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ALOJAMENTO
CONJUNTO
Definição
◦ Mãe e recém-nascido são colocados lado a lado no
pós-parto, a mulher é estimulada à amamentar e a
cuidar de sua criança logo que possível;
◦ Segundo o Ministério da Saúde, Alojamento Conjunto é
o sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio,
assim que nasce, permanece com a mãe em um
mesmo ambiente até a alta hospitalar, 24 horas por dia.
Esse sistema possibilita a prestação dos cuidados
assistenciais necessários, como a orientação à mãe
sobre a saúde do binômio mãe-filho (Almeida, 2000).
Objetivos
◦ Desenvolvimento emocional humano que surge no âmbito das
relações interpessoais;
◦ Favorece a aproximação entre mãe e bebê, nos primeiros dias
de vida;
◦ Construção do cuidado materno;
◦ Aumentar os índices de Aleitamento Materno;
◦ Estabelecer vínculo afetivo entre mãe e filho;
◦ Permitir aprendizado materno sobre como cuidar do RN;
◦ Reduzir o índice de infecção hospitalar cruzada;
◦ Estimular a participação do pai no cuidado com RN;
◦ Possibilitar o acompanhamento da amamentação sem rigidez de horário visando esclarecer às
dúvidas da mãe e incentivá-la nos momentos de insegurança;
◦ Orientar e incentivar a mãe (ou pais) na observação de seu filho, visando esclarecer dúvidas;
◦ Reduzir a ansiedade da mãe (ou pais) frente a experiência vivenciadas ;
◦ Renovação dos profissionais da saúde no seu contexto de atuação, pois, dentro de um novo e mais
amplo conceito de saúde materno-infantil, o ato de curar e cuidar não é atividade exclusivamente
dos profissionais da saúde, mas inclui a co-participação daquele que é tratado e curado.
Vantagens
◦ estimular e motivar o aleitamento materno, de acordo com as
necessidades da criança, tornando a amamentação mais
fisiológica e natural. A amamentação precoce provoca a
contração do útero e de seus vasos, atuando como profilaxia
das hemorragias pós-parto;
◦ favorecer a precocidade, intensidade, assiduidade do
aleitamento materno, e sua manutenção por tempo mais
prolongado;
◦ fortalecer os laços afetivos entre mãe e filho, através do
relacionamento precoce;
◦ permitir a observação constante do recém-nato pela mãe, o
que a faz conhecer melhor seu filho e possibilitar a
comunicação imediata de qualquer anormalidade;
◦ oferecer condições à enfermagem de promover o
treinamento materno, através de demonstrações
práticas dos cuidados indispensáveis ao recém-
nascido e à puérpera;
◦ manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a
criança e os demais membros da família;
◦ diminuir o risco de infecção hospitalar;
◦ facilitar o encontro da mãe com o pediatra por
ocasião das visitas médicas para o exame do
recém-nascido, possibilitando troca de informações
entre ambos;
◦ desativar o berçário para recém-nascidos normais,
cuja área poderá ser utilizada de acordo com
outras necessidades do hospital.
População a ser atendida
◦ 1. Mães - na ausência de patologia que
impossibilite ou contraindique o contato com o
recém-nascido.
◦ 2. Recém-Nascidos - com boa vitalidade,
capacidade de sucção e controle térmico, a
critério de elemento da equipe de saúde.
 Considera-se com boa vitalidade os recém-
nascidos com mais de 2 quilos, mais de 35 semanas
de gestação e índice de APGAR maior que 6 no 5°
minuto.
◦ Em caso de cesariana, o filho será levado para
perto da puérpera entre 2 a 6 horas após o parto,
respeitando as condições maternas.
Recursos para a implantação
◦ 1. Recursos Humanos:
◦ Recomenda-se uma equipe
multiprofissional treinada, constituída por:
◦ a) Enfermagem: 1 enfermeiro para 30
binômios; 1 auxiliar para 8 binômios;
◦ b) Médicos: 1 obstetra para 20 mães; 1
pediatra para 20 crianças.
◦ c) Outros Profissionais: assistente social;
psicólogo; nutricionista.
◦ Recursos Físicos:
◦ Os quartos e/ou enfermarias devem
obedecer a certo padrão, com tamanho
adequado para acomodar a dupla mãe-
filho, sendo a área convencionalmente
estabelecida de 5m2 para cada conjunto
leito materno/berço;
◦ De acordo com as disponibilidade locais,
poderá haver modificação dessa metragem
no sentido de dar prioridade ao alojamento
conjunto;
◦ O berço deve ficar com separação mínima
de 2 m do outro berço;
◦ Objetivando melhor funcionamento, o
número de duplas mãe-filho por enfermaria
deverá ser de no máximo 6;
◦ As acomodações sanitárias serão
estabelecidas de acordo com as normas de
construção hospitalar do Ministério da
Saúde.
Normas Gerais
◦ 1. A adoção do "Alojamento Conjunto" não representa a extinção do berçário, pois este será
necessário para prestar assistência aos recém-nascidos que apresentem riscos na sua adaptação à
vida extrauterina, aos que tenham condições patológicas e àqueles cujas mães não lhes possam
prestar cuidados.
◦ 2. O "Alojamento Conjunto" não é um método de assistência utilizado para economizar pessoal de
enfermagem, pois tem um alto conteúdo educativo que deve ser considerado prioritário.
◦ 3. O exame clínico do recém-nascido deve ser feito em seu próprio berço ou no leito materno.
Procedimentos mais complexos, como por exemplo colheita de sangue, deverão ser realizados fora
do alojamento conjunto.
◦ 4. Os cuidados higiênicos com o recém-nascido devem ser feitos no alojamento conjunto.
◦ 5. A pesagem do recém-nascido deve ser diária.
◦ 6. As visitas serão diárias e a presença do pai deve ser estimulada, e facilitada inclusive com o
alargamento do horário.
O papel da enfermagem
◦ a) preparar a gestante no pré-natal
para o sistema de "Alojamento
Conjunto";
◦ b) estimular o contato precoce mãe-
filho na sala de parto, ajudando as
mães a iniciar o aleitamento na
primeira hora após o nascimento;
◦ c) encorajar o aleitamento sob livre
demanda;
◦ d) não dar ao recém-nascido nenhum
outro alimento ou bebida, além do
leite materno, a não ser que seja
indicado pelo médico;
◦ e) não dar bicos artificiais ou chupetas às
crianças amamentadas ao seio;
◦ f) proibir que as mães amamentem outros
recém-nascidos que não os seus
(amamentação cruzada);
◦ g) orientar a participação gradual da
mãe no atendimento ao recém-nascido;
◦ h) realizar visita diária às puérperas,
esclarecendo, orientando, e dando
segurança à mãe quanto ao seu estado e
ao de seu filho;
◦ i) ministrar às mães palestras e aulas abordando
conceitos de higiene, controle de saúde e
nutrição;
◦ j) participar do treinamento em serviço, como
condição básica para garantir a qualidade da
assistência;
◦ l) identificar e enfatizar os recursos disponíveis
na comunidade para atendimento continuado
das mães e da criança, referindo-as ou
agendando-as para acompanhamento no
serviço de saúde ainda nos primeiros 15 dias.
◦ m) as altas não deverão ser dadas antes de 48
horas, considerando o alto teor educativo
inerente ao sistema de "Alojamento Conjunto“.
Referências
BRASIL, Ministério da Saúde. Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno.
Normas básicas para alojamento conjunto. Brasília, 1993.
FONSECA, Luciana Mara Monti; SCOCHI, Carmen Gracinda Silvan and MELLO, Débora
Falleiros de. Educação em saúde de puérperas em alojamento conjunto neonatal:
aquisição de conhecimento mediado pelo uso de um jogo educativo. Rev. Latino-Am.
Enfermagem [online]. 2002, vol.10, n.2, pp. 166-171. ISSN 1518-8345.
Alojamento conjunto como espaço de cuidado materno e profissional. REBEN. Brasília,
2009.

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  • 2. Definição ◦ Mãe e recém-nascido são colocados lado a lado no pós-parto, a mulher é estimulada à amamentar e a cuidar de sua criança logo que possível; ◦ Segundo o Ministério da Saúde, Alojamento Conjunto é o sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio, assim que nasce, permanece com a mãe em um mesmo ambiente até a alta hospitalar, 24 horas por dia. Esse sistema possibilita a prestação dos cuidados assistenciais necessários, como a orientação à mãe sobre a saúde do binômio mãe-filho (Almeida, 2000).
  • 3. Objetivos ◦ Desenvolvimento emocional humano que surge no âmbito das relações interpessoais; ◦ Favorece a aproximação entre mãe e bebê, nos primeiros dias de vida; ◦ Construção do cuidado materno; ◦ Aumentar os índices de Aleitamento Materno; ◦ Estabelecer vínculo afetivo entre mãe e filho; ◦ Permitir aprendizado materno sobre como cuidar do RN; ◦ Reduzir o índice de infecção hospitalar cruzada;
  • 4. ◦ Estimular a participação do pai no cuidado com RN; ◦ Possibilitar o acompanhamento da amamentação sem rigidez de horário visando esclarecer às dúvidas da mãe e incentivá-la nos momentos de insegurança; ◦ Orientar e incentivar a mãe (ou pais) na observação de seu filho, visando esclarecer dúvidas; ◦ Reduzir a ansiedade da mãe (ou pais) frente a experiência vivenciadas ; ◦ Renovação dos profissionais da saúde no seu contexto de atuação, pois, dentro de um novo e mais amplo conceito de saúde materno-infantil, o ato de curar e cuidar não é atividade exclusivamente dos profissionais da saúde, mas inclui a co-participação daquele que é tratado e curado.
  • 5. Vantagens ◦ estimular e motivar o aleitamento materno, de acordo com as necessidades da criança, tornando a amamentação mais fisiológica e natural. A amamentação precoce provoca a contração do útero e de seus vasos, atuando como profilaxia das hemorragias pós-parto; ◦ favorecer a precocidade, intensidade, assiduidade do aleitamento materno, e sua manutenção por tempo mais prolongado; ◦ fortalecer os laços afetivos entre mãe e filho, através do relacionamento precoce; ◦ permitir a observação constante do recém-nato pela mãe, o que a faz conhecer melhor seu filho e possibilitar a comunicação imediata de qualquer anormalidade;
  • 6. ◦ oferecer condições à enfermagem de promover o treinamento materno, através de demonstrações práticas dos cuidados indispensáveis ao recém- nascido e à puérpera; ◦ manter intercâmbio biopsicossocial entre a mãe, a criança e os demais membros da família; ◦ diminuir o risco de infecção hospitalar; ◦ facilitar o encontro da mãe com o pediatra por ocasião das visitas médicas para o exame do recém-nascido, possibilitando troca de informações entre ambos; ◦ desativar o berçário para recém-nascidos normais, cuja área poderá ser utilizada de acordo com outras necessidades do hospital.
  • 7. População a ser atendida ◦ 1. Mães - na ausência de patologia que impossibilite ou contraindique o contato com o recém-nascido. ◦ 2. Recém-Nascidos - com boa vitalidade, capacidade de sucção e controle térmico, a critério de elemento da equipe de saúde.  Considera-se com boa vitalidade os recém- nascidos com mais de 2 quilos, mais de 35 semanas de gestação e índice de APGAR maior que 6 no 5° minuto. ◦ Em caso de cesariana, o filho será levado para perto da puérpera entre 2 a 6 horas após o parto, respeitando as condições maternas.
  • 8. Recursos para a implantação ◦ 1. Recursos Humanos: ◦ Recomenda-se uma equipe multiprofissional treinada, constituída por: ◦ a) Enfermagem: 1 enfermeiro para 30 binômios; 1 auxiliar para 8 binômios; ◦ b) Médicos: 1 obstetra para 20 mães; 1 pediatra para 20 crianças. ◦ c) Outros Profissionais: assistente social; psicólogo; nutricionista.
  • 9. ◦ Recursos Físicos: ◦ Os quartos e/ou enfermarias devem obedecer a certo padrão, com tamanho adequado para acomodar a dupla mãe- filho, sendo a área convencionalmente estabelecida de 5m2 para cada conjunto leito materno/berço; ◦ De acordo com as disponibilidade locais, poderá haver modificação dessa metragem no sentido de dar prioridade ao alojamento conjunto; ◦ O berço deve ficar com separação mínima de 2 m do outro berço; ◦ Objetivando melhor funcionamento, o número de duplas mãe-filho por enfermaria deverá ser de no máximo 6; ◦ As acomodações sanitárias serão estabelecidas de acordo com as normas de construção hospitalar do Ministério da Saúde.
  • 10. Normas Gerais ◦ 1. A adoção do "Alojamento Conjunto" não representa a extinção do berçário, pois este será necessário para prestar assistência aos recém-nascidos que apresentem riscos na sua adaptação à vida extrauterina, aos que tenham condições patológicas e àqueles cujas mães não lhes possam prestar cuidados. ◦ 2. O "Alojamento Conjunto" não é um método de assistência utilizado para economizar pessoal de enfermagem, pois tem um alto conteúdo educativo que deve ser considerado prioritário.
  • 11. ◦ 3. O exame clínico do recém-nascido deve ser feito em seu próprio berço ou no leito materno. Procedimentos mais complexos, como por exemplo colheita de sangue, deverão ser realizados fora do alojamento conjunto. ◦ 4. Os cuidados higiênicos com o recém-nascido devem ser feitos no alojamento conjunto. ◦ 5. A pesagem do recém-nascido deve ser diária. ◦ 6. As visitas serão diárias e a presença do pai deve ser estimulada, e facilitada inclusive com o alargamento do horário.
  • 12. O papel da enfermagem ◦ a) preparar a gestante no pré-natal para o sistema de "Alojamento Conjunto"; ◦ b) estimular o contato precoce mãe- filho na sala de parto, ajudando as mães a iniciar o aleitamento na primeira hora após o nascimento; ◦ c) encorajar o aleitamento sob livre demanda; ◦ d) não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida, além do leite materno, a não ser que seja indicado pelo médico;
  • 13. ◦ e) não dar bicos artificiais ou chupetas às crianças amamentadas ao seio; ◦ f) proibir que as mães amamentem outros recém-nascidos que não os seus (amamentação cruzada); ◦ g) orientar a participação gradual da mãe no atendimento ao recém-nascido; ◦ h) realizar visita diária às puérperas, esclarecendo, orientando, e dando segurança à mãe quanto ao seu estado e ao de seu filho;
  • 14. ◦ i) ministrar às mães palestras e aulas abordando conceitos de higiene, controle de saúde e nutrição; ◦ j) participar do treinamento em serviço, como condição básica para garantir a qualidade da assistência; ◦ l) identificar e enfatizar os recursos disponíveis na comunidade para atendimento continuado das mães e da criança, referindo-as ou agendando-as para acompanhamento no serviço de saúde ainda nos primeiros 15 dias. ◦ m) as altas não deverão ser dadas antes de 48 horas, considerando o alto teor educativo inerente ao sistema de "Alojamento Conjunto“.
  • 15. Referências BRASIL, Ministério da Saúde. Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno. Normas básicas para alojamento conjunto. Brasília, 1993. FONSECA, Luciana Mara Monti; SCOCHI, Carmen Gracinda Silvan and MELLO, Débora Falleiros de. Educação em saúde de puérperas em alojamento conjunto neonatal: aquisição de conhecimento mediado pelo uso de um jogo educativo. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2002, vol.10, n.2, pp. 166-171. ISSN 1518-8345. Alojamento conjunto como espaço de cuidado materno e profissional. REBEN. Brasília, 2009.