Comer bem ao pequeno-almoço. Usar caneta com que se escreva bem. Riscar quando for preciso. Não usar abreviaturas (nem as minhas siglas).
Não escrever na coluna das cotações. Caso seja preciso, usar a página para continuação das respostas que não couberem (assinalando bem a resposta de que se trata).
Ocupar o tempo talvez quase proporcionalmente à própria cotação: metade do tempo para a interpretação dos dois textos  ( grupo I = 50% ) cerca de quinze minutos para a gramática ( II = 20% ) a meia-hora final para a redacção   ( III = 30% )
Na redacção não estar demasiado preocupado com o número de palavras (a mais). Ter cuidado, isso sim, com a revisão e a qualidade do texto.
Nas respostas às perguntas sobre o texto, ter cuidado com a redacção.  (Evitar repetições, pôr pontuação; em princípio, retomar a pergunta ao responder. Respeitar maiúsculas/minúsculas. Cumprir as regras da citação.)
Critérios de correcção  (aspectos que devem saber)
Redacções demasiado curtas levam de imediato «0». A ambiguidade e/ou ilegibilidade de uma resposta implicam a atribuição de «0».
Nas perguntas de escolha múltipla fechadas assinalar mais do que um item leva de imediato a «0». Se na redacção se apresentar um texto que não siga o tema proposto, leva-se «0».
Nas perguntas de interpretação também se descontam os erros (as falhas de pontuação, de acentuação, as falhas de citação, etc.).   Portanto, ter cuidado com o «acabamento». Valerá a pena ensaiar na folha de rascunho? (Pelo menos, reler bem, emendar o que se escreveu.)
Os Lusíadas
Proposição
Nas estrofes 1-3 do Canto I — correspondentes à  Proposição  — o poeta  anuncia ir cantar (louvar) os guerreiros   ilustres  («as armas e os barões assinalados») que, «por mares nunca dantes navegados»,  alçançaram locais até então desconhecidos  («passaram ainda além da Tabrobana»).
Diz também ir cantar os  reis que ampliaram a área de influência cristã e o próprio território nacional  («dilataram a fé e o Império»). Cantará, enfim, todos aqueles que se «vão da lei da Morte libertando», isto é,  os que, pelos seus feitos, se tornaram imortais .
Na 3.ª estrofe da Proposição, o poeta  procura valorizar os Portugueses relativamente aos heróis antigos,  o «sábio grego» (que é  Ulisses ) e o «Troiano» (recurso estilístico para significar  Eneias ), os heróis das epopeias de Homero e de Virgílio. Também as conquistas de  Alexandre  e de  Trajano  são inferiores às dos Portugueses. Portanto, «Cesse tudo o que a Musa antiga canta / que outro valor mais alto se alevanta».
O poeta anuncia ir  louvar os feitos dos portugueses (dos que chegaram à Índia, dos reis que lutaram pelo cristianismo e pelo alargamento do reino, dos heróis que se distinguiram pela bravura).
Acha que se deve  deixar de glorificar os feitos de heróis antigos, já que as acções dos portugueses têm ainda mais valor.
 
Cantando espalharei por toda a  parte, Se a tanto me ajudar o engenho e  a arte[,]
As armas e os barões assinalados Que, da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados, Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosas, Daqueles Reis que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas  De África e de Ásia andaram devastando, E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando.
Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandro e de Trajano A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano A quem Neptuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta.
Consílio dos deuses
 
Adjuvantes   Sujeito Júpiter Portugueses Vénus Marte Objecto     Chegada à Índia Oponente Baco
  Presidente da sessão:  Júpiter 1) Fados querem que  os portugueses venham a alcançar a Índia e lá construir um império .  2) a armada de Vasco da Gama  está fatigada e a precisar de ajuda.
A favor:  Vénus 1) gostava  dos portugueses,  porque os achava parecidos com os romanos, descendentes de Eneias, seu filho e fundador de Roma.   2) tinha a esperança de  vir a ser estimada e celebrada pelos portugueses e o seu culto levado ao Oriente.
Contra:  Baco 1) temia que  os portugueses viessem a ultrapassá-lo em fama e poderio na Índia.
A favor:  Marte 1) era um  antigo apaixonado por Vénus. 2) achava que  Baco era movido pela inveja. 3) considerava que Júpiter  não devia voltar atrás com a decisão que pensava tomar e devia ajudar os portugueses, que bem o mereciam.
Inês de Castro
Pela estrofe 118 ficámos a saber que, tendo  Afonso IV regressado a Portugal após a grande vitória que tivera na Batalha do Salado , aconteceria um episódio digno de memória, o de  Inês de Castro, que, depois de assassinada, foi rainha . Que loucura permitiu que quem dominou os mouros, levantasse agora a espada contra uma dama frágil?
Ao lermos as estrofes 119 a 121, vimos que  Inês está feliz e tranquila, junto à cidade de   Coimbra ; ignora, porém, que o Amor gosta de banhar os seus altares com sangue.
Pelas estâncias 122-123 sabemos que  Pedro, viúvo de Constança, recusa («enjeita») casar-se  com as princesas que lhe são apresentadas, por amor a Inês. Percebemos também que o seu velho e sensato pai,  Afonso IV, ouvindo os murmúrios do povo e vendo os caprichos do filho, decide matar Inês.
Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho trouxeram Inês perante o rei.  Afonso já estava inclinado a perdoar-lhe. Contudo, o povo fê-lo aprovar a morte de Inês.   Esta,   com palavras tristes e piedosas, devidas apenas à saudade do seu príncipe e dos filhos, que a magoava mais do que a própria morte, levantou os olhos, com lágrimas, e, reparando nas crianças cuja orfandade temia,  falou assim ao cruel avô:
« Se até se viu animais terem compaixão pelas crianças,  como aconteceu com as pombas que alimentaram Nino e com a loba que amamentou Rómulo e Remo, tu, que tens aparência de humano, respeita estas criancinhas. Se soubeste matar os mouros, tens de saber também ser clemente e deixar viver quem nada fez para (merecer) perder a vida. Podes até desterrar-me na Cítia ou em África. Podes pôr-me entre leões e tigres, que talvez aí encontre a piedade que não tive da parte dos homens. Aí, com o amor e o pensamento naquele por quem morro, criarei os filhos de Pedro.»
O rei, já comovido com as palavras de Inês, queria perdoar-lhe, mas o destino e o povo não o permitem. Os algozes arrancaram das espadas.  Ó corações sanguinários, mostram-se ferozes contra uma dama? Tal como Pirro se armou contra Políxena, último consolo da velha mãe, e a matou, enquanto esta, com os olhos mansos postos na mãe, se oferecia ao sacrifício, também os «brutos matadores» embeberam as espadas no colo de alabastro que sustinha os seios que tinham provocado a paixão daquele que depois a faria rainha.
Devias, ó Sol, em sinal de horror, afastar naquele dia, da vista destes [«brutos matadores»], os teus raios, como os afastaste da lúgubre mesa de Tiestes, quando este comia os seus próprios filhos pela mão de Atreu!
Vós, ó vales côncavos, que pudestes ouvir as últimas palavras da fria boca de Inês, quando agonizava, repetistes durante muito tempo o nome que lhe ouvistes, o nome do seu amado Pedro.
Assim como a cândida e bela margarida silvestre («bonina») que foi cortada antes do tempo perdeu o aroma e tem a cor murcha por ter sido maltratada pelas mãos irrequietas («lascivas») da menina que a trouxe na grinalda, também está morta a pálida donzela, com as rosas do rosto secas e tendo perdido, com a doce vida, a cor branca e rosada.
As ninfas do Mondego, chorando, recordaram durante longo tempo aquela morte horrorosa e, para eterna memória, transformaram as lágrimas choradas por Inês e pelas ninfas em fonte pura.
Puseram a essa fonte o nome, que ainda dura, «dos amores de Inês», amores que ali se passaram. Veja-se como é fresca a fonte que rega as flores; e veja-se que a água é de lágrimas e o nome é de amores.
Não decorreu, porém, muito tempo sem que Pedro visse feita a vingança das feridas mortais, porque, ao tomar o governo do reino, vingou-se dos homicidas, que andavam fugidos.
Conseguiu que lhe fossem entregues («alcançou‑os») por um outro Pedro, rei crudelíssimo também, porque, ambos inimigos da vida humana, fizeram entre si o mesmo pacto cruel e injusto que César Augusto fez com Lépido e António.
Este (D. Pedro I de Portugal) foi rigoroso punidor de latrocínios (‘roubos’), mortes e adultérios. As suas melhores diversões e alívio («refrigério») das saudades de Inês eram exercer crueldades sobre os maus.
Justiceiro («justiçoso») e livrando as cidades de todos os insultos («vitupérios») dos poderosos e castigando os ladrões, deu à morte mais homens do que o fizeram o vagabundo Alcides ou Teseu.
De D. Pedro à  Batalha de Aljubarrota
O filho que deixou, D. Fernando, bem diferente nasceu... Por seu descuido, esteve o reino quase a ser conquistado pelos Castelhanos, que a todo o momento entravam pelo nosso País dentro, assolando-o, assassinando gente, perseguindo e roubando os habitantes...
Mole, sem energia, D. Fernando não cumpria os seus deveres de rei e só pensava na mulher, D. Leonor Teles, que era uma castelhana traidora, desejosa de entregar a nossa Pátria ao domínio dos seus patrícios. Rei fraco, D. Fernando não sabia resistir aos embustes da formosa Leonor Teles. E um fraco rei faz fraca a forte gente... Fortes eram decerto os Portugueses, mas tão mal mandados e governados, que pareciam fracos também, afinal...
Portugal andava ao acaso, sem tino, como um barco levado no furor de uma tempestade... São homens para vencer tempestades, os Lusitanos, embora às vezes os julguem descuidados ou adormecidos. Mais uma vez mostraram que o não estavam...
Morto D. Fernando, reagem os nossos contra os perigos que os cercam. Elegem rei o mestre de Avis, D. João I, e matam os fidalgos que os traíam.
D. Leonor Teles, que tinha uma filha casada com o Rei de Castela, incita o genro a invadir Portugal. Dizia ela que a sua filha era a herdeira do reino! Queria impô-la à força como rainha, e entregar a nossa Pátria aos Castelhanos!
Os Portugueses serem governados por estrangeiros... Podia lá ser!... Juntam-se todos em torno do Mestre de Avis e preparam-se para combater os inimigos, que, de Castela, da Andaluzia, de Toledo, da Galiza, da Biscaia, das Astúrias (de toda a Espanha, enfim) avançavam sobre a nossa terra. Era o maior exército que jamais os Castelhanos tinham formado!
O perigo era tremendo. Mas D. João, a quem a força cresce com a coragem, ajudado pelo grande Nun’Álvares Pereira, organizou logo milícias aguerridas, chamou o povo a combater, estimulou os ânimos fracos, entusiasmou os valentes, envergonhou os cobardes. Alguns resistiam ainda, mal habituados a lutar. Mas Nun’Álvares vai falar-lhes e persuadi-los. A mão na espada, o olhar firme, clama a esses habitantes compatriotas:
«Como pode haver gente portuguesa que recuse lutar, gente deste país que sempre foi o maior na guerra? Não será dever nosso defender a Pátria? Negará um português a sua fé, o seu amor, o seu esforço e a sua inteligência, deixando o Reino sujeitar-se a outrem? Não sois vós, meus amigos, descendentes daquela raça que venceu já os Castelhanos à sombra da bandeira do heróico Afonso Henriques? E no tempo de D. Dinis, a vossa coragem não era a mesma? Se D. Fernando foi quem vos tornou tão fracos, tomai-vos fortes agora com o vosso Rei novo!
Tão grande ele é, que se o igualardes no valor, desbaratareis tantos exércitos quantos quiserdes... E, se estas palavras vos não movem, se o medo vos prende as mãos cobardes, eu sozinho resistirei ao jugo alheio... Eu só, com os meus vassalos e com esta espada, defenderei do inimigo a terra que nunca ninguém subjugou. E não só destes inimigos de hoje. mas de todos aqueles que vierem ainda, contrários à nossa Pátria e ao nosso Rei... »
As palavras de Nun’Álvares, tão cheias de patriotismo e ardor, fazem chorar de vergonha os fidalgos medrosos. Não querendo nenhum deles passar por cobarde, e compreendendo então os perigos que ameaçavam Portugal, seguiram todos Nun’Álvares. O povo, esse, sempre pronto a lutar pela Pátria, já preparava e limpava as armas para a batalha. D. João reúne os seus soldados em Abrantes e de lá sai, com Nun’Alvares e Antão Vaz de Almada. Em Aljubarrota encontram o exército comandado pelo Rei de Castela.
Despedidas
83 Os navegadores foram presenteados por  D. Manuel , para que se preparassem para a viagem com mais entusiasmo.
84 As naus já estavam prontas no porto de Lisboa. Os marinheiros e os  soldados  estão animados.
85 Vestidos de várias cores, os soldados vinham pelas  praias .
86 Depois de os tripulantes estarem preparados com tudo quanto uma tal viagem implicava, preparámos também a alma para a  morte .
87 Assim partimos da ermida de  Santa Maria de Belém . Declaro-te, ó Rei, que ainda duvido estar diante de ti, tão longe da pátria de que me apartei com tanta saudade.
88 Naquele dia, a gente da  cidade  afluiu a Belém. E nós fomos caminhando para os batéis.
89 O povo julga que morreremos em tão longa viagem. Homens, mães,  esposas , irmãs desconfiam de que não nos verão mais.
90 Uma mulher pergunta ao filho por que a deixa sozinha, ele que era o seu alívio e  amparo  na velhice.
91 Outra mulher, de cabeça descoberta, perguntava  ao marido  por que razão ia arriscar a vida no mar, vida que era mais dela do que dele próprio.
92 A estas e outras palavras que as mulheres diziam por amor respondiam os  montes , quase movidos de piedade.
 
Adamastor
 
Mas, cinco dias depois [...], numa noite em que sopravam ventos  prósperos , estando nós de vigia, uma nuvem imensa, que os ares escurecia, apareceu de súbito sobre as nossas cabeças. Tão  temerosa  e  carregada  vinha que os nossos valentes corações se encheram de pavor!
O Mar bramia ao longe, como se batesse nalgum distante rochedo. Tudo infundia pavor. E nunca na nossa viagem tínhamos encontrado nuvem tão espessa e tão assustadora. Todas as tempestades pareciam vir dentro dela, para de lá saírem e nos assaltarem. Erguendo a voz ao Céu, supliquei piedade a Deus.
Mal acabava de rezar — e logo uma figura surgiu no ar,  robusta , fortíssima, gigantesca, de rosto pálido e zangado, de barba  suja , de olhos  encovados , e numa atitude feroz. Os cabelos eram  crespos  e cheios de terra. A boca era  negra . Os dentes  amarelos .
Tão  grandes  eram os seus membros, que julguei ver um segundo colosso de Rodes, esse colosso que era uma das sete maravilhas do Mundo, de tal maneira alto que, diz-se, por baixo das suas pernas passavam à vontade enormes navios!...
Num tom de voz  grossa , como a voz do mar  profundo , começou a falar-nos. Arrepiámo-nos todos, só de ouvir e de ver tão monstruosa criatura. Disse então o Gigante, voltando-se para nós:
—  Ó Gente  ousada  mais do que nenhuma outra, que nunca descansais de lutas e combates, já que não temeis ultrapassar os limites onde ninguém mais chegou, e navegar os mares que me pertencem; já que vindes devassar os meus segredos  escondidos , que nenhum humano deveria conhecer — ouvi agora os danos que prevejo para vós, para a vossa raça, que subjugará no entanto ainda todo o  largo  Mar e toda a imensa Terra.
Ficai sabendo que todas as naus que fizerem esta viagem encontrarão — castigo merecido do seu atrevimento sem par! —  as maiores dificuldades nestes meus domínios. E sofrerão o horror de tormentas  desmedidas .  Punirei de tal modo a primeira armada que vier aqui depois da vossa frota, que os seus tripulantes mal sentirão talvez o perigo de me defrontarem. Mas hão-de chorar depois o dano que eu lhes fizer...
Hei-de-me vingar de quem primeiro me descobriu, do vosso Bartolomeu Dias, fazendo-o naufragar aqui mesmo. E outras vinganças imprevistas executarei...  D. Francisco de Almeida deixará aqui a sua glória e os troféus que arrancar aos Turcos. Manuel Sepúlveda verá aqui morrer os filhos  queridos , verá aqui sofrer mil ferimentos a sua mulher, que os negros cafres hão-de torturar e matar.
E tantos, tantos mais dos vossos, hão-de experimentar a fúria do meu ódio pela audácia de me inquietarem, perturbando a solidão em que vivo e quero viver...  Era tão assustador o que me dizia o monstro  horrendo , que eu o interrompi, perguntando-lhe quem ele era, e porque estava assim tão zangado.
Retorcendo a boca e os olhos, e lançando um  espantoso  brado, respondeu-me em voz  pesada  e  amarga , como quem se aborrecera da pergunta feita:
—  Eu sou aquele  oculto  e  grande  Cabo, a quem vós tendes chamado Tormentório, e que ninguém, a não ser vós, Portugueses, algum dia conheceu e descobriu. Sou um rude filho da Terra, e meu nome é Adamastor.
Andei na luta contra o meu Deus, contra Júpiter, e, depois, fiz-me capitão do mar e conquistei as ondas do Oceano. E então me apaixonei por Tétis, princesa do mar e filha de Neptuno. Ai de mim!... Sou tão feio, tão horrível, que ela nem me podia olhar!
Determinei conquistá-la à força e lhe participar esta minha intenção. Tétis fingiu aceitar o meu pedido de casamento... E julguei certa noite vê-la e supus que vinha visitar‑me e combinar as nossas bodas. Deslumbrado, corri como  doido  para ela e comecei a abraçá-la. Mas nem sei de tristeza como conte o que me sucedeu...
Julgando abraçar quem amava, achei-me de repente abraçado a um  duro  monte, coberto de mato bravio e espesso. Tétis transformara-se em rocha feia e fria!  Vendo um penedo a tocar a minha fronte, em lugar do rosto  angélico  de Tétis, penedo me tornei também, de desespero. Em penedos se me fizeram os ossos, a carne em terra inculta, e estes membros e esta figura que te horroriza estenderam-se pelo mar fora.
Enfim, a minha  grandíssima   estatura converteu-se neste  remoto  Cabo. E, para redobrar as minhas mágoas, Tétis anda-me sempre cercando, transformada em onda. E, como as ondas, que ora estão junto da praia, ora dela fogem para o mar alto, assim faz a princesa do Oceano: ora está perto, ora longe de mim, nunca se deixando prender, nunca ficando tranquila entre os meus braços de pedra...
Assim contou a sua história o Gigante Adamastor... E logo em seguida a nuvem  negra , que nos escondia o céu, desfez-se — e o Mar bramiu ao longe, muito ao longe...  De novo rezei a Deus, pedindo-lhe que nos guardasse dos perigos que o Adamastor anunciara.
Tempestade
Queria Veloso continuar a heróica narrativa — dos Magriços —, quando o mestre do navio lhe  pediu , e aos seus ouvintes que  estivessem  alerta... É que se  anunciava  já a tempestade que Baco  projectara  desencadear...
De facto, uma nuvem negra  corria  sobre a frota, e o vento  crescia  assustadoramente. Impetuosa, desencadeia-se a terrível procela.
Rompe-se a vela grande da nau de Veloso, pois não  houvera  tempo de  amainá -la.
Alaga-se o navio todo com as ondas que o envolvem  espumando , e a água  entra  pelos porões.
Correm os marinheiros a  dar  à bomba, para  evitar  o naufrágio, que parece certo.
Nunca a fúria do vento  foi   mais cruel do que nessa hora! Nunca o Mar  foi   tão perigoso!
O navio maior, em que  navegava   Paulo da Gama, irmão de Vasco,  leva   o mastro quebrado.
Umas vezes o Mar levanta as naus ao céu, outras  fá -las descer como atraídas para as profundas do Inferno.
Dir -se-ia que a tempestade queria despedaçar o Mundo inteiro.
Relâmpagos e raios, como jamais se  viram , faíscam e  fuzilam .
Na costa, há montes que são  derrubados , raízes que são  desenterradas  e  postas  ao ar, e as fundas areias ficam todas  revolvidas , como por íntima convulsão da Terra...
Tão perto da Índia  estavam  os Portugueses —  e tão impossível se lhes afigura lá chegar, nessa hora de tragédia!
O Oceano  tragaria  ali naus e marinheiros, se a tempestade por fim não  abrandasse .
Vasco da Gama, entre o furor da procela,  ergue  a sua alma a Deus. E enquanto os marinheiros lutam contra a fúria do Oceano, a Deus  suplica  porto e salvamento.
Sossega o Mar, então.  Cala -se o vento um pouco.
As nuvens  fogem ,  deixando  ver no céu a estrela Vénus, a estrela que tem o nome da protectora dos Lusitanos.
A luz da estrela carinhosa acalma os elementos furiosos, anuncia a madrugada alegre, e  traz  força e coragem aos corações dos tripulantes. Cai o vento. Amainam as ondas. E as naus portuguesas retomam outra vez o seu rumo para a Índia. Baco invejoso  fora  vencido de novo, e já não  poderia  contrariar os desígnios da gente lusitana... A manhã clareava nos outeiros por onde passa o Rio Ganges, quando da gávea alta os marinheiros  enxergaram  terra, pela proa das naus.
Voa dos corações o medo. Foge a sombra de temor que os  desvairava .
O piloto melindano, jubilosamente,  exclama  que a terra que se  avista  enfim  é  Calecute, cidade da Índia!...
Resumo
Foquemo-nos então na epopeia.  Os Lusíadas  estão divididos em dez  cantos , a maioria deles com mais de cem  oitavas/estâncias/estrofes . O esquema rimático da cada estrofe é  a-b-a-b-a-b-c-c  (ou seja, há rima cruzada e  emparelhada ). Quanto à métrica, os versos são  decassilábicos/decassílabos  (têm  dez  sílabas métricas).
Como é típico dos poemas épicos (por exemplo, a  Eneida , de Vergílio, ou a  Odisseia/Ilíada , de Homero), a narração começa a meio da história, já os Portugueses estão no oceano  Índico  (enquanto, no Olimpo, os deuses se preparam para  reunir/um consílio ). Já tinham, portanto, passado o Cabo das Tormentas (ou Cabo da  Boa Esperança ).
Mas esse momento tão difícil, como o resto da viagem até  Melinde , ser-nos-á contado dentro do discurso do Gama ao rei dessa localidade africana. É o episódio do  Adamastor , o infeliz apaixonado pela ninfa  Tétis . Antes, já o Gama contara ao seu simpático anfitrião vários episódios da história de Portugal, uns de conteúdo quase lírico (como o de  Inês de Castro ), outros de guerra (como o da  Batalha de Aljubarrota ).
A despedida das naus, que, há quase quinhentos e dez anos, saíram da praia do  Restelo , também se inclui na longa analepse. Já a  tempestade  (provocada por Baco) é posterior a esse discurso encaixado: acontece quando as naus já se aproximam da  Índia . Antes de regressarem, os navegantes foram recompensados por  Vénus  com uma passagem por uma ilha paradisíaca, a ilha  dos Amores .
Falta só lembrar que, ainda antes da narração, há três estrofes de  Proposição  (em que o poeta anuncia o assunto do poema), duas de «Invocação» (às Tágides) e umas tantas de «Dedicatória» (a D. Sebastião).
Proposição propor Invocação invocar (pedir, chamar) Dedicatória Narração
Orações
Oracões coordenadas copulativas adversativas disjuntivas conclusivas
Comi o rinoceronte /  e  bebi o ornitorrinco. Vou ao Nepal, /  mas  passo por Almada. Ou vou à Lua /  ou  vou à Terra. Não houve ARS, /  por conseguinte  fiquei a comer iogurtes.
Orações subordinadas Adverbiais temporais causais concessivas finais consecutivas condicionais comparativa
Substantivas completivas  relativas (sem antecedente)  Adjectivas relativas explicativas relativas restritivas
Substantivas Completivas Ele disse / que és linda. complemento directo Relativas (sem antecedente) Quem vai ao mar / perde o lugar. sujeito
Orações adjectivas
  relativa restritiva Os alunos  que fizeram a simulação de Matemática  vão ter excelentes notas. relativa restritiva O Ronaldo  que prefiro  é o do Barcelona. relativa explicativa Cristiano Ronaldo,  que assinou um belo contrato , marcou dois golos.
Subordinadas substantivas
O alfaiate garantiu-me /  que  o fato fica pronto a tempo do casamento. Os próprios actores acham surpreendente /  que  a comédia esteja a ter tamanho êxito. Subordinante /  Subordinada completiva [= complemento directo]
Subordinadas adverbiais
Achei a conferência  tão  aborrecida, /  que  me vim embora mais cedo. Subordinante    Subordinada consecutiva
Ele pregava  tantas  partidas aos colegas, /  que  acabou por ser expulso do colégio. Subordinante /  Subordinada consecutiva
Se o pescador desistisse, não teria conseguido o seu objectivo. Embora possamos ter problemas, a força de vontade vence sempre.
Ela é bela /  como  o sol é. Subordinante /  Subordinada comparativa Ela é bela como o sol. período simples
Ele come mais do que o Hélio. período simples Ele come mais lesmas /  do que  o Hélio come besouros.   Subordinante /  Subordinada comparativa
Palavras homónimas ora = ‘reza’ || ora = ‘além disso’ canto = ‘da sala’ || canto = 'música'
a) Quem  casa  quer  casa b) O  fecho  das calças estragou-se. De Inverno eu  fecho  as janelas, à noite. c) Os alpinistas gostam da  neve . Este ano, talvez  neve  na serra da Estrela.
homónimas  têm som e grafia iguais, mas são palavras diferentes, com sentido diferente. Diacronicamente, são palavras convergentes.
Palavras homófonas   concerto = consonância (de vozes e instrumentos) conserto = reparação asso = forma do verbo «assar» aço = metal à = a + a há = forma do verbo «haver»
a)  conselho   vs.  __________ b)  censo   vs.  ___________ c)  sela   vs.  ____________
homófonas  escrevem-se de modo diferente mas têm idêntica pronúncia.
Palavras homógrafas gosto = forma do verbo «gostar» gosto = nome
«gosto» e «gosto» têm a mesma grafia, mas sons diferentes. São  palavras homógrafas , porque têm grafia igual mas som diferente.
a)  molho   vs.  ___________ b)  pôde   vs.   pode
Palavras parónimas a) fluorescentes / fosforescentes b) compreensível / compreensivo c) descrição / discrição parónimas  = parecidas
a) Não se deve  infringir   as normas do regulamento.  Ontem, no jogo de futebol, o 9.° 2.ª esteve à beira de  infligir  uma pesada derrota ao 9.° 5.ª, mas tal não aconteceu. b) Sempre que vão  mungir   a vaca, ela começa a  mugir : não quer separar-se do seu hipopotamo-zinho.
c) Para se viver bem, é preciso  suar  as estopinhas, diz o clero.  A campainha tem de  soar   com muitíssima força para que toda a gente do 9.º 2.ª chegue a tempo à sala de aula.  d) O Director de turma  ratificou   o horário da reunião apresentado pelos seus alunos.  O professor  rectificou   todos os erros do texto que o aluno lhe apresentou apressadamente.
e) Foi necessário   dilatar   as pupilas para fazer o exame à vista.  Fez questão de  delatar  o seu amigo ao próprio juiz.  f) A proposta dos alunos parecia  diferir  da sugestão dada pelo professor.  O Director Executivo não pôde  deferir   o requerimento: era ilegal expulsar todos os alunos.
g) Todos viram o submarino  imergir  em poucos minutos. Desapareceu assim aos olhos dos mirones.  Todos viram o submarino   emergir  em poucos minutos. Logo as gaivotas o rodearam em voos cruzados de grande elegância.
Antónimos causa / efeito anoitecer / amanhecer liberdade / prisão tirar / ____ concreto / ____ estéril / fértil
Sinónimos bêbado / embriagado fixo / imóvel ancião / ______ nojo / repulsa pleno / ______
Classes de palavras Substantivo (Nome) Adjectivo Verbo Determinante Pronome Numeral Advérbio Preposição Conjunção Interjeição
nomes (substantivos) tristeza cadeira João Coimbra rebanho
adjectivos rude cansado tristíssimo
advérbios irritadamente, provavelmente apenas, agora, já, talvez não, devagar, depressa, bem, mal, nunca, ....
verbos pessoa número modo tempo aspecto
pessoa  (1.ª, 2.ª, 3.ª) número  (singular, plural)  modo  (indicativo, conjuntivo, condicional, imperativo, infinitivo) tempo  (presente, futuro, ....)
1.ª conjugação (AR) 2.ª conjugação (ER + «pôr») 3.ª conjugação (IR)
determinantes
determinantes artigos definidos:  a, o, as, os  indefinidos:  um, uma, uns, umas
determinantes demonstrativos este esse aquele o mesmo o outro tal
determinantes possessivos meu, minha teu, tua seu, sua nosso, nossa vosso, vossa seu, sua
determinantes relativos cujo, cuja quanto, quanta
determinantes interrogativos qual quanto que
determinantes indefinidos todo (toda, todos, todas) outro nenhum algum certo muito pouco tanto qualquer cada
pronomes pessoais eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas; me, te, o/a, nos, vos, os/as, se; me, mim, te, ti, lhe, ele, ela, nos, nós, vos, vós, lhes, eles, elas, si
pronomes possessivos [cfr. determinantes]
pronomes demonstrativos isto, isso, aquilo [cfr. determinantes]
pronomes relativos que o qual quem quanto onde
pronomes indefinidos alguém algo ninguém tudo nada outrem [cfr. tb. determinantes]
pronomes interrogativos o quê onde quem que [cfr. tb. determinantes]
preposições a, ante, após, até, com, de,  contra, desde, em, entre, por, para, sem, sob, sobre, durante, perante, conforme, consoante, ...
Contracções de preposição com determinantes de + a = da de + esta = desta
em + a = na  por + o = pelo em + o = no em + os = nos de + o = do
em + uma = numa a + os = aos por + as = pelas em + esse = nesse a + a = à
conjunções e, mas, porém, todavia, contudo, ou, nem, logo, portanto, quando, enquanto, se, embora, ....
interjeições ah, oh, oxalá, irra, bis, olá, upa, ufa, bravo, ...
preposição + nome  vs.   advérbio de modo
Com frequência  frequentemente / frequente Em resumo resumidamente / resumida
Com efeito efectivamente / efectiva De súbito subitamente / súbita Com sinceridade sinceramente / sincera
Com franqueza francamente / franca Segundo a lei legalmente / legal Sem preocupações  despreocupadamente / despreocupada
Ele cumpre  com rigor  os roubos de que o encarregam. | Cumprimentei-te  com educação . | Lês sempre  à pressa . | Irei salvar-te,  com certeza . | Tiveste,  de novo , um 99,9%. rigorosamente / educadamente / apressadamente / certamente / novamente
 
Funções sintácticas Sujeito Predicado Complemento directo Complemento indirecto Complementos circunstanciais Vocativo Predicativo do sujeito Predicativo do complemento directo Agente da passiva Atributo Determinativo Aposto
vocativo Agora te vejo , Onzeneiro,  meu parente.
  aposto Camilo , o grande romancista do século XIX,  morreu há uns tempos.
Predicativo do sujeito
O coprólito  continuou   parado , mas reparou que o jacaré  estava   ansioso .  Permaneceu   mudo  e, quando Gil Vicente — assim se chamava o jacaré —  ficou   mais calmo , perguntou-lhe se queria ir ver o  Auto da Barca .
—  Não, obrigado.  Estou   cansado !  Seria   uma péssima companhia . E a avenida do Colégio Militar  é   demasiado seca . E já agora: estas frases  parecem   estúpidas (ou feitas à pressa numa tarde de segunda-feira antes das aulas de terça)  — respondeu Gil Vicente.
Predicativo do  complemento directo
Consideras Machado de Assis o melhor escritor.
predicativo do sujeito Machado de Assis é  o melhor escritor . Consideras /  que Machado de Assis é   o melhor escritor . complemento directo Consideras  Machado de Assis   o melhor escritor . predicativo do c. directo
complemento directo Consideras  Machado de Assis   o melhor escritor .   predicativo do compl. directo
Acho o morcego-rabudo com muito bom aspecto.
O morcego-rabudo está  com bom aspecto. Acho /  que o morcego-rabudo está  com bom aspecto . Acho  o morcego-rabudo   com muito bom aspecto.
Tenho o Eduardinho por excelente aluno.
Tenho  o Eduardinho   por excelente aluno . compl. directo   predicativo do c. directo
O professor  considerava   errada   aquela ideia . Por mais que pensasse no assunto, não vencia o impasse. Todos  achavam   as frases   uma tontice , mas ele  julgava - as   sobretudo deselegantes . E  tinha de eleger   o texto gramatical   mais estúpido de todos . Era mesmo aquele.
Elejo Fernando Pessoa  o melhor poeta português . Porém, também considero Camões  um belo zarolho . Já Simão Sabrosa julgo-o  um sabujo nojento . Enfim, acho todos os jogadores do Benfica  intelectuais do mais alto gabarito .
Hiperónimos & hipónimos
hiperónimo clube hipónimos Benfica | Sporting | Porto | Boavista
hiperónimos cor hipónimos verde | azul | amarelo | vermelho
a) A palavra «profissão» é hiperónimo de  professor   [ou qualquer outra profissão]
b) A palavra «bicicleta» é hipónimo de  meio de transporte   [ veículo ;  transporte ]
c) A palavra «tristeza» é hipónimo de  sentimento
d) A palavra «mamífero» é hiperónimo de  baleia   [ qualquer nome de mamífero ]
Polissemia Tem aftas na língua É bom a língua portuguesa
prato (recipiente) prato (ementa) prato (da balança) prato (instrumento musical)
Como procurar  num dicionário?
limpos / limpo  [adjectivo / masculino, singular] reconstruíra /  reconstruir   [verbo / infinitivo] eficácia /  eficácia   [substantivo] projécteis /  projéctil   [substantivo / singular]
aldeães /  aldeão   [substantivo / singular] continham-se /  conter   [verbo / infinitivo] dólares /  dólar   [substantivo / singular]
Alguns verbos derivados
conter ( con  +  Ter ) con tinha con teve con tivera con tém con tivesse
man ter de ter sus ter
pôr compor repor dispor depor contrapor impor supor expor
Superlativos absolutos sintéticos «eruditos» ou irregulares
grande > enorme nobre > nobilíssimo pobre > paupérrimo pequeno > mínimo
negro > nigérrimo baixo > ínfimo célebre > celebérrimo cruel > crudelíssimo
áspero > aspérrimo acre > acérrimo fácil > facílimo difícil > dificílimo doce > dulcíssimo fiel > fidelíssimo amigo > amicíssimo sábio > sapientíssimo amargo > amaríssimo
Arcaísmos
Arcaísmos  Formas actuais esperar-me-ês  esperar-me-eis havês  haveis   is  ides irês  ireis
Arcaísmos  Formas actuais leixês  deixeis mano  mão   veniredes  vireis vinrá  virá
Neologismos Estrangeirismos Regionalismos
Derivação imprópria (ou conversão)
O  tonto   só diz disparates. O  cantarolar  dos pássaros enerva-me. Esperava um  sim  mas ouviu um  não .
Onomatopeias
tiquetaque miau cocorococó coaxar pum!
Plural das palavras compostas
Nomes compostos sem hífen: aguardente > aguardentes passatempo > passatempos
Palavras compostas por verbo ou palavra invariável + nome ou adjectivo: guarda-sol > guarda-sóis vice-presidente > vice-presidentes
Palavras compostas por nome + nome ou adjectivo: amor-perfeito > amores-perfeitos obra-prima > obras-primas [ mas  palavras-chave, ideias-força]
Palavras compostas por vários elementos ligados por preposição fim-de-semana > fins-de-semana água-de-colónia > águas-de-colónia
varapaus clarabóias ferrovias malmequeres pontapés
chapéus de sol  tenentes-coronéis abaixo-assinados  gentis-homens pães-de-ló  saca-rolhas pés-de-cabra  sempre-vivas
Futuro e Condicional com pronomes
Põe no futuro todos os verbos Tu lembras-te disso, ou fui eu que te contei?
Tu lembrar-te-ás disso ou serei eu que te contarei?
Tu lembras-te disso, ou fui eu ______ te contou?
Recursos estilísticos ou expressivos  (figuras de estilo)
Eufemismo Metáfora Hipérbole Personificação Apóstrofe Metonímia Antítese Anáfora Comparação Ironia Repetição de adjectivos
Antítese «Sem causa,  choro  e  rio » «O homem  põe  e Deus  dispõe »
“ Que, da Ocidental praia Lusitana”  sinédoque “ Que eu canto o peito ilustre Lusitano”  metonímia “ E vós, Tágides minhas, pois criado”  apóstrofe
“ Os ventos brandamente respiravam” personificação, metáfora “ De outra pedra mais clara que diamante” hipérbole “ Rompem-se as folhas, ferve a serra erguida”  hipérbole
Tu, só tu, puro Amor, com força crua”  apóstrofe “ Tirar Inês ao mundo determina”  eufemismo “ Mas ela, os olhos, com que o ar serena” personificação, hipérbole
“ Vós, ó côncavos vales, que pudestes” apóstrofe “ Correu ao mar o Tejo duvidoso”  hipérbole, personificação
Aprende a sofrer  como um homem .   comparação Transformemos em metáfora: _____________________________
Não percas a coragem,  sê um homem . metáfora
  Puxem, mãos. Aguentem, pernas. Cabeça, não me falhes.
Há  personificações . O velho, estabelecendo diálogo com as mãos, as pernas, a cabeça, dá-lhes qualidades de pessoas. Repare-se também no efeito de  repetição, de paralelismo.
Que figura de estilo encontra na frase «Os olhos da princesa eram duas esmeraldas brilhantes e belas»?  A. comparação  B. metonímia  C. metáfora  D. sinédoque
A. comparação  B. metonímia  C. metáfora   D. sinédoque
Tempos compostos
a)  tenha  acabado (Pretérito Perfeito do Conjuntivo composto) b)  tivesse  assistido (Mais-que-perfeito do Conjuntivo composto)    teria  podido (Condicional composto)
c)  tenham  comprado  (Pretérito Perfeito do Conjuntivo composto) d)   terem  comprado (Infinitivo Pessoal composto)
e)  ter   saído (Infinitivo Pessoal composto) f)  teria  conseguido (Condicional composto)    tivesse  estado (Mais-que-perfeito do Conjuntivo composto)
g)  tiveres   compreendido (Futuro do Conjuntivo composto) h)  tiveres  visto (Futuro do Conjuntivo composto)
Problemas de ortografia
Júpiter Vénus
dizendo
atrás atráz traz
atrás atráz traz
folheei desfolhei
têm havido tem havido haverão de fazer
vocês
há cinco anos há pouco tempo
tive estive tivesse estivesse
tínhamos estávamos
rápida rapidamente
alguém ninguém também
Pôr Impor Repor Supor Contrapor Compor
Vir Intervir (intervim, interveio, intervieste) Convir (convim, conveio, convieste)
atrás / detrás traz  (trazer)
posar  (pose) pousar
ia íamos
armasse  (se o armasse cavaleiro) arma-se  (em parvo)
De repente Se calhar Com certeza
demo n strar mostrar
Oh! Ó
levantámo-nos levantámos
vêem  (ver) vêm  (vir)
derivado a  =  por causa de = devido a
a partir de  com certeza
«chatice» = aborrecimento «chateado» = aborrecido «à rasca» = em dificuldades «desenrascar» = desenvencilhar
Registos (ou Níveis de língua) calão popular familiar corrente cuidado literário gírias regionalismos
variedades / variantes   (sul-americana, europeia, africanas) do português
Características do português do Brasil ( vs.  português europeu) colocação dos pronomes ausência do artigo definido (antes do possessivo) perifrástica com gerúndio tratamento («você» em vez de tu) parte do léxico
república agradavelmente (agradável)
Porque é que ....?
olharão, farão, ... estão são
Fenómenos fonéticos
adição  (inserção de sons) no princípio:  prótese no meio:    epêntese no final:  paragoge
supressão  (perda de sons) no princípio:  aférese no meio:  síncope no final:  apócope
alteração (mudança de sons) aproximação a um som vizinho:  assimilação diferenciação relativamente a um som vizinho:  dissimilação contracção de duas vogais numa só:  crase contracção de duas vogais num ditongo:  sinérese
transposição passagem de um som para outro ponto da palavra:  metátese
Útil para  diálogo  ou  texto narrativo
Variar os verbos «dicendi» (os introdutores do discurso directo):  disse, afirmou, perguntou, exclamou, pediu, propôs, ordenou, impôs, anuiu, contrapôs, discordou, respondeu, retorquiu, considerou, etc.
Categorias da narrativa
Personagens  planas / modeladas (redondas) personagens-tipo colectivas / individuais protagonista / secundária / figurante
Caracterização directa / indirecta
Narrador Presença Participante / Não participante Posição Objectivo / Subjectivo
Modos de apresentação Narração Descrição Diálogo Monólogo
Sequência narrativa por encadeamento por encaixe por alternância
Contar-lhe-ias o que aconteceu.  Visitá-las-ei se passar em Faro.  Ela encontrá-lo-á sem ajuda.
as | so | ci-a| ção par | rei | ra fra | ter | ni | da | de mu | lher  ma | nhã en | xo | fre
Levantei-me cedo  porque quero chegar a horas . /  causal  Se tiver tempo , acabo isso! /  condicional O concerto esgotou  logo que a bilheteira abriu.  /  temporal Fizeram uma tal confusão  que ninguém se entendeu.  /  consecutiva
Disfarçou-se com um bigode postiço  para que ninguém o reconhecesse.  /  final Pensávamos  que nada disto aconteceria.  /  completiva A roupa  que eu usei  estava rota. /  relativa restritiva Embora estivesses atrasado,  foste à máquina dos chocolates. /  concessiva
gato  B crocodilo  U colega  B cantora  U  mulher  B borboleta  U bode  B aldeão  B
Tempos compostos (tenho pensado / temos feito):  ter  + particípio passado Voz, ou Forma, Passiva (foi visto / é comentado):  ser  + particípio passado Perifrástica (vou andando / estou a chegar):  ir ,  estar , etc. + infinitivo (em geral precedido de preposição) ou gerúndio.
A que horas terminou o filme,  Miguel ? A que horas,  Miguel , terminou o filme?
Os meus pais viram -no  na rua. A notícia foi dada já muito tarde. O nosso colega afirmou  que o chefe chegara . Comi  a maçã . Este jovem é talentoso.
A selecção  ganhou  o jogo . sujeito   predicado  c. directo O Pedro  contou  uma história verdadeira . sujeito   predicado  complemento directo
O João  é   muito bom aluno. sujeito  verbo cop.   predicativo do sujeito predicado nominal
Astrogildo  achou  o trabalho  óptimo. Sujeito  Predicado   C. directo  Predicativo  do C. directo Ninguém  ficou  indiferente. Sujeito  V. Cop.   Predicativo do sujeito  Predicado Nominal
Denotação = Frase 2 Conotação = Frase 1
O  Brasil  fica longe. /  próprio Hoje, só bebi um  café  /  comum, concreto Deram-me uma  mochila  vermelha. / comum, concreto Tens boa  memória ? /  abstracto A minha  turma  é grande. /  colectivo Tive uma grande  alegria . /  abstracto
rapazinho  / rapaz /  rapagão cãozinho /  cão  /  canzarrão boquinha  /  boca  / bocarra casinha  / casa /  casarão
Mil e oitocentos consultórios dentários aderiram  este   ano à quinta edição do Mês da Saúde Oral da Colgate e da Medicina Dentária(SPEMD),  que  decorre até ao final de Outubro.  Durante  este  mês, profissionais de saúde oral de  todo o  país, incluindo ilhas, realizam gratuitamente  check-ups  dentários a  quem  quiser.
Se desejar saber  qual  é o estado da   sua  boca basta marcar o 808205206, entre as 09h00 e as 23h00. Do  outro   lado da linha  alguém   lhe  dirá quais  os  consultórios aderentes mais próximos da  sua  área de residência. Depois, só precisa de marcar  o   rastreio. Ah! Mas lembre-se de que  esta  consulta, gratuita, não contempla a realização de tratamento nem  qualquer   realização de radiografias.
1 – computador, João, Alfornelos /  nome 2 – andarás, estou, vivendo /  verbo 3 – ah!, ufa!, valha-me Deus!, oxalá /  interjeição 4 – alegremente, mal, depressa, muito /  advérbio 5 – ele, me, te, nós /  pronome pessoal
6 – amargo, bela, maior, afável /  adjectivo 7 – pois, quando, e, se /  conjunção   8 – o, um, os, as /  determinante artigo 9 – em, entre, a, após /  preposição 10 – esta, aquela, esses /  determinante demonstrativo
Ontem =  complemento circunstancial a mãe do Ivo =  sujeito ofereceu =  predicado aos alunos =  complemento indirecto chupetas de chocolate =  complemento directo
Activa / O desempenho da banda foi aplaudido pelos fãs Passiva / O namorado ofereceu-lhe o anel. Passiva / Os colegas escolheram o delegado.
Activa / As minhas sapatilhas foram calçadas pelo Tiago. Passiva / Um peixe-formiga mordeu-o.
7. À personagem, que estava angustiada e desejosa de se libertar, a noite parecia mais longa do que efectivamente seria.
8.  A vontade de emigrar para os Estados Unidos mantinha-se e não era apenas o resultado de um sonho: era também a consequência de as pessoas quererem sobreviver e não terem condições nos seus países de origem.
9. A frase em causa mostra que o leitor referido não tinha razão: o passageiro queria ganhar o seu sustento de modo legítimo (ganhar o «pão» através do «trabalho»), não nos surge com o perfil de indivíduo ganancioso.

ApresentaçãO Para úLtima Aula Suplementar

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Comer bem aopequeno-almoço. Usar caneta com que se escreva bem. Riscar quando for preciso. Não usar abreviaturas (nem as minhas siglas).
  • 4.
    Não escrever nacoluna das cotações. Caso seja preciso, usar a página para continuação das respostas que não couberem (assinalando bem a resposta de que se trata).
  • 5.
    Ocupar o tempotalvez quase proporcionalmente à própria cotação: metade do tempo para a interpretação dos dois textos ( grupo I = 50% ) cerca de quinze minutos para a gramática ( II = 20% ) a meia-hora final para a redacção ( III = 30% )
  • 6.
    Na redacção nãoestar demasiado preocupado com o número de palavras (a mais). Ter cuidado, isso sim, com a revisão e a qualidade do texto.
  • 7.
    Nas respostas àsperguntas sobre o texto, ter cuidado com a redacção. (Evitar repetições, pôr pontuação; em princípio, retomar a pergunta ao responder. Respeitar maiúsculas/minúsculas. Cumprir as regras da citação.)
  • 8.
    Critérios de correcção (aspectos que devem saber)
  • 9.
    Redacções demasiado curtaslevam de imediato «0». A ambiguidade e/ou ilegibilidade de uma resposta implicam a atribuição de «0».
  • 10.
    Nas perguntas deescolha múltipla fechadas assinalar mais do que um item leva de imediato a «0». Se na redacção se apresentar um texto que não siga o tema proposto, leva-se «0».
  • 11.
    Nas perguntas deinterpretação também se descontam os erros (as falhas de pontuação, de acentuação, as falhas de citação, etc.). Portanto, ter cuidado com o «acabamento». Valerá a pena ensaiar na folha de rascunho? (Pelo menos, reler bem, emendar o que se escreveu.)
  • 12.
  • 13.
  • 14.
    Nas estrofes 1-3do Canto I — correspondentes à Proposição — o poeta anuncia ir cantar (louvar) os guerreiros ilustres («as armas e os barões assinalados») que, «por mares nunca dantes navegados», alçançaram locais até então desconhecidos («passaram ainda além da Tabrobana»).
  • 15.
    Diz também ircantar os reis que ampliaram a área de influência cristã e o próprio território nacional («dilataram a fé e o Império»). Cantará, enfim, todos aqueles que se «vão da lei da Morte libertando», isto é, os que, pelos seus feitos, se tornaram imortais .
  • 16.
    Na 3.ª estrofeda Proposição, o poeta procura valorizar os Portugueses relativamente aos heróis antigos, o «sábio grego» (que é Ulisses ) e o «Troiano» (recurso estilístico para significar Eneias ), os heróis das epopeias de Homero e de Virgílio. Também as conquistas de Alexandre e de Trajano são inferiores às dos Portugueses. Portanto, «Cesse tudo o que a Musa antiga canta / que outro valor mais alto se alevanta».
  • 17.
    O poeta anunciair louvar os feitos dos portugueses (dos que chegaram à Índia, dos reis que lutaram pelo cristianismo e pelo alargamento do reino, dos heróis que se distinguiram pela bravura).
  • 18.
    Acha que sedeve deixar de glorificar os feitos de heróis antigos, já que as acções dos portugueses têm ainda mais valor.
  • 19.
  • 20.
    Cantando espalharei portoda a parte, Se a tanto me ajudar o engenho e a arte[,]
  • 21.
    As armas eos barões assinalados Que, da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados, Passaram ainda além da Taprobana,
  • 22.
    Em perigos eguerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;
  • 23.
    E também asmemórias gloriosas, Daqueles Reis que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando, E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando.
  • 24.
    Cessem do sábioGrego e do Troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandro e de Trajano A fama das vitórias que tiveram;
  • 25.
    Que eu cantoo peito ilustre Lusitano A quem Neptuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    Adjuvantes Sujeito Júpiter Portugueses Vénus Marte Objecto Chegada à Índia Oponente Baco
  • 29.
    Presidenteda sessão: Júpiter 1) Fados querem que os portugueses venham a alcançar a Índia e lá construir um império . 2) a armada de Vasco da Gama está fatigada e a precisar de ajuda.
  • 30.
    A favor: Vénus 1) gostava dos portugueses, porque os achava parecidos com os romanos, descendentes de Eneias, seu filho e fundador de Roma. 2) tinha a esperança de vir a ser estimada e celebrada pelos portugueses e o seu culto levado ao Oriente.
  • 31.
    Contra: Baco1) temia que os portugueses viessem a ultrapassá-lo em fama e poderio na Índia.
  • 32.
    A favor: Marte 1) era um antigo apaixonado por Vénus. 2) achava que Baco era movido pela inveja. 3) considerava que Júpiter não devia voltar atrás com a decisão que pensava tomar e devia ajudar os portugueses, que bem o mereciam.
  • 33.
  • 34.
    Pela estrofe 118ficámos a saber que, tendo Afonso IV regressado a Portugal após a grande vitória que tivera na Batalha do Salado , aconteceria um episódio digno de memória, o de Inês de Castro, que, depois de assassinada, foi rainha . Que loucura permitiu que quem dominou os mouros, levantasse agora a espada contra uma dama frágil?
  • 35.
    Ao lermos asestrofes 119 a 121, vimos que Inês está feliz e tranquila, junto à cidade de Coimbra ; ignora, porém, que o Amor gosta de banhar os seus altares com sangue.
  • 36.
    Pelas estâncias 122-123sabemos que Pedro, viúvo de Constança, recusa («enjeita») casar-se com as princesas que lhe são apresentadas, por amor a Inês. Percebemos também que o seu velho e sensato pai, Afonso IV, ouvindo os murmúrios do povo e vendo os caprichos do filho, decide matar Inês.
  • 37.
    Diogo Lopes Pacheco,Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho trouxeram Inês perante o rei. Afonso já estava inclinado a perdoar-lhe. Contudo, o povo fê-lo aprovar a morte de Inês. Esta, com palavras tristes e piedosas, devidas apenas à saudade do seu príncipe e dos filhos, que a magoava mais do que a própria morte, levantou os olhos, com lágrimas, e, reparando nas crianças cuja orfandade temia, falou assim ao cruel avô:
  • 38.
    « Se atése viu animais terem compaixão pelas crianças, como aconteceu com as pombas que alimentaram Nino e com a loba que amamentou Rómulo e Remo, tu, que tens aparência de humano, respeita estas criancinhas. Se soubeste matar os mouros, tens de saber também ser clemente e deixar viver quem nada fez para (merecer) perder a vida. Podes até desterrar-me na Cítia ou em África. Podes pôr-me entre leões e tigres, que talvez aí encontre a piedade que não tive da parte dos homens. Aí, com o amor e o pensamento naquele por quem morro, criarei os filhos de Pedro.»
  • 39.
    O rei, jácomovido com as palavras de Inês, queria perdoar-lhe, mas o destino e o povo não o permitem. Os algozes arrancaram das espadas. Ó corações sanguinários, mostram-se ferozes contra uma dama? Tal como Pirro se armou contra Políxena, último consolo da velha mãe, e a matou, enquanto esta, com os olhos mansos postos na mãe, se oferecia ao sacrifício, também os «brutos matadores» embeberam as espadas no colo de alabastro que sustinha os seios que tinham provocado a paixão daquele que depois a faria rainha.
  • 40.
    Devias, ó Sol,em sinal de horror, afastar naquele dia, da vista destes [«brutos matadores»], os teus raios, como os afastaste da lúgubre mesa de Tiestes, quando este comia os seus próprios filhos pela mão de Atreu!
  • 41.
    Vós, ó valescôncavos, que pudestes ouvir as últimas palavras da fria boca de Inês, quando agonizava, repetistes durante muito tempo o nome que lhe ouvistes, o nome do seu amado Pedro.
  • 42.
    Assim como acândida e bela margarida silvestre («bonina») que foi cortada antes do tempo perdeu o aroma e tem a cor murcha por ter sido maltratada pelas mãos irrequietas («lascivas») da menina que a trouxe na grinalda, também está morta a pálida donzela, com as rosas do rosto secas e tendo perdido, com a doce vida, a cor branca e rosada.
  • 43.
    As ninfas doMondego, chorando, recordaram durante longo tempo aquela morte horrorosa e, para eterna memória, transformaram as lágrimas choradas por Inês e pelas ninfas em fonte pura.
  • 44.
    Puseram a essafonte o nome, que ainda dura, «dos amores de Inês», amores que ali se passaram. Veja-se como é fresca a fonte que rega as flores; e veja-se que a água é de lágrimas e o nome é de amores.
  • 45.
    Não decorreu, porém,muito tempo sem que Pedro visse feita a vingança das feridas mortais, porque, ao tomar o governo do reino, vingou-se dos homicidas, que andavam fugidos.
  • 46.
    Conseguiu que lhefossem entregues («alcançou‑os») por um outro Pedro, rei crudelíssimo também, porque, ambos inimigos da vida humana, fizeram entre si o mesmo pacto cruel e injusto que César Augusto fez com Lépido e António.
  • 47.
    Este (D. PedroI de Portugal) foi rigoroso punidor de latrocínios (‘roubos’), mortes e adultérios. As suas melhores diversões e alívio («refrigério») das saudades de Inês eram exercer crueldades sobre os maus.
  • 48.
    Justiceiro («justiçoso») elivrando as cidades de todos os insultos («vitupérios») dos poderosos e castigando os ladrões, deu à morte mais homens do que o fizeram o vagabundo Alcides ou Teseu.
  • 49.
    De D. Pedroà Batalha de Aljubarrota
  • 50.
    O filho quedeixou, D. Fernando, bem diferente nasceu... Por seu descuido, esteve o reino quase a ser conquistado pelos Castelhanos, que a todo o momento entravam pelo nosso País dentro, assolando-o, assassinando gente, perseguindo e roubando os habitantes...
  • 51.
    Mole, sem energia,D. Fernando não cumpria os seus deveres de rei e só pensava na mulher, D. Leonor Teles, que era uma castelhana traidora, desejosa de entregar a nossa Pátria ao domínio dos seus patrícios. Rei fraco, D. Fernando não sabia resistir aos embustes da formosa Leonor Teles. E um fraco rei faz fraca a forte gente... Fortes eram decerto os Portugueses, mas tão mal mandados e governados, que pareciam fracos também, afinal...
  • 52.
    Portugal andava aoacaso, sem tino, como um barco levado no furor de uma tempestade... São homens para vencer tempestades, os Lusitanos, embora às vezes os julguem descuidados ou adormecidos. Mais uma vez mostraram que o não estavam...
  • 53.
    Morto D. Fernando,reagem os nossos contra os perigos que os cercam. Elegem rei o mestre de Avis, D. João I, e matam os fidalgos que os traíam.
  • 54.
    D. Leonor Teles,que tinha uma filha casada com o Rei de Castela, incita o genro a invadir Portugal. Dizia ela que a sua filha era a herdeira do reino! Queria impô-la à força como rainha, e entregar a nossa Pátria aos Castelhanos!
  • 55.
    Os Portugueses seremgovernados por estrangeiros... Podia lá ser!... Juntam-se todos em torno do Mestre de Avis e preparam-se para combater os inimigos, que, de Castela, da Andaluzia, de Toledo, da Galiza, da Biscaia, das Astúrias (de toda a Espanha, enfim) avançavam sobre a nossa terra. Era o maior exército que jamais os Castelhanos tinham formado!
  • 56.
    O perigo eratremendo. Mas D. João, a quem a força cresce com a coragem, ajudado pelo grande Nun’Álvares Pereira, organizou logo milícias aguerridas, chamou o povo a combater, estimulou os ânimos fracos, entusiasmou os valentes, envergonhou os cobardes. Alguns resistiam ainda, mal habituados a lutar. Mas Nun’Álvares vai falar-lhes e persuadi-los. A mão na espada, o olhar firme, clama a esses habitantes compatriotas:
  • 57.
    «Como pode havergente portuguesa que recuse lutar, gente deste país que sempre foi o maior na guerra? Não será dever nosso defender a Pátria? Negará um português a sua fé, o seu amor, o seu esforço e a sua inteligência, deixando o Reino sujeitar-se a outrem? Não sois vós, meus amigos, descendentes daquela raça que venceu já os Castelhanos à sombra da bandeira do heróico Afonso Henriques? E no tempo de D. Dinis, a vossa coragem não era a mesma? Se D. Fernando foi quem vos tornou tão fracos, tomai-vos fortes agora com o vosso Rei novo!
  • 58.
    Tão grande eleé, que se o igualardes no valor, desbaratareis tantos exércitos quantos quiserdes... E, se estas palavras vos não movem, se o medo vos prende as mãos cobardes, eu sozinho resistirei ao jugo alheio... Eu só, com os meus vassalos e com esta espada, defenderei do inimigo a terra que nunca ninguém subjugou. E não só destes inimigos de hoje. mas de todos aqueles que vierem ainda, contrários à nossa Pátria e ao nosso Rei... »
  • 59.
    As palavras deNun’Álvares, tão cheias de patriotismo e ardor, fazem chorar de vergonha os fidalgos medrosos. Não querendo nenhum deles passar por cobarde, e compreendendo então os perigos que ameaçavam Portugal, seguiram todos Nun’Álvares. O povo, esse, sempre pronto a lutar pela Pátria, já preparava e limpava as armas para a batalha. D. João reúne os seus soldados em Abrantes e de lá sai, com Nun’Alvares e Antão Vaz de Almada. Em Aljubarrota encontram o exército comandado pelo Rei de Castela.
  • 60.
  • 61.
    83 Os navegadoresforam presenteados por D. Manuel , para que se preparassem para a viagem com mais entusiasmo.
  • 62.
    84 As nausjá estavam prontas no porto de Lisboa. Os marinheiros e os soldados estão animados.
  • 63.
    85 Vestidos devárias cores, os soldados vinham pelas praias .
  • 64.
    86 Depois deos tripulantes estarem preparados com tudo quanto uma tal viagem implicava, preparámos também a alma para a morte .
  • 65.
    87 Assim partimosda ermida de Santa Maria de Belém . Declaro-te, ó Rei, que ainda duvido estar diante de ti, tão longe da pátria de que me apartei com tanta saudade.
  • 66.
    88 Naquele dia,a gente da cidade afluiu a Belém. E nós fomos caminhando para os batéis.
  • 67.
    89 O povojulga que morreremos em tão longa viagem. Homens, mães, esposas , irmãs desconfiam de que não nos verão mais.
  • 68.
    90 Uma mulherpergunta ao filho por que a deixa sozinha, ele que era o seu alívio e amparo na velhice.
  • 69.
    91 Outra mulher,de cabeça descoberta, perguntava ao marido por que razão ia arriscar a vida no mar, vida que era mais dela do que dele próprio.
  • 70.
    92 A estase outras palavras que as mulheres diziam por amor respondiam os montes , quase movidos de piedade.
  • 71.
  • 72.
  • 73.
  • 74.
    Mas, cinco diasdepois [...], numa noite em que sopravam ventos prósperos , estando nós de vigia, uma nuvem imensa, que os ares escurecia, apareceu de súbito sobre as nossas cabeças. Tão temerosa e carregada vinha que os nossos valentes corações se encheram de pavor!
  • 75.
    O Mar bramiaao longe, como se batesse nalgum distante rochedo. Tudo infundia pavor. E nunca na nossa viagem tínhamos encontrado nuvem tão espessa e tão assustadora. Todas as tempestades pareciam vir dentro dela, para de lá saírem e nos assaltarem. Erguendo a voz ao Céu, supliquei piedade a Deus.
  • 76.
    Mal acabava derezar — e logo uma figura surgiu no ar, robusta , fortíssima, gigantesca, de rosto pálido e zangado, de barba suja , de olhos encovados , e numa atitude feroz. Os cabelos eram crespos e cheios de terra. A boca era negra . Os dentes amarelos .
  • 77.
    Tão grandes eram os seus membros, que julguei ver um segundo colosso de Rodes, esse colosso que era uma das sete maravilhas do Mundo, de tal maneira alto que, diz-se, por baixo das suas pernas passavam à vontade enormes navios!...
  • 78.
    Num tom devoz grossa , como a voz do mar profundo , começou a falar-nos. Arrepiámo-nos todos, só de ouvir e de ver tão monstruosa criatura. Disse então o Gigante, voltando-se para nós:
  • 79.
    — ÓGente ousada mais do que nenhuma outra, que nunca descansais de lutas e combates, já que não temeis ultrapassar os limites onde ninguém mais chegou, e navegar os mares que me pertencem; já que vindes devassar os meus segredos escondidos , que nenhum humano deveria conhecer — ouvi agora os danos que prevejo para vós, para a vossa raça, que subjugará no entanto ainda todo o largo Mar e toda a imensa Terra.
  • 80.
    Ficai sabendo quetodas as naus que fizerem esta viagem encontrarão — castigo merecido do seu atrevimento sem par! — as maiores dificuldades nestes meus domínios. E sofrerão o horror de tormentas desmedidas . Punirei de tal modo a primeira armada que vier aqui depois da vossa frota, que os seus tripulantes mal sentirão talvez o perigo de me defrontarem. Mas hão-de chorar depois o dano que eu lhes fizer...
  • 81.
    Hei-de-me vingar dequem primeiro me descobriu, do vosso Bartolomeu Dias, fazendo-o naufragar aqui mesmo. E outras vinganças imprevistas executarei... D. Francisco de Almeida deixará aqui a sua glória e os troféus que arrancar aos Turcos. Manuel Sepúlveda verá aqui morrer os filhos queridos , verá aqui sofrer mil ferimentos a sua mulher, que os negros cafres hão-de torturar e matar.
  • 82.
    E tantos, tantosmais dos vossos, hão-de experimentar a fúria do meu ódio pela audácia de me inquietarem, perturbando a solidão em que vivo e quero viver... Era tão assustador o que me dizia o monstro horrendo , que eu o interrompi, perguntando-lhe quem ele era, e porque estava assim tão zangado.
  • 83.
    Retorcendo a bocae os olhos, e lançando um espantoso brado, respondeu-me em voz pesada e amarga , como quem se aborrecera da pergunta feita:
  • 84.
    — Eusou aquele oculto e grande Cabo, a quem vós tendes chamado Tormentório, e que ninguém, a não ser vós, Portugueses, algum dia conheceu e descobriu. Sou um rude filho da Terra, e meu nome é Adamastor.
  • 85.
    Andei na lutacontra o meu Deus, contra Júpiter, e, depois, fiz-me capitão do mar e conquistei as ondas do Oceano. E então me apaixonei por Tétis, princesa do mar e filha de Neptuno. Ai de mim!... Sou tão feio, tão horrível, que ela nem me podia olhar!
  • 86.
    Determinei conquistá-la àforça e lhe participar esta minha intenção. Tétis fingiu aceitar o meu pedido de casamento... E julguei certa noite vê-la e supus que vinha visitar‑me e combinar as nossas bodas. Deslumbrado, corri como doido para ela e comecei a abraçá-la. Mas nem sei de tristeza como conte o que me sucedeu...
  • 87.
    Julgando abraçar quemamava, achei-me de repente abraçado a um duro monte, coberto de mato bravio e espesso. Tétis transformara-se em rocha feia e fria! Vendo um penedo a tocar a minha fronte, em lugar do rosto angélico de Tétis, penedo me tornei também, de desespero. Em penedos se me fizeram os ossos, a carne em terra inculta, e estes membros e esta figura que te horroriza estenderam-se pelo mar fora.
  • 88.
    Enfim, a minha grandíssima estatura converteu-se neste remoto Cabo. E, para redobrar as minhas mágoas, Tétis anda-me sempre cercando, transformada em onda. E, como as ondas, que ora estão junto da praia, ora dela fogem para o mar alto, assim faz a princesa do Oceano: ora está perto, ora longe de mim, nunca se deixando prender, nunca ficando tranquila entre os meus braços de pedra...
  • 89.
    Assim contou asua história o Gigante Adamastor... E logo em seguida a nuvem negra , que nos escondia o céu, desfez-se — e o Mar bramiu ao longe, muito ao longe... De novo rezei a Deus, pedindo-lhe que nos guardasse dos perigos que o Adamastor anunciara.
  • 90.
  • 91.
    Queria Veloso continuara heróica narrativa — dos Magriços —, quando o mestre do navio lhe pediu , e aos seus ouvintes que estivessem alerta... É que se anunciava já a tempestade que Baco projectara desencadear...
  • 92.
    De facto, umanuvem negra corria sobre a frota, e o vento crescia assustadoramente. Impetuosa, desencadeia-se a terrível procela.
  • 93.
    Rompe-se a velagrande da nau de Veloso, pois não houvera tempo de amainá -la.
  • 94.
    Alaga-se o naviotodo com as ondas que o envolvem espumando , e a água entra pelos porões.
  • 95.
    Correm os marinheirosa dar à bomba, para evitar o naufrágio, que parece certo.
  • 96.
    Nunca a fúriado vento foi mais cruel do que nessa hora! Nunca o Mar foi tão perigoso!
  • 97.
    O navio maior,em que navegava Paulo da Gama, irmão de Vasco, leva o mastro quebrado.
  • 98.
    Umas vezes oMar levanta as naus ao céu, outras fá -las descer como atraídas para as profundas do Inferno.
  • 99.
    Dir -se-ia quea tempestade queria despedaçar o Mundo inteiro.
  • 100.
    Relâmpagos e raios,como jamais se viram , faíscam e fuzilam .
  • 101.
    Na costa, hámontes que são derrubados , raízes que são desenterradas e postas ao ar, e as fundas areias ficam todas revolvidas , como por íntima convulsão da Terra...
  • 102.
    Tão perto daÍndia estavam os Portugueses — e tão impossível se lhes afigura lá chegar, nessa hora de tragédia!
  • 103.
    O Oceano tragaria ali naus e marinheiros, se a tempestade por fim não abrandasse .
  • 104.
    Vasco da Gama,entre o furor da procela, ergue a sua alma a Deus. E enquanto os marinheiros lutam contra a fúria do Oceano, a Deus suplica porto e salvamento.
  • 105.
    Sossega o Mar,então. Cala -se o vento um pouco.
  • 106.
    As nuvens fogem , deixando ver no céu a estrela Vénus, a estrela que tem o nome da protectora dos Lusitanos.
  • 107.
    A luz daestrela carinhosa acalma os elementos furiosos, anuncia a madrugada alegre, e traz força e coragem aos corações dos tripulantes. Cai o vento. Amainam as ondas. E as naus portuguesas retomam outra vez o seu rumo para a Índia. Baco invejoso fora vencido de novo, e já não poderia contrariar os desígnios da gente lusitana... A manhã clareava nos outeiros por onde passa o Rio Ganges, quando da gávea alta os marinheiros enxergaram terra, pela proa das naus.
  • 108.
    Voa dos coraçõeso medo. Foge a sombra de temor que os desvairava .
  • 109.
    O piloto melindano,jubilosamente, exclama que a terra que se avista enfim é Calecute, cidade da Índia!...
  • 110.
  • 111.
    Foquemo-nos então naepopeia. Os Lusíadas estão divididos em dez cantos , a maioria deles com mais de cem oitavas/estâncias/estrofes . O esquema rimático da cada estrofe é a-b-a-b-a-b-c-c (ou seja, há rima cruzada e emparelhada ). Quanto à métrica, os versos são decassilábicos/decassílabos (têm dez sílabas métricas).
  • 112.
    Como é típicodos poemas épicos (por exemplo, a Eneida , de Vergílio, ou a Odisseia/Ilíada , de Homero), a narração começa a meio da história, já os Portugueses estão no oceano Índico (enquanto, no Olimpo, os deuses se preparam para reunir/um consílio ). Já tinham, portanto, passado o Cabo das Tormentas (ou Cabo da Boa Esperança ).
  • 113.
    Mas esse momentotão difícil, como o resto da viagem até Melinde , ser-nos-á contado dentro do discurso do Gama ao rei dessa localidade africana. É o episódio do Adamastor , o infeliz apaixonado pela ninfa Tétis . Antes, já o Gama contara ao seu simpático anfitrião vários episódios da história de Portugal, uns de conteúdo quase lírico (como o de Inês de Castro ), outros de guerra (como o da Batalha de Aljubarrota ).
  • 114.
    A despedida dasnaus, que, há quase quinhentos e dez anos, saíram da praia do Restelo , também se inclui na longa analepse. Já a tempestade (provocada por Baco) é posterior a esse discurso encaixado: acontece quando as naus já se aproximam da Índia . Antes de regressarem, os navegantes foram recompensados por Vénus com uma passagem por uma ilha paradisíaca, a ilha dos Amores .
  • 115.
    Falta só lembrarque, ainda antes da narração, há três estrofes de Proposição (em que o poeta anuncia o assunto do poema), duas de «Invocação» (às Tágides) e umas tantas de «Dedicatória» (a D. Sebastião).
  • 116.
    Proposição propor Invocaçãoinvocar (pedir, chamar) Dedicatória Narração
  • 117.
  • 118.
    Oracões coordenadas copulativasadversativas disjuntivas conclusivas
  • 119.
    Comi o rinoceronte/ e bebi o ornitorrinco. Vou ao Nepal, / mas passo por Almada. Ou vou à Lua / ou vou à Terra. Não houve ARS, / por conseguinte fiquei a comer iogurtes.
  • 120.
    Orações subordinadas Adverbiaistemporais causais concessivas finais consecutivas condicionais comparativa
  • 121.
    Substantivas completivas relativas (sem antecedente) Adjectivas relativas explicativas relativas restritivas
  • 122.
    Substantivas Completivas Eledisse / que és linda. complemento directo Relativas (sem antecedente) Quem vai ao mar / perde o lugar. sujeito
  • 123.
  • 124.
    relativarestritiva Os alunos que fizeram a simulação de Matemática vão ter excelentes notas. relativa restritiva O Ronaldo que prefiro é o do Barcelona. relativa explicativa Cristiano Ronaldo, que assinou um belo contrato , marcou dois golos.
  • 125.
  • 126.
    O alfaiate garantiu-me/ que o fato fica pronto a tempo do casamento. Os próprios actores acham surpreendente / que a comédia esteja a ter tamanho êxito. Subordinante / Subordinada completiva [= complemento directo]
  • 127.
  • 128.
    Achei a conferência tão aborrecida, / que me vim embora mais cedo. Subordinante Subordinada consecutiva
  • 129.
    Ele pregava tantas partidas aos colegas, / que acabou por ser expulso do colégio. Subordinante / Subordinada consecutiva
  • 130.
    Se o pescadordesistisse, não teria conseguido o seu objectivo. Embora possamos ter problemas, a força de vontade vence sempre.
  • 131.
    Ela é bela/ como o sol é. Subordinante / Subordinada comparativa Ela é bela como o sol. período simples
  • 132.
    Ele come maisdo que o Hélio. período simples Ele come mais lesmas / do que o Hélio come besouros. Subordinante / Subordinada comparativa
  • 133.
    Palavras homónimas ora= ‘reza’ || ora = ‘além disso’ canto = ‘da sala’ || canto = 'música'
  • 134.
    a) Quem casa quer casa b) O fecho das calças estragou-se. De Inverno eu fecho as janelas, à noite. c) Os alpinistas gostam da neve . Este ano, talvez neve na serra da Estrela.
  • 135.
    homónimas têmsom e grafia iguais, mas são palavras diferentes, com sentido diferente. Diacronicamente, são palavras convergentes.
  • 136.
    Palavras homófonas concerto = consonância (de vozes e instrumentos) conserto = reparação asso = forma do verbo «assar» aço = metal à = a + a há = forma do verbo «haver»
  • 137.
    a) conselho vs. __________ b) censo vs. ___________ c) sela vs. ____________
  • 138.
    homófonas escrevem-sede modo diferente mas têm idêntica pronúncia.
  • 139.
    Palavras homógrafas gosto= forma do verbo «gostar» gosto = nome
  • 140.
    «gosto» e «gosto»têm a mesma grafia, mas sons diferentes. São palavras homógrafas , porque têm grafia igual mas som diferente.
  • 141.
    a) molho vs. ___________ b) pôde vs. pode
  • 142.
    Palavras parónimas a)fluorescentes / fosforescentes b) compreensível / compreensivo c) descrição / discrição parónimas = parecidas
  • 143.
    a) Não sedeve infringir as normas do regulamento. Ontem, no jogo de futebol, o 9.° 2.ª esteve à beira de infligir uma pesada derrota ao 9.° 5.ª, mas tal não aconteceu. b) Sempre que vão mungir a vaca, ela começa a mugir : não quer separar-se do seu hipopotamo-zinho.
  • 144.
    c) Para seviver bem, é preciso suar as estopinhas, diz o clero. A campainha tem de soar com muitíssima força para que toda a gente do 9.º 2.ª chegue a tempo à sala de aula. d) O Director de turma ratificou o horário da reunião apresentado pelos seus alunos. O professor rectificou todos os erros do texto que o aluno lhe apresentou apressadamente.
  • 145.
    e) Foi necessário dilatar as pupilas para fazer o exame à vista. Fez questão de delatar o seu amigo ao próprio juiz. f) A proposta dos alunos parecia diferir da sugestão dada pelo professor. O Director Executivo não pôde deferir o requerimento: era ilegal expulsar todos os alunos.
  • 146.
    g) Todos viramo submarino imergir em poucos minutos. Desapareceu assim aos olhos dos mirones. Todos viram o submarino emergir em poucos minutos. Logo as gaivotas o rodearam em voos cruzados de grande elegância.
  • 147.
    Antónimos causa /efeito anoitecer / amanhecer liberdade / prisão tirar / ____ concreto / ____ estéril / fértil
  • 148.
    Sinónimos bêbado /embriagado fixo / imóvel ancião / ______ nojo / repulsa pleno / ______
  • 149.
    Classes de palavrasSubstantivo (Nome) Adjectivo Verbo Determinante Pronome Numeral Advérbio Preposição Conjunção Interjeição
  • 150.
    nomes (substantivos) tristezacadeira João Coimbra rebanho
  • 151.
  • 152.
    advérbios irritadamente, provavelmenteapenas, agora, já, talvez não, devagar, depressa, bem, mal, nunca, ....
  • 153.
    verbos pessoa númeromodo tempo aspecto
  • 154.
    pessoa (1.ª,2.ª, 3.ª) número (singular, plural) modo (indicativo, conjuntivo, condicional, imperativo, infinitivo) tempo (presente, futuro, ....)
  • 155.
    1.ª conjugação (AR)2.ª conjugação (ER + «pôr») 3.ª conjugação (IR)
  • 156.
  • 157.
    determinantes artigos definidos: a, o, as, os indefinidos: um, uma, uns, umas
  • 158.
    determinantes demonstrativos esteesse aquele o mesmo o outro tal
  • 159.
    determinantes possessivos meu,minha teu, tua seu, sua nosso, nossa vosso, vossa seu, sua
  • 160.
    determinantes relativos cujo,cuja quanto, quanta
  • 161.
  • 162.
    determinantes indefinidos todo(toda, todos, todas) outro nenhum algum certo muito pouco tanto qualquer cada
  • 163.
    pronomes pessoais eu,tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas; me, te, o/a, nos, vos, os/as, se; me, mim, te, ti, lhe, ele, ela, nos, nós, vos, vós, lhes, eles, elas, si
  • 164.
  • 165.
    pronomes demonstrativos isto,isso, aquilo [cfr. determinantes]
  • 166.
    pronomes relativos queo qual quem quanto onde
  • 167.
    pronomes indefinidos alguémalgo ninguém tudo nada outrem [cfr. tb. determinantes]
  • 168.
    pronomes interrogativos oquê onde quem que [cfr. tb. determinantes]
  • 169.
    preposições a, ante,após, até, com, de, contra, desde, em, entre, por, para, sem, sob, sobre, durante, perante, conforme, consoante, ...
  • 170.
    Contracções de preposiçãocom determinantes de + a = da de + esta = desta
  • 171.
    em + a= na por + o = pelo em + o = no em + os = nos de + o = do
  • 172.
    em + uma= numa a + os = aos por + as = pelas em + esse = nesse a + a = à
  • 173.
    conjunções e, mas,porém, todavia, contudo, ou, nem, logo, portanto, quando, enquanto, se, embora, ....
  • 174.
    interjeições ah, oh,oxalá, irra, bis, olá, upa, ufa, bravo, ...
  • 175.
    preposição + nome vs. advérbio de modo
  • 176.
    Com frequência frequentemente / frequente Em resumo resumidamente / resumida
  • 177.
    Com efeito efectivamente/ efectiva De súbito subitamente / súbita Com sinceridade sinceramente / sincera
  • 178.
    Com franqueza francamente/ franca Segundo a lei legalmente / legal Sem preocupações despreocupadamente / despreocupada
  • 179.
    Ele cumpre com rigor os roubos de que o encarregam. | Cumprimentei-te com educação . | Lês sempre à pressa . | Irei salvar-te, com certeza . | Tiveste, de novo , um 99,9%. rigorosamente / educadamente / apressadamente / certamente / novamente
  • 180.
  • 181.
    Funções sintácticas SujeitoPredicado Complemento directo Complemento indirecto Complementos circunstanciais Vocativo Predicativo do sujeito Predicativo do complemento directo Agente da passiva Atributo Determinativo Aposto
  • 182.
    vocativo Agora tevejo , Onzeneiro, meu parente.
  • 183.
    apostoCamilo , o grande romancista do século XIX, morreu há uns tempos.
  • 184.
  • 185.
    O coprólito continuou parado , mas reparou que o jacaré estava ansioso . Permaneceu mudo e, quando Gil Vicente — assim se chamava o jacaré — ficou mais calmo , perguntou-lhe se queria ir ver o Auto da Barca .
  • 186.
    — Não,obrigado. Estou cansado ! Seria uma péssima companhia . E a avenida do Colégio Militar é demasiado seca . E já agora: estas frases parecem estúpidas (ou feitas à pressa numa tarde de segunda-feira antes das aulas de terça) — respondeu Gil Vicente.
  • 187.
    Predicativo do complemento directo
  • 188.
    Consideras Machado deAssis o melhor escritor.
  • 189.
    predicativo do sujeitoMachado de Assis é o melhor escritor . Consideras / que Machado de Assis é o melhor escritor . complemento directo Consideras Machado de Assis o melhor escritor . predicativo do c. directo
  • 190.
    complemento directo Consideras Machado de Assis o melhor escritor . predicativo do compl. directo
  • 191.
    Acho o morcego-rabudocom muito bom aspecto.
  • 192.
    O morcego-rabudo está com bom aspecto. Acho / que o morcego-rabudo está com bom aspecto . Acho o morcego-rabudo com muito bom aspecto.
  • 193.
    Tenho o Eduardinhopor excelente aluno.
  • 194.
    Tenho oEduardinho por excelente aluno . compl. directo predicativo do c. directo
  • 195.
    O professor considerava errada aquela ideia . Por mais que pensasse no assunto, não vencia o impasse. Todos achavam as frases uma tontice , mas ele julgava - as sobretudo deselegantes . E tinha de eleger o texto gramatical mais estúpido de todos . Era mesmo aquele.
  • 196.
    Elejo Fernando Pessoa o melhor poeta português . Porém, também considero Camões um belo zarolho . Já Simão Sabrosa julgo-o um sabujo nojento . Enfim, acho todos os jogadores do Benfica intelectuais do mais alto gabarito .
  • 197.
  • 198.
    hiperónimo clube hipónimosBenfica | Sporting | Porto | Boavista
  • 199.
    hiperónimos cor hipónimosverde | azul | amarelo | vermelho
  • 200.
    a) A palavra«profissão» é hiperónimo de professor [ou qualquer outra profissão]
  • 201.
    b) A palavra«bicicleta» é hipónimo de meio de transporte [ veículo ; transporte ]
  • 202.
    c) A palavra«tristeza» é hipónimo de sentimento
  • 203.
    d) A palavra«mamífero» é hiperónimo de baleia [ qualquer nome de mamífero ]
  • 204.
    Polissemia Tem aftasna língua É bom a língua portuguesa
  • 205.
    prato (recipiente) prato(ementa) prato (da balança) prato (instrumento musical)
  • 206.
    Como procurar num dicionário?
  • 207.
    limpos / limpo [adjectivo / masculino, singular] reconstruíra / reconstruir [verbo / infinitivo] eficácia / eficácia [substantivo] projécteis / projéctil [substantivo / singular]
  • 208.
    aldeães / aldeão [substantivo / singular] continham-se / conter [verbo / infinitivo] dólares / dólar [substantivo / singular]
  • 209.
  • 210.
    conter ( con + Ter ) con tinha con teve con tivera con tém con tivesse
  • 211.
    man ter deter sus ter
  • 212.
    pôr compor repordispor depor contrapor impor supor expor
  • 213.
    Superlativos absolutos sintéticos«eruditos» ou irregulares
  • 214.
    grande > enormenobre > nobilíssimo pobre > paupérrimo pequeno > mínimo
  • 215.
    negro > nigérrimobaixo > ínfimo célebre > celebérrimo cruel > crudelíssimo
  • 216.
    áspero > aspérrimoacre > acérrimo fácil > facílimo difícil > dificílimo doce > dulcíssimo fiel > fidelíssimo amigo > amicíssimo sábio > sapientíssimo amargo > amaríssimo
  • 217.
  • 218.
    Arcaísmos Formasactuais esperar-me-ês esperar-me-eis havês haveis is ides irês ireis
  • 219.
    Arcaísmos Formasactuais leixês deixeis mano mão veniredes vireis vinrá virá
  • 220.
  • 221.
  • 222.
    O tonto só diz disparates. O cantarolar dos pássaros enerva-me. Esperava um sim mas ouviu um não .
  • 223.
  • 224.
  • 225.
  • 226.
    Nomes compostos semhífen: aguardente > aguardentes passatempo > passatempos
  • 227.
    Palavras compostas porverbo ou palavra invariável + nome ou adjectivo: guarda-sol > guarda-sóis vice-presidente > vice-presidentes
  • 228.
    Palavras compostas pornome + nome ou adjectivo: amor-perfeito > amores-perfeitos obra-prima > obras-primas [ mas palavras-chave, ideias-força]
  • 229.
    Palavras compostas porvários elementos ligados por preposição fim-de-semana > fins-de-semana água-de-colónia > águas-de-colónia
  • 230.
    varapaus clarabóias ferroviasmalmequeres pontapés
  • 231.
    chapéus de sol tenentes-coronéis abaixo-assinados gentis-homens pães-de-ló saca-rolhas pés-de-cabra sempre-vivas
  • 232.
  • 233.
    Põe no futurotodos os verbos Tu lembras-te disso, ou fui eu que te contei?
  • 234.
    Tu lembrar-te-ás dissoou serei eu que te contarei?
  • 235.
    Tu lembras-te disso,ou fui eu ______ te contou?
  • 236.
    Recursos estilísticos ouexpressivos (figuras de estilo)
  • 237.
    Eufemismo Metáfora HipérbolePersonificação Apóstrofe Metonímia Antítese Anáfora Comparação Ironia Repetição de adjectivos
  • 238.
    Antítese «Sem causa, choro e rio » «O homem põe e Deus dispõe »
  • 239.
    “ Que, daOcidental praia Lusitana” sinédoque “ Que eu canto o peito ilustre Lusitano” metonímia “ E vós, Tágides minhas, pois criado” apóstrofe
  • 240.
    “ Os ventosbrandamente respiravam” personificação, metáfora “ De outra pedra mais clara que diamante” hipérbole “ Rompem-se as folhas, ferve a serra erguida” hipérbole
  • 241.
    Tu, só tu,puro Amor, com força crua” apóstrofe “ Tirar Inês ao mundo determina” eufemismo “ Mas ela, os olhos, com que o ar serena” personificação, hipérbole
  • 242.
    “ Vós, ócôncavos vales, que pudestes” apóstrofe “ Correu ao mar o Tejo duvidoso” hipérbole, personificação
  • 243.
    Aprende a sofrer como um homem . comparação Transformemos em metáfora: _____________________________
  • 244.
    Não percas acoragem, sê um homem . metáfora
  • 245.
    Puxem,mãos. Aguentem, pernas. Cabeça, não me falhes.
  • 246.
    Há personificações. O velho, estabelecendo diálogo com as mãos, as pernas, a cabeça, dá-lhes qualidades de pessoas. Repare-se também no efeito de repetição, de paralelismo.
  • 247.
    Que figura deestilo encontra na frase «Os olhos da princesa eram duas esmeraldas brilhantes e belas»? A. comparação B. metonímia C. metáfora D. sinédoque
  • 248.
    A. comparação B. metonímia C. metáfora D. sinédoque
  • 249.
  • 250.
    a) tenha acabado (Pretérito Perfeito do Conjuntivo composto) b) tivesse assistido (Mais-que-perfeito do Conjuntivo composto) teria podido (Condicional composto)
  • 251.
    c) tenham comprado (Pretérito Perfeito do Conjuntivo composto) d) terem comprado (Infinitivo Pessoal composto)
  • 252.
    e) ter saído (Infinitivo Pessoal composto) f) teria conseguido (Condicional composto) tivesse estado (Mais-que-perfeito do Conjuntivo composto)
  • 253.
    g) tiveres compreendido (Futuro do Conjuntivo composto) h) tiveres visto (Futuro do Conjuntivo composto)
  • 254.
  • 255.
  • 256.
  • 257.
  • 258.
  • 259.
  • 260.
    têm havido temhavido haverão de fazer
  • 261.
  • 262.
    há cinco anoshá pouco tempo
  • 263.
  • 264.
  • 265.
  • 266.
  • 267.
    Pôr Impor ReporSupor Contrapor Compor
  • 268.
    Vir Intervir (intervim,interveio, intervieste) Convir (convim, conveio, convieste)
  • 269.
    atrás / detrástraz (trazer)
  • 270.
  • 271.
  • 272.
    armasse (seo armasse cavaleiro) arma-se (em parvo)
  • 273.
    De repente Secalhar Com certeza
  • 274.
    demo n strarmostrar
  • 275.
  • 276.
  • 277.
    vêem (ver)vêm (vir)
  • 278.
    derivado a = por causa de = devido a
  • 279.
    a partir de com certeza
  • 280.
    «chatice» = aborrecimento«chateado» = aborrecido «à rasca» = em dificuldades «desenrascar» = desenvencilhar
  • 281.
    Registos (ou Níveisde língua) calão popular familiar corrente cuidado literário gírias regionalismos
  • 282.
    variedades / variantes (sul-americana, europeia, africanas) do português
  • 283.
    Características do portuguêsdo Brasil ( vs. português europeu) colocação dos pronomes ausência do artigo definido (antes do possessivo) perifrástica com gerúndio tratamento («você» em vez de tu) parte do léxico
  • 284.
  • 285.
  • 286.
  • 287.
  • 288.
    adição (inserçãode sons) no princípio: prótese no meio: epêntese no final: paragoge
  • 289.
    supressão (perdade sons) no princípio: aférese no meio: síncope no final: apócope
  • 290.
    alteração (mudança desons) aproximação a um som vizinho: assimilação diferenciação relativamente a um som vizinho: dissimilação contracção de duas vogais numa só: crase contracção de duas vogais num ditongo: sinérese
  • 291.
    transposição passagem deum som para outro ponto da palavra: metátese
  • 292.
    Útil para diálogo ou texto narrativo
  • 293.
    Variar os verbos«dicendi» (os introdutores do discurso directo): disse, afirmou, perguntou, exclamou, pediu, propôs, ordenou, impôs, anuiu, contrapôs, discordou, respondeu, retorquiu, considerou, etc.
  • 294.
  • 295.
    Personagens planas/ modeladas (redondas) personagens-tipo colectivas / individuais protagonista / secundária / figurante
  • 296.
  • 297.
    Narrador Presença Participante/ Não participante Posição Objectivo / Subjectivo
  • 298.
    Modos de apresentaçãoNarração Descrição Diálogo Monólogo
  • 299.
    Sequência narrativa porencadeamento por encaixe por alternância
  • 300.
    Contar-lhe-ias o queaconteceu. Visitá-las-ei se passar em Faro. Ela encontrá-lo-á sem ajuda.
  • 301.
    as | so| ci-a| ção par | rei | ra fra | ter | ni | da | de mu | lher ma | nhã en | xo | fre
  • 302.
    Levantei-me cedo porque quero chegar a horas . / causal Se tiver tempo , acabo isso! / condicional O concerto esgotou logo que a bilheteira abriu. / temporal Fizeram uma tal confusão que ninguém se entendeu. / consecutiva
  • 303.
    Disfarçou-se com umbigode postiço para que ninguém o reconhecesse. / final Pensávamos que nada disto aconteceria. / completiva A roupa que eu usei estava rota. / relativa restritiva Embora estivesses atrasado, foste à máquina dos chocolates. / concessiva
  • 304.
    gato Bcrocodilo U colega B cantora U mulher B borboleta U bode B aldeão B
  • 305.
    Tempos compostos (tenhopensado / temos feito): ter + particípio passado Voz, ou Forma, Passiva (foi visto / é comentado): ser + particípio passado Perifrástica (vou andando / estou a chegar): ir , estar , etc. + infinitivo (em geral precedido de preposição) ou gerúndio.
  • 306.
    A que horasterminou o filme, Miguel ? A que horas, Miguel , terminou o filme?
  • 307.
    Os meus paisviram -no na rua. A notícia foi dada já muito tarde. O nosso colega afirmou que o chefe chegara . Comi a maçã . Este jovem é talentoso.
  • 308.
    A selecção ganhou o jogo . sujeito predicado c. directo O Pedro contou uma história verdadeira . sujeito predicado complemento directo
  • 309.
    O João é muito bom aluno. sujeito verbo cop. predicativo do sujeito predicado nominal
  • 310.
    Astrogildo achou o trabalho óptimo. Sujeito Predicado C. directo Predicativo do C. directo Ninguém ficou indiferente. Sujeito V. Cop. Predicativo do sujeito Predicado Nominal
  • 311.
    Denotação = Frase2 Conotação = Frase 1
  • 312.
    O Brasil fica longe. / próprio Hoje, só bebi um café / comum, concreto Deram-me uma mochila vermelha. / comum, concreto Tens boa memória ? / abstracto A minha turma é grande. / colectivo Tive uma grande alegria . / abstracto
  • 313.
    rapazinho /rapaz / rapagão cãozinho / cão / canzarrão boquinha / boca / bocarra casinha / casa / casarão
  • 314.
    Mil e oitocentosconsultórios dentários aderiram este ano à quinta edição do Mês da Saúde Oral da Colgate e da Medicina Dentária(SPEMD), que decorre até ao final de Outubro. Durante este mês, profissionais de saúde oral de todo o país, incluindo ilhas, realizam gratuitamente check-ups dentários a quem quiser.
  • 315.
    Se desejar saber qual é o estado da sua boca basta marcar o 808205206, entre as 09h00 e as 23h00. Do outro lado da linha alguém lhe dirá quais os consultórios aderentes mais próximos da sua área de residência. Depois, só precisa de marcar o rastreio. Ah! Mas lembre-se de que esta consulta, gratuita, não contempla a realização de tratamento nem qualquer realização de radiografias.
  • 316.
    1 – computador,João, Alfornelos / nome 2 – andarás, estou, vivendo / verbo 3 – ah!, ufa!, valha-me Deus!, oxalá / interjeição 4 – alegremente, mal, depressa, muito / advérbio 5 – ele, me, te, nós / pronome pessoal
  • 317.
    6 – amargo,bela, maior, afável / adjectivo 7 – pois, quando, e, se / conjunção 8 – o, um, os, as / determinante artigo 9 – em, entre, a, após / preposição 10 – esta, aquela, esses / determinante demonstrativo
  • 318.
    Ontem = complemento circunstancial a mãe do Ivo = sujeito ofereceu = predicado aos alunos = complemento indirecto chupetas de chocolate = complemento directo
  • 319.
    Activa / Odesempenho da banda foi aplaudido pelos fãs Passiva / O namorado ofereceu-lhe o anel. Passiva / Os colegas escolheram o delegado.
  • 320.
    Activa / Asminhas sapatilhas foram calçadas pelo Tiago. Passiva / Um peixe-formiga mordeu-o.
  • 321.
    7. À personagem,que estava angustiada e desejosa de se libertar, a noite parecia mais longa do que efectivamente seria.
  • 322.
    8. Avontade de emigrar para os Estados Unidos mantinha-se e não era apenas o resultado de um sonho: era também a consequência de as pessoas quererem sobreviver e não terem condições nos seus países de origem.
  • 323.
    9. A fraseem causa mostra que o leitor referido não tinha razão: o passageiro queria ganhar o seu sustento de modo legítimo (ganhar o «pão» através do «trabalho»), não nos surge com o perfil de indivíduo ganancioso.