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De logo, posicionamos que o Espiritismo é uma religião cristã. Porém, o
espiritismo, como todos sabem, não carrega nenhum tipo de ritual e não
comemora tais datas cristãs como em outras religiões, mas respeita e aceita
essas manifestações. Mas isso não nos impede de refletir um pouco e tentar
trazer o seu significado para nossa vida. Estamos na quaresma, período de
quarenta dias que antecede a data mais importante para o catolicismo. A
Quaresma é o tempo litúrgico (conjunto de cerimônias eclesiásticas e refere-
se à Igreja) de conversão, que a Igreja marca como preparação para a grande
festa da Páscoa (ressureição de Cristo). Esta prática data desde o século IV.
De início, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias
de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 D.C., a Igreja aumentou
o tempo de preparação para quarenta dias.
Assim surgiu a Quaresma, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e
algumas Igrejas Protestantes marcam para que seus seguidores possam se
preparar para a Páscoa. Durante este espaço de tempo, os seus fiéis são
convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do
jejum e da oração. Ao longo desse tempo, sobretudo na liturgia do Domingo
de Ramos, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros
fiéis que pretendem viver como “pretensos” filhos de Deus. No período
quaresmal é muito comum nos depararmos com pessoas cumprindo
promessas, jejuando e fazendo penitências. Os fiéis mais tradicionais se
abstêm do consumo da carne vermelha, outros passam os quarenta dias sem
cortar o cabelo e a barba, enfim, não raro são aqueles que realizam algum
tipo de sacrifício nesse período.
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quatro na
Bíblia, que simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam
o tempo de vida na Terra; suas provações e dificuldades. É falado também
dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo
judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos
quarenta dias que Jesus passou no deserto, antes de começar sua vida
pública, e dos quatrocentos anos dos judeus no Egito. Esses períodos vêm
sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir
criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai
acontecer. Antes de iniciar sua vida pública, logo após ter sido batizado por
João Batista no rio Jordão, Jesus passou quarenta dias no deserto.
Esse retiro de Jesus mostra a necessidade que ele teve em se preparar para a
missão que o esperava. Contam os Evangelhos, que no deserto Jesus era
conduzido pelo espírito, o que quer significar que ele vivia em oração e
recolhimento, discernindo a vontade de Deus para sua vida e como atuaria a
partir de então. No tempo em que passou no deserto Jesus teve uma profunda
experiência de encontro com o Pai. Quando começa e quando termina a
Quaresma? De acordo com a Carta Apostólica do Papa Paulo VI aprovando o
Novo Calendário Romano Geral, pág. 28, o tempo da Quaresma começa na
Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa, até a Missa da Ceia
do Senhor, exclusive. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa
penitência.
O roxo nessa época não significa luto e sim simboliza que a Igreja está se
preparando espiritualmente para a grande festa da Páscoa, a ressurreição de
Jesus Cristo. Sabemos que a Quaresma, que é abreviação de quadragésima
“Quadragésima die Christus pro nobis tradétur”, que se traduz: “Daqui a 40
dias (no quadragésimo dia), Cristo será entregue por nós”, para a nossa
salvação. Por isso, a Quaresma é tempo do perdão e da reconciliação
fraterna. Houve um tempo que, quando se falava em Quaresma, geralmente,
algumas pessoas tinham uma ideia de uma coisa negativa. Era o tempo do
medo, do cachorro louco, da mula sem cabeça e outras coisas mais. Para
outros a quaresma parece superada pelo modernismo e é hoje apenas uma
recordação negativa do passado ou um retrato na parede, simplesmente.
A Quarta-feira de Cinzas, quando começa a Quaresma, é um dia consagrado
para lembrar a mortalidade. A cinza, por sua leveza, é figura das coisas que
se acabam e desaparecem. É usada como um sinal de penitência. É costume
serem realizadas missas onde os fiéis são marcados na testa com cinzas. Essa
marca normalmente permanece na testa até o pôr do sol. Esse simbolismo faz
parte da tradição demonstrada na Bíblia, onde vários personagens jogavam
cinzas nas suas cabeças como prova de arrependimento. De um modo geral,
as penitências são caracterizadas por privações voluntárias que, segundo a
Igreja, aproximam os homens a Deus, isentando-os de seus pecados. É uma
prática presente na vida dos cristãos católicos desde o século IV.
Fiz questão em afirmar celebração católica do Cristianismo, pois mesmo
sendo cristãos, nós, espíritas, não comungamos com essa prática. Nesse
evento católico, há dois pontos básicos que discordo peremptoriamente: 1º: A
morte de Jesus foi para a nossa salvação, e 2º: A Ressureição de Cristo.
Vejamos: cremos que o homem é produto de si mesmo, fazendo com que em
si, pelo ideal de ação no bem, pela caridade, ele evolua. Não falamos em
salvação, pois o espírito evolui continuamente até o marco proposto pelo
Cristo: Sede perfeitos como é o vosso Pai que está nos céus (Mateus 5:48).
Assim, falamos em evolução, não em salvação do homem por Cristo. Ele sim
é a nossa referência a ser seguida, mas a nossa evolução é obra pessoal e
intransferível.
O ponto nº 2 – Ressurreição – também não o abraçamos, pois seria uma
derrogação das próprias Leis Divinas, das Leis Naturais. A doutrina espírita
caminha de mãos dadas com a ciência, e é ela que nos diz, segundo a Lei de
Lavoisier, postulada em 1785: “Na natureza, nada se cria, nada se perde,
tudo se transforma”. É, assim, em nosso entendimento, uma total
impossibilidade de Cristo ter ressuscitado, uma vez que ele morreu, e as
moléculas de seu corpo foram se transformar em outros elementos.
Estudando a Doutrina Espírita, compreendemos que Jesus não morreu por
ninguém ou para salvar alguém do Inferno. Sua morte não significa a nossa
salvação, e nem o perdão “adiantado” dos erros que cometemos. Jesus, o
Espírito mais evoluído que já esteve na Terra, encarnou e viveu neste Mundo
por amor a nós, ...
... para exemplificar o amor, o perdão, a caridade, a fé, sendo “o modelo e
guia, o tipo de perfeição moral a que se pode aspirar na Terra”, definição
essa contida na questão 625 de O Livro dos Espíritos. Analisando as
afirmativas contidas em O Livro dos Espíritos, observamos que a visão do
Espiritismo com relação às penitências, difere de outras religiões. Para a
Doutrina dos Espíritos, as privações somente são válidas quando afastam o
homem das futilidades materiais que nada acrescentam na evolução do
espírito, entretanto, deve ser um exercício contínuo na busca pelo progresso
moral, não se limitando a quarenta dias cada ano. Terá maior mérito perante
Deus, aquele que aplica sua penitência em benefício de outrem, ou seja,
pratica a caridade que, aliás, para nós que ainda somos espíritos imperfeitos,
ser caridoso é uma grande penitência.
Com relação a abstinência de certos alimentos, segundo o Espiritismo, nos é
permitido consumir qualquer substância que não nos comprometa a saúde,
em qualquer época do ano, isso se aplica ao consumo de carne. Devemos
considerar que nossa matéria densa carece de proteína para funcionar
adequadamente, cuja principal fonte é a carne. Outra questão a ser analisada:
Quarenta dias seriam suficientes para redimir os homens de seus erros? Até
que ponto as penitências são válidas? Será que necessitamos de um período
específico para refletir nossas atitudes e dar início a uma transformação
moral? Busquemos as respostas em O Livro dos Espíritos, nas Questões 720,
720-a, 722, e 726 no Capítulo V – Da Lei de Conservação.
720. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o
objetivo de uma expiação igualmente voluntária?
Responderam os Espíritos: “Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais
mérito tereis”.
720-a. Haverá privações voluntárias que sejam meritórias?
Responderam os Espíritos: “Há; a privação dos gozos inúteis, porque
desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à
tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem
tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a
privação não passar de simulacro, será uma irrisão” (galhofa).
722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos
povos?
Responderam os Espíritos: “Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o
que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim
útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior
autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de
Deus”.
726. Visto que os sofrimentos deste mundo nos elevam, se os suportarmos
devidamente, dar-se-á que também nos elevam os que nós mesmos nos
criamos?
Responderam os Espíritos: “Os sofrimentos naturais são os únicos que
elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem,
quando não concorrem para o bem de outrem.
Supões que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida,
mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os bonzos, os faquires e
alguns fanáticos de muitas seitas? Por que de preferência não trabalham pelo
bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora;
trabalhem pelo que está enfermo; sofram privações para alívio dos infelizes e
então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém
voluntariamente, apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros
é caridade; tais os preceitos do Cristo”.
Diante dessas considerações, podemos afirmar que as privações voluntárias
pouco contribuem para o progresso espiritual.
Há uma influência católica muito intensa sobre a mente popular, com hábitos
enraizados, a ponto de termos somente feriados católicos no Brasil, advindos
de uma época de dominação da Igreja sobre o país. Os espíritas, afinados
com outra proposta, a do Cristo Vivo, não têm porque apegar-se ou
preocupar-se com tais questões. Respeitemos nossos irmãos católicos, mas
deixemo-los como queiram, sem o stress de esgotar explicações. Nossa
Doutrina é livre e deve ser praticada livremente, sem qualquer tipo de
vinculação com outras práticas. Com isso, ninguém está a desrespeitar o
sacrifício do Mestre em prol da Humanidade. Preferimos sim, ficar com seus
exemplos, inclusive o da imortalidade, do que ficar a reviver a tragédia a que
foi levado pela precipitação humana.
Inclusive temos o dever de transmitir às novas gerações a violência da
malhação do Judas, prática destoante do perdão recomendado pelo Mestre,
verdadeiro absurdo mantido por mera tradição, também incoerente com a
prática espírita. A mesma situação ocorre quando na chamada quaresma de
nossos irmãos católicos, alguns espíritas ficam preocupados em comer ou
não comer carne, ou preocupados se isto pode ou não. Ora, ou somos
espíritas ou não somos! A Doutrina Espírita nada tem a ver com isso. São
práticas de outras religiões. Sempre é bom repetimos: respeitamos, mas não
adotamos. A Quaresma que entendemos é época de mudança íntima e
espiritual, que deveria acontecer por um tempo infinito e não só por quarenta
dias. O Espiritismo encara a chamada Sexta-feira Santa como uma Sexta-
feira normal, como todas as outras.
Também indica que não há procedimento algum para os dias desses feriados.
E não há porque preocupar-se com o Senhor Morto, pois que Jesus vive e
trabalha em prol da Humanidade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará”. (João, 8:32). O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus;
ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito. Portanto, toda
religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo. O cristão
deve buscar alcançar o Reino de Deus. Porém, não aquele lugar específico.
Mas, aquele que está dentro dele. Devemos fazer da Quaresma um tempo
para “Jejuar” alegremente de certas coisas e também para “Fazer festa” de
outras.
Neste tempo devemos:
Jejuar de julgar os outros e festejar porque também eles são filhos de Deus;
Jejuar do fixarmo-nos sempre nas diferenças e fazer festa por aquilo que nos
une na vida
Jejuar das trevas da tristeza e celebrar a luz;
Jejuar de pensamentos e palavras doentios e alegrarmo-nos com palavras
carinhosas e edificantes;
Jejuar das desilusões e festejar a gratidão;
Jejuar do ódio e festejar a paciência santificadora;
Jejuar de pessimismos e viver a vida com otimismo, como uma festa
contínua.
Portanto, é tempo de encontro com o próximo. É a caridade que se faz em
nome do Criador. São as obras meritórias, os ideais nobres.
É tempo da doação de si mesmo; do compartilhar; do perdão que se exercita;
do bem que se faz. É o amor em ação. Jesus está presente, e a Sua presença
se evidencia, especialmente, através de cada ser humano. Jesus, vivendo o
seu tempo, construiu valores universais únicos, que, pela profundidade e
extensão, modificaram os aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos
da Humanidade. Esses valores são conceitos fundamentais, sendo a moral
cristã o eixo de sua visão de mundo e interpretação da realidade.
Naturalmente, é questão de fé, que não se discute, mas se apresenta posições.
De qualquer modo, no entanto, sempre aproveitamos esses momentos para
refletirmos, no entendimento do sentido de Cristo entre nós.
Muita Paz!
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A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é
levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das
leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.
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A quaresma e o espiritismo

  • 1. Hoje é domingo, 22 de março de 2020 Agora mesmo são 14:29 h.
  • 2. De logo, posicionamos que o Espiritismo é uma religião cristã. Porém, o espiritismo, como todos sabem, não carrega nenhum tipo de ritual e não comemora tais datas cristãs como em outras religiões, mas respeita e aceita essas manifestações. Mas isso não nos impede de refletir um pouco e tentar trazer o seu significado para nossa vida. Estamos na quaresma, período de quarenta dias que antecede a data mais importante para o catolicismo. A Quaresma é o tempo litúrgico (conjunto de cerimônias eclesiásticas e refere- se à Igreja) de conversão, que a Igreja marca como preparação para a grande festa da Páscoa (ressureição de Cristo). Esta prática data desde o século IV. De início, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 D.C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias.
  • 3. Assim surgiu a Quaresma, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas Igrejas Protestantes marcam para que seus seguidores possam se preparar para a Páscoa. Durante este espaço de tempo, os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum e da oração. Ao longo desse tempo, sobretudo na liturgia do Domingo de Ramos, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como “pretensos” filhos de Deus. No período quaresmal é muito comum nos depararmos com pessoas cumprindo promessas, jejuando e fazendo penitências. Os fiéis mais tradicionais se abstêm do consumo da carne vermelha, outros passam os quarenta dias sem cortar o cabelo e a barba, enfim, não raro são aqueles que realizam algum tipo de sacrifício nesse período.
  • 4. A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quatro na Bíblia, que simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de vida na Terra; suas provações e dificuldades. É falado também dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto, antes de começar sua vida pública, e dos quatrocentos anos dos judeus no Egito. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer. Antes de iniciar sua vida pública, logo após ter sido batizado por João Batista no rio Jordão, Jesus passou quarenta dias no deserto.
  • 5. Esse retiro de Jesus mostra a necessidade que ele teve em se preparar para a missão que o esperava. Contam os Evangelhos, que no deserto Jesus era conduzido pelo espírito, o que quer significar que ele vivia em oração e recolhimento, discernindo a vontade de Deus para sua vida e como atuaria a partir de então. No tempo em que passou no deserto Jesus teve uma profunda experiência de encontro com o Pai. Quando começa e quando termina a Quaresma? De acordo com a Carta Apostólica do Papa Paulo VI aprovando o Novo Calendário Romano Geral, pág. 28, o tempo da Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa, até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa penitência.
  • 6. O roxo nessa época não significa luto e sim simboliza que a Igreja está se preparando espiritualmente para a grande festa da Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo. Sabemos que a Quaresma, que é abreviação de quadragésima “Quadragésima die Christus pro nobis tradétur”, que se traduz: “Daqui a 40 dias (no quadragésimo dia), Cristo será entregue por nós”, para a nossa salvação. Por isso, a Quaresma é tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Houve um tempo que, quando se falava em Quaresma, geralmente, algumas pessoas tinham uma ideia de uma coisa negativa. Era o tempo do medo, do cachorro louco, da mula sem cabeça e outras coisas mais. Para outros a quaresma parece superada pelo modernismo e é hoje apenas uma recordação negativa do passado ou um retrato na parede, simplesmente.
  • 7. A Quarta-feira de Cinzas, quando começa a Quaresma, é um dia consagrado para lembrar a mortalidade. A cinza, por sua leveza, é figura das coisas que se acabam e desaparecem. É usada como um sinal de penitência. É costume serem realizadas missas onde os fiéis são marcados na testa com cinzas. Essa marca normalmente permanece na testa até o pôr do sol. Esse simbolismo faz parte da tradição demonstrada na Bíblia, onde vários personagens jogavam cinzas nas suas cabeças como prova de arrependimento. De um modo geral, as penitências são caracterizadas por privações voluntárias que, segundo a Igreja, aproximam os homens a Deus, isentando-os de seus pecados. É uma prática presente na vida dos cristãos católicos desde o século IV.
  • 8. Fiz questão em afirmar celebração católica do Cristianismo, pois mesmo sendo cristãos, nós, espíritas, não comungamos com essa prática. Nesse evento católico, há dois pontos básicos que discordo peremptoriamente: 1º: A morte de Jesus foi para a nossa salvação, e 2º: A Ressureição de Cristo. Vejamos: cremos que o homem é produto de si mesmo, fazendo com que em si, pelo ideal de ação no bem, pela caridade, ele evolua. Não falamos em salvação, pois o espírito evolui continuamente até o marco proposto pelo Cristo: Sede perfeitos como é o vosso Pai que está nos céus (Mateus 5:48). Assim, falamos em evolução, não em salvação do homem por Cristo. Ele sim é a nossa referência a ser seguida, mas a nossa evolução é obra pessoal e intransferível.
  • 9. O ponto nº 2 – Ressurreição – também não o abraçamos, pois seria uma derrogação das próprias Leis Divinas, das Leis Naturais. A doutrina espírita caminha de mãos dadas com a ciência, e é ela que nos diz, segundo a Lei de Lavoisier, postulada em 1785: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. É, assim, em nosso entendimento, uma total impossibilidade de Cristo ter ressuscitado, uma vez que ele morreu, e as moléculas de seu corpo foram se transformar em outros elementos. Estudando a Doutrina Espírita, compreendemos que Jesus não morreu por ninguém ou para salvar alguém do Inferno. Sua morte não significa a nossa salvação, e nem o perdão “adiantado” dos erros que cometemos. Jesus, o Espírito mais evoluído que já esteve na Terra, encarnou e viveu neste Mundo por amor a nós, ...
  • 10. ... para exemplificar o amor, o perdão, a caridade, a fé, sendo “o modelo e guia, o tipo de perfeição moral a que se pode aspirar na Terra”, definição essa contida na questão 625 de O Livro dos Espíritos. Analisando as afirmativas contidas em O Livro dos Espíritos, observamos que a visão do Espiritismo com relação às penitências, difere de outras religiões. Para a Doutrina dos Espíritos, as privações somente são válidas quando afastam o homem das futilidades materiais que nada acrescentam na evolução do espírito, entretanto, deve ser um exercício contínuo na busca pelo progresso moral, não se limitando a quarenta dias cada ano. Terá maior mérito perante Deus, aquele que aplica sua penitência em benefício de outrem, ou seja, pratica a caridade que, aliás, para nós que ainda somos espíritos imperfeitos, ser caridoso é uma grande penitência.
  • 11. Com relação a abstinência de certos alimentos, segundo o Espiritismo, nos é permitido consumir qualquer substância que não nos comprometa a saúde, em qualquer época do ano, isso se aplica ao consumo de carne. Devemos considerar que nossa matéria densa carece de proteína para funcionar adequadamente, cuja principal fonte é a carne. Outra questão a ser analisada: Quarenta dias seriam suficientes para redimir os homens de seus erros? Até que ponto as penitências são válidas? Será que necessitamos de um período específico para refletir nossas atitudes e dar início a uma transformação moral? Busquemos as respostas em O Livro dos Espíritos, nas Questões 720, 720-a, 722, e 726 no Capítulo V – Da Lei de Conservação.
  • 12. 720. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o objetivo de uma expiação igualmente voluntária? Responderam os Espíritos: “Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais mérito tereis”. 720-a. Haverá privações voluntárias que sejam meritórias? Responderam os Espíritos: “Há; a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a privação não passar de simulacro, será uma irrisão” (galhofa). 722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos?
  • 13. Responderam os Espíritos: “Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus”. 726. Visto que os sofrimentos deste mundo nos elevam, se os suportarmos devidamente, dar-se-á que também nos elevam os que nós mesmos nos criamos? Responderam os Espíritos: “Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem.
  • 14. Supões que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os bonzos, os faquires e alguns fanáticos de muitas seitas? Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privações para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém voluntariamente, apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros é caridade; tais os preceitos do Cristo”. Diante dessas considerações, podemos afirmar que as privações voluntárias pouco contribuem para o progresso espiritual.
  • 15. Há uma influência católica muito intensa sobre a mente popular, com hábitos enraizados, a ponto de termos somente feriados católicos no Brasil, advindos de uma época de dominação da Igreja sobre o país. Os espíritas, afinados com outra proposta, a do Cristo Vivo, não têm porque apegar-se ou preocupar-se com tais questões. Respeitemos nossos irmãos católicos, mas deixemo-los como queiram, sem o stress de esgotar explicações. Nossa Doutrina é livre e deve ser praticada livremente, sem qualquer tipo de vinculação com outras práticas. Com isso, ninguém está a desrespeitar o sacrifício do Mestre em prol da Humanidade. Preferimos sim, ficar com seus exemplos, inclusive o da imortalidade, do que ficar a reviver a tragédia a que foi levado pela precipitação humana.
  • 16. Inclusive temos o dever de transmitir às novas gerações a violência da malhação do Judas, prática destoante do perdão recomendado pelo Mestre, verdadeiro absurdo mantido por mera tradição, também incoerente com a prática espírita. A mesma situação ocorre quando na chamada quaresma de nossos irmãos católicos, alguns espíritas ficam preocupados em comer ou não comer carne, ou preocupados se isto pode ou não. Ora, ou somos espíritas ou não somos! A Doutrina Espírita nada tem a ver com isso. São práticas de outras religiões. Sempre é bom repetimos: respeitamos, mas não adotamos. A Quaresma que entendemos é época de mudança íntima e espiritual, que deveria acontecer por um tempo infinito e não só por quarenta dias. O Espiritismo encara a chamada Sexta-feira Santa como uma Sexta- feira normal, como todas as outras.
  • 17. Também indica que não há procedimento algum para os dias desses feriados. E não há porque preocupar-se com o Senhor Morto, pois que Jesus vive e trabalha em prol da Humanidade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João, 8:32). O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito. Portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo. O cristão deve buscar alcançar o Reino de Deus. Porém, não aquele lugar específico. Mas, aquele que está dentro dele. Devemos fazer da Quaresma um tempo para “Jejuar” alegremente de certas coisas e também para “Fazer festa” de outras. Neste tempo devemos: Jejuar de julgar os outros e festejar porque também eles são filhos de Deus;
  • 18. Jejuar do fixarmo-nos sempre nas diferenças e fazer festa por aquilo que nos une na vida Jejuar das trevas da tristeza e celebrar a luz; Jejuar de pensamentos e palavras doentios e alegrarmo-nos com palavras carinhosas e edificantes; Jejuar das desilusões e festejar a gratidão; Jejuar do ódio e festejar a paciência santificadora; Jejuar de pessimismos e viver a vida com otimismo, como uma festa contínua. Portanto, é tempo de encontro com o próximo. É a caridade que se faz em nome do Criador. São as obras meritórias, os ideais nobres.
  • 19. É tempo da doação de si mesmo; do compartilhar; do perdão que se exercita; do bem que se faz. É o amor em ação. Jesus está presente, e a Sua presença se evidencia, especialmente, através de cada ser humano. Jesus, vivendo o seu tempo, construiu valores universais únicos, que, pela profundidade e extensão, modificaram os aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos da Humanidade. Esses valores são conceitos fundamentais, sendo a moral cristã o eixo de sua visão de mundo e interpretação da realidade. Naturalmente, é questão de fé, que não se discute, mas se apresenta posições. De qualquer modo, no entanto, sempre aproveitamos esses momentos para refletirmos, no entendimento do sentido de Cristo entre nós.
  • 20. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz. Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec! O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso! Visite também o meu Site: compartilhando-espiritualidade.webnode.com Agora, Compartilhando Espiritualidade formou um Grupo para troca de mensagens. Compartilhando-espiritualidade@googlegroups.com