A sequência  «Deve recolher as fezes do seu cão num invólucro de plástico. Deverá segurar o papel de apoio com a mão esquerda, enquanto deposita o cocó no referido saco. Para o efeito, procederá do seguinte modo: [...]»  ilustra bem o protótipo textual a) injuntivo-instrucional. b) expositivo-explicativo. ω) argumentativo. δ) dialogal-conversacional.
A sequência  «O texto argumentativo tem como objectivo interferir ou transformar o ponto de vista do leitor relativamente ao mundo que o rodeia. Esse ponto de vista assenta num conjunto de normas ou valores»  é exemplo do protótipo textual a) argumentativo. b) expositivo. ω) descritivo. δ) narrativo.
A sequência  «José Fernando Antunes, natural da Cornualha, numa manhã de domingo, passeava pelo campo, quando avistou um cocó em movimento»  pertence ao tipo textual a) expositivo. b) descritivo. ω) narrativo. δ) argumentativo.
«És um leão!» — dito em admiração pela energia do nosso interlocutor — é  a) uma metonímia. b) uma personificação. ω) animismo. δ) uma metáfora.
«Com energia luto, / Com energia me revolto, / Com energia quero» são versos (bastante maus, benza-os Deus!) em que há o recurso estilístico designado a) anáfora. b) metáfora. ω) sinédoque. δ) polissíndeto.
Em «Furei o frio e a fome e as fezes» — outro mau verso (é meu!) — há a) aliteração e anáfora. b) polissíndeto e anástrofe. ω) aliteração e polissíndeto. δ) assíndeto e aliteração.
«Perfume fresco» e «vermelho estridente» são bons exemplos de a) hipálage. b) sinestesia. ω) comparação. δ) hipérbole.
«Ronaldo defendeu garbosamente o emblema do Mucifalense» contém uma a) metáfora. b) epífora. ω) elipse. δ) metonímia.
Se, para representar a angústia das pessoas, se disser que se «formaram rios com as suas lágrimas», estaremos perante a) uma hipérbole . b) uma ironia. ω) um pleonasmo. δ) um hipérbato.
A redacção das acepções que lemos em verbetes de dicionário socorre m -se, muitas vezes, de a) perífrases. b) metáforas. ω) antíteses. δ) quiasmos.
Perífrase [Uso de uma expressão longa que corresponderia afinal a um simples «façam o que eu digo»] Dizer por muitas palavras o que poderia ser dito mais abreviadamente.
Em «Ó Dona Noémia, leve-nos estas cortinas que parece que cheiram a cocó» há a) anástrofe e ironia. b) paradoxo e antítese. ω) alegoria e eufemismo. δ) apóstrofe e comparação.
«Parece-me que o Félix dirige bem o Mucifalense» é um acto de fala a) directivo. b) assertivo. ω) declarativo. δ) expressivo .
«Está bem, vá. Apareço às três» é um acto de fala a) directivo. b) compromissivo. ω) expressivo. δ) assertivo.
«Cada vez gosto mais dos animais e menos dos homens» é um acto de fala a) indirecto, expressivo. b) directo, declarativo. ω) indirecto, assertivo. δ) directo, compromissivo.
«Não tens frio?» é um acto de fala a) directo, compromissivo. b) directo, expressivo. ω) indirecto, declarativo. δ) indirecto, directivo.
Os Lusíadas  integram-se no modo literário a) dramático. b) lírico. ω) poético. δ) narrativo.
O modo literário dramático inclui a) os trechos de cariz trágico. b) as peças de teatro. ω) os textos que implicam dramatismo. δ) os textos em prosa.
São géneros do modo lírico a) a epopeia, o soneto, o hai-kai. b) a novela, o conto, a farsa. ω) a ode, o soneto, a écloga. δ) a quadra popular, o romance passional, a ode.
Os dois verbetes intitulados «canto» no dicionário (cujos étimos são, respectivamente, lat.  canthu- , ‘ângulo, canto’, e lat.  cantu- , ‘canção’) chegam para percebermos tratar-se de a) situação de polissemia. b) fenómeno de homonímia. ω) várias acepções de um mesmo vocábulo. δ) campo lexical de ‘geometria’.
«1. excremento; fezes. 2. anel do cabelo. 3. raça de galos e galinhas.» (transcrevo um verbete do  Grande Dicionário Língua Portuguesa ) será o a) campo semântico de «cocó». b) campo lexical de «cocó». ω) campo lexical de «excremento». δ) campo semântico de «excremento».
 
Fado [= destino];  Lídia   [cfr.  Odes  de Horácio] ;  óbolo ;  barqueiro   [Caronte]   pagãos ;  deuses .
Também não faltam formas verbais com valor imperativo.  São formas do próprio Imperativo na 2.ª pessoa do singular («vem», « pega », « deixa »);
ou do Presente do Conjuntivo na 1.ª pessoa do plural («fitemos», « enlacemos », « pensemos », « desenlacemos », « amemo-nos », « colhamos »).
Também um Conjuntivo mas da 3.ª pessoa do singular terá valor imperativo: «que o seu perfume  suavize  o momento». Certos futuros do indicativo — por sinal, conjugados pronominalmente — talvez tenham também conotação directiva: «lembrar-te-ás», « ser-me-ás   [suave] ».
«o curso do rio» = ‘passagem do  tempo ’;  «se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio» = ‘se  morreres  antes de mim’  [perífrase que aproveita a alegoria da passagem para a morte mediante a travessia de rio...]
Se a vida passa e não se pode evitar a morte, é preciso, por um lado, aproveitar o  presente  (epicurismo) e, por outro, vivê-lo com serena e altiva  aceitação  do destino (estoicismo).
O sujeito poético propõe a Lídia uma relação  tranquila, sem envolvimento nem paixão, nem sequer emoção , como única forma de evitar o sofrimento provocado pela separação que a morte de um deles acarreta. Esse medo é tão grande, que a morte só é nomeada através dos eufemismos contidos nas expressões « se for sombra antes » e « se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio ».
 
 
Sossegadamente  fitemos o seu curso /  V ou F Mais vale saber passar  silenciosamente  /  V Amemo-nos  tranquilamente  /  V Esse momento em que  sossegadamente  não cremos em nada (200) /  V
A minha alma caiu pela escada  excessivamente  abaixo /  Adv Olham os cacos  absurdamente  conscientes /  Adj Os deuses olham-no  especialmente  /  V O que falta nelas  eternamente  /  V
Amo  infinitamente  o finito /  V Desejo  impossivelmente  o possível /  V Perco-me  subitamente  da visão imediata /  F ou V recordar  intransigentemente  /  V
acompanhamento  banalmente  sinistro /  Adj inconscientemente  simbólico /  Adj terrivelmente  ameaçador  de  significações metafísicas /  Adj
que fosse  misteriosamente  minha /  Adj ou V beleza disto  totalmente  desconhecida dos antigos /  Adj de vos ouvir  demasiadamente  de perto /  Prep
Sorrindo  vagamente  /  V As cousas sejam  realmente  o que parecem ser /  V
«sossegada» > «sossegadamente»;  «silenciosa» >  «silenciosamente» ;  «vaga»  > «vagamente»; «misteriosa»  > «misteriosamente».
A vogal que era a tónica dos adjectivos, nos advérbios em  –mente,  ao contrário do que acontece em outras palavras derivadas,  mantém-se aberta: [a], [ó], etc.   (o acento original mantém-se como secundário, sem que a qualidade da vogal seja alterada).
Em estruturas coordenadas — do tipo «cómoda e eficazmente» ou, na canção dos Gato Fedorento, «nomeada, exacta e mormente» — pode colocar-se o sufixo apenas no  último advérbio da série .
 
 
TPC Ir tratando da tarefa grande (ver em  Gaveta de Nuvens  instruções; relancear e reservar poemas).

Apresentação para décimo segundo ano, aula 13

  • 1.
  • 2.
    A sequência «Deve recolher as fezes do seu cão num invólucro de plástico. Deverá segurar o papel de apoio com a mão esquerda, enquanto deposita o cocó no referido saco. Para o efeito, procederá do seguinte modo: [...]» ilustra bem o protótipo textual a) injuntivo-instrucional. b) expositivo-explicativo. ω) argumentativo. δ) dialogal-conversacional.
  • 3.
    A sequência «O texto argumentativo tem como objectivo interferir ou transformar o ponto de vista do leitor relativamente ao mundo que o rodeia. Esse ponto de vista assenta num conjunto de normas ou valores» é exemplo do protótipo textual a) argumentativo. b) expositivo. ω) descritivo. δ) narrativo.
  • 4.
    A sequência «José Fernando Antunes, natural da Cornualha, numa manhã de domingo, passeava pelo campo, quando avistou um cocó em movimento» pertence ao tipo textual a) expositivo. b) descritivo. ω) narrativo. δ) argumentativo.
  • 5.
    «És um leão!»— dito em admiração pela energia do nosso interlocutor — é a) uma metonímia. b) uma personificação. ω) animismo. δ) uma metáfora.
  • 6.
    «Com energia luto,/ Com energia me revolto, / Com energia quero» são versos (bastante maus, benza-os Deus!) em que há o recurso estilístico designado a) anáfora. b) metáfora. ω) sinédoque. δ) polissíndeto.
  • 7.
    Em «Furei ofrio e a fome e as fezes» — outro mau verso (é meu!) — há a) aliteração e anáfora. b) polissíndeto e anástrofe. ω) aliteração e polissíndeto. δ) assíndeto e aliteração.
  • 8.
    «Perfume fresco» e«vermelho estridente» são bons exemplos de a) hipálage. b) sinestesia. ω) comparação. δ) hipérbole.
  • 9.
    «Ronaldo defendeu garbosamenteo emblema do Mucifalense» contém uma a) metáfora. b) epífora. ω) elipse. δ) metonímia.
  • 10.
    Se, para representara angústia das pessoas, se disser que se «formaram rios com as suas lágrimas», estaremos perante a) uma hipérbole . b) uma ironia. ω) um pleonasmo. δ) um hipérbato.
  • 11.
    A redacção dasacepções que lemos em verbetes de dicionário socorre m -se, muitas vezes, de a) perífrases. b) metáforas. ω) antíteses. δ) quiasmos.
  • 12.
    Perífrase [Uso deuma expressão longa que corresponderia afinal a um simples «façam o que eu digo»] Dizer por muitas palavras o que poderia ser dito mais abreviadamente.
  • 13.
    Em «Ó DonaNoémia, leve-nos estas cortinas que parece que cheiram a cocó» há a) anástrofe e ironia. b) paradoxo e antítese. ω) alegoria e eufemismo. δ) apóstrofe e comparação.
  • 14.
    «Parece-me que oFélix dirige bem o Mucifalense» é um acto de fala a) directivo. b) assertivo. ω) declarativo. δ) expressivo .
  • 15.
    «Está bem, vá.Apareço às três» é um acto de fala a) directivo. b) compromissivo. ω) expressivo. δ) assertivo.
  • 16.
    «Cada vez gostomais dos animais e menos dos homens» é um acto de fala a) indirecto, expressivo. b) directo, declarativo. ω) indirecto, assertivo. δ) directo, compromissivo.
  • 17.
    «Não tens frio?»é um acto de fala a) directo, compromissivo. b) directo, expressivo. ω) indirecto, declarativo. δ) indirecto, directivo.
  • 18.
    Os Lusíadas integram-se no modo literário a) dramático. b) lírico. ω) poético. δ) narrativo.
  • 19.
    O modo literáriodramático inclui a) os trechos de cariz trágico. b) as peças de teatro. ω) os textos que implicam dramatismo. δ) os textos em prosa.
  • 20.
    São géneros domodo lírico a) a epopeia, o soneto, o hai-kai. b) a novela, o conto, a farsa. ω) a ode, o soneto, a écloga. δ) a quadra popular, o romance passional, a ode.
  • 21.
    Os dois verbetesintitulados «canto» no dicionário (cujos étimos são, respectivamente, lat. canthu- , ‘ângulo, canto’, e lat. cantu- , ‘canção’) chegam para percebermos tratar-se de a) situação de polissemia. b) fenómeno de homonímia. ω) várias acepções de um mesmo vocábulo. δ) campo lexical de ‘geometria’.
  • 22.
    «1. excremento; fezes.2. anel do cabelo. 3. raça de galos e galinhas.» (transcrevo um verbete do Grande Dicionário Língua Portuguesa ) será o a) campo semântico de «cocó». b) campo lexical de «cocó». ω) campo lexical de «excremento». δ) campo semântico de «excremento».
  • 23.
  • 24.
    Fado [= destino]; Lídia [cfr. Odes de Horácio] ; óbolo ; barqueiro [Caronte] pagãos ; deuses .
  • 25.
    Também não faltamformas verbais com valor imperativo. São formas do próprio Imperativo na 2.ª pessoa do singular («vem», « pega », « deixa »);
  • 26.
    ou do Presentedo Conjuntivo na 1.ª pessoa do plural («fitemos», « enlacemos », « pensemos », « desenlacemos », « amemo-nos », « colhamos »).
  • 27.
    Também um Conjuntivomas da 3.ª pessoa do singular terá valor imperativo: «que o seu perfume suavize o momento». Certos futuros do indicativo — por sinal, conjugados pronominalmente — talvez tenham também conotação directiva: «lembrar-te-ás», « ser-me-ás [suave] ».
  • 28.
    «o curso dorio» = ‘passagem do tempo ’; «se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio» = ‘se morreres antes de mim’ [perífrase que aproveita a alegoria da passagem para a morte mediante a travessia de rio...]
  • 29.
    Se a vidapassa e não se pode evitar a morte, é preciso, por um lado, aproveitar o presente (epicurismo) e, por outro, vivê-lo com serena e altiva aceitação do destino (estoicismo).
  • 30.
    O sujeito poéticopropõe a Lídia uma relação tranquila, sem envolvimento nem paixão, nem sequer emoção , como única forma de evitar o sofrimento provocado pela separação que a morte de um deles acarreta. Esse medo é tão grande, que a morte só é nomeada através dos eufemismos contidos nas expressões « se for sombra antes » e « se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio ».
  • 31.
  • 32.
  • 33.
    Sossegadamente fitemoso seu curso / V ou F Mais vale saber passar silenciosamente / V Amemo-nos tranquilamente / V Esse momento em que sossegadamente não cremos em nada (200) / V
  • 34.
    A minha almacaiu pela escada excessivamente abaixo / Adv Olham os cacos absurdamente conscientes / Adj Os deuses olham-no especialmente / V O que falta nelas eternamente / V
  • 35.
    Amo infinitamente o finito / V Desejo impossivelmente o possível / V Perco-me subitamente da visão imediata / F ou V recordar intransigentemente / V
  • 36.
    acompanhamento banalmente sinistro / Adj inconscientemente simbólico / Adj terrivelmente ameaçador de significações metafísicas / Adj
  • 37.
    que fosse misteriosamente minha / Adj ou V beleza disto totalmente desconhecida dos antigos / Adj de vos ouvir demasiadamente de perto / Prep
  • 38.
    Sorrindo vagamente / V As cousas sejam realmente o que parecem ser / V
  • 39.
    «sossegada» > «sossegadamente»; «silenciosa» > «silenciosamente» ; «vaga» > «vagamente»; «misteriosa» > «misteriosamente».
  • 40.
    A vogal queera a tónica dos adjectivos, nos advérbios em –mente, ao contrário do que acontece em outras palavras derivadas, mantém-se aberta: [a], [ó], etc. (o acento original mantém-se como secundário, sem que a qualidade da vogal seja alterada).
  • 41.
    Em estruturas coordenadas— do tipo «cómoda e eficazmente» ou, na canção dos Gato Fedorento, «nomeada, exacta e mormente» — pode colocar-se o sufixo apenas no último advérbio da série .
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    TPC Ir tratandoda tarefa grande (ver em Gaveta de Nuvens instruções; relancear e reservar poemas).