8/2/2009
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O Ombro do Atleta
Ronaldo Alves da Cunha
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
Estabilizadores do ombro:
ESTÁTICOS DINÂMICOS
Congruência articular Manguito rotator
Versão articular Bíceps braquial
Lábio Glenoidal Força Negativa
Cápsula e ligamentos Mov. escapulotorácico
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Manguito Rotador
tendão longo do
bíceps
subescapularsupraespinal
supraespinal
redondo
menor
infraespinal
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Bíceps/Deltóide
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ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Movimentos escapulares
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Músculos escapulares
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Músculos escapulares
Levantador da escápula
Rombóide menor
Rombóide maior
Trapézio
Deltóide
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Manguito Rotador:
o Centro da cabeça umeral desvia 0,3 mm do centro da
glenóide durante a abdução no plano da escápula
o Fadiga dos mm. do manguito rotador: migração
superior de 2,5 mm da cabeça umeral
Hayes et al, 2002
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Bíceps Braquial :
o a compressão da GU através do rebaixamento da
cabeça do úmero
o contribui para estabilidade do ombro tanto quanto os
mm. do manguito rotador individualmente
Hayes et al, 2002
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Mm. Escapulares:
o Sincronia entre rotação escapular e elevação umeral:
alinhamento da fossa glenóide e cabeça do úmero
o Estabilidade da escápula = plano seguro
Hayes et al, 2002
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ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
o Movimento assimétrico da escápula é visto em 64%
das pessoas com instabilidade ântero-inferior
DISCINESIA INSTABILIDADE
Hayes et al, 2002
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Estática)
Cápsula Articular:
o Diversas camadas de feixes de fibras de colágeno,
diferentes em forma e orientação
o Porção ântero-inferior espessa e mais forte (tensa em ABD e
RL)
o Os ligamentos GU são extensões da cápsula
Hayes et al, 2002
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Estática)
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Estática)
Cápsula Articular
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Estática)
Ligamentos:
- glenoumeral superior: limita translação ant/inf durante
adução
- glenoumeral médio: limita a translação anterior durante
abdução (60°- 90°)
- glenoumeral inferior (maior e mais forte lig. GU): limita
translação ant, post e inf durante abdução > 45°
banda anterior, banda posterior
Hayes et al, 2002
ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Estática)
A P
PB AB
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ANATOMIA E BIOMECÂNICA
(Estabilização Dinâmica)
Propriocepção
o Cápsula e ligamentos glenoumerais
- Órgão terminal de Ruffini
Adaptação lenta
Informa posição articular estática e dinâmica
Detecta alterações de direção, amplitude e velocidade dos movimentos
- Corpúsculos de Paccini
Adaptação rápida
Identifica alterações na tensão
Monitora aceleração e desaceleração da tensão dos ligamentos
(Vangness, 1994)
E o ombro do atleta????
American Medical Association
• Contato
– Boxe, futebol, basquete,
handebol e futebol
americano
• Não-contato
– Tênis, natação, golfe,
voleibol e lançamentos no
atletismo
Problemas na região do ombro:
• 66% dos nadadores
• 57% dos jogadores de beisebol
• 50 % dos tenistas profissionais
• 44% dos de voleibol
• 7 % dos golfistas
– Grande incidência de lesões é acarretada por excesso
de treinos e pela própria exigência do esporte.
(Scovazzo et al., 2000)
Principalmente nos esportes de
arremesso
Nos esportes de arremesso:
• As lesões de MMSS giram em torno de 75% do
total e a articulação do ombro é a região mais
afetada
– Na natação:
• Dor no ombro em 63,4%
– No atletismo:
• Os arremessadores apresentam 50% das lesões ao nível
do tronco e MMSS
(Cavallo e Speer, 1998)
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O arremesso:
• É um movimento balístico do membro
superior, no qual o seu centro de massa ou
objeto externo é propelido para fora do centro
de massa do corpo.
(Ejnisman et al., 2001)
O arremesso:
• Apresenta características específicas em
relação à:
– intensidade
– frequencia dos movimentos
• Predispões a lesões da estrutura do ombro
(Ejnisman et al., 2001)
Tipos de arremesso:
• Inferior:
– Caracteriza-se por um
movimento de superior para
inferior do braço.
(Ejnisman et al., 2001)
Tipos de arremesso:
• Superior:
– Caracteriza-se pela
rotação do úmero com o
membro superior em
qualquer posição
(Ejnisman et al., 2001)
Tipos de arremesso:
• Lateral:
– É caracterizado não
pela ação do ombro e
sim pela limitação dos
movimentos (abdução)
(Ejnisman et al., 2001)
Fases do arremesso
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Fases do arremesso:
• Posicionamento:
– O atleta segura a bola ou
posiciona-se à espera da
mesma
(Ejnisman et al., 2001)
Fases do arremesso:
• Preparação:
– Inicio: segurando a bola com
duas das mãos
– Término: com a saída da bola
de uma das mãos
(Ejnisman et al., 2001)
Fases do arremesso:
• Armação precoce:
– Inicio: saída da bola
da mão
– Término: contato do
pé não dominante no
solo
(Ejnisman et al., 2001)
Fases do arremesso:
• Armação tardia:
– Inicio: contato do pé não-
dominante no solo
– Término: até a máxima
rotação lateral
(Ejnisman et al., 2001)
Fases do arremesso:
• Aceleração:
– Inicio: máxima rotação
lateral
– Término: soltura da bola
(Ejnisman et al., 2001)
Fases do arremesso:
• Desaceleração:
– Inicio: soltura da bola
– Término: retorno à posição
inicial
(Ejnisman et al., 2001)
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Especificidade do esporte As braçadas na natação:
• Conceitualmente são movimentos de
arremesso
• Atletas de alto nível realizam:
– 16.000 braçadas semanais, percorrendo 20.000
metros/dia
(Scovazzo et al., 2000)
As braçadas na natação:
• Entrada:
• Batida:
• Propulsão:
• Recuperação:
(Scovazzo et al., 2000)
No Handebol:
• Os atletas realizam cerca de 48.000
arremessos por temporada
• Com velocidade média de 130 Km/h
(Aloza et al., 1998)
Tênis:
• Apresenta variações do arremesso
dependendo do golpe
– Saque
– Forehand
– Backhand
Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792
Forehand e backhand:
• Preparação:
• Aceleração:
• Finalização:
Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792
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Tênis:
Esporte com demanda de grandes energias
• Grandes energias geradas:
até 4000 W de energia em cada saque
• Grandes Velocidades angulares atingidas:
rotação de tronco - 350º/seg
adução horizontal do ombro– 1150º/seg
rotação medial do ombro – 1700º/seg
Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792
Tênis:
Esporte com demanda de grande sobrecarga
• A execução do movimento no tênis é gerada entre 0,4 – 0,6 seg
• Promove uma grande aceleração do ombro (de 0 a 64 Km/h)
• Gera uma velocidade na bola de 193 a 249 Km/h
• 54% da força total é gerada pelo sistema perna/quadril/tronco
• Ombro é o funil da cadeia cinética (regulador de força)
Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792
Mecanismos de lesão:
• Atraumático:
– arremessadores em esporte
de não-contato (beisebol,
natação, tênis e vôlei)
• Traumático:
– Diretos e indiretos (esportes
que priorizam contato físico)
– Judô, rúgbi e jiu-jitsu
E a lesão??
• Muitas vezes ultrapassa-se o limite fisiológico
do ombro
ADM de Rotação Medial Membro
Dominante:
GIRD (Glenoumeral Internal Rotation
Deficit):
Adaptação natural do ombro desenvolvida em atletas
arremessadores, atribuída a microtraumas repetitivos:
- contratura da banda posterior-inferior:
perda de RM > ganho de RL (patológico)
- retroversão do úmero proximal:
perda de RM = ganho de RL (fisiológico)
LINTNER et al, 2007 e MYERS et al, 2006
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Desequilíbrio muscular:
•Atletas arremessadores apresentam um desequilíbrio na
razão de torque de Rot. Laterais e Rot. Mediais
• Maior força dos Rot. Mediais (RM)
• Menor força do Rot. Laterais (RL)
• Valor normativo: RL = 2/3 RM
Ellenbeckeret al., J Sci Med Sport
2003;6(1):63-70.
Ellenbeckeret al., JOSPT 1999;29(5):275-281.
• Aceleração do movimento Rotadores mediais (concêntrico)
• Desaceleração do movimento Rotadores laterais (excêntrico)
Rotadores laterais fracos Estresse glenoumeral anterior excessivo
(instabilidade, lesões de manguito)
Desequilíbrio muscular:
Yildiz et al., Scand J Med Sci Sports
2006;16:174–80
Mecanismo de “Peel-Back”:
Atividades Repetitivas acima da cabeça (arremesso)
o atividade excêntrica do bíceps durante a fase de
desaceleração do arremesso
o Mecanismo “Peel-Back”
- Fase de armação tardia do arremesso
- abdução (90 graus) + máxima rotação externa
- Torção na base do bíceps
- Transmissão força torsional
(Andrews, 1985)
(Burkhart, 1998)
Mecanismo de “Peel-Back”:
Tendão da cabeça longa do bíceps Mecanismo “Peel-Back”
Gesto
esportivo
Prevenção:
Reequilíbrio Muscular
• Manguito Rotador
• Estabilizadores de escápula
• Estabilizadores de tronco
Melhora da ADM de RM
Sintomatologia:
• Dor
• Localização:
– ântero-lateral sugestiva de síndrome
de impacto,
– pode ser secundária à instabilidade
glenoumeral
• Afeta também atletas amadores e
recreacionais
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Lesões mais comuns Lesões mais comuns:
• Luxações
• Tendinopatias
(Ejnisman et al., 2001)
ronalves@hotmail.com

ombro-do-atleta e o manguito rotador

  • 1.
    8/2/2009 1 O Ombro doAtleta Ronaldo Alves da Cunha ANATOMIA E BIOMECÂNICA ANATOMIA E BIOMECÂNICA Estabilizadores do ombro: ESTÁTICOS DINÂMICOS Congruência articular Manguito rotator Versão articular Bíceps braquial Lábio Glenoidal Força Negativa Cápsula e ligamentos Mov. escapulotorácico ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) Manguito Rotador tendão longo do bíceps subescapularsupraespinal supraespinal redondo menor infraespinal ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) Bíceps/Deltóide
  • 2.
    8/2/2009 2 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (EstabilizaçãoDinâmica) Movimentos escapulares ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) Músculos escapulares ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) Músculos escapulares Levantador da escápula Rombóide menor Rombóide maior Trapézio Deltóide ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) Manguito Rotador: o Centro da cabeça umeral desvia 0,3 mm do centro da glenóide durante a abdução no plano da escápula o Fadiga dos mm. do manguito rotador: migração superior de 2,5 mm da cabeça umeral Hayes et al, 2002 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) Bíceps Braquial : o a compressão da GU através do rebaixamento da cabeça do úmero o contribui para estabilidade do ombro tanto quanto os mm. do manguito rotador individualmente Hayes et al, 2002 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Dinâmica) Mm. Escapulares: o Sincronia entre rotação escapular e elevação umeral: alinhamento da fossa glenóide e cabeça do úmero o Estabilidade da escápula = plano seguro Hayes et al, 2002
  • 3.
    8/2/2009 3 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (EstabilizaçãoDinâmica) o Movimento assimétrico da escápula é visto em 64% das pessoas com instabilidade ântero-inferior DISCINESIA INSTABILIDADE Hayes et al, 2002 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Estática) Cápsula Articular: o Diversas camadas de feixes de fibras de colágeno, diferentes em forma e orientação o Porção ântero-inferior espessa e mais forte (tensa em ABD e RL) o Os ligamentos GU são extensões da cápsula Hayes et al, 2002 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Estática) ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Estática) Cápsula Articular ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Estática) Ligamentos: - glenoumeral superior: limita translação ant/inf durante adução - glenoumeral médio: limita a translação anterior durante abdução (60°- 90°) - glenoumeral inferior (maior e mais forte lig. GU): limita translação ant, post e inf durante abdução > 45° banda anterior, banda posterior Hayes et al, 2002 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (Estabilização Estática) A P PB AB
  • 4.
    8/2/2009 4 ANATOMIA E BIOMECÂNICA (EstabilizaçãoDinâmica) Propriocepção o Cápsula e ligamentos glenoumerais - Órgão terminal de Ruffini Adaptação lenta Informa posição articular estática e dinâmica Detecta alterações de direção, amplitude e velocidade dos movimentos - Corpúsculos de Paccini Adaptação rápida Identifica alterações na tensão Monitora aceleração e desaceleração da tensão dos ligamentos (Vangness, 1994) E o ombro do atleta???? American Medical Association • Contato – Boxe, futebol, basquete, handebol e futebol americano • Não-contato – Tênis, natação, golfe, voleibol e lançamentos no atletismo Problemas na região do ombro: • 66% dos nadadores • 57% dos jogadores de beisebol • 50 % dos tenistas profissionais • 44% dos de voleibol • 7 % dos golfistas – Grande incidência de lesões é acarretada por excesso de treinos e pela própria exigência do esporte. (Scovazzo et al., 2000) Principalmente nos esportes de arremesso Nos esportes de arremesso: • As lesões de MMSS giram em torno de 75% do total e a articulação do ombro é a região mais afetada – Na natação: • Dor no ombro em 63,4% – No atletismo: • Os arremessadores apresentam 50% das lesões ao nível do tronco e MMSS (Cavallo e Speer, 1998)
  • 5.
    8/2/2009 5 O arremesso: • Éum movimento balístico do membro superior, no qual o seu centro de massa ou objeto externo é propelido para fora do centro de massa do corpo. (Ejnisman et al., 2001) O arremesso: • Apresenta características específicas em relação à: – intensidade – frequencia dos movimentos • Predispões a lesões da estrutura do ombro (Ejnisman et al., 2001) Tipos de arremesso: • Inferior: – Caracteriza-se por um movimento de superior para inferior do braço. (Ejnisman et al., 2001) Tipos de arremesso: • Superior: – Caracteriza-se pela rotação do úmero com o membro superior em qualquer posição (Ejnisman et al., 2001) Tipos de arremesso: • Lateral: – É caracterizado não pela ação do ombro e sim pela limitação dos movimentos (abdução) (Ejnisman et al., 2001) Fases do arremesso
  • 6.
    8/2/2009 6 Fases do arremesso: •Posicionamento: – O atleta segura a bola ou posiciona-se à espera da mesma (Ejnisman et al., 2001) Fases do arremesso: • Preparação: – Inicio: segurando a bola com duas das mãos – Término: com a saída da bola de uma das mãos (Ejnisman et al., 2001) Fases do arremesso: • Armação precoce: – Inicio: saída da bola da mão – Término: contato do pé não dominante no solo (Ejnisman et al., 2001) Fases do arremesso: • Armação tardia: – Inicio: contato do pé não- dominante no solo – Término: até a máxima rotação lateral (Ejnisman et al., 2001) Fases do arremesso: • Aceleração: – Inicio: máxima rotação lateral – Término: soltura da bola (Ejnisman et al., 2001) Fases do arremesso: • Desaceleração: – Inicio: soltura da bola – Término: retorno à posição inicial (Ejnisman et al., 2001)
  • 7.
    8/2/2009 7 Especificidade do esporteAs braçadas na natação: • Conceitualmente são movimentos de arremesso • Atletas de alto nível realizam: – 16.000 braçadas semanais, percorrendo 20.000 metros/dia (Scovazzo et al., 2000) As braçadas na natação: • Entrada: • Batida: • Propulsão: • Recuperação: (Scovazzo et al., 2000) No Handebol: • Os atletas realizam cerca de 48.000 arremessos por temporada • Com velocidade média de 130 Km/h (Aloza et al., 1998) Tênis: • Apresenta variações do arremesso dependendo do golpe – Saque – Forehand – Backhand Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792 Forehand e backhand: • Preparação: • Aceleração: • Finalização: Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792
  • 8.
    8/2/2009 8 Tênis: Esporte com demandade grandes energias • Grandes energias geradas: até 4000 W de energia em cada saque • Grandes Velocidades angulares atingidas: rotação de tronco - 350º/seg adução horizontal do ombro– 1150º/seg rotação medial do ombro – 1700º/seg Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792 Tênis: Esporte com demanda de grande sobrecarga • A execução do movimento no tênis é gerada entre 0,4 – 0,6 seg • Promove uma grande aceleração do ombro (de 0 a 64 Km/h) • Gera uma velocidade na bola de 193 a 249 Km/h • 54% da força total é gerada pelo sistema perna/quadril/tronco • Ombro é o funil da cadeia cinética (regulador de força) Kibler et al., Clin Sports Med 2000;9:781–792 Mecanismos de lesão: • Atraumático: – arremessadores em esporte de não-contato (beisebol, natação, tênis e vôlei) • Traumático: – Diretos e indiretos (esportes que priorizam contato físico) – Judô, rúgbi e jiu-jitsu E a lesão?? • Muitas vezes ultrapassa-se o limite fisiológico do ombro ADM de Rotação Medial Membro Dominante: GIRD (Glenoumeral Internal Rotation Deficit): Adaptação natural do ombro desenvolvida em atletas arremessadores, atribuída a microtraumas repetitivos: - contratura da banda posterior-inferior: perda de RM > ganho de RL (patológico) - retroversão do úmero proximal: perda de RM = ganho de RL (fisiológico) LINTNER et al, 2007 e MYERS et al, 2006
  • 9.
    8/2/2009 9 Desequilíbrio muscular: •Atletas arremessadoresapresentam um desequilíbrio na razão de torque de Rot. Laterais e Rot. Mediais • Maior força dos Rot. Mediais (RM) • Menor força do Rot. Laterais (RL) • Valor normativo: RL = 2/3 RM Ellenbeckeret al., J Sci Med Sport 2003;6(1):63-70. Ellenbeckeret al., JOSPT 1999;29(5):275-281. • Aceleração do movimento Rotadores mediais (concêntrico) • Desaceleração do movimento Rotadores laterais (excêntrico) Rotadores laterais fracos Estresse glenoumeral anterior excessivo (instabilidade, lesões de manguito) Desequilíbrio muscular: Yildiz et al., Scand J Med Sci Sports 2006;16:174–80 Mecanismo de “Peel-Back”: Atividades Repetitivas acima da cabeça (arremesso) o atividade excêntrica do bíceps durante a fase de desaceleração do arremesso o Mecanismo “Peel-Back” - Fase de armação tardia do arremesso - abdução (90 graus) + máxima rotação externa - Torção na base do bíceps - Transmissão força torsional (Andrews, 1985) (Burkhart, 1998) Mecanismo de “Peel-Back”: Tendão da cabeça longa do bíceps Mecanismo “Peel-Back” Gesto esportivo Prevenção: Reequilíbrio Muscular • Manguito Rotador • Estabilizadores de escápula • Estabilizadores de tronco Melhora da ADM de RM Sintomatologia: • Dor • Localização: – ântero-lateral sugestiva de síndrome de impacto, – pode ser secundária à instabilidade glenoumeral • Afeta também atletas amadores e recreacionais
  • 10.
    8/2/2009 10 Lesões mais comunsLesões mais comuns: • Luxações • Tendinopatias (Ejnisman et al., 2001) ronalves@hotmail.com