processos de  coesão lexical holonímia (homónimo / merónimo) hiperonímia (hiperónimo / hipónimo) sinonímia antonímia repetição elipse e  coesão referencial pronominalização (anáfora / catáfora)
[o]  que é ca [cofónico] =  queca [u] ma mala  =  mamá-la [u] ma minha  =  maminha Cuba lança  =  cu balança tem-me tido  =  tem metido quem  tem tala sou eu  = quem  te entala sou eu [sou um]  ás no   [computador] =  asno [serei um]   dia rei a [qui] =  diarreia [prefiro que]  tu mates  =  tomates fazer  uma gala  = fazer  o magala
 
1.1  «uma soma simples» – adjectivo com valor  restritivo ; «uma simples soma» – adjectivo com valor  não restritivo .
1.2  «uma soma simples» indica que a conta a fazer não tinha qualquer dificuldade; «uma simples soma» indica que a operação matemática a realizar era muito fácil.
2.  É a hipótese  a) «Uma colega, envergonhada, explicou-me com um sorriso...»
3.1  O primeiro adjectivo não está usado  denotativamente  (ou está usado  conotativamente ): traduz a alegria, a vivacidade, próprias da juventude, contrastando com o sentido  denotativo  do adjectivo «ignorante».
3.2  O valor semântico dos adjectivos é  não restritivo .
4.  A colocação depois do nome levaria a que o adjectivo adquirisse um valor semântico  restritivo . Referiria, nesse caso, a condição económica das raparigas.
5.1  «…como,  antigamente / nos tempos antigos / outrora , um estudante da primeira classe…»
5.2  «Gostei de voltar a ver a minha velha amiga» ;  «A casa velha vai ser restaurada» .
A Noite do Oráculo , último título do norte-americano Paul Auster, é um  romance   que  surpreende e  cuja  acção ,  a qual  inclui várias histórias encaixadas, nos conduz a uma reflexão sobre o tempo. O protagonista é um  escritor   que  acaba de recuperar de uma grave doença e a  quem  imprevistos diversos acontecem, desde  aquele dia de Setembro   em que  entrou numa  papelaria   onde  um simpático oriental lhe vendeu o caderno de capa azul, de fabrico português.
A partir daí,  tudo   quanto  lhe acontece é extraordinário e desconcertante.
Os antecedentes dos pronomes relativos assinalados são, respectivamente, « romance », « romance », « acção », « escritor », « escritor »,  « dia de Setembro », « papelaria », « tudo ».
2.  a.  explicativa  b.  restritiva c.  explicativa   d.  explicativa e.  restritiva f.  restritiva g.  restritiva
3. Exemplos de frases com orações relativas restritivas: «O cinema onde fomos vai repor o filme  Morte no Nilo ». « O livro que estou a ler é um policial ». «Poirot é um detective a quem nenhum criminoso consegue escapar».
Exemplos de frases com orações relativas explicativas: «O filme  Morte no Nilo , que vimos ontem, foi adaptado de um romance de Agatha Christie». «Poirot, a quem nenhum criminoso consegue escapar, é famoso pelas suas células cinzentas». « O Egipto, onde decorre a acção de  Morte no Nilo , deve ser um país fascinante ».
As orações adjectivas relativas  que restringem o âmbito do nome antecedente  são restritivas.  Não podem ser separadas por vírgulas. Se omitirmos uma oração subordinada adjectiva relativa restritiva, o sentido da oração subordinante é alterado.
As orações subordinadas adjectivas relativas explicativas , que ficam entre vírgulas,  não alteram o sentido das subordinantes.
 
 
Brasão Campos (2 poemas) Castelos  (7 poemas) Quinas  (5 poemas) Coroa  (1 poema) Timbre  (3 poemas  [= cabeça + asas do grifo] ) Mar Português Encoberto
 
1.  Segundo a primeira estrofe, o presente  é de adormecimento, está quase moribundo; é «noite», é tempo de «alma vil», «silêncio hostil».
2.  A segunda estrofe, iniciada com a adversativa «mas»,  abre uma janela de esperança, apontando a «chama» (a vontade) escondida, não extinta, que deve ainda erguer-se.
3.  A última estrofe exprime  um desejo de ressurgimento. O poeta pede que haja a ousadia de renascer («o sopro, a aragem ou desgraça ou ânsia»). O importante será criar um novo império (essa «Distância»), ainda que não se defina quais os termos dessa conquista («do mar ou outra»).
4.  Neste poema, o sujeito lírico  lamenta  a modorra em que a pátria se encontra e exprime o desejo de um  ressurgimento , que só será possível alcançar através da chama vital do sonho. Do mesmo modo, no final dos  Lusíadas , o poeta mostra amargura por saber que a pátria «está metida / No gosto da cobiça e na rudeza / Duma  austera, apagada e vil tristeza » (canto X, estância 145 [ver manual, p. 99].
Por isso, apela a  D. Sebastião  a que impulsione o  renascimento dessa luta, em que os portugueses enfrentarão os «perigos  incógnitos do Mundo » (est. 147).
 
TPC (i) Revê gramática.  (ii) Escreve um «Alfabeto Pessoano»
A,  de  África do Sul  — A sua educação, de tradição inglesa, decorreu na então colónia britânica.  B , de  Bebida  — Pessoa bebia, segundo o próprio, não como uma esponja mas como um armazém de esponjas e respectivo anexo.  C , de  Caeiro  — Segundo Fernando Pessoa, era o Mestre dos outros heterónimos e de Pessoa ele-mesmo. D , ...
Ascensão de Vasco da Gama ....................................................................... Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do  Argonauta .
Tal como em  Mensagem , em que o Gama é identificado com um  Argonauta , também nos  Lusíadas , no momento em que partem para a Índia, os portugueses são comparados aos Argonautas (canto IV, 83).
Foram de Emanuel remunerados, Por que com mais amor se apercebessem, E com palavras altas animados Pera quantos trabalhos sucedessem. Assi foram os Mínias ajuntados, Pera que o Véu dourado combatessem, Na fatídica Nau, que ousou primeira Tentar o mar Euxínio, aventureira.
Mínias = 'Argonautas' Euxínio = 'Mar Negro' Véu dourado = 'Velo (ou Tosão) de ouro'
 

ApresentaçãO Para DéCimo Segundo Ano, Aula 23

  • 1.
  • 2.
    processos de coesão lexical holonímia (homónimo / merónimo) hiperonímia (hiperónimo / hipónimo) sinonímia antonímia repetição elipse e coesão referencial pronominalização (anáfora / catáfora)
  • 3.
    [o] queé ca [cofónico] = queca [u] ma mala = mamá-la [u] ma minha = maminha Cuba lança = cu balança tem-me tido = tem metido quem tem tala sou eu = quem te entala sou eu [sou um] ás no [computador] = asno [serei um] dia rei a [qui] = diarreia [prefiro que] tu mates = tomates fazer uma gala = fazer o magala
  • 4.
  • 5.
    1.1 «umasoma simples» – adjectivo com valor restritivo ; «uma simples soma» – adjectivo com valor não restritivo .
  • 6.
    1.2 «umasoma simples» indica que a conta a fazer não tinha qualquer dificuldade; «uma simples soma» indica que a operação matemática a realizar era muito fácil.
  • 7.
    2. Éa hipótese a) «Uma colega, envergonhada, explicou-me com um sorriso...»
  • 8.
    3.1 Oprimeiro adjectivo não está usado denotativamente (ou está usado conotativamente ): traduz a alegria, a vivacidade, próprias da juventude, contrastando com o sentido denotativo do adjectivo «ignorante».
  • 9.
    3.2 Ovalor semântico dos adjectivos é não restritivo .
  • 10.
    4. Acolocação depois do nome levaria a que o adjectivo adquirisse um valor semântico restritivo . Referiria, nesse caso, a condição económica das raparigas.
  • 11.
    5.1 «…como, antigamente / nos tempos antigos / outrora , um estudante da primeira classe…»
  • 12.
    5.2 «Gosteide voltar a ver a minha velha amiga» ; «A casa velha vai ser restaurada» .
  • 13.
    A Noite doOráculo , último título do norte-americano Paul Auster, é um romance que surpreende e cuja acção , a qual inclui várias histórias encaixadas, nos conduz a uma reflexão sobre o tempo. O protagonista é um escritor que acaba de recuperar de uma grave doença e a quem imprevistos diversos acontecem, desde aquele dia de Setembro em que entrou numa papelaria onde um simpático oriental lhe vendeu o caderno de capa azul, de fabrico português.
  • 14.
    A partir daí, tudo quanto lhe acontece é extraordinário e desconcertante.
  • 15.
    Os antecedentes dospronomes relativos assinalados são, respectivamente, « romance », « romance », « acção », « escritor », « escritor », « dia de Setembro », « papelaria », « tudo ».
  • 16.
    2. a. explicativa b. restritiva c. explicativa d. explicativa e. restritiva f. restritiva g. restritiva
  • 17.
    3. Exemplos defrases com orações relativas restritivas: «O cinema onde fomos vai repor o filme Morte no Nilo ». « O livro que estou a ler é um policial ». «Poirot é um detective a quem nenhum criminoso consegue escapar».
  • 18.
    Exemplos de frasescom orações relativas explicativas: «O filme Morte no Nilo , que vimos ontem, foi adaptado de um romance de Agatha Christie». «Poirot, a quem nenhum criminoso consegue escapar, é famoso pelas suas células cinzentas». « O Egipto, onde decorre a acção de Morte no Nilo , deve ser um país fascinante ».
  • 19.
    As orações adjectivasrelativas que restringem o âmbito do nome antecedente são restritivas. Não podem ser separadas por vírgulas. Se omitirmos uma oração subordinada adjectiva relativa restritiva, o sentido da oração subordinante é alterado.
  • 20.
    As orações subordinadasadjectivas relativas explicativas , que ficam entre vírgulas, não alteram o sentido das subordinantes.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
    Brasão Campos (2poemas) Castelos (7 poemas) Quinas (5 poemas) Coroa (1 poema) Timbre (3 poemas [= cabeça + asas do grifo] ) Mar Português Encoberto
  • 24.
  • 25.
    1. Segundoa primeira estrofe, o presente é de adormecimento, está quase moribundo; é «noite», é tempo de «alma vil», «silêncio hostil».
  • 26.
    2. Asegunda estrofe, iniciada com a adversativa «mas», abre uma janela de esperança, apontando a «chama» (a vontade) escondida, não extinta, que deve ainda erguer-se.
  • 27.
    3. Aúltima estrofe exprime um desejo de ressurgimento. O poeta pede que haja a ousadia de renascer («o sopro, a aragem ou desgraça ou ânsia»). O importante será criar um novo império (essa «Distância»), ainda que não se defina quais os termos dessa conquista («do mar ou outra»).
  • 28.
    4. Nestepoema, o sujeito lírico lamenta a modorra em que a pátria se encontra e exprime o desejo de um ressurgimento , que só será possível alcançar através da chama vital do sonho. Do mesmo modo, no final dos Lusíadas , o poeta mostra amargura por saber que a pátria «está metida / No gosto da cobiça e na rudeza / Duma austera, apagada e vil tristeza » (canto X, estância 145 [ver manual, p. 99].
  • 29.
    Por isso, apelaa D. Sebastião a que impulsione o renascimento dessa luta, em que os portugueses enfrentarão os «perigos incógnitos do Mundo » (est. 147).
  • 30.
  • 31.
    TPC (i) Revêgramática. (ii) Escreve um «Alfabeto Pessoano»
  • 32.
    A, de África do Sul — A sua educação, de tradição inglesa, decorreu na então colónia britânica. B , de Bebida — Pessoa bebia, segundo o próprio, não como uma esponja mas como um armazém de esponjas e respectivo anexo. C , de Caeiro — Segundo Fernando Pessoa, era o Mestre dos outros heterónimos e de Pessoa ele-mesmo. D , ...
  • 33.
    Ascensão de Vascoda Gama ....................................................................... Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta .
  • 34.
    Tal como em Mensagem , em que o Gama é identificado com um Argonauta , também nos Lusíadas , no momento em que partem para a Índia, os portugueses são comparados aos Argonautas (canto IV, 83).
  • 35.
    Foram de Emanuelremunerados, Por que com mais amor se apercebessem, E com palavras altas animados Pera quantos trabalhos sucedessem. Assi foram os Mínias ajuntados, Pera que o Véu dourado combatessem, Na fatídica Nau, que ousou primeira Tentar o mar Euxínio, aventureira.
  • 36.
    Mínias = 'Argonautas'Euxínio = 'Mar Negro' Véu dourado = 'Velo (ou Tosão) de ouro'
  • 37.