Arte Bizantina Por que arte bizantina?
Arte paleocristã Arte produzida depois da morte de Cristo Séculos I e II
As primeiras pinturas da arte bizantina são expressões carregadas de forte sentimento religioso, concepção ingênua e pintura  de forte inspiração popular.  Por mais de 200 anos os adeptos da filosofia de Cristo faziam suas pregações nas catacumbas, o culto era proibido.
Desconhece a perspectiva, o claro e escuro ( uso de cores chapadas) e não representa a noção de espaço e volume.
O que prevalecia, mesmo após a morte de Cristo era o culto aos deuses romanos. Uma variedade de divindades semelhante as divindades gregas.
Arte bizantina: poder e religião. Por que arte Bizantina ? No século III d. C.  o Império Romano  Constantino vivenciou uma guerra que durou  cinco anos. Cabeça de Constantino – Imperador de Bizâncio. Século IV d. C. – Mármore, alt. 2,44 m Museus Capitolinos, Roma.
Por que bizantino? Constantino passou admirar o cristianismo depois de um sonho que venceria uma batalha sobre o símbolo de uma cruz. Isso em 312. (Batalha de Ponte Mílvio) Isso aconteceu, e depois  atribuiu a vitória ao Deus do cristianismo.
Foi em 313, que Constantino publicou o Édito de Milão, instituindo tolerância religiosa, favorecendo os cristãos. Em 317 passou a utilizar o  xP chamado de Cristograma de constantino, que em grego simbolizava as duas primeiras letras do nome de Cristo.
Por que arte bizantina: Em 323 d. C. Constantino, o Grande, mudou a capital do Império Romano para Bizâncio, (antiga colônia Grega), levou em consideração a localização geográfica que poderia favorecer o comércio e a ampliação do império.
Teocentrismo, doutrina do cristianismo.  Teo, do grego: Deus. Centrismo: centro. Deus é o centro do universo, tudo foi criado segundo a sua vontade . (Dogma).
Deus mede o mundo com o compasso. 1250.
Dogmas: São afirmações absolutas, que não permitem questionamentos. Um conjunto de normas ou regras de uma religião ou política para orientar as pessoas, no que devem fazer, sentir e pensar
 
Constantino transformou todos os templos pagãos em templos do cristianismo, inclusive o coliseu romano. Alem da construção de novos templos em diversas cidades do seu império. Construído pelo imperador Flávio Vespasiano, 70-90 d. C.
Posteriormente batizada de Constantinopla em homenagem a Constantino. Hoje Istambul, principal cidade da Turquia. Oficialização do Cristianismo – Em 391, pelo Imperador  Teodósio.
Imperador: representante de Deus na terra. Por todos esses benefícios, o imperador foi considerado interprete infalível da vontade de Deus e seu representante na terra. Ele que escolhia o patriarcado, o cargo mais alto da igreja. Os bispos apresentavam o nome de três representantes do clero e o imperador escolhia um, o patriarca, a maior autoridade depois do imperador, que também era auxiliar e conselheiro do governo. Sistema teocrático: Theo  do grego = Deus, Krato =  governo.
Depois da aceitação dos princípios do cristianismo, a representação vai se sofisticando. Madona, Séculos: VI-VII – Pintura em madeira (encáustica) St. Francesca Romana, Roma.
Características da pintura bizantina Boca pequena; nariz, pescoço e mãos alongadas e olhos grandes.
O gesto mais importante do que a composição, quando se refere as mãos  aos braços abertos e aos dedos. Pés pequenos.
Por serem sagradas os artistas obedeciam formulários prescritos pelos padres, pois a pintura tinha por principal finalidade a propagação das verdades da fé e da história sagrada
A pintura em afresco era uma prática, mais reservada as igrejas  do interior, as  consideradas pobres. Igreja de Santa Maria Maggiore, 430 d. C, Roma.
. Excelentes artesãos na arte da seda, o detalhe do reflexo do branco na vesti, era para simbolizar a nobreza do tecido, pois era produzido nas oficinas do castelo.
Para substituir a pintura – usaram a técnica do mosaico, entre os séculos V e VI O mosaico era uma técnica reservada as igrejas dos nobres.  Imperador  Constantino. Mosaico bizantino.
Técnica do mosaico, conhecida pelos egípcios. Pedacinhos de cerâmica vitrificados colados no gesso, que funcionavam como mini-refletores, o espírito divino da luz – o próprio deus em manifestação.
Domínio de luz e cor com o objetivo de evocar o reino de deus. Igreja de Santa Sofia, construída em 530 d. C. Istambul, Turquia.
Por serem sagradas, tinham que obedecer a padrões fixos e repetidos incessantemente.
Imagens dignas de enquadramento arquitetônico. Basílica de Santa Apollinare, 533-549 d. C, Ravena
Forma visual que permite a leitura a distância. Efeito vitral, as formas parecem iluminadas por trás.
Ilusão de irrealidade, um reino luminoso povoado por representantes da nobreza junto aos símbolos sagrados. Constantino IX e a Imperatriz Zoé – Igreja de Santa Sofia. Século: XI-XII.
Os personagens da nobreza usam aureola sagrada, a personificação de Cristo. Figuras extraordinariamente altas e delgadas, pés pequenos, rostos ovais, e olhos imensos e fixos, com gestos congelados e suntuosas vestes. Não havia intenção de imitar a realidade. Imperador Teodósio, que oficializou o cristianismo em 391 d. C.
Justiniano, ladeado por seus 12 companheiros, alusão aos 12 apóstolos, e o símbolo do cristograma de Constantino no escudo. A cena da igreja, é uma extensão da recepção do seu palácio. Justiniano e o seu  Séqüito 557 d. C. -  S. Vitale, Ravena.
Ela assiste à missa com se estivesse em uma capela do palácio imperial. Se assemelhando a virgem Maria, e na barra de seu vestido os três reis Magos trazendo presentes. Imperatriz Teodora e seu Séqüito, 547 d. C. San Vitale
Um tentativa que colocar a imagem dentro do espaço virtual. Deficiência de enquadrar as personagens dentro do interior de um espaço arquitetônico criado.  As cenas acontecem ao ar livre, uma espécie de teatro sem teto. A arquitetura sempre se colocava por trás da imagem.
Panejamentos rígidos e angulosos com sutis sombras de fios de ouro. O modelo da iluminura muitas vezes parecido com um vitral.
Utilizaram o mosaico durante mil anos, atingindo o seu apogeu no século X, quando passaram a utilizar as tesselas, pedacinhos de vidro colorido com bolhas de ar internas, muitas vezes com folha de prata e ouro na parte de trás, causando na parede um efeito fantástico de brilho e cor.
O mosaico era um técnica reservada as igrejas dos nobres. A pintura em afresco era uma prática, mas reservada as igrejas  do interior, as  consideradas pobres. Igreja de Santa Sofia, construída em 530 d. C. Istambul, Turquia.
Referencial JANSON, H. W. História Geral da Arte: o mundo antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fonntes, 1993. www.ecclesia.com.br/.../a_arte_crista.html Revista: História Viva: Bizâncio: o paraíso dos negócios e do saber na Idade Média. Ano: VI, nº 74, pp. 28-54.
Autoria e Criação: Gilson Cruz Nunes –  Especialista em Artes Visuais – UFPB Professor da Disciplina de Artes das Escolas: Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro – Rede Estadual Pe. Antonino e Lafayete Cavalcante – Rede Municipal. Campina Grande, 11 de janeiro de 2010. [email_address]

Arte bizantina

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    Arte Bizantina Porque arte bizantina?
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    Arte paleocristã Arteproduzida depois da morte de Cristo Séculos I e II
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    As primeiras pinturasda arte bizantina são expressões carregadas de forte sentimento religioso, concepção ingênua e pintura de forte inspiração popular. Por mais de 200 anos os adeptos da filosofia de Cristo faziam suas pregações nas catacumbas, o culto era proibido.
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    Desconhece a perspectiva,o claro e escuro ( uso de cores chapadas) e não representa a noção de espaço e volume.
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    O que prevalecia,mesmo após a morte de Cristo era o culto aos deuses romanos. Uma variedade de divindades semelhante as divindades gregas.
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    Arte bizantina: podere religião. Por que arte Bizantina ? No século III d. C. o Império Romano Constantino vivenciou uma guerra que durou cinco anos. Cabeça de Constantino – Imperador de Bizâncio. Século IV d. C. – Mármore, alt. 2,44 m Museus Capitolinos, Roma.
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    Por que bizantino?Constantino passou admirar o cristianismo depois de um sonho que venceria uma batalha sobre o símbolo de uma cruz. Isso em 312. (Batalha de Ponte Mílvio) Isso aconteceu, e depois atribuiu a vitória ao Deus do cristianismo.
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    Foi em 313,que Constantino publicou o Édito de Milão, instituindo tolerância religiosa, favorecendo os cristãos. Em 317 passou a utilizar o xP chamado de Cristograma de constantino, que em grego simbolizava as duas primeiras letras do nome de Cristo.
  • 9.
    Por que artebizantina: Em 323 d. C. Constantino, o Grande, mudou a capital do Império Romano para Bizâncio, (antiga colônia Grega), levou em consideração a localização geográfica que poderia favorecer o comércio e a ampliação do império.
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    Teocentrismo, doutrina docristianismo. Teo, do grego: Deus. Centrismo: centro. Deus é o centro do universo, tudo foi criado segundo a sua vontade . (Dogma).
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    Deus mede omundo com o compasso. 1250.
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    Dogmas: São afirmaçõesabsolutas, que não permitem questionamentos. Um conjunto de normas ou regras de uma religião ou política para orientar as pessoas, no que devem fazer, sentir e pensar
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    Constantino transformou todosos templos pagãos em templos do cristianismo, inclusive o coliseu romano. Alem da construção de novos templos em diversas cidades do seu império. Construído pelo imperador Flávio Vespasiano, 70-90 d. C.
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    Posteriormente batizada deConstantinopla em homenagem a Constantino. Hoje Istambul, principal cidade da Turquia. Oficialização do Cristianismo – Em 391, pelo Imperador Teodósio.
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    Imperador: representante deDeus na terra. Por todos esses benefícios, o imperador foi considerado interprete infalível da vontade de Deus e seu representante na terra. Ele que escolhia o patriarcado, o cargo mais alto da igreja. Os bispos apresentavam o nome de três representantes do clero e o imperador escolhia um, o patriarca, a maior autoridade depois do imperador, que também era auxiliar e conselheiro do governo. Sistema teocrático: Theo do grego = Deus, Krato = governo.
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    Depois da aceitaçãodos princípios do cristianismo, a representação vai se sofisticando. Madona, Séculos: VI-VII – Pintura em madeira (encáustica) St. Francesca Romana, Roma.
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    Características da pinturabizantina Boca pequena; nariz, pescoço e mãos alongadas e olhos grandes.
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    O gesto maisimportante do que a composição, quando se refere as mãos aos braços abertos e aos dedos. Pés pequenos.
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    Por serem sagradasos artistas obedeciam formulários prescritos pelos padres, pois a pintura tinha por principal finalidade a propagação das verdades da fé e da história sagrada
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    A pintura emafresco era uma prática, mais reservada as igrejas do interior, as consideradas pobres. Igreja de Santa Maria Maggiore, 430 d. C, Roma.
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    . Excelentes artesãosna arte da seda, o detalhe do reflexo do branco na vesti, era para simbolizar a nobreza do tecido, pois era produzido nas oficinas do castelo.
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    Para substituir apintura – usaram a técnica do mosaico, entre os séculos V e VI O mosaico era uma técnica reservada as igrejas dos nobres. Imperador Constantino. Mosaico bizantino.
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    Técnica do mosaico,conhecida pelos egípcios. Pedacinhos de cerâmica vitrificados colados no gesso, que funcionavam como mini-refletores, o espírito divino da luz – o próprio deus em manifestação.
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    Domínio de luze cor com o objetivo de evocar o reino de deus. Igreja de Santa Sofia, construída em 530 d. C. Istambul, Turquia.
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    Por serem sagradas,tinham que obedecer a padrões fixos e repetidos incessantemente.
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    Imagens dignas deenquadramento arquitetônico. Basílica de Santa Apollinare, 533-549 d. C, Ravena
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    Forma visual quepermite a leitura a distância. Efeito vitral, as formas parecem iluminadas por trás.
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    Ilusão de irrealidade,um reino luminoso povoado por representantes da nobreza junto aos símbolos sagrados. Constantino IX e a Imperatriz Zoé – Igreja de Santa Sofia. Século: XI-XII.
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    Os personagens danobreza usam aureola sagrada, a personificação de Cristo. Figuras extraordinariamente altas e delgadas, pés pequenos, rostos ovais, e olhos imensos e fixos, com gestos congelados e suntuosas vestes. Não havia intenção de imitar a realidade. Imperador Teodósio, que oficializou o cristianismo em 391 d. C.
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    Justiniano, ladeado porseus 12 companheiros, alusão aos 12 apóstolos, e o símbolo do cristograma de Constantino no escudo. A cena da igreja, é uma extensão da recepção do seu palácio. Justiniano e o seu Séqüito 557 d. C. - S. Vitale, Ravena.
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    Ela assiste àmissa com se estivesse em uma capela do palácio imperial. Se assemelhando a virgem Maria, e na barra de seu vestido os três reis Magos trazendo presentes. Imperatriz Teodora e seu Séqüito, 547 d. C. San Vitale
  • 33.
    Um tentativa quecolocar a imagem dentro do espaço virtual. Deficiência de enquadrar as personagens dentro do interior de um espaço arquitetônico criado. As cenas acontecem ao ar livre, uma espécie de teatro sem teto. A arquitetura sempre se colocava por trás da imagem.
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    Panejamentos rígidos eangulosos com sutis sombras de fios de ouro. O modelo da iluminura muitas vezes parecido com um vitral.
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    Utilizaram o mosaicodurante mil anos, atingindo o seu apogeu no século X, quando passaram a utilizar as tesselas, pedacinhos de vidro colorido com bolhas de ar internas, muitas vezes com folha de prata e ouro na parte de trás, causando na parede um efeito fantástico de brilho e cor.
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    O mosaico eraum técnica reservada as igrejas dos nobres. A pintura em afresco era uma prática, mas reservada as igrejas do interior, as consideradas pobres. Igreja de Santa Sofia, construída em 530 d. C. Istambul, Turquia.
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    Referencial JANSON, H.W. História Geral da Arte: o mundo antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fonntes, 1993. www.ecclesia.com.br/.../a_arte_crista.html Revista: História Viva: Bizâncio: o paraíso dos negócios e do saber na Idade Média. Ano: VI, nº 74, pp. 28-54.
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    Autoria e Criação:Gilson Cruz Nunes – Especialista em Artes Visuais – UFPB Professor da Disciplina de Artes das Escolas: Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro – Rede Estadual Pe. Antonino e Lafayete Cavalcante – Rede Municipal. Campina Grande, 11 de janeiro de 2010. [email_address]