4 bimestre filosofia medieval

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4 bimestre filosofia medieval

  1. 1. FILOSOFIA NA IDADE MEDIEVAL – razão e fé. página 160
  2. 2. FILOSOFIA NA IDADE MEDIEVALA IDADE MÉDIA INICIOU-SE NAEuropa com as invasõesgermânicas ou bárbaras no séc. V a.Ç Os castelos medievais representavam poder e EUROPA segurança
  3. 3. Na Idade Média, a Igreja dominava o cenário religioso A arte e a educação medieval também foram fortemente marcados pela religiosidade da época. Sua primeira fase se dá entre os séculos II e o século VIII. Esta fase é chamada de patrísticaPatrísticaRepresenta o pensamento filosófico dosprimeiros séculos. O sistema de doutrinaselaboradas pelos padres da igreja, quedefendiam as “verdades” da fé cristã contra oshereges.
  4. 4. Apologética •Discurso argumentativa em defesa da fé cristã, comprovada pela razão, contra seus opositores. + FÉ RAZÃOComo defesa fundamentada da fé, a Apologéticaestá para a Teologia como a Filosofia está para asCiências Humanas.
  5. 5. A Escolástica linha dentro da filosofia medieval, •Vai do começo do século •A questão chave do IX até ao fim do século pensamento escolástico, é XVI, ou seja, até ao fim da Idade Média. conciliar elementos da filosofia de Platão ou de Aristóteles com valores de•Surgida da necessidade de ordem espiritual.responder às exigências da fé,ensinada pela Igreja, porém demodo racional, buscandoharmonia de duas esferas: a fé e a Dai orazão. surgimento das escolas, onde os professores eram & chamados de mestres escolásticos.
  6. 6. •Nascido em 354, Santo Aurélio Agostinho é considerado um filósofo neoplatonista, bispo de Hipona espiritualcom valores de ordem da filosofia de Platão•conciliava elementos Agostinho defende uma subordinação maior da razão•Defende a posição de que a em relação à fé, por crer queúltima palavra deveria estar esta venha restaurar a na revelação, porém é a condição decaída da razão razão que norteia a fé e lhe humana dá coerência.
  7. 7.  Nesse período, a Igreja Católica Apostólica Romana exerceu ampla influência, força política e espiritual. Elemento agregador. Cultural. impregnação religiosa. Razão e fé, entre filosofia e teologia. traçando um quadro intelectual em que a fé cristã se tornou o pressuposto ou condição necessária à aquisição do conhecimento. Em que consistia essa fé? Consistia na crença irrestrita ou na adesão incondicional às verdades reveladas por Deus aos homens. Verdades expressas nas Sagradas Escrituras e interpretadas segundo a autoridade da Igreja.
  8. 8.  Patrística é o nome dado à filosofia cristã dos primeiros séculos, elaborada pelos Padres da Igreja. Teve início no período da decadência do Império Romano, quando o cristianismo se expandia, a partir do século II. Consiste na elaboração doutrinal das verdades de fé do Cristianismo e na sua defesa contra os ataques dos "pagãos" e contra as heresias e, justificar a fé, aqueles religiosos escreveram obras de apológética, para justificar o pensamento cristão.
  9. 9.  Aliança entre fé e razão: reconhecer a razão como auxiliar e, portanto, a ela subordinada. Agostinho sintetizam essa tendência com a expressão “credo ut intelligam” que significa “creio para que possa entender”. Nome principal da patrística foi Agostinho. Retomou a dicotomia platônica do “mundo sensível e mundo da ideias”, mas substituiu este último pelas ideias divinas.
  10. 10.  Segundo a teoria da iluminaçãorecebemos de Deus o conhecimento dasverdades eternas: tal como o sol, Deusilumina a razão e torna possível oconhecimento.
  11. 11. Santo Tomás de Aquino nasceu na Itália em1225. Seus estudos eram fundamentados pelafilosofia aristotélica. Ele parte de Aristótelespara organizar os ramos do conhecimentonum sistema completo. Tomás de Aquino introduz elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento da igreja,sobretudo, no movimento escolástico, Tomás de Aquino defende uma certa autonomia da razão na obtenção de respostas, por força da inovação do aristotelismo, apesar de em nenhum momento negar tal subordinação da razão à fé.
  12. 12. Você agora esta diante de uma novarealidade a partir da IdadeMedieval e a atividade filosóficadesse período. Tal realidade podeser chamada de A filosofia a partirdo Pensamento Teológico Cristão. É fundamental que você tenhaelementos básicos sobre o caráterdiferenciado da filosofia cristã emrelação à filosofia clássica nascida na Grécia. Saber perceber asdiferenças o permitirá aprofundar as razões para a Revolução do pensamento a partir do Século XVI.
  13. 13.  Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na Escolástica anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles. Em suas duas Summae, sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: são elas a Summa Theologiae, a Summa Contra Gentiles. A partir dele, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão. .
  14. 14.  Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. Escolástica é o período da filosofia cristã da Idade Média, que vai do século IX ao século XIV. Sobre a Escolástica no século XIII, servindo-se das traduções das obras de Aristóteles, que foram feitas diretamente do grego, Tomás de Aquino realizou a síntese magistral entre a teologia cristã e a filosofia aristotélica. A fundação das universidades, já no século XI, permitiu a expansão da cultura letrada, secularmente guardada nos mosteiros, e a fermentação de idéias que culminaria nos grandes sistemas filosóficos e teológicos do século XIII.
  15. 15. Com o uso da razão é possível demonstrar aexistência de Deus, para isto propõe as 5 vias dedemonstração:Primeira via•Primeiro Motor Imóvel: Tudo o que se move émovido por alguém, é impossível uma cadeia infinitade motores provocando o movimento dos movidos,pois do contrário nunca se chegaria ao movimentopresente, logo há que ter um primeiro motor que deuinício ao movimento existente e que por ninguém foimovido.Segunda via•Causa Primeira: Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Énecessário que haja uma causa primeira que porninguém tenha sido causada, pois a todo efeito éatribuída uma causa, do contrário não haverianenhum efeito pois cada causa pediria uma outranuma sequência infinita.
  16. 16. Terceira via•Ser Necessário: Existem seres que podem ser ounão ser (contingentes), mas nem todos os serespodem ser desnecessários se não o mundo nãoexistiria, logo é preciso que haja um ser quefundamente a existência dos seres contingentes eque não tenha a sua existência fundada emnenhum outro ser.Quarta via•Ser Perfeito: Verifica-se que há graus deperfeição nos seres, uns são mais perfeitos queoutros, qualquer graduação pressupõe umparâmetro máximo, logo deve existir um serque tenha este padrão máximo de perfeição eque é a Causa da Perfeição dos demais seres.
  17. 17. Quinta via•Inteligência Ordenadora: Existe umaordem no universo que é facilmenteverificada, ora toda ordem é fruto de umainteligência, não se chega à ordem peloacaso e nem pelo caos, logo há um serinteligente que dispôs o universo naforma ordenada.
  18. 18.  Santo Tomás de Aquino demonstra a existência de Deus de cinco maneiras, que são conhecidas como cinco vias. 1. Pelo movimento. 2. Pela causa eficiente. 3. Pelo possível e pelo necessário. 4. Pelos graus da perfeição. 5. Pelo governo do mundo.

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