IDADE MÉDIA:
ARTE ROMÂNICA
• ARQUITETURA
• Escultura (relevos e colunas presentes na
arquitetura)
• Pintura
Professora: Maiara Giordani Reffatti
ARTE ROMÂNICA
Arte românica é o nome dado ao estilo artístico vigente na Europa entre os
séculos XI e XIII, durante o período da história da arte comumente conhecido
como "românico". O estilo é visto principalmente nas igrejas católicas construídas
após a expansão do cristianismo pela Europa e foi o primeiro depois da queda do
Império Romano a apresentar características comuns em várias regiões. Até
então a arte tinha se fragmentado em vários estilos, sendo o românico o primeiro
a trazer uma unidade nesse panorama.
Até então a arte era difusa e diferente entre os variados povos europeus. Isso
mudaria com o "crescente entusiasmo religioso", cujas causas são, entre outros
fatores, as peregrinações que cresceram e as Cruzadas para libertar a Terra Santa.
Com todas essas mudanças é plausível o nome românico, visto que a Europa se
romanizou como nunca desde o início da Idade Média. A única coisa que faltava,
a autoridade política central, foi, até certo ponto, ocupada pelo Papa. Sem um
poder nas mãos de um único rei, foi a Igreja que centralizou o controle sobre o
pensamento e a vida da época e foi a primeira responsável pela unificação da
Europa desde a queda do Império Romano.
Esse crescimento religioso se refletiu na construção de muitas igrejas. Nas
palavras do monge Raoul Glaber, citado por Ramalho, “ à medida que se
aproximava o terceiro ano após o ano 1000, via-se em quase todo o universo, em
particular na Itália e nas Gálias, a reconstrução das basílicas religiosas… Era como
se o mundo sacudisse de si o pó do tempo, para despojar-se de sua vetustez, e
quisesse se revestir, por toda a parte, de um manto branco de igrejas". Essas
igrejas foram mais numerosas e maiores que todas as outras precedentes, o que
explica em parte o entusiasmo de Glaber.
ARQUITETURA
As características mais significativas da arquitetura
românica são a utilização de:
• Abóboda;
• Pilares maciços (que a sustentam);
• Paredes espessas com aberturas estreitas usadas
como janelas (janelas pequenas para não
comprometer a estrutura de sustentação da
• abóboda).
• IGREJA EM FORMATO DE CRUZ
IGREJA ROMÂMINA = FORTALEZA DE DEUS
(grandeza e solidez)
RELEVOS - Passagens bíblicas retratadas mesmo por fora -
ENSINAMENTO
Porta da Abadia de Saint-Pierre
Lateral da porta da Abadia de Saint-Pierre
Tímpano da Portada de Saint - Pierre
Tremó – Pilar de sustentação
Os capitéis das colunas que cercam o claustro
(galeria coberta, que contorna os quatro lados
de um pátio interno) são decorados com
folhagens, animais e personagens da Bíblia, que,
segundo a tradição religiosa, devem auxiliar os
passantes sobre o sentido da própria vida .
Planta de uma Catedral Românica
• Numa época em que o
analfabetismo era
muitíssimo comum, a
igrejas recorriam a
pinturas e esculturas com
temas bíblicos como
adorno e objeto de
instrução aos fiéis.
• Não é gratuita a forma da
igreja, com o púlpito a
frente dos fiéis sentados,
muito parecia com um
sala de aula.
Igreja de Santa Maria de Ripoll – Gerona Espanha
Igreja de San Martin de Tours - Frómista, Palência, Espanha
Sé de Coimbra - Portugal
Catedral Roskilde - Zelândia no leste
da Dinamarca
Essa evolução, da Base circular, octogonal ou
quadrada, vista nas Catedrais Bizantinas, para a base
em Cruz, das Catedrais Românicas ocorre aos poucos.
Panorâmica da Catedral Românica de Pisa com o batistério, a igreja e a torre do sino, em 1909.
Catedral e Torre de Pisa
Fachada da Catedral de Pisa
Porta da Catedral de Pisa
Interior da Catedral de Pisa
PINTURA
• Técnica do AFRESCO: antiga técnica (romanos) de
pintura sobre paredes úmidas. Dai seu nome.
Sobre a superfície da parede é aplicada uma
camada de cal que, por sua vez, é coberta por
uma camada de gesso fina e bem lisa. Sobre essa
ultima camada o pintor executa sua obra. Ele
deve trabalhar com a argamassa ainda úmida,
pois com a evaporação da água, a cor adere ao
gesso e o gás carbônico do ar combina-se com o
cal e o transforma em carbonato de cálcio,
completando a adesão do pigmento à parede. O
pintor precisava, por tanto, realizar a obra com
precisão e rápidez.
• Os afrescos tinham como modelo as ilustrações
dos livros religiosos, portanto, não registra
assuntos profanos, isto é, não religiosos, como
paisagens, animais, pessoas em sua atividades
diárias.
• Principais características: a DEFORMAÇÃO traduz
os sentimentos religiosos e a interpretação
mística que o artista fazia da realidade, o
COLORISMO realizou-se no emprego de cores
chapadas, isto é, uniformes, sem preocupação
com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois
não havia a intenção de imitar a natureza
Cristo em majestade – Museu de Arte de
Catalunha, Barcelona
A figura de cristo, por
exemplo, era sempre
maior do que as demais.
Sua mão e seu braço, no
gesto de abençoar, tinham
proporções,
intencionalmente
exageradas para que o
gesto fosse valorizado por
quem contemplasse a
pintura. Os olhos eram
grandes e abertos para
evidenciar a intensa vida
espiritual.
Frontal de altar - Museu de Arte de Catalunha, Barcelona

Arte românica

  • 1.
    IDADE MÉDIA: ARTE ROMÂNICA •ARQUITETURA • Escultura (relevos e colunas presentes na arquitetura) • Pintura Professora: Maiara Giordani Reffatti
  • 2.
    ARTE ROMÂNICA Arte românicaé o nome dado ao estilo artístico vigente na Europa entre os séculos XI e XIII, durante o período da história da arte comumente conhecido como "românico". O estilo é visto principalmente nas igrejas católicas construídas após a expansão do cristianismo pela Europa e foi o primeiro depois da queda do Império Romano a apresentar características comuns em várias regiões. Até então a arte tinha se fragmentado em vários estilos, sendo o românico o primeiro a trazer uma unidade nesse panorama. Até então a arte era difusa e diferente entre os variados povos europeus. Isso mudaria com o "crescente entusiasmo religioso", cujas causas são, entre outros fatores, as peregrinações que cresceram e as Cruzadas para libertar a Terra Santa. Com todas essas mudanças é plausível o nome românico, visto que a Europa se romanizou como nunca desde o início da Idade Média. A única coisa que faltava, a autoridade política central, foi, até certo ponto, ocupada pelo Papa. Sem um poder nas mãos de um único rei, foi a Igreja que centralizou o controle sobre o pensamento e a vida da época e foi a primeira responsável pela unificação da Europa desde a queda do Império Romano. Esse crescimento religioso se refletiu na construção de muitas igrejas. Nas palavras do monge Raoul Glaber, citado por Ramalho, “ à medida que se aproximava o terceiro ano após o ano 1000, via-se em quase todo o universo, em particular na Itália e nas Gálias, a reconstrução das basílicas religiosas… Era como se o mundo sacudisse de si o pó do tempo, para despojar-se de sua vetustez, e quisesse se revestir, por toda a parte, de um manto branco de igrejas". Essas igrejas foram mais numerosas e maiores que todas as outras precedentes, o que explica em parte o entusiasmo de Glaber.
  • 3.
    ARQUITETURA As características maissignificativas da arquitetura românica são a utilização de: • Abóboda; • Pilares maciços (que a sustentam); • Paredes espessas com aberturas estreitas usadas como janelas (janelas pequenas para não comprometer a estrutura de sustentação da • abóboda). • IGREJA EM FORMATO DE CRUZ IGREJA ROMÂMINA = FORTALEZA DE DEUS (grandeza e solidez)
  • 4.
    RELEVOS - Passagensbíblicas retratadas mesmo por fora - ENSINAMENTO Porta da Abadia de Saint-Pierre
  • 5.
    Lateral da portada Abadia de Saint-Pierre
  • 6.
    Tímpano da Portadade Saint - Pierre
  • 7.
    Tremó – Pilarde sustentação
  • 8.
    Os capitéis dascolunas que cercam o claustro (galeria coberta, que contorna os quatro lados de um pátio interno) são decorados com folhagens, animais e personagens da Bíblia, que, segundo a tradição religiosa, devem auxiliar os passantes sobre o sentido da própria vida .
  • 9.
    Planta de umaCatedral Românica • Numa época em que o analfabetismo era muitíssimo comum, a igrejas recorriam a pinturas e esculturas com temas bíblicos como adorno e objeto de instrução aos fiéis. • Não é gratuita a forma da igreja, com o púlpito a frente dos fiéis sentados, muito parecia com um sala de aula.
  • 10.
    Igreja de SantaMaria de Ripoll – Gerona Espanha
  • 11.
    Igreja de SanMartin de Tours - Frómista, Palência, Espanha
  • 12.
    Sé de Coimbra- Portugal Catedral Roskilde - Zelândia no leste da Dinamarca Essa evolução, da Base circular, octogonal ou quadrada, vista nas Catedrais Bizantinas, para a base em Cruz, das Catedrais Românicas ocorre aos poucos.
  • 13.
    Panorâmica da CatedralRomânica de Pisa com o batistério, a igreja e a torre do sino, em 1909.
  • 14.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    PINTURA • Técnica doAFRESCO: antiga técnica (romanos) de pintura sobre paredes úmidas. Dai seu nome. Sobre a superfície da parede é aplicada uma camada de cal que, por sua vez, é coberta por uma camada de gesso fina e bem lisa. Sobre essa ultima camada o pintor executa sua obra. Ele deve trabalhar com a argamassa ainda úmida, pois com a evaporação da água, a cor adere ao gesso e o gás carbônico do ar combina-se com o cal e o transforma em carbonato de cálcio, completando a adesão do pigmento à parede. O pintor precisava, por tanto, realizar a obra com precisão e rápidez.
  • 20.
    • Os afrescostinham como modelo as ilustrações dos livros religiosos, portanto, não registra assuntos profanos, isto é, não religiosos, como paisagens, animais, pessoas em sua atividades diárias. • Principais características: a DEFORMAÇÃO traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que o artista fazia da realidade, o COLORISMO realizou-se no emprego de cores chapadas, isto é, uniformes, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois não havia a intenção de imitar a natureza
  • 21.
    Cristo em majestade– Museu de Arte de Catalunha, Barcelona A figura de cristo, por exemplo, era sempre maior do que as demais. Sua mão e seu braço, no gesto de abençoar, tinham proporções, intencionalmente exageradas para que o gesto fosse valorizado por quem contemplasse a pintura. Os olhos eram grandes e abertos para evidenciar a intensa vida espiritual.
  • 23.
    Frontal de altar- Museu de Arte de Catalunha, Barcelona