SlideShare uma empresa Scribd logo
Aula 04 – Condições históricas para o surgimento da psicanálise
1-Contexto histórico-filosófico
Podemos considerar o pensamento moderno (séc. XVII / XVIII
Iluminismo) como sendo caracterizado por sua ruptura com o pensamento
medieval (séc.V até séc. XV). Valoriza o indivíduo, a consciência, a
subjetividade, a experiência e a atividade crítica, em oposição às instituições, à
hierarquia, ao sistema e à aceitação dos dogmas e verdades estabelecidas, que
caracterizam a ordem social medieval.
Situando historicamente: Desenvolvimento da economia mercantilista, o
descobrimento do Novo Mundo, as grandes navegações, a Reforma
protestante, as novas teorias científicas no campo da física e da astronomia
(Galileu e Copérnico), são fatos que ocorrem em torno dos sécs XV a XVII e
marcam uma visão de mundo que se contrapõe à visão medieval,
caracterizando, assim, o surgimento do mundo moderno
-Modernidade: Nova forma de pensamento e de visão de mundo
inaugurada pelo Renascimento e que se contrapõe ao espírito medieval,
desenvolvendo-se nos sécs. XVI e XVII com Francis Bacon, Galileu e
Descartes, dentre outros, até o Iluminismo do séc.XVII, do qual é a principal
expressão
- René Descartes1[1]
(1596-1650) XVI e XVII França A dúvida
metódica: Se eu duvido de tudo o que me vem pelos sentidos, e se duvido até
mesmo das verdades matemáticas, não posso duvidar de que tenho
consciência de duvidar, portanto de que existo enquanto tenho essa
consciência. Sua filosofia parte da presença do pensamento e não da presença
do mundo. Descartes afirma a universalidade da consciência.
Galileo Galilei (1564-1642) (Renascimento) nos mostrou que a nossa percepção a olho nu
pode nos enganar (defendendo as idéias de Copérnico1473-1543), de que a Terra gira em
torno do sol, golpe no antropocentrismo), que a Natureza escreve em linguagem
matemática. A partir da idéia de que a percepção pode nos enganar, nos iludir, Descartes
desenvolve a idéia de que nossa única certeza é o pensamento e todos os outros processos
eram funções do corpo. Desse modo ele introduz uma dualidade físico/psicológica que
desvia a atenção do conceito abstrato de alma para o estudo da mente e suas operações.
Como resultado, os métodos de pesquisa deixaram a análise metafísica e abraçaram a
observação objetiva.
Com Descartes temos a idéia de mecanismo aplicada ao corpo humano.
A filosofia mecanicista era de uma influência tão grande que foi só uma
questão de tempo para que fosse aplicada também à mente humana.
1[1]
O pensamento de René Descartes (1ª metade do séc. XVII 1596-1650)
simbolizou a transição da época Renascentista para a Moderna. Desde a
época de Platão a maioria dos pensadores sustentava que mente (ou alma,
ou espírito) e corpo tinham naturezas diferentes. Mas qual é o
relacionamento entre eles? Um influencia o outro ou eles são
independentes? Antes de Descartes se aceitava a idéia de que a mente
estava para o corpo assim como um manipulador para sua marionete. Na
Idade Média (séc.X, por exemplo, se acreditava que a mente não só era
responsável pelo pensamento e pela razão, mas também pela reprodução,
percepção e locomoção. O que Descartes mudou nesta idéia foi propor 1-
que mente e corpo se influenciam mutuamente e 2-que a função da mente
era a de pensar.
Sendo assim, foi Descartes que abriu um campo que possibilitou o
surgimento dos estudos sobre os mecanismos da mente.
_______________________________________________________
__________________
Se na Idade Média o conhecimento era concebido de maneira totalizadora e
totalizante, onde a separação sujeito-objeto não era considerada, será, principalmente, a
partir de Descartes que o objeto do conhecimento poderá ser decomposto e representado.
2-A doença mental no séc. XIX
Foi a visão cartesiana (séc XVII) de mundo que impôs a oposição entre
razão e desrazão. Para Descartes não havia um pensamento louco, mas sim um
homem louco. Portanto, o que distingue o homem do animal é a racionalidade.
Loucos eram vistos como animais a serem domados.Foucault nos diz que a
loucura é uma produção do séc. XVIII (Inglaterra-1798), através dos seus
saberes, suas práticas e suas instituições.
Séc. XIX: psiquiatria visualizadora, morfológica, atomizadora e baseada
no naturalismo positivista2[2]
. A loucura era identificada com a desrazão.
&n bsp;A medicina e a psiquiatria do séc.XIX eram excessivamente visuais e
descritivas dos fenômenos. Freud introduz a dimensão “auditiva” ao tratamento e a
2[2]
Os neurologistas estavam agrupando os distúrbios
neurológicos em síndromes e doenças
Os neuropatologistas estavam localizando lesões para explicar
fenômenos clínicos
&n bsp;Os neuropsiquiatras começavam a aplicar princípios semelhantes aos do
comportamento
dimensão histórica do Homem. Mostrou que o passado tinha importância para o presente e
para os acontecimentos da vida do paciente, inclusive o adoecimento.
No séc.XIX a medicina tenta diferenciar a loucura da simulação. A
principal busca dos médicos era por uma lesão anatômica que explicasse a
doença.
William Cullen (séc. XVIII) classificou as doenças mentais e foi o
primeiro a utilizar o termo neurose para designar uma doença que não
é acompanhada de febre ou patologia localizada. Ele preparou o
caminho para o surgimento da psiquiatria como ramo científico, no
séc. XIX.
Phillip Pinel (1745-1826) é quem lança os fundamentos de uma
psiquiatria científica. Ele acreditava que o ambiente social influenciava para o
surgimento da doença. Achava que a loucura deveria ser tratada e vista como
um problema da sociedade.
Maureau de Tours (discípulo de Esquirol), dizia que delírio e sonho são
absolutamente idênticos. “Sonhar é psicopatologia transitória de pessoa
normal”
A hipnose é uma técnica introduzida por James Braid (segunda metade
do sécXIX) como um meio de controle de uma pessoa sobre a outra.
3-Psicanálise: metapsicologia
A psicanálise se instituiu como saber fazendo crítica ao discurso
médico, que desde o início do séc. XIX procurava ligar os sintomas das
doenças às possíveis lesões existentes na estrutura anatômica do corpo. A
medicina clínica se fundava no discurso da anatomia patológica.
Sobre a religião e a medicina da época:
No fim do XVIII e início do XIX, a noção de riqueza de uma nação vai estar
fundamentalmente relacionada com a qualidade de sua população. O século XIX tem
instituições sanitárias (saúde pública e medicina social) e pedagógicas (escolarização
obrigatória) que garantem a qualidade da população, diferentemente do século anterior
onde os recursos naturais e o território eram o foco de atenção das políticas de poder.
Sendo a população o grande objeto de cuidados do Estado Moderno, a
reprodução, o sexo enquanto meio de reprodução, se torna tema central. O
cuidado com as crianças e sua saúde é, então, responsabilidade da mãe.
Portanto, o papel da mulher, sua saúde e o bom desenvolvimento das crianças
evoluem com a ginecologia, a obstetrícia e a pediatria.
Foi escutando as histéricas e positivando seu discurso, que Freud situou
os impasses produzidos pelo discurso anátomo-clínico. Nas histéricas a
manifestação sintomática não se reduzia a materialidade de uma lesão
anatômica. As histéricas eram vistas como mentirosas que inventavam
doenças inexistentes.
Freud destacou a dimensão de verdade inserida nas estruturas psicopatológicas e
rompeu, definitivamente, com a tradição psiquiátrica baseada no cartesianismo, na qual a
loucura era identificada com a desrazão. A cena histérica trazia os fantasmas sexuais
inconscientes. A categoria de inconsciente seria justamente a materialização do
descentramento do sujeito moderno.
A metapsicologia freudiana é um estudo do que está para além da
consciência, o inconsciente.
ICS: processos primários, energia livre
CS: processos secundários energia ligada
.4- Modernidade e interpretação
“... a visão psicanalítica da relação do ego consciente com um inconsciente irresistível constituía
um golpe severo para o amor-próprio humano. Descrevi-o como sendo o golpe psicológico ao
narcisismo dos homens, e o comparei com o golpe biológico desfechado pela teoria da
descendência e o golpe cosmológico, mais antigo, a ele dirigido pela descoberta de Copérnico”.
Sigmund Freud, 1924< /span>
&n bsp;As formas de interpretação sofreram mudanças na tradição do
conhecimento ocidental. Na modernidade se instaura uma nova forma de
pensamento inaugurada por René Descartes (1596-1650), que postulava o
homem com sendo o centro detentor do saber, partindo do princípio de que para
que o conhecimento fosse verdadeiro, esse deveria possuir uma fundamentação
metafísica. Como se sabe, o cogito é a fundação da idéia moderna de uma
autoconsciência do sujeito. A tradição que daí decorre terá homem como medida
do conhecimento. O antropocentrismo será, portanto a marca do pensamento
moderno.
Evidentemente Freud teve sua teoria influenciada por essa tradição consciencialista.
Um exemplo disto é a idéia de “trazer à luz o inconsciente”, que estava presente desde seus
“Estudos sobre a Histeria”. Como afirma Birman:“O modernismo é um sintoma da
modernidade o que faz retornar de forma trágica o que esta quis recusar com a pretensões
do sujeito de ser autônomo e soberano, isto é, auto-centrado nos registros do eu e da
consciência.
Podemos vislumbrar na obra de Freud, principalmente, na “Interpretação dos
Sonhos” tanto a soberania da consciência como a queda desse ideal, através do umbigo do
sonho. Queremos apenas apontar com isso, que a psicanálise, por meio de uma
de suas principais obras, pode ser vista como sintoma da modernidade.
Como afirma Michel Foucault: “Cada forma cultural da civilização ocidental teve
seu sistema de interpretação, as suas técnicas, os seus métodos, as suas formas próprias de
suspeitar que a linguagem quer dizer algo diferente do que diz, e entrever que há linguagens
dentro de uma mesma linguagem.” Nessa perspectiva, Freud pode ser considerado um autor
moderno e ao mesmo tempo crítico da modernidade, pois bem sabemos que sua obra se
produziu em cima de conceitos que oscilavam entre o que é arbitrário (traumático) e o que é
passível de apreensão (representável). Um exemplo disso são as diferentes concepções de
pulsão( de vida e de morte). Foucault sinaliza que a interpretação na modernidade tem um
caráter hermenêutico porque:
“... encontra-se diante da obrigação de interpretar-se a si mesma até o
infinito; de voltar a encontrar-se consigo mesma. (...) a morte da
interpretação é o crer que há símbolos que existem primariamente,
originalmente, realmente como marcas coerentes, pertinentes e
sistemáticas. A vida da interpretação, pelo contrário, é o crer que não há
mais do que interpretações.” (FOUCAULT, 1975:26).
&n bsp;Na modernidade a concepção de um sujeito está fadada a uma
produção incessante por meio dos jogos de verdade. Essa noção introduzida por
Foucault nos indica mais uma vez, que não há um ponto de chegada na aventura
interpretativa moderna.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

As sete escolas da psicanálise
As sete escolas da psicanáliseAs sete escolas da psicanálise
As sete escolas da psicanálise
Patricia Ruiz
 
Teoria PsicanalíTica
Teoria PsicanalíTicaTeoria PsicanalíTica
Teoria PsicanalíTica
Andréa Forgiarni Cechin
 
Psicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund Freud
Psicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund FreudPsicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund Freud
Psicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund Freud
Isabella Ruas
 
Psicanalise Ontem Psicanalise Hoje
Psicanalise Ontem Psicanalise HojePsicanalise Ontem Psicanalise Hoje
Psicanalise Ontem Psicanalise Hoje
ciacinco
 
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia CientificaPsicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
Diego Sampaio
 
Freud e a Psicanálise
Freud e a PsicanáliseFreud e a Psicanálise
Freud e a Psicanálise
Bruno Carrasco
 
Winiccot
WiniccotWiniccot
C. G. Jung
C. G. JungC. G. Jung
Psicanalise
PsicanalisePsicanalise
Psicanalise
Antonio Saulo
 
A Psicanálise.pdf
A Psicanálise.pdfA Psicanálise.pdf
Introdução Psicologia
Introdução Psicologia Introdução Psicologia
Introdução Psicologia
João Carlos Gomes
 
Histórico da psicologia social
Histórico da psicologia socialHistórico da psicologia social
Histórico da psicologia social
mnatrodrigues
 
Freud apresentação
Freud apresentaçãoFreud apresentação
Freud apresentação
Isadora Robinault
 
A TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUD
A TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUDA TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUD
A TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUD
Dandara Cunha
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
IsmaelOQueiroz
 
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a natureza
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a naturezaCURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a natureza
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a natureza
Alexandre Simoes
 
6 teorias psicanalíticas
6 teorias psicanalíticas6 teorias psicanalíticas
6 teorias psicanalíticas
faculdadeteologica
 
Luto e melancolia 1915 slides
Luto e melancolia  1915 slidesLuto e melancolia  1915 slides
Luto e melancolia 1915 slides
Psicologia_2015
 
O Inconciente
O InconcienteO Inconciente
O Inconciente
Darciane Brito
 
Carl Jung
Carl Jung Carl Jung

Mais procurados (20)

As sete escolas da psicanálise
As sete escolas da psicanáliseAs sete escolas da psicanálise
As sete escolas da psicanálise
 
Teoria PsicanalíTica
Teoria PsicanalíTicaTeoria PsicanalíTica
Teoria PsicanalíTica
 
Psicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund Freud
Psicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund FreudPsicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund Freud
Psicanálise - Estudo da Teoria de Sigmund Freud
 
Psicanalise Ontem Psicanalise Hoje
Psicanalise Ontem Psicanalise HojePsicanalise Ontem Psicanalise Hoje
Psicanalise Ontem Psicanalise Hoje
 
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia CientificaPsicologia Geral - Psicologia Cientifica
Psicologia Geral - Psicologia Cientifica
 
Freud e a Psicanálise
Freud e a PsicanáliseFreud e a Psicanálise
Freud e a Psicanálise
 
Winiccot
WiniccotWiniccot
Winiccot
 
C. G. Jung
C. G. JungC. G. Jung
C. G. Jung
 
Psicanalise
PsicanalisePsicanalise
Psicanalise
 
A Psicanálise.pdf
A Psicanálise.pdfA Psicanálise.pdf
A Psicanálise.pdf
 
Introdução Psicologia
Introdução Psicologia Introdução Psicologia
Introdução Psicologia
 
Histórico da psicologia social
Histórico da psicologia socialHistórico da psicologia social
Histórico da psicologia social
 
Freud apresentação
Freud apresentaçãoFreud apresentação
Freud apresentação
 
A TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUD
A TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUDA TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUD
A TEORIA PSICANÁLITICA DE SIGMUND FREUD
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
 
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a natureza
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a naturezaCURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a natureza
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 3: A pulsão e sua ruptura com a natureza
 
6 teorias psicanalíticas
6 teorias psicanalíticas6 teorias psicanalíticas
6 teorias psicanalíticas
 
Luto e melancolia 1915 slides
Luto e melancolia  1915 slidesLuto e melancolia  1915 slides
Luto e melancolia 1915 slides
 
O Inconciente
O InconcienteO Inconciente
O Inconciente
 
Carl Jung
Carl Jung Carl Jung
Carl Jung
 

Destaque

Seminario freud
Seminario freudSeminario freud
Seminario freud
Ruben Simoes
 
Histeria
HisteriaHisteria
Introdução À Psicanálise
Introdução À PsicanáliseIntrodução À Psicanálise
Introdução À Psicanálise
psicologiaisecensa
 
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISEFREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
09108303
 
Desenvolvimento emocional 09 2010
Desenvolvimento emocional 09 2010Desenvolvimento emocional 09 2010
Desenvolvimento emocional 09 2010
Caio Grimberg
 
Freud
FreudFreud
Freud
AbLaZe
 
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analítico
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analíticoCURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analítico
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analítico
Alexandre Simoes
 
1. a teoria psicanalítica de freud
1. a teoria psicanalítica de freud1. a teoria psicanalítica de freud
1. a teoria psicanalítica de freud
Matrizes
 
Sigmund Freud - Psicanálise
Sigmund Freud - PsicanáliseSigmund Freud - Psicanálise
Sigmund Freud - Psicanálise
CatarinaNeivas
 
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventura
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventuraCURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventura
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventura
Alexandre Simoes
 
Freud
FreudFreud
Freud e a educa
Freud e a educaFreud e a educa
Freud e a educa
UNICEP
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
Silvia Marina Anaruma
 
Contribuição da psicanálise para a educação cópia
Contribuição da psicanálise para a educação   cópiaContribuição da psicanálise para a educação   cópia
Contribuição da psicanálise para a educação cópia
amajordao
 
Piscicanálise 3 faifa
Piscicanálise 3 faifaPiscicanálise 3 faifa
Piscicanálise 3 faifa
27101992
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
Micaella Gomes
 
Freud e o inconsciente
Freud e o inconscienteFreud e o inconsciente
Freud e o inconsciente
psicologiaazambuja
 
A história da loucura
A história da loucuraA história da loucura
A história da loucura
Lucienia Martins
 
Freud e a Psicanálise I
Freud e a Psicanálise IFreud e a Psicanálise I
Freud e a Psicanálise I
Universidade Católica Portuguesa
 
Aula sobre Psicanalise/Freud - FPE
Aula sobre Psicanalise/Freud - FPEAula sobre Psicanalise/Freud - FPE
Aula sobre Psicanalise/Freud - FPE
Rodrigo Castro
 

Destaque (20)

Seminario freud
Seminario freudSeminario freud
Seminario freud
 
Histeria
HisteriaHisteria
Histeria
 
Introdução À Psicanálise
Introdução À PsicanáliseIntrodução À Psicanálise
Introdução À Psicanálise
 
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISEFREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
 
Desenvolvimento emocional 09 2010
Desenvolvimento emocional 09 2010Desenvolvimento emocional 09 2010
Desenvolvimento emocional 09 2010
 
Freud
FreudFreud
Freud
 
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analítico
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analíticoCURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analítico
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 1: A histeria e o setting analítico
 
1. a teoria psicanalítica de freud
1. a teoria psicanalítica de freud1. a teoria psicanalítica de freud
1. a teoria psicanalítica de freud
 
Sigmund Freud - Psicanálise
Sigmund Freud - PsicanáliseSigmund Freud - Psicanálise
Sigmund Freud - Psicanálise
 
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventura
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventuraCURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventura
CURSO FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE- Aula 4: A pulsão e sua aventura
 
Freud
FreudFreud
Freud
 
Freud e a educa
Freud e a educaFreud e a educa
Freud e a educa
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
 
Contribuição da psicanálise para a educação cópia
Contribuição da psicanálise para a educação   cópiaContribuição da psicanálise para a educação   cópia
Contribuição da psicanálise para a educação cópia
 
Piscicanálise 3 faifa
Piscicanálise 3 faifaPiscicanálise 3 faifa
Piscicanálise 3 faifa
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
 
Freud e o inconsciente
Freud e o inconscienteFreud e o inconsciente
Freud e o inconsciente
 
A história da loucura
A história da loucuraA história da loucura
A história da loucura
 
Freud e a Psicanálise I
Freud e a Psicanálise IFreud e a Psicanálise I
Freud e a Psicanálise I
 
Aula sobre Psicanalise/Freud - FPE
Aula sobre Psicanalise/Freud - FPEAula sobre Psicanalise/Freud - FPE
Aula sobre Psicanalise/Freud - FPE
 

Semelhante a 1 historia do surgimento da psicanalise

História da psicanálise
História da psicanáliseHistória da psicanálise
História da psicanálise
Agespisa
 
6 Descrença no positivismo e novas conceções científicas
6   Descrença no positivismo e novas conceções científicas6   Descrença no positivismo e novas conceções científicas
6 Descrença no positivismo e novas conceções científicas
Núria Inácio
 
Psicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_ii
Psicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_iiPsicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_ii
Psicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_ii
Lucas Coutinho
 
Slide Ana Bock 2.pdf
Slide Ana Bock 2.pdfSlide Ana Bock 2.pdf
Slide Ana Bock 2.pdf
Andrea Nogueira
 
Introdução à Psicologia: História da Psicologia
Introdução à Psicologia: História da PsicologiaIntrodução à Psicologia: História da Psicologia
Introdução à Psicologia: História da Psicologia
Edgard Lombardi
 
O homem dos_lobos_fragmentos_para_um_dia
O homem dos_lobos_fragmentos_para_um_diaO homem dos_lobos_fragmentos_para_um_dia
O homem dos_lobos_fragmentos_para_um_dia
Ronaldo Pacheco .'.
 
O inconsciente
O inconscienteO inconsciente
O inconsciente
YaraGama
 
“Psicologia, uma (nova) introdução” resumo
“Psicologia, uma (nova) introdução”   resumo“Psicologia, uma (nova) introdução”   resumo
“Psicologia, uma (nova) introdução” resumo
Nicolas Pelicioni
 
Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2
Douglas Gregorio
 
Psicologia_-_Ciencia.pdf
Psicologia_-_Ciencia.pdfPsicologia_-_Ciencia.pdf
Psicologia_-_Ciencia.pdf
ssuser2d85e91
 
Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.
Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.
Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.
Altair Moisés Aguilar
 
Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...
Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...
Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...
aa. Rubens Lima
 
Aula evolução da ciência psicológica.pdf
Aula evolução da ciência psicológica.pdfAula evolução da ciência psicológica.pdf
Aula evolução da ciência psicológica.pdf
ssuser7dad1c
 
Epistemologia
EpistemologiaEpistemologia
Epistemologia
William Ananias
 
Evolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gica
Evolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gicaEvolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gica
Evolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gica
familiaestagio
 
Filosofia & psicologia
Filosofia & psicologiaFilosofia & psicologia
Filosofia & psicologia
Luciano Souza
 
A evolução da ciência psicológica
A evolução da ciência psicológicaA evolução da ciência psicológica
A evolução da ciência psicológica
Girlenia Lima
 
Borderlineidentificacao
BorderlineidentificacaoBorderlineidentificacao
Borderlineidentificacao
Luiz Henrique Gama
 
2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx
2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx
2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx
FabioGomes141583
 
Interpretação de Texto
Interpretação de TextoInterpretação de Texto
Interpretação de Texto
Maurício Vieira
 

Semelhante a 1 historia do surgimento da psicanalise (20)

História da psicanálise
História da psicanáliseHistória da psicanálise
História da psicanálise
 
6 Descrença no positivismo e novas conceções científicas
6   Descrença no positivismo e novas conceções científicas6   Descrença no positivismo e novas conceções científicas
6 Descrença no positivismo e novas conceções científicas
 
Psicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_ii
Psicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_iiPsicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_ii
Psicologia contemporanea articulacoes-teoricopraticas_slides_dilema_cap_i_e_ii
 
Slide Ana Bock 2.pdf
Slide Ana Bock 2.pdfSlide Ana Bock 2.pdf
Slide Ana Bock 2.pdf
 
Introdução à Psicologia: História da Psicologia
Introdução à Psicologia: História da PsicologiaIntrodução à Psicologia: História da Psicologia
Introdução à Psicologia: História da Psicologia
 
O homem dos_lobos_fragmentos_para_um_dia
O homem dos_lobos_fragmentos_para_um_diaO homem dos_lobos_fragmentos_para_um_dia
O homem dos_lobos_fragmentos_para_um_dia
 
O inconsciente
O inconscienteO inconsciente
O inconsciente
 
“Psicologia, uma (nova) introdução” resumo
“Psicologia, uma (nova) introdução”   resumo“Psicologia, uma (nova) introdução”   resumo
“Psicologia, uma (nova) introdução” resumo
 
Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2Filosofia clássica 2
Filosofia clássica 2
 
Psicologia_-_Ciencia.pdf
Psicologia_-_Ciencia.pdfPsicologia_-_Ciencia.pdf
Psicologia_-_Ciencia.pdf
 
Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.
Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.
Filosofia Moderna - Prof.Altair Aguilar.
 
Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...
Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...
Ensaio acerca da mudança de paradigma cultural e a crise da civilização e dos...
 
Aula evolução da ciência psicológica.pdf
Aula evolução da ciência psicológica.pdfAula evolução da ciência psicológica.pdf
Aula evolução da ciência psicológica.pdf
 
Epistemologia
EpistemologiaEpistemologia
Epistemologia
 
Evolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gica
Evolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gicaEvolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gica
Evolu+º+úo da ci+¬ncia psicol+¦gica
 
Filosofia & psicologia
Filosofia & psicologiaFilosofia & psicologia
Filosofia & psicologia
 
A evolução da ciência psicológica
A evolução da ciência psicológicaA evolução da ciência psicológica
A evolução da ciência psicológica
 
Borderlineidentificacao
BorderlineidentificacaoBorderlineidentificacao
Borderlineidentificacao
 
2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx
2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx
2020-2 - [1] - História e Desenvolvimento da Psicologia.pptx
 
Interpretação de Texto
Interpretação de TextoInterpretação de Texto
Interpretação de Texto
 

Mais de Edleusa Silva

Psicofarmacologia e o comportamento
Psicofarmacologia e o comportamentoPsicofarmacologia e o comportamento
Psicofarmacologia e o comportamento
Edleusa Silva
 
Psicanálise e uso de medicação
Psicanálise e uso de medicaçãoPsicanálise e uso de medicação
Psicanálise e uso de medicação
Edleusa Silva
 
O estado atual dos mortos
O estado atual dos mortosO estado atual dos mortos
O estado atual dos mortos
Edleusa Silva
 
Psicologia pastoral
Psicologia pastoralPsicologia pastoral
Psicologia pastoral
Edleusa Silva
 
Como interpretar a bíblia
Como interpretar a bíbliaComo interpretar a bíblia
Como interpretar a bíblia
Edleusa Silva
 
A criação de filhos
A criação de filhosA criação de filhos
A criação de filhos
Edleusa Silva
 
Filhos adultos de familia disfuncional
Filhos adultos de familia disfuncionalFilhos adultos de familia disfuncional
Filhos adultos de familia disfuncional
Edleusa Silva
 
Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)
Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)
Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)
Edleusa Silva
 
Batalha espiritual
Batalha espiritualBatalha espiritual
Batalha espiritual
Edleusa Silva
 
Estudo sobre intercessão
Estudo sobre intercessãoEstudo sobre intercessão
Estudo sobre intercessão
Edleusa Silva
 
Livro - Noções Básicas de Psicanálise
Livro - Noções Básicas de PsicanáliseLivro - Noções Básicas de Psicanálise
Livro - Noções Básicas de Psicanálise
Edleusa Silva
 
Teoria psicanalítica
Teoria psicanalíticaTeoria psicanalítica
Teoria psicanalítica
Edleusa Silva
 
Acentuação
AcentuaçãoAcentuação
Acentuação
Edleusa Silva
 
Dicas de separação silábica
Dicas de separação silábicaDicas de separação silábica
Dicas de separação silábica
Edleusa Silva
 

Mais de Edleusa Silva (14)

Psicofarmacologia e o comportamento
Psicofarmacologia e o comportamentoPsicofarmacologia e o comportamento
Psicofarmacologia e o comportamento
 
Psicanálise e uso de medicação
Psicanálise e uso de medicaçãoPsicanálise e uso de medicação
Psicanálise e uso de medicação
 
O estado atual dos mortos
O estado atual dos mortosO estado atual dos mortos
O estado atual dos mortos
 
Psicologia pastoral
Psicologia pastoralPsicologia pastoral
Psicologia pastoral
 
Como interpretar a bíblia
Como interpretar a bíbliaComo interpretar a bíblia
Como interpretar a bíblia
 
A criação de filhos
A criação de filhosA criação de filhos
A criação de filhos
 
Filhos adultos de familia disfuncional
Filhos adultos de familia disfuncionalFilhos adultos de familia disfuncional
Filhos adultos de familia disfuncional
 
Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)
Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)
Introdução a psicologia do ser (doc)(rev)
 
Batalha espiritual
Batalha espiritualBatalha espiritual
Batalha espiritual
 
Estudo sobre intercessão
Estudo sobre intercessãoEstudo sobre intercessão
Estudo sobre intercessão
 
Livro - Noções Básicas de Psicanálise
Livro - Noções Básicas de PsicanáliseLivro - Noções Básicas de Psicanálise
Livro - Noções Básicas de Psicanálise
 
Teoria psicanalítica
Teoria psicanalíticaTeoria psicanalítica
Teoria psicanalítica
 
Acentuação
AcentuaçãoAcentuação
Acentuação
 
Dicas de separação silábica
Dicas de separação silábicaDicas de separação silábica
Dicas de separação silábica
 

Último

Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escolaIntrodução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Professor Belinaso
 
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
AntonioLobosco3
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
todorokillmepls
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Simone399395
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
beatrizsilva525654
 
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
JoanaFigueira11
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
lveiga112
 
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIASA SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
HisrelBlog
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
MarcosPaulo777883
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
katbrochier1
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
fernandacosta37763
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
fran0410
 
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.ppt
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.pptESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.ppt
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.ppt
maria-oliveira
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
AurelianoFerreirades2
 
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
ANDRÉA FERREIRA
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Pedro Luis Moraes
 
Tudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptx
Tudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptxTudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptx
Tudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptx
IACEMCASA
 
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua PortuguesaD20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
eaiprofpolly
 

Último (20)

Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escolaIntrodução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
 
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
 
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
 
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIASA SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
A SOCIOLOGIA E O TRABALHO: ANÁLISES E VIVÊNCIAS
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
 
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.ppt
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.pptESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.ppt
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS- 9º ANO A - 2024.ppt
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
 
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
 
Tudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptx
Tudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptxTudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptx
Tudo sobre a Inglaterra, curiosidades, moeda.pptx
 
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua PortuguesaD20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
 

1 historia do surgimento da psicanalise

  • 1. Aula 04 – Condições históricas para o surgimento da psicanálise 1-Contexto histórico-filosófico Podemos considerar o pensamento moderno (séc. XVII / XVIII Iluminismo) como sendo caracterizado por sua ruptura com o pensamento medieval (séc.V até séc. XV). Valoriza o indivíduo, a consciência, a subjetividade, a experiência e a atividade crítica, em oposição às instituições, à hierarquia, ao sistema e à aceitação dos dogmas e verdades estabelecidas, que caracterizam a ordem social medieval. Situando historicamente: Desenvolvimento da economia mercantilista, o descobrimento do Novo Mundo, as grandes navegações, a Reforma protestante, as novas teorias científicas no campo da física e da astronomia (Galileu e Copérnico), são fatos que ocorrem em torno dos sécs XV a XVII e marcam uma visão de mundo que se contrapõe à visão medieval, caracterizando, assim, o surgimento do mundo moderno -Modernidade: Nova forma de pensamento e de visão de mundo inaugurada pelo Renascimento e que se contrapõe ao espírito medieval, desenvolvendo-se nos sécs. XVI e XVII com Francis Bacon, Galileu e Descartes, dentre outros, até o Iluminismo do séc.XVII, do qual é a principal expressão
  • 2. - René Descartes1[1] (1596-1650) XVI e XVII França A dúvida metódica: Se eu duvido de tudo o que me vem pelos sentidos, e se duvido até mesmo das verdades matemáticas, não posso duvidar de que tenho consciência de duvidar, portanto de que existo enquanto tenho essa consciência. Sua filosofia parte da presença do pensamento e não da presença do mundo. Descartes afirma a universalidade da consciência. Galileo Galilei (1564-1642) (Renascimento) nos mostrou que a nossa percepção a olho nu pode nos enganar (defendendo as idéias de Copérnico1473-1543), de que a Terra gira em torno do sol, golpe no antropocentrismo), que a Natureza escreve em linguagem matemática. A partir da idéia de que a percepção pode nos enganar, nos iludir, Descartes desenvolve a idéia de que nossa única certeza é o pensamento e todos os outros processos eram funções do corpo. Desse modo ele introduz uma dualidade físico/psicológica que desvia a atenção do conceito abstrato de alma para o estudo da mente e suas operações. Como resultado, os métodos de pesquisa deixaram a análise metafísica e abraçaram a observação objetiva. Com Descartes temos a idéia de mecanismo aplicada ao corpo humano. A filosofia mecanicista era de uma influência tão grande que foi só uma questão de tempo para que fosse aplicada também à mente humana. 1[1] O pensamento de René Descartes (1ª metade do séc. XVII 1596-1650) simbolizou a transição da época Renascentista para a Moderna. Desde a época de Platão a maioria dos pensadores sustentava que mente (ou alma, ou espírito) e corpo tinham naturezas diferentes. Mas qual é o relacionamento entre eles? Um influencia o outro ou eles são independentes? Antes de Descartes se aceitava a idéia de que a mente estava para o corpo assim como um manipulador para sua marionete. Na Idade Média (séc.X, por exemplo, se acreditava que a mente não só era responsável pelo pensamento e pela razão, mas também pela reprodução, percepção e locomoção. O que Descartes mudou nesta idéia foi propor 1- que mente e corpo se influenciam mutuamente e 2-que a função da mente era a de pensar.
  • 3. Sendo assim, foi Descartes que abriu um campo que possibilitou o surgimento dos estudos sobre os mecanismos da mente. _______________________________________________________ __________________ Se na Idade Média o conhecimento era concebido de maneira totalizadora e totalizante, onde a separação sujeito-objeto não era considerada, será, principalmente, a partir de Descartes que o objeto do conhecimento poderá ser decomposto e representado. 2-A doença mental no séc. XIX Foi a visão cartesiana (séc XVII) de mundo que impôs a oposição entre razão e desrazão. Para Descartes não havia um pensamento louco, mas sim um homem louco. Portanto, o que distingue o homem do animal é a racionalidade. Loucos eram vistos como animais a serem domados.Foucault nos diz que a loucura é uma produção do séc. XVIII (Inglaterra-1798), através dos seus saberes, suas práticas e suas instituições. Séc. XIX: psiquiatria visualizadora, morfológica, atomizadora e baseada no naturalismo positivista2[2] . A loucura era identificada com a desrazão. &n bsp;A medicina e a psiquiatria do séc.XIX eram excessivamente visuais e descritivas dos fenômenos. Freud introduz a dimensão “auditiva” ao tratamento e a 2[2] Os neurologistas estavam agrupando os distúrbios neurológicos em síndromes e doenças Os neuropatologistas estavam localizando lesões para explicar fenômenos clínicos &n bsp;Os neuropsiquiatras começavam a aplicar princípios semelhantes aos do comportamento
  • 4. dimensão histórica do Homem. Mostrou que o passado tinha importância para o presente e para os acontecimentos da vida do paciente, inclusive o adoecimento. No séc.XIX a medicina tenta diferenciar a loucura da simulação. A principal busca dos médicos era por uma lesão anatômica que explicasse a doença. William Cullen (séc. XVIII) classificou as doenças mentais e foi o primeiro a utilizar o termo neurose para designar uma doença que não é acompanhada de febre ou patologia localizada. Ele preparou o caminho para o surgimento da psiquiatria como ramo científico, no séc. XIX. Phillip Pinel (1745-1826) é quem lança os fundamentos de uma psiquiatria científica. Ele acreditava que o ambiente social influenciava para o surgimento da doença. Achava que a loucura deveria ser tratada e vista como um problema da sociedade. Maureau de Tours (discípulo de Esquirol), dizia que delírio e sonho são absolutamente idênticos. “Sonhar é psicopatologia transitória de pessoa normal” A hipnose é uma técnica introduzida por James Braid (segunda metade do sécXIX) como um meio de controle de uma pessoa sobre a outra. 3-Psicanálise: metapsicologia A psicanálise se instituiu como saber fazendo crítica ao discurso médico, que desde o início do séc. XIX procurava ligar os sintomas das doenças às possíveis lesões existentes na estrutura anatômica do corpo. A medicina clínica se fundava no discurso da anatomia patológica.
  • 5. Sobre a religião e a medicina da época: No fim do XVIII e início do XIX, a noção de riqueza de uma nação vai estar fundamentalmente relacionada com a qualidade de sua população. O século XIX tem instituições sanitárias (saúde pública e medicina social) e pedagógicas (escolarização obrigatória) que garantem a qualidade da população, diferentemente do século anterior onde os recursos naturais e o território eram o foco de atenção das políticas de poder. Sendo a população o grande objeto de cuidados do Estado Moderno, a reprodução, o sexo enquanto meio de reprodução, se torna tema central. O cuidado com as crianças e sua saúde é, então, responsabilidade da mãe. Portanto, o papel da mulher, sua saúde e o bom desenvolvimento das crianças evoluem com a ginecologia, a obstetrícia e a pediatria. Foi escutando as histéricas e positivando seu discurso, que Freud situou os impasses produzidos pelo discurso anátomo-clínico. Nas histéricas a manifestação sintomática não se reduzia a materialidade de uma lesão anatômica. As histéricas eram vistas como mentirosas que inventavam doenças inexistentes. Freud destacou a dimensão de verdade inserida nas estruturas psicopatológicas e rompeu, definitivamente, com a tradição psiquiátrica baseada no cartesianismo, na qual a loucura era identificada com a desrazão. A cena histérica trazia os fantasmas sexuais inconscientes. A categoria de inconsciente seria justamente a materialização do descentramento do sujeito moderno. A metapsicologia freudiana é um estudo do que está para além da consciência, o inconsciente. ICS: processos primários, energia livre CS: processos secundários energia ligada .4- Modernidade e interpretação
  • 6. “... a visão psicanalítica da relação do ego consciente com um inconsciente irresistível constituía um golpe severo para o amor-próprio humano. Descrevi-o como sendo o golpe psicológico ao narcisismo dos homens, e o comparei com o golpe biológico desfechado pela teoria da descendência e o golpe cosmológico, mais antigo, a ele dirigido pela descoberta de Copérnico”. Sigmund Freud, 1924< /span> &n bsp;As formas de interpretação sofreram mudanças na tradição do conhecimento ocidental. Na modernidade se instaura uma nova forma de pensamento inaugurada por René Descartes (1596-1650), que postulava o homem com sendo o centro detentor do saber, partindo do princípio de que para que o conhecimento fosse verdadeiro, esse deveria possuir uma fundamentação metafísica. Como se sabe, o cogito é a fundação da idéia moderna de uma autoconsciência do sujeito. A tradição que daí decorre terá homem como medida do conhecimento. O antropocentrismo será, portanto a marca do pensamento moderno. Evidentemente Freud teve sua teoria influenciada por essa tradição consciencialista. Um exemplo disto é a idéia de “trazer à luz o inconsciente”, que estava presente desde seus “Estudos sobre a Histeria”. Como afirma Birman:“O modernismo é um sintoma da modernidade o que faz retornar de forma trágica o que esta quis recusar com a pretensões do sujeito de ser autônomo e soberano, isto é, auto-centrado nos registros do eu e da consciência.
  • 7. Podemos vislumbrar na obra de Freud, principalmente, na “Interpretação dos Sonhos” tanto a soberania da consciência como a queda desse ideal, através do umbigo do sonho. Queremos apenas apontar com isso, que a psicanálise, por meio de uma de suas principais obras, pode ser vista como sintoma da modernidade. Como afirma Michel Foucault: “Cada forma cultural da civilização ocidental teve seu sistema de interpretação, as suas técnicas, os seus métodos, as suas formas próprias de suspeitar que a linguagem quer dizer algo diferente do que diz, e entrever que há linguagens dentro de uma mesma linguagem.” Nessa perspectiva, Freud pode ser considerado um autor moderno e ao mesmo tempo crítico da modernidade, pois bem sabemos que sua obra se produziu em cima de conceitos que oscilavam entre o que é arbitrário (traumático) e o que é passível de apreensão (representável). Um exemplo disso são as diferentes concepções de pulsão( de vida e de morte). Foucault sinaliza que a interpretação na modernidade tem um caráter hermenêutico porque: “... encontra-se diante da obrigação de interpretar-se a si mesma até o infinito; de voltar a encontrar-se consigo mesma. (...) a morte da interpretação é o crer que há símbolos que existem primariamente, originalmente, realmente como marcas coerentes, pertinentes e sistemáticas. A vida da interpretação, pelo contrário, é o crer que não há mais do que interpretações.” (FOUCAULT, 1975:26). &n bsp;Na modernidade a concepção de um sujeito está fadada a uma produção incessante por meio dos jogos de verdade. Essa noção introduzida por
  • 8. Foucault nos indica mais uma vez, que não há um ponto de chegada na aventura interpretativa moderna.