Controle Biológico
na Soja
Michel Lopes da Silva
Índice
Introdução;
Controle biológico;
Tipos de controle biológico;
Agentes biológicos de controle (ABC):
Predadores;
Parasitoides;
Patógenos.
Produtos comerciais;
Dificuldades e benefícios;
Como otimizar o controle biológico.
Fonte: G1.com, 2018.
Consumo de 1 bilhão de litros na safra 2013/2014;
Mais de sete quilos por hectare de produtos químicos.
Consequências
Contaminação dos alimentos, do solo, da água e
animais;
Intoxicação de agricultores;
Resistência de pragas a princípios ativos;
Desequilíbrio biológico.
Fonte: Biboca Ambiental, 2010.
Introdução
MIP
Fonte: PROMIP, 2018.
Controle Biológico
“Uso de indivíduos ou organismos de ocorrência
natural para prevenir, reduzir ou erradicar a
infestação de pragas e doenças nas plantações.”
Melhoria na qualidade
dos alimentos.
Redução da poluição
ambiental.
Fonte: Successful Farming, 2017.
Tipos de Controle Biológico
Clássico Natural
Aplicado
Agente Biológicos de Controle
Predadores;
Parasitoides;
Patógenos.
Fonte: Google Sites, 2018.
Predadores
Características gerais
Organismos de vida livre;
Atacam, matam e consomem a sua presa;
Consomem mais de uma presa para concluírem seu
ciclo;
Alimentam-se de ovos ou outras fases da praga;
Mastigadores e sugadores.
Fonte: Gespianos, 2018. Fonte: Chicoterra, 2017.
Fonte: Revista Globo Rural, 2015.
Parasitoides
Características gerais
Organismos que se desenvolvem dentro ou sobre outras
espécies (Endoparasitoides e Ectoparasitoides);
Utiliza apenas um hospedeiro durante o seu ciclo de vida;
Mata o hospedeiro ao final do ciclo;
Capacidade de parasitar ovos localizados em diferentes
regiões das plantas.
Trichogramma pretiosum
Fonte: Successful Farming, 2017.
0,5 mm de comprimento;
Criação em hospedeiros
alternativos;
Ovos de mariposas
e borboletas.
Fonte: Blog.aegro, 2018.
Telenomus podisi
1 mm de comprimento;
Ovos de percevejos-
marrom.
Fonte: Agronomic Nordeste, 2018.
Fonte: Bugguide, 2009.
Patógenos
Características gerais
Organismos microscópicos que provocam doença e
morte de pragas;
Podem ser inibidores biológicos do crescimento de
fungos, bactérias e nematoides;
Facilidade de multiplicação, dispersão e produção em
laboratório;
Eficiência do uso.
Fonte: Agrolink, 2017.
Fonte: Embrapa, 2018.
Fonte: NIPC, 2015.
Fungos Vírus
Bactérias
Fungos
Beauveria bassiana.
Fonte: ResearchGate, 2018.
Trichoderma spp.
Fonte: Academic Journals, 2016.
Bactérias
Bacillus thuringiensis.
Fonte: Fertitienda.com, 2018.
Vírus
Baculovirus anticarsia
Fonte: wikimedia commons, 2018.
Produtos Comerciais
Parasitoide
Nome comercial: Hunter®;
Ingrediente ativo:
Trichogramma pretiosum;
Aplicação aérea ou
terrestre;
Alvos:
Chrysodeixis includens;
Anticarsia gemmatalis;
Helicoverpa armigera.
Fonte: Koppert, 2018.
Custos
Cada cápsula contém em média 2.000 ovos parasitados;
50 pontos/ha;
Unidade: R$0,60 a R$0,80;
Custo por hectare: R$30,00 a R$40,00.
Fungos
Nome comercial: Beauveria
Oligos;
Ingrediente ativo:
Beauveria bassiana;
Aplicação direta no alvo;
Alvos:
Mosca branca (soja);
Cigarrinha (milho).
Fonte: Oligos Biotec,, 2018.
Comparação de valores
R$ 80,00 o quilo;
750g p.c./ha.
R$ 85,00 emb. 20 Lt;
200 mL p.c./ha.
QuímicoBiológico
Fonte: Oligos Biotec, 2018.
Fonte: Nortox, 2018.
Nome comercial: Trichodermil® 1306;
Ingrediente ativo: Trichoderma harzianum;
Aplicação no TS ou via sulco;
Alvos:
Sclerotinia sclerotiorum;
Fusarium spp;
Pratylenchus zeae;
Outros.
Fonte: Koppert, 2018.
Bactérias
Nome comercial: BTControl®;
Ingrediente ativo:
Bacillus thuringiensis;
Alvos:
Anticarsia gemmatalis;
Helicoverpa armigera;
Chrysodeixis includens.
Fonte: Simbiose, 2018.
Fonte: Agrolink, 2018.
Vírus
Nome comercial: Baculovirus Soja WP;
Ingrediente ativo:
Baculovirus anticarsia;
Aplicação foliar;
Alvos:
Anticarsia gemmatalis.
Fonte: Canal Rural, 2018.
Fonte: Embrapa, 2006.
Fonte: G.Bio, 2015.
Dificuldades encontradas
“Cultura” do agricultor;
Amostragem;
Logística de armazenamento e transporte;
Tecnologia de liberação;
Qualidade do produto;
Disponibilidade do insumo biológico;
Poucas pesquisas já realizadas.
Fonte: MJE, 2015.
Benefícios
Redução do uso de produtos químicos;
Redução de custos;
Melhoria na qualidade dos alimentos;
Redução da poluição ambiental e
intoxicação de agricultores;
Sustentabilidade dos agroecossistemas. Fonte: Telhão, 2012.
Como otimizar o Controle Biológico
Identificar inimigos naturais com espécies benéficas;
Praticar rotação de culturas de forma eficaz;
Manter habitat que favoreça o inimigo natural;
Utilização de inseticidas seletivos;
Transmitir programas educacionais para agricultores
e afins.
“Além de todas as suas funções, o agrônomo precisa se
adaptar às novas tecnologias, ter preocupação
ecológica e responsabilidade social.”
- Paula Perin dos Santos.
Obrigado!
Michel Lopes da Silva
michel_ls10@hotmail.com

CONTROLE BIOLÓGICO NA SOJA