Razão mito

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Filosofia: oposição entre mito e razão.

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Razão mito

  1. 1. Do Mito à Razão Aproximação à Ideia de Razão na sua Oposição ao Mito, à Religião, ao Irracionalismo
  2. 2. 1- Evocação da Razão • A Razão evoca simultaneamente um ideal, uma atitude e um método. • Condorcet, um dos políticos, filósofos e pedagogos da Revolução Francesa, significa a razão como o ideal (progresso) de pensamento e de acção pelo qual os homens se orientam no conhecimento certo e na acção justa ou livre. • Para Aristóteles e muitos outros, a razão, além dum método de alcançar fins, é uma atitude, de sentido positivo, oposta à violência e ao arbitrário, tomada pelo homem face à sua própria existência, de conferir uma ordem a esta, um sistema de princípios de conhecimento, de conduta e de organização social e política. • Para Pascal, a razão, além de ser uma atitude de elevação face às paixões arbitrárias, é a faculdade de conhecer o verdadeiro segundo uma cadeia de procedimentos ou regras mentais, cujo modelo para ele é a geometria; a razão assim identificada é, pois, o método do conhecimento do verdadeiro.
  3. 3. 2- A Razão Segundo os Antigos (a) • A ideia de razão provém de duas raízes: • Grega: Logos, cujo sentido original é juntar, ligar, associado a falar, pensar e relacionar em termos de igualdades geométricas e aritméticas. Logos significa ao mesmo tempo a palavra, a medida e a relação matemática exacta entre duas grandezas, por exemplo entre uma figura constituída por linhas e uma composição de números. • Romana: Racio, cujo sentido original é igualmente calcular, contar.
  4. 4. • • • • • • 2- A Razão Segundo os Antigos (b) Esta origem técnica ganha nos gregos um sentido mais amplo, significando o bom uso do pensamento em todos os domínios. Assim: a) A razão, designando o pensamento correcto, opõe-se ao conhecimento imperfeito e ilusório. Mas como distinguir um do outro? Nesta distinção intervêm tanto raízes mitológicas como experiências práticas decepcionantes . Os gregos já sabiam da imperfeição e ilusionismo da percepção sensível (corpos só aparentemente quebrados, ângulos entre linhas e paredes incorrectamente avaliados pela própria natureza da sensibilidade, falsas comparações de distâncias entre objectos, previsões de fenómenos fracassadas por confiança no hábito, relações de consequência desiludidas por factos imprevistos, diferenças de movimento em objectos com velocidades relativas de natureza incompreensível pela mera percepção, permanente e inexplicável instabilidade no comportamento humano, na sociedade e na natureza, em que a opinião, baseada no costume e nos valores tradicionais, falha quase sempre quando a sociedade e a relação com a natureza se torna mais complexa, mais inventiva, menos ligada à tradição. E tal é o caso das cidade-estado da Grécia antiga. Ora, a mitologia procura uma ordem constante, uma regularidade nos fenómenos no ciclo cósmico, no Todo do Ser. Mas apela para isso à vontade, ao animismo, ao sobrenatural. E o que é voluntário não é seguro que seja constante. É preciso compreender as forças anímicas da natureza, comunicar com elas por códigos inseguros, adivinhar os seus propósitos e inclinações através de sinais pouco precisos, contar com o estado de ânimo dos deuses que personificam essas mesmas forças. Ora, as cidade-estado gregas têm uma dinâmica de novidade: o racionalismo nasce.
  5. 5. 2- A Razão Segundo os Antigos (c) • Para os Antigos, a razão não é apenas uma qualidade do conhecimento contemplativo. A qualquer esforço para conhecer subjaz um interesse prático. Os gregos entendem haver uma razão prática que é sabedoria e prudência. Aristóteles, por exemplo, considera, à semelhança dos médicos hipocráticos, que também contribuíram para o surgimento do racionalismo, que, digamo-lo grosso modo, todas as funções humanas (corporais, afectivas e intelectuais) devem ser desenvolvidas numa harmonia de equilíbrio recíproco: ginástica e estudo complementam-se num ser humano saudável. Algo de semelhante se aplica às diversas funções sociais, garantidas pelos órgãos respectivos, para cujas tarefas os indivíduos se devem preparar a fim de se tornarem igualmente homens por inteiro. O homem é, com efeito, um animal social. • Compreender esta harmonia, que envolve o Cosmo inteiro, o mundo astronómico, a natureza, a sociedade, o homem, é conhecer o plano universal da razão e poder viver segundo a virtude, ou seja, mediante o exercício da razão.
  6. 6. 2- A Razão Segundo os Antigos (c) • Para os Antigos, a razão não é apenas uma qualidade do conhecimento contemplativo. A qualquer esforço para conhecer subjaz um interesse prático. Os gregos entendem haver uma razão prática que é sabedoria e prudência. Aristóteles, por exemplo, considera, à semelhança dos médicos hipocráticos, que também contribuíram para o surgimento do racionalismo, que, digamo-lo grosso modo, todas as funções humanas (corporais, afectivas e intelectuais) devem ser desenvolvidas numa harmonia de equilíbrio recíproco: ginástica e estudo complementam-se num ser humano saudável. Algo de semelhante se aplica às diversas funções sociais, garantidas pelos órgãos respectivos, para cujas tarefas os indivíduos se devem preparar a fim de se tornarem igualmente homens por inteiro. O homem é, com efeito, um animal social. • Compreender esta harmonia, que envolve o Cosmo inteiro, o mundo astronómico, a natureza, a sociedade, o homem, é conhecer o plano universal da razão e poder viver segundo a virtude, ou seja, mediante o exercício da razão.

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