A promoção de Marcelo

Marcelo Gonçalves é um engenheiro bem sucedido. Em função do seu desenvolvimento
profissional, Marcelo foi promovido a Gerente do Departamento de Novos Produtos da
EletroMecânica Paraíso. Está feliz da vida, mas extremamente preocupado. Em toda sua
carreira profissional sempre trabalhou com coisas concretas: novos produtos, protótipos
de produtos, especificações de materiais, limites de tolerância para controle de
qualidade e afins. Está acostumado a trabalhar com medidas exatas, números, tamanhos
e materiais concretos. Contudo, nunca lidou com situações abstratas e nem com pessoas.
Agora, tornou-se o responsável por uma equipe de 30 funcionários sob seu comando,
entre engenheiros, técnicos designers, projetistas e desenhistas. Seu principal desafio
passou a ser lidar com pessoas e com situações. Sua maneira lógica, matemática e
quantitativa de ver o trabalho precisa ser substituída rapidamente por uma maneira mais
abrangente, flexível, psicológica e humana para ser bem sucedido na nova posição.
Marcelo não tem a menor idéia sobre como gerir seu novo departamento, nem como
conduzir sua equipe. Percebeu que muitos profissionais como ele – engenheiros,
economistas, médicos, advogados, psicólogos – quando bem sucedidos em suas
respectivas profissões tendem a ser promovidos a gerentes em suas empresas e deixam
de lado as suas especialidades para assumir posições administrativas. Por onde Marcelo
deveria começar? Como você poderia ajudar Marcelo em sua iniciação à Administração?
Considere, ainda, as seguintes questões:



   1. Quais as novas tarefas a serem desenvolvidas pelo departamento?

   2. Qual a estrutura e a distribuição de cargos?

   3. Como deveria lidar com os subordinados?

   4. Quais as tecnologias que deveria utilizar?

   5. Qual o contexto ambiental de sua atividade?

   6. Como contribuir para a competitividade de sua empresa?




CASOS 1
As dificuldades de Roberto



      Roberto é um excelente profissional, muito responsável e admirado por seus
      conhecimentos técnicos. Depois de diplomar-se em administração, Roberto não
      parou mais de estudar e de tentar aplicar seus conhecimentos. Sabe melhor que
      ninguém equacionar os problemas e definir as melhores soluções. Sua dificuldade
      maior é lidar com pessoas: não sabe explicar nem treinar ou argumentar,
      tampouco tem paciência com os subordinados. Apesar de seu excelente preparo
      técnico, Roberto não consegue progredir na empresa. Quer ser promovido a
      gerente de equipe, mas fica sempre na fila de espera. O que está acontecendo com
      Roberto? O que faz uma organização ser admirada ou odiada? Como Roberto
      poderia tratar estas questões?




                                A focalização na Alpha & Beta



      Rita Bastos acabara de assumir um importante cargo na Alpha & Beta, uma
      empresa no ramo de produtos educacionais. Aprendera que as teorias
      administrativas se centram em seis variáveis básicas: tarefas, estrutura, pessoas,
      tecnologia, ambiente e competitividade. Ela queria trabalhar envolvendo todas
      essas variáveis em uma focalização equilibrada, mesmo sabendo que as pessoas
      têm primazia sobre todas as demais. Como você procederia no lugar de Rita? Citar,
      explicar e justificar as atitudes propostas para as variáveis básicas da
      administração.




CASOS 1
Megafusão: Brahma e Antarctica – surge a AMBEV

        Depois de uma verdadeira guerra de um século, as arqui-rivias Antarctica e Brahma resolveram
deixar de lado sua histórica e agressiva disputa pelo consumo de cerveja e refrigerante. As duas empresas
se associaram para criar a Ambev – Companhia de Bebidas das Américas – a fim de poder disputar
também o consumidor internacional no mercado globalizado. A megafusão resultará na maior empresa
privada nacional, com um faturamento de R$ 10.300 bilhões, desbando a Volkswagen com R$ 6.630
bilhões e a General Motors com R$ 6.420 bilhões anuais.
        Os recursos das sócias – que produzem 6,4 bilhões de litros de cerveja e 2,5 bilhões de litros de
refrigerante, água, chá e isotônico – serão reunidos na Ambev, holding resultante da fusão. A nova
empresa tem 30 mil acionistas, com ativos totais correspondentes a R$ 8,1 bilhões e patrimônio liquido
superior a R$ 2,8 bilhões. A Ambev deve cobrir cerca de 40% do mercado brasileiro de bebidas e
responder por 74% da produção nacional de cerveja.

BRAHAMA                                               ANTARCTICA

Faturamento: R$ 7 bilhões                             Faturamento: R$ 3,3 bilhões

Lucro Líquido: R$ 329,1 milhões                       Lucro Líquido: R$ 642,1 milhões

Número de Fábricas: 28                                Número de Fábricas: 22

Número de Empregados: 9.700                           Número de Empregados: 6.800

Produção de Cerveja: 4,3 bilhões (L)                  Produção de Cerveja: 2,1 bilhões (L)

Produção de Refrigerantes: 1,2 bilhão (L)             Produção de Refrigerantes: 1,2 bilhão (L)

Valor de Mercado: R$ 7 bilhões                        Valor de Mercado: R$ 500 bilhões

MARCAS                                                MARCAS

Brahma, Malzbier,     Miller,    Skol,   Caracu   e   Antactica,   Bavaria,    Bohemia,       Budweiser,
Carisberg                                             Kronenbier, Serramalte, Original, Polar e Niger

       Um dos objetivos da AmBev é a ampliação dos mercados já explorados pelas sócias no Mercosul.
Outro objetivo é se antecipar à competição provocada pela integração de 34 países americanos na Alca
(Área de Livre Comércio das Américas), abrindo filiais em toda a América Latina e nos Estados Unidos.
A AmBev será a quinta maior produtora de bebidas do mundo e a quarta maior cervejaria do mundo,
vindo logo atrás da americana Anheuser-Busch (fabricante da Budweiser com 14,07 bilhões de litros), da
holandesa Heineken (com 8,19 bilhões de litros) e da americana Miller (com 7,33 bilhões de litros). O
importante é internacionalizar para não ser internacionalizada. A união faz a força.

QUESTÕES
  1. Brahma e Antarctica sempre foram velhas e tradicionais concorrentes. Por que substituíram a
     competição agressiva pela associação e cooperação?
  2. Faça um cotejo entre possíveis vantagens e desvantagens da megafusão para cada uma das
     empresas envolvidas.
  3. No seu ponto de vista, quais os fatores que levaram a essa megafusão?
  4. Como ficará a administração da nova companhia em mãos de tradicionais inimigos que nunca se
     bicaram?


CASOS 1

Casos1

  • 1.
    A promoção deMarcelo Marcelo Gonçalves é um engenheiro bem sucedido. Em função do seu desenvolvimento profissional, Marcelo foi promovido a Gerente do Departamento de Novos Produtos da EletroMecânica Paraíso. Está feliz da vida, mas extremamente preocupado. Em toda sua carreira profissional sempre trabalhou com coisas concretas: novos produtos, protótipos de produtos, especificações de materiais, limites de tolerância para controle de qualidade e afins. Está acostumado a trabalhar com medidas exatas, números, tamanhos e materiais concretos. Contudo, nunca lidou com situações abstratas e nem com pessoas. Agora, tornou-se o responsável por uma equipe de 30 funcionários sob seu comando, entre engenheiros, técnicos designers, projetistas e desenhistas. Seu principal desafio passou a ser lidar com pessoas e com situações. Sua maneira lógica, matemática e quantitativa de ver o trabalho precisa ser substituída rapidamente por uma maneira mais abrangente, flexível, psicológica e humana para ser bem sucedido na nova posição. Marcelo não tem a menor idéia sobre como gerir seu novo departamento, nem como conduzir sua equipe. Percebeu que muitos profissionais como ele – engenheiros, economistas, médicos, advogados, psicólogos – quando bem sucedidos em suas respectivas profissões tendem a ser promovidos a gerentes em suas empresas e deixam de lado as suas especialidades para assumir posições administrativas. Por onde Marcelo deveria começar? Como você poderia ajudar Marcelo em sua iniciação à Administração? Considere, ainda, as seguintes questões: 1. Quais as novas tarefas a serem desenvolvidas pelo departamento? 2. Qual a estrutura e a distribuição de cargos? 3. Como deveria lidar com os subordinados? 4. Quais as tecnologias que deveria utilizar? 5. Qual o contexto ambiental de sua atividade? 6. Como contribuir para a competitividade de sua empresa? CASOS 1
  • 2.
    As dificuldades deRoberto Roberto é um excelente profissional, muito responsável e admirado por seus conhecimentos técnicos. Depois de diplomar-se em administração, Roberto não parou mais de estudar e de tentar aplicar seus conhecimentos. Sabe melhor que ninguém equacionar os problemas e definir as melhores soluções. Sua dificuldade maior é lidar com pessoas: não sabe explicar nem treinar ou argumentar, tampouco tem paciência com os subordinados. Apesar de seu excelente preparo técnico, Roberto não consegue progredir na empresa. Quer ser promovido a gerente de equipe, mas fica sempre na fila de espera. O que está acontecendo com Roberto? O que faz uma organização ser admirada ou odiada? Como Roberto poderia tratar estas questões? A focalização na Alpha & Beta Rita Bastos acabara de assumir um importante cargo na Alpha & Beta, uma empresa no ramo de produtos educacionais. Aprendera que as teorias administrativas se centram em seis variáveis básicas: tarefas, estrutura, pessoas, tecnologia, ambiente e competitividade. Ela queria trabalhar envolvendo todas essas variáveis em uma focalização equilibrada, mesmo sabendo que as pessoas têm primazia sobre todas as demais. Como você procederia no lugar de Rita? Citar, explicar e justificar as atitudes propostas para as variáveis básicas da administração. CASOS 1
  • 3.
    Megafusão: Brahma eAntarctica – surge a AMBEV Depois de uma verdadeira guerra de um século, as arqui-rivias Antarctica e Brahma resolveram deixar de lado sua histórica e agressiva disputa pelo consumo de cerveja e refrigerante. As duas empresas se associaram para criar a Ambev – Companhia de Bebidas das Américas – a fim de poder disputar também o consumidor internacional no mercado globalizado. A megafusão resultará na maior empresa privada nacional, com um faturamento de R$ 10.300 bilhões, desbando a Volkswagen com R$ 6.630 bilhões e a General Motors com R$ 6.420 bilhões anuais. Os recursos das sócias – que produzem 6,4 bilhões de litros de cerveja e 2,5 bilhões de litros de refrigerante, água, chá e isotônico – serão reunidos na Ambev, holding resultante da fusão. A nova empresa tem 30 mil acionistas, com ativos totais correspondentes a R$ 8,1 bilhões e patrimônio liquido superior a R$ 2,8 bilhões. A Ambev deve cobrir cerca de 40% do mercado brasileiro de bebidas e responder por 74% da produção nacional de cerveja. BRAHAMA ANTARCTICA Faturamento: R$ 7 bilhões Faturamento: R$ 3,3 bilhões Lucro Líquido: R$ 329,1 milhões Lucro Líquido: R$ 642,1 milhões Número de Fábricas: 28 Número de Fábricas: 22 Número de Empregados: 9.700 Número de Empregados: 6.800 Produção de Cerveja: 4,3 bilhões (L) Produção de Cerveja: 2,1 bilhões (L) Produção de Refrigerantes: 1,2 bilhão (L) Produção de Refrigerantes: 1,2 bilhão (L) Valor de Mercado: R$ 7 bilhões Valor de Mercado: R$ 500 bilhões MARCAS MARCAS Brahma, Malzbier, Miller, Skol, Caracu e Antactica, Bavaria, Bohemia, Budweiser, Carisberg Kronenbier, Serramalte, Original, Polar e Niger Um dos objetivos da AmBev é a ampliação dos mercados já explorados pelas sócias no Mercosul. Outro objetivo é se antecipar à competição provocada pela integração de 34 países americanos na Alca (Área de Livre Comércio das Américas), abrindo filiais em toda a América Latina e nos Estados Unidos. A AmBev será a quinta maior produtora de bebidas do mundo e a quarta maior cervejaria do mundo, vindo logo atrás da americana Anheuser-Busch (fabricante da Budweiser com 14,07 bilhões de litros), da holandesa Heineken (com 8,19 bilhões de litros) e da americana Miller (com 7,33 bilhões de litros). O importante é internacionalizar para não ser internacionalizada. A união faz a força. QUESTÕES 1. Brahma e Antarctica sempre foram velhas e tradicionais concorrentes. Por que substituíram a competição agressiva pela associação e cooperação? 2. Faça um cotejo entre possíveis vantagens e desvantagens da megafusão para cada uma das empresas envolvidas. 3. No seu ponto de vista, quais os fatores que levaram a essa megafusão? 4. Como ficará a administração da nova companhia em mãos de tradicionais inimigos que nunca se bicaram? CASOS 1