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O mundo seria infinitamente melhor se todas as pessoas tomassem como
filosofia de vida “seguir o caminho do bem”. Mas por que somos cercados
por tanta maldade? O que leva alguém a tornar-se cruel? Dizem que a
maldade habita o porão de cada ser humano. O que está acontecendo com o
ser humano? Você já se perguntou, por que as pessoas agem no mal? Isto é,
teceu pensamentos acerca da causa da maldade humana? A maldade do ser
humano não tem limites. Parece que a maldade está imperando ultimamente.
É tanta crueldade, tanta frieza e um prazer mórbido em ver a dor alheia, isso
sem contar a indiferença com as dificuldades e com o sofrimento do
próximo. Sei que existe um número imenso de pessoas que são boas e que
praticam o bem, mas tenho a impressão que nos últimos tempos a maldade
vem crescendo em doses cavalares.
Para confirmar isso, basta assistir aos noticiários que o assunto é sempre o
mesmo: a maldade do ser humano. Até nisso o ser humano é mórbido; tem
prazer em ficar sentado na frente da televisão acompanhando a dor e o
sofrimento dos outros. As emissoras faturam as custas do sofrimento das
pessoas. Mas, o que é a maldade? Uma ação destrutiva, realizada apenas por
pessoas naturalmente perversas? Não. A maldade pode tomar conta do
coração de qualquer pessoa, num instante de raiva, por exemplo, quando a
barbárie sobrepuja a razão. Desse modo, todos nós podemos ter um lado
mau, uma escuridão que se apodera de nossas mentes. Fará a maldade, parte
da condição humana? Será a maldade um comportamento intencional
realizado através de uma escolha consciente?
Ou estará a maldade associada apenas a comportamentos patológicos. Por
diferentes motivos, existem pessoas que caminham pela vida pensando que
qualquer dano que os outros sofram é uma vantagem para elas, de modo que
não hesitam em se alegrar por isso e até mesmo em provocar o mal. A inveja
é um desses motivos; sorrateira, muitas vezes busca se passar por “boa
amiga”, para quando menos se espera dar o bote e destruir sua vida. Para
este tipo de pessoa, a melhor resposta que podemos dar é uma lição de
bondade. Este é o jeito mais adequado de agir. Neste sentido, os conceitos
de bem e de mal deram muito o que falar ao longo da história,
principalmente porque a alma humana pode se aproximar das duas. Também
porque depende muito da cultura, da sociedade e de outras variáveis que
podemos adicionar ao debate.
Além de uma contribuição técnica e científica do tema, vamos procurar uma
reflexão individual. O ponto do qual partir será uma situação real e abstrata
na qual uma pessoa age com maldade e nos prejudica. Como respondemos a
isso? Comecemos por definir a maldade como um ato que se encontra fora
da ética padrão de determinada sociedade, que envolve danos à saúde
humana. Mencio Mong Tse (371 a.C. – 289 a.C), pensador chinês e seguidor
de Confúcio, sustentava que “os seres humanos são naturalmente bons,
agem dentro da moralidade, são dotados de compaixão e da capacidade de
distinguir o bem do mal e, por isso, o mal é resultado de influências
externas” Os atos de maldade são muito complexos podendo ser vários os
fatores implicados, tais como biológicos, ambientais, genéticos, sociais e
políticos.
Poderemos diferenciar a maldade comum, da maldade patológica. Assim, as
pessoas associadas à maldade comum apresentariam características como o
narcisismo e egoísmo exacerbado, com tendência à vitimização, possuindo
uma incrível preguiça para a escolha do bem, com uma grande capacidade
de mentir, de esconder as suas intenções, de reverter situações e mascarar
quadros, bem como uma preocupação com a aparência, inclusive do ponto
de vista da legalidade. No caso da maldade patológica a grande diferença
entre os psicopatas clássicos e a maldade comum seria o fato dos primeiros
não sentirem culpa nos seus atos e desta forma não sentirem a necessidade
de mentir ou de manter as aparências em níveis tão elevados de perfeição,
ou seja, a maldade comum seria um ato consciente carregado de culpa.
Se pensarmos na maldade como um comportamento intencional no sentido
de desumanizar, prejudicar, destruir ou mesmo matar pessoas, poderemos
questionar-nos se perante as condições favoráveis, poderíamos todos
assumir esse comportamento. Então o que nos faz escolher entre o ato de
maldade ou a escolha da não maldade? Vivemos num mundo rodeado de
violência. A mesma mente humana que cria as mais belas obras de arte e
maravilhas da tecnologia extraordinária é igualmente responsável pela
perversão de sua própria perfeição. Vivemos a dicotomia entre a escolha do
bem e do mal, sendo estes dois conceitos aprendidos desde a infância e
através dos valores passados através da educação e da própria sociedade. Na
grande maioria dos casos de maldade, o ato é motivado pelo desejo da
pessoa de obter algum benefício que não lhe é devido.
Assim, uma pessoa egoísta fará o que for necessário para alcançar seus
objetivos materiais, intelectuais ou sentimentais sem se preocupar com os
danos que porventura venha a causar nos interlocutores. Estará agindo em
defesa dos seus interesses, desprovida de sentimento de culpa e de uma
forma nada empática. Não irá se incomodar com a dor provocada. Porém,
não é essa sua primeira intenção; a real motivação é a de se apropriar
daquele dado benefício; o dano ao outro é um desdobramento do objetivo
inicial e não é fonte de satisfação e nem de dor. Talvez uma boa definição de
maldade seja a prática de um ato em que outra pessoa é prejudicada de
forma consciente. Ou seja, aquele que pratica a maldade sabe das
consequências danosas do seu ato, sabe que se trata de uma ação indevida e
a pratica assim mesmo.
A maldade se distingue das reações agressivas a que todos nós estamos
sujeitos tanto no papel ativo como passivo: quando alguém é agredido existe
uma tendência natural para reagir à agressão de uma forma ou de outra. A
ação agressiva pode ou não ser intencional e não é raro que a reação venha a
corresponder a um ato maldoso; porém, houve uma agressão que a
antecedeu. Um exemplo peculiar de reação agressiva é a inveja, não
raramente maldosa: uma pessoa se compara com outra, sente-se por baixo e
isso provoca uma sensação de humilhação que é vivenciada como agressão;
reage a essa suposta agressão de forma sutil e desleal, tentando rebaixar ou
diminuir aquele que despertou a inveja. Esse tipo de maldade pode vir a ser
praticada por qualquer um de nós.
É interessante notar que no século XII surgiu um movimento religioso, o
Catarismo, que se espalhou pelo sul da França e se baseava em antigas
crenças pagãs. Tinha o bem e o mal como doutrina principal e o homem
como um produto do mal. Eles estavam tão convencidos disso que
condenavam a procriação, porque entendiam que ter filhos era trazer mais
maldade para o mundo. A humanidade é propensa ao mal e se nos deixarmos
guiar pelos nossos instintos, as consequências serão desastrosas. A verdade é
que de uma forma consciente conseguimos diferenciar o bem do mal, uma
pessoa boa de uma pessoa má, através da análise que realizamos avaliando
comportamentos e atitudes. O funcionamento mental de uma pessoa tem
uma natureza dialética, pois oscila entre as forças de construção e
destruição.
O conflito psíquico é inerente, daí a necessidade de desenvolver uma
capacidade para administrar o conflito, e não extingui-lo. Conseguimos
adaptarmo-nos a qualquer circunstância conhecida ambiental, a fim de
sobreviver, criar e destruir, se necessário. Não nascemos com tendências
para o bem ou o mal, mas com modelos mentais para fazer a escolha entre
um ou o outro. Pesquisas clássicas lideradas pelos psicólogos americanos
Stanley Milgram e Philip Zimbardo mostraram que o mais pacato dos seres
humanos poderia cometer atos terríveis se assim lhe fosse ordenado pelas
autoridades, pois teríamos uma tendência inata à obediência e à submissão.
Contudo, um novo estudo mais recente realizado por Alex Haslam,
psicólogo da Universidade de Queensland, na Austrália, ...
... refere que as pessoas que agem de forma violenta através da obediência e
submissão não são apenas motivadas pela obediência cega, mas também
demonstram entusiasmo ao realizar atrocidades. Pessoas capazes de cometer
atos cruéis não são passivas de ordens; elas também se identificam com
autoridades abusivas, e acreditam estar fazendo o correto mesmo quando são
violentas. Deveremos acreditar no potencial humano para a transformação.
A linha que separa o bem e o mal encontra-se no centro de cada coração
humano, através de uma escolha consciente em cada ato na interação e
relação com o outro. Somos todos humanos e fazemos parte de um todo, só
com este reconhecimento, poderemos com humildade reconhecer as nossas
vulnerabilidades e assim desenvolver mecanismos para combater as
transformações que nos fazem agir, como não humanos.
A sociedade é formada por todos nós. É uma máquina que segue um padrão
de conduta para que tudo funcione corretamente. Dependemos do vizinho ao
lado, queremos que ele “se comporte bem” e não nos incomode à noite com
música alta para que não haja discussões. Meu colega de trabalho espera que
eu responda ao seu “bom dia” para que isso não afete o seu humor, caso sua
saudação não seja respondida. Algo tão simples pode aumentar sua
testosterona, é provável que me insulte, comente com os colegas e isso se
transforme numa corrente negativa. A serotonina acalma os piores instintos
humanos, enquanto a testosterona leva muitos homens a cometer os piores
crimes. Basta uma faísca. Não sejamos nós essa faísca. Para a Doutrina dos
Espíritos o mal é criação do próprio homem e não tem existência senão
temporária, transitória, ...
... pois no arranjo maior da Vida não tem sentido a permanência do mal. O
mal, desta forma, faz parte do aprendizado, porém na condição de resíduo;
por isso, ele deve ser descartado em algum momento. Não te deixes fazer
instrumento da maldade. Não malsines, não blasfemes, não desejes mal, não
faças mal.
“Deus não criou o mal. O mal é o resultado da ausência de Deus nos
corações dos seres humanos” - “O mundo não está ameaçado pelas pessoas
más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” (Albert Einstein)
Muita Paz!
Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br
A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é
levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão
das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.
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O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!
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A maldade do ser humano

  • 1.
  • 2. O mundo seria infinitamente melhor se todas as pessoas tomassem como filosofia de vida “seguir o caminho do bem”. Mas por que somos cercados por tanta maldade? O que leva alguém a tornar-se cruel? Dizem que a maldade habita o porão de cada ser humano. O que está acontecendo com o ser humano? Você já se perguntou, por que as pessoas agem no mal? Isto é, teceu pensamentos acerca da causa da maldade humana? A maldade do ser humano não tem limites. Parece que a maldade está imperando ultimamente. É tanta crueldade, tanta frieza e um prazer mórbido em ver a dor alheia, isso sem contar a indiferença com as dificuldades e com o sofrimento do próximo. Sei que existe um número imenso de pessoas que são boas e que praticam o bem, mas tenho a impressão que nos últimos tempos a maldade vem crescendo em doses cavalares.
  • 3. Para confirmar isso, basta assistir aos noticiários que o assunto é sempre o mesmo: a maldade do ser humano. Até nisso o ser humano é mórbido; tem prazer em ficar sentado na frente da televisão acompanhando a dor e o sofrimento dos outros. As emissoras faturam as custas do sofrimento das pessoas. Mas, o que é a maldade? Uma ação destrutiva, realizada apenas por pessoas naturalmente perversas? Não. A maldade pode tomar conta do coração de qualquer pessoa, num instante de raiva, por exemplo, quando a barbárie sobrepuja a razão. Desse modo, todos nós podemos ter um lado mau, uma escuridão que se apodera de nossas mentes. Fará a maldade, parte da condição humana? Será a maldade um comportamento intencional realizado através de uma escolha consciente?
  • 4. Ou estará a maldade associada apenas a comportamentos patológicos. Por diferentes motivos, existem pessoas que caminham pela vida pensando que qualquer dano que os outros sofram é uma vantagem para elas, de modo que não hesitam em se alegrar por isso e até mesmo em provocar o mal. A inveja é um desses motivos; sorrateira, muitas vezes busca se passar por “boa amiga”, para quando menos se espera dar o bote e destruir sua vida. Para este tipo de pessoa, a melhor resposta que podemos dar é uma lição de bondade. Este é o jeito mais adequado de agir. Neste sentido, os conceitos de bem e de mal deram muito o que falar ao longo da história, principalmente porque a alma humana pode se aproximar das duas. Também porque depende muito da cultura, da sociedade e de outras variáveis que podemos adicionar ao debate.
  • 5. Além de uma contribuição técnica e científica do tema, vamos procurar uma reflexão individual. O ponto do qual partir será uma situação real e abstrata na qual uma pessoa age com maldade e nos prejudica. Como respondemos a isso? Comecemos por definir a maldade como um ato que se encontra fora da ética padrão de determinada sociedade, que envolve danos à saúde humana. Mencio Mong Tse (371 a.C. – 289 a.C), pensador chinês e seguidor de Confúcio, sustentava que “os seres humanos são naturalmente bons, agem dentro da moralidade, são dotados de compaixão e da capacidade de distinguir o bem do mal e, por isso, o mal é resultado de influências externas” Os atos de maldade são muito complexos podendo ser vários os fatores implicados, tais como biológicos, ambientais, genéticos, sociais e políticos.
  • 6. Poderemos diferenciar a maldade comum, da maldade patológica. Assim, as pessoas associadas à maldade comum apresentariam características como o narcisismo e egoísmo exacerbado, com tendência à vitimização, possuindo uma incrível preguiça para a escolha do bem, com uma grande capacidade de mentir, de esconder as suas intenções, de reverter situações e mascarar quadros, bem como uma preocupação com a aparência, inclusive do ponto de vista da legalidade. No caso da maldade patológica a grande diferença entre os psicopatas clássicos e a maldade comum seria o fato dos primeiros não sentirem culpa nos seus atos e desta forma não sentirem a necessidade de mentir ou de manter as aparências em níveis tão elevados de perfeição, ou seja, a maldade comum seria um ato consciente carregado de culpa.
  • 7. Se pensarmos na maldade como um comportamento intencional no sentido de desumanizar, prejudicar, destruir ou mesmo matar pessoas, poderemos questionar-nos se perante as condições favoráveis, poderíamos todos assumir esse comportamento. Então o que nos faz escolher entre o ato de maldade ou a escolha da não maldade? Vivemos num mundo rodeado de violência. A mesma mente humana que cria as mais belas obras de arte e maravilhas da tecnologia extraordinária é igualmente responsável pela perversão de sua própria perfeição. Vivemos a dicotomia entre a escolha do bem e do mal, sendo estes dois conceitos aprendidos desde a infância e através dos valores passados através da educação e da própria sociedade. Na grande maioria dos casos de maldade, o ato é motivado pelo desejo da pessoa de obter algum benefício que não lhe é devido.
  • 8. Assim, uma pessoa egoísta fará o que for necessário para alcançar seus objetivos materiais, intelectuais ou sentimentais sem se preocupar com os danos que porventura venha a causar nos interlocutores. Estará agindo em defesa dos seus interesses, desprovida de sentimento de culpa e de uma forma nada empática. Não irá se incomodar com a dor provocada. Porém, não é essa sua primeira intenção; a real motivação é a de se apropriar daquele dado benefício; o dano ao outro é um desdobramento do objetivo inicial e não é fonte de satisfação e nem de dor. Talvez uma boa definição de maldade seja a prática de um ato em que outra pessoa é prejudicada de forma consciente. Ou seja, aquele que pratica a maldade sabe das consequências danosas do seu ato, sabe que se trata de uma ação indevida e a pratica assim mesmo.
  • 9. A maldade se distingue das reações agressivas a que todos nós estamos sujeitos tanto no papel ativo como passivo: quando alguém é agredido existe uma tendência natural para reagir à agressão de uma forma ou de outra. A ação agressiva pode ou não ser intencional e não é raro que a reação venha a corresponder a um ato maldoso; porém, houve uma agressão que a antecedeu. Um exemplo peculiar de reação agressiva é a inveja, não raramente maldosa: uma pessoa se compara com outra, sente-se por baixo e isso provoca uma sensação de humilhação que é vivenciada como agressão; reage a essa suposta agressão de forma sutil e desleal, tentando rebaixar ou diminuir aquele que despertou a inveja. Esse tipo de maldade pode vir a ser praticada por qualquer um de nós.
  • 10. É interessante notar que no século XII surgiu um movimento religioso, o Catarismo, que se espalhou pelo sul da França e se baseava em antigas crenças pagãs. Tinha o bem e o mal como doutrina principal e o homem como um produto do mal. Eles estavam tão convencidos disso que condenavam a procriação, porque entendiam que ter filhos era trazer mais maldade para o mundo. A humanidade é propensa ao mal e se nos deixarmos guiar pelos nossos instintos, as consequências serão desastrosas. A verdade é que de uma forma consciente conseguimos diferenciar o bem do mal, uma pessoa boa de uma pessoa má, através da análise que realizamos avaliando comportamentos e atitudes. O funcionamento mental de uma pessoa tem uma natureza dialética, pois oscila entre as forças de construção e destruição.
  • 11. O conflito psíquico é inerente, daí a necessidade de desenvolver uma capacidade para administrar o conflito, e não extingui-lo. Conseguimos adaptarmo-nos a qualquer circunstância conhecida ambiental, a fim de sobreviver, criar e destruir, se necessário. Não nascemos com tendências para o bem ou o mal, mas com modelos mentais para fazer a escolha entre um ou o outro. Pesquisas clássicas lideradas pelos psicólogos americanos Stanley Milgram e Philip Zimbardo mostraram que o mais pacato dos seres humanos poderia cometer atos terríveis se assim lhe fosse ordenado pelas autoridades, pois teríamos uma tendência inata à obediência e à submissão. Contudo, um novo estudo mais recente realizado por Alex Haslam, psicólogo da Universidade de Queensland, na Austrália, ...
  • 12. ... refere que as pessoas que agem de forma violenta através da obediência e submissão não são apenas motivadas pela obediência cega, mas também demonstram entusiasmo ao realizar atrocidades. Pessoas capazes de cometer atos cruéis não são passivas de ordens; elas também se identificam com autoridades abusivas, e acreditam estar fazendo o correto mesmo quando são violentas. Deveremos acreditar no potencial humano para a transformação. A linha que separa o bem e o mal encontra-se no centro de cada coração humano, através de uma escolha consciente em cada ato na interação e relação com o outro. Somos todos humanos e fazemos parte de um todo, só com este reconhecimento, poderemos com humildade reconhecer as nossas vulnerabilidades e assim desenvolver mecanismos para combater as transformações que nos fazem agir, como não humanos.
  • 13. A sociedade é formada por todos nós. É uma máquina que segue um padrão de conduta para que tudo funcione corretamente. Dependemos do vizinho ao lado, queremos que ele “se comporte bem” e não nos incomode à noite com música alta para que não haja discussões. Meu colega de trabalho espera que eu responda ao seu “bom dia” para que isso não afete o seu humor, caso sua saudação não seja respondida. Algo tão simples pode aumentar sua testosterona, é provável que me insulte, comente com os colegas e isso se transforme numa corrente negativa. A serotonina acalma os piores instintos humanos, enquanto a testosterona leva muitos homens a cometer os piores crimes. Basta uma faísca. Não sejamos nós essa faísca. Para a Doutrina dos Espíritos o mal é criação do próprio homem e não tem existência senão temporária, transitória, ...
  • 14. ... pois no arranjo maior da Vida não tem sentido a permanência do mal. O mal, desta forma, faz parte do aprendizado, porém na condição de resíduo; por isso, ele deve ser descartado em algum momento. Não te deixes fazer instrumento da maldade. Não malsines, não blasfemes, não desejes mal, não faças mal. “Deus não criou o mal. O mal é o resultado da ausência de Deus nos corações dos seres humanos” - “O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” (Albert Einstein)
  • 15. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz. Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec! O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso! Visite também o meu Site: compartilhando-espiritualidade.webnode.com