O documento resume as principais etapas de criação de leitões, incluindo maternidade, creche, crescimento, terminação e abate. Detalha os cuidados necessários em cada fase, como alimentação, ambientação e saúde dos animais.
CICLO DOS
LEITÕES
DETALHADO
Maternidade: atéa 3° semana
7 + 21 dias (6kg)
Creche: 4° a 9° semana
42 dias (25kg)
Crescimento: 10° a 15° semana
47 dias (75kg)
Terminação: 16° semana em diante
20 dias
Abate (100kg)
Importância
Unilateral – salvarvida:
Excesso de leitões
Agalaxia ou outra doença que afete a produção de leite
Necessidade de interromper a lactação (acidentes)
Morte da porca
9.
Importância
Bilateral – uniformizarleitegada:
Diminuir o número de refugos
Melhorar a eficiência da criação
Melhorar o desempenho dos animais
Diminuir os índices de mortalidade
Importância
Prevenção de anemiaferropriva
Reserva hepática insuficientes
Ingestão de Fe via leite também é insuficiente
O leite supre 10%-20% das necessidades de Fe dos leitões
Aplicação de 150mg-200mg de Fe dextrano (IM ou SC - 3° ao
5° dia de vida)
CRECHE
Fica da 4°a 9° semana de vida
Estadia de +-42 dias
Sai pesando +-25kg
28.
3 leitões/m²
Piso suspenso(60cm) -
polietileno furado
Bebedouros e comedouros
padrões para o tamanho dos
leitões
29.
Adaptação da raçãoe mudanças
Aos 50 dias: primeira dose de vermífugo
Aos 60 dias: vacina contra peste suína
Aos 63 dias: crescimento
30.
DESAFIOS DA FASEDE CRECHE DE SUÍNOS
Etapa de transição abrupta
Novo ambiente
Separação da mãe
Nova formação social
Alimentação com ração
ESTRESS
E
31.
Fontes de energia
Gordura do leite e lactose substituídas pelo amido e óleo
Fonte de proteínas
Caseína, muito digestível substituída por proteínas vegetais,
digestíveis
Manejo nutricional
Pré-inicial: Possui maiorquantidade de lactose, uma ração
de maior qualidade e mais digestível devido ao usa
de origem animal;
Pré-inicial I: Fornecer até 7 dias após o desmame, maior
quantidade de lactose.
Manejo nutricional
34.
Pré-inicial II: Dos8 aos 15 dias. Reduz a quantidade de
lactose e inclui cereais. Os suínos já estão com o sistema
enzimático maduro;
Ração Inicial: Dos 16 dias até o final da fase de creche, o
fornecimento de ração é à vontade.
Manejo nutricional
35.
Para atenuar osefeitos negativos:
Creep feeding
Ajuste do tamanho dos lotes
Evitar mistura de leitegada (até 3)
Adequar o ambiente ao recebimento dos leitões
Manejo nutricional
36.
Alterações significativas namicrobiologia, fisiologia e
imunologia do trato digestivo
Crescimento abaixo do nível ideal
Mortalidade elevada
Síndrome da diarreia pós-desmame
Manejo nutricional
37.
Manejo nutricional
Peça-chave paraessa fase de transição
Preparar os leitões ainda na maternidade pode ser
determinante (3x mais consumo)
É importante estimular o consumo de ração
Pré-inicial (base láctea e alta digestibilidade + traços vegetais
dos grãos)
Água (papinha)
38.
Limitado consumo deração após o desmame
Eleva o pH estomacal
Altera a morfologia e a fisiologia do intestino delgado
Diminui as vilosidades
Reduz a atividade de algumas enzimas digestivas
Aumenta a taxa de sobrevivência de bactérias patogênicas
ingeridas
Manejo nutricional
39.
Ambiência e manejodos lotes
Estabelecimento de metas de produção
É fundamental uniformizar os lotes de leitões ( idade,
tamanho e sexo)
Os suínos estabelecem sua própria hierarquia
Condições climáticas favoráveis (temperatura, umidade e
ventilação)
PESO VIVO
(KG)
UMIDADE RELATIVA(%)
ÓTIMA CRÍTICA
20-32 70 <40 e >90
35-60 70 <40 e >90
60-100 70 <40 e >90
Adaptado de LeaL & Naas (1992)
43.
Ambiência e manejodos lotes
Zona de conforto dos animais
Frio reduz o consumo
Energia para termorregulação
45.
Ambiência e manejodos lotes
Acúmulo de gases no ambiente aumenta a apatia
Doenças respiratórias e entéricas
Manejo das cortinas:
NH³ >10ppm
CO >35ppm
CO² >3000ppm
Umidade <50% e >70%
46.
Ambiência e manejodos lotes
Densidade ideal por baia: 3/m²
Cocho: 1/40 leitões ou respeitando um espaço linear
Chupeta: 1/10 animais
Fundamentais para garantir uma boa ingestão de ração e
água
47.
Formação social
Mistura delotes e a questão de hierarquia entre os leitões
pode resultar em comportamentos anormais:
Briga
Morder a cauda e orelhas dos outros leitões
Sucção de umbigo
48.
Ambiência e manejodos lotes
Boas práticas de higiene, sanitização e manejo influenciam na
adaptação dos leitões
Proceder ao vazio sanitário
Manter comedouros e bebedouros limpos e acessíveis
Limpar as baias diariamente
Vacinar os leitões
49.
A fase decreche de suínos é a mais crítica da
cadeia produtiva e dela depende o sucesso nas
próximas categorias, é imprescindível que o
suinocultor adote um programa efetivo de
alimentação e bem-estar animal
Antes de receberos leitões
Limpeza e desinfecção das instalações
Vazio sanitário de 7 à 8 dias
Verificar condições das instalações
Adotar medidas corretivas
Verificar temperatura do galpão e cortinas
Verificar bebedouros e comedouros
Alojamento conforme peso
Bebedourose comedouros
Lotação recomendada: 1m²/suíno
Limpeza das baias deve ser diária e a seco
Controle de temperatura (cortinas, forros e ventiladores)
59.
Galpões:
Largura entre 8me 12m
Pé-direito de 3m a 3,5m
Comprimento variável de acordo com o número de
animais alojados
Volume de ar por suíno: 3m³/animal
Velocidade do ar: de 0,1m/s a 0,3m/s
Ambiência e manejodos lotes
Controle de temperatura
Uso de enriquecimento ambiental
Plantio de árvores
Limpeza diária
67.
Controle de acompanhamentodo lote
Na Ficha de Acompanhamento do Lote (FAL) deve constar:
Vacinas aplicados naquele lote
Tipo de ração e datas de consumo
Se o lote recebeu medicação via água
Mortalidades no lote
68.
GANHO DE PESO
Machoscastrados
Fêmeas
Machos inteiros
*Machos inteiros são mais exigentes em aa e ptn do que fêmeas, e
estas, mais do que castrados
Manejo pré-abate
GTA
Horários
Jejum alimentar de 12 a 15 horas
Sem jejum hídrico
Caminhão
77.
Momento do abate
Humanitário
É dever moral do homem:
Respeitar os animais
Evitar os sofrimentos inúteis e o estresse
Proporcionar sangria rápida e completa
Minimizar as contusões nas carcaças
O método de abate deve ser higiênico, econômico e seguro para os
operadores