Guia de Elaboração 
do Plano APPCC 
Série Qualidade e 
Segurança Alimentar 
• Elementos de Apoio: Boas Práticas e Sistema APPCC 
• Guia de Elaboração do Plano APPCC 
• Guia de Elaboração do Plano APPCC: Aperfeiçoamento 
em Cozinha Hospitalar e Bancos de Leite 
• Guia do Empresário: Boas Práticas e Sistema APPCC 
• Guia Passo a Passo: Implantação de Boas Práticas e 
Sistema APPCC 
• Guia de Verificação: Boas Práticas e Sistema APPCC 
• Manual do Responsável Técnico 
• Cartilha 1: Controle de Perigos 
• Cartilha 2: As Boas Práticas I 
• Cartilha 3: As Boas Práticas II 
• Cartilha 4: Controles na Produção 
• Cartilha 5: Passo a Passo para Implantação de 
Boas Práticas e Sistema APPCC 
• Cartilha do Manipulador de Alimentos 
• Guia Passo a Passo para o Manipulador de Alimentos 
Guia de Elaboração do Plano APPCC 
Série Qualidade e Segurança Alimentar
Guia de Elaboração 
do Plano APPCC
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO – CNC 
CONSELHO NACIONAL DO SENAC 
CONSELHO NACIONAL DO SESC 
Antonio Oliveira Santos 
Presidente 
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI 
CONSELHO NACIONAL DO SENAI 
Fernando Luiz Gonçalves Bezerra 
Presidente 
CONSELHO NACIONAL DO SESI 
Leonor Barreto Franco 
Presidente 
CONSELHO DELIBERATIVO NACIONAL DO SEBRAE 
Carlos Eduardo Moreira Ferreira 
Presidente 
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA 
– ANVISA 
Gonzalo Vecina Neto 
Diretor-Presidente 
SENAC – DEPARTAMENTO NACIONAL 
Sidney da Silva Cunha 
Diretor-Geral 
SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL 
José Manuel de Aguiar Martins 
Diretor-Geral 
Mario Zanoni Adolfo Cintra 
Diretor de Desenvolvimento 
Eduardo Oliveira Santos 
Diretor de Operações 
SEBRAE – NACIONAL 
Julio Sérgio de M. Pedrosa Moreira 
Diretor-Presidente 
Vinicius Lummertz Silva 
Diretor Técnico 
Maria Delith Balaban 
Diretora de Administração e Finanças 
SESC – DEPARTAMENTO NACIONAL 
Albucacis de Castro Pereira 
Diretor-Geral 
SESI – DEPARTAMENTO NACIONAL 
Rui Lima do Nascimento 
Diretor-Superintendente 
Otto Euphrásio de Santana 
Diretor Técnico 
Humberto Menezes 
Diretor de Desenvolvimento 
ANVISA 
Ricardo Oliva 
Diretor de Alimentos e Toxicologia 
Cleber Ferreira dos Santos 
Gerente Geral de Alimentos
Guia de Elaboração 
do Plano APPCC 
Série Qualidade e Segurança Alimentar 
2 0 0 2
© 2002. SENAC – Departamento Nacional 
Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte. 
GUIA de elaboração do Plano APPCC. Rio de Janeiro: SENAC/DN, 
2001. 314 p. (Qualidade e Segurança Alimentar). Projeto 
APPCC Mesa. Convênio CNC/CNI/SEBRAE/ANVISA. 
ISBN: 85-7458-080-5 
NUTRIÇÃO; ALIMENTO; MICROBIOLOGIA; CONSERVAÇÃO DE 
ALIMENTOS; MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS; SEGURANÇA ALIMENTAR; 
HIGIENE; CONTROLE DE QUALIDADE; VIGILÂNCIA SANITÁRIA; 
DOENÇA; APPCC 
SENAC/ DN 
FICHA CATALOGRÁFICA 
SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial / Departamento Nacional 
Rua Dona Mariana, 48 Botafogo CEP. 22280-020 Rio de Janeiro-RJ 
Tel.: (21) 2537 1880 Fax: (21) 2538 2780 
Internet: www.senac.br e-mail: appcc@senac.br
SEGMENTO MESA 5 
PREFÁCIO 
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PREFÁCIO 
O Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), ferramenta de gestão 
da segurança de alimentos, é recomendado por organismos internacionais, como a Organização 
Mundial do Comércio (OMC), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura 
(FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já é também exigido por alguns segmentos do 
setor alimentício da Comunidade Econômica Européia e dos Estados Unidos. 
Para garantir a produção de alimentos seguros para a saúde dos consumidores e, também, para 
aumentar a competitividade das empresas de alimentação no mercado, Senai, Senac, Sebrae, 
Sesc, Sesi e Anvisa assinaram um convênio de cooperação técnica e financeira para implantação 
do Sistema APPCC no segmento mesa, que reúne os estabelecimentos que servem alimentos ao 
consumidor. 
Essa etapa da cadeia produtiva de alimentos é muito crítica e, com certeza, a maior responsável 
por surtos de doenças de origem alimentar, que decorrem, muitas vezes, da deficiência das 
instalações, da falta de controle na aquisição das matérias-primas e da falta de preparo da gran-de 
maioria dos manipuladores de alimentos, tanto com relação aos aspectos de higiene e apre-sentação 
pessoal quanto aos aspectos técnicos de recepção, armazenamento, preparo, manuten-ção 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
e distribuição. 
Justamente para fortalecer esse segmento, o Programa Alimentos Seguros - Mesa se propõe a difun-dir 
e apoiar a implantação, de forma simples e eficaz, das Boas Práticas e do Sistema APPCC nas 
atividades de preparo/produção de alimentos para consumo.
6 SEGMENTO MESA 
PREFÁCIO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Para isso, várias ações, como a elaboração de manuais técnicos, cursos de formação de consulto-res 
e responsáveis técnicos e a realização de seminários para empresários, em especial de micro, 
Esta publicação faz parte de um conjunto de produtos que serão disponibilizados e servirão de 
referência para as empresas de alimentos que aderirem ao Projeto. Certamente, ela será um ins-trumento 
valioso para ajudar a introduzir os princípios das Boas Práticas e do Sistema APPCC nos 
Gonzalo 
Vecina Neto 
Diretor- presidente 
da Anvisa /MS 
pequenas e médias empresas, terão abrangência nacional. 
Armando de Queiróz 
Monteiro Neto 
Presidente da CNI 
Antonio Oliveira 
Santos 
Presidente da CNC 
Carlos Eduardo 
Moreira Ferreira 
Presidente do Conselho 
Deliberativo do Sebrae 
estabelecimentos do segmento mesa.
SEGMENTO MESA 7 
APRESENTAÇÃO 
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APRESENTAÇÃO 
O Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), conhecido 
internacionalmente por Hazard Analysis and Critical Control Point (HACCP), originou-se na indústria 
química, particularmente na Grã-Bretanha, há aproximadamente 50 anos. 
Com as primeiras viagens espaciais tripuladas no início dos anos 60, a NASA, nos Estados Unidos, 
estabeleceu como prioridade o estudo da segurança da saúde dos astronautas, no sentido de 
eliminar a possibilidade de doença durante a permanência no espaço. Dentre as possíveis doenças 
que poderiam afetar os astronautas, as consideradas mais importantes foram aquelas associadas 
às suas fontes alimentares. 
A Companhia Pillsburry foi a escolhida para desenvolver sistemas de controle efetivo sobre a 
cadeia alimentar e, após intensa avaliação, ela concluiu que seria necessário estabelecer controle 
em todas as etapas de preparação do alimento e também sobre matéria-prima, ambiente, processo, 
pessoas diretamente envolvidas, estocagem, transporte e distribuição. 
O Sistema APPCC vem sendo adotado em várias partes do mundo, não só por garantir a segurança 
dos produtos alimentícios, mas também por reduzir os custos e aumentar a lucratividade, já que 
minimiza perdas. Contribui para a saúde e maior satisfação do consumidor e torna as empresas 
mais competitivas, com chances de ampliar suas possibilidades de conquista de novos mercados, 
principalmente o externo. É um sistema preventivo e, portanto, diminui a necessidade da realização 
de análises laboratoriais durante o processo, exigindo-as basicamente para a verificação do 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
8 SEGMENTO MESA 
APRESENTAÇÃO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
sistema. Além disso, é um sistema lógico, prático, econômico e dinâmico. Como processo de 
controle transparente e confiável, constitui-se na ferramenta de gestão mais eficaz na obtenção 
de alimentos seguros para a saúde do consumidor. Vale aqui dizer que os princípios do APPCC são 
aplicáveis a todos os segmentos da cadeia alimentar, desde o campo até à mesa do consumidor. 
No Brasil, em 1993, o atual Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu 
normas e procedimentos para a implantação do Sistema APPCC nos estabelecimentos de pescados 
e derivados. No mesmo ano, o Ministério da Saúde, através de sua Portaria n.º1.428, estabeleceu 
obrigatoriedade de procedimentos, a vigorar a partir de 1994, para a implantação do Sistema 
APPCC nas indústrias de alimentos. 
Mas, afinal, em que se baseia o Sistema APPCC? Na identificação e no controle de perigos de 
natureza biológica, física ou química, relacionados com a saúde do consumidor, em pontos 
específicos no fluxo de preparo dos alimentos (chamados de pontos críticos de controle), com o 
objetivo de evitá-los, eliminá-los ou reduzi-los a níveis seguros. O Sistema APPCC ajuda a: 
• identificar os alimentos e os procedimentos com maiores probabilidades de provocar doenças 
de origem alimentar; 
• desenvolver procedimentos que reduzam o risco de um surto de doença transmitida por alimentos; 
• monitorar procedimentos para conservar os alimentos seguros e 
• verificar se o alimento servido é efetivamente seguro. 
Em março de 1998 foi criado o Projeto APPCC - Indústria que teve inicialmente como parceiros o 
Senai, o Sebrae, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Ministério da Saúde, e a 
Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias). Em seu primeiro ano de atividades, 
trabalhou na criação de materiais técnicos, de divulgação e de sensibilização para a utilização do 
Sistema APPCC pelas indústrias de carnes, laticínios, sorvetes, pescados e vegetais. Também 
realizou, em diversos estados do país, seminários de sensibilização de empresários e treinamentos 
de consultores e técnicos de empresas para a elaboração do plano e a implementação do Sistema. 
Um fato marcante e de muita importância para o Projeto foi a sua inclusão como Meta Mobilizadora 
Nacional no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), abrindo o leque de ações 
para outros segmentos da cadeia produtiva, como produção primária, transporte, distribuição e 
alimentos prontos para o consumo. 
Com a experiência adquirida e em decorrência dos resultados altamente positivos com o Projeto 
APPCC - Indústria, foi possível a expansão das ações para outro elo da cadeia produtiva, na 
ponta da comercialização, instituindo-se o Projeto APPCC - Mesa, que tem como objetivos 
principais:
SEGMENTO MESA 9 
APRESENTAÇÃO 
• difundir o Sistema APPCC nas empresas ou nos prestadores de serviços de preparo/produção 
de alimentos diretamente para o consumidor, como cozinhas industriais e hospitalares, 
restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, quiosques e ambulantes; 
• dar subsídios para os produtores de alimentos elaborarem seu Plano APPCC; 
• auxiliar a ação do Ministério da Saúde na adaptação dos requisitos legais quanto à fiscalização 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
sanitária. 
Em agosto de 2002, o Projeto APPCC passou a ser denominado Programa Alimentos Seguros - 
PAS, conferindo um caráter contínuo, como deve ser a visão de um programa de segurança 
alimentar e mostrando a verdadeira dimensão das ações que vinham sendo desenvolvidas com o 
objetivo de estabelecer, em nível nacional, as condições requeridas para a produção de alimentos 
seguros em toda cadeia produtiva, sendo o Sistema APPCC uma das ferramentas empregadas 
nestas ações. 
A implantação do Sistema APPCC no segmento mesa baseia-se numa série de etapas inerentes à 
produção dos alimentos, incluindo todas as operações que ocorrem desde a obtenção da matéria-prima 
até o consumo do alimento. É importante salientar que como ferramenta de controle deve 
ser utilizada adequadamente, e que a análise dos perigos é específica para cada produto ou 
preparação considerada. Também cabe ressaltar que o método deve ser revisado sempre que 
novos perigos forem identificados ou quando ocorrer alguma modificação no modo de preparo 
ou a incorporação de novos ingredientes. 
E como implantar o Sistema APPCC no segmento mesa? A partir da elaboração de um Plano APPCC 
específico para cada grupo de produtos/processos, considerando que os princípios que integram 
o Sistema são aplicáveis a toda e qualquer atividade relacionada com alimentos. Para isso, todo 
o pessoal envolvido deve estar consciente da importância de sua participação como elemento 
indispensável para a obtenção do sucesso desejado.
SUMÁRIO 
Introdução ................................................................................................ 13 
Capítulo 1: O SISTEMA APPCC ........................................................................ 15 
O que é o Sistema APPCC ............................................................ 15 
Por que utilizar o Sistema APPCC................................................. 16 
Como utilizar o Sistema APPCC ................................................... 17 
Conceitos.................................................................................. 17 
Capítulo 2: PRÉ-REQUISITOS PARA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC .................... 21 
Capítulo 3: ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ...................................................... 25 
Procedimentos preliminares ....................................................... 25 
O Plano APPCC ........................................................................... 27 
Capítulo 4: DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC.......................... 30 
Princípio 1: Análise dos perigos e caracterização 
das medidas preventivas ............................................................ 31 
Princípio 2: Identificação dos Pontos Críticos de Controle ............. 34 
Princípio 3: Estabelecimento dos limites críticos 
para cada PCC ............................................................................ 35 
Princípio 4: Estabelecimento dos procedimentos 
de monitorização....................................................................... 35
Princípio 5: Estabelecimento das ações corretivas........................ 37 
Princípio 6: Estabelecimento dos procedimentos de 
registro e documentação ............................................................ 38 
Princípio 7: Estabelecimento dos procedimentos de 
verificação ................................................................................ 39 
ANEXOS E APÊNDICES ................................................................................. 41 
PARTE ESPECÍFICA ...................................................................................... 77 
Capítulo 1: COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL ............................... 83 
Hortifrutigranjeiros (hortaliças, legumes e frutas) 
servidos crus ............................................................ 84 
Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, 
adicionados de hortifrutigranjeiros crus, ou produtos 
industrializados, ou cárneos cozidos ou não .............. 105 
Capítulo 2: COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER ..... 159 
Capítulo 3: BARES E LANCHONETES .............................................. 175 
Capítulo 4: AMBULANTES ........................................................... 239 
Capítulo 5: PADARIAS E CONFEITARIAS ......................................... 255 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ................................................................. 295 
BIBLIOGRAFIA ......................................................................................... 313
SEGMENTO MESA 13 
INTRODUÇÃO 
INTRODUÇÃO 
O presente guia tem como objetivo orientar a elaboração do Plano APPCC nas empresas de 
alimentos no Segmento Mesa, que engloba: cozinhas hospitalares, industriais e comerciais; 
caterers; bares, lanchonetes e similares; padarias e similares. Além disso, oferece subsídios para 
as empresas produtoras de alimentos elaborarem os Planos APPCC e auxilia a ação do Ministério 
da Saúde (MS) na adaptação dos requisitos legais. 
A estrutura adotada para construção e apresentação deste guia encontra-se descrita a seguir: 
• O Sistema APPCC: define o que é o Sistema APPCC e seus conceitos mais importantes e esclarece 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
por que e como utilizá-lo; 
• Pré-requisitos para implantação do Sistema APPCC: mostra os compromissos necessários da 
alta administração, bem como o que a empresa deve ter, no que se refere às Boas Práticas 
(BP), para que se possa iniciar a implantação do Sistema APPCC; 
• Elaboração do Plano APPCC: neste tópico, mostram-se os procedimentos preliminares para a 
elaboração do Plano e o modo como é constituído. Os detalhes fornecidos permitem a elaboração 
do Plano APPCC; 
• Detalhamento dos princípios do Sistema APPCC: os sete princípios do Sistema APPCC são 
descritos e abordados de maneira a mostrar as ações necessárias, com o apoio dos formulários 
e apêndices que compõem o guia, que visam facilitar a elaboração do Plano pelos Responsáveis 
Técnicos das empresas de alimentos; 
• Anexos e apêndices: para auxiliar a elaboração do Plano, bem como para fornecer informações 
úteis à análise e às decisões dos Responsáveis Técnicos das empresas, foram anexadas tabelas 
que relacionam os perigos e suas características, bem como as medidas preventivas que podem 
ser adotadas para controlá-los. 
A aplicação do Sistema APPCC facilita o trabalho dos gerentes e seus supervisores, bem como 
orienta o trabalho dos manipuladores de alimentos.
SEGMENTO MESA 15 
O SISTEMA APPCC 
1O SISTEMA 
APPCC 
O QUE É O SISTEMA APPCC 
O Sistema APPCC é baseado numa série de etapas inerentes ao processo de produção de alimentos, 
a começar pela obtenção da matéria-prima, até o consumo do alimento, fundamentando-se na 
identificação dos perigos potenciais à segurança do alimento, bem como nas medidas para o 
controle das condições que geram os perigos. 
O Sistema APPCC é racional porque se baseia em dados registrados sobre as causas das doenças 
de origem alimentar e enfatiza as etapas críticas onde o controle é essencial. O Sistema APPCC é 
lógico e compreensível porque considera as matérias-primas, as etapas de preparo e usos 
subseqüentes dos produtos ou preparações. É contínuo, uma vez que os problemas são detectados 
antes ou no momento em que ocorrem, possibilitando que as ações corretivas sejam imediatamente 
aplicadas. É sistemático porque é um plano completo, cobrindo todas as etapas e medidas de 
controle, reduzindo, assim, os riscos de doenças alimentares. 
O Sistema APPCC constitui-se numa poderosa ferramenta de gestão, garantindo uma dinâmica de 
efetivo controle dos perigos. É importante salientar que é uma ferramenta que deve ser utilizada 
adequadamente e que a análise é específica para cada produto ou preparação considerada. O 
método deve ser revisto sempre que novos perigos forem identificados ou quando ocorrer qualquer 
modificação no modo de preparo ou incorporação de novos ingredientes. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
16 SEGMENTO MESA 
O SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O Sistema APPCC tem como objetivo identificar os perigos relacionados com a saúde do consumidor 
que podem ser gerenciados nas etapas de preparo, estabelecendo formas de controle para garantir 
a segurança do produto ou preparação e a inocuidade para o consumidor. Entretanto, pelas 
facilidades e segurança que proporciona, o Sistema tem sido utilizado com êxito por inúmeras 
empresas para controlar aspectos de qualidade e de fraude econômica. 
POR QUE UTILIZAR O SISTEMA APPCC 
A segurança dos produtos alimentícios é a principal e primeira responsabilidade da empresa de 
alimentos, além de outras características de qualidade, como aspecto, sabor e custo. 
A certificação da qualidade e/ou segurança do produto por análise de produto final (acabado) é 
relativa e de alcance limitado. Por mais rigorosos que sejam os planos de amostragem, a 
caracterização de 100% das preparações ou dos produtos elaborados dificilmente é alcançada 
em condições práticas. Além desse aspecto, deve-se considerar que as análises microbiológicas 
são determinações cujos resultados são demorados e de custo elevado. 
O Sistema APPCC, em contrapartida, está designado para os controles durante a produção e tem 
por base princípios e conceitos preventivos. Identificando-se as etapas e os pontos nos quais os 
perigos podem ser controlados (prevenção de contaminação, eliminação, redução, etc.), podem-se 
aplicar medidas que garantam a eficiência do controle. Vale relembrar que os perigos 
considerados são os de natureza física, química e biológica. 
São os seguintes os principais benefícios que o Sistema APPCC proporciona: 
- Oferecer um alto nível de segurança aos alimentos; 
- Facilitar o trabalho dos gerentes e seus supervisores, bem como orientar o trabalho dos 
manipuladores de alimentos; 
- Contribuir para a redução de custos, o que corresponde a um aumento de produtividade com qualidade 
e segurança, evitando o retrabalho, as perdas de matérias-primas e o uso de técnicas não validadas; 
- Contribuir para a consolidação da imagem e da credibilidade da empresa junto aos clientes, 
aumentando seu nível de competitividade tanto no mercado interno como no externo. Nesse 
sentido, vale apontar inclusive a importância no Setor de Turismo; 
- Trazer um expressivo ganho institucional, uma vez que valoriza o trabalho em equipe e eleva 
a auto-estima dos seus integrantes; as pessoas envolvidas passam a ter consciência do que 
fazem e por que fazem, ganhando autoconfiança e satisfação por produzirem alimentos com 
alto nível de segurança;
SEGMENTO MESA 17 
O SISTEMA APPCC 
- Reduzir a necessidade de testes dos produtos acabados, no que se refere à determinação de 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
contaminantes; 
- Trazer à pauta o aspecto legal referente à implantação do Sistema nas empresas: as legislações 
sanitárias de todos os países estão se modificando para, em breve, tornar o APPCC obrigatório 
a toda empresa processadora de alimentos. 
COMO UTILIZAR O SISTEMA APPCC 
O Sistema APPCC é aplicável em todo o processo de obtenção e elaboração de alimentos, desde a 
produção primária até seu consumo final. Os princípios que integram o Sistema são aplicáveis em 
toda e qualquer atividade relacionada com alimentos. No entanto, um Plano APPCC, que é específico 
para um determinado produto e processo, é dirigido – prioritariamente – para as etapas de 
processos industriais. 
Todo o pessoal que participa do processo produtivo do setor alimentício deve estar envolvido 
com a implementação dos princípios do Sistema APPCC e, quando for o caso, na elaboração do 
Plano APPCC. 
CONCEITOS 
Ação corretiva: Procedimento ou ação a ser adotado quando se constata que um critério ou 
limite crítico encontra-se fora dos limites estabelecidos. 
Análise de Perigos: Consiste na identificação e avaliação de perigos potenciais, de natureza 
física, química e biológica, que representam riscos à saúde do consumidor. 
APPCC: Sistemática de procedimentos que tem por objetivos identificar, avaliar e controlar os 
perigos para a saúde do consumidor e caracterizar os pontos e controles considerados críticos 
para assegurar a inocuidade dos alimentos. 
Controlar: Gerenciar as ações de operação para mantê-las de acordo com os limites pré-estabelecidos 
(controlar um processo). 
Controle: O estado no qual procedimentos corretos estão sendo aplicados e a etapa ou processo 
está de acordo com os limites pré-estabelecidos (a etapa está sob controle). 
Critério: Requisito no qual é baseada a tomada de decisão ou julgamento.
18 SEGMENTO MESA 
O SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Não-conformidade: Não atendimento aos limites críticos estabelecidos para os critérios 
selecionados. 
Diagrama decisório dos PCC (árvore decisória): Seqüência de perguntas para determinar se 
uma matéria-prima ou etapa do processo é um Ponto Crítico de Controle (PCC). 
Equipe APPCC: Grupo de profissionais responsável pelo desenvolvimento e implantação do Plano 
APPCC. 
Etapa: Procedimento, ponto ou estágio de um processo produtivo ou de um produto ou 
preparação, desde a aquisição de matérias-primas até o consumo final. 
Limite crítico: Valores ou atributos máximos e/ou mínimos estabelecidos para cada critério e 
que, quando não atendidos, significam impossibilidade de garantia da segurança do alimento. 
Limite de segurança: Valores ou atributos próximos aos limites críticos que são adotados como 
medida de segurança para reduzir a possibilidade desses limites não serem atendidos. 
Medida de Controle (medida preventiva): Qualquer ação ou atividade que pode ser adotada 
para prevenir, eliminar ou reduzir um perigo à saúde do consumidor. As medidas de controle se 
referem às fontes e aos fatores que interferem com os perigos, tais como: possibilidade de 
introdução, sobrevivência e/ou multiplicação de agentes biológicos e introdução e permanência 
de agentes físicos ou químicos no alimento. Atualmente, o termo medida de controle é considerado 
mais adequado que o termo medida preventiva, segundo o CODEX Alimentarius. 
Monitor: Indivíduo que conduz a monitorização. 
Monitorização (monitoração): Seqüência planejada de observações ou mensurações devidamente 
registradas que permitem avaliar se um perigo está sob controle. 
Perigo: Contaminante de natureza biológica, química ou física, ou condição do alimento* que 
pode causar dano à saúde ou à integridade do consumidor. O conceito de perigo poderá ser mais 
abrangente para aplicação industrial ou governamental, considerando aspectos de qualidade, 
fraude econômica e deteriorações, dentre outros. 
* cianeto em mandioca, solanina em batata e outros que, quando crus, são tóxicos, mas quando 
cozidos, não. 
Perigo significativo: Perigo de ocorrência possível e/ou com potencial para resultar em risco 
inaceitável à saúde do consumidor. 
Plano APPCC: Documento elaborado para um produto / grupo de produtos, de acordo com a 
seqüência lógica, onde constam todas as etapas e justificativas para a sua estruturação.
SEGMENTO MESA 19 
O SISTEMA APPCC 
Ponto de controle (PC): Para efeito deste manual, são considerados como pontos de controle os 
pontos ou etapas que afetam a segurança, mas que são controlados prioritariamente por 
procedimentos e programas de pré-requisitos (Boas Práticas, Procedimentos-padrão de Higiene 
Operacional - PPHO). 
Ponto crítico de controle (PCC): Qualquer ponto, etapa ou procedimento no qual se aplicam 
medidas de controle (preventivas) para manter um perigo significativo sob controle, com o 
objetivo de eliminar, prevenir ou reduzir os riscos à saúde do consumidor. 
Programa de pré-requisitos: Procedimentos, incluindo as Boas Práticas e Procedimentos-padrão 
de Higiene Operacional - PPHO, que constituem a base higiênico-sanitária, e que são necessários 
para a adequada implantação do Sistema APPCC. 
Registro: Documento específico para dados/ resultados/ leituras específicas. 
Risco: Estimativa da probabilidade (possibilidade) de ocorrência de um perigo. O risco pode ser 
classificado em alto, médio e baixo. 
Severidade: Dimensionamento da gravidade do perigo quanto às conseqüências resultantes de 
sua ocorrência. Pode ser classificada em alta, média e baixa. 
Sistema APPCC: Sistema utilizado para garantir a segurança do alimento, composto por um 
conjunto de 7 princípios – Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas; 
Identificação dos pontos críticos de controle (PCC); Estabelecimento dos limites críticos para 
cada PCC; Estabelecimento dos procedimentos de monitorização; Estabelecimento das ações 
corretivas; Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação; Estabelecimento 
dos procedimentos de verificação. 
Seqüência lógica: Etapas seqüenciais para elaboração do Plano APPCC: formação da equipe; 
descrição do produto / grupo de produtos específico; intenção de uso do produto; elaboração 
do fluxograma do processo; confirmação in-loco do fluxograma e os 7 princípios do Sistema. 
Variável: Característica de natureza física (tempo, temperatura, atividade de água, etc.), química 
(concentração de sal, de ácido cítrico, etc.), biológica (presença de Salmonella, etc.) ou sensorial 
(odor, sabor, etc.). 
Verificação: Uso de métodos, procedimentos ou testes para validar, auditar, inspecionar, calibrar, 
com a finalidade de assegurar que o Plano APPCC está em concordância com o Sistema APPCC e é 
cumprido operacionalmente e/ou necessita de modificação e revalidação. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
PARTE GERAL 21 
PRÉ-REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC 
PRÉ-REQUISITOS 
PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA 
APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
2A 
s Boas Práticas (BP) são pré-requisitos fundamentais, constituindo-se na base higiênico-sanitária 
para implantação do Sistema APPCC. Quando o programa de BP não é eficientemente 
implantado e controlado, Pontos Críticos de Controle adicionais são identificados, monitorizados 
e mantidos sob a égide do Plano APPCC. Portanto, a implantação das Boas Práticas irá simplificar 
e viabilizar o Plano APPCC, assegurando sua integridade e eficiência, com o objetivo de garantir 
a segurança dos alimentos. 
Os seguintes aspectos devem ser contemplados no Programa de Boas Práticas: 
• Projetos dos prédios e instalações (instalações hidráulicas, elétricas, pisos e paredes, áreas 
externas, armazenamento de lixo); 
• Programa de qualidade da água – potabilidade da água; 
• Controle integrado de pragas (insetos, roedores, pássaros); 
• Higiene das instalações; 
• Equipamentos e utensílios (manutenção preventiva dos equipamentos); 
• Higiene de equipamentos e utensílios; 
• Manipuladores (higiene pessoal – higiene corporal, controle de doenças, uso de uniformes, 
toucas e calçados limpos e adequados, evitar atitudes não-higiênicas, tais como tocar o produto 
com as mãos, comer, fumar na área de processo);
22 PARTE GERAL 
PRÉ-REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
• Procedimentos operacionais (controlados pelo APPCC): 
(a) Recebimento de matérias-primas e estocagem – áreas apropriadas para estoque de matérias-primas, 
descartáveis, produtos químicos e insumos; 
(b) Armazenamento à temperatura ambiente e à temperatura controlada; 
(c) Pré-preparo (descongelamento, dessalgue, higiene de alimentos); 
(d) Preparo (cozimento, resfriamento, reaquecimento, manutenção, distribuição, transporte); 
(e) Sobras; 
(f) Amostras. 
• Registros e controles; 
• Procedimentos sobre reclamações dos consumidores – deve ser mantido um registro de todas 
as reclamações e das ações adotadas pelo setor competente; 
• Garantia e controle de qualidade – atividades que complementam as Boas Práticas; estabelecem 
especificações de qualidade e inspecionam matérias-primas, produtos auxiliares e material de 
embalagem e executam avaliações de higiene nas áreas da unidade de produção; 
• Treinamentos periódicos para os funcionários, iniciando-se com a integração à empresa, 
tornando-os responsáveis e comprometidos com a qualidade dos serviços. A chefia deverá 
estar sempre reforçando o treinamento e orientando os funcionários. 
As BP são necessárias para controlar as possíveis fontes de contaminação cruzada e para garantir 
que o produto atenda às especificações de identidade e qualidade. 
Com relação às Boas Práticas foram publicadas as Portarias no 326 de 30/07/97 da Secretaria de 
Vigilância Sanitária e CVS nº 6 de 10/03/99 da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que 
regulamentam as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas para estabelecimentos 
produtores / industrializadores de alimentos. 
A avaliação dos pré-requisitos para o Sistema APPCC é exigida no Plano APPCC a ser enviado para 
o MS, sendo da equipe de trabalho a responsabilidade de “realizar estudos visando analisar a 
situação do estabelecimento e traçar a estratégia para alcançar os objetivos finais”. 
No “Guia de Verificação do Sistema APPCC”, encontram-se propostas de avaliação destes pré-requisitos. 
Os Procedimentos-padrão de Higiene Operacional (PPHO) representam um programa escrito a 
ser desenvolvido, implantado, monitorado e verificado pelos estabelecimentos, para as BP 
consideradas como pré-APPCC.
PARTE GERAL 23 
PRÉ-REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Os programas de PPHO são: 
• Qualidade da água; 
• Higiene das superfícies de contato com o produto; 
• Prevenção de contaminação cruzada; 
• Higiene pessoal; 
• Proteção dos produtos contra contaminação do produto; 
• Identificação e estocagem adequada dos produtos tóxicos; 
• Saúde dos manipuladores; 
• Controle integrado de pragas. 
Todas as condições de higiene operacional devem ser monitorizadas e registradas, devendo-se 
adotar ações corretivas sempre que se observarem desvios, sendo que sua ocorrência deverá ser 
registrada.
PARTE GERAL 25 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
3PROCEDIMENTOS PRELIMINARES 
Comprometimento da direção 
A direção e os supervisores devem estar conscientes e comprometidos com o Sistema e, para 
tanto, devem ser informados e sensibilizados para a importância e benefícios de sua implantação. 
Definição de um coordenador para o programa 
Devem ser delegadas responsabilidades para o Responsável Técnico II, que será treinado para 
liderar o programa. 
Formação da equipe multidisciplinar 
Formação da equipe multidisciplinar (Formulário C) com representantes das áreas de aquisição, 
recebimento, produção, higienização, controle de qualidade, manutenção, transporte e 
distribuição. A equipe deve incluir pessoas que estejam diretamente envolvidas no processamento 
do alimento, em função de sua maior familiaridade com a diversidade e as limitações das 
operações. Deve-se tentar trabalhar com um número mínimo de 3 e máximo de 7 pessoas. No 
caso de microempresas, este número pode ser menor. A equipe poderá contar com assessores
26 PARTE GERAL 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
para fornecer informações específicas, como a identificação de perigos significativos para um 
determinado produto e processo. Na seleção da equipe, deve-se dar ênfase às pessoas que irão: 
• identificar os perigos e as respectivas medidas preventivas; 
• determinar os riscos e a severidade dos perigos; 
• caracterizar os pontos críticos de controle; 
• verificar limites críticos e formas de monitorizar os pontos críticos de controle; 
• estabelecer procedimentos para as situações de desvio dos limites críticos; 
• estabelecer, revisar e conservar registros dos controles; 
• determinar procedimentos de verificação. 
Disponibilidade de recursos e necessidades 
Devem ser alocados recursos para o programa, envolvendo aquisição de equipamentos apropriados 
e de boa qualidade para medir temperatura, concentração das soluções cloradas e outros itens, 
de acordo com as variáveis a serem mensuradas. Deve existir um programa de manutenção 
preventiva e de calibração de todos os equipamentos utilizados nas atividades de monitorização. 
Treinamento da equipe 
O pessoal selecionado deve ter conhecimento e receber treinamento e assessoria para a utilização 
dos equipamentos envolvidos no preparo de alimentos; fluxograma de processo; microbiologia 
de alimentos; aspectos epidemiológicos das doenças de origem alimentar, fatores que as propiciam, 
formas de ocorrência e severidade; assim como princípios e técnicas do Sistema APPCC. 
O treinamento é essencial para a equipe, proporcionando motivação e estímulo, bem como 
condições para a aplicação do Sistema APPCC Segmento Mesa. 
Com relação a este tópico, o MS (Portaria nº 1428/1993) cita que, na implantação do Plano, a 
empresa deve garantir condições para que todas as pessoas sejam capacitadas, facilitando sua 
participação em treinamentos necessários para garantir o desempenho adequado em cada função. 
A empresa deve incluir no Plano APPCC, um “Programa de Capacitação Técnica” que preveja a 
capacitação contínua, de forma a propiciar a atualização e a reciclagem dos envolvidos.
PARTE GERAL 27 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O PLANO APPCC 
Trata-se de um documento formal que reúne as informações-chave elaboradas pela equipe do 
APPCC, contendo todos os detalhes do que é crítico para a produção de alimentos seguros. 
A seguir, são apresentadas as etapas para a elaboração do Plano, bem como o seu detalhamento: 
• Definição dos objetivos; 
• Identificação e organograma da empresa; 
• Avaliação de pré-requisitos; 
• Programa de capacitação técnica (Equipe – Etapa 1 da Seqüência Lógica); 
• Descrição do produto ou grupo de produtos e uso esperado (Etapas 2 e 3); 
• Elaboração do fluxograma de processo (Etapa 4); 
• Validação do fluxograma de processo (Etapa 5); 
• Aplicação dos princípios do Sistema APPCC: 
Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas (Etapa 6, Princípio 1); 
Identificação dos pontos críticos de controle (PCC) (Etapa 7, Princípio 2); 
Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC (Etapa 8, Princípio 3); 
Estabelecimento dos procedimentos de monitorização (Etapa 9, Princípio 4); 
Estabelecimento das ações corretivas (Etapa 10, Princípio 5); 
Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação (Etapa 11, Princípio 6); 
Estabelecimento dos procedimentos de verificação (Etapa 12, Princípio 7). 
Definição dos objetivos 
O Sistema APPCC foi estabelecido como instrumento para gerenciar a segurança (inocuidade) 
dos alimentos, e este deve ser o enfoque principal na definição dos objetivos de sua implantação. 
Embora ainda hoje seja esta sua principal utilização, esta concepção pode facilmente aplicar-se 
ao controle de outros aspectos, tais como deteriorações. Devem-se, também, levar em consideração 
as exigências do órgão regulador ao qual a empresa deverá apresentar o Plano.
28 PARTE GERAL 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Identificação e organograma da empresa 
Na apresentação do Plano APPCC, deverão constar informações como: razão social da empresa, 
endereço, localidade, UF, CEP, fone, fax, e-mail,CNPJ, IE ou IM, responsável técnico, categoria do 
estabelecimento, relação das preparações ou serviços executados, destino da produção – 
Formulário A). O organograma da empresa deverá ser apresentado em formulário próprio. Deverão 
também constar os nomes e as funções e atribuições dos responsáveis pela elaboração, 
implantação, acompanhamento e revisão do programa. O responsável técnico (RT II) pela 
execução do Programa APPCC deverá ter poder decisório sobre os assuntos pertinentes ao Programa 
(Formulários A e B). 
Avaliação de pré-requisitos 
Como as Boas Práticas são a base higiênico-sanitária para a implantação do Sistema APPCC, é 
imprescindível que o estabelecimento já tenha aquele programa devidamente implantado e 
controlado. Em conseqüência, é fundamental avaliar esse pré-requisito e, se necessário, 
providenciar sua implantação ou adaptação. 
Programa de capacitação técnica 
O Responsável Técnico pelo estabelecimento, juntamente com a equipe responsável pela 
implantação do APPCC, deverá se submeter a um treinamento especializado sobre o Sistema. 
Caso as BP não estejam funcionando adequadamente, o programa de capacitação sobre este 
tema deverá anteceder a capacitação sobre o Sistema propriamente dito. 
Descrição do produto ou grupo de produtos e uso esperado 
A equipe deverá descrever o produto ou grupo de produtos e como e por quem será consumido. 
Informações sobre ingredientes, características da preparação final, forma de distribuição da 
preparação, prazo de validade e instruções de rotulagem (quando aplicável) deverão estar contidas 
nesta descrição. Os tipos de distribuição e de exposição à venda devem ser levados em consideração 
(Formulário D). 
Produtos elaborados devem ser distribuídos em grupos cujos processos de produção possuam 
similaridade. Por exemplo: pode-se ter uma salada de alface e uma salada de tomates em um 
mesmo grupo, que será denominado Hortifrutigranjeiros servidos crus, pois sofrem o mesmo 
processo de preparação. O destino do produto também é de importância, pois o consumidor 
pode apresentar maior susceptibilidade a determinado grupo (lactentes, imunodeprimidos).
PARTE GERAL 29 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Elaboração do fluxograma de processo 
O objetivo do fluxograma é proporcionar uma descrição clara, simples e objetiva das etapas 
envolvidas no preparo do alimento. É uma etapa fundamental do Plano APPCC que permite à 
equipe APPCC conhecer e descrever o processo de preparo. É a base para a identificação dos PCC 
e para a aplicação das medidas preventivas relacionadas com os perigos identificados. 
Determinadas informações devem ser consideradas e descritas separadamente, tais como: 
ingredientes utilizados, procedimentos em cada etapa de preparo, equipamentos e utensílios 
usados, origem e procedência da contaminação, condições de tempo e temperatura às quais os 
alimentos são submetidos em cada etapa de preparo. 
A escolha do estilo do fluxograma de preparação depende de cada empresa e não existe regra 
estabelecida para sua apresentação. Os fluxogramas que apresentam palavras e campos são os 
mais fáceis de serem elaborados e utilizados (Formulário E). 
Validação do fluxograma de processo 
A equipe APPCC deve verificar in loco se o fluxograma de preparação elaborado corresponde à 
realidade do mesmo, já que a definição dos pontos críticos de controle depende de sua exatidão.
PARTE GERAL 31 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC 
DETALHAMENTO 
DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA 
APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
4C 
omo já explicitamos anteriormente, o Sistema APPCC está fundamentado em sete princípios 
adotados pelo Codex Alimentarius e pelo NACMCF (National Advisory Committee on Microbiological 
Criteria for Foods): 
• Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas; 
• Identificação dos pontos críticos de controle (PCC); 
• Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC; 
• Estabelecimento dos procedimentos de monitorização; 
• Estabelecimento das ações corretivas; 
• Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação; 
• Estabelecimento dos procedimentos de verificação. 
Segue-se o detalhamento de cada um destes princípios:
32 PARTE GERAL 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PRINCÍPIO 1 
Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas 
A análise de perigos e a identificação de medidas preventivas correspondentes são efetuadas 
contemplando os seguintes objetivos: 
• Identificar perigos significativos e caracterizar as medidas preventivas correspondentes; 
• Modificar uma etapa de preparo para garantia da segurança, quando necessário; 
• Servir de base para a identificação dos pontos críticos de controle (PCC). 
O enfoque do Sistema APPCC é assegurar a inocuidade dos alimentos, sendo o “perigo” definido 
como a contaminação inaceitável de natureza biológica, química ou física que possa causar dano 
à saúde do consumidor. 
Os perigos microbiológicos são os mais freqüentemente envolvidos em casos ou surtos de doenças 
transmitidas por alimentos, por isso devem receber prioridade na implantação do Sistema APPCC. 
Classificação dos Perigos: 
• Perigos biológicos: Bactérias patogênicas e suas toxinas, vírus e parasitos patogênicos. 
Informações complementares nos apêndices B, C, D e E. 
• Perigos químicos: Toxinas de moluscos bivalves (paralisantes, neurotóxicas, amnésicas e 
diarréicas, entre outras), toxinas fúngicas (micotoxinas), metabólitos tóxicos de origem 
microbiana (histaminas e tetrodotoxinas), pesticidas, herbicidas, contaminantes inorgânicos 
tóxicos, antibióticos, aditivos e coadjuvantes alimentares tóxicos, lubrificantes e tintas, 
desinfetantes, sanitizantes, detergentes, entre outros. Informações complementares nos 
apêndices D e E. 
• Perigos Físicos: Fragmentos de vidros, metais, madeira ou objetos que podem causar um 
dano ao consumidor (ferimento de boca, quebra de dentes e outros que exijam intervenções 
cirúrgicas para sua retirada do organismo do consumidor). Informações complementares nos 
apêndices D e E. 
A equipe deve conduzir a análise de perigos e identificar as etapas do processo onde os perigos 
potenciais podem ocorrer (Formulários F e G). Os diferentes tipos de perigos podem provocar 
conseqüências de gravidade variável para os seres humanos, resultando em diferentes graus de 
severidade das patologias.
PARTE GERAL 33 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Avaliação da severidade 
Perigos biológicos 
Alta – são as patologias resultantes de contaminações por microrganismos ou suas toxinas com 
quadro clínico muito grave. Exemplos: toxinas de Clostridium botulinum, Salmonella Typhi, Shigella 
dysenteriae, Víbrios cholerae O1, Brucella melitensis, Clostridium perfringens tipo C, Vírus da hepatite, 
Listeria monocytogenes (em alguns pacientes), Taenia solium (em alguns casos) e outros. 
Média – são as patologias resultantes da contaminação por microrganismos de patogenicidade 
moderada, mas com possibilidade de disseminação extensa. Exemplos: Escherichia coli 
enteropatogênica, Salmonella sp, Shigella sp, Streptococcus ß hemolítico, Víbrios parahaemolyticus. 
Baixa – são as patologias resultantes da contaminação por microrganismos de patogenicidade 
moderada, mas com possibilidade de disseminação restrita. Exemplos: Bacillus cereus, Clostridium 
perfringens tipo A, toxina do Staphylococcus aureus, maioria dos parasitos, histamina e outros. 
Observação: Dependendo do consumidor, esta classificação pode ser mudada. Para 
imunodeprimidos, por exemplo, agentes considerados de severidade média ou baixa poderiam 
representar severidade alta. 
Perigos químicos 
Alta – contaminações dos alimentos por substâncias químicas proibidas (certos agrotóxicos e 
produtos veterinários) ou usadas indevidamente (agrotóxicos e produtos veterinários), certos 
contaminantes inorgânicos, como o mercúrio, ou aditivos químicos que podem provocar casos 
de alergias severas ou intoxicações quando em quantidades elevadas, ou que podem causar dano 
a determinadas classes de consumidores. Toxinas microbianas (micotoxinas) e metabólitos tóxicos 
de origem microbiana também são exemplos. 
Baixa – substâncias químicas permitidas no alimento que podem causar reações moderadas, 
como alergias leves e passageiras. Exemplo: uso inadequado de aditivos, como os sulfitos, resíduo 
de detergentes e sanificantes. 
Perigos físicos 
Alta – representados por materiais como pedras, vidros, agulhas, metais e objetos pontiagudos 
ou cortantes, que podem causar danos ou causar injúrias, podendo até ser risco de vida para o 
consumidor. 
Baixa – representados por materiais estranhos que normalmente não causam injúrias ou danos à 
integridade física do consumidor, como sujidades leves e pesadas (areia, terra, serragem, insetos 
inteiros, fragmentos, excrementos de insetos ou roedores, pêlos de roedores e outros), que 
podem, porém, causar choque emocional ou danos psicológicos, quando presentes no alimento.
34 PARTE GERAL 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Avaliação de riscos 
A avaliação de riscos deve considerar um estudo pormenorizado do fluxograma de produção e de 
cada etapa de preparo. Esta análise é específica para um determinado produto ou grupo de 
produtos, devendo ser revista e revalidada quando houver alterações, por exemplo, na matéria-prima 
utilizada, na técnica de preparo, e no uso previsto no destino ou na preparação. 
É importante destacar que, para um mesmo grupo de produtos, os perigos e riscos poderão variar 
em função de fatores como: 
• Fontes diferentes de ingredientes ou matérias-primas; 
• Tipos de instalações (área física); 
• Pequenas variações na receita; 
• Tipos de equipamentos disponíveis na unidade; 
• Tempo entre o preparo e a distribuição; 
• Experiência e conscientização do pessoal envolvido nas etapas de preparo. 
Resumidamente, a análise de perigos efetuada poderia ser subdividida nas seguintes etapas: 
• Análise detalhada dos perigos possíveis na matéria-prima a ser processada; 
• Avaliação das etapas do processo e sua influência na disseminação de perigos e aumento dos 
riscos; 
• Observação, no local, das condições de processamento; 
• Dados de análises microbiológicas para orientação e coleta de dados; 
• Análise final dos resultados. 
Estabelecimento de medidas preventivas 
Uma vez completada a análise de perigos, devem-se caracterizar as medidas preventivas de controle 
que podem ser adotadas no processo, visando eliminar, prevenir ou reduzir perigos químicos, 
físicos ou biológicos. A este respeito os Apêndices D e E (perigos biológicos, perigos químicos e 
perigos físicos) detalham algumas medidas de controle passíveis de adoção.
PARTE GERAL 35 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PRINCÍPIO 2 
Identificação dos pontos críticos de controle (PCC) 
PCC: qualquer ponto, etapa ou procedimento no qual se aplicam medidas de controle (preventivas), 
para manter um perigo significativo sob controle, com objetivo de eliminar, prevenir ou reduzir 
os riscos à saúde do consumidor. 
As Boas Práticas / PPHO, adotadas como pré-requisito do Sistema APPCC, são capazes de controlar 
muitos dos perigos identificados (Pontos de Controle – PC); porém, aqueles que não são 
controlados (total ou parcialmente) através dos programas de pré-requisitos devem ser 
considerados pelo Sistema APPCC. 
Os PCC são os pontos caracterizados como realmente críticos à segurança. As ações e esforços de 
controle dos PCC devem ser, portanto, concentrados. Assim, o número de PCC deve ser restrito ao 
mínimo e indispensável. 
No sistema adotado no presente manual, nos fluxogramas de processo e nas planilhas, os pontos 
críticos de controle são representados numa seqüência numérica de acordo com a ordem em que 
são detectados, com indicação, entre parênteses, se o perigo controlado é de natureza biológica 
(simbolizado por B ou M), química (Q) ou física (F). Exemplos: PCC1 (B) ou (M), PCC2 (M, F), 
PCC3 (Q), etc. 
É interessante assinalar que mais de um perigo pode ser controlado em um mesmo PCC, ou que 
mais que um PCC pode ser necessário para controlar um único perigo. 
Exemplos: 
• Patógenos bacterianos, virais e parasitários podem ser controlados pela etapa de cocção; 
• Salmonella pode ser controlada por cocção, acidificação e adição de aditivos. 
O Formulário H apresenta a tabela com identificação e registro dos pontos onde os perigos 
podem ser controlados com base nos pré-requisitos (PC) e/ou aqueles considerados como Pontos 
Críticos de Controle (PCC). 
Diagramas decisórios podem ser utilizados para auxiliar a determinação dos pontos críticos de 
controle (Anexos 2 , 3 e 4). 
Quando o conceito de perigo inclui aspectos de deteriorações, qualidade e outros, a distinção 
entre PC e PCC deve ter por base estrita o que é, justificadamente, considerado como crítico para 
o controle do perigo.
36 PARTE GERAL 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PRINCÍPIO 3 
Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC 
Limite crítico é um valor máximo e/ou mínimo de parâmetros biológicos, químicos ou físicos que 
assegure o controle do perigo. Os limites críticos são estabelecidos para cada medida preventiva 
monitorada dos PCC. 
Esses valores podem ser obtidos de fontes diversas, tais como: guias e padrões da legislação, 
literatura, experiência prática, levantamento prévio de dados, experimentos laboratoriais que 
verifiquem adequação e outros. 
Os limites críticos devem estar associados a medidas como: temperatura, tempo, concentração 
das soluções sanitizantes, pH, e outras. 
Exemplos: 
• Temperatura e tempo necessários para a inativação dos microrganismos patogênicos no processo 
de cocção e reaquecimento; 
• pH de determinadas matérias-primas para assegurar o não desenvolvimento de patógenos na 
preparação final; 
Podem-se, também, estabelecer limites de segurança com valores próximos aos limites críticos e 
adotados como medida de segurança para minimizar a ocorrência de desvios nos limites críticos. 
Exemplo: se no processo de cocção da carne assada, o limite crítico for “mínimo de 74 OC”, o 
limite de segurança adotado poderá ser “mínimo de 80 OC”. 
O parâmetro usado como limite crítico deve permitir leitura rápida ou imediata (pH, temperatura) 
de forma a permitir a retomada de controle imediata, ainda durante o processo. Assim, limites 
relacionados com determinações laboratoriais demoradas, como limite para Salmonellas, não 
são adequados, pois quando o resultado estiver disponível, o produto pode já ter sido totalmente 
consumido. 
PRINCÍPIO 4 
Estabelecimento dos procedimentos de monitorização 
A monitorização é uma seqüência planejada de observações ou mensurações para avaliar se um 
determinado perigo está sob controle e para produzir um registro fiel para uso futuro na verificação.
PARTE GERAL 37 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC 
A escolha da pessoa responsável pela monitorização (monitor) de cada PCC é muito importante 
e dependerá do número de PCC e de medidas preventivas, bem como da complexidade da 
monitorização. Os indivíduos que são escolhidos para monitorizar os PCC devem: 
• Ser treinados na técnica utilizada para monitorizar cada variável dos limites críticos; 
• Estar cientes dos propósitos e importância da monitorização; 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
• Ter acesso rápido e fácil à atividade de monitorização; 
• Proceder corretamente ao registro da atividade de monitorização, em tempo real. 
A monitorização contínua é preferível, mas quando não for possível será necessário estabelecer 
uma freqüência de controle para cada PCC. 
Para a implantação do Plano APPCC, os limites críticos para cada ponto crítico de controle são 
estabelecidos. Às vezes estes limites são representados por um valor mínimo, como os requisitos 
de tempo e temperatura de um tratamento térmico, ou um valor máximo como é o caso de 
armazenamento a temperaturas de refrigeração. Outros PCC necessitam que o processo se mantenha 
entre um limite máximo e outro mínimo; por exemplo, a concentração do cloro utilizado na 
higienização de hortifrutigranjeiros, em que o limite mínimo controla a segurança microbiológica, 
e o máximo é necessário para garantir a segurança química. Deve ser verificado, para cada PCC, se 
o processo está se mantendo em condições normais, dentro do limite definido. 
Os procedimentos de monitorização devem ser efetuados rapidamente porque se relacionam com 
o alimento durante o preparo e não existe tempo suficiente para a realização de métodos analíticos 
mais complexos e demorados. 
Exemplos: 
• Observações visuais – evisceração completa de pescado, espículas de ossos em carnes, presença 
de objetos em recipientes, dizeres de rotulagem relacionados com a segurança de uso, 
verificação de lacres; 
• Avaliações sensoriais – sentir o cheiro para identificar odores anormais, observar a cor do 
alimento para identificar coloração estranha e tocar para identificar texturas anormais e 
viscosidade; 
• Medições químicas – medição do pH de conservas e carnes in natura, do cloro utilizado na 
higienização de hortifrutigranjeiros, da concentração de soluções desinfetantes; 
• Medições físicas – medição de temperatura e tempo; 
• Testes microbiológicos – por fornecerem resultados demorados, não devem ser utilizados na 
monitorização dos PCC.
38 PARTE GERAL 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Exemplos de equipamentos para monitorização: 
• mensuração de temperatura – termômetros digitais e manuais; 
• medição de pH – pHmetro ou fitas de pH; 
• equipamentos de inspeção – kits para dosagem de cloro, relógio ou cronômetro. 
PRINCÍPIO 5 
Estabelecimento das ações corretivas 
Ações corretivas devem sempre ser aplicadas quando ocorrerem desvios dos limites críticos 
estabelecidos. 
A resposta rápida diante da identificação de um processo fora de controle é uma das principais 
vantagens do Sistema APPCC. As ações corretivas deverão ser adotadas no momento ou 
imediatamente após a identificação dos desvios. 
O Plano APPCC deve especificar o procedimento a ser seguido quando o desvio ocorre e quem é 
responsável pelas ações corretivas. Indivíduos que têm a responsabilidade de implementar as 
ações corretivas devem compreender as etapas de preparo, conhecer a preparação e o Plano 
APPCC. 
As ações corretivas devem ser registradas e, dependendo da freqüência com que ocorrem os 
problemas, pode haver necessidade de aumento na freqüência dos controles dos PCC, ou até 
mesmo de modificações no processo. 
Este princípio do Sistema APPCC pode ser aplicado nos programas de “pré-requisitos”, como 
forma de correção de falhas encontradas nos mesmos. 
Exemplos de ações corretivas aplicáveis no Plano APPCC e nos programas de “pré-requisitos”: 
• Rejeição da matéria-prima no momento do recebimento; 
• Compensação de temperatura e tempo dos processos térmicos; 
• Higienização reiterada; 
• Aferição de termostato; 
• Implementação de uma etapa para facilitar o resfriamento; 
• Alteração de dizeres de rotulagem das embalagens (quando aplicável);
PARTE GERAL 39 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC 
• Definição do destino do produto ou preparação em desacordo com a especificação; 
• Recolhimento do produto ou preparação na distribuição ou no mercado; 
• Destruição do produto ou preparação não-conforme (ação corretiva extrema). 
Quando da ocorrência de não-conformidade, durante o controle do PCC (Sistema APPCC), deve-se: 
• Verificar a possibilidade de correção/compensação imediata do processo e, em paralelo, 
seqüestrar e identificar o produto elaborado durante a não-conformidade; 
• Na impossibilidade de correção/compensação: parar o processo, seqüestrar e identificar o 
produto processado durante o desvio, retomar o limite crítico (ajuste do processo) e reiniciar 
a produção; 
• Definir ações corretivas necessárias a fim de evitar a incidência da não-conformidade (em que 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
cada etapa pode ser aplicada); 
• Procurar a causa da não-conformidade e atuar sobre ela (ex.: pode ser uma falta de treinamento, 
falta de manutenção de equipamento, etc.). 
PRINCÍPIO 6 
Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação 
Geralmente os registros utilizados no Sistema APPCC devem incluir: 
• Equipe APPCC e definições de responsabilidades de cada integrante; 
• Descrição do produto e do uso pretendido e destino; 
• Diagrama de fluxo de preparo; 
• Bases para identificação dos PCC; 
• Perigos associados com cada PCC, em função das medidas preventivas, e as bases científicas 
respectivas; 
• Limites críticos e bases científicas respectivas; 
• Sistema e programa de monitorização; 
• Ações corretivas em caso de desvios dos limites críticos; 
• Registros de monitorização de todos os PCC; 
• Procedimentos para verificação do Sistema APPCC.
40 PARTE GERAL 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Exemplos de registros: 
• Relatórios de auditorias do cliente; 
• Registros de temperatura de estocagem para ingredientes; 
• Registros de desvios e ações corretivas; 
• Registros de treinamentos; 
• Relatórios de validação e modificação do Plano APPCC; 
• Registros de tempo/ temperatura de processo térmico. 
PRINCÍPIO 7 
Estabelecimento dos procedimentos de verificação 
A verificação consiste na utilização de procedimentos em adição àqueles utilizados na monitorização 
para evidenciar se o Sistema APPCC está funcionando corretamente. Existem três processos adotados 
na verificação, a saber: 
a) Processo técnico ou científico: verifica se os limites críticos nos PCC são satisfatórios. Consiste 
em uma revisão dos limites críticos para verificar se os mesmos são adequados ao controle 
dos perigos; 
b) Processo de validação do Plano: assegura que o Sistema APPCC está funcionando efetivamente. 
Quando um Plano APPCC funciona bem, requer pouquíssima amostragem de produto final, 
desde que os controles sejam apropriados ao longo das etapas de preparação. Exames 
laboratoriais podem ser necessários para demonstrar que o nível de qualidade pretendido foi 
alcançado. Exames de auditorias internas podem ser programados; 
c) Processo de revalidação: revalidações periódicas documentadas, independentes de auditorias 
ou outros procedimentos de verificação, devem ser realizadas para assegurar a eficiência e 
exatidão do Sistema APPCC. 
Exemplos de atividades de verificação: 
• Estabelecimento de cronograma apropriado de revisão do Plano APPCC; 
• Confirmação da exatidão do fluxograma de processo; 
• Revisão dos registros de PCC; 
• Inspeções visuais de operações para observar se os PCC estão sob controle; 
• Coleta aleatória e programa de coleta de amostras e análises para verificar a eficácia do 
controle dos PCC;
PARTE GERAL 41 
DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC 
• Revisão de limites críticos para verificar se eles estão adequados ao controle dos perigos; 
• Validação do Plano APPCC, incluindo revisão no local e verificação dos fluxogramas e PCC; 
• Revisão das modificações do Plano APPCC; 
• Calibração de instrumentos de medições de variáveis críticas; 
• Avaliação de registros. 
A verificação deve ser conduzida: 
• Rotineiramente ou aleatoriamente, para assegurar que os PCC estão sob controle e que o 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Plano APPCC é cumprido; 
• Quando os alimentos estão implicados como veículos de doenças; 
• Quando há eventuais dúvidas sobre a segurança do alimento; 
• Para validar as mudanças implementadas no Plano APPCC original; 
• Para validar a modificação do Plano APPCC devido a mudança no modo de preparo, no 
equipamento, nas matérias-primas, e outras. 
Os relatórios de verificação devem incluir informações sobre: 
• Existência do Plano APPCC e identificação dos responsáveis por sua administração, implantação 
e implementação; 
• Registros de monitorização dos PCC; 
• Não-conformidades e ações corretivas; 
• Análises laboratoriais microbiológicas, ou sensoriais completas, de amostras coletadas 
aleatoriamente ou programadas, para verificação de que os PCC estão sob controle; 
• Modificações do Plano APPCC; 
• Treinamento dos funcionários responsáveis pela monitorização dos PCC. 
Consolidação do Plano APPCC (Resumo do Plano) 
O Formulário J apresenta um modelo de resumo com identificação dos perigos, dos pontos críticos 
de controle, dos limites críticos e limites de segurança, dos procedimentos de monitorização, das 
ações corretivas, dos procedimentos de registro e dos sistemas de verificação. 
Nota: Quando se elabora o plano, primeiro é estabelecido como será a verificação para depois 
estabelecer suas formas de registro. Neste caso, o princípio de verificação é o 6º e o de 
registro é o 7º. 
Quando se estabelece o resumo do plano o registro é citado antes da verificação.
SEGMENTO MESA 43 
ANEXOS E APÊNDICES 
ANEXOS E 
APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
44 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 1. SÍMBOLOS UTILIZADOS PARA CONFECÇÃO DE FLUXOGRAMA 
SÍMBOLOS 
+ 
X 
V 
S 
INTERPRETAÇÃO 
F Q 
ETAPA DO PROCESSO 
ETAPA DO PROCESSO NEM SEMPRE 
REALIZADA 
DIREÇÃO DO FLUXO 
INGREDIENTE OU MATÉRIA-PRIMA 
CONTAMINADA 
CONTAMINAÇÃO DO ALIMENTO POR 
MANUSEIO 
CONTAMINAÇÃO DO ALIMENTO ATRAVÉS 
DE EQUIPAMENTOS/UTENSÍLIOS 
POSSIBILIDADE DE MULTIPLICAÇÃO DE 
MICRORGANISMOS 
DESTRUIÇÃO DE CÉLULAS VEGETATIVAS, 
MAS NÃO DE ESPOROS 
POSSIBILIDADE DE SOBREVIVÊNCIA DE 
MICRORGANISMOS 
CONTAMINAÇÃO FÍSICA E/OU QUÍMICA 
CONTAMINAÇÃO POR CÉLULAS 
VEGETATIVAS 
CONTAMINAÇÃO POR ESPOROS
SEGMENTO MESA 45 
ANEXOS E APÊNDICES 
ANEXO 2 - DIAGRAMA DECISÓRIO PARA MATÉRIA-PRIMA E 
INGREDIENTES 
Q1. O perigo ocorre acima de 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
níveis aceitáveis? 
Não é crítica 
Sim 
Q2. O processo ou o usuário 
eliminará o perigo ou o reduzirá 
a um nível aceitável? 
Não 
Sim Não 
Não é crítica 
Repetir Q1 para outras matérias-primas 
ou ingredientes. 
É crítica 
Avaliar introdução de medida 
preventiva (de controle) no 
processo ou mudança de 
ingrediente
46 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 3: DIAGRAMA DECISÓRIO PARA IDENTIFICAÇÃO DE PONTOS 
CRÍTICOS DE CONTROLE - PROCESSO 
Não 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo a 
níveis aceitáveis? 
O perigo é controlado 
pelo programa de pré-requisitos? 
Sim 
O controle é 
efetivo? 
Não 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
Modificar etapa, 
processo ou produto 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
Uma etapa subseqüente 
eliminará ou reduzirá o 
perigo a níveis 
aceitáveis? 
O controle desta etapa 
é necessário para a 
segurança? 
Não é PCC PCC 
Sim 
Sim Não 
Não 
*Sim 
Sim 
Não Sim 
Não 
Sim 
Não 
* Avaliar e considerar se vale a 
pena incluir seu controle no re-sumo 
do plano, como um PC.
SEGMENTO MESA 47 
ANEXOS E APÊNDICES 
FORMULÁRIO A - IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Razão Social: 
Endereço: 
CEP: Localidade: UF: 
Telefone: Fax: e-mail: 
CNPJ: Inscrição Estadual ou Inscrição Municipal: 
Responsável Técnico: 
Categoria do estabelecimento: 
Relação das preparações ou serviços executados: 
Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
48 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO B - ORGANOGRAMA DA EMPRESA* 
DIREÇÃO GERAL 
Coordenador do Pro-grama/ 
Equi-pe 
APPCC 
Responsável pela empresa que deve estar comprometido com a 
implantação do Plano APPCC, analisando-o e revisando-o 
sistematicamente, em conjunto com o pessoal de nível gerencial. 
Responsável pelo gerenciamento dos processos, participando da 
revisão periódica do Plano junto à Direção Geral. 
Responsável pela elaboração, implantação, acompanhamento, 
verificação e melhoria contínua do processo; deve estar 
diretamente ligado à Direção Geral. 
* No organograma da empresa destacar (como acima) os setores que participam do desenvolvimento, implantação e manutenção 
do Plano APPCC. 
Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
SEGMENTO MESA 49 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO C - EQUIPE APPCC 
Nome Função Cargo 
Data: Aprovado por: 
Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
50 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO D - NOME DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Preparações: 
Característica do produto final: 
Formas de distribuição da preparação: 
Prazo de validade: 
Instruções contidas no rótulo: 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Data: APROVADO POR: 
Fonte: Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
SEGMENTO MESA 51 
ANEXOS E APÊNDICES 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
PCC1 (B) ou (M) 
PCC2 (M, Q) 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
52 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO F - ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS-PRIMAS E 
INGREDIENTES (PERIGOS BIOLÓGICOS, QUÍMICOS E FÍSICOS) 
Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias-primas, com aplicação 
do diagrama decisório para perigos. 
Matéria-prima Perigo Biológico Perigo Físico Perigo Químico Justificativa Medidas 
ou Ingrediente Preventivas
SEGMENTO MESA 53 
ANEXOS E APÊNDICES 
FORMULÁRIO G - ANÁLISE DE PERIGOS – PROCESSO (PERIGOS 
BIOLÓGICOS, QUÍMICOS E FÍSICOS) 
Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas do processo, com 
aplicação do diagrama decisório para perigos. 
Etapas do Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
Processo 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
54 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO H - DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA E 
INGREDIENTE CRÍTICO 
GRUPO DE PRODUTO: 
Matéria prima e 
Ingrediente 
Perigos Identificados 
B: 
Q: 
F: 
Questão 1 
O perigo ocorre acima 
de níveis aceitáveis? 
Não. A matéria-prima 
não é crítica. 
Sim. Responder à 
questão 2. 
Questão 2 
O processo ou o 
usuário eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
um nível aceitável? 
Não. A matéria-prima 
deve ser considerada 
crítica. 
Modificar produto ou 
processo. 
Sim. Não é crítica. 
Repetir a questão 1 
para as outras 
matérias-primas. 
Crítica / Não Crítica 
Data: Aprovado por: 
Fonte: extraído e adaptado de Mortimore & Wallace, 1996. 
Nota: ‘As matérias-primas/ingredientes devem estar livres de perigos ou os mesmos devem ser controlados pelo processo”.
SEGMENTO MESA 55 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Processo Perigos O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo 
a níveis 
aceitáveis? 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
Questão 4 
Uma etapa 
subseqüente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
PC / PCC 
Não. Responder à 
questão 1. 
Sim. Descrever e 
avaliar se é 
efetivo. Se não for 
efetivo, responder 
à questão 1. 
Não, e o controle 
nesta etapa não é 
necessário para a 
segurança. Não 
PCC. Parar. 
Não, porém o 
controle nesta 
etapa é necessário 
para a segurança. 
Mudar etapa/ 
produto ou 
processo. Retornar 
à questão 1. 
Sim. Descrever e 
responder à 
questão 2. 
Não. Responder à 
questão 3. 
Sim. É PCC. 
Não. Não PCC. 
Parar. 
Sim. Responder à 
questão 4. 
Não. É PCC. 
Sim. Não é PCC. 
Prosseguir com a 
etapa seguinte. 
FORMULÁRIO I - DETERMINAÇÃO DO PCC (PROCESSO) 
GRUPO DE PRODUTO: 
B: 
F: 
Q: 
Data: Aprovado por: 
Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
56 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA FORMULÁRIO J - RESUMO DO PLANO APPCC 
DE GRUPO DE PRODUTO: 
ELABORAÇÃO Etapa PC ou PCC Perigo 
Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
DO O que? 
Como? 
PLANO Quando? 
Quem? 
APPCC 
Data: Aprovado por: 
Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
SEGMENTO MESA 57 
ANEXOS E APÊNDICES 
APÊNDICE A – TABELA DE VALORES DE PH E DE ATIVIDADE DE 
ÁGUA DE DIVERSOS ALIMENTOS. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PRODUTO 
Carnes e aves 
Frango 
Presunto cozido 
Corned beef 
Salsichas Frankfurt 
Charque 
Salsicha (cozida e resfriada) 
Bacon 
Bovina (moída) 
Carnes e sopas enlatadas 
Pescado 
Atum 
Pescado salgado 
Camarão 
Peixe fresco (maioria) 
Salmão 
Moluscos 
Crustáceos 
Produtos lácteos 
Leite 
Manteiga 
Creme de leite 
Queijo prato 
Queijo tipo cottage 
Queijo Minas frescal (fermento) 
Queijo tipo mussarela 
Leite em pó 
Leite condensado açucarado 
Leite UHT 
Leite fluido pasteurizado 
Iogurtes 
Frutas 
Maçã 
Banana 
Laranja 
Morango 
Ameixa 
Frutas secas 
Fruta enlatada em calda 
Figo 
Geléia de frutas 
Sucos cítricos 
Vegetais (diversos) 
Palmito em conserva 
Milho verde em conserva 
Feijão 
Brócolis 
Aspargos 
Couve-bruxelas 
Batata 
Cenoura 
Milho 
Azeitona 
ATIVIDADE DE ÁGUA 
0,98 
0,96 – 0,98 
0,98 
0,97 
< 0,92 
0,96 – 0,98 
0,90 – 0,97 
0,98 
0,93 - 0,97 
0,98 
0,60 – 0,84 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,85 - 0,99 
0,93 - 0,98 
0,98 
0,94 – 0,96 
0,93 - 0,97 
0,98 
0,93 – 0,96 
0,60 
0,80 - 0,87 
0,98 
0,98 
0,93 - 0,97 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,60 - 0,84 
0,93 – 0,97 
0,98 
0,60 – 0,84 
0,98 
0,98 – 0,99 
0,98 – 0,99 
0,80 - 0,87 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
0,98 
NÍVEIS DE pH 
6,3 – 6,4 
5,9 - 6,1 
5,5, - 6,0 
5,7 – 6,2 
5,5 – 5,7 
5,6 – 6,0 
5,5 – 6,2 
5,1 – 6,2 
4,5 - 5,2 
5,2 – 6,1 
- 
6,8 – 7,0 
6,6 – 6,8 
6,1 – 6,3 
4,8 - 6,3 
6,8 – 7,0 
6,3 - 6,5 
6,1 - 6,4 
6,5 
5,2 - 5,4 
4,5 - 5,2 
5,0 – 5,3 
5,1 – 5,3 
-- 
6,2 – 6,5 
6,5 – 6,8 
3,7 - 4,4 
2,9 - 3,3 
4,5 - 4,7 
3,6 - 4,3 
3,0 – 3,9 
2,8 - 4,6 
3,7 - 4,4 
3,7 – 4,4 
4,6 
3,5 
< 3,7 
4,0 – 4,3 
5,5 – 6,2 
4,6 - 5,5 
6,5 
5,7 – 6,1 
6,3 
5,3 – 5,6 
4,9 – 6,0 
7,3 
3,6 – 3,8 
4,2 – 4,3 
Fontes: BRIAN, F.L. (1997); LEWIS, M.J. (1993); SILVA JR, E.A. (1995).
58 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE B - PERIGOS BIOLÓGICOS: FONTES, IMPORTÂNCIA E CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS ALIMENTARES 
GUIA DE Habitat 
ELABORAÇÃO Trato intestinal de 
mamíferos, pássaros, 
DO anfíbios e répteis, homens 
e insetos. 
PLANO Trato intestinal de 
APPCC 
humanos. 
Estuários, baías e água 
salgada. 
Trato intestinal de bovinos. 
Solo, vegetação, água, 
sedimentos marinhos. 
Água, pequenos roedores, 
animais de estimação e 
suínos. 
Trato intestinal de homens 
e animais. 
Dose infectiva/ 
Período de incubação 
Baixa ou alta concentração, 
dependendo do sorotipo. 
Horas a 3 dias. 
101 a 102 células – 4 a 7 
dias. 
> 105 células 
6 h a 5 dias. 
Desconhecida 
3 a 9 dias 
Desconhecida. 
8 dias-3 meses. 
Desconhecida, 
provavelmente alta (>106/g) 
1-10 dias. 
Alta (>105-108/g) para 
algumas cepas. Baixa para 
as cepas 
enterohemorrágicas. 
8h - 24h e 3 a 9 dias para 
as cepas 
enterohemorrágicas. 
Sintomas 
Náuseas, vômitos, dores 
abdominal e de cabeça, 
calafrios, diarréia, febre. 
Duração de 2-3 dias (ou 
mais). 
Diarréia disenteriforme 
(tenesmo, febre, fezes). 
Diarréia aquosa, 
desidratação, hipertensão 
e desequilíbrio salino. 
Diarréia sanguinolenta. 
Desde enfermidade similar 
à gripe até meningite. 
Pode provocar aborto. 
Diarréia, febre, vômitos, 
dor aguda na parte inferior 
direita do abdômen, 
simulando apendicite em 
crianças em idade escolar. 
Diarréia abundante (às 
vezes sanguinolenta, 
cãibras abdominais, 
náuseas). Para as cepas 
enterohemorrágicas, 
sindrome urêmica 
hemolítica e 
trombocitopenia grave. 
Microrganismo 
Salmonella sp. 
Shigella sp. 
Vibrio cholerae 
Escherichia coli 
0157: H7 
Listeria 
monocytogenes 
Yersinia 
enterocolitica 
Escherichia coli patogênica 
Importância 
Causa infecções devido à 
falta de higiene ou 
elaboração incorreta de 
alimentos, permitindo a 
multiplicação desta bactéria. 
Causam diarréia 
disenteriforme. 
Diarréia aquosa e 
desidratação. Pode ser 
fatal. 
Provoca colite hemorrágica, 
síndrome urémica hemolítica. 
Pode multiplicar lentamente 
sob refrigeração. Taxa de 
mortalidade de 30% nos 
infectados. 
Aumento do número de 
casos declarados. Pode 
multiplicar sob 
refrigeração. 
Indicador de uma higiene 
deficiente, ou de uma 
deficiência no processo. 
Várias cepas são 
toxigênicas. 
Alimentos envolvidos 
Leite cru, produtos de 
laticínios, carne de aves, 
suínos e bovinos, vegetais 
e pescado, ovos, água, 
moluscos. 
Hortaliças, frutas, saladas 
e leite. 
Pescados, frutos do mar, 
hortaliças. 
Hamburguer, leite cru, 
cidra de maçã. 
Queijos, produtos cárneos, 
pescado e vegetais. 
Leite cru, leite 
achocolatado, sorvetes, 
vegetais, carne de suínos 
e seus derivados, pescado. 
Leite cru, produtos lácteos 
contaminados ou 
elaborados 
incorretamente, carne 
crua, vegetais.
Microrganismo Alimentos envolvidos Importância Sintomas 
Habitat Dose infectiva/ 
Período de incubação 
SEGMENTO MESA 59 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Diarréia, dor abdominal, 
vômitos, febre. Pode 
provocar meningite, 
septicemia. 
Diarréia, dor abdominal, 
vômitos, febre. Pode 
provocar meningite, 
septicemia. 
Diarréia abundante (às 
vezes, sanguinolenta), 
dores abdominais, 
enxaqueca, fraqueza e 
febre. 
Gastroenterite aguda, 
náuseas, vômitos, cãibras 
abdominais, febre, 
calafrios, diarréias. 
Febre, calafrios, 
hipotensão, náuseas. 
Menos freqüentemente, 
diarréias, vômitos, dor 
abdominal. Pode ser fatal. 
Náusea, vômitos, 
distúrbios neurológicos, 
visão dupla, falência 
respiratória e obstrução à 
entrada de ar, podendo 
resultar em morte. 
Intensas dores abdominais, 
diarréia e flatulência. 
Desconhecida 
Desconhecido. 
Desconhecida 
Desconhecido. 
Baixa (5 x 102/g). 
48 h – 120h. 
Provavelmente alta 
(>106/g) mas pode ser a 
partir de 104/g. 
4h - 96h. 
Desconhecida. 
4h a vários dias (média 
16h - 38h). 
Muito pequena (0,1mcg de 
toxina/kg de peso). 
12h – 36h até 14 dias. 
Alta >106/g (células 
vegetativas). 
8h – 15h. 
Grande incidência no meio 
ambiente. Produz toxinas. 
Perigoso para 
imunocomprometidos. 
Cresce sob refrigeração. 
Produz dois tipos de toxinas. 
Uma das causas de 
diarréia mais importante 
no mundo. Não se 
multiplica bem nos 
alimentos. 
Responsável por 50-70% 
das gastroenterites no 
Japão. É inativada sob 
refrigeração/ congelamento. 
Patógeno invasivo e letal 
(56% dos casos). 
Os esporos podem 
sobreviver ao tratamento 
térmico, químico e 
secagem. Toxina 
termolábil, veneno 
biológico potente. 
Esporos termorresistentes. 
Produz enterotoxina 
durante a esporulação no 
intestino. 
Ostras e outros alimentos 
de origem marinha, 
verduras irrigadas com 
água contaminada. 
Mariscos, carnes 
vermelhas, carne de ave, 
leite cru, verduras, água. 
Carne de aves, ovos, carne 
bovina, bolo gelado, 
moluscos crus, mexilhões e 
ostras, leite cru. 
Mariscos, ostras, 
camarões, peixes 
marinhos. 
Ostras, moluscos e 
caranguejos. 
Conservas industriais e, 
principalmente, conservas 
caseiras. 
Carnes, frangos, sopas 
desidratadas e molhos à 
base de carnes. 
Água, animais aquáticos, 
porco, gato, ovelha, 
macaco. 
Água doce, águas 
residuais, ambiente 
marinho. 
Trato intestinal de animais 
domésticos de sangue 
quente. 
Água de estuários e ao longo 
de outras áreas litorâneas. 
Necessita de NaCl (mínimo 
1% e máximo 10%). 
Ambiente marinho. 
Necessita NaCl para a sua 
sobrevivência. 
Solo, sedimentos de água 
doce e salgada, 
vegetação. 
Solo, poeira e trato 
intestinal de animais. 
Plesiomonas shigelloides 
Aeromonas hydrophila 
Campylobacter jejuni 
Vibrio 
parahaemolyticus 
Vibrio vulnificus 
Clostridium 
botulinum (toxina 
botulínica) 
Clostridium 
perfringens tipo A
60 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES Microrganismo Habitat Alimentos envolvidos Importância Dose infectiva/ 
Sintomas 
GUIA Período de incubação 
DE Toxina diarreica: dor 
abdominal e diarréia. 
Toxina emética: ataque 
ELABORAÇÃO agudo de náusea e vômito. 
Cãibras, vômitos, náuseas, 
DO ocasionalmente diarréia, 
dor de cabeça, 
PLANO vermelhidão. 
APPCC 
Diarréia, cãibras, vômitos. 
Náuseas, vômitos e 
diarréia aquosa, dor de 
cabeça, dor muscular e 
prostração. 
Cefaléia, diarréia, 
palpitações, hipotensão, 
rubor e outros. 
Nefropatias, problemas de 
fígado e a longo prazo, 
câncer. Outras , em função 
da micotoxina em questão. 
Bacillus cereus 
Bacillus subtilis 
Bacillus 
licheniformis 
Staphylococcus aureus 
(toxina estafilocócica) 
Bactérias produtoras de 
histidina descarboxilase – 
Morganella morganii e 
outras (histamina*) 
Bolores 
micotoxigênicos 
(micotoxinas*) 
Solo (reservatório natural). 
Solo (reservatório natural). 
Solo (reservatório natural). 
Mucosas nasais e oral, 
pele e cabelo. 
Ambiente aquático 
(marinho e fluvial), 
laticinios. 
Solo, poeira, esterco, 
vegetais. 
Arroz, leite, produtos 
amiláceos, vegetais 
cozidos, cereais, 
condimentos, carnes, 
pescado. 
Normalmente carnes, 
pratos com arroz e 
produtos de confeitaria. Pó 
para doces, pão, maionese, 
cebolas em vinagre. 
Carne cozida, pratos com 
vegetais, salsichas 
cozidas, doces à base de 
ovos e leite, pão. 
Pescado, leite cru, produtos 
de laticínios, principalmente 
queijos, produtos cárneos, 
massas, produtos de 
confeitaria, preparações à 
base de frango, ovos e 
outros, especialmente muito 
manipulados. 
Peixes, principalmente 
tunídeos (atum, bonito, 
cavala, cavalinha), queijos 
curados 
Cereais e oleaginosas, 
suco de maçã, leite 
Esporos termorresistentes. 
Pode produzir dois tipos de 
toxinas (diarréica e 
emética). 
Esporos termorresistentes. 
Contaminante importante 
de produtos de 
panificação. 
Esporos termorresistentes. 
Contaminante importante de 
tortas, produtos de confeitaria, 
produtos de panificação. 
Contamina os alimentos 
por manipulações 
incorretas. Produz toxina 
termorresistente. 
Contaminante natural dos 
alimentos, com multiplicação 
intensa em temperaturas 
ambientais. Não crescem sob 
refrigeração. 
Cresce em alimentos muito 
ácidos e com baixa Aw. Em 
meio ácido, a produção de 
toxina é baixa ou nula. 
Produção de micotoxinas, 
por exemplo aflatoxinas. 
Alta (>106/g). 
Toxina diarreica: 4h – 16h. 
Toxina emética: 30min-6h. 
Alta (105-109/g). 
10min-14h (média 2,5h). 
Desconhecida. 
Provavelmente alta (108/g). 
2h -14h (média 8h). 
Células:105-108/g são 
necessárias para produzir 
toxina suficiente para curar 
doença. 
Toxina: 1mg de toxina/g de 
alimento. 
2h - 6h. 
Variável (máximo permitido 
varia de 50 a 100 ppm). 
3-10h. 
Desconhecida 
(experimentos em 
animais). 
* Considerados como perigos químicos
SEGMENTO MESA 61 
Microrganismo Alimentos envolvidos Importância Sintomas 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Habitat Dose infectiva/ 
Período de incubação 
Vírus (enterovírus) 
Vírus da hepatite 
Cryptosporidium parvum 
Giardia intestinalis (lamblia) 
Entamoeba histolytica 
Taenia solium 
Taenia saginata 
Paragonimus sp 
Intestino do homem, 
água, moluscos, verduras. 
Intestino do homem, 
água, moluscos, verduras, 
alimentos contaminados. 
Águas, águas residuais. 
Água, águas residuais, 
intestino delgado do 
homem, porco. 
Água, intestino do homem 
e animais. 
Água, trato intestinal do 
homem e porco. 
Trato intestinal de homens 
e bovinos. 
Intestino do homem. Água 
e pescado da costa 
marítima. 
Moluscos, leite, creme, 
sucos de frutas, carnes 
frias, água, verduras. 
Moluscos, água, verduras. 
Água, leite cru, vegetais 
crus. 
Água, e vegetais crus. 
Água, vegetais crus. 
Larvas em carne de porcos, 
ovos em alimentos, água 
contaminada com fezes 
humanas. 
Larvas em carne. 
Peixes, moluscos e 
crustáceos da costa 
marítima. 
Baixa (possivelmente 100 
partículas). 
Variável (possivelmente, 
100 partículas). 
Baixa, < 10 cistos. 
2h -14 dias 
Baixa < 10 cistos. 
1-3 semanas 
– 
– 
– 
Desconhecida. 
Gastroenterite, febre, 
diarréia, vômitos (Norwalk, 
Rotavírus) 
Icterícia, febre, vômitos. 
Diarréia, dor abdominal, 
vômitos, pode provocar 
sintomas similares ao da 
gripe. 
Diarréia crônica. 
Desinteria amebiana, amebiase 
(fezes mucóides e sanguinolentas 
inicialmente e após algumas 
semanas diarréia intensa, dores 
abdominais, febre e vômito). 
Perda de peso, anemia, náuseas, 
dores abdominais. Caso as larvas 
se desenvolvam no coração ou 
sistema nervoso central, a 
infestação pode ser fatal. 
Perda de peso, anemia, 
náuseas, dores abdominais. 
Diarréia, dor abdominal, 
distúrbios de respiração. 
Gastroenterite viral. Não se 
multiplicam nos alimentos. 
Hepatite infecciosa. 
Transmissão pessoa-a-pessoa 
é possível. Não se 
multiplicam nos alimentos. 
Cistos resistentes à 
desinfeção química. 
Sobrevivem até um ano em 
solução aquosa. 
Forma cistos resistentes. 
Os protozoários não são 
eliminados pelos métodos 
de cloração adotados pelo 
sistema de abastecimento 
da rede pública. 
Não sobrevivem ao 
congelamento (-20°C/7 
dias ou -35°C/ 2 dias) e a 
temperaturas altas. 
Não sobrevivem ao 
congelamento (-20°C/7 
dias ou -35°C/ 2 dias) e a 
temperaturas altas. 
Não sobrevivem ao 
congelamento (-20°C/7 
dias ou -35°C/ 2 dias) e a 
temperaturas altas. 
Fonte: Doyle (1989 e 1997); Jay (1992); Leitão(1987); Nortimore & Wallace (1994); Price (1997); Ryan (1994).
62 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA APÊNDICE C – PATÓGENOS: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS 
DE ELABORAÇÃO Microrganismo 
DO Salmonella sp. 
PLANO Shigella sp. 
APPCC 
Vibrio cholerae 
Listeria 
monocytogenes 
Yersinia 
enterocolitica 
Vibrio 
parahaemolyticus 
Clostridium 
botulinum 
Clostridium 
perfringens 
aw 
mínima 
para mul-tiplicação 
0,94 
desconhecida. 
0,97 
0,83 
0,95 
0,94 
0,94 
(proteolítica) 
0,97 (não 
proteolítica). 
0,93 
mínima 
5,2 
6,1 
Desco-nhecida. 
-0,4 
-1,3 
5,0 
10 
(proteolítica) 
3,3 (não 
proteolítica). 
10 
ótima 
37 
35 
35 
25-30 
32-34 
37 
35-40 
43-45 
máxima 
46,2 
47,1 
45 
45 
44 
44 
50 
52 
mínimo 
3,7 
4,8 
5,0 
4,3 
3,0 
4,5 
4,6 
5,0 
ótimo 
6,5-7,5 
7,0 
7,6 
7,0-7,5 
7,0-8,0 
7,5-8,5 
6,5-7,0 
6,0-7,5 
máximo 
9,5 
9,34 
9,6 
9,4 
9,6 
11,0 
9,0 
9,0 
Temperatura de multiplicação 
(ºC). 
pH para multiplicação 
Reação de Gram/ 
Morfologia 
Gram-negativo, bacilo 
curto. 
Bastonete, Gram-negativo. 
Bastonete encurvado 
(vibrião), Gram-negativo. 
Gram-positivo, 
bacilo curto. 
Gram-negativo, bacilo 
curto (formas pleo-mórficas 
também 
aparecem). 
Gram-negativo, 
bacilos retos ou 
curvos. 
Gram-positivo, bacilo 
formador de esporos. 
Gram-positivo, bacilo 
formador de esporos. 
Necessidade de 
oxigênio 
Facultativo 
Anaeróbio 
facultativo. 
Anaeróbio 
facultativo. 
Aeróbio ou 
microaerófilo. 
Facultativo. 
Facultativo. 
Anaeróbio. 
Anaeróbio (pode 
crescer na 
presença de 
oxigênio na fase 
logarítmica). 
% NaCl 
máximo para 
multiplicação 
8 
6 
6 
20 
5-6 
10 Halófila 
(mínimo 0,5% de 
sal). 
10 (proteolítico) 
5 (não 
proteolítico). 
7
SEGMENTO MESA 63 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
% NaCl 
máximo para 
multiplicação 
18 
20 
(12*) 
6-8 
2,0 
Variável 
Variável 
Tolera 4. 
Não se multiplica 
com 7,5 
Multiplicação limi-tada 
com 4, mas 
depende do meio 
Não se multiplica 
com >15 
7 
0,5-5,0 
Microrganismo 
Bacillus cereus 
Staphylococcus 
aureus 
Escherichia coli 
patogênica 
Campylobacter 
jejuni 
Fungos toxigênicos 
Vírus 
Aeromonas 
hydrophila 
Plesiomonas 
shigelloides 
Bacillus subtilis 
Bacillus 
licheniformis 
Vibrio vulnificus 
Temperatura de multiplicação 
(ºC). 
pH para multiplicação 
Reação de Gram/ 
Morfologia 
Gram-positivo, bacilo 
formador de esporos. 
Gram-positivo, coco. 
Gram-negativo. 
Bacilos curtos. 
Gram-negativo. 
Bacilos curvos em 
espiral (gaivota). 
Características de 
cada bolor. 
Formas diferentes, 
dependendo do vírus. 
Gram-negativo. 
Bacilos retos com 
extremidades curvas. 
Gram-negativo. 
Bacilos retos com 
extremos curvos. 
Gram-positivos. 
Bacilos formadores de 
esporos. 
Gram-positivos. 
Bacilos formadores de 
esporos. 
Gram-negativo. 
Bacilos curvos ou 
retos. 
aw 
mínima 
para mul-tiplicação 
0,91 
0,83 
(0,87*) 
0,95 
>0,97 
0,70 
Não se 
multiplicam no 
alimento 
Desconhecida 
Desconhecida 
0,90-0,93 
Desconhecida, 
provavelmente 
0,95 
0,98 
mínima 
4 
5,6 
(10*) 
2,5 
30 
Não se multiplicam nos alimentos Sobrevivem entre pH 3-10 
1-4 
8 
12 
8 
ótima 
30 
37 
(37*) 
30-37 
42 
Varia 
28 
30 
43-46 
Multiplicação entre 30-60 Multiplicação entre 5,7 e 6,5 
37 
máxima 
50 
50 
(48*) 
45,5 
45 
42 
45 
55 
43 
mínimo 
4,3 
4,3 
(4,76*) 
4,0 
4,9 
1,6 
< 4,5 
4,0 
4,6 
5,0 
ótimo 
6,0-7,5 
6,0-7,0 
(6,0-7,0*) 
7,0 
6,5-7,5 
variável 
7,2 
7,0 
7,8 
máximo 
9,3 
10,0 
(9,02*) 
9,0 
9,5 
11,1 
Desconhe-cido 
9,0 
9,2 
10,0 
Necessidade de 
oxigênio 
Facultativo. 
Facultativo. 
Facultativo. 
Microaerófilo 
obrigatório. 
Aeróbios. 
Não se 
multiplicam no 
alimento. 
Facultativo. 
Facultativo. 
Facultativo. 
Facultativo. 
Facultativo. 
* Produção de toxina
64 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES Temperatura de multiplicação 
pH para multiplicação 
GUIA (ºC). 
Reação de Gram/ 
DE Morfologia 
Gram-negativo. 
Bacilos retos. 
ELABORAÇÃO Oocistos. 
DO PLANO Cistos. 
APPCC 
Cistos e larvas. 
Cistos e larvas. 
Cistos e larvas. 
Cistos e larvas. 
aw 
mínima 
para mul-tiplicação 
Provavelmente 
0,95 (geral 
para E. coli). 
Os oocistos 
não se 
multiplicam 
nos alimentos. 
Os cistos não 
se multiplicam 
nos alimentos. 
Não se 
multiplicam 
nos alimentos. 
Não se 
multiplicam 
nos alimentos. 
Não se 
multiplicam 
nos alimentos. 
Não se 
multiplicam 
nos alimentos. 
% NaCl 
máximo para 
multiplicação 
6,5 
Os oocistos não se 
multiplicam nos 
alimentos 
Os cistos não se 
multiplicam nos 
alimentos 
Não se multiplicam 
nos alimentos 
Não se multiplicam 
nos alimentos 
Não se 
multiplicam nos 
alimentos 
Não se 
multiplicam nos 
alimentos 
Microrganismo 
Escherichia coli 
0157: H7 
Cryptosporidium 
parvum 
Giardia intestinalis 
(lamblia) 
Entamoeba 
histolytica 
Taenia solium 
Taenia saginata 
Paragonimus sp. 
Necessidade de 
oxigênio 
Facultativo. 
Os oocistos não se 
multiplicam nos 
alimentos. 
Os cistos não se 
multiplicam nos 
alimentos. 
Não se multiplicam 
nos alimentos. 
Não se multiplicam 
nos alimentos. 
Não se multiplicam 
nos alimentos. 
Não se multiplicam 
nos alimentos. 
mínima 
8-10 
ótima 
37 
máxima 
45,5 
mínimo ótimo máximo 
4,0-8,5 
Os oocistos não se multiplicam 
nos alimentos. 
Os cistos não se multiplicam 
nos alimentos. 
Não se multiplicam nos 
alimentos. 
Não se multiplicam nos 
alimentos. 
Não se multiplicam nos 
alimentos. 
Não se multiplicam nos 
alimentos. 
Os oocistos não se multiplicam nos 
alimentos. 
Os cistos não se multiplicam nos 
alimentos. 
Não se multiplicam nos alimentos. 
Não se multiplicam nos alimentos. 
Não se multiplicam nos alimentos. 
Não se multiplicam nos alimentos. 
Fonte: Doyle (1989 e 1997); ICMSF (1996); Jay (1992); Leitão(1987); Levine (1987); Nortimore & Wallace (1994); Price (1997); Ryan (1994).
SEGMENTO MESA 65 
ANEXOS E APÊNDICES 
APÊNDICE D - IMPORTÂNCIA RELATIVA DE CONTROLE DE PRODUTOS 
ALIMENTÍCIOS, QUANTO À ORIGEM E O FORNECEDOR – EXEMPLOS 
Observação: Esta tabela se aplica para avaliações de perigos que são considerados significativos nos diferentes 
grupos de alimentos. Está complementada com relação à origem (que é produção primária no campo para frutas e 
verduras cruas, por exemplo, ou fabricante para produtos processados e embalados) e ao fornecedor (que é em geral 
distribuidor e comerciante) e respectivas importâncias na ocorrência e controle de perigos. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PRODUTO 
Verduras a serem 
consumidas cruas, 
morangos e outras frutas 
rasteiras consumidas 
sem descasque. 
Frutas consumidas após 
descascar (maçã, pêra, 
pêssego, manga, etc.) e 
uva. 
Grãos (arroz, feijão, 
milho, amendoim, etc). 
Sucos e polpas de frutas 
(congelados ou não). 
Verduras, frutas e 
legumes minimamente 
processados e os pré-cozidos, 
embalados 
(congelados ou não). 
Batata crua e 
minimamente processada 
(congelada). 
PERIGO 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Bactérias esporuladas 
patogênicas (B. cereus); 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos; 
Pesticidas (vários). 
Micotoxinas; 
Pesticidas; 
Bactérias e vírus 
patogênicos; 
Resíduo de antibióticos 
(Exemplo: uva). 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Bactérias esporuladas 
patogênicas (B. cereus); 
Micotoxinas; 
Resíduo de pesticidas. 
Micotoxinas; 
Aditivos (sulfitos, para os 
não congelados); 
Resíduo de pesticidas; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Bactérias esporuladas 
patogênicas (B. cereus); 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos; 
Pesticidas. 
Solanina 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Bactérias esporuladas 
patogênicas (B. cereus); 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos; 
Pesticidas. 
ORIGEM 
(Produtor / Fabricante) 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Pouco importante 
Muito importante 
Pouco importante 
Muito importante 
Pouco importante 
Importante 
Muito importante (nível de 
indústria) 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante (nível de 
indústria) 
Muito importante 
Importante (nível de 
indústria) 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Desprezível (nível de 
indústria) 
Desprezível 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Desprezível (nível de 
indústria) 
FORNECEDOR 
Muito importante 
Não importante 
Pouco importante 
Importante 
Desprezível 
Muito importante 
Não importante 
Importante 
Desprezível 
Pouco importante 
Não importante 
Importante 
Desprezível 
Não importante 
Não importante 
Não importante 
Não importante 
Importante 
Não importante 
Não importante 
Não importante 
Desprezível 
Muito importante 
Importante 
Não importante 
Não importante 
Não importante 
Desprezível
66 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PRODUTO PERIGO ORIGEM 
(Produtor / Fabricante) 
FORNECEDOR 
Mandioca crua e 
minimamente processada 
Conservas vegetais em 
vidros ou enlatados. 
Especiarias 
Misturas para temperar 
(alho e sal, cebola com 
alho, sal, pimenta e 
salsa, e similares). 
Carnes cruas. 
Produtos cárnicos e 
embutidos frescais. 
Frios cárnicos prontos 
para o consumo. 
Leite fluido 
Leite em pó 
Cianeto 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Bactérias esporuladas 
patogênicas (B. cereus); 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos; 
Pesticidas. 
Toxina botulínica 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Esporos de patogênicos (B. 
cereus, 
C. perfringens); 
Pesticidas; 
Micotoxinas. 
Pesticidas; 
Micotoxinas. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Campylobacter (aves); 
C. perfringens; 
Drogas veterinárias; 
Pesticidas. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Toxina estafilocócica; 
Drogas veterinárias; 
Pesticidas. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria monocytogenes; 
Toxina estafilocócica; 
Drogas veterinárias; 
Pesticidas. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria monocytogenes; 
Toxina estafilocócica; 
Drogas veterinárias; 
Micotoxinas. 
Toxina estafilocócica; 
B. cereus; 
Drogas veterinárias; 
Micotoxinas. 
Desprezível 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Desprezível (nível de 
indústria) 
Muito importante 
Importante 
Muito importante 
Muito importante 
Desprezível 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Importante 
Pouco importante 
Muito importante 
Muito importante 
Importante 
Importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Desprezível 
Importante 
Não importante 
Não importante 
Não importante 
Desprezível 
Muito importante 
Importante 
Importante (no caso de 
produtos à granel) 
Desprezível 
Muito importante 
Desprezível 
Muito importante 
Muito importante 
Importante 
Desprezível 
Desprezível 
Desprezível 
Importante 
Muito importante 
Desprezível 
Desprezível 
Importante 
Importante 
Muito importante 
Desprezível 
Desprezível 
Importante 
Importante 
Importante 
Desprezível 
Muito importante 
Desprezível 
Desprezível 
Desprezível 
Pouco importante
SEGMENTO MESA 67 
ANEXOS E APÊNDICES 
PRODUTO PERIGO ORIGEM 
(Produtor / Fabricante) 
FORNECEDOR 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Toxina estafilocócica; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria monocytogenes; 
B.cereus; 
Drogas veterinárias; 
Pesticidas; 
Aminas tóxicas. 
Enterobactérias e 
Víbrionáceas patogênicas 
(costa marítima); 
Parasitos marinhos e 
humanos (costa marinha); 
Metais pesados; 
Toxinas marinhas(moluscos); 
Histamina. 
Enterobactérias e 
V.cholerae; 
Parasitos humanos; 
Metais pesados. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
B. cereus, C. Perfringens; 
Toxina estafilocócica. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrios patogênicos: 
V. cholerae (em verduras e 
pescados em geral); 
(Todos em pescados 
marinhos). 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Importante 
Muito importante 
Muito importante 
Importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Desprezível 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Muito importante 
Desprezível 
Desprezível 
Muito importante 
Muito importante 
Pouco significativo 
Desprezível 
Desprezível 
Muito importante 
Muito importante 
Pouco importante 
Desprezível 
Importante 
Não importante 
Importante 
Importante 
Importante 
Importante 
Queijos frescais 
Pescados de origem 
marinha. 
Pescados de água doce 
por pesca e por criação 
(rã incluída). 
Produtos congelados 
Produtos refrigerados
68 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE E - RELEVÂNCIA RELATIVA DAS AÇÕES DE CONTROLE – EXEMPLOS 
GUIA DE ELABORAÇÃO Perigo 
DO PLANO C. botulinum/toxina 
APPCC 
L. monocytogenes 
Salmonella spp 
Shigella spp 
Staphylococcus 
aureus 
Víbrios cholerae 
(epidemia / 
endemia) 
V. parahaemolyticus 
V. vulnificus 
Aeromonas 
hydrophila 
Importância por grupo de alimentos/ 
habitat 
Pescados marinhos e conservas vegetais 
artesanais e caseiras (solo, sedimentos). 
Lácteos, cárnicos embutidos fatiados (todo 
o meio ambiente). 
Aves, ovos, carnes, verduras, etc. (todo o 
meio ambiente, animais, homem). 
Água não potável, verduras irrigadas/ 
refrescadas com água não potável 
(homem, esgotos). 
Bolos, tortas (doces e salgadas), purês, 
polenta e salgadinhos, (cárnicos, homem). 
Pescados, verduras (água contaminada). 
Moluscos bivalves, crustáceos, pescados 
marinhos (ambiente marinho). 
Moluscos bivalves, crustáceos, pescados 
marinhos (ambiente marinho). 
Água não potável, pescados da orla, 
verduras cruas (ambiental). 
Evitar 
contaminação de 
origem 
- 
- 
- 
+ 
- 
++++ 
- 
- 
- 
Inibição 
(Fornecedor) 
+++ 
(Aw, pH, frio, 
conservante) 
++++ 
(Aw, conservante) 
++ 
(Aw, frio, pH) 
+++ 
(Aw, frio, pH) 
+++ 
(frio, pH) 
+++ 
(frio, pH, Aw) 
++++ 
(frio, pH, Aw) 
++ 
(frio, pH, Aw) 
++ 
Aw, pH, frio 
Inativação pelo 
calor (> 600C) 
Célula vegetativa 
++++ 
Forma esporulada + 
Toxina ++++ 
++++ 
++++ 
++++ 
Célula ++++ 
Toxina - 
++++ 
++++ 
++++ 
++++ 
Contaminação 
humana direta 
- 
++ 
++(+) 
+++ 
++++ 
++ 
- 
- 
- 
Contaminação 
cruzada 
(+) 
++ 
++++ 
+++ 
++ 
+ 
+ 
+ 
+
SEGMENTO MESA 69 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Perigo Importância por grupo de alimentos/ 
habitat 
Evitar 
contaminação de 
origem 
Inibição 
(Fornecedor) 
Inativação pelo 
calor (> 600C) 
Contaminação 
humana direta 
Contaminação 
cruzada 
Plesiomonas 
shigelloides 
Yersinia 
enterocolitica 
Bacillus cereus 
Campylobacter spp 
C. perfringens 
Toxinas de 
cianobactérias 
Coxiella burnetti 
Vírus da hepatite 
Rotavírus 
Vírus da 
poliomielite 
Taenia spp e 
Cisticerco 
Pescados da costa, água não potável, 
verduras (ambiental). 
Verduras cruas, raramente pescados, água 
não potável. 
Cereais, cárnicos (todo o meio ambiente). 
Carne de aves (animais domésticos). 
Carnes cozidas (meio ambiente, material 
fecal). 
Água obtida de fontes superficiais com 
floração de cianobactérias tóxicas. 
Leite não pasteurizado (gado bovino). 
Água não potável, verduras irrigadas com 
água contaminada (fezes humanas). 
Água não potável, verduras irrigadas com 
água contaminada (fezes humanas). 
Água não potável, verduras irrigadas com 
água contaminada (fezes humanas), controle 
por vacinação. 
Verduras adubadas com fezes frescas de animais 
Carne bovina e suína de animais doentes. 
++ 
Aw, pH 
++ 
(frio, pH, Aw) 
++ 
(frio, Aw, pH) 
++ 
(frio, 
congelamento) 
++ 
(frio) 
- 
(+) 
- 
- 
- 
++++ 
(congelamento) 
- 
- 
- 
- 
- 
++++ 
++++ 
++ 
++ 
+++ 
++++ 
++++ 
++++ 
Célula vegetativa 
++++ 
Forma esporulada 
++ 
++++ 
Célula vegetativa 
++++ 
Forma esporulada 
+ (+) 
- 
++++ 
++++ 
++++ 
++++ 
++++ 
- 
- 
+ 
+ 
- 
- 
++ 
++ 
++ 
(+) 
+ 
+ 
+ 
++ 
+ 
- 
- 
+ 
+ 
+ 
(+) 
(+)
70 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES Perigo Evitar 
Inibição 
Inativação pelo 
Contaminação 
Contaminação 
Importância por grupo de alimentos/ 
GUIA contaminação de 
(Fornecedor ) 
calor (> 600C) 
humana direta 
cruzada 
habitat 
origem 
DE Toxoplasma gondii 
ELABORAÇÃO Cyclospora 
DO cayetanensis 
Cryptosporidium 
PLANO parvum 
APPCC 
Entamoeba histolitica, 
Balantidium coli, 
Giardia lamblia e 
outros 
Anysakis sp e 
outros parasitos de 
pescados marinhos 
Toxinas marinhas 
Histamina e outras 
aminas tóxicas 
Pesticidas 
Solanina 
Micotoxinas 
++ 
++++ 
++++ 
++++ 
+++ 
++++ 
++++ 
++++ 
- 
++++ 
(associado às 
condições de 
ensilagem de grãos 
e à qualidade das 
rações animais) 
++++ 
(congelamento) 
+ 
+ 
+ 
++++ 
(congelamento) 
- 
++++ 
- 
- 
- 
++++ 
++++ 
++++ 
++++ 
++++ 
- 
- 
- 
++++ 
- 
+ 
- 
- 
+(+) 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
+ 
- 
- 
- 
+ 
- 
- 
Carne bovina crua e mal cozida (animais 
domésticos infectados). 
Água não potável, verduras e morango 
(fecal). 
Água não potável, verduras e morango 
(fecal). 
Água não potável, verduras e morango 
(fecal). 
Pescados marinhos (costa). 
Espécie de peixe tóxico (baiacu), 
moluscos (ostras, mexilhão, vôngoli), por 
floração de algas tóxicas na costa marítima. 
Pescados com teores altos de histidina e 
queijos frescos (abuso de temperatura). 
Frutas, legumes e vegetais e seus derivados, 
carnes e seus derivados (aplicação na 
lavoura e nos animais - carrapaticidas). 
Batata crua, com brotos, pontos verdes. 
Grãos (amendoim, milho, etc); 
Frutas (várias, fungadas), alho, cebola; 
Sucos (maçã); 
Leite e derivados fabricados com leite 
contaminado; café 
(ração contaminada, ensilagem inadequada).
SEGMENTO MESA 71 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Perigo Importância por grupo de alimentos/ 
habitat 
Evitar 
contaminação de 
origem 
Inibição 
(Fornecedor) 
Inativação pelo 
calor (> 600C) 
Contaminação 
humana direta 
Contaminação 
cruzada 
Resíduo de 
antibióticos 
Outros 
medicamentos 
veterinários 
(hormônios, 
tratamentos anti-parasitários) 
Resíduo de 
detergentes 
Metais pesados 
Aditivos tóxicos 
Partículas sólidas 
Leite e derivados, carnes e derivados, 
peixes de criação, determinadas frutas 
(uva) (aplicação na produção primária). 
Leite e derivados, carnes e derivados 
(aplicação inadequada de hormônios, 
tratamento de doenças animais). 
Todos os alimentos (programa de limpeza 
inadequados). 
Vegetais, animais, pescados (solo, água 
contaminados com metais pesados). 
Todos os alimentos aditivados com 
substâncias tóxicas (uso inadequado pela 
indústria produtora). 
Todos os alimentos (equipamentos mal 
conservados, manipulação/controle 
inadequados). 
++++ 
++++ 
+ 
++++ 
++++ 
(nível de produção) 
+++ 
(nível de produção) 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
+ 
(+) 
- 
+ 
Legenda: ++++ = muito importante; +++ = importante; ++ = moderadamente importante; + = pouco importante; (+) = pouco significativo; - = insignificante
72 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE F – CONTROLE DE PERIGOS BIOLÓGICOS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Parasitos 
Perigo Medidas preventivas mais usadas 
Patógenos formadores de esporos: Clostridium 
botulinum, Clostridium perfringens, Bacillus cereus e 
outros. 
1. Na aquisição de matérias-primas (crítico se não houver tratamento térmico no processo): 
• Fornecedor credenciado, com Sistema APPCC implementado. 
• Ter especificações para o patógeno. 
• Exigir certificado de análise, quando aplicável. 
• Ter controle de fornecedores através de análises. 
• Controle da água de lavagem de vegetais, utilizada por fornecedores. 
2. No processamento: 
• Tratamento térmico adequado para eliminação do patógeno. 
• Controle de tempo/temperatura para evitar proliferação que aumente o risco. 
• Controle de fatores que afetam a multiplicação, tais como: pH, acidez, AW, conservantes, °Brix, concentrações de NaCl. 
3. Nos manipuladores: 
• Controle de portadores (Salmonella sp). 
• Higiene pessoal. 
4. No ambiente: 
• Limpeza e sanificação dos equipamentos e ambiente (evitar recontaminação pós-processo térmico). 
• Evitar goteiras no teto e aerossóis na limpeza de pisos e canaletas (Listeria monocytogenes). 
1. Na aquisição de matérias-primas: 
• Inspeção veterinária para controle de parasitas, como Taenia em carnes de bovina e suína. 
2. No processamento: 
• Utilização de congelamento, aquecimento, dessecação e salga para inativação do parasito. 
1. Na aquisição de matérias-primas: 
• Evidências de controle durante a produção (especialmente dos aspectos higiênico-sanitários), exceto C. botulinum. 
• Exigir certificado de análise, quando aplicável, exceto C. botulinum. 
• Especificações microbiológicas (controle de esporos de patógenos específicos ou de grupos), exceto C. botulinum. 
• Controle dos fornecedores através de análises, exceto C. botulinum. 
2. No processamento: 
• Tratamento térmico adequado para eliminação do patógeno. 
• Nos apertizados de baixa acidez, dar tratamento correspondente a Fo. 
• Controle da recravação e da água de resfriamento (concentraçãop de cloro) nos apertizados. 
• Produtos com alta concentração de açúcar ou de ácido, que serão armazenados à temperatura ambiente, devem ser processados por 
combinação de tratamento térmico com a acidez ou com a concentração de açúcar. 
• Produtos para serem armazenados a temperaturas baixas, processados com tratamento térmico subletal, devem ter outros fatores (pH, 
acidez, AW, conservantes) que evitem o crescimento de Clostridium botulinum. 
• Controle dos fatores intrínsecos de produtos (pH, acidez, AW, concentração de sal, açúcar, conservantes). 
• Controle do tempo e temperatura durante transporte e armazenamento para evitar multiplicação. 
Células vegetativas de patógenos: Salmonella sp, 
Shigela sp, Escherichia coli, Yersinia enterocolitica e 
outras.
SEGMENTO MESA 73 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Vírus presente em alimentos: Hepatite A, SRSV, 
Rotavírus, vírus Norwalk. 
Protozoários, Cryptosporidium parvum, Giardia intestinalis 
(lamblia). 
1. Na aquisição de matérias-primas: 
• Controle da água de lavagem de verduras utilizada pelos fornecedores. 
• Moluscos extraídos de áreas livres de contaminação. Moluscos depurados. 
2. No processamento: 
• Tratamento térmico ou irradiação para eliminação do microrganismo. 
3. Nos manipuladores: 
• Higiene pessoal. 
1. Na aquisição de matérias-primas: 
• Ter especificações para o patógeno e/ou toxina. 
• Exigir certificado de análise, quando aplicável. 
• Evidências de controle durante a produção (no fornecedor). 
• Controle do tempo em que a matéria-prima permanece na temperatura que permite a multiplicação dos microrganismos anterior-mente 
ao processamento. 
2. No processamento: 
• Controle adequado dos parâmetros que afetam a multiplicação (temperatura, tempo, pH, acidez, Aw). 
• Desenho dos equipamentos que minimizem os pontos mortos. 
3. Nos manipuladores: 
• Controle de portadores. 
• Higiene pessoal. 
4. No ambiente: 
• Sistemas adequados de limpeza e sanificação após processamento. 
1. Na aquisição de matérias-primas: 
• Tratamento térmico da água utilizada como ingrediente. 
• Utilização de água filtrada. 
• Verduras irrigadas com água de fontes não contaminadas. 
2. No processamento: 
• Pasteurização de leite cru. 
• Tratamento térmico com temperatura alta. 
Toxinas pré-formadas termorresistentes: Staphylococcus 
aureus, toxina emética de Bacillus cereus. 
Fonte: Doyle (1989 e 1997); Jay (1992); Leitão(1987); Levine (1987); Nortimore & Wallace (1994); Price (1997); Ryan (1994).
74 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE G – CONTROLE DE PERIGOS QUÍMICOS 
GUIA DE ELABORAÇÃO Bolores (Micotoxinas): patulina, aflatoxina, tricotecenos 
e outras. 
DO PLANO APPCC 
Histamina 
Produtos de limpeza 
Perigo Medidas preventivas mais usuais 
Pesticidas, resíduos veterinários (hormônios, promotores 
de crescimento, antibióticos), plastificantes nos envases, 
metais tóxicos, PCBs (Bifenílicos Policlorados). 
1. Na aquisição da matéria-prima: 
• Análise dos lotes adquiridos. 
• Exigir certificado de análise, quando aplicável. 
• Evidências de controle durante a produção (no fornecedor). 
2. No processamento: 
• Controle da produção e armazenamento para impedir o desenvolvimento de bolor e formação de micotoxinas em grãos de 
cereais e frutas dessecadas. 
• Tratamento térmico para destruir bolores e/ou controlar sua multiplicação. 
• Armazenamento em ambiente com umidade controlada. 
• Controle de fatores intrínsecos (concentração de sal, de açúcar) para reduzir a Aw a níveis < 0,7. 
1. Na aquisição da matéria-prima (pescado) 
• Controle da temperatura. 
• Análise dos lotes adquiridos. 
• Exigir certificado de análise, quando aplicável. 
2. No processamento 
• Armazenamento sob refrigeração. 
• Evitar manutenção prolongada em temperaturas acima de 10°C. 
• Utilização de compostos atóxicos e compatíveis com os alimentos. 
• Armazenamento dos produtos de limpeza em locais separados e controlados. 
• Etiquetas especificando os produtos químicos e acondicionamento em embalagens apropriadas. 
• Procedimentos de limpeza e práticas de manipulação seguras. 
• Especificações que incluam o cumprimento dos níveis máximos de utilização. 
• Controle do preparo e da aplicação de pesticidas e produtos veterinários (produção primária). 
• Observação do período de carência de pesticidas e produtos veterinários (produção primária). 
• Seleção de embalagem que evite a migração de seus compostos para o produto. 
• Programa de controle de matéria-prima. 
• Verificação dos registros dos fornecedores para saber do risco de contaminação das matérias-primas devido ao uso de 
hormônio e antibióticos no tratamento dos animais. 
• Testes rápidos para verificar a presença de antibióticos em leite. 
• Uso controlado de inseticida, raticida, fungicida, no tratamento de ambientes da unidade e em materiais de transporte.
SEGMENTO MESA 75 
ANEXOS E APÊNDICES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Perigo Medidas preventivas mais usuais 
Nitratos, nitritos e nitrosaminas e outros aditivos 
químicos. 
• Especificações e vigilância no caso de contaminação por estes compostos. 
• Como aditivos, deve ser feita a verificação do cumprimento dos níveis permitidos por meio de coleta de amostras e análises. 
• Práticas de manipulação segura, instruções de uso escrita, armazenamento em embalagens apropriadas, etiquetadas e devida-mente 
fechadas. 
• Conscientização sobre o potencial alergênico de certos ingredientes, ressaltando, através de etiquetas com a composição do 
produto, qualquer componente potencialmente alergênico. Evitar o uso de categoria genérica nas etiquetas, como “pescado” 
ou “frutas secas”, pois determinadas pessoas podem ser alérgicas a certos tipos de pescado ou frutas secas. 
• Limpeza eficaz do equipamento. 
• Controle de produtos reciclados. 
Alérgenos/intolerância alimentar.
76 SEGMENTO MESA 
ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE H – CONTROLE DE PERIGOS FÍSICOS 
GUIA DE Perigo Medidas preventivas mais usuais 
ELABORAÇÃO Contaminação física intrínseca das matérias-primas: 
• Utilização de filtração, centrifugação, detecção de metais, separação por ar, ímãs, peneiras, para retirada dos contaminantes 
ossos (carne/pescado), vidro, madeira, metal, plástico. 
físicos das matérias-primas líquidas. 
• Separação através de inspeção, lavagem, peneiras, ímãs, flotação, classificação eletrônica por cor, no caso de produtos como 
nozes, frutas dessecadas, frutas e vegetais. 
DO • Detecção por raio X, detetor de metais, desossadoras, inspeção visual e exame eletrônico para separação desses materiais em 
produtos grandes e sólidos (pescado, couve-flor, doces e outros). 
PLANO Contaminantes físicos provenientes de contaminações 
• Os vidros de envase devem ser mantidos, sempre que possível, fora da área de produção. 
cruzadas: vidro, madeira, metal, plástico. 
• APPCC 
Eliminação de todo vidro, exceto da iluminação que deverá estar protegido com coberturas plásticas ou ser à prova de explosão. 
• Supervisão de quebras no envasamento: imersão/lavagem/sopragem dos produtos envasados em vidro ou plástico duro e 
quebrável, antes do seu uso. 
• Eliminação de elementos de madeira (plataforma, escovas, pincéis, ferramentas, pallets) da área de produção e envase. 
• Separação de todos os materiais de embalagem. 
• Evitar objetos de plástico e metálicos, como jóias, porcas, parafusos, ferramentas pequenas. 
• Todos os produtos devem passar pelo detetor de metais ou detetor de partículas sólidas pelo menos uma vez e, se possível, pró-ximo 
da etapa final, após embalagem. O detetor deve ter sensibilidade apropriada para o produto, capacidade para detectar 
peças pequenas, ser calibrado e ter a função comprovada periodicamente.
PARTE 
ESPECÍFICA
PARTE ESPECÍFICA 79 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
RESTAURANTES E OUTROS ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Esta classe é dividida nas seguintes subclasses: 
- Restaurante Comercial 
Esta subclasse compreende: 
1. Atividades de vender e servir comida preparada, com ou sem bebidas alcoólicas, com ou sem 
entretenimento ao público em geral, com serviço completo em locais estabelecidos; 
2. A exploração de vagões-restaurante. 
- Restaurante Industrial 
Esta subclasse compreende: 
1. Atividades de vender e servir comida preparada, sem bebidas alcoólicas, com ou sem 
entretenimento ao público em geral, com serviço completo, de caráter privativo para grupos 
de pessoas em fábricas, universidades, colégios, caserna, órgãos públicos, etc. Esta atividade 
requer o uso de equipamentos sofisticados e de grande capacidade produtiva; 
2. Cozinhas escolares, creches, asilos e orfanatos; 
3. Cozinhas hospitalares sem área específica para elaboração de dietas enterais e lactários. 
- Cozinha Hospitalar 
Esta subclasse compreende: 
1. Atividades de fornecer e servir dietas especiais realizadas para clientela com necessidades 
específicas em ambiente determinado; 
2. Lactários, bancos de leite; 
3. Cozinha para formulação de dietas enterais.
80 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
- Fornecimento de Refeições Transportadas 
Esta subclasse compreende: 
1. A preparação de refeições em cozinha central por conta de terceiros para fornecimento a: 
Empresas de linhas aéreas e outras empresas de transporte; 
Cantinas, restaurantes de empresas e outros serviços de alimentação privativos; 
2. Preparação de refeições ou pratos cozidos, inclusive congelados, entregues ou servidos em 
domicílio; 
3. Os serviços de buffet e organização de banquetes, cocktails, recepções, etc. 
CHOPERIAS, WHISKERIA E OUTROS ESTABELECIMENTOS 
ESPECIALIZADOS EM SERVIR BEBIDAS 
Esta classe é dividida nas seguintes subclasses: 
- Lanchonetes, Casas de chá, de sucos e similares 
Esta subclasse compreende: 
1. O serviço de alimentação para consumo no local, com venda ou não de bebidas, em 
estabelecimentos que não oferecem serviço completo; 
2. Lanchonetes self service, pastelarias, casas de suco, sorveterias, botequins, etc. 
Esta subclasse não compreende a venda de bebidas através de máquinas automáticas. 
- Cantinas (Serviços de alimentação privativos) 
Esta subclasse compreende os serviços de exploração própria e de exploração por terceiros e 
engloba: 
- O serviço de alimentação e a venda de bebidas, em caráter privativo para grupos de pessoas em 
fábricas, universidades, colégios, associações, casernas, órgãos públicos, etc.
PARTE ESPECÍFICA 81 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
OUTROS SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO 
Esta classe compreende: 
- O serviço de alimentação de comida preparada, para o público em geral, em locais abertos, 
permanentemente ou não, tipo trailer, quiosques, carrocinhas e outros tipos de ambulantes de alimentação. 
FABRICAÇÃO DE OUTROS PRODUTOS ALIMENTÍCIOS 
Fabricação de produtos de padaria, confeitaria e pastelaria 
Esta classe compreende: 
1. A fabricação de produtos de padaria e confeitaria (pães, roscas, bolos, tortas e doces, etc.). 
2. A fabricação de produtos de pastelaria (pastéis, empadas, pizzas e outros salgados). 
3. A produção de farinha de rosca. 
Esta classe não compreende: 
1. A produção de massas mescladas e preparadas para pães. 
2. A produção de massas alimentícias, tipo macarrão. 
3. A fabricação de bisnagas e bolachas. 
PLANOS APPCC - SEGMENTO MESA 
Os exemplos a seguir têm a finalidade de: 
Caracterizar fluxogramas (organogramas de fluxo) de preparações, considerando as possíveis 
etapas de preparo; 
Analisar cada etapa, com base em possíveis perigos; 
Avaliar, com base no fluxograma, quais etapas são Pontos de Controle (PC) e quais são Pontos 
Críticos de Controle (PCC).
82 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Observações importantes: 
1. É importante ressaltar que estes fluxos e planos são exemplos teóricos, criados a partir de 
experiências pessoais e de literatura. O Plano APPCC deve ser elaborado após criterioso 
levantamento do fluxo de processo e observação de todas as etapas de preparo in-loco e 
obedecendo-se a uma metodologia como a que está proposta no presente guia, para determinar 
os PCC. 
2. Os exemplos devem ser considerados como fluxogramas e planilhas de registro, com referência 
exclusiva a controle de perigos ligados à saúde pública. Não estão contemplados perigos à 
qualidade e à fraude econômica. 
3. Os PC, para efeito deste manual, foram considerados como etapas, cujos perigos são controlados 
prioritariamente pelos pré-requisitos (procedimentos de BP e PPHO). Nos exemplos a seguir, 
estão assinalados os possíveis PC de cada preparação. Em alguns PC, são aplicados os 7 
Princípios, utilizados no controle de pré-requisitos e que devem ser monitorizados 
(especialmente os PPHO). Não significa, com isto, que um PC é mais importante que o outro. É 
importante que, nos PC, o procedimento implementado resulte em controle efetivo do perigo. 
Caso não seja garantida a efetividade do controle, é necessária uma análise para ver se deve 
ser considerado como PCC. 
4. Caso não tenha sido caracterizado um perigo à saúde para uma etapa em questão, no formulário 
deverá constar “NENHUM”. Esta etapa, porém, poderá ser objeto de controle para outros tipos 
de perigos (relacionados à qualidade ou fraude econômica). 
5. A descrição do preparo, nos exemplos em questão, tem por objetivo fornecer subsídios para 
melhorar o entendimento das etapas do fluxograma. Na elaboração do Plano APPCC, a unidade 
de produção deverá considerar os aspectos normativos para a redação dos procedimentos 
operacionais. 
É importante ressaltar que os fluxos e planos apresentados a seguir foram divididos de acordo 
com as subclasses das Unidades de Serviço já descritas e de grupo de produtos. Vale observar que 
são exemplos de natureza teórica. 
Todos os anexos citados no formulário J - Resumo do Plano APPCC - encontram-se no final deste 
Guia, como exemplos a serem seguidos. Esses anexos devem ser montados de acordo com as 
particularidades de cada Unidade de Produção.
PARTE ESPECÍFICA 83 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
1E INDUSTRIAL 
COZINHA COMERCIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Grupo de produtos: 
• Hortifrutigranjeiros servidos crus; 
• Hortifrutigranjeiros que recebem tratamento térmico brando; 
• Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, adicionados de hortifrutigranjeiros crus, ou 
produtos industrializados, ou cárneos cozidos ou não; 
• Grãos, cereais, farináceos e massas secas ou pré-cozidas servidos quentes ou frios, exceto 
farofa e similares; 
• Alimentos de origem animal tratados termicamente (carnes bovinas, suínas, aves e ovos, 
pescados e seus produtos); 
• Carnes e pescados salgados tratados termicamente; 
• Farofa.
84 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FLUXOGRAMAS - RESTAURANTE COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GRUPO A: 
Hortifrutigranjeiros (hortaliças, legumes e frutas) 
servidos crus 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Saladas de alface, agrião, acelga, chicória, rúcula, cenoura ralada, beterraba ralada, tomate, 
cebola, salada de frutas e frutas manipuladas (descascadas e cortadas ou picadas). 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido frio em temperatura inferior a 10OC. 
Formas de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em balcão refrigerado. 
b) Descentralizada: 
- Transporte: em recipientes isotérmicos; 
- Distribuição: em balcão refrigerado. 
Prazo de validade: 
Em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas e em temperaturas entre 10OC e 21OC por, 
no máximo, 2 horas. 
Instruções contidas no rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e exposição para comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
PARTE ESPECÍFICA 85 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Hortifrutigranjeiros servidos crus 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B,Q,F) 
(CORTE, DESCASQUE, ETC.) 
CATERER MONTAGEM TRANSPORTE 
MANUTENÇÃO PCC2 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC3 (B) 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1 – Recebimento 
São adquiridos hortifrutigranjeiros de fornecedores cadastrados (Modelo 01) e que obtiveram pontuação 
acima de 80% de conformidade no check list de Visita Técnica a Fornecedores (Anexo 01). 
São recebidos hortifrutigranjeiros que apresentam aparência sem defeitos físicos ou mecânicos; 
ausência de manchas, sujidades, corpos estranhos, insetos e larvas; e, grau de maturação de 
acordo com a finalidade do produto. 
Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes 
incolores, em caixas plásticas ou em caixas de madeira.
86 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
2 – Armazenamento 
Nas unidades que possuem área para pré-lavagem: os hortifrutigranjeiros são transferidos para 
caixas plásticas fenestradas e jateadas com água potável, sob pressão. 
Nas unidades que não possuem área de pré-lavagem: após terem sido retiradas as unidades ou 
folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros são transferidos para sacos plásticos 
transparentes e incolores ou caixas plásticas. 
Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8OC e 10OC (quando a unidade 
tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente. Neste caso, são utilizadas 
somente caixas plásticas, que permitem a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados 
fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades. 
3 – Higienização 
Os hortifrutigranjeiros são selecionados, onde são retiradas as unidades ou folhas danificadas. 
Depois são lavados um a um ou folha a folha, em água corrente e acondicionados em utensílio 
tipo escorredor. 
Os hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, no mínimo com 100 ppm 
e no máximo com 250 ppm de cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante 
do sanitizante que está sendo utilizado). Manter imerso por, no mínimo, 15 minutos. 
Após esta etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados em água corrente potável, utilizando-se 
um recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizado. 
4 - Corte, descasque, etc 
Os hortifrutigranjeiros são manipulados (cortados e/ou descascados), com auxílio de tábua de 
polipropileno e faca, devidamente higienizadas. Alguns hortifrutigranjeiros, tipo cenoura e 
beterraba, podem ser ralados, com auxílio de ralador manual ou industrial, devidamente 
higienizado. 
5 – Montagem 
Os hortifrutigranjeiros inteiros, cortados ou ralados são acondicionados em recipientes 
higienizados (tipo cuba inox, travessa inox, cumbuca plástica individual ou embalagem 
aluminizada), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa 
própria ou com filme plástico (PVC atóxico).
PARTE ESPECÍFICA 87 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
No caso de serviço centralizado: 
6 – Manutenção 
Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a frio (temperatura máxima de 
10OC), onde o produto pronto permanece em temperatura de até 10OC no máximo por 4 horas ou 
em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. 
7 – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura de até 
10OC, no máximo por 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC, no máximo por 2 horas. O 
tempo e a temperatura que o produto pronto ficou na manutenção são considerados nesta etapa. 
Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. 
Obs: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de montagem, seguir o Fluxograma de 
Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer.
88 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS-PRIMAS E INGREDIENTES 
GUIA DE PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) 
ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias-primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar 
Apêndices B, C, D, E e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) 
DO PLANO Matéria-prima / Ingrediente Perigo Biológico Perigo Físico Perigo Químico Justificativa Medidas Preventivas 
APPCC 
Verduras, 
Frutas e 
Legumes 
Enterobactérias 
patogênicas (ex: 
Salmonella sp, Shigella 
sp); 
V. cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos (ex: Vírus da 
hepatite); Parasitos 
humanos (ex: Cyclospora 
Cayetanensis, Entoameba 
hystolitica; e Giardia 
intestinalis). 
Arame, 
prego, 
madeira. 
Pesticidas (vários); 
Micotoxinas; 
Resíduo de antibióticos 
(exemplo: uva). 
B,Q,F: Contaminação de 
origem, transporte, 
distribuição e 
armazenamento. 
B,Q,F: Qualificação de 
fornecedores através de 
Visita Técnica (devem ter 
pelo menos BPA - Boas 
Práticas Agropecuárias) e 
obedecer aos intervalos 
de segurança 
estabelecidos na 
aplicação de pesticidas). 
B,F: Seleção e lavagem. 
B: Desinfecção, 
conservação sob 
refrigeração.
PARTE ESPECÍFICA 89 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS 
(Q) / FÍSICOS (F) 
Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos 
(Consultar Apêndices B, C, D e E e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral). 
Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
Recebimento 
Armazenamento 
Higienização 
Corte, descasque, etc. 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos. 
Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; 
Resíduos de antibióticos. 
F: Arame, pregos, madeiras. 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos. 
Q: Nenhum. 
F: Arame, pregos, madeiras. 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Víbrios patogênicos; 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos. 
F: Arame, pregos,madeiras. 
Q: Níveis elevados de cloro residual. 
B: Staphylococcus aureus, Enterobactérias 
patogênicas. 
Q, F: Nenhum. 
B, Q, F: Contaminação de origem, do 
transporte ou do armazenamento. 
B: Multiplicação microbiana devido à 
temperatura de armazenamento 
inadequada. 
B: Sobrevivência de microrganismos devido 
ao uso de solução clorada em 
concentração inadequada e/ou tempo de 
contato insuficiente. 
Recontaminação devido à utilização de 
água contaminada para o enxágüe. 
Q: Falhas na dosagem de cloro ou enxágüe 
insuficiente 
B: Recontaminação e contaminação 
cruzada devido à higiene inadequada de 
mãos e utensílios/equipamentos. 
B, Q, F: Fornecedor cadastrado e 
conforme. 
BP de transporte a acondicionamento, 
critérios de recepção. 
B: Ambiente refrigerado. 
BP: Instalações, Equipamentos e 
Utensílios 
B: Utilização de água potável. Controlar 
qualidade da água. Reduzir contaminantes 
patogênicos à níveis aceitáveis (Uso de 
solução clorada entre 100 ppm e 250 ppm 
por no mínimo 15 minutos). 
Q: Dosagem de cloro correta e enxágüe. 
F: Retirada seletiva e por arraste. 
B: Treinamento em BP: Higiene de 
utensílios/equipamentos e mãos de 
manipuladores.
90 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa do Preparo Perigos Justificativa 
Medidas Preventivas 
GUIA DE Montagem 
B: Enterobactérias patogênicas; 
B: Recontaminação e contaminação 
B: Treinamento em BP: Higiene de 
Staphylococcus aureus. 
cruzada devido à higiene inadequada de 
utensílios e mãos de manipuladores. 
Q, F: Nenhum. 
mãos e utensílios. 
ELABORAÇÃO Manutenção 
B: Enterobactérias patogênicas. 
B: Multiplicação de microrganismos devido 
B: Controlar a temperatura do 
Q, F: Nenhum. 
à manutenção em temperatura inadequada 
equipamento de manutenção, do alimento 
por tempo prolongado. 
e o tempo entre preparo e exposição ao 
DO consumo. 
PLANO Distribuição 
B: Enterobactérias patogênicas. 
B: Multiplicação de microrganismos devido 
B: Controlar tempo e temperatura do 
Q, F: Nenhum. 
à manutenção em temperatura inadequada 
alimento entre preparo e consumo. 
por tempo prolongado. 
APPCC
PARTE ESPECÍFICA 91 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA E INGREDIENTE CRÍTICO 
Produtos Perigos Identificados Questão 1 
O perigo ocorre acima de níveis 
aceitáveis? 
Questão 2 
O processo ou o usuário 
eliminará ou reduzirá o perigo a 
um nível aceitável? 
Crítica / Não Crítica 
(C ou NC) 
Verduras, 
Frutas e 
Legumes 
B: Enterobactérias patogênicas 
(ex: Salmonella sp, Shigella sp); 
V. cholerae; 
Vírus entéricos patogênicos (ex: 
Vírus da hepatite); Parasitos 
humanos 
(ex: Cryptosporidium parvum, 
Entoameba hystolitica; e Giardia 
intestinalis). 
Q: Pesticidas (vários); 
Micotoxinas; 
Resíduo de Antibióticos (ex: uva). 
F: Arame, pregos, madeiras. 
SIM 
NÃO 
SIM 
SIM 
—— 
SIM 
NÃO CRÍTICA 
NÃO CRÍTICA 
NÃO CRÍTICA
92 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO 
GUIA DE Etapa do Processo Perigos 
O perigo é 
Questão 1 
Questão 2 
Questão 3 
Questão 4 
PC/PCC 
(B,Q e F) 
controlado pelo 
Existem medidas 
Esta etapa elimina 
Esta etapa previne 
Uma etapa 
programa de pré-requisitos? 
preventivas para o 
ou reduz o perigo 
a ocorrência do 
subseqüente 
ELABORAÇÃO perigo? 
a níveis 
perigo? 
eliminará ou 
Se sim, é efetivo? 
aceitáveis? 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
DO Recebimento 
PLANO APPCC 
Armazenamento 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos. 
Q: Pesticidas 
(vários); 
Micotoxinas; 
Resíduos de 
antibióticos. 
F: Arame, pregos, 
madeiras. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrios 
patogênicos; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos. 
Q: Nenhum. 
F: Arame, pregos, 
madeiras. 
NÃO 
SIM/SIM 
NÃO 
NÃO 
-- 
NÃO 
NÃO 
NÃO 
NÃO 
-- 
NÃO 
SIM 
SIM 
SIM 
-- 
SIM 
NÃO 
NÃO 
SIM 
-- 
NÃO 
SIM 
-- 
-- 
PC 
-- 
PC 
-- 
--
PARTE ESPECÍFICA 93 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Processo Perigos 
significativos (B,Q 
e F) 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrios patogênicos; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos. 
Q: Níveis elevados de 
cloro residual. 
F: Arame, pregos, 
madeiras. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Q, F: Nenhum. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus aureus 
Q, F: Nenhum. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Q, F: Nenhum. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Q, F: Nenhum. 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo 
a níveis 
aceitáveis? 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
Questão 4 
Uma etapa 
subseqüente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
PC/PCC 
Higienização 
Corte, descasque, 
etc. 
Montagem 
Manutenção 
Distribuição 
NÃO 
-- 
-- 
SIM / SIM 
-- 
SIM / SIM 
-- 
NÃO 
-- 
NÃO 
-- 
SIM 
SIM 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
SIM 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
SIM 
-- 
SIM 
SIM 
SIM 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
NÃO 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
NÃO 
-- 
PCC 1 (B) 
PCC 1 (Q) 
PCC 1 (F) 
PC 
-- 
PC 
-- 
PCC 2 (B) 
-- 
PCC 3 (B) 
--
94 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
GUIA DE Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PCC 
Preventivas 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Acondicionamento, 
transporte e 
cadastro de 
fornecedor. 
Como? Observação 
visual. 
Inspeção da 
unidade de 
transporte. 
Quando? Em cada 
ato de 
recebimento. 
Quem? Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? Estoquista. 
Recebimento 
Armazenamento 
PC 
PC 
Q: Pesticidas 
(vários); 
Micotoxinas; 
Resíduos de 
antibióticos. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrios 
patogênicos; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos 
humanos. 
Fornecedor 
cadastrado e 
conforme. 
BP de transporte e 
acondicionamento 
e critérios de 
recepção. 
BP: Instalações, 
Equipamentos e 
Utensílios. 
Controle de 
temperatura. 
Conformidade 
com as 
especificações 
para recebimento. 
Temperatura do 
equipamento < 
10OC. 
Devolver o 
produto. 
Treinamento do 
estoquista. 
Manutenção do 
equipamento e 
transferência dos 
produtos para 
equipamentos 
conformes. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 02). 
Planilha de Não 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Acompanhamento 
do processo. 
Visita Técnica a 
Fornecedores. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios.
PARTE ESPECÍFICA 95 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva 
Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Higienização 
Corte descasque e 
etc. 
Montagem 
PCC1 
(B, Q, F) 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos 
humanos. 
Q,: Níveis 
elevados de cloro 
residual. 
F: Arame, pregos, 
madeiras. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B: Reduzir 
contaminantes 
patogênicos à 
níveis aceitáveis 
(uso de solução 
clorada entre 100 e 
200 ppm por, no 
mínimo, 15 
minutos). 
Q: Enxágüe em 
água potável. 
F: Retirada manual 
e jateamento de 
água potável. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Retirar o produto 
aos poucos para 
manipulação, por, no 
máximo, 30 minutos 
à temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
O quê? 
Concentração da 
solução clorada, 
tempo de contato, 
enxágüe e 
jateamento. 
Como? Kit de 
cloro test, relógio 
e observação 
visual. 
Quando? Uma vez 
a cada turno. 
Quem? Copeira. 
O quê? Higiene 
de manipuladores 
e utensílios / 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? Diário. 
Quem? Gerente. 
O quê? Higiene 
de manipuladores 
e utensílios; tempo 
de montagem. 
Como? Supervisão 
e relógio. 
Quando? Diário e 
a cada processo. 
Quem? Gerente / 
Manipulador. 
Concentração da 
solução clorada 
entre 100 e 200 
ppm e tempo de 
contato < 15 
minutos. 
Q: Cloro residual 
dentro do limite. 
F: Ausência de 
fragmentos 
sólidos. 
Utensílios / 
Equipamentos e 
mãos de 
manipulador em 
condição aceitável 
de higiene. 
Utensílios e mãos 
de manipulador em 
condição aceitável 
de higiene. 
Máximo 30 minutos 
à temperatura 
ambiente ou 
máximo 2 horas à 
temperatura 
climatizada. 
Solicitar a limpeza do 
reservatório e usar 
água mineral ou água 
potável transportada 
até a realização da 
limpeza. 
Não servir 
hortifrutigranjeiros 
crus até a limpeza. 
Compensar o cloro na 
água. 
Repetir o processo de 
cloração, enxágüe e 
retirada de 
fragmentos sólidos. 
Treinamento em BP: 
Higiene pessoal, 
limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos. 
Treinamento em BP: 
Higiene pessoal, 
limpeza e 
desinfecção de 
utensílios. 
Planilha de 
Controle de Cloro. 
Planilha de 
desinfecção de 
hortifrutigran-jeiros 
(Anexo 07). 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão da 
etapa. 
Programa de coleta 
e análise de água 
e de produto. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta e 
análise de amostras 
de utensílios, mãos 
de manipulador, etc. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta 
e análise de 
amostras de 
utensílios, mãos de 
manipulador, etc.
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
96 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
O quê? 
Temperatura do 
produto x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 
uma vez a cada 
turno; alimento: 
de 2 em 2 horas. 
Quem? Copeira. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento e tempo 
entre manutenção 
e distribuição. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? Uma 
hora após o início 
e uma hora antes 
do término do 
horário da 
distribuição. 
Quem? Copeira. 
Manutenção 
Distribuição 
PCC2 
(B) 
PCC3 
(B) 
B: Enterobactérias 
patogênicas. 
B: Enterobactérias 
patogênicas. 
Controle da 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção e 
do alimento e o 
tempo entre 
preparo e 
manutenção. 
Controle da 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção e do 
alimento. 
Tempo entre 
manutenção e 
distribuição. 
Temperatura do 
equipamento < 
10OC. 
Temperatura do 
alimento: até 
10OC por, no 
máximo, 4 horas 
ou entre 10OC e 
21 OC por, no 
máximo, 2 horas. 
Temperatura do 
alimento: até 
10OC por no 
máximo, 4 horas 
ou entre 10OC e 
21 OC por, no 
máximo, 2 horas. 
O tempo e a 
temperatura que 
o produto pronto 
ficou na 
manutenção são 
considerados 
nesta etapa. 
Trocar o alimento 
de equipamento 
quando a 
temperatura do 
mesmo estiver 
>10OC. 
Desprezar 
alimentos que 
permanecerem até 
10OC por mais de 4 
horas ou entre 
10ºC e 21OC por 
mais de 2 horas. 
Desprezar 
alimentos que 
permanecerem até 
10OC por mais de 4 
horas ou entre 
10ºC e 21ºC por 
mais de 2 horas. 
Diminuir 
quantidade de 
alimento no 
recipiente de 
distribuição, para 
diminuir período 
de distribuição, de 
cada recipiente. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
alimentos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios de 
termômetros e 
relógios. 
Supervisão da 
etapa.
PARTE ESPECÍFICA 97 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GRUPO B: 
Hortifrutigranjeiros (hortaliças e legumes) que 
recebem tratamento térmico brando 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Agrião da rabada; repolho refogado; acelga refogada; couve refogada. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido quente à temperatura superior a 65OC. 
Formas de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90º. 
b) Descentralizada: 
- Transporte: em recipientes isotérmicos; 
- Distribuição: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90OC. 
Prazo de validade: 
Em temperatura superior a 65OC, no máximo 12 horas; em temperatura entre 60OC e 65OC, no 
máximo 6 horas, e em temperatura inferior a 60OC, no máximo 3 horas. 
Instruções do rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
98 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO B: 
Hortifrutigranjeiros (hortaliças e legumes) que recebem tratamento térmico brando 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B, Q, F) 
MANIPULAÇÃO 
TRATAMENTO TÉRMICO 
CATERER MONTAGEM TRANSPORTE 
RESFRIAMENTO 
MANUTENÇÃO PCC2 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC 3 (B) 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1 – Recebimento 
São recebidos hortifrutigranjeiros que apresentem aparência sem defeitos físicos ou mecânicos; 
ausência de manchas, sujidades, corpos estranhos, insetos e larvas; grau de maturação de acordo 
com a finalidade do produto. 
Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes e 
incolores, acondicionados em caixas plásticas ou em caixas de madeira.
PARTE ESPECÍFICA 99 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
2 – Armazenamento 
Nas unidades que possuem área para pré-lavagem: os hortifrutigranjeiros são transferidos para 
caixas plásticas fenestradas e jateados com água potável, sob pressão. 
Nas unidades que não possuem área de pré-lavagem: após terem sido retiradas as peças ou 
folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros são transferidos para sacos plásticos 
transparentes incolores ou caixas plásticas. 
Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8OC e 10OC (quando a unidade 
tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente. Neste caso, são utilizadas 
somente caixas plásticas, que permitem a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados 
fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades. 
3 – Higienização 
Os hortifrutigranjeiros são selecionados, onde são retiradas as unidades ou folhas danificadas. 
Depois são lavados, um a um ou folha a folha, em água corrente, e acondicionados em utensílio 
tipo escorredor, devidamente higienizado. 
Como nesse caso os hortifrutigranjeiros sofrem tratamento térmico brando, ou seja, não são 
efetivamente cozidos (no mínimo 74OC no centro geométrico ou correspondente), os mesmos 
devem ser higienizados antes do tratamento térmico. 
Os hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, no mínimo com 100 ppm 
e no máximo com 250 ppm de cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante 
do sanitizante que está sendo utilizado). Manter imerso por, no mínimo, 15 minutos. 
Após essa etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados em água corrente potável, utilizando-se 
um recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizado. 
4 - Corte 
Os hortifrutigranjeiros são manipulados (cortados), com auxílio de tábua de polipropileno, faca 
e mãos, devidamente higienizadas. 
5 – Tratamento Térmico 
Os hortifrutigranjeiros são levados à caldeira ou panela, contendo óleo para que ocorra o 
“abrandamento” do mesmo. A temperatura no centro geométrico do alimento não atinge os 
limites estabelecidos para um processo de cocção, ou seja, é mais baixo que: 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
74OC; 
70OC permanecendo por 2 minutos; 
65OC permanecendo por 15 minutos.
100 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
6 – Montagem 
Os hortifrutigranjeiros inteiros ou cortados são acondicionados em recipientes higienizados (tipo 
cuba inox, travessa inox, cumbuca plástica individual ou embalagem aluminizada), já contendo 
outro alimento ou não, com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Então, são cobertos com 
tampa própria, papel alumínio ou equivalente. 
No caso de serviço centralizado: 
7– Manutenção 
Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção quente, onde o produto pronto 
permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperaturas entre 
60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 
horas. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
8 – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece entre 80OC e 90OC. O produto 
pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperaturas 
entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 
3 horas. O tempo e a temperatura em que o alimento ficou na manutenção são considerados 
neste período de tempo. 
Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. 
Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de montagem, seguir o Fluxograma de 
Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
PARTE ESPECÍFICA 101 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Como? Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
Limite Crítico Ação Corretiva Registro Verificação Monitorização Perigo 
Medidas 
Preventivas 
Etapa PC ou 
PCC 
Recebimento 
Armazenamento 
PC 
PC 
Q: Pesticidas 
(vários). 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
B. cereus; 
V. cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos 
humanos. 
Fornecedor 
cadastrado e 
conforme. 
BP de transporte 
e 
acondicionamento 
e critérios de 
recepção. 
BP: Instalações, 
Equipamentos e 
Utensílios. 
Controle de 
temperatura. 
Conformidade 
com as 
especificações 
para recebimento 
Temperatura do 
equipamento 
<10ºC. 
O quê? 
Acondicionameto, 
transporte e 
cadastro do 
fornecedor. 
Como? 
Observação 
Quando? Em cada 
ato de 
recebimento. 
visual. 
Inspeção da 
unidade de 
transporte. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Quem? Estoquista 
Devolver o 
produto e 
reavaliar o 
forneceor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Manutenção do 
equipamento e 
transferência dos 
produtos para 
equipamentos 
conformes. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 02). 
Planilha de Não 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Acompanhamento 
do processo. 
Visita Técnica a 
Fornecedores. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação de 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios.
102 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Perigo Registro Verificação Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva 
Etapa PC ou 
PCC 
O quê? 
Concentração da 
solução clorada, 
Como? Kit de 
cloro test, relógio 
tempo de contato, 
enxágüe e 
jateamento. 
e observação 
visual. 
Quando? Uma vez 
(Anexo 07). 
a cada turno. 
Quem? Copeira. 
O que? 
Abrandamento. 
Como? 
Observação 
visual. 
Quando? 
A cada 
preparação. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Medidas 
Preventivas 
Higienização 
Tratamento 
Térmico 
PCC1 
(B, Q, F) 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos 
humanos. 
Q,: Níveis 
elevados de cloro 
residual. 
F: Arame, pregos, 
madeiras. 
B: Patogênicos 
termosensíveis 
B: Reduzir 
contaminantes 
patogênicos à 
níveis aceitáveis 
(uso de solução 
clorada entre 100 
e 200 ppm por, 
no mínimo, 15 
minutos). 
Q: Enxágüe em 
água potável. 
F: Retirada 
manual e 
jateamento de 
água potável. 
Aplicação 
uniforme da 
temperatura de 
“abrandamento”. 
Concentração da 
solução clorada 
entre 100 e 200 
ppm e tempo de 
contato < 15 
minutos. 
Q: Cloro residual 
dentro do limite. 
F: Ausência de 
fragmentos 
sólidos. 
Solicitar a limpeza 
do reservatório e 
usar água mineral 
ou água potável 
transportada até a 
realização da 
limpeza. 
Não servir 
hortifrutigranjeiros 
crus até a limpeza. 
Compensar o cloro 
na água. 
Repetir o processo 
de cloração, 
enxágüe e 
retirada de 
fragmentos 
sólidos. 
Mistura durante o 
processo. 
Planilha de 
controle de cloro. 
Planilha de 
desinfecção de 
hortifrutigran-jeiros 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Supervisão da 
etapa. 
Programa de 
coleta e análise 
de água e de 
produto. 
Inspeção e 
supervisão visual.
PARTE ESPECÍFICA 103 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
Etapa PC ou 
PCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Corte 
Montagem 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Retirar o produto 
aos poucos para 
manipulação por, 
no máximo, 30 
minutos à 
temperatuta 
ambiente ou 
equivalente. 
Utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipulador em 
condição aceitável 
de higiene. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou, no 
máximo, 2 horas 
à temperatura 
climatizada. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios / 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; tempo 
de montagem. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Gerente e 
Manipulador. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos.
104 PARTE ESPECÍFICA 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
Quando? 
Equipamento: 1 
< a 65OC; Banho-maria: 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 
em 3 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? Copeira. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Quando? 
Equipamento: 1 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 
em 3 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
Manutenção 
Distribuição 
PCC2 
(B) 
PCC3 
(B) 
B: Microrganismos 
patogênicos 
esporulados; 
Toxina 
estafilocócica. 
B: Microganismos 
patogênicos 
esporulados; 
Toxinas 
estafilocócica. 
Temperatura 
correta do 
equipamento de 
manutenção. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição 
adequados. 
Temperatura 
correta do 
equipamento de 
distribuição. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de distribuição 
adequados. 
Temperatura do 
equipamento: 
Estufa e pass 
through: 
água entre 
80ºC e 90ºC. 
Temperatura do 
alimento entre 
60ºC e 65ºC por, 
no máximo, 4 
horas ou abaixo 
de 60ºC por, no 
máximo, 2 horas. 
Água do banho 
térmico: entre 
80OC e 90OC. 
Temperatura do 
alimento acima 
de 65OC por, no 
máximo, 12 
horas; entre 60OC 
e 65OC por, no 
máximo, 6 horas 
e abaixo de 60OC 
por, no máximo, 3 
horas. O tempo e 
a temperatura 
que o produto 
ficou na 
manutenção são 
considerados. 
Retirar o alimento 
do equipamento. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC 
por até 2 horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem por 
mais de 12 horas 
acima de 65OC; por 
mais de 6 horas, 
entre 60ºC e 65ºC e 
por mais de 3 horas 
abaixo de 60ºC. 
Retirar o alimento 
do equipamento. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC por 
até 2 horas ou 
entre 60ºC e 65ºC 
por até 4 horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem por 
mais de 12 horas 
acima de 65OC; por 
mais de 6 horas, 
entre 60ºC e 65ºC e 
por mais de 3 horas 
abaixo de 60ºC. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
alimentos. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
PARTE ESPECÍFICA 105 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GRUPO C: 
Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, 
adicionados de hortifrutigranjeiros crus, ou 
produtos industrializados, ou cárneos cozidos ou 
não 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Hortifrutigranjeiros cozidos, sautée, fritos; saladas mistas à base ou não de maionese; saladas 
cozidas; salpicões. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido frio, em temperatura inferior a 10OC, ou quente, em temperatura 
superior a 65OC. 
Forma de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em balcão refrigerado ou balcão térmico 
b) Descentralizada: 
- Transporte: em recipientes isotérmicos; 
- Distribuição: em balcão refrigerado ou balcão térmico. 
Prazo de validade: 
Servidos frios: em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas e em temperaturas entre 
10OC e 20OC por, no máximo, 2 horas. 
Servidos quentes: em temperatura superior a 65ºC, no máximo 12 horas; em temperaturas entre 
60OC e 65OC, no máximo 6 horas, e em temperaturas inferiores a 60OC, no máximo 3 horas. 
Instruções do rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
106 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, adicionados ou não de hortifrutigranjeiros crus e/ 
ou produtos industrializados ou cárneos cozidos. 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO DE ARMAZENAMENTO DE 
HORTIFRUTIGRANJEIROS PRODUTOS 
INDUSTRIALIZADOS 
LAVAGEM PCC1 (F) 
DESCASQUE / CORTE 
TRATAMENTO TÉRMICO PCC2 (B) 
RESFRIAMENTO PCC3 (B) 
MISTURA 
(DE TODOS OS COMPONENTES) 
CATERER ENVASE TRANSPORTE 
MANUTENÇÃO PCC4 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC5 (B)
PARTE ESPECÍFICA 107 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
Neste fluxograma não serão abordados os procedimentos de recepção, armazenamento e preparo 
dos hortifrutigranjeiros crus e dos produtos cárneos cozidos, pois estes itens estão descritos nos 
fluxogramas específicos dos Grupos A e E, respectivamente. 
1 – Recebimento 
São recebidos hortifrutigranjeiros que apresentem aparência sem defeitos físicos ou mecânicos; 
ausência de manchas, corpos estranhos, insetos e larvas; e grau de maturação de acordo com a 
finalidade do produto. 
Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes 
incolores, em caixas plásticas ou em caixas de madeira. 
No ato do recebimento dos outros possíveis componentes, de acordo com o tipo de produto, as 
seguintes características sensoriais e temperaturas serão observadas e registradas na Planilha de 
Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 2): 
PRODUTO 
Produtos defumados 
Curados 
Embutidos 
Produtos de laticínios 
Enlatados 
Produtos em embalagem 
de vidro 
TEMPERATURA NO 
RECEBIMENTO 
Temperatura ambiente 
Temperatura ambiente 
Máximo de10OC ou de 
acordo com o fabricante 
Entre 0OC e 8OC 
Temperatura ambiente 
Temperatura ambiente ou 
de acordo com o fabricante 
CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS 
Ausência de coloração acinzentada, de mela e de 
cheiro desagradável. 
Não devem apresentar sinais de mela, cor acinzentada, 
sinais de mofo e nem cheiro desagradável. 
Aspecto: firme, não pegajoso. 
Cor: característica de cada espécie, sem manchas 
pardacentas ou esverdeadas. 
Odor: característico. 
Leite: odor e cor característica. Verificar a validade. 
Queijos: observar características: aspecto, cor, odor e 
consistência de cada tipo. Embalagens íntegras. 
Verificar a validade. 
Outros: verificar características do produto e 
integridade das embalagens e data de validade. 
Não devem estar amassadas, enferrujadas ou 
estufadas. data de validade estampada na lata. 
Líquido límpido e sem sinais de fermentação, bolhas de 
ar; embalagem íntegra e sem trincamento. A tampa 
não deve estar enferrujada. Verificar presença de 
vazamentos e validade impressa no rótulo.
108 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
2 – Armazenamento 
Nas unidades que possuam área para pré-lavagem, os hortifrutigranjeiros são transferidos para 
caixas plásticas vazadas e jateados com água potável, sob pressão. 
Nas unidades que não possuem área de pré-lavagem, após terem sido retirados as unidades ou 
folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros são transferidos para sacos plásticos 
transparentes incolores ou caixas plásticas. 
Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8OC e 10OC (quando a unidade 
tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente, quando o consumo for de, 
no máximo, 24 horas ou o produto não necessitar de refrigeração. Neste caso, são utilizadas 
somente caixas plásticas, que permitem a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados 
fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades. 
Os outros produtos: 
Unidades que possuem equipamentos não exclusivos (principalmente quando armazenam diversos 
produtos): antes de armazenar, são retiradas as embalagens externas e os alimentos colocados 
em monoblocos de polipropileno, adequadamente higienizados, ou em sacos plásticos 
transparentes e incolores. 
Cada monobloco ou saco plástico é identificado com uma etiqueta, onde consta a data de entrada; 
nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipulação; data/prazo de validade, 
registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. 
Os alimentos de origem animal são armazenados, de acordo com as instruções do fabricante ou de 
critérios de uso: sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) ou congelado (temperatura inferior a -12OC). 
No caso de câmaras frias, os monoblocos são mantidos sobre estrados fenestrados ou empilhados 
sobre um monobloco vazio. 
3 – Lavagem 
Os hortifrutigranjeiros são selecionados, onde são retiradas as unidades ou folhas danificadas. 
Depois são lavados um a um ou folha a folha, em água corrente. 
4 – Descasque / Corte 
Os hortifrutigranjeiros são manipulados (descascados e/ou cortados), sobre placa de polipropileno 
e com uso de faca, devidamente higienizados.
PARTE ESPECÍFICA 109 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Alimentos servidos quentes: 
5 – Tratamento Térmico 
Cozimento com água: os hortifrutigranjeiros lavados são levados à caldeira ou panela, contendo 
água e temperos, em quantidade suficiente, para que ocorra o cozimento. A temperatura no 
centro geométrico do alimento deve atingir, no mínimo, 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC 
por 2 minutos. 
Fritura: O óleo é aquecido, no máximo, a 180OC, para que os hortifrutigranjeiros lavados e 
escorridos, como, por exemplo, batatas, sejam nele colocados. 
Alimentos servidos frios: 
6 – Resfriamento 
Os produtos frios são refrigerados antes de serem misturados, ou não, aos demais componentes. 
São acondicionados em recipientes rasos (altura máxima de 10cm), devidamente higienizados. 
Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingirem 55OC na superfície, em local 
livre de contaminações. São cobertos e colocados em equipamento de refrigeração (freezer, câmara 
ou geladeira, com temperatura ideal entre 0OC e 4OC). 
Após 2 horas, a temperatura no centro geométrico é monitorada e deve estar em torno de 21OC. 
Após mais 6 horas, a temperatura no centro geométrico deve atingir 4OC. 
7 – Mistura 
Os hortifrutigranjeiros cozidos são transferidos para recipientes higienizados e misturados aos 
outros componentes. 
No caso de preparações em que sejam incorporados hortifrutigranjeiros crus, os mesmos, antes 
da mistura, são tratados/mantidos conforme o Fluxograma dos Hortifrutigranjeiros servidos crus 
(Grupo A). 
No caso da incorporação de carnes ou ovos, também antes desta etapa, são tratados/mantidos 
de acordo com o Fluxograma dos Alimentos de Origem Animal Tratados Termicamente (Grupo E). 
No caso de envasados, incluindo enlatados, os mesmos são retirados de suas embalagens originais 
e pré-preparados, de acordo com as características de cada um deles (adição direta, porcionamento, 
corte, etc.) 
8 - Envase 
Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa 
inox, cumbuca plástica individual ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio (pegador) 
higienizado. Depois são cobertos com tampa própria ou com filme plástico (PVC atóxico). 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
110 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
No caso de serviço centralizado: 
9 – Manutenção 
Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a frio (temperatura máxima de 
10OC), onde o produto pronto permanece em temperatura de até 10OC por, no máximo, 4 horas, 
ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
10 – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura de até 
10OC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. O 
tempo e a temperatura em que o alimento ficou na manutenção são considerados neste período de 
tempo. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
Alimentos servidos quentes: 
7a – Mistura 
Os hortifrutigranjeiros cozidos são transferidos para recipientes higienizados e podem, ou não, 
ser misturados aos outros componentes. 
No caso de preparações em que sejam incorporados hortifrutigranjeiros crus, os mesmos são 
tratados/mantidos conforme o Fluxograma dos Hortifrutigranjeiros Servidos Crus (Grupo A), 
antes da mistura. 
No caso da incorporação de carnes ou ovos, também antes dessa etapa, são tratados/mantidos 
de acordo com o Fluxograma dos Alimentos de Origem Animal Tratados Termicamente (Grupo E). 
8a - Envase 
Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa 
inox, cumbuca plástica individual ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio (pegador) 
higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com papel alumínio ou equivalente. 
No caso de serviço centralizado: 
9a – Manutenção 
Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a quente, onde o produto pronto 
permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas, ou em temperaturas entre
PARTE ESPECÍFICA 111 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas, ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 
horas. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
10a – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece entre 80 OC e 90ºC. O produto 
pronto permanece em temperatura superior a 65ºC por, no máximo, 12 horas, ou em temperaturas 
entre 60ºC e 65ºC por, no máximo, 6 horas, ou em temperaturas inferiores a 60ºC por, no máximo, 
3 horas. O tempo e a temperatura em que o alimento ficou em espera é considerado neste período 
de tempo. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir o Fluxograma de Alimentos 
Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
112 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
DE Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PCC 
Preventivas 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; V. 
cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos; 
Toxina botulínica; 
Listeria 
monocytogenes; 
S. aureus e 
Toxina 
estafilocócica. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos; 
Listeria 
monocytogenes; 
S. aureus. 
Avaliar as 
condições de 
acondicionamento 
e transporte. 
Não receber 
conservas 
artesanais ou 
caseiras, a 
menos que sejam 
de fornecedor 
cadastrado. 
Frios e laticínios 
com registro do 
orgão competente 
(SIF). 
Manter o 
ambiente 
refrigerado. 
BP: Instalações, 
Equipamentos e 
Utensílios. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
De acordo com as 
especificações 
próprias de cada 
produto. 
Temperatura para 
congelados, 
abaixo de -12oC e 
para os 
refrigerados, < 
10OC. 
O quê? 
Produto e 
temperatura do 
produto; unidade 
de transporte. 
Como? 
Observação visual 
e termômetro. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
Diariamente 
Quem? 
Estoquista. 
Devolver o 
produto e 
reavaliar o 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Transferência dos 
produtos para 
equipamento com 
temperatura 
correta. 
Rejeitar produtos 
que apresentem 
sinais de 
alteração. 
Corrigir a 
temperatura do 
equipamento. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 02). 
Planilha de Não 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04) 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Acompanha-mento 
do 
processo. 
Visita Técnica a 
Fornecedores. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos
PARTE ESPECÍFICA 113 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Lavagem 
Tratamento 
Térmico 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos 
humanos; 
Listeria 
monocytogenes; 
Toxina 
S. aureus. 
F: Arame, pregos, 
madeiras e ossos. 
B: Formas 
vegetativas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
S. aureus; Listeria 
monocytogenesis; 
Enterobactérias 
patogênicas; Vírus 
entéricos 
patogênicos; 
Parasitos 
humanos. 
PC 
PCC1 (F) 
PCC2 (B) 
B: Utilização de 
água potável e 
procedimento 
correto de 
lavagem. 
F: Retirada 
manual e 
jateamento de 
água potável. 
Temperatura do 
alimento no 
centro 
geométrico e 
tempo de 
permanência sob 
esta 
temperatura. 
B: Ausência de 
coliformes totais 
e fecais. 
0,2 ppm de cloro 
residual na água 
de lavagem. 
F: Ausência de 
fragmentos 
sólidos. 
Mínimo de 65ºC 
por 15 minutos. 
O quê? 
Residual de cloro 
enxágüe e 
jateamento. 
Como? Kit cloro 
test e observação 
visual. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Gerente. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento. 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
No final do 
processo. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Solicitar limpeza 
do reservatório e 
usar água 
potável 
transportada até 
a realização da 
limpeza. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Planilha de 
controle de 
residual de cloro. 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
água e de 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios.
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
114 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no 
centro geométrico 
e tempo de 
resfriamento. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? Após 2 
horas do início do 
resfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? Higiene 
de manipuladores 
e utensílios / 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Acelerar processo 
de resfriamento 
(banho de gelo, 
de água fria). 
Rejeitar produto 
que permanecer 
mais de 1 hora em 
temperatura 
compatível com o 
desenvolvimento 
dos 
microrganismos 
patogênicos. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos. 
Resfriamento PCC3 
(B) 
B. Cereus; 
C. perfringens. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Redução a 21OC 
em 2 horas. 
Utensílios/ 
equipamento e 
mãos de 
manipulador em 
condição aceitável 
de higiene. 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos.
PARTE ESPECÍFICA 115 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Mistura PC B: Enterobactérias 
e outros 
microrganismos 
patogênicos; B. 
cereus; C. 
perfringens 
Listeria 
monocytogenes; 
S. aureus. 
Conformidade do 
plano APPCC de 
cada ingrediente 
da mistura. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Tempo máximo de 
20 minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente 
(perfazendo 30 
minutos entre a 
mistura e a 
montagem). 
Ausência de não-conformidades 
nos planos dos 
ingredientes. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 20 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo de 2 
horas à 
temperatura 
climatizada. 
O quê? 
Processo de 
preparo dos 
outros 
ingredientes. 
Como? 
Através de 
observação visual. 
Quando? 
Toda vez que usar 
outros 
componentes. 
Quem? 
Gerente. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; tempo 
de mistura. 
Como? 
Supervisão e 
relógio 
Quando? 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Gerente / 
Manipulador. 
Adequação do 
Plano APPCC. 
Rejeitar 
ingredientes não-conformes. 
Substituir 
ingrediente por 
outro seguro 
(inócuo). 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios. 
Resumo do Plano 
dos ingredientes 
e planilhas de 
acompanhamento 
de processo. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão 
Supervisão do 
plano / planilhas 
dos ingredientes. 
Auditoria do 
Sistema APPC dos 
ingredientes. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Programa de 
Treinamento de 
Manipuladores.
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
116 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Montagem 
Manutenção 
PC 
PCC4 
(B) 
B: Enterobactérias 
e outros 
microrganismos 
patogênicos; 
Microrganismos 
esporulados; 
Toxina 
estafilocócica. 
B: Microrganismos 
patogênicos; 
Toxina 
estafilocócica, 
B. cereus; 
C. perfringens; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Tempo máximo 
de 10 minutos 
(Complementando 
o tempo máximo 
de 30 minutos entre 
as etapas de mistura 
e montagem) à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Controle de 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 10 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Temperatura do 
equipamento: 
Estufa e pass 
through: 
 65OC ou 
banho-maria: 
água entre 80ºC e 
90ºC. 
Frio:  10ºC. 
Temperatura do 
alimento entre 
60ºC e 65ºC por, 
no máximo, 6 
horas ou abaixo 
de 60ºC, por no 
máximo, 3 horas, 
ou 
até 10OC por, no 
máximo, 4 horas 
ou entre 10ºC e 
21ºC por, no 
máximo, 2 horas. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; tempo 
de montagem. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diário e a cada 
montagem. 
Quem? 
Gerente / 
Manipulador. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 2 
em 2 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza e 
desinfecção de 
utensílios. 
Rejeitar o produto 
que permanecer 
em temperatura 
ambiente por mais 
de 2 horas. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC. 
Trocar o alimento 
de equipamento 
quando a 
temperatura do 
mesmo estiver 10OC. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem por 
mais de 12 horas 
acima de 65ºC; por 
mais de 6 horas, 
entre 60ºC e 65ºC e 
por mais de 3 horas 
abaixo de 60ºC ou 
que permanecerem 
até 10OC por mais de 
4 horas ou entre 
10ºC e 21ºC por mais 
de 2 horas. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta e 
análise de amostras 
de utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Programa de 
Treinamento de 
Manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
PARTE ESPECÍFICA 117 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Distribuição PCC5 
(B) 
B: Microrganismos 
patogênicos; 
Toxina 
estafilocócica. 
B. cereus; 
C. perfringens; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Controlar 
temperatura do 
equipamento de 
distribuição. 
Controlar 
temperatura do 
alimento x tempo 
de distribuição. 
Temperatura da 
água do banho-maria 
entre 80º C 
e 90º C ou  10OC. 
Alimentos 
quentes: entre 
60ºC e 65ºC por, 
no máximo, 6 
horas ou abaixo 
de 60OC por, no 
máximo, 3 horas. 
Alimentos frios: 
até 10OC por, no 
máximo, 4 h ou 
entre 10OC e 21OC 
por no máximo 2 h. 
O tempo e a 
temperatura na 
manutenção são 
considerados. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 2 
em 2 h (frio) ou 
de 3 em 3 h 
(quente) durante 
o período de 
distribuição. 
Quem? 
Copeira. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC. 
Trocar o alimento 
frio de 
equipamento 
quando a 
temperatura do 
mesmo estiver 
 10OC. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem por 
mais de 12 h 
acima de 65OC; por 
mais de 6 h entre 
60ºC e 65ºC e por 
mais de 3 h abaixo 
de 60ºC ou que 
permanecerem até 
10ºC por mais de 
4 h ou entre 10ºC 
e 21OC por mais de 
2 h. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
alimentos.
118 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO D: 
Grãos, cereais, farináceos e massas secas ou pré-cozidas 
servidos quentes ou frios, exceto farofa e similares 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Grãos: Feijões, feijoadas, lentilha, ervilha, salada de feijão e outros. 
Massas: Lasanha, canelone, espaguete, salada de massas alimentícias, rigatoni, capelete, 
inhoque, ravioli e outras. 
Cereais: Arroz branco, arroz integral, arroz de carreteiro, arroz à grega, arroz com lentilha, 
milho cozido e outros. 
Farináceos: pirão, tutu, angu, polenta e outros. 
Característica do produto final: 
O produto quando servido frio, deverá ter a temperatura inferior a 10OC, e quando servido quen-te, 
superior a 65OC. 
Formas de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em balcão refrigerado ou quente. 
b) Descentralizada: 
- Transportada: em recipientes isotérmicos; 
- Distribuição: em balcão refrigerado ou quente; em embalagens aluminizadas. 
Prazo de validade: 
Servidos frios: em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas, e em temperaturas entre 
10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. 
Servidos quentes: em temperatura igual ou superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou até 60OC por, no 
máximo, 6 horas. No caso de estarem abaixo de 60OC deverão ser consumidas no prazo, máximo, de 3 horas. 
Instruções contidas no rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
PARTE ESPECÍFICA 119 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Grãos, cereais, farináceos e massas secas e pré-cozidas servidos quentes ou frios 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
CATAÇÃO E SELEÇÃO 
LAVAGEM (1) 
PROCESSAMENTO PCC1 (B) 
TÉRMICO 
LAVAGEM (2) 
MONTAGEM (1) 
PROCESSAMENTO PCC2 (B) 
TÉRMICO (2) 
RESFRIAMENTO PCC3 (B) 
MISTURA 
MONTAGEM (2) 
CATERER TRANSPORTE 
MANUTENÇÃO PCC4 (M) 
DISTRIBUIÇÃO PCC5 (M)
120 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1 – Recebimento 
São recebidos grãos, cereais e massas que apresentem: 
- ausência de matéria terrosa, corpos estranhos, larvas, insetos e seus excrementos, como também 
de roedores; 
- grãos não murchos e não atacados por fungos ou parasitos; 
- ausência de umidade, com cor e odor específicos para cada espécie. 
As embalagens devem estar íntegras, sem furos, perfurações ou manchas de umidade (o que 
indica que a embalagem foi molhada). 
Os grãos, cereais, farináceos e massas secas são recebidos à temperatura ambiente de até 26OC, 
sendo que, no caso das massas frescas, a temperatura será de 6OC, com tolerância de até 7OC, ou 
conforme especificação do fabricante. 
2 – Armazenamento 
O armazenamento é realizado à temperatura ambiente de até 26OC ou sob refrigeração até 7OC no 
caso de massas frescas, ou ainda de acordo com as especificações do fornecedor. 
As caixas de papelão são removidas e arrumadas em cruz nas prateleiras. 
As sacarias são colocadas sobre estrados fenestrados ou prateleiras, respeitando o espaçamento 
mínimo de 10cm para garantir circulação de ar entre os produtos armazenados. 
A altura das pilhas deve estar distante do teto ou forro em, pelo menos, 60cm, e as pilhas devem 
estar afastadas 35cm da parede. 
3– Catação e seleção 
No caso dos grãos, esta etapa consiste na catação e seleção dos grãos e das partículas estranhas 
(madeira, terra, palha, pedra, etc.) e dos grãos danificados. 
A manipulação de massas pré-cozidas, como por exemplo, lasanha, canelones e rondeles, é realizada 
antes da cocção, ou seja, com a montagem e acondicionamento em gastronormes ou tabuleiros 
devidamente higienizados. 
As massas secas e frescas não pré-cozidas, servidas quentes, serão submetidas a dois processos 
térmicos, antes da montagem.
PARTE ESPECÍFICA 121 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
4 – Lavagem (1) 
Os grãos, após serem selecionados, são lavados em água potável corrente, para remoção das 
partículas de poeira, terra ou matéria orgânica e acondicionados em utensílios tipo escorredor. 
5 – Processamento Térmico 
Os grãos, cereais, farináceos e massas, no processamento térmico, deverão atingir a temperatura 
de 74OC ou 65OC por quinze minutos, ou de 70OC por dois minutos, no seu interior. 
A incorporação dos demais ingredientes da preparação, que será servida quente, poderá ser feita 
nesta etapa, levando-se em consideração que essa mistura deverá ter atingido a temperatura 
ideal de cozimento já descrita neste item. 
6 – Lavagem (2) 
Esta etapa pode ser realizada para as massas secas, quando há liberação de goma do produto. 
No caso da preparação servida quente no balcão de distribuição, manter, preferencialmente, a 
temperatura da água acima de 45OC, minimizando as perdas térmicas nesta etapa. 
No caso da preparação servida fria, na espera pós-cocção, deixar que o alimento alcance a 
temperatura de 55OC, para iniciar a lavagem, na qual a temperatura da água deverá estar abaixo 
de 21OC, funcionando como pré-resfriamento para a manutenção e distribuição do alimento em 
condições ideais de conservação, dadas as características da preparação. 
7 – Montagem (1) 
As massas que sofreram processamento térmico serão montadas de acordo com a preparação do 
cardápio e acondicionadas em recipientes higienizados (tipo cuba inox, e/ou tabuleiro), com auxílio 
de utensílio (pegador) e mãos higienizados. Depois serão levadas ao forno, quando for o caso. 
8 – Processamento Térmico (2) 
Nesta etapa as preparações são levadas a um segundo processamento térmico, no forno, onde 
deverão atingir a temperatura interna de 74OC ou 65OC por quinze minutos, ou 70OC por dois 
minutos, no centro geométrico da preparação. 
9 – Resfriamento 
Os produtos são acondicionados em recipientes rasos (até no máximo 10 cm de altura) 
devidamente higienizados. Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingir 55OC 
na superfície por, no máximo, 30 minutos em condições que não permitam contaminações. Após 
esse tempo são colocados em banhos de gelo ou equipamentos de refrigeração (freezer, câmara 
ou geladeira). Passadas duas horas, a temperatura no centro geométrico do alimento é monitorada 
e deve estar em torno de 21OC. Após mais seis horas, deve estar em torno de 4OC. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
122 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
10– Mistura 
Nesta etapa esse grupo de alimentos sofre incorporação dos componentes da mistura que estão 
com temperatura similar ao produto principal. 
A temperatura dos componentes que serão misturados quentes estará a 65ºC ou mais. 
A temperatura dos componentes que serão misturados frios estará abaixo de 10ºC. 
No caso de incorporação, as mesmas deverão seguir o fluxograma do Grupo E. 
11- Montagem (2) 
Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa 
inox), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, 
com papel alumínio ou equivalente. 
12 – Manutenção 
Os alimentos, nesta etapa, devem ser protegidos de novas contaminações e também devem ser 
mantidos sob rigoroso controle de tempo e temperatura. 
Os alimentos mantidos quentes permanecem em equipamentos térmicos, a uma temperatura de 
65ºC ou mais por, no máximo, 12 horas, ou a 60ºC por, no máximo, 6 horas. No caso de temperaturas 
mais baixas que 60ºC, o seu consumo será de, no máximo, 3 horas. 
Os alimentos mantidos frios permanecem em equipamentos de refrigeração até uma temperatura 
máxima de10ºC por até 4 horas, ou entre 10ºC a 21ºC por até duas horas. 
Os que forem deixados fora dessa faixa deverão ser desprezados. 
13 – Distribuição 
A distribuição a quente é feita em balcão térmico para que mantenha os alimentos à temperatura 
mínima de 60ºC. 
Os alimentos prontos podem permanecer em temperatura de 65ºC ou mais, por 12 horas ou a 
60ºC por 6 horas e, no caso de estarem abaixo de 60ºC, deverão ser consumidos em até 3 horas, 
desde o início da manutenção a quente. 
A distribuição a frio é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura 
de até 10ºC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 
horas, desde o início da manutenção a frio. 
Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. 
Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de montagem, seguir o Fluxograma de 
Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
PARTE ESPECÍFICA 123 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
Limite Crítico Ação Corretiva Registro Verificação Monitorização Perigo 
Medidas 
Preventivas 
Etapa PC ou 
PCC 
Recebimento 
Armazenamento 
PC 
PC 
Condições de 
acondicionamento 
e transporte, 
informação do 
rótulo e 
fornecedor 
cadastrado. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
BP: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Controle de 
umidade e 
temperatura do 
ambiente. 
Temperatura 
máxima de 10OC, 
para os alimentos 
refrigerados e 
integridade das 
embalagens. 
Conformidade 
com as 
especificações 
para recebimento. 
Temperatura do 
ambiente até 
26ºC e umidade 
entre 50% e 60%. 
Temperatura do 
equipamento para 
componentes 
congelados: 
abaixo de 
–12OC e para os 
refrigerados, 
temperatura do 
equipamento  
10OC. 
O quê? 
Cadastro do 
fornecedor, 
rotulagem do 
produto e 
temperatura; 
unidade de 
transporte. 
Como? 
Observação 
visual; 
termômetro. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
Equipamento e 
unidade do 
ambiente. 
Como? 
Termômetro e 
higrômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Devolver o produto 
e reavaliar o 
fornecedor. 
Avaliação e uso de 
produto. 
Transferência dos 
produtos para 
equipamento com 
temperatura correta 
e/ou ambiente. 
Rejeitar produtos 
que apresentem 
sinais de alteração. 
Corrigir a 
temperatura e 
umidade relativa do 
equipamento. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 02). 
Planilha de Não- 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Treinamento do 
estoquista. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Acompanhamento 
do processo. 
Visita técnica a 
fornecedor. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria 
monocytogenes; 
Bacillus cereus. 
Q: Micotoxinas. 
F: Arame, prego, 
madeira e 
sujidades. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria 
monocytogenes; 
Bacillus cereus. 
F: Arame, pregos, 
madeira e 
sujidades.
124 PARTE ESPECÍFICA 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Catação e seleção 
Lavagem(1) 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria 
monocytogenes; 
Bacillus cereus; 
Q: Micotoxinas. 
F: Arame, pregos, 
madeiras e 
sujidades. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Listeria 
monocytogenes; 
estafilocócica. 
F: Sujidade. 
B: Treinamento 
em BP: Higiene 
de utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
F: BP no 
processo de 
catação e 
seleção. 
Utilização de 
água potável. 
B: Utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipulador em 
condição aceitável 
de higiene. 
F: Ausência de 
fragmentos 
sólidos. 
Ausência de 
coliformes totais 
e fecais. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios/ 
equipamentos; 
fragmentos 
sólidos 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente/ auxiliar 
de cozinha. 
O quê? 
Laudos de análise 
microbiológica da 
água. 
Como? 
Observação 
visual. 
Quando? 
A cada 6 meses. 
Quem? 
Gerente. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos e 
no processo de 
catação e 
seleção. 
Solicitar limpeza 
do reservatório e 
usar água 
potável 
transportada até 
a realização da 
limpeza. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Laudos de 
análises de água. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipulador. 
Supervisão dos 
laudos.
PARTE ESPECÍFICA 125 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
Etapa PC ou 
PCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Tratamento 
Térmico(1). 
Lavagem (2) 
PCC1 
(B) 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Listeria 
monocytogenes. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Listeria 
monocytogenes; 
Temperatura do 
alimento no centro 
geométrico e 
tempo de 
permanência sob 
esta temperatura. 
Utilização de água 
potável. 
Min. 65OC por 15 
minutos. 
Ausência de 
coliformes totais 
e fecais. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Solicitar limpeza 
do reservatório e 
usar água 
potável 
transportada até 
a realização da 
limpeza. 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Laudos de 
análises de água. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Supervisão dos 
laudos. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento. 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
No final do 
processo. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Laudos de análise 
microbiológica da 
água. 
Como? 
Observação 
visual. 
Quando? 
A cada 6 meses. 
Quem? 
Gerente
126 PARTE ESPECÍFICA 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Montagem 
(1) 
Tratamento 
Térmico(2). 
PC 
PCC2 
(B) 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; 
B. cereus; 
C. perfringens. 
B: Formas 
vegetativas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
S.aureus. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Retirar o produto 
aos poucos para 
manipulação por, 
no máximo, 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Temperatura do 
alimento no 
centro 
geométrico e 
tempo de 
permanência sob 
esta 
temperatura. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo de 2 
horas à 
temperatura 
climatizada. 
Mínimo de 65OC 
durante 15 
minutos. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; tempo 
de montagem. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Gerente e 
Manipulador. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento; tempo. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
No final do 
processo. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros.
PARTE ESPECÍFICA 127 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
Etapa PC ou 
PCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no 
centro geométrico 
e tempo de 
resfriamento. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Após 2 horas do 
início do 
resfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente 
Resfriamento PCC3 
(B) 
B: Esporos de 
B. cereus e 
C. perfringens. 
Redução a 21OC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e 
tempo de 
exposição 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Acelerar processo 
de resfriamento 
(banho de gelo, 
de água fria). 
Rejeitar produto 
que permanecer 
mais de 1 hora 
em temperatura 
compatível com o 
desenvolvimento 
dos 
microrganismos 
patogênicos. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, 
higienização de 
utensílios. 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check List 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos.
128 PARTE ESPECÍFICA 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
O quê? 
Processo de 
preparo dos outros 
ingredientes; 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Tempo de mistura. 
Como? 
Através de 
observação visual. 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Toda vez que usar 
outros 
ingredientes. 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Gerente/ 
Manipulador. 
O quê? Higiene 
de manipuladores 
e utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente. 
Mistura 
Montagem 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
e outros 
microrganismos 
patogênicos; B. 
cereus; C. 
perfringens; 
S. aureus; 
Listeria 
monocytogenes. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; 
B. cereus; 
C. perfringens. 
Conformidade do 
plano APPCC de 
cada ingrediente 
da mistura. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Tempo máximo 
de 30 minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Ausência de não-conformidades 
nos planos dos 
ingredientes. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo 2 horas à 
temperatura 
climatizada. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Adequação do 
Plano APPCC. 
Rejeitar 
ingredientes não-conformes. 
Substituir 
ingrediente por 
outro seguro 
(inócuo). 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Resumo do Plano 
dos ingredientes 
e planilhas de 
acompanhamento 
de processo. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check List 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Supervisão do 
plano / planilhas 
dos ingredientes. 
Auditoria do 
Sistema APPCC 
dos ingredientes. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Programa de 
Treinamento de 
Manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos.
PARTE ESPECÍFICA 129 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
Etapa PC ou 
PCC 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manutenção Temperatura do 
 65OC; Banho-maria: 
equipamento de 
manutenção. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Quando? 
Equipamento: 1 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
vez a cada turno. 
Alimento: de 2 
em 2 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC. 
Trocar o alimento 
de equipamento 
quando a 
temperatura do 
mesmo estiver 
 10OC. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 12 
horas acima de 
65ºC; por mais 
de 6 horas, entre 
60ºC e 65ºC e 
por mais de 3 
horas abaixo de 
60ºC ou que 
permanecerem 
até 10OC por 
mais de 4 horas 
ou entre 10ºC e 
21OC por mais de 
2 horas. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Temperatura do 
equipamento: 
Estufa e pass 
through 
água entre 
80OC e 90OC; 
Frio:  10OC. 
Temperatura do 
alimento: 
Quente: entre 
60OC e 65OC por, 
no máximo, 6 
horas ou abaixo 
de 60OC por, no 
máximo, 3 horas. 
Frio: até 10OC por, 
no máximo, 4 
horas ou entre 
10OC e 21OC por, 
no máximo, 2 
horas. 
B: Formas 
esporuladas de B. 
cereus e 
C. perfringens; 
Toxina 
estafilocócica. 
PCC4 
(B)
130 PARTE ESPECÍFICA 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Preventivas 
Perigo Medidas 
(B) 
Distribuição B: Formas 
Quando? 
Equipamento: 1 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
PCC5 
esporuladas de 
B. cereus e 
C. perfringens; 
Toxina 
estafilocócica. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC 
por até 2 horas 
ou entre 60OC e 
65OC por até 4 
horas. 
Trocar o alimento 
de equipamento 
quando a 
temperatura do 
mesmo estiver 
 10OC. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 12h 
acima de 65OC; 
por mais de 6 h, 
entre 60OC e 65OC 
e por mais de 3 
horas abaixo de 
60OC ou que 
permanecerem 
até 10OC por mais 
de 4 h ou entre 
10OC e 21OC por 
mais de 2 h. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
vez a cada turno. 
Alimento: de 2 
em 2 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
Temperatura da 
água do 
equipamento: 
entre 80OC e 90OC 
ou  10OC. 
Temperatura do 
alimento: 
Quente: entre 
60OC e 65OC por, 
no máximo, 6 
horas ou abaixo 
de 60OC por, no 
máximo, 3 horas. 
Frio: até 10OC por, 
no máximo, 4 
horas, ou entre 
10OC e 21OC por, 
no máximo, 2 
horas, levando-se 
em conta o 
tempo/ 
temperatura na 
etapa de 
manutenção. 
Controlar 
temperatura do 
equipamento de 
distribuição. 
Controlar 
temperatura do 
alimento x tempo 
de distribuição. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
alimentos. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04).
PARTE ESPECÍFICA 131 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GRUPO E: 
Alimentos de origem animal tratados termicamente 
(carnes bovinas, suínas, aves e ovos, pescados e 
seus produtos) 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Carnes bovinas, suínas, aves, pescados e seus produtos assados, grelhados, cozidos, em molho 
ou não, empanados, fritos. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 65OC. 
Formas de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80OC e 90OC. 
b) Descentralizada: 
- Transporte: em recipientes isotérmicos; 
- Distribuição: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80 OC e 90OC. 
Prazo de validade: 
Em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas, ou em temperatura entre 60OC e 65OC 
por, no máximo, 6 horas, ou em temperatura inferior a 60OC por, no máximo, 3 horas. 
Instruções do rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
132 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
Grupo de produtos: 
Alimentos de origem animal tratados termicamente 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
DESCONGELAMENTO 
PRÉ-PREPARO 
ARMAZENAMENTO 
TRATAMENTO TÉRMICO PCC1 (B) 
CATERER ENVASE TRANSPORTE 
RESFRIAMENTO PCC2 (B) 
FATIAMENTO 
ENVASE 
REAQUECIMENTO PCC3 (B) 
MANUTENÇÃO PCC4 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC5 (B)
PARTE ESPECÍFICA 133 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1 – Recebimento 
No ato do recebimento de alimentos de origem animal, de acordo com o tipo de produto, as 
seguintes características sensoriais e temperaturas serão observadas e registradas na Planilha de 
Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 2): 
PRODUTO 
Carnes bovinas resfriadas 
Aves resfriadas 
Pescados resfriados 
Pescados resfriados 
(postas ou filetados) 
Carnes congeladas (Aves, 
peixes, bovinas, suínas, 
vísceras) 
Ovos 
CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS 
Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso. 
Cor: vermelho vivo, sem escurecimento. 
Odor: característico. 
Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso. 
Cor: amarelo-rosado, sem escurecimento ou 
manchas esverdeadas. 
Odor: característico. 
Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso; 
olhos brilhantes e salientes, guelras róseas ou 
vermelhas úmidas e escamas brilhantes, aderentes e 
firmes. 
Cor: branco ou ligeiramente róseo. 
Odor: característico. 
Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso; 
frio ao toque. 
Cor: branco ou ligeiramente róseo, sem resíduos de 
sangue. 
Odor: característico, não amoniacal. 
Embalagem íntegra, sem sinais de rachaduras na 
superfície, sem acúmulos de líquidos no interior da 
embalagem ou cristais de gelo na superfície do 
produto. 
Casca limpa e íntegra. 
TEMPERATURA DE 
RECEBIMENTO 
Entre 0OC e 10OC 
Entre 0OC e 10OC 
Entre 0OC e 4OC 
Entre 0OC e 4OC 
- 12OC ou inferior 
Temperatura de 
refrigeração 
Os alimentos de origem animal são recebidos embalados em caixas de papelão, (carnes: embaladas 
internamente em sacos plásticos transparentes incolores; ovos: em colméias de papelão) com 
rótulo contendo nome do produto; fornecedor / marca; data da embalagem ou manipulação; 
data / prazo de validade e registro no órgão fiscalizador.
134 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
2– Armazenamento 
Nas unidades que possuem câmara de congelamento ou freezer exclusivo, os alimentos de origem 
animal são armazenados em suas próprias embalagens externas. 
Nas unidades que possuem equipamentos não exclusivos (principalmente quando armazenam 
diversos produtos), antes de armazenar, são retiradas as embalagens externas e os alimentos são 
colocados em monoblocos de polipropileno, adequadamente higienizados, ou em sacos plásticos 
transparentes e incolores. 
Cada monobloco ou saco plástico é identificado com uma etiqueta, onde consta a data de entrada; 
nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipulação; data/prazo de validade, 
registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. 
Os alimentos de origem animal são armazenados, de acordo com instruções do fabricante ou dos 
critérios de uso: sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) ou congelado (temperatura inferior a -12OC). 
Os ovos são armazenados sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) por até 30 dias. 
No caso de câmaras frias, os monoblocos são mantidos sobre estrados fenestrados ou empilhados 
sobre um monobloco vazio. 
3 – Descongelamento 
Os alimentos de origem animal mantidos congelados são descongelados sob refrigeração (até 
4OC), em câmara ou geladeira. No caso de improviso por falta de equipamento ou em situações 
de emergência, são também descongelados em água corrente fria por até 4 horas (peças protegidas 
– embaladas) ou à temperatura ambiente até que a temperatura da superfície da peça atinja 4OC 
(momento em que as peças são levadas à refrigeração) ou ainda, são descongelados em forno de 
microondas (neste caso são preparados imediatamente). 
4 – Pré-preparo 
As embalagens são abertas após lavagem em água corrente e os alimentos são manipulados 
(limpos, porcionados e temperados), com auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente 
higienizados. É retirada da refrigeração a quantidade suficiente de alimento para que a 
manipulação, em temperatura ambiente, não exceda 30 minutos. 
Quando a manipulação é realizada em sala climatizada (entre 12OC e 18OC), esta não deve exceder 
2 horas. 
Ovos: próximo ao uso pretendido, são selecionados (onde são retiradas as unidades danificadas) 
e lavados um a um em água corrente.
PARTE ESPECÍFICA 135 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
5 – Armazenamento refrigerado 
Os produtos manipulados crus são acondicionados em recipientes higienizados (com altura máxima 
de 10cm), cobertos com filme plástico (PVC atóxico) e etiquetados com nome, datas de 
manipulação e de validade. São armazenados sob refrigeração até 4OC, sendo que os pescados 
permanecem por até 24 horas e os outros produtos por até 72 horas. 
6 – Tratamento térmico 
Cozimento: Os produtos temperados são levados à caldeira ou panela, contendo óleo pré-aquecido, 
e são revirados (mexidos) até atingirem a consistência ou coloração adequada ao 
início da preparação. Neste momento, é adicionada água, em quantidade suficiente, para que 
ocorra o cozimento. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Fritura: O óleo é aquecido, no máximo a 180OC. 
Forno: Os produtos são acondicionados em recipientes próprios e levados ao forno pré-aquecido. 
Grelhados: Os produtos são levados sobre a chapa pré-aquecida. 
Em qualquer dessas formas de preparo, o produto é “virado” até que apresente consistência e cor 
característica à preparação. A temperatura no centro geométrico do alimento deve atingir 74OC 
ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos. 
7 – Envase 
Os produtos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox ou embalagem 
aluminizada), com auxílio de utensílio higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com 
papel alumínio ou equivalente. 
Obs.: Produtos que não dependem de manipulação após preparo, estão prontos para consumo após 
esta etapa. 
8 – Resfriamento 
Os produtos são acondicionados em recipientes rasos (com altura até 10cm), devidamente 
higienizados. Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingirem 55OC na superfície, 
em um período máximo de 30 minutos, em condições que não ocorram contaminações. 
Após esse tempo, são cobertos e colocados em equipamento de refrigeração (freezer, câmara ou 
geladeira). 
Após 2 horas, a temperatura no centro geométrico é monitorada e deve estar em torno de 21OC. 
Após mais 6 horas, a temperatura no centro geométrico deverá estar a 4OC.
136 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
9 – Fatiamento 
Os recipientes cujas peças já atingiram 21OC (preparo no mesmo dia) ou 4OC, no centro geométrico, 
são retirados um a um e levados para a área de produtos prontos. As peças são fatiadas, com 
auxílio de utensílios e mãos, devidamente higienizados. 
O produto fatiado é transferido para recipiente higienizado, onde pode, ou não, ser adicionado 
molho mantido a quente (acima de 60OC) e levado ao reaquecimento. 
10 – Envase 
Os produtos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox ou embalagem 
aluminizada), com auxílio de utensílio higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com 
papel alumínio ou equivalente. 
11 – Reaquecimento 
Os alimentos são reaquecidos até atingirem 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos, 
no centro geométrico. 
12 –Manutenção a quente 
Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a quente, onde o produto pronto 
permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperaturas entre 
60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 
horas. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
13 – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece no mínimo a 80OC. O produto 
pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas; em temperaturas 
entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 
3 horas, considerando-se desde o início da manutenção a quente. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir Fluxograma de Alimentos 
Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
PARTE ESPECÍFICA 137 
Perigo Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
Etapa 
Recebimento 
PC ou 
PCC 
PC 
Medidas 
Preventivas 
B: Enterobactérias 
patogênicas 
(ovos); 
Campylobacter 
(aves); 
Clostridium 
perfringens 
(carnes); 
Vibrio cholerae, 
Vibrio 
parahemolyticus 
(pescados); 
Parasitos marinhos 
e outros 
(pescados); 
toxinas marinhas 
(moluscos 
bivalves). 
Q: Metais pesados; 
Histaminas 
(pescados); 
drogas 
veterinárias; 
pesticidas (animais 
de criação). 
F: Ossos, 
espinhas. 
Avaliar condições 
de 
acondicionamento 
e transporte e 
informação do 
rótulo. 
Fornecedor 
cadastrado. 
Pescados 
resfriados: máx. 
4OC. 
Carnes resfriadas: 
máx. 10OC. 
Congelados: mín. 
–12OC. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento 
(resfriados) e 
características da 
embalagem 
(congelados). 
Como? 
Termômetro e 
observação visual. 
Quando? 
No ato do 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista 
Devolver o produto 
e reavaliar 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 02). 
Planilha de Não- 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Acompanhamento 
do processo. 
Visita Técnica a 
fornecedor. 
Programa de 
calibração dos 
termômetros. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista.
138 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
B: Enterobactérias 
patogênicas 
(ovos); 
Campylobacter 
(aves); 
Clostridium 
perfringens 
(carnes); 
Vibrio cholerae; 
Vibrio 
parahemolyticus 
(pescados); 
Parasitos marinhos 
e outros; 
Toxinas marinhas 
(moluscos 
bivalves); 
Q, F: Nenhum. 
B: Enterobactérias 
patogênicas 
(ovos), 
Campylobacter 
(aves), 
Clostridium 
perfringens 
(carnes), 
Vibrio cholerae, 
Vibrio 
parahemolyticus 
(pescados); 
Parasitos 
marinhos e 
outros; 
Toxinas marinhas 
(moluscos 
bivalves). 
Q, F: Nenhum. 
Armazenamento 
Descongelamento 
PC 
PC 
Controle de 
temperatura do 
equipamento. 
BP: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
Temperatura do 
equipamento 
refrigerado. 
Temperatura da 
superfície da 
peça, quando o 
descongelamento 
for forçado ou à 
temperatura 
ambiente. 
Tempo de 
exposição, 
quando 
descongelado em 
água corrente. 
Temperatura do 
equipamento: 
Congelados: 
abaixo de 0OC. 
Refrigerados: 
máximo 4OC. 
Temperatura do 
equipamento: 
máx. 4OC. 
Temperatura na 
superfície da 
peça: 4OC. 
Tempo máximo de 
4 horas. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento ou 
temperatura na 
superfície da 
peça; tempo de 
exposição. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Estoquista ou 
magarefe. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos 
com temperatura 
correta. 
Usar no mesmo 
dia. 
Avaliar as 
características 
para consumo do 
produto. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamento com 
temperatura 
correta. 
Completar 
processo sob 
refrigeração. 
Avaliar as 
características 
para consumo do 
produto. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Descongelamento 
à temperatura 
Ambiente (Anexo 
08). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração dos 
termômetros. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Supervisão do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios.
PARTE ESPECÍFICA 139 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Pré-preparo 
Armazenamento 
B: Enterobactérias 
patogênicas, 
Campylobacter 
(aves), 
Clostridium 
perfringens 
(carnes), 
Vibrio cholerae, 
Vibrio 
parahemolyticus 
(pescados), 
Parasitos marinhos 
e outros; 
Toxinas marinhas 
(moluscos 
bivalves); 
Staphylococcus 
aureus. 
Q, F: Nenhum. 
B: Enterobactérias 
patogênicas, 
Campylobacter 
(aves), 
Clostridium 
perfringens 
(carnes), 
Vibrio cholerae, 
Vibrio 
parahemolyticus 
(pescados), 
Parasitos 
marinhos e 
outros; 
Toxinas marinhas 
(moluscos 
bivalves); 
Staphylococcus 
aureus. 
Q, F: Nenhum. 
PC 
PC 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Retirar o produto 
em porções para 
manipulação por, 
no máximo, 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Controle de 
temperatura do 
equipamento. 
BPF: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo de 2 
horas à 
temperatura 
climatizada. 
Temperatura do 
equipamento: 
máx. 4OC. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; tempo 
de pré-preparo. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Manipulador. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Avaliar as 
características do 
produto para 
consumo. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos 
com temperatura 
correta. 
Usar no mesmo 
dia. 
Avaliar as 
características 
para consumo. 
Check-list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check-list. 
Programa de 
calibração dos 
termômetros. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipulador. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros.
140 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Tratamento 
térmico 
Envase 
Resfriamento 
PCC1 
(B) 
PC 
PCC2 
(B) 
B: Formas 
vegetativas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Q, F: Nenhum. 
B: Esporos de B. 
cereus e C. 
perfringens 
Toxina 
estafilocócica. 
Temperatura do 
alimento no 
centro 
geométrico e 
tempo de 
permanência sob 
esta 
temperatura. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de resfriamento. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Minínimo de 65OC 
por 15 minutos. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Redução a 21OC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento. 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
No final do processo. 
Quem? Cozinheiro. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? Supervisão. 
Quando? Diário. 
Quem? Gerente. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no centro 
geométrico e tempo 
de resfriamento. 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? Termômetro 
e relógio; 
supervisão. 
Quando? 
Após 2 horas do 
início do 
resfriamento; 
diário. 
Quem? 
Cozinheiro / 
Gerente. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Acelerar processo 
de resfriamento 
(banho de gelo, 
de água fria). 
Rejeitar produto 
que permanecer 
mais de 1 hora 
em temperatura 
compatível com o 
desenvolvimento 
dos 
microrganismos 
patogênicos. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, 
higienização de 
utensílios. 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta e 
análise de amostras 
de utensílios e mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta e 
análise de amostras 
de utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos.
PARTE ESPECÍFICA 141 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manipulação 
Envase 
Reaquecimento 
PC 
PC 
PCC3 
(M) 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B: Formas 
vegetativas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
S. aureus. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Retirar o produto 
aos poucos para 
manipulação por, 
no máximo, 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Temperatura do 
alimento no 
centro 
geométrico e 
tempo de 
permanência sob 
esta 
temperatura. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo de 2 
horas à 
temperatura 
climatizada. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Minínimo de 65OC 
por 15 minutos. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios;tempo 
de montagem. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Manipulador/ 
Gerente. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento. 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
No final do 
processo. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio.
142 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manutenção 
Distribuição 
PCC4 
(M) 
PCC5 
(M) 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos, (B. 
cereus e C. 
perfringens). 
B: Microrganismos 
patogênicos 
esporulados, 
(B. cereus e C. 
perfringens). 
Temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
Temperatura 
correta do 
equipamento de 
distribuição. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de distribuição 
adequados. 
Temperatura do 
equipamento: 
Estufa e Pass 
through  65OC; 
água do banho-maria: 
entre 80OC 
e 90OC. 
Temperatura do 
alimento entre 
60OC e 65OC por, 
no máximo, 6 
horas ou abaixo 
de 60OC, por, no 
máximo, 3 horas. 
Água do banho 
térmico entre 
80OC e 90OC. 
Temperatura do 
alimento acima 
de 65OC por, no 
máximo, 12 
horas; entre 60OC 
e 65OC por, no 
máximo, 6 horas 
e abaixo de 60OC 
por, no máximo, 
3 horas, 
considerando o 
tempo e a 
temperatura do 
alimento durante 
manutenção. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento, tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? Termômetro 
e relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 em 
3 horas durante o 
período de 
manutenção. 
Quem? Auxiliar de 
cozinha 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 
em 3 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? Copeira. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 12 
horas acima de 
65OC; por mais 
de 6 horas, entre 
60OC e 65OC e por 
mais de 3 horas 
abaixo de 60OC. 
Retirar o alimento 
do equipamento. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC 
por até 2 horas 
ou entre 60OC e 
65OC por até 4 
horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 12 
horas acima de 
65OC; por mais de 
6 horas, entre 
60OC e 65OC e por 
mais de 3 horas 
abaixo de 60 OC. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
alimentos. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
PARTE ESPECÍFICA 143 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GRUPO F: 
Carnes e pescados salgados tratados termicamente 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Torta de bacalhau, bacalhau à Gomes de Sá, feijoada, carne seca com abóbora. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 65ºC. 
Formas de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80OC e 90OC. 
b) Descentralizada: 
- Transporte: em recipientes isotérmicos; 
- Distribuição: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80OC e 90OC. 
Prazo de validade: 
Em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas, ou em temperaturas entre 60OC e 65OC 
por, no máximo, 6 horas, ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. 
Instruções o rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
144 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Carnes e pescados salgados tratados termicamente 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
CORTE 
DESSALGUE PCC1 (B) 
RESFRIAMENTO 
ARMAZENAMENTO 
TRATAMENTO TÉRMICO PCC2 (B) 
CATERER ENVASE TRANSPORTE 
MANUTENÇÃO PCC3 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC4 (B)
PARTE ESPECÍFICA 145 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1.Recebimento 
São recebidos produtos salgados que apresentam-se secos, com coloração característica e em 
temperatura ambiente. As embalagens devem estar íntegras e em boas condições de higiene. 
2. Armazenamento 
Os produtos salgados são armazenados em local seco à temperatura ambiente, por no máximo 5 
dias, sobre estrados fenestrados, em local livre de sujidades, ou em equipamentos de refrigeração 
(entre 0OC e 10OC), ou de acordo com as instruções do fabricante. Antes de armazenar os produtos, 
são retiradas as embalagens externas e os produtos são colocados em monoblocos de 
polipropileno, adequadamente higienizados, ou em sacos plásticos transparentes e incolores. 
Cada monobloco ou saco plástico é identificado com uma etiqueta, onde consta a data de entrada; 
nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipulação; data/prazo de validade, 
registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. 
3. Corte 
Os salgados são cortados com o auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente higienizadas. 
4. Dessalgue 
As carnes e pescados são submetidos à retirada do sal sob uma das seguintes condições: 
a) em água com temperatura máxima de 21ºC, trocada a cada 4 horas; 
b) em água sob refrigeração com temperatura máxima de 4ºC; 
c) através de fervuras. 
5. Resfriamento 
Os produtos dessalgados que não são preparados logo após o dessalgue, são colocados em 
recipientes rasos (até no máximo 10cm de altura) e mantidos em freezer, câmara ou geladeira, 
para que a temperatura caia de 55ºC para 21ºC, em, no máximo, 2 horas e que após 6 horas, 
atinja o nível de 4ºC. 
6. Armazenamento 
Após o resfriamento, os produtos dessalgados são armazenados sob refrigeração, em geladeira 
ou câmara, de acordo com os critérios de uso.
146 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
7. Tratamento térmico 
Em qualquer uma das formas de tratamento térmico (por exemplo cozimento e fritura), a 
temperatura no centro geométrico do alimento deve atingir 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 
70OC por 2 minutos. 
8. Envase 
Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa 
inox), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, 
com papel alumínio ou equivalente. 
9- Manutenção 
Os alimentos, nesta etapa, devem ser protegidos de novas contaminações e também devem ser 
mantidos sob rigoroso controle de tempo e temperatura. 
Os alimentos mantidos quentes permanecem em equipamentos térmicos, a uma temperatura de 
65ºC ou mais, por, no máximo, 12 horas ou a 60ºC por, no máximo, 6 horas. No caso de temperaturas 
mais baixas que 60ºC, o seu consumo será de, no máximo, 3 horas. 
Fora desses limites, os alimentos prontos são desprezados. 
10- Distribuição 
A distribuição é feita em balcão térmico para que os alimentos permaneçam nos seguintes limites 
de temperatura, desde o início da manutenção a quente: a 65ºC ou mais, por 12 horas; a 60ºC, 
por 6 horas; abaixo de 60ºC, por até 3 horas. 
Fora desses limites, os alimentos são desprezados. 
Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir Fluxograma de Alimentos 
Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
PARTE ESPECÍFICA 147 
Perigo Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
Etapa 
Recebimento 
Armazenamento 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico 
De acordo com as 
especificações 
próprias de cada 
produto. 
Embalagens 
íntegras e limpas. 
Ausência de 
ranço, sinais de 
umidade ou de 
manchas 
vermelhas. 
Dentro do prazo 
de validade 
Temperatura 
ambiente até 
26OC ou sob 
refrigeração 
(máx. 10º C) 
Umidade entre 
50% e 60%. 
B: Clostridium 
perfrigens, B. 
cereus, 
Salmonella sp, 
Staphylococcus 
aureus, Yersínia 
enterocolítica. 
B: Clostridium 
perfrigens, B. 
cereus, 
Salmonella sp, 
Staphylococcus 
aureus, Yersínia 
enterocolítica. 
O quê? 
Características do 
produto, prazo de 
validade, 
condições da 
embalagem e da 
unidade de 
transporte. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura e 
umidade do local 
do 
armazenamento. 
Como? 
Termômetro e 
higrômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Devolver o 
produto. 
Avaliação do uso 
pretendido do 
produto e 
reavaliar o 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Instalar 
exaustores ou 
aparelho de ar 
condicionado. 
Avaliar as 
características do 
produto para 
consumo. 
Transferir para 
local com 
temperatura e 
umidade corretas 
ou para 
equipamento com 
temperatura 
correta. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 02). 
Planilha de Não- 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Planilha de 
Controle de 
Ambiente (Anexo 
04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Acompanhamento 
do processo. 
Visita Técnica a 
fornecedores. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Avaliar 
características 
sensoriais 
compatíveis e 
condições de 
acondicionamento 
e de transporte. 
Fornecedor 
credenciado. 
BPF: Ambiente e 
utensílios. 
Temperatura e 
umidade 
ambiente 
controlada. 
Utilizar sistema 
PEPS.
148 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Manipulador. 
O quê? 
Temperatura da 
água, temperatura 
do equipamento e 
tempo de troca da 
água. 
Como? 
Termômetro, 
relógio e 
observação visual. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Auxiliar de 
Cozinha. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador, 
etc. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
treinamento dos 
manipuladores. 
Corte 
Dessalgue 
PC 
PCC1 
(B) 
B: Clostridium 
perfrigens, B. 
cereus, Salmonella 
sp, 
Staphylococcus 
aureus, Yersínia 
enterocolítica. 
B: Clostridium 
perfrigens, toxina 
estafilocócica, B. 
cereus, Salmonela 
sp, Yersínia 
enterocolítica. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Realizar o 
dessalgue: 
a) em água à 
temperatura 
ambiente, com 
troca a cada 4 
horas; ou 
b) em água sob 
refrigeração; ou 
c) através de 
fervuras. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Temperatura da 
água a 21OC e 
troca a cada 4 
horas (em 
ambiente); 
4OC (em 
refrigeração); 
formação de 
vapor (fervura). 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Ajustar tempo e 
temperatura de 
dessalgue ou 
forma de 
dessalgue. 
Check-list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Dessalgue.
PARTE ESPECÍFICA 149 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Resfriamento 
Armazenamento 
Tratamento 
Térmico 
PC 
PC 
PCC2 
(B) 
B: Esporos de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens); 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos 
(B. cereus, C. 
perfringens). 
B: Formas 
esporuladas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; Toxina 
estafilocócica. 
Q, F: Nenhum. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Controle da 
temperatura do 
equipamento. 
BPF: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Temperatura do 
alimento no 
centro 
geométrico e 
tempo de 
permanência sob 
esta temperatura. 
Redução a 21OC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Temperatura do 
equipamento: 
máx. 4OC. 
Minínimo de 65OC 
por 15 minutos. 
Acelerar processo 
de resfriamento 
(banho de gelo, 
de água fria). 
Rejeitar produto 
que permanecer 
mais de 1 hora 
em temperatura 
compatível com o 
desenvolvimento 
dos 
microrganismos 
patogênicos. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal e 
higienização de 
utensílios. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos com 
temperatura 
correta. 
Usar no mesmo dia. 
Avaliar as 
características do 
produto para 
consumo. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no 
centro geométrico 
e tempo de 
resfriamento; 
higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Termômetro e 
relógio; 
observação visual. 
Quando? 
Após 2 horas do 
início do 
resfriamento; 
diário. 
Quem? 
Cozinheiro/Gerente. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento. 
Como? Termômetro. 
Quando? No final 
do processo. 
Quem? Cozinheiro 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e relógio. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta e 
análise de amostras 
de utensílios e mãos 
de manipulador. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetro
150 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Envase 
Manutenção 
PC 
PCC3 
(B) 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens), 
Toxina 
estafilocócica, 
Enterobactérias 
patogênicas, 
Staphylococcus 
aureus. 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens), 
Toxina 
estafilocócica. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Temperatura do 
equipamento: 
estufa e Pass 
through 
 65OC; água do 
banho térmico: 
entre 80OC e 90OC. 
Temperatura do 
alimento entre 
60OC e 65OC por, 
no máximo, 6 
horas ou abaixo 
de 60OC por, no 
máximo, 3 horas. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 
em 3 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC por 
até 2 horas ou 
entre 60OC. e 65OC 
por até 4 horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem por 
mais de 12 horas 
acima de 65OC; por 
mais de 6 horas, 
entre 60OC. e 65OC 
e por mais de 3 
horas abaixo de 
60OC. 
Check-list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
controle de 
temperatura de 
equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
ptodutos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
PARTE ESPECÍFICA 151 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
Distribuição PCC4 
(B) 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens), 
Toxina 
estafilocócica. 
Temperatura 
correta do 
equipamento de 
distribuição. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de distribuição 
adequados. 
Água do banho 
térmico: entre 
80OC e 90OC. 
Temperatura do 
alimento acima 
de 65OC por, no 
máximo, 12 
horas; entre 60OC 
e 65OC por, no 
máximo, 6 horas 
e abaixo de 60OC 
por, no máximo, 3 
horas, 
considerando-se o 
tempo e a 
temperatura que 
o alimento 
permaneceu na 
manutenção. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 
em 3 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
Retirar o 
alimento do 
equipamento. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC 
por até 2 horas 
ou entre 60OC e 
65OC por até 4 
horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 12 
horas acima de 
65OC por mais de 
6 horas, entre 
60OC e 65OC e por 
mais de 3 horas 
abaixo de 60 OC. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
alimentos. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
152 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO G: 
Farofa 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Farofa de ovos, de frutas, de bacon, de banana, virado de couve, de lingüiça entre outras combi-nações 
possíveis. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 60ºC. No caso de permanecer à 
temperatura inferior, deverá ser consumido em até três horas, a contar da etapa de cocção. 
Formas de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90OC. 
b) Descentralizada: 
- Transporte: em recipientes isotérmicos; 
- Distribuição: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90OC. 
Prazo de validade: 
Até três horas após a sua cocção. 
Instruções contidas no rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição a partir da cocção.
PARTE ESPECÍFICA 153 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO DE PRODUTOS: 
FAROFA 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
TRATAMENTO TÉRMICO PCC 1 (B) 
MISTURA CATERER /TRANSPORTE 
ENVASE 
MANUTENÇÃO PCC 2 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC 3 (B)
154 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1 – Recebimento 
São recebidas farinhas que apresentem ausência de matéria terrosa, corpos estranhos, larvas, 
insetos, roedores e seus excrementos, e livre de umidade, com cor e odor específico para cada 
tipo. 
As embalagens devem estar íntegras, sem furos ou perfurações e manchas de umidade. 
São recebidas à temperatura ambiente de até 26ºC. 
2 – Armazenamento 
O armazenamento é realizado em temperatura controlada de até 26ºC. 
Os sacos são removidos das caixas de papelão e empilhados em estrados fenestrados ou prateleiras, 
para garantir a circulação de ar entre os produtos armazenados. 
3 – Tratamento térmico 
Os ingredientes do produto, à exceção da farinha, após atingirem a temperatura de cocção de 
74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por quinze minutos, são adicionados às farinhas. A farinha 
utilizada na preparação é levada ao forno para atingir uma das temperaturas de segurança (65ºC 
por 15 minutos ou 70ºC por 2 minutos). 
4 – Envase 
Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox ou travessa 
inox), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, 
com papel alumínio ou equivalente. 
5 – Manutenção 
Os produtos prontos, nesta etapa, são protegidos de novas contaminações e também são mantidos 
sob rigoroso controle de tempo e temperatura. 
A farofa deve ser mantida em equipamentos térmicos, em temperatura de 60ºC ou mais por, no 
máximo, 6 horas e no caso de temperaturas inferiores a 60ºC, o seu consumo deverá ser em até 
3 horas, a partir da etapa de cocção. 
6 – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão térmico para que mantenha o alimento à temperatura mínima de 
60ºC.
PARTE ESPECÍFICA 155 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Os alimentos prontos podem permanecer, em temperatura de 60ºC ou mais por, no máximo, 6 
horas ou, no caso de estar em abaixo de 60ºC, deverão ser consumidos em até 3 horas, sendo 
que o período de tempo na manutenção deverá ser considerado. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
Obs: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir Fluxograma de Alimentos 
Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
156 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
GUIA DE Etapa 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
Tratamento 
Térmico 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
PCC1 
(B) 
Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico 
Embalagens 
íntegras. 
Conformidade 
com as 
especificações. 
Temperatura 
ambiente até 
26OC. 
Mínimo de 65OC 
por 15 minutos. 
Monitorização Verificação 
Ação Corretiva 
Devolver o 
produto. 
Reavaliar o 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Corrigir 
temperatura. 
Instalar 
exaustores ou 
aparelho de ar 
condicionado. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Registro 
Planilha de Não 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Planilha de 
Controle de 
Ambiente (Anexo 
04). 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
O quê? Cadastro 
do fornecedor; 
características das 
embalagens e 
inspeção do 
produto. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
No momento da 
recepção. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local do 
armazenamento. 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento. 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
No final do 
processo. 
Quem? Cozinheiro. 
Perigo 
B: Formas 
esporuladas de 
bactérias 
patogênicas 
(Bacillus cereus e 
Clostridium 
perfringens). 
B: Formas 
esporuladas de 
bactérias 
patogênicas 
(Bacillus cereus e 
Clostridium 
perfringens). 
B: Formas 
vegetativas e 
esporuladas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Seleção de 
fornecedores. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Avaliar condições 
de 
acondicionamento 
e transporte. 
Observar 
instruções e 
informações do 
rótulo (validade). 
Fornecedor 
cadastrado. 
Manter ambiente 
seco sem 
infiltrações ou 
presença de vapor. 
BPF: Ambiente e 
utensílios. 
Temperatura 
ambiente 
controlada. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
Temperatura do 
alimento no 
centro geométrico 
e tempo de 
permanência 
nesta 
temperatura.
PARTE ESPECÍFICA 157 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Mistura 
Envase 
PC 
PC 
B: Formas 
vegetativas e 
esporuladas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Enterobactérias 
patogênicas, S. 
aureus. 
B: Formas 
vegetativas e 
esporuladas de 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Conformidade do 
plano APPCC de 
cada ingrediente 
da mistura. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Ausência de não 
conformidades 
nos planos dos 
ingredientes. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 20 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo 2 horas à 
temperatura 
climatizada. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
O quê? 
Processo de 
preparo dos outros 
ingredientes; 
higiene de 
manipuladores e 
utensílios; tempo 
de mistura. 
Como? 
Através de 
observação visual; 
supervisão e 
relógio 
Quando? 
Toda vez que usar 
outros 
ingredientes; 
diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Manipulador. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente. 
Adequação do 
Plano APPCC. 
Rejeitar 
ingredientes não-conformes. 
Substituir 
ingrediente por 
outro seguro 
(inócuo). 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, Limpeza 
e desinfecção de 
utensílios. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Resumo do Plano 
dos ingredientes 
e Planilhas de 
acompanhamento 
de processo. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check-list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Supervisão do 
plano / planilhas 
dos ingredientes. 
Auditoria do 
Sistema APPCC 
dos ingredientes. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos.
158 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manutenção 
Distribuição 
PCC2 
(B) 
PCC3 
(B) 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens); 
Toxina 
estafilocócica. 
Enterobactérias 
patogênicas. 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens); 
Toxina 
estafilocócica. 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
Temperatura 
correta do 
equipamento de 
distribuição. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de distribuição 
adequados. 
Temperatura do 
equipamento: 
estufa e pass 
through 
 65OC; água do 
banho térmico: 
entre 80OC e 
90OC. 
Temperatura do 
alimento entre 
60OC e 65OC por, 
no máximo, 6 
horas ou abaixo 
de 60OC por, no 
máximo, 3 horas. 
Água do banho 
térmico entre 
80OC e 90OC. 
Temperatura do 
alimento acima 
de 60OC por, no 
máximo, 6 horas 
e abaixo de 60OC 
por, no máximo, 3 
horas, 
considerando-se o 
tempo de 
manutenção. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 
em 3 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 1 
vez a cada turno. 
Alimento: de 3 
em 3 horas 
durante o período 
de manutenção. 
Quem? 
Copeira. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC 
por até 3 horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 6 
horas, acima de 
60OC e por mais 
de 3 horas 
abaixo de 60 OC. 
Retirar o alimento 
do equipamento. 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC 
por até 2 horas ou 
entre 60OC e 65OC 
por até 4 horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 6 
horas, entre 60OC 
e 65OC e por 
mais de 3 horas 
abaixo de 60 OC. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
alimentos. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
PARTE ESPECÍFICA 159 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
2COZINHA DE 
ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA 
E CATERER 
TIPO DE ATIVIDADE: 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
- Alimentação transportada; 
- Caterer. 
Em todos os fluxogramas apresentados no item Restaurante Comercial e Industrial, após uma 
determinada etapa do preparo (grifada no fluxograma como TRANSPORTE e CATERER), os 
alimentos prontos para consumo podem ser transportados. A seguir, apresentaremos o fluxograma 
e a descrição começando, no caso da Alimentação Transportada, a partir do envase; no caso do 
Caterer, a partir do resfriamento.
160 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
TIPO DE ATIVIDADE: 
Alimentos transportados 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Qualquer uma das preparações que estão incluídas nos fluxogramas do Restaurante Comercial e 
Industrial, desde que o serviço de distribuição seja descentralizado. 
Características do produto final: 
O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 65OC. 
O produto deverá ser servido frio em temperatura inferior a 10OC. 
Formas de distribuição da preparação: 
Descentralizada: 
Transporte: em recipientes isotérmicos; 
Distribuição: em balcão térmico, com água a temperatura entre 80OC e 90OC ou em balcão 
refrigerado. 
Prazo de validade: 
Frios: em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas, e em temperaturas entre 10OC e 
20OC por, no máximo, 2 horas. 
Quentes: em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas; em temperaturas entre 60OC 
e 65OC por, no máximo, 6 horas e em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. 
Instruções do rótulo: 
Não aplicável 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
PARTE ESPECÍFICA 161 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
TIPO DE ATIVIDADE: 
Alimentos transportados 
ENVASE (*) 
TRANSPORTE 
MANUTENÇÃO PCC1 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC2 (B) 
(*) Antes desta etapa, observar as diversas formas de preparo dos alimentos nos fluxogramas e 
resumos do Plano APPCC do item Restaurante Comercial e Industrial. 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1 – Envase de alimentos prontos 
Os produtos prontos para consumo são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba 
inox ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio higienizado, e são cobertos com 
tampa própria, com filme plástico, papel alumínio ou equivalente. 
2 – Transporte 
O transporte é realizado em veículo que possua Certificado de Vistoria (de acordo com a legislação 
vigente), em condições adequadas de higiene e exclusivo para este fim. 
Alimentos Servidos Frios: 
Os recipientes com os produtos prontos são acondicionados em recipientes isotérmicos (isopores 
com gelo reciclável, por exemplo), de forma a manter a temperatura entre 10OC e 21OC, durante 
o transporte. 
O tempo de transporte não pode exceder 1 hora, entre a saída da unidade produtora até a 
unidade distribuidora.
162 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
3 – Manutenção a frio 
Ao chegar à unidade de distribuição, os recipientes com os produtos prontos são transferidos 
para equipamentos de manutenção a frio (geladeira ou pass through). O produto pronto permanece 
em temperatura até 10OC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no 
máximo, 2 horas, considerando-se o tempo de transporte. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
4 – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura de até 
10OC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas, 
considerando-se o tempo de manutenção. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 
Alimentos Servidos Quentes: 
Os recipientes com os produtos prontos são acondicionados em recipientes isotérmicos (tipo hot 
box ou isopores), de forma a manter a temperatura mínima de 60OC, durante o transporte. 
O tempo de transporte não pode exceder 1 hora, entre a saída da unidade produtora e a chegada 
à unidade distribuidora. 
3 – Manutenção à quente 
Ao chegar à unidade de distribuição, as temperaturas dos alimentos são monitorizadas e se 
estiverem acima de 60OC, os recipientes com os produtos prontos são transferidos para 
equipamentos de manutenção a quente (balcão térmico, estufa ou pass through). Se o produto 
pronto permaneceu em temperatura superior a 65OC, fica por, no máximo, 12 horas e se, em 
temperaturas entre 60OC e 65OC fica, no máximo, por 6 horas, considerando-se o tempo de 
transporte. 
Quando as temperaturas estiverem abaixo de 60OC, os alimentos são reaquecidos até atingir 74OC 
ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos, no centro geométrico. 
Depois os recipientes são acondicionados em equipamento de manutenção à quente onde o 
produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas; em 
temperatura entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas; e em temperatura inferior a 60OC por, no 
máximo, 3 horas. 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado.
PARTE ESPECÍFICA 163 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
4 – Distribuição 
A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece entre 80OC e 90OC. O produto 
pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperatura 
entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas, ou em temperatura inferior a 60OC por, no máximo, 3 
horas, considerando-se o tempo de manutenção. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Fora desses limites, o produto pronto é desprezado.
164 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER FORMULÁRIO J- RESUMO DO GUIA PLANO 
DE Etapa 
PC ou 
Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva 
Verificação 
PCC 
Preventivas 
ELABORAÇÃO Transporte 
PC 
DO PLANO APPCC 
Quentes: 
Reaquecer os 
alimentos tão 
logo cheguem à 
unidade 
distribuidora ou 
distribuí-los de 
imediato. 
Desprezar 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 3 
horas abaixo de 
60OC. 
Frios: 
Levar os 
alimentos à 
refrigeração tão 
logo cheguem à 
unidade 
distribuidora. 
Desprezar 
alimentos que 
permanecerem 
entre 10OC e 21OC 
por mais de 2 
horas. 
Registro 
Planilha de 
Temperatura de 
Alimentos 
Transportados 
(Anexo 11). 
O quê? 
Temperatura do 
alimento e tempo 
de transporte. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Antes e depois 
do processo. 
Quem? 
Manipulador 
(saída) e Copeira 
(chegada). 
Perigo 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens) e 
microrganismos 
patogênicos 
produtores de 
toxinas (S. 
aureus). 
Programa de 
calibração do 
termômetro. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
coleta e análise 
das amostras. 
Monitorizar 
temperatura do 
alimento x tempo 
de transporte. 
Temperatura do 
alimento servido 
quente: acima de 
60OC por, no 
máximo, 1 hora. 
Temperatura do 
alimento servido 
frio: entre 10OC e 
21OC por, no 
máximo, 1 hora.
PARTE ESPECÍFICA 165 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manutenção PCC1 
(B) 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens) e 
microrganismos 
patogênicos 
produtores de 
toxinas (S. 
aureus). 
Temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
Temperatura do 
equipamento: 
Quente: Pass 
through ou 
Estufas:  65OC 
ou água do 
banho: entre 80OC 
e 90OC. 
Frio:  10OC. 
Temperatura do 
alimento servido 
quente: acima de 
65OC por, no 
máximo, 12 h; 
entre 60OC e 65OC 
por, no máximo, 
6h e abaixo de 
60OC, por, no 
máximo, 3h. 
Temperatura do 
alimento servido 
frio: até 10OC por, 
no máximo, 4 h 
ou entre 10OC e 
21OC por, no 
máximo, 2h. 
(Considerar o 
tempo de 
transporte). 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
Temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Como? 
Aux. de 
termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Alimento: 2 vezes 
a cada período de 
manutenção. 
Equipamento: 
Uma vez a cada 
turno. 
Quem? 
Copeira. 
Transferência 
dos alimentos 
para 
equipamentos 
com temperatura 
correta. 
Quentes: 
Reaquecer os 
alimentos que 
permanecerem 
abaixo de 60OC 
por até 2 horas 
ou entre 60OC e 
65OC por até 4 
horas. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 12 
horas acima de 
65OC; por mais 
de 6 horas, entre 
60OC e 65OC e por 
mais de 3 horas 
abaixo de 60OC. 
Frios: 
Desprezar 
alimentos que 
permanecerem 
até 10OC por 
mais de 4 horas 
ou entre 10OC e 
21OC por mais de 
2 horas. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
supervisão do 
processo. 
Programa de 
coleta e análise 
das amostras. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
166 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Distribuição PCC2 
(M) 
B: Formas 
esporuladas de 
microrganismos 
patogênicos (B. 
cereus, C. 
perfringens) e 
microrganismos 
patogênicos 
produtores de 
toxinas 
(S.aureus). 
Temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
distribuição. 
Equipamento: 
água do banho 
térmico entre 
80OC e 90OC. 
Equipamento para 
alimentos frios: 
Máx. 10OC. 
Temperatura do 
alimento servido 
quente: acima de 
65OC por, no 
máximo, 12 horas 
ou entre 60OC e 
65OC por, no 
máximo, 6 horas 
ou abaixo de 60OC 
por, no máximo, 3 
horas. 
Temperatura do 
alimento servido 
frio: até. 10OC 
por, no máximo, 4 
horas ou entre 
10OC e 21OC por, 
no máximo, 2 
horas (Considerar 
o tempo de 
manutenção). 
O quê? 
Temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição e 
temperatura do 
equipamento de 
distribuição. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Equipamento: 30 
minutos antes do 
início da 
distribuição. 
Alimento: 
Depende do 
horário de 
distribuição e do 
tipo de alimento 
servido. 
Quem? 
Copeira. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos 
com temperatura 
correta. 
Agilizar o 
processo de 
distribuição, 
colocando menor 
quantidade de 
alimentos na 
distribuição. 
Colocar água 
quente no banho 
para acelerar 
aumento da 
temperatura. 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem: 
por mais de 12 
horas acima de 
65OC; por mais 
de 6 horas, entre 
60OC e 65OC ou 
por mais de 3 
horas abaixo de 
60OC; ou 
até 10OC por 
mais de 4 horas 
ou entre 10OC e 
21OC por mais de 
2 horas. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
supervisão do 
processo. 
Programa de 
coleta e análise 
das amostras. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
PARTE ESPECÍFICA 167 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
TIPO DE ATIVIDADE: 
Caterer 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Qualquer uma das preparações que estão incluídas nos fluxogramas do Restaurante Comercial e 
Industrial, desde que o serviço de distribuição seja descentralizado. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser entregue frio em temperatura inferior a 10ºC. 
Forma de distribuição da preparação: 
Distribuição descentralizada em trolleys, em caminhões de transporte. 
Prazo de validade: 
São conservados em temperatura inferior a 10ºC, a partir da distribuição por, no máximo, 4 
horas, ou entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. 
Instruções do rótulo: 
Etiquetas com data de preparo e validade. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
168 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Caterer 
PREPARO * 
RESFRIAMENTO PCC 1 (B) 
ARMAZENAMENTO 
ENVASE NAS LOUÇAS 
MONTAGEM NAS BANDEJAS 
ARMAZENAMENTO NOS TROLLEYS 
EXPEDIÇÃO E CARREGAMENTO PCC2 (B) 
* Antes de iniciar esta etapa do caterer, observar as demais etapas de preparo dos alimentos nos 
fluxogramas de Restaurante Comercial e Industrial. 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Resfriamento 
Os produtos prontos são acondicionados em recipientes de inox rasos (até, no máximo, 10cm de 
altura) e são colocados em equipamentos de resfriamento para que abaixem a temperatura de 
55ºC para 21ºC em, no máximo, 2 horas e que após 4 horas adicionais, atinjam a temperatura de 
4ºC.
PARTE ESPECÍFICA 169 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
2. Armazenamento a frio 
Os produtos prontos são armazenados em geladeira ou câmara, para que fiquem a uma temperatura 
máxima de 10ºC. 
3. Envase nas louças 
As preparações são porcionadas em louças devidamente higienizadas, respeitando o tempo máximo 
de 30 minutos de exposição à temperatura ambiente, ou 2 horas sob temperatura entre 12ºC e 
18ºC. 
4. Montagem nas bandejas 
As bandejas são montadas, respeitando o tempo máximo de 30 minutos de exposição à 
temperatura ambiente ou 2 horas, sob temperatura entre 12ºC e 18ºC. 
5. Armazenamento nos trolleys 
As bandejas montadas são colocadas em trolleys, que permanecem nos holding box com as portas 
abertas para a devida circulação de ar entre as mesmas. 
6. Expedição e carregamento 
Na expedição dos trolleys, os mesmos são abastecidos com gelo seco para que se mantenha a 
temperatura fria dos alimentos. Os trolleys são transportados em carros, de preferência refrigerados, 
limpos e com controle de pragas. Os alimentos chegam à aeronave com temperatura máxima de 
10ºC. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
170 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
GUIA DE Etapa 
PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva 
Verificação 
PCC 
Preventivas 
ELABORAÇÃO Resfriamento 
PCC1 
Acelerar processo 
(B) 
de resfriamento 
(banho de gelo, 
de água fria). 
DO PLANO APPCC 
Rejeitar produto 
que permanecer 
mais de 1 hora 
em temperatura 
compatível com o 
desenvolvimento 
dos 
microrganismos 
patogênicos. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, 
higienização de 
utensílios. 
Registro 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check-list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus; 
Clostridium 
perfringens; Toxina 
estafilocócica. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Redução a 21OC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no 
centro geométrico 
e tempo de 
resfriamento; 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Termômetro e 
relógio; 
observação visual. 
Quando? 
Após 2 horas do 
início do 
resfriamento. 
Diário. 
Quem? 
Cozinheiro/ 
Gerente.
PARTE ESPECÍFICA 171 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
Envase nas louças 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus; 
Clostridium 
perfringens; 
Toxina 
estafilocócica. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus; 
Clostridium 
perfringens; 
S. aureus. 
Controle da 
temperatura do 
equipamento. 
BPF: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Tempo máximo 
de 30 minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Temperatura do 
equipamento: 
máx. 4OC. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo 2 horas à 
temperatura 
climatizada. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Auxiliar de 
cozinha. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; tempo 
de envase nas 
louças. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Manipulador e 
Gerente. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos 
com temperatura 
correta. 
Usar no mesmo 
dia. 
Avaliar as 
características 
para consumo do 
produto. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios. 
Acelerar processo 
de envase. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Programa de 
treinamento de 
manipulador.
172 PARTE ESPECÍFICA 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Montagem nas 
bandejas 
Armazenamento 
nos trolleys 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus; 
Clostridium 
perfringens. 
S. aureus. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus; 
Clostridium 
perfringens. 
Toxina 
estafilocócica. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Tempo máximo 
de 30 minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Tempo máximo 
de 30 minutos à 
temperatuta 
ambiente ou 
equivalente, 
considerando-se 
o tempo de 
montagem das 
bandejas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo 2 horas à 
temperatura 
climatizada. 
Máximo 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo 2 horas à 
temperatura 
climatizada, 
considerando-se o 
tempo de 
montagem das 
bandejas. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Tempo de 
montagem nas 
bandejas. 
Como? Supervisão 
e relógio 
Quando? Diário e 
a cada processo. 
Quem? 
Manipulador e 
Gerente. 
O quê? 
Tempo de 
armazenamento 
nos trolleys. 
Como? Supervisão 
e relógio. 
Quando? Diário e 
a cada processo. 
Quem? 
Manipulador. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza e 
desinfecção de 
utensílios. 
Acelerar processo 
de montagem. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos com 
temperatura 
correta. 
Avaliar as 
características 
para consumo do 
produto. 
Check-list 
semanal. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
produtos. 
Programa de 
treinamento de 
manipulador. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check-list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
treinamento de 
manipulador. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
calibração de 
relógios.
PARTE ESPECÍFICA 173 
COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Expedição e 
carregamento 
PCC2 
(B) 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus; 
Clostridium 
perfringens. 
S. aureus; 
toxina 
estafilocócica. 
Abastecer os 
trolleys com gelo 
seco e realizar o 
transporte em 
carros 
refrigerados, 
monitorando a 
temperatura dos 
alimentos na 
chegada à 
aeronave. 
Temperatura dos 
alimentos: 
inferior a 10ºC 
por até 4 horas 
ou entre 10ºC e 
21ºC por até 2 
horas. 
O quê? 
Temperatura dos 
alimentos e 
tempo de 
expedição/ 
carregamento. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Em toda a 
expedição. 
Quem? 
Supervisor de 
galley (galista). 
Agilizar o 
processo de 
carregamento. 
Se ultrapassarem 
os limites 
críticos, retornar 
os alimentos à 
unidade 
produtora e 
desprezar. 
Planilha de 
controle de 
temperatura de 
alimentos x 
tempo de 
expedição (Anexo 
13). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
coleta e análise 
de alimentos.
PARTE ESPECÍFICA 175 
BARES E LANCHONETES 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
3 
GRUPO DE PRODUTOS: 
- Salgados recheados fritos; 
- Pastas e patês diversos; 
- Sanduíches naturais; 
- Salgados simples ou recheados assados; 
- Bebidas preparadas com leite, frutas, sorvetes ou bebida alcoólica. 
Os outros tipos de preparações servidas neste tipo de estabelecimento, estão incluídas em outras 
classes.
176 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Salgados recheados fritos 
Preparações: 
Coxinhas, risoles, quibes, pastéis, enroladinhos e bolinhos recheados. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido quente à temperatura superior a 60ºC. 
Forma de distribuição da preparação: 
A distribuição é realizada em estufas. 
Prazo de validade: 
Salgados conservados acima de 60ºC, por até 6 horas, ou abaixo de 60ºC, por até 3 horas. 
Instruções do rótulo: 
No caso de distribuição centralizada não há necessidade de rótulo. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Monitorizar o tempo de exposição e a temperatura do produto.
PARTE ESPECÍFICA 177 
BARES E LANCHONETES 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Salgados recheados fritos 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
(massa) (recheio) 
MISTURA PCC1 (F) DESCONGELAMENTO 
COCÇÃO PRÉ -COCÇÃO 
ESFRIAMENTO RESFRIAMENTO 
SOVA DESFIAMENTO 
COCÇÃO PCC2 (B) 
RESFRIAMENTO 
MANUTENÇÃO A FRIO 
MODELAGEM 
EMPANAMENTO 
ARMAZENAGEM A FRIO 
COCÇÃO PCC3 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC4 (B)
178 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no check list de Visita Técnica a 
Fornecedores (Anexo 01). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis, ausência de manchas, grumos, sujidades, fungos, corpos estranhos e 
insetos (especialmente nas farinhas). 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levados à geladeira ou câmara 
com temperatura ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para Freezer ou câmara de congelamento à temperatura de - 
12ºC ou inferior. 
(a) MASSA 
3(a). Mistura 
Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e 
equipamentos (como balança) devidamente higienizados. Nesta etapa também ocorre o 
peneiramento das farinhas. 
4(a). Cocção 
Os ingredientes são levados ao fogo (leite, sal e temperos) até levantar fervura, quando a farinha 
de trigo é então adicionada. A mistura é cozida até que a massa desprenda do fundo da panela. 
5(a). Esfriamento 
A massa, pronta, é então resfriada sobre superfície limpa até a temperatura ambiente. 
6(a). Sova 
A massa, já à temperatura ambiente, é sovada até que fique lisa e leve, tomando-se o cuidado 
com a higiene do manipulador.
PARTE ESPECÍFICA 179 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
(b)RECHEIO 
7(b). Descongelamento 
No caso de produtos mantidos congelados, o descongelamento é realizado de uma das seguintes 
formas: 
a) sob refrigeração, em geladeira ou câmara com temperatura ideal de até 4ºC ou máxima (tolerada) 
de até 10ºC; 
b) sob água corrente, onde a temperatura da água não ultrapasse 21ºC, com o produto bem 
vedado; 
c) à temperatura ambiente até que a superfície do produto atinja 4ºC, quando é levado à geladeira 
ou câmara para que termine o descongelamento sob refrigeração. 
8 (b). Pré-cocção 
As carnes (frango, camarão, etc.) são coccionadas em água potável com todos os temperos, até 
que fiquem macias e soltando dos ossos (no caso de frango). A cocção atinge no mínimo 74ºC ou 
70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. 
9(b). Resfriamento 
Resfriar os produtos logo após o cozimento, retirando o caldo formado. As carnes ou pescados 
cozidos são armazenados em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocados em freezer, 
câmara, geladeira ou torre de refrigeração, assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Após 2 
horas os alimentos devem atingir 21º C e após 6 horas, a temperatura deve estar a 4ºC. 
10(b). Desfiamento 
No caso de frango, o mesmo é desfiado em lascas, tomando-se o cuidado com a higiene do 
manipulador e utensílios utilizados. Outra forma de conseguir o desfiamento do frango ou outras 
carnes é a utilização de equipamento como batedeira ou processador, onde evitamos o contato 
manual e reduzimos a possibilidade de contaminação dos alimentos. 
11(b). Cocção 
Após a manipulação, a carne é cozida com os temperos, até atingir a temperatura mínima de 
74ºC. 
12(b). Resfriamento 
Os recheios são resfriados logo após o cozimento. Os recheios são armazenados em recipientes 
rasos (até 10 cm de altura) e colocados em Freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração
180 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Após 2 horas os alimentos devem atingir 21º C e 
após 6 horas, a temperatura deve estar a 4º C. 
13(b). Manutenção à frio 
Caso os salgados não sejam modelados posteriormente ao resfriamento, os recheios permanecem 
sob refrigeração à temperatura ideal máxima de 4ºC. 
14. Modelagem 
Com a massa e recheio prontos, os salgados são modelados à temperatura ambiente e o tempo 
máximo de exposição dos produtos é de 30 minutos. Se o ambiente for climatizado, o tempo 
máximo de exposição é de 2 horas. Também deve ser tomado cuidado com a higiene do 
manipulador. 
15. Empanamento 
Modelados, os salgados são passados em clara de ovos e farinha de rosca, que não são 
reaproveitados caso sobrem. 
16. Cocção 
Nesta etapa é feita a fritura dos salgados em óleo entre 160ºC e 180ºC. Os salgados atingem uma 
temperatura interna mínima de 74ºC. 
17. Distribuição 
É realizada em estufas ou vitrines quentes, onde permanecem por: 
- 12 horas caso sua temperatura esteja acima de 65ºC; 
- 6 horas caso sua temperatura esteja acima de 60ºC; 
- 3 horas caso sua temperatura esteja inferior a 60ºC. 
Fora desses limites, os salgados são desprezados.
PARTE ESPECÍFICA 181 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS PRIMAS E INGREDIENTES 
PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) 
Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar 
Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) 
Produtos 
Leite de vaca 
Farinha de trigo e farinha 
de rosca 
Frango 
Camarão 
Temperos (sal, caldos de 
galinha ou carne, cebola, 
alho, tomate, salsa, 
cebolinha verde). 
Perigo Biológico 
Enterobactérias patogênicas, 
Listeria monocytogenes, toxinas 
estafilocócicas. 
Bacillus cereus, Salmonella sp. 
Salmonella sp e outras 
Enterobactérias patogênicas; 
patogênicos esporulados; 
Compylobacter sp. 
Vibrio parahaemolyticus; 
Enterobactérias patogênicas. 
Bacillus cereus; Enterobactérias 
patogênicas; Clostridium 
perfringens. 
Perigo Físico 
Nenhum. 
Insetos ou fragmentos de 
insetos, fragmentos 
metálicos. 
Nenhum. 
Nenhum. 
Sujidades, pedras 
Perigo Químico 
Drogas veterinárias; 
micotoxina. 
Micotoxinas. 
Nenhum. 
Nenhum. 
Agrotóxicos (cebola, 
tomate, alho). 
Justificativa 
B, Q: Contaminação de 
origem. 
B, Q, F: Contaminação de 
origem ou transporte. 
B: Contaminação de origem 
ou transporte. 
Contaminação de origem ou 
transporte. 
B, Q, F: Contaminação de 
origem e transporte. 
Medidas Preventivas 
B, Q: Qualificação de 
fornecedores através de 
visita técnica (devem ter 
pelo menos BP e política de 
aplicação de antibióticos no 
gado leiteiro). B: cocção. 
B, Q, F: Qualificação de 
fornecedores através de visita 
técnica (devem ter pelo 
menos BP). B: cocção/ 
F: peneiramento. 
B: Qualificação de 
fornecedores através de 
visita técnica (devem ter 
pelo menos BP); cocção. 
Qualificação de 
fornecedores através de 
visita técnica. Informações 
sobre a origem do camarão. 
B, Q, F: Qualificação de 
fornecedores através de visita 
técnica (devem ter pelo menos 
BP e política de aplicação de 
agrotóxicos). B: cocção F: 
peneiramento.
182 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS 
GUIA DE (Q) / FÍSICOS (F) 
ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos 
(Consultar Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 04 do Guia de Elaboração – Parte Geral). 
DO Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
PLANO APPCC 
Recebimento 
Armazenamento 
Mistura (massa) 
Cocção (massa) 
B- Enterobactérias patogênicas; Listeria 
monocytogenes; S. aureus, B. cereus. 
Q- Drogas veterinárias; micotoxinas. 
F- Sujidades; pedras; insetos ou fragmentos 
de insetos; fragmentos metálicos. 
B- Enterobactérias patogênicas; Listeria 
monocytogenes; S. aureus, B. cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades; pedras; insetos ou fragmentos 
de insetos; fragmentos metálicos. 
B- Enterobactérias patogênicas; Listeria 
monocytogenes; S.aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades; pedras; insetos ou fragmentos 
de insetos; fragmentos metálicos. 
B- Formas vegetativas de Bacillus cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B, Q, F: Contaminação de origem ou 
transporte. 
B: Multiplicação microbiana devido à 
temperatura de armazenamento 
inadequada e umidade elevada. 
F: Permanência dos fragmentos da matéria 
prima. 
B: Contaminação microbiana devido à 
higiene inadequada do manipulador, 
utensílios e equipamentos utilizados. 
F: Presença na matéria-prima. 
B: Sobrevivência de microrganismos 
patogênicos ou esporos devido à 
temperatura e tempo inadequados de 
cocção. 
B, Q, F: Avaliar as características 
sensoriais, condições de acondicionamento 
e transporte, temperatura dos perecíveis e 
outros no ato do recebimento. 
Adquirir produtos de fornecedores 
cadastrados. 
B: Armazenar os ingredientes secos em 
estoque com temperatura máxima de 26ºC. 
Armazenar produtos perecíveis refrigerados 
à temperatura ideal máxima de 4ºC ou a 
recomendada pelo fabricante. 
B,F: BP: Instalações, equipamentos e 
utensílios. 
B,F: Treinamento em BP: Higiene de 
utensílios /equipamentos e mãos de 
manipuladores. 
F: Peneiramento. 
B: Assegurar a temperatura mínima de 
cocção da massa.
PARTE ESPECÍFICA 183 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
Esfriamento (massa). 
Sova (massa). 
Descongelamento de matérias-primas. 
Pré-cocção. 
Resfriamento (recheio). 
B- Bacillus cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- B. cereus; Enterobactérias patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Enterobactérias patogênicas; 
Clostridium perfringens; Bacillus cereus; 
Vibrio parahaemolyticus e outros (de 
acordo com a matéria prima). 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Microrganismos patogênicos esporulados 
(Clostridium perfringens, Bacillus cereus); S. 
aureus; Enterobactérias patogênicas; víbrio 
patogênico. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Clostridium perfringens; Bacillus cereus; 
S. aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B: Germinação de esporos, contaminação 
e multiplicação de microrganismos 
patogênicos devido à permanência da 
massa à temperatura ambiente por tempo 
prolongado. 
B: Contaminação microbiana devido à 
higiene insuficiente do manipulador, 
utensílios e equipamentos utilizados. 
B: Multiplicação microbiana devido à 
exposição à temperatura ambiente por 
tempo prolongado. 
B: Sobrevivência de microrganismos 
patogênicos devido à temperatura e tempo 
inadequados de cocção. 
B: Germinação de esporos devido à 
permanência do recheio à temperatura 
ambiente por tempo prolongado 
B: Monitorar o tempo de exposição à 
temperatura ambiente. 
B: BP: Higiene de utensílios / 
equipamentos e mãos de manipuladores. 
B: Realizar o descongelamento de uma 
das seguintes formas: 
a) sob refrigeração, em geladeira ou 
câmara de até 10ºC; 
b) sob água corrente, onde a temperatura 
da água não pode ultrapassar 21ºC e o 
produto deve estar bem vedado; 
c) à temperatura ambiente até que a 
superfície do produto atinja 4ºC, quando 
deve ser levado à geladeira ou câmara 
para que termine o descongelamento sob 
refrigeração. 
B: Assegurar a temperatura mínima de 
cocção das matérias-primas. 
B: Armazenar o recheio em recipientes 
rasos (até 10 cm de altura) e colocá-los 
em freezer, câmara, geladeira ou torre de 
refrigeração assim que abaixem a 
temperatura para 55ºC. Devem atingir 
21ºC em, no máximo, 2 horas e após 6 
horas devem atingir a temperatura de 4ºC.
184 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
GUIA DE Desfiamento (recheio). 
ELABORAÇÃO Cocção (recheio) 
DO PLANO APPCC 
Resfriamento (recheio). 
Manutenção à frio (recheio). 
Modelagem 
Empanamento 
B- Staphylococcus aureus; Enterobactérias 
patogênicas; Clostridium perfringens; Bacillus cereus, 
S. aureus; Enterobactérias patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Microrganismos patogênicos esporulados 
(Clostridium perfringens, Bacillus cereus); S. aureus, 
Enterobactérias patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Clostridium perfringens; Bacillus cereus; S. aureus, 
Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); C. 
perfringens; Bacillus cereus; Enterobactérias 
patogênicas e Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Staphylococcus aureus; B. cereus, C. perfringens; 
Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Staphylococcus aureus; Bacillus cereus; 
Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B: Contaminação microbiana devido à higiene 
insuficiente do manipulador, utensílios e 
equipamentos utilizados. 
B: Germinação de esporos de patogênicos. 
B: Sobrevivência de microrganismos 
patogênicos devido à temperatura e tempo 
inadequados de cocção. 
B: Germinação de esporos devido à 
permanência da massa à temperatura 
ambiente por tempo prolongado. 
B: Contaminação por superfície e 
contaminação cruzada 
B: Multiplicação microbiana devido à 
temperatura de armazenamento inadequada. 
B: Contaminação microbiana devido à higiene 
insuficiente do manipulador, utensílios e 
equipamentos utilizados. 
B: Contaminação microbiana devido à higiene 
insuficiente do manipulador, utensílios e 
introdução da farinha de rosca. 
B: BP: Higiene de utensílios / equipamentos e 
mãos de manipuladores. 
B: Rapidez no processo. 
B: Assegurar a temperatura mínima de cocção 
do recheio. 
Armazenar os recheios em recipientes rasos 
(até 10 cm de altura) e colocá-los em freezer, 
câmara, geladeira ou torre de refrigeração 
assim que abaixem a temperatura para 55ºC. 
Devem atingir 21ºC em, no máximo, 2 horas e 
após 6 horas devem atingir a temperatura de 
4ºC. Usar superfícies de contato limpas e 
higienizadas. 
B: Armazenar os recheios à temperatura ideal 
máxima de 4ºC. (BP: Equipamentos e 
utensílios). 
B: BP: Higiene de utensílios / equipamentos e 
mãos de manipuladores. 
B: BP: Higiene de utensílios / equipamentos e 
mãos de manipuladores.
PARTE ESPECÍFICA 185 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
Cocção 
Distribuição 
B- Enterobactérias patogênicas; 
Clostridium perfringens, Bacillus cereus; S. 
aureus; Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Toxinas estafilocócicas; Clostridium 
perfringens; Bacillus cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B: Sobrevivência de microrganismos 
esporulados devido à temperatura e tempo 
indadequados de cocção. 
B: Multiplicação microbiana de bactérias 
sobreviventes à cocção devido à 
temperatura de manutenção inadequada 
por tempo prolongado. 
B: Assegurar a temperatura mínima de 
cocção dos salgados. 
B: Assegurar as temperaturas mínimas e 
tempos máximos de exposição dos 
produtos na distribuição (vitrines ou 
estufas).
186 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA E INGREDIENTE CRÍTICO 
DE Produtos Perigos Identificados Questão 1 
Questão 2 
Crítica / Não Crítica 
ELABORAÇÃO O perigo ocorre acima de níveis 
O processo ou o usuário 
(C ou NC) 
aceitáveis? 
eliminará ou reduzirá o perigo a 
um nível aceitável? 
DO PLANO Leite de vaca 
APPCC 
Farinha de trigo e Farinha de 
rosca 
Frango 
Camarão 
Temperos (sal, caldos de galinha 
ou carne, cebola, alho, tomate, 
salsa, 
cebolinha verde). 
B- Enterobactérias patogênicas; 
Listeria monocytogenes; Toxina 
estafilocócica. 
Q- Resíduos de antibióticos. 
F- Nenhum. 
B- Bacillus cereus; Salmonella sp. 
Q- micotoxinas. 
F- fragmentos de insetos, 
fragmentos metálicos. 
B- Salmonella sp e outras 
enterobactérias patogênicas; 
Patogênicos esporulados; 
Compylobacter sp. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Vibrio parahaemolyticus; 
Enterobactérias patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Bacillus cereus; 
enterobactérias patogênicas; 
Clostridium perfringens. 
Q- agrotóxicos. 
F- sujidades, pedras. 
SIM 
SIM 
SIM 
SIM 
SIM 
NC 
NC 
NC 
NC 
NC 
NÃO 
NÃO 
NÃO 
NÃO 
NÃO
PARTE ESPECÍFICA 187 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO 
Etapa do Processo Perigos 
significativos 
(B,Q e F) 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo 
a níveis 
aceitáveis? 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
Questão 4 
Uma etapa 
subsequente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
PCC/ PC 
Recebimento 
Armazenamento 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados (B. 
cereus); Listeria 
monocytogenes; S. 
aureus. 
Q- drogas 
veterinárias; 
Micotoxinas. 
F- Sujidades, pedras; 
Insetos ou fragmentos 
de insetos; 
Fragmentos metálicos. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados 
(B.cereus); Listeria 
monocytogenes; S. 
aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades, pedras; 
Insetos ou fragmentos 
de insetos; 
Fragmentos metálicos 
SIM / SIM 
SIM / SIM 
NÃO 
SIM / SIM 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
PC 
-- 
PC 
-- 
-- 
SIM 
-- 
SIM 
NÃO 
-- 
NÃO 
SIM 
-- 
SIM 
NÃO 
-- 
NÃO
188 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa do Processo Perigos 
O perigo é 
Questão 1 
Questão 2 
Questão 3 
Questão 4 
PCC/ PC 
GUIA significativos 
controlado pelo 
Existem medidas 
Esta etapa elimina 
Esta etapa previne 
Uma etapa 
(B,Q e F) 
programa de pré-requisitos? 
preventivas para o 
ou reduz o perigo 
a ocorrência do 
subsequente 
DE perigo? 
a níveis 
perigo? 
eliminará ou 
Se sim, é efetivo? 
aceitáveis? 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
ELABORAÇÃO Mistura (massa) 
DO PLANO APPCC 
Cocção (massa) 
Esfriamento 
(massa) 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados (B. 
cereus); Listeria 
monocytogenes; S. 
aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades, 
pedras; Insetos ou 
fragmentos de 
insetos; 
Fragmentos 
metálicos 
B- Formas 
vegetativas de B. 
cereus; S. aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Bacillus cereus; 
S. aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
SIM / SIM 
-- 
NÃO 
SIM / SIM 
-- 
-- 
SIM / SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
PCC1 (F) 
PC 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
--
PARTE ESPECÍFICA 189 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Processo Perigos 
significativos 
(B,Q e F) 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo 
a níveis 
aceitáveis? 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
Questão 4 
Uma etapa 
subsequente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
PCC/ PC 
B- S. aureus; B. 
cereus; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; C. 
perfringens; B. cereus; 
Vibrio 
parahaemolyticus e 
outros de acordo com 
a matéria-prima. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados (C. 
perfringens, B. 
cereus); S. aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; Víbrios 
patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- C. perfringens; B. 
cereus; S. aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
Sova 
(massa) 
Descongelamento 
de matérias-primas 
Pré-cocção 
Resfriamento 
(recheio) 
SIM / SIM 
-- 
-- 
SIM / SIM 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
PC 
-- 
--
190 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa do Processo Perigos 
O perigo é 
Questão 1 
Questão 2 
Questão 3 
Questão 4 
PCC/ PC 
GUIA significativos 
controlado pelo 
Existem medidas 
Esta etapa elimina 
Esta etapa previne 
Uma etapa 
(B,Q e F) 
programa de pré-requisitos? 
preventivas para o 
ou reduz o perigo 
a ocorrência do 
subsequente 
DE perigo? 
a níveis 
perigo? 
eliminará ou 
Se sim, é efetivo? 
aceitáveis? 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
ELABORAÇÃO SIM / SIM 
DO PLANO -- 
-- 
APPCC 
NÃO 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
SIM / NÃO 
-- 
-- 
B- Staphylococcus 
aureus; Enterobactérias 
patogênicas; C. 
perfringens; B. cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados (C. 
perfringens, B. cereus) 
S. aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- C. perfringens; B. 
cereus; S. aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; Víbrios 
patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- S. aureus; C. 
perfringens; B. cereus; 
Enterobactérias 
patogênicas; Víbrios 
patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
Desfiamento 
(recheio) 
Cocção 
Resfriamento 
Manutenção à frio 
(recheio) 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
PC 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
--
PARTE ESPECÍFICA 191 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Processo Perigos 
significativos 
(B,Q e F) 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo 
a níveis 
aceitáveis? 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
Questão 4 
Uma etapa 
subsequente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
PCC/ PC 
SIM / SIM 
-- 
-- 
SIM / SIM 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
SIM / NÃO 
-- 
-- 
Modelagem 
Empanamento 
Cocção 
Distribuição 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
S. aureus; B. cereus; 
C. perfringens; 
Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
S. aureus; B. cereus; 
C. perfringens; 
Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; C. 
perfringens, B. 
cereus; S. aureus; 
Víbrios patogênicos. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Toxina 
estafilocócica; C. 
perfringens; B. 
cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
SIM 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
NÃO 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
-- 
PCC 
-- 
-- 
PCC 
-- 
--
192 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
DE Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PCC 
Preventivas 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
PC 
PC 
Q- Resíduos de 
antibióticos; 
Agrotóxicos; 
Micotoxinas. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; S. 
aureus;Patogênicos 
esporulados (B. 
cereus); 
Listeria 
monocytogenes. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Armazenar os 
ingredientes em 
ambiente com 
temperatura 
máxima de 26ºC. 
Armazenar 
produtos 
perecíveis à 
temperatura ideal 
máxima de 4ºC 
(refrigerados). 
BP: Instalações e 
equipamentos. 
Equipamentos de 
refrigeração: 
- ideal 4ºC; 
- máximo 10ºC; 
Equipamentos de 
congelamento: 
–12ºC ou inferior. 
O quê? 
Cadastro de 
fornecedor. 
Como? 
Observação 
visual. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Devolução dos 
produtos e 
raevaliação do 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos.
PARTE ESPECÍFICA 193 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
B- Enterobactérias 
patogênicas; S. 
aureus; Patogênicos 
esporulados (B. 
cereus); 
Listeria 
monocytogenes. 
F- Sujidades, 
pedras; Insetos ou 
fragmentos de 
insetos; fragmentos 
metálicos 
B- Formas 
vegetativas de 
Bacillus cereus; S. 
aureus; 
B- Bacillus cereus 
Mistura (massa) 
Cocção (massa) 
Esfriamento 
(massa) 
PC 
PCC1 
(F) 
PC 
PC 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Peneiramento 
das farinhas. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de 
cocção da massa. 
Controle do 
tempo de 
exposição da 
massa à 
temperatura 
ambiente. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Ausência de 
fragmentos 
maiores que 
2 mm. 
Temperatura 
mínima de 
cocção: 74ºC ou 
70ºC por 2 
minutos, ou 65ºC 
por 15 minutos. 
Exposição da 
massa à 
temperatura 
ambiente por, no 
máximo, 3 horas. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
peneiramento. 
Como? 
Supervisão e 
observação visual. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor e 
auxiliar. 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Tempo de 
exposição da 
massa. 
Como? 
Auxílio de relógio. 
Quando? 
A cada 
esfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
B: Treinamento 
em BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
de utensílios e 
equipamentos). 
F: Reprocessar e 
trocar peneira 
danificada. 
Cozinhar até que 
atinja a 
temperatura 
mínima ou que a 
consistência do 
produto seja 
adequada. 
Rejeitar o 
produto exposto 
à temperatura 
ambiente por 
mais de 3 horas. 
Planilhas de 
Treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check list semanal 
Planilha de 
Controle de 
Cocção (Anexo 
05). 
Planilha de 
controle de 
Esfriamento. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios, 
mãos de 
manipuladores e 
produto. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
relógios.
194 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento; 
Temperatura da 
superfície da 
peça; Tempo de 
exposição. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro e 
relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Auxiliar de 
cozinha. 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Sova (massa) 
Descongelamento 
de matérias-primas 
Pré-cocção 
PC 
PC 
PC 
B- Staphylococcus 
aureus; B. cereus; 
Enterobactérias 
patogênicas 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Clostridium 
perfringens; 
Vibrio 
parahaemolyticus e 
outros de acordo 
com a matéria-prima 
usada. 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Clostridium 
perfringens, Bacillus 
cereus); S. aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrios 
patogênicos. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Temperatura do 
equipamento 
refrigerado. 
Temperatura da 
superfície da 
peça, quando o 
descongelamento 
for forçado ou à 
temperatura 
ambiente. 
Tempo de 
exposição, 
quando 
descongelado sob 
água corrente. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de cocção 
do recheio. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Temperatura do 
equipamento: 
máximo 4ºC; 
Temperatura 
máxima na 
superfície da 
peça: 4ºC; 
Tempo máximo: 4 
horas. 
Temperatura 
mínima de 
cocção: 74ºC ou 
70ºC por 2 
minutos ou 65ºC 
por 15 minutos. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
de utensílios e 
equipamentos). 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamento com 
temperatura 
correta. 
Completar 
processo sob 
refrigeração. 
Avaliar as 
características 
para consumo do 
produto. 
Cozinhar até que 
atinja a 
temperatura 
mínima. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Descongelamento 
à temperatura 
Ambiente (Anexo 
08). 
Planilha de 
Controle de 
Cocção (Anexo 
05). 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Supervisão do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros.
PARTE ESPECÍFICA 195 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Resfriamento 
(recheio) 
Desfiamento 
(recheio) 
Cocção 
PC 
PC 
PCC2 
(B) 
B- Clostridium 
perfringens; 
B. cereus; 
S.aureus. 
B- Staphylococcus 
aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; C. 
perfringens; B. 
cereus. 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Clostridium 
perfringens, Bacillus 
cereus); S. aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no centro 
geométrico; tempo 
de resfriamento; 
higiene de 
manipulador e 
utensílios. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro, relógio 
e supervisão. 
Quando? 
Diariamente, após 2 
horas do início do 
resfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? Cozinheiro. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Treinamento em 
BP (Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores). 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de cocção 
do recheio. 
Redução a 21ºC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Temperatura 
mínima de 
cocção: 74ºC ou 
70ºC por 2 
minutos ou 65ºC 
por 15 minutos. 
Acelerar o 
processo de 
resfriamento 
(banho de gelo 
ou água fria). 
Rejeitar o 
produto que 
permanecer mais 
de 1 hora em 
temperatura de 
risco. 
Treinamento em 
BP. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
de utensílios e 
equipamentos). 
Cozinhar até que 
atinja a 
temperatura 
mínima. 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilha de 
Controle de 
Cocção (Anexo 
05). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros.
196 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Resfriamento 
Manutenção à frio 
(recheio) 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no centro 
geométrico; tempo de 
resfriamento; higiene 
de manipulador e 
utensílios. 
Como? Auxílio de 
termômetro, relógio 
e supervisão. 
Quando? 
Diariamente, após 
2 horas do início 
do resfriamento. 
Quem? Cozinheiro. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento de 
armazenamento. 
Como? Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? Estoquista. 
Redução a 21ºC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Equipamentos de 
refrigeração: 
ideal 4ºC ou 
máxima de 10ºC. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Treinamento em 
BP (Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores). 
Armazenar os 
recheios à 
temperatura ideal 
de 4ºC ou 
máxima de 10ºC. 
BP: 
Equipamentos. 
B- Clostridium 
perfringens; 
B. cereus; S. 
aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrios 
patogênicos. 
B- Staphylococcus. 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; Bacillus 
cereus; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrios 
patogênicos. 
PC 
PC 
Acelerar o processo 
de resfriamento 
(banho de gelo ou 
água fria). 
Rejeitar o produto 
que permanecer 
mais de 1 hora em 
temperatura de 
risco. 
Treinamento em BP. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites críticos. 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
manutenção dos 
equipamentos e 
calibração dos 
termômetros.
PARTE ESPECÍFICA 197 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Cocção 
Distribuição 
PCC3 
(B) 
PCC4 
(B) 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Microrganismos 
patogênicos 
esporulados (C. 
perfringens, B. 
cereus); S. aureus; 
Víbrios 
patogênicos. 
B- Toxina 
estafilocócica; 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento; 
Temperatura do 
alimento; Tempo 
de exposição. 
Como? 
Auxílio de relógio 
e termômetro. 
Quando? 
A cada duas 
horas. 
Quem? 
Balconista. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de cocção 
da massa. 
Assegurar as 
temperaturas 
mínimas e 
tempos máximos 
de exposição dos 
produtos na 
distribuição 
(vitrines ou 
estufas). 
Temperatura do 
equipamento: 
mínimo 65ºC. 
Temperatura 
mínima de 
cocção: 74ºC ou 
70ºC por 2 
minutos ou 65ºC 
por 15 minutos. 
Salgados 
conservados 
acima de 60ºC 
por até 6 horas 
ou abaixo de 60ºC 
por até 3 horas. 
Cozinhar até que 
atinja a 
temperatura 
mínima. 
Descartar os 
salgados que 
permaneceram 
em condições de 
tempo e 
temperatura em 
descordo com os 
limites críticos. 
Planilha de 
Controle de Cocção 
(Anexo 05). 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
Programa de 
coleta e análise 
de alimentos.
198 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Pastas e patês diversos 
Preparações: 
Patê de ricota, patê de presunto, patê de cenoura, etc. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido frio à temperatura inferior a 10ºC. 
Forma de distribuição da preparação: 
A distribuição é realizada em vitrines refrigeradas à temperatura máxima de 10ºC. 
Prazo de validade: 
À temperatura máxima de 10ºC: 4 horas; entre 10ºC e 21ºC: 2 horas. 
Instruções do rótulo: 
No caso de distribuição centralizada, não há necessidade de rótulo. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Monitorizar o tempo de exposição e a temperatura do alimento.
PARTE ESPECÍFICA 199 
BARES E LANCHONETES 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Pastas e patês diversos 
Exemplo: Patê de Ricota 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
PESAGEM DOS INGREDIENTES 
TRITURAÇÃO 
MANUTENÇÃO A FRIO 
MISTURA 
MANUTENÇÃO A FRIO 
PORCIONAMENTO/EMBALAGEM 
MANUTENÇÃO A FRIO 
DISTRIBUIÇÃO PCC1 (B)
200 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores 
(Anexo 1). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis e características, como: ausência de grumos, sujidades, fungos, corpos 
estranhos e insetos. 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos refrigerados são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempera-tura 
ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de 
-12ºC ou inferior. 
2. Pesagem dos ingredientes 
Etapa na qual todos os ingredientes são pesados, utilizando-se utensílios e equipamentos (como 
balança) devidamente higienizados. 
3. Trituração 
A ricota é processada até que se torne uma pasta. Nesta etapa o produto não ultrapassa 10ºC, ou 
então o trituramento não excede 30 minutos, considerando-se que é realizado em temperatura 
ambiente. 
4. Manutenção a frio 
Manter a ricota triturada sob refrigeração em geladeira ou câmara com temperatura ideal entre 
3ºC e 4ºC e máxima de até 10ºC. 
5. Mistura 
Nesta etapa todos os ingredientes são misturados (ricota, requeijão e temperos), utilizando-se 
utensílios e equipamentos devidamente higienizados.
PARTE ESPECÍFICA 201 
BARES E LANCHONETES 
6. Manutenção a frio 
Manter o patê sob refrigeração em geladeira ou câmara com temperatura ideal entre 3ºC e 4ºC e 
máxima de 10ºC. 
7. Porcionamento/Embalagem 
O patê é dividido em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador e utensílios 
utilizados. O patê comercializado é pesado, embalado, lacrado e etiquetado. O processo de 
porcionamento e embalagem não excede 30 minutos, considerando-se que o mesmo é realizado 
à temperatura ambiente. 
8. Manutenção a frio 
Manter o patê porcionado e embalado sob refrigeração em geladeira ou câmara com temperatura 
ideal entre 3 e 4ºC e máxima de até 10ºC. 
9. Distribuição 
A distribuição é realizada em vitrines refrigeradas ou geladeiras com temperatura ideal entre 3ºC 
e 4ºC ou máxima de até 10ºC. O tempo e a temperatura que o alimento ficou em manutenção 
devem ser considerados neste item. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
202 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
DE Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PCC 
Preventivas 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
PC 
PC 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados. 
F- Sujidades, 
pedras (temperos). 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados (B. 
cereus). 
F- Sujidades, 
pedras (temperos). 
Avaliar as 
características 
sensoriais no ato 
do recebimento, 
condições de 
acondicionamento 
e transporte, 
temperatura dos 
perecíveis. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Armazenar os 
ingredientes secos 
à temperatura 
máxima de 26ºC. 
Armazenar 
produtos 
perecíveis 
refrigerados à 
temperatura ideal 
máxima de 4ºC. 
BP: Instalações e 
equipamentos. 
Temperatura das 
matérias primas 
perecíveis: 
máximo de 10ºC 
(refrigeradas) e 
-15ºC ou inferior 
(congeladas). 
Equipamentos de 
refrigeração: 
máximo de 10ºC; 
congelamento: – 
12ºC ou inferior; 
Seco: máximo 
26ºC. 
O quê? 
Temperatura e 
condições de 
transporte. 
Como? 
Observação 
visual; auxílio de 
termômetro 
(perecíveis). 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Devolução dos 
produtos e 
reavaliação do 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Solicitar 
colocação de ar 
condicionado ou 
exaustores. 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
calibração de 
termômetro.
PARTE ESPECÍFICA 203 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
Tempo; sujidades. 
Como? 
Supervisão; 
Relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor; 
Manipulador. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Auxiliar de cozinha. 
Pesagem dos 
Ingredientes 
Trituração 
Manutenção a frio 
PC 
PC 
PC 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus. 
F- Sujidades. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus. 
F- Sujidades. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus; 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores 
B: Treinamento 
em BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
B: Retirar os 
alimentos 
porcionados para 
não exceder 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
F: Retirada manual 
de sujidades. 
Armazenar os 
recheios à 
temperatura ideal 
de 4ºC ou máxima 
de 10ºC. 
BP: Equipamentos. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Ausência de 
sujidades visíveis. 
Equipamentos de 
refrigeração: 
ideal 4ºC ou 
máxima de 10ºC. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
de utensílios e 
equipamentos). 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
de utensílios e 
equipamentos). 
Acelerar processo 
de trituração. 
Reprocessar. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Programa de 
calibração de 
relógios. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos e 
calibração de 
termômetro.
204 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
Tempo. 
Como? 
Supervisão; Relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor; 
Manipulador. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
Tempo. 
Como? 
Supervisão; 
Relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor; 
Manipulador. 
Mistura 
Manutenção à Frio 
Porcionamento / 
Embalagem 
PC 
PC 
PC 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus; Clostridium 
perfringens; Bacillus 
cereus. 
B- Escherichia coli; 
S. aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica). 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Retirar os alimentos 
porcionados para 
não exceder 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Temperatura do 
equipamento: 
máxima de 10ºC. 
BP: 
Equipamentos. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Assegurar tempo 
máximo de 
exposição, 
porcionando os 
alimentos. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Temperatura dos 
equipamentos de 
refrigeração: 
máxima de 10ºC. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza de 
utensílios e 
equipamentos). 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites críticos. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza de 
utensílios e 
equipamentos). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Programa de 
calibração de 
relógios. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos e 
calibração de 
termômetros. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Programa de 
calibração de 
relógios.
PARTE ESPECÍFICA 205 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manutenção à frio 
Distribuição 
PC 
PCC1 
(B) 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
Temperatura do 
equipamento: 
máxima de 10ºC. 
BP: 
Equipamentos. 
Patês 
conservados 
abaixo de 10ºC 
por até 4 horas 
ou entre 10ºC e 
21ºC por até 2 
horas. 
Assegurar as 
temperaturas 
mínimas e 
tempos máximos 
de exposição dos 
produtos na 
distribuição. 
Temperatura dos 
equipamentos de 
refrigeração: 
máxima de 10ºC. 
Patês 
conservados 
abaixo de 10ºC 
por até 4 horas 
ou entre 10ºC e 
21ºC por até 2 
horas. 
Patês 
conservados 
abaixo de 10ºC 
por até 4 horas 
ou entre 10ºC e 
21ºC por até 2 
horas. O tempo e 
a temperatura 
que o alimento 
ficou na 
manutenção são 
considerados 
neste período de 
tempo. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento; 
Temperatura do 
alimento; Tempo 
de exposição. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Auxiliar de 
cozinha. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento; 
Temperatura do 
alimento; Tempo 
de exposição. 
Como? 
Auxílio de relógio 
e termômetro. 
Quando? 
A cada duas horas. 
Quem? 
Balconista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Descartar os 
produtos que 
permaneceram em 
condições não 
conformes com os 
limites críticos. 
Descartar os 
produtos que 
permaneceram em 
condições não 
conformes com os 
limites críticos. 
Planilha de 
Controle de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos e 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio.
206 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Sanduíches naturais 
Preparações: 
Sanduíche natural de frango e cenoura ralada, sanduíche natural de ricota com cenoura, sandu-íche 
natural de ricota com passas, etc. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido frio à temperatura inferior a 10ºC. 
Forma de distribuição da preparação: 
A distribuição é realizada em vitrines refrigeradas à temperatura máxima de 10ºC. 
Prazo de validade: 
24 horas, em temperatura máxima de 10ºC. 
Instruções do rótulo: 
Nome do fabricante; data de fabricação; data de validade. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura de exposição e a validade.
PARTE ESPECÍFICA 207 
BARES E LANCHONETES 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Grupo de Produtos: 
Sanduíches naturais 
Exemplo: 
Sanduíche natural de frango e cenoura ralada 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
(frango) (cenoura) 
DESCONGELAMENTO HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B) 
COCÇÃO PCC2 (B) DESCASQUE E CORTE 
RESFRIAMENTO PCC3 (B) 
DESFIAMENTO 
MANUTENÇÃO A FRIO 
MISTURA DOS INGREDIENTES 
MONTAGEM/EMBALAGEM 
MANUTENÇÃO A FRIO 
DISTRIBUIÇÃO PCC4 (B)
208 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores 
(Anexo 01). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis e características dos produtos: ausência de sujidades, fungos, corpos 
estranhos e insetos. 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos refrigerados são transferidos para caixas plásticas e levados à câmara com tempera-tura 
ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de 
-12ºC ou inferior. 
(a)CARNES (frango) 
3(a). Descongelamento 
Se o produto for congelado, o descongelamento é realizado de uma das seguintes formas: 
a) sob refrigeração, em geladeira ou câmara com temperatura ideal de até 4ºC ou máxima (tolerada) 
de até 10ºC; 
b) sob água corrente, onde a temperatura da água não ultrapasse 21ºC, com o produto bem 
vedado; 
c) à temperatura ambiente até que a superfície do produto atinja 4ºC, quando é levado à geladeira 
ou câmara para que termine o descongelamento sob refrigeração. 
4(a). Cocção 
As carnes são coccionadas em água potável com todos os temperos, até que fiquem macias e 
soltando dos ossos (no caso de frango). A cocção atinge no mínimo 74ºC ou 70ºC por 2 minutos 
ou 65ºC por 15 minutos.
PARTE ESPECÍFICA 209 
BARES E LANCHONETES 
5(a). Resfriamento 
Os produtos são resfriados logo após o cozimento, retirando o caldo formado. As carnes cozidas 
são armazenadas em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocados em freezer, câmara, 
geladeira ou torre de refrigeração assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Os produtos 
devem atingir 21º C em, no máximo, 2 horas, e após 6 horas, devem atingir a temperatura de 4ºC. 
6(a). Desfiamento 
No caso de frango, o mesmo é desfiado em lascas tomando-se o cuidado com a higiene do 
manipulador e utensílios utilizados. Outra forma de conseguir o desfiamento do frango ou ou-tras 
carnes é a utilização de equipamento como batedeira ou processador, onde evitamos o 
contato manual e reduzimos a possibilidade de contaminação dos alimentos. 
7(a). Manutenção a frio 
Após o manuseio, as carnes são acondicionadas em recipientes devidamente higienizados e man-tidos 
em equipamento de manutenção a frio com temperatura ideal de 3ºC a 4ºC e máxima de 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
10ºC, de acordo com os critérios de uso. 
HORTIFRUTIGRANJEIROS (cenoura) 
8(b). Higienização 
Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades danificadas. Depois 
são lavados um a um, em água corrente e acondicionados em utensílio tipo escorredor. Os 
hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, entre 100ppm e 250ppm de 
cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante do sanitizante que está sendo 
utilizado) e mantidos por 15 minutos. Após esta etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados 
em água corrente potável, utilizando-se recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente 
higienizados. 
9(b). Descasque e corte 
Os hortifrutigranjeiros são manipulados (descascados e ralados) com auxílio de tábua de 
polipropileno, faca e processador ou ralador devidamente higienizados. Observar com atenção a 
higiene do manipulador. 
10(b). Manutenção a frio 
Após o manuseio, os hortifrutigranjeiros são acondicionados em recipientes devidamente 
higienizados e mantidos em equipamento de manutenção a frio com temperatura ideal máxima 
de 10ºC, de acordo com os critérios de uso.
210 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
11. Mistura dos ingredientes 
Nesta etapa todos os ingredientes são misturados (carne, hortifrutigranjeiros, molho e tempe-ros), 
utilizando-se utensílios devidamente higienizados. 
12. Montagem/embalagem 
O recheio é incorporado aos pães, tomando-se o cuidado com a higiene dos manipuladores e 
utensílios utilizados. Os sanduíches são envoltos em filme plástico ou similar, cobrindo total-mente 
a superfície, e são etiquetados com o nome do fabricante, nome da preparação, data e 
horário de fabricação e data de validade. O tempo de montagem e embalagem não deve exceder 
30 minutos, considerando que as tarefas são realizadas à temperatura ambiente. 
13. Manutenção a frio 
Os sanduíches prontos são mantidos em equipamento de manutenção à frio com temperatura 
ideal de 3ºC a 4ºC e máxima de 10ºC. O produto permanece sob refrigeração até 10ºC por, no 
máximo, 24 horas. 
Fora desses limites, o produto é desprezado. 
14. Distribuição 
É realizada em estufas ou vitrines frias, onde os produtos permanecem sob refrigeração até 10ºC 
por, no máximo, 24 horas. Fora desses limites, o produto é desprezado. O tempo e a temperatura 
que o alimento ficou em manutenção devem ser considerados neste item.
PARTE ESPECÍFICA 211 
Perigo Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
Etapa PC ou 
PCC 
Medidas 
Preventivas 
Recebimento 
Armazenamento 
PC 
PC 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados; vírus 
entéricos 
patogênicos; 
parasitos 
humanos. 
Q- agrotóxicos. 
F- Sujidades, 
pedras 
(temperos). 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados; vírus 
entéricos 
patogênicos; 
parasitos 
humanos. 
F- Sujidades, 
pedras 
(temperos). 
Avaliar as 
características 
sensoriais no ato 
do recebimento, 
condições de 
acondicionamento, 
transporte, 
temperatura dos 
perecíveis. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Armazenar os 
ingredientes 
secos à 
temperatura 
máxima de 26ºC. 
Armazenar 
produtos 
perecíveis à 
temperatura 
ideal máxima de 
4ºC para os 
refrigerados e 
– 12º C ou 
inferior, para os 
congelados/ 
BP: Instalações e 
equipamentos. 
Temperatura das 
matérias primas 
perecíveis: 
máximo de 10ºC 
(refrigeradas) e 
–15ºC ou inferior 
(congeladas). 
Equipamentos de 
refrigeração: 
máximo de 10ºC; 
congelamento: 
–12ºC ou inferior; 
Seco: máximo de 
26ºC. 
O quê? 
Temperatura e 
condições de 
transporte. 
Como? 
Observação 
visual; auxílio de 
termômetro 
(perecíveis). 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Devolução dos 
produtos e 
reavaliação do 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Planilha de 
Controle no 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos e 
calibração de 
termômetros.
212 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descongelamento 
(frango) 
Cocção (frango) 
PC 
PCC 
B - Enterobactérias 
patogênicas; 
Clostridium 
perfringens; Bacillus 
cereus. 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Clostridium 
perfringens, Bacillus 
cereus). 
Temperatura do 
equipamento 
refrigerado. 
Temperatura da 
superfície da 
peça quando o 
descongelamento 
for forçado ou à 
temperatura 
ambiente. 
Tempo de 
exposição quando 
descongelado sob 
água corrente. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de 
cocção do 
frango. 
Temperatura do 
equipamento: 
máximo de 4ºC; 
temperatura na 
superfície da 
peça: 4ºC; 
tempo máximo: 4 
horas. 
Temperatura 
mínima de 
cocção: 65ºC por 
15 minutos. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento; 
temperatura da 
superfície da 
peça; tempo de 
exposição. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro e 
relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Auxiliar de 
cozinha. 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamento com 
temperatura 
correta. 
Completar 
processo sob 
refrigeração. 
Avaliar as 
características 
para consumo do 
produto. 
Cozinhar até que 
atinja a 
temperatura 
mínima. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Descongelamento 
a Temperatura 
Ambiente (Anexo 
08). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Cocção (Anexo 
05). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Supervisão do 
processo. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro.
PARTE ESPECÍFICA 213 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Resfriamento 
(frango) 
Desfiamento 
(frango) 
PCC 
PC 
B- Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica). 
Armazenar as 
carnes em 
recipientes rasos 
(até 10 cm de 
altura) e colocá-las 
em freezer, câmara, 
geladeira ou torre 
de refrigeração, 
assim que abaixem 
a temperatura para 
55ºC de maneira 
que atinjam 21ºC 
em, no máximo, 2 
horas e após 6 
horas atinjam a 
temperatura de 
4ºC. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Retirar os 
alimentos 
porcionados para 
não exceder 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Redução a 21ºC 
em 2 horas. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente. 
O quê? 
Tempo e 
temperatura. 
Como? 
Auxílio de relógio 
e termômetro. 
Quando? 
A cada 
resfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
tempo. 
Como? 
Supervisão; 
relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor; 
manipulador. 
Acelerar o processo 
de resfriamento 
(banho de gelo ou 
água fria). 
Rejeitar o produto 
que permanecer 
mais de 1 hora em 
temperatura de 
risco. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza de 
utensílios e 
equipamentos). 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check-list semanal. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Programa de 
calibração de 
relógio.
214 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Teor de cloro 
residual livre; 
concentração da 
solução clorada e 
tempo de contato. 
Como? 
Auxílio de kit para 
cloro; relógio. 
Quando? 
Uma vez a cada 
turno. 
Quem? 
Auxiliar de 
cozinha. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Higienização 
(cenoura) 
Descasque e corte 
(cenoura) 
Manutenção à frio 
PCC1 
(B) 
PC 
PC 
B- Enterobactérias 
patogénicas; vírus 
entéricos 
patogênicos; 
parasitos 
humanos. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Escherichia 
coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
Utilização de 
água potável; 
Reduzir 
contaminantes 
patogênicos à 
níveis aceitáveis 
(uso de solução 
clorada entre 
100ppm e 
250ppm por, no 
mínimo, 15 
minutos). 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores. 
Temperatura do 
equipamento: 
máxima de 10ºC. 
BP: 
Equipamentos. 
Água: mínimo de 
0,2ppm de cloro 
residual livre. 
Concentração da 
solução clorada 
entre 100ppm e 
250ppm e tempo 
de contato 
mínimo de 15 
minutos. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Temperatura dos 
equipamentos de 
refrigeração: 
máxima de 10ºC. 
Solicitar a 
limpeza do 
reservatório e 
usar água 
mineral ou água 
potável 
transportada até 
a realização da 
limpeza. 
Compensar o 
cloro na água. 
Repetir o 
processo. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Descartar os produtos 
que ficarem fora 
dos limites críticos. 
Planilha de 
Controle de Cloro; 
Planilha de 
Desinfecção de 
Hortifrutigranjeiros 
(Anexo 07). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Planilha de 
Controle da 
Temperatura dos 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta 
e análise de água 
e de produtos. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check-list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta 
e análise de 
amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
manutenção dos 
equipamentos e 
calibração de 
termômetro.
PARTE ESPECÍFICA 215 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Mistura dos 
ingredientes 
Montagem / 
Embalagem 
PC 
PC 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
F- Sujidades, 
pedras (temperos). 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Retirar os 
alimentos 
porcionados para 
não exceder 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
F: Peneiramento 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Retirar os 
alimentos 
porcionados para 
não exceder 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente. 
F: Fragmentos 
sólidos  0,3mm. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente, 
descontando o 
tempo anterior. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
tempo; 
peneiramento. 
Como? 
Supervisão; 
relógio; peneira. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor; 
manipulador. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
tempo. 
Como? 
Supervisão; 
relógio. 
Quando? 
A cada processo. 
Quem? 
Supervisor. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza de 
utensílios e 
equipamentos). 
F: Repeneirar; 
trocar peneira 
danificada. 
Acelerar processo 
de mistura. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza de 
utensílios e 
equipamentos). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check list 
semanal. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
utensílios, mãos 
de manipuladores 
e produtos. 
Programa de 
calibração de 
relógio. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
utensílios, mãos 
de manipuladores 
e produtos. 
Programa de 
calibração de 
relógio.
216 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manutenção à frio 
Distribuição 
PC 
PCC 
B- Escherichia 
coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
B- Toxinas 
estafilocócicas; 
Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
Temperatura do 
equipamento: 
máxima de 10ºC. 
BP: 
Equipamentos. 
Temperatura dos 
sanduíches: 
máximo 10ºC. 
Assegurar as 
temperaturas 
mínimas e 
tempos máximos 
de exposição dos 
produtos na 
distribuição. 
Temperatura dos 
equipamentos de 
refrigeração: 
máxima de 10ºC. 
Patês conservados 
abaixo de 10ºC 
por até 24 horas. 
Sanduíches 
conservados 
abaixo de 10ºC 
por até 24 horas. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento; 
temperatura do 
alimento; 
validade do 
sanduíche. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro; 
observação visual. 
Quando? 
Diariamente 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento; 
temperatura do 
alimento; 
validade do 
sanduíche. 
Como? 
Auxílio de relógio 
e termômetro; 
observação visual. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Balconista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites críticos. 
Descartar os 
produtos que 
permaneceram em 
condições não 
conformes com os 
limites críticos. 
Descartar os 
produtos que 
permaneceram em 
condições não 
conformes com os 
limites críticos. 
Planilha de 
Controle de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos e 
calibração de 
termômetros. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Program de coleta 
e análise de 
alimentos.
PARTE ESPECÍFICA 217 
BARES E LANCHONETES 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Salgados simples ou recheados assados 
Preparações: 
Pizza de mussarela, pizza de calabresa, pizza de presunto. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido à temperatura superior a 60ºC. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Forma de distribuição da preparação: 
a) Centralizada: em vitrines quentes; 
b) Descentralizada: transporte em bolsas térmicas. 
Prazo de validade: 
6 horas acima de 60ºC e 3 horas abaixo de 60ºC. 
Instruções do rótulo: 
No caso de distribuição centralizada, o uso de rotulagem é dispensável. No caso de distribuição 
descentralizada, as seguintes informações devem constar no rótulo: nome do fabricante, data de 
fabricação, data de validade, instruções de uso. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Monitorizar a temperatura de exposição ou de transporte e o prazo de validade.
218 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Salgados simples ou recheados assados 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
PESAGEM DOS INGREDIENTES 
(massa) (molho) (cobertura) 
LAVAGEM DOS 
MISTURA HORTIFRUTIGRANJEIROS FATIAMENTO 
DIVISÃO DESCASQUE E CORTE 
DESCANSO TRITURAÇÃO 
MODELAGEM COCÇÃO 
FERMENTAÇÃO RESFRIAMENTO 
PRÉ-COCÇÃO 
ESFRIAMENTO 
MANUTENÇÃO A FRIO 
MONTAGEM 
COCÇÃO PCC1 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC2 (B)
PARTE ESPECÍFICA 219 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores 
(Anexo 01). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis e características, como: ausência de manchas, grumos, sujidades, fun-gos, 
corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levados à câmara com tempe-ratura 
ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -15ºC 
ou inferior. 
3. Pesagem dos ingredientes 
Etapa na qual todos os ingredientes são pesados, utilizando-se utensílios e equipamentos (como 
balança) devidamente higienizados. 
MASSA (a) 
4(a). Mistura 
Nesta etapa todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos (ba-tedeira) 
devidamente higienizados. Por último, é acrescentado o fermento biológico, quando o 
batimento da massa é feito em velocidade mais alta, até que a mesma fique lisa e homogênea. 
5(a). Divisão 
A massa é dividida em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador. 
6(a). Descanso 
Todos os utensílios utilizados e as superfícies sobre as quais a massa descansa devem ser devida-mente 
higienizados antes de seu uso. As peças em descanso devem ser protegidas por filme plástico.
220 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
7(a). Modelagem 
Etapa na qual a massa é passada em modeladora de acordo com o tamanho das peças. No caso de 
pizzas, a massa é aberta em forma de discos em superfície enfarinhada, manualmente ou com o 
auxílio de rolo de polipropileno, até o diâmetro e espessura desejados. 
8(a). Fermentação 
Fermentar as peças em câmara de fermentação com temperatura entre 28ºC e 32ºC e umidade 
relativa entre 75% e 85%, aproximadamente, até o ponto ideal. 
9(a). Pré-cocção 
Assar as peças em forno pré-aquecido, por tempo e temperatura de acordo com as características 
do equipamento utilizado, de forma que a massa não resseque. 
10(a). Esfriamento 
Aguardar o esfriamento da massa à temperatura ambiente, em local protegido de circulação de ar 
proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos, esteja no máximo, 5ºC acima da 
temperatura ambiente. 
MOLHO (b) 
11(b). Lavagem dos hortifrutigranjeiros 
Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades ou folhas danificadas. 
Depois são lavados um a um (tomates) ou folha a folha, em água corrente e acondicionados em 
utensílio tipo escorredor. 
12(b). Descasque e corte 
Os hortifrutigranjeiros são manipulados com auxílio de tábua de polipropileno, faca e processador 
ou ralador devidamente higienizados. 
13(b). Trituração 
Nesta etapa, os hortifrutigranjeiros (neste caso, o tomate, o alho e a cebola) são triturados e 
temperados em liquidificador ou equipamento similar devidamente higienizado. 
14(b). Cocção 
O molho é levado ao fogo até que levante fervura, onde deve permanecer por cerca de 10 minutos.
PARTE ESPECÍFICA 221 
BARES E LANCHONETES 
15(b). Resfriamento 
Resfriar o molho logo após o cozimento. O molho é armazenado em recipientes rasos (até 10 cm 
de altura) e colocados em freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração assim que abaixe a 
temperatura para 55ºC, de maneira que atinja 21ºC em, no máximo, 2 horas e após 6 horas atinja 
a temperatura de 4ºC. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
COBERTURA (c) 
16(c). Fatiamento 
O queijo, presunto e demais frios são fatiados com o auxílio de fatiador manual ou elétrico que 
deverá ser corretamente higienizado. Observar, também, a higiene do manipulador. 
17. Manutenção a frio 
A massa, o molho e os frios utilizados para a cobertura são acondicionados em recipientes próprios, 
devidamente higienizados, e mantidos em equipamento de manutenção a frio com temperatura 
máxima de 10ºC, e de acordo com os critérios de uso. 
18. Montagem 
Nesta etapa, a pizza é montada, observando-se a higiene do manipulador. O tempo máximo de 
montagem é de 30 minutos, considerando que esta é realizada à temperatura ambiente. 
19. Cocção 
Assar as peças em forno pré-aquecido, por tempo e temperatura de acordo com o equipamento 
utilizado, até que se obtenham as características do produto final (cor, textura, etc.). 
20. Distribuição 
A distribuição é realizada em vitrines ou estufas quentes, seguindo os seguintes critérios de 
tempo e temperatura: em até 6 horas, acima de 60ºC; em até 3 horas, abaixo de 60ºC. Fora desses 
parâmetros o produto deve ser desprezado.
222 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE Etapa 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
Perigo 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados; 
parasitos 
humanos. 
Q- Micotoxinas. 
F- Sujidades, 
pedras; insetos ou 
fragmentos de 
insetos; 
fragmentos 
metálicos. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados; 
parasitos 
humanos. 
F- Sujidades, 
pedras; insetos ou 
fragmentos de 
insetos; 
fragmentos 
metálicos. 
Medidas 
Preventivas 
Avaliar as 
características 
sensoriais no ato 
do recebimento, 
condições de 
acondicionamento, 
transporte e 
temperatura dos 
perecíveis. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Armazenar os 
ingredientes secos 
à temperatura 
máxima de 26ºC. 
Armazenar 
produtos 
perecíveis à 
temperatura ideal 
máxima de 4ºC 
para refrigerados 
e – 12º C ou 
inferior para 
congelados. 
BP: Instalações e 
equipamentos. 
Limite Crítico 
Temperatura das 
matérias- primas 
perecíveis: 
máximo de 10ºC 
(refrigeradas) e 
-12ºC ou inferior 
(congeladas). 
Equipamentos de 
refrigeração: 
máximo 10ºC; 
congelamento: 
-12ºC ou inferior; 
Seco: máximo 
26ºC. 
Monitorização 
O quê? 
Temperatura e 
condições de 
transporte. 
Como? 
Observação 
visual; auxílio de 
termômetro 
(perecíveis). 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Ação Corretiva 
Devolução dos 
produtos e 
reavaliação do 
fornecedor/ 
transportadora. 
Treinamento do 
estoquista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites críticos 
Registro 
Planilha de 
Controle no 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
Anexo 04). 
Verificação 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
calibraçãode 
termômetros. 
FORMULÁRIO J – RESUMO DO PLANO
PARTE ESPECÍFICA 223 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Pesagem dos 
ingredientes 
Mistura (massa) 
Divisão (massa) 
PC 
PC 
PC 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipuladores 
e de produtos. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados; 
parasitos humanos. 
F- Sujidades, 
pedras; insetos ou 
fragmentos de 
insetos; 
fragmentos 
metálicos. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus. 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Peneiramento dos 
produtos em pó. 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Fragmentos 
sólidos  3 mm. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; 
peneiramento. 
Como? 
Supervisão; peneira. 
Quando? 
Diariamente, a cada 
preparação. 
Quem? 
Supervisor/ auxiliar 
de cozinha. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
F: Repeneirar; 
trocar a peneira 
danificada. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão.
224 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE Descanso (massa) 
ELABORAÇÃO DO PLANO Modelagem 
APPCC 
(massa) 
Pré-Cocção 
(massa) 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
PC 
PC 
PC 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Esporulados 
patogênicos 
(Bacillus cereus). 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de cocção 
da massa. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Temperatura 
mínima de cocção: 
74ºC ou 70ºC por 
2 minutos ou 65ºC 
por 15 minutos. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Cozinhar até que 
atinja a 
temperatura 
mínima. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Planilha de 
Controle de Cocção 
(Anexo 05).
PARTE ESPECÍFICA 225 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Esfriamento 
(massa) 
Lavagem dos 
Hortifrutigranjei-ros 
(molho) 
Descasque e corte 
(molho) 
O quê? 
Tempo de 
exposição da 
massa. 
Como? 
Auxílio de relógio. 
Quando? 
A cada 
esfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Teor de cloro 
residual livre. 
Como? 
Auxílio de kit para 
cloro. 
Quando? 
Uma vez por dia. 
Quem? 
Auxiliar de 
lanchonete. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
relógios. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de água. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
PC 
PCC 
PC 
B- Bacillus cereus. 
B- Enterobactérias 
patogénicas; Vírus 
entéricos 
patogênicos; 
parasitos 
humanos. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Controle do tempo 
de exposição da 
massa à 
temperatura 
ambiente. 
Utilização de água 
potável. 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Exposição da 
massa à 
temperatura 
ambiente por, no 
máximo, 3 horas. 
Água: mínimo de 
0,2ppm de cloro 
residual livre. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Rejeitar o produto 
exposto à 
temperatura 
ambiente por 
mais de 3 horas. 
Solicitar a limpeza 
do reservatório e 
usar água mineral 
ou água potável 
transportada até 
a realização da 
limpeza. 
Compensar o cloro 
na água. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Planilha de 
Controle de 
Esfriamento. 
Planilha de 
Controle de Cloro. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão.
226 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE Trituração (molho) 
ELABORAÇÃO DO PLANO Cocção (molho) 
APPCC 
Resfriamento 
(molho) 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Fervura do molho. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Auxiliar de 
lanchonete. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no centro 
geométrico; tempo 
de resfriamento; 
higiene de 
manipulador e 
utensílios. 
Como? 
Termômetro, 
relógio e 
supervisão. 
Quando? 
Diariamente, após 
2 horas do início 
do resfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
processo. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros e 
relógios. 
PC 
PC 
PC 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Clostridium 
perfringens, 
Bacillus cereus). 
B- Clostridium 
perfringens; 
Bacillus cereus. 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Assegurar a 
fervura do molho. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Treinamento em 
BP (Higiene de 
utensílios e mãos 
de 
manipuladores). 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Fervura do molho 
(vapor). 
Redução a 21ºC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Cozinhar até que 
o molho ferva. 
Acelerar o 
processo de 
resfriamento 
(banho de gelo ou 
água fria). 
Rejeitar o produto 
que permanecer 
mais de 1 hora 
em temperatura 
de risco. 
Treinamento em 
BP. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento.
PARTE ESPECÍFICA 227 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Supervisão do 
preenchimento do 
check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos e 
calibração de 
termômetros. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Através de análise 
microbiológica 
(swab). 
Quando? 
Uma vez ao mês. 
Quem? 
Laboratório 
contratado. 
Fatiamento 
(cobertura) 
Manutenção à frio 
Montagem 
PC 
PC 
PC 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica). 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica). 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Armazenar os 
produtos à 
temperatura ideal 
de 4ºC ou máxima 
de 10ºC. 
BP: 
Equipamentos. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Equipamentos de 
refrigeração: ideal 
4ºC ou máxima de 
10ºC. 
Condição aceitável 
de higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Treinamento em 
BP. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão.
228 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Tempo e 
temperatura. 
Como? 
Auxílio de relógio 
e termômetro. 
Quando? 
A cada duas 
horas. 
Quem? 
Balconista. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Programa de 
coleta e análise 
de alimentos. 
Cocção 
Distribuição 
PCC1 
(B) 
PCC2 
(B) 
B- Staphylococcus 
aureus (toxina); 
Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Clostridium 
perfringens, Bacillus 
cereus). 
B- Clostridium 
perfringens; Bacillus 
cereus; 
Toxina 
estafilocócica. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de 
cocção. 
Assegurar os 
tempos máximos 
de exposição dos 
produtos na 
distribuição. 
Temperatura 
mínima de 
cocção: 65ºC por 
15 minutos. 
Acima de 60ºC 
por até 6 horas 
ou abaixo de 60ºC 
por até 3 horas. 
Assar até que 
atinja a 
temperatura 
mínima. 
Descartar os 
produtos que 
ficarem fora dos 
limites críticos. 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Cocção (Anexo 
05). 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição 
(Anexo 10).
PARTE ESPECÍFICA 229 
BARES E LANCHONETES 
GRUPO: 
Bebidas preparadas com leite, frutas, bebidas 
alcóolicas ou não e sorvetes 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparações: 
Vitaminas, milkshakes, coquetéis. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido frio ou quente. 
Forma de distribuição da preparação: 
Direta ao consumidor. 
Prazo de validade: 
Consumo logo após o preparo. 
Instruções do rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Não aplicável. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
230 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E: FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO DE PRODUTO: 
Bebidas preparadas com leite, frutas, bebidas alcóolicas ou não, sorvetes 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO ARMAZENAMENTO À 
AO AMBIENTE TEMPERATURA CONTROLADA 
HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B) TRATAMENTO TÉRMICO PCC2 (B) 
DESCASQUE E CORTE RESFRIAMENTO PCC3 (B) 
ARMAZENAMENTO ARMAZENAMENTO A FRIO 
MISTURA 
DISTRIBUIÇÃO
PARTE ESPECÍFICA 231 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1 – Recebimento 
São recebidos hortifrutigranjeiros que se apresentem sem defeitos físicos ou mecânicos, man-chas, 
corpos estranhos, insetos, larvas, e com grau de maturação de acordo com a finalidade do 
produto. 
Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes e 
incolores, em caixas plásticas ou em caixas de madeira. 
É recebido leite pasteurizado ou esterilizado cuja embalagem esteja íntegra e com data de vali-dade 
adequada. 
O leite pasteurizado é recebido em temperatura de refrigeração (até 8OC) e esterilizado à tempe-ratura 
ambiente. 
São recebidas bebidas alcoólicas em embalagens íntegras, rotuladas e lacradas e à temperatura 
ambiente. 
São recebidos sorvetes em embalagens íntegras, rotuladas, lacradas e à temperatura igual ou 
inferior a -12OC. 
No recebimento dos componentes perecíveis, as temperaturas são observadas e registradas na 
Planilha de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). 
2 – Armazenamento 
Hortifrutigranjeiros 
Unidades que possuam área para pré-lavagem: 
Os hortifrutigranjeiros são transferidos para caixas plásticas vazadas e jateados com água potá-vel, 
sob pressão. 
Unidades que não possuam área de pré-lavagem: 
Após terem sido retiradas as unidades ou folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros 
são transferidos para sacos plásticos transparentes e incolores ou caixas plásticas. 
Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8 OC e 10OC (quando a unidade 
tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente. Neste caso, são utilizadas 
somente caixas plásticas, que permitam a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados 
fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades.
232 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Os outros componentes: 
As unidades que possuem equipamentos não exclusivos (principalmente quando armazenam di-versos 
produtos), antes de ser feita a armazenagem, são retiradas as embalagens externas e os 
alimentos são colocados em monoblocos de polipropileno, adequadamente higienizados ou em 
sacos plásticos transparentes e incolores. Estes são identificados com uma etiqueta, onde deve 
constar a data de entrada; nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipu-lação; 
data/prazo de validade, registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. 
O leite pasteurizado e sorvetes são armazenados, de acordo com instruções do fabricante ou dos 
critérios de uso: sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) ou congelado (temperatura inferior a 0OC). 
As bebidas alcoólicas e o leite esterilizado são armazenados à temperatura ambiente. 
3 – Higienização 
Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades ou folhas danificadas. 
Depois são lavados um a um ou folha a folha, em água corrente e acondicionados em utensílio 
tipo escorredor. 
Os hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, entre 100ppm e 250ppm 
de cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante do sanificante que está 
sendo utilizado) e mantidos por 15 minutos. 
Após esta etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados em água corrente potável, utilizando-se 
um recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizado. 
4 - Descasque e corte 
Os hortifrutigranjeiros são manipulados (descascados e/ou cortados), com auxílio de tábua de 
polipropileno e faca, devidamente higienizadas. 
5 – Armazenamento 
Os hortifrutigranjeiros manipulados são acondicionados em recipientes higienizados (altura 
máxima de 10 cm), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com 
tampa própria ou com filme plástico (PVC atóxico) e armazenados sob refrigeração de até 4OC. 
Se forem usados imediatamente, podem permanecer até 30 minutos à temperatura ambiente. 
6 – Tratamento Térmico 
No caso do uso de leite pasteurizado, o mesmo será aberto (antes a embalagem é higienizada) e 
levado à fervura.
PARTE ESPECÍFICA 233 
BARES E LANCHONETES 
7 – Resfriamento 
O leite, após fervura, é acondicionado em recipientes de até 5 litros, devidamente higienizados. 
Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingirem 55OC na superfície (em média 
30 minutos), em local livre de contaminações. Depois são cobertos e colocados em equipamento 
de refrigeração (freezer ou câmara ou geladeira, com temperatura igual ou inferior a 4OC). 
Após 2 horas, a temperatura no centro geométrico é monitorada e deve estar em torno de 21OC. 
Após mais 6 horas, a temperatura no centro geométrico deve atingir 4OC. 
8 – Mistura 
Os hortifrutigranjeiros ou sorvetes são transferidos para equipamento higienizado e misturados 
aos outros componentes e triturados, até a mistura se apresentar com características próprias. 
9 - Distribuição 
Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo copo, taça, outros) e 
são imediatamente levados ao consumidor. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
234 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
GUIA Etapa 
PC ou 
Perigo 
DE PCC 
Recebimento 
PC 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos 
humanos; 
Listeria 
monocytogenes; 
Toxina 
estafilocócica; 
Micotoxinas. 
Q: Drogas 
veterinárias; 
Pesticidas (vários). 
F: Arame, prego, 
madeira. 
Medidas 
Preventivas 
Avaliar 
temperatura do 
produto e as 
condições de 
acondicionamento 
e transporte. 
Laticínios com 
registro do órgão 
competente (SIF). 
Fornecedor 
cadastrado. 
Limite Crítico 
De acordo com as 
especificações 
próprias de cada 
produto. 
Monitorização 
O quê? Produto e 
temperatura do 
produto; unidade 
de transporte; 
cadastro de 
fornecedor. 
Como? 
Observação 
visual; 
termômetro. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
Ação Corretiva 
Devolver o 
produto e 
reavaliar o 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Registro 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 02). 
Planilha de Não- 
Conformidade no 
Recebimento de 
Produtos 
Alimentícios 
(Anexo 03). 
Verificação 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Acompanhamento 
do processo. 
Visita técnica de 
fornecedores. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Programa de 
treinamento de 
estoquista.
PARTE ESPECÍFICA 235 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos; 
Listeria 
monocytogenes; 
Toxina estafilocócica; 
Micotoxinas. 
Q: Drogas 
veterinárias; 
Pesticidas (vários). 
F: Arame, prego, 
madeira. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
B. cereus. 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos. 
F: Arame, prego, 
madeira. 
PC 
PCC1 
(B) 
Manter o 
ambiente 
refrigerado. 
BP: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
Utilização de água 
potável. 
Reduzir 
contaminantes 
patogênicos à 
níveis aceitáveis 
(Uso de solução 
clorada entre 100 
e 250ppm por no 
mínimo 15 
minutos). 
F: Lavagem 
manual; 
jateamento com 
água potável. 
Temperatura para 
congelados, 
abaixo de 0oC e 
para os 
refrigerados, 
 10OC. 
Mínimo de 0,2ppm 
de cloro residual 
livre. 
Concentração da 
solução clorada 
entre 100ppm e 
250 ppm e tempo 
de contato 
 15 minutos. 
F: Ausência de 
contaminantes 
físicos. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? Estoquista. 
O quê? 
Teor de Cloro 
Residual Livre; 
concentração da 
solução clorada; 
tempo de contato; 
lavagem manual. 
Como? 
Kit para Cloro; 
observação visual. 
Quando? 
A cada preparação. 
Quem? 
Gerente/ copeira. 
Armazenamento 
Higienização 
Transferência dos 
produtos para 
equipamento com 
temperatura 
correta. 
Rejeitar produtos 
que apresentem 
sinais de 
alteração. 
Corrigir a 
temperatura do 
equipamento. 
Solicitar limpeza 
do reservatório e 
usar água mineral 
ou água potável 
transportada até 
a realização da 
limpeza. 
Não servir 
hortifrutigranjei-ros 
crus até a 
limpeza. 
Compensar o cloro 
na água. 
Repetir o 
processo. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de Cloro. 
Planilha de 
Desinfecção de 
Hortifrutigran-jeiros 
(Anexo 07). 
Relatório de 
supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão da 
etapa. 
Programa de 
coleta e análise 
de água e de 
produto.
236 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE Descasque e corte 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
PC 
PC 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipulador. 
Programa de 
treinamento. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Controle de 
temperatura do 
equipamento. 
BPF: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
Utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipulador em 
condição aceitável 
de higiene. 
Temperatura do 
equipamento: 
máx. 4OC. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios / 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
Quem? 
Gerente. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos com 
temperatura 
correta. 
Usar no mesmo dia. 
Avaliar propriedade 
para consumo. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04).
PARTE ESPECÍFICA 237 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
BARES E LANCHONETES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Fervura do leite. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
No final do 
processo. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento no centro 
geométrico e 
tempo de 
resfriamento. 
Como? 
Termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Após 2 horas do 
início do 
resfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Tratamento 
térmico 
Resfriamento 
Armazenamento 
PCC2 
(B) 
PCC3 
(B) 
PC 
B: Formas 
esporuladas de B. 
cereus, S. aureus. 
B: Formas 
esporuladas de B. 
cereus, S. aureus. 
B: Esporos de 
Microrganismos 
patogênicos. 
Toxina 
estafilocócica. 
Temperatura do 
alimento no 
centro geométrico 
e tempo de 
permanência sob 
esta temperatura. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Controle de 
temperatura do 
equipamento. 
BPF: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Utilizar sistema 
PEPS. 
Fervura. 
Redução a 21OC 
em 2 horas. 
Temperatura do 
equipamento: 
máx. 4OC. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Acelerar processo 
de resfriamento 
(banho de gelo). 
Rejeitar produto 
que permanecer 
mais de 1 hora 
em temperatura 
compatível com o 
desenvolvimento 
de microrganismo 
patogênico. 
Transferência dos 
alimentos para 
equipamentos 
com temperatura 
correta. 
Usar no mesmo dia. 
Avaliar 
propriedade para 
consumo. 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04) 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
do processo. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Supervisão do 
procedimento. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros
238 PARTE ESPECÍFICA 
BARES E LANCHONETES Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE Mistura 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Distribuição 
PC 
PC 
B: Enterobactérias 
patogênicas; B. 
cereus; Toxina 
estafilocócica; 
Esporos de 
microrganismos 
patogênicos. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Toxina 
estafilocócica; 
Esporos de 
microrganismos 
patogênicos 
(Bacillus cereus). 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
equivalente. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Tempo máximo de 
30 minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente ou 
máximo de 2 
horas à 
temperatura 
climatizada. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo de 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
O quê? Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; 
tempo de mistura. 
Como? Supervisão 
e relógio. 
Quando? Diário e 
a cada processo. 
Quem? 
Manipulador e 
Gerente. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; 
tempo de espera 
para distribuição. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diário e a cada 
processo. 
Quem? 
Manipulador. 
Substituir 
ingrediente por 
outro seguro 
(inócuo). 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios. 
Treinamento em 
BP (Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios). 
Desprezar 
alimentos que 
permanecerem 
por mais de 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Planilhas de 
acompanhamento 
de processo. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão 
Planilhas de 
acompanhamento 
de processo. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento 
do Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador, 
etc. 
Programa de 
treinamento de 
manipuladores 
Supervisão do 
preenchimento 
do Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
alimentos. 
Programa de 
treinamento de 
manipuladores.
PARTE ESPECÍFICA 239 
AMBULANTES 
4AMBULANTES 
Tipo de Atividade: 
Ambulantes 
Exemplo: cachorro-quente 
Outros tipos de preparações comercializadas por este tipo de serviço, estão incluídas em outras 
classes, como, por exemplo, salgados recheados assados ou fritos. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
240 PARTE ESPECÍFICA 
AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Preparação: 
Cachorro-quente com molho. 
Característica do produto final: 
Sanduíche pronto (pão e salsicha cozida com molho de tomate, cebola e pimentão). 
Forma de distribuição da preparação: 
Direta ao consumidor. 
Prazo de validade: 
Consumo logo após o preparo. 
Instruções do rótulo: 
Não aplicável. 
Controles especiais durante distribuição e comercialização: 
Não aplicável.
PARTE ESPECÍFICA 241 
AMBULANTES 
FORMULÁRIO E: FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO 
FLUXOGRAMA 
COMPRA DE MATÉRIAS-PRIMAS 
TRATAMENTO TÉRMICO PCC1(B) 
MANUTENÇÃO PCC2 (B) 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO DE PORDUTOS: (a) 
Cachorro-quente 
ARMAZENAMENTO 
LAVAGEM 
CORTE 
MONTAGEM 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Compra de Matérias-Primas 
As matérias-primas são compradas de marcas reconhecidas pelo mercado, principalmente pela 
idoneidade de seus fabricantes. É observado, no ato da compra, o registro do produto nos 
órgãos competentes (como, por exemplo, o SIF das salsichas), datas de fabricação/validade, 
conservação adequada dos produtos mantidos sob temperatura controlada e condições adequadas 
das embalagens.
242 PARTE ESPECÍFICA 
AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
2. Armazenamento 
A salsicha é armazenada em geladeira com temperatura de até 10oC (ideal até 4oC). 
Os hortifrutigranjeiros também podem ser armazenados sob refrigeração, entre 8oC e 10oC ou à 
temperatura ambiente. Quando armazenados à temperatura ambiente, são colocados em caixas 
plásticas, que permitem a circulação de ar, mantendo-as empilhadas sobre uma caixa plástica 
vazia, em local livre de sujidades. 
Produtos em lata (milho, ervilha) ou em vidro (maionese) são armazenados à temperatura ambi-ente. 
Estes também podem ser armazenados sob refrigeração, facilitando a posterior manutenção dos 
mesmos a frio. Latarias após abertas têm seu conteúdo transferido para outra embalagem (potes 
plásticos, por exemplo) devidamente higienizadas, e são mantidas sob refrigeração. 
3. Lavagem 
As salsichas são lavadas sob água corrente abundante, retirando o excesso de viscosidade. 
Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades danificadas. Depois 
são lavados um a um, em água corrente e acondicionados em utensílio tipo escorredor. 
4. Corte 
Os hortifrutigranjeiros são manipulados (cortados), com auxílio de tábua de polipropileno e 
faca, devidamente higienizadas, e são acondicionados em recipientes higienizados. 
5. Tratamento Térmico 
As salsichas e os hortifrutigranjeiros são levados a um recipiente, contendo água e temperos, em 
quantidade suficiente, para que ocorra o cozimento. A temperatura no centro geométrico do 
alimento deve atingir 74OC, ou 70OC por 2 minutos, ou 65OC por 15 minutos, para que a textura 
e a coloração fiquem características. 
6. Manutenção 
A quente: Após a cocção, as salsichas e o molho devem permanecer em banho-maria. O tempo de 
validade dependerá da temperatura de manutenção do produto até o consumo, como se segue: 
- por até 12 horas, se mantidas acima de 65oC; 
- por até 6 horas, se mantidas acima de 60oC; 
- por até 3 horas, se mantidas abaixo de 60oC.
PARTE ESPECÍFICA 243 
AMBULANTES 
A frio: Embalagens abertas de alimentos complementares da preparação, como molhos frios (mai-onese), 
ervilha, milho, etc., permanecem sob refrigeração até seu consumo. A validade destes 
produtos depende da temperatura de manutenção dos mesmos até o consumo e pode ser: 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
- por até 4 horas, se mantidos até 10oC; 
- por até 2 horas, se mantidos entre 10oC e 21oC. 
7. Montagem 
O cachorro-quente é montado utilizando-se pinças, devidamente higienizadas, exclusivas para 
este fim. Observar a higiene do manipulador pois, mesmo com o uso de luvas, pode provocar 
contaminação do produto caso não tenha o hábito de lavar as mãos com freqüência e de forma 
correta.
244 PARTE ESPECÍFICA 
AMBULANTES GUIA FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS PRIMAS E INGREDIENTES 
DE PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) 
ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar 
Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) 
DO PLANO Matéria-Prima/ 
Ingrediente 
APPCC 
Hortifrutigranjeiros 
(cebola, tomate e 
pimentão). 
Salsicha 
Conservas vegetais em 
latas ou vidros (milho, 
ervilha, etc). 
Perigo Biológico 
Enterobactérias patogênicas 
(ex: Salmonella sp, 
Shigella sp); 
V. chorelae; 
Vírus entéricos patogênicos 
(ex: Vírus da hepatite); 
Parasitos humanos (ex: 
Cyclospora cayetanensis, 
Entoameba hystolitica; e 
Giardia intestinalis). 
Enterobactérias 
patogênicas; 
C. perfringens; S. aureus. 
Toxina botulínica. 
Perigo Físico 
Arame, prego, madeira. 
Nenhum. 
Nenhum. 
Perigo Químico 
Pesticidas (vários); 
Micotoxinas. 
Nitrito. 
Nenhum. 
Justificativa 
B, Q, F: Contaminação de 
origem, do transporte ou 
do armazenamento. 
B, Q, F: Contaminação de 
origem, do transporte ou 
do armazenamento. 
B: Contaminação de 
origem. 
Medidas Preventivas 
B, Q, F: Verificar 
características sensoriais 
no ato do recebimento, 
condições de 
acondicionamento e 
transporte; fornecedor com 
qualidade assegurada. 
B: Cocção 
F: Lavagem 
B, Q: Verificar 
características sensoriais 
no ato do recebimento, 
condições de 
armazenamento e 
transporte; fornecedor com 
qualidade assegurada. 
B: Cocção. 
B, Q: Verificar 
características sensoriais 
no ato do recebimento, 
assim como a integridade 
das latas e vidros; 
fornecedor com qualidade 
assegurada.
PARTE ESPECÍFICA 245 
AMBULANTES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS (Q) 
/ FÍSICOS (F) 
Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos 
(Consultar Apêndices B, C, D e E e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral). 
Etapa do Preparo 
Compra de matérias-primas 
Armazenamento 
Lavagem 
Corte 
Perigos 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos; Clostridium perfringens; 
Toxina botulínica. 
Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; Nitrito. 
F: Arame, pregos, madeiras. 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos; Clostridium perfringens; 
Toxina botulínica (conservas). 
Q, F: Nenhum. 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos patogênicos; 
Parasitos humanos. 
F: Arame, prego, madeira 
Q: Nenhum. 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Staphylococcus aureus; Víbrio cholerae. 
Q, F: Nenhum. 
Justificativa 
B, Q, F: Contaminação de origem, do 
transporte ou do armazenamento. 
B: Multiplicação microbiana devido a 
temperatura de armazenamento 
inadequada. 
B: Contaminação devido a utilização de 
água contaminada para a lavagem. 
F: Permanência de contaminantes físicos 
por lavagem insuficiente. 
B: Contaminação cruzada devido a higiene 
inadequada de mãos e utensílios / 
equipamentos. 
Medidas Preventivas 
B, Q, F: Estabelecer critérios de compra; 
avaliar marca e fornecedor; estabelecer 
critérios de segurança na compra de 
enlatados (ausência de ferrugem, 
estufamento, abaulamento). 
B: Ambiente refrigerado. 
BP: Instalações, equipamentos e 
utensílios. Armazenar produtos em lata e 
vidro em condições estabelecidas pelo 
fabricante. 
B: Utilização de água potável. Controlar 
qualidade da água. 
F: Lavar os hortifrutigranjeiros utilizando 
critérios de segurança (um a um). 
B: BP: Higiene de utensílios/equipamentos 
e mãos de manipuladores.
246 PARTE ESPECÍFICA 
AMBULANTES Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
GUIA DE Tratamento térmico 
B: Esporos de patogênicos esporulados 
(Bacillus cereus, Clostridium perfringens); 
S. aureus; Enterobactérias patogênicas; 
ELABORAÇÃO Víbrio cholerae; toxina botulínica. 
Q, F: Nenhum. 
DO Manutenção 
B: Esporos de patogênicos esporulados 
(Bacillus cereus, Clostridium perfringens); 
Toxina estafilocócica. 
PLANO Q, F: Nenhum. 
APPCC 
Montagem 
B: Esporos de patogênicos esporulados 
(Bacillus cereus, Clostridium perfringens); 
Toxina estafilocócica; Enterobactérias 
patogênicas; S. aureus. 
Q, F: Nenhum. 
B: Sobrevivência de microrganismos. 
B: Multiplicação dos microrganismos 
remanescentes devido à manutenção em 
temperatura inadequada por tempo 
prolongado. 
B: Contaminação por microrganismos 
patogênicos, devido à falta de higiene dos 
utensílios utilizados e das mãos dos 
manipuladores. 
Incorporação de outros componentes 
conservados em temperaturas inadequadas 
ou em local inadequado. 
Multiplicação de microrganismos devido a 
tempo prolongado entre montagem e 
consumo. 
B: Assegurar a fervura do molho e das 
salsichas. 
B: Controlar temperatura do equipamento 
de manutenção, do alimento e o tempo 
entre o preparo e exposição ao consumo. 
B: Treinamento de manipuladores. 
BP: utensílios. 
Avaliar outros componentes antes da 
montagem (local e forma de conservação). 
Realizar a montagem imediatamente antes 
do consumo.
PARTE ESPECÍFICA 247 
AMBULANTES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DO PCC – MATÉRIAS-PRIMAS/INGREDIENTES 
Produtos 
Hortiufrutigranjeiros (tomate, 
cebola e pimentão) 
Salsicha 
Conservas vegetais em latas 
(milho, ervilha etc.) 
Perigos Identificados 
B: Enterobactérias patogênicas 
(ex: Salmonella sp, Shigella sp); 
V. cholerae; 
Vírus entéricos patogênicos (ex: 
Vírus da hepatite); 
Parasitos humanos (ex: Cyclospora 
cayetanensis, Entoameba 
hystolitica; e Giardia intestinalis). 
Q: Pesticidas (vários); 
Micotoxinas. 
F: Arame, pregos, madeiras. 
B: Enterobactérias patogênicas; 
Clostridium perfringens. 
Q: Nitrito. 
F: Nenhum. 
B: Toxina botulínica. 
Q, F: Nenhum. 
Questão 1 
O perigo ocorre acima de níveis 
aceitáveis? 
SIM 
NÃO 
SIM 
SIM 
SIM 
---- 
SIM 
---- 
Questão 2 
O processo ou usuário eliminará 
ou reduzirá o perigo a um nível 
aceitável? 
SIM 
---- 
SIM 
SIM 
NÃO 
---- 
SIM 
---- 
Crítica/ Não Crítica 
NÃO CRÍTICA 
NÃO CRÍTICA 
NÃO CRÍTICA
248 PARTE ESPECÍFICA 
AMBULANTES FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO 
GUIA DE Etapa do Processo 
ELABORAÇÃO DO Compra de 
PLANO matérias-primas 
APPCC 
Armazenamento 
Perigos 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Clostridium 
perfringens; 
Parasitos humanos; 
Toxina botulínica. 
Q: Pesticidas 
(vários) 
Micotoxinas; 
Nitrito. 
F: Arame, pregos, 
madeiras. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Clostridium 
perfringens; 
Parasitos 
humanos; Toxina 
botulínica. 
Q, F: Nenhum. 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
NÃO 
SIM/ SIM 
NÃO 
NÃO 
---- 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
SIM 
SIM 
SIM 
---- 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo a 
níveis aceitáveis? 
NÃO 
NÃO 
NÃO 
---- 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência de 
perigo? 
SIM 
NÃO 
SIM 
---- 
Questão 4 
Uma etapa 
subseqüente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
SIM 
SIM 
---- 
PC/PCC 
PC 
PC 
PC 
PC 
----
PARTE ESPECÍFICA 249 
AMBULANTES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Processo Perigos O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo 
a níveis 
aceitáveis? 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
Questão 4 
Uma etapa 
subseqüente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
PC/PCC 
Lavagem 
Corte 
Tratamento 
térmico 
Manutenção 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos; 
C. perfringens. 
Q: Nenhum. 
F: arame, prego, 
madeira. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; S. aureus; 
Víbrio cholerae. 
Q, F: Nenhum. 
B: Esporos de 
patogênicos 
esporulados (B. cereus, 
C. perfringens); S. 
aureus, Víbrio cholerae, 
Enterobactérias 
patogênicas; toxina 
botulímica. 
Q, F: Nenhum. 
B: Esporos de 
patogênicos 
esporulados (B. cereus, 
C. perfringens); 
Toxina estafilocócica; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Q, F: Nenhum. 
SIM/ SIM 
---- 
SIM/ SIM 
SIM/ SIM 
---- 
NÃO 
---- 
NÃO 
---- 
---- 
---- 
SIM 
---- 
SIM 
---- 
---- 
---- 
SIM 
---- 
NÃO 
---- 
---- 
---- 
---- 
SIM 
---- 
---- 
---- 
---- 
NÃO 
---- 
PC 
PC 
PCC1 (B) 
PCC2 (B)
250 PARTE ESPECÍFICA 
AMBULANTES Etapa do Processo Perigos O perigo é 
Questão 1 
Questão 2 
Questão 3 
Questão 4 
PC/ PCC 
GUIA controlado pelo 
Existem medidas 
Esta etapa elimina 
Esta etapa previne 
Uma etapa 
programa de pré-requisitos? 
preventivas para o 
ou reduz o perigo 
a ocorrência do 
subsequente 
DE perigo? 
a níveis 
perigo? 
eliminará ou 
Se sim, é efetivo? 
aceitáveis? 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
ELABORAÇÃO Montagem SIM / SIM 
DO PLANO APPCC 
B: Esporos de 
patogênicos 
esporulados 
(Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens); 
Toxina estafilocócica. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
S. aureus 
Q, F: Nenhum. 
---- 
PC 
---- ---- ---- ----
PARTE ESPECÍFICA 251 
AMBULANTES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO J-RESUMO DO PLANO 
Etapa 
Compra de 
matérias-primas. 
Armazenamento 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
Perigo 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Clostridium 
perfringens; 
Parasitos 
humanos; Toxina 
botulínica; S. 
aureus. 
Q: Pesticidas 
(vários); 
Micotoxinas; 
Nitrito. 
F: Arame, pregos, 
madeiras. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Clostridium 
perfringens; 
Parasitos 
humanos; Toxina 
botulínica; S. 
aureus. 
Q: Nenhum. 
F: Nenhum. 
Medidas 
Preventivas 
Verificar 
características 
sensoriais no ato 
da compra, 
rotulagem, 
condições de 
armazenamento. 
Fornecedor 
idôneo, 
reconhecido no 
mercado pelo 
controle de 
qualidade de seus 
produtos. 
Ambiente 
refrigerado. 
BP: Instalações, 
equipamentos e 
utensílios. 
Limite Crítico 
Temperatura do 
equipamento  
10OC. 
Monitorização 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Auxílio do 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Ação Corretiva 
Não comprar. 
Manutenção do 
equipamento e 
transferência dos 
produtos para 
equipamentos 
conformes. 
Registro 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Verificação 
Acompanhamento 
da compra. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetros.
252 PARTE ESPECÍFICA 
AMBULANTES Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE Lavagem 
ELABORAÇÃO DO PLANO Corte 
APPCC 
Tratamento 
Térmico 
PC 
PC 
PCC1 
(B) 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
Víbrio cholerae; 
Vírus entéricos 
patogênicos; 
Parasitos humanos; 
C. clostridium. 
Q, F: Nenhum. 
B: Enterobactérias 
patogênicas; 
S. aureus; Víbrio 
cholerae. 
Q, F: Nenhum. 
B: Esporos de 
patogênicos 
esporulados 
(Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens); 
S. aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; toxina 
botulínica. 
Q, F: Nenhum. 
Utilização de água 
potável. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Ferver para atingir 
temperatura 
adequada no 
centro 
geométrico. 
Mínimo 0,2ppm de 
cloro residual 
livre. 
Utensílios, 
equipamentos e 
mãos de 
manipulador em 
condição aceitável 
de higiene. 
Vapor (Fervura). 
O quê? 
Teor de cloro 
residual livre. 
Como? 
Kit para cloro. 
Quando? 
Uma vez por 
semana. 
Quem? 
Ambulante. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diário. 
O quê? 
Fervura. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
No final do 
processo. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Solicitar limpeza 
do reservatório e 
usar água mineral 
até a realização 
da limpeza. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza 
e desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos. 
Compensar o 
processo 
(aumentar tempo 
ou temperatura). 
Planilha de 
Controle de Cloro. 
Check list 
semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Tratamento 
Térmico (Anexo 
05). 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão da 
etapa. 
Programa de 
coleta e análise 
de água. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta 
e análise de 
amostras de 
utensílios, mãos de 
manipulador, etc. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas e do 
processo.
PARTE ESPECÍFICA 253 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
AMBULANTES 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Manutenção 
Montagem 
PCC2 
(B) 
PC 
B: Esporos de 
patogênicos 
esporulados 
(Bacillus cereus, 
Clostridium 
perfringens); 
Toxina 
estafilocócica; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Q, F: Nenhum. 
B: Esporos de 
patogênicos 
esporulados (Bacillus 
cereus, Clostridium 
perfringens); 
Toxina 
estafilocócica; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Q, F: Nenhum. 
Fervura da água 
do banho-maria e 
do alimento x 
molho. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Retirar o produto 
aos poucos para 
manipulação por, 
no máximo, 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
Fervura da água 
do banho-maria e 
fervura do molho e 
da salsicha. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Máximo 30 
minutos à 
temperatura 
ambiente. 
O quê? Fervura da 
água do banho-maria 
e do molho. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
Durante toda a 
manutenção. 
Quem? 
Ambulante. 
O quê? Higiene de 
manipuladores e 
utensílios; 
tempo de 
montagem. 
Como? Supervisão 
e relógio. 
Quando? Diário e 
a cada processo. 
Quem? 
Ambulante. 
Aumentar a 
temperatura da 
água do banho 
para promover 
fervura do molho 
(reaquecimento). 
Desprezar os 
alimentos que 
permanecerem por 
mais de 1 hora 
fora da fervura. 
Treinamento em 
BP: Higiene 
pessoal, limpeza e 
desinfecção de 
utensílios . 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios, mãos 
de manipulador e 
alimentos.
PARTE ESPECÍFICA 255 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
PADARIAS E 
CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
5 
Grupo de Produtos: 
- Produtos secos de confeitaria; 
- Pães salgados, semidoces e doces, sem recheio ou cobertura; 
- Pães salgados, semidoces e doces, recheados ou decorados; 
- Produtos doces decorados e refrigerados (incluindo tortas, cremes e coberturas).
256 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de Produtos: 
Produtos secos de confeitaria 
Preparações: 
Bolos sem recheio e sem cobertura, biscoitos, etc. 
Características do produto final: 
O produto deverá ser servido à temperatura ambiente. 
Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em vitrines ou balcões à tempe-ratura 
ambiente. 
Prazo de validade: 
48 horas. 
Instruções de rótulo: 
O rótulo deve conter as seguintes informações: nome do fabricante, nome da preparação, data de 
fabricação, data de validade. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Monitorizar prazo de validade.
PARTE ESPECÍFICA 257 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Produtos secos de padaria 
Exemplo: 
Bolo de fubá e biscoito amanteigado 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
PESAGEM DOS INGREDIENTES 
MISTURA DOS INGREDIENTES 
ACONDICIONAMENTO EM FÔRMAS / MODELAGEM 
COCÇÃO PCC1 (B) 
ESFRIAMENTO 
EMBALAGEM 
DISTRIBUIÇÃO
258 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores 
(Anexo 01). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis e características dos produtos, tais como: ausência de manchas, grumos, 
sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura 
ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -15ºC 
ou inferior. 
3. Pesagem dos Ingredientes 
Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos 
(como balança) devidamente higienizados. 
4. Mistura 
Nesta etapa, todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e 
equipamentos(batedeira) devidamente higienizados. Por último, se for utilizado, é acrescentado 
o fermento, quando o batimento da massa é feito em velocidade mais alta, até que a mesma fique 
lisa e homogênea. 
5. Acondicionamento em fôrmas/modelagem 
A massa dos bolos é acondicionada em fôrmas untadas, enquanto os biscoitos são modelados 
com as mãos ou com utensílios ou equipamentos próprios e colocados em fôrmas também untadas, 
tomando-se o cuidado com a higiene dos utensílios e dos manipuladores.
PARTE ESPECÍFICA 259 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
6. Cocção 
Assar os bolos e biscoitos em forno pré-aquecido, entre 180ºC e 195ºC. O tempo de forneamento 
varia de acordo com o tamanho das peças e tipo de forno. 
7. Esfriamento 
Aguardar o esfriamento dos produtos à temperatura ambiente, em local protegido de circulação 
de ar proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos esteja, no máximo, 5ºC 
acima da temperatura ambiente. 
8. Embalagem 
Os bolos e biscoitos são embalados com filme plástico ou sacos plásticos, cobrindo totalmente o 
produto, lacrando-o e etiquetando-o. Deve-se tomar cuidado com a higiene dos manipuladores. 
9. Distribuição 
A distribuição é realizada em prateleiras à temperatura ambiente. O tempo de exposição dos 
produtos é de, no máximo, 48 horas. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
260 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS-PRIMAS E INGREDIENTES 
GUIA DE PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) 
ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar 
Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) 
DO Produtos 
PLANO APPCC 
Leite de vaca 
Farinha de trigo e fubá 
Açúcar 
Manteiga 
Perigo Biológico 
Enterobactérias 
patogênicas; Listeria 
monocytogenes; Toxina 
estafilocócica. 
B. cereus. 
Nenhum. 
Enterobactérias 
patogênicas; Listeria 
monocytogenes; Toxina 
estafilocócica. 
Perigo Físico 
Nenhum. 
Insetos ou fragmentos de 
insetos, fragmentos 
metálicos. 
Sujidades 
Nenhum. 
Perigo Químico 
Drogas veterinárias. 
Micotoxinas. 
Nenhum. 
Drogas veterinárias. 
Justificativa 
B, Q: Contaminação de 
origem. 
B, Q, F: Contaminação de 
origem ou transporte. 
F: Contaminação de origem 
ou transporte. 
B,Q: Contaminação de 
origem ou transporte. 
Medidas Preventivas 
B, Q: Qualificação de 
fornecedores através de 
visita técnica (devem ter 
pelo menos BP e política 
de aplicação de 
antibióticos no gado 
leiteiro). 
B, Q, F: Qualificação de 
fornecedores através de 
visita técnica (devem ter 
pelo menos BP). 
B: Cocção 
F: Peneiramento 
F: Qualificação de 
fornecedores através de 
visita técnica (devem ter 
pelo menos BP). 
Peneiramento 
B, Q: Qualificação de 
fornecedores através de 
visita técnica (devem ter 
pelo menos BP). 
B: Cocção
PARTE ESPECÍFICA 261 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS 
(Q)/ FÍSICOS(F) 
Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos 
(Consultar Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 04 do Guia de Elaboração – Parte Geral). 
Etapa do Preparo 
Recebimento 
Armazenamento 
Pesagem dos ingredientes 
Mistura dos ingredientes 
Perigos 
B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos 
esporulados; Listeria monocytogenes; Toxina 
estafilocócica. 
Q- Drogas veterinárias; agrotóxicos; 
micotoxinas. 
F- Sujidades, pedras; insetos ou fragmentos 
de insetos; fragmentos metálicos. 
B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos 
esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina 
estafilocócica. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades, insetos ou fragmentos de 
insetos; pedras, fragmentos metálicos. 
B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos 
esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina 
estafilocócica. 
F- Sujidades, insetos ou fragmentos de 
insetos; pedras; fragmentos metálicos. 
Q- Nenhum. 
B- Enterobactérias patogênicas; 
Staphylococcus aureus; Listeria 
monocytogeneses; toxina estafilocócica. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades; insetos ou fragmentos de 
insetos. 
Justificativa 
B, Q, F: Contaminação da origem ou 
transporte. 
B: Multiplicação microbiana devido à 
temperatura de armazenamento 
inadequada e umidade elevada. 
F: Presença desde a origem. 
B: Contaminação microbiana devido à 
higiene insuficiente; contaminação de 
origem. 
F: Contaminação de origem. 
B: Contaminação microbiana devido à 
higiene insuficiente do manipulador, 
utensílios e equipamentos utilizados. 
F: Peneiramento. 
Medidas Preventivas 
B, Q, F: Avaliar as características 
sensoriais no ato do recebimento, 
condições de acondicionamento e 
transporte, temperatura dos perecíveis. 
Adquirir produtos de fornecedores 
cadastrados. 
B, F: Armazenar os ingredientes secos à 
temperatura máxima de 26ºC; 
Armazenar produtos perecíveis à 
temperatura ideal máxima de 4ºC ou a 
recomendada pelo fabricante 
BP: Instalações, equipamentos e utensílios. 
B: Treinamento em BP: higiene de 
utensílios; equipamentos e mãos de 
manipuladores. 
B: Treinamento em BP: Higiene de 
utensílios/ equipamentos e mãos de 
manipuladores. 
F: Utilizar peneiras próprias e critérios 
corretos na realização da tarefa.
262 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas 
GUIA DE Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ 
equipamentos e mãos de manipuladores. 
ELABORAÇÃO B: Assegurar a temperatura mínima de 
DO cocção do produto, até que se obtenham 
as características desejadas de cor, 
PLANO textura, etc. 
APPCC 
B: Monitorar a umidade do ambiente e a 
limpeza/separação de setores. 
B: BP: Higiene de utensílios/equipamentos 
e mãos de manipuladores. 
B: Monitorar a limpeza do local de 
distribuição e o prazo de validade dos 
produtos. 
Monitorar tempo de distribuição. 
Acondicionamento em fôrmas/ modelagem 
Cocção 
Esfriamento 
Embalagem 
Distribuição 
B- Enterobactérias patogênicas; 
Staphylococcus aureus; Listeria 
monocytogeneses; toxina estafilocócica. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Esporos de microrganismos patogênicos 
(B. cereus); S. aureus; Listeria 
monocytogeneses; Enterobactérias 
patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Bacillus cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- S. aureus; B. cereus; toxina 
estafilocócica; Enterobactérias 
patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- B. cereus; toxina estafilocócica; 
Enterobactérias patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
Contaminação microbiana devido à higiene 
insuficiente do manipulador, utensílios e 
equipamentos. 
B: Sobrevivência de microrganismos 
patogênicos esporulados devido à 
temperatura e tempo inadequados de 
cocção. 
B: Contaminação microbiana devido à 
higiene insuficiente do local destinado ao 
esfriamento e umidade elevada. 
B: Contaminação microbiana devido à 
higiene insuficiente do manipulador, 
utensílios e equipamentos utilizados. 
B: Contaminação microbiana devido à 
higiene insuficiente do local destinado à 
distribuição e umidade elevada.
PARTE ESPECÍFICA 263 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DO PCC – MATÉRIAS-PRIMAS / INGREDIENTES 
GRUPO DE PRODUTOS: Produtos secos de padaria 
Produtos 
Leite de vaca 
Farinha de trigo e fubá 
Açúcar 
Manteiga 
Questão 1 
O perigo ocorre acima de níveis 
aceitáveis? 
SIM 
NÃO 
---- 
SIM 
NÃO 
SIM 
---- 
---- 
NÃO 
NÃO 
NÃO 
---- 
Questão 2 
O processo ou o usuário 
eliminará ou reduzirá o perigo 
a um nível aceitável? 
SIM 
---- 
---- 
SIM 
---- 
SIM 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
Crítica / Não Crítica 
(C ou NC) 
NC 
NC 
---- 
NC 
NC 
NC 
---- 
---- 
NC 
NC 
NC 
---- 
Perigos Identificados 
B- Enterobactérias patogênicas; 
Listeria monocytogeneses. 
Q- Drogas veterinárias. 
F- Nenhum. 
B- Bacillus cereus. 
Q- Micotoxinas. 
F- Fragmentos de insetos, 
fragmentos metálicos. 
B- Nenhum. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades. 
B- Enterobactérias patogênicas; 
Listeria monocytogeneses; toxina 
estafilocócica. 
Q- Drogas veterinárias. 
F- Nenhum.
264 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO 
DE Etapa do Processo 
ELABORAÇÃO DO Recebimento 
PLANO APPCC 
Armazenamento 
Perigos 
significativos 
(BQ e F) 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados; 
Toxina 
estafilocócica; 
Listeria 
monocytogenes. 
Q- Drogas 
veterinárias; 
agrotóxicos; 
micotoxinas. 
F- Sujidades, 
pedras; insetos ou 
fragmentos de 
insetos; 
fragmentos 
metálicos. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados; 
Listeria 
monocytogeneses; 
toxina 
estafilocócica. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
SIM / SIM 
SIM / SIM 
NÃO 
SIM / SIM 
---- 
---- 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
SIM 
---- 
---- 
Questão 4 
Uma etapa 
subseqüente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
SIM 
---- 
---- 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo a 
níveis aceitáveis? 
NÃO 
---- 
---- 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
NÃO 
---- 
---- 
PC/PCC 
---- 
PC 
---- 
PC
PARTE ESPECÍFICA 265 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Etapa do Processo 
Pesagem dos 
ingredientes. 
Mistura dos 
ingredientes. 
Acondicionamento 
em fôrmas/ 
modelagem. 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
SIM / SIM 
---- 
SIM / SIM 
SIM / SIM 
---- 
SIM / SIM 
SIM / SIM 
---- 
---- 
Perigos 
significativos 
(BQ e F) 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados; Listeria 
monocytogeneses; toxina 
estafilocócica. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades; insetos ou 
fragmentos de insetos. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
patogênicos 
esporulados; Listeria 
monocytogeneses; toxina 
estafilocócica; S. 
Aureus. 
Q- Nenhum. 
F- Sujidades; insetos ou 
fragmentos de insetos. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; S. aureus; 
Listeria 
monocytogeneses; toxina 
estafilocócica. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo a 
níveis aceitáveis? 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
Questão 4 
Uma etapa 
subseqüente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
PC/PCC 
---- 
---- 
---- 
PC 
---- 
PC 
PC 
---- 
----
266 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa do Processo 
GUIA DE ELABORAÇÃO Cocoção 
DO PLANO APPCC 
Esfriamento 
Embalagem 
Distribuição 
Perigos 
B- S. aureus; Listeria 
monocytogeneses; 
Enterobactérias 
patogênicas; esporos 
de microrganismos 
patogênicos 
(Bacillus cereus). 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Bacillus cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Staphylococcus 
aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
B- Toxina 
estafilocócica; 
Bacillus cereus; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
Q- Nenhum. 
F- Nenhum. 
O perigo é 
controlado pelo 
programa de pré-requisitos? 
Se sim, é efetivo? 
NÃO 
---- 
---- 
SIM / SIM 
---- 
---- 
SIM / SIM 
---- 
---- 
SIM / SIM 
---- 
---- 
Questão 1 
Existem medidas 
preventivas para o 
perigo? 
SIM 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
Questão 2 
Esta etapa elimina 
ou reduz o perigo a 
níveis aceitáveis? 
SIM 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
Questão 3 
Esta etapa previne 
a ocorrência do 
perigo? 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
Questão 4 
Uma etapa 
subseqüente 
eliminará ou 
reduzirá o perigo a 
níveis aceitáveis? 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
---- 
PC/PCC 
PCC1 (B) 
---- 
---- 
PC 
---- 
---- 
PC 
---- 
---- 
PC 
---- 
----
PARTE ESPECÍFICA 267 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
Etapa 
Recebimento 
Armazenamento 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
Perigo 
Q- Drogas 
veterinárias; 
agrotóxicos; 
micotoxinas. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados; 
Listeria 
monocytogeneses; 
toxina 
estafilocócica. 
Medidas 
Preventivas 
Avaliar as 
condições de 
acondicionamento 
e transporte. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Armazenamento 
seco: temperatura 
máxima de 26ºC; 
Armazenamento 
de perecíveis 
refrigerados: 
temperatura 
máxima de 10ºC. 
BP: Instalações e 
equipamentos. 
Limite Crítico 
Cumprimento das 
especificações de 
compra e 
fornecedor 
estabelecidos. 
Refrigerados: 
temperatura 
máxima de 10ºC; 
equipamentos de 
congelamento: 
-12ºC ou inferior. 
Estoque: máximo 
de 26ºC. 
Monitorização 
O quê? 
Cadastro de 
fornecedor; 
acondicionemento; 
transporte. 
Como? 
Observação visual; 
avaliação e 
inspeção. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Ação Corretiva 
Devolução dos 
produtos e 
ravaliação de 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Registro 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Verificação 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
Calibração de 
Termômetros. 
Avaliação das 
especificações de 
produtos (marca, 
fornrcedor). 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
calibração de 
termômetro.
268 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE Mistura dos 
ingredientes 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Acondicionamento 
em fôrmas/ 
modelagem. 
PC B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; 
patogênicos 
esporulados; 
Listeria 
monocytogeneses; 
toxina 
estafilocócica. 
F- Sujidades; 
insetos ou 
fragmentos de 
insetos. 
B- Staphylococcus 
aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria 
monocytogeneses; 
toxina 
estafilocócica. 
B: Treinamento 
em BP: Higiene 
de utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
F: Peneiramento 
dos produtos em 
pó. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios / 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
B: Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
F: Fragmentos 
sólidos  0,3mm 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
fragmentos sólidos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente e a 
cada produto. 
Quem? 
Supervisor/ auxiliar. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
B, F: Treinamento 
em BP. 
F: Repeneirar 
Treinamento em 
BP. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios, 
mãos de 
manipuladores e 
produtos. 
Programa de 
treinamento de 
manipuladores. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
PC
PARTE ESPECÍFICA 269 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Características dos 
produtos. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Padeiro. 
O quê? 
Higiene de 
superfícies; tempo. 
Como? 
Supervisão/ relógio. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios, 
equipamentos e 
embalagens. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente (a cada 
etapa). 
Quem? 
Supervisor/ auxiliar. 
O quê? 
Etiqueta de validade; 
proteção. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Balconista. 
Características 
próprias de cada 
produto (cor, 
textura, etc.). 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
superfícies. 
Máximo de 3 
horas. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios, 
equipamentos e 
embalagens. 
48 horas à 
temperatura 
ambiente. 
Assegurar a cocção 
dos produtos. 
Assegurar o 
esfriamento dos 
produtos à 
temperatura ambiente 
em local protegido de 
sujidades ou circulação 
de ar proveniente de 
outras áreas. 
Treinamento em BP: 
Higiene de utensílios 
/ equipamentos, 
mãos de 
manipuladores e 
inspeção das 
embalagens. 
Assegurar os tempos 
máximos de 
exposição dos 
produtos na 
distribuição. 
Proteger fisicamente 
os produtos. Utilizar 
etiquetas com data e 
hora de fabricação. 
B- Staphylococcus 
Aureus; Bacillus 
cereus. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Listeria 
monocytogeneses. 
B- Bacillus cereus; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
toxina 
estafilocócica. 
B- Staphylococcus 
aureus; Bacillus 
cereus; 
enterobactérias 
patogênicas. 
B- Bacillus cereus; 
Toxina 
estafilocócica; 
enterobactérias 
patogênicas. 
PCC1 
(B) 
PC 
PC 
PC 
Cocção 
Esfriamento 
Embalagem 
Distribuição 
Continuar o 
processo até que 
atinja as 
características 
desejadas no 
produto. 
Treinamento em 
BP 
Descartar 
produtos após 
tempo superior 
ao limite crítico. 
(avaliar uso para 
farinha de rosca) 
Treinamento em 
BP. 
Rejeição das 
embalagens. 
Descartar os 
produtos que 
permaneceram 
em condições 
não conformes 
com os limites 
críticos. 
Planilha de 
Controle de Cocção 
(Anexo 05). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
recebimento de 
embalagens. 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Supervisão do 
procedimento e do 
produto. 
Programa de 
manutenção 
equipamentos. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
microbiológica de 
superfícies. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Treinamento de 
funcionários. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas.
270 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Pães salgados, semidoces e doces, sem recheio ou cobertura 
Preparações: 
Pão francês, pão de fôrma fatiado, pão doce sem recheio. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser comercializado à temperatura ambiente. 
Forma de distribuição da preparação: 
A distribuição é realizada em cestas ou estantes à temperatura ambiente. 
Prazo de validade: 
Pão francês: 6 horas; Pão doce sem recheio: 24 horas; Pão de fôrma: 72 horas. 
Instruções do rótulo: 
- No caso de distribuição centralizada não há necessidade de rótulo; 
- Na distribuição descentralizada (especialmente no caso do pão de fôrma que possui embalagem 
própria), as seguintes informações devem constar no rótulo: nome do fabricante; data de 
fabricação; data de validade. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Controlar o prazo de validade.
PARTE ESPECÍFICA 271 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
Grupo de Produtos: 
Pães salgados, semidoces e doces sem recheio ou cobertura. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
PESAGEM DOS INGREDIENTES 
MISTURA (PREPARO DA MASSA) 
DIVISÃO 
DESCANSO 
MODELAGEM 
ACONDICIONAMENTO NAS FÔRMAS 
FERMENTAÇÃO 
COCÇÃO PCC1 (B) 
DESMOLDAGEM 
ESFRIAMENTO 
FATIAMENTO 
EMBALAGEM 
DISTRIBUIÇÃO
272 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores 
(Anexo 01). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis e características, como: ausência de manchas, grumos, sujidades, fun-gos, 
corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura 
ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -12ºC 
ou inferior. 
3. Pesagem dos Ingredientes 
Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos 
(como balança) devidamente higienizados. 
4. Mistura 
Nesta etapa, todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos (ba-tedeira) 
devidamente higienizados. Por último, é acrescentado o fermento biológico, quando o 
batimento da massa é feito em velocidade mais alta até que a mesma fique lisa e homogênea. 
5. Divisão 
A massa é dividida em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador. 
6. Descanso 
Todos os utensílios utilizados e as superfícies sobre as quais a massa descansa devem ser devi-damente 
higienizados antes de seu uso. As peças em descanso devem ser protegidas por filme 
plástico.
PARTE ESPECÍFICA 273 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
7. Modelagem 
Etapa na qual a massa é passada em modeladora de acordo com o tamanho das peças. 
8. Acondicionamento nas fôrmas 
As fôrmas devem ser untadas com margarina vegetal hidrogenada caso não sejam de material 
anti-aderente. A massa, depois da modelagem, é então depositada nas fôrmas. 
9. Fermentação 
Fermentar as peças em câmara de fermentação com temperatura entre 28ºC e 32ºC e umidade 
relativa entre 75% e 85%, aproximadamente, até o ponto ideal. 
10. Cocção 
Assar as peças em forno pré-aquecido, entre 180ºC e 195ºC. O tempo de forneamento varia de 
acordo com o tamanho das peças, tipo de forno e as características do produto. 
11. Desmoldagem 
Retirar os pães imediatamente após a saída do forno para evitar condensação e umidade do 
produto. Desenformar os pães em superfície que permita a circulação de ar em todos os lados, 
como assadeiras retas perfuradas ou similares. A superfície deve ser devidamente higienizada 
antes de sua utilização. Os manipuladores devem ter as mãos devidamente higienizadas antes de 
retirar os pães das fôrmas. 
12. Esfriamento 
Aguardar o esfriamento dos pães à temperatura ambiente, em local protegido de circulação de ar 
proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos esteja, no máximo, 5ºC acima da 
temperatura ambiente. 
13. Fatiamento 
No caso dos pães de fôrma, os mesmos são fatiados, tomando-se o cuidado com a higiene dos 
utensílios, equipamentos (fatiador) e manipuladores. 
14. Embalagem 
Os pães são embalados com sacos plásticos, cobrindo totalmente o produto, lacrando-o e 
etiquetando-o. Deve-se tomar cuidado com a higiene dos manipuladores. 
15. Distribuição 
A distribuição é realizada em cestas ou em prateleiras (produtos embalados) à temperatura ambiente. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
274 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
GUIA DE Etapa 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Verificação 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Pesagem dos 
ingredientes/ 
mistura/divisão/ 
descanso/ 
acondicionamento 
nas fôrmas 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
Perigo 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Q- Drogas 
veterinárias; 
agrotóxicos; 
micotoxinas. 
B- Escherichia coli; 
Staphylococcus 
aureus; 
patogênicos 
esporulados. 
F- Sujidades; 
insetos ou 
fragmentos de 
insetos. 
Medidas 
Preventivas 
Avaliar as 
características de 
acondicionamento, 
transporte e 
temperatura dos 
perecíveis. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
B: Treinamento 
em BP: Higiene 
de utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
F: Peneiramento 
dos produtos em 
pó. 
Limite Crítico 
Temperatura das 
matérias primas 
perecíveis: 
máximo de 10ºC 
(refrigeradas) e 
-15ºC ou inferior 
(congeladas). 
Fornecedor 
credenciado 
B: Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
F: Fragmentos 
sólidos  0,3mm 
Monitorização 
O quê? 
Temperatura dos 
perecíveis; cadastro 
de fornecedor. 
Como? 
Observação visual; 
auxílio de 
termômetro 
(perecíveis). 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
fragmentos sólidos. 
Como? 
Supervisão; com 
peneiras. 
Quando? 
Diariamente; a 
cada preparação. 
Quem? 
Supervisor/ auxiliar. 
Ação Corretiva 
Devolução dos 
produtos e 
reavaliação do 
fornecedor. 
Treinamento do 
estoquista. 
B, F: Treinamento 
em BP. 
F: Repeneirar; 
trocar peneiras 
Registro 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Verificação 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de coleta 
e análise de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Programa de 
treinamento de 
funcionários.
PARTE ESPECÍFICA 275 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PCC1 
(B) 
PC 
B- Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Bacillus cereus). 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
O quê? 
Características dos 
pães. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Padeiro. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
Cocção 
Desmoldagem 
Assegurar a 
cocção dos pães. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Características 
próprias de cada 
pão (cor, textura, 
etc.). 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Cozinhar até que 
atinja as 
características 
desejadas. 
Treinamento em 
BP. 
Planilha de 
Controle de 
Cocção. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Supervisão do 
procedimento e do 
produto. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores.
276 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE Esfriamento 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Fatiamento/ 
embalagem 
Distribuição 
PC 
PC 
PC 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Bacillus cereus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Q- Nenhum. 
B- Bacillus cereus. 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Tempo de 
esfriamento. 
Assegurar o 
esfriamento dos 
produtos à 
temperatura 
ambiente em local 
protegido de 
sujidades ou 
circulação de ar 
proveniente de 
outras áreas. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Assegurar os 
tempos máximos 
de exposição dos 
produtos na 
distribuição. 
Proteger 
fisicamente os 
produtos. 
Condição aceitável 
de higiene de 
superfícies. 
Máximo de 6 horas 
para o pão francês 
Condição aceitável 
de higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Pão francês: 6 
horas; Pão doce 
sem recheio: 24 
horas; Pão de 
fôrma: 72 horas. 
O quê? 
Higiene de 
superfícies e tempo. 
Como? 
Supervisão e 
relógio. 
Quando? 
Diariamente, a cada 
processamento. 
Quem? 
Supervisor/ auxiliar. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Tempo e proteção 
física. 
Como? 
Relógio; observação 
visual. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Balconista. 
Treinamento em 
BP. 
Descartar produtos 
após tempo 
superior ao limite 
crítico. 
Avaliar uso como 
farinha de rosca. 
Treinamento em 
BP. 
Descartar os 
produtos após 
tempo superior ao 
limite crítico. 
Avaliar uso como 
farinha de rosca. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
Supervisão. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
microbiológica de 
superfícies. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
coleta e análise 
de alimentos.
PARTE ESPECÍFICA 277 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Pães salgados, semidoces e doces, recheados ou decorados 
Preparações: 
Pão doce recheado, Sonho de creme. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido à temperatura ambiente. 
Forma de distribuição da preparação: 
A distribuição é realizada em vitrines à temperatura ambiente. 
Prazo de validade: 
6 horas. 
Instruções de rótulo: 
No caso de distribuição centralizada, o uso de rotulagem é dispensável. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Controlar o tempo de exposição. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
278 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
Grupo de Produtos: 
Pães salgados, semidoces e doces recheados ou decorados 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
PESAGEM DOS INGREDIENTES 
(massa) (recheio) 
MISTURA MISTURA 
DIVISÃO MANUTENÇÃO À FRIO 
DESCANSO 
MODELAGEM 
ACONDICIONAMENTO 
FERMENTAÇÃO 
COCÇÃO PCC1 (B) 
ESFRIAMENTO 
ACABAMENTO/ DECORAÇÃO 
DESMOLDAGEM 
DISTRIBUIÇÃO PCC2 (B)
PARTE ESPECÍFICA 279 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Descrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores 
(Anexo 01). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis e características dos produtos, como: ausência de manchas, grumos, 
sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, e empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura 
ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de 
-12ºC ou inferior. 
3. Pesagem dos Ingredientes 
Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos 
(como balança) devidamente higienizados. 
MASSA(a) 
4(a). Mistura 
Nesta etapa, todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos (bate-deira) 
devidamente higienizados. Por último, se utilizado, é acrescentado o fermento, quando o 
batimento da massa é feito em velocidade mais alta, até que a mesma fique lisa e homogênea. 
5(a). Divisão 
A massa é dividida em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador. 
6(a). Descanso 
Todos os utensílios utilizados e as superfícies sobre as quais a massa descansa devem ser devida-mente 
higienizados antes de seu uso. As peças em descanso devem ser protegidas por filme plástico.
280 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
RECHEIO 
4. Mistura 
Os ingredientes do recheio e da cobertura são misturados, tomando-se cuidado com a higiene do 
manipulador e dos utensílios utilizados. 
5(b). Manutenção a frio 
Após a mistura, os recheios e coberturas são acondicionados em recipientes (até 10 cm de altura), 
devidamente higienizados e mantidos em equipamento de manutenção a frio com temperatura 
ideal de 3ºC a 4ºC e máxima de 10ºC. 
7. Modelagem 
Etapa na qual a massa é passada em modeladora de acordo com o tamanho das peças e, no caso 
dos pães, o recheio ou cobertura é acrescentado. 
8. Acondicionamento nas fôrmas 
As fôrmas devem ser untadas com margarina vegetal hidrogenada caso não sejam de material 
anti-aderente. A massa, depois da modelagem, é então depositada nas fôrmas. 
9. Fermentação 
Fermentar as peças em câmara de fermentação com temperatura entre 28ºC e 32ºC e umidade 
relativa entre 75% e 85%, aproximadamente, até o ponto ideal. 
10. Cocção 
Assar as peças em forno pré-aquecido, entre 180ºC e 195ºC. O tempo de cocção varia de acordo 
com o tamanho das peças e tipo de forno. 
11. Esfriamento 
Aguardar o esfriamento dos pães à temperatura ambiente, em local protegido de circulação de ar 
proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos esteja, no máximo, 5ºC acima da 
temperatura ambiente. 
12. Acabamento/decoração 
Nesta etapa, os pães são polvilhados com açúcar de confeiteiro, utilizando-se peneira devida-mente 
higienizada. 
Os doces são acrescidos de recheio e cobertura.
PARTE ESPECÍFICA 281 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
13. Desmoldagem 
Retirar os pães imediatamente após a saída do forno para evitar condensação e umidade do 
produto. Desenformar os pães em superfície que permita a circulação de ar em todos os lados, 
como assadeiras retas perfuradas ou similares. A superfície deve ser devidamente higienizada 
antes de sua utilização. Os manipuladores devem ter as mãos devidamente lavadas antes de 
retirar os pães das fôrmas. 
14. Distribuição 
A distribuição é realizada em cestas ou em prateleiras (produtos embalados) à temperatura am-biente. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
282 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
DE Etapa 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
Perigo 
Q- Resíduos de 
antibióticos; 
agrotóxicos; 
micotoxinas. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados. 
Medidas 
Preventivas 
Avaliar as 
características de 
acondicionamento 
e transporte. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Armazenar os 
ingredientes em 
ambiente seco e 
com temperatura 
máxima de 26ºC. 
Armazenar 
produtos 
perecíveis à 
temperatura ideal 
máxima de 4ºC. 
BP: Instalações e 
equipamentos. 
Limite Crítico 
Cadastro de 
fornecedor. 
Equipamentos de 
refrigeração: 
temperatura 
máxima de 10ºC; 
equipamentos de 
congelamento: 
-12ºC ou inferior; 
Secos: máximo 
26ºC. 
Monitorização 
O quê? 
Cadastro de 
fornecedor, 
acondicionamento 
e transporte. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
Ação Corretiva 
Devolução dos 
produtos e 
reavaliar 
fornecedor e/ou 
transportadora. 
Treinamento do 
estoquista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
ambiente com 
temperatura 
adequada. 
Registro 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Verificação 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Programa de 
calibração de 
termômetro.
PARTE ESPECÍFICA 283 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PC 
PC 
PC 
Pesagem dos 
ingredientes/ 
mistura/divisão/ 
descanso/ mistura 
(recheio). 
Manutenção à frio 
(recheio). 
Modelagem/ 
acondicionamento 
nas fôrmas. 
O que? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
fragmentos 
sólidos. 
Como? 
Supervisão; 
peneiramento. 
Quando? 
Diariamente, a 
cada preparação. 
Quem? 
Supervisor/ 
auxiliar. 
O quê? 
Temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Com auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; 
patogênicos 
esporulados. 
F- Sujidades; 
insetos ou 
fragmentos de 
insetos. 
B- Patogênicos 
esporulados; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; Bacillus 
cereus. 
B: Treinamento 
em BP: Higiene 
de utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
F: Peneiramento 
dos produtos em 
pó. 
Controle de 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
B: Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
F: Fragmentos 
sólidos  0,3mm. 
Temperatura do 
equipamento: 
máxima de 10ºC. 
Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Treinamento em 
BP. 
Repeneirar; troca 
de peneiras. 
Trocar o produto 
de equipamento 
quando o mesmo 
estiver acima de 
10ºC. 
Treinamento em 
BP. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios, 
mãos de 
manipuladores e 
produtos. 
Treinamento de 
funcionários. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de utensílios e 
mãos de 
manipuladores.
284 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Características dos 
pães. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Padeiro. 
O quê? 
Higiene de 
superfícies. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente, a cada 
preparação. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Tempo e temperatura. 
Como? 
Relógio e termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Balconista. 
Cocção 
Esfriamento 
Acabamento/ 
decoração/ 
desmoldagem. 
Distribuição 
B- Bacillus cereus; 
Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; 
Bacillus cereus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Bacillus cereus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus (toxina 
estafilocócica); 
Bacillus cereus. 
PCC1 
(B) 
PC 
PC 
PCC2 
(B) 
Assegurar a cocção 
dos pães. 
Assegurar o esfria-mento 
dos produtos 
à temperatura 
ambiente em local 
protegido de sujida-des 
ou circulação de 
ar proveniente de 
outras áreas. 
Assegurar tempo 
máximo de 
exposição. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Assegurar os 
tempos máximos 
de exposição dos 
produtos na 
distribuição. 
Características 
próprias de cada 
pão (cor, textura, 
etc.). 
Condição aceitável 
de higiene de 
superfícies. 
Tempo máximo de 
3 horas. 
Condição aceitável 
de higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
4 horas à 
temperatura 
ambiente. 
24 horas à 
temperatura 
máxima de 10o c. 
Cozinhar até que 
atinja as 
características 
desejadas. 
Treinamento em BP. 
Descartar produtos 
após tempo 
posterior ao limite 
crítico. 
Treinamento em BP. 
Descartar os 
produtos após 
tempo posterior ao 
limite crítico. 
Planilha de 
Controle de Cocção. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão do 
procedimento e do 
produto. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
microbiológica de 
superfícies. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de relógios 
e termômetros. 
Programa de coleta e 
análise de produtos.
PARTE ESPECÍFICA 285 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS 
Grupo de produtos: 
Produtos doces decorados e refrigerados 
Preparações: 
Torteletas e bombas. 
Característica do produto final: 
O produto deverá ser servido à temperatura inferior a 10ºC. 
Forma de distribuição da preparação: 
A distribuição é realizada em vitrines frias ou balcões refrigerados. 
Prazo de Validade: 
Quatro horas abaixo de 10ºC ou 2 horas entre 10ºC e 21ºC. 
Instruções de rótulo: 
No caso de distribuição centralizada, o uso de rotulagem é dispensável. 
Controles especiais durante a distribuição e comercialização: 
Controlar o tempo e a temperatura de exposição. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
286 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA 
GRUPO DE PRODUTOS: 
Produtos doces decorados e refrigerados 
RECEBIMENTO 
ARMAZENAMENTO 
PESAGEM DOS INGREDIENTES 
(massa) (creme) (geléia) (frutas) 
MODELAGEM COCÇÃO COCÇÃO HIGIENIZAÇÃO 
PCC2 (B) PCC4 (B) PCC5 (B) 
COCÇÃO RESFRIAMENTO CORTE 
PCC1 (B) PCC3 (B) E DESCASQUE 
ESFRIAMENTO 
DESMOLDAGEM 
MONTAGEM 
MANUTENÇÃO A FRIO PCC6 (B) 
DISTRIBUIÇÃO PCC7 (B)
PARTE ESPECÍFICA 287 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Desscrição das etapas do fluxograma: 
1. Recebimento 
São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e 
que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores 
(Anexo 01). 
São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura 
dos produtos perecíveis e características dos produtos, como: ausência de manchas, grumos, 
sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 
2. Armazenamento 
Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não 
deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm 
do piso e 60cm do forro. 
Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura 
ideal de até 4ºC. 
Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -12ºC 
ou inferior. 
3. Pesagem dos ingredientes 
Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos 
(como balança) devidamente higienizados. 
MASSA (a) 
4(a). Modelagem 
Etapa na qual a massa é modelada nas fôrmas, tomando-se cuidado com a higiene das fôrmas e 
dos manipuladores. 
5(a). Cocção 
A massa é assada até que atinja a coloração e textura desejadas. 
6(a). Esfriamento 
Após a cocção, a massa é esfriada à temperatura ambiente, em local limpo e arejado.
288 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
7(a). Desmoldagem 
Retira-se a massa das fôrmas com o devido cuidado com a higiene do manipulador e a higiene da 
superfície na qual a massa é colocada. 
CREME (b) 
4(b). Cocção 
Os ingredientes do creme são cozidos até que atinja uma textura lisa e uniforme. Um dos seguin-tes 
parâmetros de tempo e temperatura são seguidos: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos, ou 65ºC por 
15 minutos. 
5(b). Resfriamento 
Logo após a cocção, o creme é colocado em recipientes higienizados com altura máxima de 10cm 
e colocados em refrigerador ou freezer para que o produto resfrie rapidamente. A temperatura do 
recheio atinge 21ºC em, no máximo, 2 horas e 4ºC em, no máximo, mais 6 horas. 
GELÉIA (c) 
4(c). Cocção 
A geléia é fervida até que atinja uma textura lisa e uniforme. Um dos seguintes parâmetros de 
tempo e temperatura são seguidos: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. 
FRUTAS (d) 
4(d). Higienização 
As frutas são selecionadas quando, então, são retiradas as unidades danificadas. Depois são 
lavadas uma a uma, sob água corrente e acondicionadas em utensílio tipo escorredor. As frutas 
são imersas em solução de hipoclorito de sódio, no mínimo com 100ppm e no máximo com 
250ppm de cloro ativo (preparado de acordo com as instruções do fabricante do sanificante que 
está sendo utilizado). Manter as frutas imersas por, no mínimo, 15 minutos. Após a imersão, as 
frutas são enxaguadas em água corrente potável, utilizando-se recipiente tipo escorredor ou 
peneira, devidamente higienizado. 
5(d). Corte e descasque 
As frutas são manipuladas (cortadas e/ou descascadas), com auxílio de tábua de polipropileno e 
faca, devidamente higienizados.
PARTE ESPECÍFICA 289 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
8. Montagem 
Etapa onde as torteletas são montadas, tomando-se cuidado com a higiene dos manipuladores e 
utensílios utilizados. 
9. Manutenção a frio 
As torteletas são mantidas em equipamentos de manutenção a frio (temperatura máxima de 
10ºC), onde o produto permanece em temperatura de até 10ºC, no máximo, por 4 horas, ou em 
temperatura entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. 
10. Distribuição 
A distribuição é feita em balcão ou vitrine refrigerada. O produto permanece em temperatura de até 
10ºC por, no máximo, 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. Fora desses limites, 
o produto pronto é desprezado. O tempo de manutenção deve ser levado em consideração. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
290 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO 
DE Etapa 
ELABORAÇÃO Recebimento 
DO PLANO APPCC 
Armazenamento 
PC ou 
PCC 
PC 
PC 
Perigo 
Q- Drogas 
veterinárias; 
agrotóxicos; 
micotoxinas. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Patogênicos 
esporulados; S. 
aureus. 
Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico 
Cadastro de 
fornecedor. 
Equipamentos de 
refrigeração: 
temperatura 
máxima de 10ºC; 
equipamentos de 
congelamento: 
-12ºC ou inferior; 
Secos: máximo 
26ºC. 
Ação Corretiva 
Devolução dos 
produtos e 
reavaliação de 
fornecedores. 
Treinamento do 
estoquista. 
Solicitar a 
manutenção do 
equipamento e 
transferir os 
alimentos para 
outro que atenda 
aos limites 
críticos. 
Registro 
Planilha de 
Controle de 
Recebimento 
(Anexo 02). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Verificação 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Programa de 
treinamento e 
avaliação do 
estoquista. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Avaliar as 
condições de 
acondicionamento 
e transporte. 
Adquirir produtos 
de fornecedores 
cadastrados. 
Armazenar os 
ingredientes em 
ambiente seco e 
com temperatura 
máxima de 26ºC; 
Armazenar 
produtos perecíveis 
à temperatura 
ideal máxima de 
4ºC. 
BP: Instalações e 
equipamentos. 
Monitorização 
O quê? 
Cadastro de 
fornecedor; 
acondicionamento, 
transporte. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
Em cada 
recebimento. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
local de 
armazenamento. 
Como? 
Auxílio de 
termômetro. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista.
PARTE ESPECÍFICA 291 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PC 
PCC1 
(B) 
PC 
Pesagem dos 
ingredientes/ 
modelagem. 
Cocção (massa) 
Esfriamento 
(massa) 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos; 
fragmentos sólidos. 
Como? 
Supervisão; 
peneiramento. 
Quando? 
Diariamente, a 
cada preparação. 
Quem? 
Supervisor/ auxiliar. 
O quê? 
Características da 
massa. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Padeiro. 
O quê? 
Higiene de 
superfícies; tempo. 
Como? 
Supervisão; relógio. 
Quando? 
Diariamente, 
durante o processo. 
Quem? 
Supervisor. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; 
patogênicos 
esporulados. 
F- Sujidades, 
fragmentos de 
insetos. 
B- Bacillus cereus; 
enterobactérias 
patogênicas. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; Bacillus 
cereus. 
B: Treinamento 
em BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
F: Peneiramento 
dos produtos em 
pó. 
Assegurar a 
cocção da massa. 
Assegurar o 
esfriamento dos 
produtos à 
temperatura 
ambiente em local 
protegido de 
sujidades ou 
circulação de ar 
proveniente de 
outras áreas. 
Controlar tempo. 
B, F: Condição 
aceitável de 
higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
F: Fragmentos 
sólidos  0,3mm. 
Características 
próprias da massa 
assada (cor, 
textura, etc.). 
Condição aceitável 
de higiene de 
superfícies. 
Tempo máximo de 
exposição: 2 
horas. 
Treinamento em BP. 
F: Repeneirar; 
trocar peneiras 
Continuar a assar 
até que atinja as 
características 
desejadas. 
Treinamento em BP. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Planilha de 
Controle de 
Cocção 
(Anexo 05). 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list semanal. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Supervisão do 
procedimento e do 
produto. 
Programa de 
manutenção de 
equipamentos. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
microbiológica de 
superfícies.
292 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE PC 
ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PCC2 
(B) 
PCC3 
(B) 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Temperatura de 
cocção. 
Como? 
Auxílio de 
Termômetro. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Cozinheiro. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento; tempo de 
resfriamento; 
higiene de 
manipulador e 
utensílios. 
Como? 
Termômetro, relógio e 
supervisão. 
Quando? 
Diariamente, após 
2 horas do início do 
resfriamento. 
Quem? 
Cozinheiro. 
Desmoldagem 
(massa) 
Cocção (creme) 
Resfriamento 
(creme) 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus; Bacillus 
cereus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Bacillus cereus); 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Microrganismos 
patogênicos 
esporulados 
(Bacillus cereus); 
Staphylococcus 
aureus. 
Treinamento em 
BP: Higiene de 
utensílios/ 
equipamentos e 
mãos de 
manipuladores. 
Assegurar a 
temperatura 
mínima de cocção 
do recheio. 
Controle da 
temperatura do 
alimento e tempo 
de exposição. 
Treinamento em BP 
(Higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores). 
Condição aceitável 
de higiene de 
manipuladores, 
utensílios e 
equipamentos. 
Temperatura 
mínima de cocção: 
74ºC ou 70ºC por 
2 minutos ou 65ºC 
por 15 minutos. 
Redução a 21ºC 
em 2 horas. 
Utensílios e mãos 
de manipulador 
em condição 
aceitável de 
higiene. 
Treinamento em BP. 
Cozinhar até que 
atinja um dos 
limites críticos. 
Acelerar o processo 
de resfriamento 
(banho de gelo ou 
água fria). 
Rejeitar o produto 
que permanecer 
mais de 1 hora em 
temperatura de 
risco. 
Treinamento em BP. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Check list. 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Cocção (Anexo 05). 
Planilha de 
Controle de 
Resfriamento 
(Anexo 06). 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro.
PARTE ESPECÍFICA 293 
Etapa PC ou 
PCC 
Perigo Medidas 
Preventivas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
PADARIAS E CONFEITARIAS 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
PCC4 
(B) 
PCC5 
(B) 
PC 
Cocção (geléia) 
Higienização 
(frutas) 
Corte e descasque 
(frutas) 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Bacillus cereus; 
Staphylococcus 
aureus. 
B- Enterobactérias 
patogénicas; Vírus 
entéricos 
patogênicos; 
parasitos humanos; 
V. cholerae. 
B- Enterobactérias 
patogênicas; 
Staphylococcus 
aureus. 
Assegurar a 
fervura da geléia. 
Utilização de água 
potável. 
Reduzir 
contaminantes 
patogênicos à 
níveis aceitáveis 
(uso de solução 
clorada entre 
100ppm e 250ppm 
por, no mímino, 
15 minutos). 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Vapor (fervura); 
Característi-cas 
da geléia (cor, 
textura, etc.). 
Água: mínimo de 
0,2ppm de cloro 
residual livre. 
Concentração da 
solução clorada 
entre 100ppm e 
250ppm e tempo 
de contato mínimo 
de 15 minutos. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
O quê? 
Fervura, 
características do 
produto. 
Como? 
Observação visual. 
Quando? 
A cada cocção. 
Quem? 
Auxiliar de padaria. 
O quê? 
Teor de cloro 
residual livre; 
concentração da 
solução clorada e 
tempo de contato. 
Como? 
Auxílio de Kit para 
Cloro; Kit de fitas 
de Cloro e relógio. 
Quando? 
Uma vez a cada 
turno. 
Quem? 
Auxiliar de padaria. 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
Cozinhar até que 
atinja as 
características do 
produto. 
Solicitar a limpeza 
do reservatório e 
usar água mineral 
ou água potável 
transportada, até a 
realização da 
limpeza. 
Não utilizar frutas 
até a limpeza. 
Compensar o cloro 
na água. 
Repetir o processo. 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Planilha de 
Controle de 
Temperaturas de 
Cocção. 
Planilha de 
Controle de Cloro. 
Planilha de 
Desinfecção de 
Hortifrutigranjeiros 
(Anexo 07). 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão do 
processo. 
Supervisão do 
preenchimento das 
planilhas. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
água e de 
produtos. 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise de 
amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores.
294 PARTE ESPECÍFICA 
PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou 
Perigo Medidas 
Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação 
GUIA PCC 
Preventivas 
DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
O quê? 
Higiene de 
manipuladores e 
utensílios. 
Como? 
Supervisão. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Supervisor. 
O quê? 
Temperatura do 
produto e tempo 
de exposição; 
temperatura do 
equipamento. 
Como? 
Com auxílio de 
termômetro e 
relógio. 
Quando? 
Diariamente. 
Quem? 
Estoquista. 
O quê? 
Temperatura do 
alimento x tempo 
de exposição. 
Como? 
Auxílio de relógio 
e termômetro. 
Quando? 
A cada duas 
horas. 
Quem? 
Balconista. 
Montagem 
Manutenção à frio 
Distribuição 
B- Staphylococcu 
aureus; 
Enterobactérias 
patogênicas. 
B- Microrganismos 
esporulados 
patogênicos; 
enterobactérias 
patogênicas; toxina 
estafilocócica. 
B- Microrganismos 
esporulados 
patogênicos; 
enterobactérias 
patogênicas; toxina 
estafilocócica. 
Treinamento em 
BP: higiene de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Controle de 
temperatura do 
equipamento de 
manutenção e do 
alimento; tempo 
entre preparo e 
manutenção. 
Assegurar os 
tempos máximos 
de exposição dos 
produtos na 
distribuição. 
Tempo de 
manutenção. 
Utensílios e mãos 
de manipuladores 
em condições 
aceitáveis de 
higiene. 
Temperatura do 
equipamento: 
máxima de 10ºC. 
temperatura do 
alimento: até 10ºC 
por, no máximo, 4 
horas ou entre 
10ºC e 21ºC por, 
no máximo, 2 
horas. 
Até 10ºC por, no 
máximo, 4 horas 
ou entre 10ºC e 
21ºC por, no 
máximo, 2 horas 
considerando-se o 
tempo de 
manutenção. 
PC 
PCC6 
(B) 
PCC7 
(B) 
Treinamento em BP 
(Higiene pessoal, 
limpeza e 
desinfecção de 
utensílios e 
equipamentos). 
Trocar o produto de 
equipamento 
quando o mesmo 
estiver acima de 
10ºC. 
Desprezar alimentos 
que permanecerem 
até 10ºC por mais 
de 4 h ou entre 
10ºC e 21ºC por 
mais de 2 h. 
Descartar os 
produtos após 
tempo posterior ao 
limite crítico. 
Check list semanal. 
Planilhas de 
treinamento. 
Relatórios de 
supervisão. 
Planilha de 
Controle de 
Temperatura de 
Alimentos em 
Manutenção 
(Anexo 09). 
Planilha de 
Controle da 
Temperatura dos 
Equipamentos 
(Anexo 04). 
Planilha de 
Controle de 
Distribuição 
(Anexo 10). 
Supervisão do 
preenchimento do 
Check list. 
Supervisão do 
procedimento. 
Programa de 
coleta e análise 
de amostras de 
utensílios e mãos 
de manipuladores. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas e 
acompanhamento 
da etapa. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Supervisão do 
preenchimento 
das planilhas. 
Programa de 
calibração de 
termômetro e 
relógio. 
Programa de 
coleta e análise 
de alimentros.
SEGMENTO MESA 295 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
ANEXOS DO RESUMO 
DO PLANO 
Neste item, incluímos modelos de Planilhas que podem ser usadas na monitorização e nas ações 
corretivas de PC (Pontos de Controle) e de PCC (Pontos Críticos de Controle), principalmente no 
item Registro do Sistema APPCC (Formulários 1 a 15). Vale ressaltar que cada Unidade de Produ-ção 
deverá montar suas planilhas, de acordo com a realidade e o tipo de serviço, forma e período 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
de distribuição, etc.
296 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
MODELO I – CADASTRO DE FORNECEDORES 
Data de cadastramento: 
Razão social: 
Endereço: 
CEP: Localidade: UF: 
Telefone: Fax: e-mail: 
CNPJ: Inscr. Estadual ou Municipal: 
Contato: 
Exigências para fornecimento SIM NÃO Observações 
Alvará de funcionamento. 
Registros MAA, SIF, MS, SES, SMS. 
Registro CVS (veículos). 
Controles de laudos técnicos (água, 
alimento, exames médicos, pragas). 
Manual de boas práticas. 
Responsável técnico. 
Outras informações: 
Ocorrências: 
Observações:
SEGMENTO MESA 297 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
ANEXO 01 – CHECK LIST DE VISITA TÉCNICA A FORNECEDORES 
DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS 
I – EDIFICAÇÕES 
1) Localização. 
2) Livre de focos de insalubridade. 
3) Livre de acúmulo de lixo. 
4) Presença de sinais de insetos, roedores ou 
outros animais. 
5) Acesso não comum a outros usos. 
6) Piso impermeável. 
7) Forro/Teto. 
8) Parede/Divisória. 
9) Porta/Janela/Telas. 
10) Corredores livres/limpos. 
11) Proteção contra insetos e roedores. 
12) Iluminação adequada. 
13) Ventilação suficiente. 
14) Ambiente isento de bolores, gases, etc. 
15) Instalações sanitárias. 
16) Vestiários separados. 
17) Água potável da rede pública. 
18) Controle de análise laboratorial de água. 
19) Caixa-d’água limpa, com tampa. 
20) Destino correto do lixo. 
21) Controle de resíduos/sobras. 
22) Local de limpeza/desinfecção de 
equipamentos e utensílios. 
23) Controle de desratização e desinsetização. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
298 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS 
II – EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS 
24) Equipamentos suficientes e limpos. 
25) Em bom estado de conservação. 
26) Em funcionamento. 
27) Utensílios limpos. 
28) Utensílios de material não contaminante. 
29) Utensílios em bom estado de conservação. 
30) Móveis limpos. 
31) Móveis em bom estado de conservação. 
32) Equipamentos de refrigeração em bom estado. 
33) Controle de temperatura. 
34) Higienização adequada. 
35) Armazenamento de equipamentos/utensílios. 
III - PESSOAL 
36) Uso de uniformes adequados. 
37) Uniformes limpos. 
38) Asseio pessoal. 
39) Hábitos higiênicos corretos. 
40) Estado de saúde controlado. 
41) Controle de exame médicos periódicos. 
42) Higienização de mãos. 
IV – MATÉRIAS-PRIMAS 
43) Controle de procedência. 
44) Fornecedores credenciados. 
45) Características sensoriais. 
46) Armazenamento – controle de temperaturas.
PARTE ESPECÍFICA 299 
DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
47) Armazenamento correto. 
48) Controle de validade. 
49) Controle de utilização de produtos (PEPS). 
50) Área de armazenamento corretamente dimensionada. 
51) Transporte (CVS – 15). 
52) Área de recebimento exclusiva (coberta). 
53) Área de expedição exclusiva (coberta). 
54) Pessoal treinado. 
V – FLUXO DE PRODUÇÃO 
55) Fluxo correto. 
56) Existência de condição para contaminação cruzada. 
57) Dimensionamento adequado para pré-preparo. 
58) Dimensionamento adequado para preparo. 
59) Proteção contra contaminação (máscaras, 
luvas descartáveis). 
60) Alimentos protegidos (cobertos). 
61) Substâncias perigosas isoladas e controladas. 
62) Alimentos perecíveis mantidos à temperatura correta. 
63) Alimentos separados por tipo/grupo. 
64) Alimento acondicionado em equipamento apropriado. 
65) Pessoal qualificado. 
VI - EMBALAGEM 
66) Processo de embalagem correto. 
67) Pessoal qualificado. 
VII – PRODUTO ACABADO 
68) Controle de análise microbiológica.
300 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS 
69) Freqüência de controle. 
70) Conservação/armazenamento correto. 
71) Transporte (CVS – 15). 
72) Veículos com registro no CVS. 
73) Possui sistema de qualidade. 
74) Possui APPCC. 
75) Qualidade assegurada. 
PONTOS TOTAL DE PONTOS POSSÍVEIS: 750 
S – Satisfatório — 10 TOTAL DE PONTOS SOMADOS: 
R – Regular — 05 PERCENTUAL DE ADEQUAÇÃO: 
I – Insatisfatório — 00 ( ) APROVADO ( 80%) 
( ) APROVADO COM RESTRIÇÕES (60 a 79%) 
( ) REPROVADO ( 60%)
SEGMENTO MESA 301 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 02 - PLANILHA DE CONTROLE DE RECEBIMENTO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS 
Data Produto Fornecedor Temperatura (OC) Observação Ação Corretiva Responsável
302 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 03 - PLANILHA DE NÃO-CONFORMIDADES NO RECEBIMENTO 
DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS 
Data: 
Produto: 
Marca: 
Fornecedor: 
NF: 
Não-conformidade observada: 
Ação corretiva: 
Comunicação ao setor de compras: 
Responsável:
SEGMENTO MESA 303 
Data Câmara 01 Freezer 01 Geladeira Geladeira Pass through Balcão Ação corretiva Responsável 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 04 - PLANILHA DE CONTROLE DE TEMPERATURA DE EQUIPAMENTOS 
Mês / Ano: ______________________ 
Equipamentos/Temperatura medida (OC) 
saladas hortifruti quente quente 
Temperaturas recomendadas: Água do banho termostatizado:  80OC; Pass Through Quente:  60OC 
Geladeiras (Diversos): Máx. 5OC; Geladeira hortifruti: Máx. 8OC; Câmara de carnes: Máx. 2OC; Freezers: Mín. -18OC.
304 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXO 05 - PLANILHA DE CONTROLE DE TRATAMENTO TÉRMICO 
GUIA DE (COCÇÃO / REAQUECIMENTO) 
ELABORAÇÃO Mês / Ano: __________________ / ________ 
Temperatura(OC) no CG após o alimento 
DO atingir o ponto desejado. 
Data Produto Ação corretiva Responsável 
PLANO Temperatura(OC) Tempo de permanência 
APPCC 
Limites de Temperatura: 74OC; ou, 65OC por 15 minutos; ou 70OC por 2 minutos. 
nesta temperatura.
SEGMENTO MESA 305 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 06 - PLANILHA DE CONTROLE DE RESFRIAMENTO 
Resfriamento 
Data Produto Início Final Ação corretiva Responsável 
T (OC) Hora T (OC) Hora 
Mês / Ano: __________________ / ________
306 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 07 - PLANILHA DE HIGIENIZAÇÃO DE 
HORTIFRUTIGRANJEIROS 
Mês / Ano: ___________________ / _________ 
Data Hortifrutigranjeiro Concentração Tempo Ação Corretiva Responsável 
da solução de imersão 
clorada 
(ppm) Início Final 
Obs.: Concentração da solução clorada abaixo de 100ppm  Não reutilizar.
SEGMENTO MESA 307 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
ANEXO 08 – PLANILHA DE CONTROLE DE DESCONGELAMENTO 
Mês / Ano: __________________ / ________ 
Data Produto Início do Ação corretiva Responsável 
Pré-Preparo 
Descongelamento forçado 
Em água Na Entrada na Tempo (h) Temp. (OC) 
temperatura refrigeração 
ambiente Tempo (h) Temp. (OC)
308 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXO 09 - PLANILHA DE CONTROLE DE ALIMENTOS EM MANUTENÇÃO 
GUIA DE Data: _____ / _____ / _____ 
ELABORAÇÃO Temperatura (OC) 
Nome da preparação Equipamento Alimentos Ação corretiva Responsável 
DO 0 hora Meio 1 hora 
PLANO antes do 
término 
APPCC 
Temperaturas recomendadas: Pass Through frio: Máx. 10OC; Pass Through quente: Mín. 60OC; 
Alimentos servidos frios: Máx. 10OC até 4 horas; entre 10OC e 21OC até 2 horas; 
Alimentos servidos quentes: Entre 60OC e 65OC até 4 horas; abaixo de 60OC máx. 2 horas. 
Obs.: Esta planilha deve ser montada de acordo com o tempo de manutenção e o tipo de alimento servido (a quente ou a frio). 
Por exemplo: alimentos servidos frios: deve ser realizada uma medida de temperatura do alimento a cada duas horas de manutenção; 
alimentos servidos quentes: deve ser realizada uma medida de temperatura do alimento, a cada 3 horas de manutenção.
SEGMENTO MESA 309 
ANEXO 10 - PLANILHA DE CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS EM DISTRIBUIÇÃO 
Data Nome da preparação 1 hora após o 1 hora antes do Coleta de amostras Ação corretiva Responsabilidade 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Mês / Ano: ______________________ 
Temperatura medida (OC)/Horário (min) 
início da término da realizada? 
distribuição distribuição 
Obs.: Esta planilha deve ser montada de acordo com o tempo de distribuição e o tipo de alimento servido (a quente ou a frio). 
Por exemplo: alimentos servidos frios: deve ser realizada uma medida da temperatura do alimento a cada duas horas de distribuição. 
alimentos servidos quentes: deve ser realizada uma medida da temperatura do alimento a cada três horas de distribuição.
310 PARTE ESPECÍFICA 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXO 11 - PLANILHA DE CONTROLE DE ALIMENTOS TRANSPORTADOS 
GUIA DE ELABORAÇÃO Mês / Ano: ___________________ / __________ 
DO Temperatura (OC) 
PLANO Data Nome da preparação Início do Início Chegada Final do Tempo de Ação corretiva Responsável 
transporte transporte transporte 
APPCC 
(min) (min)
SEGMENTO MESA 311 
ANEXOS DO RESUMO DO PLANO 
FORMULÁRIO 15 – PLANILHA DE EXECUÇÃO DE SERVIÇOS 
Tipo de serviço Data Data da Documentos anexos? 
prevista (dia/mês) execução efetiva SIM NÃO 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
Mês/Ano: _____/_____ 
I. Limpeza de reservatório. 1 
2 
3 
II. Limpeza de caixa de gordura. 
III. Desinsetização e 
desratização. 
IV. Aferição de instrumentos/ 
calibração (termômetros, 
manômetros, balanças). 
V. Análises laboratoriais 
(microbiológicas do alimento, 
utensílios, água, gelo e 
manipuladores). 
VI. Controle de saúde dos 
colaboradores. 
VII. Manutenção dos 
equipamentos. 
Obs1.: Este formulário poderá ser utilizado em separado para cada tipo de serviço/controle ou como no exemplo acima, 
todos juntos; 
Obs2.: Devem ser anexados todos os documentos que comprovem a execução dos serviços.
SEGMENTO MESA 313 
BIBLIOGRAFIA 
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS 
ABNT. NBR 10 269: controle higiênico-sanitário de alimentos em comissarias de bordo. Rio de Janeiro, 2000. 
ABERC. Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividades. 5. ed. 
GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 
São Paulo, 1999. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 36, de 19 de janeiro de 1990. 
BRASIL Ministério da Saúde. DETEN. Portaria n.76, de 01 de julho de 1993. 
BRASIL Ministério da Saúde. Portaria n.1428,de 26 de novembro de 1993. 
BRASIL Ministério da Saúde. Portaria n. 326, de 30 de julho de 1997. 
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria n. 368, de 4 de setembro de 1997. 
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria n. 46, de 10 de fevereiro de 1998. 
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 
Portaria n. 06, de 10 de março de 1999. 
FIGUEIREDO, Roberto Martins de. Manual de procedimentos e desenvolvimento. In: ____. SSOP: 
padrões e procedimentos operacionais de sanitização. São Paulo: R. M. Figueiredo, 1999. (Higiene 
dos Alimentos,1) 
HIGIENE e sanitização para as empresas de alimentos. Campin: PROFIQUA, 1995. (Manual Série Qualidade). 
LOPES, Ellen. Elaboração do manual de boas práticas de fabricação e auditoria de BPF . São Paulo: 
Food Design Consultoria e Planejamento, [199-]. 
SENAI. DN. Guia para elaboração do Plano APPCC: geral. 2. ed. Brasília, 2000. 301 p. (Qualidade e 
Segurança Alimentar). Projeto APPCC Indústria. Convênio CNI/SENAI/SEBRAE.
CRÉDITOS 
Este material foi elaborado tomando por base o Guia para Elaboraração do Plano APPCC – Indústria 
Representantes das instituições parceiras 
Equipe Técnica – Segmento Indústria 
no Comitê Gestor Nacional do Projeto APPCC 
Dilma Scala Gelli – Instituto Adolfo Lutz 
Carlos Alberto Leão – Senai 
Fábia Renata Guidolin – Senai/RJ 
Erna Martha Régnier – Senac 
Judith Regina Hajdenwurcel – Etfq/RJ 
João Baptista de Lima Filho – Anvisa 
Mauro Faber de Freitas Leitão – Fea/Unicamp 
Juvenal Ferreira Fortes Filho – Sesc 
Paschoal Guimarães Robbs – Senai/RJ 
Mônica O. Portilho de Lima – Sesi 
Reginaldo Barroso de Resende – Sebrae 
Equipe Técnica – Segmento Mesa 
Brigitte Marie Angele Bertin – Bioqualitas 
Coordenador Técnico Nacional do Projeto APPCC 
Cláudia Márcia R. R. Mendonça – Sesc/DN 
Paschoal Guimarães Robbs 
Jaqueline Amaral de Almeida – Micral 
Luana de Assis – Bioqualitas 
Comitê Técnico Nacional 
Martha Mendes Pacobahyba – Micral 
do Projeto APPCC – Mesa 
Sandra Rojas Duailibi – Senac/SP 
Andréa da Silveira Estrella – Senac/DN 
Sonia Márcia Dachoff Gayotto – Senai/SP 
Carlos Alberto Leão – Senai/DN 
Willian Dimas Bezerra da Silveira – Sesc/DN 
Cláudia Márcia R. Roseno Mendonça – Sesc/DN 
Fernando Magalhães – Anvisa/MS 
Equipe de apoio 
Fernando Magalhães S. Pinto – Sesi/DN 
Dilma Scala Gelli – Projeto Appcc 
Joana Botini – Senac/DN 
Eneo Alves da Silva Junior – Cdl 
Maria Lúcia Telles S. Farias – Senai/RJ 
Paschoal Guimarães Robbs – Senai/RJ 
Mercedes Yoko Silva – Sesi/DN 
Valdir Favarin – Micral 
Paschoal Guimarães Robbs – Senai/RJ 
Paulo Bruno – Senac/DN 
Normalização bibliográfica 
Reginaldo Barroso de Rezende – Sebrae/NA 
Denise Rabello Cerqueira Lopes 
William D. B. Silveira – Sesc/DN 
Editoração 
SENAC/DN – Coordenação Técnica 
A Empresa do Texto Ltda. 
do Projeto APPCC - Mesa 
Andréa da Silveira Estrella 
Projeto Gráfico 
Erna Martha Régnier 
CV Design 
Joana Botini 
Paulo Bruno

20 2185

  • 1.
    Guia de Elaboração do Plano APPCC Série Qualidade e Segurança Alimentar • Elementos de Apoio: Boas Práticas e Sistema APPCC • Guia de Elaboração do Plano APPCC • Guia de Elaboração do Plano APPCC: Aperfeiçoamento em Cozinha Hospitalar e Bancos de Leite • Guia do Empresário: Boas Práticas e Sistema APPCC • Guia Passo a Passo: Implantação de Boas Práticas e Sistema APPCC • Guia de Verificação: Boas Práticas e Sistema APPCC • Manual do Responsável Técnico • Cartilha 1: Controle de Perigos • Cartilha 2: As Boas Práticas I • Cartilha 3: As Boas Práticas II • Cartilha 4: Controles na Produção • Cartilha 5: Passo a Passo para Implantação de Boas Práticas e Sistema APPCC • Cartilha do Manipulador de Alimentos • Guia Passo a Passo para o Manipulador de Alimentos Guia de Elaboração do Plano APPCC Série Qualidade e Segurança Alimentar
  • 2.
    Guia de Elaboração do Plano APPCC
  • 3.
    CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOCOMÉRCIO – CNC CONSELHO NACIONAL DO SENAC CONSELHO NACIONAL DO SESC Antonio Oliveira Santos Presidente CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI CONSELHO NACIONAL DO SENAI Fernando Luiz Gonçalves Bezerra Presidente CONSELHO NACIONAL DO SESI Leonor Barreto Franco Presidente CONSELHO DELIBERATIVO NACIONAL DO SEBRAE Carlos Eduardo Moreira Ferreira Presidente AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA Gonzalo Vecina Neto Diretor-Presidente SENAC – DEPARTAMENTO NACIONAL Sidney da Silva Cunha Diretor-Geral SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL José Manuel de Aguiar Martins Diretor-Geral Mario Zanoni Adolfo Cintra Diretor de Desenvolvimento Eduardo Oliveira Santos Diretor de Operações SEBRAE – NACIONAL Julio Sérgio de M. Pedrosa Moreira Diretor-Presidente Vinicius Lummertz Silva Diretor Técnico Maria Delith Balaban Diretora de Administração e Finanças SESC – DEPARTAMENTO NACIONAL Albucacis de Castro Pereira Diretor-Geral SESI – DEPARTAMENTO NACIONAL Rui Lima do Nascimento Diretor-Superintendente Otto Euphrásio de Santana Diretor Técnico Humberto Menezes Diretor de Desenvolvimento ANVISA Ricardo Oliva Diretor de Alimentos e Toxicologia Cleber Ferreira dos Santos Gerente Geral de Alimentos
  • 4.
    Guia de Elaboração do Plano APPCC Série Qualidade e Segurança Alimentar 2 0 0 2
  • 5.
    © 2002. SENAC– Departamento Nacional Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte. GUIA de elaboração do Plano APPCC. Rio de Janeiro: SENAC/DN, 2001. 314 p. (Qualidade e Segurança Alimentar). Projeto APPCC Mesa. Convênio CNC/CNI/SEBRAE/ANVISA. ISBN: 85-7458-080-5 NUTRIÇÃO; ALIMENTO; MICROBIOLOGIA; CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS; MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS; SEGURANÇA ALIMENTAR; HIGIENE; CONTROLE DE QUALIDADE; VIGILÂNCIA SANITÁRIA; DOENÇA; APPCC SENAC/ DN FICHA CATALOGRÁFICA SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial / Departamento Nacional Rua Dona Mariana, 48 Botafogo CEP. 22280-020 Rio de Janeiro-RJ Tel.: (21) 2537 1880 Fax: (21) 2538 2780 Internet: www.senac.br e-mail: appcc@senac.br
  • 6.
    SEGMENTO MESA 5 PREFÁCIO -----MMMMMEEEEESSSSSAAAAA PREFÁCIO O Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), ferramenta de gestão da segurança de alimentos, é recomendado por organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já é também exigido por alguns segmentos do setor alimentício da Comunidade Econômica Européia e dos Estados Unidos. Para garantir a produção de alimentos seguros para a saúde dos consumidores e, também, para aumentar a competitividade das empresas de alimentação no mercado, Senai, Senac, Sebrae, Sesc, Sesi e Anvisa assinaram um convênio de cooperação técnica e financeira para implantação do Sistema APPCC no segmento mesa, que reúne os estabelecimentos que servem alimentos ao consumidor. Essa etapa da cadeia produtiva de alimentos é muito crítica e, com certeza, a maior responsável por surtos de doenças de origem alimentar, que decorrem, muitas vezes, da deficiência das instalações, da falta de controle na aquisição das matérias-primas e da falta de preparo da gran-de maioria dos manipuladores de alimentos, tanto com relação aos aspectos de higiene e apre-sentação pessoal quanto aos aspectos técnicos de recepção, armazenamento, preparo, manuten-ção GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC e distribuição. Justamente para fortalecer esse segmento, o Programa Alimentos Seguros - Mesa se propõe a difun-dir e apoiar a implantação, de forma simples e eficaz, das Boas Práticas e do Sistema APPCC nas atividades de preparo/produção de alimentos para consumo.
  • 7.
    6 SEGMENTO MESA PREFÁCIO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Para isso, várias ações, como a elaboração de manuais técnicos, cursos de formação de consulto-res e responsáveis técnicos e a realização de seminários para empresários, em especial de micro, Esta publicação faz parte de um conjunto de produtos que serão disponibilizados e servirão de referência para as empresas de alimentos que aderirem ao Projeto. Certamente, ela será um ins-trumento valioso para ajudar a introduzir os princípios das Boas Práticas e do Sistema APPCC nos Gonzalo Vecina Neto Diretor- presidente da Anvisa /MS pequenas e médias empresas, terão abrangência nacional. Armando de Queiróz Monteiro Neto Presidente da CNI Antonio Oliveira Santos Presidente da CNC Carlos Eduardo Moreira Ferreira Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae estabelecimentos do segmento mesa.
  • 8.
    SEGMENTO MESA 7 APRESENTAÇÃO -----MMMMMEEEEESSSSSAAAAA APRESENTAÇÃO O Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), conhecido internacionalmente por Hazard Analysis and Critical Control Point (HACCP), originou-se na indústria química, particularmente na Grã-Bretanha, há aproximadamente 50 anos. Com as primeiras viagens espaciais tripuladas no início dos anos 60, a NASA, nos Estados Unidos, estabeleceu como prioridade o estudo da segurança da saúde dos astronautas, no sentido de eliminar a possibilidade de doença durante a permanência no espaço. Dentre as possíveis doenças que poderiam afetar os astronautas, as consideradas mais importantes foram aquelas associadas às suas fontes alimentares. A Companhia Pillsburry foi a escolhida para desenvolver sistemas de controle efetivo sobre a cadeia alimentar e, após intensa avaliação, ela concluiu que seria necessário estabelecer controle em todas as etapas de preparação do alimento e também sobre matéria-prima, ambiente, processo, pessoas diretamente envolvidas, estocagem, transporte e distribuição. O Sistema APPCC vem sendo adotado em várias partes do mundo, não só por garantir a segurança dos produtos alimentícios, mas também por reduzir os custos e aumentar a lucratividade, já que minimiza perdas. Contribui para a saúde e maior satisfação do consumidor e torna as empresas mais competitivas, com chances de ampliar suas possibilidades de conquista de novos mercados, principalmente o externo. É um sistema preventivo e, portanto, diminui a necessidade da realização de análises laboratoriais durante o processo, exigindo-as basicamente para a verificação do GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    8 SEGMENTO MESA APRESENTAÇÃO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC sistema. Além disso, é um sistema lógico, prático, econômico e dinâmico. Como processo de controle transparente e confiável, constitui-se na ferramenta de gestão mais eficaz na obtenção de alimentos seguros para a saúde do consumidor. Vale aqui dizer que os princípios do APPCC são aplicáveis a todos os segmentos da cadeia alimentar, desde o campo até à mesa do consumidor. No Brasil, em 1993, o atual Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu normas e procedimentos para a implantação do Sistema APPCC nos estabelecimentos de pescados e derivados. No mesmo ano, o Ministério da Saúde, através de sua Portaria n.º1.428, estabeleceu obrigatoriedade de procedimentos, a vigorar a partir de 1994, para a implantação do Sistema APPCC nas indústrias de alimentos. Mas, afinal, em que se baseia o Sistema APPCC? Na identificação e no controle de perigos de natureza biológica, física ou química, relacionados com a saúde do consumidor, em pontos específicos no fluxo de preparo dos alimentos (chamados de pontos críticos de controle), com o objetivo de evitá-los, eliminá-los ou reduzi-los a níveis seguros. O Sistema APPCC ajuda a: • identificar os alimentos e os procedimentos com maiores probabilidades de provocar doenças de origem alimentar; • desenvolver procedimentos que reduzam o risco de um surto de doença transmitida por alimentos; • monitorar procedimentos para conservar os alimentos seguros e • verificar se o alimento servido é efetivamente seguro. Em março de 1998 foi criado o Projeto APPCC - Indústria que teve inicialmente como parceiros o Senai, o Sebrae, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Ministério da Saúde, e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias). Em seu primeiro ano de atividades, trabalhou na criação de materiais técnicos, de divulgação e de sensibilização para a utilização do Sistema APPCC pelas indústrias de carnes, laticínios, sorvetes, pescados e vegetais. Também realizou, em diversos estados do país, seminários de sensibilização de empresários e treinamentos de consultores e técnicos de empresas para a elaboração do plano e a implementação do Sistema. Um fato marcante e de muita importância para o Projeto foi a sua inclusão como Meta Mobilizadora Nacional no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), abrindo o leque de ações para outros segmentos da cadeia produtiva, como produção primária, transporte, distribuição e alimentos prontos para o consumo. Com a experiência adquirida e em decorrência dos resultados altamente positivos com o Projeto APPCC - Indústria, foi possível a expansão das ações para outro elo da cadeia produtiva, na ponta da comercialização, instituindo-se o Projeto APPCC - Mesa, que tem como objetivos principais:
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    SEGMENTO MESA 9 APRESENTAÇÃO • difundir o Sistema APPCC nas empresas ou nos prestadores de serviços de preparo/produção de alimentos diretamente para o consumidor, como cozinhas industriais e hospitalares, restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, quiosques e ambulantes; • dar subsídios para os produtores de alimentos elaborarem seu Plano APPCC; • auxiliar a ação do Ministério da Saúde na adaptação dos requisitos legais quanto à fiscalização GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC sanitária. Em agosto de 2002, o Projeto APPCC passou a ser denominado Programa Alimentos Seguros - PAS, conferindo um caráter contínuo, como deve ser a visão de um programa de segurança alimentar e mostrando a verdadeira dimensão das ações que vinham sendo desenvolvidas com o objetivo de estabelecer, em nível nacional, as condições requeridas para a produção de alimentos seguros em toda cadeia produtiva, sendo o Sistema APPCC uma das ferramentas empregadas nestas ações. A implantação do Sistema APPCC no segmento mesa baseia-se numa série de etapas inerentes à produção dos alimentos, incluindo todas as operações que ocorrem desde a obtenção da matéria-prima até o consumo do alimento. É importante salientar que como ferramenta de controle deve ser utilizada adequadamente, e que a análise dos perigos é específica para cada produto ou preparação considerada. Também cabe ressaltar que o método deve ser revisado sempre que novos perigos forem identificados ou quando ocorrer alguma modificação no modo de preparo ou a incorporação de novos ingredientes. E como implantar o Sistema APPCC no segmento mesa? A partir da elaboração de um Plano APPCC específico para cada grupo de produtos/processos, considerando que os princípios que integram o Sistema são aplicáveis a toda e qualquer atividade relacionada com alimentos. Para isso, todo o pessoal envolvido deve estar consciente da importância de sua participação como elemento indispensável para a obtenção do sucesso desejado.
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    SUMÁRIO Introdução ................................................................................................13 Capítulo 1: O SISTEMA APPCC ........................................................................ 15 O que é o Sistema APPCC ............................................................ 15 Por que utilizar o Sistema APPCC................................................. 16 Como utilizar o Sistema APPCC ................................................... 17 Conceitos.................................................................................. 17 Capítulo 2: PRÉ-REQUISITOS PARA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC .................... 21 Capítulo 3: ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ...................................................... 25 Procedimentos preliminares ....................................................... 25 O Plano APPCC ........................................................................... 27 Capítulo 4: DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC.......................... 30 Princípio 1: Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas ............................................................ 31 Princípio 2: Identificação dos Pontos Críticos de Controle ............. 34 Princípio 3: Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC ............................................................................ 35 Princípio 4: Estabelecimento dos procedimentos de monitorização....................................................................... 35
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    Princípio 5: Estabelecimentodas ações corretivas........................ 37 Princípio 6: Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação ............................................................ 38 Princípio 7: Estabelecimento dos procedimentos de verificação ................................................................................ 39 ANEXOS E APÊNDICES ................................................................................. 41 PARTE ESPECÍFICA ...................................................................................... 77 Capítulo 1: COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL ............................... 83 Hortifrutigranjeiros (hortaliças, legumes e frutas) servidos crus ............................................................ 84 Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, adicionados de hortifrutigranjeiros crus, ou produtos industrializados, ou cárneos cozidos ou não .............. 105 Capítulo 2: COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER ..... 159 Capítulo 3: BARES E LANCHONETES .............................................. 175 Capítulo 4: AMBULANTES ........................................................... 239 Capítulo 5: PADARIAS E CONFEITARIAS ......................................... 255 ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ................................................................. 295 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................... 313
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    SEGMENTO MESA 13 INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO O presente guia tem como objetivo orientar a elaboração do Plano APPCC nas empresas de alimentos no Segmento Mesa, que engloba: cozinhas hospitalares, industriais e comerciais; caterers; bares, lanchonetes e similares; padarias e similares. Além disso, oferece subsídios para as empresas produtoras de alimentos elaborarem os Planos APPCC e auxilia a ação do Ministério da Saúde (MS) na adaptação dos requisitos legais. A estrutura adotada para construção e apresentação deste guia encontra-se descrita a seguir: • O Sistema APPCC: define o que é o Sistema APPCC e seus conceitos mais importantes e esclarece GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC por que e como utilizá-lo; • Pré-requisitos para implantação do Sistema APPCC: mostra os compromissos necessários da alta administração, bem como o que a empresa deve ter, no que se refere às Boas Práticas (BP), para que se possa iniciar a implantação do Sistema APPCC; • Elaboração do Plano APPCC: neste tópico, mostram-se os procedimentos preliminares para a elaboração do Plano e o modo como é constituído. Os detalhes fornecidos permitem a elaboração do Plano APPCC; • Detalhamento dos princípios do Sistema APPCC: os sete princípios do Sistema APPCC são descritos e abordados de maneira a mostrar as ações necessárias, com o apoio dos formulários e apêndices que compõem o guia, que visam facilitar a elaboração do Plano pelos Responsáveis Técnicos das empresas de alimentos; • Anexos e apêndices: para auxiliar a elaboração do Plano, bem como para fornecer informações úteis à análise e às decisões dos Responsáveis Técnicos das empresas, foram anexadas tabelas que relacionam os perigos e suas características, bem como as medidas preventivas que podem ser adotadas para controlá-los. A aplicação do Sistema APPCC facilita o trabalho dos gerentes e seus supervisores, bem como orienta o trabalho dos manipuladores de alimentos.
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    SEGMENTO MESA 15 O SISTEMA APPCC 1O SISTEMA APPCC O QUE É O SISTEMA APPCC O Sistema APPCC é baseado numa série de etapas inerentes ao processo de produção de alimentos, a começar pela obtenção da matéria-prima, até o consumo do alimento, fundamentando-se na identificação dos perigos potenciais à segurança do alimento, bem como nas medidas para o controle das condições que geram os perigos. O Sistema APPCC é racional porque se baseia em dados registrados sobre as causas das doenças de origem alimentar e enfatiza as etapas críticas onde o controle é essencial. O Sistema APPCC é lógico e compreensível porque considera as matérias-primas, as etapas de preparo e usos subseqüentes dos produtos ou preparações. É contínuo, uma vez que os problemas são detectados antes ou no momento em que ocorrem, possibilitando que as ações corretivas sejam imediatamente aplicadas. É sistemático porque é um plano completo, cobrindo todas as etapas e medidas de controle, reduzindo, assim, os riscos de doenças alimentares. O Sistema APPCC constitui-se numa poderosa ferramenta de gestão, garantindo uma dinâmica de efetivo controle dos perigos. É importante salientar que é uma ferramenta que deve ser utilizada adequadamente e que a análise é específica para cada produto ou preparação considerada. O método deve ser revisto sempre que novos perigos forem identificados ou quando ocorrer qualquer modificação no modo de preparo ou incorporação de novos ingredientes. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    16 SEGMENTO MESA O SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O Sistema APPCC tem como objetivo identificar os perigos relacionados com a saúde do consumidor que podem ser gerenciados nas etapas de preparo, estabelecendo formas de controle para garantir a segurança do produto ou preparação e a inocuidade para o consumidor. Entretanto, pelas facilidades e segurança que proporciona, o Sistema tem sido utilizado com êxito por inúmeras empresas para controlar aspectos de qualidade e de fraude econômica. POR QUE UTILIZAR O SISTEMA APPCC A segurança dos produtos alimentícios é a principal e primeira responsabilidade da empresa de alimentos, além de outras características de qualidade, como aspecto, sabor e custo. A certificação da qualidade e/ou segurança do produto por análise de produto final (acabado) é relativa e de alcance limitado. Por mais rigorosos que sejam os planos de amostragem, a caracterização de 100% das preparações ou dos produtos elaborados dificilmente é alcançada em condições práticas. Além desse aspecto, deve-se considerar que as análises microbiológicas são determinações cujos resultados são demorados e de custo elevado. O Sistema APPCC, em contrapartida, está designado para os controles durante a produção e tem por base princípios e conceitos preventivos. Identificando-se as etapas e os pontos nos quais os perigos podem ser controlados (prevenção de contaminação, eliminação, redução, etc.), podem-se aplicar medidas que garantam a eficiência do controle. Vale relembrar que os perigos considerados são os de natureza física, química e biológica. São os seguintes os principais benefícios que o Sistema APPCC proporciona: - Oferecer um alto nível de segurança aos alimentos; - Facilitar o trabalho dos gerentes e seus supervisores, bem como orientar o trabalho dos manipuladores de alimentos; - Contribuir para a redução de custos, o que corresponde a um aumento de produtividade com qualidade e segurança, evitando o retrabalho, as perdas de matérias-primas e o uso de técnicas não validadas; - Contribuir para a consolidação da imagem e da credibilidade da empresa junto aos clientes, aumentando seu nível de competitividade tanto no mercado interno como no externo. Nesse sentido, vale apontar inclusive a importância no Setor de Turismo; - Trazer um expressivo ganho institucional, uma vez que valoriza o trabalho em equipe e eleva a auto-estima dos seus integrantes; as pessoas envolvidas passam a ter consciência do que fazem e por que fazem, ganhando autoconfiança e satisfação por produzirem alimentos com alto nível de segurança;
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    SEGMENTO MESA 17 O SISTEMA APPCC - Reduzir a necessidade de testes dos produtos acabados, no que se refere à determinação de GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC contaminantes; - Trazer à pauta o aspecto legal referente à implantação do Sistema nas empresas: as legislações sanitárias de todos os países estão se modificando para, em breve, tornar o APPCC obrigatório a toda empresa processadora de alimentos. COMO UTILIZAR O SISTEMA APPCC O Sistema APPCC é aplicável em todo o processo de obtenção e elaboração de alimentos, desde a produção primária até seu consumo final. Os princípios que integram o Sistema são aplicáveis em toda e qualquer atividade relacionada com alimentos. No entanto, um Plano APPCC, que é específico para um determinado produto e processo, é dirigido – prioritariamente – para as etapas de processos industriais. Todo o pessoal que participa do processo produtivo do setor alimentício deve estar envolvido com a implementação dos princípios do Sistema APPCC e, quando for o caso, na elaboração do Plano APPCC. CONCEITOS Ação corretiva: Procedimento ou ação a ser adotado quando se constata que um critério ou limite crítico encontra-se fora dos limites estabelecidos. Análise de Perigos: Consiste na identificação e avaliação de perigos potenciais, de natureza física, química e biológica, que representam riscos à saúde do consumidor. APPCC: Sistemática de procedimentos que tem por objetivos identificar, avaliar e controlar os perigos para a saúde do consumidor e caracterizar os pontos e controles considerados críticos para assegurar a inocuidade dos alimentos. Controlar: Gerenciar as ações de operação para mantê-las de acordo com os limites pré-estabelecidos (controlar um processo). Controle: O estado no qual procedimentos corretos estão sendo aplicados e a etapa ou processo está de acordo com os limites pré-estabelecidos (a etapa está sob controle). Critério: Requisito no qual é baseada a tomada de decisão ou julgamento.
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    18 SEGMENTO MESA O SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Não-conformidade: Não atendimento aos limites críticos estabelecidos para os critérios selecionados. Diagrama decisório dos PCC (árvore decisória): Seqüência de perguntas para determinar se uma matéria-prima ou etapa do processo é um Ponto Crítico de Controle (PCC). Equipe APPCC: Grupo de profissionais responsável pelo desenvolvimento e implantação do Plano APPCC. Etapa: Procedimento, ponto ou estágio de um processo produtivo ou de um produto ou preparação, desde a aquisição de matérias-primas até o consumo final. Limite crítico: Valores ou atributos máximos e/ou mínimos estabelecidos para cada critério e que, quando não atendidos, significam impossibilidade de garantia da segurança do alimento. Limite de segurança: Valores ou atributos próximos aos limites críticos que são adotados como medida de segurança para reduzir a possibilidade desses limites não serem atendidos. Medida de Controle (medida preventiva): Qualquer ação ou atividade que pode ser adotada para prevenir, eliminar ou reduzir um perigo à saúde do consumidor. As medidas de controle se referem às fontes e aos fatores que interferem com os perigos, tais como: possibilidade de introdução, sobrevivência e/ou multiplicação de agentes biológicos e introdução e permanência de agentes físicos ou químicos no alimento. Atualmente, o termo medida de controle é considerado mais adequado que o termo medida preventiva, segundo o CODEX Alimentarius. Monitor: Indivíduo que conduz a monitorização. Monitorização (monitoração): Seqüência planejada de observações ou mensurações devidamente registradas que permitem avaliar se um perigo está sob controle. Perigo: Contaminante de natureza biológica, química ou física, ou condição do alimento* que pode causar dano à saúde ou à integridade do consumidor. O conceito de perigo poderá ser mais abrangente para aplicação industrial ou governamental, considerando aspectos de qualidade, fraude econômica e deteriorações, dentre outros. * cianeto em mandioca, solanina em batata e outros que, quando crus, são tóxicos, mas quando cozidos, não. Perigo significativo: Perigo de ocorrência possível e/ou com potencial para resultar em risco inaceitável à saúde do consumidor. Plano APPCC: Documento elaborado para um produto / grupo de produtos, de acordo com a seqüência lógica, onde constam todas as etapas e justificativas para a sua estruturação.
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    SEGMENTO MESA 19 O SISTEMA APPCC Ponto de controle (PC): Para efeito deste manual, são considerados como pontos de controle os pontos ou etapas que afetam a segurança, mas que são controlados prioritariamente por procedimentos e programas de pré-requisitos (Boas Práticas, Procedimentos-padrão de Higiene Operacional - PPHO). Ponto crítico de controle (PCC): Qualquer ponto, etapa ou procedimento no qual se aplicam medidas de controle (preventivas) para manter um perigo significativo sob controle, com o objetivo de eliminar, prevenir ou reduzir os riscos à saúde do consumidor. Programa de pré-requisitos: Procedimentos, incluindo as Boas Práticas e Procedimentos-padrão de Higiene Operacional - PPHO, que constituem a base higiênico-sanitária, e que são necessários para a adequada implantação do Sistema APPCC. Registro: Documento específico para dados/ resultados/ leituras específicas. Risco: Estimativa da probabilidade (possibilidade) de ocorrência de um perigo. O risco pode ser classificado em alto, médio e baixo. Severidade: Dimensionamento da gravidade do perigo quanto às conseqüências resultantes de sua ocorrência. Pode ser classificada em alta, média e baixa. Sistema APPCC: Sistema utilizado para garantir a segurança do alimento, composto por um conjunto de 7 princípios – Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas; Identificação dos pontos críticos de controle (PCC); Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC; Estabelecimento dos procedimentos de monitorização; Estabelecimento das ações corretivas; Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação; Estabelecimento dos procedimentos de verificação. Seqüência lógica: Etapas seqüenciais para elaboração do Plano APPCC: formação da equipe; descrição do produto / grupo de produtos específico; intenção de uso do produto; elaboração do fluxograma do processo; confirmação in-loco do fluxograma e os 7 princípios do Sistema. Variável: Característica de natureza física (tempo, temperatura, atividade de água, etc.), química (concentração de sal, de ácido cítrico, etc.), biológica (presença de Salmonella, etc.) ou sensorial (odor, sabor, etc.). Verificação: Uso de métodos, procedimentos ou testes para validar, auditar, inspecionar, calibrar, com a finalidade de assegurar que o Plano APPCC está em concordância com o Sistema APPCC e é cumprido operacionalmente e/ou necessita de modificação e revalidação. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    PARTE GERAL 21 PRÉ-REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC PRÉ-REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 2A s Boas Práticas (BP) são pré-requisitos fundamentais, constituindo-se na base higiênico-sanitária para implantação do Sistema APPCC. Quando o programa de BP não é eficientemente implantado e controlado, Pontos Críticos de Controle adicionais são identificados, monitorizados e mantidos sob a égide do Plano APPCC. Portanto, a implantação das Boas Práticas irá simplificar e viabilizar o Plano APPCC, assegurando sua integridade e eficiência, com o objetivo de garantir a segurança dos alimentos. Os seguintes aspectos devem ser contemplados no Programa de Boas Práticas: • Projetos dos prédios e instalações (instalações hidráulicas, elétricas, pisos e paredes, áreas externas, armazenamento de lixo); • Programa de qualidade da água – potabilidade da água; • Controle integrado de pragas (insetos, roedores, pássaros); • Higiene das instalações; • Equipamentos e utensílios (manutenção preventiva dos equipamentos); • Higiene de equipamentos e utensílios; • Manipuladores (higiene pessoal – higiene corporal, controle de doenças, uso de uniformes, toucas e calçados limpos e adequados, evitar atitudes não-higiênicas, tais como tocar o produto com as mãos, comer, fumar na área de processo);
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    22 PARTE GERAL PRÉ-REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC • Procedimentos operacionais (controlados pelo APPCC): (a) Recebimento de matérias-primas e estocagem – áreas apropriadas para estoque de matérias-primas, descartáveis, produtos químicos e insumos; (b) Armazenamento à temperatura ambiente e à temperatura controlada; (c) Pré-preparo (descongelamento, dessalgue, higiene de alimentos); (d) Preparo (cozimento, resfriamento, reaquecimento, manutenção, distribuição, transporte); (e) Sobras; (f) Amostras. • Registros e controles; • Procedimentos sobre reclamações dos consumidores – deve ser mantido um registro de todas as reclamações e das ações adotadas pelo setor competente; • Garantia e controle de qualidade – atividades que complementam as Boas Práticas; estabelecem especificações de qualidade e inspecionam matérias-primas, produtos auxiliares e material de embalagem e executam avaliações de higiene nas áreas da unidade de produção; • Treinamentos periódicos para os funcionários, iniciando-se com a integração à empresa, tornando-os responsáveis e comprometidos com a qualidade dos serviços. A chefia deverá estar sempre reforçando o treinamento e orientando os funcionários. As BP são necessárias para controlar as possíveis fontes de contaminação cruzada e para garantir que o produto atenda às especificações de identidade e qualidade. Com relação às Boas Práticas foram publicadas as Portarias no 326 de 30/07/97 da Secretaria de Vigilância Sanitária e CVS nº 6 de 10/03/99 da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que regulamentam as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas para estabelecimentos produtores / industrializadores de alimentos. A avaliação dos pré-requisitos para o Sistema APPCC é exigida no Plano APPCC a ser enviado para o MS, sendo da equipe de trabalho a responsabilidade de “realizar estudos visando analisar a situação do estabelecimento e traçar a estratégia para alcançar os objetivos finais”. No “Guia de Verificação do Sistema APPCC”, encontram-se propostas de avaliação destes pré-requisitos. Os Procedimentos-padrão de Higiene Operacional (PPHO) representam um programa escrito a ser desenvolvido, implantado, monitorado e verificado pelos estabelecimentos, para as BP consideradas como pré-APPCC.
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    PARTE GERAL 23 PRÉ-REQUISITOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Os programas de PPHO são: • Qualidade da água; • Higiene das superfícies de contato com o produto; • Prevenção de contaminação cruzada; • Higiene pessoal; • Proteção dos produtos contra contaminação do produto; • Identificação e estocagem adequada dos produtos tóxicos; • Saúde dos manipuladores; • Controle integrado de pragas. Todas as condições de higiene operacional devem ser monitorizadas e registradas, devendo-se adotar ações corretivas sempre que se observarem desvios, sendo que sua ocorrência deverá ser registrada.
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    PARTE GERAL 25 ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 3PROCEDIMENTOS PRELIMINARES Comprometimento da direção A direção e os supervisores devem estar conscientes e comprometidos com o Sistema e, para tanto, devem ser informados e sensibilizados para a importância e benefícios de sua implantação. Definição de um coordenador para o programa Devem ser delegadas responsabilidades para o Responsável Técnico II, que será treinado para liderar o programa. Formação da equipe multidisciplinar Formação da equipe multidisciplinar (Formulário C) com representantes das áreas de aquisição, recebimento, produção, higienização, controle de qualidade, manutenção, transporte e distribuição. A equipe deve incluir pessoas que estejam diretamente envolvidas no processamento do alimento, em função de sua maior familiaridade com a diversidade e as limitações das operações. Deve-se tentar trabalhar com um número mínimo de 3 e máximo de 7 pessoas. No caso de microempresas, este número pode ser menor. A equipe poderá contar com assessores
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    26 PARTE GERAL ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC para fornecer informações específicas, como a identificação de perigos significativos para um determinado produto e processo. Na seleção da equipe, deve-se dar ênfase às pessoas que irão: • identificar os perigos e as respectivas medidas preventivas; • determinar os riscos e a severidade dos perigos; • caracterizar os pontos críticos de controle; • verificar limites críticos e formas de monitorizar os pontos críticos de controle; • estabelecer procedimentos para as situações de desvio dos limites críticos; • estabelecer, revisar e conservar registros dos controles; • determinar procedimentos de verificação. Disponibilidade de recursos e necessidades Devem ser alocados recursos para o programa, envolvendo aquisição de equipamentos apropriados e de boa qualidade para medir temperatura, concentração das soluções cloradas e outros itens, de acordo com as variáveis a serem mensuradas. Deve existir um programa de manutenção preventiva e de calibração de todos os equipamentos utilizados nas atividades de monitorização. Treinamento da equipe O pessoal selecionado deve ter conhecimento e receber treinamento e assessoria para a utilização dos equipamentos envolvidos no preparo de alimentos; fluxograma de processo; microbiologia de alimentos; aspectos epidemiológicos das doenças de origem alimentar, fatores que as propiciam, formas de ocorrência e severidade; assim como princípios e técnicas do Sistema APPCC. O treinamento é essencial para a equipe, proporcionando motivação e estímulo, bem como condições para a aplicação do Sistema APPCC Segmento Mesa. Com relação a este tópico, o MS (Portaria nº 1428/1993) cita que, na implantação do Plano, a empresa deve garantir condições para que todas as pessoas sejam capacitadas, facilitando sua participação em treinamentos necessários para garantir o desempenho adequado em cada função. A empresa deve incluir no Plano APPCC, um “Programa de Capacitação Técnica” que preveja a capacitação contínua, de forma a propiciar a atualização e a reciclagem dos envolvidos.
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    PARTE GERAL 27 ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O PLANO APPCC Trata-se de um documento formal que reúne as informações-chave elaboradas pela equipe do APPCC, contendo todos os detalhes do que é crítico para a produção de alimentos seguros. A seguir, são apresentadas as etapas para a elaboração do Plano, bem como o seu detalhamento: • Definição dos objetivos; • Identificação e organograma da empresa; • Avaliação de pré-requisitos; • Programa de capacitação técnica (Equipe – Etapa 1 da Seqüência Lógica); • Descrição do produto ou grupo de produtos e uso esperado (Etapas 2 e 3); • Elaboração do fluxograma de processo (Etapa 4); • Validação do fluxograma de processo (Etapa 5); • Aplicação dos princípios do Sistema APPCC: Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas (Etapa 6, Princípio 1); Identificação dos pontos críticos de controle (PCC) (Etapa 7, Princípio 2); Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC (Etapa 8, Princípio 3); Estabelecimento dos procedimentos de monitorização (Etapa 9, Princípio 4); Estabelecimento das ações corretivas (Etapa 10, Princípio 5); Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação (Etapa 11, Princípio 6); Estabelecimento dos procedimentos de verificação (Etapa 12, Princípio 7). Definição dos objetivos O Sistema APPCC foi estabelecido como instrumento para gerenciar a segurança (inocuidade) dos alimentos, e este deve ser o enfoque principal na definição dos objetivos de sua implantação. Embora ainda hoje seja esta sua principal utilização, esta concepção pode facilmente aplicar-se ao controle de outros aspectos, tais como deteriorações. Devem-se, também, levar em consideração as exigências do órgão regulador ao qual a empresa deverá apresentar o Plano.
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    28 PARTE GERAL ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Identificação e organograma da empresa Na apresentação do Plano APPCC, deverão constar informações como: razão social da empresa, endereço, localidade, UF, CEP, fone, fax, e-mail,CNPJ, IE ou IM, responsável técnico, categoria do estabelecimento, relação das preparações ou serviços executados, destino da produção – Formulário A). O organograma da empresa deverá ser apresentado em formulário próprio. Deverão também constar os nomes e as funções e atribuições dos responsáveis pela elaboração, implantação, acompanhamento e revisão do programa. O responsável técnico (RT II) pela execução do Programa APPCC deverá ter poder decisório sobre os assuntos pertinentes ao Programa (Formulários A e B). Avaliação de pré-requisitos Como as Boas Práticas são a base higiênico-sanitária para a implantação do Sistema APPCC, é imprescindível que o estabelecimento já tenha aquele programa devidamente implantado e controlado. Em conseqüência, é fundamental avaliar esse pré-requisito e, se necessário, providenciar sua implantação ou adaptação. Programa de capacitação técnica O Responsável Técnico pelo estabelecimento, juntamente com a equipe responsável pela implantação do APPCC, deverá se submeter a um treinamento especializado sobre o Sistema. Caso as BP não estejam funcionando adequadamente, o programa de capacitação sobre este tema deverá anteceder a capacitação sobre o Sistema propriamente dito. Descrição do produto ou grupo de produtos e uso esperado A equipe deverá descrever o produto ou grupo de produtos e como e por quem será consumido. Informações sobre ingredientes, características da preparação final, forma de distribuição da preparação, prazo de validade e instruções de rotulagem (quando aplicável) deverão estar contidas nesta descrição. Os tipos de distribuição e de exposição à venda devem ser levados em consideração (Formulário D). Produtos elaborados devem ser distribuídos em grupos cujos processos de produção possuam similaridade. Por exemplo: pode-se ter uma salada de alface e uma salada de tomates em um mesmo grupo, que será denominado Hortifrutigranjeiros servidos crus, pois sofrem o mesmo processo de preparação. O destino do produto também é de importância, pois o consumidor pode apresentar maior susceptibilidade a determinado grupo (lactentes, imunodeprimidos).
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    PARTE GERAL 29 ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Elaboração do fluxograma de processo O objetivo do fluxograma é proporcionar uma descrição clara, simples e objetiva das etapas envolvidas no preparo do alimento. É uma etapa fundamental do Plano APPCC que permite à equipe APPCC conhecer e descrever o processo de preparo. É a base para a identificação dos PCC e para a aplicação das medidas preventivas relacionadas com os perigos identificados. Determinadas informações devem ser consideradas e descritas separadamente, tais como: ingredientes utilizados, procedimentos em cada etapa de preparo, equipamentos e utensílios usados, origem e procedência da contaminação, condições de tempo e temperatura às quais os alimentos são submetidos em cada etapa de preparo. A escolha do estilo do fluxograma de preparação depende de cada empresa e não existe regra estabelecida para sua apresentação. Os fluxogramas que apresentam palavras e campos são os mais fáceis de serem elaborados e utilizados (Formulário E). Validação do fluxograma de processo A equipe APPCC deve verificar in loco se o fluxograma de preparação elaborado corresponde à realidade do mesmo, já que a definição dos pontos críticos de controle depende de sua exatidão.
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    PARTE GERAL 31 DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 4C omo já explicitamos anteriormente, o Sistema APPCC está fundamentado em sete princípios adotados pelo Codex Alimentarius e pelo NACMCF (National Advisory Committee on Microbiological Criteria for Foods): • Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas; • Identificação dos pontos críticos de controle (PCC); • Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC; • Estabelecimento dos procedimentos de monitorização; • Estabelecimento das ações corretivas; • Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação; • Estabelecimento dos procedimentos de verificação. Segue-se o detalhamento de cada um destes princípios:
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    32 PARTE GERAL DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PRINCÍPIO 1 Análise dos perigos e caracterização das medidas preventivas A análise de perigos e a identificação de medidas preventivas correspondentes são efetuadas contemplando os seguintes objetivos: • Identificar perigos significativos e caracterizar as medidas preventivas correspondentes; • Modificar uma etapa de preparo para garantia da segurança, quando necessário; • Servir de base para a identificação dos pontos críticos de controle (PCC). O enfoque do Sistema APPCC é assegurar a inocuidade dos alimentos, sendo o “perigo” definido como a contaminação inaceitável de natureza biológica, química ou física que possa causar dano à saúde do consumidor. Os perigos microbiológicos são os mais freqüentemente envolvidos em casos ou surtos de doenças transmitidas por alimentos, por isso devem receber prioridade na implantação do Sistema APPCC. Classificação dos Perigos: • Perigos biológicos: Bactérias patogênicas e suas toxinas, vírus e parasitos patogênicos. Informações complementares nos apêndices B, C, D e E. • Perigos químicos: Toxinas de moluscos bivalves (paralisantes, neurotóxicas, amnésicas e diarréicas, entre outras), toxinas fúngicas (micotoxinas), metabólitos tóxicos de origem microbiana (histaminas e tetrodotoxinas), pesticidas, herbicidas, contaminantes inorgânicos tóxicos, antibióticos, aditivos e coadjuvantes alimentares tóxicos, lubrificantes e tintas, desinfetantes, sanitizantes, detergentes, entre outros. Informações complementares nos apêndices D e E. • Perigos Físicos: Fragmentos de vidros, metais, madeira ou objetos que podem causar um dano ao consumidor (ferimento de boca, quebra de dentes e outros que exijam intervenções cirúrgicas para sua retirada do organismo do consumidor). Informações complementares nos apêndices D e E. A equipe deve conduzir a análise de perigos e identificar as etapas do processo onde os perigos potenciais podem ocorrer (Formulários F e G). Os diferentes tipos de perigos podem provocar conseqüências de gravidade variável para os seres humanos, resultando em diferentes graus de severidade das patologias.
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    PARTE GERAL 33 DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Avaliação da severidade Perigos biológicos Alta – são as patologias resultantes de contaminações por microrganismos ou suas toxinas com quadro clínico muito grave. Exemplos: toxinas de Clostridium botulinum, Salmonella Typhi, Shigella dysenteriae, Víbrios cholerae O1, Brucella melitensis, Clostridium perfringens tipo C, Vírus da hepatite, Listeria monocytogenes (em alguns pacientes), Taenia solium (em alguns casos) e outros. Média – são as patologias resultantes da contaminação por microrganismos de patogenicidade moderada, mas com possibilidade de disseminação extensa. Exemplos: Escherichia coli enteropatogênica, Salmonella sp, Shigella sp, Streptococcus ß hemolítico, Víbrios parahaemolyticus. Baixa – são as patologias resultantes da contaminação por microrganismos de patogenicidade moderada, mas com possibilidade de disseminação restrita. Exemplos: Bacillus cereus, Clostridium perfringens tipo A, toxina do Staphylococcus aureus, maioria dos parasitos, histamina e outros. Observação: Dependendo do consumidor, esta classificação pode ser mudada. Para imunodeprimidos, por exemplo, agentes considerados de severidade média ou baixa poderiam representar severidade alta. Perigos químicos Alta – contaminações dos alimentos por substâncias químicas proibidas (certos agrotóxicos e produtos veterinários) ou usadas indevidamente (agrotóxicos e produtos veterinários), certos contaminantes inorgânicos, como o mercúrio, ou aditivos químicos que podem provocar casos de alergias severas ou intoxicações quando em quantidades elevadas, ou que podem causar dano a determinadas classes de consumidores. Toxinas microbianas (micotoxinas) e metabólitos tóxicos de origem microbiana também são exemplos. Baixa – substâncias químicas permitidas no alimento que podem causar reações moderadas, como alergias leves e passageiras. Exemplo: uso inadequado de aditivos, como os sulfitos, resíduo de detergentes e sanificantes. Perigos físicos Alta – representados por materiais como pedras, vidros, agulhas, metais e objetos pontiagudos ou cortantes, que podem causar danos ou causar injúrias, podendo até ser risco de vida para o consumidor. Baixa – representados por materiais estranhos que normalmente não causam injúrias ou danos à integridade física do consumidor, como sujidades leves e pesadas (areia, terra, serragem, insetos inteiros, fragmentos, excrementos de insetos ou roedores, pêlos de roedores e outros), que podem, porém, causar choque emocional ou danos psicológicos, quando presentes no alimento.
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    34 PARTE GERAL DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Avaliação de riscos A avaliação de riscos deve considerar um estudo pormenorizado do fluxograma de produção e de cada etapa de preparo. Esta análise é específica para um determinado produto ou grupo de produtos, devendo ser revista e revalidada quando houver alterações, por exemplo, na matéria-prima utilizada, na técnica de preparo, e no uso previsto no destino ou na preparação. É importante destacar que, para um mesmo grupo de produtos, os perigos e riscos poderão variar em função de fatores como: • Fontes diferentes de ingredientes ou matérias-primas; • Tipos de instalações (área física); • Pequenas variações na receita; • Tipos de equipamentos disponíveis na unidade; • Tempo entre o preparo e a distribuição; • Experiência e conscientização do pessoal envolvido nas etapas de preparo. Resumidamente, a análise de perigos efetuada poderia ser subdividida nas seguintes etapas: • Análise detalhada dos perigos possíveis na matéria-prima a ser processada; • Avaliação das etapas do processo e sua influência na disseminação de perigos e aumento dos riscos; • Observação, no local, das condições de processamento; • Dados de análises microbiológicas para orientação e coleta de dados; • Análise final dos resultados. Estabelecimento de medidas preventivas Uma vez completada a análise de perigos, devem-se caracterizar as medidas preventivas de controle que podem ser adotadas no processo, visando eliminar, prevenir ou reduzir perigos químicos, físicos ou biológicos. A este respeito os Apêndices D e E (perigos biológicos, perigos químicos e perigos físicos) detalham algumas medidas de controle passíveis de adoção.
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    PARTE GERAL 35 DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PRINCÍPIO 2 Identificação dos pontos críticos de controle (PCC) PCC: qualquer ponto, etapa ou procedimento no qual se aplicam medidas de controle (preventivas), para manter um perigo significativo sob controle, com objetivo de eliminar, prevenir ou reduzir os riscos à saúde do consumidor. As Boas Práticas / PPHO, adotadas como pré-requisito do Sistema APPCC, são capazes de controlar muitos dos perigos identificados (Pontos de Controle – PC); porém, aqueles que não são controlados (total ou parcialmente) através dos programas de pré-requisitos devem ser considerados pelo Sistema APPCC. Os PCC são os pontos caracterizados como realmente críticos à segurança. As ações e esforços de controle dos PCC devem ser, portanto, concentrados. Assim, o número de PCC deve ser restrito ao mínimo e indispensável. No sistema adotado no presente manual, nos fluxogramas de processo e nas planilhas, os pontos críticos de controle são representados numa seqüência numérica de acordo com a ordem em que são detectados, com indicação, entre parênteses, se o perigo controlado é de natureza biológica (simbolizado por B ou M), química (Q) ou física (F). Exemplos: PCC1 (B) ou (M), PCC2 (M, F), PCC3 (Q), etc. É interessante assinalar que mais de um perigo pode ser controlado em um mesmo PCC, ou que mais que um PCC pode ser necessário para controlar um único perigo. Exemplos: • Patógenos bacterianos, virais e parasitários podem ser controlados pela etapa de cocção; • Salmonella pode ser controlada por cocção, acidificação e adição de aditivos. O Formulário H apresenta a tabela com identificação e registro dos pontos onde os perigos podem ser controlados com base nos pré-requisitos (PC) e/ou aqueles considerados como Pontos Críticos de Controle (PCC). Diagramas decisórios podem ser utilizados para auxiliar a determinação dos pontos críticos de controle (Anexos 2 , 3 e 4). Quando o conceito de perigo inclui aspectos de deteriorações, qualidade e outros, a distinção entre PC e PCC deve ter por base estrita o que é, justificadamente, considerado como crítico para o controle do perigo.
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    36 PARTE GERAL DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PRINCÍPIO 3 Estabelecimento dos limites críticos para cada PCC Limite crítico é um valor máximo e/ou mínimo de parâmetros biológicos, químicos ou físicos que assegure o controle do perigo. Os limites críticos são estabelecidos para cada medida preventiva monitorada dos PCC. Esses valores podem ser obtidos de fontes diversas, tais como: guias e padrões da legislação, literatura, experiência prática, levantamento prévio de dados, experimentos laboratoriais que verifiquem adequação e outros. Os limites críticos devem estar associados a medidas como: temperatura, tempo, concentração das soluções sanitizantes, pH, e outras. Exemplos: • Temperatura e tempo necessários para a inativação dos microrganismos patogênicos no processo de cocção e reaquecimento; • pH de determinadas matérias-primas para assegurar o não desenvolvimento de patógenos na preparação final; Podem-se, também, estabelecer limites de segurança com valores próximos aos limites críticos e adotados como medida de segurança para minimizar a ocorrência de desvios nos limites críticos. Exemplo: se no processo de cocção da carne assada, o limite crítico for “mínimo de 74 OC”, o limite de segurança adotado poderá ser “mínimo de 80 OC”. O parâmetro usado como limite crítico deve permitir leitura rápida ou imediata (pH, temperatura) de forma a permitir a retomada de controle imediata, ainda durante o processo. Assim, limites relacionados com determinações laboratoriais demoradas, como limite para Salmonellas, não são adequados, pois quando o resultado estiver disponível, o produto pode já ter sido totalmente consumido. PRINCÍPIO 4 Estabelecimento dos procedimentos de monitorização A monitorização é uma seqüência planejada de observações ou mensurações para avaliar se um determinado perigo está sob controle e para produzir um registro fiel para uso futuro na verificação.
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    PARTE GERAL 37 DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC A escolha da pessoa responsável pela monitorização (monitor) de cada PCC é muito importante e dependerá do número de PCC e de medidas preventivas, bem como da complexidade da monitorização. Os indivíduos que são escolhidos para monitorizar os PCC devem: • Ser treinados na técnica utilizada para monitorizar cada variável dos limites críticos; • Estar cientes dos propósitos e importância da monitorização; GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC • Ter acesso rápido e fácil à atividade de monitorização; • Proceder corretamente ao registro da atividade de monitorização, em tempo real. A monitorização contínua é preferível, mas quando não for possível será necessário estabelecer uma freqüência de controle para cada PCC. Para a implantação do Plano APPCC, os limites críticos para cada ponto crítico de controle são estabelecidos. Às vezes estes limites são representados por um valor mínimo, como os requisitos de tempo e temperatura de um tratamento térmico, ou um valor máximo como é o caso de armazenamento a temperaturas de refrigeração. Outros PCC necessitam que o processo se mantenha entre um limite máximo e outro mínimo; por exemplo, a concentração do cloro utilizado na higienização de hortifrutigranjeiros, em que o limite mínimo controla a segurança microbiológica, e o máximo é necessário para garantir a segurança química. Deve ser verificado, para cada PCC, se o processo está se mantendo em condições normais, dentro do limite definido. Os procedimentos de monitorização devem ser efetuados rapidamente porque se relacionam com o alimento durante o preparo e não existe tempo suficiente para a realização de métodos analíticos mais complexos e demorados. Exemplos: • Observações visuais – evisceração completa de pescado, espículas de ossos em carnes, presença de objetos em recipientes, dizeres de rotulagem relacionados com a segurança de uso, verificação de lacres; • Avaliações sensoriais – sentir o cheiro para identificar odores anormais, observar a cor do alimento para identificar coloração estranha e tocar para identificar texturas anormais e viscosidade; • Medições químicas – medição do pH de conservas e carnes in natura, do cloro utilizado na higienização de hortifrutigranjeiros, da concentração de soluções desinfetantes; • Medições físicas – medição de temperatura e tempo; • Testes microbiológicos – por fornecerem resultados demorados, não devem ser utilizados na monitorização dos PCC.
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    38 PARTE GERAL DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Exemplos de equipamentos para monitorização: • mensuração de temperatura – termômetros digitais e manuais; • medição de pH – pHmetro ou fitas de pH; • equipamentos de inspeção – kits para dosagem de cloro, relógio ou cronômetro. PRINCÍPIO 5 Estabelecimento das ações corretivas Ações corretivas devem sempre ser aplicadas quando ocorrerem desvios dos limites críticos estabelecidos. A resposta rápida diante da identificação de um processo fora de controle é uma das principais vantagens do Sistema APPCC. As ações corretivas deverão ser adotadas no momento ou imediatamente após a identificação dos desvios. O Plano APPCC deve especificar o procedimento a ser seguido quando o desvio ocorre e quem é responsável pelas ações corretivas. Indivíduos que têm a responsabilidade de implementar as ações corretivas devem compreender as etapas de preparo, conhecer a preparação e o Plano APPCC. As ações corretivas devem ser registradas e, dependendo da freqüência com que ocorrem os problemas, pode haver necessidade de aumento na freqüência dos controles dos PCC, ou até mesmo de modificações no processo. Este princípio do Sistema APPCC pode ser aplicado nos programas de “pré-requisitos”, como forma de correção de falhas encontradas nos mesmos. Exemplos de ações corretivas aplicáveis no Plano APPCC e nos programas de “pré-requisitos”: • Rejeição da matéria-prima no momento do recebimento; • Compensação de temperatura e tempo dos processos térmicos; • Higienização reiterada; • Aferição de termostato; • Implementação de uma etapa para facilitar o resfriamento; • Alteração de dizeres de rotulagem das embalagens (quando aplicável);
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    PARTE GERAL 39 DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC • Definição do destino do produto ou preparação em desacordo com a especificação; • Recolhimento do produto ou preparação na distribuição ou no mercado; • Destruição do produto ou preparação não-conforme (ação corretiva extrema). Quando da ocorrência de não-conformidade, durante o controle do PCC (Sistema APPCC), deve-se: • Verificar a possibilidade de correção/compensação imediata do processo e, em paralelo, seqüestrar e identificar o produto elaborado durante a não-conformidade; • Na impossibilidade de correção/compensação: parar o processo, seqüestrar e identificar o produto processado durante o desvio, retomar o limite crítico (ajuste do processo) e reiniciar a produção; • Definir ações corretivas necessárias a fim de evitar a incidência da não-conformidade (em que GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC cada etapa pode ser aplicada); • Procurar a causa da não-conformidade e atuar sobre ela (ex.: pode ser uma falta de treinamento, falta de manutenção de equipamento, etc.). PRINCÍPIO 6 Estabelecimento dos procedimentos de registro e documentação Geralmente os registros utilizados no Sistema APPCC devem incluir: • Equipe APPCC e definições de responsabilidades de cada integrante; • Descrição do produto e do uso pretendido e destino; • Diagrama de fluxo de preparo; • Bases para identificação dos PCC; • Perigos associados com cada PCC, em função das medidas preventivas, e as bases científicas respectivas; • Limites críticos e bases científicas respectivas; • Sistema e programa de monitorização; • Ações corretivas em caso de desvios dos limites críticos; • Registros de monitorização de todos os PCC; • Procedimentos para verificação do Sistema APPCC.
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    40 PARTE GERAL DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Exemplos de registros: • Relatórios de auditorias do cliente; • Registros de temperatura de estocagem para ingredientes; • Registros de desvios e ações corretivas; • Registros de treinamentos; • Relatórios de validação e modificação do Plano APPCC; • Registros de tempo/ temperatura de processo térmico. PRINCÍPIO 7 Estabelecimento dos procedimentos de verificação A verificação consiste na utilização de procedimentos em adição àqueles utilizados na monitorização para evidenciar se o Sistema APPCC está funcionando corretamente. Existem três processos adotados na verificação, a saber: a) Processo técnico ou científico: verifica se os limites críticos nos PCC são satisfatórios. Consiste em uma revisão dos limites críticos para verificar se os mesmos são adequados ao controle dos perigos; b) Processo de validação do Plano: assegura que o Sistema APPCC está funcionando efetivamente. Quando um Plano APPCC funciona bem, requer pouquíssima amostragem de produto final, desde que os controles sejam apropriados ao longo das etapas de preparação. Exames laboratoriais podem ser necessários para demonstrar que o nível de qualidade pretendido foi alcançado. Exames de auditorias internas podem ser programados; c) Processo de revalidação: revalidações periódicas documentadas, independentes de auditorias ou outros procedimentos de verificação, devem ser realizadas para assegurar a eficiência e exatidão do Sistema APPCC. Exemplos de atividades de verificação: • Estabelecimento de cronograma apropriado de revisão do Plano APPCC; • Confirmação da exatidão do fluxograma de processo; • Revisão dos registros de PCC; • Inspeções visuais de operações para observar se os PCC estão sob controle; • Coleta aleatória e programa de coleta de amostras e análises para verificar a eficácia do controle dos PCC;
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    PARTE GERAL 41 DETALHAMENTO DOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA APPCC • Revisão de limites críticos para verificar se eles estão adequados ao controle dos perigos; • Validação do Plano APPCC, incluindo revisão no local e verificação dos fluxogramas e PCC; • Revisão das modificações do Plano APPCC; • Calibração de instrumentos de medições de variáveis críticas; • Avaliação de registros. A verificação deve ser conduzida: • Rotineiramente ou aleatoriamente, para assegurar que os PCC estão sob controle e que o GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Plano APPCC é cumprido; • Quando os alimentos estão implicados como veículos de doenças; • Quando há eventuais dúvidas sobre a segurança do alimento; • Para validar as mudanças implementadas no Plano APPCC original; • Para validar a modificação do Plano APPCC devido a mudança no modo de preparo, no equipamento, nas matérias-primas, e outras. Os relatórios de verificação devem incluir informações sobre: • Existência do Plano APPCC e identificação dos responsáveis por sua administração, implantação e implementação; • Registros de monitorização dos PCC; • Não-conformidades e ações corretivas; • Análises laboratoriais microbiológicas, ou sensoriais completas, de amostras coletadas aleatoriamente ou programadas, para verificação de que os PCC estão sob controle; • Modificações do Plano APPCC; • Treinamento dos funcionários responsáveis pela monitorização dos PCC. Consolidação do Plano APPCC (Resumo do Plano) O Formulário J apresenta um modelo de resumo com identificação dos perigos, dos pontos críticos de controle, dos limites críticos e limites de segurança, dos procedimentos de monitorização, das ações corretivas, dos procedimentos de registro e dos sistemas de verificação. Nota: Quando se elabora o plano, primeiro é estabelecido como será a verificação para depois estabelecer suas formas de registro. Neste caso, o princípio de verificação é o 6º e o de registro é o 7º. Quando se estabelece o resumo do plano o registro é citado antes da verificação.
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    SEGMENTO MESA 43 ANEXOS E APÊNDICES ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    44 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 1. SÍMBOLOS UTILIZADOS PARA CONFECÇÃO DE FLUXOGRAMA SÍMBOLOS + X V S INTERPRETAÇÃO F Q ETAPA DO PROCESSO ETAPA DO PROCESSO NEM SEMPRE REALIZADA DIREÇÃO DO FLUXO INGREDIENTE OU MATÉRIA-PRIMA CONTAMINADA CONTAMINAÇÃO DO ALIMENTO POR MANUSEIO CONTAMINAÇÃO DO ALIMENTO ATRAVÉS DE EQUIPAMENTOS/UTENSÍLIOS POSSIBILIDADE DE MULTIPLICAÇÃO DE MICRORGANISMOS DESTRUIÇÃO DE CÉLULAS VEGETATIVAS, MAS NÃO DE ESPOROS POSSIBILIDADE DE SOBREVIVÊNCIA DE MICRORGANISMOS CONTAMINAÇÃO FÍSICA E/OU QUÍMICA CONTAMINAÇÃO POR CÉLULAS VEGETATIVAS CONTAMINAÇÃO POR ESPOROS
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    SEGMENTO MESA 45 ANEXOS E APÊNDICES ANEXO 2 - DIAGRAMA DECISÓRIO PARA MATÉRIA-PRIMA E INGREDIENTES Q1. O perigo ocorre acima de GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC níveis aceitáveis? Não é crítica Sim Q2. O processo ou o usuário eliminará o perigo ou o reduzirá a um nível aceitável? Não Sim Não Não é crítica Repetir Q1 para outras matérias-primas ou ingredientes. É crítica Avaliar introdução de medida preventiva (de controle) no processo ou mudança de ingrediente
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    46 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 3: DIAGRAMA DECISÓRIO PARA IDENTIFICAÇÃO DE PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE - PROCESSO Não Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Sim O controle é efetivo? Não Existem medidas preventivas para o perigo? Modificar etapa, processo ou produto Esta etapa previne a ocorrência do perigo? Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? O controle desta etapa é necessário para a segurança? Não é PCC PCC Sim Sim Não Não *Sim Sim Não Sim Não Sim Não * Avaliar e considerar se vale a pena incluir seu controle no re-sumo do plano, como um PC.
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    SEGMENTO MESA 47 ANEXOS E APÊNDICES FORMULÁRIO A - IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Razão Social: Endereço: CEP: Localidade: UF: Telefone: Fax: e-mail: CNPJ: Inscrição Estadual ou Inscrição Municipal: Responsável Técnico: Categoria do estabelecimento: Relação das preparações ou serviços executados: Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
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    48 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO B - ORGANOGRAMA DA EMPRESA* DIREÇÃO GERAL Coordenador do Pro-grama/ Equi-pe APPCC Responsável pela empresa que deve estar comprometido com a implantação do Plano APPCC, analisando-o e revisando-o sistematicamente, em conjunto com o pessoal de nível gerencial. Responsável pelo gerenciamento dos processos, participando da revisão periódica do Plano junto à Direção Geral. Responsável pela elaboração, implantação, acompanhamento, verificação e melhoria contínua do processo; deve estar diretamente ligado à Direção Geral. * No organograma da empresa destacar (como acima) os setores que participam do desenvolvimento, implantação e manutenção do Plano APPCC. Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
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    SEGMENTO MESA 49 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO C - EQUIPE APPCC Nome Função Cargo Data: Aprovado por: Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
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    50 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO D - NOME DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Preparações: Característica do produto final: Formas de distribuição da preparação: Prazo de validade: Instruções contidas no rótulo: Controles especiais durante distribuição e comercialização: Data: APROVADO POR: Fonte: Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
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    SEGMENTO MESA 51 ANEXOS E APÊNDICES FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA PCC1 (B) ou (M) PCC2 (M, Q) GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    52 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO F - ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS-PRIMAS E INGREDIENTES (PERIGOS BIOLÓGICOS, QUÍMICOS E FÍSICOS) Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias-primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos. Matéria-prima Perigo Biológico Perigo Físico Perigo Químico Justificativa Medidas ou Ingrediente Preventivas
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    SEGMENTO MESA 53 ANEXOS E APÊNDICES FORMULÁRIO G - ANÁLISE DE PERIGOS – PROCESSO (PERIGOS BIOLÓGICOS, QUÍMICOS E FÍSICOS) Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas do processo, com aplicação do diagrama decisório para perigos. Etapas do Perigos Justificativa Medidas Preventivas Processo GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    54 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO H - DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA E INGREDIENTE CRÍTICO GRUPO DE PRODUTO: Matéria prima e Ingrediente Perigos Identificados B: Q: F: Questão 1 O perigo ocorre acima de níveis aceitáveis? Não. A matéria-prima não é crítica. Sim. Responder à questão 2. Questão 2 O processo ou o usuário eliminará ou reduzirá o perigo a um nível aceitável? Não. A matéria-prima deve ser considerada crítica. Modificar produto ou processo. Sim. Não é crítica. Repetir a questão 1 para as outras matérias-primas. Crítica / Não Crítica Data: Aprovado por: Fonte: extraído e adaptado de Mortimore & Wallace, 1996. Nota: ‘As matérias-primas/ingredientes devem estar livres de perigos ou os mesmos devem ser controlados pelo processo”.
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    SEGMENTO MESA 55 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Processo Perigos O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? Questão 4 Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? PC / PCC Não. Responder à questão 1. Sim. Descrever e avaliar se é efetivo. Se não for efetivo, responder à questão 1. Não, e o controle nesta etapa não é necessário para a segurança. Não PCC. Parar. Não, porém o controle nesta etapa é necessário para a segurança. Mudar etapa/ produto ou processo. Retornar à questão 1. Sim. Descrever e responder à questão 2. Não. Responder à questão 3. Sim. É PCC. Não. Não PCC. Parar. Sim. Responder à questão 4. Não. É PCC. Sim. Não é PCC. Prosseguir com a etapa seguinte. FORMULÁRIO I - DETERMINAÇÃO DO PCC (PROCESSO) GRUPO DE PRODUTO: B: F: Q: Data: Aprovado por: Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
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    56 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA FORMULÁRIO J - RESUMO DO PLANO APPCC DE GRUPO DE PRODUTO: ELABORAÇÃO Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas DO O que? Como? PLANO Quando? Quem? APPCC Data: Aprovado por: Fonte: extraído e adaptado da Portaria 46 de 10/02/1998 do MAA (modificado).
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    SEGMENTO MESA 57 ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE A – TABELA DE VALORES DE PH E DE ATIVIDADE DE ÁGUA DE DIVERSOS ALIMENTOS. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PRODUTO Carnes e aves Frango Presunto cozido Corned beef Salsichas Frankfurt Charque Salsicha (cozida e resfriada) Bacon Bovina (moída) Carnes e sopas enlatadas Pescado Atum Pescado salgado Camarão Peixe fresco (maioria) Salmão Moluscos Crustáceos Produtos lácteos Leite Manteiga Creme de leite Queijo prato Queijo tipo cottage Queijo Minas frescal (fermento) Queijo tipo mussarela Leite em pó Leite condensado açucarado Leite UHT Leite fluido pasteurizado Iogurtes Frutas Maçã Banana Laranja Morango Ameixa Frutas secas Fruta enlatada em calda Figo Geléia de frutas Sucos cítricos Vegetais (diversos) Palmito em conserva Milho verde em conserva Feijão Brócolis Aspargos Couve-bruxelas Batata Cenoura Milho Azeitona ATIVIDADE DE ÁGUA 0,98 0,96 – 0,98 0,98 0,97 < 0,92 0,96 – 0,98 0,90 – 0,97 0,98 0,93 - 0,97 0,98 0,60 – 0,84 0,98 0,98 0,98 0,98 0,98 0,85 - 0,99 0,93 - 0,98 0,98 0,94 – 0,96 0,93 - 0,97 0,98 0,93 – 0,96 0,60 0,80 - 0,87 0,98 0,98 0,93 - 0,97 0,98 0,98 0,98 0,98 0,98 0,60 - 0,84 0,93 – 0,97 0,98 0,60 – 0,84 0,98 0,98 – 0,99 0,98 – 0,99 0,80 - 0,87 0,98 0,98 0,98 0,98 0,98 0,98 0,98 0,98 NÍVEIS DE pH 6,3 – 6,4 5,9 - 6,1 5,5, - 6,0 5,7 – 6,2 5,5 – 5,7 5,6 – 6,0 5,5 – 6,2 5,1 – 6,2 4,5 - 5,2 5,2 – 6,1 - 6,8 – 7,0 6,6 – 6,8 6,1 – 6,3 4,8 - 6,3 6,8 – 7,0 6,3 - 6,5 6,1 - 6,4 6,5 5,2 - 5,4 4,5 - 5,2 5,0 – 5,3 5,1 – 5,3 -- 6,2 – 6,5 6,5 – 6,8 3,7 - 4,4 2,9 - 3,3 4,5 - 4,7 3,6 - 4,3 3,0 – 3,9 2,8 - 4,6 3,7 - 4,4 3,7 – 4,4 4,6 3,5 < 3,7 4,0 – 4,3 5,5 – 6,2 4,6 - 5,5 6,5 5,7 – 6,1 6,3 5,3 – 5,6 4,9 – 6,0 7,3 3,6 – 3,8 4,2 – 4,3 Fontes: BRIAN, F.L. (1997); LEWIS, M.J. (1993); SILVA JR, E.A. (1995).
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    58 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE B - PERIGOS BIOLÓGICOS: FONTES, IMPORTÂNCIA E CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS ALIMENTARES GUIA DE Habitat ELABORAÇÃO Trato intestinal de mamíferos, pássaros, DO anfíbios e répteis, homens e insetos. PLANO Trato intestinal de APPCC humanos. Estuários, baías e água salgada. Trato intestinal de bovinos. Solo, vegetação, água, sedimentos marinhos. Água, pequenos roedores, animais de estimação e suínos. Trato intestinal de homens e animais. Dose infectiva/ Período de incubação Baixa ou alta concentração, dependendo do sorotipo. Horas a 3 dias. 101 a 102 células – 4 a 7 dias. > 105 células 6 h a 5 dias. Desconhecida 3 a 9 dias Desconhecida. 8 dias-3 meses. Desconhecida, provavelmente alta (>106/g) 1-10 dias. Alta (>105-108/g) para algumas cepas. Baixa para as cepas enterohemorrágicas. 8h - 24h e 3 a 9 dias para as cepas enterohemorrágicas. Sintomas Náuseas, vômitos, dores abdominal e de cabeça, calafrios, diarréia, febre. Duração de 2-3 dias (ou mais). Diarréia disenteriforme (tenesmo, febre, fezes). Diarréia aquosa, desidratação, hipertensão e desequilíbrio salino. Diarréia sanguinolenta. Desde enfermidade similar à gripe até meningite. Pode provocar aborto. Diarréia, febre, vômitos, dor aguda na parte inferior direita do abdômen, simulando apendicite em crianças em idade escolar. Diarréia abundante (às vezes sanguinolenta, cãibras abdominais, náuseas). Para as cepas enterohemorrágicas, sindrome urêmica hemolítica e trombocitopenia grave. Microrganismo Salmonella sp. Shigella sp. Vibrio cholerae Escherichia coli 0157: H7 Listeria monocytogenes Yersinia enterocolitica Escherichia coli patogênica Importância Causa infecções devido à falta de higiene ou elaboração incorreta de alimentos, permitindo a multiplicação desta bactéria. Causam diarréia disenteriforme. Diarréia aquosa e desidratação. Pode ser fatal. Provoca colite hemorrágica, síndrome urémica hemolítica. Pode multiplicar lentamente sob refrigeração. Taxa de mortalidade de 30% nos infectados. Aumento do número de casos declarados. Pode multiplicar sob refrigeração. Indicador de uma higiene deficiente, ou de uma deficiência no processo. Várias cepas são toxigênicas. Alimentos envolvidos Leite cru, produtos de laticínios, carne de aves, suínos e bovinos, vegetais e pescado, ovos, água, moluscos. Hortaliças, frutas, saladas e leite. Pescados, frutos do mar, hortaliças. Hamburguer, leite cru, cidra de maçã. Queijos, produtos cárneos, pescado e vegetais. Leite cru, leite achocolatado, sorvetes, vegetais, carne de suínos e seus derivados, pescado. Leite cru, produtos lácteos contaminados ou elaborados incorretamente, carne crua, vegetais.
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    Microrganismo Alimentos envolvidosImportância Sintomas Habitat Dose infectiva/ Período de incubação SEGMENTO MESA 59 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Diarréia, dor abdominal, vômitos, febre. Pode provocar meningite, septicemia. Diarréia, dor abdominal, vômitos, febre. Pode provocar meningite, septicemia. Diarréia abundante (às vezes, sanguinolenta), dores abdominais, enxaqueca, fraqueza e febre. Gastroenterite aguda, náuseas, vômitos, cãibras abdominais, febre, calafrios, diarréias. Febre, calafrios, hipotensão, náuseas. Menos freqüentemente, diarréias, vômitos, dor abdominal. Pode ser fatal. Náusea, vômitos, distúrbios neurológicos, visão dupla, falência respiratória e obstrução à entrada de ar, podendo resultar em morte. Intensas dores abdominais, diarréia e flatulência. Desconhecida Desconhecido. Desconhecida Desconhecido. Baixa (5 x 102/g). 48 h – 120h. Provavelmente alta (>106/g) mas pode ser a partir de 104/g. 4h - 96h. Desconhecida. 4h a vários dias (média 16h - 38h). Muito pequena (0,1mcg de toxina/kg de peso). 12h – 36h até 14 dias. Alta >106/g (células vegetativas). 8h – 15h. Grande incidência no meio ambiente. Produz toxinas. Perigoso para imunocomprometidos. Cresce sob refrigeração. Produz dois tipos de toxinas. Uma das causas de diarréia mais importante no mundo. Não se multiplica bem nos alimentos. Responsável por 50-70% das gastroenterites no Japão. É inativada sob refrigeração/ congelamento. Patógeno invasivo e letal (56% dos casos). Os esporos podem sobreviver ao tratamento térmico, químico e secagem. Toxina termolábil, veneno biológico potente. Esporos termorresistentes. Produz enterotoxina durante a esporulação no intestino. Ostras e outros alimentos de origem marinha, verduras irrigadas com água contaminada. Mariscos, carnes vermelhas, carne de ave, leite cru, verduras, água. Carne de aves, ovos, carne bovina, bolo gelado, moluscos crus, mexilhões e ostras, leite cru. Mariscos, ostras, camarões, peixes marinhos. Ostras, moluscos e caranguejos. Conservas industriais e, principalmente, conservas caseiras. Carnes, frangos, sopas desidratadas e molhos à base de carnes. Água, animais aquáticos, porco, gato, ovelha, macaco. Água doce, águas residuais, ambiente marinho. Trato intestinal de animais domésticos de sangue quente. Água de estuários e ao longo de outras áreas litorâneas. Necessita de NaCl (mínimo 1% e máximo 10%). Ambiente marinho. Necessita NaCl para a sua sobrevivência. Solo, sedimentos de água doce e salgada, vegetação. Solo, poeira e trato intestinal de animais. Plesiomonas shigelloides Aeromonas hydrophila Campylobacter jejuni Vibrio parahaemolyticus Vibrio vulnificus Clostridium botulinum (toxina botulínica) Clostridium perfringens tipo A
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    60 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES Microrganismo Habitat Alimentos envolvidos Importância Dose infectiva/ Sintomas GUIA Período de incubação DE Toxina diarreica: dor abdominal e diarréia. Toxina emética: ataque ELABORAÇÃO agudo de náusea e vômito. Cãibras, vômitos, náuseas, DO ocasionalmente diarréia, dor de cabeça, PLANO vermelhidão. APPCC Diarréia, cãibras, vômitos. Náuseas, vômitos e diarréia aquosa, dor de cabeça, dor muscular e prostração. Cefaléia, diarréia, palpitações, hipotensão, rubor e outros. Nefropatias, problemas de fígado e a longo prazo, câncer. Outras , em função da micotoxina em questão. Bacillus cereus Bacillus subtilis Bacillus licheniformis Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica) Bactérias produtoras de histidina descarboxilase – Morganella morganii e outras (histamina*) Bolores micotoxigênicos (micotoxinas*) Solo (reservatório natural). Solo (reservatório natural). Solo (reservatório natural). Mucosas nasais e oral, pele e cabelo. Ambiente aquático (marinho e fluvial), laticinios. Solo, poeira, esterco, vegetais. Arroz, leite, produtos amiláceos, vegetais cozidos, cereais, condimentos, carnes, pescado. Normalmente carnes, pratos com arroz e produtos de confeitaria. Pó para doces, pão, maionese, cebolas em vinagre. Carne cozida, pratos com vegetais, salsichas cozidas, doces à base de ovos e leite, pão. Pescado, leite cru, produtos de laticínios, principalmente queijos, produtos cárneos, massas, produtos de confeitaria, preparações à base de frango, ovos e outros, especialmente muito manipulados. Peixes, principalmente tunídeos (atum, bonito, cavala, cavalinha), queijos curados Cereais e oleaginosas, suco de maçã, leite Esporos termorresistentes. Pode produzir dois tipos de toxinas (diarréica e emética). Esporos termorresistentes. Contaminante importante de produtos de panificação. Esporos termorresistentes. Contaminante importante de tortas, produtos de confeitaria, produtos de panificação. Contamina os alimentos por manipulações incorretas. Produz toxina termorresistente. Contaminante natural dos alimentos, com multiplicação intensa em temperaturas ambientais. Não crescem sob refrigeração. Cresce em alimentos muito ácidos e com baixa Aw. Em meio ácido, a produção de toxina é baixa ou nula. Produção de micotoxinas, por exemplo aflatoxinas. Alta (>106/g). Toxina diarreica: 4h – 16h. Toxina emética: 30min-6h. Alta (105-109/g). 10min-14h (média 2,5h). Desconhecida. Provavelmente alta (108/g). 2h -14h (média 8h). Células:105-108/g são necessárias para produzir toxina suficiente para curar doença. Toxina: 1mg de toxina/g de alimento. 2h - 6h. Variável (máximo permitido varia de 50 a 100 ppm). 3-10h. Desconhecida (experimentos em animais). * Considerados como perigos químicos
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    SEGMENTO MESA 61 Microrganismo Alimentos envolvidos Importância Sintomas ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Habitat Dose infectiva/ Período de incubação Vírus (enterovírus) Vírus da hepatite Cryptosporidium parvum Giardia intestinalis (lamblia) Entamoeba histolytica Taenia solium Taenia saginata Paragonimus sp Intestino do homem, água, moluscos, verduras. Intestino do homem, água, moluscos, verduras, alimentos contaminados. Águas, águas residuais. Água, águas residuais, intestino delgado do homem, porco. Água, intestino do homem e animais. Água, trato intestinal do homem e porco. Trato intestinal de homens e bovinos. Intestino do homem. Água e pescado da costa marítima. Moluscos, leite, creme, sucos de frutas, carnes frias, água, verduras. Moluscos, água, verduras. Água, leite cru, vegetais crus. Água, e vegetais crus. Água, vegetais crus. Larvas em carne de porcos, ovos em alimentos, água contaminada com fezes humanas. Larvas em carne. Peixes, moluscos e crustáceos da costa marítima. Baixa (possivelmente 100 partículas). Variável (possivelmente, 100 partículas). Baixa, < 10 cistos. 2h -14 dias Baixa < 10 cistos. 1-3 semanas – – – Desconhecida. Gastroenterite, febre, diarréia, vômitos (Norwalk, Rotavírus) Icterícia, febre, vômitos. Diarréia, dor abdominal, vômitos, pode provocar sintomas similares ao da gripe. Diarréia crônica. Desinteria amebiana, amebiase (fezes mucóides e sanguinolentas inicialmente e após algumas semanas diarréia intensa, dores abdominais, febre e vômito). Perda de peso, anemia, náuseas, dores abdominais. Caso as larvas se desenvolvam no coração ou sistema nervoso central, a infestação pode ser fatal. Perda de peso, anemia, náuseas, dores abdominais. Diarréia, dor abdominal, distúrbios de respiração. Gastroenterite viral. Não se multiplicam nos alimentos. Hepatite infecciosa. Transmissão pessoa-a-pessoa é possível. Não se multiplicam nos alimentos. Cistos resistentes à desinfeção química. Sobrevivem até um ano em solução aquosa. Forma cistos resistentes. Os protozoários não são eliminados pelos métodos de cloração adotados pelo sistema de abastecimento da rede pública. Não sobrevivem ao congelamento (-20°C/7 dias ou -35°C/ 2 dias) e a temperaturas altas. Não sobrevivem ao congelamento (-20°C/7 dias ou -35°C/ 2 dias) e a temperaturas altas. Não sobrevivem ao congelamento (-20°C/7 dias ou -35°C/ 2 dias) e a temperaturas altas. Fonte: Doyle (1989 e 1997); Jay (1992); Leitão(1987); Nortimore & Wallace (1994); Price (1997); Ryan (1994).
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    62 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA APÊNDICE C – PATÓGENOS: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS DE ELABORAÇÃO Microrganismo DO Salmonella sp. PLANO Shigella sp. APPCC Vibrio cholerae Listeria monocytogenes Yersinia enterocolitica Vibrio parahaemolyticus Clostridium botulinum Clostridium perfringens aw mínima para mul-tiplicação 0,94 desconhecida. 0,97 0,83 0,95 0,94 0,94 (proteolítica) 0,97 (não proteolítica). 0,93 mínima 5,2 6,1 Desco-nhecida. -0,4 -1,3 5,0 10 (proteolítica) 3,3 (não proteolítica). 10 ótima 37 35 35 25-30 32-34 37 35-40 43-45 máxima 46,2 47,1 45 45 44 44 50 52 mínimo 3,7 4,8 5,0 4,3 3,0 4,5 4,6 5,0 ótimo 6,5-7,5 7,0 7,6 7,0-7,5 7,0-8,0 7,5-8,5 6,5-7,0 6,0-7,5 máximo 9,5 9,34 9,6 9,4 9,6 11,0 9,0 9,0 Temperatura de multiplicação (ºC). pH para multiplicação Reação de Gram/ Morfologia Gram-negativo, bacilo curto. Bastonete, Gram-negativo. Bastonete encurvado (vibrião), Gram-negativo. Gram-positivo, bacilo curto. Gram-negativo, bacilo curto (formas pleo-mórficas também aparecem). Gram-negativo, bacilos retos ou curvos. Gram-positivo, bacilo formador de esporos. Gram-positivo, bacilo formador de esporos. Necessidade de oxigênio Facultativo Anaeróbio facultativo. Anaeróbio facultativo. Aeróbio ou microaerófilo. Facultativo. Facultativo. Anaeróbio. Anaeróbio (pode crescer na presença de oxigênio na fase logarítmica). % NaCl máximo para multiplicação 8 6 6 20 5-6 10 Halófila (mínimo 0,5% de sal). 10 (proteolítico) 5 (não proteolítico). 7
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    SEGMENTO MESA 63 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC % NaCl máximo para multiplicação 18 20 (12*) 6-8 2,0 Variável Variável Tolera 4. Não se multiplica com 7,5 Multiplicação limi-tada com 4, mas depende do meio Não se multiplica com >15 7 0,5-5,0 Microrganismo Bacillus cereus Staphylococcus aureus Escherichia coli patogênica Campylobacter jejuni Fungos toxigênicos Vírus Aeromonas hydrophila Plesiomonas shigelloides Bacillus subtilis Bacillus licheniformis Vibrio vulnificus Temperatura de multiplicação (ºC). pH para multiplicação Reação de Gram/ Morfologia Gram-positivo, bacilo formador de esporos. Gram-positivo, coco. Gram-negativo. Bacilos curtos. Gram-negativo. Bacilos curvos em espiral (gaivota). Características de cada bolor. Formas diferentes, dependendo do vírus. Gram-negativo. Bacilos retos com extremidades curvas. Gram-negativo. Bacilos retos com extremos curvos. Gram-positivos. Bacilos formadores de esporos. Gram-positivos. Bacilos formadores de esporos. Gram-negativo. Bacilos curvos ou retos. aw mínima para mul-tiplicação 0,91 0,83 (0,87*) 0,95 >0,97 0,70 Não se multiplicam no alimento Desconhecida Desconhecida 0,90-0,93 Desconhecida, provavelmente 0,95 0,98 mínima 4 5,6 (10*) 2,5 30 Não se multiplicam nos alimentos Sobrevivem entre pH 3-10 1-4 8 12 8 ótima 30 37 (37*) 30-37 42 Varia 28 30 43-46 Multiplicação entre 30-60 Multiplicação entre 5,7 e 6,5 37 máxima 50 50 (48*) 45,5 45 42 45 55 43 mínimo 4,3 4,3 (4,76*) 4,0 4,9 1,6 < 4,5 4,0 4,6 5,0 ótimo 6,0-7,5 6,0-7,0 (6,0-7,0*) 7,0 6,5-7,5 variável 7,2 7,0 7,8 máximo 9,3 10,0 (9,02*) 9,0 9,5 11,1 Desconhe-cido 9,0 9,2 10,0 Necessidade de oxigênio Facultativo. Facultativo. Facultativo. Microaerófilo obrigatório. Aeróbios. Não se multiplicam no alimento. Facultativo. Facultativo. Facultativo. Facultativo. Facultativo. * Produção de toxina
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    64 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES Temperatura de multiplicação pH para multiplicação GUIA (ºC). Reação de Gram/ DE Morfologia Gram-negativo. Bacilos retos. ELABORAÇÃO Oocistos. DO PLANO Cistos. APPCC Cistos e larvas. Cistos e larvas. Cistos e larvas. Cistos e larvas. aw mínima para mul-tiplicação Provavelmente 0,95 (geral para E. coli). Os oocistos não se multiplicam nos alimentos. Os cistos não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. % NaCl máximo para multiplicação 6,5 Os oocistos não se multiplicam nos alimentos Os cistos não se multiplicam nos alimentos Não se multiplicam nos alimentos Não se multiplicam nos alimentos Não se multiplicam nos alimentos Não se multiplicam nos alimentos Microrganismo Escherichia coli 0157: H7 Cryptosporidium parvum Giardia intestinalis (lamblia) Entamoeba histolytica Taenia solium Taenia saginata Paragonimus sp. Necessidade de oxigênio Facultativo. Os oocistos não se multiplicam nos alimentos. Os cistos não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. mínima 8-10 ótima 37 máxima 45,5 mínimo ótimo máximo 4,0-8,5 Os oocistos não se multiplicam nos alimentos. Os cistos não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Os oocistos não se multiplicam nos alimentos. Os cistos não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Não se multiplicam nos alimentos. Fonte: Doyle (1989 e 1997); ICMSF (1996); Jay (1992); Leitão(1987); Levine (1987); Nortimore & Wallace (1994); Price (1997); Ryan (1994).
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    SEGMENTO MESA 65 ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE D - IMPORTÂNCIA RELATIVA DE CONTROLE DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS, QUANTO À ORIGEM E O FORNECEDOR – EXEMPLOS Observação: Esta tabela se aplica para avaliações de perigos que são considerados significativos nos diferentes grupos de alimentos. Está complementada com relação à origem (que é produção primária no campo para frutas e verduras cruas, por exemplo, ou fabricante para produtos processados e embalados) e ao fornecedor (que é em geral distribuidor e comerciante) e respectivas importâncias na ocorrência e controle de perigos. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PRODUTO Verduras a serem consumidas cruas, morangos e outras frutas rasteiras consumidas sem descasque. Frutas consumidas após descascar (maçã, pêra, pêssego, manga, etc.) e uva. Grãos (arroz, feijão, milho, amendoim, etc). Sucos e polpas de frutas (congelados ou não). Verduras, frutas e legumes minimamente processados e os pré-cozidos, embalados (congelados ou não). Batata crua e minimamente processada (congelada). PERIGO Enterobactérias patogênicas; Bactérias esporuladas patogênicas (B. cereus); Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Pesticidas (vários). Micotoxinas; Pesticidas; Bactérias e vírus patogênicos; Resíduo de antibióticos (Exemplo: uva). Enterobactérias patogênicas; Bactérias esporuladas patogênicas (B. cereus); Micotoxinas; Resíduo de pesticidas. Micotoxinas; Aditivos (sulfitos, para os não congelados); Resíduo de pesticidas; Enterobactérias patogênicas. Enterobactérias patogênicas; Bactérias esporuladas patogênicas (B. cereus); Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Pesticidas. Solanina Enterobactérias patogênicas; Bactérias esporuladas patogênicas (B. cereus); Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Pesticidas. ORIGEM (Produtor / Fabricante) Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Pouco importante Muito importante Pouco importante Muito importante Pouco importante Importante Muito importante (nível de indústria) Muito importante Muito importante Muito importante (nível de indústria) Muito importante Importante (nível de indústria) Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Desprezível (nível de indústria) Desprezível Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Desprezível (nível de indústria) FORNECEDOR Muito importante Não importante Pouco importante Importante Desprezível Muito importante Não importante Importante Desprezível Pouco importante Não importante Importante Desprezível Não importante Não importante Não importante Não importante Importante Não importante Não importante Não importante Desprezível Muito importante Importante Não importante Não importante Não importante Desprezível
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    66 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PRODUTO PERIGO ORIGEM (Produtor / Fabricante) FORNECEDOR Mandioca crua e minimamente processada Conservas vegetais em vidros ou enlatados. Especiarias Misturas para temperar (alho e sal, cebola com alho, sal, pimenta e salsa, e similares). Carnes cruas. Produtos cárnicos e embutidos frescais. Frios cárnicos prontos para o consumo. Leite fluido Leite em pó Cianeto Enterobactérias patogênicas; Bactérias esporuladas patogênicas (B. cereus); Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Pesticidas. Toxina botulínica Enterobactérias patogênicas; Esporos de patogênicos (B. cereus, C. perfringens); Pesticidas; Micotoxinas. Pesticidas; Micotoxinas. Enterobactérias patogênicas; Campylobacter (aves); C. perfringens; Drogas veterinárias; Pesticidas. Enterobactérias patogênicas; Toxina estafilocócica; Drogas veterinárias; Pesticidas. Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica; Drogas veterinárias; Pesticidas. Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica; Drogas veterinárias; Micotoxinas. Toxina estafilocócica; B. cereus; Drogas veterinárias; Micotoxinas. Desprezível Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Desprezível (nível de indústria) Muito importante Importante Muito importante Muito importante Desprezível Muito importante Muito importante Muito importante Importante Pouco importante Muito importante Muito importante Importante Importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Desprezível Importante Não importante Não importante Não importante Desprezível Muito importante Importante Importante (no caso de produtos à granel) Desprezível Muito importante Desprezível Muito importante Muito importante Importante Desprezível Desprezível Desprezível Importante Muito importante Desprezível Desprezível Importante Importante Muito importante Desprezível Desprezível Importante Importante Importante Desprezível Muito importante Desprezível Desprezível Desprezível Pouco importante
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    SEGMENTO MESA 67 ANEXOS E APÊNDICES PRODUTO PERIGO ORIGEM (Produtor / Fabricante) FORNECEDOR GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Toxina estafilocócica; Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; B.cereus; Drogas veterinárias; Pesticidas; Aminas tóxicas. Enterobactérias e Víbrionáceas patogênicas (costa marítima); Parasitos marinhos e humanos (costa marinha); Metais pesados; Toxinas marinhas(moluscos); Histamina. Enterobactérias e V.cholerae; Parasitos humanos; Metais pesados. Enterobactérias patogênicas; B. cereus, C. Perfringens; Toxina estafilocócica. Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos: V. cholerae (em verduras e pescados em geral); (Todos em pescados marinhos). Muito importante Muito importante Muito importante Importante Muito importante Muito importante Importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Desprezível Muito importante Muito importante Muito importante Muito importante Desprezível Desprezível Muito importante Muito importante Pouco significativo Desprezível Desprezível Muito importante Muito importante Pouco importante Desprezível Importante Não importante Importante Importante Importante Importante Queijos frescais Pescados de origem marinha. Pescados de água doce por pesca e por criação (rã incluída). Produtos congelados Produtos refrigerados
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    68 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE E - RELEVÂNCIA RELATIVA DAS AÇÕES DE CONTROLE – EXEMPLOS GUIA DE ELABORAÇÃO Perigo DO PLANO C. botulinum/toxina APPCC L. monocytogenes Salmonella spp Shigella spp Staphylococcus aureus Víbrios cholerae (epidemia / endemia) V. parahaemolyticus V. vulnificus Aeromonas hydrophila Importância por grupo de alimentos/ habitat Pescados marinhos e conservas vegetais artesanais e caseiras (solo, sedimentos). Lácteos, cárnicos embutidos fatiados (todo o meio ambiente). Aves, ovos, carnes, verduras, etc. (todo o meio ambiente, animais, homem). Água não potável, verduras irrigadas/ refrescadas com água não potável (homem, esgotos). Bolos, tortas (doces e salgadas), purês, polenta e salgadinhos, (cárnicos, homem). Pescados, verduras (água contaminada). Moluscos bivalves, crustáceos, pescados marinhos (ambiente marinho). Moluscos bivalves, crustáceos, pescados marinhos (ambiente marinho). Água não potável, pescados da orla, verduras cruas (ambiental). Evitar contaminação de origem - - - + - ++++ - - - Inibição (Fornecedor) +++ (Aw, pH, frio, conservante) ++++ (Aw, conservante) ++ (Aw, frio, pH) +++ (Aw, frio, pH) +++ (frio, pH) +++ (frio, pH, Aw) ++++ (frio, pH, Aw) ++ (frio, pH, Aw) ++ Aw, pH, frio Inativação pelo calor (> 600C) Célula vegetativa ++++ Forma esporulada + Toxina ++++ ++++ ++++ ++++ Célula ++++ Toxina - ++++ ++++ ++++ ++++ Contaminação humana direta - ++ ++(+) +++ ++++ ++ - - - Contaminação cruzada (+) ++ ++++ +++ ++ + + + +
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    SEGMENTO MESA 69 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Perigo Importância por grupo de alimentos/ habitat Evitar contaminação de origem Inibição (Fornecedor) Inativação pelo calor (> 600C) Contaminação humana direta Contaminação cruzada Plesiomonas shigelloides Yersinia enterocolitica Bacillus cereus Campylobacter spp C. perfringens Toxinas de cianobactérias Coxiella burnetti Vírus da hepatite Rotavírus Vírus da poliomielite Taenia spp e Cisticerco Pescados da costa, água não potável, verduras (ambiental). Verduras cruas, raramente pescados, água não potável. Cereais, cárnicos (todo o meio ambiente). Carne de aves (animais domésticos). Carnes cozidas (meio ambiente, material fecal). Água obtida de fontes superficiais com floração de cianobactérias tóxicas. Leite não pasteurizado (gado bovino). Água não potável, verduras irrigadas com água contaminada (fezes humanas). Água não potável, verduras irrigadas com água contaminada (fezes humanas). Água não potável, verduras irrigadas com água contaminada (fezes humanas), controle por vacinação. Verduras adubadas com fezes frescas de animais Carne bovina e suína de animais doentes. ++ Aw, pH ++ (frio, pH, Aw) ++ (frio, Aw, pH) ++ (frio, congelamento) ++ (frio) - (+) - - - ++++ (congelamento) - - - - - ++++ ++++ ++ ++ +++ ++++ ++++ ++++ Célula vegetativa ++++ Forma esporulada ++ ++++ Célula vegetativa ++++ Forma esporulada + (+) - ++++ ++++ ++++ ++++ ++++ - - + + - - ++ ++ ++ (+) + + + ++ + - - + + + (+) (+)
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    70 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES Perigo Evitar Inibição Inativação pelo Contaminação Contaminação Importância por grupo de alimentos/ GUIA contaminação de (Fornecedor ) calor (> 600C) humana direta cruzada habitat origem DE Toxoplasma gondii ELABORAÇÃO Cyclospora DO cayetanensis Cryptosporidium PLANO parvum APPCC Entamoeba histolitica, Balantidium coli, Giardia lamblia e outros Anysakis sp e outros parasitos de pescados marinhos Toxinas marinhas Histamina e outras aminas tóxicas Pesticidas Solanina Micotoxinas ++ ++++ ++++ ++++ +++ ++++ ++++ ++++ - ++++ (associado às condições de ensilagem de grãos e à qualidade das rações animais) ++++ (congelamento) + + + ++++ (congelamento) - ++++ - - - ++++ ++++ ++++ ++++ ++++ - - - ++++ - + - - +(+) - - - - - - - - - + - - - + - - Carne bovina crua e mal cozida (animais domésticos infectados). Água não potável, verduras e morango (fecal). Água não potável, verduras e morango (fecal). Água não potável, verduras e morango (fecal). Pescados marinhos (costa). Espécie de peixe tóxico (baiacu), moluscos (ostras, mexilhão, vôngoli), por floração de algas tóxicas na costa marítima. Pescados com teores altos de histidina e queijos frescos (abuso de temperatura). Frutas, legumes e vegetais e seus derivados, carnes e seus derivados (aplicação na lavoura e nos animais - carrapaticidas). Batata crua, com brotos, pontos verdes. Grãos (amendoim, milho, etc); Frutas (várias, fungadas), alho, cebola; Sucos (maçã); Leite e derivados fabricados com leite contaminado; café (ração contaminada, ensilagem inadequada).
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    SEGMENTO MESA 71 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Perigo Importância por grupo de alimentos/ habitat Evitar contaminação de origem Inibição (Fornecedor) Inativação pelo calor (> 600C) Contaminação humana direta Contaminação cruzada Resíduo de antibióticos Outros medicamentos veterinários (hormônios, tratamentos anti-parasitários) Resíduo de detergentes Metais pesados Aditivos tóxicos Partículas sólidas Leite e derivados, carnes e derivados, peixes de criação, determinadas frutas (uva) (aplicação na produção primária). Leite e derivados, carnes e derivados (aplicação inadequada de hormônios, tratamento de doenças animais). Todos os alimentos (programa de limpeza inadequados). Vegetais, animais, pescados (solo, água contaminados com metais pesados). Todos os alimentos aditivados com substâncias tóxicas (uso inadequado pela indústria produtora). Todos os alimentos (equipamentos mal conservados, manipulação/controle inadequados). ++++ ++++ + ++++ ++++ (nível de produção) +++ (nível de produção) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - + (+) - + Legenda: ++++ = muito importante; +++ = importante; ++ = moderadamente importante; + = pouco importante; (+) = pouco significativo; - = insignificante
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    72 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE F – CONTROLE DE PERIGOS BIOLÓGICOS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Parasitos Perigo Medidas preventivas mais usadas Patógenos formadores de esporos: Clostridium botulinum, Clostridium perfringens, Bacillus cereus e outros. 1. Na aquisição de matérias-primas (crítico se não houver tratamento térmico no processo): • Fornecedor credenciado, com Sistema APPCC implementado. • Ter especificações para o patógeno. • Exigir certificado de análise, quando aplicável. • Ter controle de fornecedores através de análises. • Controle da água de lavagem de vegetais, utilizada por fornecedores. 2. No processamento: • Tratamento térmico adequado para eliminação do patógeno. • Controle de tempo/temperatura para evitar proliferação que aumente o risco. • Controle de fatores que afetam a multiplicação, tais como: pH, acidez, AW, conservantes, °Brix, concentrações de NaCl. 3. Nos manipuladores: • Controle de portadores (Salmonella sp). • Higiene pessoal. 4. No ambiente: • Limpeza e sanificação dos equipamentos e ambiente (evitar recontaminação pós-processo térmico). • Evitar goteiras no teto e aerossóis na limpeza de pisos e canaletas (Listeria monocytogenes). 1. Na aquisição de matérias-primas: • Inspeção veterinária para controle de parasitas, como Taenia em carnes de bovina e suína. 2. No processamento: • Utilização de congelamento, aquecimento, dessecação e salga para inativação do parasito. 1. Na aquisição de matérias-primas: • Evidências de controle durante a produção (especialmente dos aspectos higiênico-sanitários), exceto C. botulinum. • Exigir certificado de análise, quando aplicável, exceto C. botulinum. • Especificações microbiológicas (controle de esporos de patógenos específicos ou de grupos), exceto C. botulinum. • Controle dos fornecedores através de análises, exceto C. botulinum. 2. No processamento: • Tratamento térmico adequado para eliminação do patógeno. • Nos apertizados de baixa acidez, dar tratamento correspondente a Fo. • Controle da recravação e da água de resfriamento (concentraçãop de cloro) nos apertizados. • Produtos com alta concentração de açúcar ou de ácido, que serão armazenados à temperatura ambiente, devem ser processados por combinação de tratamento térmico com a acidez ou com a concentração de açúcar. • Produtos para serem armazenados a temperaturas baixas, processados com tratamento térmico subletal, devem ter outros fatores (pH, acidez, AW, conservantes) que evitem o crescimento de Clostridium botulinum. • Controle dos fatores intrínsecos de produtos (pH, acidez, AW, concentração de sal, açúcar, conservantes). • Controle do tempo e temperatura durante transporte e armazenamento para evitar multiplicação. Células vegetativas de patógenos: Salmonella sp, Shigela sp, Escherichia coli, Yersinia enterocolitica e outras.
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    SEGMENTO MESA 73 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Vírus presente em alimentos: Hepatite A, SRSV, Rotavírus, vírus Norwalk. Protozoários, Cryptosporidium parvum, Giardia intestinalis (lamblia). 1. Na aquisição de matérias-primas: • Controle da água de lavagem de verduras utilizada pelos fornecedores. • Moluscos extraídos de áreas livres de contaminação. Moluscos depurados. 2. No processamento: • Tratamento térmico ou irradiação para eliminação do microrganismo. 3. Nos manipuladores: • Higiene pessoal. 1. Na aquisição de matérias-primas: • Ter especificações para o patógeno e/ou toxina. • Exigir certificado de análise, quando aplicável. • Evidências de controle durante a produção (no fornecedor). • Controle do tempo em que a matéria-prima permanece na temperatura que permite a multiplicação dos microrganismos anterior-mente ao processamento. 2. No processamento: • Controle adequado dos parâmetros que afetam a multiplicação (temperatura, tempo, pH, acidez, Aw). • Desenho dos equipamentos que minimizem os pontos mortos. 3. Nos manipuladores: • Controle de portadores. • Higiene pessoal. 4. No ambiente: • Sistemas adequados de limpeza e sanificação após processamento. 1. Na aquisição de matérias-primas: • Tratamento térmico da água utilizada como ingrediente. • Utilização de água filtrada. • Verduras irrigadas com água de fontes não contaminadas. 2. No processamento: • Pasteurização de leite cru. • Tratamento térmico com temperatura alta. Toxinas pré-formadas termorresistentes: Staphylococcus aureus, toxina emética de Bacillus cereus. Fonte: Doyle (1989 e 1997); Jay (1992); Leitão(1987); Levine (1987); Nortimore & Wallace (1994); Price (1997); Ryan (1994).
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    74 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE G – CONTROLE DE PERIGOS QUÍMICOS GUIA DE ELABORAÇÃO Bolores (Micotoxinas): patulina, aflatoxina, tricotecenos e outras. DO PLANO APPCC Histamina Produtos de limpeza Perigo Medidas preventivas mais usuais Pesticidas, resíduos veterinários (hormônios, promotores de crescimento, antibióticos), plastificantes nos envases, metais tóxicos, PCBs (Bifenílicos Policlorados). 1. Na aquisição da matéria-prima: • Análise dos lotes adquiridos. • Exigir certificado de análise, quando aplicável. • Evidências de controle durante a produção (no fornecedor). 2. No processamento: • Controle da produção e armazenamento para impedir o desenvolvimento de bolor e formação de micotoxinas em grãos de cereais e frutas dessecadas. • Tratamento térmico para destruir bolores e/ou controlar sua multiplicação. • Armazenamento em ambiente com umidade controlada. • Controle de fatores intrínsecos (concentração de sal, de açúcar) para reduzir a Aw a níveis < 0,7. 1. Na aquisição da matéria-prima (pescado) • Controle da temperatura. • Análise dos lotes adquiridos. • Exigir certificado de análise, quando aplicável. 2. No processamento • Armazenamento sob refrigeração. • Evitar manutenção prolongada em temperaturas acima de 10°C. • Utilização de compostos atóxicos e compatíveis com os alimentos. • Armazenamento dos produtos de limpeza em locais separados e controlados. • Etiquetas especificando os produtos químicos e acondicionamento em embalagens apropriadas. • Procedimentos de limpeza e práticas de manipulação seguras. • Especificações que incluam o cumprimento dos níveis máximos de utilização. • Controle do preparo e da aplicação de pesticidas e produtos veterinários (produção primária). • Observação do período de carência de pesticidas e produtos veterinários (produção primária). • Seleção de embalagem que evite a migração de seus compostos para o produto. • Programa de controle de matéria-prima. • Verificação dos registros dos fornecedores para saber do risco de contaminação das matérias-primas devido ao uso de hormônio e antibióticos no tratamento dos animais. • Testes rápidos para verificar a presença de antibióticos em leite. • Uso controlado de inseticida, raticida, fungicida, no tratamento de ambientes da unidade e em materiais de transporte.
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    SEGMENTO MESA 75 ANEXOS E APÊNDICES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Perigo Medidas preventivas mais usuais Nitratos, nitritos e nitrosaminas e outros aditivos químicos. • Especificações e vigilância no caso de contaminação por estes compostos. • Como aditivos, deve ser feita a verificação do cumprimento dos níveis permitidos por meio de coleta de amostras e análises. • Práticas de manipulação segura, instruções de uso escrita, armazenamento em embalagens apropriadas, etiquetadas e devida-mente fechadas. • Conscientização sobre o potencial alergênico de certos ingredientes, ressaltando, através de etiquetas com a composição do produto, qualquer componente potencialmente alergênico. Evitar o uso de categoria genérica nas etiquetas, como “pescado” ou “frutas secas”, pois determinadas pessoas podem ser alérgicas a certos tipos de pescado ou frutas secas. • Limpeza eficaz do equipamento. • Controle de produtos reciclados. Alérgenos/intolerância alimentar.
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    76 SEGMENTO MESA ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE H – CONTROLE DE PERIGOS FÍSICOS GUIA DE Perigo Medidas preventivas mais usuais ELABORAÇÃO Contaminação física intrínseca das matérias-primas: • Utilização de filtração, centrifugação, detecção de metais, separação por ar, ímãs, peneiras, para retirada dos contaminantes ossos (carne/pescado), vidro, madeira, metal, plástico. físicos das matérias-primas líquidas. • Separação através de inspeção, lavagem, peneiras, ímãs, flotação, classificação eletrônica por cor, no caso de produtos como nozes, frutas dessecadas, frutas e vegetais. DO • Detecção por raio X, detetor de metais, desossadoras, inspeção visual e exame eletrônico para separação desses materiais em produtos grandes e sólidos (pescado, couve-flor, doces e outros). PLANO Contaminantes físicos provenientes de contaminações • Os vidros de envase devem ser mantidos, sempre que possível, fora da área de produção. cruzadas: vidro, madeira, metal, plástico. • APPCC Eliminação de todo vidro, exceto da iluminação que deverá estar protegido com coberturas plásticas ou ser à prova de explosão. • Supervisão de quebras no envasamento: imersão/lavagem/sopragem dos produtos envasados em vidro ou plástico duro e quebrável, antes do seu uso. • Eliminação de elementos de madeira (plataforma, escovas, pincéis, ferramentas, pallets) da área de produção e envase. • Separação de todos os materiais de embalagem. • Evitar objetos de plástico e metálicos, como jóias, porcas, parafusos, ferramentas pequenas. • Todos os produtos devem passar pelo detetor de metais ou detetor de partículas sólidas pelo menos uma vez e, se possível, pró-ximo da etapa final, após embalagem. O detetor deve ter sensibilidade apropriada para o produto, capacidade para detectar peças pequenas, ser calibrado e ter a função comprovada periodicamente.
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    PARTE ESPECÍFICA 79 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL RESTAURANTES E OUTROS ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Esta classe é dividida nas seguintes subclasses: - Restaurante Comercial Esta subclasse compreende: 1. Atividades de vender e servir comida preparada, com ou sem bebidas alcoólicas, com ou sem entretenimento ao público em geral, com serviço completo em locais estabelecidos; 2. A exploração de vagões-restaurante. - Restaurante Industrial Esta subclasse compreende: 1. Atividades de vender e servir comida preparada, sem bebidas alcoólicas, com ou sem entretenimento ao público em geral, com serviço completo, de caráter privativo para grupos de pessoas em fábricas, universidades, colégios, caserna, órgãos públicos, etc. Esta atividade requer o uso de equipamentos sofisticados e de grande capacidade produtiva; 2. Cozinhas escolares, creches, asilos e orfanatos; 3. Cozinhas hospitalares sem área específica para elaboração de dietas enterais e lactários. - Cozinha Hospitalar Esta subclasse compreende: 1. Atividades de fornecer e servir dietas especiais realizadas para clientela com necessidades específicas em ambiente determinado; 2. Lactários, bancos de leite; 3. Cozinha para formulação de dietas enterais.
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    80 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC - Fornecimento de Refeições Transportadas Esta subclasse compreende: 1. A preparação de refeições em cozinha central por conta de terceiros para fornecimento a: Empresas de linhas aéreas e outras empresas de transporte; Cantinas, restaurantes de empresas e outros serviços de alimentação privativos; 2. Preparação de refeições ou pratos cozidos, inclusive congelados, entregues ou servidos em domicílio; 3. Os serviços de buffet e organização de banquetes, cocktails, recepções, etc. CHOPERIAS, WHISKERIA E OUTROS ESTABELECIMENTOS ESPECIALIZADOS EM SERVIR BEBIDAS Esta classe é dividida nas seguintes subclasses: - Lanchonetes, Casas de chá, de sucos e similares Esta subclasse compreende: 1. O serviço de alimentação para consumo no local, com venda ou não de bebidas, em estabelecimentos que não oferecem serviço completo; 2. Lanchonetes self service, pastelarias, casas de suco, sorveterias, botequins, etc. Esta subclasse não compreende a venda de bebidas através de máquinas automáticas. - Cantinas (Serviços de alimentação privativos) Esta subclasse compreende os serviços de exploração própria e de exploração por terceiros e engloba: - O serviço de alimentação e a venda de bebidas, em caráter privativo para grupos de pessoas em fábricas, universidades, colégios, associações, casernas, órgãos públicos, etc.
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    PARTE ESPECÍFICA 81 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC OUTROS SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO Esta classe compreende: - O serviço de alimentação de comida preparada, para o público em geral, em locais abertos, permanentemente ou não, tipo trailer, quiosques, carrocinhas e outros tipos de ambulantes de alimentação. FABRICAÇÃO DE OUTROS PRODUTOS ALIMENTÍCIOS Fabricação de produtos de padaria, confeitaria e pastelaria Esta classe compreende: 1. A fabricação de produtos de padaria e confeitaria (pães, roscas, bolos, tortas e doces, etc.). 2. A fabricação de produtos de pastelaria (pastéis, empadas, pizzas e outros salgados). 3. A produção de farinha de rosca. Esta classe não compreende: 1. A produção de massas mescladas e preparadas para pães. 2. A produção de massas alimentícias, tipo macarrão. 3. A fabricação de bisnagas e bolachas. PLANOS APPCC - SEGMENTO MESA Os exemplos a seguir têm a finalidade de: Caracterizar fluxogramas (organogramas de fluxo) de preparações, considerando as possíveis etapas de preparo; Analisar cada etapa, com base em possíveis perigos; Avaliar, com base no fluxograma, quais etapas são Pontos de Controle (PC) e quais são Pontos Críticos de Controle (PCC).
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    82 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Observações importantes: 1. É importante ressaltar que estes fluxos e planos são exemplos teóricos, criados a partir de experiências pessoais e de literatura. O Plano APPCC deve ser elaborado após criterioso levantamento do fluxo de processo e observação de todas as etapas de preparo in-loco e obedecendo-se a uma metodologia como a que está proposta no presente guia, para determinar os PCC. 2. Os exemplos devem ser considerados como fluxogramas e planilhas de registro, com referência exclusiva a controle de perigos ligados à saúde pública. Não estão contemplados perigos à qualidade e à fraude econômica. 3. Os PC, para efeito deste manual, foram considerados como etapas, cujos perigos são controlados prioritariamente pelos pré-requisitos (procedimentos de BP e PPHO). Nos exemplos a seguir, estão assinalados os possíveis PC de cada preparação. Em alguns PC, são aplicados os 7 Princípios, utilizados no controle de pré-requisitos e que devem ser monitorizados (especialmente os PPHO). Não significa, com isto, que um PC é mais importante que o outro. É importante que, nos PC, o procedimento implementado resulte em controle efetivo do perigo. Caso não seja garantida a efetividade do controle, é necessária uma análise para ver se deve ser considerado como PCC. 4. Caso não tenha sido caracterizado um perigo à saúde para uma etapa em questão, no formulário deverá constar “NENHUM”. Esta etapa, porém, poderá ser objeto de controle para outros tipos de perigos (relacionados à qualidade ou fraude econômica). 5. A descrição do preparo, nos exemplos em questão, tem por objetivo fornecer subsídios para melhorar o entendimento das etapas do fluxograma. Na elaboração do Plano APPCC, a unidade de produção deverá considerar os aspectos normativos para a redação dos procedimentos operacionais. É importante ressaltar que os fluxos e planos apresentados a seguir foram divididos de acordo com as subclasses das Unidades de Serviço já descritas e de grupo de produtos. Vale observar que são exemplos de natureza teórica. Todos os anexos citados no formulário J - Resumo do Plano APPCC - encontram-se no final deste Guia, como exemplos a serem seguidos. Esses anexos devem ser montados de acordo com as particularidades de cada Unidade de Produção.
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    PARTE ESPECÍFICA 83 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 1E INDUSTRIAL COZINHA COMERCIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Grupo de produtos: • Hortifrutigranjeiros servidos crus; • Hortifrutigranjeiros que recebem tratamento térmico brando; • Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, adicionados de hortifrutigranjeiros crus, ou produtos industrializados, ou cárneos cozidos ou não; • Grãos, cereais, farináceos e massas secas ou pré-cozidas servidos quentes ou frios, exceto farofa e similares; • Alimentos de origem animal tratados termicamente (carnes bovinas, suínas, aves e ovos, pescados e seus produtos); • Carnes e pescados salgados tratados termicamente; • Farofa.
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    84 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FLUXOGRAMAS - RESTAURANTE COMERCIAL E INDUSTRIAL GRUPO A: Hortifrutigranjeiros (hortaliças, legumes e frutas) servidos crus FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Saladas de alface, agrião, acelga, chicória, rúcula, cenoura ralada, beterraba ralada, tomate, cebola, salada de frutas e frutas manipuladas (descascadas e cortadas ou picadas). Característica do produto final: O produto deverá ser servido frio em temperatura inferior a 10OC. Formas de distribuição da preparação: a) Centralizada: em balcão refrigerado. b) Descentralizada: - Transporte: em recipientes isotérmicos; - Distribuição: em balcão refrigerado. Prazo de validade: Em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas e em temperaturas entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. Instruções contidas no rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e exposição para comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
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    PARTE ESPECÍFICA 85 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO DE PRODUTOS: Hortifrutigranjeiros servidos crus RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B,Q,F) (CORTE, DESCASQUE, ETC.) CATERER MONTAGEM TRANSPORTE MANUTENÇÃO PCC2 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC3 (B) Descrição das etapas do fluxograma: 1 – Recebimento São adquiridos hortifrutigranjeiros de fornecedores cadastrados (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no check list de Visita Técnica a Fornecedores (Anexo 01). São recebidos hortifrutigranjeiros que apresentam aparência sem defeitos físicos ou mecânicos; ausência de manchas, sujidades, corpos estranhos, insetos e larvas; e, grau de maturação de acordo com a finalidade do produto. Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes incolores, em caixas plásticas ou em caixas de madeira.
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    86 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 2 – Armazenamento Nas unidades que possuem área para pré-lavagem: os hortifrutigranjeiros são transferidos para caixas plásticas fenestradas e jateadas com água potável, sob pressão. Nas unidades que não possuem área de pré-lavagem: após terem sido retiradas as unidades ou folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros são transferidos para sacos plásticos transparentes e incolores ou caixas plásticas. Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8OC e 10OC (quando a unidade tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente. Neste caso, são utilizadas somente caixas plásticas, que permitem a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades. 3 – Higienização Os hortifrutigranjeiros são selecionados, onde são retiradas as unidades ou folhas danificadas. Depois são lavados um a um ou folha a folha, em água corrente e acondicionados em utensílio tipo escorredor. Os hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, no mínimo com 100 ppm e no máximo com 250 ppm de cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante do sanitizante que está sendo utilizado). Manter imerso por, no mínimo, 15 minutos. Após esta etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados em água corrente potável, utilizando-se um recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizado. 4 - Corte, descasque, etc Os hortifrutigranjeiros são manipulados (cortados e/ou descascados), com auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente higienizadas. Alguns hortifrutigranjeiros, tipo cenoura e beterraba, podem ser ralados, com auxílio de ralador manual ou industrial, devidamente higienizado. 5 – Montagem Os hortifrutigranjeiros inteiros, cortados ou ralados são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa inox, cumbuca plástica individual ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria ou com filme plástico (PVC atóxico).
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    PARTE ESPECÍFICA 87 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL No caso de serviço centralizado: 6 – Manutenção Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a frio (temperatura máxima de 10OC), onde o produto pronto permanece em temperatura de até 10OC no máximo por 4 horas ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. 7 – Distribuição A distribuição é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura de até 10OC, no máximo por 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC, no máximo por 2 horas. O tempo e a temperatura que o produto pronto ficou na manutenção são considerados nesta etapa. Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. Obs: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de montagem, seguir o Fluxograma de Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer.
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    88 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS-PRIMAS E INGREDIENTES GUIA DE PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias-primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar Apêndices B, C, D, E e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) DO PLANO Matéria-prima / Ingrediente Perigo Biológico Perigo Físico Perigo Químico Justificativa Medidas Preventivas APPCC Verduras, Frutas e Legumes Enterobactérias patogênicas (ex: Salmonella sp, Shigella sp); V. cholerae; Vírus entéricos patogênicos (ex: Vírus da hepatite); Parasitos humanos (ex: Cyclospora Cayetanensis, Entoameba hystolitica; e Giardia intestinalis). Arame, prego, madeira. Pesticidas (vários); Micotoxinas; Resíduo de antibióticos (exemplo: uva). B,Q,F: Contaminação de origem, transporte, distribuição e armazenamento. B,Q,F: Qualificação de fornecedores através de Visita Técnica (devem ter pelo menos BPA - Boas Práticas Agropecuárias) e obedecer aos intervalos de segurança estabelecidos na aplicação de pesticidas). B,F: Seleção e lavagem. B: Desinfecção, conservação sob refrigeração.
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    PARTE ESPECÍFICA 89 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS (Q) / FÍSICOS (F) Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos (Consultar Apêndices B, C, D e E e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral). Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas Recebimento Armazenamento Higienização Corte, descasque, etc. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; Resíduos de antibióticos. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Q: Nenhum. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. F: Arame, pregos,madeiras. Q: Níveis elevados de cloro residual. B: Staphylococcus aureus, Enterobactérias patogênicas. Q, F: Nenhum. B, Q, F: Contaminação de origem, do transporte ou do armazenamento. B: Multiplicação microbiana devido à temperatura de armazenamento inadequada. B: Sobrevivência de microrganismos devido ao uso de solução clorada em concentração inadequada e/ou tempo de contato insuficiente. Recontaminação devido à utilização de água contaminada para o enxágüe. Q: Falhas na dosagem de cloro ou enxágüe insuficiente B: Recontaminação e contaminação cruzada devido à higiene inadequada de mãos e utensílios/equipamentos. B, Q, F: Fornecedor cadastrado e conforme. BP de transporte a acondicionamento, critérios de recepção. B: Ambiente refrigerado. BP: Instalações, Equipamentos e Utensílios B: Utilização de água potável. Controlar qualidade da água. Reduzir contaminantes patogênicos à níveis aceitáveis (Uso de solução clorada entre 100 ppm e 250 ppm por no mínimo 15 minutos). Q: Dosagem de cloro correta e enxágüe. F: Retirada seletiva e por arraste. B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios/equipamentos e mãos de manipuladores.
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    90 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas GUIA DE Montagem B: Enterobactérias patogênicas; B: Recontaminação e contaminação B: Treinamento em BP: Higiene de Staphylococcus aureus. cruzada devido à higiene inadequada de utensílios e mãos de manipuladores. Q, F: Nenhum. mãos e utensílios. ELABORAÇÃO Manutenção B: Enterobactérias patogênicas. B: Multiplicação de microrganismos devido B: Controlar a temperatura do Q, F: Nenhum. à manutenção em temperatura inadequada equipamento de manutenção, do alimento por tempo prolongado. e o tempo entre preparo e exposição ao DO consumo. PLANO Distribuição B: Enterobactérias patogênicas. B: Multiplicação de microrganismos devido B: Controlar tempo e temperatura do Q, F: Nenhum. à manutenção em temperatura inadequada alimento entre preparo e consumo. por tempo prolongado. APPCC
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    PARTE ESPECÍFICA 91 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA E INGREDIENTE CRÍTICO Produtos Perigos Identificados Questão 1 O perigo ocorre acima de níveis aceitáveis? Questão 2 O processo ou o usuário eliminará ou reduzirá o perigo a um nível aceitável? Crítica / Não Crítica (C ou NC) Verduras, Frutas e Legumes B: Enterobactérias patogênicas (ex: Salmonella sp, Shigella sp); V. cholerae; Vírus entéricos patogênicos (ex: Vírus da hepatite); Parasitos humanos (ex: Cryptosporidium parvum, Entoameba hystolitica; e Giardia intestinalis). Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; Resíduo de Antibióticos (ex: uva). F: Arame, pregos, madeiras. SIM NÃO SIM SIM —— SIM NÃO CRÍTICA NÃO CRÍTICA NÃO CRÍTICA
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    92 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO GUIA DE Etapa do Processo Perigos O perigo é Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4 PC/PCC (B,Q e F) controlado pelo Existem medidas Esta etapa elimina Esta etapa previne Uma etapa programa de pré-requisitos? preventivas para o ou reduz o perigo a ocorrência do subseqüente ELABORAÇÃO perigo? a níveis perigo? eliminará ou Se sim, é efetivo? aceitáveis? reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? DO Recebimento PLANO APPCC Armazenamento B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; Resíduos de antibióticos. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Q: Nenhum. F: Arame, pregos, madeiras. NÃO SIM/SIM NÃO NÃO -- NÃO NÃO NÃO NÃO -- NÃO SIM SIM SIM -- SIM NÃO NÃO SIM -- NÃO SIM -- -- PC -- PC -- --
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    PARTE ESPECÍFICA 93 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Processo Perigos significativos (B,Q e F) B: Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Q: Níveis elevados de cloro residual. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Q, F: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus Q, F: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas; Q, F: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas; Q, F: Nenhum. O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? Questão 4 Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? PC/PCC Higienização Corte, descasque, etc. Montagem Manutenção Distribuição NÃO -- -- SIM / SIM -- SIM / SIM -- NÃO -- NÃO -- SIM SIM SIM -- -- SIM -- SIM -- SIM -- -- SIM -- SIM -- SIM SIM SIM -- -- NÃO -- NÃO -- NÃO -- -- NÃO -- NÃO -- PCC 1 (B) PCC 1 (Q) PCC 1 (F) PC -- PC -- PCC 2 (B) -- PCC 3 (B) --
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    94 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO GUIA DE Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PCC Preventivas ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Acondicionamento, transporte e cadastro de fornecedor. Como? Observação visual. Inspeção da unidade de transporte. Quando? Em cada ato de recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Recebimento Armazenamento PC PC Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; Resíduos de antibióticos. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Fornecedor cadastrado e conforme. BP de transporte e acondicionamento e critérios de recepção. BP: Instalações, Equipamentos e Utensílios. Controle de temperatura. Conformidade com as especificações para recebimento. Temperatura do equipamento < 10OC. Devolver o produto. Treinamento do estoquista. Manutenção do equipamento e transferência dos produtos para equipamentos conformes. Planilha de Controle de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). Planilha de Não Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Acompanhamento do processo. Visita Técnica a Fornecedores. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros e relógios.
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    PARTE ESPECÍFICA 95 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Higienização Corte descasque e etc. Montagem PCC1 (B, Q, F) PC PC B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Q,: Níveis elevados de cloro residual. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B: Reduzir contaminantes patogênicos à níveis aceitáveis (uso de solução clorada entre 100 e 200 ppm por, no mínimo, 15 minutos). Q: Enxágüe em água potável. F: Retirada manual e jateamento de água potável. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Retirar o produto aos poucos para manipulação, por, no máximo, 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. O quê? Concentração da solução clorada, tempo de contato, enxágüe e jateamento. Como? Kit de cloro test, relógio e observação visual. Quando? Uma vez a cada turno. Quem? Copeira. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios / equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de montagem. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Gerente / Manipulador. Concentração da solução clorada entre 100 e 200 ppm e tempo de contato < 15 minutos. Q: Cloro residual dentro do limite. F: Ausência de fragmentos sólidos. Utensílios / Equipamentos e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo 2 horas à temperatura climatizada. Solicitar a limpeza do reservatório e usar água mineral ou água potável transportada até a realização da limpeza. Não servir hortifrutigranjeiros crus até a limpeza. Compensar o cloro na água. Repetir o processo de cloração, enxágüe e retirada de fragmentos sólidos. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Planilha de Controle de Cloro. Planilha de desinfecção de hortifrutigran-jeiros (Anexo 07). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão da etapa. Programa de coleta e análise de água e de produto. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador, etc. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador, etc.
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    GUIA DE ELABORAÇÃODO PLANO APPCC 96 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação O quê? Temperatura do produto x tempo de exposição e temperatura do equipamento. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: uma vez a cada turno; alimento: de 2 em 2 horas. Quem? Copeira. O quê? Temperatura do alimento e tempo entre manutenção e distribuição. Como? Termômetro e relógio. Quando? Uma hora após o início e uma hora antes do término do horário da distribuição. Quem? Copeira. Manutenção Distribuição PCC2 (B) PCC3 (B) B: Enterobactérias patogênicas. B: Enterobactérias patogênicas. Controle da temperatura do equipamento de manutenção e do alimento e o tempo entre preparo e manutenção. Controle da temperatura do equipamento de manutenção e do alimento. Tempo entre manutenção e distribuição. Temperatura do equipamento < 10OC. Temperatura do alimento: até 10OC por, no máximo, 4 horas ou entre 10OC e 21 OC por, no máximo, 2 horas. Temperatura do alimento: até 10OC por no máximo, 4 horas ou entre 10OC e 21 OC por, no máximo, 2 horas. O tempo e a temperatura que o produto pronto ficou na manutenção são considerados nesta etapa. Trocar o alimento de equipamento quando a temperatura do mesmo estiver >10OC. Desprezar alimentos que permanecerem até 10OC por mais de 4 horas ou entre 10ºC e 21OC por mais de 2 horas. Desprezar alimentos que permanecerem até 10OC por mais de 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por mais de 2 horas. Diminuir quantidade de alimento no recipiente de distribuição, para diminuir período de distribuição, de cada recipiente. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo 10). Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de coleta e análise de amostras de alimentos. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros e relógios de termômetros e relógios. Supervisão da etapa.
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    PARTE ESPECÍFICA 97 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GRUPO B: Hortifrutigranjeiros (hortaliças e legumes) que recebem tratamento térmico brando FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Agrião da rabada; repolho refogado; acelga refogada; couve refogada. Característica do produto final: O produto deverá ser servido quente à temperatura superior a 65OC. Formas de distribuição da preparação: a) Centralizada: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90º. b) Descentralizada: - Transporte: em recipientes isotérmicos; - Distribuição: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90OC. Prazo de validade: Em temperatura superior a 65OC, no máximo 12 horas; em temperatura entre 60OC e 65OC, no máximo 6 horas, e em temperatura inferior a 60OC, no máximo 3 horas. Instruções do rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    98 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO B: Hortifrutigranjeiros (hortaliças e legumes) que recebem tratamento térmico brando RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B, Q, F) MANIPULAÇÃO TRATAMENTO TÉRMICO CATERER MONTAGEM TRANSPORTE RESFRIAMENTO MANUTENÇÃO PCC2 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC 3 (B) Descrição das etapas do fluxograma: 1 – Recebimento São recebidos hortifrutigranjeiros que apresentem aparência sem defeitos físicos ou mecânicos; ausência de manchas, sujidades, corpos estranhos, insetos e larvas; grau de maturação de acordo com a finalidade do produto. Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes e incolores, acondicionados em caixas plásticas ou em caixas de madeira.
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    PARTE ESPECÍFICA 99 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 2 – Armazenamento Nas unidades que possuem área para pré-lavagem: os hortifrutigranjeiros são transferidos para caixas plásticas fenestradas e jateados com água potável, sob pressão. Nas unidades que não possuem área de pré-lavagem: após terem sido retiradas as peças ou folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros são transferidos para sacos plásticos transparentes incolores ou caixas plásticas. Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8OC e 10OC (quando a unidade tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente. Neste caso, são utilizadas somente caixas plásticas, que permitem a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades. 3 – Higienização Os hortifrutigranjeiros são selecionados, onde são retiradas as unidades ou folhas danificadas. Depois são lavados, um a um ou folha a folha, em água corrente, e acondicionados em utensílio tipo escorredor, devidamente higienizado. Como nesse caso os hortifrutigranjeiros sofrem tratamento térmico brando, ou seja, não são efetivamente cozidos (no mínimo 74OC no centro geométrico ou correspondente), os mesmos devem ser higienizados antes do tratamento térmico. Os hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, no mínimo com 100 ppm e no máximo com 250 ppm de cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante do sanitizante que está sendo utilizado). Manter imerso por, no mínimo, 15 minutos. Após essa etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados em água corrente potável, utilizando-se um recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizado. 4 - Corte Os hortifrutigranjeiros são manipulados (cortados), com auxílio de tábua de polipropileno, faca e mãos, devidamente higienizadas. 5 – Tratamento Térmico Os hortifrutigranjeiros são levados à caldeira ou panela, contendo óleo para que ocorra o “abrandamento” do mesmo. A temperatura no centro geométrico do alimento não atinge os limites estabelecidos para um processo de cocção, ou seja, é mais baixo que: GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 74OC; 70OC permanecendo por 2 minutos; 65OC permanecendo por 15 minutos.
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    100 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 6 – Montagem Os hortifrutigranjeiros inteiros ou cortados são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa inox, cumbuca plástica individual ou embalagem aluminizada), já contendo outro alimento ou não, com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Então, são cobertos com tampa própria, papel alumínio ou equivalente. No caso de serviço centralizado: 7– Manutenção Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção quente, onde o produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperaturas entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 8 – Distribuição A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece entre 80OC e 90OC. O produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperaturas entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. O tempo e a temperatura em que o alimento ficou na manutenção são considerados neste período de tempo. Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de montagem, seguir o Fluxograma de Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
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    PARTE ESPECÍFICA 101 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO Limite Crítico Ação Corretiva Registro Verificação Monitorização Perigo Medidas Preventivas Etapa PC ou PCC Recebimento Armazenamento PC PC Q: Pesticidas (vários). B: Enterobactérias patogênicas; B. cereus; V. cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Fornecedor cadastrado e conforme. BP de transporte e acondicionamento e critérios de recepção. BP: Instalações, Equipamentos e Utensílios. Controle de temperatura. Conformidade com as especificações para recebimento Temperatura do equipamento <10ºC. O quê? Acondicionameto, transporte e cadastro do fornecedor. Como? Observação Quando? Em cada ato de recebimento. visual. Inspeção da unidade de transporte. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do equipamento. Quem? Estoquista Devolver o produto e reavaliar o forneceor. Treinamento do estoquista. Manutenção do equipamento e transferência dos produtos para equipamentos conformes. Planilha de Controle de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). Planilha de Não Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Acompanhamento do processo. Visita Técnica a Fornecedores. Programa de treinamento e avaliação de estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros e relógios.
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    102 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Perigo Registro Verificação Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Etapa PC ou PCC O quê? Concentração da solução clorada, Como? Kit de cloro test, relógio tempo de contato, enxágüe e jateamento. e observação visual. Quando? Uma vez (Anexo 07). a cada turno. Quem? Copeira. O que? Abrandamento. Como? Observação visual. Quando? A cada preparação. Quem? Cozinheiro. Medidas Preventivas Higienização Tratamento Térmico PCC1 (B, Q, F) PC B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. Q,: Níveis elevados de cloro residual. F: Arame, pregos, madeiras. B: Patogênicos termosensíveis B: Reduzir contaminantes patogênicos à níveis aceitáveis (uso de solução clorada entre 100 e 200 ppm por, no mínimo, 15 minutos). Q: Enxágüe em água potável. F: Retirada manual e jateamento de água potável. Aplicação uniforme da temperatura de “abrandamento”. Concentração da solução clorada entre 100 e 200 ppm e tempo de contato < 15 minutos. Q: Cloro residual dentro do limite. F: Ausência de fragmentos sólidos. Solicitar a limpeza do reservatório e usar água mineral ou água potável transportada até a realização da limpeza. Não servir hortifrutigranjeiros crus até a limpeza. Compensar o cloro na água. Repetir o processo de cloração, enxágüe e retirada de fragmentos sólidos. Mistura durante o processo. Planilha de controle de cloro. Planilha de desinfecção de hortifrutigran-jeiros Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão da etapa. Programa de coleta e análise de água e de produto. Inspeção e supervisão visual.
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    PARTE ESPECÍFICA 103 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas Etapa PC ou PCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Corte Montagem PC PC B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Retirar o produto aos poucos para manipulação por, no máximo, 30 minutos à temperatuta ambiente ou equivalente. Utensílios/ equipamentos e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou, no máximo, 2 horas à temperatura climatizada. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios / equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de montagem. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Gerente e Manipulador. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos.
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    104 PARTE ESPECÍFICA Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas Quando? Equipamento: 1 < a 65OC; Banho-maria: GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Quando? Equipamento: 1 Como? Termômetro e relógio. vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Manutenção Distribuição PCC2 (B) PCC3 (B) B: Microrganismos patogênicos esporulados; Toxina estafilocócica. B: Microganismos patogênicos esporulados; Toxinas estafilocócica. Temperatura correta do equipamento de manutenção. Temperatura do alimento x tempo de exposição adequados. Temperatura correta do equipamento de distribuição. Temperatura do alimento x tempo de distribuição adequados. Temperatura do equipamento: Estufa e pass through: água entre 80ºC e 90ºC. Temperatura do alimento entre 60ºC e 65ºC por, no máximo, 4 horas ou abaixo de 60ºC por, no máximo, 2 horas. Água do banho térmico: entre 80OC e 90OC. Temperatura do alimento acima de 65OC por, no máximo, 12 horas; entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas. O tempo e a temperatura que o produto ficou na manutenção são considerados. Retirar o alimento do equipamento. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65OC; por mais de 6 horas, entre 60ºC e 65ºC e por mais de 3 horas abaixo de 60ºC. Retirar o alimento do equipamento. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas ou entre 60ºC e 65ºC por até 4 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65OC; por mais de 6 horas, entre 60ºC e 65ºC e por mais de 3 horas abaixo de 60ºC. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo10). Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetros e relógios de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de coleta e análise de amostras de alimentos. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 105 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GRUPO C: Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, adicionados de hortifrutigranjeiros crus, ou produtos industrializados, ou cárneos cozidos ou não FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Hortifrutigranjeiros cozidos, sautée, fritos; saladas mistas à base ou não de maionese; saladas cozidas; salpicões. Característica do produto final: O produto deverá ser servido frio, em temperatura inferior a 10OC, ou quente, em temperatura superior a 65OC. Forma de distribuição da preparação: a) Centralizada: em balcão refrigerado ou balcão térmico b) Descentralizada: - Transporte: em recipientes isotérmicos; - Distribuição: em balcão refrigerado ou balcão térmico. Prazo de validade: Servidos frios: em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas e em temperaturas entre 10OC e 20OC por, no máximo, 2 horas. Servidos quentes: em temperatura superior a 65ºC, no máximo 12 horas; em temperaturas entre 60OC e 65OC, no máximo 6 horas, e em temperaturas inferiores a 60OC, no máximo 3 horas. Instruções do rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    106 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO DE PRODUTOS: Hortifrutigranjeiros tratados termicamente, adicionados ou não de hortifrutigranjeiros crus e/ ou produtos industrializados ou cárneos cozidos. RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO DE ARMAZENAMENTO DE HORTIFRUTIGRANJEIROS PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS LAVAGEM PCC1 (F) DESCASQUE / CORTE TRATAMENTO TÉRMICO PCC2 (B) RESFRIAMENTO PCC3 (B) MISTURA (DE TODOS OS COMPONENTES) CATERER ENVASE TRANSPORTE MANUTENÇÃO PCC4 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC5 (B)
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    PARTE ESPECÍFICA 107 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: Neste fluxograma não serão abordados os procedimentos de recepção, armazenamento e preparo dos hortifrutigranjeiros crus e dos produtos cárneos cozidos, pois estes itens estão descritos nos fluxogramas específicos dos Grupos A e E, respectivamente. 1 – Recebimento São recebidos hortifrutigranjeiros que apresentem aparência sem defeitos físicos ou mecânicos; ausência de manchas, corpos estranhos, insetos e larvas; e grau de maturação de acordo com a finalidade do produto. Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes incolores, em caixas plásticas ou em caixas de madeira. No ato do recebimento dos outros possíveis componentes, de acordo com o tipo de produto, as seguintes características sensoriais e temperaturas serão observadas e registradas na Planilha de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 2): PRODUTO Produtos defumados Curados Embutidos Produtos de laticínios Enlatados Produtos em embalagem de vidro TEMPERATURA NO RECEBIMENTO Temperatura ambiente Temperatura ambiente Máximo de10OC ou de acordo com o fabricante Entre 0OC e 8OC Temperatura ambiente Temperatura ambiente ou de acordo com o fabricante CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS Ausência de coloração acinzentada, de mela e de cheiro desagradável. Não devem apresentar sinais de mela, cor acinzentada, sinais de mofo e nem cheiro desagradável. Aspecto: firme, não pegajoso. Cor: característica de cada espécie, sem manchas pardacentas ou esverdeadas. Odor: característico. Leite: odor e cor característica. Verificar a validade. Queijos: observar características: aspecto, cor, odor e consistência de cada tipo. Embalagens íntegras. Verificar a validade. Outros: verificar características do produto e integridade das embalagens e data de validade. Não devem estar amassadas, enferrujadas ou estufadas. data de validade estampada na lata. Líquido límpido e sem sinais de fermentação, bolhas de ar; embalagem íntegra e sem trincamento. A tampa não deve estar enferrujada. Verificar presença de vazamentos e validade impressa no rótulo.
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    108 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 2 – Armazenamento Nas unidades que possuam área para pré-lavagem, os hortifrutigranjeiros são transferidos para caixas plásticas vazadas e jateados com água potável, sob pressão. Nas unidades que não possuem área de pré-lavagem, após terem sido retirados as unidades ou folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros são transferidos para sacos plásticos transparentes incolores ou caixas plásticas. Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8OC e 10OC (quando a unidade tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente, quando o consumo for de, no máximo, 24 horas ou o produto não necessitar de refrigeração. Neste caso, são utilizadas somente caixas plásticas, que permitem a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades. Os outros produtos: Unidades que possuem equipamentos não exclusivos (principalmente quando armazenam diversos produtos): antes de armazenar, são retiradas as embalagens externas e os alimentos colocados em monoblocos de polipropileno, adequadamente higienizados, ou em sacos plásticos transparentes e incolores. Cada monobloco ou saco plástico é identificado com uma etiqueta, onde consta a data de entrada; nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipulação; data/prazo de validade, registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. Os alimentos de origem animal são armazenados, de acordo com as instruções do fabricante ou de critérios de uso: sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) ou congelado (temperatura inferior a -12OC). No caso de câmaras frias, os monoblocos são mantidos sobre estrados fenestrados ou empilhados sobre um monobloco vazio. 3 – Lavagem Os hortifrutigranjeiros são selecionados, onde são retiradas as unidades ou folhas danificadas. Depois são lavados um a um ou folha a folha, em água corrente. 4 – Descasque / Corte Os hortifrutigranjeiros são manipulados (descascados e/ou cortados), sobre placa de polipropileno e com uso de faca, devidamente higienizados.
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    PARTE ESPECÍFICA 109 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Alimentos servidos quentes: 5 – Tratamento Térmico Cozimento com água: os hortifrutigranjeiros lavados são levados à caldeira ou panela, contendo água e temperos, em quantidade suficiente, para que ocorra o cozimento. A temperatura no centro geométrico do alimento deve atingir, no mínimo, 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos. Fritura: O óleo é aquecido, no máximo, a 180OC, para que os hortifrutigranjeiros lavados e escorridos, como, por exemplo, batatas, sejam nele colocados. Alimentos servidos frios: 6 – Resfriamento Os produtos frios são refrigerados antes de serem misturados, ou não, aos demais componentes. São acondicionados em recipientes rasos (altura máxima de 10cm), devidamente higienizados. Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingirem 55OC na superfície, em local livre de contaminações. São cobertos e colocados em equipamento de refrigeração (freezer, câmara ou geladeira, com temperatura ideal entre 0OC e 4OC). Após 2 horas, a temperatura no centro geométrico é monitorada e deve estar em torno de 21OC. Após mais 6 horas, a temperatura no centro geométrico deve atingir 4OC. 7 – Mistura Os hortifrutigranjeiros cozidos são transferidos para recipientes higienizados e misturados aos outros componentes. No caso de preparações em que sejam incorporados hortifrutigranjeiros crus, os mesmos, antes da mistura, são tratados/mantidos conforme o Fluxograma dos Hortifrutigranjeiros servidos crus (Grupo A). No caso da incorporação de carnes ou ovos, também antes desta etapa, são tratados/mantidos de acordo com o Fluxograma dos Alimentos de Origem Animal Tratados Termicamente (Grupo E). No caso de envasados, incluindo enlatados, os mesmos são retirados de suas embalagens originais e pré-preparados, de acordo com as características de cada um deles (adição direta, porcionamento, corte, etc.) 8 - Envase Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa inox, cumbuca plástica individual ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria ou com filme plástico (PVC atóxico). GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    110 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC No caso de serviço centralizado: 9 – Manutenção Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a frio (temperatura máxima de 10OC), onde o produto pronto permanece em temperatura de até 10OC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 10 – Distribuição A distribuição é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura de até 10OC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. O tempo e a temperatura em que o alimento ficou na manutenção são considerados neste período de tempo. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. Alimentos servidos quentes: 7a – Mistura Os hortifrutigranjeiros cozidos são transferidos para recipientes higienizados e podem, ou não, ser misturados aos outros componentes. No caso de preparações em que sejam incorporados hortifrutigranjeiros crus, os mesmos são tratados/mantidos conforme o Fluxograma dos Hortifrutigranjeiros Servidos Crus (Grupo A), antes da mistura. No caso da incorporação de carnes ou ovos, também antes dessa etapa, são tratados/mantidos de acordo com o Fluxograma dos Alimentos de Origem Animal Tratados Termicamente (Grupo E). 8a - Envase Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa inox, cumbuca plástica individual ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com papel alumínio ou equivalente. No caso de serviço centralizado: 9a – Manutenção Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a quente, onde o produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas, ou em temperaturas entre
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    PARTE ESPECÍFICA 111 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas, ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 10a – Distribuição A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece entre 80 OC e 90ºC. O produto pronto permanece em temperatura superior a 65ºC por, no máximo, 12 horas, ou em temperaturas entre 60ºC e 65ºC por, no máximo, 6 horas, ou em temperaturas inferiores a 60ºC por, no máximo, 3 horas. O tempo e a temperatura em que o alimento ficou em espera é considerado neste período de tempo. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir o Fluxograma de Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
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    112 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO DE Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PCC Preventivas ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Armazenamento PC PC B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; V. cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Toxina botulínica; Listeria monocytogenes; S. aureus e Toxina estafilocócica. B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Listeria monocytogenes; S. aureus. Avaliar as condições de acondicionamento e transporte. Não receber conservas artesanais ou caseiras, a menos que sejam de fornecedor cadastrado. Frios e laticínios com registro do orgão competente (SIF). Manter o ambiente refrigerado. BP: Instalações, Equipamentos e Utensílios. Utilizar sistema PEPS. De acordo com as especificações próprias de cada produto. Temperatura para congelados, abaixo de -12oC e para os refrigerados, < 10OC. O quê? Produto e temperatura do produto; unidade de transporte. Como? Observação visual e termômetro. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do equipamento Como? Termômetro. Quando? Diariamente Quem? Estoquista. Devolver o produto e reavaliar o fornecedor. Treinamento do estoquista. Transferência dos produtos para equipamento com temperatura correta. Rejeitar produtos que apresentem sinais de alteração. Corrigir a temperatura do equipamento. Planilha de Controle de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). Planilha de Não Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04) Supervisão do preenchimento das planilhas. Acompanha-mento do processo. Visita Técnica a Fornecedores. Programa de calibração de termômetros. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Programa de manutenção de equipamentos
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    PARTE ESPECÍFICA 113 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Lavagem Tratamento Térmico B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Listeria monocytogenes; Toxina S. aureus. F: Arame, pregos, madeiras e ossos. B: Formas vegetativas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens; S. aureus; Listeria monocytogenesis; Enterobactérias patogênicas; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. PC PCC1 (F) PCC2 (B) B: Utilização de água potável e procedimento correto de lavagem. F: Retirada manual e jateamento de água potável. Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência sob esta temperatura. B: Ausência de coliformes totais e fecais. 0,2 ppm de cloro residual na água de lavagem. F: Ausência de fragmentos sólidos. Mínimo de 65ºC por 15 minutos. O quê? Residual de cloro enxágüe e jateamento. Como? Kit cloro test e observação visual. Quando? Diariamente. Quem? Gerente. O quê? Temperatura do alimento. Como? Termômetro. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. Solicitar limpeza do reservatório e usar água potável transportada até a realização da limpeza. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Planilha de controle de residual de cloro. Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Programa de coleta e análise de amostras de água e de produtos. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros e relógios.
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    GUIA DE ELABORAÇÃODO PLANO APPCC 114 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de resfriamento. Como? Termômetro e relógio. Quando? Após 2 horas do início do resfriamento. Quem? Cozinheiro. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios / equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diário. Acelerar processo de resfriamento (banho de gelo, de água fria). Rejeitar produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura compatível com o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos. Resfriamento PCC3 (B) B. Cereus; C. perfringens. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Redução a 21OC em 2 horas. Utensílios/ equipamento e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros e relógios. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos.
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    PARTE ESPECÍFICA 115 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Mistura PC B: Enterobactérias e outros microrganismos patogênicos; B. cereus; C. perfringens Listeria monocytogenes; S. aureus. Conformidade do plano APPCC de cada ingrediente da mistura. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 20 minutos à temperatura ambiente ou equivalente (perfazendo 30 minutos entre a mistura e a montagem). Ausência de não-conformidades nos planos dos ingredientes. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 20 minutos à temperatura ambiente ou máximo de 2 horas à temperatura climatizada. O quê? Processo de preparo dos outros ingredientes. Como? Através de observação visual. Quando? Toda vez que usar outros componentes. Quem? Gerente. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de mistura. Como? Supervisão e relógio Quando? Diário e a cada processo. Quem? Gerente / Manipulador. Adequação do Plano APPCC. Rejeitar ingredientes não-conformes. Substituir ingrediente por outro seguro (inócuo). Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Resumo do Plano dos ingredientes e planilhas de acompanhamento de processo. Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão Supervisão do plano / planilhas dos ingredientes. Auditoria do Sistema APPC dos ingredientes. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Programa de Treinamento de Manipuladores.
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    GUIA DE ELABORAÇÃODO PLANO APPCC 116 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Montagem Manutenção PC PCC4 (B) B: Enterobactérias e outros microrganismos patogênicos; Microrganismos esporulados; Toxina estafilocócica. B: Microrganismos patogênicos; Toxina estafilocócica, B. cereus; C. perfringens; Enterobactérias patogênicas. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 10 minutos (Complementando o tempo máximo de 30 minutos entre as etapas de mistura e montagem) à temperatura ambiente ou equivalente. Controle de temperatura do equipamento de manutenção Temperatura do alimento x tempo de exposição. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 10 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Temperatura do equipamento: Estufa e pass through: 65OC ou banho-maria: água entre 80ºC e 90ºC. Frio: 10ºC. Temperatura do alimento entre 60ºC e 65ºC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60ºC, por no máximo, 3 horas, ou até 10OC por, no máximo, 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de montagem. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada montagem. Quem? Gerente / Manipulador. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 2 em 2 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Rejeitar o produto que permanecer em temperatura ambiente por mais de 2 horas. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC. Trocar o alimento de equipamento quando a temperatura do mesmo estiver 10OC. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65ºC; por mais de 6 horas, entre 60ºC e 65ºC e por mais de 3 horas abaixo de 60ºC ou que permanecerem até 10OC por mais de 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por mais de 2 horas. Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Programa de Treinamento de Manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 117 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Distribuição PCC5 (B) B: Microrganismos patogênicos; Toxina estafilocócica. B. cereus; C. perfringens; Enterobactérias patogênicas. Controlar temperatura do equipamento de distribuição. Controlar temperatura do alimento x tempo de distribuição. Temperatura da água do banho-maria entre 80º C e 90º C ou 10OC. Alimentos quentes: entre 60ºC e 65ºC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas. Alimentos frios: até 10OC por, no máximo, 4 h ou entre 10OC e 21OC por no máximo 2 h. O tempo e a temperatura na manutenção são considerados. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 2 em 2 h (frio) ou de 3 em 3 h (quente) durante o período de distribuição. Quem? Copeira. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC. Trocar o alimento frio de equipamento quando a temperatura do mesmo estiver 10OC. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 h acima de 65OC; por mais de 6 h entre 60ºC e 65ºC e por mais de 3 h abaixo de 60ºC ou que permanecerem até 10ºC por mais de 4 h ou entre 10ºC e 21OC por mais de 2 h. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo 10). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de coleta e análise de amostras de alimentos.
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    118 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO D: Grãos, cereais, farináceos e massas secas ou pré-cozidas servidos quentes ou frios, exceto farofa e similares FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Grãos: Feijões, feijoadas, lentilha, ervilha, salada de feijão e outros. Massas: Lasanha, canelone, espaguete, salada de massas alimentícias, rigatoni, capelete, inhoque, ravioli e outras. Cereais: Arroz branco, arroz integral, arroz de carreteiro, arroz à grega, arroz com lentilha, milho cozido e outros. Farináceos: pirão, tutu, angu, polenta e outros. Característica do produto final: O produto quando servido frio, deverá ter a temperatura inferior a 10OC, e quando servido quen-te, superior a 65OC. Formas de distribuição da preparação: a) Centralizada: em balcão refrigerado ou quente. b) Descentralizada: - Transportada: em recipientes isotérmicos; - Distribuição: em balcão refrigerado ou quente; em embalagens aluminizadas. Prazo de validade: Servidos frios: em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas, e em temperaturas entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. Servidos quentes: em temperatura igual ou superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou até 60OC por, no máximo, 6 horas. No caso de estarem abaixo de 60OC deverão ser consumidas no prazo, máximo, de 3 horas. Instruções contidas no rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
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    PARTE ESPECÍFICA 119 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO DE PRODUTOS: Grãos, cereais, farináceos e massas secas e pré-cozidas servidos quentes ou frios GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO CATAÇÃO E SELEÇÃO LAVAGEM (1) PROCESSAMENTO PCC1 (B) TÉRMICO LAVAGEM (2) MONTAGEM (1) PROCESSAMENTO PCC2 (B) TÉRMICO (2) RESFRIAMENTO PCC3 (B) MISTURA MONTAGEM (2) CATERER TRANSPORTE MANUTENÇÃO PCC4 (M) DISTRIBUIÇÃO PCC5 (M)
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    120 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1 – Recebimento São recebidos grãos, cereais e massas que apresentem: - ausência de matéria terrosa, corpos estranhos, larvas, insetos e seus excrementos, como também de roedores; - grãos não murchos e não atacados por fungos ou parasitos; - ausência de umidade, com cor e odor específicos para cada espécie. As embalagens devem estar íntegras, sem furos, perfurações ou manchas de umidade (o que indica que a embalagem foi molhada). Os grãos, cereais, farináceos e massas secas são recebidos à temperatura ambiente de até 26OC, sendo que, no caso das massas frescas, a temperatura será de 6OC, com tolerância de até 7OC, ou conforme especificação do fabricante. 2 – Armazenamento O armazenamento é realizado à temperatura ambiente de até 26OC ou sob refrigeração até 7OC no caso de massas frescas, ou ainda de acordo com as especificações do fornecedor. As caixas de papelão são removidas e arrumadas em cruz nas prateleiras. As sacarias são colocadas sobre estrados fenestrados ou prateleiras, respeitando o espaçamento mínimo de 10cm para garantir circulação de ar entre os produtos armazenados. A altura das pilhas deve estar distante do teto ou forro em, pelo menos, 60cm, e as pilhas devem estar afastadas 35cm da parede. 3– Catação e seleção No caso dos grãos, esta etapa consiste na catação e seleção dos grãos e das partículas estranhas (madeira, terra, palha, pedra, etc.) e dos grãos danificados. A manipulação de massas pré-cozidas, como por exemplo, lasanha, canelones e rondeles, é realizada antes da cocção, ou seja, com a montagem e acondicionamento em gastronormes ou tabuleiros devidamente higienizados. As massas secas e frescas não pré-cozidas, servidas quentes, serão submetidas a dois processos térmicos, antes da montagem.
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    PARTE ESPECÍFICA 121 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 4 – Lavagem (1) Os grãos, após serem selecionados, são lavados em água potável corrente, para remoção das partículas de poeira, terra ou matéria orgânica e acondicionados em utensílios tipo escorredor. 5 – Processamento Térmico Os grãos, cereais, farináceos e massas, no processamento térmico, deverão atingir a temperatura de 74OC ou 65OC por quinze minutos, ou de 70OC por dois minutos, no seu interior. A incorporação dos demais ingredientes da preparação, que será servida quente, poderá ser feita nesta etapa, levando-se em consideração que essa mistura deverá ter atingido a temperatura ideal de cozimento já descrita neste item. 6 – Lavagem (2) Esta etapa pode ser realizada para as massas secas, quando há liberação de goma do produto. No caso da preparação servida quente no balcão de distribuição, manter, preferencialmente, a temperatura da água acima de 45OC, minimizando as perdas térmicas nesta etapa. No caso da preparação servida fria, na espera pós-cocção, deixar que o alimento alcance a temperatura de 55OC, para iniciar a lavagem, na qual a temperatura da água deverá estar abaixo de 21OC, funcionando como pré-resfriamento para a manutenção e distribuição do alimento em condições ideais de conservação, dadas as características da preparação. 7 – Montagem (1) As massas que sofreram processamento térmico serão montadas de acordo com a preparação do cardápio e acondicionadas em recipientes higienizados (tipo cuba inox, e/ou tabuleiro), com auxílio de utensílio (pegador) e mãos higienizados. Depois serão levadas ao forno, quando for o caso. 8 – Processamento Térmico (2) Nesta etapa as preparações são levadas a um segundo processamento térmico, no forno, onde deverão atingir a temperatura interna de 74OC ou 65OC por quinze minutos, ou 70OC por dois minutos, no centro geométrico da preparação. 9 – Resfriamento Os produtos são acondicionados em recipientes rasos (até no máximo 10 cm de altura) devidamente higienizados. Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingir 55OC na superfície por, no máximo, 30 minutos em condições que não permitam contaminações. Após esse tempo são colocados em banhos de gelo ou equipamentos de refrigeração (freezer, câmara ou geladeira). Passadas duas horas, a temperatura no centro geométrico do alimento é monitorada e deve estar em torno de 21OC. Após mais seis horas, deve estar em torno de 4OC. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    122 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 10– Mistura Nesta etapa esse grupo de alimentos sofre incorporação dos componentes da mistura que estão com temperatura similar ao produto principal. A temperatura dos componentes que serão misturados quentes estará a 65ºC ou mais. A temperatura dos componentes que serão misturados frios estará abaixo de 10ºC. No caso de incorporação, as mesmas deverão seguir o fluxograma do Grupo E. 11- Montagem (2) Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa inox), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com papel alumínio ou equivalente. 12 – Manutenção Os alimentos, nesta etapa, devem ser protegidos de novas contaminações e também devem ser mantidos sob rigoroso controle de tempo e temperatura. Os alimentos mantidos quentes permanecem em equipamentos térmicos, a uma temperatura de 65ºC ou mais por, no máximo, 12 horas, ou a 60ºC por, no máximo, 6 horas. No caso de temperaturas mais baixas que 60ºC, o seu consumo será de, no máximo, 3 horas. Os alimentos mantidos frios permanecem em equipamentos de refrigeração até uma temperatura máxima de10ºC por até 4 horas, ou entre 10ºC a 21ºC por até duas horas. Os que forem deixados fora dessa faixa deverão ser desprezados. 13 – Distribuição A distribuição a quente é feita em balcão térmico para que mantenha os alimentos à temperatura mínima de 60ºC. Os alimentos prontos podem permanecer em temperatura de 65ºC ou mais, por 12 horas ou a 60ºC por 6 horas e, no caso de estarem abaixo de 60ºC, deverão ser consumidos em até 3 horas, desde o início da manutenção a quente. A distribuição a frio é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura de até 10ºC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas, desde o início da manutenção a frio. Fora destes limites, o produto pronto é desprezado. Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de montagem, seguir o Fluxograma de Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
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    PARTE ESPECÍFICA 123 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO Limite Crítico Ação Corretiva Registro Verificação Monitorização Perigo Medidas Preventivas Etapa PC ou PCC Recebimento Armazenamento PC PC Condições de acondicionamento e transporte, informação do rótulo e fornecedor cadastrado. Utilizar sistema PEPS. BP: Instalações, equipamentos e utensílios. Controle de umidade e temperatura do ambiente. Temperatura máxima de 10OC, para os alimentos refrigerados e integridade das embalagens. Conformidade com as especificações para recebimento. Temperatura do ambiente até 26ºC e umidade entre 50% e 60%. Temperatura do equipamento para componentes congelados: abaixo de –12OC e para os refrigerados, temperatura do equipamento 10OC. O quê? Cadastro do fornecedor, rotulagem do produto e temperatura; unidade de transporte. Como? Observação visual; termômetro. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do Equipamento e unidade do ambiente. Como? Termômetro e higrômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Devolver o produto e reavaliar o fornecedor. Avaliação e uso de produto. Transferência dos produtos para equipamento com temperatura correta e/ou ambiente. Rejeitar produtos que apresentem sinais de alteração. Corrigir a temperatura e umidade relativa do equipamento. Planilha de Controle de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). Planilha de Não- Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Treinamento do estoquista. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Acompanhamento do processo. Visita técnica a fornecedor. Programa de calibração de termômetros. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Programa de manutenção de equipamentos. B: Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Bacillus cereus. Q: Micotoxinas. F: Arame, prego, madeira e sujidades. B: Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Bacillus cereus. F: Arame, pregos, madeira e sujidades.
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    124 PARTE ESPECÍFICA Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Catação e seleção Lavagem(1) PC PC B: Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Bacillus cereus; Q: Micotoxinas. F: Arame, pregos, madeiras e sujidades. B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Listeria monocytogenes; estafilocócica. F: Sujidade. B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. F: BP no processo de catação e seleção. Utilização de água potável. B: Utensílios/ equipamentos e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. F: Ausência de fragmentos sólidos. Ausência de coliformes totais e fecais. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios/ equipamentos; fragmentos sólidos Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente/ auxiliar de cozinha. O quê? Laudos de análise microbiológica da água. Como? Observação visual. Quando? A cada 6 meses. Quem? Gerente. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos e no processo de catação e seleção. Solicitar limpeza do reservatório e usar água potável transportada até a realização da limpeza. Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Laudos de análises de água. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipulador. Supervisão dos laudos.
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    PARTE ESPECÍFICA 125 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas Etapa PC ou PCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Tratamento Térmico(1). Lavagem (2) PCC1 (B) PC B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Listeria monocytogenes. B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Listeria monocytogenes; Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência sob esta temperatura. Utilização de água potável. Min. 65OC por 15 minutos. Ausência de coliformes totais e fecais. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Solicitar limpeza do reservatório e usar água potável transportada até a realização da limpeza. Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Laudos de análises de água. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros. Supervisão dos laudos. O quê? Temperatura do alimento. Como? Termômetro. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. O quê? Laudos de análise microbiológica da água. Como? Observação visual. Quando? A cada 6 meses. Quem? Gerente
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    126 PARTE ESPECÍFICA Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Montagem (1) Tratamento Térmico(2). PC PCC2 (B) B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; B. cereus; C. perfringens. B: Formas vegetativas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens; S.aureus. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Retirar o produto aos poucos para manipulação por, no máximo, 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência sob esta temperatura. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo de 2 horas à temperatura climatizada. Mínimo de 65OC durante 15 minutos. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de montagem. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Gerente e Manipulador. O quê? Temperatura do alimento; tempo. Como? Termômetro e relógio. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros.
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    PARTE ESPECÍFICA 127 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas Etapa PC ou PCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de resfriamento. Como? Termômetro e relógio. Quando? Após 2 horas do início do resfriamento. Quem? Cozinheiro. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente Resfriamento PCC3 (B) B: Esporos de B. cereus e C. perfringens. Redução a 21OC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Acelerar processo de resfriamento (banho de gelo, de água fria). Rejeitar produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura compatível com o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Treinamento em BP: Higiene pessoal, higienização de utensílios. Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check List semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros e relógios. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos.
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    128 PARTE ESPECÍFICA Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC O quê? Processo de preparo dos outros ingredientes; Higiene de manipuladores e utensílios. Tempo de mistura. Como? Através de observação visual. Supervisão e relógio. Quando? Toda vez que usar outros ingredientes. Diário e a cada processo. Quem? Gerente/ Manipulador. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. Mistura Montagem PC PC B: Enterobactérias e outros microrganismos patogênicos; B. cereus; C. perfringens; S. aureus; Listeria monocytogenes. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; B. cereus; C. perfringens. Conformidade do plano APPCC de cada ingrediente da mistura. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Ausência de não-conformidades nos planos dos ingredientes. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo 2 horas à temperatura climatizada. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Adequação do Plano APPCC. Rejeitar ingredientes não-conformes. Substituir ingrediente por outro seguro (inócuo). Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Resumo do Plano dos ingredientes e planilhas de acompanhamento de processo. Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Check List semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Supervisão do plano / planilhas dos ingredientes. Auditoria do Sistema APPCC dos ingredientes. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Programa de Treinamento de Manipuladores. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos.
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    PARTE ESPECÍFICA 129 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas Etapa PC ou PCC GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manutenção Temperatura do 65OC; Banho-maria: equipamento de manutenção. Temperatura do alimento x tempo de exposição. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Quando? Equipamento: 1 Como? Termômetro e relógio. vez a cada turno. Alimento: de 2 em 2 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC. Trocar o alimento de equipamento quando a temperatura do mesmo estiver 10OC. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65ºC; por mais de 6 horas, entre 60ºC e 65ºC e por mais de 3 horas abaixo de 60ºC ou que permanecerem até 10OC por mais de 4 horas ou entre 10ºC e 21OC por mais de 2 horas. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos. Temperatura do equipamento: Estufa e pass through água entre 80OC e 90OC; Frio: 10OC. Temperatura do alimento: Quente: entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas. Frio: até 10OC por, no máximo, 4 horas ou entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas. B: Formas esporuladas de B. cereus e C. perfringens; Toxina estafilocócica. PCC4 (B)
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    130 PARTE ESPECÍFICA Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Preventivas Perigo Medidas (B) Distribuição B: Formas Quando? Equipamento: 1 GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC PCC5 esporuladas de B. cereus e C. perfringens; Toxina estafilocócica. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas ou entre 60OC e 65OC por até 4 horas. Trocar o alimento de equipamento quando a temperatura do mesmo estiver 10OC. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12h acima de 65OC; por mais de 6 h, entre 60OC e 65OC e por mais de 3 horas abaixo de 60OC ou que permanecerem até 10OC por mais de 4 h ou entre 10OC e 21OC por mais de 2 h. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. vez a cada turno. Alimento: de 2 em 2 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Temperatura da água do equipamento: entre 80OC e 90OC ou 10OC. Temperatura do alimento: Quente: entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas. Frio: até 10OC por, no máximo, 4 horas, ou entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas, levando-se em conta o tempo/ temperatura na etapa de manutenção. Controlar temperatura do equipamento de distribuição. Controlar temperatura do alimento x tempo de distribuição. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de coleta e análise de amostras de alimentos. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo 10). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04).
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    PARTE ESPECÍFICA 131 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GRUPO E: Alimentos de origem animal tratados termicamente (carnes bovinas, suínas, aves e ovos, pescados e seus produtos) FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Carnes bovinas, suínas, aves, pescados e seus produtos assados, grelhados, cozidos, em molho ou não, empanados, fritos. Característica do produto final: O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 65OC. Formas de distribuição da preparação: a) Centralizada: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80OC e 90OC. b) Descentralizada: - Transporte: em recipientes isotérmicos; - Distribuição: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80 OC e 90OC. Prazo de validade: Em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas, ou em temperatura entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas, ou em temperatura inferior a 60OC por, no máximo, 3 horas. Instruções do rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    132 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA Grupo de produtos: Alimentos de origem animal tratados termicamente RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO DESCONGELAMENTO PRÉ-PREPARO ARMAZENAMENTO TRATAMENTO TÉRMICO PCC1 (B) CATERER ENVASE TRANSPORTE RESFRIAMENTO PCC2 (B) FATIAMENTO ENVASE REAQUECIMENTO PCC3 (B) MANUTENÇÃO PCC4 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC5 (B)
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    PARTE ESPECÍFICA 133 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1 – Recebimento No ato do recebimento de alimentos de origem animal, de acordo com o tipo de produto, as seguintes características sensoriais e temperaturas serão observadas e registradas na Planilha de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 2): PRODUTO Carnes bovinas resfriadas Aves resfriadas Pescados resfriados Pescados resfriados (postas ou filetados) Carnes congeladas (Aves, peixes, bovinas, suínas, vísceras) Ovos CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso. Cor: vermelho vivo, sem escurecimento. Odor: característico. Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso. Cor: amarelo-rosado, sem escurecimento ou manchas esverdeadas. Odor: característico. Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso; olhos brilhantes e salientes, guelras róseas ou vermelhas úmidas e escamas brilhantes, aderentes e firmes. Cor: branco ou ligeiramente róseo. Odor: característico. Aspecto: firme, não amolecido e nem pegajoso; frio ao toque. Cor: branco ou ligeiramente róseo, sem resíduos de sangue. Odor: característico, não amoniacal. Embalagem íntegra, sem sinais de rachaduras na superfície, sem acúmulos de líquidos no interior da embalagem ou cristais de gelo na superfície do produto. Casca limpa e íntegra. TEMPERATURA DE RECEBIMENTO Entre 0OC e 10OC Entre 0OC e 10OC Entre 0OC e 4OC Entre 0OC e 4OC - 12OC ou inferior Temperatura de refrigeração Os alimentos de origem animal são recebidos embalados em caixas de papelão, (carnes: embaladas internamente em sacos plásticos transparentes incolores; ovos: em colméias de papelão) com rótulo contendo nome do produto; fornecedor / marca; data da embalagem ou manipulação; data / prazo de validade e registro no órgão fiscalizador.
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    134 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 2– Armazenamento Nas unidades que possuem câmara de congelamento ou freezer exclusivo, os alimentos de origem animal são armazenados em suas próprias embalagens externas. Nas unidades que possuem equipamentos não exclusivos (principalmente quando armazenam diversos produtos), antes de armazenar, são retiradas as embalagens externas e os alimentos são colocados em monoblocos de polipropileno, adequadamente higienizados, ou em sacos plásticos transparentes e incolores. Cada monobloco ou saco plástico é identificado com uma etiqueta, onde consta a data de entrada; nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipulação; data/prazo de validade, registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. Os alimentos de origem animal são armazenados, de acordo com instruções do fabricante ou dos critérios de uso: sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) ou congelado (temperatura inferior a -12OC). Os ovos são armazenados sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) por até 30 dias. No caso de câmaras frias, os monoblocos são mantidos sobre estrados fenestrados ou empilhados sobre um monobloco vazio. 3 – Descongelamento Os alimentos de origem animal mantidos congelados são descongelados sob refrigeração (até 4OC), em câmara ou geladeira. No caso de improviso por falta de equipamento ou em situações de emergência, são também descongelados em água corrente fria por até 4 horas (peças protegidas – embaladas) ou à temperatura ambiente até que a temperatura da superfície da peça atinja 4OC (momento em que as peças são levadas à refrigeração) ou ainda, são descongelados em forno de microondas (neste caso são preparados imediatamente). 4 – Pré-preparo As embalagens são abertas após lavagem em água corrente e os alimentos são manipulados (limpos, porcionados e temperados), com auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente higienizados. É retirada da refrigeração a quantidade suficiente de alimento para que a manipulação, em temperatura ambiente, não exceda 30 minutos. Quando a manipulação é realizada em sala climatizada (entre 12OC e 18OC), esta não deve exceder 2 horas. Ovos: próximo ao uso pretendido, são selecionados (onde são retiradas as unidades danificadas) e lavados um a um em água corrente.
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    PARTE ESPECÍFICA 135 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL 5 – Armazenamento refrigerado Os produtos manipulados crus são acondicionados em recipientes higienizados (com altura máxima de 10cm), cobertos com filme plástico (PVC atóxico) e etiquetados com nome, datas de manipulação e de validade. São armazenados sob refrigeração até 4OC, sendo que os pescados permanecem por até 24 horas e os outros produtos por até 72 horas. 6 – Tratamento térmico Cozimento: Os produtos temperados são levados à caldeira ou panela, contendo óleo pré-aquecido, e são revirados (mexidos) até atingirem a consistência ou coloração adequada ao início da preparação. Neste momento, é adicionada água, em quantidade suficiente, para que ocorra o cozimento. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Fritura: O óleo é aquecido, no máximo a 180OC. Forno: Os produtos são acondicionados em recipientes próprios e levados ao forno pré-aquecido. Grelhados: Os produtos são levados sobre a chapa pré-aquecida. Em qualquer dessas formas de preparo, o produto é “virado” até que apresente consistência e cor característica à preparação. A temperatura no centro geométrico do alimento deve atingir 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos. 7 – Envase Os produtos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com papel alumínio ou equivalente. Obs.: Produtos que não dependem de manipulação após preparo, estão prontos para consumo após esta etapa. 8 – Resfriamento Os produtos são acondicionados em recipientes rasos (com altura até 10cm), devidamente higienizados. Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingirem 55OC na superfície, em um período máximo de 30 minutos, em condições que não ocorram contaminações. Após esse tempo, são cobertos e colocados em equipamento de refrigeração (freezer, câmara ou geladeira). Após 2 horas, a temperatura no centro geométrico é monitorada e deve estar em torno de 21OC. Após mais 6 horas, a temperatura no centro geométrico deverá estar a 4OC.
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    136 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 9 – Fatiamento Os recipientes cujas peças já atingiram 21OC (preparo no mesmo dia) ou 4OC, no centro geométrico, são retirados um a um e levados para a área de produtos prontos. As peças são fatiadas, com auxílio de utensílios e mãos, devidamente higienizados. O produto fatiado é transferido para recipiente higienizado, onde pode, ou não, ser adicionado molho mantido a quente (acima de 60OC) e levado ao reaquecimento. 10 – Envase Os produtos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com papel alumínio ou equivalente. 11 – Reaquecimento Os alimentos são reaquecidos até atingirem 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos, no centro geométrico. 12 –Manutenção a quente Os recipientes são mantidos em equipamentos de manutenção a quente, onde o produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperaturas entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 13 – Distribuição A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece no mínimo a 80OC. O produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas; em temperaturas entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas, considerando-se desde o início da manutenção a quente. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir Fluxograma de Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
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    PARTE ESPECÍFICA 137 Perigo Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO Etapa Recebimento PC ou PCC PC Medidas Preventivas B: Enterobactérias patogênicas (ovos); Campylobacter (aves); Clostridium perfringens (carnes); Vibrio cholerae, Vibrio parahemolyticus (pescados); Parasitos marinhos e outros (pescados); toxinas marinhas (moluscos bivalves). Q: Metais pesados; Histaminas (pescados); drogas veterinárias; pesticidas (animais de criação). F: Ossos, espinhas. Avaliar condições de acondicionamento e transporte e informação do rótulo. Fornecedor cadastrado. Pescados resfriados: máx. 4OC. Carnes resfriadas: máx. 10OC. Congelados: mín. –12OC. O quê? Temperatura do alimento (resfriados) e características da embalagem (congelados). Como? Termômetro e observação visual. Quando? No ato do recebimento. Quem? Estoquista Devolver o produto e reavaliar fornecedor. Treinamento do estoquista. Planilha de Controle de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). Planilha de Não- Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Supervisão do preenchimento das planilhas. Acompanhamento do processo. Visita Técnica a fornecedor. Programa de calibração dos termômetros. Programa de treinamento e avaliação do estoquista.
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    138 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC B: Enterobactérias patogênicas (ovos); Campylobacter (aves); Clostridium perfringens (carnes); Vibrio cholerae; Vibrio parahemolyticus (pescados); Parasitos marinhos e outros; Toxinas marinhas (moluscos bivalves); Q, F: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas (ovos), Campylobacter (aves), Clostridium perfringens (carnes), Vibrio cholerae, Vibrio parahemolyticus (pescados); Parasitos marinhos e outros; Toxinas marinhas (moluscos bivalves). Q, F: Nenhum. Armazenamento Descongelamento PC PC Controle de temperatura do equipamento. BP: Instalações, equipamentos e utensílios. Utilizar sistema PEPS. Temperatura do equipamento refrigerado. Temperatura da superfície da peça, quando o descongelamento for forçado ou à temperatura ambiente. Tempo de exposição, quando descongelado em água corrente. Temperatura do equipamento: Congelados: abaixo de 0OC. Refrigerados: máximo 4OC. Temperatura do equipamento: máx. 4OC. Temperatura na superfície da peça: 4OC. Tempo máximo de 4 horas. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do equipamento ou temperatura na superfície da peça; tempo de exposição. Como? Termômetro e relógio. Quando? A cada processo. Quem? Estoquista ou magarefe. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Usar no mesmo dia. Avaliar as características para consumo do produto. Transferência dos alimentos para equipamento com temperatura correta. Completar processo sob refrigeração. Avaliar as características para consumo do produto. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Descongelamento à temperatura Ambiente (Anexo 08). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração dos termômetros. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do processo. Programa de calibração de termômetros e relógios.
  • 133.
    PARTE ESPECÍFICA 139 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Pré-preparo Armazenamento B: Enterobactérias patogênicas, Campylobacter (aves), Clostridium perfringens (carnes), Vibrio cholerae, Vibrio parahemolyticus (pescados), Parasitos marinhos e outros; Toxinas marinhas (moluscos bivalves); Staphylococcus aureus. Q, F: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas, Campylobacter (aves), Clostridium perfringens (carnes), Vibrio cholerae, Vibrio parahemolyticus (pescados), Parasitos marinhos e outros; Toxinas marinhas (moluscos bivalves); Staphylococcus aureus. Q, F: Nenhum. PC PC Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Retirar o produto em porções para manipulação por, no máximo, 30 minutos à temperatura ambiente. Controle de temperatura do equipamento. BPF: Instalações, equipamentos e utensílios. Utilizar sistema PEPS. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo de 2 horas à temperatura climatizada. Temperatura do equipamento: máx. 4OC. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de pré-preparo. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Manipulador. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Avaliar as características do produto para consumo. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Usar no mesmo dia. Avaliar as características para consumo. Check-list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento do Check-list. Programa de calibração dos termômetros. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipulador. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros.
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    140 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Tratamento térmico Envase Resfriamento PCC1 (B) PC PCC2 (B) B: Formas vegetativas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Q, F: Nenhum. B: Esporos de B. cereus e C. perfringens Toxina estafilocócica. Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência sob esta temperatura. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Controle da temperatura do alimento e tempo de resfriamento. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Minínimo de 65OC por 15 minutos. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Redução a 21OC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. O quê? Temperatura do alimento. Como? Termômetro. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de resfriamento. Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Termômetro e relógio; supervisão. Quando? Após 2 horas do início do resfriamento; diário. Quem? Cozinheiro / Gerente. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Acelerar processo de resfriamento (banho de gelo, de água fria). Rejeitar produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura compatível com o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Treinamento em BP: Higiene pessoal, higienização de utensílios. Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipulador e produtos. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos.
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    PARTE ESPECÍFICA 141 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manipulação Envase Reaquecimento PC PC PCC3 (M) B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B: Formas vegetativas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens; S. aureus. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Retirar o produto aos poucos para manipulação por, no máximo, 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência sob esta temperatura. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo de 2 horas à temperatura climatizada. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Minínimo de 65OC por 15 minutos. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios;tempo de montagem. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Manipulador/ Gerente. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. O quê? Temperatura do alimento. Como? Termômetro. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetro e relógio.
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    142 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manutenção Distribuição PCC4 (M) PCC5 (M) B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos, (B. cereus e C. perfringens). B: Microrganismos patogênicos esporulados, (B. cereus e C. perfringens). Temperatura do equipamento de manutenção. Temperatura do alimento x tempo de exposição. Temperatura correta do equipamento de distribuição. Temperatura do alimento x tempo de distribuição adequados. Temperatura do equipamento: Estufa e Pass through 65OC; água do banho-maria: entre 80OC e 90OC. Temperatura do alimento entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60OC, por, no máximo, 3 horas. Água do banho térmico entre 80OC e 90OC. Temperatura do alimento acima de 65OC por, no máximo, 12 horas; entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas, considerando o tempo e a temperatura do alimento durante manutenção. O quê? Temperatura do alimento, tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Auxiliar de cozinha O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65OC; por mais de 6 horas, entre 60OC e 65OC e por mais de 3 horas abaixo de 60OC. Retirar o alimento do equipamento. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas ou entre 60OC e 65OC por até 4 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65OC; por mais de 6 horas, entre 60OC e 65OC e por mais de 3 horas abaixo de 60 OC. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo10). Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetro e relógio. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de coleta e análise de amostras de alimentos. Programa de calibração de termômetro e relógio. Programa de manutenção de equipamentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 143 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GRUPO F: Carnes e pescados salgados tratados termicamente FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Torta de bacalhau, bacalhau à Gomes de Sá, feijoada, carne seca com abóbora. Característica do produto final: O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 65ºC. Formas de distribuição da preparação: a) Centralizada: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80OC e 90OC. b) Descentralizada: - Transporte: em recipientes isotérmicos; - Distribuição: em balcão térmico, com água na faixa de temperatura entre 80OC e 90OC. Prazo de validade: Em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas, ou em temperaturas entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas, ou em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. Instruções o rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    144 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO DE PRODUTOS: Carnes e pescados salgados tratados termicamente RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO CORTE DESSALGUE PCC1 (B) RESFRIAMENTO ARMAZENAMENTO TRATAMENTO TÉRMICO PCC2 (B) CATERER ENVASE TRANSPORTE MANUTENÇÃO PCC3 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC4 (B)
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    PARTE ESPECÍFICA 145 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1.Recebimento São recebidos produtos salgados que apresentam-se secos, com coloração característica e em temperatura ambiente. As embalagens devem estar íntegras e em boas condições de higiene. 2. Armazenamento Os produtos salgados são armazenados em local seco à temperatura ambiente, por no máximo 5 dias, sobre estrados fenestrados, em local livre de sujidades, ou em equipamentos de refrigeração (entre 0OC e 10OC), ou de acordo com as instruções do fabricante. Antes de armazenar os produtos, são retiradas as embalagens externas e os produtos são colocados em monoblocos de polipropileno, adequadamente higienizados, ou em sacos plásticos transparentes e incolores. Cada monobloco ou saco plástico é identificado com uma etiqueta, onde consta a data de entrada; nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipulação; data/prazo de validade, registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. 3. Corte Os salgados são cortados com o auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente higienizadas. 4. Dessalgue As carnes e pescados são submetidos à retirada do sal sob uma das seguintes condições: a) em água com temperatura máxima de 21ºC, trocada a cada 4 horas; b) em água sob refrigeração com temperatura máxima de 4ºC; c) através de fervuras. 5. Resfriamento Os produtos dessalgados que não são preparados logo após o dessalgue, são colocados em recipientes rasos (até no máximo 10cm de altura) e mantidos em freezer, câmara ou geladeira, para que a temperatura caia de 55ºC para 21ºC, em, no máximo, 2 horas e que após 6 horas, atinja o nível de 4ºC. 6. Armazenamento Após o resfriamento, os produtos dessalgados são armazenados sob refrigeração, em geladeira ou câmara, de acordo com os critérios de uso.
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    146 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 7. Tratamento térmico Em qualquer uma das formas de tratamento térmico (por exemplo cozimento e fritura), a temperatura no centro geométrico do alimento deve atingir 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos. 8. Envase Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox, travessa inox), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com papel alumínio ou equivalente. 9- Manutenção Os alimentos, nesta etapa, devem ser protegidos de novas contaminações e também devem ser mantidos sob rigoroso controle de tempo e temperatura. Os alimentos mantidos quentes permanecem em equipamentos térmicos, a uma temperatura de 65ºC ou mais, por, no máximo, 12 horas ou a 60ºC por, no máximo, 6 horas. No caso de temperaturas mais baixas que 60ºC, o seu consumo será de, no máximo, 3 horas. Fora desses limites, os alimentos prontos são desprezados. 10- Distribuição A distribuição é feita em balcão térmico para que os alimentos permaneçam nos seguintes limites de temperatura, desde o início da manutenção a quente: a 65ºC ou mais, por 12 horas; a 60ºC, por 6 horas; abaixo de 60ºC, por até 3 horas. Fora desses limites, os alimentos são desprezados. Obs.: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir Fluxograma de Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
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    PARTE ESPECÍFICA 147 Perigo Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO Etapa Recebimento Armazenamento PC ou PCC PC PC Medidas Preventivas Limite Crítico De acordo com as especificações próprias de cada produto. Embalagens íntegras e limpas. Ausência de ranço, sinais de umidade ou de manchas vermelhas. Dentro do prazo de validade Temperatura ambiente até 26OC ou sob refrigeração (máx. 10º C) Umidade entre 50% e 60%. B: Clostridium perfrigens, B. cereus, Salmonella sp, Staphylococcus aureus, Yersínia enterocolítica. B: Clostridium perfrigens, B. cereus, Salmonella sp, Staphylococcus aureus, Yersínia enterocolítica. O quê? Características do produto, prazo de validade, condições da embalagem e da unidade de transporte. Como? Observação visual. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura e umidade do local do armazenamento. Como? Termômetro e higrômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Devolver o produto. Avaliação do uso pretendido do produto e reavaliar o fornecedor. Treinamento do estoquista. Instalar exaustores ou aparelho de ar condicionado. Avaliar as características do produto para consumo. Transferir para local com temperatura e umidade corretas ou para equipamento com temperatura correta. Planilha de Controle de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). Planilha de Não- Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Planilha de Controle de Ambiente (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Acompanhamento do processo. Visita Técnica a fornecedores. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Avaliar características sensoriais compatíveis e condições de acondicionamento e de transporte. Fornecedor credenciado. BPF: Ambiente e utensílios. Temperatura e umidade ambiente controlada. Utilizar sistema PEPS.
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    148 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Manipulador. O quê? Temperatura da água, temperatura do equipamento e tempo de troca da água. Como? Termômetro, relógio e observação visual. Quando? A cada processo. Quem? Auxiliar de Cozinha. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador, etc. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de treinamento dos manipuladores. Corte Dessalgue PC PCC1 (B) B: Clostridium perfrigens, B. cereus, Salmonella sp, Staphylococcus aureus, Yersínia enterocolítica. B: Clostridium perfrigens, toxina estafilocócica, B. cereus, Salmonela sp, Yersínia enterocolítica. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Realizar o dessalgue: a) em água à temperatura ambiente, com troca a cada 4 horas; ou b) em água sob refrigeração; ou c) através de fervuras. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Temperatura da água a 21OC e troca a cada 4 horas (em ambiente); 4OC (em refrigeração); formação de vapor (fervura). Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Ajustar tempo e temperatura de dessalgue ou forma de dessalgue. Check-list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Dessalgue.
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    PARTE ESPECÍFICA 149 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Resfriamento Armazenamento Tratamento Térmico PC PC PCC2 (B) B: Esporos de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens); B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens). B: Formas esporuladas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Toxina estafilocócica. Q, F: Nenhum. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Controle da temperatura do equipamento. BPF: Instalações, equipamentos e utensílios. Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência sob esta temperatura. Redução a 21OC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Temperatura do equipamento: máx. 4OC. Minínimo de 65OC por 15 minutos. Acelerar processo de resfriamento (banho de gelo, de água fria). Rejeitar produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura compatível com o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Treinamento em BP: Higiene pessoal e higienização de utensílios. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Usar no mesmo dia. Avaliar as características do produto para consumo. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de resfriamento; higiene de manipuladores e utensílios. Como? Termômetro e relógio; observação visual. Quando? Após 2 horas do início do resfriamento; diário. Quem? Cozinheiro/Gerente. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do alimento. Como? Termômetro. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetro e relógio. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipulador. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetro
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    150 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Envase Manutenção PC PCC3 (B) B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens), Toxina estafilocócica, Enterobactérias patogênicas, Staphylococcus aureus. B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens), Toxina estafilocócica. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Temperatura do equipamento de manutenção. Temperatura do alimento x tempo de exposição. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Temperatura do equipamento: estufa e Pass through 65OC; água do banho térmico: entre 80OC e 90OC. Temperatura do alimento entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas ou entre 60OC. e 65OC por até 4 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65OC; por mais de 6 horas, entre 60OC. e 65OC e por mais de 3 horas abaixo de 60OC. Check-list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de controle de temperatura de equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e ptodutos. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 151 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação Distribuição PCC4 (B) B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens), Toxina estafilocócica. Temperatura correta do equipamento de distribuição. Temperatura do alimento x tempo de distribuição adequados. Água do banho térmico: entre 80OC e 90OC. Temperatura do alimento acima de 65OC por, no máximo, 12 horas; entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas, considerando-se o tempo e a temperatura que o alimento permaneceu na manutenção. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Retirar o alimento do equipamento. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas ou entre 60OC e 65OC por até 4 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65OC por mais de 6 horas, entre 60OC e 65OC e por mais de 3 horas abaixo de 60 OC. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo10). Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de coleta e análise de amostras de alimentos. Programa de calibração de termômetro e relógio. Programa de manutenção de equipamentos.
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    152 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO G: Farofa FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Farofa de ovos, de frutas, de bacon, de banana, virado de couve, de lingüiça entre outras combi-nações possíveis. Característica do produto final: O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 60ºC. No caso de permanecer à temperatura inferior, deverá ser consumido em até três horas, a contar da etapa de cocção. Formas de distribuição da preparação: a) Centralizada: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90OC. b) Descentralizada: - Transporte: em recipientes isotérmicos; - Distribuição: em balcão térmico, com água à temperatura entre 80OC e 90OC. Prazo de validade: Até três horas após a sua cocção. Instruções contidas no rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição a partir da cocção.
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    PARTE ESPECÍFICA 153 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO E - FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO DE PRODUTOS: FAROFA RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO TRATAMENTO TÉRMICO PCC 1 (B) MISTURA CATERER /TRANSPORTE ENVASE MANUTENÇÃO PCC 2 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC 3 (B)
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    154 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1 – Recebimento São recebidas farinhas que apresentem ausência de matéria terrosa, corpos estranhos, larvas, insetos, roedores e seus excrementos, e livre de umidade, com cor e odor específico para cada tipo. As embalagens devem estar íntegras, sem furos ou perfurações e manchas de umidade. São recebidas à temperatura ambiente de até 26ºC. 2 – Armazenamento O armazenamento é realizado em temperatura controlada de até 26ºC. Os sacos são removidos das caixas de papelão e empilhados em estrados fenestrados ou prateleiras, para garantir a circulação de ar entre os produtos armazenados. 3 – Tratamento térmico Os ingredientes do produto, à exceção da farinha, após atingirem a temperatura de cocção de 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por quinze minutos, são adicionados às farinhas. A farinha utilizada na preparação é levada ao forno para atingir uma das temperaturas de segurança (65ºC por 15 minutos ou 70ºC por 2 minutos). 4 – Envase Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox ou travessa inox), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria, com papel alumínio ou equivalente. 5 – Manutenção Os produtos prontos, nesta etapa, são protegidos de novas contaminações e também são mantidos sob rigoroso controle de tempo e temperatura. A farofa deve ser mantida em equipamentos térmicos, em temperatura de 60ºC ou mais por, no máximo, 6 horas e no caso de temperaturas inferiores a 60ºC, o seu consumo deverá ser em até 3 horas, a partir da etapa de cocção. 6 – Distribuição A distribuição é feita em balcão térmico para que mantenha o alimento à temperatura mínima de 60ºC.
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    PARTE ESPECÍFICA 155 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Os alimentos prontos podem permanecer, em temperatura de 60ºC ou mais por, no máximo, 6 horas ou, no caso de estar em abaixo de 60ºC, deverão ser consumidos em até 3 horas, sendo que o período de tempo na manutenção deverá ser considerado. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. Obs: Quando o serviço é descentralizado, após a etapa de envase, seguir Fluxograma de Alimentos Transportados ou Fluxograma de Caterer Aéreo.
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    156 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO GUIA DE Etapa ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Armazenamento Tratamento Térmico PC ou PCC PC PC PCC1 (B) Medidas Preventivas Limite Crítico Embalagens íntegras. Conformidade com as especificações. Temperatura ambiente até 26OC. Mínimo de 65OC por 15 minutos. Monitorização Verificação Ação Corretiva Devolver o produto. Reavaliar o fornecedor. Treinamento do estoquista. Corrigir temperatura. Instalar exaustores ou aparelho de ar condicionado. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Registro Planilha de Não Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Planilha de Controle de Ambiente (Anexo 04). Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). O quê? Cadastro do fornecedor; características das embalagens e inspeção do produto. Como? Observação visual. Quando? No momento da recepção. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local do armazenamento. Como? Termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do alimento. Como? Termômetro. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. Perigo B: Formas esporuladas de bactérias patogênicas (Bacillus cereus e Clostridium perfringens). B: Formas esporuladas de bactérias patogênicas (Bacillus cereus e Clostridium perfringens). B: Formas vegetativas e esporuladas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens. Supervisão do preenchimento das planilhas. Seleção de fornecedores. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetro. Avaliar condições de acondicionamento e transporte. Observar instruções e informações do rótulo (validade). Fornecedor cadastrado. Manter ambiente seco sem infiltrações ou presença de vapor. BPF: Ambiente e utensílios. Temperatura ambiente controlada. Utilizar sistema PEPS. Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência nesta temperatura.
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    PARTE ESPECÍFICA 157 COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Mistura Envase PC PC B: Formas vegetativas e esporuladas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Enterobactérias patogênicas, S. aureus. B: Formas vegetativas e esporuladas de Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Conformidade do plano APPCC de cada ingrediente da mistura. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Ausência de não conformidades nos planos dos ingredientes. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 20 minutos à temperatura ambiente ou máximo 2 horas à temperatura climatizada. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. O quê? Processo de preparo dos outros ingredientes; higiene de manipuladores e utensílios; tempo de mistura. Como? Através de observação visual; supervisão e relógio Quando? Toda vez que usar outros ingredientes; diário e a cada processo. Quem? Manipulador. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. Adequação do Plano APPCC. Rejeitar ingredientes não-conformes. Substituir ingrediente por outro seguro (inócuo). Treinamento em BP: Higiene pessoal, Limpeza e desinfecção de utensílios. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e mãos de manipuladores. Resumo do Plano dos ingredientes e Planilhas de acompanhamento de processo. Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Check-list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Supervisão do plano / planilhas dos ingredientes. Auditoria do Sistema APPCC dos ingredientes. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos.
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    158 PARTE ESPECÍFICA COZINHA COMERCIAL E INDUSTRIAL Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manutenção Distribuição PCC2 (B) PCC3 (B) B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens); Toxina estafilocócica. Enterobactérias patogênicas. B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens); Toxina estafilocócica. Enterobactérias patogênicas. Temperatura do equipamento de manutenção. Temperatura do alimento x tempo de exposição. Temperatura correta do equipamento de distribuição. Temperatura do alimento x tempo de distribuição adequados. Temperatura do equipamento: estufa e pass through 65OC; água do banho térmico: entre 80OC e 90OC. Temperatura do alimento entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas. Água do banho térmico entre 80OC e 90OC. Temperatura do alimento acima de 60OC por, no máximo, 6 horas e abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas, considerando-se o tempo de manutenção. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição e temperatura do equipamento de manutenção. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 1 vez a cada turno. Alimento: de 3 em 3 horas durante o período de manutenção. Quem? Copeira. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 3 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 6 horas, acima de 60OC e por mais de 3 horas abaixo de 60 OC. Retirar o alimento do equipamento. Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas ou entre 60OC e 65OC por até 4 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 6 horas, entre 60OC e 65OC e por mais de 3 horas abaixo de 60 OC. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo10). Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetro e relógio. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de coleta e análise de amostras de alimentos. Programa de calibração de termômetro e relógio. Programa de manutenção de equipamentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 159 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 2COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER TIPO DE ATIVIDADE: GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC - Alimentação transportada; - Caterer. Em todos os fluxogramas apresentados no item Restaurante Comercial e Industrial, após uma determinada etapa do preparo (grifada no fluxograma como TRANSPORTE e CATERER), os alimentos prontos para consumo podem ser transportados. A seguir, apresentaremos o fluxograma e a descrição começando, no caso da Alimentação Transportada, a partir do envase; no caso do Caterer, a partir do resfriamento.
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    160 PARTE ESPECÍFICA COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC TIPO DE ATIVIDADE: Alimentos transportados FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Qualquer uma das preparações que estão incluídas nos fluxogramas do Restaurante Comercial e Industrial, desde que o serviço de distribuição seja descentralizado. Características do produto final: O produto deverá ser servido quente em temperatura superior a 65OC. O produto deverá ser servido frio em temperatura inferior a 10OC. Formas de distribuição da preparação: Descentralizada: Transporte: em recipientes isotérmicos; Distribuição: em balcão térmico, com água a temperatura entre 80OC e 90OC ou em balcão refrigerado. Prazo de validade: Frios: em temperatura inferior a 10OC por, no máximo, 4 horas, e em temperaturas entre 10OC e 20OC por, no máximo, 2 horas. Quentes: em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas; em temperaturas entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas e em temperaturas inferiores a 60OC por, no máximo, 3 horas. Instruções do rótulo: Não aplicável Controles especiais durante distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
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    PARTE ESPECÍFICA 161 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC TIPO DE ATIVIDADE: Alimentos transportados ENVASE (*) TRANSPORTE MANUTENÇÃO PCC1 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC2 (B) (*) Antes desta etapa, observar as diversas formas de preparo dos alimentos nos fluxogramas e resumos do Plano APPCC do item Restaurante Comercial e Industrial. Descrição das etapas do fluxograma: 1 – Envase de alimentos prontos Os produtos prontos para consumo são acondicionados em recipientes higienizados (tipo cuba inox ou embalagem aluminizada), com auxílio de utensílio higienizado, e são cobertos com tampa própria, com filme plástico, papel alumínio ou equivalente. 2 – Transporte O transporte é realizado em veículo que possua Certificado de Vistoria (de acordo com a legislação vigente), em condições adequadas de higiene e exclusivo para este fim. Alimentos Servidos Frios: Os recipientes com os produtos prontos são acondicionados em recipientes isotérmicos (isopores com gelo reciclável, por exemplo), de forma a manter a temperatura entre 10OC e 21OC, durante o transporte. O tempo de transporte não pode exceder 1 hora, entre a saída da unidade produtora até a unidade distribuidora.
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    162 PARTE ESPECÍFICA COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 3 – Manutenção a frio Ao chegar à unidade de distribuição, os recipientes com os produtos prontos são transferidos para equipamentos de manutenção a frio (geladeira ou pass through). O produto pronto permanece em temperatura até 10OC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas, considerando-se o tempo de transporte. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. 4 – Distribuição A distribuição é feita em balcão refrigerado. O produto pronto permanece em temperatura de até 10OC por, no máximo, 4 horas, ou em temperatura entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas, considerando-se o tempo de manutenção. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. Alimentos Servidos Quentes: Os recipientes com os produtos prontos são acondicionados em recipientes isotérmicos (tipo hot box ou isopores), de forma a manter a temperatura mínima de 60OC, durante o transporte. O tempo de transporte não pode exceder 1 hora, entre a saída da unidade produtora e a chegada à unidade distribuidora. 3 – Manutenção à quente Ao chegar à unidade de distribuição, as temperaturas dos alimentos são monitorizadas e se estiverem acima de 60OC, os recipientes com os produtos prontos são transferidos para equipamentos de manutenção a quente (balcão térmico, estufa ou pass through). Se o produto pronto permaneceu em temperatura superior a 65OC, fica por, no máximo, 12 horas e se, em temperaturas entre 60OC e 65OC fica, no máximo, por 6 horas, considerando-se o tempo de transporte. Quando as temperaturas estiverem abaixo de 60OC, os alimentos são reaquecidos até atingir 74OC ou 65OC por 15 minutos, ou 70OC por 2 minutos, no centro geométrico. Depois os recipientes são acondicionados em equipamento de manutenção à quente onde o produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas; em temperatura entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas; e em temperatura inferior a 60OC por, no máximo, 3 horas. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado.
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    PARTE ESPECÍFICA 163 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 4 – Distribuição A distribuição é feita em balcão térmico, cuja água permanece entre 80OC e 90OC. O produto pronto permanece em temperatura superior a 65OC por, no máximo, 12 horas ou em temperatura entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas, ou em temperatura inferior a 60OC por, no máximo, 3 horas, considerando-se o tempo de manutenção. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Fora desses limites, o produto pronto é desprezado.
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    164 PARTE ESPECÍFICA COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER FORMULÁRIO J- RESUMO DO GUIA PLANO DE Etapa PC ou Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Verificação PCC Preventivas ELABORAÇÃO Transporte PC DO PLANO APPCC Quentes: Reaquecer os alimentos tão logo cheguem à unidade distribuidora ou distribuí-los de imediato. Desprezar alimentos que permanecerem por mais de 3 horas abaixo de 60OC. Frios: Levar os alimentos à refrigeração tão logo cheguem à unidade distribuidora. Desprezar alimentos que permanecerem entre 10OC e 21OC por mais de 2 horas. Registro Planilha de Temperatura de Alimentos Transportados (Anexo 11). O quê? Temperatura do alimento e tempo de transporte. Como? Auxílio de termômetro e relógio. Quando? Antes e depois do processo. Quem? Manipulador (saída) e Copeira (chegada). Perigo B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens) e microrganismos patogênicos produtores de toxinas (S. aureus). Programa de calibração do termômetro. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de coleta e análise das amostras. Monitorizar temperatura do alimento x tempo de transporte. Temperatura do alimento servido quente: acima de 60OC por, no máximo, 1 hora. Temperatura do alimento servido frio: entre 10OC e 21OC por, no máximo, 1 hora.
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    PARTE ESPECÍFICA 165 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manutenção PCC1 (B) B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens) e microrganismos patogênicos produtores de toxinas (S. aureus). Temperatura do equipamento de manutenção. Temperatura do alimento x tempo de exposição. Temperatura do equipamento: Quente: Pass through ou Estufas: 65OC ou água do banho: entre 80OC e 90OC. Frio: 10OC. Temperatura do alimento servido quente: acima de 65OC por, no máximo, 12 h; entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6h e abaixo de 60OC, por, no máximo, 3h. Temperatura do alimento servido frio: até 10OC por, no máximo, 4 h ou entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2h. (Considerar o tempo de transporte). O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição. Temperatura do equipamento de manutenção. Como? Aux. de termômetro e relógio. Quando? Alimento: 2 vezes a cada período de manutenção. Equipamento: Uma vez a cada turno. Quem? Copeira. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Quentes: Reaquecer os alimentos que permanecerem abaixo de 60OC por até 2 horas ou entre 60OC e 65OC por até 4 horas. Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 12 horas acima de 65OC; por mais de 6 horas, entre 60OC e 65OC e por mais de 3 horas abaixo de 60OC. Frios: Desprezar alimentos que permanecerem até 10OC por mais de 4 horas ou entre 10OC e 21OC por mais de 2 horas. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas e supervisão do processo. Programa de coleta e análise das amostras. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de manutenção de equipamentos.
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    166 PARTE ESPECÍFICA COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Distribuição PCC2 (M) B: Formas esporuladas de microrganismos patogênicos (B. cereus, C. perfringens) e microrganismos patogênicos produtores de toxinas (S.aureus). Temperatura do alimento e tempo de exposição e temperatura do equipamento de distribuição. Equipamento: água do banho térmico entre 80OC e 90OC. Equipamento para alimentos frios: Máx. 10OC. Temperatura do alimento servido quente: acima de 65OC por, no máximo, 12 horas ou entre 60OC e 65OC por, no máximo, 6 horas ou abaixo de 60OC por, no máximo, 3 horas. Temperatura do alimento servido frio: até. 10OC por, no máximo, 4 horas ou entre 10OC e 21OC por, no máximo, 2 horas (Considerar o tempo de manutenção). O quê? Temperatura do alimento e tempo de exposição e temperatura do equipamento de distribuição. Como? Termômetro e relógio. Quando? Equipamento: 30 minutos antes do início da distribuição. Alimento: Depende do horário de distribuição e do tipo de alimento servido. Quem? Copeira. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Agilizar o processo de distribuição, colocando menor quantidade de alimentos na distribuição. Colocar água quente no banho para acelerar aumento da temperatura. Desprezar os alimentos que permanecerem: por mais de 12 horas acima de 65OC; por mais de 6 horas, entre 60OC e 65OC ou por mais de 3 horas abaixo de 60OC; ou até 10OC por mais de 4 horas ou entre 10OC e 21OC por mais de 2 horas. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Distribuição (Anexo 10). Supervisão do preenchimento das planilhas e supervisão do processo. Programa de coleta e análise das amostras. Programa de calibração de termômetro e relógio. Programa de manutenção de equipamentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 167 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC TIPO DE ATIVIDADE: Caterer FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Qualquer uma das preparações que estão incluídas nos fluxogramas do Restaurante Comercial e Industrial, desde que o serviço de distribuição seja descentralizado. Característica do produto final: O produto deverá ser entregue frio em temperatura inferior a 10ºC. Forma de distribuição da preparação: Distribuição descentralizada em trolleys, em caminhões de transporte. Prazo de validade: São conservados em temperatura inferior a 10ºC, a partir da distribuição por, no máximo, 4 horas, ou entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. Instruções do rótulo: Etiquetas com data de preparo e validade. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura do alimento e o tempo de exposição.
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    168 PARTE ESPECÍFICA COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO DE PRODUTOS: Caterer PREPARO * RESFRIAMENTO PCC 1 (B) ARMAZENAMENTO ENVASE NAS LOUÇAS MONTAGEM NAS BANDEJAS ARMAZENAMENTO NOS TROLLEYS EXPEDIÇÃO E CARREGAMENTO PCC2 (B) * Antes de iniciar esta etapa do caterer, observar as demais etapas de preparo dos alimentos nos fluxogramas de Restaurante Comercial e Industrial. Descrição das etapas do fluxograma: 1. Resfriamento Os produtos prontos são acondicionados em recipientes de inox rasos (até, no máximo, 10cm de altura) e são colocados em equipamentos de resfriamento para que abaixem a temperatura de 55ºC para 21ºC em, no máximo, 2 horas e que após 4 horas adicionais, atinjam a temperatura de 4ºC.
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    PARTE ESPECÍFICA 169 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER 2. Armazenamento a frio Os produtos prontos são armazenados em geladeira ou câmara, para que fiquem a uma temperatura máxima de 10ºC. 3. Envase nas louças As preparações são porcionadas em louças devidamente higienizadas, respeitando o tempo máximo de 30 minutos de exposição à temperatura ambiente, ou 2 horas sob temperatura entre 12ºC e 18ºC. 4. Montagem nas bandejas As bandejas são montadas, respeitando o tempo máximo de 30 minutos de exposição à temperatura ambiente ou 2 horas, sob temperatura entre 12ºC e 18ºC. 5. Armazenamento nos trolleys As bandejas montadas são colocadas em trolleys, que permanecem nos holding box com as portas abertas para a devida circulação de ar entre as mesmas. 6. Expedição e carregamento Na expedição dos trolleys, os mesmos são abastecidos com gelo seco para que se mantenha a temperatura fria dos alimentos. Os trolleys são transportados em carros, de preferência refrigerados, limpos e com controle de pragas. Os alimentos chegam à aeronave com temperatura máxima de 10ºC. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    170 PARTE ESPECÍFICA COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO GUIA DE Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Verificação PCC Preventivas ELABORAÇÃO Resfriamento PCC1 Acelerar processo (B) de resfriamento (banho de gelo, de água fria). DO PLANO APPCC Rejeitar produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura compatível com o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Treinamento em BP: Higiene pessoal, higienização de utensílios. Registro Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check-list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus; Clostridium perfringens; Toxina estafilocócica. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Redução a 21OC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de resfriamento; Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Termômetro e relógio; observação visual. Quando? Após 2 horas do início do resfriamento. Diário. Quem? Cozinheiro/ Gerente.
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    PARTE ESPECÍFICA 171 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Armazenamento Envase nas louças PC PC B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus; Clostridium perfringens; Toxina estafilocócica. B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus; Clostridium perfringens; S. aureus. Controle da temperatura do equipamento. BPF: Instalações, equipamentos e utensílios. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Temperatura do equipamento: máx. 4OC. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo 2 horas à temperatura climatizada. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Auxiliar de cozinha. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de envase nas louças. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Manipulador e Gerente. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Usar no mesmo dia. Avaliar as características para consumo do produto. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Acelerar processo de envase. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Check list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Programa de treinamento de manipulador.
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    172 PARTE ESPECÍFICA COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Montagem nas bandejas Armazenamento nos trolleys PC PC B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus; Clostridium perfringens. S. aureus. B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus; Clostridium perfringens. Toxina estafilocócica. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Tempo máximo de 30 minutos à temperatuta ambiente ou equivalente, considerando-se o tempo de montagem das bandejas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo 2 horas à temperatura climatizada. Máximo 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo 2 horas à temperatura climatizada, considerando-se o tempo de montagem das bandejas. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Tempo de montagem nas bandejas. Como? Supervisão e relógio Quando? Diário e a cada processo. Quem? Manipulador e Gerente. O quê? Tempo de armazenamento nos trolleys. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Manipulador. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Acelerar processo de montagem. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Avaliar as características para consumo do produto. Check-list semanal. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e produtos. Programa de treinamento de manipulador. Supervisão do preenchimento do Check-list. Supervisão do procedimento. Programa de treinamento de manipulador. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de calibração de relógios.
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    PARTE ESPECÍFICA 173 COZINHA DE ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA E CATERER Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Expedição e carregamento PCC2 (B) B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus; Clostridium perfringens. S. aureus; toxina estafilocócica. Abastecer os trolleys com gelo seco e realizar o transporte em carros refrigerados, monitorando a temperatura dos alimentos na chegada à aeronave. Temperatura dos alimentos: inferior a 10ºC por até 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por até 2 horas. O quê? Temperatura dos alimentos e tempo de expedição/ carregamento. Como? Termômetro e relógio. Quando? Em toda a expedição. Quem? Supervisor de galley (galista). Agilizar o processo de carregamento. Se ultrapassarem os limites críticos, retornar os alimentos à unidade produtora e desprezar. Planilha de controle de temperatura de alimentos x tempo de expedição (Anexo 13). Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de coleta e análise de alimentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 175 BARES E LANCHONETES BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 3 GRUPO DE PRODUTOS: - Salgados recheados fritos; - Pastas e patês diversos; - Sanduíches naturais; - Salgados simples ou recheados assados; - Bebidas preparadas com leite, frutas, sorvetes ou bebida alcoólica. Os outros tipos de preparações servidas neste tipo de estabelecimento, estão incluídas em outras classes.
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    176 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Salgados recheados fritos Preparações: Coxinhas, risoles, quibes, pastéis, enroladinhos e bolinhos recheados. Característica do produto final: O produto deverá ser servido quente à temperatura superior a 60ºC. Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em estufas. Prazo de validade: Salgados conservados acima de 60ºC, por até 6 horas, ou abaixo de 60ºC, por até 3 horas. Instruções do rótulo: No caso de distribuição centralizada não há necessidade de rótulo. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Monitorizar o tempo de exposição e a temperatura do produto.
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    PARTE ESPECÍFICA 177 BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO DE PRODUTOS: Salgados recheados fritos RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO (massa) (recheio) MISTURA PCC1 (F) DESCONGELAMENTO COCÇÃO PRÉ -COCÇÃO ESFRIAMENTO RESFRIAMENTO SOVA DESFIAMENTO COCÇÃO PCC2 (B) RESFRIAMENTO MANUTENÇÃO A FRIO MODELAGEM EMPANAMENTO ARMAZENAGEM A FRIO COCÇÃO PCC3 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC4 (B)
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    178 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no check list de Visita Técnica a Fornecedores (Anexo 01). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis, ausência de manchas, grumos, sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levados à geladeira ou câmara com temperatura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para Freezer ou câmara de congelamento à temperatura de - 12ºC ou inferior. (a) MASSA 3(a). Mistura Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos (como balança) devidamente higienizados. Nesta etapa também ocorre o peneiramento das farinhas. 4(a). Cocção Os ingredientes são levados ao fogo (leite, sal e temperos) até levantar fervura, quando a farinha de trigo é então adicionada. A mistura é cozida até que a massa desprenda do fundo da panela. 5(a). Esfriamento A massa, pronta, é então resfriada sobre superfície limpa até a temperatura ambiente. 6(a). Sova A massa, já à temperatura ambiente, é sovada até que fique lisa e leve, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador.
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    PARTE ESPECÍFICA 179 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC (b)RECHEIO 7(b). Descongelamento No caso de produtos mantidos congelados, o descongelamento é realizado de uma das seguintes formas: a) sob refrigeração, em geladeira ou câmara com temperatura ideal de até 4ºC ou máxima (tolerada) de até 10ºC; b) sob água corrente, onde a temperatura da água não ultrapasse 21ºC, com o produto bem vedado; c) à temperatura ambiente até que a superfície do produto atinja 4ºC, quando é levado à geladeira ou câmara para que termine o descongelamento sob refrigeração. 8 (b). Pré-cocção As carnes (frango, camarão, etc.) são coccionadas em água potável com todos os temperos, até que fiquem macias e soltando dos ossos (no caso de frango). A cocção atinge no mínimo 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. 9(b). Resfriamento Resfriar os produtos logo após o cozimento, retirando o caldo formado. As carnes ou pescados cozidos são armazenados em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocados em freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração, assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Após 2 horas os alimentos devem atingir 21º C e após 6 horas, a temperatura deve estar a 4ºC. 10(b). Desfiamento No caso de frango, o mesmo é desfiado em lascas, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador e utensílios utilizados. Outra forma de conseguir o desfiamento do frango ou outras carnes é a utilização de equipamento como batedeira ou processador, onde evitamos o contato manual e reduzimos a possibilidade de contaminação dos alimentos. 11(b). Cocção Após a manipulação, a carne é cozida com os temperos, até atingir a temperatura mínima de 74ºC. 12(b). Resfriamento Os recheios são resfriados logo após o cozimento. Os recheios são armazenados em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocados em Freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração
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    180 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Após 2 horas os alimentos devem atingir 21º C e após 6 horas, a temperatura deve estar a 4º C. 13(b). Manutenção à frio Caso os salgados não sejam modelados posteriormente ao resfriamento, os recheios permanecem sob refrigeração à temperatura ideal máxima de 4ºC. 14. Modelagem Com a massa e recheio prontos, os salgados são modelados à temperatura ambiente e o tempo máximo de exposição dos produtos é de 30 minutos. Se o ambiente for climatizado, o tempo máximo de exposição é de 2 horas. Também deve ser tomado cuidado com a higiene do manipulador. 15. Empanamento Modelados, os salgados são passados em clara de ovos e farinha de rosca, que não são reaproveitados caso sobrem. 16. Cocção Nesta etapa é feita a fritura dos salgados em óleo entre 160ºC e 180ºC. Os salgados atingem uma temperatura interna mínima de 74ºC. 17. Distribuição É realizada em estufas ou vitrines quentes, onde permanecem por: - 12 horas caso sua temperatura esteja acima de 65ºC; - 6 horas caso sua temperatura esteja acima de 60ºC; - 3 horas caso sua temperatura esteja inferior a 60ºC. Fora desses limites, os salgados são desprezados.
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    PARTE ESPECÍFICA 181 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS PRIMAS E INGREDIENTES PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) Produtos Leite de vaca Farinha de trigo e farinha de rosca Frango Camarão Temperos (sal, caldos de galinha ou carne, cebola, alho, tomate, salsa, cebolinha verde). Perigo Biológico Enterobactérias patogênicas, Listeria monocytogenes, toxinas estafilocócicas. Bacillus cereus, Salmonella sp. Salmonella sp e outras Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; Compylobacter sp. Vibrio parahaemolyticus; Enterobactérias patogênicas. Bacillus cereus; Enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens. Perigo Físico Nenhum. Insetos ou fragmentos de insetos, fragmentos metálicos. Nenhum. Nenhum. Sujidades, pedras Perigo Químico Drogas veterinárias; micotoxina. Micotoxinas. Nenhum. Nenhum. Agrotóxicos (cebola, tomate, alho). Justificativa B, Q: Contaminação de origem. B, Q, F: Contaminação de origem ou transporte. B: Contaminação de origem ou transporte. Contaminação de origem ou transporte. B, Q, F: Contaminação de origem e transporte. Medidas Preventivas B, Q: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP e política de aplicação de antibióticos no gado leiteiro). B: cocção. B, Q, F: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP). B: cocção/ F: peneiramento. B: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP); cocção. Qualificação de fornecedores através de visita técnica. Informações sobre a origem do camarão. B, Q, F: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP e política de aplicação de agrotóxicos). B: cocção F: peneiramento.
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    182 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS GUIA DE (Q) / FÍSICOS (F) ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos (Consultar Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 04 do Guia de Elaboração – Parte Geral). DO Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas PLANO APPCC Recebimento Armazenamento Mistura (massa) Cocção (massa) B- Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; S. aureus, B. cereus. Q- Drogas veterinárias; micotoxinas. F- Sujidades; pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. B- Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; S. aureus, B. cereus. Q- Nenhum. F- Sujidades; pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. B- Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; S.aureus. Q- Nenhum. F- Sujidades; pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. B- Formas vegetativas de Bacillus cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B, Q, F: Contaminação de origem ou transporte. B: Multiplicação microbiana devido à temperatura de armazenamento inadequada e umidade elevada. F: Permanência dos fragmentos da matéria prima. B: Contaminação microbiana devido à higiene inadequada do manipulador, utensílios e equipamentos utilizados. F: Presença na matéria-prima. B: Sobrevivência de microrganismos patogênicos ou esporos devido à temperatura e tempo inadequados de cocção. B, Q, F: Avaliar as características sensoriais, condições de acondicionamento e transporte, temperatura dos perecíveis e outros no ato do recebimento. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. B: Armazenar os ingredientes secos em estoque com temperatura máxima de 26ºC. Armazenar produtos perecíveis refrigerados à temperatura ideal máxima de 4ºC ou a recomendada pelo fabricante. B,F: BP: Instalações, equipamentos e utensílios. B,F: Treinamento em BP: Higiene de utensílios /equipamentos e mãos de manipuladores. F: Peneiramento. B: Assegurar a temperatura mínima de cocção da massa.
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    PARTE ESPECÍFICA 183 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas Esfriamento (massa). Sova (massa). Descongelamento de matérias-primas. Pré-cocção. Resfriamento (recheio). B- Bacillus cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- B. cereus; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens; Bacillus cereus; Vibrio parahaemolyticus e outros (de acordo com a matéria prima). Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Microrganismos patogênicos esporulados (Clostridium perfringens, Bacillus cereus); S. aureus; Enterobactérias patogênicas; víbrio patogênico. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Clostridium perfringens; Bacillus cereus; S. aureus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B: Germinação de esporos, contaminação e multiplicação de microrganismos patogênicos devido à permanência da massa à temperatura ambiente por tempo prolongado. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do manipulador, utensílios e equipamentos utilizados. B: Multiplicação microbiana devido à exposição à temperatura ambiente por tempo prolongado. B: Sobrevivência de microrganismos patogênicos devido à temperatura e tempo inadequados de cocção. B: Germinação de esporos devido à permanência do recheio à temperatura ambiente por tempo prolongado B: Monitorar o tempo de exposição à temperatura ambiente. B: BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. B: Realizar o descongelamento de uma das seguintes formas: a) sob refrigeração, em geladeira ou câmara de até 10ºC; b) sob água corrente, onde a temperatura da água não pode ultrapassar 21ºC e o produto deve estar bem vedado; c) à temperatura ambiente até que a superfície do produto atinja 4ºC, quando deve ser levado à geladeira ou câmara para que termine o descongelamento sob refrigeração. B: Assegurar a temperatura mínima de cocção das matérias-primas. B: Armazenar o recheio em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocá-los em freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Devem atingir 21ºC em, no máximo, 2 horas e após 6 horas devem atingir a temperatura de 4ºC.
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    184 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas GUIA DE Desfiamento (recheio). ELABORAÇÃO Cocção (recheio) DO PLANO APPCC Resfriamento (recheio). Manutenção à frio (recheio). Modelagem Empanamento B- Staphylococcus aureus; Enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens; Bacillus cereus, S. aureus; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Microrganismos patogênicos esporulados (Clostridium perfringens, Bacillus cereus); S. aureus, Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Clostridium perfringens; Bacillus cereus; S. aureus, Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); C. perfringens; Bacillus cereus; Enterobactérias patogênicas e Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Staphylococcus aureus; B. cereus, C. perfringens; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Staphylococcus aureus; Bacillus cereus; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do manipulador, utensílios e equipamentos utilizados. B: Germinação de esporos de patogênicos. B: Sobrevivência de microrganismos patogênicos devido à temperatura e tempo inadequados de cocção. B: Germinação de esporos devido à permanência da massa à temperatura ambiente por tempo prolongado. B: Contaminação por superfície e contaminação cruzada B: Multiplicação microbiana devido à temperatura de armazenamento inadequada. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do manipulador, utensílios e equipamentos utilizados. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do manipulador, utensílios e introdução da farinha de rosca. B: BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. B: Rapidez no processo. B: Assegurar a temperatura mínima de cocção do recheio. Armazenar os recheios em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocá-los em freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Devem atingir 21ºC em, no máximo, 2 horas e após 6 horas devem atingir a temperatura de 4ºC. Usar superfícies de contato limpas e higienizadas. B: Armazenar os recheios à temperatura ideal máxima de 4ºC. (BP: Equipamentos e utensílios). B: BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. B: BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores.
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    PARTE ESPECÍFICA 185 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas Cocção Distribuição B- Enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens, Bacillus cereus; S. aureus; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Toxinas estafilocócicas; Clostridium perfringens; Bacillus cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B: Sobrevivência de microrganismos esporulados devido à temperatura e tempo indadequados de cocção. B: Multiplicação microbiana de bactérias sobreviventes à cocção devido à temperatura de manutenção inadequada por tempo prolongado. B: Assegurar a temperatura mínima de cocção dos salgados. B: Assegurar as temperaturas mínimas e tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição (vitrines ou estufas).
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    186 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA E INGREDIENTE CRÍTICO DE Produtos Perigos Identificados Questão 1 Questão 2 Crítica / Não Crítica ELABORAÇÃO O perigo ocorre acima de níveis O processo ou o usuário (C ou NC) aceitáveis? eliminará ou reduzirá o perigo a um nível aceitável? DO PLANO Leite de vaca APPCC Farinha de trigo e Farinha de rosca Frango Camarão Temperos (sal, caldos de galinha ou carne, cebola, alho, tomate, salsa, cebolinha verde). B- Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica. Q- Resíduos de antibióticos. F- Nenhum. B- Bacillus cereus; Salmonella sp. Q- micotoxinas. F- fragmentos de insetos, fragmentos metálicos. B- Salmonella sp e outras enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados; Compylobacter sp. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Vibrio parahaemolyticus; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Bacillus cereus; enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens. Q- agrotóxicos. F- sujidades, pedras. SIM SIM SIM SIM SIM NC NC NC NC NC NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO
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    PARTE ESPECÍFICA 187 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO Etapa do Processo Perigos significativos (B,Q e F) O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? Questão 4 Uma etapa subsequente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? PCC/ PC Recebimento Armazenamento B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados (B. cereus); Listeria monocytogenes; S. aureus. Q- drogas veterinárias; Micotoxinas. F- Sujidades, pedras; Insetos ou fragmentos de insetos; Fragmentos metálicos. B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados (B.cereus); Listeria monocytogenes; S. aureus. Q- Nenhum. F- Sujidades, pedras; Insetos ou fragmentos de insetos; Fragmentos metálicos SIM / SIM SIM / SIM NÃO SIM / SIM -- -- NÃO -- PC -- PC -- -- SIM -- SIM NÃO -- NÃO SIM -- SIM NÃO -- NÃO
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    188 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa do Processo Perigos O perigo é Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4 PCC/ PC GUIA significativos controlado pelo Existem medidas Esta etapa elimina Esta etapa previne Uma etapa (B,Q e F) programa de pré-requisitos? preventivas para o ou reduz o perigo a ocorrência do subsequente DE perigo? a níveis perigo? eliminará ou Se sim, é efetivo? aceitáveis? reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? ELABORAÇÃO Mistura (massa) DO PLANO APPCC Cocção (massa) Esfriamento (massa) B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados (B. cereus); Listeria monocytogenes; S. aureus. Q- Nenhum. F- Sujidades, pedras; Insetos ou fragmentos de insetos; Fragmentos metálicos B- Formas vegetativas de B. cereus; S. aureus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Bacillus cereus; S. aureus. Q- Nenhum. F- Nenhum. SIM / SIM -- NÃO SIM / SIM -- -- SIM / SIM -- -- -- -- PCC1 (F) PC -- -- PC -- -- -- SIM -- -- -- -- -- SIM -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- -- --
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    PARTE ESPECÍFICA 189 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Processo Perigos significativos (B,Q e F) O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? Questão 4 Uma etapa subsequente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? PCC/ PC B- S. aureus; B. cereus; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Enterobactérias patogênicas; C. perfringens; B. cereus; Vibrio parahaemolyticus e outros de acordo com a matéria-prima. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Microrganismos patogênicos esporulados (C. perfringens, B. cereus); S. aureus; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- C. perfringens; B. cereus; S. aureus. Q- Nenhum. F- Nenhum. Sova (massa) Descongelamento de matérias-primas Pré-cocção Resfriamento (recheio) SIM / SIM -- -- SIM / SIM -- -- NÃO -- -- NÃO -- -- -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- -- -- -- -- SIM -- -- NÃO -- -- -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- PC -- -- PC -- -- PC -- -- PC -- --
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    190 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa do Processo Perigos O perigo é Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4 PCC/ PC GUIA significativos controlado pelo Existem medidas Esta etapa elimina Esta etapa previne Uma etapa (B,Q e F) programa de pré-requisitos? preventivas para o ou reduz o perigo a ocorrência do subsequente DE perigo? a níveis perigo? eliminará ou Se sim, é efetivo? aceitáveis? reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? ELABORAÇÃO SIM / SIM DO PLANO -- -- APPCC NÃO -- -- NÃO -- -- SIM / NÃO -- -- B- Staphylococcus aureus; Enterobactérias patogênicas; C. perfringens; B. cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Microrganismos patogênicos esporulados (C. perfringens, B. cereus) S. aureus; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- C. perfringens; B. cereus; S. aureus; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- S. aureus; C. perfringens; B. cereus; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. Desfiamento (recheio) Cocção Resfriamento Manutenção à frio (recheio) -- -- SIM -- -- SIM -- -- SIM -- -- PC -- -- PC -- -- PC -- -- PC -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- SIM -- -- -- -- NÃO -- -- NÃO -- -- NÃO -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- SIM -- --
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    PARTE ESPECÍFICA 191 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Processo Perigos significativos (B,Q e F) O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? Questão 4 Uma etapa subsequente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? PCC/ PC SIM / SIM -- -- SIM / SIM -- -- NÃO -- -- SIM / NÃO -- -- Modelagem Empanamento Cocção Distribuição B: Enterobactérias patogênicas; S. aureus; B. cereus; C. perfringens; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Enterobactérias patogênicas; S. aureus; B. cereus; C. perfringens; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Enterobactérias patogênicas; C. perfringens, B. cereus; S. aureus; Víbrios patogênicos. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Toxina estafilocócica; C. perfringens; B. cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- -- -- -- -- SIM -- -- SIM -- -- -- -- -- -- NÃO -- -- NÃO -- -- -- -- -- -- -- -- PCC -- -- PCC -- --
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    192 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO DE Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PCC Preventivas ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Armazenamento PC PC Q- Resíduos de antibióticos; Agrotóxicos; Micotoxinas. B- Enterobactérias patogênicas; S. aureus;Patogênicos esporulados (B. cereus); Listeria monocytogenes. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Armazenar os ingredientes em ambiente com temperatura máxima de 26ºC. Armazenar produtos perecíveis à temperatura ideal máxima de 4ºC (refrigerados). BP: Instalações e equipamentos. Equipamentos de refrigeração: - ideal 4ºC; - máximo 10ºC; Equipamentos de congelamento: –12ºC ou inferior. O quê? Cadastro de fornecedor. Como? Observação visual. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Devolução dos produtos e raevaliação do fornecedor. Treinamento do estoquista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Planilha de Controle de Recebimento (Anexo 02). Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 193 BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC B- Enterobactérias patogênicas; S. aureus; Patogênicos esporulados (B. cereus); Listeria monocytogenes. F- Sujidades, pedras; Insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos B- Formas vegetativas de Bacillus cereus; S. aureus; B- Bacillus cereus Mistura (massa) Cocção (massa) Esfriamento (massa) PC PCC1 (F) PC PC Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. Peneiramento das farinhas. Assegurar a temperatura mínima de cocção da massa. Controle do tempo de exposição da massa à temperatura ambiente. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Ausência de fragmentos maiores que 2 mm. Temperatura mínima de cocção: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos, ou 65ºC por 15 minutos. Exposição da massa à temperatura ambiente por, no máximo, 3 horas. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; peneiramento. Como? Supervisão e observação visual. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor e auxiliar. O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. O quê? Tempo de exposição da massa. Como? Auxílio de relógio. Quando? A cada esfriamento. Quem? Cozinheiro. B: Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). F: Reprocessar e trocar peneira danificada. Cozinhar até que atinja a temperatura mínima ou que a consistência do produto seja adequada. Rejeitar o produto exposto à temperatura ambiente por mais de 3 horas. Planilhas de Treinamento. Relatórios de Supervisão. Check list semanal Planilha de Controle de Cocção (Anexo 05). Planilha de controle de Esfriamento. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios, mãos de manipuladores e produto. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de relógios.
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    194 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor. O quê? Temperatura do equipamento; Temperatura da superfície da peça; Tempo de exposição. Como? Auxílio de termômetro e relógio. Quando? A cada processo. Quem? Auxiliar de cozinha. O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. Sova (massa) Descongelamento de matérias-primas Pré-cocção PC PC PC B- Staphylococcus aureus; B. cereus; Enterobactérias patogênicas B- Enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens; Vibrio parahaemolyticus e outros de acordo com a matéria-prima usada. B- Microrganismos patogênicos esporulados (Clostridium perfringens, Bacillus cereus); S. aureus; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Temperatura do equipamento refrigerado. Temperatura da superfície da peça, quando o descongelamento for forçado ou à temperatura ambiente. Tempo de exposição, quando descongelado sob água corrente. Assegurar a temperatura mínima de cocção do recheio. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Temperatura do equipamento: máximo 4ºC; Temperatura máxima na superfície da peça: 4ºC; Tempo máximo: 4 horas. Temperatura mínima de cocção: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Transferência dos alimentos para equipamento com temperatura correta. Completar processo sob refrigeração. Avaliar as características para consumo do produto. Cozinhar até que atinja a temperatura mínima. Planilhas de treinamento. Relatórios de Supervisão. Check list semanal. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Descongelamento à temperatura Ambiente (Anexo 08). Planilha de Controle de Cocção (Anexo 05). Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do processo. Programa de calibração de termômetros e relógios. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros.
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    PARTE ESPECÍFICA 195 BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Resfriamento (recheio) Desfiamento (recheio) Cocção PC PC PCC2 (B) B- Clostridium perfringens; B. cereus; S.aureus. B- Staphylococcus aureus; Enterobactérias patogênicas; C. perfringens; B. cereus. B- Microrganismos patogênicos esporulados (Clostridium perfringens, Bacillus cereus); S. aureus; Enterobactérias patogênicas. O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico; tempo de resfriamento; higiene de manipulador e utensílios. Como? Auxílio de termômetro, relógio e supervisão. Quando? Diariamente, após 2 horas do início do resfriamento. Quem? Cozinheiro. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor. O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Treinamento em BP (Higiene de utensílios e mãos de manipuladores). Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Assegurar a temperatura mínima de cocção do recheio. Redução a 21ºC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Temperatura mínima de cocção: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. Acelerar o processo de resfriamento (banho de gelo ou água fria). Rejeitar o produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura de risco. Treinamento em BP. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Cozinhar até que atinja a temperatura mínima. Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Planilhas de treinamento. Relatórios de Supervisão. Check list semanal. Planilha de Controle de Cocção (Anexo 05). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros e relógios. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros.
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    196 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Resfriamento Manutenção à frio (recheio) O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico; tempo de resfriamento; higiene de manipulador e utensílios. Como? Auxílio de termômetro, relógio e supervisão. Quando? Diariamente, após 2 horas do início do resfriamento. Quem? Cozinheiro. O quê? Temperatura do equipamento de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Redução a 21ºC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Equipamentos de refrigeração: ideal 4ºC ou máxima de 10ºC. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Treinamento em BP (Higiene de utensílios e mãos de manipuladores). Armazenar os recheios à temperatura ideal de 4ºC ou máxima de 10ºC. BP: Equipamentos. B- Clostridium perfringens; B. cereus; S. aureus; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. B- Staphylococcus. aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus; Enterobactérias patogênicas; Víbrios patogênicos. PC PC Acelerar o processo de resfriamento (banho de gelo ou água fria). Rejeitar o produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura de risco. Treinamento em BP. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros e relógios. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção dos equipamentos e calibração dos termômetros.
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    PARTE ESPECÍFICA 197 BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Cocção Distribuição PCC3 (B) PCC4 (B) B- Enterobactérias patogênicas; Microrganismos patogênicos esporulados (C. perfringens, B. cereus); S. aureus; Víbrios patogênicos. B- Toxina estafilocócica; Clostridium perfringens; Bacillus cereus. O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. O quê? Temperatura do equipamento; Temperatura do alimento; Tempo de exposição. Como? Auxílio de relógio e termômetro. Quando? A cada duas horas. Quem? Balconista. Assegurar a temperatura mínima de cocção da massa. Assegurar as temperaturas mínimas e tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição (vitrines ou estufas). Temperatura do equipamento: mínimo 65ºC. Temperatura mínima de cocção: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. Salgados conservados acima de 60ºC por até 6 horas ou abaixo de 60ºC por até 3 horas. Cozinhar até que atinja a temperatura mínima. Descartar os salgados que permaneceram em condições de tempo e temperatura em descordo com os limites críticos. Planilha de Controle de Cocção (Anexo 05). Planilha de Controle de Distribuição (Anexo 10). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros e relógios. Programa de coleta e análise de alimentos.
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    198 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Pastas e patês diversos Preparações: Patê de ricota, patê de presunto, patê de cenoura, etc. Característica do produto final: O produto deverá ser servido frio à temperatura inferior a 10ºC. Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em vitrines refrigeradas à temperatura máxima de 10ºC. Prazo de validade: À temperatura máxima de 10ºC: 4 horas; entre 10ºC e 21ºC: 2 horas. Instruções do rótulo: No caso de distribuição centralizada, não há necessidade de rótulo. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Monitorizar o tempo de exposição e a temperatura do alimento.
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    PARTE ESPECÍFICA 199 BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO DE PRODUTOS: Pastas e patês diversos Exemplo: Patê de Ricota RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO PESAGEM DOS INGREDIENTES TRITURAÇÃO MANUTENÇÃO A FRIO MISTURA MANUTENÇÃO A FRIO PORCIONAMENTO/EMBALAGEM MANUTENÇÃO A FRIO DISTRIBUIÇÃO PCC1 (B)
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    200 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores (Anexo 1). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis e características, como: ausência de grumos, sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos. 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos refrigerados são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempera-tura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -12ºC ou inferior. 2. Pesagem dos ingredientes Etapa na qual todos os ingredientes são pesados, utilizando-se utensílios e equipamentos (como balança) devidamente higienizados. 3. Trituração A ricota é processada até que se torne uma pasta. Nesta etapa o produto não ultrapassa 10ºC, ou então o trituramento não excede 30 minutos, considerando-se que é realizado em temperatura ambiente. 4. Manutenção a frio Manter a ricota triturada sob refrigeração em geladeira ou câmara com temperatura ideal entre 3ºC e 4ºC e máxima de até 10ºC. 5. Mistura Nesta etapa todos os ingredientes são misturados (ricota, requeijão e temperos), utilizando-se utensílios e equipamentos devidamente higienizados.
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    PARTE ESPECÍFICA 201 BARES E LANCHONETES 6. Manutenção a frio Manter o patê sob refrigeração em geladeira ou câmara com temperatura ideal entre 3ºC e 4ºC e máxima de 10ºC. 7. Porcionamento/Embalagem O patê é dividido em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador e utensílios utilizados. O patê comercializado é pesado, embalado, lacrado e etiquetado. O processo de porcionamento e embalagem não excede 30 minutos, considerando-se que o mesmo é realizado à temperatura ambiente. 8. Manutenção a frio Manter o patê porcionado e embalado sob refrigeração em geladeira ou câmara com temperatura ideal entre 3 e 4ºC e máxima de até 10ºC. 9. Distribuição A distribuição é realizada em vitrines refrigeradas ou geladeiras com temperatura ideal entre 3ºC e 4ºC ou máxima de até 10ºC. O tempo e a temperatura que o alimento ficou em manutenção devem ser considerados neste item. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    202 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO DE Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PCC Preventivas ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Armazenamento PC PC B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados. F- Sujidades, pedras (temperos). B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados (B. cereus). F- Sujidades, pedras (temperos). Avaliar as características sensoriais no ato do recebimento, condições de acondicionamento e transporte, temperatura dos perecíveis. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Armazenar os ingredientes secos à temperatura máxima de 26ºC. Armazenar produtos perecíveis refrigerados à temperatura ideal máxima de 4ºC. BP: Instalações e equipamentos. Temperatura das matérias primas perecíveis: máximo de 10ºC (refrigeradas) e -15ºC ou inferior (congeladas). Equipamentos de refrigeração: máximo de 10ºC; congelamento: – 12ºC ou inferior; Seco: máximo 26ºC. O quê? Temperatura e condições de transporte. Como? Observação visual; auxílio de termômetro (perecíveis). Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Devolução dos produtos e reavaliação do fornecedor. Treinamento do estoquista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Solicitar colocação de ar condicionado ou exaustores. Planilha de Controle de Recebimento (Anexo 02). Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de calibração de termômetro.
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    PARTE ESPECÍFICA 203 BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; Tempo; sujidades. Como? Supervisão; Relógio. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor; Manipulador. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Auxiliar de cozinha. Pesagem dos Ingredientes Trituração Manutenção a frio PC PC PC B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus. F- Sujidades. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus. F- Sujidades. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus; Clostridium perfringens; Bacillus cereus. Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. B: Retirar os alimentos porcionados para não exceder 30 minutos à temperatura ambiente. F: Retirada manual de sujidades. Armazenar os recheios à temperatura ideal de 4ºC ou máxima de 10ºC. BP: Equipamentos. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente. Ausência de sujidades visíveis. Equipamentos de refrigeração: ideal 4ºC ou máxima de 10ºC. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Acelerar processo de trituração. Reprocessar. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Programa de calibração de relógios. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos e calibração de termômetro.
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    204 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; Tempo. Como? Supervisão; Relógio. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor; Manipulador. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; Tempo. Como? Supervisão; Relógio. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor; Manipulador. Mistura Manutenção à Frio Porcionamento / Embalagem PC PC PC B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus; Clostridium perfringens; Bacillus cereus. B- Escherichia coli; S. aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica). Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. Retirar os alimentos porcionados para não exceder 30 minutos à temperatura ambiente. Temperatura do equipamento: máxima de 10ºC. BP: Equipamentos. Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. Assegurar tempo máximo de exposição, porcionando os alimentos. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente. Temperatura dos equipamentos de refrigeração: máxima de 10ºC. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Programa de calibração de relógios. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos e calibração de termômetros. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Programa de calibração de relógios.
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    PARTE ESPECÍFICA 205 BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manutenção à frio Distribuição PC PCC1 (B) B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus. Temperatura do equipamento: máxima de 10ºC. BP: Equipamentos. Patês conservados abaixo de 10ºC por até 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por até 2 horas. Assegurar as temperaturas mínimas e tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição. Temperatura dos equipamentos de refrigeração: máxima de 10ºC. Patês conservados abaixo de 10ºC por até 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por até 2 horas. Patês conservados abaixo de 10ºC por até 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por até 2 horas. O tempo e a temperatura que o alimento ficou na manutenção são considerados neste período de tempo. O quê? Temperatura do equipamento; Temperatura do alimento; Tempo de exposição. Como? Auxílio de termômetro e relógio. Quando? Diariamente. Quem? Auxiliar de cozinha. O quê? Temperatura do equipamento; Temperatura do alimento; Tempo de exposição. Como? Auxílio de relógio e termômetro. Quando? A cada duas horas. Quem? Balconista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Descartar os produtos que permaneceram em condições não conformes com os limites críticos. Descartar os produtos que permaneceram em condições não conformes com os limites críticos. Planilha de Controle de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Distribuição (Anexo 10). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos e calibração de termômetro e relógio. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de coleta e análise de amostras. Programa de calibração de termômetro e relógio.
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    206 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Sanduíches naturais Preparações: Sanduíche natural de frango e cenoura ralada, sanduíche natural de ricota com cenoura, sandu-íche natural de ricota com passas, etc. Característica do produto final: O produto deverá ser servido frio à temperatura inferior a 10ºC. Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em vitrines refrigeradas à temperatura máxima de 10ºC. Prazo de validade: 24 horas, em temperatura máxima de 10ºC. Instruções do rótulo: Nome do fabricante; data de fabricação; data de validade. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura de exposição e a validade.
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    PARTE ESPECÍFICA 207 BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Grupo de Produtos: Sanduíches naturais Exemplo: Sanduíche natural de frango e cenoura ralada RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO (frango) (cenoura) DESCONGELAMENTO HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B) COCÇÃO PCC2 (B) DESCASQUE E CORTE RESFRIAMENTO PCC3 (B) DESFIAMENTO MANUTENÇÃO A FRIO MISTURA DOS INGREDIENTES MONTAGEM/EMBALAGEM MANUTENÇÃO A FRIO DISTRIBUIÇÃO PCC4 (B)
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    208 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores (Anexo 01). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis e características dos produtos: ausência de sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos. 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos refrigerados são transferidos para caixas plásticas e levados à câmara com tempera-tura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -12ºC ou inferior. (a)CARNES (frango) 3(a). Descongelamento Se o produto for congelado, o descongelamento é realizado de uma das seguintes formas: a) sob refrigeração, em geladeira ou câmara com temperatura ideal de até 4ºC ou máxima (tolerada) de até 10ºC; b) sob água corrente, onde a temperatura da água não ultrapasse 21ºC, com o produto bem vedado; c) à temperatura ambiente até que a superfície do produto atinja 4ºC, quando é levado à geladeira ou câmara para que termine o descongelamento sob refrigeração. 4(a). Cocção As carnes são coccionadas em água potável com todos os temperos, até que fiquem macias e soltando dos ossos (no caso de frango). A cocção atinge no mínimo 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos.
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    PARTE ESPECÍFICA 209 BARES E LANCHONETES 5(a). Resfriamento Os produtos são resfriados logo após o cozimento, retirando o caldo formado. As carnes cozidas são armazenadas em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocados em freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração assim que abaixem a temperatura para 55ºC. Os produtos devem atingir 21º C em, no máximo, 2 horas, e após 6 horas, devem atingir a temperatura de 4ºC. 6(a). Desfiamento No caso de frango, o mesmo é desfiado em lascas tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador e utensílios utilizados. Outra forma de conseguir o desfiamento do frango ou ou-tras carnes é a utilização de equipamento como batedeira ou processador, onde evitamos o contato manual e reduzimos a possibilidade de contaminação dos alimentos. 7(a). Manutenção a frio Após o manuseio, as carnes são acondicionadas em recipientes devidamente higienizados e man-tidos em equipamento de manutenção a frio com temperatura ideal de 3ºC a 4ºC e máxima de GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 10ºC, de acordo com os critérios de uso. HORTIFRUTIGRANJEIROS (cenoura) 8(b). Higienização Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades danificadas. Depois são lavados um a um, em água corrente e acondicionados em utensílio tipo escorredor. Os hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, entre 100ppm e 250ppm de cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante do sanitizante que está sendo utilizado) e mantidos por 15 minutos. Após esta etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados em água corrente potável, utilizando-se recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizados. 9(b). Descasque e corte Os hortifrutigranjeiros são manipulados (descascados e ralados) com auxílio de tábua de polipropileno, faca e processador ou ralador devidamente higienizados. Observar com atenção a higiene do manipulador. 10(b). Manutenção a frio Após o manuseio, os hortifrutigranjeiros são acondicionados em recipientes devidamente higienizados e mantidos em equipamento de manutenção a frio com temperatura ideal máxima de 10ºC, de acordo com os critérios de uso.
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    210 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 11. Mistura dos ingredientes Nesta etapa todos os ingredientes são misturados (carne, hortifrutigranjeiros, molho e tempe-ros), utilizando-se utensílios devidamente higienizados. 12. Montagem/embalagem O recheio é incorporado aos pães, tomando-se o cuidado com a higiene dos manipuladores e utensílios utilizados. Os sanduíches são envoltos em filme plástico ou similar, cobrindo total-mente a superfície, e são etiquetados com o nome do fabricante, nome da preparação, data e horário de fabricação e data de validade. O tempo de montagem e embalagem não deve exceder 30 minutos, considerando que as tarefas são realizadas à temperatura ambiente. 13. Manutenção a frio Os sanduíches prontos são mantidos em equipamento de manutenção à frio com temperatura ideal de 3ºC a 4ºC e máxima de 10ºC. O produto permanece sob refrigeração até 10ºC por, no máximo, 24 horas. Fora desses limites, o produto é desprezado. 14. Distribuição É realizada em estufas ou vitrines frias, onde os produtos permanecem sob refrigeração até 10ºC por, no máximo, 24 horas. Fora desses limites, o produto é desprezado. O tempo e a temperatura que o alimento ficou em manutenção devem ser considerados neste item.
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    PARTE ESPECÍFICA 211 Perigo Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO Etapa PC ou PCC Medidas Preventivas Recebimento Armazenamento PC PC B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; vírus entéricos patogênicos; parasitos humanos. Q- agrotóxicos. F- Sujidades, pedras (temperos). B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; vírus entéricos patogênicos; parasitos humanos. F- Sujidades, pedras (temperos). Avaliar as características sensoriais no ato do recebimento, condições de acondicionamento, transporte, temperatura dos perecíveis. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Armazenar os ingredientes secos à temperatura máxima de 26ºC. Armazenar produtos perecíveis à temperatura ideal máxima de 4ºC para os refrigerados e – 12º C ou inferior, para os congelados/ BP: Instalações e equipamentos. Temperatura das matérias primas perecíveis: máximo de 10ºC (refrigeradas) e –15ºC ou inferior (congeladas). Equipamentos de refrigeração: máximo de 10ºC; congelamento: –12ºC ou inferior; Seco: máximo de 26ºC. O quê? Temperatura e condições de transporte. Como? Observação visual; auxílio de termômetro (perecíveis). Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Devolução dos produtos e reavaliação do fornecedor. Treinamento do estoquista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Planilha de Controle no Recebimento (Anexo 02). Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos e calibração de termômetros.
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    212 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descongelamento (frango) Cocção (frango) PC PCC B - Enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens; Bacillus cereus. B- Microrganismos patogênicos esporulados (Clostridium perfringens, Bacillus cereus). Temperatura do equipamento refrigerado. Temperatura da superfície da peça quando o descongelamento for forçado ou à temperatura ambiente. Tempo de exposição quando descongelado sob água corrente. Assegurar a temperatura mínima de cocção do frango. Temperatura do equipamento: máximo de 4ºC; temperatura na superfície da peça: 4ºC; tempo máximo: 4 horas. Temperatura mínima de cocção: 65ºC por 15 minutos. O quê? Temperatura do equipamento; temperatura da superfície da peça; tempo de exposição. Como? Auxílio de termômetro e relógio. Quando? A cada processo. Quem? Auxiliar de cozinha. O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. Transferência dos alimentos para equipamento com temperatura correta. Completar processo sob refrigeração. Avaliar as características para consumo do produto. Cozinhar até que atinja a temperatura mínima. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Descongelamento a Temperatura Ambiente (Anexo 08). Planilha de Controle de Temperaturas de Cocção (Anexo 05). Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do processo. Programa de calibração de termômetro e relógio. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro.
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    PARTE ESPECÍFICA 213 BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Resfriamento (frango) Desfiamento (frango) PCC PC B- Clostridium perfringens; Bacillus cereus. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica). Armazenar as carnes em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocá-las em freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração, assim que abaixem a temperatura para 55ºC de maneira que atinjam 21ºC em, no máximo, 2 horas e após 6 horas atinjam a temperatura de 4ºC. Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. Retirar os alimentos porcionados para não exceder 30 minutos à temperatura ambiente. Redução a 21ºC em 2 horas. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente. O quê? Tempo e temperatura. Como? Auxílio de relógio e termômetro. Quando? A cada resfriamento. Quem? Cozinheiro. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; tempo. Como? Supervisão; relógio. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor; manipulador. Acelerar o processo de resfriamento (banho de gelo ou água fria). Rejeitar o produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura de risco. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check-list semanal. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro e relógio. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Programa de calibração de relógio.
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    214 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Teor de cloro residual livre; concentração da solução clorada e tempo de contato. Como? Auxílio de kit para cloro; relógio. Quando? Uma vez a cada turno. Quem? Auxiliar de cozinha. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Higienização (cenoura) Descasque e corte (cenoura) Manutenção à frio PCC1 (B) PC PC B- Enterobactérias patogénicas; vírus entéricos patogênicos; parasitos humanos. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus. Utilização de água potável; Reduzir contaminantes patogênicos à níveis aceitáveis (uso de solução clorada entre 100ppm e 250ppm por, no mínimo, 15 minutos). Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Temperatura do equipamento: máxima de 10ºC. BP: Equipamentos. Água: mínimo de 0,2ppm de cloro residual livre. Concentração da solução clorada entre 100ppm e 250ppm e tempo de contato mínimo de 15 minutos. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Temperatura dos equipamentos de refrigeração: máxima de 10ºC. Solicitar a limpeza do reservatório e usar água mineral ou água potável transportada até a realização da limpeza. Compensar o cloro na água. Repetir o processo. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Descartar os produtos que ficarem fora dos limites críticos. Planilha de Controle de Cloro; Planilha de Desinfecção de Hortifrutigranjeiros (Anexo 07). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Planilha de Controle da Temperatura dos Equipamentos (Anexo 04). Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de água e de produtos. Supervisão do preenchimento do check-list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção dos equipamentos e calibração de termômetro.
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    PARTE ESPECÍFICA 215 BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Mistura dos ingredientes Montagem / Embalagem PC PC B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus. F- Sujidades, pedras (temperos). B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus. Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. Retirar os alimentos porcionados para não exceder 30 minutos à temperatura ambiente. F: Peneiramento Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. Retirar os alimentos porcionados para não exceder 30 minutos à temperatura ambiente. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente. F: Fragmentos sólidos 0,3mm. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente, descontando o tempo anterior. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; tempo; peneiramento. Como? Supervisão; relógio; peneira. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor; manipulador. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; tempo. Como? Supervisão; relógio. Quando? A cada processo. Quem? Supervisor. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). F: Repeneirar; trocar peneira danificada. Acelerar processo de mistura. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza de utensílios e equipamentos). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de Supervisão. Check list semanal. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios, mãos de manipuladores e produtos. Programa de calibração de relógio. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios, mãos de manipuladores e produtos. Programa de calibração de relógio.
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    216 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manutenção à frio Distribuição PC PCC B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Clostridium perfringens; Bacillus cereus. B- Toxinas estafilocócicas; Clostridium perfringens; Bacillus cereus. Temperatura do equipamento: máxima de 10ºC. BP: Equipamentos. Temperatura dos sanduíches: máximo 10ºC. Assegurar as temperaturas mínimas e tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição. Temperatura dos equipamentos de refrigeração: máxima de 10ºC. Patês conservados abaixo de 10ºC por até 24 horas. Sanduíches conservados abaixo de 10ºC por até 24 horas. O quê? Temperatura do equipamento; temperatura do alimento; validade do sanduíche. Como? Auxílio de termômetro; observação visual. Quando? Diariamente Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do equipamento; temperatura do alimento; validade do sanduíche. Como? Auxílio de relógio e termômetro; observação visual. Quando? Diariamente. Quem? Balconista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Descartar os produtos que permaneceram em condições não conformes com os limites críticos. Descartar os produtos que permaneceram em condições não conformes com os limites críticos. Planilha de Controle de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle de Distribuição (Anexo 10). Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos e calibração de termômetros. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Program de coleta e análise de alimentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 217 BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Salgados simples ou recheados assados Preparações: Pizza de mussarela, pizza de calabresa, pizza de presunto. Característica do produto final: O produto deverá ser servido à temperatura superior a 60ºC. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Forma de distribuição da preparação: a) Centralizada: em vitrines quentes; b) Descentralizada: transporte em bolsas térmicas. Prazo de validade: 6 horas acima de 60ºC e 3 horas abaixo de 60ºC. Instruções do rótulo: No caso de distribuição centralizada, o uso de rotulagem é dispensável. No caso de distribuição descentralizada, as seguintes informações devem constar no rótulo: nome do fabricante, data de fabricação, data de validade, instruções de uso. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Monitorizar a temperatura de exposição ou de transporte e o prazo de validade.
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    218 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO DE PRODUTOS: Salgados simples ou recheados assados RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO PESAGEM DOS INGREDIENTES (massa) (molho) (cobertura) LAVAGEM DOS MISTURA HORTIFRUTIGRANJEIROS FATIAMENTO DIVISÃO DESCASQUE E CORTE DESCANSO TRITURAÇÃO MODELAGEM COCÇÃO FERMENTAÇÃO RESFRIAMENTO PRÉ-COCÇÃO ESFRIAMENTO MANUTENÇÃO A FRIO MONTAGEM COCÇÃO PCC1 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC2 (B)
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    PARTE ESPECÍFICA 219 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores (Anexo 01). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis e características, como: ausência de manchas, grumos, sujidades, fun-gos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levados à câmara com tempe-ratura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -15ºC ou inferior. 3. Pesagem dos ingredientes Etapa na qual todos os ingredientes são pesados, utilizando-se utensílios e equipamentos (como balança) devidamente higienizados. MASSA (a) 4(a). Mistura Nesta etapa todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos (ba-tedeira) devidamente higienizados. Por último, é acrescentado o fermento biológico, quando o batimento da massa é feito em velocidade mais alta, até que a mesma fique lisa e homogênea. 5(a). Divisão A massa é dividida em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador. 6(a). Descanso Todos os utensílios utilizados e as superfícies sobre as quais a massa descansa devem ser devida-mente higienizados antes de seu uso. As peças em descanso devem ser protegidas por filme plástico.
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    220 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 7(a). Modelagem Etapa na qual a massa é passada em modeladora de acordo com o tamanho das peças. No caso de pizzas, a massa é aberta em forma de discos em superfície enfarinhada, manualmente ou com o auxílio de rolo de polipropileno, até o diâmetro e espessura desejados. 8(a). Fermentação Fermentar as peças em câmara de fermentação com temperatura entre 28ºC e 32ºC e umidade relativa entre 75% e 85%, aproximadamente, até o ponto ideal. 9(a). Pré-cocção Assar as peças em forno pré-aquecido, por tempo e temperatura de acordo com as características do equipamento utilizado, de forma que a massa não resseque. 10(a). Esfriamento Aguardar o esfriamento da massa à temperatura ambiente, em local protegido de circulação de ar proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos, esteja no máximo, 5ºC acima da temperatura ambiente. MOLHO (b) 11(b). Lavagem dos hortifrutigranjeiros Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades ou folhas danificadas. Depois são lavados um a um (tomates) ou folha a folha, em água corrente e acondicionados em utensílio tipo escorredor. 12(b). Descasque e corte Os hortifrutigranjeiros são manipulados com auxílio de tábua de polipropileno, faca e processador ou ralador devidamente higienizados. 13(b). Trituração Nesta etapa, os hortifrutigranjeiros (neste caso, o tomate, o alho e a cebola) são triturados e temperados em liquidificador ou equipamento similar devidamente higienizado. 14(b). Cocção O molho é levado ao fogo até que levante fervura, onde deve permanecer por cerca de 10 minutos.
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    PARTE ESPECÍFICA 221 BARES E LANCHONETES 15(b). Resfriamento Resfriar o molho logo após o cozimento. O molho é armazenado em recipientes rasos (até 10 cm de altura) e colocados em freezer, câmara, geladeira ou torre de refrigeração assim que abaixe a temperatura para 55ºC, de maneira que atinja 21ºC em, no máximo, 2 horas e após 6 horas atinja a temperatura de 4ºC. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC COBERTURA (c) 16(c). Fatiamento O queijo, presunto e demais frios são fatiados com o auxílio de fatiador manual ou elétrico que deverá ser corretamente higienizado. Observar, também, a higiene do manipulador. 17. Manutenção a frio A massa, o molho e os frios utilizados para a cobertura são acondicionados em recipientes próprios, devidamente higienizados, e mantidos em equipamento de manutenção a frio com temperatura máxima de 10ºC, e de acordo com os critérios de uso. 18. Montagem Nesta etapa, a pizza é montada, observando-se a higiene do manipulador. O tempo máximo de montagem é de 30 minutos, considerando que esta é realizada à temperatura ambiente. 19. Cocção Assar as peças em forno pré-aquecido, por tempo e temperatura de acordo com o equipamento utilizado, até que se obtenham as características do produto final (cor, textura, etc.). 20. Distribuição A distribuição é realizada em vitrines ou estufas quentes, seguindo os seguintes critérios de tempo e temperatura: em até 6 horas, acima de 60ºC; em até 3 horas, abaixo de 60ºC. Fora desses parâmetros o produto deve ser desprezado.
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    222 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE Etapa ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Armazenamento PC ou PCC PC PC Perigo B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; parasitos humanos. Q- Micotoxinas. F- Sujidades, pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; parasitos humanos. F- Sujidades, pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. Medidas Preventivas Avaliar as características sensoriais no ato do recebimento, condições de acondicionamento, transporte e temperatura dos perecíveis. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Armazenar os ingredientes secos à temperatura máxima de 26ºC. Armazenar produtos perecíveis à temperatura ideal máxima de 4ºC para refrigerados e – 12º C ou inferior para congelados. BP: Instalações e equipamentos. Limite Crítico Temperatura das matérias- primas perecíveis: máximo de 10ºC (refrigeradas) e -12ºC ou inferior (congeladas). Equipamentos de refrigeração: máximo 10ºC; congelamento: -12ºC ou inferior; Seco: máximo 26ºC. Monitorização O quê? Temperatura e condições de transporte. Como? Observação visual; auxílio de termômetro (perecíveis). Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Ação Corretiva Devolução dos produtos e reavaliação do fornecedor/ transportadora. Treinamento do estoquista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos Registro Planilha de Controle no Recebimento (Anexo 02). Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos Anexo 04). Verificação Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de calibraçãode termômetros. FORMULÁRIO J – RESUMO DO PLANO
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    PARTE ESPECÍFICA 223 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Pesagem dos ingredientes Mistura (massa) Divisão (massa) PC PC PC Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipuladores e de produtos. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; parasitos humanos. F- Sujidades, pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus. Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Peneiramento dos produtos em pó. Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Fragmentos sólidos 3 mm. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; peneiramento. Como? Supervisão; peneira. Quando? Diariamente, a cada preparação. Quem? Supervisor/ auxiliar de cozinha. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). F: Repeneirar; trocar a peneira danificada. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão.
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    224 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE Descanso (massa) ELABORAÇÃO DO PLANO Modelagem APPCC (massa) Pré-Cocção (massa) Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. PC PC PC B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus. B- Esporulados patogênicos (Bacillus cereus). Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Assegurar a temperatura mínima de cocção da massa. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Temperatura mínima de cocção: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Cozinhar até que atinja a temperatura mínima. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Planilha de Controle de Cocção (Anexo 05).
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    PARTE ESPECÍFICA 225 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Esfriamento (massa) Lavagem dos Hortifrutigranjei-ros (molho) Descasque e corte (molho) O quê? Tempo de exposição da massa. Como? Auxílio de relógio. Quando? A cada esfriamento. Quem? Cozinheiro. O quê? Teor de cloro residual livre. Como? Auxílio de kit para cloro. Quando? Uma vez por dia. Quem? Auxiliar de lanchonete. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de relógios. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de água. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. PC PCC PC B- Bacillus cereus. B- Enterobactérias patogénicas; Vírus entéricos patogênicos; parasitos humanos. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Controle do tempo de exposição da massa à temperatura ambiente. Utilização de água potável. Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Exposição da massa à temperatura ambiente por, no máximo, 3 horas. Água: mínimo de 0,2ppm de cloro residual livre. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Rejeitar o produto exposto à temperatura ambiente por mais de 3 horas. Solicitar a limpeza do reservatório e usar água mineral ou água potável transportada até a realização da limpeza. Compensar o cloro na água. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Planilha de Controle de Esfriamento. Planilha de Controle de Cloro. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão.
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    226 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE Trituração (molho) ELABORAÇÃO DO PLANO Cocção (molho) APPCC Resfriamento (molho) O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Fervura do molho. Como? Observação visual. Quando? A cada cocção. Quem? Auxiliar de lanchonete. O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico; tempo de resfriamento; higiene de manipulador e utensílios. Como? Termômetro, relógio e supervisão. Quando? Diariamente, após 2 horas do início do resfriamento. Quem? Cozinheiro. Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do processo. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros e relógios. PC PC PC B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B- Microrganismos patogênicos esporulados (Clostridium perfringens, Bacillus cereus). B- Clostridium perfringens; Bacillus cereus. Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Assegurar a fervura do molho. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Treinamento em BP (Higiene de utensílios e mãos de manipuladores). Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Fervura do molho (vapor). Redução a 21ºC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Cozinhar até que o molho ferva. Acelerar o processo de resfriamento (banho de gelo ou água fria). Rejeitar o produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura de risco. Treinamento em BP. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check list semanal. Planilhas de treinamento.
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    PARTE ESPECÍFICA 227 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Supervisão do preenchimento do check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos e calibração de termômetros. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Através de análise microbiológica (swab). Quando? Uma vez ao mês. Quem? Laboratório contratado. Fatiamento (cobertura) Manutenção à frio Montagem PC PC PC B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica). B- Microrganismos patogênicos esporulados; Enterobactérias patogênicas. Staphylococcus aureus. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica). Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Armazenar os produtos à temperatura ideal de 4ºC ou máxima de 10ºC. BP: Equipamentos. Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Equipamentos de refrigeração: ideal 4ºC ou máxima de 10ºC. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Treinamento em BP. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão.
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    228 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. O quê? Tempo e temperatura. Como? Auxílio de relógio e termômetro. Quando? A cada duas horas. Quem? Balconista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Programa de coleta e análise de alimentos. Cocção Distribuição PCC1 (B) PCC2 (B) B- Staphylococcus aureus (toxina); Microrganismos patogênicos esporulados (Clostridium perfringens, Bacillus cereus). B- Clostridium perfringens; Bacillus cereus; Toxina estafilocócica. Assegurar a temperatura mínima de cocção. Assegurar os tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição. Temperatura mínima de cocção: 65ºC por 15 minutos. Acima de 60ºC por até 6 horas ou abaixo de 60ºC por até 3 horas. Assar até que atinja a temperatura mínima. Descartar os produtos que ficarem fora dos limites críticos. Planilha de Controle de Temperaturas de Cocção (Anexo 05). Planilha de Controle de Distribuição (Anexo 10).
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    PARTE ESPECÍFICA 229 BARES E LANCHONETES GRUPO: Bebidas preparadas com leite, frutas, bebidas alcóolicas ou não e sorvetes FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparações: Vitaminas, milkshakes, coquetéis. Característica do produto final: O produto deverá ser servido frio ou quente. Forma de distribuição da preparação: Direta ao consumidor. Prazo de validade: Consumo logo após o preparo. Instruções do rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e comercialização: Não aplicável. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    230 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E: FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO DE PRODUTO: Bebidas preparadas com leite, frutas, bebidas alcóolicas ou não, sorvetes RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO ARMAZENAMENTO À AO AMBIENTE TEMPERATURA CONTROLADA HIGIENIZAÇÃO PCC1 (B) TRATAMENTO TÉRMICO PCC2 (B) DESCASQUE E CORTE RESFRIAMENTO PCC3 (B) ARMAZENAMENTO ARMAZENAMENTO A FRIO MISTURA DISTRIBUIÇÃO
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    PARTE ESPECÍFICA 231 BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1 – Recebimento São recebidos hortifrutigranjeiros que se apresentem sem defeitos físicos ou mecânicos, man-chas, corpos estranhos, insetos, larvas, e com grau de maturação de acordo com a finalidade do produto. Os hortifrutigranjeiros são recebidos à temperatura ambiente, em sacos plásticos transparentes e incolores, em caixas plásticas ou em caixas de madeira. É recebido leite pasteurizado ou esterilizado cuja embalagem esteja íntegra e com data de vali-dade adequada. O leite pasteurizado é recebido em temperatura de refrigeração (até 8OC) e esterilizado à tempe-ratura ambiente. São recebidas bebidas alcoólicas em embalagens íntegras, rotuladas e lacradas e à temperatura ambiente. São recebidos sorvetes em embalagens íntegras, rotuladas, lacradas e à temperatura igual ou inferior a -12OC. No recebimento dos componentes perecíveis, as temperaturas são observadas e registradas na Planilha de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). 2 – Armazenamento Hortifrutigranjeiros Unidades que possuam área para pré-lavagem: Os hortifrutigranjeiros são transferidos para caixas plásticas vazadas e jateados com água potá-vel, sob pressão. Unidades que não possuam área de pré-lavagem: Após terem sido retiradas as unidades ou folhas visivelmente defeituosas, os hortifrutigranjeiros são transferidos para sacos plásticos transparentes e incolores ou caixas plásticas. Os hortifrutigranjeiros são armazenados sob refrigeração, entre 8 OC e 10OC (quando a unidade tem equipamentos em número suficiente) ou à temperatura ambiente. Neste caso, são utilizadas somente caixas plásticas, que permitam a circulação de ar. As caixas são mantidas sobre estrados fenestrados ou empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades.
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    232 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Os outros componentes: As unidades que possuem equipamentos não exclusivos (principalmente quando armazenam di-versos produtos), antes de ser feita a armazenagem, são retiradas as embalagens externas e os alimentos são colocados em monoblocos de polipropileno, adequadamente higienizados ou em sacos plásticos transparentes e incolores. Estes são identificados com uma etiqueta, onde deve constar a data de entrada; nome do produto; fornecedor/marca; data da embalagem ou manipu-lação; data/prazo de validade, registro no órgão fiscalizador e número da nota fiscal. O leite pasteurizado e sorvetes são armazenados, de acordo com instruções do fabricante ou dos critérios de uso: sob refrigeração (entre 0OC e 10OC) ou congelado (temperatura inferior a 0OC). As bebidas alcoólicas e o leite esterilizado são armazenados à temperatura ambiente. 3 – Higienização Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades ou folhas danificadas. Depois são lavados um a um ou folha a folha, em água corrente e acondicionados em utensílio tipo escorredor. Os hortifrutigranjeiros são imersos em solução de hipoclorito de sódio, entre 100ppm e 250ppm de cloro ativo (preparada de acordo com as instruções do fabricante do sanificante que está sendo utilizado) e mantidos por 15 minutos. Após esta etapa, os hortifrutigranjeiros são enxaguados em água corrente potável, utilizando-se um recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizado. 4 - Descasque e corte Os hortifrutigranjeiros são manipulados (descascados e/ou cortados), com auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente higienizadas. 5 – Armazenamento Os hortifrutigranjeiros manipulados são acondicionados em recipientes higienizados (altura máxima de 10 cm), com auxílio de utensílio (pegador) higienizado. Depois são cobertos com tampa própria ou com filme plástico (PVC atóxico) e armazenados sob refrigeração de até 4OC. Se forem usados imediatamente, podem permanecer até 30 minutos à temperatura ambiente. 6 – Tratamento Térmico No caso do uso de leite pasteurizado, o mesmo será aberto (antes a embalagem é higienizada) e levado à fervura.
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    PARTE ESPECÍFICA 233 BARES E LANCHONETES 7 – Resfriamento O leite, após fervura, é acondicionado em recipientes de até 5 litros, devidamente higienizados. Os recipientes permanecem à temperatura ambiente até atingirem 55OC na superfície (em média 30 minutos), em local livre de contaminações. Depois são cobertos e colocados em equipamento de refrigeração (freezer ou câmara ou geladeira, com temperatura igual ou inferior a 4OC). Após 2 horas, a temperatura no centro geométrico é monitorada e deve estar em torno de 21OC. Após mais 6 horas, a temperatura no centro geométrico deve atingir 4OC. 8 – Mistura Os hortifrutigranjeiros ou sorvetes são transferidos para equipamento higienizado e misturados aos outros componentes e triturados, até a mistura se apresentar com características próprias. 9 - Distribuição Os produtos prontos são acondicionados em recipientes higienizados (tipo copo, taça, outros) e são imediatamente levados ao consumidor. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    234 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO GUIA Etapa PC ou Perigo DE PCC Recebimento PC ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica; Micotoxinas. Q: Drogas veterinárias; Pesticidas (vários). F: Arame, prego, madeira. Medidas Preventivas Avaliar temperatura do produto e as condições de acondicionamento e transporte. Laticínios com registro do órgão competente (SIF). Fornecedor cadastrado. Limite Crítico De acordo com as especificações próprias de cada produto. Monitorização O quê? Produto e temperatura do produto; unidade de transporte; cadastro de fornecedor. Como? Observação visual; termômetro. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. Ação Corretiva Devolver o produto e reavaliar o fornecedor. Treinamento do estoquista. Registro Planilha de Controle de Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 02). Planilha de Não- Conformidade no Recebimento de Produtos Alimentícios (Anexo 03). Verificação Supervisão do preenchimento das planilhas. Acompanhamento do processo. Visita técnica de fornecedores. Programa de calibração de termômetro. Programa de treinamento de estoquista.
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    PARTE ESPECÍFICA 235 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC B: Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus, Clostridium perfringens; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica; Micotoxinas. Q: Drogas veterinárias; Pesticidas (vários). F: Arame, prego, madeira. B: Enterobactérias patogênicas; B. cereus. Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. F: Arame, prego, madeira. PC PCC1 (B) Manter o ambiente refrigerado. BP: Instalações, equipamentos e utensílios. Utilizar sistema PEPS. Utilização de água potável. Reduzir contaminantes patogênicos à níveis aceitáveis (Uso de solução clorada entre 100 e 250ppm por no mínimo 15 minutos). F: Lavagem manual; jateamento com água potável. Temperatura para congelados, abaixo de 0oC e para os refrigerados, 10OC. Mínimo de 0,2ppm de cloro residual livre. Concentração da solução clorada entre 100ppm e 250 ppm e tempo de contato 15 minutos. F: Ausência de contaminantes físicos. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Teor de Cloro Residual Livre; concentração da solução clorada; tempo de contato; lavagem manual. Como? Kit para Cloro; observação visual. Quando? A cada preparação. Quem? Gerente/ copeira. Armazenamento Higienização Transferência dos produtos para equipamento com temperatura correta. Rejeitar produtos que apresentem sinais de alteração. Corrigir a temperatura do equipamento. Solicitar limpeza do reservatório e usar água mineral ou água potável transportada até a realização da limpeza. Não servir hortifrutigranjei-ros crus até a limpeza. Compensar o cloro na água. Repetir o processo. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Cloro. Planilha de Desinfecção de Hortifrutigran-jeiros (Anexo 07). Relatório de supervisão. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão da etapa. Programa de coleta e análise de água e de produto.
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    236 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE Descasque e corte ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Armazenamento PC PC Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipulador. Programa de treinamento. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Controle de temperatura do equipamento. BPF: Instalações, equipamentos e utensílios. Utilizar sistema PEPS. Utensílios / equipamentos e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Temperatura do equipamento: máx. 4OC. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios / equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diário. Quem? Gerente. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Usar no mesmo dia. Avaliar propriedade para consumo. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04).
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    PARTE ESPECÍFICA 237 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação BARES E LANCHONETES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Fervura do leite. Como? Observação visual. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. O quê? Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de resfriamento. Como? Termômetro e relógio. Quando? Após 2 horas do início do resfriamento. Quem? Cozinheiro. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Tratamento térmico Resfriamento Armazenamento PCC2 (B) PCC3 (B) PC B: Formas esporuladas de B. cereus, S. aureus. B: Formas esporuladas de B. cereus, S. aureus. B: Esporos de Microrganismos patogênicos. Toxina estafilocócica. Temperatura do alimento no centro geométrico e tempo de permanência sob esta temperatura. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Controle de temperatura do equipamento. BPF: Instalações, equipamentos e utensílios. Utilizar sistema PEPS. Fervura. Redução a 21OC em 2 horas. Temperatura do equipamento: máx. 4OC. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Acelerar processo de resfriamento (banho de gelo). Rejeitar produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura compatível com o desenvolvimento de microrganismo patogênico. Transferência dos alimentos para equipamentos com temperatura correta. Usar no mesmo dia. Avaliar propriedade para consumo. Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04) Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro e relógio. Supervisão do procedimento. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros
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    238 PARTE ESPECÍFICA BARES E LANCHONETES Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE Mistura ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Distribuição PC PC B: Enterobactérias patogênicas; B. cereus; Toxina estafilocócica; Esporos de microrganismos patogênicos. B: Enterobactérias patogênicas; Toxina estafilocócica; Esporos de microrganismos patogênicos (Bacillus cereus). Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou equivalente. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Tempo máximo de 30 minutos à temperatura ambiente. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 30 minutos à temperatura ambiente ou máximo de 2 horas à temperatura climatizada. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo de 30 minutos à temperatura ambiente. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de mistura. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Manipulador e Gerente. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de espera para distribuição. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Manipulador. Substituir ingrediente por outro seguro (inócuo). Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios). Desprezar alimentos que permanecerem por mais de 30 minutos à temperatura ambiente. Planilhas de acompanhamento de processo. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão Planilhas de acompanhamento de processo. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador, etc. Programa de treinamento de manipuladores Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e alimentos. Programa de treinamento de manipuladores.
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    PARTE ESPECÍFICA 239 AMBULANTES 4AMBULANTES Tipo de Atividade: Ambulantes Exemplo: cachorro-quente Outros tipos de preparações comercializadas por este tipo de serviço, estão incluídas em outras classes, como, por exemplo, salgados recheados assados ou fritos. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    240 PARTE ESPECÍFICA AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Preparação: Cachorro-quente com molho. Característica do produto final: Sanduíche pronto (pão e salsicha cozida com molho de tomate, cebola e pimentão). Forma de distribuição da preparação: Direta ao consumidor. Prazo de validade: Consumo logo após o preparo. Instruções do rótulo: Não aplicável. Controles especiais durante distribuição e comercialização: Não aplicável.
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    PARTE ESPECÍFICA 241 AMBULANTES FORMULÁRIO E: FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA COMPRA DE MATÉRIAS-PRIMAS TRATAMENTO TÉRMICO PCC1(B) MANUTENÇÃO PCC2 (B) GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO DE PORDUTOS: (a) Cachorro-quente ARMAZENAMENTO LAVAGEM CORTE MONTAGEM Descrição das etapas do fluxograma: 1. Compra de Matérias-Primas As matérias-primas são compradas de marcas reconhecidas pelo mercado, principalmente pela idoneidade de seus fabricantes. É observado, no ato da compra, o registro do produto nos órgãos competentes (como, por exemplo, o SIF das salsichas), datas de fabricação/validade, conservação adequada dos produtos mantidos sob temperatura controlada e condições adequadas das embalagens.
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    242 PARTE ESPECÍFICA AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 2. Armazenamento A salsicha é armazenada em geladeira com temperatura de até 10oC (ideal até 4oC). Os hortifrutigranjeiros também podem ser armazenados sob refrigeração, entre 8oC e 10oC ou à temperatura ambiente. Quando armazenados à temperatura ambiente, são colocados em caixas plásticas, que permitem a circulação de ar, mantendo-as empilhadas sobre uma caixa plástica vazia, em local livre de sujidades. Produtos em lata (milho, ervilha) ou em vidro (maionese) são armazenados à temperatura ambi-ente. Estes também podem ser armazenados sob refrigeração, facilitando a posterior manutenção dos mesmos a frio. Latarias após abertas têm seu conteúdo transferido para outra embalagem (potes plásticos, por exemplo) devidamente higienizadas, e são mantidas sob refrigeração. 3. Lavagem As salsichas são lavadas sob água corrente abundante, retirando o excesso de viscosidade. Os hortifrutigranjeiros são selecionados, quando são retiradas as unidades danificadas. Depois são lavados um a um, em água corrente e acondicionados em utensílio tipo escorredor. 4. Corte Os hortifrutigranjeiros são manipulados (cortados), com auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente higienizadas, e são acondicionados em recipientes higienizados. 5. Tratamento Térmico As salsichas e os hortifrutigranjeiros são levados a um recipiente, contendo água e temperos, em quantidade suficiente, para que ocorra o cozimento. A temperatura no centro geométrico do alimento deve atingir 74OC, ou 70OC por 2 minutos, ou 65OC por 15 minutos, para que a textura e a coloração fiquem características. 6. Manutenção A quente: Após a cocção, as salsichas e o molho devem permanecer em banho-maria. O tempo de validade dependerá da temperatura de manutenção do produto até o consumo, como se segue: - por até 12 horas, se mantidas acima de 65oC; - por até 6 horas, se mantidas acima de 60oC; - por até 3 horas, se mantidas abaixo de 60oC.
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    PARTE ESPECÍFICA 243 AMBULANTES A frio: Embalagens abertas de alimentos complementares da preparação, como molhos frios (mai-onese), ervilha, milho, etc., permanecem sob refrigeração até seu consumo. A validade destes produtos depende da temperatura de manutenção dos mesmos até o consumo e pode ser: GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC - por até 4 horas, se mantidos até 10oC; - por até 2 horas, se mantidos entre 10oC e 21oC. 7. Montagem O cachorro-quente é montado utilizando-se pinças, devidamente higienizadas, exclusivas para este fim. Observar a higiene do manipulador pois, mesmo com o uso de luvas, pode provocar contaminação do produto caso não tenha o hábito de lavar as mãos com freqüência e de forma correta.
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    244 PARTE ESPECÍFICA AMBULANTES GUIA FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS PRIMAS E INGREDIENTES DE PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) DO PLANO Matéria-Prima/ Ingrediente APPCC Hortifrutigranjeiros (cebola, tomate e pimentão). Salsicha Conservas vegetais em latas ou vidros (milho, ervilha, etc). Perigo Biológico Enterobactérias patogênicas (ex: Salmonella sp, Shigella sp); V. chorelae; Vírus entéricos patogênicos (ex: Vírus da hepatite); Parasitos humanos (ex: Cyclospora cayetanensis, Entoameba hystolitica; e Giardia intestinalis). Enterobactérias patogênicas; C. perfringens; S. aureus. Toxina botulínica. Perigo Físico Arame, prego, madeira. Nenhum. Nenhum. Perigo Químico Pesticidas (vários); Micotoxinas. Nitrito. Nenhum. Justificativa B, Q, F: Contaminação de origem, do transporte ou do armazenamento. B, Q, F: Contaminação de origem, do transporte ou do armazenamento. B: Contaminação de origem. Medidas Preventivas B, Q, F: Verificar características sensoriais no ato do recebimento, condições de acondicionamento e transporte; fornecedor com qualidade assegurada. B: Cocção F: Lavagem B, Q: Verificar características sensoriais no ato do recebimento, condições de armazenamento e transporte; fornecedor com qualidade assegurada. B: Cocção. B, Q: Verificar características sensoriais no ato do recebimento, assim como a integridade das latas e vidros; fornecedor com qualidade assegurada.
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    PARTE ESPECÍFICA 245 AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS (Q) / FÍSICOS (F) Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos (Consultar Apêndices B, C, D e E e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral). Etapa do Preparo Compra de matérias-primas Armazenamento Lavagem Corte Perigos B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Clostridium perfringens; Toxina botulínica. Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; Nitrito. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; Clostridium perfringens; Toxina botulínica (conservas). Q, F: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos. F: Arame, prego, madeira Q: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; Víbrio cholerae. Q, F: Nenhum. Justificativa B, Q, F: Contaminação de origem, do transporte ou do armazenamento. B: Multiplicação microbiana devido a temperatura de armazenamento inadequada. B: Contaminação devido a utilização de água contaminada para a lavagem. F: Permanência de contaminantes físicos por lavagem insuficiente. B: Contaminação cruzada devido a higiene inadequada de mãos e utensílios / equipamentos. Medidas Preventivas B, Q, F: Estabelecer critérios de compra; avaliar marca e fornecedor; estabelecer critérios de segurança na compra de enlatados (ausência de ferrugem, estufamento, abaulamento). B: Ambiente refrigerado. BP: Instalações, equipamentos e utensílios. Armazenar produtos em lata e vidro em condições estabelecidas pelo fabricante. B: Utilização de água potável. Controlar qualidade da água. F: Lavar os hortifrutigranjeiros utilizando critérios de segurança (um a um). B: BP: Higiene de utensílios/equipamentos e mãos de manipuladores.
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    246 PARTE ESPECÍFICA AMBULANTES Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas GUIA DE Tratamento térmico B: Esporos de patogênicos esporulados (Bacillus cereus, Clostridium perfringens); S. aureus; Enterobactérias patogênicas; ELABORAÇÃO Víbrio cholerae; toxina botulínica. Q, F: Nenhum. DO Manutenção B: Esporos de patogênicos esporulados (Bacillus cereus, Clostridium perfringens); Toxina estafilocócica. PLANO Q, F: Nenhum. APPCC Montagem B: Esporos de patogênicos esporulados (Bacillus cereus, Clostridium perfringens); Toxina estafilocócica; Enterobactérias patogênicas; S. aureus. Q, F: Nenhum. B: Sobrevivência de microrganismos. B: Multiplicação dos microrganismos remanescentes devido à manutenção em temperatura inadequada por tempo prolongado. B: Contaminação por microrganismos patogênicos, devido à falta de higiene dos utensílios utilizados e das mãos dos manipuladores. Incorporação de outros componentes conservados em temperaturas inadequadas ou em local inadequado. Multiplicação de microrganismos devido a tempo prolongado entre montagem e consumo. B: Assegurar a fervura do molho e das salsichas. B: Controlar temperatura do equipamento de manutenção, do alimento e o tempo entre o preparo e exposição ao consumo. B: Treinamento de manipuladores. BP: utensílios. Avaliar outros componentes antes da montagem (local e forma de conservação). Realizar a montagem imediatamente antes do consumo.
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    PARTE ESPECÍFICA 247 AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DO PCC – MATÉRIAS-PRIMAS/INGREDIENTES Produtos Hortiufrutigranjeiros (tomate, cebola e pimentão) Salsicha Conservas vegetais em latas (milho, ervilha etc.) Perigos Identificados B: Enterobactérias patogênicas (ex: Salmonella sp, Shigella sp); V. cholerae; Vírus entéricos patogênicos (ex: Vírus da hepatite); Parasitos humanos (ex: Cyclospora cayetanensis, Entoameba hystolitica; e Giardia intestinalis). Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Clostridium perfringens. Q: Nitrito. F: Nenhum. B: Toxina botulínica. Q, F: Nenhum. Questão 1 O perigo ocorre acima de níveis aceitáveis? SIM NÃO SIM SIM SIM ---- SIM ---- Questão 2 O processo ou usuário eliminará ou reduzirá o perigo a um nível aceitável? SIM ---- SIM SIM NÃO ---- SIM ---- Crítica/ Não Crítica NÃO CRÍTICA NÃO CRÍTICA NÃO CRÍTICA
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    248 PARTE ESPECÍFICA AMBULANTES FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO GUIA DE Etapa do Processo ELABORAÇÃO DO Compra de PLANO matérias-primas APPCC Armazenamento Perigos B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Clostridium perfringens; Parasitos humanos; Toxina botulínica. Q: Pesticidas (vários) Micotoxinas; Nitrito. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Clostridium perfringens; Parasitos humanos; Toxina botulínica. Q, F: Nenhum. O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? NÃO SIM/ SIM NÃO NÃO ---- Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? SIM SIM SIM ---- Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? NÃO NÃO NÃO ---- Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência de perigo? SIM NÃO SIM ---- Questão 4 Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? SIM SIM ---- PC/PCC PC PC PC PC ----
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    PARTE ESPECÍFICA 249 AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Processo Perigos O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? Questão 4 Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? PC/PCC Lavagem Corte Tratamento térmico Manutenção B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; C. perfringens. Q: Nenhum. F: arame, prego, madeira. B: Enterobactérias patogênicas; S. aureus; Víbrio cholerae. Q, F: Nenhum. B: Esporos de patogênicos esporulados (B. cereus, C. perfringens); S. aureus, Víbrio cholerae, Enterobactérias patogênicas; toxina botulímica. Q, F: Nenhum. B: Esporos de patogênicos esporulados (B. cereus, C. perfringens); Toxina estafilocócica; Enterobactérias patogênicas. Q, F: Nenhum. SIM/ SIM ---- SIM/ SIM SIM/ SIM ---- NÃO ---- NÃO ---- ---- ---- SIM ---- SIM ---- ---- ---- SIM ---- NÃO ---- ---- ---- ---- SIM ---- ---- ---- ---- NÃO ---- PC PC PCC1 (B) PCC2 (B)
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    250 PARTE ESPECÍFICA AMBULANTES Etapa do Processo Perigos O perigo é Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4 PC/ PCC GUIA controlado pelo Existem medidas Esta etapa elimina Esta etapa previne Uma etapa programa de pré-requisitos? preventivas para o ou reduz o perigo a ocorrência do subsequente DE perigo? a níveis perigo? eliminará ou Se sim, é efetivo? aceitáveis? reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? ELABORAÇÃO Montagem SIM / SIM DO PLANO APPCC B: Esporos de patogênicos esporulados (Bacillus cereus, Clostridium perfringens); Toxina estafilocócica. Enterobactérias patogênicas; S. aureus Q, F: Nenhum. ---- PC ---- ---- ---- ----
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    PARTE ESPECÍFICA 251 AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO J-RESUMO DO PLANO Etapa Compra de matérias-primas. Armazenamento PC ou PCC PC PC Perigo B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Clostridium perfringens; Parasitos humanos; Toxina botulínica; S. aureus. Q: Pesticidas (vários); Micotoxinas; Nitrito. F: Arame, pregos, madeiras. B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Clostridium perfringens; Parasitos humanos; Toxina botulínica; S. aureus. Q: Nenhum. F: Nenhum. Medidas Preventivas Verificar características sensoriais no ato da compra, rotulagem, condições de armazenamento. Fornecedor idôneo, reconhecido no mercado pelo controle de qualidade de seus produtos. Ambiente refrigerado. BP: Instalações, equipamentos e utensílios. Limite Crítico Temperatura do equipamento 10OC. Monitorização O quê? Temperatura do equipamento. Como? Auxílio do termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Ação Corretiva Não comprar. Manutenção do equipamento e transferência dos produtos para equipamentos conformes. Registro Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Verificação Acompanhamento da compra. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetros.
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    252 PARTE ESPECÍFICA AMBULANTES Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE Lavagem ELABORAÇÃO DO PLANO Corte APPCC Tratamento Térmico PC PC PCC1 (B) B: Enterobactérias patogênicas; Víbrio cholerae; Vírus entéricos patogênicos; Parasitos humanos; C. clostridium. Q, F: Nenhum. B: Enterobactérias patogênicas; S. aureus; Víbrio cholerae. Q, F: Nenhum. B: Esporos de patogênicos esporulados (Bacillus cereus, Clostridium perfringens); S. aureus; Enterobactérias patogênicas; toxina botulínica. Q, F: Nenhum. Utilização de água potável. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Ferver para atingir temperatura adequada no centro geométrico. Mínimo 0,2ppm de cloro residual livre. Utensílios, equipamentos e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Vapor (Fervura). O quê? Teor de cloro residual livre. Como? Kit para cloro. Quando? Uma vez por semana. Quem? Ambulante. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diário. O quê? Fervura. Como? Observação visual. Quando? No final do processo. Quem? Cozinheiro. Solicitar limpeza do reservatório e usar água mineral até a realização da limpeza. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos. Compensar o processo (aumentar tempo ou temperatura). Planilha de Controle de Cloro. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Planilha de Controle de Tratamento Térmico (Anexo 05). Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão da etapa. Programa de coleta e análise de água. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador, etc. Supervisão do preenchimento das planilhas e do processo.
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    PARTE ESPECÍFICA 253 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação AMBULANTES GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Manutenção Montagem PCC2 (B) PC B: Esporos de patogênicos esporulados (Bacillus cereus, Clostridium perfringens); Toxina estafilocócica; Enterobactérias patogênicas. Q, F: Nenhum. B: Esporos de patogênicos esporulados (Bacillus cereus, Clostridium perfringens); Toxina estafilocócica; Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Q, F: Nenhum. Fervura da água do banho-maria e do alimento x molho. Treinamento em BP: Higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Retirar o produto aos poucos para manipulação por, no máximo, 30 minutos à temperatura ambiente. Fervura da água do banho-maria e fervura do molho e da salsicha. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Máximo 30 minutos à temperatura ambiente. O quê? Fervura da água do banho-maria e do molho. Como? Observação visual. Quando? Durante toda a manutenção. Quem? Ambulante. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios; tempo de montagem. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diário e a cada processo. Quem? Ambulante. Aumentar a temperatura da água do banho para promover fervura do molho (reaquecimento). Desprezar os alimentos que permanecerem por mais de 1 hora fora da fervura. Treinamento em BP: Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios . Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios, mãos de manipulador e alimentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 255 PADARIAS E CONFEITARIAS PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 5 Grupo de Produtos: - Produtos secos de confeitaria; - Pães salgados, semidoces e doces, sem recheio ou cobertura; - Pães salgados, semidoces e doces, recheados ou decorados; - Produtos doces decorados e refrigerados (incluindo tortas, cremes e coberturas).
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    256 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de Produtos: Produtos secos de confeitaria Preparações: Bolos sem recheio e sem cobertura, biscoitos, etc. Características do produto final: O produto deverá ser servido à temperatura ambiente. Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em vitrines ou balcões à tempe-ratura ambiente. Prazo de validade: 48 horas. Instruções de rótulo: O rótulo deve conter as seguintes informações: nome do fabricante, nome da preparação, data de fabricação, data de validade. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Monitorizar prazo de validade.
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    PARTE ESPECÍFICA 257 PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC GRUPO DE PRODUTOS: Produtos secos de padaria Exemplo: Bolo de fubá e biscoito amanteigado RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO PESAGEM DOS INGREDIENTES MISTURA DOS INGREDIENTES ACONDICIONAMENTO EM FÔRMAS / MODELAGEM COCÇÃO PCC1 (B) ESFRIAMENTO EMBALAGEM DISTRIBUIÇÃO
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    258 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores (Anexo 01). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis e características dos produtos, tais como: ausência de manchas, grumos, sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -15ºC ou inferior. 3. Pesagem dos Ingredientes Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos (como balança) devidamente higienizados. 4. Mistura Nesta etapa, todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos(batedeira) devidamente higienizados. Por último, se for utilizado, é acrescentado o fermento, quando o batimento da massa é feito em velocidade mais alta, até que a mesma fique lisa e homogênea. 5. Acondicionamento em fôrmas/modelagem A massa dos bolos é acondicionada em fôrmas untadas, enquanto os biscoitos são modelados com as mãos ou com utensílios ou equipamentos próprios e colocados em fôrmas também untadas, tomando-se o cuidado com a higiene dos utensílios e dos manipuladores.
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    PARTE ESPECÍFICA 259 PADARIAS E CONFEITARIAS 6. Cocção Assar os bolos e biscoitos em forno pré-aquecido, entre 180ºC e 195ºC. O tempo de forneamento varia de acordo com o tamanho das peças e tipo de forno. 7. Esfriamento Aguardar o esfriamento dos produtos à temperatura ambiente, em local protegido de circulação de ar proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos esteja, no máximo, 5ºC acima da temperatura ambiente. 8. Embalagem Os bolos e biscoitos são embalados com filme plástico ou sacos plásticos, cobrindo totalmente o produto, lacrando-o e etiquetando-o. Deve-se tomar cuidado com a higiene dos manipuladores. 9. Distribuição A distribuição é realizada em prateleiras à temperatura ambiente. O tempo de exposição dos produtos é de, no máximo, 48 horas. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    260 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO F – ANÁLISE DE PERIGOS – MATÉRIAS-PRIMAS E INGREDIENTES GUIA DE PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / FÍSICOS (F) / QUÍMICOS (Q) ELABORAÇÃO Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as matérias primas, com aplicação do diagrama decisório para perigos (Consultar Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 03 do Guia de Elaboração – Parte Geral) DO Produtos PLANO APPCC Leite de vaca Farinha de trigo e fubá Açúcar Manteiga Perigo Biológico Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica. B. cereus. Nenhum. Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica. Perigo Físico Nenhum. Insetos ou fragmentos de insetos, fragmentos metálicos. Sujidades Nenhum. Perigo Químico Drogas veterinárias. Micotoxinas. Nenhum. Drogas veterinárias. Justificativa B, Q: Contaminação de origem. B, Q, F: Contaminação de origem ou transporte. F: Contaminação de origem ou transporte. B,Q: Contaminação de origem ou transporte. Medidas Preventivas B, Q: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP e política de aplicação de antibióticos no gado leiteiro). B, Q, F: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP). B: Cocção F: Peneiramento F: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP). Peneiramento B, Q: Qualificação de fornecedores através de visita técnica (devem ter pelo menos BP). B: Cocção
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    PARTE ESPECÍFICA 261 PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO G – ANÁLISE DE PERIGOS - PROCESSO - PERIGOS BIOLÓGICOS (B) / QUÍMICOS (Q)/ FÍSICOS(F) Lista dos perigos biológicos, químicos e físicos relacionados com as etapas de preparo, com aplicação do diagrama decisório para os perigos (Consultar Apêndices D, E, F e G e Anexos 02 e 04 do Guia de Elaboração – Parte Geral). Etapa do Preparo Recebimento Armazenamento Pesagem dos ingredientes Mistura dos ingredientes Perigos B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados; Listeria monocytogenes; Toxina estafilocócica. Q- Drogas veterinárias; agrotóxicos; micotoxinas. F- Sujidades, pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Q- Nenhum. F- Sujidades, insetos ou fragmentos de insetos; pedras, fragmentos metálicos. B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. F- Sujidades, insetos ou fragmentos de insetos; pedras; fragmentos metálicos. Q- Nenhum. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Q- Nenhum. F- Sujidades; insetos ou fragmentos de insetos. Justificativa B, Q, F: Contaminação da origem ou transporte. B: Multiplicação microbiana devido à temperatura de armazenamento inadequada e umidade elevada. F: Presença desde a origem. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente; contaminação de origem. F: Contaminação de origem. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do manipulador, utensílios e equipamentos utilizados. F: Peneiramento. Medidas Preventivas B, Q, F: Avaliar as características sensoriais no ato do recebimento, condições de acondicionamento e transporte, temperatura dos perecíveis. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. B, F: Armazenar os ingredientes secos à temperatura máxima de 26ºC; Armazenar produtos perecíveis à temperatura ideal máxima de 4ºC ou a recomendada pelo fabricante BP: Instalações, equipamentos e utensílios. B: Treinamento em BP: higiene de utensílios; equipamentos e mãos de manipuladores. B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. F: Utilizar peneiras próprias e critérios corretos na realização da tarefa.
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    262 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa do Preparo Perigos Justificativa Medidas Preventivas GUIA DE Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. ELABORAÇÃO B: Assegurar a temperatura mínima de DO cocção do produto, até que se obtenham as características desejadas de cor, PLANO textura, etc. APPCC B: Monitorar a umidade do ambiente e a limpeza/separação de setores. B: BP: Higiene de utensílios/equipamentos e mãos de manipuladores. B: Monitorar a limpeza do local de distribuição e o prazo de validade dos produtos. Monitorar tempo de distribuição. Acondicionamento em fôrmas/ modelagem Cocção Esfriamento Embalagem Distribuição B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Esporos de microrganismos patogênicos (B. cereus); S. aureus; Listeria monocytogeneses; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Bacillus cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- S. aureus; B. cereus; toxina estafilocócica; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- B. cereus; toxina estafilocócica; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do manipulador, utensílios e equipamentos. B: Sobrevivência de microrganismos patogênicos esporulados devido à temperatura e tempo inadequados de cocção. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do local destinado ao esfriamento e umidade elevada. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do manipulador, utensílios e equipamentos utilizados. B: Contaminação microbiana devido à higiene insuficiente do local destinado à distribuição e umidade elevada.
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    PARTE ESPECÍFICA 263 PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO H – DETERMINAÇÃO DO PCC – MATÉRIAS-PRIMAS / INGREDIENTES GRUPO DE PRODUTOS: Produtos secos de padaria Produtos Leite de vaca Farinha de trigo e fubá Açúcar Manteiga Questão 1 O perigo ocorre acima de níveis aceitáveis? SIM NÃO ---- SIM NÃO SIM ---- ---- NÃO NÃO NÃO ---- Questão 2 O processo ou o usuário eliminará ou reduzirá o perigo a um nível aceitável? SIM ---- ---- SIM ---- SIM ---- ---- ---- ---- ---- ---- Crítica / Não Crítica (C ou NC) NC NC ---- NC NC NC ---- ---- NC NC NC ---- Perigos Identificados B- Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogeneses. Q- Drogas veterinárias. F- Nenhum. B- Bacillus cereus. Q- Micotoxinas. F- Fragmentos de insetos, fragmentos metálicos. B- Nenhum. Q- Nenhum. F- Sujidades. B- Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Q- Drogas veterinárias. F- Nenhum.
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    264 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA FORMULÁRIO I – DETERMINAÇÃO DO PCC – PROCESSO DE Etapa do Processo ELABORAÇÃO DO Recebimento PLANO APPCC Armazenamento Perigos significativos (BQ e F) B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados; Toxina estafilocócica; Listeria monocytogenes. Q- Drogas veterinárias; agrotóxicos; micotoxinas. F- Sujidades, pedras; insetos ou fragmentos de insetos; fragmentos metálicos. B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Q- Nenhum. F- Nenhum. O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? SIM / SIM SIM / SIM NÃO SIM / SIM ---- ---- Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? SIM ---- ---- Questão 4 Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? SIM ---- ---- Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? NÃO ---- ---- Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? NÃO ---- ---- PC/PCC ---- PC ---- PC
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    PARTE ESPECÍFICA 265 PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Etapa do Processo Pesagem dos ingredientes. Mistura dos ingredientes. Acondicionamento em fôrmas/ modelagem. O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? SIM / SIM ---- SIM / SIM SIM / SIM ---- SIM / SIM SIM / SIM ---- ---- Perigos significativos (BQ e F) B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Q- Nenhum. F- Sujidades; insetos ou fragmentos de insetos. B- Enterobactérias patogênicas; patogênicos esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica; S. Aureus. Q- Nenhum. F- Sujidades; insetos ou fragmentos de insetos. B- Enterobactérias patogênicas; S. aureus; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Q- Nenhum. F- Nenhum. Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? ---- ---- ---- ---- ---- Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? ---- ---- ---- ---- ---- Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? ---- ---- ---- ---- ---- Questão 4 Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? ---- ---- ---- ---- ---- PC/PCC ---- ---- ---- PC ---- PC PC ---- ----
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    266 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa do Processo GUIA DE ELABORAÇÃO Cocoção DO PLANO APPCC Esfriamento Embalagem Distribuição Perigos B- S. aureus; Listeria monocytogeneses; Enterobactérias patogênicas; esporos de microrganismos patogênicos (Bacillus cereus). Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Bacillus cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Staphylococcus aureus; Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus. Q- Nenhum. F- Nenhum. B- Toxina estafilocócica; Bacillus cereus; Enterobactérias patogênicas. Q- Nenhum. F- Nenhum. O perigo é controlado pelo programa de pré-requisitos? Se sim, é efetivo? NÃO ---- ---- SIM / SIM ---- ---- SIM / SIM ---- ---- SIM / SIM ---- ---- Questão 1 Existem medidas preventivas para o perigo? SIM ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- Questão 2 Esta etapa elimina ou reduz o perigo a níveis aceitáveis? SIM ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- Questão 3 Esta etapa previne a ocorrência do perigo? ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- Questão 4 Uma etapa subseqüente eliminará ou reduzirá o perigo a níveis aceitáveis? ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- PC/PCC PCC1 (B) ---- ---- PC ---- ---- PC ---- ---- PC ---- ----
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    PARTE ESPECÍFICA 267 PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO Etapa Recebimento Armazenamento PC ou PCC PC PC Perigo Q- Drogas veterinárias; agrotóxicos; micotoxinas. B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. Medidas Preventivas Avaliar as condições de acondicionamento e transporte. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Armazenamento seco: temperatura máxima de 26ºC; Armazenamento de perecíveis refrigerados: temperatura máxima de 10ºC. BP: Instalações e equipamentos. Limite Crítico Cumprimento das especificações de compra e fornecedor estabelecidos. Refrigerados: temperatura máxima de 10ºC; equipamentos de congelamento: -12ºC ou inferior. Estoque: máximo de 26ºC. Monitorização O quê? Cadastro de fornecedor; acondicionemento; transporte. Como? Observação visual; avaliação e inspeção. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Ação Corretiva Devolução dos produtos e ravaliação de fornecedor. Treinamento do estoquista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Registro Planilha de Controle de Recebimento (Anexo 02). Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Verificação Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de Calibração de Termômetros. Avaliação das especificações de produtos (marca, fornrcedor). Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de calibração de termômetro.
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    268 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE Mistura dos ingredientes ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Acondicionamento em fôrmas/ modelagem. PC B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; patogênicos esporulados; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. F- Sujidades; insetos ou fragmentos de insetos. B- Staphylococcus aureus; Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogeneses; toxina estafilocócica. B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. F: Peneiramento dos produtos em pó. Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos e mãos de manipuladores. B: Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. F: Fragmentos sólidos 0,3mm Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; fragmentos sólidos. Como? Supervisão. Quando? Diariamente e a cada produto. Quem? Supervisor/ auxiliar. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. B, F: Treinamento em BP. F: Repeneirar Treinamento em BP. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios, mãos de manipuladores e produtos. Programa de treinamento de manipuladores. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. PC
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    PARTE ESPECÍFICA 269 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Características dos produtos. Como? Observação visual. Quando? A cada cocção. Quem? Padeiro. O quê? Higiene de superfícies; tempo. Como? Supervisão/ relógio. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios, equipamentos e embalagens. Como? Supervisão. Quando? Diariamente (a cada etapa). Quem? Supervisor/ auxiliar. O quê? Etiqueta de validade; proteção. Como? Observação visual. Quando? Diariamente. Quem? Balconista. Características próprias de cada produto (cor, textura, etc.). Condição aceitável de higiene de superfícies. Máximo de 3 horas. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios, equipamentos e embalagens. 48 horas à temperatura ambiente. Assegurar a cocção dos produtos. Assegurar o esfriamento dos produtos à temperatura ambiente em local protegido de sujidades ou circulação de ar proveniente de outras áreas. Treinamento em BP: Higiene de utensílios / equipamentos, mãos de manipuladores e inspeção das embalagens. Assegurar os tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição. Proteger fisicamente os produtos. Utilizar etiquetas com data e hora de fabricação. B- Staphylococcus Aureus; Bacillus cereus. Enterobactérias patogênicas; Listeria monocytogeneses. B- Bacillus cereus; Enterobactérias patogênicas; toxina estafilocócica. B- Staphylococcus aureus; Bacillus cereus; enterobactérias patogênicas. B- Bacillus cereus; Toxina estafilocócica; enterobactérias patogênicas. PCC1 (B) PC PC PC Cocção Esfriamento Embalagem Distribuição Continuar o processo até que atinja as características desejadas no produto. Treinamento em BP Descartar produtos após tempo superior ao limite crítico. (avaliar uso para farinha de rosca) Treinamento em BP. Rejeição das embalagens. Descartar os produtos que permaneceram em condições não conformes com os limites críticos. Planilha de Controle de Cocção (Anexo 05). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de recebimento de embalagens. Planilha de Controle de Distribuição. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do procedimento e do produto. Programa de manutenção equipamentos. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise microbiológica de superfícies. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Treinamento de funcionários. Supervisão do preenchimento das planilhas.
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    270 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Pães salgados, semidoces e doces, sem recheio ou cobertura Preparações: Pão francês, pão de fôrma fatiado, pão doce sem recheio. Característica do produto final: O produto deverá ser comercializado à temperatura ambiente. Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em cestas ou estantes à temperatura ambiente. Prazo de validade: Pão francês: 6 horas; Pão doce sem recheio: 24 horas; Pão de fôrma: 72 horas. Instruções do rótulo: - No caso de distribuição centralizada não há necessidade de rótulo; - Na distribuição descentralizada (especialmente no caso do pão de fôrma que possui embalagem própria), as seguintes informações devem constar no rótulo: nome do fabricante; data de fabricação; data de validade. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Controlar o prazo de validade.
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    PARTE ESPECÍFICA 271 PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA Grupo de Produtos: Pães salgados, semidoces e doces sem recheio ou cobertura. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO PESAGEM DOS INGREDIENTES MISTURA (PREPARO DA MASSA) DIVISÃO DESCANSO MODELAGEM ACONDICIONAMENTO NAS FÔRMAS FERMENTAÇÃO COCÇÃO PCC1 (B) DESMOLDAGEM ESFRIAMENTO FATIAMENTO EMBALAGEM DISTRIBUIÇÃO
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    272 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores (Anexo 01). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis e características, como: ausência de manchas, grumos, sujidades, fun-gos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -12ºC ou inferior. 3. Pesagem dos Ingredientes Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos (como balança) devidamente higienizados. 4. Mistura Nesta etapa, todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos (ba-tedeira) devidamente higienizados. Por último, é acrescentado o fermento biológico, quando o batimento da massa é feito em velocidade mais alta até que a mesma fique lisa e homogênea. 5. Divisão A massa é dividida em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador. 6. Descanso Todos os utensílios utilizados e as superfícies sobre as quais a massa descansa devem ser devi-damente higienizados antes de seu uso. As peças em descanso devem ser protegidas por filme plástico.
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    PARTE ESPECÍFICA 273 PADARIAS E CONFEITARIAS 7. Modelagem Etapa na qual a massa é passada em modeladora de acordo com o tamanho das peças. 8. Acondicionamento nas fôrmas As fôrmas devem ser untadas com margarina vegetal hidrogenada caso não sejam de material anti-aderente. A massa, depois da modelagem, é então depositada nas fôrmas. 9. Fermentação Fermentar as peças em câmara de fermentação com temperatura entre 28ºC e 32ºC e umidade relativa entre 75% e 85%, aproximadamente, até o ponto ideal. 10. Cocção Assar as peças em forno pré-aquecido, entre 180ºC e 195ºC. O tempo de forneamento varia de acordo com o tamanho das peças, tipo de forno e as características do produto. 11. Desmoldagem Retirar os pães imediatamente após a saída do forno para evitar condensação e umidade do produto. Desenformar os pães em superfície que permita a circulação de ar em todos os lados, como assadeiras retas perfuradas ou similares. A superfície deve ser devidamente higienizada antes de sua utilização. Os manipuladores devem ter as mãos devidamente higienizadas antes de retirar os pães das fôrmas. 12. Esfriamento Aguardar o esfriamento dos pães à temperatura ambiente, em local protegido de circulação de ar proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos esteja, no máximo, 5ºC acima da temperatura ambiente. 13. Fatiamento No caso dos pães de fôrma, os mesmos são fatiados, tomando-se o cuidado com a higiene dos utensílios, equipamentos (fatiador) e manipuladores. 14. Embalagem Os pães são embalados com sacos plásticos, cobrindo totalmente o produto, lacrando-o e etiquetando-o. Deve-se tomar cuidado com a higiene dos manipuladores. 15. Distribuição A distribuição é realizada em cestas ou em prateleiras (produtos embalados) à temperatura ambiente. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    274 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO GUIA DE Etapa Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Verificação ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Pesagem dos ingredientes/ mistura/divisão/ descanso/ acondicionamento nas fôrmas PC ou PCC PC PC Perigo B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Q- Drogas veterinárias; agrotóxicos; micotoxinas. B- Escherichia coli; Staphylococcus aureus; patogênicos esporulados. F- Sujidades; insetos ou fragmentos de insetos. Medidas Preventivas Avaliar as características de acondicionamento, transporte e temperatura dos perecíveis. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. F: Peneiramento dos produtos em pó. Limite Crítico Temperatura das matérias primas perecíveis: máximo de 10ºC (refrigeradas) e -15ºC ou inferior (congeladas). Fornecedor credenciado B: Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. F: Fragmentos sólidos 0,3mm Monitorização O quê? Temperatura dos perecíveis; cadastro de fornecedor. Como? Observação visual; auxílio de termômetro (perecíveis). Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; fragmentos sólidos. Como? Supervisão; com peneiras. Quando? Diariamente; a cada preparação. Quem? Supervisor/ auxiliar. Ação Corretiva Devolução dos produtos e reavaliação do fornecedor. Treinamento do estoquista. B, F: Treinamento em BP. F: Repeneirar; trocar peneiras Registro Planilha de Controle de Recebimento (Anexo 02). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Verificação Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Programa de treinamento de funcionários.
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    PARTE ESPECÍFICA 275 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PCC1 (B) PC B- Microrganismos patogênicos esporulados (Bacillus cereus). Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. O quê? Características dos pães. Como? Observação visual. Quando? A cada cocção. Quem? Padeiro. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. Cocção Desmoldagem Assegurar a cocção dos pães. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Características próprias de cada pão (cor, textura, etc.). Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Cozinhar até que atinja as características desejadas. Treinamento em BP. Planilha de Controle de Cocção. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do procedimento e do produto. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores.
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    276 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE Esfriamento ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Fatiamento/ embalagem Distribuição PC PC PC B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Bacillus cereus. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Q- Nenhum. B- Bacillus cereus. Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Tempo de esfriamento. Assegurar o esfriamento dos produtos à temperatura ambiente em local protegido de sujidades ou circulação de ar proveniente de outras áreas. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Assegurar os tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição. Proteger fisicamente os produtos. Condição aceitável de higiene de superfícies. Máximo de 6 horas para o pão francês Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Pão francês: 6 horas; Pão doce sem recheio: 24 horas; Pão de fôrma: 72 horas. O quê? Higiene de superfícies e tempo. Como? Supervisão e relógio. Quando? Diariamente, a cada processamento. Quem? Supervisor/ auxiliar. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Tempo e proteção física. Como? Relógio; observação visual. Quando? Diariamente. Quem? Balconista. Treinamento em BP. Descartar produtos após tempo superior ao limite crítico. Avaliar uso como farinha de rosca. Treinamento em BP. Descartar os produtos após tempo superior ao limite crítico. Avaliar uso como farinha de rosca. Planilhas de treinamento. Relatórios de Supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Planilha de Controle de Distribuição. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise microbiológica de superfícies. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de coleta e análise de alimentos.
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    PARTE ESPECÍFICA 277 PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Pães salgados, semidoces e doces, recheados ou decorados Preparações: Pão doce recheado, Sonho de creme. Característica do produto final: O produto deverá ser servido à temperatura ambiente. Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em vitrines à temperatura ambiente. Prazo de validade: 6 horas. Instruções de rótulo: No caso de distribuição centralizada, o uso de rotulagem é dispensável. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Controlar o tempo de exposição. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    278 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA Grupo de Produtos: Pães salgados, semidoces e doces recheados ou decorados RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO PESAGEM DOS INGREDIENTES (massa) (recheio) MISTURA MISTURA DIVISÃO MANUTENÇÃO À FRIO DESCANSO MODELAGEM ACONDICIONAMENTO FERMENTAÇÃO COCÇÃO PCC1 (B) ESFRIAMENTO ACABAMENTO/ DECORAÇÃO DESMOLDAGEM DISTRIBUIÇÃO PCC2 (B)
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    PARTE ESPECÍFICA 279 PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Descrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores (Anexo 01). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis e características dos produtos, como: ausência de manchas, grumos, sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, e empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -12ºC ou inferior. 3. Pesagem dos Ingredientes Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos (como balança) devidamente higienizados. MASSA(a) 4(a). Mistura Nesta etapa, todos os ingredientes são misturados, utilizando-se utensílios e equipamentos (bate-deira) devidamente higienizados. Por último, se utilizado, é acrescentado o fermento, quando o batimento da massa é feito em velocidade mais alta, até que a mesma fique lisa e homogênea. 5(a). Divisão A massa é dividida em porções, tomando-se o cuidado com a higiene do manipulador. 6(a). Descanso Todos os utensílios utilizados e as superfícies sobre as quais a massa descansa devem ser devida-mente higienizados antes de seu uso. As peças em descanso devem ser protegidas por filme plástico.
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    280 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC RECHEIO 4. Mistura Os ingredientes do recheio e da cobertura são misturados, tomando-se cuidado com a higiene do manipulador e dos utensílios utilizados. 5(b). Manutenção a frio Após a mistura, os recheios e coberturas são acondicionados em recipientes (até 10 cm de altura), devidamente higienizados e mantidos em equipamento de manutenção a frio com temperatura ideal de 3ºC a 4ºC e máxima de 10ºC. 7. Modelagem Etapa na qual a massa é passada em modeladora de acordo com o tamanho das peças e, no caso dos pães, o recheio ou cobertura é acrescentado. 8. Acondicionamento nas fôrmas As fôrmas devem ser untadas com margarina vegetal hidrogenada caso não sejam de material anti-aderente. A massa, depois da modelagem, é então depositada nas fôrmas. 9. Fermentação Fermentar as peças em câmara de fermentação com temperatura entre 28ºC e 32ºC e umidade relativa entre 75% e 85%, aproximadamente, até o ponto ideal. 10. Cocção Assar as peças em forno pré-aquecido, entre 180ºC e 195ºC. O tempo de cocção varia de acordo com o tamanho das peças e tipo de forno. 11. Esfriamento Aguardar o esfriamento dos pães à temperatura ambiente, em local protegido de circulação de ar proveniente de outras áreas, até que a temperatura dos mesmos esteja, no máximo, 5ºC acima da temperatura ambiente. 12. Acabamento/decoração Nesta etapa, os pães são polvilhados com açúcar de confeiteiro, utilizando-se peneira devida-mente higienizada. Os doces são acrescidos de recheio e cobertura.
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    PARTE ESPECÍFICA 281 PADARIAS E CONFEITARIAS 13. Desmoldagem Retirar os pães imediatamente após a saída do forno para evitar condensação e umidade do produto. Desenformar os pães em superfície que permita a circulação de ar em todos os lados, como assadeiras retas perfuradas ou similares. A superfície deve ser devidamente higienizada antes de sua utilização. Os manipuladores devem ter as mãos devidamente lavadas antes de retirar os pães das fôrmas. 14. Distribuição A distribuição é realizada em cestas ou em prateleiras (produtos embalados) à temperatura am-biente. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    282 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO DE Etapa ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Armazenamento PC ou PCC PC PC Perigo Q- Resíduos de antibióticos; agrotóxicos; micotoxinas. B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados. Medidas Preventivas Avaliar as características de acondicionamento e transporte. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Armazenar os ingredientes em ambiente seco e com temperatura máxima de 26ºC. Armazenar produtos perecíveis à temperatura ideal máxima de 4ºC. BP: Instalações e equipamentos. Limite Crítico Cadastro de fornecedor. Equipamentos de refrigeração: temperatura máxima de 10ºC; equipamentos de congelamento: -12ºC ou inferior; Secos: máximo 26ºC. Monitorização O quê? Cadastro de fornecedor, acondicionamento e transporte. Como? Observação visual. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. Ação Corretiva Devolução dos produtos e reavaliar fornecedor e/ou transportadora. Treinamento do estoquista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para ambiente com temperatura adequada. Registro Planilha de Controle de Recebimento (Anexo 02). Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Verificação Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos. Programa de calibração de termômetro.
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    PARTE ESPECÍFICA 283 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PC PC PC Pesagem dos ingredientes/ mistura/divisão/ descanso/ mistura (recheio). Manutenção à frio (recheio). Modelagem/ acondicionamento nas fôrmas. O que? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; fragmentos sólidos. Como? Supervisão; peneiramento. Quando? Diariamente, a cada preparação. Quem? Supervisor/ auxiliar. O quê? Temperatura do equipamento. Como? Com auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; patogênicos esporulados. F- Sujidades; insetos ou fragmentos de insetos. B- Patogênicos esporulados; Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; Bacillus cereus. B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. F: Peneiramento dos produtos em pó. Controle de temperatura do equipamento de manutenção. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. B: Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. F: Fragmentos sólidos 0,3mm. Temperatura do equipamento: máxima de 10ºC. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Treinamento em BP. Repeneirar; troca de peneiras. Trocar o produto de equipamento quando o mesmo estiver acima de 10ºC. Treinamento em BP. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Planilha de Controle de Temperatura de Equipamentos (Anexo 04). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios, mãos de manipuladores e produtos. Treinamento de funcionários. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores.
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    284 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Características dos pães. Como? Observação visual. Quando? A cada cocção. Quem? Padeiro. O quê? Higiene de superfícies. Como? Supervisão. Quando? Diariamente, a cada preparação. Quem? Supervisor. O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Tempo e temperatura. Como? Relógio e termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Balconista. Cocção Esfriamento Acabamento/ decoração/ desmoldagem. Distribuição B- Bacillus cereus; Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; Bacillus cereus. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Bacillus cereus. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica); Bacillus cereus. PCC1 (B) PC PC PCC2 (B) Assegurar a cocção dos pães. Assegurar o esfria-mento dos produtos à temperatura ambiente em local protegido de sujida-des ou circulação de ar proveniente de outras áreas. Assegurar tempo máximo de exposição. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Assegurar os tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição. Características próprias de cada pão (cor, textura, etc.). Condição aceitável de higiene de superfícies. Tempo máximo de 3 horas. Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. 4 horas à temperatura ambiente. 24 horas à temperatura máxima de 10o c. Cozinhar até que atinja as características desejadas. Treinamento em BP. Descartar produtos após tempo posterior ao limite crítico. Treinamento em BP. Descartar os produtos após tempo posterior ao limite crítico. Planilha de Controle de Cocção. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Planilha de Controle de Distribuição. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do procedimento e do produto. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise microbiológica de superfícies. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de relógios e termômetros. Programa de coleta e análise de produtos.
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    PARTE ESPECÍFICA 285 PADARIAS E CONFEITARIAS FORMULÁRIO D – DESCRIÇÃO DO GRUPO DE PRODUTOS Grupo de produtos: Produtos doces decorados e refrigerados Preparações: Torteletas e bombas. Característica do produto final: O produto deverá ser servido à temperatura inferior a 10ºC. Forma de distribuição da preparação: A distribuição é realizada em vitrines frias ou balcões refrigerados. Prazo de Validade: Quatro horas abaixo de 10ºC ou 2 horas entre 10ºC e 21ºC. Instruções de rótulo: No caso de distribuição centralizada, o uso de rotulagem é dispensável. Controles especiais durante a distribuição e comercialização: Controlar o tempo e a temperatura de exposição. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    286 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC FORMULÁRIO E – FLUXOGRAMA E DESCRIÇÃO DO FLUXOGRAMA GRUPO DE PRODUTOS: Produtos doces decorados e refrigerados RECEBIMENTO ARMAZENAMENTO PESAGEM DOS INGREDIENTES (massa) (creme) (geléia) (frutas) MODELAGEM COCÇÃO COCÇÃO HIGIENIZAÇÃO PCC2 (B) PCC4 (B) PCC5 (B) COCÇÃO RESFRIAMENTO CORTE PCC1 (B) PCC3 (B) E DESCASQUE ESFRIAMENTO DESMOLDAGEM MONTAGEM MANUTENÇÃO A FRIO PCC6 (B) DISTRIBUIÇÃO PCC7 (B)
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    PARTE ESPECÍFICA 287 PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Desscrição das etapas do fluxograma: 1. Recebimento São adquiridas matérias-primas de fornecedores já credenciados comercialmente (Modelo 01) e que obtiveram pontuação acima de 80% de conformidade no Check list de Visita Técnica a Forne-cedores (Anexo 01). São recebidos os produtos após avaliação das condições de transporte, embalagem, temperatura dos produtos perecíveis e características dos produtos, como: ausência de manchas, grumos, sujidades, fungos, corpos estranhos e insetos (especialmente nas farinhas). 2. Armazenamento Os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, cuja temperatura não deve ultrapassar 26ºC, empilhados com afastamento mínimo de 10cm de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forro. Os produtos de refrigeração são transferidos para caixas plásticas e levadas à câmara com tempe-ratura ideal de até 4ºC. Os produtos congelados seguem para freezer ou câmara de congelamento à temperatura de -12ºC ou inferior. 3. Pesagem dos ingredientes Etapa na qual todos os ingredientes são pesados e misturados, utilizando-se utensílios e equipa-mentos (como balança) devidamente higienizados. MASSA (a) 4(a). Modelagem Etapa na qual a massa é modelada nas fôrmas, tomando-se cuidado com a higiene das fôrmas e dos manipuladores. 5(a). Cocção A massa é assada até que atinja a coloração e textura desejadas. 6(a). Esfriamento Após a cocção, a massa é esfriada à temperatura ambiente, em local limpo e arejado.
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    288 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 7(a). Desmoldagem Retira-se a massa das fôrmas com o devido cuidado com a higiene do manipulador e a higiene da superfície na qual a massa é colocada. CREME (b) 4(b). Cocção Os ingredientes do creme são cozidos até que atinja uma textura lisa e uniforme. Um dos seguin-tes parâmetros de tempo e temperatura são seguidos: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos, ou 65ºC por 15 minutos. 5(b). Resfriamento Logo após a cocção, o creme é colocado em recipientes higienizados com altura máxima de 10cm e colocados em refrigerador ou freezer para que o produto resfrie rapidamente. A temperatura do recheio atinge 21ºC em, no máximo, 2 horas e 4ºC em, no máximo, mais 6 horas. GELÉIA (c) 4(c). Cocção A geléia é fervida até que atinja uma textura lisa e uniforme. Um dos seguintes parâmetros de tempo e temperatura são seguidos: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. FRUTAS (d) 4(d). Higienização As frutas são selecionadas quando, então, são retiradas as unidades danificadas. Depois são lavadas uma a uma, sob água corrente e acondicionadas em utensílio tipo escorredor. As frutas são imersas em solução de hipoclorito de sódio, no mínimo com 100ppm e no máximo com 250ppm de cloro ativo (preparado de acordo com as instruções do fabricante do sanificante que está sendo utilizado). Manter as frutas imersas por, no mínimo, 15 minutos. Após a imersão, as frutas são enxaguadas em água corrente potável, utilizando-se recipiente tipo escorredor ou peneira, devidamente higienizado. 5(d). Corte e descasque As frutas são manipuladas (cortadas e/ou descascadas), com auxílio de tábua de polipropileno e faca, devidamente higienizados.
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    PARTE ESPECÍFICA 289 PADARIAS E CONFEITARIAS 8. Montagem Etapa onde as torteletas são montadas, tomando-se cuidado com a higiene dos manipuladores e utensílios utilizados. 9. Manutenção a frio As torteletas são mantidas em equipamentos de manutenção a frio (temperatura máxima de 10ºC), onde o produto permanece em temperatura de até 10ºC, no máximo, por 4 horas, ou em temperatura entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. 10. Distribuição A distribuição é feita em balcão ou vitrine refrigerada. O produto permanece em temperatura de até 10ºC por, no máximo, 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. Fora desses limites, o produto pronto é desprezado. O tempo de manutenção deve ser levado em consideração. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    290 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA FORMULÁRIO J- RESUMO DO PLANO DE Etapa ELABORAÇÃO Recebimento DO PLANO APPCC Armazenamento PC ou PCC PC PC Perigo Q- Drogas veterinárias; agrotóxicos; micotoxinas. B- Enterobactérias patogênicas; Patogênicos esporulados; S. aureus. Medidas Preventivas Limite Crítico Cadastro de fornecedor. Equipamentos de refrigeração: temperatura máxima de 10ºC; equipamentos de congelamento: -12ºC ou inferior; Secos: máximo 26ºC. Ação Corretiva Devolução dos produtos e reavaliação de fornecedores. Treinamento do estoquista. Solicitar a manutenção do equipamento e transferir os alimentos para outro que atenda aos limites críticos. Registro Planilha de Controle de Recebimento (Anexo 02). Planilha de Controle de Temperaturas de Equipamentos (Anexo 04). Verificação Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Programa de treinamento e avaliação do estoquista. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de manutenção de equipamentos. Avaliar as condições de acondicionamento e transporte. Adquirir produtos de fornecedores cadastrados. Armazenar os ingredientes em ambiente seco e com temperatura máxima de 26ºC; Armazenar produtos perecíveis à temperatura ideal máxima de 4ºC. BP: Instalações e equipamentos. Monitorização O quê? Cadastro de fornecedor; acondicionamento, transporte. Como? Observação visual. Quando? Em cada recebimento. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do local de armazenamento. Como? Auxílio de termômetro. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista.
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    PARTE ESPECÍFICA 291 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PC PCC1 (B) PC Pesagem dos ingredientes/ modelagem. Cocção (massa) Esfriamento (massa) O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos; fragmentos sólidos. Como? Supervisão; peneiramento. Quando? Diariamente, a cada preparação. Quem? Supervisor/ auxiliar. O quê? Características da massa. Como? Observação visual. Quando? A cada cocção. Quem? Padeiro. O quê? Higiene de superfícies; tempo. Como? Supervisão; relógio. Quando? Diariamente, durante o processo. Quem? Supervisor. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; patogênicos esporulados. F- Sujidades, fragmentos de insetos. B- Bacillus cereus; enterobactérias patogênicas. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; Bacillus cereus. B: Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. F: Peneiramento dos produtos em pó. Assegurar a cocção da massa. Assegurar o esfriamento dos produtos à temperatura ambiente em local protegido de sujidades ou circulação de ar proveniente de outras áreas. Controlar tempo. B, F: Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. F: Fragmentos sólidos 0,3mm. Características próprias da massa assada (cor, textura, etc.). Condição aceitável de higiene de superfícies. Tempo máximo de exposição: 2 horas. Treinamento em BP. F: Repeneirar; trocar peneiras Continuar a assar até que atinja as características desejadas. Treinamento em BP. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Planilha de Controle de Cocção (Anexo 05). Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list semanal. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do procedimento e do produto. Programa de manutenção de equipamentos. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise microbiológica de superfícies.
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    292 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE PC ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PCC2 (B) PCC3 (B) O quê? Higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Temperatura de cocção. Como? Auxílio de Termômetro. Quando? A cada cocção. Quem? Cozinheiro. O quê? Temperatura do alimento; tempo de resfriamento; higiene de manipulador e utensílios. Como? Termômetro, relógio e supervisão. Quando? Diariamente, após 2 horas do início do resfriamento. Quem? Cozinheiro. Desmoldagem (massa) Cocção (creme) Resfriamento (creme) B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus; Bacillus cereus. B- Enterobactérias patogênicas; Microrganismos patogênicos esporulados (Bacillus cereus); Staphylococcus aureus. B- Enterobactérias patogênicas; Microrganismos patogênicos esporulados (Bacillus cereus); Staphylococcus aureus. Treinamento em BP: Higiene de utensílios/ equipamentos e mãos de manipuladores. Assegurar a temperatura mínima de cocção do recheio. Controle da temperatura do alimento e tempo de exposição. Treinamento em BP (Higiene de utensílios e mãos de manipuladores). Condição aceitável de higiene de manipuladores, utensílios e equipamentos. Temperatura mínima de cocção: 74ºC ou 70ºC por 2 minutos ou 65ºC por 15 minutos. Redução a 21ºC em 2 horas. Utensílios e mãos de manipulador em condição aceitável de higiene. Treinamento em BP. Cozinhar até que atinja um dos limites críticos. Acelerar o processo de resfriamento (banho de gelo ou água fria). Rejeitar o produto que permanecer mais de 1 hora em temperatura de risco. Treinamento em BP. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Check list. Planilha de Controle de Temperaturas de Cocção (Anexo 05). Planilha de Controle de Resfriamento (Anexo 06). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro.
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    PARTE ESPECÍFICA 293 Etapa PC ou PCC Perigo Medidas Preventivas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação PADARIAS E CONFEITARIAS GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC PCC4 (B) PCC5 (B) PC Cocção (geléia) Higienização (frutas) Corte e descasque (frutas) B- Enterobactérias patogênicas; Bacillus cereus; Staphylococcus aureus. B- Enterobactérias patogénicas; Vírus entéricos patogênicos; parasitos humanos; V. cholerae. B- Enterobactérias patogênicas; Staphylococcus aureus. Assegurar a fervura da geléia. Utilização de água potável. Reduzir contaminantes patogênicos à níveis aceitáveis (uso de solução clorada entre 100ppm e 250ppm por, no mímino, 15 minutos). Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Vapor (fervura); Característi-cas da geléia (cor, textura, etc.). Água: mínimo de 0,2ppm de cloro residual livre. Concentração da solução clorada entre 100ppm e 250ppm e tempo de contato mínimo de 15 minutos. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. O quê? Fervura, características do produto. Como? Observação visual. Quando? A cada cocção. Quem? Auxiliar de padaria. O quê? Teor de cloro residual livre; concentração da solução clorada e tempo de contato. Como? Auxílio de Kit para Cloro; Kit de fitas de Cloro e relógio. Quando? Uma vez a cada turno. Quem? Auxiliar de padaria. O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. Cozinhar até que atinja as características do produto. Solicitar a limpeza do reservatório e usar água mineral ou água potável transportada, até a realização da limpeza. Não utilizar frutas até a limpeza. Compensar o cloro na água. Repetir o processo. Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Planilha de Controle de Temperaturas de Cocção. Planilha de Controle de Cloro. Planilha de Desinfecção de Hortifrutigranjeiros (Anexo 07). Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do processo. Supervisão do preenchimento das planilhas. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de água e de produtos. Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores.
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    294 PARTE ESPECÍFICA PADARIAS E CONFEITARIAS Etapa PC ou Perigo Medidas Limite Crítico Monitorização Ação Corretiva Registro Verificação GUIA PCC Preventivas DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC O quê? Higiene de manipuladores e utensílios. Como? Supervisão. Quando? Diariamente. Quem? Supervisor. O quê? Temperatura do produto e tempo de exposição; temperatura do equipamento. Como? Com auxílio de termômetro e relógio. Quando? Diariamente. Quem? Estoquista. O quê? Temperatura do alimento x tempo de exposição. Como? Auxílio de relógio e termômetro. Quando? A cada duas horas. Quem? Balconista. Montagem Manutenção à frio Distribuição B- Staphylococcu aureus; Enterobactérias patogênicas. B- Microrganismos esporulados patogênicos; enterobactérias patogênicas; toxina estafilocócica. B- Microrganismos esporulados patogênicos; enterobactérias patogênicas; toxina estafilocócica. Treinamento em BP: higiene de utensílios e mãos de manipuladores. Controle de temperatura do equipamento de manutenção e do alimento; tempo entre preparo e manutenção. Assegurar os tempos máximos de exposição dos produtos na distribuição. Tempo de manutenção. Utensílios e mãos de manipuladores em condições aceitáveis de higiene. Temperatura do equipamento: máxima de 10ºC. temperatura do alimento: até 10ºC por, no máximo, 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas. Até 10ºC por, no máximo, 4 horas ou entre 10ºC e 21ºC por, no máximo, 2 horas considerando-se o tempo de manutenção. PC PCC6 (B) PCC7 (B) Treinamento em BP (Higiene pessoal, limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos). Trocar o produto de equipamento quando o mesmo estiver acima de 10ºC. Desprezar alimentos que permanecerem até 10ºC por mais de 4 h ou entre 10ºC e 21ºC por mais de 2 h. Descartar os produtos após tempo posterior ao limite crítico. Check list semanal. Planilhas de treinamento. Relatórios de supervisão. Planilha de Controle de Temperatura de Alimentos em Manutenção (Anexo 09). Planilha de Controle da Temperatura dos Equipamentos (Anexo 04). Planilha de Controle de Distribuição (Anexo 10). Supervisão do preenchimento do Check list. Supervisão do procedimento. Programa de coleta e análise de amostras de utensílios e mãos de manipuladores. Supervisão do preenchimento das planilhas e acompanhamento da etapa. Programa de calibração de termômetro e relógio. Supervisão do preenchimento das planilhas. Programa de calibração de termômetro e relógio. Programa de coleta e análise de alimentros.
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    SEGMENTO MESA 295 ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXOS DO RESUMO DO PLANO Neste item, incluímos modelos de Planilhas que podem ser usadas na monitorização e nas ações corretivas de PC (Pontos de Controle) e de PCC (Pontos Críticos de Controle), principalmente no item Registro do Sistema APPCC (Formulários 1 a 15). Vale ressaltar que cada Unidade de Produ-ção deverá montar suas planilhas, de acordo com a realidade e o tipo de serviço, forma e período GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC de distribuição, etc.
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    296 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC MODELO I – CADASTRO DE FORNECEDORES Data de cadastramento: Razão social: Endereço: CEP: Localidade: UF: Telefone: Fax: e-mail: CNPJ: Inscr. Estadual ou Municipal: Contato: Exigências para fornecimento SIM NÃO Observações Alvará de funcionamento. Registros MAA, SIF, MS, SES, SMS. Registro CVS (veículos). Controles de laudos técnicos (água, alimento, exames médicos, pragas). Manual de boas práticas. Responsável técnico. Outras informações: Ocorrências: Observações:
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    SEGMENTO MESA 297 ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXO 01 – CHECK LIST DE VISITA TÉCNICA A FORNECEDORES DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS I – EDIFICAÇÕES 1) Localização. 2) Livre de focos de insalubridade. 3) Livre de acúmulo de lixo. 4) Presença de sinais de insetos, roedores ou outros animais. 5) Acesso não comum a outros usos. 6) Piso impermeável. 7) Forro/Teto. 8) Parede/Divisória. 9) Porta/Janela/Telas. 10) Corredores livres/limpos. 11) Proteção contra insetos e roedores. 12) Iluminação adequada. 13) Ventilação suficiente. 14) Ambiente isento de bolores, gases, etc. 15) Instalações sanitárias. 16) Vestiários separados. 17) Água potável da rede pública. 18) Controle de análise laboratorial de água. 19) Caixa-d’água limpa, com tampa. 20) Destino correto do lixo. 21) Controle de resíduos/sobras. 22) Local de limpeza/desinfecção de equipamentos e utensílios. 23) Controle de desratização e desinsetização. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC
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    298 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS II – EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS 24) Equipamentos suficientes e limpos. 25) Em bom estado de conservação. 26) Em funcionamento. 27) Utensílios limpos. 28) Utensílios de material não contaminante. 29) Utensílios em bom estado de conservação. 30) Móveis limpos. 31) Móveis em bom estado de conservação. 32) Equipamentos de refrigeração em bom estado. 33) Controle de temperatura. 34) Higienização adequada. 35) Armazenamento de equipamentos/utensílios. III - PESSOAL 36) Uso de uniformes adequados. 37) Uniformes limpos. 38) Asseio pessoal. 39) Hábitos higiênicos corretos. 40) Estado de saúde controlado. 41) Controle de exame médicos periódicos. 42) Higienização de mãos. IV – MATÉRIAS-PRIMAS 43) Controle de procedência. 44) Fornecedores credenciados. 45) Características sensoriais. 46) Armazenamento – controle de temperaturas.
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    PARTE ESPECÍFICA 299 DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC 47) Armazenamento correto. 48) Controle de validade. 49) Controle de utilização de produtos (PEPS). 50) Área de armazenamento corretamente dimensionada. 51) Transporte (CVS – 15). 52) Área de recebimento exclusiva (coberta). 53) Área de expedição exclusiva (coberta). 54) Pessoal treinado. V – FLUXO DE PRODUÇÃO 55) Fluxo correto. 56) Existência de condição para contaminação cruzada. 57) Dimensionamento adequado para pré-preparo. 58) Dimensionamento adequado para preparo. 59) Proteção contra contaminação (máscaras, luvas descartáveis). 60) Alimentos protegidos (cobertos). 61) Substâncias perigosas isoladas e controladas. 62) Alimentos perecíveis mantidos à temperatura correta. 63) Alimentos separados por tipo/grupo. 64) Alimento acondicionado em equipamento apropriado. 65) Pessoal qualificado. VI - EMBALAGEM 66) Processo de embalagem correto. 67) Pessoal qualificado. VII – PRODUTO ACABADO 68) Controle de análise microbiológica.
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    300 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC DESCRIÇÃO OBSERVAÇÕES PONTOS 69) Freqüência de controle. 70) Conservação/armazenamento correto. 71) Transporte (CVS – 15). 72) Veículos com registro no CVS. 73) Possui sistema de qualidade. 74) Possui APPCC. 75) Qualidade assegurada. PONTOS TOTAL DE PONTOS POSSÍVEIS: 750 S – Satisfatório — 10 TOTAL DE PONTOS SOMADOS: R – Regular — 05 PERCENTUAL DE ADEQUAÇÃO: I – Insatisfatório — 00 ( ) APROVADO ( 80%) ( ) APROVADO COM RESTRIÇÕES (60 a 79%) ( ) REPROVADO ( 60%)
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    SEGMENTO MESA 301 ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 02 - PLANILHA DE CONTROLE DE RECEBIMENTO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS Data Produto Fornecedor Temperatura (OC) Observação Ação Corretiva Responsável
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    302 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 03 - PLANILHA DE NÃO-CONFORMIDADES NO RECEBIMENTO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS Data: Produto: Marca: Fornecedor: NF: Não-conformidade observada: Ação corretiva: Comunicação ao setor de compras: Responsável:
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    SEGMENTO MESA 303 Data Câmara 01 Freezer 01 Geladeira Geladeira Pass through Balcão Ação corretiva Responsável ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 04 - PLANILHA DE CONTROLE DE TEMPERATURA DE EQUIPAMENTOS Mês / Ano: ______________________ Equipamentos/Temperatura medida (OC) saladas hortifruti quente quente Temperaturas recomendadas: Água do banho termostatizado: 80OC; Pass Through Quente: 60OC Geladeiras (Diversos): Máx. 5OC; Geladeira hortifruti: Máx. 8OC; Câmara de carnes: Máx. 2OC; Freezers: Mín. -18OC.
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    304 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXO 05 - PLANILHA DE CONTROLE DE TRATAMENTO TÉRMICO GUIA DE (COCÇÃO / REAQUECIMENTO) ELABORAÇÃO Mês / Ano: __________________ / ________ Temperatura(OC) no CG após o alimento DO atingir o ponto desejado. Data Produto Ação corretiva Responsável PLANO Temperatura(OC) Tempo de permanência APPCC Limites de Temperatura: 74OC; ou, 65OC por 15 minutos; ou 70OC por 2 minutos. nesta temperatura.
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    SEGMENTO MESA 305 ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 06 - PLANILHA DE CONTROLE DE RESFRIAMENTO Resfriamento Data Produto Início Final Ação corretiva Responsável T (OC) Hora T (OC) Hora Mês / Ano: __________________ / ________
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    306 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 07 - PLANILHA DE HIGIENIZAÇÃO DE HORTIFRUTIGRANJEIROS Mês / Ano: ___________________ / _________ Data Hortifrutigranjeiro Concentração Tempo Ação Corretiva Responsável da solução de imersão clorada (ppm) Início Final Obs.: Concentração da solução clorada abaixo de 100ppm Não reutilizar.
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    SEGMENTO MESA 307 ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC ANEXO 08 – PLANILHA DE CONTROLE DE DESCONGELAMENTO Mês / Ano: __________________ / ________ Data Produto Início do Ação corretiva Responsável Pré-Preparo Descongelamento forçado Em água Na Entrada na Tempo (h) Temp. (OC) temperatura refrigeração ambiente Tempo (h) Temp. (OC)
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    308 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXO 09 - PLANILHA DE CONTROLE DE ALIMENTOS EM MANUTENÇÃO GUIA DE Data: _____ / _____ / _____ ELABORAÇÃO Temperatura (OC) Nome da preparação Equipamento Alimentos Ação corretiva Responsável DO 0 hora Meio 1 hora PLANO antes do término APPCC Temperaturas recomendadas: Pass Through frio: Máx. 10OC; Pass Through quente: Mín. 60OC; Alimentos servidos frios: Máx. 10OC até 4 horas; entre 10OC e 21OC até 2 horas; Alimentos servidos quentes: Entre 60OC e 65OC até 4 horas; abaixo de 60OC máx. 2 horas. Obs.: Esta planilha deve ser montada de acordo com o tempo de manutenção e o tipo de alimento servido (a quente ou a frio). Por exemplo: alimentos servidos frios: deve ser realizada uma medida de temperatura do alimento a cada duas horas de manutenção; alimentos servidos quentes: deve ser realizada uma medida de temperatura do alimento, a cada 3 horas de manutenção.
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    SEGMENTO MESA 309 ANEXO 10 - PLANILHA DE CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS EM DISTRIBUIÇÃO Data Nome da preparação 1 hora após o 1 hora antes do Coleta de amostras Ação corretiva Responsabilidade ANEXOS DO RESUMO DO PLANO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Mês / Ano: ______________________ Temperatura medida (OC)/Horário (min) início da término da realizada? distribuição distribuição Obs.: Esta planilha deve ser montada de acordo com o tempo de distribuição e o tipo de alimento servido (a quente ou a frio). Por exemplo: alimentos servidos frios: deve ser realizada uma medida da temperatura do alimento a cada duas horas de distribuição. alimentos servidos quentes: deve ser realizada uma medida da temperatura do alimento a cada três horas de distribuição.
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    310 PARTE ESPECÍFICA ANEXOS DO RESUMO DO PLANO ANEXO 11 - PLANILHA DE CONTROLE DE ALIMENTOS TRANSPORTADOS GUIA DE ELABORAÇÃO Mês / Ano: ___________________ / __________ DO Temperatura (OC) PLANO Data Nome da preparação Início do Início Chegada Final do Tempo de Ação corretiva Responsável transporte transporte transporte APPCC (min) (min)
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    SEGMENTO MESA 311 ANEXOS DO RESUMO DO PLANO FORMULÁRIO 15 – PLANILHA DE EXECUÇÃO DE SERVIÇOS Tipo de serviço Data Data da Documentos anexos? prevista (dia/mês) execução efetiva SIM NÃO GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC Mês/Ano: _____/_____ I. Limpeza de reservatório. 1 2 3 II. Limpeza de caixa de gordura. III. Desinsetização e desratização. IV. Aferição de instrumentos/ calibração (termômetros, manômetros, balanças). V. Análises laboratoriais (microbiológicas do alimento, utensílios, água, gelo e manipuladores). VI. Controle de saúde dos colaboradores. VII. Manutenção dos equipamentos. Obs1.: Este formulário poderá ser utilizado em separado para cada tipo de serviço/controle ou como no exemplo acima, todos juntos; Obs2.: Devem ser anexados todos os documentos que comprovem a execução dos serviços.
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    SEGMENTO MESA 313 BIBLIOGRAFIA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT. NBR 10 269: controle higiênico-sanitário de alimentos em comissarias de bordo. Rio de Janeiro, 2000. ABERC. Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividades. 5. ed. GUIA DE ELABORAÇÃO DO PLANO APPCC São Paulo, 1999. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 36, de 19 de janeiro de 1990. BRASIL Ministério da Saúde. DETEN. Portaria n.76, de 01 de julho de 1993. BRASIL Ministério da Saúde. Portaria n.1428,de 26 de novembro de 1993. BRASIL Ministério da Saúde. Portaria n. 326, de 30 de julho de 1997. BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria n. 368, de 4 de setembro de 1997. BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria n. 46, de 10 de fevereiro de 1998. BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria n. 06, de 10 de março de 1999. FIGUEIREDO, Roberto Martins de. Manual de procedimentos e desenvolvimento. In: ____. SSOP: padrões e procedimentos operacionais de sanitização. São Paulo: R. M. Figueiredo, 1999. (Higiene dos Alimentos,1) HIGIENE e sanitização para as empresas de alimentos. Campin: PROFIQUA, 1995. (Manual Série Qualidade). LOPES, Ellen. Elaboração do manual de boas práticas de fabricação e auditoria de BPF . São Paulo: Food Design Consultoria e Planejamento, [199-]. SENAI. DN. Guia para elaboração do Plano APPCC: geral. 2. ed. Brasília, 2000. 301 p. (Qualidade e Segurança Alimentar). Projeto APPCC Indústria. Convênio CNI/SENAI/SEBRAE.
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    CRÉDITOS Este materialfoi elaborado tomando por base o Guia para Elaboraração do Plano APPCC – Indústria Representantes das instituições parceiras Equipe Técnica – Segmento Indústria no Comitê Gestor Nacional do Projeto APPCC Dilma Scala Gelli – Instituto Adolfo Lutz Carlos Alberto Leão – Senai Fábia Renata Guidolin – Senai/RJ Erna Martha Régnier – Senac Judith Regina Hajdenwurcel – Etfq/RJ João Baptista de Lima Filho – Anvisa Mauro Faber de Freitas Leitão – Fea/Unicamp Juvenal Ferreira Fortes Filho – Sesc Paschoal Guimarães Robbs – Senai/RJ Mônica O. Portilho de Lima – Sesi Reginaldo Barroso de Resende – Sebrae Equipe Técnica – Segmento Mesa Brigitte Marie Angele Bertin – Bioqualitas Coordenador Técnico Nacional do Projeto APPCC Cláudia Márcia R. R. Mendonça – Sesc/DN Paschoal Guimarães Robbs Jaqueline Amaral de Almeida – Micral Luana de Assis – Bioqualitas Comitê Técnico Nacional Martha Mendes Pacobahyba – Micral do Projeto APPCC – Mesa Sandra Rojas Duailibi – Senac/SP Andréa da Silveira Estrella – Senac/DN Sonia Márcia Dachoff Gayotto – Senai/SP Carlos Alberto Leão – Senai/DN Willian Dimas Bezerra da Silveira – Sesc/DN Cláudia Márcia R. Roseno Mendonça – Sesc/DN Fernando Magalhães – Anvisa/MS Equipe de apoio Fernando Magalhães S. Pinto – Sesi/DN Dilma Scala Gelli – Projeto Appcc Joana Botini – Senac/DN Eneo Alves da Silva Junior – Cdl Maria Lúcia Telles S. Farias – Senai/RJ Paschoal Guimarães Robbs – Senai/RJ Mercedes Yoko Silva – Sesi/DN Valdir Favarin – Micral Paschoal Guimarães Robbs – Senai/RJ Paulo Bruno – Senac/DN Normalização bibliográfica Reginaldo Barroso de Rezende – Sebrae/NA Denise Rabello Cerqueira Lopes William D. B. Silveira – Sesc/DN Editoração SENAC/DN – Coordenação Técnica A Empresa do Texto Ltda. do Projeto APPCC - Mesa Andréa da Silveira Estrella Projeto Gráfico Erna Martha Régnier CV Design Joana Botini Paulo Bruno