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Agora mesmo são 16:46 h.
E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa
mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã
chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua
palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e,
aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe
servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta,
Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é
necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. (Lucas
10:38-42) Jesus na casa de Marta e Maria é um episódio da vida do Mestre
Galileu que aparece apenas no Evangelho de Lucas, após a Parábola do
Bom Samaritano. No caminho de Jerusalém para Gericó, havia uma aldeia
com o nome de Betânia, distante a cerca de uma hora de Jerusalém.
Ela era cercada por imensos campos de cevada e pequenos bosques de
oliveiras e figueiras, que sombreavam a estrada para Gericó. O vilarejo
ficava no sopé do Monte das Oliveiras, cenário de algumas passagens
evangélicas. Lá viviam os irmãos Lázaro, Marta e Maria, amigos de Jesus.
Em Suas andanças, sempre que ia a Jerusalém, o Mestre se hospedava na
casa de Lázaro. Os irmãos de Betânia haviam feito do Rabi da Galiléia
membro da família. Ali era o único lugar onde Ele podia gozar algumas
horas de sossego, de intimidade familiar, era como se estivesse em casa. Em
uma das oportunidades em que Jesus foi a Betânia, com Seus discípulos,
aconteceu o célebre episódio em que o Mestre enfatiza a escolha da melhor
parte. O primeiro quadro nos mostra Jesus chegando a Betânia, e Marta
trazendo-O para hospedar-Se em sua casa.
Ela apreciava muito o Mestre. Era hospitaleira e considerava uma honra
receber o Rabi como hóspede. Essa foi uma atitude correta de Marta. Marta
fez tudo para oferecer uma boa acolhida ao seu hóspede. Era uma visita
muito importante e merecia o melhor. Assim, ela se esmerou para
apresentar-lhe uma calorosa recepção. Enquanto realizava um serviço,
pensava em mais outro, mais outro, e foi ficando desanimada, inquieta,
irritada, e começou a murmurar. O seu trabalho de amor estava se tornando
uma tarefa pesada demais! Enquanto Marta se fatigava na labuta caseira,
Maria, sem deveres de hospitalidade a desempenhar, está sentada no chão
junto aos pés de Jesus, indiferente ao serviço da casa, ouvindo o Seu ensino,
provavelmente, desejando beber avidamente de tudo o que saia daqueles
lábios, e O ouvia atentamente.
Bebia cada uma de Suas palavras. Ela sabia que o serviço era coisa
secundária. Ela não podia perder a oportunidade de prestar atenção ao
Mestre e receber Dele os ensinamentos. Marta, entretanto, estava atarefada
com muito serviço. Ia e vinha, preocupada em deixar a casa em ordem e à
altura de tão ilustre visitante. Exercia as rotineiras tarefas domésticas:
preocupava-se com a refeição a ser preparada, dispor a mesa, arrumar os
leitos. Desejava oferecer a Jesus e a seus acompanhantes o melhor. Marta
não podia saborear os ensinos de Jesus, pois estava muito preocupada com
pormenores e coisas secundárias. Ela começou a se considerar vítima, e
passou a acusar a irmã diante do hóspede amado e dos apóstolos. Sua
irritação era tão grande que ela incluiu Jesus na acusação:
“Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a
servir sozinha?” E foi além, atrevendo-se a dar ordens ao Mestre: “Ordena-
lhe, pois, que venha ajudar-me”. É quando o Cristo exercitando o dom de
converter as situações mais delicadas e difíceis, aproveita a oportunidade
para transmitir valiosa lição à Marta e a toda a humanidade o memorável
ensinamento: "Marta, Marta, tu andas muito inquieta, e te embaraças com o
cuidar em muitas coisas. Entretanto só uma coisa é necessária. Maria
escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada”. A resposta de Jesus é
clara, e condena as preocupações de Marta, louvando a preferência de
Maria. Esse é um alerta para nós. Não podemos deixar que isso aconteça
conosco. Precisamos recusar o desânimo. Tudo que fazemos para o Mestre
deve ser contado como alegria.
Essas poucas palavras continham sérias advertências: a). Marta estava
misturando o prioritário com o secundário; b). Marta estava perdendo tempo
com coisas de pouca importância; c). Marta não compreendia que Cristo
veio para servir e não para ser servido; d). Marta não percebia que Jesus
tinha mais interesse na sua pessoa do que no seu serviço. Essas advertências
são dirigidas a nós, hoje. Há mais uma coisa que devemos notar: precisamos
evitar a murmuração. Ela não agrada ao Cristo. Ela não edifica. Em João 11,
5, encontramos a informação de que Jesus amava Marta, Maria e Lázaro.
Portanto, eram realmente amigos íntimos do Mestre. Assim como todo ser
humano, Jesus confiava em algumas pessoas ao seu redor. E esses três
irmãos podiam ser considerados alguns daqueles confidentes!
No Evangelho de Lucas, o irmão de Marta e Maria, Lázaro, não é citado em
nenhum momento. Mas o objetivo do evangelista é outro: mostrar a
importância de servir e de se lançar aos pés de Jesus, aquele que nos mostra
como nos salvar. Marta, na realidade, não era uma pessoa brava, apressada,
pagã ou qualquer outro adjetivo já dado a ela no decorrer da História. Para
começar, foi ela quem convidou o Mestre para se aconchegar em sua casa,
sendo totalmente fiel aos preceitos da época quanto a receber bem um
visitante ilustre. Estava preocupada em acolher Jesus da melhor forma
possível, e, por isso, não parava nenhum instante. A maior falha quando
recebemos uma visita é não dar atenção a ela; e, às vezes, de tanto que
queremos bem acomodá-la em nossa casa, acabamos deixando a pessoa em
segundo plano!
Algo também muito curioso é a ausência total dos discípulos nesse
acontecimento. Lucas quer mostrar aos seus leitores que Jesus convida a
todos para serem discípulos e, neste caso, a atenção recai sobre duas
mulheres, do povoado de Betânia (segundo João). Marta é a imagem do
discípulo ativo, que quer servir ao Mestre da melhor maneira possível. E
Maria é a representação do discípulo que ouve a palavra de Jesus, deixando-
se atingir totalmente por ela. As duas maneiras de ser discípulo devem se
conjugar, pois ambas as atitudes são necessárias: escutar e servir. Qual a
nossa escolha? Marta ou Maria? Não é nada fácil responder à pergunta que
nos é colocada. Depois de pensar no assunto, julgo que ambas as irmãs,
tanto Marta como Maria, eram muito dedicadas e comprometidas com o
Reino de Deus, ...
... mas o relacionamento delas com o Mestre apontava para direções e
objetivos completamente opostos: Maria queria estar diante de Jesus, para
aprender, para ouvir, para adorar, para alegrar-se, para se aconselhar
expondo os seus sentimentos, abrindo a sua alma perante o Cristo. Marta,
queria apresentar um bom trabalho, a casa limpa e bem arrumada, a comida
gostosa, queria tudo impecável para receber o Mestre. Mas então? Haverá
algum mal nisso? Não fazia Marta, todo esse trabalho por amor a Jesus?
Certamente que as duas atitudes são necessárias. Jesus não disse que Marta
tivesse procedido mal. Coitada, ela era bem intencionada, mas com a sua
preocupação com as coisas materiais, ela descurava, esquecia-se do seu
próprio alimento espiritual.
Se quisermos ser somente Marta, cairemos num ativismo sem fim,
trabalhando tanto para a Ceara do Senhor, que nos esqueceremos do Senhor
da Ceara. Se optarmos por ser somente Maria, viveremos num mundo
distante do mundo real, sempre esperando a vida em outro mundo;
acabaremos nos alienando da realidade humana que é tão cara a Jesus. Por
isso, irmãos e irmãs, sejamos discípulos Marta e Maria. Pessoas que
trabalham sem se cansar para a construção do Reino, alimentando-se
diariamente da Palavra de Deus. Os ensinamentos de Jesus são as nossas
regras de vida, sigamo-los! Variados problemas que enfrentamos nascem de
excessivo envolvimento com situações transitórias, o excesso de
preocupação com a vida material. Muitas pessoas são excessivamente
preocupadas com a subsistência, com a limpeza da casa, com os negócios.
Apegam-se a situações efêmeras e bens transitórios; vivem estressadas,
inquietas, irritadas, abrindo campo a desajustes físicos e psíquicos. Qual a
melhor parte da vida? Para responder a esta pergunta é preciso definir o que
viemos fazer na Terra, e qual a finalidade da jornada humana. O Espiritismo
revela que estamos aqui como alunos num educandário, convocados ao
aprendizado das leis divinas. Isto envolve o aprimoramento espiritual, a
aquisição de valores e de virtudes, o desenvolvimento de nossas
potencialidades criadoras. Escolhem a melhor parte as pessoas que orientam
suas ações em direção a esses objetivos, desapegando-se dos interesses do
mundo. Daí, podemos concluir que, de bem pouco precisa o homem na
Terra para seu sustento. As complicações e complexidades são criadas pelos
desejos do próprio homem, não pela necessidade.
Não há razão para preocupações desnecessárias. O essencial é pouca coisa;
aliás, o essencial é apenas uma coisa: o reino de Deus. Assim sendo, Maria é
que estava com a razão. Escolheu o que é bom, a “PARTE BOA”, e esta
jamais lhe será tirada. Trata-se da conquista do Espírito que, à medida da
evolução, aprende a selecionar o essencial do supérfluo. O tempo que
passamos com Jesus é sempre muito bem empregado. Precisamos organizar
a vida de tal forma que, aprender os ensinos do Cristo seja o mais
importante para nós. O primeiro valor que desponta deste breve relato
bíblico, é a importância da visita, da acolhida, da hospedagem. Temos
muitos meios para nos comunicar e, nos últimos anos, as redes sociais
trouxeram facilidades ainda maiores. Porém, a visita é a forma mais
marcante de comunicação.
Ela é direta, sem meios, sem ruídos e sem filtros. Pelo telefone fica fácil
dizer que se está bem, mas estando diante da face do outro, a minha
expressão facial denuncia a real situação. O segundo valor que desponta é a
atitude de Maria que se dispõe a escutar as palavras do ilustre visitante. Diz
a sabedoria popular que temos dois ouvidos e uma boca, exatamente para
escutar mais do que falar. Permitir que a pessoa que vem ao meu encontro
se expresse plenamente, dar-lhe total atenção, diminuir ou até eliminar
interferências requerem um grande e consciente esforço. Escutar é a
primeira atitude de respeito para com o visitante. A escuta autêntica requer a
disposição de todo o corpo do ouvinte. No imaginário comum o sábio é
descrito pela sua capacidade de ouvir muito e de falar pouco, portanto é uma
referência educativa.
Uma lição curta em seus termos, mas profunda em seus significados.
Busquemos, em nossa vida, viver os momentos certos de sermos ativos
como Marta, mas também de parar e contemplar Jesus como Maria.
Muita Paz!
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A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é
levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão
das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.
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O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!
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Marta e maria

  • 1. Hoje é domingo, 12 de julho de 2020 Agora mesmo são 16:46 h.
  • 2. E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. (Lucas 10:38-42) Jesus na casa de Marta e Maria é um episódio da vida do Mestre Galileu que aparece apenas no Evangelho de Lucas, após a Parábola do Bom Samaritano. No caminho de Jerusalém para Gericó, havia uma aldeia com o nome de Betânia, distante a cerca de uma hora de Jerusalém.
  • 3. Ela era cercada por imensos campos de cevada e pequenos bosques de oliveiras e figueiras, que sombreavam a estrada para Gericó. O vilarejo ficava no sopé do Monte das Oliveiras, cenário de algumas passagens evangélicas. Lá viviam os irmãos Lázaro, Marta e Maria, amigos de Jesus. Em Suas andanças, sempre que ia a Jerusalém, o Mestre se hospedava na casa de Lázaro. Os irmãos de Betânia haviam feito do Rabi da Galiléia membro da família. Ali era o único lugar onde Ele podia gozar algumas horas de sossego, de intimidade familiar, era como se estivesse em casa. Em uma das oportunidades em que Jesus foi a Betânia, com Seus discípulos, aconteceu o célebre episódio em que o Mestre enfatiza a escolha da melhor parte. O primeiro quadro nos mostra Jesus chegando a Betânia, e Marta trazendo-O para hospedar-Se em sua casa.
  • 4. Ela apreciava muito o Mestre. Era hospitaleira e considerava uma honra receber o Rabi como hóspede. Essa foi uma atitude correta de Marta. Marta fez tudo para oferecer uma boa acolhida ao seu hóspede. Era uma visita muito importante e merecia o melhor. Assim, ela se esmerou para apresentar-lhe uma calorosa recepção. Enquanto realizava um serviço, pensava em mais outro, mais outro, e foi ficando desanimada, inquieta, irritada, e começou a murmurar. O seu trabalho de amor estava se tornando uma tarefa pesada demais! Enquanto Marta se fatigava na labuta caseira, Maria, sem deveres de hospitalidade a desempenhar, está sentada no chão junto aos pés de Jesus, indiferente ao serviço da casa, ouvindo o Seu ensino, provavelmente, desejando beber avidamente de tudo o que saia daqueles lábios, e O ouvia atentamente.
  • 5. Bebia cada uma de Suas palavras. Ela sabia que o serviço era coisa secundária. Ela não podia perder a oportunidade de prestar atenção ao Mestre e receber Dele os ensinamentos. Marta, entretanto, estava atarefada com muito serviço. Ia e vinha, preocupada em deixar a casa em ordem e à altura de tão ilustre visitante. Exercia as rotineiras tarefas domésticas: preocupava-se com a refeição a ser preparada, dispor a mesa, arrumar os leitos. Desejava oferecer a Jesus e a seus acompanhantes o melhor. Marta não podia saborear os ensinos de Jesus, pois estava muito preocupada com pormenores e coisas secundárias. Ela começou a se considerar vítima, e passou a acusar a irmã diante do hóspede amado e dos apóstolos. Sua irritação era tão grande que ela incluiu Jesus na acusação:
  • 6. “Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha?” E foi além, atrevendo-se a dar ordens ao Mestre: “Ordena- lhe, pois, que venha ajudar-me”. É quando o Cristo exercitando o dom de converter as situações mais delicadas e difíceis, aproveita a oportunidade para transmitir valiosa lição à Marta e a toda a humanidade o memorável ensinamento: "Marta, Marta, tu andas muito inquieta, e te embaraças com o cuidar em muitas coisas. Entretanto só uma coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada”. A resposta de Jesus é clara, e condena as preocupações de Marta, louvando a preferência de Maria. Esse é um alerta para nós. Não podemos deixar que isso aconteça conosco. Precisamos recusar o desânimo. Tudo que fazemos para o Mestre deve ser contado como alegria.
  • 7. Essas poucas palavras continham sérias advertências: a). Marta estava misturando o prioritário com o secundário; b). Marta estava perdendo tempo com coisas de pouca importância; c). Marta não compreendia que Cristo veio para servir e não para ser servido; d). Marta não percebia que Jesus tinha mais interesse na sua pessoa do que no seu serviço. Essas advertências são dirigidas a nós, hoje. Há mais uma coisa que devemos notar: precisamos evitar a murmuração. Ela não agrada ao Cristo. Ela não edifica. Em João 11, 5, encontramos a informação de que Jesus amava Marta, Maria e Lázaro. Portanto, eram realmente amigos íntimos do Mestre. Assim como todo ser humano, Jesus confiava em algumas pessoas ao seu redor. E esses três irmãos podiam ser considerados alguns daqueles confidentes!
  • 8. No Evangelho de Lucas, o irmão de Marta e Maria, Lázaro, não é citado em nenhum momento. Mas o objetivo do evangelista é outro: mostrar a importância de servir e de se lançar aos pés de Jesus, aquele que nos mostra como nos salvar. Marta, na realidade, não era uma pessoa brava, apressada, pagã ou qualquer outro adjetivo já dado a ela no decorrer da História. Para começar, foi ela quem convidou o Mestre para se aconchegar em sua casa, sendo totalmente fiel aos preceitos da época quanto a receber bem um visitante ilustre. Estava preocupada em acolher Jesus da melhor forma possível, e, por isso, não parava nenhum instante. A maior falha quando recebemos uma visita é não dar atenção a ela; e, às vezes, de tanto que queremos bem acomodá-la em nossa casa, acabamos deixando a pessoa em segundo plano!
  • 9. Algo também muito curioso é a ausência total dos discípulos nesse acontecimento. Lucas quer mostrar aos seus leitores que Jesus convida a todos para serem discípulos e, neste caso, a atenção recai sobre duas mulheres, do povoado de Betânia (segundo João). Marta é a imagem do discípulo ativo, que quer servir ao Mestre da melhor maneira possível. E Maria é a representação do discípulo que ouve a palavra de Jesus, deixando- se atingir totalmente por ela. As duas maneiras de ser discípulo devem se conjugar, pois ambas as atitudes são necessárias: escutar e servir. Qual a nossa escolha? Marta ou Maria? Não é nada fácil responder à pergunta que nos é colocada. Depois de pensar no assunto, julgo que ambas as irmãs, tanto Marta como Maria, eram muito dedicadas e comprometidas com o Reino de Deus, ...
  • 10. ... mas o relacionamento delas com o Mestre apontava para direções e objetivos completamente opostos: Maria queria estar diante de Jesus, para aprender, para ouvir, para adorar, para alegrar-se, para se aconselhar expondo os seus sentimentos, abrindo a sua alma perante o Cristo. Marta, queria apresentar um bom trabalho, a casa limpa e bem arrumada, a comida gostosa, queria tudo impecável para receber o Mestre. Mas então? Haverá algum mal nisso? Não fazia Marta, todo esse trabalho por amor a Jesus? Certamente que as duas atitudes são necessárias. Jesus não disse que Marta tivesse procedido mal. Coitada, ela era bem intencionada, mas com a sua preocupação com as coisas materiais, ela descurava, esquecia-se do seu próprio alimento espiritual.
  • 11. Se quisermos ser somente Marta, cairemos num ativismo sem fim, trabalhando tanto para a Ceara do Senhor, que nos esqueceremos do Senhor da Ceara. Se optarmos por ser somente Maria, viveremos num mundo distante do mundo real, sempre esperando a vida em outro mundo; acabaremos nos alienando da realidade humana que é tão cara a Jesus. Por isso, irmãos e irmãs, sejamos discípulos Marta e Maria. Pessoas que trabalham sem se cansar para a construção do Reino, alimentando-se diariamente da Palavra de Deus. Os ensinamentos de Jesus são as nossas regras de vida, sigamo-los! Variados problemas que enfrentamos nascem de excessivo envolvimento com situações transitórias, o excesso de preocupação com a vida material. Muitas pessoas são excessivamente preocupadas com a subsistência, com a limpeza da casa, com os negócios.
  • 12. Apegam-se a situações efêmeras e bens transitórios; vivem estressadas, inquietas, irritadas, abrindo campo a desajustes físicos e psíquicos. Qual a melhor parte da vida? Para responder a esta pergunta é preciso definir o que viemos fazer na Terra, e qual a finalidade da jornada humana. O Espiritismo revela que estamos aqui como alunos num educandário, convocados ao aprendizado das leis divinas. Isto envolve o aprimoramento espiritual, a aquisição de valores e de virtudes, o desenvolvimento de nossas potencialidades criadoras. Escolhem a melhor parte as pessoas que orientam suas ações em direção a esses objetivos, desapegando-se dos interesses do mundo. Daí, podemos concluir que, de bem pouco precisa o homem na Terra para seu sustento. As complicações e complexidades são criadas pelos desejos do próprio homem, não pela necessidade.
  • 13. Não há razão para preocupações desnecessárias. O essencial é pouca coisa; aliás, o essencial é apenas uma coisa: o reino de Deus. Assim sendo, Maria é que estava com a razão. Escolheu o que é bom, a “PARTE BOA”, e esta jamais lhe será tirada. Trata-se da conquista do Espírito que, à medida da evolução, aprende a selecionar o essencial do supérfluo. O tempo que passamos com Jesus é sempre muito bem empregado. Precisamos organizar a vida de tal forma que, aprender os ensinos do Cristo seja o mais importante para nós. O primeiro valor que desponta deste breve relato bíblico, é a importância da visita, da acolhida, da hospedagem. Temos muitos meios para nos comunicar e, nos últimos anos, as redes sociais trouxeram facilidades ainda maiores. Porém, a visita é a forma mais marcante de comunicação.
  • 14. Ela é direta, sem meios, sem ruídos e sem filtros. Pelo telefone fica fácil dizer que se está bem, mas estando diante da face do outro, a minha expressão facial denuncia a real situação. O segundo valor que desponta é a atitude de Maria que se dispõe a escutar as palavras do ilustre visitante. Diz a sabedoria popular que temos dois ouvidos e uma boca, exatamente para escutar mais do que falar. Permitir que a pessoa que vem ao meu encontro se expresse plenamente, dar-lhe total atenção, diminuir ou até eliminar interferências requerem um grande e consciente esforço. Escutar é a primeira atitude de respeito para com o visitante. A escuta autêntica requer a disposição de todo o corpo do ouvinte. No imaginário comum o sábio é descrito pela sua capacidade de ouvir muito e de falar pouco, portanto é uma referência educativa.
  • 15. Uma lição curta em seus termos, mas profunda em seus significados. Busquemos, em nossa vida, viver os momentos certos de sermos ativos como Marta, mas também de parar e contemplar Jesus como Maria.
  • 16. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz. Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec! O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso! Visite também o meu Site: compartilhando-espiritualidade.webnode.com Agora, Compartilhando Espiritualidade formou um Grupo para troca de mensagens. Compartilhando-espiritualidade@googlegroups.com