A ARTE AO REDOR DE
1900
A ARQUITETURA DE FERRO
SEGUNDA METADE DO
SÉCULO XIX:
 Permanência da estética
romântica: histórica e
revivalista
 Valorização das
questões formais e
estéticas: escolha de
materiais nobres, eleição
do estilo, temas de
decoração, harmonia e
equilíbrio das formas
Charles Garnier, Ópera de Paris, c. 1862
A ARQUITETURA DE FERRO
SEGUNDA METADE DO
SÉCULO XIX:
Charles Garnier, Ópera de Paris, c. 1862
 Aplicação das novas
técnicas, não na estrutura
mas com sentido
decorativo
 Desvalorização das
potencia-lidades técnicas
dos novos materiais (ferro
e vidro)
A ARQUITETURA DE FERRO
RESPONSÁVEIS PELAS
INOVAÇÕES – OS
ENGENHEIROS:
 Visão prática
 Maior preparação científico-
técnica: formação nas Escolas
Politécnicas
Aplicação de saberes científicos
obtidos no ramo da física
mecânica, da resistência e
comportamento dos materiais,
da geometria (Gaspar Monge –
invenção da GD), da
Ponte de Brooklin, 1883
A ARQUITETURA DE FERRO
RESPONSÁVEIS PELAS
INOVAÇÕES – OS
ENGENHEIROS:
 Visão prática
 Maior preparação científico-
técnica: formação nas Escolas
Politécnicas
Utilização de novos
equipamentos e novos meios
construtivos
+
Aproveitamento de novos
materiais, produzidos
industrialmente e por isso mais
baratos, como o tijolo cozido, o
A ARQUITETURA DE FERRO
APLICAÇÃO DE NOVOS
MATERIAIS:
 ferro - o processo de fundição foi
utilizado em pontes e aquedutos,
permitiu a construção de grandes
espaços com estruturas leves,
resistentes e não inflamáveis
 vidro - construção de grandes
estufas, coberturas para estações e
grandes superfícies verticais
(Palácio de Cristal) e betão
(construção vertical e crescimento
muito rápido de cidades)
A ARQUITETURA DE FERRO
APLICAÇÃO DE NOVOS
MATERIAIS
Aplicação destes materiais, sem
preocupação estética, nos
edifícios para fins industriais,
comerciais ou de exposições
arquitetura como meio para atingir
um fim
Tinham uma visão mais
pragmática (menos poética), mais
racionalista e funcionalista (pode
não ser bonito mas tem que ser
útil), em relação às construções,
Galeria das Máquinas,
Ferdinant Dutert, Paris, 1886-
89
A ARQUITETURA DE FERRO
CARÁTER PRAGMÁTICO
Fazer face às novas necessidades criadas pelo
crescimento urbano:
 alojamento dos trabalhadores
 sistema de transportes
 melhor aproveitamento dos espaços (construção
em altura)
Revisão dos sistemas, dos processos e dos modelos
construtivos
A ARQUITETURA DE FERRO
A “Nova Paris” depois das obras de renovação urbanística do
barão Haussman: largas avenidas, prédios altos e varandas a
Renovação
urbanística
A ARQUITETURA DE FERRO
VANTAGENS DA ARQUITETURA
DE FERRO:
 Criação de estruturas
construtivas resistentes, fáceis
de montar e adaptáveis a
todas as dimensões e formas.
 A resistência, preço e
funcionalidade comprovada
nas pontes, permitiu a sua
utilização em estrutura de
grandes cúpulas e outras
coberturas arrojadas.
 Permitia vãos abertos muito
maiores, que deixavam entrar
a luz, podendo ser usados sem
que delimitassem um espaço
Ponte de Clifton, Bristol, Inglaterra,
1830-63
A ARQUITETURA DE FERRO
Vantagens
Construção
mais rápida
Construção
mais barata
Construção
de grandes
vãos
Construção
de edifícios
mais altos
Construção
de edifícios
mais
resistentes
A ARQUITETURA DE FERRO
CONSTRUÇÕES:
 Gares, pontes e viadutos
 Palácio de Cristal, e a I
Exposição Universal de
Londres (1851)
 Torre Eiffel, Exposição
Internacional de Paris
(1889)
 Construções em
“esqueletos metálicos”
 Forum des Halles
 Magasin Printemps
 Galeria das máquinas
(Exposição De 1889)
Ponte em ferro sobre o rio Severn,
Coalbrookdale, Inglaterra, 1777-79
A ARQUITETURA DE FERRO
Henri Labrouste,
Biblioteca Nacional de
Paris, 1857-67,França
A ARQUITETURA DE FERRO
Galeria das máquinas
(Exposição de 1889)
Torre Eiffel
A ARQUITETURA DE FERRO
Palácio de
Cristal,
Londres,
1851
A ARQUITETURA DE FERRO
Eiffel, Estação Central de La Paz, Bolívia
A ARQUITETURA DE FERRO
Mercado Municipal Les Halles
A ARQUITETURA DE FERRO
Eiffel, Ponte D. Maria Pia, Porto
A ARQUITETURA DE FERRO
Duas tendências inovadoras:
 Necessidade de modernizar
os sistemas e processos
construtivos, aproveitando os
recursos da industrialização
e o avanço da engenharia
 Desenvolvimento de novos
gostos e outros conceitos
estéticos, assente nos
elementos estruturais e não
mais nos artifícios
decorativos
Boileau e Eiffel, Le Bom Marché, 1876, Paris
A ARQUITETURA DE FERRO
Construção de “esqueletos
metálicos”
Grandes estruturas e armazéns
comerciais
Interiores amplos cobertos por
extensas superfícies
envidraçadas, com iluminação
natural
Novos princípios arquitetónicos:
racionalidade, funcionalidade e
comodidade
Boileau e Eiffel, Le Bom Marché,
1876, Paris
A ARTE NOVA
1890 A 1914
Belle Époque
Prosperidade económica
+
Paz e estabilidade política
+
Progressos científicos e técnicos
Clima de optimismo e de
confiança no futuro
A ARTE NOVA
MODERNISMO
Movimento cultural e
artístico que atingiu todas as
artes
Ruptura com a tradição
Procura de novas
expressões que melhor
correspondessem ao
progresso e à nova estética
A ARTE NOVA
A ARTE NOVA
 Movimento Arts end Crafts de
William Moris
(desenvolvimento das artes
decorativas)
 Gótico flamejante (linhas
sinuosas)
 Rococó (naturalismo e
decoração requintada)
 Pinturas japonesas (desenho
gráfico, bidimensionalidade,
naturalismo, decorativismo)
 Folclore tradicional inglês, de
inspiração celta
INFLUÊNCIAS
A ARTE NOVA
 Movimento Arts end Crafts de William
Moris (desenvolvimento das artes
decorativas)
 Nasce em 1850-60
 Reação à influência da industrialização
na arte
 Defesa de uma arte pura, assente na
criatividade, na originalidade e no bom
gosto (peças únicas e originais)
 Valorização da estética dos objetos
quotidianos (génese da noção de
INFLUÊNCIAS
A ARTE NOVA
 Movimento Arts end Crafts de
William Moris
(desenvolvimento das artes
decorativas)
 Gótico flamejante (linhas
sinuosas)
 Rococó (naturalismo e
decoração requintada)
 Pinturas japonesas (desenho
gráfico, bidimensionalidade,
naturalismo, decorativismo)
 Folclore tradicional inglês, de
inspiração celta
INFLUÊNCIAS
A ARTE NOVA
- Movimento Arts end Crafts de
William Moris
(desenvolvimento das artes
decorativas)
- Gótico flamejante (linhas
sinuosas)
- Rococó (naturalismo e
decoração requintada)
- Pinturas japonesas (desenho
gráfico, bidimensionalidade,
naturalismo, decorativismo)
- Folclore tradicional inglês, de
inspiração celta
INFLUÊNCIAS
A ARTE NOVA
Aplicação da nova estética a
todas as modalidades
artísticas:
- Arquitetura
- Pintura
- Escultura
- Artes aplicadas
- Artes gráficas
- Dança
- Princípio da unidade das artes
A ARTE NOVA
Victor Horta, hall central da Casa van
Eetvelde, 1899, Bruxelas, Bélgica
Inovação formal:
- Originalidade e criatividade
- Rejeição dos estilos académicos,
históricos e revivalistas
- Inspiração na natureza (fauna e
flora)
- Preferência por estruturas
orgânicas
- Movimentos sinuosos e
encadeados (dinamismo
expressivo)
CARACTERÍSTICAS
A ARTE NOVA
Adesão ao progresso:
 Novas técnicas
 Novos materiais (ladrilho
cozido, ferro, vidro, betão
e outros)
Utilizados de forma
estrutural e decorativa
CARACTERÍSTIC
AS
A ARTE NOVA
Adopção de uma nova
estética:
 Decoração exuberante no
interior e no exterior
 Linhas sinuosas, elásticas e
flexíveis
 Linhas estilizadas ou
geometrizadas
Procura de movimento, ritmo,
expressão
Intuito decorativo
CARACTERÍSTIC
AS
A ARTE NOVA
Cunho estruturalista:
 Aproveitamento das estruturas
para fins decorativos, numa
verdadeira aliança entre forma
e função
Vitor Horta, Casa do Arquiteto, 1898-1900,
Bruxelas, Bélgica
CARACTERÍSTIC
AS
A ARTE NOVA
Duas tendências
Antoní Gaudi, Casa Milà, 1906-10,
Barcelona
Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11,
Bruxelas, Bélgica
CARACTERÍSTIC
AS
A ARTE NOVA
Duas tendências:
 Tónica na estética
ornamental, floral,
naturalista e
curvilínea
Antoní Gaudi, Casa Milà, 1906-10
A ARTE NOVA
Duas tendências:
 Vertente mais
estrutural, geométrica
e funcionalista sem,
contudo, abandonar o
ornamento (que tratou
de forma mais
contida, planimétrica
e abstratizante)
Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11,
Bruxelas, Bélgica
A ARTE NOVA
Bélgica (Bruxelas):
- Desenvolvimento
económico
- Mecenato de Leopoldo II
Focos
Victor Horta:
- Edifícios de estruturas
simples e sóbrias
- Fachadas movimentadas
- Grandes janelões
- Interiores funcionais
- Aliança decoração/elementos
estruturais
- Jogos de espelhos e pinturas
ilusórias
Victor Horta, Casa Tassel
A ARTE NOVA
Bélgica (Bruxelas):
- Desenvolvimento
económico
- Mecenato de Leopoldo II
Focos
Victor Horta, Casa Tassel
Victor Horta:
- Edifícios de estruturas
simples e sóbrias
- Fachadas movimentadas
- Grandes janelões
- Interiores funcionais
- Aliança decoração/elementos
estruturais
- Jogos de espelhos e pinturas
ilusórias
A ARTE NOVA Focos
Victor Horta, Casa Tassel
Victor Horta:
- Edifícios de estruturas
simples e sóbrias
- Fachadas movimentadas
- Grandes janelões
- Interiores funcionais
- Aliança decoração/elementos
estruturais
- Jogos de espelhos e pinturas
ilusórias
A ARTE NOVA Focos
Victor Horta, Casa Tassel
A ARTE NOVA
Victor Horta, Casa Solvay
Focos
A ARTE NOVA
Victor Horta, Casa Solvay
Focos
A ARTE NOVA
Henry van de Velde:
- Pintor, arquiteto e
designer
- Mobiliário formal e
funcional
Focos
A ARTE NOVA
Arte Nova Francesa
Hector Guimard
Focos
Guimard, Hotel Béranger, 1884-88
A ARTE NOVA
Arte Nova Francesa
Hector Guimard
Focos
Entradas para o metro de
Armações e redes metálicas e formas vegetalistas
A ARTE NOVA
Catalunha
Luís Domenech i Montaner:
- Formas simples
- Uso de materiais locais
(ladrilhos cozidos de cor
vermelha)
Focos
Palácio da Música Catalã
A ARTE NOVA
Catalunha
Antoní Gaudi (arquiteto-
escultor ou arquiteto-
poeta)
- Influências locais de
raíz gótica e mudéjar
- Construções e plantas
orgânicas
- Modelação dinâmica
dos volumes estruturais
- Mistura de materiais
(betão, ferro, vidro,
madeira, tijolo,
cerâmica e azulejos
Focos
Casa Milà
A ARTE NOVA
Catalunha
Antoní Gaudi (arquiteto-
escultor ou arquiteto-
poeta)
- Influências locais de
raíz gótica e mudéjar
- Construções e plantas
orgânicas
- Modelação dinâmica
dos volumes estruturais
- Mistura de materiais
(betão, ferro, vidro,
madeira, tijolo,
cerâmica e azulejos
Focos
Casa Milà
A ARTE NOVA Focos
Gaudi, Casa Batló
A ARTE NOVA Focos
Gaudi, Casa Batló
A ARTE NOVA Focos
Gaudi, Catedral da Sagrada Família
A ARTE NOVA Focos
A ARTE NOVA Focos
Gaudi, Parque Guell
A ARTE NOVA Focos
Mackintosh, Escola de Arte de Glasgow, 1896-
1909, Escócia
Escola de Glasgow,
Escócia:
Charles Rennie
Mackintosh
- Estruturas
ortogonais de ferro
- Paredes lisas de
pedra
- Grandes superfícies
envidraçadas
- Decoração contida
- Racionalismo
estrutural e
A ARTE NOVA Focos
Mackintosh, Hill House, Escócia
Escola de Glasgow,
Escócia:
Charles Rennie
Mackintosh
- Estruturas
ortogonais de ferro
- Paredes lisas de
pedra
- Grandes superfícies
envidraçadas
- Decoração contida
- Racionalismo
estrutural e
A ARTE NOVA Focos
Escola de Glasgow, Escócia:
Charles Rennie Mackintosh
- Trabalhos decorativos e
mobiliário marcados pelo
racionalismo mais estrutural e
geométrico
A ARTE NOVA Focos
Escola de Glasgow,
Escócia:
Charles Rennie Ma-
ckintosh
- Trabalhos
decorativos e
mobiliário marcados
pelo racionalismo
mais estrutural e
geométrico
A ARTE NOVA Focos
Joseph Hoffman, Palácio Stoclet,
1905-11, Bruxelas
Áustria
“Escola de Secessão
Vienense”
- Pintor Gustave Klimt
- Arquitetos J. Maria Ölbrich e
Joseph Hoffman
- modernismo pré-racionalista
- Simplificação geométrica dos
volumes e das formas
- distribuição simétrica,
racional e funcional dos
espaços
A ARTE NOVA Focos
Joseph Maria Ölbrich, edifício da Secessão Vienense, 1898-1899, Áustria
A ARTE NOVA Focos
Klimt, O Beijo, 1907-08
Gustve Klimt
- Temáticas
geométricas e
vegetalistas
- Conciliação entre
elementos figurativos
e outros meramente
decorativos
A ARTE NOVA Focos
Louis Sullivan, Auditório de Chicago, 1886-
89, Chicago
Escola de Chicago:
- Modernização dos
sistemas de
construção permitiu o
aparecimento de
edifícios em altura
- Regularidade
horizontal e vertical
A ARTE NOVA Focos
A Casa da Cascata
Frank Loyd Wright:
- Arquitetura
organicista e
funcional
- Integração do
edifício no meio
envolvente
- Nova conceção
estética do espaço
interior, alargado e
projetado sobre o
exterior
A ARTE NOVA Focos
A Casa Ennis
Frank Loyd Wright:
- Arquitetura
organicista e
funcional
- Integração do
edifício no meio
envolvente
- Nova conceção
estética do espaço
interior, alargado e
projetado sobre o
exterior
A ARTE NOVA Focos
Museu Guggenheim, 1956, Nova Iorque
Frank Loyd Wright:
- Arquitetura
organicista e
funcional
- Integração do
edifício no meio
envolvente
- Nova conceção
estética do espaço
interior, alargado e
projetado sobre o
exterior
A ARTE NOVA
Artes decorativas
Eugène Gaillard
Peter Behrens
A ARTE NOVA
Louis Comfort Tiffany
Artes decorativas
A ARTE NOVA FIM

Arte ao redor de 1900

  • 1.
    A ARTE AOREDOR DE 1900
  • 2.
    A ARQUITETURA DEFERRO SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX:  Permanência da estética romântica: histórica e revivalista  Valorização das questões formais e estéticas: escolha de materiais nobres, eleição do estilo, temas de decoração, harmonia e equilíbrio das formas Charles Garnier, Ópera de Paris, c. 1862
  • 3.
    A ARQUITETURA DEFERRO SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX: Charles Garnier, Ópera de Paris, c. 1862  Aplicação das novas técnicas, não na estrutura mas com sentido decorativo  Desvalorização das potencia-lidades técnicas dos novos materiais (ferro e vidro)
  • 4.
    A ARQUITETURA DEFERRO RESPONSÁVEIS PELAS INOVAÇÕES – OS ENGENHEIROS:  Visão prática  Maior preparação científico- técnica: formação nas Escolas Politécnicas Aplicação de saberes científicos obtidos no ramo da física mecânica, da resistência e comportamento dos materiais, da geometria (Gaspar Monge – invenção da GD), da Ponte de Brooklin, 1883
  • 5.
    A ARQUITETURA DEFERRO RESPONSÁVEIS PELAS INOVAÇÕES – OS ENGENHEIROS:  Visão prática  Maior preparação científico- técnica: formação nas Escolas Politécnicas Utilização de novos equipamentos e novos meios construtivos + Aproveitamento de novos materiais, produzidos industrialmente e por isso mais baratos, como o tijolo cozido, o
  • 6.
    A ARQUITETURA DEFERRO APLICAÇÃO DE NOVOS MATERIAIS:  ferro - o processo de fundição foi utilizado em pontes e aquedutos, permitiu a construção de grandes espaços com estruturas leves, resistentes e não inflamáveis  vidro - construção de grandes estufas, coberturas para estações e grandes superfícies verticais (Palácio de Cristal) e betão (construção vertical e crescimento muito rápido de cidades)
  • 7.
    A ARQUITETURA DEFERRO APLICAÇÃO DE NOVOS MATERIAIS Aplicação destes materiais, sem preocupação estética, nos edifícios para fins industriais, comerciais ou de exposições arquitetura como meio para atingir um fim Tinham uma visão mais pragmática (menos poética), mais racionalista e funcionalista (pode não ser bonito mas tem que ser útil), em relação às construções, Galeria das Máquinas, Ferdinant Dutert, Paris, 1886- 89
  • 8.
    A ARQUITETURA DEFERRO CARÁTER PRAGMÁTICO Fazer face às novas necessidades criadas pelo crescimento urbano:  alojamento dos trabalhadores  sistema de transportes  melhor aproveitamento dos espaços (construção em altura) Revisão dos sistemas, dos processos e dos modelos construtivos
  • 9.
    A ARQUITETURA DEFERRO A “Nova Paris” depois das obras de renovação urbanística do barão Haussman: largas avenidas, prédios altos e varandas a Renovação urbanística
  • 10.
    A ARQUITETURA DEFERRO VANTAGENS DA ARQUITETURA DE FERRO:  Criação de estruturas construtivas resistentes, fáceis de montar e adaptáveis a todas as dimensões e formas.  A resistência, preço e funcionalidade comprovada nas pontes, permitiu a sua utilização em estrutura de grandes cúpulas e outras coberturas arrojadas.  Permitia vãos abertos muito maiores, que deixavam entrar a luz, podendo ser usados sem que delimitassem um espaço Ponte de Clifton, Bristol, Inglaterra, 1830-63
  • 11.
    A ARQUITETURA DEFERRO Vantagens Construção mais rápida Construção mais barata Construção de grandes vãos Construção de edifícios mais altos Construção de edifícios mais resistentes
  • 12.
    A ARQUITETURA DEFERRO CONSTRUÇÕES:  Gares, pontes e viadutos  Palácio de Cristal, e a I Exposição Universal de Londres (1851)  Torre Eiffel, Exposição Internacional de Paris (1889)  Construções em “esqueletos metálicos”  Forum des Halles  Magasin Printemps  Galeria das máquinas (Exposição De 1889) Ponte em ferro sobre o rio Severn, Coalbrookdale, Inglaterra, 1777-79
  • 13.
    A ARQUITETURA DEFERRO Henri Labrouste, Biblioteca Nacional de Paris, 1857-67,França
  • 14.
    A ARQUITETURA DEFERRO Galeria das máquinas (Exposição de 1889) Torre Eiffel
  • 15.
    A ARQUITETURA DEFERRO Palácio de Cristal, Londres, 1851
  • 16.
    A ARQUITETURA DEFERRO Eiffel, Estação Central de La Paz, Bolívia
  • 17.
    A ARQUITETURA DEFERRO Mercado Municipal Les Halles
  • 18.
    A ARQUITETURA DEFERRO Eiffel, Ponte D. Maria Pia, Porto
  • 19.
    A ARQUITETURA DEFERRO Duas tendências inovadoras:  Necessidade de modernizar os sistemas e processos construtivos, aproveitando os recursos da industrialização e o avanço da engenharia  Desenvolvimento de novos gostos e outros conceitos estéticos, assente nos elementos estruturais e não mais nos artifícios decorativos Boileau e Eiffel, Le Bom Marché, 1876, Paris
  • 20.
    A ARQUITETURA DEFERRO Construção de “esqueletos metálicos” Grandes estruturas e armazéns comerciais Interiores amplos cobertos por extensas superfícies envidraçadas, com iluminação natural Novos princípios arquitetónicos: racionalidade, funcionalidade e comodidade Boileau e Eiffel, Le Bom Marché, 1876, Paris
  • 21.
    A ARTE NOVA 1890A 1914 Belle Époque Prosperidade económica + Paz e estabilidade política + Progressos científicos e técnicos Clima de optimismo e de confiança no futuro
  • 22.
    A ARTE NOVA MODERNISMO Movimentocultural e artístico que atingiu todas as artes Ruptura com a tradição Procura de novas expressões que melhor correspondessem ao progresso e à nova estética
  • 23.
  • 24.
    A ARTE NOVA Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas)  Gótico flamejante (linhas sinuosas)  Rococó (naturalismo e decoração requintada)  Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo, decorativismo)  Folclore tradicional inglês, de inspiração celta INFLUÊNCIAS
  • 25.
    A ARTE NOVA Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas)  Nasce em 1850-60  Reação à influência da industrialização na arte  Defesa de uma arte pura, assente na criatividade, na originalidade e no bom gosto (peças únicas e originais)  Valorização da estética dos objetos quotidianos (génese da noção de INFLUÊNCIAS
  • 26.
    A ARTE NOVA Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas)  Gótico flamejante (linhas sinuosas)  Rococó (naturalismo e decoração requintada)  Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo, decorativismo)  Folclore tradicional inglês, de inspiração celta INFLUÊNCIAS
  • 27.
    A ARTE NOVA -Movimento Arts end Crafts de William Moris (desenvolvimento das artes decorativas) - Gótico flamejante (linhas sinuosas) - Rococó (naturalismo e decoração requintada) - Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo, decorativismo) - Folclore tradicional inglês, de inspiração celta INFLUÊNCIAS
  • 28.
    A ARTE NOVA Aplicaçãoda nova estética a todas as modalidades artísticas: - Arquitetura - Pintura - Escultura - Artes aplicadas - Artes gráficas - Dança - Princípio da unidade das artes
  • 29.
    A ARTE NOVA VictorHorta, hall central da Casa van Eetvelde, 1899, Bruxelas, Bélgica Inovação formal: - Originalidade e criatividade - Rejeição dos estilos académicos, históricos e revivalistas - Inspiração na natureza (fauna e flora) - Preferência por estruturas orgânicas - Movimentos sinuosos e encadeados (dinamismo expressivo) CARACTERÍSTICAS
  • 30.
    A ARTE NOVA Adesãoao progresso:  Novas técnicas  Novos materiais (ladrilho cozido, ferro, vidro, betão e outros) Utilizados de forma estrutural e decorativa CARACTERÍSTIC AS
  • 31.
    A ARTE NOVA Adopçãode uma nova estética:  Decoração exuberante no interior e no exterior  Linhas sinuosas, elásticas e flexíveis  Linhas estilizadas ou geometrizadas Procura de movimento, ritmo, expressão Intuito decorativo CARACTERÍSTIC AS
  • 32.
    A ARTE NOVA Cunhoestruturalista:  Aproveitamento das estruturas para fins decorativos, numa verdadeira aliança entre forma e função Vitor Horta, Casa do Arquiteto, 1898-1900, Bruxelas, Bélgica CARACTERÍSTIC AS
  • 33.
    A ARTE NOVA Duastendências Antoní Gaudi, Casa Milà, 1906-10, Barcelona Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11, Bruxelas, Bélgica CARACTERÍSTIC AS
  • 34.
    A ARTE NOVA Duastendências:  Tónica na estética ornamental, floral, naturalista e curvilínea Antoní Gaudi, Casa Milà, 1906-10
  • 35.
    A ARTE NOVA Duastendências:  Vertente mais estrutural, geométrica e funcionalista sem, contudo, abandonar o ornamento (que tratou de forma mais contida, planimétrica e abstratizante) Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11, Bruxelas, Bélgica
  • 36.
    A ARTE NOVA Bélgica(Bruxelas): - Desenvolvimento económico - Mecenato de Leopoldo II Focos Victor Horta: - Edifícios de estruturas simples e sóbrias - Fachadas movimentadas - Grandes janelões - Interiores funcionais - Aliança decoração/elementos estruturais - Jogos de espelhos e pinturas ilusórias Victor Horta, Casa Tassel
  • 37.
    A ARTE NOVA Bélgica(Bruxelas): - Desenvolvimento económico - Mecenato de Leopoldo II Focos Victor Horta, Casa Tassel Victor Horta: - Edifícios de estruturas simples e sóbrias - Fachadas movimentadas - Grandes janelões - Interiores funcionais - Aliança decoração/elementos estruturais - Jogos de espelhos e pinturas ilusórias
  • 38.
    A ARTE NOVAFocos Victor Horta, Casa Tassel Victor Horta: - Edifícios de estruturas simples e sóbrias - Fachadas movimentadas - Grandes janelões - Interiores funcionais - Aliança decoração/elementos estruturais - Jogos de espelhos e pinturas ilusórias
  • 39.
    A ARTE NOVAFocos Victor Horta, Casa Tassel
  • 40.
    A ARTE NOVA VictorHorta, Casa Solvay Focos
  • 41.
    A ARTE NOVA VictorHorta, Casa Solvay Focos
  • 42.
    A ARTE NOVA Henryvan de Velde: - Pintor, arquiteto e designer - Mobiliário formal e funcional Focos
  • 43.
    A ARTE NOVA ArteNova Francesa Hector Guimard Focos Guimard, Hotel Béranger, 1884-88
  • 44.
    A ARTE NOVA ArteNova Francesa Hector Guimard Focos Entradas para o metro de Armações e redes metálicas e formas vegetalistas
  • 45.
    A ARTE NOVA Catalunha LuísDomenech i Montaner: - Formas simples - Uso de materiais locais (ladrilhos cozidos de cor vermelha) Focos Palácio da Música Catalã
  • 46.
    A ARTE NOVA Catalunha AntoníGaudi (arquiteto- escultor ou arquiteto- poeta) - Influências locais de raíz gótica e mudéjar - Construções e plantas orgânicas - Modelação dinâmica dos volumes estruturais - Mistura de materiais (betão, ferro, vidro, madeira, tijolo, cerâmica e azulejos Focos Casa Milà
  • 47.
    A ARTE NOVA Catalunha AntoníGaudi (arquiteto- escultor ou arquiteto- poeta) - Influências locais de raíz gótica e mudéjar - Construções e plantas orgânicas - Modelação dinâmica dos volumes estruturais - Mistura de materiais (betão, ferro, vidro, madeira, tijolo, cerâmica e azulejos Focos Casa Milà
  • 48.
    A ARTE NOVAFocos Gaudi, Casa Batló
  • 49.
    A ARTE NOVAFocos Gaudi, Casa Batló
  • 50.
    A ARTE NOVAFocos Gaudi, Catedral da Sagrada Família
  • 51.
  • 52.
    A ARTE NOVAFocos Gaudi, Parque Guell
  • 53.
    A ARTE NOVAFocos Mackintosh, Escola de Arte de Glasgow, 1896- 1909, Escócia Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Mackintosh - Estruturas ortogonais de ferro - Paredes lisas de pedra - Grandes superfícies envidraçadas - Decoração contida - Racionalismo estrutural e
  • 54.
    A ARTE NOVAFocos Mackintosh, Hill House, Escócia Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Mackintosh - Estruturas ortogonais de ferro - Paredes lisas de pedra - Grandes superfícies envidraçadas - Decoração contida - Racionalismo estrutural e
  • 55.
    A ARTE NOVAFocos Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Mackintosh - Trabalhos decorativos e mobiliário marcados pelo racionalismo mais estrutural e geométrico
  • 56.
    A ARTE NOVAFocos Escola de Glasgow, Escócia: Charles Rennie Ma- ckintosh - Trabalhos decorativos e mobiliário marcados pelo racionalismo mais estrutural e geométrico
  • 57.
    A ARTE NOVAFocos Joseph Hoffman, Palácio Stoclet, 1905-11, Bruxelas Áustria “Escola de Secessão Vienense” - Pintor Gustave Klimt - Arquitetos J. Maria Ölbrich e Joseph Hoffman - modernismo pré-racionalista - Simplificação geométrica dos volumes e das formas - distribuição simétrica, racional e funcional dos espaços
  • 58.
    A ARTE NOVAFocos Joseph Maria Ölbrich, edifício da Secessão Vienense, 1898-1899, Áustria
  • 59.
    A ARTE NOVAFocos Klimt, O Beijo, 1907-08 Gustve Klimt - Temáticas geométricas e vegetalistas - Conciliação entre elementos figurativos e outros meramente decorativos
  • 60.
    A ARTE NOVAFocos Louis Sullivan, Auditório de Chicago, 1886- 89, Chicago Escola de Chicago: - Modernização dos sistemas de construção permitiu o aparecimento de edifícios em altura - Regularidade horizontal e vertical
  • 61.
    A ARTE NOVAFocos A Casa da Cascata Frank Loyd Wright: - Arquitetura organicista e funcional - Integração do edifício no meio envolvente - Nova conceção estética do espaço interior, alargado e projetado sobre o exterior
  • 62.
    A ARTE NOVAFocos A Casa Ennis Frank Loyd Wright: - Arquitetura organicista e funcional - Integração do edifício no meio envolvente - Nova conceção estética do espaço interior, alargado e projetado sobre o exterior
  • 63.
    A ARTE NOVAFocos Museu Guggenheim, 1956, Nova Iorque Frank Loyd Wright: - Arquitetura organicista e funcional - Integração do edifício no meio envolvente - Nova conceção estética do espaço interior, alargado e projetado sobre o exterior
  • 64.
    A ARTE NOVA Artesdecorativas Eugène Gaillard Peter Behrens
  • 65.
    A ARTE NOVA LouisComfort Tiffany Artes decorativas
  • 66.