POLÍTICA EDUCACIONAL EM DOURADOS/MS:
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E A FORMAÇÃO DE
              PROFESSORES



                    Mestranda Mariclei Przylepa
                   Orientador Paulo Gomes Lima
OBJETIVO



Apreender as percepções de professores e coordenadores

pedagógicos sobre a Política Educacional da Rede Municipal

          de Ensino de Dourados-MS (1997-2005)



                              Formação Continuada de
  Organização Curricular
                                   Professores


      Governo
                                 Governo Petista
    Peemedebista
Metodologicamente o estudo pauta-se


Estudo      exploratório     de   cunho      qualitativo,
utilizando-se a entrevista semi-estruturada como
instrumento de coleta de dados.


Breve contextualização de como são concebidas as
Políticas   Públicas   Educacionais   para   a    Educação
Básica, a partir da década de 1990, pelo neoliberalismo,
seguido da contextualização das políticas educacionais
na   cidade de    Dourados-MS-    organizada       em   dois
momentos (1997-2000/ 2001-2005)


São explicitadas as devolutivas dos sujeitos
respondentes       e     discutidos    os        resultados
identificados.
PROBLEMATIZAÇÕES




  Qual a percepção de professores e coordenadores pedagógicos
 sobre as Políticas Educacionais da Rede Municipal de Ensino no
                      período de 1997 a 2005?




Na opinião de professores e coordenadores, qual política educacional
aproximou-se, efetivamente, da realidade sócio-histórica das escolas
municipais trazendo contribuições concretas para repensar a prática
pedagógica dos educadores?
POLÍTICA EDUCACIONAL
                                                   Governo
  NO PERÍODO DE 1997 A
                                                   do PMDB
          2000


• Evidencia-se por parte dos gestores da
  política educacional do município em
  1997 - a reprodução das ações de
  formação vindas da esfera central -
  enquanto Política Educacional.

• Foram efetivadas ações de formação continuada, com
 vistas   a   reorganização          curricular,    pautadas    nas
 compreensões     e   necessidades          estabelecidas      pelos
 documentos      oficiais       -    Parâmetros       Curriculares
 Nacionais      (PCNs)      -       no   contexto    da   reforma
 educacional.
POLÍTICA EDUCACIONAL                       GOVERNO
  NO PERÍODO DE 2OO1 A                        DO PT
           2005

• Prioridade da Política Educacional do município centrava-se
 na Reorientação Curricular no espaço escolar e na Formação
 Continuada dos educadores - uma formação em serviço -
 voltada para a reorganização e seleção dos conteúdos
 científicos sistematizados.

• A Reorientação Curricular iniciada em 2003 ocorreu através do
 processo de Formação Continuada coordenada pela equipe
 pedagógica da     Secretaria de Educação. Pautou-se em uma
 metodologia dialógica e problematizadora - “[...] numa compreensão
 dialética da práxis, entendida numa concepção freiriana, como ação
 e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo”-
 (DOURADOS, 2003, p.3.).
MOVIMENTO DE REORIENTAÇÃO
                       CURRICULAR

O    Movimento      Constituinte      Escolar:   “Construindo      uma       Escola
    Participativa” era marcado pelo compromisso de construir uma escola
    pública, democrática e popular.


Três eixos: a democratização do Acesso, a democratização do
    Conhecimento e a democratização da Gestão.




        Partia da compreensão “[...] de que a educação, como prática humana,
        está comprometida com as lutas e contradições sociais, não podendo
             jamais ser concebida como uma prática neutra e apolítica”
                              (DOURADOS, 2003, p.1).
   Referencial   teórico-metodológico    que    orientava   esse   processo
    fundamentava-se nas concepções, nos valores e nas práticas da educação
    popular do educador Paulo Freire.



   Discussões e debates foram sistematizados como princípios e diretrizes
    no Congresso Municipal da Constituinte Escolar. Desencadeou-se um
    novo e longo processo com vistas a colocá-los em prática e
    orientar/reorientar a elaboração “dos Projetos Políticos Pedagógicos, dos
    Regimentos Escolares e da Estrutura Curricular existente na Rede
    Municipal” (DOURADOS, 2003, p.7.), denominada Movimento de
    Reorientação Curricular.
DISCUTINDO RESULTADOS: ALGUMAS EVIDÊNCIAS



        Governos que coadunam com os pressupostos neoliberais
        buscam materializar ações, projetos e programas nas
        políticas públicas educacionais articuladas ao projeto de
        sociedade   em    curso.   Exemplo:   Política   Educacional
        Municipal efetivada no período de 1997 a 2000.



         Mesmo diante da aceitação e reprodução da maioria dos
        governantes pelas políticas oriundas do governo central,
        existem estados e municípios, que elaboraram políticas
        educacionais que não coadunam com essa concepção
        economicista de educação. Exemplo: Política Educacional
        Municipal efetivada no período de 2001 a 2005 - construir um
        saber educacional que não fosse banalizado pelas políticas
        educacionais de caráter neoliberal.
RESPONDENDO AS
                        PROBLEMATIZAÇÕES



Conclui-se, a partir da fala dos entrevistados, que a política educacional

materializada mais recentemente (2001-2005) ficou evidenciada para a

realidade sócio-histórica de Dourados-MS, por partir da realidade local,

proporcionando o repensar da prática pedagógica. Enquanto que a política

educacional efetivada na gestão (1997-2000) que se restringiu a ratificação

das Diretrizes Curriculares Nacionais, encontrava-se distanciada da

realidade escolar municipal, cabendo aos educadores, somente, a execução

do “pacote” educacional desprovido de ações reflexivas.
Referências Bibliográficas
ARANDA, Maria Alice de Miranda. O significado do princípio da participação na política educacional
  brasileira nos anos iniciais do século XXI: o declarado no PPA “Brasil de Todos 2004-2007”. Tese
  (Doutorado em Educação). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande/MS, 2009.
BASTOS, J. B. Gestão democrática da educação: as práticas administrativas compartilhadas. In: _____.
  (Org.). Gestão Democrática. Rio de Janeiro: DP&A: SEPE, 2005, p.7-30.
CORAZZA, S. Currículos alternativos-oficiais: o(s) risco (s) do hibridismo. In: Reunião Anual da ANPED,
  23ª ed, 2000, Caxambu, MG: ANPED, 2000. Trabalho publicado digitalmente, 12p.
DOURADOS. Secretaria Municipal de Educação. Texto de Abertura. In: Seminário da Rede Municipal de
  Ensino de Dourados: Reorientação Curricular construindo uma educação popular e humanizadora.
  Dourados, 2003. mimeo.
DOURADOS. Secretaria Municipal de Educação. Caderno temático da Constituinte Escolar. Dourados:
  SEMED, set., 2002.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo, Paz e terra,
   1997.
OLIVEIRA. Regina Tereza Cestari. Estado brasileiro e o neoliberalismo. In: SENNA, Ester (Org.).
   Trabalho Educação e Política Pública. Campo Grande: Ed. UFMS, 2003.
SAVIANI, Dermeval. Da nova LDB ao plano nacional de educação: por uma outra política educacional. 2ª
   ed, Campinas, SP: Autores Associados, 1998.
SILVA, T. T; GENTILI, P. Escola S.A. – quem ganha e quem perde no mercado educacional do
   Neoliberalismo. 2. ed. Brasília: CNTE, 1999.
VASCONCELOS, Sonia Solange Ferreira. A(s) política(s) para formação continuada de professores na
   rede municipal de Ensino de Dourados-MS (1997-2004). Dissertação de Mestrado. Universidade
   Federal de Mato Grosso do Sul. Centro de Ciências Humanas e Sociais. Campo Grande, MS, 2007.
“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo,
  torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente,
  ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor.
  Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela
  tampouco a sociedade muda.”(Paulo Freire)



                         OBRIGADA!
                                MARICLEI PRZYLEPA

Apresentação de trabalho politicas cópia

  • 1.
    POLÍTICA EDUCACIONAL EMDOURADOS/MS: ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES Mestranda Mariclei Przylepa Orientador Paulo Gomes Lima
  • 2.
    OBJETIVO Apreender as percepçõesde professores e coordenadores pedagógicos sobre a Política Educacional da Rede Municipal de Ensino de Dourados-MS (1997-2005) Formação Continuada de Organização Curricular Professores Governo Governo Petista Peemedebista
  • 3.
    Metodologicamente o estudopauta-se Estudo exploratório de cunho qualitativo, utilizando-se a entrevista semi-estruturada como instrumento de coleta de dados. Breve contextualização de como são concebidas as Políticas Públicas Educacionais para a Educação Básica, a partir da década de 1990, pelo neoliberalismo, seguido da contextualização das políticas educacionais na cidade de Dourados-MS- organizada em dois momentos (1997-2000/ 2001-2005) São explicitadas as devolutivas dos sujeitos respondentes e discutidos os resultados identificados.
  • 4.
    PROBLEMATIZAÇÕES Quala percepção de professores e coordenadores pedagógicos sobre as Políticas Educacionais da Rede Municipal de Ensino no período de 1997 a 2005? Na opinião de professores e coordenadores, qual política educacional aproximou-se, efetivamente, da realidade sócio-histórica das escolas municipais trazendo contribuições concretas para repensar a prática pedagógica dos educadores?
  • 5.
    POLÍTICA EDUCACIONAL Governo NO PERÍODO DE 1997 A do PMDB 2000 • Evidencia-se por parte dos gestores da política educacional do município em 1997 - a reprodução das ações de formação vindas da esfera central - enquanto Política Educacional. • Foram efetivadas ações de formação continuada, com vistas a reorganização curricular, pautadas nas compreensões e necessidades estabelecidas pelos documentos oficiais - Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) - no contexto da reforma educacional.
  • 6.
    POLÍTICA EDUCACIONAL GOVERNO NO PERÍODO DE 2OO1 A DO PT 2005 • Prioridade da Política Educacional do município centrava-se na Reorientação Curricular no espaço escolar e na Formação Continuada dos educadores - uma formação em serviço - voltada para a reorganização e seleção dos conteúdos científicos sistematizados. • A Reorientação Curricular iniciada em 2003 ocorreu através do processo de Formação Continuada coordenada pela equipe pedagógica da Secretaria de Educação. Pautou-se em uma metodologia dialógica e problematizadora - “[...] numa compreensão dialética da práxis, entendida numa concepção freiriana, como ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo”- (DOURADOS, 2003, p.3.).
  • 7.
    MOVIMENTO DE REORIENTAÇÃO CURRICULAR O Movimento Constituinte Escolar: “Construindo uma Escola Participativa” era marcado pelo compromisso de construir uma escola pública, democrática e popular. Três eixos: a democratização do Acesso, a democratização do Conhecimento e a democratização da Gestão. Partia da compreensão “[...] de que a educação, como prática humana, está comprometida com as lutas e contradições sociais, não podendo jamais ser concebida como uma prática neutra e apolítica” (DOURADOS, 2003, p.1).
  • 8.
    Referencial teórico-metodológico que orientava esse processo fundamentava-se nas concepções, nos valores e nas práticas da educação popular do educador Paulo Freire.  Discussões e debates foram sistematizados como princípios e diretrizes no Congresso Municipal da Constituinte Escolar. Desencadeou-se um novo e longo processo com vistas a colocá-los em prática e orientar/reorientar a elaboração “dos Projetos Políticos Pedagógicos, dos Regimentos Escolares e da Estrutura Curricular existente na Rede Municipal” (DOURADOS, 2003, p.7.), denominada Movimento de Reorientação Curricular.
  • 9.
    DISCUTINDO RESULTADOS: ALGUMASEVIDÊNCIAS Governos que coadunam com os pressupostos neoliberais buscam materializar ações, projetos e programas nas políticas públicas educacionais articuladas ao projeto de sociedade em curso. Exemplo: Política Educacional Municipal efetivada no período de 1997 a 2000. Mesmo diante da aceitação e reprodução da maioria dos governantes pelas políticas oriundas do governo central, existem estados e municípios, que elaboraram políticas educacionais que não coadunam com essa concepção economicista de educação. Exemplo: Política Educacional Municipal efetivada no período de 2001 a 2005 - construir um saber educacional que não fosse banalizado pelas políticas educacionais de caráter neoliberal.
  • 10.
    RESPONDENDO AS PROBLEMATIZAÇÕES Conclui-se, a partir da fala dos entrevistados, que a política educacional materializada mais recentemente (2001-2005) ficou evidenciada para a realidade sócio-histórica de Dourados-MS, por partir da realidade local, proporcionando o repensar da prática pedagógica. Enquanto que a política educacional efetivada na gestão (1997-2000) que se restringiu a ratificação das Diretrizes Curriculares Nacionais, encontrava-se distanciada da realidade escolar municipal, cabendo aos educadores, somente, a execução do “pacote” educacional desprovido de ações reflexivas.
  • 11.
    Referências Bibliográficas ARANDA, MariaAlice de Miranda. O significado do princípio da participação na política educacional brasileira nos anos iniciais do século XXI: o declarado no PPA “Brasil de Todos 2004-2007”. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande/MS, 2009. BASTOS, J. B. Gestão democrática da educação: as práticas administrativas compartilhadas. In: _____. (Org.). Gestão Democrática. Rio de Janeiro: DP&A: SEPE, 2005, p.7-30. CORAZZA, S. Currículos alternativos-oficiais: o(s) risco (s) do hibridismo. In: Reunião Anual da ANPED, 23ª ed, 2000, Caxambu, MG: ANPED, 2000. Trabalho publicado digitalmente, 12p. DOURADOS. Secretaria Municipal de Educação. Texto de Abertura. In: Seminário da Rede Municipal de Ensino de Dourados: Reorientação Curricular construindo uma educação popular e humanizadora. Dourados, 2003. mimeo. DOURADOS. Secretaria Municipal de Educação. Caderno temático da Constituinte Escolar. Dourados: SEMED, set., 2002. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo, Paz e terra, 1997. OLIVEIRA. Regina Tereza Cestari. Estado brasileiro e o neoliberalismo. In: SENNA, Ester (Org.). Trabalho Educação e Política Pública. Campo Grande: Ed. UFMS, 2003. SAVIANI, Dermeval. Da nova LDB ao plano nacional de educação: por uma outra política educacional. 2ª ed, Campinas, SP: Autores Associados, 1998. SILVA, T. T; GENTILI, P. Escola S.A. – quem ganha e quem perde no mercado educacional do Neoliberalismo. 2. ed. Brasília: CNTE, 1999. VASCONCELOS, Sonia Solange Ferreira. A(s) política(s) para formação continuada de professores na rede municipal de Ensino de Dourados-MS (1997-2004). Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Centro de Ciências Humanas e Sociais. Campo Grande, MS, 2007.
  • 12.
    “Não é possívelrefazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”(Paulo Freire) OBRIGADA! MARICLEI PRZYLEPA