Palestra proferida pela Profa. Juliana Nutti no
     Ciclo de Palestras da UNIESP/Araraquara
   O que são afetos, emoções e sentimentos?
   Por que a afetividade é importante para o
    entendimento do ser humano?
   Qual é a relação entre afetividade e
    aprendizagem?
   Como a afetividade deve permear a relação
    professor – aluno? O que esperar dessa
    relação no ensino superior?
   Um conjunto de fenômenos psíquicos que se
    manifestam sob a forma de emoções,
    sentimentos e paixões, acompanhados sempre
    da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou
    insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria
    ou tristeza.
   A um afeto sempre está relacionada uma ideia.
    Sempre sentimos algo sobre alguma coisa.
   O afeto sem associação a uma ideia pode trazer
    sensações de desconforto psicológico.
   Os afetos nem sempre são conscientes. Algumas
    vezes, não temos total clareza a que ideias eles
    se relacionam.
   As emoções são expressões afetivas
    acompanhadas de reações intensas e breves do
    organismo, em resposta a um acontecimento
    inesperado ou, às vezes, a um acontecimento
    muito aguardado (fantasiado).
   Nas emoções é possível observar uma relação
    entre os afetos e a organização corporal, ou
    seja, as reações orgânicas, as modificações que
    ocorrem no organismo, como distúrbios
    gastrointestinais, cardiorrespiratórios, sudores
    e, tremor.
   Um exemplo comum é a alteração do
    batimento cardíaco.
   Durante muito tempo, acreditou-se no
    coração como o lugar da emoção, talvez pelo
    fato de, ao manifestar-se, vir freqüentemente
    acompanhada de fortes batimentos cardíacos.
    Por isso, até hoje desenhamos corações para
    dizer que estamos apaixonados.
   Outras reações orgânicas acompanham as
    emoções e revelam vivências ou estados
    emocionais do indivíduo: tremor, riso, choro,
    lágrimas, expressões faciais etc. As reações
    orgânicas fogem ao nosso controle.
   As reações emocionais orgânicas são, até certo ponto,
    aprendidas, ou seja, nosso organismo pode responder de
    diversas maneiras a uma situação, mas a cultura ―escolhe‖ as
    formas mais adequadas para se expressar as emoções em
    determinadas situações e/ou tipo de pessoas (por exemplo, de
    acordo com a idade, o sexo ou a posição social). Exemplo:
    ―Homem não chora.‖
   Assim, durante nossa socialização, aprendemos essas formas de
    expressão das emoções aceitas pelo grupo a que pertencemos. E
    não seguir essas convenções pode nos trazer prejuízos sociais e
    profissionais. Exemplo: não se pode chorar ou gargalhar no
    ambiente de trabalho quando se tem vontade.
   As emoções são muitas: surpresa, raiva, nojo, medo, vergonha,
    tristeza, desprezo, alegria, paixão, atração física — ora são mais
    difusas, ora mais conscientes; às vezes encobertas, às vezes não.
   Os afetos básicos (amor e ódio), além de se
    manifestarem como emoções, podem expressar-
    se como sentimentos.
   Os sentimentos diferem das emoções por serem
    mais duradouros, menos ―explosivos‖ e por não
    virem acompanhados de reações orgânicas
    intensas.
   Assim, consideramos a paixão uma emoção, e o
    enamoramento, a ternura, a
    amizade, consideramos sentimentos, isto
    é, manifestações do mesmo afeto básico — o
    amor.
   A afetividade é parte integrante de nossa subjetividade.
   Nossas expressões não podem ser compreendidas, se não
    considerarmos os afetos que as acompanham.
   E, mesmo os pensamentos, as fantasias — aquilo que fica
    contido em nós — só têm sentido se sabemos o afeto que os
    acompanham. Por exemplo, aquela idéia de que o melhor
    amigo irá se sair mal em uma competição, só adquire sentido
    quando descobrimos que sua origem está na inveja que se
    tem dele.
   Nossa vida afetiva é composta de dois afetos básicos: o amor
    e ódio. Esses dois afetos estão presentes em nossa vida
    psíquica e também estão juntos em nossas expressões, ações
    e pensamentos.
   São nossos afetos que dão o colorido especial à
    conduta de cada um e às nossas vidas. Eles se
    expressam nos desejos, sonhos, fantasias,
    expectativas, nas palavras, nos gestos, no que
    fazemos e pensamos. É o que nos faz viver.
   Quando entramos em contato com o meio físico
    e social, recebemos estímulos através de nossos
    órgãos e sentidos. Esses estímulos chegam ao
    nosso mundo interno e lá recebem significações.
    Sentimentos, então algo em relação a eles. Por
    exemplo, gostamos ou não gostamos, é nos
    prazeroso ou não.
   A afetividade é o território das emoções, das
    paixões e dos sentimentos.
   A aprendizagem, território do conhecimento,
    da descoberta e da atividade.
   Tanto a afetividade como a aprendizagem são
    considerados fenômenos complexos e
    multideterminados, definidos por processos
    individuais internos que se desenvolvem
    através do convívio humano.
   A sala de aula é um espaço de vivência, de
    convivência e de relações pedagógicas, espaço
    constituído pela diversidade e heterogeneidade
    de idéias, valores e crenças de pessoas com
    personalidades e histórias diferentes.
   Assim, é impregnado de significado. E é espaço
    de formação humana, onde a experiência
    pedagógica – ensinar e aprender – desenvolve-se
    através do vínculo afetivo, que tem uma
    dimensão histórica, intersubjetiva e intra-
    subjetiva.
   Na teoria de Henri Wallon, a dimensão afetiva é
    destacada de forma significativa na construção
    da pessoa e do conhecimento.
   Afetividade e inteligência, apesar de terem
    funções definidas e diferenciadas, são
    inseparáveis na evolução psíquica.
   Entre o aspecto cognitivo e afetivo existe
    oposição e complementaridade.
   Dependendo da atividade há a preponderância do
    afetivo ou do cognitivo;não se trata da exclusão
    de um em relação ao outro, mas sim, de
    alternâncias em que um se submerge para que o
    outro possa fluir.
   A escola é um campo fértil, onde essas
    relações a todo tempo se evidenciam, seja
    através dos conflitos e oposições, seja do
    diálogo e da interação.
   Para Wallon, os conflitos são essenciais ao
    desenvolvimento da personalidade.
   A afetividade é fundamental na formação da
    auto-estima do indivíduo.
   Entende-se por auto-estima, a capacidade do
    indivíduo em apreciar ou não as suas
    características de personalidade. É o apreço que
    temos por sermos como somos.
   O papel da escola, enquanto relação professor e
    aluno, é de suma importância para que a
    formação da auto-estima seja pautada em
    segurança, autonomia de idéias, conceitos que o
    próprio aluno tenha de si e que contribuem para
    seu desempenho escolar e de sua vida como um
    todo.
   A questão da afetividade e auto-estima é uma
    preocupação mundial.
   A afetividade no trato com as pessoas é um
    pressuposto para o resgate de valores humanos
    esquecidos por nós no do dia-a-dia.
   Como se pode ver a escola, como parte
    integrante e fundamental em uma sociedade, não
    pode ficar alheia a esta busca.
   Apropria-se de pensamentos de teóricos como
    WALLON, PIAGET e VYGOTSKY, para basear suas
    ações pedagógicas e transformar a relação
    professor e aluno em um momento mais rico no
    processo ensino-aprendizagem.
   É fato mais do que constatado de que o
    professor tem papel fundamental no
    desenvolvimento global do aluno.
   Muitas vezes, ele é a única pessoa que pode
    reconhecer esse aluno como ser dotado de
    sonhos, desejos e muita vontade de mudar a
    história de sua existência.
   Porém, tratar o aluno com afeto não significa
    tratá-lo com beijos, abraços ou procurando
    agradá-lo, significa apenas que devemos acordar
    e tomar atitudes que nos leve a sair de nossa
    indiferença, porque essa ―indiferença‖ é
    justamente a falta de afetividade.
   Numa sala de aula onde a afetividade é levada em
    consideração, provavelmente formará indivíduos com
    condições para lidar com seus sentimentos o que
    contribuirá para um mundo menos agressivo.
   Para que isso aconteça, é preciso que haja uma
    relação de respeito e cumplicidade entre professor e
    aluno.
   E isso só será possível se houver autoridade por parte
    do professor.
   A palavra autoridade possui a mesma raiz da palavra
    autor. E, ser autor é ter a capacidade de fazer
    algo, de criar algo.
   Autoridade está atrelada à responsabilidade.
   O professor precisa sentir-se responsável.
   Ao reconhecer a importância do os alunos
    pensam e sentem, o professor terá autoridade,
    pois todo ser humano que se sente escutado e
    acolhido consegue respeitar as regras existentes
    em uma instituição (a sala de aula é uma
    instituição).
   Portanto, afeto e autoridade são palavras que
    devem estar presentes na relação professor e
    aluno.
   Outra questão importante são os afetos
    inconscientes: às vezes, alunos e professores
    ―projetam‖ uns nos outros simpatias e antipatias
    que não são claramente compreendidas.
   O diálogo estabelecido entre professor e aluno é fator
    importante no processo de aprendizagem, visto que
    forma elos afetivos que despertam o interesse e a
    motivação, levando os alunos a executarem suas
    tarefas com boa vontade.
   Porém, as concepções e experiências de diálogo são
    diferentes entre alunos e professores, nem sempre
    conciliáveis.
   O professor pode até ter uma noção de diálogo como
    quando fala, escuta e busca comum de soluções, mas
    pode resvalar no autoritarismo.
   O aluno pode estar querendo uma espécie de diálogo
    onde ele seja ouvido, mas de forma mais pessoal do
    que acadêmica. Pode querer falar mais dos seus
    afetos do que das suas ideias e vice-versa.
   Aprender é um processo dinâmico e
    pessoal, complexo, que sofre influências
    ambientais como do próprio sujeito que
    aprende.
   É essencial que se promova uma participação
    efetiva do aluno no processo de
    aprendizagem.
   Sempre que possível, é necessário propiciar
    oportunidades de práticas para uma
    aprendizagem mais significativa e o
    desenvolvimento da criatividade e da auto-
    confiança no aluno e no professor.
 A ―receita é simples‖:
 O aumento da auto-confiança e da auto-
  estima aumenta as possibilidade de um
  melhor desempenho acadêmico pois o aluno
  passa a usar seus afetos de forma a
  potencializar o uso das estratégias
  cognitivas, como a memória, a atenção e a
  motivação.
   A atividade de pesquisa, característica dos
    processos educacionais no ensino superior é
    extremamente dependente do equilíbrio
    emocional e do bom uso da motivação e da
    auto-estima.
   O ato de educar só terá sucesso se houver
    uma relação afetiva entre professor e aluno,
    caso contrário, a aprendizagem não será
    significativa e não preparará o indivíduo para
    uma vida futura, deixando lacunas no
    processo ensino-aprendizagem.
―A educação é um processo
social, é desenvolvimento. Não
é a preparação para a vida, é a
própria vida.‖
                     John Dewey
   BOCK, A. M.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. de L.T. Psicologias: Uma
    introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo: Saraiva, 2009.
   SOBRAL, M. L. A influência da afetividade no ambiente pedagógico.
    Disponível em http://veterinariosnodiva.com.br/books/afetividade-
    ambiente-pedagogico.pdf Acessado em 23/01/2013
   SOUZA, M. M. A. C. A afetividade na formação da auto-estima do
    Aluno. Disponível em
    http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/a_afetivida
    de_na_formacao_da_auto.pdf . Acessado em 23/01/2013

Afetividade e desempenho acadêmico

  • 1.
    Palestra proferida pelaProfa. Juliana Nutti no Ciclo de Palestras da UNIESP/Araraquara
  • 2.
    O que são afetos, emoções e sentimentos?  Por que a afetividade é importante para o entendimento do ser humano?  Qual é a relação entre afetividade e aprendizagem?  Como a afetividade deve permear a relação professor – aluno? O que esperar dessa relação no ensino superior?
  • 3.
    Um conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.  A um afeto sempre está relacionada uma ideia. Sempre sentimos algo sobre alguma coisa.  O afeto sem associação a uma ideia pode trazer sensações de desconforto psicológico.  Os afetos nem sempre são conscientes. Algumas vezes, não temos total clareza a que ideias eles se relacionam.
  • 4.
    As emoções são expressões afetivas acompanhadas de reações intensas e breves do organismo, em resposta a um acontecimento inesperado ou, às vezes, a um acontecimento muito aguardado (fantasiado).  Nas emoções é possível observar uma relação entre os afetos e a organização corporal, ou seja, as reações orgânicas, as modificações que ocorrem no organismo, como distúrbios gastrointestinais, cardiorrespiratórios, sudores e, tremor.  Um exemplo comum é a alteração do batimento cardíaco.
  • 5.
    Durante muito tempo, acreditou-se no coração como o lugar da emoção, talvez pelo fato de, ao manifestar-se, vir freqüentemente acompanhada de fortes batimentos cardíacos. Por isso, até hoje desenhamos corações para dizer que estamos apaixonados.  Outras reações orgânicas acompanham as emoções e revelam vivências ou estados emocionais do indivíduo: tremor, riso, choro, lágrimas, expressões faciais etc. As reações orgânicas fogem ao nosso controle.
  • 6.
    As reações emocionais orgânicas são, até certo ponto, aprendidas, ou seja, nosso organismo pode responder de diversas maneiras a uma situação, mas a cultura ―escolhe‖ as formas mais adequadas para se expressar as emoções em determinadas situações e/ou tipo de pessoas (por exemplo, de acordo com a idade, o sexo ou a posição social). Exemplo: ―Homem não chora.‖  Assim, durante nossa socialização, aprendemos essas formas de expressão das emoções aceitas pelo grupo a que pertencemos. E não seguir essas convenções pode nos trazer prejuízos sociais e profissionais. Exemplo: não se pode chorar ou gargalhar no ambiente de trabalho quando se tem vontade.  As emoções são muitas: surpresa, raiva, nojo, medo, vergonha, tristeza, desprezo, alegria, paixão, atração física — ora são mais difusas, ora mais conscientes; às vezes encobertas, às vezes não.
  • 7.
    Os afetos básicos (amor e ódio), além de se manifestarem como emoções, podem expressar- se como sentimentos.  Os sentimentos diferem das emoções por serem mais duradouros, menos ―explosivos‖ e por não virem acompanhados de reações orgânicas intensas.  Assim, consideramos a paixão uma emoção, e o enamoramento, a ternura, a amizade, consideramos sentimentos, isto é, manifestações do mesmo afeto básico — o amor.
  • 8.
    A afetividade é parte integrante de nossa subjetividade.  Nossas expressões não podem ser compreendidas, se não considerarmos os afetos que as acompanham.  E, mesmo os pensamentos, as fantasias — aquilo que fica contido em nós — só têm sentido se sabemos o afeto que os acompanham. Por exemplo, aquela idéia de que o melhor amigo irá se sair mal em uma competição, só adquire sentido quando descobrimos que sua origem está na inveja que se tem dele.  Nossa vida afetiva é composta de dois afetos básicos: o amor e ódio. Esses dois afetos estão presentes em nossa vida psíquica e também estão juntos em nossas expressões, ações e pensamentos.
  • 9.
    São nossos afetos que dão o colorido especial à conduta de cada um e às nossas vidas. Eles se expressam nos desejos, sonhos, fantasias, expectativas, nas palavras, nos gestos, no que fazemos e pensamos. É o que nos faz viver.  Quando entramos em contato com o meio físico e social, recebemos estímulos através de nossos órgãos e sentidos. Esses estímulos chegam ao nosso mundo interno e lá recebem significações. Sentimentos, então algo em relação a eles. Por exemplo, gostamos ou não gostamos, é nos prazeroso ou não.
  • 10.
    A afetividade é o território das emoções, das paixões e dos sentimentos.  A aprendizagem, território do conhecimento, da descoberta e da atividade.  Tanto a afetividade como a aprendizagem são considerados fenômenos complexos e multideterminados, definidos por processos individuais internos que se desenvolvem através do convívio humano.
  • 11.
    A sala de aula é um espaço de vivência, de convivência e de relações pedagógicas, espaço constituído pela diversidade e heterogeneidade de idéias, valores e crenças de pessoas com personalidades e histórias diferentes.  Assim, é impregnado de significado. E é espaço de formação humana, onde a experiência pedagógica – ensinar e aprender – desenvolve-se através do vínculo afetivo, que tem uma dimensão histórica, intersubjetiva e intra- subjetiva.
  • 12.
    Na teoria de Henri Wallon, a dimensão afetiva é destacada de forma significativa na construção da pessoa e do conhecimento.  Afetividade e inteligência, apesar de terem funções definidas e diferenciadas, são inseparáveis na evolução psíquica.  Entre o aspecto cognitivo e afetivo existe oposição e complementaridade.  Dependendo da atividade há a preponderância do afetivo ou do cognitivo;não se trata da exclusão de um em relação ao outro, mas sim, de alternâncias em que um se submerge para que o outro possa fluir.
  • 13.
    A escola é um campo fértil, onde essas relações a todo tempo se evidenciam, seja através dos conflitos e oposições, seja do diálogo e da interação.  Para Wallon, os conflitos são essenciais ao desenvolvimento da personalidade.
  • 14.
    A afetividade é fundamental na formação da auto-estima do indivíduo.  Entende-se por auto-estima, a capacidade do indivíduo em apreciar ou não as suas características de personalidade. É o apreço que temos por sermos como somos.  O papel da escola, enquanto relação professor e aluno, é de suma importância para que a formação da auto-estima seja pautada em segurança, autonomia de idéias, conceitos que o próprio aluno tenha de si e que contribuem para seu desempenho escolar e de sua vida como um todo.
  • 15.
    A questão da afetividade e auto-estima é uma preocupação mundial.  A afetividade no trato com as pessoas é um pressuposto para o resgate de valores humanos esquecidos por nós no do dia-a-dia.  Como se pode ver a escola, como parte integrante e fundamental em uma sociedade, não pode ficar alheia a esta busca.  Apropria-se de pensamentos de teóricos como WALLON, PIAGET e VYGOTSKY, para basear suas ações pedagógicas e transformar a relação professor e aluno em um momento mais rico no processo ensino-aprendizagem.
  • 16.
    É fato mais do que constatado de que o professor tem papel fundamental no desenvolvimento global do aluno.  Muitas vezes, ele é a única pessoa que pode reconhecer esse aluno como ser dotado de sonhos, desejos e muita vontade de mudar a história de sua existência.  Porém, tratar o aluno com afeto não significa tratá-lo com beijos, abraços ou procurando agradá-lo, significa apenas que devemos acordar e tomar atitudes que nos leve a sair de nossa indiferença, porque essa ―indiferença‖ é justamente a falta de afetividade.
  • 17.
    Numa sala de aula onde a afetividade é levada em consideração, provavelmente formará indivíduos com condições para lidar com seus sentimentos o que contribuirá para um mundo menos agressivo.  Para que isso aconteça, é preciso que haja uma relação de respeito e cumplicidade entre professor e aluno.  E isso só será possível se houver autoridade por parte do professor.  A palavra autoridade possui a mesma raiz da palavra autor. E, ser autor é ter a capacidade de fazer algo, de criar algo.  Autoridade está atrelada à responsabilidade.
  • 18.
    O professor precisa sentir-se responsável.  Ao reconhecer a importância do os alunos pensam e sentem, o professor terá autoridade, pois todo ser humano que se sente escutado e acolhido consegue respeitar as regras existentes em uma instituição (a sala de aula é uma instituição).  Portanto, afeto e autoridade são palavras que devem estar presentes na relação professor e aluno.  Outra questão importante são os afetos inconscientes: às vezes, alunos e professores ―projetam‖ uns nos outros simpatias e antipatias que não são claramente compreendidas.
  • 19.
    O diálogo estabelecido entre professor e aluno é fator importante no processo de aprendizagem, visto que forma elos afetivos que despertam o interesse e a motivação, levando os alunos a executarem suas tarefas com boa vontade.  Porém, as concepções e experiências de diálogo são diferentes entre alunos e professores, nem sempre conciliáveis.  O professor pode até ter uma noção de diálogo como quando fala, escuta e busca comum de soluções, mas pode resvalar no autoritarismo.  O aluno pode estar querendo uma espécie de diálogo onde ele seja ouvido, mas de forma mais pessoal do que acadêmica. Pode querer falar mais dos seus afetos do que das suas ideias e vice-versa.
  • 20.
    Aprender é um processo dinâmico e pessoal, complexo, que sofre influências ambientais como do próprio sujeito que aprende.  É essencial que se promova uma participação efetiva do aluno no processo de aprendizagem.  Sempre que possível, é necessário propiciar oportunidades de práticas para uma aprendizagem mais significativa e o desenvolvimento da criatividade e da auto- confiança no aluno e no professor.
  • 21.
     A ―receitaé simples‖:  O aumento da auto-confiança e da auto- estima aumenta as possibilidade de um melhor desempenho acadêmico pois o aluno passa a usar seus afetos de forma a potencializar o uso das estratégias cognitivas, como a memória, a atenção e a motivação.
  • 22.
    A atividade de pesquisa, característica dos processos educacionais no ensino superior é extremamente dependente do equilíbrio emocional e do bom uso da motivação e da auto-estima.  O ato de educar só terá sucesso se houver uma relação afetiva entre professor e aluno, caso contrário, a aprendizagem não será significativa e não preparará o indivíduo para uma vida futura, deixando lacunas no processo ensino-aprendizagem.
  • 23.
    ―A educação éum processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.‖ John Dewey
  • 24.
    BOCK, A. M.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. de L.T. Psicologias: Uma introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo: Saraiva, 2009.  SOBRAL, M. L. A influência da afetividade no ambiente pedagógico. Disponível em http://veterinariosnodiva.com.br/books/afetividade- ambiente-pedagogico.pdf Acessado em 23/01/2013  SOUZA, M. M. A. C. A afetividade na formação da auto-estima do Aluno. Disponível em http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/a_afetivida de_na_formacao_da_auto.pdf . Acessado em 23/01/2013