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Hoje é domingo, 19 de abril de 2020
Agora mesmo são 16:30 h.
É sempre oportuno recordar, neste mês de abril, a elevada significação do
marco inicial da doutrina espírita, que foi o lançamento, em 18/4/1857, de O
Livro dos Espíritos. Decorridos 163 anos desse acontecimento, pode-se dizer
que o mundo não alcançou, ainda, o pleno amadurecimento histórico para
dimensionar corretamente o valor dessa obra. O Livro dos Espíritos,
fundamentalmente, é um convite a que se contemple o ser humano a partir de
uma nova perspectiva: a sua dimensão espiritual. É verdade que, antes dele, e
ao curso de toda a chamada civilização cristã, nossa cultura sempre admitiu a
existência da “alma” como um dos componentes da identidade individual
humana. Mas, sabemos bem, a “alma” das religiões não corresponde
exatamente ao conceito do “espírito” apregoado pela Doutrina Espírita.
Para entendermos como foi codificado o livro dos espíritos precisamos
entender primeiramente o contexto histórico. Na época, os fenômenos
mediúnicos serviam como passatempo nos salões de Paris, que começava a
ganhar ares cosmopolitas. A partir de 1850, a cidade passou por uma grande
reforma. Ruelas medievais e casebres deram lugar a avenidas largas e
bulevares que convergiam no Arco do Triunfo, símbolo da força da
modernidade e da nova burguesia francesa. Com novos parques, a cidade se
preparava para virar o século como a Cidade das Luzes. Era tempo de
revolução industrial e descobertas científicas, que tornavam o homem capaz
de explicar e interferir num fenômeno ao seu redor. Ou em quase todos. Por
que no meio de toda essa modernidade, as mesas girantes eram uma febre
que assolava Paris?
Eram comuns as reuniões em salões culturais ou em mansões de senhoras da
sociedade, nos quais as pessoas iam para girar mesas apenas com o poder da
concentração. Um fenômeno que aguçava a curiosidade de muitas pessoas.
As conhecidas Mesas Girantes causavam espanto e fascinação a todos que
testemunhavam o fato. Para muitos não passava de efeitos ilusionistas ou até
mesmo magnéticos. As pessoas passaram a reunir-se para verificar tais
efeitos com pretexto de entretenimento. O sr. Fortier, velho conhecido, foi
quem informou ao professor Rivail a esse respeito: “já sabe da singular
propriedade que se acaba de descobrir no magnetismo? Parece que já não
são somente as pessoas que podem magnetizar-se, mas também as mesas,
conseguindo-se que elas girem e caminhem à vontade”.
O professor ponderou que tal fato lhe parecia inteiramente possível, visto que
o fluido magnético pode atuar também em corpos inertes e fazê-los mover-se.
Homem criterioso, não se deixava levar por modismos. Passado algum
tempo, o professor Rivail encontrou-se novamente com o sr. Fortier, e este
disse: “Temos uma coisa muito mais extraordinária: não só se consegue
que uma mesa se mova magnetizando-a, como também que fale.
Interrogada ela responde”. Nesse ponto Rivail mostrou-se cético, dizendo-
lhe que só acreditaria se visse o fenômeno. Para ele era um absurdo atribuir-
se inteligência a uma coisa puramente material. Saiba como um professor de
Ciências, na ocasião com 50 anos de idade, investigou as mensagens dos
Espíritos. Levado por um amigo, numa terça-feira do mês de maio de 1855,
compareceu a uma dessas reuniões, na casa da senhora Plainemaison.
Ali teve a oportunidade de, pela primeira vez, presenciar o fenômeno das
mesas girantes, e algo começou a intrigá-lo. O professor Rivail
primeiramente achou o efeito uma causa meramente magnética como muitos
em sua época. Em dado momento as mesas passaram a comunicar-se através
de batidas (a quantidade de batidas era a letra do alfabeto) e lentamente
iniciaram-se comunicações inteligentes. Percebeu que muitas das respostas
emitidas através daqueles objetos inanimados fugiam do conhecimento
cultural e social dos que faziam parte do “espetáculo”. Como os móveis, por
si só, não poderiam mover-se, fatalmente havia algum tipo de inteligência
invisível atuando sobre os mesmos, e respondendo aos questionamentos dos
presentes. Mais tarde, ele contaria como a visita o deixou impressionado.
As mesas, segundo ele, não só giravam como batiam no chão e se moviam
“em condições que não deixam margem a qualquer dúvida”. A reunião na
casa da sra. Plainemaison deixou Rivail aturdido. “Entrevi naquelas
aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos,
qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei
a mim investigar a fundo”, escreveria o professor, anos depois.
Começam as sessões:
Assistiu, então, alguns ensaios de escrita direta. Viu um lápis fixado a uma
pequena cesta mover-se apenas com o toque de uma jovem médium, e
escrever numa ardósia. Mais tarde, ele contaria como a visita o deixou
impressionado:
“As mesas, segundo ele, não só giravam como batiam no chão”. Tal fato
aguçou a curiosidade científica do professor a ponto de o futuro codificador
da Doutrina Espírita engajar-se a estudos mais sérios e profundos acerca do
tema. Imediatamente percebeu que por detrás daqueles fenômenos situava-se
algo muito importante, e resolveu estudá-lo a fundo. O professor Rivail
passou meses observando esses fenômenos, naquela e em outras casas da
cidade, como a dos Baudin, onde as filhas do anfitrião, Caroline e Julie
Baudin, com, respectivamente, 16 e 14 anos de idade à época, excelentes
médiuns, comunicavam-se regularmente com os espíritos. O mais
estarrecedor era que as mesas pareciam falar; indicando letras com pancadas
no chão e, quando interrogadas, moviam-se para a direita ou para a esquerda,
tentando comunicar “sim” ou “não”.
Então, o professor Rivail teve o ensejo de ver comunicações contínuas, e
respostas à perguntas formuladas, algumas vezes até à perguntas mentais, que
acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha. O
professor primeiramente tratou de descobrir quem ali falava e então pelo
método rudimentar a “mesa” respondeu que ali era um espírito quem falava.
O professor Rivail presenciava a afirmação daqueles que se manifestavam
dizendo-se almas dos homens que viveram sobre a Terra. Se as pessoas viam
o fenômeno como uma diversão, Rivail ia às reuniões de mesas girantes
como um cientista. Fazia perguntas sérias e anotava as respostas que obtinha
e ali, logo percebeu que as respostas dos Espíritos eram de conteúdo
transcendente e deveriam ser conduzidas para melhor aproveitamento.
Então, deu início ao seu trabalho missionário, quando passou de observador
escrupuloso a condutor dos objetivos das reuniões. Dessa forma o trabalho
começou. Todas as terças-feiras, Rivail frequentava a casa da senhora
Baudin. Na sala principal, um grupo de senhores elegantes observa em
silêncio a garota de 14 anos. Julie Baudin está sentada em frente a uma mesa
redonda e segura um estranho objeto: uma cesta com um lápis encaixado na
borda, que risca letras em espiral. Cada palavra é analisada atentamente por
um dos homens. A garota parece não saber por que os adultos olham para ela
tão concentrados; volta e meia ela ri e faz algum comentário engraçado. Suas
mãos, porém, desenham no papel frases que em poucos meses irão fundar o
espiritismo. Julie, a moça de 14 anos, e sua irmã Caroline, de 16,
psicografaram quase todas as questões do Livro dos Espíritos.
Como a identidade das duas foi mantida em segredo por muitos anos, sabe-se
pouco sobre elas. O que se sabe é que Julie era uma médium passiva,
inconsciente do que escrevia. Somente achava divertido as pessoas lhe darem
tanta importância. As reuniões, dirigidas pelos pais delas, não eram secretas,
mas restritas a poucos convidados. Para escrever as mensagens, Julie e
Caroline usavam uma cesta-de-bico, feita de vime, com 15 a 20 centímetros
de diâmetro e uma espécie de bico com um lápis na ponta. “Pondo o médium
os dedos na borda da cesta, o aparelho todo se agita e o lápis começa a
escrever”, contou Kardec em O Livro dos Médiuns. Com o tempo, as garotas
passaram a usar a psicografia direta. Em abril de 1856, 11 meses depois da
primeira visita a uma daquelas reuniões, a mensagem da mesa perturbou
ainda mais aquele professor de ciências.
Um espírito teria escolhido Rivail para reunir e publicar os ensinamentos que
ele obtinha nas mesas. Rivail não acreditou e pediu que o espírito repetisse a
mensagem. “Confirmo o que foi dito, mas recomendo discrição, se quiser se
sair bem. Tomará mais tarde conhecimento de coisas que agora o
surpreendem”, foi a mensagem que ele recebeu como resposta. Após as
primeiras impressões os espíritos indicaram o uso de lápis e papel, onde (na
presença de médiuns de efeitos físicos) os espíritos usavam-se dos fluidos do
médium para escrever com o lápis no papel as suas comunicações. Porém tal
método era dispendioso aos médiuns e aos espíritos sendo por fim sugerido
pelos espíritos que os médiuns utilizassem as mãos e entrassem em transe
mediúnico onde os espíritos poderiam utilizar-se do aparelho corporal do
médium a fim de escrever sua mensagem.
A partir dai o professor intensificou seu estudo, fazendo perguntas das mais
variadas temáticas. Chegou o momento em que os espíritos revelaram a ele o
teor de sua missão: a codificação de uma nova doutrina, a terceira revelação,
o consolador prometido por Jesus e então iniciaram-se os trabalhos da
compilação de perguntas e respostas que formariam mais tarde o livro dos
espíritos. Durante tal empreitada, o professor desenvolveu uma forma bem
eficiente de se verificar as respostas. Ele escrevia a pergunta e enviava para
médiuns de vários cantos do mundo, recebia as respostas e verificava as
semelhanças e diferenças a fim de que não se deixasse enganar pela soberba
de um único médium ou espírito. Dessa forma, foram-se compilando
perguntas e respostas de temas que à época eram de desconhecimento ou de
uma interpretação equivocada, seja nos campos da filosofia, religião ou
ciência.
Foi então, que uma das mensagens foi dirigida a ele. Um ser invisível disse-
lhe ser um espírito chamado Verdade, e que ele, Rivail, tinha uma missão a
desenvolver, e que seria a codificação de uma nova doutrina. O Espírito de
Verdade disse-lhe ser de uma falange de Espíritos Superiores que vinha até os
homens cumprir a promessa de Jesus, no Evangelho de João, cap. XIV, vv. 15
a 26; “E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique
convosco para sempre”. Atento aos dizeres do Espírito e, depois de muitos
questionamentos à Entidade, resolveu aceitar a tarefa que lhe fora incumbida.
Preparado pela Espiritualidade Superior, o professor Rivail foi encarregado
de fazer com que a luz do Consolador se acendesse por toda a Terra,
revivendo os ensinamentos deixados pelo Cristo,
... e trazendo para o domínio da razão e do natural o relacionamento entre os
homens e o mundo espiritual, que até então se encontrava restrito ao campo
das superstições e do sobrenatural. Assim, iniciou-se no intercâmbio com o
além; o então professor Rivail questionou os espíritos, que são os principais
autores da obra, e constatou a realidade da vida além-túmulo e da
manifestação dos espíritos; propôs milhares de indagações aos mentores
espirituais que o assistiam. Com a ajuda de Celine Japhet, com 18 anos à
época, deu inicio ao processo de revisão do livro. Todas as perguntas e
respostas feitas aos Espíritos eram revisadas e analisadas, dentro do bom
senso necessário para tal. As mesmas perguntas respondidas pelos Espíritos
através das médiuns eram submetidas a outros médiuns, em várias partes da
Europa e América.
Assim o professor Rivail viajou por cerca de vinte cidades. Isso para que as
colocações dos Espíritos tivessem a credibilidade necessária, pois estes
médiuns não mantinham contato entre eles, somente com o professor. Este
controle rígido de tudo o que vinha de informações do mundo espiritual ficou
conhecido por (CUEE). “Controle Universal do Ensino dos Espíritos”. Com
todo um esquema coerentemente montado, o professor Rivail preparou o
lançamento de O Livro dos Espíritos, contendo 501 questões, no dia 18 de
abril de 1857. O trabalho foi organizado em cerca de vinte meses. Quando
Rivail acabou de editar as perguntas, surgiu um problema: qual seria o título
e quem deveria assinar a obra? Como não se considerava autor, e sim um
organizador, deu o nome óbvio: O Livro dos Espíritos. Mas alguém precisava
assiná-lo.
O professor, consultando os Espíritos que o estavam ajudando, descobriu que
em uma de suas encarnações anteriores foi um sacerdote druida, de nome
Allan Kardec. Foi então que resolveu adotar esse pseudônimo durante a
codificação da nova doutrina. Assim surgiu o pseudônimo do codificador.
Kardec assim procedeu para que as pessoas, ao tomarem conhecimento dos
novos ensinamentos espirituais, não os aceitassem por ser ele um conhecido
educador. Mas sim, que todos os que tivessem contato com a doutrina a
aceitassem pelo seu teor racional e sua metodologia objetiva, independente
de quem a divulgasse. Os primeiros exemplares sairiam da Tipografia de
Beau, em Saint-Germain-en-Laye, cidade vizinha a Paris. Nas prateleiras de
algumas livrarias de paris, o livro chamava atenção não só pelo seu nome,
mas também pelo seu autor; Allan Kardec.
O livro rapidamente correu o mundo e criou polêmica, provocando protestos
de padres e cientistas céticos, mas atraindo a atenção de outros médiuns, que
entraram em contato com Kardec. O codificador do espiritismo viu que seu
trabalho ainda não estava terminado. Eram tantas novas revelações que ele
decidiu revisar mais uma vez e estender o livro. A segunda edição francesa
foi lançada em 18 de março de 1860, tendo o Livro dos Espíritos, naquela
reimpressão, sido revisto quase como “trabalho novo”, cujo tema era os mais
variados temas da vida, principalmente da vida após a morte. A 2ª edição,
definitiva, contém 1 019 perguntas. A última delas é “O reino do bem poderá
um dia realizar-se na Terra?” Parte da resposta é: “O bem reinará na Terra
quando, entre os espíritos que vêm habitá-la, os bons predominarem sobre os
maus;
... então eles farão reinar na Terra o amor e a justiça, que são a fonte do bem
e da felicidade. Estava criado o livro e, com ele, uma nova religião para os
homens. Constituindo-se no mais completo tratado de ensinamentos sobre a
existência e a natureza dos Espíritos e suas relações com o mundo corpóreo,
a obra traz, como uma de suas características, a presença constante da
capacidade pedagógica de seu autor terreno, sendo os temas didaticamente
desenvolvidos. Nele estão contidos os princípios fundamentais do
Espiritismo, em seus três aspectos: científico, filosófico e moral, podendo ser
considerado o seu alicerce doutrinário. Abre novas perspectivas para a
Humanidade, na medida em que revela, de modo claro e objetivo, questões
até então desconhecidas ou tratadas como questões unicamente de fé,
... como a sobrevivência após a morte e as vidas sucessivas do espírito, o seu
aperfeiçoamento contínuo até chegar à perfeição para a qual foi criado, as
penas e gozos futuros, dentre outros temas que sempre ocuparam o
pensamento dos homens. Dividido em quatro partes, mais tarde, cada uma
delas foi desenvolvida e deu origem às outras quatro obras da Codificação.
Na primeira parte, ocupa-se com a existência de Deus como causa primária
de todas as coisas, dos espíritos e do Universo com tudo o que nele existe em
termos de matéria. Na segunda parte, trata do mundo espiritual, abordando a
origem e a natureza dos espíritos, a encarnação, a pluralidade das existências,
a influência dos espíritos em nossa vida e outros temas relativos à nossa
passagem pelo mundo espiritual, no intervalo entre as reencarnações.
As leis naturais são a temática da terceira parte da obra, com o estudo
detalhado de cada uma delas, mostrando o que precisamos fazer para
alcançarmos a felicidade definitiva que nos aguarda. Por fim, na quarta e
última parte, é abordada a sorte do espírito em consequência de suas
escolhas, com o estudo das penas e gozos terrenos e após a morte. Com este
livro, o mundo recebia a promessa evangélica do Consolador. Tamanha é a
luz que emana desta obra, que nela, com profunda gratidão, reverenciamos
seu autor fundamental, o Mestre Jesus, que recorda tudo aquilo que já havia
dito e exemplificado. Esta obra é o código de uma nova fase para a evolução
humana. Não é um livro comum, é muito mais que isso, ele inspira a
necessidade de estudá-lo, meditá-lo, pois, nos proporciona a valiosa
oportunidade de desvendar de forma racional ...
... os conhecimentos que necessitamos para conhecer o que somos, de onde
viemos e para onde vamos. Sobre O Livro dos Espíritos se ergue o edifício da
Doutrina Espírita, ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco
inicial. O Livro dos Espíritos lançou luzes sobre a escuridão em que se
encontravam os ensinamentos de Jesus. Com este livro surgiram palavras
novas que clarearam dúvidas que a Humanidade possuía. A legitimidade
desse livro pode ser constatada no método que o codificador usou, baseado
na simplicidade. E para garantir a sua eficiência usou os seguintes recursos:
Escolha de colaboradores mediúnicos insuspeitos, tanto do ponto de vista
moral, quanto da pureza das faculdades e da assistência espiritual; análise
rigorosa das comunicações, do ponto de vista lógico, bem como do seu
confronto com as verdades científicas demonstradas.
À luz dessa nova filosofia espiritualista, o Espírito não é apenas um
componente do ser humano. Para o Espiritismo, o homem não é um ser
dotado de corpo e de espírito. Ele é, essencialmente, um Espírito
provisoriamente dotado de um corpo físico. Preexistente e sobrevivente aos
fenômenos do nascimento e da morte física, o Espírito constitui-se na
verdadeira identidade intelectual, emocional e moral do ser humano. Seu
arcabouço físico passa a ser, assim, mera instrumentalidade para a vida de
relação na experiência encarnatória. O Livro dos Espíritos propõe à cultura
ocidental e cristã um novo paradigma científico-filosófico. Lança um novo
olhar sobre a natureza intrínseca do homem de que decorre, naturalmente,
também, uma nova postura ética-moral do indivíduo e do gênero humano.
Princípio inteligente do universo, como o definiu a questão 23 da obra
aniversariante, é o Espírito, no seu estágio hominal, o responsável por seu
próprio processo evolutivo, como indivíduo, e do mundo por ele habitado,
como comunidade social planetária. O novo paradigma ali proposto, muito
mais do que uma nova ciência, um ramo novo da filosofia ou uma nova
religião, conduz a uma síntese conceitual que, corretamente assimilada, pode
marcar uma nova etapa para a história da humanidade. Pondo-se de lado tudo
aquilo que não podia ser logicamente justificado; controle dos espíritos
comunicantes, através de coerência de suas comunicações e do teor de sua
linguagem; consenso universal, ou seja, concordância de várias
comunicações dadas por médiuns diferentes ao mesmo tempo e em vários
lugares sobre o mesmo assunto.
Disto estabeleceu-se dentro da Doutrina Espírita que qualquer informação
vinda do plano espiritual só terá validade para o Espiritismo se for constatada
em vários lugares, através de diversos médiuns, que não mantenham contato
entre si. Fora disso, toda comunicação espiritual será uma opinião particular
do espírito comunicante. Neste mês de aniversário de seu lançamento,
comemoremos tão significativo acontecimento estudando o Livro dos
Espíritos com perseverança e divulgando-o com amor, melhor maneira de
externarmos nosso agradecimento pelo surgimento dessa monumental obra. É
justo, pois, que o aparecimento da primeira edição dessa obra, seja
considerada um dos mais importantes acontecimentos da cronologia espírita.
A pedra de toque do movimento espírita, após os fenômenos de Hydesville,
em 1848, na América do Norte.
Ele contém a doutrina completa, como ditaram os próprios Espíritos
comprometidos com uma nova postura cristã. Quem o lê, compreende que o
Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo. Ao
comemorarmos mais um aniversário de sua existência, já se pode ter uma
dimensão mais realista da importância da codificação realizada pelo mestre
lionês. Testemunhamos uma doutrina amadurecida pelo crivo do tempo e da
razão calando fundo nos corações esperançosos de um mundo melhor,
transformando e fortalecendo a fé e, sobretudo, abrindo um espaço de
realizações que, no melhor sentido, conduz a Deus. Este livro é, portanto, o
resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Livro
dos Espíritos, não é demais repetir, é a chave de explicação dos fenômenos, o
roteiro que conduziu as primeiras especulações em demanda do invisível.
Muita Paz!
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A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é
levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das
leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz.
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O Marco inicial do Espiritismo

  • 1. Hoje é domingo, 19 de abril de 2020 Agora mesmo são 16:30 h.
  • 2. É sempre oportuno recordar, neste mês de abril, a elevada significação do marco inicial da doutrina espírita, que foi o lançamento, em 18/4/1857, de O Livro dos Espíritos. Decorridos 163 anos desse acontecimento, pode-se dizer que o mundo não alcançou, ainda, o pleno amadurecimento histórico para dimensionar corretamente o valor dessa obra. O Livro dos Espíritos, fundamentalmente, é um convite a que se contemple o ser humano a partir de uma nova perspectiva: a sua dimensão espiritual. É verdade que, antes dele, e ao curso de toda a chamada civilização cristã, nossa cultura sempre admitiu a existência da “alma” como um dos componentes da identidade individual humana. Mas, sabemos bem, a “alma” das religiões não corresponde exatamente ao conceito do “espírito” apregoado pela Doutrina Espírita.
  • 3. Para entendermos como foi codificado o livro dos espíritos precisamos entender primeiramente o contexto histórico. Na época, os fenômenos mediúnicos serviam como passatempo nos salões de Paris, que começava a ganhar ares cosmopolitas. A partir de 1850, a cidade passou por uma grande reforma. Ruelas medievais e casebres deram lugar a avenidas largas e bulevares que convergiam no Arco do Triunfo, símbolo da força da modernidade e da nova burguesia francesa. Com novos parques, a cidade se preparava para virar o século como a Cidade das Luzes. Era tempo de revolução industrial e descobertas científicas, que tornavam o homem capaz de explicar e interferir num fenômeno ao seu redor. Ou em quase todos. Por que no meio de toda essa modernidade, as mesas girantes eram uma febre que assolava Paris?
  • 4. Eram comuns as reuniões em salões culturais ou em mansões de senhoras da sociedade, nos quais as pessoas iam para girar mesas apenas com o poder da concentração. Um fenômeno que aguçava a curiosidade de muitas pessoas. As conhecidas Mesas Girantes causavam espanto e fascinação a todos que testemunhavam o fato. Para muitos não passava de efeitos ilusionistas ou até mesmo magnéticos. As pessoas passaram a reunir-se para verificar tais efeitos com pretexto de entretenimento. O sr. Fortier, velho conhecido, foi quem informou ao professor Rivail a esse respeito: “já sabe da singular propriedade que se acaba de descobrir no magnetismo? Parece que já não são somente as pessoas que podem magnetizar-se, mas também as mesas, conseguindo-se que elas girem e caminhem à vontade”.
  • 5. O professor ponderou que tal fato lhe parecia inteiramente possível, visto que o fluido magnético pode atuar também em corpos inertes e fazê-los mover-se. Homem criterioso, não se deixava levar por modismos. Passado algum tempo, o professor Rivail encontrou-se novamente com o sr. Fortier, e este disse: “Temos uma coisa muito mais extraordinária: não só se consegue que uma mesa se mova magnetizando-a, como também que fale. Interrogada ela responde”. Nesse ponto Rivail mostrou-se cético, dizendo- lhe que só acreditaria se visse o fenômeno. Para ele era um absurdo atribuir- se inteligência a uma coisa puramente material. Saiba como um professor de Ciências, na ocasião com 50 anos de idade, investigou as mensagens dos Espíritos. Levado por um amigo, numa terça-feira do mês de maio de 1855, compareceu a uma dessas reuniões, na casa da senhora Plainemaison.
  • 6. Ali teve a oportunidade de, pela primeira vez, presenciar o fenômeno das mesas girantes, e algo começou a intrigá-lo. O professor Rivail primeiramente achou o efeito uma causa meramente magnética como muitos em sua época. Em dado momento as mesas passaram a comunicar-se através de batidas (a quantidade de batidas era a letra do alfabeto) e lentamente iniciaram-se comunicações inteligentes. Percebeu que muitas das respostas emitidas através daqueles objetos inanimados fugiam do conhecimento cultural e social dos que faziam parte do “espetáculo”. Como os móveis, por si só, não poderiam mover-se, fatalmente havia algum tipo de inteligência invisível atuando sobre os mesmos, e respondendo aos questionamentos dos presentes. Mais tarde, ele contaria como a visita o deixou impressionado.
  • 7. As mesas, segundo ele, não só giravam como batiam no chão e se moviam “em condições que não deixam margem a qualquer dúvida”. A reunião na casa da sra. Plainemaison deixou Rivail aturdido. “Entrevi naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim investigar a fundo”, escreveria o professor, anos depois. Começam as sessões: Assistiu, então, alguns ensaios de escrita direta. Viu um lápis fixado a uma pequena cesta mover-se apenas com o toque de uma jovem médium, e escrever numa ardósia. Mais tarde, ele contaria como a visita o deixou impressionado:
  • 8. “As mesas, segundo ele, não só giravam como batiam no chão”. Tal fato aguçou a curiosidade científica do professor a ponto de o futuro codificador da Doutrina Espírita engajar-se a estudos mais sérios e profundos acerca do tema. Imediatamente percebeu que por detrás daqueles fenômenos situava-se algo muito importante, e resolveu estudá-lo a fundo. O professor Rivail passou meses observando esses fenômenos, naquela e em outras casas da cidade, como a dos Baudin, onde as filhas do anfitrião, Caroline e Julie Baudin, com, respectivamente, 16 e 14 anos de idade à época, excelentes médiuns, comunicavam-se regularmente com os espíritos. O mais estarrecedor era que as mesas pareciam falar; indicando letras com pancadas no chão e, quando interrogadas, moviam-se para a direita ou para a esquerda, tentando comunicar “sim” ou “não”.
  • 9. Então, o professor Rivail teve o ensejo de ver comunicações contínuas, e respostas à perguntas formuladas, algumas vezes até à perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha. O professor primeiramente tratou de descobrir quem ali falava e então pelo método rudimentar a “mesa” respondeu que ali era um espírito quem falava. O professor Rivail presenciava a afirmação daqueles que se manifestavam dizendo-se almas dos homens que viveram sobre a Terra. Se as pessoas viam o fenômeno como uma diversão, Rivail ia às reuniões de mesas girantes como um cientista. Fazia perguntas sérias e anotava as respostas que obtinha e ali, logo percebeu que as respostas dos Espíritos eram de conteúdo transcendente e deveriam ser conduzidas para melhor aproveitamento.
  • 10. Então, deu início ao seu trabalho missionário, quando passou de observador escrupuloso a condutor dos objetivos das reuniões. Dessa forma o trabalho começou. Todas as terças-feiras, Rivail frequentava a casa da senhora Baudin. Na sala principal, um grupo de senhores elegantes observa em silêncio a garota de 14 anos. Julie Baudin está sentada em frente a uma mesa redonda e segura um estranho objeto: uma cesta com um lápis encaixado na borda, que risca letras em espiral. Cada palavra é analisada atentamente por um dos homens. A garota parece não saber por que os adultos olham para ela tão concentrados; volta e meia ela ri e faz algum comentário engraçado. Suas mãos, porém, desenham no papel frases que em poucos meses irão fundar o espiritismo. Julie, a moça de 14 anos, e sua irmã Caroline, de 16, psicografaram quase todas as questões do Livro dos Espíritos.
  • 11. Como a identidade das duas foi mantida em segredo por muitos anos, sabe-se pouco sobre elas. O que se sabe é que Julie era uma médium passiva, inconsciente do que escrevia. Somente achava divertido as pessoas lhe darem tanta importância. As reuniões, dirigidas pelos pais delas, não eram secretas, mas restritas a poucos convidados. Para escrever as mensagens, Julie e Caroline usavam uma cesta-de-bico, feita de vime, com 15 a 20 centímetros de diâmetro e uma espécie de bico com um lápis na ponta. “Pondo o médium os dedos na borda da cesta, o aparelho todo se agita e o lápis começa a escrever”, contou Kardec em O Livro dos Médiuns. Com o tempo, as garotas passaram a usar a psicografia direta. Em abril de 1856, 11 meses depois da primeira visita a uma daquelas reuniões, a mensagem da mesa perturbou ainda mais aquele professor de ciências.
  • 12. Um espírito teria escolhido Rivail para reunir e publicar os ensinamentos que ele obtinha nas mesas. Rivail não acreditou e pediu que o espírito repetisse a mensagem. “Confirmo o que foi dito, mas recomendo discrição, se quiser se sair bem. Tomará mais tarde conhecimento de coisas que agora o surpreendem”, foi a mensagem que ele recebeu como resposta. Após as primeiras impressões os espíritos indicaram o uso de lápis e papel, onde (na presença de médiuns de efeitos físicos) os espíritos usavam-se dos fluidos do médium para escrever com o lápis no papel as suas comunicações. Porém tal método era dispendioso aos médiuns e aos espíritos sendo por fim sugerido pelos espíritos que os médiuns utilizassem as mãos e entrassem em transe mediúnico onde os espíritos poderiam utilizar-se do aparelho corporal do médium a fim de escrever sua mensagem.
  • 13. A partir dai o professor intensificou seu estudo, fazendo perguntas das mais variadas temáticas. Chegou o momento em que os espíritos revelaram a ele o teor de sua missão: a codificação de uma nova doutrina, a terceira revelação, o consolador prometido por Jesus e então iniciaram-se os trabalhos da compilação de perguntas e respostas que formariam mais tarde o livro dos espíritos. Durante tal empreitada, o professor desenvolveu uma forma bem eficiente de se verificar as respostas. Ele escrevia a pergunta e enviava para médiuns de vários cantos do mundo, recebia as respostas e verificava as semelhanças e diferenças a fim de que não se deixasse enganar pela soberba de um único médium ou espírito. Dessa forma, foram-se compilando perguntas e respostas de temas que à época eram de desconhecimento ou de uma interpretação equivocada, seja nos campos da filosofia, religião ou ciência.
  • 14. Foi então, que uma das mensagens foi dirigida a ele. Um ser invisível disse- lhe ser um espírito chamado Verdade, e que ele, Rivail, tinha uma missão a desenvolver, e que seria a codificação de uma nova doutrina. O Espírito de Verdade disse-lhe ser de uma falange de Espíritos Superiores que vinha até os homens cumprir a promessa de Jesus, no Evangelho de João, cap. XIV, vv. 15 a 26; “E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre”. Atento aos dizeres do Espírito e, depois de muitos questionamentos à Entidade, resolveu aceitar a tarefa que lhe fora incumbida. Preparado pela Espiritualidade Superior, o professor Rivail foi encarregado de fazer com que a luz do Consolador se acendesse por toda a Terra, revivendo os ensinamentos deixados pelo Cristo,
  • 15. ... e trazendo para o domínio da razão e do natural o relacionamento entre os homens e o mundo espiritual, que até então se encontrava restrito ao campo das superstições e do sobrenatural. Assim, iniciou-se no intercâmbio com o além; o então professor Rivail questionou os espíritos, que são os principais autores da obra, e constatou a realidade da vida além-túmulo e da manifestação dos espíritos; propôs milhares de indagações aos mentores espirituais que o assistiam. Com a ajuda de Celine Japhet, com 18 anos à época, deu inicio ao processo de revisão do livro. Todas as perguntas e respostas feitas aos Espíritos eram revisadas e analisadas, dentro do bom senso necessário para tal. As mesmas perguntas respondidas pelos Espíritos através das médiuns eram submetidas a outros médiuns, em várias partes da Europa e América.
  • 16. Assim o professor Rivail viajou por cerca de vinte cidades. Isso para que as colocações dos Espíritos tivessem a credibilidade necessária, pois estes médiuns não mantinham contato entre eles, somente com o professor. Este controle rígido de tudo o que vinha de informações do mundo espiritual ficou conhecido por (CUEE). “Controle Universal do Ensino dos Espíritos”. Com todo um esquema coerentemente montado, o professor Rivail preparou o lançamento de O Livro dos Espíritos, contendo 501 questões, no dia 18 de abril de 1857. O trabalho foi organizado em cerca de vinte meses. Quando Rivail acabou de editar as perguntas, surgiu um problema: qual seria o título e quem deveria assinar a obra? Como não se considerava autor, e sim um organizador, deu o nome óbvio: O Livro dos Espíritos. Mas alguém precisava assiná-lo.
  • 17. O professor, consultando os Espíritos que o estavam ajudando, descobriu que em uma de suas encarnações anteriores foi um sacerdote druida, de nome Allan Kardec. Foi então que resolveu adotar esse pseudônimo durante a codificação da nova doutrina. Assim surgiu o pseudônimo do codificador. Kardec assim procedeu para que as pessoas, ao tomarem conhecimento dos novos ensinamentos espirituais, não os aceitassem por ser ele um conhecido educador. Mas sim, que todos os que tivessem contato com a doutrina a aceitassem pelo seu teor racional e sua metodologia objetiva, independente de quem a divulgasse. Os primeiros exemplares sairiam da Tipografia de Beau, em Saint-Germain-en-Laye, cidade vizinha a Paris. Nas prateleiras de algumas livrarias de paris, o livro chamava atenção não só pelo seu nome, mas também pelo seu autor; Allan Kardec.
  • 18. O livro rapidamente correu o mundo e criou polêmica, provocando protestos de padres e cientistas céticos, mas atraindo a atenção de outros médiuns, que entraram em contato com Kardec. O codificador do espiritismo viu que seu trabalho ainda não estava terminado. Eram tantas novas revelações que ele decidiu revisar mais uma vez e estender o livro. A segunda edição francesa foi lançada em 18 de março de 1860, tendo o Livro dos Espíritos, naquela reimpressão, sido revisto quase como “trabalho novo”, cujo tema era os mais variados temas da vida, principalmente da vida após a morte. A 2ª edição, definitiva, contém 1 019 perguntas. A última delas é “O reino do bem poderá um dia realizar-se na Terra?” Parte da resposta é: “O bem reinará na Terra quando, entre os espíritos que vêm habitá-la, os bons predominarem sobre os maus;
  • 19. ... então eles farão reinar na Terra o amor e a justiça, que são a fonte do bem e da felicidade. Estava criado o livro e, com ele, uma nova religião para os homens. Constituindo-se no mais completo tratado de ensinamentos sobre a existência e a natureza dos Espíritos e suas relações com o mundo corpóreo, a obra traz, como uma de suas características, a presença constante da capacidade pedagógica de seu autor terreno, sendo os temas didaticamente desenvolvidos. Nele estão contidos os princípios fundamentais do Espiritismo, em seus três aspectos: científico, filosófico e moral, podendo ser considerado o seu alicerce doutrinário. Abre novas perspectivas para a Humanidade, na medida em que revela, de modo claro e objetivo, questões até então desconhecidas ou tratadas como questões unicamente de fé,
  • 20. ... como a sobrevivência após a morte e as vidas sucessivas do espírito, o seu aperfeiçoamento contínuo até chegar à perfeição para a qual foi criado, as penas e gozos futuros, dentre outros temas que sempre ocuparam o pensamento dos homens. Dividido em quatro partes, mais tarde, cada uma delas foi desenvolvida e deu origem às outras quatro obras da Codificação. Na primeira parte, ocupa-se com a existência de Deus como causa primária de todas as coisas, dos espíritos e do Universo com tudo o que nele existe em termos de matéria. Na segunda parte, trata do mundo espiritual, abordando a origem e a natureza dos espíritos, a encarnação, a pluralidade das existências, a influência dos espíritos em nossa vida e outros temas relativos à nossa passagem pelo mundo espiritual, no intervalo entre as reencarnações.
  • 21. As leis naturais são a temática da terceira parte da obra, com o estudo detalhado de cada uma delas, mostrando o que precisamos fazer para alcançarmos a felicidade definitiva que nos aguarda. Por fim, na quarta e última parte, é abordada a sorte do espírito em consequência de suas escolhas, com o estudo das penas e gozos terrenos e após a morte. Com este livro, o mundo recebia a promessa evangélica do Consolador. Tamanha é a luz que emana desta obra, que nela, com profunda gratidão, reverenciamos seu autor fundamental, o Mestre Jesus, que recorda tudo aquilo que já havia dito e exemplificado. Esta obra é o código de uma nova fase para a evolução humana. Não é um livro comum, é muito mais que isso, ele inspira a necessidade de estudá-lo, meditá-lo, pois, nos proporciona a valiosa oportunidade de desvendar de forma racional ...
  • 22. ... os conhecimentos que necessitamos para conhecer o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Sobre O Livro dos Espíritos se ergue o edifício da Doutrina Espírita, ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. O Livro dos Espíritos lançou luzes sobre a escuridão em que se encontravam os ensinamentos de Jesus. Com este livro surgiram palavras novas que clarearam dúvidas que a Humanidade possuía. A legitimidade desse livro pode ser constatada no método que o codificador usou, baseado na simplicidade. E para garantir a sua eficiência usou os seguintes recursos: Escolha de colaboradores mediúnicos insuspeitos, tanto do ponto de vista moral, quanto da pureza das faculdades e da assistência espiritual; análise rigorosa das comunicações, do ponto de vista lógico, bem como do seu confronto com as verdades científicas demonstradas.
  • 23. À luz dessa nova filosofia espiritualista, o Espírito não é apenas um componente do ser humano. Para o Espiritismo, o homem não é um ser dotado de corpo e de espírito. Ele é, essencialmente, um Espírito provisoriamente dotado de um corpo físico. Preexistente e sobrevivente aos fenômenos do nascimento e da morte física, o Espírito constitui-se na verdadeira identidade intelectual, emocional e moral do ser humano. Seu arcabouço físico passa a ser, assim, mera instrumentalidade para a vida de relação na experiência encarnatória. O Livro dos Espíritos propõe à cultura ocidental e cristã um novo paradigma científico-filosófico. Lança um novo olhar sobre a natureza intrínseca do homem de que decorre, naturalmente, também, uma nova postura ética-moral do indivíduo e do gênero humano.
  • 24. Princípio inteligente do universo, como o definiu a questão 23 da obra aniversariante, é o Espírito, no seu estágio hominal, o responsável por seu próprio processo evolutivo, como indivíduo, e do mundo por ele habitado, como comunidade social planetária. O novo paradigma ali proposto, muito mais do que uma nova ciência, um ramo novo da filosofia ou uma nova religião, conduz a uma síntese conceitual que, corretamente assimilada, pode marcar uma nova etapa para a história da humanidade. Pondo-se de lado tudo aquilo que não podia ser logicamente justificado; controle dos espíritos comunicantes, através de coerência de suas comunicações e do teor de sua linguagem; consenso universal, ou seja, concordância de várias comunicações dadas por médiuns diferentes ao mesmo tempo e em vários lugares sobre o mesmo assunto.
  • 25. Disto estabeleceu-se dentro da Doutrina Espírita que qualquer informação vinda do plano espiritual só terá validade para o Espiritismo se for constatada em vários lugares, através de diversos médiuns, que não mantenham contato entre si. Fora disso, toda comunicação espiritual será uma opinião particular do espírito comunicante. Neste mês de aniversário de seu lançamento, comemoremos tão significativo acontecimento estudando o Livro dos Espíritos com perseverança e divulgando-o com amor, melhor maneira de externarmos nosso agradecimento pelo surgimento dessa monumental obra. É justo, pois, que o aparecimento da primeira edição dessa obra, seja considerada um dos mais importantes acontecimentos da cronologia espírita. A pedra de toque do movimento espírita, após os fenômenos de Hydesville, em 1848, na América do Norte.
  • 26. Ele contém a doutrina completa, como ditaram os próprios Espíritos comprometidos com uma nova postura cristã. Quem o lê, compreende que o Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo. Ao comemorarmos mais um aniversário de sua existência, já se pode ter uma dimensão mais realista da importância da codificação realizada pelo mestre lionês. Testemunhamos uma doutrina amadurecida pelo crivo do tempo e da razão calando fundo nos corações esperançosos de um mundo melhor, transformando e fortalecendo a fé e, sobretudo, abrindo um espaço de realizações que, no melhor sentido, conduz a Deus. Este livro é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Livro dos Espíritos, não é demais repetir, é a chave de explicação dos fenômenos, o roteiro que conduziu as primeiras especulações em demanda do invisível.
  • 27. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados, cujo objetivo é levar as pessoas a uma reflexão sobre a vida, buscando pela compreensão das leis divinas o equilíbrio necessário para uma vida feliz. Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec! O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso! Visite também o meu Site: compartilhando-espiritualidade.webnode.com Agora, Compartilhando Espiritualidade formou um Grupo para troca de mensagens. Compartilhando-espiritualidade@googlegroups.com