Pedira que palavras fossem sublinhadas.
Por vezes, demasiado compacto,
concentrado (ficando logo artificial,
forçado) — por isso aconselhara cerca
de cem palavras.
Estilo (ou mesmo o enredo) nem
sempre parece compatível com o resto da
crónica de Kalaf (havia vantagem em
terem relido os parágrafos contíguos para
interiorizarem o registo, o estilo).
vate = ‘poeta’
profana = ‘não religiosa’
a) prótese de e, apócope de e
b) síncope de n, crase de ee, metátese de r
c) vocalização de g
d) sonorização de p, t, c, aférese de a
e) síncope de b, crase de ii, prótese de a
f) síncope de d, apócope de e
g) apócope de e, palatalização de cl
h) síncope de d, crase de ee
i) síncope de i, assimilação de m
j) síncope de l, sinérese de au (> [aw])
k) síncope de u, prótese de e, palatalização
de cl
l) vocalização de l, assimilação (da
nasalidade no ditongo)
m) síncope de u, metátese de l e r
n) síncope de l, sinérese de oe (> oi [oj]).
Os sketches que acabámos de ver
(«Agência publicitária de Chelas» e
«Pare de estalar os dedos», ambos da
série Lopes da Silva) servem para
exemplificar dois tipos de publicidade: a
comercial e a institucional (cfr.
definições a meio da p. 46).
«Agência publicitária de Chelas» seria um
exemplo de publicidade a incitar ao
consumo, encomendada por empresas,
destinada a vender um produto ou marca,
designável como publicidade comercial.
Já o conjunto «Pare de estalar os dedos»
ridicularizava a publicidade institucional,
aquela que é da iniciativa do governo ou
de associações não-lucrativas, que visa
informar, despertar consciências, a
adesão a uma causa, enfim, educar para a
cidadania.
Ao conceber a campanha para a Super
Sumo, a Agência Criativa de Chelas não adaptou
a sua estratégia ao verdadeiro público-alvo do
produto em causa. Essa adaptação às pessoas
suscetíveis de consumir o refrigerante
determinaria que se evitassem palavras de
registos de língua muito marcados em termos
sociais ou situacionais. Quando o empresário
manifesta a vontade de que houvesse outra linha
diretora da campanha, com mais «classe», os
publicitários de Chelas limitaram-se a fazer
figurar «requinte» no slogan. O episódio termina
com um quiproquó (um mal-entendido) motivado
pelas conotações policiais da expressão «está
referenciada».
Não por acaso, estes slogans têm
rima (em -ar, em -uro e em -anha-se).
Quanto à métrica, só há um slogan em que
os dois versos não são isométricos (isto
é, não têm o mesmo número de sílabas
métricas). Com efeito, os versos de
O’Neill são um tetrassílabo e um
pentassílabo; nos outros dois slogans,
temos dois versos trissilábicos e dois
versos tetrassilábicos.
Há mar e mar,
1 2 3 4 tetrassílabo
Há ir e voltar pentassílabo
1 2 3 4 5
Mais Seguro
1 2 3 trissílabo
Mais Futuro
1 2 3 trissílabo
Primeir ’ estranha-se
1 2 3 4 tetrassílabo
Depois, entranha-se
1 2 3 4 tetrassílabo
mensagem que o empresário queria
que a publicidade inculcasse — «É cool
beber Super Sumo; e quem não bebe não
é cool»
≠
slogan
TPC — (i) Conclui redação dos guiões
para publicidade, que me trarás (pode ser
na mesma folha em que os começaste);
(ii) Deves aproveitar para ir revendo
gramática e conteúdos literários que
fomos estudando, ou revendo, até agora.
Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 19-20
Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 19-20

Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 19-20

  • 2.
    Pedira que palavrasfossem sublinhadas.
  • 3.
    Por vezes, demasiadocompacto, concentrado (ficando logo artificial, forçado) — por isso aconselhara cerca de cem palavras.
  • 4.
    Estilo (ou mesmoo enredo) nem sempre parece compatível com o resto da crónica de Kalaf (havia vantagem em terem relido os parágrafos contíguos para interiorizarem o registo, o estilo).
  • 6.
    vate = ‘poeta’ profana= ‘não religiosa’
  • 8.
    a) prótese dee, apócope de e b) síncope de n, crase de ee, metátese de r c) vocalização de g d) sonorização de p, t, c, aférese de a e) síncope de b, crase de ii, prótese de a
  • 9.
    f) síncope ded, apócope de e g) apócope de e, palatalização de cl h) síncope de d, crase de ee i) síncope de i, assimilação de m j) síncope de l, sinérese de au (> [aw])
  • 10.
    k) síncope deu, prótese de e, palatalização de cl l) vocalização de l, assimilação (da nasalidade no ditongo) m) síncope de u, metátese de l e r n) síncope de l, sinérese de oe (> oi [oj]).
  • 12.
    Os sketches queacabámos de ver («Agência publicitária de Chelas» e «Pare de estalar os dedos», ambos da série Lopes da Silva) servem para exemplificar dois tipos de publicidade: a comercial e a institucional (cfr. definições a meio da p. 46).
  • 13.
    «Agência publicitária deChelas» seria um exemplo de publicidade a incitar ao consumo, encomendada por empresas, destinada a vender um produto ou marca, designável como publicidade comercial. Já o conjunto «Pare de estalar os dedos» ridicularizava a publicidade institucional, aquela que é da iniciativa do governo ou de associações não-lucrativas, que visa informar, despertar consciências, a adesão a uma causa, enfim, educar para a cidadania.
  • 14.
    Ao conceber acampanha para a Super Sumo, a Agência Criativa de Chelas não adaptou a sua estratégia ao verdadeiro público-alvo do produto em causa. Essa adaptação às pessoas suscetíveis de consumir o refrigerante determinaria que se evitassem palavras de registos de língua muito marcados em termos sociais ou situacionais. Quando o empresário manifesta a vontade de que houvesse outra linha diretora da campanha, com mais «classe», os publicitários de Chelas limitaram-se a fazer figurar «requinte» no slogan. O episódio termina com um quiproquó (um mal-entendido) motivado pelas conotações policiais da expressão «está referenciada».
  • 16.
    Não por acaso,estes slogans têm rima (em -ar, em -uro e em -anha-se). Quanto à métrica, só há um slogan em que os dois versos não são isométricos (isto é, não têm o mesmo número de sílabas métricas). Com efeito, os versos de O’Neill são um tetrassílabo e um pentassílabo; nos outros dois slogans, temos dois versos trissilábicos e dois versos tetrassilábicos.
  • 18.
    Há mar emar, 1 2 3 4 tetrassílabo Há ir e voltar pentassílabo 1 2 3 4 5
  • 19.
    Mais Seguro 1 23 trissílabo Mais Futuro 1 2 3 trissílabo
  • 20.
    Primeir ’ estranha-se 12 3 4 tetrassílabo Depois, entranha-se 1 2 3 4 tetrassílabo
  • 22.
    mensagem que oempresário queria que a publicidade inculcasse — «É cool beber Super Sumo; e quem não bebe não é cool» ≠ slogan
  • 24.
    TPC — (i)Conclui redação dos guiões para publicidade, que me trarás (pode ser na mesma folha em que os começaste); (ii) Deves aproveitar para ir revendo gramática e conteúdos literários que fomos estudando, ou revendo, até agora.