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Módulo de Prevenção de Doenças  e Promoção da Saúde do Idoso Curso de Especialização em Geriatria e Gerontologia – UnATI / UERJ Coord.   Mônica de Assis Assistente Social / Sanitarista Doutora em Saúde Pública INCA - UnATI / UERJ massis@inca.gov.br
Conceitos básicos: qualidade de vida, saúde, saúde e bem-estar do idoso (envelhecimento  saudável ,  bem-sucedido , ATIVO), prevenção e promoção da saúde; Campos centrais da promoção da saúde e sua relação com envelhecimento e saúde do idoso. Aula 1. Promoção da Saúde e  Envelhecimento
  Envelhecer Bem Potencialidades Limites Boa  qualidade de vida  física, psicológica e social
Qualidade de vida:   uso corrente na saúde : práticas saudáveis / prevenção de riscos / controle emocional / senso de eficácia pessoal   Manutenção da capacidade funcional (aspectos ligados ao que o  indivíduo  deve fazer)
Aspectos subjetivos / culturais e parâmetros materiais Traço histórico - relativismo cultural - caráter de classe Trabalho e renda Saúde Habitação Educação Saneamento/ Meio ambiente Alimentação Transporte Cultura, esporte e lazer Outros Bem-estar Felicidade Amor Prazer Realização pessoal Qualidade de Vida (Minayo, Hartz e Buss, 2000)
Avaliação da  Qualidade de Vida   Grupo de Trabalho OMS >> subjetividade e multidimensionalidade QV é a percepção do indivíduo acerca de sua posição na vida,  de acordo com o contexto cultural e sistema de valor com os quais convive em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e  preocupações.  WHOQOL Group (1995)   Domínios:  Físico Psicológico Nível de independência Relações sociais Meio-ambiente Espiritualidade, religiosidade e crenças pessoais WHOQOL-Old Versão para idosos
Q ualidade de Vida na Velhice   (Paschoal, S.M.P, 2002) Instrumentos de Avaliação de QV na velhice: Life Satisfaction Index – LSI (Neugarten BL & Havighurst RJ); Katz et al., 1963; Multilevel Assesment Instrument – MAI (Lawton et al, 1982) Philadelphia Geriatric Center Morale Scale – Morale Scale (Lawton & Brody, 1969) OARS Multidimensional Functional Assesment Questionaire (Fillembaum e Smyer, 1981) MUNSH (Multilevel Assesment Instrument (Kozma & Stones, 1980) Geriatric Quality of Life Questionnaire (Guyatt  et al ., 1993) WHOQOL-Old
Saúde “ É um estado de completo bem-estar físico,  mental e social, e não meramente  ausência de doenças.”  (OMS, 1946) Limites pela idealização mas ampliação:  sentido negativo (ausência de doença) e positivo (bem-estar). Ausência  de doença Bem-Estar X
Saúde  => fonte de riqueza /  recurso e não fim (OMS) Bem-estar  identificar e realizar aspirações satisfazer  necessidades  mudar ou adaptar-se ao meio ambiente Carta de Otawa (1986)
Paz Alimento Moradia Renda Ecossistema estável Uso ininterrupto de recursos Justiça social Eqüidade   Saúde Dimensão da Qualidade de Vida Pré-requisitos Carta de Otawa (1986)
Saúde na Legislação Brasileira “ A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a  alimentação , a  moradia , o  saneamento básico , o  meio ambiente , o  trabalho , a  renda , a  educação , o  transporte , o  lazer  e o  acesso aos bens e serviços essenciais ;.” Lei Orgânica da Saúde (Brasil, 1990) Níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do país.
Saúde e Bem-Estar do Idoso: Envelhecimento bem sucedido Envelhecimento produtivo Envelhecimento saudável ENVELHECIMENTO ATIVO Envelhecimento com  qualidade de vida
Conceito adotado no final dos anos 90:  idéia de mensagem mais inclusiva Sentido de participação e não somente  habilidade para manter-se fisicamente ativo  ou inserido na força de trabalho.  Envelhecimento Ativo
Envelhecimento Ativo É o processo de otimizar oportunidades  para  saúde ,  participação  e  segurança  de modo a realçar a qualidade de vida na medida em que as pessoas envelhecem  (OMS 2002).
Determinantes Econômicos Envelhecimento Ativo Determinantes Sociais e Culturais Serviços Sociais e  de Saúde Determinantes  comportamentais Determinantes  Físicos OMS (2002) Necessidade de preparar o envelhecimento no curso de vida.  “ Tornar mais fáceis as escolhas saudáveis ” Gênero Cultura
Abordagem do curso de vida para o envelhecimento ativo =>  intervenções que criem ambiente de suporte e favoreçam escolhas saudáveis em todos os estágios da vida. Possibilidade de prevenção ou postergação de doenças não transmissíveis Principais condições crônicas  que afetam idosos em todo o mundo: - Doenças cardiovasculares - Hipertensão arterial - AVC - Diabetes - Câncer - Doença pulmonar obstrutiva  crônica - Condições músculo-esqueléticas - Condições de saúde mental  (demência e depressão) - Cegueira e prejuízo visual
Políticas para o Envelhecimento Ativo Estratégias de promoção da saúde (OMS, 2002)
Evolução histórico-conceitual da PS   Idéia antiga na Saúde Pública:   séc: XVIII e XIX >>   estudos das epidemias revelam vulnerabilidade das populações mais pobres. 1946:  Henri Sigerist e as quatro tarefas da Medicina  promoção  - prevenção - cura - reabilitação “ A saúde se promove quando se facilita um nível de vida decente, condições de trabalho, educação, cultura física, descanso e recreação .”  Terris (1996) >> esforço coordenado de políticos, sindicatos, empresas, educadores e médicos.
Nível de aplicação de medidas preventivas   1974:  Informe Lalonde (Canadá) >> conceito de  CAMPO DA SAÚDE   ( biologia humana, meio ambiente, estilo de vida,  organização da atenção sanitária )   Visão de restrita de ambiente: enfoque sobre o indivíduo e grupos. 1965: História Natural da Doença:  Leavell e Clark Promoção  da Saúde Proteção  específica Diagnóstico e  tratamento precoce   Limitação da invalidez   Reabilitação Prevenção Primária Prevenção Secundária Prevenção Terciária
Um marco para a Promoção da Saúde  Autocuidado Ajuda Mútua (apoio social, grupos) Entornos sãos  (Jake Epp, 1986) Favorecer a participação popular Ampliar serviços de saúde comunitários Coordenar políticas saudáveis Mecanismos Estratégias Atual sistema de saúde não serve para enfrentar corretamente  os principais problemas de saúde do nosso tempo. DESAFIOS:  reduzir desigualdades,    esforço preventivo,     capacidade de enfrentamento das pessoas
Promoção da Saúde “ A promoção da saúde consiste em proporcionar aos povos os meios necessários para melhorar sua saúde e exercer um maior controle sobre a mesma.” Carta de Otawa (1986) 1a. Conf. Internacional de Promoção da Saúde Defesa da saúde – capacitação – mediação
Campos da Promoção da Saúde “Tornar as escolhas saudáveis as mais fáceis” Políticas públicas saudáveis   Ambientes favoráveis à saúde Desenvolvimento de habilidades pessoais Reforço da ação comunitária Reorientação dos serviços de saúde (Equidade; medidas legislativas, fiscais, organizacionais...) (Planeta, cidade, trabalho, escola...) (Informação / Educação em Saúde => autocuidado) (apoio social / participação social e política) (humanização / integralidade da atenção / intersetorialidade )
Políticas e Ambientes  favoráveis à Saúde
Políticas para o  Envelhecimento Ativo Responsabilidade individual (autocuidado) Ambientes “age-friendly” Solidariedade intergeracional (OMS, 2002)
Políticas para o idoso no Brasil Política Nacional do Idoso (1994/96) Estatuto do Idoso (2003) Política Nacional de Saúde do  Idoso (1999) Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (2006) Legislações estaduais e municipais Legislações complementares
Política Nacional do Idoso - 1994/96 Trabalho Saúde Habitação Educação Assistência Justiça Cultura Ações integradas de valorização do  envelhecimento  e de atenção à  pessoa idosa. Esporte
Atualização da Política Nacional de Saúde do Idoso  (1999)   Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (MS/2006) “ recuperar, manter e promover a  autonomia e a independência dos indivíduos idosos , direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde.” FINALIDADE:
Promoção do envelhecimento ativo e saudável:  estimular práticas saudáveis, uso de serviços preventivos, solidariedade intergeracional, participação social, prevenção da violência doméstica e institucional, de acidentes no domicílio e em vias públicas, dentre  outras; Atenção integral:  => manutenção da capacidade funcional; => assistência às necessidades de saúde do idoso; => reabilitação da capacidade funcional comprometida; => atenção domiciliar. (qualificação dos serviços, modelo interdisciplinar, organização de Redes Estaduais de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa) Diretrizes  PNSPI Reconhecimento da cultura e valorização do diálogo
Estímulo às ações intersetoriais; Estímulo à participação e ao controle social; Articulação com ações previstas na Política do Idoso.  Diretrizes  PNSPI Outras:  capacitação dos profissionais de saúde / educação permanente; divulgação da PNSPI; cooperação nacional e internacional; apoio a estudos e pesquisas
Promoção da qualidade de vida Redução da vulnerabilidade e dos riscos à saúde relativos aos seus determinantes e condicionantes Objetivo  Uma das prioridades do Pacto em Defesa da Vida (Pacto pela Saúde) Política transversal, integrada e intersetorial (Comitê Gestor) => busca articular redes de compromisso e co-responsabilidade
Prioridades 2006-2007 Alimentação Saudável; Prática corporal / atividade física; Prevenção e controle do tabagismo; Redução da morbimortalidade pelo uso abusivo de álcool e outras drogas; Redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito; Prevenção da Violência e estímulo à cultura da paz; Promoção do desenvolvimento sustentável.
Desenvolvimento de  habilidades e atitudes pessoais   Informação e educação para a saúde em qualquer espaço coletivo; Resgate da dimensão da educação em saúde;  Processo de capacitação para o autocuidado => senso de controle sobre a própria vida ( empowerment );
Valorização do  contexto  e do  significado X Ênfase exclusiva na responsabilização individual  (“Culpabilização da vítima”) Influência dos comportamentos aprendidos; das circunstâncias culturais e estruturais; da cultura global sobre saúde e doença; da representação sobre a medicina numa dada sociedade.  Medidas que as pessoas tomam para melhorar sua própria saúde e bem-estar em suas atividades cotidianas. Autocuidado
Estilo de Vida ou… É necessário conhecer em que medida as pessoas dispõem de vontade, oportunidade e possibilidade para o autocuidado.  Kickbusch (1999) Modos de Andar a Vida
Ageism  (preconceito em relação à velhice)   x  A sedução de não envelhecer  ( agelessness ) (Molly Andrews, 1999) >> cuidar para que “envelhecimento positivo”  não signifique nova forma de preconceito Visão crítica quanto à “máscara do envelhecimento” :  “ sou tão velho quanto eu me sinto”
Fortalecimento da solidariedade e das redes de apoio e ajuda-mútua; Capacitação da comunidade para atuação sobre determinantes sociais da saúde => conquista de direitos / controle social sobre as políticas  (importância do acesso à educação e à informação) . Reforço da Ação Comunitária
Apoio Social Conceito multidimensional:  “Totalidade de Recursos oferecidos por outras pessoas”  (Teresa Etsuko, 2004) Apoio Instrumental : auxílios “concretos”;  Apoio Emocional : envolve expressões de amor e afeição;  Apoio de Informação : orientações, sugestões, aconselhamentos;
Família Idoso Informal Vizinhos Amigos REDES SOCIAIS Grupos religiosos Voluntários Clubes de Idosos Centro-Dia Centro de Convivência Associações de Aposentados Serviços de Saúde Oficinas de Trabalho Hospital Dia Serviços de Lazer Formal
Apoio Social e Saúde A partir dos anos 70:  estudos no campo da epidemiologia social e da psiquiatria  >>  apoio social como capaz de tamponar efeitos deletérios do estresse no organismo, aumentar a imunidade e evitar o adoecimento. Modelos explicativos:  “efeito amortecedor” e “efeito direto”. Entre idosos: associação com desfechos positivos: satisfação com a vida, auto-estima, saúde subjetiva e objetiva. (Teresa Etsuko, 2004) Importância no cuidado e na promoção da saúde
“ A VIDA É A ARTE DO ENCONTRO” “ As pessoas mais engajadas socialmente são as menos propensas a adoecerem, e ao contrário, as mais isoladas são mais ameaçadas em sua saúde .”  (Buchanan, 2000) Importância do SENTIDO DE VIDA Valor de ter uma “causa”
Andorinha lá fora está dizendo Passei o dia à toa, à toa Andorinha, andorinha A minha cantiga é mais triste Passei a vida à toa, à toa Manuel Bandeira
Empowerment “ Aumento do poder e autonomia pessoal e coletiva  de indivíduos e grupos sociais nas relações interpessoais e institucionais, principalmente daqueles submetidos a relações de opressão, dominação e discriminação social.”  Vasconcelos (2003) Articulação de dimensões individuais e coletivas Auto-estima / capacitação Participação social  e política
Reorientação dos Serviços de Saúde   Humanização - Integralidade da Atenção Além da assistência >>  intersetorialidade
Cuidado “ Atitude mais que Ato”  L.Boff Zelo Carinho Proteção Atenção Desvelo Um dos nós críticos “chaves” dos serviços de saúde  (Merhy, 2005)
 
Integralidade em Saúde Tratamento digno e respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo Inclusão da “voz do outro” (superar “monopólio do diagnóstico de necessidades”) Horizontalização dos programas Interdisciplinaridade Interface entre serviços curativo/preventivo Lappis/IMS (UERJ)
Promoção da Saúde:   nível de intervenção e  enfoque sobre o processo saúde-doença-cuidado. Linha de Cuidado e Saúde do Idoso Consulta com generalista Consulta especializada Diagnóstico Hospitalização Cuidados Paliativos Controle dos sintomas; apoio ao cuidador Instituição de longa permanência  Centro-Dia Centro de Convivência / UnATIs ABS Cuidado Domiciliar Unidade Básica Unidade Secundária Unidade Terciária

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Aula 1 Ps e Envelhecimento

  • 1. Módulo de Prevenção de Doenças e Promoção da Saúde do Idoso Curso de Especialização em Geriatria e Gerontologia – UnATI / UERJ Coord. Mônica de Assis Assistente Social / Sanitarista Doutora em Saúde Pública INCA - UnATI / UERJ massis@inca.gov.br
  • 2. Conceitos básicos: qualidade de vida, saúde, saúde e bem-estar do idoso (envelhecimento saudável , bem-sucedido , ATIVO), prevenção e promoção da saúde; Campos centrais da promoção da saúde e sua relação com envelhecimento e saúde do idoso. Aula 1. Promoção da Saúde e Envelhecimento
  • 3. Envelhecer Bem Potencialidades Limites Boa qualidade de vida física, psicológica e social
  • 4. Qualidade de vida: uso corrente na saúde : práticas saudáveis / prevenção de riscos / controle emocional / senso de eficácia pessoal Manutenção da capacidade funcional (aspectos ligados ao que o indivíduo deve fazer)
  • 5. Aspectos subjetivos / culturais e parâmetros materiais Traço histórico - relativismo cultural - caráter de classe Trabalho e renda Saúde Habitação Educação Saneamento/ Meio ambiente Alimentação Transporte Cultura, esporte e lazer Outros Bem-estar Felicidade Amor Prazer Realização pessoal Qualidade de Vida (Minayo, Hartz e Buss, 2000)
  • 6. Avaliação da Qualidade de Vida Grupo de Trabalho OMS >> subjetividade e multidimensionalidade QV é a percepção do indivíduo acerca de sua posição na vida, de acordo com o contexto cultural e sistema de valor com os quais convive em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. WHOQOL Group (1995) Domínios: Físico Psicológico Nível de independência Relações sociais Meio-ambiente Espiritualidade, religiosidade e crenças pessoais WHOQOL-Old Versão para idosos
  • 7. Q ualidade de Vida na Velhice (Paschoal, S.M.P, 2002) Instrumentos de Avaliação de QV na velhice: Life Satisfaction Index – LSI (Neugarten BL & Havighurst RJ); Katz et al., 1963; Multilevel Assesment Instrument – MAI (Lawton et al, 1982) Philadelphia Geriatric Center Morale Scale – Morale Scale (Lawton & Brody, 1969) OARS Multidimensional Functional Assesment Questionaire (Fillembaum e Smyer, 1981) MUNSH (Multilevel Assesment Instrument (Kozma & Stones, 1980) Geriatric Quality of Life Questionnaire (Guyatt et al ., 1993) WHOQOL-Old
  • 8. Saúde “ É um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente ausência de doenças.” (OMS, 1946) Limites pela idealização mas ampliação: sentido negativo (ausência de doença) e positivo (bem-estar). Ausência de doença Bem-Estar X
  • 9. Saúde => fonte de riqueza / recurso e não fim (OMS) Bem-estar identificar e realizar aspirações satisfazer necessidades mudar ou adaptar-se ao meio ambiente Carta de Otawa (1986)
  • 10. Paz Alimento Moradia Renda Ecossistema estável Uso ininterrupto de recursos Justiça social Eqüidade Saúde Dimensão da Qualidade de Vida Pré-requisitos Carta de Otawa (1986)
  • 11. Saúde na Legislação Brasileira “ A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação , a moradia , o saneamento básico , o meio ambiente , o trabalho , a renda , a educação , o transporte , o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais ;.” Lei Orgânica da Saúde (Brasil, 1990) Níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do país.
  • 12. Saúde e Bem-Estar do Idoso: Envelhecimento bem sucedido Envelhecimento produtivo Envelhecimento saudável ENVELHECIMENTO ATIVO Envelhecimento com qualidade de vida
  • 13. Conceito adotado no final dos anos 90: idéia de mensagem mais inclusiva Sentido de participação e não somente habilidade para manter-se fisicamente ativo ou inserido na força de trabalho. Envelhecimento Ativo
  • 14. Envelhecimento Ativo É o processo de otimizar oportunidades para saúde , participação e segurança de modo a realçar a qualidade de vida na medida em que as pessoas envelhecem (OMS 2002).
  • 15. Determinantes Econômicos Envelhecimento Ativo Determinantes Sociais e Culturais Serviços Sociais e de Saúde Determinantes comportamentais Determinantes Físicos OMS (2002) Necessidade de preparar o envelhecimento no curso de vida. “ Tornar mais fáceis as escolhas saudáveis ” Gênero Cultura
  • 16. Abordagem do curso de vida para o envelhecimento ativo => intervenções que criem ambiente de suporte e favoreçam escolhas saudáveis em todos os estágios da vida. Possibilidade de prevenção ou postergação de doenças não transmissíveis Principais condições crônicas que afetam idosos em todo o mundo: - Doenças cardiovasculares - Hipertensão arterial - AVC - Diabetes - Câncer - Doença pulmonar obstrutiva crônica - Condições músculo-esqueléticas - Condições de saúde mental (demência e depressão) - Cegueira e prejuízo visual
  • 17. Políticas para o Envelhecimento Ativo Estratégias de promoção da saúde (OMS, 2002)
  • 18. Evolução histórico-conceitual da PS Idéia antiga na Saúde Pública: séc: XVIII e XIX >> estudos das epidemias revelam vulnerabilidade das populações mais pobres. 1946: Henri Sigerist e as quatro tarefas da Medicina promoção - prevenção - cura - reabilitação “ A saúde se promove quando se facilita um nível de vida decente, condições de trabalho, educação, cultura física, descanso e recreação .” Terris (1996) >> esforço coordenado de políticos, sindicatos, empresas, educadores e médicos.
  • 19. Nível de aplicação de medidas preventivas 1974: Informe Lalonde (Canadá) >> conceito de CAMPO DA SAÚDE ( biologia humana, meio ambiente, estilo de vida, organização da atenção sanitária ) Visão de restrita de ambiente: enfoque sobre o indivíduo e grupos. 1965: História Natural da Doença: Leavell e Clark Promoção da Saúde Proteção específica Diagnóstico e tratamento precoce Limitação da invalidez Reabilitação Prevenção Primária Prevenção Secundária Prevenção Terciária
  • 20. Um marco para a Promoção da Saúde Autocuidado Ajuda Mútua (apoio social, grupos) Entornos sãos (Jake Epp, 1986) Favorecer a participação popular Ampliar serviços de saúde comunitários Coordenar políticas saudáveis Mecanismos Estratégias Atual sistema de saúde não serve para enfrentar corretamente os principais problemas de saúde do nosso tempo. DESAFIOS: reduzir desigualdades,  esforço preventivo,  capacidade de enfrentamento das pessoas
  • 21. Promoção da Saúde “ A promoção da saúde consiste em proporcionar aos povos os meios necessários para melhorar sua saúde e exercer um maior controle sobre a mesma.” Carta de Otawa (1986) 1a. Conf. Internacional de Promoção da Saúde Defesa da saúde – capacitação – mediação
  • 22. Campos da Promoção da Saúde “Tornar as escolhas saudáveis as mais fáceis” Políticas públicas saudáveis Ambientes favoráveis à saúde Desenvolvimento de habilidades pessoais Reforço da ação comunitária Reorientação dos serviços de saúde (Equidade; medidas legislativas, fiscais, organizacionais...) (Planeta, cidade, trabalho, escola...) (Informação / Educação em Saúde => autocuidado) (apoio social / participação social e política) (humanização / integralidade da atenção / intersetorialidade )
  • 23. Políticas e Ambientes favoráveis à Saúde
  • 24. Políticas para o Envelhecimento Ativo Responsabilidade individual (autocuidado) Ambientes “age-friendly” Solidariedade intergeracional (OMS, 2002)
  • 25. Políticas para o idoso no Brasil Política Nacional do Idoso (1994/96) Estatuto do Idoso (2003) Política Nacional de Saúde do Idoso (1999) Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (2006) Legislações estaduais e municipais Legislações complementares
  • 26. Política Nacional do Idoso - 1994/96 Trabalho Saúde Habitação Educação Assistência Justiça Cultura Ações integradas de valorização do envelhecimento e de atenção à pessoa idosa. Esporte
  • 27. Atualização da Política Nacional de Saúde do Idoso (1999) Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (MS/2006) “ recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos , direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde.” FINALIDADE:
  • 28. Promoção do envelhecimento ativo e saudável: estimular práticas saudáveis, uso de serviços preventivos, solidariedade intergeracional, participação social, prevenção da violência doméstica e institucional, de acidentes no domicílio e em vias públicas, dentre outras; Atenção integral: => manutenção da capacidade funcional; => assistência às necessidades de saúde do idoso; => reabilitação da capacidade funcional comprometida; => atenção domiciliar. (qualificação dos serviços, modelo interdisciplinar, organização de Redes Estaduais de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa) Diretrizes PNSPI Reconhecimento da cultura e valorização do diálogo
  • 29. Estímulo às ações intersetoriais; Estímulo à participação e ao controle social; Articulação com ações previstas na Política do Idoso. Diretrizes PNSPI Outras: capacitação dos profissionais de saúde / educação permanente; divulgação da PNSPI; cooperação nacional e internacional; apoio a estudos e pesquisas
  • 30. Promoção da qualidade de vida Redução da vulnerabilidade e dos riscos à saúde relativos aos seus determinantes e condicionantes Objetivo Uma das prioridades do Pacto em Defesa da Vida (Pacto pela Saúde) Política transversal, integrada e intersetorial (Comitê Gestor) => busca articular redes de compromisso e co-responsabilidade
  • 31. Prioridades 2006-2007 Alimentação Saudável; Prática corporal / atividade física; Prevenção e controle do tabagismo; Redução da morbimortalidade pelo uso abusivo de álcool e outras drogas; Redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito; Prevenção da Violência e estímulo à cultura da paz; Promoção do desenvolvimento sustentável.
  • 32. Desenvolvimento de habilidades e atitudes pessoais Informação e educação para a saúde em qualquer espaço coletivo; Resgate da dimensão da educação em saúde; Processo de capacitação para o autocuidado => senso de controle sobre a própria vida ( empowerment );
  • 33. Valorização do contexto e do significado X Ênfase exclusiva na responsabilização individual (“Culpabilização da vítima”) Influência dos comportamentos aprendidos; das circunstâncias culturais e estruturais; da cultura global sobre saúde e doença; da representação sobre a medicina numa dada sociedade. Medidas que as pessoas tomam para melhorar sua própria saúde e bem-estar em suas atividades cotidianas. Autocuidado
  • 34. Estilo de Vida ou… É necessário conhecer em que medida as pessoas dispõem de vontade, oportunidade e possibilidade para o autocuidado. Kickbusch (1999) Modos de Andar a Vida
  • 35. Ageism (preconceito em relação à velhice) x A sedução de não envelhecer ( agelessness ) (Molly Andrews, 1999) >> cuidar para que “envelhecimento positivo” não signifique nova forma de preconceito Visão crítica quanto à “máscara do envelhecimento” : “ sou tão velho quanto eu me sinto”
  • 36. Fortalecimento da solidariedade e das redes de apoio e ajuda-mútua; Capacitação da comunidade para atuação sobre determinantes sociais da saúde => conquista de direitos / controle social sobre as políticas (importância do acesso à educação e à informação) . Reforço da Ação Comunitária
  • 37. Apoio Social Conceito multidimensional: “Totalidade de Recursos oferecidos por outras pessoas” (Teresa Etsuko, 2004) Apoio Instrumental : auxílios “concretos”; Apoio Emocional : envolve expressões de amor e afeição; Apoio de Informação : orientações, sugestões, aconselhamentos;
  • 38. Família Idoso Informal Vizinhos Amigos REDES SOCIAIS Grupos religiosos Voluntários Clubes de Idosos Centro-Dia Centro de Convivência Associações de Aposentados Serviços de Saúde Oficinas de Trabalho Hospital Dia Serviços de Lazer Formal
  • 39. Apoio Social e Saúde A partir dos anos 70: estudos no campo da epidemiologia social e da psiquiatria >> apoio social como capaz de tamponar efeitos deletérios do estresse no organismo, aumentar a imunidade e evitar o adoecimento. Modelos explicativos: “efeito amortecedor” e “efeito direto”. Entre idosos: associação com desfechos positivos: satisfação com a vida, auto-estima, saúde subjetiva e objetiva. (Teresa Etsuko, 2004) Importância no cuidado e na promoção da saúde
  • 40. “ A VIDA É A ARTE DO ENCONTRO” “ As pessoas mais engajadas socialmente são as menos propensas a adoecerem, e ao contrário, as mais isoladas são mais ameaçadas em sua saúde .” (Buchanan, 2000) Importância do SENTIDO DE VIDA Valor de ter uma “causa”
  • 41. Andorinha lá fora está dizendo Passei o dia à toa, à toa Andorinha, andorinha A minha cantiga é mais triste Passei a vida à toa, à toa Manuel Bandeira
  • 42. Empowerment “ Aumento do poder e autonomia pessoal e coletiva de indivíduos e grupos sociais nas relações interpessoais e institucionais, principalmente daqueles submetidos a relações de opressão, dominação e discriminação social.” Vasconcelos (2003) Articulação de dimensões individuais e coletivas Auto-estima / capacitação Participação social e política
  • 43. Reorientação dos Serviços de Saúde Humanização - Integralidade da Atenção Além da assistência >> intersetorialidade
  • 44. Cuidado “ Atitude mais que Ato” L.Boff Zelo Carinho Proteção Atenção Desvelo Um dos nós críticos “chaves” dos serviços de saúde (Merhy, 2005)
  • 45.  
  • 46. Integralidade em Saúde Tratamento digno e respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo Inclusão da “voz do outro” (superar “monopólio do diagnóstico de necessidades”) Horizontalização dos programas Interdisciplinaridade Interface entre serviços curativo/preventivo Lappis/IMS (UERJ)
  • 47. Promoção da Saúde: nível de intervenção e enfoque sobre o processo saúde-doença-cuidado. Linha de Cuidado e Saúde do Idoso Consulta com generalista Consulta especializada Diagnóstico Hospitalização Cuidados Paliativos Controle dos sintomas; apoio ao cuidador Instituição de longa permanência Centro-Dia Centro de Convivência / UnATIs ABS Cuidado Domiciliar Unidade Básica Unidade Secundária Unidade Terciária