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Universidade Federal de Goiás 
Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos 
Setor de Engenharia Rural 
INSTALAÇÕES PARA AVES 
Prof. Dr. Regis de Castro Ferreira 
rcastro@agro.ufg.br 
Construções e Eletrificação Rural
CONTEÚDO 
1. INTRODUÇÃO 
2. A AVE E O MEIO AMBIENTE 
3. FATORES A SEREM CONSIDERADOS 
NA IMPLANTAÇÃO DE UMA GRANJA 
4. COMPONENTES DE UMA GRANJA 
5. AVICULTURA DE CORTE 
6. AVICULTURA DE POSTURA
1. INTRODUÇÃO 
- objetivo principal do aviário: 
propiciar às aves ambiente confortável e higiênico, de 
modo eficiente e econômico 
- planejamento técnico: 
. cuidadoso, de modo a obter maiores lucros, maiores 
produções, melhor qualidade, melhor taxa de conversão, 
menos doenças e menores taxas de condenação e 
mortalidade
1. INTRODUÇÃO 
- projeto de instalações para aves: 
. programa bem definido (nenhuma relação entre produtividade e 
luxo das instalações) 
. princípios técnicos fundamentais: praticamente os mesmos, tanto 
para a produção de poedeiras como para a produção de frangos de 
corte 
. tendência à mecanização e automatização: visando maior 
rentabilidade 
- características das instalações para aves: 
. concentram maior número de cabeças por unidade de área 
. exigem cuidados na execução de projetos (gastos iniciais devem 
ser compensados)
- PANORAMA (CONAB, 2006) : 
Brasil: grande produtor de frangos de corte e poedeiras, além de 
grande exportador 
• Plantel: 4,5 milhões de cabeças (corte) 
• Consumo: 33,4 kg/habitante/ano (corte) 
– Bovina 35,8 kg/habitante/ano 
– Suína 14,8 kg/habitante/ano 
• Exportações (2006) 
– 2,6 milhões de toneladas
2. A AVE E O MEIO AMBIENTE 
• Termorregulação 
– Temperatura 
– Umidade Relativa 
• Renovação do ar (ventilação) 
• Iluminação
TEMPERATURA 
- zona de termoneutralidade: 
. faixa de temperatura dentro da qual o calor dissipado pela ave 
está em equilíbrio com o seu ambiente (Figura 1) 
- à temperaturas superiores à da zona de termoneutralidade: 
. ave cresce menos rapidamente 
. produção de ovos é menor 
- à temperaturas inferiores à da zona de termoneutralidade: 
. ave necessita de comer mais ração
Figura 1. Representação esquemática simplificada das temperaturas efetivas
- ingestão de alimento (ração) pela ave: 
. produz energia metabolizável (que a ave utiliza para se 
manter viva, crescer e produzir ovos) 
. calor produzido em excesso deve ser dissipado 
imediatamente 
. se a ave pudesse armazenar o calor por ela produzido em 
uma hora apenas, a temperatura corporal aumentaria em 
2,8°C, resultando em sua morte. 
- pintos de um dia: 
. mecanismos de controle de temperatura corporal não são 
completamente desenvolvidos, necessitando de altas temperaturas 
para seu perfeito funcionamento
condições ideais de temperatura ambiental: 
. pintos de um dia: 35°C, decrescendo à razão de 2,8 – 3°C 
por semana, até a temperatura de 18,5 - 21°C no inverno e 24°C no 
verão, para pintos com mais de 5 semanas 
. para a melhor postura: 13 - 15°C 
. para o melhor uso da ração: 15 - 21°C . de um modo geral: 
15 - 25°C (nesta faixa, a ave auto-regula sua temperatura corporal, 
normalmente entre 40 a 41°C) 
- galinha não possui glândulas sudoríparas 
. em condições normais: respira de 15 a 25 vezes por minuto 
. a 38°C: respira ao redor de 150 vezes por minuto (o que 
causa fadiga) 
- temperaturas recomendadas para aves, em função da idade: 
Quadro 1
Quadro 1 – Temperaturas recomendadas para aves, em função da idade 
Idade (dias) t°C à altura do pintinho 
21 
21 
21 
21 
18 
18 
15 
16 
32 - 35 
29 - 32 
26 - 29 
23 - 26 
---- 
0 - 7 
8 - 14 
15 - 21 
22 - 28 
29 - 35 
36 - 42 
43 - 56 
57 - 
Debaixo da No galpão 
campânula
UMIDADE RELATIVA DO AR 
- pouca influência sobre a produção das aves (crescimento, postura, 
reprodução, etc.), a menos que excessivamente elevada ou baixa 
- limites de UR para frangos de corte: 40 e 90% 
- quanto mais baixa a umidade relativa (UR) do ar, maior a temperatura 
tolerada pela aves 
Quadro 2 - Condições equivalentes de temperatura e umidade para 
aves adultas 
Umidade Temperatura (oC) Relativa do Ar (%) 
30 
50 
75 
33 
31 
28
- umidade relativa noturna constantemente superior a 80% ou umidade 
relativa diurna constantemente superior a 72%: 
. nível de umidade da cama passará de 32%, tornando-se úmida, 
emplastando-se e podendo ocasionar problemas entéricos e 
respiratórios 
- umidade relativa inferior a 40% 
. cama torna-se seca e poeirenta, podendo causar espirros e tosse 
- alta temperatura combinada com alta umidade: 
. situação mais perigosa que alta temperatura e baixa umidade 
- controle adequado da umidade relativa: boa ventilação e correto 
manejo de cortinas 
- níveis de UR recomendados: Quadro 3
Quadro 3 – Níveis de Umidade Relativa do Ar recomendados para aves 
Aves criadas t°C < 25 t°C > 25 
40-60% (*) 
40-60% 
60-70% 
65-80% 
• sobre cama 
• em gaiolas 
(*) apresentando-se problemas de pó, a UR deve ser elevada durante 
as horas frescas do dia
RENOVAÇÃO DO AR 
- controle das taxas de renovação de ar e, consequentemente, o 
controle da temperatura nos aviários, se faz por meio de sistemas de 
ventilação adequados: 
. sistemas de ventilação natural 
. sistema de ventilação forçada 
- ventilação natural: 
. vantagens: baixo custo de implantação, dispensa energia 
elétrica 
. desvantagens: não permite o controle da taxa de renovação 
de ar, exige grandes aberturas para a ventilação, não permite o 
controle de iluminação, não recomendada para galinheiros largos por 
não permitir perfeita homogeneização do ar
- ventilação forçada: 
. vantagens: permite o controle do ambiente (taxa de 
renovação do ar, temperatura de trabalho, iluminação, pré-tratamento 
do ar), possibilita a construção de aviários mais largos (o que, aliado à 
utilização de colunas centrais, diminui o custo e o peso da estrutura do 
galpão), permite um aproveitamento mais racional do terreno (tornando 
secundária a orientação do aviário em relação à direção norte-sul), 
aumenta a capacidade de cada aviário (devido à maior concentração 
de aves/m2) 
. desvantagens: sistema totalmente dependente de energia 
elétrica, alto custo de implantação 
- aumentar a velocidade do ar tem o mesmo efeito que reduzir a 
temperatura 
- sob baixas temperaturas: importante limitar a velocidade do ar sobre as 
aves 
- sob altas temperaturas: 
. dissipação de calor por evaporação: principal meio pelo qual a ave 
perde calor
ILUMINAÇÃO 
- controle da iluminação destina-se a: 
. prover uma intensidade de luz uniforme ao nível da cama 
. permitir a mudança de intensidade luminosa nos períodos 
necessários 
- intensidade luminosa: 
. pode afetar o crescimento e a conversão alimentar 
(beneficiados quando as aves podem comer uniformemente 
durante as 24 h do dia) 
. crescimento e conversão alimentar: mais eficientes à 
medida que a intensidade luminosa diminui
3. FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA 
IMPLANTAÇÃO DE UMA GRANJA 
3.1. Localização 
3.2. Mercado Produtor e Potencial de Consumo 
3.3. Estradas e Vias de Acesso 
3.4. Água e Energia Elétrica 
3.5. Condições Climáticas 
3.6. Condições Topográficas 
3.7. Área da Granja
3.1. LOCALIZAÇÃO 
- distâncias sugeridas para um melhor isolamento das instalações 
avícolas: Quadro 4. 
Quadro 4 – Distâncias sugeridas para um melhor isolamento das 
instalações avícolas 
5 - 10 km 
3 km 
200 m 
500 m 
100 m 
300 m 
25 – 50 m 
. da granja ao abatedouro 
. de uma granja a outra 
. entre galpões e os limites periféricos 
da propriedade 
. do galpão à estrada 
. entre núcleos de diferentes idades 
. entre recria e produção 
. entre galpões de mesma idade 
Distância 
sugerida 
Distâncias externas e internas
3.2. MERCADO CONSUMIDOR E POTENCIAL DE 
CONSUMO 
- mercado: 
. condições de absorver a produção total da granja (carne e/ou 
ovos) sem causar a saturação e a conseqüente baixa dos preços 
- localização do aviário: 
. perto dos centros consumidores 
. próximo a matadouros de aves e/ou indústrias (alimentícias ou 
não) que utilizam ovos como matéria prima 
- potencial de consumo da região: 
. avaliado quanto ao poder aquisitivo da população e hábitos 
alimentares 
. preferências regionais (exemplo: ovos de casca branca ao invés 
de ovos de casca vermelha)
3.3. ESTRADAS E VIAS DE ACESSO 
- estradas: 
. de preferência asfaltadas e trafegáveis o ano todo 
. deve permitir o tráfego de caminhões com pelo menos 
15 t
3.4. ÁGUA E ENERGIA ELÉTRICA 
- água potável: 
. abundante e imprescindível para o consumo das aves, lavagem 
das instalações e consumo residencial dos empregados 
. fonte de água potável: poço artesiano ou rede hidráulica 
municipal 
. pré-tratamento obrigatório para água não potável captada de 
açudes, riachos, represas, rios, etc. 
- importância da água: 
. água constitui 60 a 75% do peso do corpo da ave e 65% do peso 
do ovo 
. para a produção de um ovo: ave necessita de 40 g de água 
. para a produção de 250 ovos: 75 l de água, no mínimo 
. corte no fornecimento de água às poedeiras, em plena produção, 
por 24 h ou pouco mais, provoca uma diminuição de 24 a 30% na 
postura.
- consumo de água por mil poedeiras: 
. no inverno: 205 l/dia 
. no verão: 300 l/dia 
- ave bebe aproximadamente o dobro do que come (relação válida 
para o cálculo do número de bebedouros necessários para uma 
determinada criação) 
- energia elétrica indispensável para: 
. realização de um programa de luz visando maior produção de 
ovos ou de carne 
. acionamento de compressores da câmara fria de armazenagem 
de ovos 
. acionamento do misturador de ração, moinho de milho, bomba 
d'água, etc. 
- fonte de energia elétrica: rede de energia elétrica ou geradores de 
energia
3.5. CONDIÇÕES CLIMÁTICAS 
- temperatura ideal para o crescimento normal de frangos e 
galinhas poedeiras: 15 a 27 °C 
- locais recomendados para a instalação de uma granja: 
. regiões de clima seco (umidade relativa do ar inferior a 70%) e 
temperaturas amenas a maior parte do ano 
- locais contra-indicados para a instalação de uma granja: 
. regiões onde ocorrem ventos fortes com freqüência e onde 
incidem nevoeiros e cerrações 
. motivos: dificuldade no manejo da ventilação dentro do galpão e 
necessidade de instalações mais sólidas e resistentes
3.6. CONDIÇÕES TOPOGRÁFICAS 
- locais de topografia acidentada oneram a construção dos galpões 
porque 
. exigem movimentos de grande volume de terra 
. dificultam o manejo ideal 
. permitem apenas a construção de galpões de comprimento 
limitado 
- em locais montanhosos: 
. evitar o fundo dos vales (onde se acumulam as águas das 
chuvas) 
. evitar o topo das montanhas (onde ocorrem ventos fortes) 
. procurar sempre o meio da encosta 
- ideal: 
. locais de declividade levemente acentuada, distante de 
banhados, pântanos ou de águas paradas
3.7. ÁREA DA GRANJA 
- área mínima recomendada para a implantação de uma granja: 
.para uma criação de 10 a 30 mil frangos: área mínima de 10 
hectares 
.para uma criação de 10 a 30 mil poedeiras: área mínima de 20 
hectares 
- aviário: 
. isolado de outras criações de aves e afastado da beira das 
estradas 
- área da granja: 
. aproximadamente quadrada, galpões instalados no centro e 
distanciados de 50 a 100 m um do outro 
. levar em conta a possibilidade de expansão
4. COMPONENTES DE UMA GRANJA 
A) Setor de Produção: 
- galpões para aves de 
corte ou de postura 
B) Setor de Preparo de 
Alimentos: 
- fábrica de ração 
- silos graneleiros 
C) Setor Administrativo 
- Controle (portão) 
- Escritório 
- Almoxarifado 
D) Setor Sanitário 
- Fossa ou crematório 
- Pedilúvio 
- Rodolúvio 
- Plataforma de desinfecção 
E) Setor de Apoio 
- Galpão para oficina 
F) Setor externo 
- Postos de venda 
- Abatedouro
5. AVICULTURA DE CORTE 
5.1 SISTEMA DE CRIAÇÃO 
A) criação de frangos de corte sobre cama: 
. única forma de criação no País 
. piso de concreto sobre o qual é colocada uma cama de material 
absorvente como a maravalha, casca de arroz, sabugo de milho triturado, etc. 
(500 a 600kg / 1000 aves) 
B) Período de ocupação dos galpões: 
frangos são criados no mesmo local desde a idade de 1 dia até a época do abate 
- 42 a 45 dias (peso vivo 2,1 a 2,4 kg) 
- 14 a 16 dias de limpeza e desinfecção. 
C) Densidade de alojamento: 
. densidade média brasileira: 10 a 13 aves/m2 de galpão 
. criações em alta densidade: 14 a 22 aves/m2 de galpão 
. médias de alta densidade no Brasil: 16 a 18 aves/m2
- objetivos da criação em alta densidade: 
. aumento da produção com o mínimo de investimento em construção 
. otimização dos custos fixos (mão-de-obra, equipamentos, infra-estrutura 
de apoio, transporte, assistência técnica) 
. 15 a 18 aves/m2 (no caso de alojamentos termicamente menos 
favoráveis ou providos de comedouros e bebedouros mais simples) ou até 
mesmo 18 a 22 aves/m2 (no caso de galpões termicamente confortáveis ou 
providos de comedouros e bebedouros automáticos) 
- sistema de criação em alta densidade: 
. só é possível e viável com a concepção de galpões novos ou 
readequação de galpões já existentes 
. depende do nível de adversidade do clima local, tipo de galpão, 
capacidade já instalada de equipamentos para resfriamento da instalação e 
alimentação das aves
Figura 2. Vistas interna e externa de galpão com densidade de 13 aves/m2
Figura 3. Vistas interna e externa de galpão com densidade de 22 aves/m2
5.2 DETALHES CONSTRUTIVOS DOS GALPÕES 
A) Localização: 
– Galpões construídos em terrenos o mais plano 
possível 
– O eixo longitudinal dos galpões deve estar orientado 
no sentido LESTE-OESTE, com o que se conseguirá 
que a superfície exposta a OESTE seja a menor 
possível, evitando-se o sobreaquecimento pela forte 
insolação. 
Figura 4. Orientação correta de um galpão em relação ao sol
Figura 5. Vista em perspectiva de dois galpões, mostrando a orientação
5.2 DETALHES CONSTRUTIVOS DOS GALPÕES 
B) Dimensões dos galpões: 
. tendência mundial de se construir galpões com 12 m de largura 
por 100 a 140 m (em média 125 m) de comprimento visando a otimização 
de equipamentos, mão-de-obra, etc. 
. comprimento determinado de acordo com as possibilidades do 
terreno e praticidade no manejo 
. larguras de até 8 a 10 m (em regiões de clima quente e úmido) ou 
de até 10 a 14 m (em regiões de clima quente e seco) (Quadro 5)
Quadro 5 - Relação entre a largura do galpão e o pé-direito 
em função do tipo de clima predominante 
pé direito mínimo, em 
climas quentes (m) 
Clima Largura (m) 
Quente e úmido até 8 2,80 
8 a 9 3,15 
9 a 10 3,50 
Quente e seco 10 a 12 4,20 
12 a 14 4,90
C) lanternins 
. recomendado para galpões com largura igual ou superior a 8,0 m 
. favorecem a renovação do ar no interior das instalações semi-abertas, 
melhorando as condições de temperatura e umidade 
. particularmente indicado para regiões de clima quente 
. largura igual à décima parte da largura do galpão, em todo o 
comprimento da cobertura 
. inclinação: paralela à inclinação do telhado 
Figura 6. Esquema de determinação das dimensões do 
lanternim
D) Alicerces e/ou fundações 
Sob esteios ou pilares: 
- concreto ciclópico (traço 1:4:8 ou 1:10) + 40 % de pedra de mão 
(1,00 - 1,20 m de profundidade) 
Sob as muretas laterais: 
- alicerces contínuos (1:4:8) 0,50 m de profundidade
E) Muretas (nas instalações semi-abertas): 
. muretas laterais de 0,2 a 0,6 m altura, construídas de tijolos ou 
concreto magro de traço 1:3:6 
. muretas de concreto: 8,0 cm espessura, deixando, a cada 0,5 m, 
pontas salientes de arame grosso que servirão, depois de 
dobrados, para a fixação da tela, processo este que dispensa a 
colocação de um sarrafo em cima da parede, no qual seria pregada 
a tela. 
Figura 7. Detalhe de mureta de 
concreto
F) Pilares ou colunas de sustentação: 
. construídos de madeira (eucalipto ou peroba), tijolo ou concreto 
armado 
. localizados para o lado de fora da parede, evitando-se assim a 
formação de cantos no interior do galpão 
. atualmente são empregadas estruturas pré-moldadas de concreto, 
estruturas metálicas, ou a combinação de ambos, compondo 
praticamente todo o esqueleto da construção 
- entre a parede e o telhado: fechamento com tela de arame de 1/2" de 
abertura, à prova de pássaros e de outros animais, o mesmo 
fazendo com relação ao lanternim
G) oitões: 
. fechados até o teto 
. proteção com pinturas de cores claras e sombreamento por meio 
de vegetação ou beiral maior 
Figura 8. Fechamento do oitão até o teto (Fachadas Leste e Oeste)
H) Cobertura: 
. é a principal proteção contra a insolação direta 
- bom material de cobertura deve apresentar: 
. alta reflectividade solar e alta emissividade térmica na parte 
superior 
. baixa absortividade solar aliada a baixa emissividade térmica na 
parte inferior 
- coberturas mais usuais: 
. telhas cerâmicas 
. chapas onduladas de cimento-amianto 
. chapas metálicas de alumínio 
. madeirite (madeira compensada, 6 mm de espessura, ondulada, 
revestida na parte superior por lâmina de alumínio) 
. isopor entre duas lâminas de alumínio 
. outras (sapé, chapa zincada, chapa de ferro galvanizado, etc.)
- recursos para melhorar o comportamento térmico das coberturas: 
. forros sob a cobertura: atuam como se fossem uma segunda 
barreira física 
. pinturas com cores claras e escuras: telhas pintadas com cor 
branca na face superior (possibilitando alta reflexibilidade solar) e 
cor cinza na face inferior (baixa emissividade) 
. uso de materiais isolantes sobre as telhas (poliuretano), sob as 
telhas (poliuretano, eucatex, lã de vidro ou similares), ou formando 
um forro abaixo da cobertura 
. uso de materiais de grande inércia térmica (concreto), que 
apresentam grande capacidade calórica, absorvendo grande parte 
do calor para se aquecer (durante o dia) e perdendo-o lentamente 
durante o esfriamento (durante a noite) 
. uso de aspersão de água sobre o telhado, que possibilita a 
redução da temperatura da telha e, consequentemente, da carga 
térmica de radiação sobre as aves
Figura 9. Vistas interna de galpão com fôrro e cortina em polipropileno
- beiral: 
. largura proporcional à altura (de 1,5 a 2,5 m) 
. indiretamente influencia a ventilação natural devido ao efeito 
chamado termossifão. 
I) Pisos: 
. preferencialmente de concreto simples de traço 1:3:6 ou 1:4:8, 5 a 
6,0 cm espessura, revestido com argamassa de cimento e areia de 
traço 1:3, alisada a desempenadeira 
. piso de tijolos em espelho: revestido com argamassa de cimento e 
areia, desaconselhando-se o piso de terra batida 
. altura final do piso: 15 a 20 cm acima do nível do terreno 
circundante
- piso aquecido eletricamente: 
. placas pré-moldadas de argamassa armada aquecidas com 
resistência elétrica, removíveis, para colocação sobre o piso de 
aviários dentro dos círculos de proteção 
. conjuntos de placas de cada círculo de proteção interligados em 
circuito paralelo 
- vantagens do piso aquecido eletricamente: 
. melhores resultados de peso vivo, ganho de peso, consumo de 
ração, conversão alimentar e comportamento das aves 
. menor umidade da cama 
. menor consumo de energia elétrica, se comparado com outros 
sistemas (campânulas elétricas, lâmpadas infravermelho) 
. não consome oxigênio do ar 
. não libera gases tóxicos ao ambiente
Figura 10. Vista superior da disposição das placas 
eletricamente aquecidas dentro do círculo de proteção 
para os pintos.
- placas de argamassa armada 
. confeccionadas com argamassa de cimento e areia de traço 1:2, 
fator água/cimento igual a 0,5 
. espessura de 1,5 cm 
. fio de resistência elétrica fixado no interior de cada placa com suas 
extremidades conectadas a um condutor elétrico 
. sistema de aquecimento acionado por termostato de comando à 
distância, com sensor fixado à altura das aves 
Figura 11. Detalhe da placa de 
aquecimento em argamassa 
armada.
J) Instalações hidráulicas 
- reservatório d'água para cada galpão: 
. capacidade de armazenamento: 24 h 
. tubulação: preferencialmente canos plásticos, enterrados, para 
evitar a incidência de raios solares 
K) Sistema de iluminação artificial: 
. 22 lúmens/m2 de galpão, sendo o número de lâmpadas calculado 
em função dos dados relatados no Quadro 5 
. objetivo: aumentar o comprimento do dia, favorecendo maior 
ingestão de alimentos pelas aves e, conseqüentemente, maior 
ganho de peso. 
- frangos de corte, via de regra, dispensam programa de luz rígido, o 
mesmo não se dando com galinhas poedeiras
Quadro 5. Número de lúmens de acordo com a potência e tipo de lâmpada 
Tipo de lâmpada Watts Lúmens 
15 125 
25 225 
40 430 
50 655 
60 810 
100 1600 
150 2500 
15 500-700 
20 800-1000 
40 2000-2500 
75 4000-5000 
200 10000-12000 
fluorescente 
200 3500 
Incandescente
Aula instalacoes aves
Aula instalacoes aves
Até o dobro da altura
L) Pedilúvios e rodolúvios: 
. depósitos de concreto ou mesmo pequenas bandejas metálicas 
. finalidade: desinfetar calçados de pessoas que entram e saem do 
galpão 
. no interior dos pedilúvios: esponja de espuma plástica ou capacho 
mergulhados no líquido desinfetante (amônia quaternária, iodo ou 
cloro) 
- rodolúvios: para caminhões 
Figura 12. Detalhe de 
rodolúvio com arco de 
desinfecção
M) FOSSA DE PUTREFAÇÃO 
- indispensável para a eliminação de aves mortas 
- fossa subterrânea, hermeticamente fechada, coberta com tampa 
de madeira ou laje de concreto, soterrada com uma camada de 
terra com exceção de uma abertura através da qual serão lançadas 
as aves mortas. 
- localização: 
. a pelo menos 100 m de distância dos galpões e poços d'água 
potável 
- dimensionamento: 
. 3 m3/1.000 frangos de corte e 0,3 m3/1.000 poedeiras 
- aves mortas (6% dos frangos de corte morrem até o final do ciclo): 
. jogadas imediatamente no fosso, podendo-se adicionar cal virgem 
para acelerar o processo de decomposição
Figura 13. Detalhe fossa de putrefação
5.3. PROJETOS DOS GALPÕES 
- praticamente todo aberto, sendo contudo protegido por telas fixadas 
em todo seu perímetro, do piso ao telhado. 
- cercas protetoras circundando os galpões de criação e a propriedade 
- quebra-ventos (renques de eucalipto e coníferas): a 100 m dos 
galpões 
- croqui das construções e instalações de uma granja para frangos de 
corte: Figura 14
Figura 14. Croqui das construções e 
instalações de uma granja para frangos 
de corte
Figura 15. Planta baixa de um galpão para 10.000 frangos (vão de 8 m). 
Figura 16. Fachada do galpão da Figura 4.
Tirante 
Pilar 
A B 
Figura 17. Corte AB da figura 15. A) Tesoura com presença de tirante (vãos 
superiores à 8 metros). B) Tesoura sem tirante e com presença de pilar central 
(destinada à vãos de até 8 metros)
Figura 18. Vista lateral e planta baixa de galpão de 10 metros de largura.
Figura 19. Vista frontal e perspectiva de galpão de 10 metros de largura.
Figura 20. Vistas interna e externa – Galpão aves de corte 
(Sistema de ventilação convencional)
Figura 21. Vistas interna e externa – Galpão aves de corte (Exaustores)
5.4. EQUIPAMENTOS 
• Aquecedores 
• Círculo de criação (pintos) 
• Bebedouros 
• Comedouros 
• Cortinas 
• Ventiladores / Exaustores
Tipos de 
Aquecedores
Figura 22. Campânula de aquecimento a gás
Figura 23. Comportamento dos pintinhos sob a campânula dá 
boas indicações sobre aquecimento e conforto
Figura 24. Vista de círculo de proteção para pintos.
Figura 26. Bebedouro tipo nipple. 
Figura 25. Bebedouro de pressão 
Figura 27. Detalhe bebedouro nipple.
Figura 28. Detalhes bebedouro pendular.
Figura 29. Detalhes de bebedouros do tipo calha
Figura 30. Para 500 pintinhos 
abrigados em cada 
círculo de proteção: 5 
bandejas dispostas 
radialmente entre os 
bebedouros
Figura 31. Comedouros tubulares
A B 
Figura 32. A) Comedouro automático (tipo prato). B) Fileira de comedouros 
automáticos
e) Cortinas 
- material lavável (pano, lona, sacos de algodão, plástico 
especial trançado), resistente e translúcido 
- colocadas em toda a extensão do galpão, pelo lado de 
fora de cada parede lateral 
- operadas por meio de uma roldana com manivela e um 
cabo de aço que corre junto ao teto com guias de corda 
de nylon presas ao bordo da cortina 
- presas ou fixas no respaldo da parede de 0,6 m altura, 
fechando de baixo para cima, de cima para baixo, ou 
correndo lateralmente
Figura 33. Vista frontal. Detalhe cortina.
- manejo: 
. primeiros dias: cortinas fechadas a fim de que a 
temperatura e a ventilação sejam mantidas de forma 
apropriada 
. cortinas abertas gradualmente até que, na terceira 
semana de idade das aves, estejam completamente 
abertas durante o dia
Figura 34. Manejo das Cortinas
f) Ventiladores 
• Meio eficiente de controle de temperatura 
por aumentar as trocas por convecção 
• Tipos 
– ventilador centrífugo (uso industrial) 
– ventilador axial (uso em aviários) 
• Axial convencional 
• Axial tipo túnel 
– pressão positiva (ventilação) 
– Pressão negativa (exaustão)
A 
B C 
Figura 35. Tipos de Ventiladores. A) Centrífugo; B) Axial convencional; 
C) Axial tipo túnel
Figura 36. Disposição de ventiladores axiais. A) Sistema convencional; B) 
Sistema tipo túnel 
A 
B
Quadro 6. Desempenho típico de ventiladores axiais
Condição a ser 
mantida
Exemplo de dimensionamento: Galpão aves corte 
Dimensionar galpão para 10.000 aves de corte para Goiânia-GO 
(comprimento e largura ?): 
Resolução: 
- Clima quente e seco: largura do galpão = 12 metros 
- Adotando 12 aves/m2 (densidade) 
1m2 ___ 12 aves 
x ___ 10000 aves => x = 833,33 m2 
- Comprimento do galpão = 833,33 m2 / 12 m = 70 metros
6. AVICULTURA DE POSTURA 
- avicultura de postura: 
. ainda conduzida em galpões abertos 
. tendência de adotar instalações totalmente 
climatizadas, com conjuntos de gaiolas sobrepostas 
- Criação em gaiolas: 
Maior nº. de aves/m2 
Eliminação do canibalismo 
Diminuição de doenças 
Maior aproveitamento de mão-de-obra 
Melhor ambiente em climas tropicais
6.1. SISTEMAS DE CRIAÇÃO 
A) Primeiro sistema de criação 
. 1ª fase (pinteiro): as aves permanecem até os 42 dias de vida (6 
semanas) em locais denominados “pinteiros” com densidade de até 
20 cabeças/m2, criadas sobre cama. 
. 2ª fase (recria): as aves são alojadas em gaiolas metálicas de 
diversos tamanhos da 6ª até à 17ª semana de vida (período de 
recria). Dimensões mais usuais de gaiolas: 0,5 x 0,5 x 0,4 m3 (8 
aves/gaiola); 1,2 x 0,6 x 0,4 m3 (20 aves/gaiola); 1,0 x 0,6 x 0,4 m3 
(16 aves/gaiola), havendo outras dimensões de gaiola. Duração 
desta fase: 11 semanas aproximadamente. 
. 3ª fase (postura): as aves são alojadas em outras gaiolas da 17ª 
até à 72ª-74ª semanas de vida (período de postura). Dimensões 
mais usuais de gaiola: 0,25 x 0,4 x 0,4 m3 (2 aves/gaiola); 0,3 x 0,4 
x 0,4 m3 (3 aves/gaiola); 0,25 x 0,45 x 0,40 m3 (3 aves/gaiola); 0,25 
x 0,50 x 0,38 m3 (3 aves/gaiola), havendo outras dimensões de 
gaiola. Duração desta fase: 55 a 57 semanas.
6.1. SISTEMAS DE CRIAÇÃO 
B) Segundo sistema de criação 
. 1ª fase: pintos são criados, do 1º ao 30º dias de vida (4 semanas), 
em baterias de gaiolas com capacidade média de 800 pintos, 
ocupando uma área de 3 m2 (3 x 1 m2). As baterias consistem de 
um sistema de grandes gaiolas sobrepostas em 2 a 4 andares, 
afastadas 1,0 m umas das outras e todas a 1,0 m das paredes. As 
baterias são dispostas em filas paralelas ao longo de um corredor 
de serviço de 2,0 m de largura, devendo o galpão, nesta fase, ser 
fechado lateralmente, e dispor de aberturas controladas, a uma 
altura de 1,6 m em relação ao nível do chão, nas áreas frontais. 
. 2ª fase (recria): da 6ª à 17ª semanas de vida, as frangas são 
alojadas em gaiolas metálicas semelhantes às da fase de recria 
usadas no primeiro sistema. Duração desta fase: aproximadamente 
13 semanas. 
. 3ª fase (postura): da 17ª à 72ª-74ª semanas de vida, as galinhas 
poedeiras são alojadas em gaiolas semelhantes às da fase de 
postura usadas no primeiro sistema. Duração desta fase: 55 a 57 
semanas.
Figura 37. Bateria automatizada em três filas de gaiola para poedeiras. No 
meio pode-se ver o aparelho para encher os comedouros. A 
retirada das fezes, embaixo de cada gaiola, é feita por vassoura 
mecânica
6.2. Galpão para poedeiras 
- abriga matrizes desde o início da 17ª semana de idade até o fim da 
72ª-74a, conforme ainda seja econômica ou não a produção de 
ovos 
- galinhas: idade de reprodução a partir da 17a semana
A) Detalhes construtivos do galpão 
. pilares de concreto armado, metálico ou de madeira roliça 
. piso de concreto revestido de argamassa de cimento e areia 
. corredor central de 1,0 m de largura entre as fileiras de gaiolas 
. sob as gaiolas o piso pode ser de terra, devendo, porém, à volta 
do galpão, ser construído um passeio em concreto com 0,8 m de 
largura 
. o beiral pode atingir até 2,0 m de largura 
. as gaiolas são fixadas nos pilares do galpão a 0,7 m de altura em 
relação ao piso 
- afastamento entre galpões: 
. 30 a 40 m, para criações de mesma idade 
. 200 m ou mais, para criações de diferentes idades
mínino 
Figura 38. Detalhes construtivos de um galpão para poedeiras
Figura 39. Visão Geral de galpão para aves de postura
Figura 40. Vista interna de galpão para aves de postura
Figura 41. Vista interna de galpão de postura com gaiolas automatizadas
B) Gaiolas 
• São formadas por um conjunto de 4 repartições de 25 x 40 x 40 cm, 
sendo cada repartição destinada a 2 aves 
• Disposição em fileira simples ou duplas 
Figura 42. Perspectiva de uma gaiola (1,0 x 40 x 40m) (8 aves por gaiola)
Figura 43. Gaiola para aves postura (1,0 x 40 x 40m)
Figura 44. Gaiolas em fileira simples: 2 fileiras duplas de gaiolas separadas por 
um corredor de serviço.
Figura 45. Fileiras duplas: 4 fileiras duplas de gaiolas, dispostas 
escalonadamente.
100 
número de frangos vendidos 
% viabilidade das aves = x 
número de pintos iniciados 
% de mortalidade das aves =100 - % de viabilidade das aves 
peso total das aves 
número de frangos vendidos 
peso vivo médio por ave = 
total de ração consumida conversão alimentar média = 
peso total das aves vendidas 
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS 
A seguir são fornecidos os índices zootécnicos necessários para o 
controle da criação e o desenvolvimento do lote
= peso vivo médio por ave - peso inicial do pinto ganho de peso vivo por dia 
número de dias de criação do lote 
( ) 
conversão alimentar 
= % viabilidade x ganho de peso vivo por dia x 100 fator de produção 
custo total da ração = 
custo alimentar (em %) x100 
receita da venda dos frangos 
lucro líquido = total de vendas - total de despesas
Exemplo de dimensionamento (galpão postura) 
Dimensionar galpão para 4000 aves de postura 
Dados: utilizar gaiola de 0,40 x 0,40 x 1,00 m (alt x larg x compr) com capacidade 
de 8 aves / gaiola. 
Resolução: 
metro de gaiola _____ 8 aves 
x _____ 4000 aves 
= 
1 
x 500 metros de gaiolas 
 
Utilizando- se 4 fileiras de gaiolas galpão com 
125 metros de comprimento e 3 metros de largura (vão interno)

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Aula instalacoes aves

  • 1. Universidade Federal de Goiás Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos Setor de Engenharia Rural INSTALAÇÕES PARA AVES Prof. Dr. Regis de Castro Ferreira rcastro@agro.ufg.br Construções e Eletrificação Rural
  • 2. CONTEÚDO 1. INTRODUÇÃO 2. A AVE E O MEIO AMBIENTE 3. FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA IMPLANTAÇÃO DE UMA GRANJA 4. COMPONENTES DE UMA GRANJA 5. AVICULTURA DE CORTE 6. AVICULTURA DE POSTURA
  • 3. 1. INTRODUÇÃO - objetivo principal do aviário: propiciar às aves ambiente confortável e higiênico, de modo eficiente e econômico - planejamento técnico: . cuidadoso, de modo a obter maiores lucros, maiores produções, melhor qualidade, melhor taxa de conversão, menos doenças e menores taxas de condenação e mortalidade
  • 4. 1. INTRODUÇÃO - projeto de instalações para aves: . programa bem definido (nenhuma relação entre produtividade e luxo das instalações) . princípios técnicos fundamentais: praticamente os mesmos, tanto para a produção de poedeiras como para a produção de frangos de corte . tendência à mecanização e automatização: visando maior rentabilidade - características das instalações para aves: . concentram maior número de cabeças por unidade de área . exigem cuidados na execução de projetos (gastos iniciais devem ser compensados)
  • 5. - PANORAMA (CONAB, 2006) : Brasil: grande produtor de frangos de corte e poedeiras, além de grande exportador • Plantel: 4,5 milhões de cabeças (corte) • Consumo: 33,4 kg/habitante/ano (corte) – Bovina 35,8 kg/habitante/ano – Suína 14,8 kg/habitante/ano • Exportações (2006) – 2,6 milhões de toneladas
  • 6. 2. A AVE E O MEIO AMBIENTE • Termorregulação – Temperatura – Umidade Relativa • Renovação do ar (ventilação) • Iluminação
  • 7. TEMPERATURA - zona de termoneutralidade: . faixa de temperatura dentro da qual o calor dissipado pela ave está em equilíbrio com o seu ambiente (Figura 1) - à temperaturas superiores à da zona de termoneutralidade: . ave cresce menos rapidamente . produção de ovos é menor - à temperaturas inferiores à da zona de termoneutralidade: . ave necessita de comer mais ração
  • 8. Figura 1. Representação esquemática simplificada das temperaturas efetivas
  • 9. - ingestão de alimento (ração) pela ave: . produz energia metabolizável (que a ave utiliza para se manter viva, crescer e produzir ovos) . calor produzido em excesso deve ser dissipado imediatamente . se a ave pudesse armazenar o calor por ela produzido em uma hora apenas, a temperatura corporal aumentaria em 2,8°C, resultando em sua morte. - pintos de um dia: . mecanismos de controle de temperatura corporal não são completamente desenvolvidos, necessitando de altas temperaturas para seu perfeito funcionamento
  • 10. condições ideais de temperatura ambiental: . pintos de um dia: 35°C, decrescendo à razão de 2,8 – 3°C por semana, até a temperatura de 18,5 - 21°C no inverno e 24°C no verão, para pintos com mais de 5 semanas . para a melhor postura: 13 - 15°C . para o melhor uso da ração: 15 - 21°C . de um modo geral: 15 - 25°C (nesta faixa, a ave auto-regula sua temperatura corporal, normalmente entre 40 a 41°C) - galinha não possui glândulas sudoríparas . em condições normais: respira de 15 a 25 vezes por minuto . a 38°C: respira ao redor de 150 vezes por minuto (o que causa fadiga) - temperaturas recomendadas para aves, em função da idade: Quadro 1
  • 11. Quadro 1 – Temperaturas recomendadas para aves, em função da idade Idade (dias) t°C à altura do pintinho 21 21 21 21 18 18 15 16 32 - 35 29 - 32 26 - 29 23 - 26 ---- 0 - 7 8 - 14 15 - 21 22 - 28 29 - 35 36 - 42 43 - 56 57 - Debaixo da No galpão campânula
  • 12. UMIDADE RELATIVA DO AR - pouca influência sobre a produção das aves (crescimento, postura, reprodução, etc.), a menos que excessivamente elevada ou baixa - limites de UR para frangos de corte: 40 e 90% - quanto mais baixa a umidade relativa (UR) do ar, maior a temperatura tolerada pela aves Quadro 2 - Condições equivalentes de temperatura e umidade para aves adultas Umidade Temperatura (oC) Relativa do Ar (%) 30 50 75 33 31 28
  • 13. - umidade relativa noturna constantemente superior a 80% ou umidade relativa diurna constantemente superior a 72%: . nível de umidade da cama passará de 32%, tornando-se úmida, emplastando-se e podendo ocasionar problemas entéricos e respiratórios - umidade relativa inferior a 40% . cama torna-se seca e poeirenta, podendo causar espirros e tosse - alta temperatura combinada com alta umidade: . situação mais perigosa que alta temperatura e baixa umidade - controle adequado da umidade relativa: boa ventilação e correto manejo de cortinas - níveis de UR recomendados: Quadro 3
  • 14. Quadro 3 – Níveis de Umidade Relativa do Ar recomendados para aves Aves criadas t°C < 25 t°C > 25 40-60% (*) 40-60% 60-70% 65-80% • sobre cama • em gaiolas (*) apresentando-se problemas de pó, a UR deve ser elevada durante as horas frescas do dia
  • 15. RENOVAÇÃO DO AR - controle das taxas de renovação de ar e, consequentemente, o controle da temperatura nos aviários, se faz por meio de sistemas de ventilação adequados: . sistemas de ventilação natural . sistema de ventilação forçada - ventilação natural: . vantagens: baixo custo de implantação, dispensa energia elétrica . desvantagens: não permite o controle da taxa de renovação de ar, exige grandes aberturas para a ventilação, não permite o controle de iluminação, não recomendada para galinheiros largos por não permitir perfeita homogeneização do ar
  • 16. - ventilação forçada: . vantagens: permite o controle do ambiente (taxa de renovação do ar, temperatura de trabalho, iluminação, pré-tratamento do ar), possibilita a construção de aviários mais largos (o que, aliado à utilização de colunas centrais, diminui o custo e o peso da estrutura do galpão), permite um aproveitamento mais racional do terreno (tornando secundária a orientação do aviário em relação à direção norte-sul), aumenta a capacidade de cada aviário (devido à maior concentração de aves/m2) . desvantagens: sistema totalmente dependente de energia elétrica, alto custo de implantação - aumentar a velocidade do ar tem o mesmo efeito que reduzir a temperatura - sob baixas temperaturas: importante limitar a velocidade do ar sobre as aves - sob altas temperaturas: . dissipação de calor por evaporação: principal meio pelo qual a ave perde calor
  • 17. ILUMINAÇÃO - controle da iluminação destina-se a: . prover uma intensidade de luz uniforme ao nível da cama . permitir a mudança de intensidade luminosa nos períodos necessários - intensidade luminosa: . pode afetar o crescimento e a conversão alimentar (beneficiados quando as aves podem comer uniformemente durante as 24 h do dia) . crescimento e conversão alimentar: mais eficientes à medida que a intensidade luminosa diminui
  • 18. 3. FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA IMPLANTAÇÃO DE UMA GRANJA 3.1. Localização 3.2. Mercado Produtor e Potencial de Consumo 3.3. Estradas e Vias de Acesso 3.4. Água e Energia Elétrica 3.5. Condições Climáticas 3.6. Condições Topográficas 3.7. Área da Granja
  • 19. 3.1. LOCALIZAÇÃO - distâncias sugeridas para um melhor isolamento das instalações avícolas: Quadro 4. Quadro 4 – Distâncias sugeridas para um melhor isolamento das instalações avícolas 5 - 10 km 3 km 200 m 500 m 100 m 300 m 25 – 50 m . da granja ao abatedouro . de uma granja a outra . entre galpões e os limites periféricos da propriedade . do galpão à estrada . entre núcleos de diferentes idades . entre recria e produção . entre galpões de mesma idade Distância sugerida Distâncias externas e internas
  • 20. 3.2. MERCADO CONSUMIDOR E POTENCIAL DE CONSUMO - mercado: . condições de absorver a produção total da granja (carne e/ou ovos) sem causar a saturação e a conseqüente baixa dos preços - localização do aviário: . perto dos centros consumidores . próximo a matadouros de aves e/ou indústrias (alimentícias ou não) que utilizam ovos como matéria prima - potencial de consumo da região: . avaliado quanto ao poder aquisitivo da população e hábitos alimentares . preferências regionais (exemplo: ovos de casca branca ao invés de ovos de casca vermelha)
  • 21. 3.3. ESTRADAS E VIAS DE ACESSO - estradas: . de preferência asfaltadas e trafegáveis o ano todo . deve permitir o tráfego de caminhões com pelo menos 15 t
  • 22. 3.4. ÁGUA E ENERGIA ELÉTRICA - água potável: . abundante e imprescindível para o consumo das aves, lavagem das instalações e consumo residencial dos empregados . fonte de água potável: poço artesiano ou rede hidráulica municipal . pré-tratamento obrigatório para água não potável captada de açudes, riachos, represas, rios, etc. - importância da água: . água constitui 60 a 75% do peso do corpo da ave e 65% do peso do ovo . para a produção de um ovo: ave necessita de 40 g de água . para a produção de 250 ovos: 75 l de água, no mínimo . corte no fornecimento de água às poedeiras, em plena produção, por 24 h ou pouco mais, provoca uma diminuição de 24 a 30% na postura.
  • 23. - consumo de água por mil poedeiras: . no inverno: 205 l/dia . no verão: 300 l/dia - ave bebe aproximadamente o dobro do que come (relação válida para o cálculo do número de bebedouros necessários para uma determinada criação) - energia elétrica indispensável para: . realização de um programa de luz visando maior produção de ovos ou de carne . acionamento de compressores da câmara fria de armazenagem de ovos . acionamento do misturador de ração, moinho de milho, bomba d'água, etc. - fonte de energia elétrica: rede de energia elétrica ou geradores de energia
  • 24. 3.5. CONDIÇÕES CLIMÁTICAS - temperatura ideal para o crescimento normal de frangos e galinhas poedeiras: 15 a 27 °C - locais recomendados para a instalação de uma granja: . regiões de clima seco (umidade relativa do ar inferior a 70%) e temperaturas amenas a maior parte do ano - locais contra-indicados para a instalação de uma granja: . regiões onde ocorrem ventos fortes com freqüência e onde incidem nevoeiros e cerrações . motivos: dificuldade no manejo da ventilação dentro do galpão e necessidade de instalações mais sólidas e resistentes
  • 25. 3.6. CONDIÇÕES TOPOGRÁFICAS - locais de topografia acidentada oneram a construção dos galpões porque . exigem movimentos de grande volume de terra . dificultam o manejo ideal . permitem apenas a construção de galpões de comprimento limitado - em locais montanhosos: . evitar o fundo dos vales (onde se acumulam as águas das chuvas) . evitar o topo das montanhas (onde ocorrem ventos fortes) . procurar sempre o meio da encosta - ideal: . locais de declividade levemente acentuada, distante de banhados, pântanos ou de águas paradas
  • 26. 3.7. ÁREA DA GRANJA - área mínima recomendada para a implantação de uma granja: .para uma criação de 10 a 30 mil frangos: área mínima de 10 hectares .para uma criação de 10 a 30 mil poedeiras: área mínima de 20 hectares - aviário: . isolado de outras criações de aves e afastado da beira das estradas - área da granja: . aproximadamente quadrada, galpões instalados no centro e distanciados de 50 a 100 m um do outro . levar em conta a possibilidade de expansão
  • 27. 4. COMPONENTES DE UMA GRANJA A) Setor de Produção: - galpões para aves de corte ou de postura B) Setor de Preparo de Alimentos: - fábrica de ração - silos graneleiros C) Setor Administrativo - Controle (portão) - Escritório - Almoxarifado D) Setor Sanitário - Fossa ou crematório - Pedilúvio - Rodolúvio - Plataforma de desinfecção E) Setor de Apoio - Galpão para oficina F) Setor externo - Postos de venda - Abatedouro
  • 28. 5. AVICULTURA DE CORTE 5.1 SISTEMA DE CRIAÇÃO A) criação de frangos de corte sobre cama: . única forma de criação no País . piso de concreto sobre o qual é colocada uma cama de material absorvente como a maravalha, casca de arroz, sabugo de milho triturado, etc. (500 a 600kg / 1000 aves) B) Período de ocupação dos galpões: frangos são criados no mesmo local desde a idade de 1 dia até a época do abate - 42 a 45 dias (peso vivo 2,1 a 2,4 kg) - 14 a 16 dias de limpeza e desinfecção. C) Densidade de alojamento: . densidade média brasileira: 10 a 13 aves/m2 de galpão . criações em alta densidade: 14 a 22 aves/m2 de galpão . médias de alta densidade no Brasil: 16 a 18 aves/m2
  • 29. - objetivos da criação em alta densidade: . aumento da produção com o mínimo de investimento em construção . otimização dos custos fixos (mão-de-obra, equipamentos, infra-estrutura de apoio, transporte, assistência técnica) . 15 a 18 aves/m2 (no caso de alojamentos termicamente menos favoráveis ou providos de comedouros e bebedouros mais simples) ou até mesmo 18 a 22 aves/m2 (no caso de galpões termicamente confortáveis ou providos de comedouros e bebedouros automáticos) - sistema de criação em alta densidade: . só é possível e viável com a concepção de galpões novos ou readequação de galpões já existentes . depende do nível de adversidade do clima local, tipo de galpão, capacidade já instalada de equipamentos para resfriamento da instalação e alimentação das aves
  • 30. Figura 2. Vistas interna e externa de galpão com densidade de 13 aves/m2
  • 31. Figura 3. Vistas interna e externa de galpão com densidade de 22 aves/m2
  • 32. 5.2 DETALHES CONSTRUTIVOS DOS GALPÕES A) Localização: – Galpões construídos em terrenos o mais plano possível – O eixo longitudinal dos galpões deve estar orientado no sentido LESTE-OESTE, com o que se conseguirá que a superfície exposta a OESTE seja a menor possível, evitando-se o sobreaquecimento pela forte insolação. Figura 4. Orientação correta de um galpão em relação ao sol
  • 33. Figura 5. Vista em perspectiva de dois galpões, mostrando a orientação
  • 34. 5.2 DETALHES CONSTRUTIVOS DOS GALPÕES B) Dimensões dos galpões: . tendência mundial de se construir galpões com 12 m de largura por 100 a 140 m (em média 125 m) de comprimento visando a otimização de equipamentos, mão-de-obra, etc. . comprimento determinado de acordo com as possibilidades do terreno e praticidade no manejo . larguras de até 8 a 10 m (em regiões de clima quente e úmido) ou de até 10 a 14 m (em regiões de clima quente e seco) (Quadro 5)
  • 35. Quadro 5 - Relação entre a largura do galpão e o pé-direito em função do tipo de clima predominante pé direito mínimo, em climas quentes (m) Clima Largura (m) Quente e úmido até 8 2,80 8 a 9 3,15 9 a 10 3,50 Quente e seco 10 a 12 4,20 12 a 14 4,90
  • 36. C) lanternins . recomendado para galpões com largura igual ou superior a 8,0 m . favorecem a renovação do ar no interior das instalações semi-abertas, melhorando as condições de temperatura e umidade . particularmente indicado para regiões de clima quente . largura igual à décima parte da largura do galpão, em todo o comprimento da cobertura . inclinação: paralela à inclinação do telhado Figura 6. Esquema de determinação das dimensões do lanternim
  • 37. D) Alicerces e/ou fundações Sob esteios ou pilares: - concreto ciclópico (traço 1:4:8 ou 1:10) + 40 % de pedra de mão (1,00 - 1,20 m de profundidade) Sob as muretas laterais: - alicerces contínuos (1:4:8) 0,50 m de profundidade
  • 38. E) Muretas (nas instalações semi-abertas): . muretas laterais de 0,2 a 0,6 m altura, construídas de tijolos ou concreto magro de traço 1:3:6 . muretas de concreto: 8,0 cm espessura, deixando, a cada 0,5 m, pontas salientes de arame grosso que servirão, depois de dobrados, para a fixação da tela, processo este que dispensa a colocação de um sarrafo em cima da parede, no qual seria pregada a tela. Figura 7. Detalhe de mureta de concreto
  • 39. F) Pilares ou colunas de sustentação: . construídos de madeira (eucalipto ou peroba), tijolo ou concreto armado . localizados para o lado de fora da parede, evitando-se assim a formação de cantos no interior do galpão . atualmente são empregadas estruturas pré-moldadas de concreto, estruturas metálicas, ou a combinação de ambos, compondo praticamente todo o esqueleto da construção - entre a parede e o telhado: fechamento com tela de arame de 1/2" de abertura, à prova de pássaros e de outros animais, o mesmo fazendo com relação ao lanternim
  • 40. G) oitões: . fechados até o teto . proteção com pinturas de cores claras e sombreamento por meio de vegetação ou beiral maior Figura 8. Fechamento do oitão até o teto (Fachadas Leste e Oeste)
  • 41. H) Cobertura: . é a principal proteção contra a insolação direta - bom material de cobertura deve apresentar: . alta reflectividade solar e alta emissividade térmica na parte superior . baixa absortividade solar aliada a baixa emissividade térmica na parte inferior - coberturas mais usuais: . telhas cerâmicas . chapas onduladas de cimento-amianto . chapas metálicas de alumínio . madeirite (madeira compensada, 6 mm de espessura, ondulada, revestida na parte superior por lâmina de alumínio) . isopor entre duas lâminas de alumínio . outras (sapé, chapa zincada, chapa de ferro galvanizado, etc.)
  • 42. - recursos para melhorar o comportamento térmico das coberturas: . forros sob a cobertura: atuam como se fossem uma segunda barreira física . pinturas com cores claras e escuras: telhas pintadas com cor branca na face superior (possibilitando alta reflexibilidade solar) e cor cinza na face inferior (baixa emissividade) . uso de materiais isolantes sobre as telhas (poliuretano), sob as telhas (poliuretano, eucatex, lã de vidro ou similares), ou formando um forro abaixo da cobertura . uso de materiais de grande inércia térmica (concreto), que apresentam grande capacidade calórica, absorvendo grande parte do calor para se aquecer (durante o dia) e perdendo-o lentamente durante o esfriamento (durante a noite) . uso de aspersão de água sobre o telhado, que possibilita a redução da temperatura da telha e, consequentemente, da carga térmica de radiação sobre as aves
  • 43. Figura 9. Vistas interna de galpão com fôrro e cortina em polipropileno
  • 44. - beiral: . largura proporcional à altura (de 1,5 a 2,5 m) . indiretamente influencia a ventilação natural devido ao efeito chamado termossifão. I) Pisos: . preferencialmente de concreto simples de traço 1:3:6 ou 1:4:8, 5 a 6,0 cm espessura, revestido com argamassa de cimento e areia de traço 1:3, alisada a desempenadeira . piso de tijolos em espelho: revestido com argamassa de cimento e areia, desaconselhando-se o piso de terra batida . altura final do piso: 15 a 20 cm acima do nível do terreno circundante
  • 45. - piso aquecido eletricamente: . placas pré-moldadas de argamassa armada aquecidas com resistência elétrica, removíveis, para colocação sobre o piso de aviários dentro dos círculos de proteção . conjuntos de placas de cada círculo de proteção interligados em circuito paralelo - vantagens do piso aquecido eletricamente: . melhores resultados de peso vivo, ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar e comportamento das aves . menor umidade da cama . menor consumo de energia elétrica, se comparado com outros sistemas (campânulas elétricas, lâmpadas infravermelho) . não consome oxigênio do ar . não libera gases tóxicos ao ambiente
  • 46. Figura 10. Vista superior da disposição das placas eletricamente aquecidas dentro do círculo de proteção para os pintos.
  • 47. - placas de argamassa armada . confeccionadas com argamassa de cimento e areia de traço 1:2, fator água/cimento igual a 0,5 . espessura de 1,5 cm . fio de resistência elétrica fixado no interior de cada placa com suas extremidades conectadas a um condutor elétrico . sistema de aquecimento acionado por termostato de comando à distância, com sensor fixado à altura das aves Figura 11. Detalhe da placa de aquecimento em argamassa armada.
  • 48. J) Instalações hidráulicas - reservatório d'água para cada galpão: . capacidade de armazenamento: 24 h . tubulação: preferencialmente canos plásticos, enterrados, para evitar a incidência de raios solares K) Sistema de iluminação artificial: . 22 lúmens/m2 de galpão, sendo o número de lâmpadas calculado em função dos dados relatados no Quadro 5 . objetivo: aumentar o comprimento do dia, favorecendo maior ingestão de alimentos pelas aves e, conseqüentemente, maior ganho de peso. - frangos de corte, via de regra, dispensam programa de luz rígido, o mesmo não se dando com galinhas poedeiras
  • 49. Quadro 5. Número de lúmens de acordo com a potência e tipo de lâmpada Tipo de lâmpada Watts Lúmens 15 125 25 225 40 430 50 655 60 810 100 1600 150 2500 15 500-700 20 800-1000 40 2000-2500 75 4000-5000 200 10000-12000 fluorescente 200 3500 Incandescente
  • 52. Até o dobro da altura
  • 53. L) Pedilúvios e rodolúvios: . depósitos de concreto ou mesmo pequenas bandejas metálicas . finalidade: desinfetar calçados de pessoas que entram e saem do galpão . no interior dos pedilúvios: esponja de espuma plástica ou capacho mergulhados no líquido desinfetante (amônia quaternária, iodo ou cloro) - rodolúvios: para caminhões Figura 12. Detalhe de rodolúvio com arco de desinfecção
  • 54. M) FOSSA DE PUTREFAÇÃO - indispensável para a eliminação de aves mortas - fossa subterrânea, hermeticamente fechada, coberta com tampa de madeira ou laje de concreto, soterrada com uma camada de terra com exceção de uma abertura através da qual serão lançadas as aves mortas. - localização: . a pelo menos 100 m de distância dos galpões e poços d'água potável - dimensionamento: . 3 m3/1.000 frangos de corte e 0,3 m3/1.000 poedeiras - aves mortas (6% dos frangos de corte morrem até o final do ciclo): . jogadas imediatamente no fosso, podendo-se adicionar cal virgem para acelerar o processo de decomposição
  • 55. Figura 13. Detalhe fossa de putrefação
  • 56. 5.3. PROJETOS DOS GALPÕES - praticamente todo aberto, sendo contudo protegido por telas fixadas em todo seu perímetro, do piso ao telhado. - cercas protetoras circundando os galpões de criação e a propriedade - quebra-ventos (renques de eucalipto e coníferas): a 100 m dos galpões - croqui das construções e instalações de uma granja para frangos de corte: Figura 14
  • 57. Figura 14. Croqui das construções e instalações de uma granja para frangos de corte
  • 58. Figura 15. Planta baixa de um galpão para 10.000 frangos (vão de 8 m). Figura 16. Fachada do galpão da Figura 4.
  • 59. Tirante Pilar A B Figura 17. Corte AB da figura 15. A) Tesoura com presença de tirante (vãos superiores à 8 metros). B) Tesoura sem tirante e com presença de pilar central (destinada à vãos de até 8 metros)
  • 60. Figura 18. Vista lateral e planta baixa de galpão de 10 metros de largura.
  • 61. Figura 19. Vista frontal e perspectiva de galpão de 10 metros de largura.
  • 62. Figura 20. Vistas interna e externa – Galpão aves de corte (Sistema de ventilação convencional)
  • 63. Figura 21. Vistas interna e externa – Galpão aves de corte (Exaustores)
  • 64. 5.4. EQUIPAMENTOS • Aquecedores • Círculo de criação (pintos) • Bebedouros • Comedouros • Cortinas • Ventiladores / Exaustores
  • 66. Figura 22. Campânula de aquecimento a gás
  • 67. Figura 23. Comportamento dos pintinhos sob a campânula dá boas indicações sobre aquecimento e conforto
  • 68. Figura 24. Vista de círculo de proteção para pintos.
  • 69. Figura 26. Bebedouro tipo nipple. Figura 25. Bebedouro de pressão Figura 27. Detalhe bebedouro nipple.
  • 70. Figura 28. Detalhes bebedouro pendular.
  • 71. Figura 29. Detalhes de bebedouros do tipo calha
  • 72. Figura 30. Para 500 pintinhos abrigados em cada círculo de proteção: 5 bandejas dispostas radialmente entre os bebedouros
  • 74. A B Figura 32. A) Comedouro automático (tipo prato). B) Fileira de comedouros automáticos
  • 75. e) Cortinas - material lavável (pano, lona, sacos de algodão, plástico especial trançado), resistente e translúcido - colocadas em toda a extensão do galpão, pelo lado de fora de cada parede lateral - operadas por meio de uma roldana com manivela e um cabo de aço que corre junto ao teto com guias de corda de nylon presas ao bordo da cortina - presas ou fixas no respaldo da parede de 0,6 m altura, fechando de baixo para cima, de cima para baixo, ou correndo lateralmente
  • 76. Figura 33. Vista frontal. Detalhe cortina.
  • 77. - manejo: . primeiros dias: cortinas fechadas a fim de que a temperatura e a ventilação sejam mantidas de forma apropriada . cortinas abertas gradualmente até que, na terceira semana de idade das aves, estejam completamente abertas durante o dia
  • 78. Figura 34. Manejo das Cortinas
  • 79. f) Ventiladores • Meio eficiente de controle de temperatura por aumentar as trocas por convecção • Tipos – ventilador centrífugo (uso industrial) – ventilador axial (uso em aviários) • Axial convencional • Axial tipo túnel – pressão positiva (ventilação) – Pressão negativa (exaustão)
  • 80. A B C Figura 35. Tipos de Ventiladores. A) Centrífugo; B) Axial convencional; C) Axial tipo túnel
  • 81. Figura 36. Disposição de ventiladores axiais. A) Sistema convencional; B) Sistema tipo túnel A B
  • 82. Quadro 6. Desempenho típico de ventiladores axiais
  • 83. Condição a ser mantida
  • 84. Exemplo de dimensionamento: Galpão aves corte Dimensionar galpão para 10.000 aves de corte para Goiânia-GO (comprimento e largura ?): Resolução: - Clima quente e seco: largura do galpão = 12 metros - Adotando 12 aves/m2 (densidade) 1m2 ___ 12 aves x ___ 10000 aves => x = 833,33 m2 - Comprimento do galpão = 833,33 m2 / 12 m = 70 metros
  • 85. 6. AVICULTURA DE POSTURA - avicultura de postura: . ainda conduzida em galpões abertos . tendência de adotar instalações totalmente climatizadas, com conjuntos de gaiolas sobrepostas - Criação em gaiolas: Maior nº. de aves/m2 Eliminação do canibalismo Diminuição de doenças Maior aproveitamento de mão-de-obra Melhor ambiente em climas tropicais
  • 86. 6.1. SISTEMAS DE CRIAÇÃO A) Primeiro sistema de criação . 1ª fase (pinteiro): as aves permanecem até os 42 dias de vida (6 semanas) em locais denominados “pinteiros” com densidade de até 20 cabeças/m2, criadas sobre cama. . 2ª fase (recria): as aves são alojadas em gaiolas metálicas de diversos tamanhos da 6ª até à 17ª semana de vida (período de recria). Dimensões mais usuais de gaiolas: 0,5 x 0,5 x 0,4 m3 (8 aves/gaiola); 1,2 x 0,6 x 0,4 m3 (20 aves/gaiola); 1,0 x 0,6 x 0,4 m3 (16 aves/gaiola), havendo outras dimensões de gaiola. Duração desta fase: 11 semanas aproximadamente. . 3ª fase (postura): as aves são alojadas em outras gaiolas da 17ª até à 72ª-74ª semanas de vida (período de postura). Dimensões mais usuais de gaiola: 0,25 x 0,4 x 0,4 m3 (2 aves/gaiola); 0,3 x 0,4 x 0,4 m3 (3 aves/gaiola); 0,25 x 0,45 x 0,40 m3 (3 aves/gaiola); 0,25 x 0,50 x 0,38 m3 (3 aves/gaiola), havendo outras dimensões de gaiola. Duração desta fase: 55 a 57 semanas.
  • 87. 6.1. SISTEMAS DE CRIAÇÃO B) Segundo sistema de criação . 1ª fase: pintos são criados, do 1º ao 30º dias de vida (4 semanas), em baterias de gaiolas com capacidade média de 800 pintos, ocupando uma área de 3 m2 (3 x 1 m2). As baterias consistem de um sistema de grandes gaiolas sobrepostas em 2 a 4 andares, afastadas 1,0 m umas das outras e todas a 1,0 m das paredes. As baterias são dispostas em filas paralelas ao longo de um corredor de serviço de 2,0 m de largura, devendo o galpão, nesta fase, ser fechado lateralmente, e dispor de aberturas controladas, a uma altura de 1,6 m em relação ao nível do chão, nas áreas frontais. . 2ª fase (recria): da 6ª à 17ª semanas de vida, as frangas são alojadas em gaiolas metálicas semelhantes às da fase de recria usadas no primeiro sistema. Duração desta fase: aproximadamente 13 semanas. . 3ª fase (postura): da 17ª à 72ª-74ª semanas de vida, as galinhas poedeiras são alojadas em gaiolas semelhantes às da fase de postura usadas no primeiro sistema. Duração desta fase: 55 a 57 semanas.
  • 88. Figura 37. Bateria automatizada em três filas de gaiola para poedeiras. No meio pode-se ver o aparelho para encher os comedouros. A retirada das fezes, embaixo de cada gaiola, é feita por vassoura mecânica
  • 89. 6.2. Galpão para poedeiras - abriga matrizes desde o início da 17ª semana de idade até o fim da 72ª-74a, conforme ainda seja econômica ou não a produção de ovos - galinhas: idade de reprodução a partir da 17a semana
  • 90. A) Detalhes construtivos do galpão . pilares de concreto armado, metálico ou de madeira roliça . piso de concreto revestido de argamassa de cimento e areia . corredor central de 1,0 m de largura entre as fileiras de gaiolas . sob as gaiolas o piso pode ser de terra, devendo, porém, à volta do galpão, ser construído um passeio em concreto com 0,8 m de largura . o beiral pode atingir até 2,0 m de largura . as gaiolas são fixadas nos pilares do galpão a 0,7 m de altura em relação ao piso - afastamento entre galpões: . 30 a 40 m, para criações de mesma idade . 200 m ou mais, para criações de diferentes idades
  • 91. mínino Figura 38. Detalhes construtivos de um galpão para poedeiras
  • 92. Figura 39. Visão Geral de galpão para aves de postura
  • 93. Figura 40. Vista interna de galpão para aves de postura
  • 94. Figura 41. Vista interna de galpão de postura com gaiolas automatizadas
  • 95. B) Gaiolas • São formadas por um conjunto de 4 repartições de 25 x 40 x 40 cm, sendo cada repartição destinada a 2 aves • Disposição em fileira simples ou duplas Figura 42. Perspectiva de uma gaiola (1,0 x 40 x 40m) (8 aves por gaiola)
  • 96. Figura 43. Gaiola para aves postura (1,0 x 40 x 40m)
  • 97. Figura 44. Gaiolas em fileira simples: 2 fileiras duplas de gaiolas separadas por um corredor de serviço.
  • 98. Figura 45. Fileiras duplas: 4 fileiras duplas de gaiolas, dispostas escalonadamente.
  • 99. 100 número de frangos vendidos % viabilidade das aves = x número de pintos iniciados % de mortalidade das aves =100 - % de viabilidade das aves peso total das aves número de frangos vendidos peso vivo médio por ave = total de ração consumida conversão alimentar média = peso total das aves vendidas ÍNDICES ZOOTÉCNICOS A seguir são fornecidos os índices zootécnicos necessários para o controle da criação e o desenvolvimento do lote
  • 100. = peso vivo médio por ave - peso inicial do pinto ganho de peso vivo por dia número de dias de criação do lote ( ) conversão alimentar = % viabilidade x ganho de peso vivo por dia x 100 fator de produção custo total da ração = custo alimentar (em %) x100 receita da venda dos frangos lucro líquido = total de vendas - total de despesas
  • 101. Exemplo de dimensionamento (galpão postura) Dimensionar galpão para 4000 aves de postura Dados: utilizar gaiola de 0,40 x 0,40 x 1,00 m (alt x larg x compr) com capacidade de 8 aves / gaiola. Resolução: metro de gaiola _____ 8 aves x _____ 4000 aves = 1 x 500 metros de gaiolas Utilizando- se 4 fileiras de gaiolas galpão com 125 metros de comprimento e 3 metros de largura (vão interno)