Seminário 12.07.2012
Aspiração de líquidos ou partículas
       MR3 Roberto Corrêa
Aspiração

    A aspiração pode resultar em:

    * Pneumonite aspirativa;

    * Pneumonia aspirativa;


    Aspiração: secreções orofaríngeas e
    gástricas, óleo mineral, animal ou vegetal e
    corpos estranhos.
Pneumonite aspirativa

    Lesão pulmonar aguda causada pela inalação
    de conteúdo gástrico estéril;

    Depende: quantidade e pH;

    PH < 2,5 e volume > 25ml;

    Material particulado alimentar pode causar
    lesão independente do pH;

    Ocorre mais comumente em idosos, pós AVC,
    hospitalizados, com disfunção esofágica.
Pneumonite aspirativa

    Achados clínicos e laboratoriais:

    Conscientes: tosse e dispneia;

    Pacientes com nível de consciência reduzido:
    pode passar despercebido ou manifestar-se
    com cianose e hipoxemia;

    Pode cursar com pneumonias de repetição.
Pneumonite aspirativa

    Achados histológicos:

    A reação inicial é um exsudato inflamatório agudo;

    A aspiração de grandes quantidades de
    secreção(síndrome de Mendelson) resulta em
    dano alveolar difuso e edema pulmonar por
    aumento da permeabilidade;

    Após: reação inflamatória granulomatosa com
    proliferação de células multinucleadas;

    Padrão de pneumonia em
    organização(anormalidade predominante na
    maioria dos casos).
Achados de imagem

    Radiografia de tórax:

    Consolidação esparsa ou confluente uni ou
    bilateral;

    Afeta regiões pendentes dos pulmões;

    Atelectasia(s);

    Mendelson: consolidação bilateral difusa ou
    com predomínio peri-hilar.
Achados de imagem

    Tomografia de tórax:

    Opacidades em vidro fosco e consolidações
    esparsas ou confluentes uni ou bilaterais;

    Nódulos centrolobulares ou nódulos acinares
    com 2 a 10 mm de diâmetro;

    Predomínio nas regiões pendentes dos
    pulmões;

    Atelectasia(s);

    Pode ser visto fluido no interior dos brônquios.
Pneumonite aspirativa

    Diagnóstico diferencial:

    Pneumonia aspirativa: as manifestações
    radiológicas são idênticas.

    Broncopneumonia.
Pneumonia aspirativa

    Introdução:

    Ocorre depois de aspiração de material
    orofaríngeo contaminado;

    Mecanismo comum à maioria das
    pneumonias;

    Desenvolvimento de pneumonia em pacientes
    com risco aumentado de aspiração
    orofaríngea: depressão da consciência,
    disfagia neurológica ou anormalidades do
    esôfago.
Pneumonia aspirativa

    Complicações:

    Abscesso pulmonar;

    Pneumonia necrotizante;

    Empiema;

    Derrame pleural.
Achados clínicos e laboratoriais

    Sintomas são de pneumonia, com tosse
    produtiva, febre e calafrios.

    PA adquirida na comunidade: S. Pneumoniae,
    S. Aureus, H. Influenzae e Enterobacterias;

    PA nosocomial: germes gram negativos,
    principalmente Pseudomonas aeruginosa;

    Culturas tardias demonstram anaeróbios.
Achados de imagem

    Radiografia de tórax:

    Consolidação esparsa ou confluente uni ou
    bilateral;

    Afeta regiões pendentes dos pulmões;

    Atelectasia(s);
Achados de imagem

    Tomografia de tórax:

    Opacidades em vidro fosco e consolidações
    esparsas ou confluentes uni ou bilaterais;

    Opacidades centrolobulares mal definidas ou
    nódulos acinares com 5 a 10 mm de diâmetro;

    Predomínio nas regiões pendentes dos
    pulmões;

    Atelectasia(s);

    Ocasionalmente pneumonia de aspiração
    pode estar associada à aspiração de corpos
    estranhos.
Pneumonia aspirativa

    Diagnóstico diferencial:


    Pneumonite aspirativa: as manifestações
    radiológicas são idênticas.
Bronquiolite de aspiração

    Generalidades:

    A reação às secreções e aos alimentos
    aspirados geralmente afeta principalmente o
    parênquima pulmonar.

    Ocasionalmente a inflamação tende a ser
    localizada nos bronquíolos membranosos ou
    respiratórios, uma situação que foi designada
    bronquiolite de aspiração.
Achados clínicos e laboratoriais

    Pacientes podem ser assintomáticos ou ter
    sintomas inespecíficos, principalmente tosse
    e, ocasionalmente, febre ou dispneia.

    Pode haver história de pneumonias de
    repetição.
Bronquiolite de aspiração

    Achados histológicos:

    Achado predominante:

    Inflamação bronquiolocêntrica multifocal com
    formações polipoides compostas por
    fibroblastos e células inflamatórias,
    principalmente nos bronquíolos e ductos
    alveolares;

    Também há reação do tipo corpo estranho
    com proliferação
Achados de imagem
Radiografia de tórax:

    Opacidades nodulares com 1 a 5 mm de
    diâmetro mal definidas ou padrão
    reticulonodular;

    Predomínio nos lobos inferiores;
Tomografia de tórax:

    Opacidades centrolobulares com 1 a 5 mm de
    diâmetro;

    Padrão de árvore em brotamento;

    Predomínio nas regiões pendentes dos
Bronquiolite aspirativa

    Diagnóstico diferencial:


    Bronquiolite infecciosa;

    Panbronquiolite difusa.
Aspiração de lipídios

    Pneumonia lipoídica

    Aspiração de óleo mineral, animal ou vegetal
    resulta em pneumonia lipoídica exógena;

    Causas comuns: óleo mineral para tratamento
    de constipação e preparações nasais oleosas;

    Ocorrem: lactentes, idosos, pacientes com
    disfagia e alterações estruturais da faringe
    e/ou esôfago.
Achados clínicos e laboratoriais

    Maioria é assintomática;

    Tosse crônica, em geral improdutiva e,
    ocasionalmente, dor pleurítica ou dispneia.

    Fere e dispneia ocorrem mais frequentemente
    na pneumonia lipoídica aguda, mas são
    incomuns na forma crônica;

    Diagnóstico: história clínica, exames
    radiológicos compatíveis e na presença de
    macrófagos com corpos de gordura no
    escarro, LBA ou material de biópsia
    transbrônquica ou cirúrgica.
Achados de imagem
Radiografia de tórax:

    1 Pneumonia lipoídica aguda:

    Áreas de consolidação relativamente
    homogênea em um ou mais segmentos
    pulmonares. Podem ser localizadas ou
    confluentes.

    Nódulos acinares podem estar presentes.
Achados de imagem
Radiografia de tórax:

    2 Pneumonia lipoídica crônica:

    Áreas de consolidação ou opacidades únicas
    ou múltiplas, algumas vezes com margens
    bem circunscritas, simulando carcinoma;

    Pode haver opacidades lineares na periferia
    desta massa devido a fibrose ou
    espessamento septal interlobar causado por
    infiltração de macrófagos repletos de lipídios,
    associada à inflamação crônica secundária;

    Predomínio nos lobos inferiores.
Achados de imagem
Tomografia de tórax:

    1 Pneumonia lipoídica aguda:

    Opacidades em vidro fosco associadas ou
    não a espessamento liso dos septos
    interlobulares e linhas intralobulares
    (pavimentação em mosaico);

    Áreas de consolidação;

    As opacidades pulmonares podem ser
    difusas, mas geralmente predominam nas
    regiões decúbito-pendentes.
Achados de imagem
Tomografia de tórax:

    2 Pneumonia lipoídica crônica:

    Áreas de consolidação ou lesões
    pseudotumorais únicas ou múltiplas com
    margens bem circunscritas e irregulares
    associadas à distorção de arquitetura
    pulmonar;

    Predomínio nas regiões decúbito-pendentes,
    embora algumas vezes ocorra no lobo médio
    ou na língula;
Achados de imagem
Tomografia de tórax:

    2 Pneumonia lipoídica crônica:

    O sinal mais característico é a presença de
    atenuação de gordura (-30 a -90 HU) dentro
    das áreas de consolidação ou opacidades
    com margens irregulares com aparência de
    massas pulmonares, visto em cerca de 80%
    dos casos.
Pneumonia lipoídica

    Recomendações

    Os achados na radiografia e TC convencional
    geralmente são inespecíficos.

    A detecção de presença de focos de gordura
    na pneumonia lipoídica requer uso de cortes
    finos.

    Os focos de gordura raramente são
    detectáveis na TC convencional.
Pneumonia lipoídica

    Diagnóstico diferencial:
* Pneumonite ou pneumonia de aspiração;
* Carcinoma: o achado característico é a
  presença de áreas de densidade de gordura
  dentro de um foco de consolidação ou massa
  pulmonar irregular;
* Hamartoma: densidade de gordura em um
  nódulo pulmonar com margens lisas ou
  lobuladas.
Aspiração de corpos estranhos

    Corpos estranhos sólidos: crianças de 1 a 7
    anos;

    Adultos: distúrbios neurológicos; uso de
    álcool, drogas ou trauma.

    Grande variedade de materiais: grãos
    (amendoim, milho, pipoca), fragmentos de
    osso ou vegetais ingeridos, comprimidos,
    moedas,alfinetes, objetos e brinquedos de
    plástico e fragmentos de dentes ou
    amálgamas.
Achados clínicos e laboratoriais

    Tosse e asfixia de início súbito;

    Sintomas crônicos são relacionados com
    obstrução parcial ou completa do brônquio
    pelo corpo estranho ou pneumonia, e incluem
    tosse, dispneia, sibilos, febre e pneumonias
    recorrentes;
Achados de imagem
Radiografia de tórax:

    Corpos estranhos radio-opacos como moedas
    e dentes são de fácil visualização;

    Em caso de obstrução parcial do brônquio,
    pode ser identificada radiotransparência distal
    na radiografia inspiratória e aprisionamento
    aéreo na radiografia obtida em expiração;

    Se obstrução completa: atelectasia,
    pneumonite obstrutiva e, ocasionalmente,
    abscesso pulmonar.
Achados de imagem
Tomografia de tórax

    Geralmente mostra o CE em sua precisa
    localização na árvore brônquica, mesmo
    quando é radiotransparente;

    Obstrução parcial: diminuição da atenuação e
    vascularização distal na TC inspiratória e
    aprisionamento aéreo na TC obtida em
    expiração;

    Corpos estranhos cortantes podem resultar
    em laceração e hemorragia.
Aspiração de corpo estranho

    Diagnóstico diferencial:


* Neoplasia endobrônquica;
* Pneumonia segmentar ou lobar;
* Síndrome de Swyer-James-Mcleod
Aspiração 12.07.12

Aspiração 12.07.12

  • 1.
    Seminário 12.07.2012 Aspiração delíquidos ou partículas MR3 Roberto Corrêa
  • 3.
    Aspiração  A aspiração pode resultar em:  * Pneumonite aspirativa;  * Pneumonia aspirativa;  Aspiração: secreções orofaríngeas e gástricas, óleo mineral, animal ou vegetal e corpos estranhos.
  • 4.
    Pneumonite aspirativa  Lesão pulmonar aguda causada pela inalação de conteúdo gástrico estéril;  Depende: quantidade e pH;  PH < 2,5 e volume > 25ml;  Material particulado alimentar pode causar lesão independente do pH;  Ocorre mais comumente em idosos, pós AVC, hospitalizados, com disfunção esofágica.
  • 6.
    Pneumonite aspirativa  Achados clínicos e laboratoriais:  Conscientes: tosse e dispneia;  Pacientes com nível de consciência reduzido: pode passar despercebido ou manifestar-se com cianose e hipoxemia;  Pode cursar com pneumonias de repetição.
  • 7.
    Pneumonite aspirativa  Achados histológicos:  A reação inicial é um exsudato inflamatório agudo;  A aspiração de grandes quantidades de secreção(síndrome de Mendelson) resulta em dano alveolar difuso e edema pulmonar por aumento da permeabilidade;  Após: reação inflamatória granulomatosa com proliferação de células multinucleadas;  Padrão de pneumonia em organização(anormalidade predominante na maioria dos casos).
  • 8.
    Achados de imagem  Radiografia de tórax:  Consolidação esparsa ou confluente uni ou bilateral;  Afeta regiões pendentes dos pulmões;  Atelectasia(s);  Mendelson: consolidação bilateral difusa ou com predomínio peri-hilar.
  • 12.
    Achados de imagem  Tomografia de tórax:  Opacidades em vidro fosco e consolidações esparsas ou confluentes uni ou bilaterais;  Nódulos centrolobulares ou nódulos acinares com 2 a 10 mm de diâmetro;  Predomínio nas regiões pendentes dos pulmões;  Atelectasia(s);  Pode ser visto fluido no interior dos brônquios.
  • 15.
    Pneumonite aspirativa  Diagnóstico diferencial:  Pneumonia aspirativa: as manifestações radiológicas são idênticas.  Broncopneumonia.
  • 17.
    Pneumonia aspirativa  Introdução:  Ocorre depois de aspiração de material orofaríngeo contaminado;  Mecanismo comum à maioria das pneumonias;  Desenvolvimento de pneumonia em pacientes com risco aumentado de aspiração orofaríngea: depressão da consciência, disfagia neurológica ou anormalidades do esôfago.
  • 18.
    Pneumonia aspirativa  Complicações:  Abscesso pulmonar;  Pneumonia necrotizante;  Empiema;  Derrame pleural.
  • 24.
    Achados clínicos elaboratoriais  Sintomas são de pneumonia, com tosse produtiva, febre e calafrios.  PA adquirida na comunidade: S. Pneumoniae, S. Aureus, H. Influenzae e Enterobacterias;  PA nosocomial: germes gram negativos, principalmente Pseudomonas aeruginosa;  Culturas tardias demonstram anaeróbios.
  • 25.
    Achados de imagem  Radiografia de tórax:  Consolidação esparsa ou confluente uni ou bilateral;  Afeta regiões pendentes dos pulmões;  Atelectasia(s);
  • 28.
    Achados de imagem  Tomografia de tórax:  Opacidades em vidro fosco e consolidações esparsas ou confluentes uni ou bilaterais;  Opacidades centrolobulares mal definidas ou nódulos acinares com 5 a 10 mm de diâmetro;  Predomínio nas regiões pendentes dos pulmões;  Atelectasia(s);  Ocasionalmente pneumonia de aspiração pode estar associada à aspiração de corpos estranhos.
  • 29.
    Pneumonia aspirativa  Diagnóstico diferencial:  Pneumonite aspirativa: as manifestações radiológicas são idênticas.
  • 30.
    Bronquiolite de aspiração  Generalidades:  A reação às secreções e aos alimentos aspirados geralmente afeta principalmente o parênquima pulmonar.  Ocasionalmente a inflamação tende a ser localizada nos bronquíolos membranosos ou respiratórios, uma situação que foi designada bronquiolite de aspiração.
  • 31.
    Achados clínicos elaboratoriais  Pacientes podem ser assintomáticos ou ter sintomas inespecíficos, principalmente tosse e, ocasionalmente, febre ou dispneia.  Pode haver história de pneumonias de repetição.
  • 32.
    Bronquiolite de aspiração  Achados histológicos:  Achado predominante:  Inflamação bronquiolocêntrica multifocal com formações polipoides compostas por fibroblastos e células inflamatórias, principalmente nos bronquíolos e ductos alveolares;  Também há reação do tipo corpo estranho com proliferação
  • 33.
    Achados de imagem Radiografiade tórax:  Opacidades nodulares com 1 a 5 mm de diâmetro mal definidas ou padrão reticulonodular;  Predomínio nos lobos inferiores; Tomografia de tórax:  Opacidades centrolobulares com 1 a 5 mm de diâmetro;  Padrão de árvore em brotamento;  Predomínio nas regiões pendentes dos
  • 36.
    Bronquiolite aspirativa  Diagnóstico diferencial:  Bronquiolite infecciosa;  Panbronquiolite difusa.
  • 37.
    Aspiração de lipídios  Pneumonia lipoídica  Aspiração de óleo mineral, animal ou vegetal resulta em pneumonia lipoídica exógena;  Causas comuns: óleo mineral para tratamento de constipação e preparações nasais oleosas;  Ocorrem: lactentes, idosos, pacientes com disfagia e alterações estruturais da faringe e/ou esôfago.
  • 38.
    Achados clínicos elaboratoriais  Maioria é assintomática;  Tosse crônica, em geral improdutiva e, ocasionalmente, dor pleurítica ou dispneia.  Fere e dispneia ocorrem mais frequentemente na pneumonia lipoídica aguda, mas são incomuns na forma crônica;  Diagnóstico: história clínica, exames radiológicos compatíveis e na presença de macrófagos com corpos de gordura no escarro, LBA ou material de biópsia transbrônquica ou cirúrgica.
  • 39.
    Achados de imagem Radiografiade tórax:  1 Pneumonia lipoídica aguda:  Áreas de consolidação relativamente homogênea em um ou mais segmentos pulmonares. Podem ser localizadas ou confluentes.  Nódulos acinares podem estar presentes.
  • 40.
    Achados de imagem Radiografiade tórax:  2 Pneumonia lipoídica crônica:  Áreas de consolidação ou opacidades únicas ou múltiplas, algumas vezes com margens bem circunscritas, simulando carcinoma;  Pode haver opacidades lineares na periferia desta massa devido a fibrose ou espessamento septal interlobar causado por infiltração de macrófagos repletos de lipídios, associada à inflamação crônica secundária;  Predomínio nos lobos inferiores.
  • 42.
    Achados de imagem Tomografiade tórax:  1 Pneumonia lipoídica aguda:  Opacidades em vidro fosco associadas ou não a espessamento liso dos septos interlobulares e linhas intralobulares (pavimentação em mosaico);  Áreas de consolidação;  As opacidades pulmonares podem ser difusas, mas geralmente predominam nas regiões decúbito-pendentes.
  • 46.
    Achados de imagem Tomografiade tórax:  2 Pneumonia lipoídica crônica:  Áreas de consolidação ou lesões pseudotumorais únicas ou múltiplas com margens bem circunscritas e irregulares associadas à distorção de arquitetura pulmonar;  Predomínio nas regiões decúbito-pendentes, embora algumas vezes ocorra no lobo médio ou na língula;
  • 51.
    Achados de imagem Tomografiade tórax:  2 Pneumonia lipoídica crônica:  O sinal mais característico é a presença de atenuação de gordura (-30 a -90 HU) dentro das áreas de consolidação ou opacidades com margens irregulares com aparência de massas pulmonares, visto em cerca de 80% dos casos.
  • 53.
    Pneumonia lipoídica  Recomendações  Os achados na radiografia e TC convencional geralmente são inespecíficos.  A detecção de presença de focos de gordura na pneumonia lipoídica requer uso de cortes finos.  Os focos de gordura raramente são detectáveis na TC convencional.
  • 54.
    Pneumonia lipoídica  Diagnóstico diferencial: * Pneumonite ou pneumonia de aspiração; * Carcinoma: o achado característico é a presença de áreas de densidade de gordura dentro de um foco de consolidação ou massa pulmonar irregular; * Hamartoma: densidade de gordura em um nódulo pulmonar com margens lisas ou lobuladas.
  • 55.
    Aspiração de corposestranhos  Corpos estranhos sólidos: crianças de 1 a 7 anos;  Adultos: distúrbios neurológicos; uso de álcool, drogas ou trauma.  Grande variedade de materiais: grãos (amendoim, milho, pipoca), fragmentos de osso ou vegetais ingeridos, comprimidos, moedas,alfinetes, objetos e brinquedos de plástico e fragmentos de dentes ou amálgamas.
  • 56.
    Achados clínicos elaboratoriais  Tosse e asfixia de início súbito;  Sintomas crônicos são relacionados com obstrução parcial ou completa do brônquio pelo corpo estranho ou pneumonia, e incluem tosse, dispneia, sibilos, febre e pneumonias recorrentes;
  • 57.
    Achados de imagem Radiografiade tórax:  Corpos estranhos radio-opacos como moedas e dentes são de fácil visualização;  Em caso de obstrução parcial do brônquio, pode ser identificada radiotransparência distal na radiografia inspiratória e aprisionamento aéreo na radiografia obtida em expiração;  Se obstrução completa: atelectasia, pneumonite obstrutiva e, ocasionalmente, abscesso pulmonar.
  • 61.
    Achados de imagem Tomografiade tórax  Geralmente mostra o CE em sua precisa localização na árvore brônquica, mesmo quando é radiotransparente;  Obstrução parcial: diminuição da atenuação e vascularização distal na TC inspiratória e aprisionamento aéreo na TC obtida em expiração;  Corpos estranhos cortantes podem resultar em laceração e hemorragia.
  • 67.
    Aspiração de corpoestranho  Diagnóstico diferencial: * Neoplasia endobrônquica; * Pneumonia segmentar ou lobar; * Síndrome de Swyer-James-Mcleod