Cascais onde almoçamos e desfrutamos das maravilhosas praias cársicas. Por fim, terminamos esta visita com uma viagem de regresso muito divertida. A turma 11ºE Visita de Estudo Geografia 11ºE Prof. Clementina Torres
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    17 DeClara, nº 22abril 2019 Visita de Estudo ao Museu de Serralves As obras de arte de Joana Vasconcelos No passado dia 26 de março, fomos a uma visita de estudo organizada pelo professor de Educação Visual (EV). Saímos da escola por volta das 09.30h acompanhados pelas professoras de História, de Inglês e de EV. Fomos a pé até ao Museu da Fundação de Serralves, onde se encontra a exposição da artista plástica Joana Vasconcelos. Chegámos ao destino por volta das 10h. mal entrámos, colocámos os nossos pertences num balcão e fomos divididos em dois grupos. Ficámos com uma guia que nos fez a visita e nos explicou tudo sobre as obras em exposição. A primeira obra que vimos foi um candeeiro branco feito com tampões. De seguida, fomos ver uma pistola feita de telefones que emitia um som de harmonia. Também vimos animais de cerâmica cobertos de croché (um gato, um lobo, dois sapos, duas cobras, um touro, um cavalo e um burro), uma ‘saia’ (burka) que estava sempre a subir e a cair em representação da queda livre, um coração feito de garrafas e garfos, uma máscara de espelhos antigos e um helicóptero feito de penas de avestruz. Esta foi a obra de que eu mais gostei. Era uma homenagem à rainha Maria Antonieta, rainha francesa que acabou por ser morta na guilhotina. Esta rainha adorava penas de avestruz, daí a decoração do helicóptero ser com penas de avestruz. Na parte exterior do Museu, pudemos observar um anel gigantesco, um bule e uns sapatos. O anel era feito de rodas (jantes) de carros e o diamante de copos de whisky. No final, realizámos uma atividade que consistia em criar uma obra de arte a partir de uns óculos. A visita foi do meu agrado. Gostei da exposição e de conhecer o trabalho desta artista que, sem dúvida, tem muita imaginação. Gostei especialmente do aproveitamento de materiais reciclados utilizados nestas construções. Sebastião Sequeira, 6ºG (Prof. Ana Paula Velasquez)
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    18 DeClara, nº 22abril 2019 Exposição na Biblioteca Trabalhos dos alunos do 8 E sobre o SOM de CFQ Professora Isabel Pinto Físico Química
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    19 DeClara, nº 22abril 2019 7ª edição do Innovation Challenge Junior Achievement Portugal (correção de notícia publicada no DeClara 21) No dia 8, de março, decorreu a 7ª edição do Innovation Challenge, promovido pela Junior Achievement Portugal em parceria com o Município do Porto, no âmbito do Programa Porto de Futuro. Nesta edição os alunos do ensino secundário foram desafiados a encontrar soluções criativas e inovadoras para um problema que lhes foi apresentado logo no início da manhã. A iniciativa decorreu no Agrupamento de Escolas do Cerco. Ao longo do dia os alunos contaram com a assessoria de colaboradores de empresas parceiras do Programa Porto de Futuro, especialistas em diferentes áreas de negócio (Financeira, Marketing, Vendas, Inovação). No final do evento, cada equipa apresentou a sua ideia perante um Júri, que premiou a melhor proposta/solução para o problema apresentado. Ao aplicar o princípio de “Learning by Doing” na implementação deste projeto, pretendia-se que os alunos estivessem aptos a desenvolver competências interpessoais e empreendedoras, espírito de iniciativa, habilidade para trabalhar em equipa, capacidade de resolver problemas e aprender. Dois dos alunos da equipa da nossa escola o Miguel Barbosa do 11º C e Matilde Oliveira do 12º A, fizeram parte das equipas vencedoras do 1º e 2º lugares respetivamente. Parabéns, a todos os participantes neste projeto. A Professora Coordenadora de Projetos Maria Isabel Pinto
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    20 DeClara, nº 22abril 2019 EXPOSIÇÃO MANUEL ANTÓNIO PINA PROJETO ANIMAÇÃO COMUM BIBLIOTECAS ESCOLARES
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    33 DeClara, nº 22abril 2019 SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares)
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    34 DeClara, nº 22abril 2019 Excelente colaboração da Comunidade Escolar. Obrigada! Campanha de Recolha para ajuda às vítimas do ciclone Idai em Moçambique
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    35 O QUE ESTÁA ACONTECER... DeClara, nº 22 abril 2019 Novos livros na Biblioteca Biblioteca Escolar
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    36 DeClara, nº 22abril 2019 Livros Concurso Nacional de Leitura - fase distrital CNL 2º CICLO 3º CICLO Ensino Secundário História do Sábio Fechado na sua Biblioteca Os Ciganos O apocalipse dos trabalhadores de Manuel António Pina de Sophia de Mello Breyner Andresen de Valter Hugo Mãe e Pedro Sousa Tavares A 26 de abril na Biblioteca Municipal da Maia Alunas apuradas na fase municipal para representar a Escola Básica e Secundária Clara de Resende na fase intermunicipal: 2º ciclo: Luísa César Carvalho, 6ºano 3º ciclo: Inês Sanches Silva, 7º ano Ensino Secundário: Beatriz Pereira Pinto, 12º ano
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    37 DeClara, nº 22abril 2019 Parabéns! A Escola Básica e Secundária Clara de Resende estará presente na grande final da LITERACIA 3Di, que se vai realizar no dia 17 de maio, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa. A classificação obtida pelos nossos alunos na segunda fase da L3Di, foi excelente. O Joaquim Teixeira será o nosso grande finalista. Resultados Matemática Joaquim António de Amorim Teixeira, 5º ano - FINALISTA (86%) Ciência Diogo Ribeiro (71%) Leitura Gonçalo Martins Torrão (62%) Inglês Bernardo L (95%) ___________________________________________________________________________ Ser finalista do desafio pelo conhecimento é, certamente, motivo de orgulho para alunos, professores, encarregados de educação e demais elementos da nossa comunidade educativa. Muitos Parabéns ! Bom trabalho e boa sorte para a grande final da Literacia 3Di´
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    38 DeClara, nº 22abril 2019 O QUE ESCREVEM OS PROFESSORES RECETA PARA LEER Ingredientes: un buen libro, un buen lector/a, un conjunto de oyentes. Modo de preparación: se elige un buen libro. Para empezar, se recomienda un libro de cuentos tradicionales. Se escoge un relato. Se lee el había una vez, con la entonación de las historias que se leían al amor de la lumbre, hasta el colorín colorado del final. Tiempo: en casa, durante todas las noches, hasta que los niños cumplan 10 años y luego el tiempo que deseen; en la escuela, una hora a la semana en las bibliotecas o en la clase de lengua y literatura. Dificultad: ninguna. Problemas: en casa, el mando de la televisión; en la escuela, con una media de 11 asignaturas por curso, nadie recuerda que la lectura puede ser un placer. http://elpais.com/diario/1998/05/31/opinion/896565602_8502 15.html
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    39 DeClara, nº 22abril 2019 Ati, hermoso libro de mis noches compañero, y de muchos un amigo, a ti, que abres deseos para un mundo escondido que entre tus páginas, como un sueño, nace con el ritmo de quien nuevos senderos abre con su ilusión y cariño. Ati, que siembras en los niños semillas de esperanza para abrir nuevos caminos que todas las fronteras traspasan y llevan a buen destino todo lo que tus páginas cantan. Ati, libro sencillo que abres tu ventana a los ojos de quien siente muy vivo todo lo que tus hojas plasman: tesoros escondidos, amores y desamores eternos, estrellas y planetas perdidos, personajes y sueños que nos tienen en vilo. No lo dudes, hazte compañero de tu amigo el libro. Jesús Pascual
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    40 DeClara, nº 22abril 2019 i amigo el libro Niño: Qué triste estaba yo, triste y aburrido, mis sueños de viajar los había ya perdido. Libro: Qué triste estaba yo, triste y aburrido mis sueños de enseñar los había ya perdido. Niño: La idea vino de pronto escuche como eco mi voz, y como haciéndome tonto busque rápido, veloz. Libro: Al ver que en mi ayuda venia quise lucir un poco mejor; era tal mi alegría que hasta tome color. Niño: Entre muchos empolvados, ¡qué tesoros descubrí! en un libro mis sueños grabados ¡era escrito para mí! Libro: De muchos viajes fui testigo por fin útil me sentí. Niño: Es el libro, mi amigo. ¡El tesoro que descubrí! (Maritza Valle Tejeda) Professora de Espanhol Sónia Hernan
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    41 DeClara, nº 22abril 2019 Professora Sónia Hernan
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    42 DeClara, nº 22abril 2019 La Diada de Sant Jordi No importa que no sea un día festivo. Cada 23 de abril las calles, ramblas y plazas de todo el país se llenan de libros, rosas y banderas para celebrar la Diada de Sant Jordi, una jornada participativa en la que la palabra escrita y recitada toma protagonismo. Pero la Fiesta del Libro no ha estado siempre ligada al patrón de Cataluña. Impulsada por el editor Vicent Clavel para promover el libro en Cataluña, la primera Diada fue el 7 de octubre de 1927. Dos años después los libreros salieron un 23 de abril, y el éxito propició el cambio de fecha, que además coincidía con la muerte de Miguel de Cervantes y William Shakespeare. Declarada Fiesta Nacional de Cataluña, la Diada de Sant Jordi ha contribuido desde sus inicios a impulsar la producción y comercialización del libro en catalán. Además, los lectores pueden interactuar con sus escritores predilectos. El paseo entre paradas de libros y la tradición de regalar una rosa complementan la jornada. La consolidación del día de San Jorge como la Fiesta del Libro, también internacionalmente, llega con la proclamación por la Unesco del 23 de abril como el Día Mundial del Libro y los Derechos de Autor. http://patrimoni.gencat.cat/es/coleccion/sant-jordi-y-el-dia-del-libro Professora Sónia Hernan
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    43 É BOM SABER... DeClara, nº 22 abril 2019 E DEPOIS DA PÁSCOA… RECOMEÇA Recomeça.... Se puderes Sem angústia E sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado, Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar e vendo O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças... Miguel Torga Lei do Retorno não falha: recebemos na medida do que damos! A Lei do Retorno nunca falha. Pode demorar, mas receberemos sempre na medida exata do que oferecemos. Nada mais, nada menos do que isto! Vale a pena pensar nisto! Informação inútil O filme mais longo alguma vez exibido é o documentário “Modern Times Forever” (2011), com duração de 240 horas (10 dias). Este filme retrata o eventual declínio e degradação do edifício Stora Enso Building em Helsínquia. Francisco Rodrigues, 9.ºB
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    A inteligência emocionale o futuro da educação A inteligência emocional refere-se à capacidade que uma pessoa tem para reconhecer e identificar as suas próprias emoções e as dos outros. Esta inteligência pode- se aprender e treinar, estando demonstrado que está altamente relacionada com o êxito profissional e/ou académico e com menores níveis de stress. Aristóteles, em Ética a Nicómaco, definiu aquilo que é para mim a essência mais importante do conceito de inteligência emocional, exemplificando-a da seguinte forma: — “Qualquer um pode ficar furioso, isso é fácil. Mas ficar furioso com a pessoa correta, na intensidade correta, no momento correto, pelo motivo correto e da forma correta, isso não é fácil.” Este conceito parece aliás que faz parte das nossas vidas desde sempre, estando espelhado e multiplicado naquela secção de crescimento pessoal e bem-estar hoje altamente procurada nas nossas livrarias. Tudo porque a nossa sociedade atingiu níveis grotescos de ansiedade e de frustração fazendo com que se vivam 48 horas em apenas 24 horas. Mas na realidade este conceito de inteligência que mergulha bem fundo nas nossas emoções só surgiu em 1995 pela mão do jornalista e psicólogo Daniel Goleman. Hoje está aliás demonstrado que o coeficiente intelectual comparado com as outras inteligências contribui apenas com 20% para os fatores determinantes de êxito, o que me coloca sérias dúvidas em relação à forma como continuamos a ensinar nas nossas escolas os adultos do futuro. Mas afinal o que é a inteligência emocional e por que razão já é ensinada como disciplina obrigatória nas escolas do Reino Unido, de Malta e das Ilhas Canárias em Espanha? A inteligência emocional refere-se à capacidade que uma pessoa tem para reconhecer e identificar as suas próprias emoções e as dos outros, relacionando-se assim com a nossa capacidade para controlar essas emoções nas nossas relações interpessoais. Esta inteligência pode-se aprender e treinar, estando demonstrado que está altamente relacionada com o êxito profissional e/ou académico, com menores níveis de stress, com a capacidade para lidarmos melhor com as frustrações e pressões, com maiores níveis de autoeficácia e, por fim, com maiores níveis de empatia. A empatia é aliás a característica mais deliciosa deste conceito porque nos faz aprender a colocar-nos na pele do outro. Se a liderança empática fosse uma característica obrigatória daqueles que são os grandes decisores mundiais talvez os problemas do nosso mundo estivessem resolvidos. "De que nos serve um génio que não consegue comunicar a sua genialidade? Para que serve o conhecimento se ele não for capaz de causar impacto em multidões?" Perante isto, e passado mais de 20 anos em que finalmente damos um valor inestimável às sensações que fluem pelo nosso córtex pré-frontal, surge nas escolas do Reino Unido, de Malta e das Ilhas Canárias a disciplina de educação emocional. Semanalmente existe uma aula de 90 minutos que oferece as ferramentas necessárias para gerir conflitos, adversidades e situações inesperadas, 90 minutos que podem ajudar a melhorar os índices de fracasso escolar e a assimilação de conhecimentos. Perante este cenário a OCDE colocou em 2019 na rota das suas linhas estratégicas em matéria de educação a inclusão da educação emocional como disciplina a avaliar nas escolas para além da matemática, da geografia e de outras matérias. As imprescindíveis mudanças tecnológicas e sociais que enfrentamos obrigam-nos a repensar a educação como fonte de integração e assimilação de transformação permanente. Para as nossas crianças saberem navegar na incerteza permanente o The Future and Education on Skills da OCDE diz-nos que que os adultos do futuro precisam de desenvolver as características intimamente relacionadas com a inteligência emocional, tais como a curiosidade, a imaginação, a resiliência, a tolerância e o autocontrolo. Espero sinceramente que o nosso país também saiba acompanhar este progresso o mais rápido possível, incluindo a reformulação da educação do futuro nas suas prioridades e fazendo as disciplinas exatas fluírem melhor através daquilo que as faz comunicar com o mundo: as emoções. De que nos serve um génio que não consegue comunicar a sua genialidade? Para que serve o conhecimento se ele não for capaz de causar impacto em multidões? Com tudo isto é fácil percebermos que a chave que abre a porta da felicidade é a mesma chave mestra que abre o cérebro das nossas emoções. É na realidade o córtex pré- frontal do êxito, da tolerância, da empatia e do amor o que explica que queiramos formar melhor aqueles que serão os decisores dos dias do futuro. Mafalda G. Coutinho Fundadora e editora da Plataforma Bisturi Cidadania ativa 44 DeClara, nº 22 abril 2019
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    45 DeClara, nº 22abril 2019 Dia Mundial do livro e o Festival de Sant Jordi em Barcelona O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, e organizado pela UNESCO para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais. O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995. A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta dia, no ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes e William Shakespeare. Este dia torna-se na Catalunha um feriado particularmente romântico. É quando os catalães celebram seu patrono, Sant Jordi, saindo para a rua para cumprir uma curiosa tradição popular. É uma das celebrações mais originais da Catalunha, é um festival marcadamente popular, que combina cultura e romance, combinando a celebração do dia do livro e do dia dos enamorados. Naquele dia, o costume é que os casais troquem presentes: os homens recebem um livro e as mulheres, uma rosa. No entanto, é cada vez mais comum homens e mulheres se darem livros e rosas. Barcelona torna-se assim, durante este dia, uma enorme livraria e florista ao ar livre. As ruas enchem-se de gente que anda entre barracas de livros e rosas, procurando o seu presente para o ente querido, a família ou amigos. Dia de San Jordi (São Jorge) 23 de abril “A lenda do século XI conta que Jorge, um cavaleiro da Capadócia, liberta uma princesa capturada por um enorme dragão. Ferido pela lança do cavaleiro, o dragão derrama sangue e ali nasce uma roseira como sinal de amor e amizade. Em homenagem a Cervantes e Shakespeare que morreram no dia de São Jorge, o dia foi escolhido também como o dia do livro.” A origem deste festival curioso é uma mistura de tradições de diferentes épocas . Por um lado, o fato de que Sant Jordi é, desde o século XV, o santo padroeiro da Catalunha, coincide; e por outro lado, a famosa lenda de Sant Jordi e o dragão (o cavaleiro derrotou o dragão que amedrontou a cidade e a princesa e cruzou-o com a espada, do corpo da besta brotaram lindas rosas vermelhas das quais Sant Jordi deu uma para a princesa); e, além disso, o antigo costume medieval de visitar a capela de Sant Jordi do Palácio da Generalitat, onde costumava ser realizada uma feira de rosas ou "dos amantes". Por esta razão, Sant Jordi também é conhecido como o santo padroeiro dos amantes da Catalunha.
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    46 DeClara, nº 22abril 2019 Conta-me como foi o 25 de abril 24 de Abril de 1974 foi o último dia da ditadura. A Guerra Colonial tinha começado em 1961, e opunha o Exército português aos guerrilheiros que lutavam pela independência dos territórios africanos que Portugal na altura governava: Angola, Moçambique e Guiné. O governo chamava a esses territórios «províncias ultramarinas» (porque estavam para além do mar) e afirmava que faziam parte de Portugal da mesma forma que o Minho ou o Algarve. Na verdade eram colónias, ou seja, países com populações e línguas próprias que no passado tinham sido conquistados e ocupados pelos portugueses. Muitos países europeus tinham tido colónias em África, mas em 1973 ou 1974 essas colónias já se tinham tornado países independentes quer dizer, já não dependiam das metrópoles, que era como se chamava aos países colonizadores. Mas o governo português da altura teimava em manter a posse das colónias, e por isso enviava para a guerra todos os jovens. O serviço militar a tropa, como se costuma dizer durava então quatro anos, os primeiros dois passados na «metrópole», em instrução e os dois últimos no «ultramar», em combate. Muitos jovens morriam nos combates em África. Durante os 13 anos que durou a guerra perderam a vida quase 9 mil e uns 30 mil ficaram feridos ou estropiados. Quase todas as famílias estavam de luto, pois tinham pelo menos um morto na guerra. Em 1973, Portugal tinha 150 mil homens a combater. Muitos dos sobreviventes, depois de regressarem, mostravam dificuldade em integrarem-se na vida civil e eram frequentes as doenças psiquiátricas provocadas pela terrível experiência por que tinham passado. Além disso, Portugal (que era, como agora, um país pobre) dirigia para as despesas da guerra cerca de metade do dinheiro que gastava. Portanto, quase não havia obras públicas; construíam-se poucas estradas, pontes, escolas ou hospitais. A Guerra Colonial nunca poderia ser ganha pelos portugueses, pois o seu combate era contra a própria História. Quase toda a África era já independente. Nesse tempo não se podia criticar o governo, mas como a guerra se arrastava, os mortos eram já muitos e as despesas cresciam cada vez mais, as pessoas passaram a estar fartas daquilo tudo. A certa altura, os militares começaram a ser apontados como os culpados por a guerra se arrastar. Ora, como eles sabiam melhor do que ninguém que uma guerra daquelas nunca poderia ser ganha, resolveram derrubar o governo pela força. Fazer o que se chama um golpe de Estado. Para isso fundaram o Movimento das Forças Armadas (MFA). O dia escolhido para a ação foi 25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem. E punham no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de José Afonso. Continua...
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    47 DeClara, nº 22abril 2019 Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura. Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução. A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos. Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido. Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias. Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas. O que mudou com a Revolução dos Cravos Muitas coisas mudaram. As que indicamos a seguir são apenas algumas das mudanças mais importantes ANTES . Só havia um partido político, a Acção Nacional Popular, que apoiava o governo . Não havia eleições livres. Só se podia votar no partido do governo . As mulheres só podiam votar se tivessem concluído o curso secundário . As mulheres não podiam viajar sozinhas para fora do País sem autorização escrita do marido . Não se podia dizer mal do governo e quem o fizesse era preso . Havia uma polícia política, com milhares de informadores em toda a parte, que escutava praticamente todas as conversas . As pessoas casadas pela Igreja não se podiam divorciar . Cada patrão pagava o que queria aos seus trabalhadores . As notícias só podiam sair nos jornais depois de terem sido lidas e autorizadas pelos Serviços de Censura . Os jovens passavam quatro anos da tropa, dois dos quais na guerra DEPOIS . Passou a haver muitos partidos políticos . As eleições passaram a ser completamente livres . Toda a gente pode votar (e é pena que muitos se abstenham de o fazer). O Carlitos, o Luís e o Emídio votariam quando completassem 18 anos. Mas a mãe, a irmã e a avó do Carlitos votariam pela primeira vez na vida nas eleições de 25 de Abril 1975 (um ano depois da revolução), as primeiras disputadas em liberdade. . Mulheres e homens têm os mesmos direitos . Passou a haver liberdade de opinião . Não existe polícia política . O divórcio estendeu-se a toda a população . Passou a haver um salário mínimo nacional . A Imprensa é livre . Acabou a Guerra Colonial. Uns anos mais tarde, o serviço militar deixou mesmo de ser obrigatório (texto de Luís Almeida Martins , publicado em: http://visao.sapo.pt/visaojunior/noticias/2016-04-14-Conta-me- como-foi-o-25-de-abril)
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    48 DeClara, nº 22abril 2019 Com o início do 3º período voltamos à escola para a última etapa deste ano letivo. É um período muito pequeno, é mais um esforço alcançar a meta e atingir os objetivos. LEMBRAR…