Saúde do Idoso Alterações Fisiológicas e Anatômicas do Envelhecimento Universidade Mogi das Cruzes – UMC Profª Andrea Siqueira
Composição e Forma do Corpo Estatura Redução de 1cm por década a partir dos 40 anos Etiologias : Redução dos arcos dos pés; Aumento da curvatura da coluna; Alteração dos discos intervertebrais; Não há alterações no tamanho dos ossos longos. Aumento dos diâmetros da caixa torácica e do crânio Aumento da pavilhão auditivo Aumento do Nariz
 
PELE Atrofia em grau variável, com adelgaçamento difuso, secura e pregueamento (aspecto de papel de seda); Tonalidade ligeiramente amarelada, com perda de elasticidade e do turgor. EPIDERME Redução da espessura por diminuição do nº de células, podendo ocorrer    do nº de camadas celulares do estrato espinhoso; Células da camada basal e espinhosa com alterações do volume e forma e por vezes com disposição desordenada; Redução do ¨ turn-over celular ¨:    no tempo para substituição do estrato córneo e portanto    no tempo de reepitelização;
Perda da função da barreira por redução dos lipídios do estrato córneo (aspecto de pele seca, opaca e descamativa); Menores traumas causam equimoses, manchas vermelhas ou púrpuras; Manhas senis: hiperpigmentadas, marrons, lisas e achatadas .
DERME Perda da elasticidade (elastina fica mais fina / ¨porosa¨); Redução da espessura: atrofia; Surgimento de rugas ( modificação de gorduras subcutâneas e a perda da elasticidade); Redução de glândulas sudoríparas e sebáceas: pele seca e áspera, mais sujeita a infecções e mais sensível a mudanças de temperatura; Redução do tecido subcutâneo: diminuição de fibroblastos e da vascularização. Consequências: redução da elasticidade, da resistência e do turgor da pele; enrugamento, pele frouxa e pendente;    da sensibilidade; fluxo sanguíneo    e termorregulação prejudicada.
PÊLOS Redução geral em todo corpo, exceto: narinas, sobrancelhas e orelhas; Sexo feminino: surgimento de pêlos em mento e lábio superior: hiperandrogenismo; Perda da pigmentação dos pêlos (¨cabelos brancos¨); Inativação de células do bulbo capilar: queda de pêlos, calvície; Os pêlos do corpo são os primeiros que diminuem e a seguir os pubianos e axilares.
UNHAS Tornam-se frágeis com perda de brilho e surgimento de estriações longitudinais e descolamento; Unhas dos pés com alterações de espessura e opacificação e/ou áreas de escurecimento da lâmina são frequentes por anormalidades ortopédicas que se agravam com a idade; O grau de crescimento das unhas diminui progressivamente e se torna igual em ambos os sexos.
TEMPERATURA CORPORAL -Regulação Homeostática da temperatura corporal e habilidade de adaptar a diferentes ambientes térmicos deteriora com a idade avançada; -Prejuízo de manter a temperatura corporal; -Sudorese é também prejudicada no idoso; -Aumento da temperatura em resposta a pirógenos é alterada.
ALTERAÇÕES HÍDRICAS Redução dos reflexos de sede e fome; Redução da água corporal total; Perda de água intracelular; Importância deste conhecimento na administração de drogas hidro e lipossolúveis.
ALTERAÇÕES DE MÚSCULOS OSSOS E ARTICULAÇÕES
ALTERAÇÕES DE MÚSCULOS, OSSOS E ARTICULAÇÕES As alterações aparecem mais rapidamente; Todos os músculos do organismo em especial a dos troncos e das extremidades se atrofiam com o tempo, o que leva a uma deterioração do tônus muscular e a uma perda da potência, força e agilidade; O peso total dos músculos diminui para a metade entre 30 e70 anos (o envelhecimento muscular é o resultado da atrofia das fibras musculares e do aumento do tecido gordo no interior dos músculos; As articulações sofrem alterações, os ligamentos calcificam-se, ossificam-se e as articulações tornam-se menores devido a erosão das superfícies articulares;
-Mesmo conservando sua aparência os ossos sofrem modificações, o processo de reabsorção do cálcio sofre um desequilíbrio e o tecido ósseo se torna mais poroso e frágil por uma desminerilização constante de massa e densidade óssea (este fenômeno ligado a senescência é denominado  osteoporose ; também responsável pela perda de dentes; O    da reabsorção óssea dos maxilares e da mandíbula acentua-se com a queda dos dentes. Reduz-se a distância entre o queixo e o nariz e os dentes migram para trás, modificando com o tempo a fisionomia do idoso.
A redução de altura também ocorre devido a diminuição dos espaços intervertebrais, que começa a partir dos 50 anos, e ocorre, também,a acentuação da curva natural da coluna vertebral denominada cifose (equilíbrio para o idoso). Nas mulheres os seios tornam-se pendentes, atrofiam-se e os mamilos ficam umbilicados.
 
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ANATÔMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ANATÔMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC Capacidade reparadora do SNC  Neurônios: células altamente diferenciadas e especializadas, estáveis estruturalmente. SNC não dispõe de capacidade reparadora (neurônios não podem se reproduzir, não se remielinizam-se e os vasos sanguíneos cerebrais apresentam capacidade limitada para recuperação estrutural). Alterações anatômicas do SNC Atrofia cerebral (com redução de 5% à 10% do peso cerebral). Aumento dos sulcos em detrimentos dos giros. Aumento do tamanho dos ventrículos cerebrais.
Aspectos clínicos : atrofia cerebral e redução do volume encefálico. Maior risco de hemorragias subdurais em traumas encefálicos direto ou indiretos. Alterações estruturais do SNC -Depósito de lipofucsina (lipocromo ou pigmento de desgaste) -Placas senis. Alterações Morfofuncionais -Acúmulo de lipofucsina. -Redução de neurônio. -Retração do corpo celular dos grandes neurônios.
Sensibilidade -Alteram sensibilidade tátil e dolorosa. -Limiar para a dor aumenta e a sensibilidade dolorosa cutânea e visceral diminui. -Perda de sensação vibratória Alterações bioquímicas: Redução de níveis de acetilcolamina, receptores colinérgicos, ácido gama-aminobutírico; serotonina, catecolaminas, dopaminas...... Declínio da função sináptica.
Memória
Memória: Campo de controvérsia; Aquisição e retenção de novas informações em indivíduos    60 anos, tornam-se mais difíceis??? O fluxo de informação é dificultado, principalmente a transferência de novas informações para a memória secundária; Alterações das conexões do hipocampo com as áreas de aprendizagem; Esquecimento senescente benigno X fase inicial de Alzheimer (Alteração patológica ou fisiológica????)
 
.  Diagnóstico diferencial das queixas da memória Quadros demenciais Delirium Quadros depressivos Deficiência de Vitamina (B12, ácido fólico e tiamina) Desatenção Esquecimento senil benigno ou fisiológico .  Alterações Fisiológicas do sono Alteração da qualidade e quantidade Maior fragmentação Latência prolongada Redução do estágio 4 Redução do sono REM Sono mais superficial
.  Causas mais frequentes de insônia no idoso Ambientais Depressão Delirium Demências Apnéia do sono Dor crônica DPOC ICC Noctúria Drogas Distúrbios Dispépticos Fecaloma Distúrbios do ritmo circadiano
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO SISTEMA CARDIOVASCULARES
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO SISTEMA CARDIOVASCULARES .  Aspectos Gerais Nº de células miocárdicas não aumenta após desenvolvimento neonatal; Alterações bioquímicas e anatômicas com o envelhecimento, mas podem ser por doenças ou relacionadas ao estilo de vida; Elevada incidência de doenças cardiovasculares . .  Miocárdio Depósito intracelular de lipofucsina; Degeneração muscular, com substituição de células miocárdicas por tecido fibroso, que podem ser semelhantes às alterações decorrentes de isquemia; Aumento da resistência vascular periférica pode levar a moderada hipertrofia miocárdica concêntrica, sobretudo de câmara ventricular esquerda.
.  Alterações valvulares Tecido valvar é predominantemente colágeno; Envelhecimento: degenerações, espessamento, calcificações. . Alterações da valva aórtica Mais frequentes: calcificação; Menos frequente: acúmulo de lípides, fibrose e degeneração colágena. . Alterações vasculares Aorta Arteriosclerose; Aumento de colágeno; Atrofia, descontinuidade e desorganização das fibras elásticas; Deposição do cálcio; Redução de elasticidade, rigidez na parede aórtica.
.  Alterações de artérias coronárias Arteriosclerose; Perda de tecido elástico; Aumento de colágeno; Depósitos de lípides com espessamento de camada média; Tortuosidade dos vasos; Calcificações. . Alterações funcionais -Limitação da performance durante atividades físicas; -Redução do débito cardíaco em repouso e esforço; -Redução do aumento da frequência cardíaca; -Maior risco de hipotensão ortostática.
.  Hipotensão ortostática Importância em geriatria -Causa frequente de tonteiras e quedas no idoso; Prevalência em torno de 6% nos idosos saudáveis e de 11% a 33% em pacientes com múltiplas doenças e/ou medicações; Associação a perda funcional, redução da reabilitação e da qualidade de vida. Etiologia Medicamentos (hipotensores, levodopa, fenotiazinas, álcool, sedativos, antidepressivos, vasodilatadores.......); Desidratação; Anemia; Desnutrição; Distúrbios hidroeletrolítico; Descondicionamento físico.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO SISTEMA RESPIRATÓRIO .  Aspectos Gerais Frequente associação a patologias; Vários fatores associados agravam o processo de envelhecimento:  tabagismo, poluição ambiental, exposição ocupacional, doenças pulmonares, diferenças socioeconômicas, constitucionais e raciais. . Principais alterações fisiológicas Redução da elasticidade pulmonar; Enrijecimento da parede torácica; Redução da potência motora e muscular; Redução do peso pulmonar em cerca de 21%; Estreitamento dos bronquíolos; Achatamento  de sacos alveolares.
.  Alterações estruturais da parede torácica Enrijecimento do gradeado costal; Redução da complacência e distensibilidade pulmonar (pior nos idosos acamados, com alterações posturais e inatividade física); Hipercifose  torácica pode estar associada. . Alterações estruturais musculares -Substituição adiposa do tecido muscular; -Redução da massa  e potência muscular (sobretudo no idoso inativo ou imóvel); -Atrofia muscular e redução da força muscular; -Rigidez do gradeado costal determina maior participação do diafragma e musculatura abdominal; -Fatores de risco piora da função respiratória e risco de infecção: imobilidade, desnutrição ou obesidade, doenças pulmonares associadas, doenças cardiovasculares associadas, doenças neuromusculares.
Importância de medidas de reabilitação : fisioterapia respiratória, programas de atividades físicas e mobilização no leito, nutrição adequada .  Atividades físicas Redução da capacidade para atividades físicas: aumento do consumo de oxigênio, redução da capacidade ventilatório, redução do débito cardíaco. .  Alterações fisiológicas ao exame físico -Redução da expansão torácica, levando a aumento do volume residual e da pressão intratorácica; -Aumenta a cifose torácica; -Pode haver redução do murmúrio vesicular; -Crepitações bibasais podem ser fisiológicas; -Aumento de frequência respiratória (taquipnéia) é um grande sinal do idoso.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO SISTEMA DIGESTÓRIO
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO SISTEMA DIGESTÓRIO .  Envelhecimento do sistema digestório De maneira geral: redução da motilidade, na secreção e capacidade de absorção; Felizmente, a reserva destes órgãos é tão grande que as reduções nos parâmetros fisiológicos não costumam resultar em deficiência real da função. . Alterações fisiológicas da cavidade oral Mucosa oral: atrófica (tênue), lisa e ressecada, menos elástica e mais suceptível a lesões. Língua: redução das papilas filiformes, redução do paladar; Dentes: a perda dos dentes depende, além do envelhecimento, de fatores extrínsecos: hábitos, ocupação, dieta, oclusão dentária e composição dos dentes.
.  Aspectos clínicos Cavidade Oral Redução da massa muscular: pode comprometer a mastigação e deglutição; Redução do paladar: pode reduzir a ingesão de alimentos e contribuir para perda de peso e desnutrição; Estomatites, monilíase oral; Carcinoma. Disfagia orofaríngea Sinais: regurgitação nasal de alimentos, engasgos frequentes, aspirações; Sintomas mais severos com líquidos; Etiologias: Carcinoma faríngeo Dças do SNC (Parkinson, demências, AVC, tumores) Dças endócrinas: DM, hipotiredoidismo Laringectomia Medicamentos Alterações do esfíncter superior do esôfago.
.  Aspectos clínicos Alterações do estômago Discreta a moderada redução do esvaziamento gástrico; Pode haver prejuízo e efeitos dedrogas, que permanecem mais tempo no meio ácido; Redução da secreção de ácido clorídrico (hipo ou acloridria), provavelmente por redução de células parietais; Redução da secreção da pepsina;    prevalência de colonização pelo H. pylori (75%). Alterações do pâncreas Redução do peso; Proliferação do epitélio ductal e formação de cistos; Redução de secreção de lipase e bicarbonato.
Envelhecimento do pâncreas endócrino Os níveis séricos de insulina aumentam com a idade, mas a sensibilidade a esta diminui, podendo resultar em testes de tolerância à glicosa anormais; Diminui a degradação da insulina; Redução do nº de receptores da insulina na membrana celular de tecidos alvos; Redução da velocidade de liberação da insulina. Alterações do Intestino Delgado Estudos escassos e controversos; Redução da altura das vilosidades da mucosa. Alterações do cólon - Atrofia da mucosa; Anormalidades morfológicas das glândulas Redução da distensibilidade (redução de colágeno e elastina).
Alterações do reto e ânus Espessamento e alterações estruturais do tecido colágeno; Redução da força muscular e esfincter anal esterno; Redução da elasticidade e sensibilidade retal. Aspectos clínicos: Redução da capacidade de retenção fecal (risco de incontinência fecal) por fatores extrínsecos e intrínsecos; Intrínsecos: alterações fisiológicas Extrínsecos: déficit cognitivo, impactação fecal, AVC, neuropatias (diabética, alcoólica...), imobilidade, etc.
Alterações hepáticas: Redução do fluxo sanguíneo hepático; Depósitos de lipofucsina; Aspectos clínicos: Alteração da metabolização de drogas; Alteração do metabolismo de primeira passagem. Vesícula Biliar: A incidência de doença biliar e cálculos aumenta com o avançar da idade; A sensibilidade da vesícula  diminui.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO APARELHO GENITO-URINÁRIO
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS  DO APARELHO GENITO-URINÁRIO .  Alterações renais: Redução do peso renal (cerca de 30%); Redução do nº de glomérulos; Espessamento da membrana basal ; -Redução da filtração glomerular; Esclerose dos vasos renais. Repercussões clínicas: -Torna o idoso mais suscetível à Insuficiência Renal aguda caso ocorra qualquer insulto nefrotóxico ou isquêmico; Redução da excreção de drogas, com necessidades de ajustes posológicos: menores doses e intervalos maiores; -Evitar drogas nefrotóxicas.
.  Alterações ureterais: - Alterações da motilidade; Alterações vesicais: -Aumento do volume residual; -Redução da capacidade de armazenar urina. Aspectos clínicos das alterações vesicais: Maior risco de infecções urinárias (que aumentam também no sexo masculino); Risco de incontinência urinária (existem várias etiologias associadas); No homem : aumento de próstata eleva riscos de infecção e incontinência. Aspectos uretrais: Homens:  compressão extrínseca pela próstata aumentada; Mulheres : atrofia uretral : risco de algúria, hematúria  microcóspica, ITU.
. Alterações sexuais: Sexo masculino Maior tempo para atingir ereção completa; Maior necessidade de estimulação direta  do pênis; Retardo da ejaculação; Perda rápida da ereção após a ejaculação; Maior dificuldade em manter a ereção durante a relação; Redução da libido; Redução da frequência sexual. Aspectos clínicos: Arterosclerose é principal causa obstrutiva vascular no idoso; Redução da elasticidade do tecido dos corpos cavernosos; Neuropatias periféricas: diabetes, alcóolismo... HAS; Cirurgias pélvicas: sobretudo cirurgia radical de próstata; Depressão, déficits cognitivos, distúrbios emocionais, co-morbidades, drogas.
. Alterações sexuais: Sexo feminino Redução da lubrificação vaginal; Redução da libido; Atrofia vaginal e  uretral; Pode haver dor, desconforto e sangramento nas relações; Redução da frequência sexual. Aspectos clínicos: Reposição hormonal; Lufrificação artificial; Co-morbidades levam a maior limitação da sexualidade; Aspectos psicológicos, dependência e submissão marital, herança familiar e criação: grandes repercussões na sexualidade feminina.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS RELACIONADAS À FARMACOLOGIA
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS RELACIONADAS À FARMACOLOGIA FARMACOCINÉTICA x FARMACODINÂMICA Farmacocinética - Absorção, distribuição, metabolismo e excreção das drogas; - Conjunto de alterações sofridas pelas drogas. Farmacodinâmica - Mecanismos implicados na ação das drogas.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS Interferências na Absorção: .  Redução da secreção de ácido gástrico (hipocloridria, acloridria); .    esvaziamento gástrico    retarda a absorção e/ou aumenta degradação da droga pode determinar a inativação de algumas drogas; . Alteração da absorção decorrentes de administração concomitante de medicações. Ex.: antiácidos    cimetidina e derivados imidazólicos Alterações Intestinais : . Aceleração do trânsito intestinal (reduz absorção); . Lentificação d trânsito intestinal (aumento absorção); . Controvérsias: influências da redução das vilosidades intestinais, com redução da área da superfície da mucosa.
Interferência na Absorção : . Redução da circulação êntero-hepática (sobretudo nas reduções do débito cardíaco),    de absorção dos medicamentos que precisam do metabolismo de primeira passagem no fígado; . Aterosclerose associada reduz mais ainda o fluxo sanguíneo. Alterações patológicas Interferências na Absorção: . Edema Intestinal. . Doenças Agudas (ex. infecções). . Gastrectomia, enterites, síndromes de má absorção: redução na absorção de ferro, ácido fólico, vitamina B12, corticosteróides, digoxia. Interferência na Distribuição : . Redução da massa muscular. . Aumento do tecido adiposo. . Redução do líquido corporal. . Redução da albumina sérica.
Interferência no Metabolismo . Redução da função hepática (oxidação, metabolismo de primeira passagem). .    fase I metabolismo: drogas que inibem ou induzem a atividade hepática. . Redução da função renal. Interferências na Excreção . Drogas lipossolúveis: maior reabsorção renal. . Redução da filtração glomerular em 35% à 50% (redução do nº de néfrons, redução do fluxo plasmático, redução do peso renal). . Creatinina não é um bom marcador da função renal no idoso. . Redução da massa muscular, que reduz a produção de creatinina.
Principais Patologias que interferem na Farmacocinética: Desnutrição ICC Insuficiência renal e hepática -Infecções -Uso de múltiplas drogas
Farmacodinâmica - Interferências: Não tão bem estudada como a Farmacocinética Maior sensibilidade do SNC à ação de drogas Benzodiazepínicas Maior sensibilidade a anticoagulantes Maior sensibilidade a várias drogas decorrentes de:    da hipotensão ortostática, maior disfunção vesical e intestinal, menor controle postural (alteração da barorregulação), dificuldade de termorregulação,    da intolerância a glicose, alteração de sensibilidade à ação enzimática, resposta imunitária, particularmente a celular. Devido às alterações fisiológicas, farmacocinéticas e farmacodinâmicas: redução da janela terapêutica do idoso; Dose terapêutica    Dose tóxica .
Dúvidas????

56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso

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    Saúde do IdosoAlterações Fisiológicas e Anatômicas do Envelhecimento Universidade Mogi das Cruzes – UMC Profª Andrea Siqueira
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    Composição e Formado Corpo Estatura Redução de 1cm por década a partir dos 40 anos Etiologias : Redução dos arcos dos pés; Aumento da curvatura da coluna; Alteração dos discos intervertebrais; Não há alterações no tamanho dos ossos longos. Aumento dos diâmetros da caixa torácica e do crânio Aumento da pavilhão auditivo Aumento do Nariz
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  • 4.
    PELE Atrofia emgrau variável, com adelgaçamento difuso, secura e pregueamento (aspecto de papel de seda); Tonalidade ligeiramente amarelada, com perda de elasticidade e do turgor. EPIDERME Redução da espessura por diminuição do nº de células, podendo ocorrer  do nº de camadas celulares do estrato espinhoso; Células da camada basal e espinhosa com alterações do volume e forma e por vezes com disposição desordenada; Redução do ¨ turn-over celular ¨:  no tempo para substituição do estrato córneo e portanto  no tempo de reepitelização;
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    Perda da funçãoda barreira por redução dos lipídios do estrato córneo (aspecto de pele seca, opaca e descamativa); Menores traumas causam equimoses, manchas vermelhas ou púrpuras; Manhas senis: hiperpigmentadas, marrons, lisas e achatadas .
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    DERME Perda daelasticidade (elastina fica mais fina / ¨porosa¨); Redução da espessura: atrofia; Surgimento de rugas ( modificação de gorduras subcutâneas e a perda da elasticidade); Redução de glândulas sudoríparas e sebáceas: pele seca e áspera, mais sujeita a infecções e mais sensível a mudanças de temperatura; Redução do tecido subcutâneo: diminuição de fibroblastos e da vascularização. Consequências: redução da elasticidade, da resistência e do turgor da pele; enrugamento, pele frouxa e pendente;  da sensibilidade; fluxo sanguíneo  e termorregulação prejudicada.
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    PÊLOS Redução geralem todo corpo, exceto: narinas, sobrancelhas e orelhas; Sexo feminino: surgimento de pêlos em mento e lábio superior: hiperandrogenismo; Perda da pigmentação dos pêlos (¨cabelos brancos¨); Inativação de células do bulbo capilar: queda de pêlos, calvície; Os pêlos do corpo são os primeiros que diminuem e a seguir os pubianos e axilares.
  • 8.
    UNHAS Tornam-se frágeiscom perda de brilho e surgimento de estriações longitudinais e descolamento; Unhas dos pés com alterações de espessura e opacificação e/ou áreas de escurecimento da lâmina são frequentes por anormalidades ortopédicas que se agravam com a idade; O grau de crescimento das unhas diminui progressivamente e se torna igual em ambos os sexos.
  • 9.
    TEMPERATURA CORPORAL -RegulaçãoHomeostática da temperatura corporal e habilidade de adaptar a diferentes ambientes térmicos deteriora com a idade avançada; -Prejuízo de manter a temperatura corporal; -Sudorese é também prejudicada no idoso; -Aumento da temperatura em resposta a pirógenos é alterada.
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    ALTERAÇÕES HÍDRICAS Reduçãodos reflexos de sede e fome; Redução da água corporal total; Perda de água intracelular; Importância deste conhecimento na administração de drogas hidro e lipossolúveis.
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    ALTERAÇÕES DE MÚSCULOSOSSOS E ARTICULAÇÕES
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    ALTERAÇÕES DE MÚSCULOS,OSSOS E ARTICULAÇÕES As alterações aparecem mais rapidamente; Todos os músculos do organismo em especial a dos troncos e das extremidades se atrofiam com o tempo, o que leva a uma deterioração do tônus muscular e a uma perda da potência, força e agilidade; O peso total dos músculos diminui para a metade entre 30 e70 anos (o envelhecimento muscular é o resultado da atrofia das fibras musculares e do aumento do tecido gordo no interior dos músculos; As articulações sofrem alterações, os ligamentos calcificam-se, ossificam-se e as articulações tornam-se menores devido a erosão das superfícies articulares;
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    -Mesmo conservando suaaparência os ossos sofrem modificações, o processo de reabsorção do cálcio sofre um desequilíbrio e o tecido ósseo se torna mais poroso e frágil por uma desminerilização constante de massa e densidade óssea (este fenômeno ligado a senescência é denominado osteoporose ; também responsável pela perda de dentes; O  da reabsorção óssea dos maxilares e da mandíbula acentua-se com a queda dos dentes. Reduz-se a distância entre o queixo e o nariz e os dentes migram para trás, modificando com o tempo a fisionomia do idoso.
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    A redução dealtura também ocorre devido a diminuição dos espaços intervertebrais, que começa a partir dos 50 anos, e ocorre, também,a acentuação da curva natural da coluna vertebral denominada cifose (equilíbrio para o idoso). Nas mulheres os seios tornam-se pendentes, atrofiam-se e os mamilos ficam umbilicados.
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    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS EANATÔMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC
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    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS EANATÔMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC Capacidade reparadora do SNC Neurônios: células altamente diferenciadas e especializadas, estáveis estruturalmente. SNC não dispõe de capacidade reparadora (neurônios não podem se reproduzir, não se remielinizam-se e os vasos sanguíneos cerebrais apresentam capacidade limitada para recuperação estrutural). Alterações anatômicas do SNC Atrofia cerebral (com redução de 5% à 10% do peso cerebral). Aumento dos sulcos em detrimentos dos giros. Aumento do tamanho dos ventrículos cerebrais.
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    Aspectos clínicos :atrofia cerebral e redução do volume encefálico. Maior risco de hemorragias subdurais em traumas encefálicos direto ou indiretos. Alterações estruturais do SNC -Depósito de lipofucsina (lipocromo ou pigmento de desgaste) -Placas senis. Alterações Morfofuncionais -Acúmulo de lipofucsina. -Redução de neurônio. -Retração do corpo celular dos grandes neurônios.
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    Sensibilidade -Alteram sensibilidadetátil e dolorosa. -Limiar para a dor aumenta e a sensibilidade dolorosa cutânea e visceral diminui. -Perda de sensação vibratória Alterações bioquímicas: Redução de níveis de acetilcolamina, receptores colinérgicos, ácido gama-aminobutírico; serotonina, catecolaminas, dopaminas...... Declínio da função sináptica.
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    Memória: Campo decontrovérsia; Aquisição e retenção de novas informações em indivíduos  60 anos, tornam-se mais difíceis??? O fluxo de informação é dificultado, principalmente a transferência de novas informações para a memória secundária; Alterações das conexões do hipocampo com as áreas de aprendizagem; Esquecimento senescente benigno X fase inicial de Alzheimer (Alteração patológica ou fisiológica????)
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    . Diagnósticodiferencial das queixas da memória Quadros demenciais Delirium Quadros depressivos Deficiência de Vitamina (B12, ácido fólico e tiamina) Desatenção Esquecimento senil benigno ou fisiológico . Alterações Fisiológicas do sono Alteração da qualidade e quantidade Maior fragmentação Latência prolongada Redução do estágio 4 Redução do sono REM Sono mais superficial
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    . Causasmais frequentes de insônia no idoso Ambientais Depressão Delirium Demências Apnéia do sono Dor crônica DPOC ICC Noctúria Drogas Distúrbios Dispépticos Fecaloma Distúrbios do ritmo circadiano
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    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO SISTEMA CARDIOVASCULARES
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    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO SISTEMA CARDIOVASCULARES . Aspectos Gerais Nº de células miocárdicas não aumenta após desenvolvimento neonatal; Alterações bioquímicas e anatômicas com o envelhecimento, mas podem ser por doenças ou relacionadas ao estilo de vida; Elevada incidência de doenças cardiovasculares . . Miocárdio Depósito intracelular de lipofucsina; Degeneração muscular, com substituição de células miocárdicas por tecido fibroso, que podem ser semelhantes às alterações decorrentes de isquemia; Aumento da resistência vascular periférica pode levar a moderada hipertrofia miocárdica concêntrica, sobretudo de câmara ventricular esquerda.
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    . Alteraçõesvalvulares Tecido valvar é predominantemente colágeno; Envelhecimento: degenerações, espessamento, calcificações. . Alterações da valva aórtica Mais frequentes: calcificação; Menos frequente: acúmulo de lípides, fibrose e degeneração colágena. . Alterações vasculares Aorta Arteriosclerose; Aumento de colágeno; Atrofia, descontinuidade e desorganização das fibras elásticas; Deposição do cálcio; Redução de elasticidade, rigidez na parede aórtica.
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    . Alteraçõesde artérias coronárias Arteriosclerose; Perda de tecido elástico; Aumento de colágeno; Depósitos de lípides com espessamento de camada média; Tortuosidade dos vasos; Calcificações. . Alterações funcionais -Limitação da performance durante atividades físicas; -Redução do débito cardíaco em repouso e esforço; -Redução do aumento da frequência cardíaca; -Maior risco de hipotensão ortostática.
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    . Hipotensãoortostática Importância em geriatria -Causa frequente de tonteiras e quedas no idoso; Prevalência em torno de 6% nos idosos saudáveis e de 11% a 33% em pacientes com múltiplas doenças e/ou medicações; Associação a perda funcional, redução da reabilitação e da qualidade de vida. Etiologia Medicamentos (hipotensores, levodopa, fenotiazinas, álcool, sedativos, antidepressivos, vasodilatadores.......); Desidratação; Anemia; Desnutrição; Distúrbios hidroeletrolítico; Descondicionamento físico.
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    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
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    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO . Aspectos Gerais Frequente associação a patologias; Vários fatores associados agravam o processo de envelhecimento: tabagismo, poluição ambiental, exposição ocupacional, doenças pulmonares, diferenças socioeconômicas, constitucionais e raciais. . Principais alterações fisiológicas Redução da elasticidade pulmonar; Enrijecimento da parede torácica; Redução da potência motora e muscular; Redução do peso pulmonar em cerca de 21%; Estreitamento dos bronquíolos; Achatamento de sacos alveolares.
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    . Alteraçõesestruturais da parede torácica Enrijecimento do gradeado costal; Redução da complacência e distensibilidade pulmonar (pior nos idosos acamados, com alterações posturais e inatividade física); Hipercifose torácica pode estar associada. . Alterações estruturais musculares -Substituição adiposa do tecido muscular; -Redução da massa e potência muscular (sobretudo no idoso inativo ou imóvel); -Atrofia muscular e redução da força muscular; -Rigidez do gradeado costal determina maior participação do diafragma e musculatura abdominal; -Fatores de risco piora da função respiratória e risco de infecção: imobilidade, desnutrição ou obesidade, doenças pulmonares associadas, doenças cardiovasculares associadas, doenças neuromusculares.
  • 33.
    Importância de medidasde reabilitação : fisioterapia respiratória, programas de atividades físicas e mobilização no leito, nutrição adequada . Atividades físicas Redução da capacidade para atividades físicas: aumento do consumo de oxigênio, redução da capacidade ventilatório, redução do débito cardíaco. . Alterações fisiológicas ao exame físico -Redução da expansão torácica, levando a aumento do volume residual e da pressão intratorácica; -Aumenta a cifose torácica; -Pode haver redução do murmúrio vesicular; -Crepitações bibasais podem ser fisiológicas; -Aumento de frequência respiratória (taquipnéia) é um grande sinal do idoso.
  • 34.
    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO
  • 35.
    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO . Envelhecimento do sistema digestório De maneira geral: redução da motilidade, na secreção e capacidade de absorção; Felizmente, a reserva destes órgãos é tão grande que as reduções nos parâmetros fisiológicos não costumam resultar em deficiência real da função. . Alterações fisiológicas da cavidade oral Mucosa oral: atrófica (tênue), lisa e ressecada, menos elástica e mais suceptível a lesões. Língua: redução das papilas filiformes, redução do paladar; Dentes: a perda dos dentes depende, além do envelhecimento, de fatores extrínsecos: hábitos, ocupação, dieta, oclusão dentária e composição dos dentes.
  • 36.
    . Aspectosclínicos Cavidade Oral Redução da massa muscular: pode comprometer a mastigação e deglutição; Redução do paladar: pode reduzir a ingesão de alimentos e contribuir para perda de peso e desnutrição; Estomatites, monilíase oral; Carcinoma. Disfagia orofaríngea Sinais: regurgitação nasal de alimentos, engasgos frequentes, aspirações; Sintomas mais severos com líquidos; Etiologias: Carcinoma faríngeo Dças do SNC (Parkinson, demências, AVC, tumores) Dças endócrinas: DM, hipotiredoidismo Laringectomia Medicamentos Alterações do esfíncter superior do esôfago.
  • 37.
    . Aspectosclínicos Alterações do estômago Discreta a moderada redução do esvaziamento gástrico; Pode haver prejuízo e efeitos dedrogas, que permanecem mais tempo no meio ácido; Redução da secreção de ácido clorídrico (hipo ou acloridria), provavelmente por redução de células parietais; Redução da secreção da pepsina;  prevalência de colonização pelo H. pylori (75%). Alterações do pâncreas Redução do peso; Proliferação do epitélio ductal e formação de cistos; Redução de secreção de lipase e bicarbonato.
  • 38.
    Envelhecimento do pâncreasendócrino Os níveis séricos de insulina aumentam com a idade, mas a sensibilidade a esta diminui, podendo resultar em testes de tolerância à glicosa anormais; Diminui a degradação da insulina; Redução do nº de receptores da insulina na membrana celular de tecidos alvos; Redução da velocidade de liberação da insulina. Alterações do Intestino Delgado Estudos escassos e controversos; Redução da altura das vilosidades da mucosa. Alterações do cólon - Atrofia da mucosa; Anormalidades morfológicas das glândulas Redução da distensibilidade (redução de colágeno e elastina).
  • 39.
    Alterações do retoe ânus Espessamento e alterações estruturais do tecido colágeno; Redução da força muscular e esfincter anal esterno; Redução da elasticidade e sensibilidade retal. Aspectos clínicos: Redução da capacidade de retenção fecal (risco de incontinência fecal) por fatores extrínsecos e intrínsecos; Intrínsecos: alterações fisiológicas Extrínsecos: déficit cognitivo, impactação fecal, AVC, neuropatias (diabética, alcoólica...), imobilidade, etc.
  • 40.
    Alterações hepáticas: Reduçãodo fluxo sanguíneo hepático; Depósitos de lipofucsina; Aspectos clínicos: Alteração da metabolização de drogas; Alteração do metabolismo de primeira passagem. Vesícula Biliar: A incidência de doença biliar e cálculos aumenta com o avançar da idade; A sensibilidade da vesícula diminui.
  • 41.
    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO APARELHO GENITO-URINÁRIO
  • 42.
    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS EANATÔMICAS DO APARELHO GENITO-URINÁRIO . Alterações renais: Redução do peso renal (cerca de 30%); Redução do nº de glomérulos; Espessamento da membrana basal ; -Redução da filtração glomerular; Esclerose dos vasos renais. Repercussões clínicas: -Torna o idoso mais suscetível à Insuficiência Renal aguda caso ocorra qualquer insulto nefrotóxico ou isquêmico; Redução da excreção de drogas, com necessidades de ajustes posológicos: menores doses e intervalos maiores; -Evitar drogas nefrotóxicas.
  • 43.
    . Alteraçõesureterais: - Alterações da motilidade; Alterações vesicais: -Aumento do volume residual; -Redução da capacidade de armazenar urina. Aspectos clínicos das alterações vesicais: Maior risco de infecções urinárias (que aumentam também no sexo masculino); Risco de incontinência urinária (existem várias etiologias associadas); No homem : aumento de próstata eleva riscos de infecção e incontinência. Aspectos uretrais: Homens: compressão extrínseca pela próstata aumentada; Mulheres : atrofia uretral : risco de algúria, hematúria microcóspica, ITU.
  • 44.
    . Alterações sexuais:Sexo masculino Maior tempo para atingir ereção completa; Maior necessidade de estimulação direta do pênis; Retardo da ejaculação; Perda rápida da ereção após a ejaculação; Maior dificuldade em manter a ereção durante a relação; Redução da libido; Redução da frequência sexual. Aspectos clínicos: Arterosclerose é principal causa obstrutiva vascular no idoso; Redução da elasticidade do tecido dos corpos cavernosos; Neuropatias periféricas: diabetes, alcóolismo... HAS; Cirurgias pélvicas: sobretudo cirurgia radical de próstata; Depressão, déficits cognitivos, distúrbios emocionais, co-morbidades, drogas.
  • 45.
    . Alterações sexuais:Sexo feminino Redução da lubrificação vaginal; Redução da libido; Atrofia vaginal e uretral; Pode haver dor, desconforto e sangramento nas relações; Redução da frequência sexual. Aspectos clínicos: Reposição hormonal; Lufrificação artificial; Co-morbidades levam a maior limitação da sexualidade; Aspectos psicológicos, dependência e submissão marital, herança familiar e criação: grandes repercussões na sexualidade feminina.
  • 46.
  • 47.
    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS RELACIONADASÀ FARMACOLOGIA FARMACOCINÉTICA x FARMACODINÂMICA Farmacocinética - Absorção, distribuição, metabolismo e excreção das drogas; - Conjunto de alterações sofridas pelas drogas. Farmacodinâmica - Mecanismos implicados na ação das drogas.
  • 48.
    ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS Interferênciasna Absorção: . Redução da secreção de ácido gástrico (hipocloridria, acloridria); .  esvaziamento gástrico  retarda a absorção e/ou aumenta degradação da droga pode determinar a inativação de algumas drogas; . Alteração da absorção decorrentes de administração concomitante de medicações. Ex.: antiácidos  cimetidina e derivados imidazólicos Alterações Intestinais : . Aceleração do trânsito intestinal (reduz absorção); . Lentificação d trânsito intestinal (aumento absorção); . Controvérsias: influências da redução das vilosidades intestinais, com redução da área da superfície da mucosa.
  • 49.
    Interferência na Absorção: . Redução da circulação êntero-hepática (sobretudo nas reduções do débito cardíaco),  de absorção dos medicamentos que precisam do metabolismo de primeira passagem no fígado; . Aterosclerose associada reduz mais ainda o fluxo sanguíneo. Alterações patológicas Interferências na Absorção: . Edema Intestinal. . Doenças Agudas (ex. infecções). . Gastrectomia, enterites, síndromes de má absorção: redução na absorção de ferro, ácido fólico, vitamina B12, corticosteróides, digoxia. Interferência na Distribuição : . Redução da massa muscular. . Aumento do tecido adiposo. . Redução do líquido corporal. . Redução da albumina sérica.
  • 50.
    Interferência no Metabolismo. Redução da função hepática (oxidação, metabolismo de primeira passagem). .  fase I metabolismo: drogas que inibem ou induzem a atividade hepática. . Redução da função renal. Interferências na Excreção . Drogas lipossolúveis: maior reabsorção renal. . Redução da filtração glomerular em 35% à 50% (redução do nº de néfrons, redução do fluxo plasmático, redução do peso renal). . Creatinina não é um bom marcador da função renal no idoso. . Redução da massa muscular, que reduz a produção de creatinina.
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    Principais Patologias queinterferem na Farmacocinética: Desnutrição ICC Insuficiência renal e hepática -Infecções -Uso de múltiplas drogas
  • 52.
    Farmacodinâmica - Interferências:Não tão bem estudada como a Farmacocinética Maior sensibilidade do SNC à ação de drogas Benzodiazepínicas Maior sensibilidade a anticoagulantes Maior sensibilidade a várias drogas decorrentes de:  da hipotensão ortostática, maior disfunção vesical e intestinal, menor controle postural (alteração da barorregulação), dificuldade de termorregulação,  da intolerância a glicose, alteração de sensibilidade à ação enzimática, resposta imunitária, particularmente a celular. Devido às alterações fisiológicas, farmacocinéticas e farmacodinâmicas: redução da janela terapêutica do idoso; Dose terapêutica  Dose tóxica .
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