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1
Consultório Amigo
da Amamentação
Departamento Científico de Aleitamento Materno
Presidente: Elsa Regina Justo Giugliani
Secretária: Graciete Oliveira Vieira
Conselho Científico: Carmen Lúcia Leal Ferreira Elias, Claudete Teixeira Krause Closs,
Roberto Mário da Silveira Issler, Rosa Maria Negri Rodrigues Alves,
Rossiclei de Souza Pinheiro, Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva,
Yechiel Moises Chencinski
Colaborador: Marcus Renato de Carvalho
Documento Científico
Departamento Científico de
Aleitamento Materno
Nº 8, Agosto de 2018
Introdução
Existem inúmeras iniciativas para que mães,
crianças, famílias e comunidades possam usu-
fruir as inúmeras vantagens do leite materno e
da amamentação: NBCAL1
– Norma Brasileira de
Comercialização de Alimentos para Lactentes e
Crianças de Primeira Infância; leis que protegem
mães na amamentação em público; ampliação da
licença-paternidade e maternidade nas Empre-
sas Cidadãs; além das já consagradas - Iniciati-
va Hospital Amigo da Criança (IHAC)2
, Rede de
Bancos de Leite Humano3
, Estratégia Amamen-
ta Alimenta Brasil, Metodologia Mãe-Canguru4
,
Semana Mundial da Amamentação5
e, mais re-
centemente, a instituição do Agosto Dourado6
,
mês dedicado à intensificação das ações para a
promoção do aleitamento materno. Essas inicia-
tivas precisam ser aprimoradas, integradas, im-
plementadas em larga escala; e novas iniciativas
devem ser apresentadas.
Este documento tem como objetivo apresen-
tar a iniciativa “Consultório Amigo da Amamen-
tação”, uma espécie de guia a ser seguido pelos
pediatras comprometidos com a promoção, pro-
teção e apoio ao aleitamento.
É importante ressaltar que os princípios do
Consultório Amigo da Amamentação se aplicam
não somente aos consultórios de pediatras, mas
aos de outras especialidades, tais como gineco-
logia/obstetrícia, odontopediatria, fonoaudiolo-
gia, nutrição e de outras categorias que assistem
mães, lactentes e suas famílias.
A Iniciativa Consultório Amigo
da Amamentação
Com base no artigo sobre “O papel do Pedia-
tra no Aleitamento Materno”, em recente publi-
cação da Academia Americana de Pediatria7
, na
experiência da Iniciativa Unidade Básica Amiga
Consultório Amigo da Amamentação
2
da Amamentação8
, e, sobretudo, na vivência acu-
mulada de mais de 30 anos dos Dez Passos Para
o Sucesso do Aleitamento Materno9
da Iniciativa
Hospital Amigo da Criança, foi proposta a criação
da Iniciativa Consultório Amigo da Amamentação
como estratégia para dar visibilidade ao trabalho
de promoção, proteção e apoio ao aleitamento
dos pediatras em seus consultórios.
Tendo em vista que mães e bebês frequen-
tam com regularidade consultórios de pediatras,
privados ou conveniados, desde a gestação até
o final da adolescência, criam-se oportunidades
ímpares de acolhimento e informação sobre ama-
mentação. Mas é preciso que o profissional esteja
preparado para orientar, prevenir, diagnosticar e
solucionar problemas relacionados ao aleita-
mento, acolhendo e ouvindo as mães em suas di-
ficuldades e apoiando-as em suas decisões.
Na iniciativa proposta, para que um consultó-
rio seja considerado “Amigo da Amamentação”,
faz-se necessário o cumprimento dos seguintes
critérios:
01. Ter uma política (norma) de promoção,
proteção e apoio ao aleitamento materno
que seja do conhecimento de todos que
trabalham no consultório.
O documento com a política deve ser impres-
so e conhecido por todos os profissionais que tra-
balham no consultório. O compartilhamento des-
sa política com os usuários é recomendado, o que
pode ser feito por meio de cartazes ou folhetos.
02. Contar com profissionais capacitados e
periodicamente atualizados em manejo
clínico da amamentação e nas habilidades
de aconselhamento.
A capacitação do profissional é fundamental
para a implementação da Iniciativa. É preciso que
os profissionais tenham conhecimentos sobre
psicofisiologia da lactação, dominem técnicas e
estejam preparados para a resolução de intercor-
rências clínicas, além de habilidades de comuni-
cação. Existem diversos cursos oferecidos pelo
Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pe-
diatria e por profissionais competentes, incluindo
cursos sobre aconselhamento em amamentação.
03. Realizar ou incentivar consulta com pediatra
no início do último trimestre da gestação,
acompanhada de familiares próximos,
dando ênfase ao aleitamento materno.
Todas as gestantes e seus familiares próxi-
mos, como o companheiro(a) e avós, devem ser
informados sobre os benefícios da amamentação
para a saúde da criança e da mulher e sobre as
técnicas básicas para que o aleitamento mater-
no ocorra de forma o mais prazerosa possível.
As mamas devem ser examinadas para detectar
algumas características que possam interferir na
amamentação, podendo-se aproveitar a oportu-
nidade para mostrar à mulher que a síntese de
colostro já iniciou. É fundamental a detecção de
fatores de risco para o desmame precoce, como
antecedentes ou fatores desfavoráveis. Por
exemplo: mulheres que desmamaram precoce-
mente filhos anteriores; que fizeram cirurgias de
redução da mama ou implantes; que trabalham
sem proteção de licença-maternidade; que não
dispõem de redes de apoio.
04. Informar sobre a importância do parto
normal, clampeamento tardio do
cordão umbilical, contato pele-a-pele
imediatamente após o parto, amamentação
na sala de parto, amamentação em livre-
demanda e alojamento conjunto.
A amamentação bem-sucedida começa com
um parto humanizado. Por isso é tão importante
explicar às gestantes e seus companheiro(a)s/fa-
miliares que é muito importante o contato pele-
-a-pele imediatamente após o parto e o início da
amamentação na primeira hora de vida. Essas são
ações saudáveis para a saúde da puérpera e do re-
cém-nascido. Procedimentos de rotina devem ser
postergados sempre que possível.
05. Observar uma mamada completa na
primeira consulta e sempre que necessário,
ratificar as recomendações sobre
aleitamento materno exclusivo até o 6º
mês e complementado até 2 anos ou mais,
com introdução de alimentos saudáveis em
tempo oportuno e desmame natural.
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
3
O profissional deve dominar a técnica de ob-
servação da mamada, reconhecendo as carac-
terísticas básicas do posicionamento e da pega
adequados. A Organização Mundial da Saúde dis-
ponibiliza um roteiro de observação da mamada.
Nesse mesmo critério, ratifica-se a recomendação
internacional de que a amamentação deve ser con-
tinuada até 2 anos ou mais, sendo exclusiva nos
primeiros 6 meses, e desmame natural, ou seja, a
criança se auto desmama, sob a liderança da mãe.
06. Informar as mães e seus familiares próximos
sobre a extração e doação de leite materno
desde as primeiras consultas e como manter
a amamentação após o retorno ao trabalho.
Toda lactante é potencialmente uma doado-
ra de leite. Mas elas precisam ser informadas da
importância da doação do leite, com potencial
de salvar vidas de prematuros e recém-nascidos
de baixo peso, e o que devem fazer para doar o
seu leite. O profissional pode ter uma lista dos
bancos de leite de seu município e orientar as
mulheres como contatá-los. É importante re-
forçar que a amamentação cruzada não é reco-
mendada. Esse critério contempla também as
orientações às mulheres que queiram manter a
amamentação após retornarem ao trabalho, tais
como quando e como extrair e armazenar o seu
leite, além de instruí-las sobre os seus direitos.
O Ministério da Saúde disponibiliza no seu site
cartilha de orientação para as mulheres traba-
lhadoras que amamentam.
07. Indicar, quando necessário, profissionais
capacitados em aleitamento materno
(enfermagem, nutrição, fonoaudiologia,
odontopediatria, psicologia, entre outros),
bem como grupos de apoio éticos.
Algumas vezes é necessário envolver ou-
tros profissionais para apoiar a mulher ou re-
solver intercorrências clínicas ou psicológicas
específicas. É recomendável que o pediatra te-
nha uma rede de profissionais de saúde capa-
citados em aleitamento materno para os quais
possam encaminhar os seus pacientes quando
necessário.
08. Estimular a amamentação na sala de espera
e na sala de consulta, mas fornecer espaço
privado caso seja solicitado.
Como se recomenda a amamentação em livre
demanda e o bebê não escolhe hora ou lugar para
mamar, é fundamental que o pediatra crie um am-
biente receptivo e acolhedor para que as mães
amamentem confortavelmente na sala de espera,
no consultório, ou, ainda, que disponibilizem um
local privativo adequado caso a mulher se sinta
constrangida em amamentar publicamente.
09. Não receber fórmulas infantis, mamadeiras,
chupetas e intermediários de silicone de
representantes de indústrias e não promover
a distribuição de fórmulas, brindes ou
materiais informativos das empresas.
Todo pediatra deve conhecer, cumprir e divul-
gar a lei que regulamenta a promoção comercial
dos alimentos para lactentes e crianças de primei-
ra infância, de mamadeiras, bicos e chupetas (Lei
nº 11.265/2006) a NBCAL. Essa lei, especifica a
relação entre a indústria e o pediatra, impedindo
que profissionais recebam amostra de fórmulas
(uma amostra é permitida quando do lançamento
do produto), proíbe que se utilize as expressões
leites “maternizado” ou “humanizados” e que os
profissionais recebam brindes ou outros bene-
fícios dessas indústrias. É imprescindível que o
pediatra atue sem conflito de interesses.
10. Conhecer e divulgar ações relacionadas à
promoção, proteção e apoio ao aleitamento
materno, como a Semana Mundial de
Aleitamento Materno/Agosto Dourado, direitos
da mulher que amamenta, leis que protegem
a amamentação em público, e oferecer fontes
de consulta oficiais, reconhecidas e éticas.
Além de conhecer e divulgar, é importante que
o pediatra, sempre que possível, se envolva nas
campanhas publicitárias de promoção do AM, apro-
veitando todas as oportunidades de divulgação na
mídia (entrevistas, palestras, shows, etc.), incluin-
do as redes sociais, e elabore maneiras criativas de
promover, proteger e apoiar o aleitamento.
Consultório Amigo da Amamentação
4
Uma oportunidade valiosa de promover o
aleitamento materno é o engajamento nas ati-
vidades de celebração da Semana Mundial de
Amamentação, o Agosto Dourado, aproveitando
para divulgar o conjunto de leis que protegem a
mulher que amamenta e a criança.
Fundamentação
O quadro a seguir apresenta as estratégias
nas quais a Iniciativa Consultório Amigo da Ama-
mentação se baseou, comparando-as.
Quadro 1. Passos para o sucesso do aleitamento materno: comparação entre as diferentes iniciativas:
continua...
Passo IHAC/1981-2014* BFHI / 1991-2018 IUBAM / 2002 ICAM / 2017
1 Ter uma norma escrita
sobre aleitamento,
que deveria ser
rotineiramente
transmitida a toda a
equipe de cuidados de
saúde.
a. Cumprir plenamente
o Código Internacional
de Marketing de
Substitutos do leite
materno e as relevantes
Resoluções da
Assembleia Mundial da
Saúde.
b. Ter uma política
de alimentação
infantil escrita que
seja rotineiramente
comunicada ao staff e
aos pais.
c. Estabelecer sistemas
de monitoramento e
gerenciamento de dados
em andamento.
Ter uma norma escrita
quanto à promoção,
proteção e apoio
ao aleitamento
materno que deverá
ser rotineiramente
transmitida a toda a
equipe da unidade de
saúde.
Ter uma política
(norma) de promoção,
proteção e apoio ao
aleitamento que seja
do conhecimento de
todos que trabalham no
consultório.
2 Treinar toda a equipe
de cuidados de saúde,
capacitando-a para
implementar esta
norma.
Assegurar que o pessoal
(profissionais de saúde)
tenha conhecimento,
competência e
habilidades suficientes
para apoiar a
amamentação.
Treinar toda a equipe
da unidade de saúde,
capacitando-a para
implementar esta
norma.
Contar com profissionais
capacitados
e atualizados
periodicamente
em manejo clínico
da lactação e nas
habilidades de
aconselhamento.
3 Informar todas as
gestantes sobre as
vantagens e o manejo
do aleitamento.
Discutir a importância
e o manejo da
amamentação com
mulheres grávidas e
suas famílias.
Orientar as gestantes
e mães sobre seus
direitos e as vantagens
do aleitamento
materno, promovendo a
amamentação exclusiva
até os 6 meses e
complementada até os
2 anos de vida ou mais.
Orientar sobre
aleitamento, avaliação
das mamas durante
o pré-natal com
recomendação de
consulta da gestante
e seus familiares
próximos com pediatra
no começo do último
trimestre da gestação.
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
5
continua...
... continuação
Passo IHAC/1981-2014* BFHI / 1991-2018 IUBAM / 2002 ICAM / 2017
4 Ajudar as mães a iniciar
o aleitamento materno
na primeira meia hora
após o nascimento;
conforme nova
interpretação: colocar os
bebês em contato pele-
a-pele com suas mães,
imediatamente após o
parto, por pelo menos
uma hora e orientar
a mãe a identificar se
o bebê mostra sinais
de que está querendo
ser amamentado,
oferecendo ajuda se
necessário.
Facilitar contato
pele-a-pele imediato
e ininterrupto e apoiar
as mães a iniciarem a
amamentação o mais
rápido possível após o
nascimento.
Escutar as
preocupações,
vivências e dúvidas
das gestantes e mães
sobre a prática de
amamentar, apoiando-
as e fortalecendo sua
autoconfiança.
Explicar sobre
vantagens do
parto normal com
clampeamento tardio de
cordão, contato pele-
a-pele e amamentação
na sala de parto e
em livre-demanda
e a importância do
alojamento conjunto.
5 Mostrar às mães como
amamentar e como
manter a lactação
mesmo se vierem a ser
separadas dos filhos.
Apoiar as mães para
iniciar e manter a
amamentação e superar
as dificuldades mais
comuns.
Orientar as gestantes
sobre a importância de
iniciar a amamentação
na primeira hora após
o parto e de ficar com
o bebê em alojamento
conjunto.
Observar uma mamada
durante as primeiras
consultas e sempre
que for necessário,
ratificando as
recomendações sobre
aleitamento materno
exclusivo até o 6º mês,
e complementar até
2 anos ou mais, com
introdução alimentar
oportuna e desmame
natural.
6 Não oferecer a recém-
nascidos bebida ou
alimento que não seja
o leite materno, a não
ser que haja indicação
médica e/ou de
nutricionista.
Não fornecer aos recém-
nascidos amamentados
outros alimentos ou
líquidos além do leite
materno, a menos que
seja uma indicação
médica.
Mostrar às gestantes e
mães como amamentar
e como manter a
lactação, mesmo se
vierem a ser separadas
de seus filhos.
Informar as mães e seus
familiares próximos
sobre a coleta e doação
de leite materno desde
as primeiras consultas
e como manter a
amamentação na volta
ao trabalho.
7 Praticar o alojamento
conjunto - permitir que
mães e recém-nascidos
permaneçam juntos – 24
horas por dia.
Possibilitar que as
mães e seus filhos
permaneçam juntos e
pratiquem alojamento
conjunto 24 horas do
dia.
Orientar as nutrizes
sobre o método da
amenorreia lactacional
e outros métodos
contraceptivos
adequados à
amamentação.
Indicar, quando
necessário, profissionais
experientes
(enfermagem, nutrição,
fonoaudiologia,
odontopediatria,
psicologia...) na adesão
e manutenção do
aleitamento, bem como
grupos de apoio éticos.
Consultório Amigo da Amamentação
6
IHAC: Iniciativa Hospital Amigo da Criança; BFHI: Baby-Friendly Hospital Initiative; IUBAM: Unidade Básica Amiga da Amamentação;
ICAM: Iniciativa Consultório Amigo da Amamentação.
*Em 2014, o Ministério da Saúde publicou a portaria da IHAC, nº 1153, que redefine os critérios de habilitação da Iniciativa Hospital Amigo
da Criança (IHAC), como estratégia de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à saúde integral da criança e da mulher, no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Estas maternidades, além de cumprirem os 10 passos da IHAC, deverão cumprir a Lei nº 11.265, de
3 de janeiro de 2006, e a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças na Primeira Infância (NBCAL); garantir
permanência da mãe ou do pai junto ao recém-nascido 24 horas por dia e livre acesso a ambos ou, na falta destes, ao responsável legal, devendo
o estabelecimento de saúde ter normas e rotinas escritas a respeito, que sejam rotineiramente transmitidas a toda equipe de cuidados de saúde e
cumprir o critério global Cuidado Amigo da Mulher.
Considerações finais
A Iniciativa Consultório Amigo da Amamen-
tação já é uma realidade. Maiores informações
sobre a Iniciativa podem ser obtidas no site
“https://www.facebook.com/consultorioamigo-
daamamentacao/”.
A Sociedade Brasileira de Pediatria apoia
essa inciativa e, no momento, junto ao seu De-
partamento Científico de Aleitamento Materno,
está avaliando maneiras de aderir a ela, como
... continuação
Passo IHAC/1981-2014* BFHI / 1991-2018 IUBAM / 2002 ICAM / 2017
8 Incentivar o aleitamento
materno sob livre
demanda.
Apoiar as mães a
reconhecerem e
responderem aos sinais
e reações dos bebês
para a amamentação.
Encorajar a
amamentação sob livre
demanda.
Estimular a
amamentação na sala
de espera e na sala de
consulta, mas fornecer
espaço privado caso
seja solicitado.
9 Não oferecer bicos
artificiais ou chupetas
a recém-nascidos e
lactentes.
Aconselhar as
mães quanto ao
uso apropriado de
mamadeiras, bicos e
chupetas.
Orientar gestantes e
mães sobre os riscos do
uso de fórmulas infantis,
mamadeiras e chupetas,
não permitindo
propaganda e doações
destes produtos na
unidade de saúde.
Não receber
fórmulas infantis,
mamadeiras, chupetas
e intermediários
de silicone de
representantes de
indústrias e não
promover a distribuição
de fórmulas, brindes ou
materiais informativos
das empresas.
10 Encorajar o
estabelecimento de
grupos de apoio ao
aleitamento, para onde
as mães deverão ser
encaminhadas por
ocasião da alta, no
hospital ou ambulatório.
Coordenar a alta para
que os mães e pais
e seus filhos tenham
acesso adequado a
assistência e cuidados
contínuos.
Implementar grupos de
apoio à amamentação
acessíveis a todas
as gestantes e mães,
procurando envolver os
familiares.
Conhecer e divulgar
ações relacionadas à
promoção, proteção e
apoio ao aleitamento,
como a Semana
Mundial de Aleitamento
Materno/Agosto
Dourado, direitos da
mulher que amamenta,
leis que protegem
a amamentação em
público, e oferecer
fontes de consulta
oficiais, reconhecidas e
éticas.
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
7
mais uma ação pró-aleitamento materno. A SBP
vem investindo maciçamente na promoção do
aleitamento materno, não só entre os seus asso-
ciados, mas também entre todos os pediatras, os
profissionais de saúde e as famílias, por meio de
cursos, documentos científicos, textos diversos
direcionados a profissionais e famílias, inclusão
REFERÊNCIAS:
8. Oliveira MIC et al. Unidade Básica Amiga da
Amamentação. In: Carvalho, MR. Amamentação
– bases científicas. Guanabara Koogan, Rio de
Janeiro, 2016, p550.
9. OMS: Proteção, promoção e apoio ao aleitamento
materno: o papel especial dos serviços materno-
infantis: uma declaração conjunta OMS/Unicef.
s.l; OMS; 1989. 32 p.
10. WORLD HEALTH ORGANIZATION. World Health
Assembly 34.22: International Code of Marketing
of Breast-milk Substitutes. Geneva, 1981.
Disponível em: <http://www.who.int/nutrition/
topics/WHA34.22_iycn_en.pdf>. Acesso em: 28
de setembro de 2017.
11. Giugliani ERJ, Santiago LB - O papel do pediatra
no aleitamento materno. Tratado de pediatria:
Sociedade Brasileira de Pediatria. Manole,
Barueri, São Paulo. 3ª. ed., 2014, p 279-286
Outras referências recomendadas:
12. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/
aleitamento-materno-continuado-x-desmame-
sbp-departamento-cientfico-2017
13. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/
amamentao-a-base-da-vida-documento-
cientfico-sbp
14. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/
breastfeeding-evidence-for-the-10-steps-to-
successful-who-oms
15. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/
poltica-de-promoo-proteo-e-apoio-ao-
aleitamento-ministrio-da-sade
16. www.aleitamento.com
17. https://euapoioleitematerno.wordpress.com/
18. https://www.facebook.com/consultorioamigo
daamamentacao/
1. Lei Nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006.
Regulamenta a comercialização de alimentos
para lactentes e crianças de primeira infância e
também a de produtos de puericultura correlatos.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-
2006/2006/Lei/L11265.htm Acesso em 21 de
setembro de 2017.
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.153,
de 22 de maio de 2014. Redefine os critérios
de habilitação da Iniciativa Hospital Amigo da
Criança (IHAC), como estratégia de promoção,
proteção e apoio ao aleitamento materno e à
saúde integral da criança e da mulher, no âmbito
do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, 2014.
Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
saudelegis/gm/2014/prt1153_22_05_2014.
html>. Acesso em: 21 de setembro de 2017.
3. Brasil. Ministério da Saúde (1993). Normas Gerais
para Bancos de Leite Humano (pdf). Brasília: [s.n.]
12 páginas.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção
à Saúde. Atenção Humanizada ao Recém-Nascido
de Baixo Peso- Método Canguru- Manual técnico-
2° edição Brasília – DF 2011.
5. Portaria nº 2.394, de 7 de outubro de 2009 -
Institui a Semana Mundial da Amamentação
(SMAM) no Brasil e estabelece a parceria entre
o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira
de Pediatria nas comemorações da SMAM.
Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
saudelegis/gm/2009/prt2394_07_10_2009.
html Acesso em 21 de setembro de 2017.
6. ______. Presidência da República. Lei nº 13.435,
de 12 de abril de 2017. Institui o mês de agosto
como o Mês do Aleitamento Materno. Brasília,
2017. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13435.
htm>. Acesso em: 21 de setembro de 2017.
7. Meek JY, Hatcher AJ. The Breastfeeding-Friendly
Pediatric Office Practice. Pediatrics 2017.
Disponível em: http://pediatrics.aappublications.
org/content/early/2017/04/13/peds.2017-0647
Acessado em junho de 2018.
do tema em nos seus eventos científicos, curso
à distância e participação nos diversos veícu-
los de comunicação. A SBP sabe que todos os
pediatras são “Amigos da Amamentação” e têm
lutado para ampliar os espaços que apoiem as
mães que amamentam
8
Diretoria
Triênio 2016/2018
PRESIDENTE:
Luciana Rodrigues Silva (BA)
1º VICE-PRESIDENTE:
Clóvis Francisco Constantino (SP)
2º VICE-PRESIDENTE:
Edson Ferreira Liberal (RJ)
SECRETÁRIO GERAL:
Sidnei Ferreira (RJ)
1º SECRETÁRIO:
Cláudio Hoineff (RJ)
2º SECRETÁRIO:
Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS)
3º SECRETÁRIO:
Virgínia Resende Silva Weffort (MG)
DIRETORIA FINANCEIRA:
Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ)
2ª DIRETORIA FINANCEIRA:
Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP)
3ª DIRETORIA FINANCEIRA:
Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO)
DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL:
Fernando Antônio Castro Barreiro (BA)
Membros:
Hans Walter Ferreira Greve (BA)
Eveline Campos Monteiro de Castro (CE)
Alberto Jorge Félix Costa (MS)
Analíria Moraes Pimentel (PE)
Corina Maria Nina Viana Batista (AM)
Adelma Alves de Figueiredo (RR)
COORDENADORES REGIONAIS:
Norte: Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA)
Nordeste: Anamaria Cavalcante e Silva (CE)
Sudeste: Luciano Amedée Péret Filho (MG)
Sul: Darci Vieira Silva Bonetto (PR)
Centro-oeste: Regina Maria Santos Marques (GO)
ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA:
Assessoria para Assuntos Parlamentares:
Marun David Cury (SP)
Assessoria de Relações Institucionais:
Clóvis Francisco Constantino (SP)
Assessoria de Políticas Públicas:
Mário Roberto Hirschheimer (SP)
Rubens Feferbaum (SP)
Maria Albertina Santiago Rego (MG)
Sérgio Tadeu Martins Marba (SP)
Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e
Adolescentes com Deficiência:
Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT)
Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ)
Assessoria de Acompanhamento da Licença
Maternidade e Paternidade:
João Coriolano Rego Barros (SP)
Alexandre Lopes Miralha (AM)
Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA)
Assessoria para Campanhas:
Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP)
GRUPOS DE TRABALHO:
Drogas e Violência na Adolescência:
Evelyn Eisenstein (RJ)
Doenças Raras:
Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP)
Atividade Física
Coordenadores:
Ricardo do Rêgo Barros (RJ)
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Membros:
Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA)
Patrícia Guedes de Souza (BA)
Profissionais de Educação Física:
Teresa Maria Bianchini de Quadros (BA)
Alex Pinheiro Gordia (BA)
Isabel Guimarães (BA)
Jorge Mota (Portugal)
Mauro Virgílio Gomes de Barros (PE)
Colaborador:
Dirceu Solé (SP)
Metodologia Científica:
Gisélia Alves Pontes da Silva (PE)
Cláudio Leone (SP)
Oftalmologia Pediátrica
Coordenador:
Fábio Ejzenbaum (SP)
Membros:
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Dirceu Solé (SP)
Galton Carvalho Vasconcelos (MG)
Julia dutra Rossetto (RJ)
Luisa Moreira Hopker (PR)
Rosa Maria Graziano (SP)
Celia Regina Nakanami (SP)
Pediatria e Humanidade:
Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE)
Luciana Rodrigues Silva (BA)
João de Melo Régis Filho (PE)
Transplante em Pediatria:
Themis Reverbel da Silveira (RS)
Irene Kazue Miura (SP)
Carmen Lúcia Bonnet (PR)
Adriana Seber (SP)
Paulo Cesar Koch Nogueira (SP)
Fabianne Altruda de M. Costa Carlesse (SP)
DIRETORIA E COORDENAÇÕES:
DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Maria Marluce dos Santos Vilela (SP)
COORDENAÇÃO DO CEXTEP:
Hélcio Villaça Simões (RJ)
COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO
Mauro Batista de Morais (SP)
COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL
José Hugo de Lins Pessoa (SP)
DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Nelson Augusto Rosário Filho (PR)
REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education Consortium)
Ricardo do Rego Barros (RJ)
REPRESENTANTE NA ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA (AAP)
Sérgio Augusto Cabral (RJ)
REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA
Francisco José Penna (MG)
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Consultório Amigo da Amamentação - nova iniciativa tem apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria

  • 1. 1 Consultório Amigo da Amamentação Departamento Científico de Aleitamento Materno Presidente: Elsa Regina Justo Giugliani Secretária: Graciete Oliveira Vieira Conselho Científico: Carmen Lúcia Leal Ferreira Elias, Claudete Teixeira Krause Closs, Roberto Mário da Silveira Issler, Rosa Maria Negri Rodrigues Alves, Rossiclei de Souza Pinheiro, Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva, Yechiel Moises Chencinski Colaborador: Marcus Renato de Carvalho Documento Científico Departamento Científico de Aleitamento Materno Nº 8, Agosto de 2018 Introdução Existem inúmeras iniciativas para que mães, crianças, famílias e comunidades possam usu- fruir as inúmeras vantagens do leite materno e da amamentação: NBCAL1 – Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância; leis que protegem mães na amamentação em público; ampliação da licença-paternidade e maternidade nas Empre- sas Cidadãs; além das já consagradas - Iniciati- va Hospital Amigo da Criança (IHAC)2 , Rede de Bancos de Leite Humano3 , Estratégia Amamen- ta Alimenta Brasil, Metodologia Mãe-Canguru4 , Semana Mundial da Amamentação5 e, mais re- centemente, a instituição do Agosto Dourado6 , mês dedicado à intensificação das ações para a promoção do aleitamento materno. Essas inicia- tivas precisam ser aprimoradas, integradas, im- plementadas em larga escala; e novas iniciativas devem ser apresentadas. Este documento tem como objetivo apresen- tar a iniciativa “Consultório Amigo da Amamen- tação”, uma espécie de guia a ser seguido pelos pediatras comprometidos com a promoção, pro- teção e apoio ao aleitamento. É importante ressaltar que os princípios do Consultório Amigo da Amamentação se aplicam não somente aos consultórios de pediatras, mas aos de outras especialidades, tais como gineco- logia/obstetrícia, odontopediatria, fonoaudiolo- gia, nutrição e de outras categorias que assistem mães, lactentes e suas famílias. A Iniciativa Consultório Amigo da Amamentação Com base no artigo sobre “O papel do Pedia- tra no Aleitamento Materno”, em recente publi- cação da Academia Americana de Pediatria7 , na experiência da Iniciativa Unidade Básica Amiga
  • 2. Consultório Amigo da Amamentação 2 da Amamentação8 , e, sobretudo, na vivência acu- mulada de mais de 30 anos dos Dez Passos Para o Sucesso do Aleitamento Materno9 da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, foi proposta a criação da Iniciativa Consultório Amigo da Amamentação como estratégia para dar visibilidade ao trabalho de promoção, proteção e apoio ao aleitamento dos pediatras em seus consultórios. Tendo em vista que mães e bebês frequen- tam com regularidade consultórios de pediatras, privados ou conveniados, desde a gestação até o final da adolescência, criam-se oportunidades ímpares de acolhimento e informação sobre ama- mentação. Mas é preciso que o profissional esteja preparado para orientar, prevenir, diagnosticar e solucionar problemas relacionados ao aleita- mento, acolhendo e ouvindo as mães em suas di- ficuldades e apoiando-as em suas decisões. Na iniciativa proposta, para que um consultó- rio seja considerado “Amigo da Amamentação”, faz-se necessário o cumprimento dos seguintes critérios: 01. Ter uma política (norma) de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno que seja do conhecimento de todos que trabalham no consultório. O documento com a política deve ser impres- so e conhecido por todos os profissionais que tra- balham no consultório. O compartilhamento des- sa política com os usuários é recomendado, o que pode ser feito por meio de cartazes ou folhetos. 02. Contar com profissionais capacitados e periodicamente atualizados em manejo clínico da amamentação e nas habilidades de aconselhamento. A capacitação do profissional é fundamental para a implementação da Iniciativa. É preciso que os profissionais tenham conhecimentos sobre psicofisiologia da lactação, dominem técnicas e estejam preparados para a resolução de intercor- rências clínicas, além de habilidades de comuni- cação. Existem diversos cursos oferecidos pelo Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pe- diatria e por profissionais competentes, incluindo cursos sobre aconselhamento em amamentação. 03. Realizar ou incentivar consulta com pediatra no início do último trimestre da gestação, acompanhada de familiares próximos, dando ênfase ao aleitamento materno. Todas as gestantes e seus familiares próxi- mos, como o companheiro(a) e avós, devem ser informados sobre os benefícios da amamentação para a saúde da criança e da mulher e sobre as técnicas básicas para que o aleitamento mater- no ocorra de forma o mais prazerosa possível. As mamas devem ser examinadas para detectar algumas características que possam interferir na amamentação, podendo-se aproveitar a oportu- nidade para mostrar à mulher que a síntese de colostro já iniciou. É fundamental a detecção de fatores de risco para o desmame precoce, como antecedentes ou fatores desfavoráveis. Por exemplo: mulheres que desmamaram precoce- mente filhos anteriores; que fizeram cirurgias de redução da mama ou implantes; que trabalham sem proteção de licença-maternidade; que não dispõem de redes de apoio. 04. Informar sobre a importância do parto normal, clampeamento tardio do cordão umbilical, contato pele-a-pele imediatamente após o parto, amamentação na sala de parto, amamentação em livre- demanda e alojamento conjunto. A amamentação bem-sucedida começa com um parto humanizado. Por isso é tão importante explicar às gestantes e seus companheiro(a)s/fa- miliares que é muito importante o contato pele- -a-pele imediatamente após o parto e o início da amamentação na primeira hora de vida. Essas são ações saudáveis para a saúde da puérpera e do re- cém-nascido. Procedimentos de rotina devem ser postergados sempre que possível. 05. Observar uma mamada completa na primeira consulta e sempre que necessário, ratificar as recomendações sobre aleitamento materno exclusivo até o 6º mês e complementado até 2 anos ou mais, com introdução de alimentos saudáveis em tempo oportuno e desmame natural.
  • 3. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 3 O profissional deve dominar a técnica de ob- servação da mamada, reconhecendo as carac- terísticas básicas do posicionamento e da pega adequados. A Organização Mundial da Saúde dis- ponibiliza um roteiro de observação da mamada. Nesse mesmo critério, ratifica-se a recomendação internacional de que a amamentação deve ser con- tinuada até 2 anos ou mais, sendo exclusiva nos primeiros 6 meses, e desmame natural, ou seja, a criança se auto desmama, sob a liderança da mãe. 06. Informar as mães e seus familiares próximos sobre a extração e doação de leite materno desde as primeiras consultas e como manter a amamentação após o retorno ao trabalho. Toda lactante é potencialmente uma doado- ra de leite. Mas elas precisam ser informadas da importância da doação do leite, com potencial de salvar vidas de prematuros e recém-nascidos de baixo peso, e o que devem fazer para doar o seu leite. O profissional pode ter uma lista dos bancos de leite de seu município e orientar as mulheres como contatá-los. É importante re- forçar que a amamentação cruzada não é reco- mendada. Esse critério contempla também as orientações às mulheres que queiram manter a amamentação após retornarem ao trabalho, tais como quando e como extrair e armazenar o seu leite, além de instruí-las sobre os seus direitos. O Ministério da Saúde disponibiliza no seu site cartilha de orientação para as mulheres traba- lhadoras que amamentam. 07. Indicar, quando necessário, profissionais capacitados em aleitamento materno (enfermagem, nutrição, fonoaudiologia, odontopediatria, psicologia, entre outros), bem como grupos de apoio éticos. Algumas vezes é necessário envolver ou- tros profissionais para apoiar a mulher ou re- solver intercorrências clínicas ou psicológicas específicas. É recomendável que o pediatra te- nha uma rede de profissionais de saúde capa- citados em aleitamento materno para os quais possam encaminhar os seus pacientes quando necessário. 08. Estimular a amamentação na sala de espera e na sala de consulta, mas fornecer espaço privado caso seja solicitado. Como se recomenda a amamentação em livre demanda e o bebê não escolhe hora ou lugar para mamar, é fundamental que o pediatra crie um am- biente receptivo e acolhedor para que as mães amamentem confortavelmente na sala de espera, no consultório, ou, ainda, que disponibilizem um local privativo adequado caso a mulher se sinta constrangida em amamentar publicamente. 09. Não receber fórmulas infantis, mamadeiras, chupetas e intermediários de silicone de representantes de indústrias e não promover a distribuição de fórmulas, brindes ou materiais informativos das empresas. Todo pediatra deve conhecer, cumprir e divul- gar a lei que regulamenta a promoção comercial dos alimentos para lactentes e crianças de primei- ra infância, de mamadeiras, bicos e chupetas (Lei nº 11.265/2006) a NBCAL. Essa lei, especifica a relação entre a indústria e o pediatra, impedindo que profissionais recebam amostra de fórmulas (uma amostra é permitida quando do lançamento do produto), proíbe que se utilize as expressões leites “maternizado” ou “humanizados” e que os profissionais recebam brindes ou outros bene- fícios dessas indústrias. É imprescindível que o pediatra atue sem conflito de interesses. 10. Conhecer e divulgar ações relacionadas à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, como a Semana Mundial de Aleitamento Materno/Agosto Dourado, direitos da mulher que amamenta, leis que protegem a amamentação em público, e oferecer fontes de consulta oficiais, reconhecidas e éticas. Além de conhecer e divulgar, é importante que o pediatra, sempre que possível, se envolva nas campanhas publicitárias de promoção do AM, apro- veitando todas as oportunidades de divulgação na mídia (entrevistas, palestras, shows, etc.), incluin- do as redes sociais, e elabore maneiras criativas de promover, proteger e apoiar o aleitamento.
  • 4. Consultório Amigo da Amamentação 4 Uma oportunidade valiosa de promover o aleitamento materno é o engajamento nas ati- vidades de celebração da Semana Mundial de Amamentação, o Agosto Dourado, aproveitando para divulgar o conjunto de leis que protegem a mulher que amamenta e a criança. Fundamentação O quadro a seguir apresenta as estratégias nas quais a Iniciativa Consultório Amigo da Ama- mentação se baseou, comparando-as. Quadro 1. Passos para o sucesso do aleitamento materno: comparação entre as diferentes iniciativas: continua... Passo IHAC/1981-2014* BFHI / 1991-2018 IUBAM / 2002 ICAM / 2017 1 Ter uma norma escrita sobre aleitamento, que deveria ser rotineiramente transmitida a toda a equipe de cuidados de saúde. a. Cumprir plenamente o Código Internacional de Marketing de Substitutos do leite materno e as relevantes Resoluções da Assembleia Mundial da Saúde. b. Ter uma política de alimentação infantil escrita que seja rotineiramente comunicada ao staff e aos pais. c. Estabelecer sistemas de monitoramento e gerenciamento de dados em andamento. Ter uma norma escrita quanto à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno que deverá ser rotineiramente transmitida a toda a equipe da unidade de saúde. Ter uma política (norma) de promoção, proteção e apoio ao aleitamento que seja do conhecimento de todos que trabalham no consultório. 2 Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma. Assegurar que o pessoal (profissionais de saúde) tenha conhecimento, competência e habilidades suficientes para apoiar a amamentação. Treinar toda a equipe da unidade de saúde, capacitando-a para implementar esta norma. Contar com profissionais capacitados e atualizados periodicamente em manejo clínico da lactação e nas habilidades de aconselhamento. 3 Informar todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento. Discutir a importância e o manejo da amamentação com mulheres grávidas e suas famílias. Orientar as gestantes e mães sobre seus direitos e as vantagens do aleitamento materno, promovendo a amamentação exclusiva até os 6 meses e complementada até os 2 anos de vida ou mais. Orientar sobre aleitamento, avaliação das mamas durante o pré-natal com recomendação de consulta da gestante e seus familiares próximos com pediatra no começo do último trimestre da gestação.
  • 5. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 5 continua... ... continuação Passo IHAC/1981-2014* BFHI / 1991-2018 IUBAM / 2002 ICAM / 2017 4 Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento; conforme nova interpretação: colocar os bebês em contato pele- a-pele com suas mães, imediatamente após o parto, por pelo menos uma hora e orientar a mãe a identificar se o bebê mostra sinais de que está querendo ser amamentado, oferecendo ajuda se necessário. Facilitar contato pele-a-pele imediato e ininterrupto e apoiar as mães a iniciarem a amamentação o mais rápido possível após o nascimento. Escutar as preocupações, vivências e dúvidas das gestantes e mães sobre a prática de amamentar, apoiando- as e fortalecendo sua autoconfiança. Explicar sobre vantagens do parto normal com clampeamento tardio de cordão, contato pele- a-pele e amamentação na sala de parto e em livre-demanda e a importância do alojamento conjunto. 5 Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação mesmo se vierem a ser separadas dos filhos. Apoiar as mães para iniciar e manter a amamentação e superar as dificuldades mais comuns. Orientar as gestantes sobre a importância de iniciar a amamentação na primeira hora após o parto e de ficar com o bebê em alojamento conjunto. Observar uma mamada durante as primeiras consultas e sempre que for necessário, ratificando as recomendações sobre aleitamento materno exclusivo até o 6º mês, e complementar até 2 anos ou mais, com introdução alimentar oportuna e desmame natural. 6 Não oferecer a recém- nascidos bebida ou alimento que não seja o leite materno, a não ser que haja indicação médica e/ou de nutricionista. Não fornecer aos recém- nascidos amamentados outros alimentos ou líquidos além do leite materno, a menos que seja uma indicação médica. Mostrar às gestantes e mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos. Informar as mães e seus familiares próximos sobre a coleta e doação de leite materno desde as primeiras consultas e como manter a amamentação na volta ao trabalho. 7 Praticar o alojamento conjunto - permitir que mães e recém-nascidos permaneçam juntos – 24 horas por dia. Possibilitar que as mães e seus filhos permaneçam juntos e pratiquem alojamento conjunto 24 horas do dia. Orientar as nutrizes sobre o método da amenorreia lactacional e outros métodos contraceptivos adequados à amamentação. Indicar, quando necessário, profissionais experientes (enfermagem, nutrição, fonoaudiologia, odontopediatria, psicologia...) na adesão e manutenção do aleitamento, bem como grupos de apoio éticos.
  • 6. Consultório Amigo da Amamentação 6 IHAC: Iniciativa Hospital Amigo da Criança; BFHI: Baby-Friendly Hospital Initiative; IUBAM: Unidade Básica Amiga da Amamentação; ICAM: Iniciativa Consultório Amigo da Amamentação. *Em 2014, o Ministério da Saúde publicou a portaria da IHAC, nº 1153, que redefine os critérios de habilitação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), como estratégia de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à saúde integral da criança e da mulher, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Estas maternidades, além de cumprirem os 10 passos da IHAC, deverão cumprir a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006, e a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças na Primeira Infância (NBCAL); garantir permanência da mãe ou do pai junto ao recém-nascido 24 horas por dia e livre acesso a ambos ou, na falta destes, ao responsável legal, devendo o estabelecimento de saúde ter normas e rotinas escritas a respeito, que sejam rotineiramente transmitidas a toda equipe de cuidados de saúde e cumprir o critério global Cuidado Amigo da Mulher. Considerações finais A Iniciativa Consultório Amigo da Amamen- tação já é uma realidade. Maiores informações sobre a Iniciativa podem ser obtidas no site “https://www.facebook.com/consultorioamigo- daamamentacao/”. A Sociedade Brasileira de Pediatria apoia essa inciativa e, no momento, junto ao seu De- partamento Científico de Aleitamento Materno, está avaliando maneiras de aderir a ela, como ... continuação Passo IHAC/1981-2014* BFHI / 1991-2018 IUBAM / 2002 ICAM / 2017 8 Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda. Apoiar as mães a reconhecerem e responderem aos sinais e reações dos bebês para a amamentação. Encorajar a amamentação sob livre demanda. Estimular a amamentação na sala de espera e na sala de consulta, mas fornecer espaço privado caso seja solicitado. 9 Não oferecer bicos artificiais ou chupetas a recém-nascidos e lactentes. Aconselhar as mães quanto ao uso apropriado de mamadeiras, bicos e chupetas. Orientar gestantes e mães sobre os riscos do uso de fórmulas infantis, mamadeiras e chupetas, não permitindo propaganda e doações destes produtos na unidade de saúde. Não receber fórmulas infantis, mamadeiras, chupetas e intermediários de silicone de representantes de indústrias e não promover a distribuição de fórmulas, brindes ou materiais informativos das empresas. 10 Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio ao aleitamento, para onde as mães deverão ser encaminhadas por ocasião da alta, no hospital ou ambulatório. Coordenar a alta para que os mães e pais e seus filhos tenham acesso adequado a assistência e cuidados contínuos. Implementar grupos de apoio à amamentação acessíveis a todas as gestantes e mães, procurando envolver os familiares. Conhecer e divulgar ações relacionadas à promoção, proteção e apoio ao aleitamento, como a Semana Mundial de Aleitamento Materno/Agosto Dourado, direitos da mulher que amamenta, leis que protegem a amamentação em público, e oferecer fontes de consulta oficiais, reconhecidas e éticas.
  • 7. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 7 mais uma ação pró-aleitamento materno. A SBP vem investindo maciçamente na promoção do aleitamento materno, não só entre os seus asso- ciados, mas também entre todos os pediatras, os profissionais de saúde e as famílias, por meio de cursos, documentos científicos, textos diversos direcionados a profissionais e famílias, inclusão REFERÊNCIAS: 8. Oliveira MIC et al. Unidade Básica Amiga da Amamentação. In: Carvalho, MR. Amamentação – bases científicas. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2016, p550. 9. OMS: Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno: o papel especial dos serviços materno- infantis: uma declaração conjunta OMS/Unicef. s.l; OMS; 1989. 32 p. 10. WORLD HEALTH ORGANIZATION. World Health Assembly 34.22: International Code of Marketing of Breast-milk Substitutes. Geneva, 1981. Disponível em: <http://www.who.int/nutrition/ topics/WHA34.22_iycn_en.pdf>. Acesso em: 28 de setembro de 2017. 11. Giugliani ERJ, Santiago LB - O papel do pediatra no aleitamento materno. Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. Manole, Barueri, São Paulo. 3ª. ed., 2014, p 279-286 Outras referências recomendadas: 12. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/ aleitamento-materno-continuado-x-desmame- sbp-departamento-cientfico-2017 13. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/ amamentao-a-base-da-vida-documento- cientfico-sbp 14. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/ breastfeeding-evidence-for-the-10-steps-to- successful-who-oms 15. https://www.slideshare.net/Marcusrenato/ poltica-de-promoo-proteo-e-apoio-ao- aleitamento-ministrio-da-sade 16. www.aleitamento.com 17. https://euapoioleitematerno.wordpress.com/ 18. https://www.facebook.com/consultorioamigo daamamentacao/ 1. Lei Nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006. Regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004- 2006/2006/Lei/L11265.htm Acesso em 21 de setembro de 2017. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.153, de 22 de maio de 2014. Redefine os critérios de habilitação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), como estratégia de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à saúde integral da criança e da mulher, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ saudelegis/gm/2014/prt1153_22_05_2014. html>. Acesso em: 21 de setembro de 2017. 3. Brasil. Ministério da Saúde (1993). Normas Gerais para Bancos de Leite Humano (pdf). Brasília: [s.n.] 12 páginas. 4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso- Método Canguru- Manual técnico- 2° edição Brasília – DF 2011. 5. Portaria nº 2.394, de 7 de outubro de 2009 - Institui a Semana Mundial da Amamentação (SMAM) no Brasil e estabelece a parceria entre o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria nas comemorações da SMAM. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ saudelegis/gm/2009/prt2394_07_10_2009. html Acesso em 21 de setembro de 2017. 6. ______. Presidência da República. Lei nº 13.435, de 12 de abril de 2017. Institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno. Brasília, 2017. Disponível em: <http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13435. htm>. Acesso em: 21 de setembro de 2017. 7. Meek JY, Hatcher AJ. The Breastfeeding-Friendly Pediatric Office Practice. Pediatrics 2017. Disponível em: http://pediatrics.aappublications. org/content/early/2017/04/13/peds.2017-0647 Acessado em junho de 2018. do tema em nos seus eventos científicos, curso à distância e participação nos diversos veícu- los de comunicação. A SBP sabe que todos os pediatras são “Amigos da Amamentação” e têm lutado para ampliar os espaços que apoiem as mães que amamentam
  • 8. 8 Diretoria Triênio 2016/2018 PRESIDENTE: Luciana Rodrigues Silva (BA) 1º VICE-PRESIDENTE: Clóvis Francisco Constantino (SP) 2º VICE-PRESIDENTE: Edson Ferreira Liberal (RJ) SECRETÁRIO GERAL: Sidnei Ferreira (RJ) 1º SECRETÁRIO: Cláudio Hoineff (RJ) 2º SECRETÁRIO: Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) 3º SECRETÁRIO: Virgínia Resende Silva Weffort (MG) DIRETORIA FINANCEIRA: Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ) 2ª DIRETORIA FINANCEIRA: Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) 3ª DIRETORIA FINANCEIRA: Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO) DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL: Fernando Antônio Castro Barreiro (BA) Membros: Hans Walter Ferreira Greve (BA) Eveline Campos Monteiro de Castro (CE) Alberto Jorge Félix Costa (MS) Analíria Moraes Pimentel (PE) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Adelma Alves de Figueiredo (RR) COORDENADORES REGIONAIS: Norte: Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA) Nordeste: Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Sudeste: Luciano Amedée Péret Filho (MG) Sul: Darci Vieira Silva Bonetto (PR) Centro-oeste: Regina Maria Santos Marques (GO) ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA: Assessoria para Assuntos Parlamentares: Marun David Cury (SP) Assessoria de Relações Institucionais: Clóvis Francisco Constantino (SP) Assessoria de Políticas Públicas: Mário Roberto Hirschheimer (SP) Rubens Feferbaum (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Sérgio Tadeu Martins Marba (SP) Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e Adolescentes com Deficiência: Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT) Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ) Assessoria de Acompanhamento da Licença Maternidade e Paternidade: João Coriolano Rego Barros (SP) Alexandre Lopes Miralha (AM) Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA) Assessoria para Campanhas: Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP) GRUPOS DE TRABALHO: Drogas e Violência na Adolescência: Evelyn Eisenstein (RJ) Doenças Raras: Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP) Atividade Física Coordenadores: Ricardo do Rêgo Barros (RJ) Luciana Rodrigues Silva (BA) Membros: Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA) Patrícia Guedes de Souza (BA) Profissionais de Educação Física: Teresa Maria Bianchini de Quadros (BA) Alex Pinheiro Gordia (BA) Isabel Guimarães (BA) Jorge Mota (Portugal) Mauro Virgílio Gomes de Barros (PE) Colaborador: Dirceu Solé (SP) Metodologia Científica: Gisélia Alves Pontes da Silva (PE) Cláudio Leone (SP) Oftalmologia Pediátrica Coordenador: Fábio Ejzenbaum (SP) Membros: Luciana Rodrigues Silva (BA) Dirceu Solé (SP) Galton Carvalho Vasconcelos (MG) Julia dutra Rossetto (RJ) Luisa Moreira Hopker (PR) Rosa Maria Graziano (SP) Celia Regina Nakanami (SP) Pediatria e Humanidade: Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE) Luciana Rodrigues Silva (BA) João de Melo Régis Filho (PE) Transplante em Pediatria: Themis Reverbel da Silveira (RS) Irene Kazue Miura (SP) Carmen Lúcia Bonnet (PR) Adriana Seber (SP) Paulo Cesar Koch Nogueira (SP) Fabianne Altruda de M. Costa Carlesse (SP) DIRETORIA E COORDENAÇÕES: DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL Maria Marluce dos Santos Vilela (SP) COORDENAÇÃO DO CEXTEP: Hélcio Villaça Simões (RJ) COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO Mauro Batista de Morais (SP) COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL José Hugo de Lins Pessoa (SP) DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Nelson Augusto Rosário Filho (PR) REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education Consortium) Ricardo do Rego Barros (RJ) REPRESENTANTE NA ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA (AAP) Sérgio Augusto Cabral (RJ) REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA Francisco José Penna (MG) DIRETORIA DE DEFESA PROFISSIONAL, BENEFÍCIOS E PREVIDÊNCIA Marun David Cury (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DE DEFESA PROFISSIONAL Sidnei Ferreira (RJ) Cláudio Barsanti (SP) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Cláudio Orestes Britto Filho (PB) Mário Roberto Hirschheimer (SP) João Cândido de Souza Borges (CE) COORDENAÇÃO VIGILASUS Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Fábio Elíseo Fernandes Álvares Leite (SP) Jussara Melo de Cerqueira Maia (RN) Edson Ferreira Liberal (RJ) Célia Maria Stolze Silvany ((BA) Kátia Galeão Brandt (PE) Elizete Aparecida Lomazi (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Isabel Rey Madeira (RJ) Jocileide Sales Campos (CE) COORDENAÇÃO DE SAÚDE SUPLEMENTAR Maria Nazareth Ramos Silva (RJ) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Álvaro Machado Neto (AL) Joana Angélica Paiva Maciel (CE) Cecim El Achkar (SC) Maria Helena Simões Freitas e Silva (MA) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE CONSULTÓRIO Normeide Pedreira dos Santos (BA) DIRETORIA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS E COORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Dirceu Solé (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS Lícia Maria Oliveira Moreira (BA) DIRETORIA DE CURSOS, EVENTOS E PROMOÇÕES Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP) COORDENAÇÃO DE CONGRESSOS E SIMPÓSIOS Ricardo Queiroz Gurgel (SE) Paulo César Guimarães (RJ) Cléa Rodrigues Leone (SP) COORDENAÇÃO GERAL DOS PROGRAMAS DE ATUALIZAÇÃO Ricardo Queiroz Gurgel (SE) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE REANIMAÇÃO NEONATAL: Maria Fernanda Branco de Almeida (SP) Ruth Guinsburg (SP) COORDENAÇÃO PALS – REANIMAÇÃO PEDIÁTRICA Alexandre Rodrigues Ferreira (MG) Kátia Laureano dos Santos (PB) COORDENAÇÃO BLS – SUPORTE BÁSICO DE VIDA Valéria Maria Bezerra Silva (PE) COORDENAÇÃO DO CURSO DE APRIMORAMENTO EM NUTROLOGIA PEDIÁTRICA (CANP) Virgínia Resende S. Weffort (MG) PEDIATRIA PARA FAMÍLIAS Victor Horácio da Costa Júnior (PR) PORTAL SBP Flávio Diniz Capanema (MG) COORDENAÇÃO DO CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA José Maria Lopes (RJ) PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO CONTINUADA À DISTÂNCIA Altacílio Aparecido Nunes (SP) João Joaquim Freitas do Amaral (CE) DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Luciana Rodrigues Silva (BA) Dirceu Solé (SP) Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho (PE) Joel Alves Lamounier (MG) DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES Fábio Ancona Lopez (SP) EDITORES DA REVISTA SBP CIÊNCIA Joel Alves Lamounier (MG) Altacílio Aparecido Nunes (SP) Paulo Cesar Pinho Pinheiro (MG) Flávio Diniz Capanema (MG) EDITOR DO JORNAL DE PEDIATRIA Renato Procianoy (RS) EDITOR REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA Clémax Couto Sant’Anna (RJ) EDITOR ADJUNTO REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ) Márcia Garcia Alves Galvão (RJ) CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO Gil Simões Batista (RJ) Sidnei Ferreira (RJ) Isabel Rey Madeira (RJ) Sandra Mara Amaral (RJ) Bianca Carareto Alves Verardino (RJ) Maria de Fátima B. Pombo March (RJ) Sílvio Rocha Carvalho (RJ) Rafaela Baroni Aurilio (RJ) COORDENAÇÃO DO PRONAP Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida (SP) Fernanda Luísa Ceragioli Oliveira (SP) COORDENAÇÃO DO TRATADO DE PEDIATRIA Luciana Rodrigues Silva (BA) Fábio Ancona Lopez (SP) DIRETORIA DE ENSINO E PESQUISA Joel Alves Lamounier (MG) COORDENAÇÃO DE PESQUISA Cláudio Leone (SP) COORDENAÇÃO DE PESQUISA-ADJUNTA Gisélia Alves Pontes da Silva (PE) COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO Rosana Fiorini Puccini (SP) COORDENAÇÃO ADJUNTA DE GRADUAÇÃO Rosana Alves (ES) Suzy Santana Cavalcante (BA) Angélica Maria Bicudo-Zeferino (SP) Silvia Wanick Sarinho (PE) COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO Victor Horácio da Costa Junior (PR) Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE) Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO) Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) Jefferson Pedro Piva (RS) COORDENAÇÃO DE RESIDÊNCIA E ESTÁGIOS EM PEDIATRIA Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) Victor Horácio da Costa Junior (PR) Clóvis Francisco Constantino (SP) Silvio da Rocha Carvalho (RJ) Tânia Denise Resener (RS) Delia Maria de Moura Lima Herrmann (AL) Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA) Jefferson Pedro Piva (RS) Sérgio Luís Amantéa (RS) Gil Simões Batista (RJ) Susana Maciel Wuillaume (RJ) Aurimery Gomes Chermont (PA) COORDENAÇÃO DE DOUTRINA PEDIÁTRICA Luciana Rodrigues Silva (BA) Hélcio Maranhão (RN) COORDENAÇÃO DAS LIGAS DOS ESTUDANTES Edson Ferreira Liberal (RJ) Luciano Abreu de Miranda Pinto (RJ) COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA NACIONAL Susana Maciel Wuillaume (RJ) COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA INTERNACIONAL Herberto José Chong Neto (PR) DIRETOR DE PATRIMÔNIO Cláudio Barsanti (SP) COMISSÃO DE SINDICÂNCIA Gilberto Pascolat (PR) Aníbal Augusto Gaudêncio de Melo (PE) Isabel Rey Madeira (RJ) Joaquim João Caetano Menezes (SP) Valmin Ramos da Silva (ES) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Tânia Denise Resener (RS) João Coriolano Rego Barros (SP) Maria Sidneuma de Melo Ventura (CE) Marisa Lopes Miranda (SP) CONSELHO FISCAL Titulares: Núbia Mendonça (SE) Nélson Grisard (SC) Antônio Márcio Junqueira Lisboa (DF) Suplentes: Adelma Alves de Figueiredo (RR) João de Melo Régis Filho (PE) Darci Vieira da Silva Bonetto (PR) ACADEMIA BRASILEIRA DE PEDIATRIA Presidente: Mario Santoro Júnior (SP) Vice-presidente: Luiz Eduardo Vaz Miranda (RJ) Secretário Geral: Jefferson Pedro Piva (RS)