Impacto do milho Bt no
MIP de pragas nas culturas
  de terras baixas do RS

             Ana Paula Afonso da Rosa
O milho Bt no Rio Grande do Sul

Terras Baixas

Mip em Terras Baixas

       Arroz

       Soja

       Milho

Perspectivas
                                   Foto: Beatriz Emygdio
Adoção da biotecnologia agrícola no Brasil




                CULTURAS                Fonte: CÉLERES
Taxa de adoção



      23,9 milhões de ha = 88,1% área total
      com variedades transgênicas




      12,1 milhões de ha = 74,9 % área total
      com variedades transgênicas

                                   Fonte: CÉLERES
Adoção da biotecnologia agrícola no Brasil




                EVENTOS                 Fonte: CÉLERES
Adoção da biotecnologia agrícola no Brasil




                ESTADOS                 Fonte: CÉLERES
Adoção da biotecnologia agrícola no Rio
                 Grande do Sul - Milho

                                                                               76,45
                  80




 Área            60

 Produtividade
 Produção        40
                                                                                       26,97


                         16,15
                  20
                                                      7,73
                                 4,72                         5,71   4,32                      4,77
                                          1,11

                  0
                       Área (milhão ha)          Produtividade (kg/ha)      Produção (milhão t)

                                                     Brasil   Sul    RS



                                                                                                      Fonte: Céleres
Adoção da biotecnologia agrícola no Rio
               Grande do Sul - Milho
                                                                                                                       88,7
                                       90                                                                                     85,7


                                       80                                                                       74,9


                                       70
 Tecnologia
               Adoção (% área total)




                                       60

                                       50                 43,6
                                                   40,8                                           40,8
                                                                                                         37,1
                                       40   34,5                                           33,6

                                       30

                                       20

                                                                 6,9    7
                                       10                                      5,1


                                        0
                                                   RI                  TH                       RI/TH              Total

                                                                            Brasil   Sul   RS



                                                                                                                                 Fonte: Céleres
Regiões produtoras
Terras Baixas

    Diversidade geológica,
     climática e de relevo




 Variedade de tipos de solos




Diferentes padrões de ocupação
         Uso agrícola
  Desenvolvimento regional
As terras baixas
correspondem a uma
classificação geomorfológica,
que compreende a planície
costeira do Rio Grande do Sul
(VILLWOCK; TOMAZELLI, 1995).
Fotos: Alcides Severo
Terras baixas - arroz irrigado
 Topografia plana - potencial p/
   350.000 ha

 Potencial hídrico
 Solo adequado - horizonte B
   impermeável

 Clima adequado
 Única cultura para condições
   de alagamento

 Estrutura de lavoura instalada
 Tradição dos produtores no
   cultivo do arroz
Terras baixas - milho




                                             Foto: Ana Paula Afonso Rosa



 Redução do custo dos insumos (semente, adubo, etc.)
 Disponibilidade de variedades milho
 Desenvolvimento de tecnologias (genética e manejo) adaptadas as terras
   baixas
 Tecnologias de manejo de solo, irrigação e drenagem para áreas de
   várzeas
Terras baixas - soja

 Aumentar a produção em
   áreas onduladas e de várzeas

 Proximidade do porto de Rio
   Grande - menor custo de
   transporte em relação as
   outras regiões do RS.
Terras baixas x MIP
Ponte verde hospedeira




Aumenta o potencial de dano das pragas
Qual foi/é o impacto
do milho Bt no MIP
de pragas para essas
      culturas?
ARROZ


   Pragas chave - crônica   Pragas secundárias - eventuais

      Bicheira-da-raiz             Lagarta-militar

     Lagarta-boiadeira              Broca-do-colo

    Percevejo-do-colmo               Caramujos

     Percevejo-do-grão             Pragas diversas

    Lagarta-da-panícula
Oryzophagus oryzae
  (Costa Lima 1936)
  Coleoptera: Curculionidae




Adulto da bicheira-da-raiz Oryzophagus oryzae.   Ovos de gorgulho aquático no tecido   Bicheira-da-raiz.
Foto de H.F. Prando                              vegetal.                              Foto de J.K. Clark
                                                 Foto de J.K. Clark
Casulo da pupa da bicheira-da-raiz.
Foto de H.F. Prando


                                      Macho 'guardando' a fêmea.
                                      Foto de H.F. Prando
Tibraca limbativentris
Stål 1860
Hemiptera: Pentatomidae




            Adulto novo (esquerda) e velho (direita) do
            percevejo-do-colmo.
                                                          Posturas novas (esquerda) e ovos próximo à eclosão
            Fotos de H.F. Prando
                                                          (direita) do percevejo-do-colmo. Foto de H.F. Prando
Percevejos em hibernação.
Foto de H.F. Prando



                            Percevejos de ponta-cabeça no arroz.
                            Foto de H.F. Prando
Sítios de hibernação




    Fotos de H.F. Prando
Oebalus poecilus
(Dallas 1851)
Hemiptera: Pentatomidae




                                                Aglomerado de ovos do percevejo-do-grão.
                                                Foto de H.F. Prando
Percevejos-do-grão: O. poecilus (esquerda) O.
ypsilongriseus (direita). Fotos de N. Wright
Ninfas de vários estágios do percevejo-do-grão.   Arroz parboilizado manchado em função do ataque
Foto de H.F. Prando                               de percevejos.
                                                  Foto de H.F. Prando




 Mancha no ponto de sucção da seiva no arroz
 parboilizado.
 Foto de H.F. Prando
Brocas do colo
                                                             A espécie Elasmopalpus
                                                           lignosellus é comum em cultivo do
                                                           arroz de sequeiro ou de terras
                                                           altas. No cultivo do arroz em solo
                                                           alagado tem aparecido com maior

Mariposa Elasmopalpus lignosellus. No detalhe a lagarta.
                                                           frequência nos últimos anos, antes
Fotos de J. Vargas e Embrapa

                                                           da inundação.
Fotos: Ana Claudia Oliveira
Spodoptera frugiperda
                                              A                                           B




                                 Foto: E. Ferreira                           Foto: E. Ferreira

                FIGURA 2. Plantas novas de arroz cortadas rente ao solo por lagartas
                de Spodoptera frugiperda (A) e abrigo do inseto sob torrões (B)



                                                 A                                            B




                              Foto: A. da S. Gomes                      Foto: J.F. da S. Martins

            FIGURA 3. Fase crítica da cultura do arroz ao ataque de lagartas de Spodoptera
            frugiperda, em áreas planas, compreendido entre a emergência das plantas (A)
            e a inundação da lavoura (B).
Biótipos - morfologicamente idênticas, diferem em
ecologia, genética e fisiologia.
Pseudaletia spp.
Lepidoptera: Noctuidae




  Sobrevivência em restos culturais de soja e milho
SOJA
Como chegou ao RS?

• EUA: 1987 já liberado para testes

• RS: 1994 chega a primeira carga da Argentina
      40 t de milho grão  202 sc de semente de soja RR
                         4 genótipos




                        Até 1997 o cultivo foi mantido na surdina.
                      A partir de 2000, se tornou o milagre da soja.
Pragas chave - crônica   Pragas secundárias – eventual

Anticarsia gemmatalis          Epinotia aporema

   Nezara viridula            Pseudoplusia spp.

   Euchistus heros            Diabrotica speciosa

 Piezodorus guildinii         Bemisia argentifolli

                               Spodoptera spp.

                            Sternechus subsignatus

                            Elasmopalpus lignoselus

                               Phyllophaga spp.
Anticarsia gemmatalis (Hübner, 1818)
Lepidoptera: Noctuidae




                                       A lagarta-da-soja é encontrada em
                                       todos os locais de cultivo, sendo o
                                       desfolhador mais comum da soja no
                                       Brasil. Costuma atacar as lavouras a
Foto: Mike Boone                       partir de novembro, nas regiões ao
                                       Norte do Paraná, e a partir de
                                       dezembro a janeiro no Sul do País,
                                       podendo causar desfolhamento, que
                                       pode chegar a 100%.



Foto: Ana Paula Afonso-Rosa
A lagarta apresenta coloração geral verde, com estrias longitudinais brancas sobre o
dorso. Em condições de alta população, ou escassez de alimento, a lagarta torna-se
escura, mantendo as estrias brancas.
Estação Terras Baixas – Safra 2011/2012
Percevejos
                                       A                                            B       Pelo menos 15 espécies de percevejos da família
                                                                                            Pentatomidae são registradas como sugadores,
                                                                                            sendo que as espécies Nezara viridula (L.),
                                                                                            Piezodorus guildinii (Westwood) e Euschistus
                                                   Foto: Bastos, C. S.
  Foto: Moreira, H. & Aragão, F.                                                            heros (Fabricius) são as mais importantes do
 Adulto (A) e ovos (B) de Nezara viridula
                                                                                            complexo de percevejos pragas da soja (PANIZZI &

                                       A                                                B   ROSSI, 1991).


                                                                                            N. viridula e E. heros estão também associadas ao
                                                                                            milho causando danos semelhantes aos de
                                               Foto: Moreira, H. & Aragão, F.

Adulto (A) e ovos (B) de Euchistus heros.                                                   Dichelops melacanthus. Estes percevejos têm
                                                                                            aumentado sua população a cada ano, com
                                   A                                            B
                                                                                            ocorrência em todas as épocas de plantio de
                                                                                            milho, requerendo, muitas vezes, tratamento com
                                                                                            inseticidas nas sementes e pulverizações foliares
  Foto: Via Rural                      Foto: Moreira, H. & Aragão, F.
                                                                                            para redução de danos (PANIZZI, 2000).
Adulto (A) e ovos (B) de Piezodorus guildinii.
Falsa medideira – Pseudoplusia includens


                              - Lagartas medem palmos
                              - Não consomem as nervuras
                              - Difícil controle
                              - Há relatos de resistência
Foto: Diones
                              - Porção inferior da planta
                              - Temperaturas elevadas, acima de 30ºC, e a
                              umidade abaixo de 60%, que aumentam a
                              evaporação do produtos químicos, dificultando
                              o controle
Complexo de Spodoptera spp.




Foto: McGuire Center     Foto: Ana Paula Afonso da Rosa   Foto: John L. Capinera
S. albula                S. cosmioides                     S. eridania




                              - Alimentam-se de vagens, grãos e folhas;
                              - Podem cortar as plantas ao nível do solo.



Foto: Paulo Lanzetta
S. frugiperda
Época de ocorrência
Intensidade proporção de
espécies




                           Difícil previsão
Mudança de cenário
  Aumento da população e importância das lagartas-falsa-medideira e das lagartas-pretas e
    redução da população da lagarta-da-soja (décadas de predomínio na soja brasileira)

No Rio Grande do Sul, nas safras 2007/08 e 2008/09, entre as lagartas-falsa-medideira já havia
  sido constatada a predominância de Rachiplusia nu, sobre Pseudoplusia includens, que se
                                esperava fosse a mais comum.




                                                                                 Guedes et al., 2010
OCORRÊNCIA SIMULTANEA
Amplia risco de danos – aumento de população
Dificuldade de manejo – diferentes doses - permitindo e facilitando a sobrevivência das lagartas mais
tolerantes, que chegam a representar 50% das populações.




           Ex. site do mapa
MILHO
Pragas Secundárias       Praga primária
Percevejos




   Dichelops sp.     Euchistus heros
Pulgão                 • Coloração verde-azulada;

Rhopalosiphum maidis   • Formas ápteras com cerca de 1,5 mm;

                       • Vivem em colônias excretam uma

                       substância açucarada onde se desenvolve

                       um fungo (fumagina), que recobre a folha,

                       prejudicando a atividade fotossintética da

                       planta;

                       • Atacam folhas e panículas;

                       • Responsável pela transmissão do vírus do

                       mosaico comum do milho.
Diabrotica spp.


 Ocorre em todos Estados brasileiros;

 Alimenta-se de folhas, brotações novas, vagens ou frutos

de várias culturas;

 As larvas são de hábito subterrâneo, têm causado perdas

significativas de produtividade de milho e em batata.
D. balteata    D. speciosa
                               D. undecimpunctata




 D. barbieri    D. virgifera    D. viridula
Ocorrência no Brasil




           Locais registrados


Silva et al. (2006)
5-7 dias
   Biologia

                                                                                               40-50 dias




       14-26 dias




                                                                                                               Fotos: Paulo Lanzetta
                                                    5-7 dias

                                                                                          Longevidade (dias)
Longevidade, ritmo de postura e fecundidade         Alimento na fase larval
                                                                                    Machos            Fêmeas
dependem do substrato de criação na fase larval e   Seedling de milho                41,8               51,6
do tipo de alimento                                 Dieta artificial                 55,5               58,5
Diabrotica x Spodoptera
LAGARTAS
                                                                                                        Ivan Cruz
                                           Jalles Machado




                                                            Diatraea saccharallis
            Ana Paula Afonso da Rosa




 Spodoptera frugiperda                                                              Elasmopalpus lignosellus


                                       Coutin R.




  Agrotis ipsilon                                  Helicoverpa zeae
Lagarta do cartucho – Spodoptera frugiperda




                 Foto: Paulo Lanzetta




                                          Foto: Paulo Lanzetta
Modelo de ocorrência
                                                Spodoptera frugiperda em arroz
                               12


                               10                                     Praga Aguda
          Nível Populacional




                                8                                       Praga Crônica
                                                                                              NDE
                                6

                                4

                                2


                                0
                                    1   2   3    4   5   6   7   8   9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
                                                                       Anos

FIGURA 1. Modelo de ocorrência de Spodoptera frugiperda na cultura do milho, na condição de praga aguda.
Aumento de danos a cada safra (metade Sul do RS)




                                                                    Foto: Marilda Pereira Porto
                 Figura 1. Dano de Spodoptera frugiperda em milho
A                                       B                                C

Figura 2. Danos causados pela Spodoptera frugiperda no cartucho da planta de milho




                                                        Foto: Jaqueline Tavares Schafer



              Figura 3. Danos causados pela lagarta-do-cartucho na espiga
Raças (Milho e Arroz)
Populações de várias regiões produtoras do RS
Busato et al. (2005): Biologia comparada (dieta natural e artificial)
                      Análise da estrutura e diversidade molecular
                      Consumo e utilização de alimento
                      Tabela de vida fertilidade
                      Exigências térmicas

 Morfologicamente iguais e fisiologicamente diferentes



Implicações
Variações no consumo de alimento

Variações no nível de dano
Resposta diferenciada a inseticidas
Resposta diferenciada ao controle biológico
Preferência alimentar de Spodoptera frugiperda


                                                                              a
45        a                                                      18
40                                                               16
35                                                               14
30                                                               12
                        b
25                                                               10
                                      b             b
20                                                                8                          b
15                                                                6
10                                                                4                                         b              b
 5                                                                2
 0                                                                0
       Milho         Sorgo     Arroz Irrigado Campim-arroz                Milho          Sorgo      Arroz Irrigado Campim-arroz

 Figura 1. Porcentagem (±EP) de lagartas recém-eclodidas de      Figura 2 . Área foliar consumida (±EP) de milho, sorgo, arroz irrigado e capim-
 Spodoptera frugiperda, presentes em folhas de milho,            arroz por lagartas de último ínstar de Spodoptera frugiperda. Temperatura: 25
 sorgo,arroz irrigado e capim-arroz. Temperatura: 25 ±1ºC; UR:   ± 1ºC; UR: 70 ± 15%; Fotofase: 14 horas. Capão do Leão - RS, 2002.
 70 ± 15%; Fotofase: 14 horas. Capão do Leão - RS, 2002.




                                                                                                                         Busato et al., 2004
Foto: Ana Paula Afonso da Rosa




Lagartas do biótipo arroz são mais suscetíveis a proteína Cry1Ab – menor
sobrevivência e biomassa


                                                                 Araujo et al. (dados não publicados)
10/01/2012 - Capão do Leão/RS
Perspectivas para a região Sul do Rio Grande do Sul
Qual é o futuro?




MIP regionalizado
Obrigada
ana.afonso@embrapa.br
    53 3275 8478

Biosegurança 2012 (1)

  • 1.
    Impacto do milhoBt no MIP de pragas nas culturas de terras baixas do RS Ana Paula Afonso da Rosa
  • 2.
    O milho Btno Rio Grande do Sul Terras Baixas Mip em Terras Baixas Arroz Soja Milho Perspectivas Foto: Beatriz Emygdio
  • 3.
    Adoção da biotecnologiaagrícola no Brasil CULTURAS Fonte: CÉLERES
  • 4.
    Taxa de adoção 23,9 milhões de ha = 88,1% área total com variedades transgênicas 12,1 milhões de ha = 74,9 % área total com variedades transgênicas Fonte: CÉLERES
  • 5.
    Adoção da biotecnologiaagrícola no Brasil EVENTOS Fonte: CÉLERES
  • 6.
    Adoção da biotecnologiaagrícola no Brasil ESTADOS Fonte: CÉLERES
  • 7.
    Adoção da biotecnologiaagrícola no Rio Grande do Sul - Milho 76,45 80  Área 60  Produtividade  Produção 40 26,97 16,15 20 7,73 4,72 5,71 4,32 4,77 1,11 0 Área (milhão ha) Produtividade (kg/ha) Produção (milhão t) Brasil Sul RS Fonte: Céleres
  • 8.
    Adoção da biotecnologiaagrícola no Rio Grande do Sul - Milho 88,7 90 85,7 80 74,9 70  Tecnologia Adoção (% área total) 60 50 43,6 40,8 40,8 37,1 40 34,5 33,6 30 20 6,9 7 10 5,1 0 RI TH RI/TH Total Brasil Sul RS Fonte: Céleres
  • 9.
  • 10.
    Terras Baixas Diversidade geológica, climática e de relevo Variedade de tipos de solos Diferentes padrões de ocupação Uso agrícola Desenvolvimento regional
  • 11.
    As terras baixas correspondema uma classificação geomorfológica, que compreende a planície costeira do Rio Grande do Sul (VILLWOCK; TOMAZELLI, 1995).
  • 12.
  • 13.
    Terras baixas -arroz irrigado  Topografia plana - potencial p/ 350.000 ha  Potencial hídrico  Solo adequado - horizonte B impermeável  Clima adequado  Única cultura para condições de alagamento  Estrutura de lavoura instalada  Tradição dos produtores no cultivo do arroz
  • 14.
    Terras baixas -milho Foto: Ana Paula Afonso Rosa  Redução do custo dos insumos (semente, adubo, etc.)  Disponibilidade de variedades milho  Desenvolvimento de tecnologias (genética e manejo) adaptadas as terras baixas  Tecnologias de manejo de solo, irrigação e drenagem para áreas de várzeas
  • 15.
    Terras baixas -soja  Aumentar a produção em áreas onduladas e de várzeas  Proximidade do porto de Rio Grande - menor custo de transporte em relação as outras regiões do RS.
  • 16.
  • 17.
    Ponte verde hospedeira Aumentao potencial de dano das pragas
  • 18.
    Qual foi/é oimpacto do milho Bt no MIP de pragas para essas culturas?
  • 19.
    ARROZ Pragas chave - crônica Pragas secundárias - eventuais Bicheira-da-raiz Lagarta-militar Lagarta-boiadeira Broca-do-colo Percevejo-do-colmo Caramujos Percevejo-do-grão Pragas diversas Lagarta-da-panícula
  • 20.
    Oryzophagus oryzae (Costa Lima 1936) Coleoptera: Curculionidae Adulto da bicheira-da-raiz Oryzophagus oryzae. Ovos de gorgulho aquático no tecido Bicheira-da-raiz. Foto de H.F. Prando vegetal. Foto de J.K. Clark Foto de J.K. Clark
  • 21.
    Casulo da pupada bicheira-da-raiz. Foto de H.F. Prando Macho 'guardando' a fêmea. Foto de H.F. Prando
  • 22.
    Tibraca limbativentris Stål 1860 Hemiptera:Pentatomidae Adulto novo (esquerda) e velho (direita) do percevejo-do-colmo. Posturas novas (esquerda) e ovos próximo à eclosão Fotos de H.F. Prando (direita) do percevejo-do-colmo. Foto de H.F. Prando
  • 23.
    Percevejos em hibernação. Fotode H.F. Prando Percevejos de ponta-cabeça no arroz. Foto de H.F. Prando
  • 24.
    Sítios de hibernação Fotos de H.F. Prando
  • 25.
    Oebalus poecilus (Dallas 1851) Hemiptera:Pentatomidae Aglomerado de ovos do percevejo-do-grão. Foto de H.F. Prando Percevejos-do-grão: O. poecilus (esquerda) O. ypsilongriseus (direita). Fotos de N. Wright
  • 26.
    Ninfas de váriosestágios do percevejo-do-grão. Arroz parboilizado manchado em função do ataque Foto de H.F. Prando de percevejos. Foto de H.F. Prando Mancha no ponto de sucção da seiva no arroz parboilizado. Foto de H.F. Prando
  • 27.
    Brocas do colo A espécie Elasmopalpus lignosellus é comum em cultivo do arroz de sequeiro ou de terras altas. No cultivo do arroz em solo alagado tem aparecido com maior Mariposa Elasmopalpus lignosellus. No detalhe a lagarta. frequência nos últimos anos, antes Fotos de J. Vargas e Embrapa da inundação.
  • 28.
  • 29.
    Spodoptera frugiperda A B Foto: E. Ferreira Foto: E. Ferreira FIGURA 2. Plantas novas de arroz cortadas rente ao solo por lagartas de Spodoptera frugiperda (A) e abrigo do inseto sob torrões (B) A B Foto: A. da S. Gomes Foto: J.F. da S. Martins FIGURA 3. Fase crítica da cultura do arroz ao ataque de lagartas de Spodoptera frugiperda, em áreas planas, compreendido entre a emergência das plantas (A) e a inundação da lavoura (B).
  • 30.
    Biótipos - morfologicamenteidênticas, diferem em ecologia, genética e fisiologia.
  • 31.
    Pseudaletia spp. Lepidoptera: Noctuidae Sobrevivência em restos culturais de soja e milho
  • 33.
  • 34.
    Como chegou aoRS? • EUA: 1987 já liberado para testes • RS: 1994 chega a primeira carga da Argentina 40 t de milho grão  202 sc de semente de soja RR 4 genótipos Até 1997 o cultivo foi mantido na surdina. A partir de 2000, se tornou o milagre da soja.
  • 35.
    Pragas chave -crônica Pragas secundárias – eventual Anticarsia gemmatalis Epinotia aporema Nezara viridula Pseudoplusia spp. Euchistus heros Diabrotica speciosa Piezodorus guildinii Bemisia argentifolli Spodoptera spp. Sternechus subsignatus Elasmopalpus lignoselus Phyllophaga spp.
  • 36.
    Anticarsia gemmatalis (Hübner,1818) Lepidoptera: Noctuidae A lagarta-da-soja é encontrada em todos os locais de cultivo, sendo o desfolhador mais comum da soja no Brasil. Costuma atacar as lavouras a Foto: Mike Boone partir de novembro, nas regiões ao Norte do Paraná, e a partir de dezembro a janeiro no Sul do País, podendo causar desfolhamento, que pode chegar a 100%. Foto: Ana Paula Afonso-Rosa
  • 37.
    A lagarta apresentacoloração geral verde, com estrias longitudinais brancas sobre o dorso. Em condições de alta população, ou escassez de alimento, a lagarta torna-se escura, mantendo as estrias brancas.
  • 38.
    Estação Terras Baixas– Safra 2011/2012
  • 39.
    Percevejos A B Pelo menos 15 espécies de percevejos da família Pentatomidae são registradas como sugadores, sendo que as espécies Nezara viridula (L.), Piezodorus guildinii (Westwood) e Euschistus Foto: Bastos, C. S. Foto: Moreira, H. & Aragão, F. heros (Fabricius) são as mais importantes do Adulto (A) e ovos (B) de Nezara viridula complexo de percevejos pragas da soja (PANIZZI & A B ROSSI, 1991). N. viridula e E. heros estão também associadas ao milho causando danos semelhantes aos de Foto: Moreira, H. & Aragão, F. Adulto (A) e ovos (B) de Euchistus heros. Dichelops melacanthus. Estes percevejos têm aumentado sua população a cada ano, com A B ocorrência em todas as épocas de plantio de milho, requerendo, muitas vezes, tratamento com inseticidas nas sementes e pulverizações foliares Foto: Via Rural Foto: Moreira, H. & Aragão, F. para redução de danos (PANIZZI, 2000). Adulto (A) e ovos (B) de Piezodorus guildinii.
  • 40.
    Falsa medideira –Pseudoplusia includens - Lagartas medem palmos - Não consomem as nervuras - Difícil controle - Há relatos de resistência Foto: Diones - Porção inferior da planta - Temperaturas elevadas, acima de 30ºC, e a umidade abaixo de 60%, que aumentam a evaporação do produtos químicos, dificultando o controle
  • 41.
    Complexo de Spodopteraspp. Foto: McGuire Center Foto: Ana Paula Afonso da Rosa Foto: John L. Capinera S. albula S. cosmioides S. eridania - Alimentam-se de vagens, grãos e folhas; - Podem cortar as plantas ao nível do solo. Foto: Paulo Lanzetta S. frugiperda
  • 42.
    Época de ocorrência Intensidadeproporção de espécies Difícil previsão
  • 43.
    Mudança de cenário Aumento da população e importância das lagartas-falsa-medideira e das lagartas-pretas e redução da população da lagarta-da-soja (décadas de predomínio na soja brasileira) No Rio Grande do Sul, nas safras 2007/08 e 2008/09, entre as lagartas-falsa-medideira já havia sido constatada a predominância de Rachiplusia nu, sobre Pseudoplusia includens, que se esperava fosse a mais comum. Guedes et al., 2010
  • 44.
    OCORRÊNCIA SIMULTANEA Amplia riscode danos – aumento de população Dificuldade de manejo – diferentes doses - permitindo e facilitando a sobrevivência das lagartas mais tolerantes, que chegam a representar 50% das populações. Ex. site do mapa
  • 45.
  • 46.
    Pragas Secundárias Praga primária Percevejos Dichelops sp. Euchistus heros
  • 47.
    Pulgão • Coloração verde-azulada; Rhopalosiphum maidis • Formas ápteras com cerca de 1,5 mm; • Vivem em colônias excretam uma substância açucarada onde se desenvolve um fungo (fumagina), que recobre a folha, prejudicando a atividade fotossintética da planta; • Atacam folhas e panículas; • Responsável pela transmissão do vírus do mosaico comum do milho.
  • 48.
    Diabrotica spp.  Ocorreem todos Estados brasileiros;  Alimenta-se de folhas, brotações novas, vagens ou frutos de várias culturas;  As larvas são de hábito subterrâneo, têm causado perdas significativas de produtividade de milho e em batata.
  • 49.
    D. balteata D. speciosa D. undecimpunctata D. barbieri D. virgifera D. viridula
  • 50.
    Ocorrência no Brasil Locais registrados Silva et al. (2006)
  • 51.
    5-7 dias Biologia 40-50 dias 14-26 dias Fotos: Paulo Lanzetta 5-7 dias Longevidade (dias) Longevidade, ritmo de postura e fecundidade Alimento na fase larval Machos Fêmeas dependem do substrato de criação na fase larval e Seedling de milho 41,8 51,6 do tipo de alimento Dieta artificial 55,5 58,5
  • 52.
  • 55.
    LAGARTAS Ivan Cruz Jalles Machado Diatraea saccharallis Ana Paula Afonso da Rosa Spodoptera frugiperda Elasmopalpus lignosellus Coutin R. Agrotis ipsilon Helicoverpa zeae
  • 56.
    Lagarta do cartucho– Spodoptera frugiperda Foto: Paulo Lanzetta Foto: Paulo Lanzetta
  • 57.
    Modelo de ocorrência Spodoptera frugiperda em arroz 12 10 Praga Aguda Nível Populacional 8 Praga Crônica NDE 6 4 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Anos FIGURA 1. Modelo de ocorrência de Spodoptera frugiperda na cultura do milho, na condição de praga aguda.
  • 58.
    Aumento de danosa cada safra (metade Sul do RS) Foto: Marilda Pereira Porto Figura 1. Dano de Spodoptera frugiperda em milho
  • 59.
    A B C Figura 2. Danos causados pela Spodoptera frugiperda no cartucho da planta de milho Foto: Jaqueline Tavares Schafer Figura 3. Danos causados pela lagarta-do-cartucho na espiga
  • 60.
    Raças (Milho eArroz) Populações de várias regiões produtoras do RS Busato et al. (2005): Biologia comparada (dieta natural e artificial) Análise da estrutura e diversidade molecular Consumo e utilização de alimento Tabela de vida fertilidade Exigências térmicas Morfologicamente iguais e fisiologicamente diferentes Implicações Variações no consumo de alimento Variações no nível de dano Resposta diferenciada a inseticidas Resposta diferenciada ao controle biológico
  • 61.
    Preferência alimentar deSpodoptera frugiperda a 45 a 18 40 16 35 14 30 12 b 25 10 b b 20 8 b 15 6 10 4 b b 5 2 0 0 Milho Sorgo Arroz Irrigado Campim-arroz Milho Sorgo Arroz Irrigado Campim-arroz Figura 1. Porcentagem (±EP) de lagartas recém-eclodidas de Figura 2 . Área foliar consumida (±EP) de milho, sorgo, arroz irrigado e capim- Spodoptera frugiperda, presentes em folhas de milho, arroz por lagartas de último ínstar de Spodoptera frugiperda. Temperatura: 25 sorgo,arroz irrigado e capim-arroz. Temperatura: 25 ±1ºC; UR: ± 1ºC; UR: 70 ± 15%; Fotofase: 14 horas. Capão do Leão - RS, 2002. 70 ± 15%; Fotofase: 14 horas. Capão do Leão - RS, 2002. Busato et al., 2004
  • 62.
    Foto: Ana PaulaAfonso da Rosa Lagartas do biótipo arroz são mais suscetíveis a proteína Cry1Ab – menor sobrevivência e biomassa Araujo et al. (dados não publicados)
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    Perspectivas para aregião Sul do Rio Grande do Sul
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    Qual é ofuturo? MIP regionalizado
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