Governo do Estado do Rio de Janeiro
   Secretaria Estadual de Educação
Colégio Estadual Leopoldina da Silveira




          HISTÓRIA
   Professor Luiz Valentim
Aula I – 2ª Série – Ensino Médio




          ILUMINISMO
Iluminismo
Antigo Regime   Revoluções
O Antigo Regime
Expressão criada a
partir de 1789 pelos
revolucionários
franceses       para
caracterizar         a
sociedade criticada
pelos iluministas e
contra a qual a
Revolução foi feita.
Características
• Absolutismo;
• Forte presença da Igreja;
• Rígida estratificação social;
• Desigualdade e concentração de privilégios;
• Ausência de separação entre as esferas
  pública e privada;
Sociedade Estamental
                                                   Rei
                                                         Alta nobreza: príncipes,
                           Alto clero: cardeais,         duques, condes, marqueses,
                           bispos, etc.                  etc.


   Clero médio: abades e abadessas,
   membros dos conselhos, padres de                         Média nobreza: cavalheiros
   paróquias ricas, etc.                                    e nobres de toga.


                                                                    Baixa nobreza:
           Baixo clero: padres,
                                                                    fidalgos.
           frades e freiras.


                                                                         Ricos: comerciantes, banqueiros,
                                                                         donos de terras, de títulos de
                                                                         propriedade, etc.
Níveis       modestos:
artesãos, profissionais
liberais,   agricultores                                                          Pobres: Camponeses,
com terras, etc.                                                                  jornaleiros,
                                                                                  trabalhadores
                                                                                  urbanos, etc.
O jumento santo e a cidade que se
          acabou antes de começar

     Quem põe ordem no mundo?
     Hoje em dia não predomina a visão religiosa, e
     sim o entendimento de que os homens são os
     responsáveis pela sociedade, por sua ordem e
     desordem.
     Quais foram os desafios trazidos por essa
     mudança de perspectiva para o homem?

BOMENY, Helena; FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia.
Séculos XVII e XVIII
Tem início o processo que
resultou no predomínio da
razão sobre a religião.




                             Ocorre              uma
                             transformação         de
                             valores,
                             comportamentos         e
                             instituições        que
                             conduzem      a      um
                             processo de ‘laicização’
                             do mundo ocidental.
Iluminismo
Também conhecido como Ilustração,
foi definido por Kant como um
processo de “esclarecimento”, a
partir do qual o ser humano sairia de
sua “menoridade” graças ao uso da
razão e ao exercício da liberdade de
pensamento. Sapere aude!
Conceito de Iluminismo

           Conjunto de idéias,
           desenvolvido na Europa
           no século XVIII, que
           defendia o racionalismo
           como valor essencial da
           sociedade.
Conceito de Iluminismo

            Para os filósofos
            iluministas a razão
            é considerada o
            instrumento
            fundamental para o
            ser humano lidar
            com a natureza e a
            sociedade.
Conceito de Iluminismo
          Embora os philosophes não
          seguissem uma única e
          coerente     corrente    de
          pensamento nem tivessem
          um manifesto ou programa
          de idéias, todos defendiam
          o uso do pensamento
          racional e criticavam a
          autoridade religiosa e o
          autoritarismo de qualquer
          tipo, além de se oporem ao
          fanatismo.
Racionalismo
O Iluminismo pôs abaixo as explicações que o
Cristianismo oferecia sobre a natureza e a
humanidade, estimulando a experiência
científica em todas as áreas.
As transformações verificadas na produção do
conhecimento ao longo do século XVIII
abriram as portas para as invenções que
marcaram o século XIX, considerado o “Século
da Ciência”.
Conceito de Racionalismo
Posição filosófica segundo a qual a razão tem
um papel preponderante na aquisição de
conhecimento.
Num sentido mais geral, o racionalismo é a
ideia de que só racionalmente podemos
chegar às verdades acerca do mundo. Tanto a
experiência como a razão são métodos
racionais de aquisição de conhecimento, por
oposição aos processos místicos, como a fé
ou a revelação divina.
              http://www.defnarede.com/
Philosophes iluministas


 Montesquieu             Voltaire                Rousseau


Os filósofos iluministas, embora não tenham
sido eles próprios revolucionários, criticaram
frontalmente a sociedade do Antigo Regime e,
sobretudo, as idéias que a justificavam.


  Lavoisier    Diderot              D’Alembert     Kant
Montesquieu



“Uma injustiça feita ao
indivíduo é uma ameaça
para toda a sociedade.”
Montesquieu


Charles Louis de Secondat, Barão de
Montesquieu, defendeu a divisão do poder do
Estado em três com a criação dos poderes
executivo, legislativo e judiciário, pois, embora
fosse monarquista, era contrário ao
absolutismo. Defendia ainda que a lei deveria
valer para todas as pessoas, sem exceção.
Os Três Poderes
 JUDICIÁRIO




              LEGISLATIVO




        EXECUTIVO
Os Três Poderes
• Legislativo
  – Elabora leis que representem os interesses da
    sociedade;
• Judiciário
  – Interpreta e julga de acordo com as leis
    elaboradas pelo poder legislativo e promulgadas
    pelo executivo;
• Executivo
  – Governa e administra os interesses públicos de
    acordo com as leis vigentes.
Voltaire



“Somos todos iguais como
homens, mas não somos
iguais na sociedade.”
Voltaire


François-Marie Arouet, Voltaire, ficou
conhecido por defender as liberdades civis e
religiosas. Era a favor de uma ‘monarquia
ilustrada’, pois considerava que o Estado não
deveria existir para servir ao rei, mas para
atender às necessidades dos súditos e
defender a ‘felicidade pública’, embora
defendesse apenas a igualdade civil e não a
igualdade social.
Monarquia Ilustrada
Assim ficaram conhecidas as casas reais que
praticavam o Despotismo Esclarecido. É a
expressão utilizada para caracterizar reis e
ministros que assimilavam parte das ideias
iluministas para modernizar o Estado,
buscando libertá-lo da influência da religião e
fortalecê-lo economicamente, para reformá-lo
socialmente.                               Tudo    pelo
                                           povo, sem o
                                               povo!
Rousseau



“A propriedade privada
introduz a desigualdade
entre os homens.”
Rousseau


Jean-Jacques Rousseau foi o filósofo que mais
influenciou as ações radicais da Revolução
Francesa, antecipando as ideias socialistas que
floresceram no século XIX. Ao contrário de Thomas
Hobbes, afirmava que o homem era naturalmente
bom, embora fosse corrompido pela sociedade, e
defendia a república como a mais perfeita forma
de governo, pois somente nela existiria um Estado
representativo da soberania do povo.
O Contrato Social
                                      Do Contrato Social
                “... O homem é o
                                      Rousseau
                lobo do homem...”
                                      (1762)




Leviathan
Thomas Hobbes
                                    “...o homem é bom
(1651)
                                    por natureza, a
                                    sociedade é quem
                                    o corrompe...”
Até Quando?
           Gabriel, o Pensador
Com qual(is) dos três filósofos analisados
anteriormente podemos identificar esta música de
Gabriel, o Pensador?
Por que as ideias radicais, embora tenham influenciado
em diversos momentos da Revolução Francesa, logo
foram postas de lado, dando lugar à ideologia liberal?
No mundo contemporâneo, predomina o radicalismo
ou a moderação?
L’Enciclopédie
Publicada entre 1751 e
1772,     a    Enciclopédia
tornou-se o símbolo do
Iluminismo.      Organizada
por Denis Diderot e Jean Le
Rond     D’Alembert,      foi
inspirada na obra inglesa
de Ephraim Chambers,
Cyclopedia:       dicionário
universal das ciências e das
artes, publicada em 1728.
L’Enciclopédie
Composta por 17 volumes, foi organizada com
base na árvore do conhecimento humano
elaborada por Francis Bacon em 1620, e
tornou-se uma espécie de manifesto do
pensamento iluminista que, em nome da
razão, valorizava o estudo das ciências, das
artes, da geografia, da história, etc., libertando
o conhecimento dos preceitos religiosos.
L’Enciclopédie
Com posição nitidamente laica, a obra se
opunha às explicações oferecidas pela religião
para a natureza e a sociedade, afirmando que
o conhecimento era um legado humano e não
um legado divino, além de classificar a religião
como somente mais um entre outros tantos
ramos da filosofia. Apesar de incluída no Index
em 1759, continuou a ser publicada até sua
conclusão, em 1772.
Despotismo Esclarecido
Os     chamados     déspotas     esclarecidos
assimilavam parte das ideias iluministas para
modernizar o Estado, buscando libertá-lo da
influência da religião e fortalecê-lo
economicamente,        para       reformá-lo
socialmente,    embora       para      muitos
historiadores a expressão em si apresente
contradições em seus termos, uma vez que
um déspota não poderia, por definição, ser
esclarecido.
Despotismo Esclarecido
Os principais Estados onde ocorreu esta
forma de despotismo foram Espanha,
Portugal, Prússia e Rússia, e funcionou
como um meio de reforçar o
absolutismo.
Na Inglaterra, onde o absolutismo havia
sido extinguido em 1688, não havia
espaço para nenhuma forma de
despotismo.
Na França o absolutismo reinava e as
ideias iluministas, embora dominassem o
cenário, só foram postas em prática com
a Revolução Francesa.
Marques de Pombal

Foi o principal ministro de D. José I, em
Portugal, e governou o país com mão de ferro
por 22 anos, até 1777. Pombal foi o principal
responsável pela reconstrução de Lisboa após o
terremoto de 1755 e conduziu a política
econômica de forma a fortalecer as finanças
reais e incentivar o comércio e as manufaturas,
restringindo ainda privilégios da nobreza. Com
intenção de secularizar a sociedade portuguesa,
Pombal confiscou todos os bens da Companhia
de Jesus e reformou o ensino, priorizando as
ciências naturais, a filosofia e a matemática.
Marques de Pombal

• Incentivou o comércio e a manufatura no
  reino;
• Reforçou os vínculos com as colônias;
• Expulsou os jesuítas e esvaziou o poder da
  Inquisição;
• Valorizou os comerciantes, incluindo os
  cristãos-novos;
• Desafiou a nobreza tradicional;
• Renovou o sistema educacional.
Carlos III da Espanha

Pertencente à dinastia de Bourbon, foi o
responsável pela criação de um sistema de
instrução pública, pela abolição do sistema de
porto único no comércio colonial, pela criação de
companhias de comércio, pela extinção dos
impostos que prejudicavam o mercado interno e
pela restrição de privilégios da nobreza. Assim
como em Portugal, esvaziou o poder da Igreja,
expulsando jesuítas e abolindo as diferenças entre
cristãos-velhos e cristãos-novos. Todavia, manteve
os tribunais da Inquisição, com o objetivo de barrar
as ideias ‘revolucionárias’.
Frederico, o Grande

Soberano da Prússia e filósofo iluminista,
Frederico II publicou diversos textos em que
defendia que o dever do rei era servir ao
Estado e o da religião era manter a fé da
população como fonte de solidariedade e
obediência. Organizou o exército e a
burocracia, além de incentivar a manufatura,
o comércio, a agricultura, o ensino público e
as ciências naturais, apesar de preservar ao
máximo a nobreza.
Catarina, a Grande

Imperatriz Russa, nascida na Prússia e amiga
de filósofos franceses, organizou um forte
exército, incentivou universidades, estimulou
as ciências naturais, apoiou a agricultura e
adotou uma política de tolerância religiosa.
Por outro lado, seu reinado foi marcado pela
repressão violenta de diversas revoltas, pelo
apoio à nobreza e pela opressão do
campesinato, submetido à corveia obrigatória.
Luzes na América


• América Portuguesa
  – As ideias iluministas quase não se fizeram
    presentes na colônia portuguesa. Nem sequer
    havia imprensa, as bibliotecas eram raras e a
    importação de livros era controlada por
    funcionários da Inquisição. Todavia, algumas
    academias literárias surgiram, embora quase
    sempre de vida curta.
Luzes na América
• América Espanhola
  – A produção literária e artística sempre foi
    intensa, pois havia imprensa, escolas de
    pintura e universidades. Todavia, as ideias
    iluministas pouco influenciaram toda esta
    atividade cultural. A educação universitária
    continuava calcada no ensino de São Tomás
    de Aquino e de Aristóteles e tinha como
    principal objetivo formar clérigos e
    burocratas para a administração colonial.
Luzes na América
• América Inglesa
  – A influência do iluminismo foi favorecida pela
    presença da imprensa, de bibliotecas e de livrarias
    em várias cidades, assim como universidades.
    Entretanto, as ideias iluministas inglesas
    prevaleceram nestas colônias, embora a cultura
    francesa também fosse marcante. Nesta parte do
    continente surgiu a primeira revolução contra o
    sistema colonial mercantilista das Américas e a
    primeira revolução baseada nos ideais iluministas
    no mundo.
HQ’s da História
      A turma será dividida em equipes, e cada uma
      deverá:
• Construir uma História em Quadrinhos sobre um hipotético
  encontro entre os três filósofos iluministas analisados em
  aula:
   • Montesquieu, Voltaire e Rousseau;


• O fictício encontro poderá ser ambientado em qualquer local
  e em qualquer época desejada
   • uma Boate, um Bar, uma Igreja, um Programa de TV, um café, um
     debate eleitoral, etc.;
HQ’s da História
• O assunto abordado deverá ser pensado e escolhido pela
  equipe:
  • posse de um determinado presidente, proclamações de
    independência, proclamações de regimes republicanos, revoluções,
    etc.;
• Cada personagem deverá abordar o assunto de acordo com
  suas características pessoais e históricas;
• A história idealizada deverá ter alguma ação e poderá ter
  personagens secundários que movimentem-na;
• Os personagens centrais não deverão dirigir-se diretamente
  ao leitor, explicando suas teorias, mas as mesmas deverão
  ficar claras através dos diálogos realizados.
HQ’s da História

• As imagens utilizadas na confecção da HQ poderão ser
  desenhadas ou construídas através de montagens.
• Todos os recursos disponíveis, digitais ou manuais, deverão
  ser utilizados na confecção da mesma.
• Cada equipe deverá entregar duas cópias impressas e uma
  cópia digitalizada.
• O tamanho do HQ deverá ser de 21 cm (alt.) e 15 cm (larg.),
  ou seja, meia folha de papel A4.
HQ’s da História

• A HQ deverá ter, em sua totalidade, 8 páginas distribuídas da
  seguinte forma.

   •   1ª Página: Capa.
   •   2ª Página: Autores e Agradecimentos.
   •   3ª Página: Início da História.
   •   4 ª e 5ª Páginas: Desenvolvimento da História.
   •   6ª Página: Conclusão da História.
   •   7ª Página: Bibliografia e Glossário.
   •   8ª Página: Contra-capa - catálogo das HQ’s da turma.
HQ’s da História
• Cronograma e Metodologia:
  • 11/03 – 15/03: A equipe deverá pesquisar a vida e a obra
    dos filósofos analisados, e o contexto histórico em que
    acontecerá o hipotético encontro.
  • 18/03 (segunda-feira) – 21/03 (quinta-feira): A equipe
    deverá entregar a sinopse da HQ devidamente digitada,
    identificada e formatada. Uma cópia deverá ser enviada
    por e-mail neste mesmo prazo.
  • 01/04 (segunda-feira) – 04/04 (quinta-feira): A equipe
    deverá enviar a capa da HQ, por e-mail e já finalizada, para
    a confecção das contra-capas de todas as equipes pelo
    professor.
  • 08/04 (segunda-feira) – 11/04 (quinta-feira): Entrega das
    versões finais impressas e digitalizadas.
HQ’s da História
• Toda e qualquer orientação poderá ser dada
  pelo professor as quintas-feiras, de 16:30 às
  17:50, ou durante toda a semana através do e-
  mail luizvalentimjr@gmail.com.
• Nenhum atraso será tolerado no cumprimento
  dos prazos.
• Cada atraso resultará em 1,0 ponto a menos
  na nota final do trabalho.
HQ’s da História
• A distribuição dos pontos do bimestre será
  feita da seguinte forma:
  • Sinopse: 4,0 pontos;
  • HQ: 6,0 pontos;

• A avaliação será          feita    levando-se      em
  consideração:
  • Sinopse: Coerência textual, correção histórica e
    apresentação final.
  • HQ: Texto, elementos gráficos, coerência em relação à
    sinopse e apresentação final.
Bibliografia
• VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila   • BOMENY,       Helena;      FREIRE-
  de Castro; FERREIRA, Jorge;         MEDEIROS,      Bianca.    Tempos
  SANTOS, Georgina. História: o       Modernos, Tempos de Sociologia.
  longo século XIX. Vol. 2. São       São Paulo: Editora do Brasil, 2010.
  Paulo: Saraiva, 2010.

Iluminismo

  • 1.
    Governo do Estadodo Rio de Janeiro Secretaria Estadual de Educação Colégio Estadual Leopoldina da Silveira HISTÓRIA Professor Luiz Valentim
  • 2.
    Aula I –2ª Série – Ensino Médio ILUMINISMO
  • 3.
  • 4.
    O Antigo Regime Expressãocriada a partir de 1789 pelos revolucionários franceses para caracterizar a sociedade criticada pelos iluministas e contra a qual a Revolução foi feita.
  • 5.
    Características • Absolutismo; • Fortepresença da Igreja; • Rígida estratificação social; • Desigualdade e concentração de privilégios; • Ausência de separação entre as esferas pública e privada;
  • 6.
    Sociedade Estamental Rei Alta nobreza: príncipes, Alto clero: cardeais, duques, condes, marqueses, bispos, etc. etc. Clero médio: abades e abadessas, membros dos conselhos, padres de Média nobreza: cavalheiros paróquias ricas, etc. e nobres de toga. Baixa nobreza: Baixo clero: padres, fidalgos. frades e freiras. Ricos: comerciantes, banqueiros, donos de terras, de títulos de propriedade, etc. Níveis modestos: artesãos, profissionais liberais, agricultores Pobres: Camponeses, com terras, etc. jornaleiros, trabalhadores urbanos, etc.
  • 7.
    O jumento santoe a cidade que se acabou antes de começar Quem põe ordem no mundo? Hoje em dia não predomina a visão religiosa, e sim o entendimento de que os homens são os responsáveis pela sociedade, por sua ordem e desordem. Quais foram os desafios trazidos por essa mudança de perspectiva para o homem? BOMENY, Helena; FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia.
  • 8.
    Séculos XVII eXVIII Tem início o processo que resultou no predomínio da razão sobre a religião. Ocorre uma transformação de valores, comportamentos e instituições que conduzem a um processo de ‘laicização’ do mundo ocidental.
  • 9.
    Iluminismo Também conhecido comoIlustração, foi definido por Kant como um processo de “esclarecimento”, a partir do qual o ser humano sairia de sua “menoridade” graças ao uso da razão e ao exercício da liberdade de pensamento. Sapere aude!
  • 10.
    Conceito de Iluminismo Conjunto de idéias, desenvolvido na Europa no século XVIII, que defendia o racionalismo como valor essencial da sociedade.
  • 11.
    Conceito de Iluminismo Para os filósofos iluministas a razão é considerada o instrumento fundamental para o ser humano lidar com a natureza e a sociedade.
  • 12.
    Conceito de Iluminismo Embora os philosophes não seguissem uma única e coerente corrente de pensamento nem tivessem um manifesto ou programa de idéias, todos defendiam o uso do pensamento racional e criticavam a autoridade religiosa e o autoritarismo de qualquer tipo, além de se oporem ao fanatismo.
  • 13.
    Racionalismo O Iluminismo pôsabaixo as explicações que o Cristianismo oferecia sobre a natureza e a humanidade, estimulando a experiência científica em todas as áreas. As transformações verificadas na produção do conhecimento ao longo do século XVIII abriram as portas para as invenções que marcaram o século XIX, considerado o “Século da Ciência”.
  • 14.
    Conceito de Racionalismo Posiçãofilosófica segundo a qual a razão tem um papel preponderante na aquisição de conhecimento. Num sentido mais geral, o racionalismo é a ideia de que só racionalmente podemos chegar às verdades acerca do mundo. Tanto a experiência como a razão são métodos racionais de aquisição de conhecimento, por oposição aos processos místicos, como a fé ou a revelação divina. http://www.defnarede.com/
  • 15.
    Philosophes iluministas Montesquieu Voltaire Rousseau Os filósofos iluministas, embora não tenham sido eles próprios revolucionários, criticaram frontalmente a sociedade do Antigo Regime e, sobretudo, as idéias que a justificavam. Lavoisier Diderot D’Alembert Kant
  • 16.
    Montesquieu “Uma injustiça feitaao indivíduo é uma ameaça para toda a sociedade.”
  • 17.
    Montesquieu Charles Louis deSecondat, Barão de Montesquieu, defendeu a divisão do poder do Estado em três com a criação dos poderes executivo, legislativo e judiciário, pois, embora fosse monarquista, era contrário ao absolutismo. Defendia ainda que a lei deveria valer para todas as pessoas, sem exceção.
  • 18.
    Os Três Poderes JUDICIÁRIO LEGISLATIVO EXECUTIVO
  • 19.
    Os Três Poderes •Legislativo – Elabora leis que representem os interesses da sociedade; • Judiciário – Interpreta e julga de acordo com as leis elaboradas pelo poder legislativo e promulgadas pelo executivo; • Executivo – Governa e administra os interesses públicos de acordo com as leis vigentes.
  • 20.
    Voltaire “Somos todos iguaiscomo homens, mas não somos iguais na sociedade.”
  • 21.
    Voltaire François-Marie Arouet, Voltaire,ficou conhecido por defender as liberdades civis e religiosas. Era a favor de uma ‘monarquia ilustrada’, pois considerava que o Estado não deveria existir para servir ao rei, mas para atender às necessidades dos súditos e defender a ‘felicidade pública’, embora defendesse apenas a igualdade civil e não a igualdade social.
  • 22.
    Monarquia Ilustrada Assim ficaramconhecidas as casas reais que praticavam o Despotismo Esclarecido. É a expressão utilizada para caracterizar reis e ministros que assimilavam parte das ideias iluministas para modernizar o Estado, buscando libertá-lo da influência da religião e fortalecê-lo economicamente, para reformá-lo socialmente. Tudo pelo povo, sem o povo!
  • 23.
    Rousseau “A propriedade privada introduza desigualdade entre os homens.”
  • 24.
    Rousseau Jean-Jacques Rousseau foio filósofo que mais influenciou as ações radicais da Revolução Francesa, antecipando as ideias socialistas que floresceram no século XIX. Ao contrário de Thomas Hobbes, afirmava que o homem era naturalmente bom, embora fosse corrompido pela sociedade, e defendia a república como a mais perfeita forma de governo, pois somente nela existiria um Estado representativo da soberania do povo.
  • 25.
    O Contrato Social Do Contrato Social “... O homem é o Rousseau lobo do homem...” (1762) Leviathan Thomas Hobbes “...o homem é bom (1651) por natureza, a sociedade é quem o corrompe...”
  • 26.
    Até Quando? Gabriel, o Pensador Com qual(is) dos três filósofos analisados anteriormente podemos identificar esta música de Gabriel, o Pensador? Por que as ideias radicais, embora tenham influenciado em diversos momentos da Revolução Francesa, logo foram postas de lado, dando lugar à ideologia liberal? No mundo contemporâneo, predomina o radicalismo ou a moderação?
  • 27.
    L’Enciclopédie Publicada entre 1751e 1772, a Enciclopédia tornou-se o símbolo do Iluminismo. Organizada por Denis Diderot e Jean Le Rond D’Alembert, foi inspirada na obra inglesa de Ephraim Chambers, Cyclopedia: dicionário universal das ciências e das artes, publicada em 1728.
  • 28.
    L’Enciclopédie Composta por 17volumes, foi organizada com base na árvore do conhecimento humano elaborada por Francis Bacon em 1620, e tornou-se uma espécie de manifesto do pensamento iluminista que, em nome da razão, valorizava o estudo das ciências, das artes, da geografia, da história, etc., libertando o conhecimento dos preceitos religiosos.
  • 29.
    L’Enciclopédie Com posição nitidamentelaica, a obra se opunha às explicações oferecidas pela religião para a natureza e a sociedade, afirmando que o conhecimento era um legado humano e não um legado divino, além de classificar a religião como somente mais um entre outros tantos ramos da filosofia. Apesar de incluída no Index em 1759, continuou a ser publicada até sua conclusão, em 1772.
  • 30.
    Despotismo Esclarecido Os chamados déspotas esclarecidos assimilavam parte das ideias iluministas para modernizar o Estado, buscando libertá-lo da influência da religião e fortalecê-lo economicamente, para reformá-lo socialmente, embora para muitos historiadores a expressão em si apresente contradições em seus termos, uma vez que um déspota não poderia, por definição, ser esclarecido.
  • 31.
    Despotismo Esclarecido Os principaisEstados onde ocorreu esta forma de despotismo foram Espanha, Portugal, Prússia e Rússia, e funcionou como um meio de reforçar o absolutismo. Na Inglaterra, onde o absolutismo havia sido extinguido em 1688, não havia espaço para nenhuma forma de despotismo. Na França o absolutismo reinava e as ideias iluministas, embora dominassem o cenário, só foram postas em prática com a Revolução Francesa.
  • 32.
    Marques de Pombal Foio principal ministro de D. José I, em Portugal, e governou o país com mão de ferro por 22 anos, até 1777. Pombal foi o principal responsável pela reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1755 e conduziu a política econômica de forma a fortalecer as finanças reais e incentivar o comércio e as manufaturas, restringindo ainda privilégios da nobreza. Com intenção de secularizar a sociedade portuguesa, Pombal confiscou todos os bens da Companhia de Jesus e reformou o ensino, priorizando as ciências naturais, a filosofia e a matemática.
  • 33.
    Marques de Pombal •Incentivou o comércio e a manufatura no reino; • Reforçou os vínculos com as colônias; • Expulsou os jesuítas e esvaziou o poder da Inquisição; • Valorizou os comerciantes, incluindo os cristãos-novos; • Desafiou a nobreza tradicional; • Renovou o sistema educacional.
  • 34.
    Carlos III daEspanha Pertencente à dinastia de Bourbon, foi o responsável pela criação de um sistema de instrução pública, pela abolição do sistema de porto único no comércio colonial, pela criação de companhias de comércio, pela extinção dos impostos que prejudicavam o mercado interno e pela restrição de privilégios da nobreza. Assim como em Portugal, esvaziou o poder da Igreja, expulsando jesuítas e abolindo as diferenças entre cristãos-velhos e cristãos-novos. Todavia, manteve os tribunais da Inquisição, com o objetivo de barrar as ideias ‘revolucionárias’.
  • 35.
    Frederico, o Grande Soberanoda Prússia e filósofo iluminista, Frederico II publicou diversos textos em que defendia que o dever do rei era servir ao Estado e o da religião era manter a fé da população como fonte de solidariedade e obediência. Organizou o exército e a burocracia, além de incentivar a manufatura, o comércio, a agricultura, o ensino público e as ciências naturais, apesar de preservar ao máximo a nobreza.
  • 36.
    Catarina, a Grande ImperatrizRussa, nascida na Prússia e amiga de filósofos franceses, organizou um forte exército, incentivou universidades, estimulou as ciências naturais, apoiou a agricultura e adotou uma política de tolerância religiosa. Por outro lado, seu reinado foi marcado pela repressão violenta de diversas revoltas, pelo apoio à nobreza e pela opressão do campesinato, submetido à corveia obrigatória.
  • 37.
    Luzes na América •América Portuguesa – As ideias iluministas quase não se fizeram presentes na colônia portuguesa. Nem sequer havia imprensa, as bibliotecas eram raras e a importação de livros era controlada por funcionários da Inquisição. Todavia, algumas academias literárias surgiram, embora quase sempre de vida curta.
  • 38.
    Luzes na América •América Espanhola – A produção literária e artística sempre foi intensa, pois havia imprensa, escolas de pintura e universidades. Todavia, as ideias iluministas pouco influenciaram toda esta atividade cultural. A educação universitária continuava calcada no ensino de São Tomás de Aquino e de Aristóteles e tinha como principal objetivo formar clérigos e burocratas para a administração colonial.
  • 39.
    Luzes na América •América Inglesa – A influência do iluminismo foi favorecida pela presença da imprensa, de bibliotecas e de livrarias em várias cidades, assim como universidades. Entretanto, as ideias iluministas inglesas prevaleceram nestas colônias, embora a cultura francesa também fosse marcante. Nesta parte do continente surgiu a primeira revolução contra o sistema colonial mercantilista das Américas e a primeira revolução baseada nos ideais iluministas no mundo.
  • 40.
    HQ’s da História A turma será dividida em equipes, e cada uma deverá: • Construir uma História em Quadrinhos sobre um hipotético encontro entre os três filósofos iluministas analisados em aula: • Montesquieu, Voltaire e Rousseau; • O fictício encontro poderá ser ambientado em qualquer local e em qualquer época desejada • uma Boate, um Bar, uma Igreja, um Programa de TV, um café, um debate eleitoral, etc.;
  • 41.
    HQ’s da História •O assunto abordado deverá ser pensado e escolhido pela equipe: • posse de um determinado presidente, proclamações de independência, proclamações de regimes republicanos, revoluções, etc.; • Cada personagem deverá abordar o assunto de acordo com suas características pessoais e históricas; • A história idealizada deverá ter alguma ação e poderá ter personagens secundários que movimentem-na; • Os personagens centrais não deverão dirigir-se diretamente ao leitor, explicando suas teorias, mas as mesmas deverão ficar claras através dos diálogos realizados.
  • 42.
    HQ’s da História •As imagens utilizadas na confecção da HQ poderão ser desenhadas ou construídas através de montagens. • Todos os recursos disponíveis, digitais ou manuais, deverão ser utilizados na confecção da mesma. • Cada equipe deverá entregar duas cópias impressas e uma cópia digitalizada. • O tamanho do HQ deverá ser de 21 cm (alt.) e 15 cm (larg.), ou seja, meia folha de papel A4.
  • 43.
    HQ’s da História •A HQ deverá ter, em sua totalidade, 8 páginas distribuídas da seguinte forma. • 1ª Página: Capa. • 2ª Página: Autores e Agradecimentos. • 3ª Página: Início da História. • 4 ª e 5ª Páginas: Desenvolvimento da História. • 6ª Página: Conclusão da História. • 7ª Página: Bibliografia e Glossário. • 8ª Página: Contra-capa - catálogo das HQ’s da turma.
  • 44.
    HQ’s da História •Cronograma e Metodologia: • 11/03 – 15/03: A equipe deverá pesquisar a vida e a obra dos filósofos analisados, e o contexto histórico em que acontecerá o hipotético encontro. • 18/03 (segunda-feira) – 21/03 (quinta-feira): A equipe deverá entregar a sinopse da HQ devidamente digitada, identificada e formatada. Uma cópia deverá ser enviada por e-mail neste mesmo prazo. • 01/04 (segunda-feira) – 04/04 (quinta-feira): A equipe deverá enviar a capa da HQ, por e-mail e já finalizada, para a confecção das contra-capas de todas as equipes pelo professor. • 08/04 (segunda-feira) – 11/04 (quinta-feira): Entrega das versões finais impressas e digitalizadas.
  • 45.
    HQ’s da História •Toda e qualquer orientação poderá ser dada pelo professor as quintas-feiras, de 16:30 às 17:50, ou durante toda a semana através do e- mail luizvalentimjr@gmail.com. • Nenhum atraso será tolerado no cumprimento dos prazos. • Cada atraso resultará em 1,0 ponto a menos na nota final do trabalho.
  • 46.
    HQ’s da História •A distribuição dos pontos do bimestre será feita da seguinte forma: • Sinopse: 4,0 pontos; • HQ: 6,0 pontos; • A avaliação será feita levando-se em consideração: • Sinopse: Coerência textual, correção histórica e apresentação final. • HQ: Texto, elementos gráficos, coerência em relação à sinopse e apresentação final.
  • 48.
    Bibliografia • VAINFAS, Ronaldo;FARIA, Sheila • BOMENY, Helena; FREIRE- de Castro; FERREIRA, Jorge; MEDEIROS, Bianca. Tempos SANTOS, Georgina. História: o Modernos, Tempos de Sociologia. longo século XIX. Vol. 2. São São Paulo: Editora do Brasil, 2010. Paulo: Saraiva, 2010.