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Manejo do bicudo no
algodoeiro e alternativas
de controle
Mariana de Paiva Manso
Sumário
 Introdução Algodoeiro;
Anthonomus grandis;
 Taxonomia;
 Caracterização;
 Manejo químico;
 Manejo biológico;
 Manejo cultural;
 Controle alternativo.
Introdução
 O algodoeiro é o nome vulgar dado a várias espécies do
gênero botânico Gossypium;
 É o cultivo mais importante que não é destinado à
alimentação;
 Commodity;
 Quantificado em arroba (@).
Fonte: Compre Rural,2017.
Introdução
 O cultivo de algodão no estado de Goiás iniciou em 1937;
 O bicudo do algodoeiro (Anthonomus grandis) é a
principal praga que afeta a cotonicultura;
 Sua detecção no Brasil deu-se pela primeira vez em
fevereiro de 1983 em Campinas – SP;
 Em Goiás o primeiro aparecimento ocorreu na safra
1997/98.
Taxonomia
 Classe: Insecta
 Ordem: Coleoptera
 Família: Curculionidae
 Gênero: Anthonomus
 Espécie: A. grandis
Fonte: Bug Guide, 2008.
4mm – 8mm
1) Destrói estruturas reprodutivas;
Fonte: Rural Centro,2013. Fonte: Jornal Grande Bahia,2013.Fonte: Deposit photos,2015.
Caracterização
BOTÃO FLORAL FLORES MAÇÃ
2) Completa seu ciclo dentro das estruturas reprodutivas;
Fonte: Instituto Mato-grossense do algodão,2013.
# Holometábolo # 1 ovo por orifício
# 100 – 300 ovos # 4 – 6 gerações em uma safra
3) Danos
 Pode acarretar em perdas de 70% da produtividade;
 Os primeiros adultos migram para a cultura por
ocasião do florescimento, e atacam inicialmente os
botões florais que apresentarão as brácteas abertas e
posteriormente caem;
 Adultos podem se alimentar de folhas e pecíolos
foliares durante o crescimento vegetativo da cultura;
 Fibras do algodão e sementes são destruídos por larvas;
 Capulhos danificados normalmente não se abrem;
 Botões florais que abrigam larvas ficam descoloridos e
podem causar queda e/ou aborto de flores;
 Flores atacadas: “flor-em-balão”;
 As chuvas favorecem o desenvolvimento desta praga.
Fonte: Entomolg, 2012.
Fonte: Revista Campo e Negócio, 2015.
4) Se alimenta e se desenvolve em restos culturais;
Respeitar a calendarização
Fonte: Por dentro do Agro,2018.
Respeitar o Vazio Sanitário
Fonte: Agrodefesa, 2018.
 Cultivo Autorizado no Período de Vazio Sanitário
- Cultivo destinado à pesquisa científica;
- Cultivo de material genético sob a responsabilidade e
controle direto do obtentor ou introdutor;
- Cultivo destinado à produção de sementes genéticas;
- Cultivo nas áreas dos Projetos Públicos de Irrigação no
Estado de Goiás.
5) Capacidade de entrar em diapausa: mecanismo de
sobrevivência no período entressafra;
- Fotoperíodo inferior a 11 horas para larvas e pupas;
- Temperatura noturna inferior a 10°C para estágio
adulto;
 Podem se alojar em:
- Copas de grandes árvores;
- Locais cobertos por musgos;
- Solo com boa cobertura.
Importante
 O que explica a preferência para oviposição e
alimentação em botão floral ?
O bicudo é um inseto que necessariamente se
alimenta de pólen, pois sem este substrato, as
fêmeas não conseguem desenvolver seus ovos.
Fonte: UNNE Argentina, 2017.
Adultos que emergem de botão floral são maiores.
Fonte: Revista Caatinga, 2015.
MANEJO PARA CONTROLE
MANEJO QUÍMICO
 Dispositivo “atrai-e-mata’’;
 Armadilhas;
 Aplicação Preventiva;
 Aplicação Corretiva;
 Mais usual: Alta eficiência
Ação rápida
Fonte: Yamaho Incoprom
Pulverizadores, 2016.
1) Dispositivo “Atrai-e-mata ’’
 Feromônio + Inseticida + Estimulante de alimentação;
 Tubo Mata Bicudo - TMB®;
Fonte: JML,2012. Fonte: Controle etológico
do bicudo-do-algodoeiro, 2010.
# Comumente é
adicionado uma
subdose de
Malathion na
armadilha.
# Recomendações:
 Instalação: 30 d.a.s;
 Distância entre armadilhas: 150 m;
 Troca de feromônio: 60 dias;
 Posição: extremidade/bordadura do talhão.
Fonte: JML,2012.
2) Armadilha
 Monitoramento;
 Instalação: 30 – 60 d.a.s;
 Distância: 150 - 300 metros;
 Troca de feromônio: 21 - 21 dias;
 Posição: extremidade/bordadura
do talhão.
# Geralmente
neste caso,
não se utiliza a
adição de
inseticida.
Fonte: Artigo - O tamanho do prejuízo
do bicudo e a necessidade do
monitoramento, 2018.
3) Aplicação Preventiva
 30 – 35 d.a.e inicia as aplicações;
 Realizada mesmo não possuindo a presença do bicudo;
 Aplicações semanais em uma ou duas faixas das
bordaduras de todo o talhão;
# Ação conjunta
de produtores!
# PROBLEMA: Muitos
produtores utilizam subdosagem
 Não recomenda utilizar PIRETRÓIDES quando a
planta estiver com até 100 dias de emergência;
 Eliminação de inimigos naturais
que controlam a população
de ácaro rajado (Tetranychus urticae);
 Efeito irritante em ácaros
levando-os para uma dispersão
antecipada;
 Aumento da fertilidade de ácaros.
Fonte: Agro Link, 2017.
Fonte: Departamento de fitossanidade, UNESP.
 1ª Recomendação
Calypso – Bayer
 IA: Tiacloprido;
 GQ: Neonicotinoide;
 Formulação: SC;
 Inseticida sistêmico;
 Algodão: Mosca branca, pulgão-das-inflorescências,
tripes;
 Dose: 100 – 600 ml/ha
 Intervalo: 7 – 10 dias e no máx. 3 aplicações.
Fonte: Agro Bayer.
# ESTÁ VINDO COM POSICIONAMENTO
PARA CONTROLE DO Anthonomus grandis.
 2ª Recomendação
Evidence 700 WG - Bayer
 IA: Imidacloprido;
 GQ: Neonicotinoide;
 Formulação: WG;
 Inseticida sistêmico;
 Algodão: Pulgão do algodoeiro
e tripes;
 Dose: 70 – 100 g/ha;
 Intervalo: 7 dias e no máx. 3 aplicações.
Fonte: Agro Bayer.
Fonte: Mercado Livre, 2018.
 3ª Recomendação
Bazuka 216 SL – Rotam do Brasil
Agroquímica e Produtos Agrícolas
 IA: Metomil;
 GQ: Metilcarbamato de Oxima;
 Formulação: SL;
 Inseticida de contato e ingestão;
 Algodão: Lagarta-das-maçãs e bicudo;
 Dose: 795 ml/ha.
 Intervalo: 5 dias e no máx. 5 aplicações.
Fonte: Alamos Brasil.
4) Aplicação Corretiva
 Realizada quando a praga está na área;
 Inspeção: 50 botões/10 ha, sendo um botão por planta;
 Nível de controle: 10% dos botões atacados
 Realizar bateria de aplicações - semanais;
1 ou 2 x por semana.
Metodologia: Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios.
 1ª Recomendação
Malathion 1000 EC – Cheminova
 IA: Malationa;
 GQ: Organofosforado;
 Formulação: EC;
 Inseticida de contato e ingestão;
 Algodão: Curuquerê, bicudo e
pulgão-das-inflorescências;
 Dose: 1 – 2 L/ha;
 Calda: 600 – 800 L/ha;
 Intervalo: 7 ou 15 dias e no máx. 3 aplicações.
Fonte: PtDocs.
# Material: Fibermax 986
# Aplicação: 3 x com intervalo de 5 dias
# Avaliação: contagem de 25 botões florais/parcela
Fonte: CONTROLE QUÍMICO DO BICUDO DO ALGODOEIRO, Publicação Embrapa.
 2ª Recomendação
Acefato – Nortox
 IA: Acefato;
 GQ: Organofosforado;
 Formulação: SP;
 Inseticida de contato, ingestão e sistêmico;
 Algodão: Pulgão do algodoeiro;
 Dose: 0,75 – 1 Kg P.C/ha;
 Intervalo: 10 dias e no máx. 2 aplicações.
Fonte: Nortox.
 3ª Recomendação
Pirate – Basf
 IA: Clofenapir;
 GQ: Análogo de pirazol;
 Formulação: SC;
 Inseticida e acaricida de contato e ingestão;
 Algodão: Lagarta-das-maçãs, lagarta-armigera,
ácaro-rajado e lagarta-do-cartucho;
 Dose: 0,8 – 1,5 L P.C/ha;
 Intervalo: 5 dias e no máx. 4 aplicações.
Fonte: Plantec, 2018.
Comparativo
 FMC era líder de mercado.
Piretróide + Metilcarbamato Metilcarbamato
de benzofuranila de benzofuranila
onte:Artigo-Otamanhodoprejuízodobicudoeanecessidadedomonitoramento,2018.
MANEJO BIOLÓGICO
 Entomopatógenos e parasitoides;
 Registrado para a praga e não para a cultura;
 Pouco utilizado: Dificuldade de estabilização;
Ação lenta;
Baixa eficiência.
 Entomopatógenos: Beauveria bassiana e Metarhizium
anisopliae;
 Dificuldade de estabilização do fungo.
Fonte: O controle biológico do bicudo-do-algodoeiro, Embrapa Algodão, 2008.
 Parasitoides: Catolaccus grandis (Burks);
 Ordem Hymenoptera;
 Ação: Paralisação e/ou parasitismo.
Fonte: O controle biológico do bicudo-do-algodoeiro, Embrapa Algodão, 2008.
MANEJO CULTURAL
 Medidas que afetam a disponibilidade de alimento ao
inseto;
 Redutor de crescimento ?
 Desfolhantes ?
Instrução Normativa Estadual Nº 04
 Medidas Fitossanitárias Obrigatórias
 Cadastro on-line de propriedades e áreas produtoras
de algodão (www.agrodefesa.go.gov.br);
 Cumprimento do calendário de semeadura;
 Cumprimento do vazio sanitário;
 Eliminação de plantas voluntárias de algodão;
 Regulamentação do transporte de cargas de algodão.
CONTROLE ALTERNATIVO
 Algodão Orgânico;
 Inseticida à base de caulim: pó de rocha de cor branca,
composto por silicato de alumínio;
 Controle alternativo desenvolvido pela Embrapa
Algodão;
 Após a pulverização do caulim, a planta fica tingida de
branco, tornando-se irreconhecível para o bicudo;
 Atrapalha a movimentação e alimentação do inseto,
pois as partículas aderem ao seu corpo do inseto.
Fonte:DiadeCamponaTV,2011.
Obrigada!
Mariana de Paiva Manso
marianapmansoo@gmail.com