Plantas daninhas
e seu controle
Vitor Bianchini Vicheti
Índice
 Introdução às plantas daninhas;
 Tipos de interferências;
 Quatro daninhas de grande importância;
 Tolerância;
 Resistência;
 Alternativas de controle sem o uso de glifosato e paraquat.
Introdução a plantas daninhas
Plantas daninhas
Espécies conhecidas de plantas:
350.000
Plantas cultivadas:
3000
Universalmente consideradas plantas daninhas:
250 ( 0,07%)
Milho pode ser considerado P.D ?
Fonte: Agronegócio em foco, 2018.
Conceito
 “Qualquer planta que cresce onde não é desejado,
interferindo direta ou indiretamente nas culturas de
interesse” (Lorenzi,2000)
Fonte: Feira viva, 2018.
Tipos de interferências
Interferência direta
 Competição por água, luz e nutrientes;
 Alelopatia negativa:
Capacidade de algumas plantas produzirem
substâncias químicas que, quando liberadas no
ambiente, influenciam de forma desfavorável o
desenvolvimento de outras.
Interferência indireta
 custo de produção;
 dificuldade na realização da colheita (embuchamento);
 Hospedagem de pragas e doenças.
Grau de interferência
Espécies infestantes Distribuição espacial
Período de convivência
P.D. - Cultura
Ambiente
Grau de interferência
Quatro P.D. de grande importância
Fonte:RoundUpReady,2018.
Conyza bonariensis (Buva)
Fonte:RoundUpReady,2018.
Elusine indica
(Capim pé de galinha)
Fonte:RoundUpReady,2018.
Digitaria insularis
(Capim amargoso)
Fonte:Agrolink,2018.
Ipomoea acuminata
(Corda de viola)
 Conyza spp. (Buva);
 Eleusine indica (Capim pé de galinha);
 Digitaria insularis (Capim amargoso);
 Ipomoeae spp. (Corda de viola).
Conyza spp. (Buva)
 C. bonariensis/ C. canadensis/ C. sumatrensis*;
 Produzem de 100.000 à 200.000 sementes por planta;
 Sementes podem ser transportadas pelo ar até 65 km;
 1° caso de resistência ao glifosato no brasil em 2005.
Fontedasimagens:Agrolink,2018.
Comparativo de perdas com buva
Tratamento Produtividade(kg/ha) Perdas (sc/ha)
Testemunha 3.140
3 plantas/m² 2.890 4
6 plantas/m² 2.410 12
12 plantas/m² 2.300 14
21 plantas/m² 1.750 23
28 plantas/m² 1.610 25
Fonte: EMBRAPA soja, 2018.
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
 Sementes germinam em qualquer época do ano;
 Mais novo caso de resistência ao glifosato (2016);
 Também resistente aos i.a. fenoxoaprop e haloxyfop;
 Curiosidade: Usado como planta medicinal.
Fontedasimagens:Agrolink,2018.
Digitaria insularis (Capim-amargoso)
 Cada planta produz até 60 mil sementes;
 Produz aleloquímicos (alelopatia negativa);
 De 2593 populações de amargoso no Brasil, 57%
confirmaram-se resistentes ao glifosato (Weedsciense, 2017).
Fontedasimagens:Agrolink,2018.
Ipomoeae spp. (Corda de viola)
 Produz cerca de 300 sementes por planta;
 Sensíveis ao estresse hídrico;
 Tolerante ao herbicida glifosato (2013);
 Ocasionalmente usado como planta ornamental.
Fontedasimagens:Agrolink,2018.
Tolerância e resistência
Tolerância
 Garante às espécies a capacidade de algumas plantas
suportar e se reproduzir após a exposição a uma dose
teoricamente letal do herbicida;
 Pode ser atribuída a:
• Estádio de desenvolvimento;
• Diferenças morfológicas;
• Propriedades metabólicas da
molécula de herbicida.
Resistência
 Habilidade natural e herdável de sobreviver e
reproduzir após exposição a uma dose anteriormente
letal do herbicida;
 Mudança populacional decorrente da seleção natural;
 Herbicidas não promovem resistência, apenas
selecionam biótipos resistentes.
Histórico
 1° caso registrado aconteceu na cultura da cana de
açúcar, com a Commelina diffusa resistente a
mimetizador de auxinas , no Havaí em 1957.
Trapoeraba
Fonte:Usefultropicalplants,2018.
Histórico
 Primeiros relatos de resistência no Brasil ocorreram na
década de 80, Euphorbia heterophilla, resistente aos
inibidores de ALS.
Leiteiro
Fonte:Planetproject,2018.
Fonte: Heap, 2017.
Evolução da resistência
 Eliminação de biótipos extremamente sensíveis,
restando os mais tolerantes;
 Eliminação de todos os biótipos exceto os resistentes;
 Intercruzamento entre biótipos sobreviventes.
Fonte: Monsanto, 2008.
Mecanismos de resistência
 Situação normal;
 Alteração do sítio de ação;
Herbicida
Sítio de ação
Mecanismos de resistência
 Superprodução do sítio de ação;
 Compartimentalização do herbicida (sequestro);
Mecanismos de resistência
 Menor absorção/translocação do herbicida;
 Aumento na metabolização do herbicida na planta.
Tipos de resistência
 Simples: Somente a um ingrediente ativo;
 Cruzada: Ocorre para diversos ingredientes ativos de
um mesmo mecanismo de ação;
 Múltipla: Ocorre para diferentes mecanismos de ação.
Alternativas de manejo
 Palhada em sistema de plantio direto;
 Revolvimento do solo em sistema de plantio convencional;
 Rotação de culturas;
 Capina manual;
 Capina elétrica.
P.D. Produto i.a Dose Cultura
Época de
aplicação
Buva Fascinate BR Glufosinato 1,5-2,5L P.C/ha Soja (SPD) Pós
(Conyza spp.) Heat Saflufenacil 35-70g P.C/ha Milho (SPD)
Dessecação
PP/Pós
Capim pé de
galinha Podium Fenoxaprope
0,8 - 1,0L
P.C/ha Soja Pós
(Eleusine
indica)
Atrasimex500S
C
Atrazina +
Simazina 4L P.C/ha Milho ( C ) Pré
Capim
amargoso Poquer Clethodin 0,4L P.C/ha Soja Pós
(Digitaria
insularis) Finale Glufosinato 2L P.C/ha Soja
Dessecação
PP/Pós
Corda de viola Aurora
Carfentrazona-
etílica
50-75 mL
P.C/ha Milho ( C )
Dessecação
PP/Pós
(Ipomoe spp.) Heat Saflufenacil 35-50g P.C/ha Soja (SPD) Dessecação PP
Basagran 600 Bentazona 1,2L P.C/ha Milho (SPD) Pós
Fonte: Agrofit, 2018.
Obrigado!
Vitor Bianchini Vicheti
vitorbianchiniv@live.com

Plantas daninhas e seu controle

  • 1.
    Plantas daninhas e seucontrole Vitor Bianchini Vicheti
  • 2.
    Índice  Introdução àsplantas daninhas;  Tipos de interferências;  Quatro daninhas de grande importância;  Tolerância;  Resistência;  Alternativas de controle sem o uso de glifosato e paraquat.
  • 3.
  • 4.
    Plantas daninhas Espécies conhecidasde plantas: 350.000 Plantas cultivadas: 3000 Universalmente consideradas plantas daninhas: 250 ( 0,07%)
  • 5.
    Milho pode serconsiderado P.D ? Fonte: Agronegócio em foco, 2018.
  • 6.
    Conceito  “Qualquer plantaque cresce onde não é desejado, interferindo direta ou indiretamente nas culturas de interesse” (Lorenzi,2000) Fonte: Feira viva, 2018.
  • 7.
  • 8.
    Interferência direta  Competiçãopor água, luz e nutrientes;  Alelopatia negativa: Capacidade de algumas plantas produzirem substâncias químicas que, quando liberadas no ambiente, influenciam de forma desfavorável o desenvolvimento de outras.
  • 9.
    Interferência indireta  custode produção;  dificuldade na realização da colheita (embuchamento);  Hospedagem de pragas e doenças.
  • 10.
    Grau de interferência Espéciesinfestantes Distribuição espacial Período de convivência P.D. - Cultura Ambiente Grau de interferência
  • 11.
    Quatro P.D. degrande importância
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
     Conyza spp.(Buva);  Eleusine indica (Capim pé de galinha);  Digitaria insularis (Capim amargoso);  Ipomoeae spp. (Corda de viola).
  • 17.
    Conyza spp. (Buva) C. bonariensis/ C. canadensis/ C. sumatrensis*;  Produzem de 100.000 à 200.000 sementes por planta;  Sementes podem ser transportadas pelo ar até 65 km;  1° caso de resistência ao glifosato no brasil em 2005. Fontedasimagens:Agrolink,2018.
  • 18.
    Comparativo de perdascom buva Tratamento Produtividade(kg/ha) Perdas (sc/ha) Testemunha 3.140 3 plantas/m² 2.890 4 6 plantas/m² 2.410 12 12 plantas/m² 2.300 14 21 plantas/m² 1.750 23 28 plantas/m² 1.610 25 Fonte: EMBRAPA soja, 2018.
  • 19.
    Eleusine indica (Capimpé de galinha)  Sementes germinam em qualquer época do ano;  Mais novo caso de resistência ao glifosato (2016);  Também resistente aos i.a. fenoxoaprop e haloxyfop;  Curiosidade: Usado como planta medicinal. Fontedasimagens:Agrolink,2018.
  • 20.
    Digitaria insularis (Capim-amargoso) Cada planta produz até 60 mil sementes;  Produz aleloquímicos (alelopatia negativa);  De 2593 populações de amargoso no Brasil, 57% confirmaram-se resistentes ao glifosato (Weedsciense, 2017). Fontedasimagens:Agrolink,2018.
  • 21.
    Ipomoeae spp. (Cordade viola)  Produz cerca de 300 sementes por planta;  Sensíveis ao estresse hídrico;  Tolerante ao herbicida glifosato (2013);  Ocasionalmente usado como planta ornamental. Fontedasimagens:Agrolink,2018.
  • 22.
  • 23.
    Tolerância  Garante àsespécies a capacidade de algumas plantas suportar e se reproduzir após a exposição a uma dose teoricamente letal do herbicida;  Pode ser atribuída a: • Estádio de desenvolvimento; • Diferenças morfológicas; • Propriedades metabólicas da molécula de herbicida.
  • 24.
    Resistência  Habilidade naturale herdável de sobreviver e reproduzir após exposição a uma dose anteriormente letal do herbicida;  Mudança populacional decorrente da seleção natural;  Herbicidas não promovem resistência, apenas selecionam biótipos resistentes.
  • 25.
    Histórico  1° casoregistrado aconteceu na cultura da cana de açúcar, com a Commelina diffusa resistente a mimetizador de auxinas , no Havaí em 1957. Trapoeraba Fonte:Usefultropicalplants,2018.
  • 26.
    Histórico  Primeiros relatosde resistência no Brasil ocorreram na década de 80, Euphorbia heterophilla, resistente aos inibidores de ALS. Leiteiro Fonte:Planetproject,2018.
  • 27.
  • 28.
    Evolução da resistência Eliminação de biótipos extremamente sensíveis, restando os mais tolerantes;  Eliminação de todos os biótipos exceto os resistentes;  Intercruzamento entre biótipos sobreviventes.
  • 29.
  • 30.
    Mecanismos de resistência Situação normal;  Alteração do sítio de ação; Herbicida Sítio de ação
  • 31.
    Mecanismos de resistência Superprodução do sítio de ação;  Compartimentalização do herbicida (sequestro);
  • 32.
    Mecanismos de resistência Menor absorção/translocação do herbicida;  Aumento na metabolização do herbicida na planta.
  • 33.
    Tipos de resistência Simples: Somente a um ingrediente ativo;  Cruzada: Ocorre para diversos ingredientes ativos de um mesmo mecanismo de ação;  Múltipla: Ocorre para diferentes mecanismos de ação.
  • 34.
  • 35.
     Palhada emsistema de plantio direto;  Revolvimento do solo em sistema de plantio convencional;  Rotação de culturas;  Capina manual;  Capina elétrica.
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    P.D. Produto i.aDose Cultura Época de aplicação Buva Fascinate BR Glufosinato 1,5-2,5L P.C/ha Soja (SPD) Pós (Conyza spp.) Heat Saflufenacil 35-70g P.C/ha Milho (SPD) Dessecação PP/Pós Capim pé de galinha Podium Fenoxaprope 0,8 - 1,0L P.C/ha Soja Pós (Eleusine indica) Atrasimex500S C Atrazina + Simazina 4L P.C/ha Milho ( C ) Pré Capim amargoso Poquer Clethodin 0,4L P.C/ha Soja Pós (Digitaria insularis) Finale Glufosinato 2L P.C/ha Soja Dessecação PP/Pós Corda de viola Aurora Carfentrazona- etílica 50-75 mL P.C/ha Milho ( C ) Dessecação PP/Pós (Ipomoe spp.) Heat Saflufenacil 35-50g P.C/ha Soja (SPD) Dessecação PP Basagran 600 Bentazona 1,2L P.C/ha Milho (SPD) Pós Fonte: Agrofit, 2018.
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