Etica

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Introdução à Ética (Filosofia II)

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Etica

  1. 1. ÉTICA
  2. 2. I. Origem e significação do termo <ul><li>Significado original do termo ETHOS na língua grega usual: morada ou abrigo de animais (significado ainda presente no termo etologia). </li></ul><ul><li>Transposição para o universo humano: ETHOS como o modo pelo qual o homem organiza a sua habitação, tanto no que se refere à particularidade da sua casa quanto no que se refere ao seu grupo e ao mundo como lugar que o homem habita. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Relação entre ETHOS e costumes ou hábitos: o conjunto de hábitos que constituem a vida humana é a forma pela qual o homem habita seu mundo. O mundo humano é eticamente constituído, tanto do ponto de vista individual quanto coletivo. </li></ul><ul><li>ETHOS possui, pois, dois aspectos inseparáveis: a dimensão da vida individual regida por costumes e hábitos privados; e a dimensão da vida coletiva - a POLÍTICA - constituída pelos costumes e hábitos que regem a vida da comunidade. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Tanto na vida privada quanto na vida política o ETHOS diz respeito à dimensão prática da vida: a maneira de compreender e organizar a conduta. Distingue-se de outros aspectos importantes da vida que são a atividade teórica - a ciência - e a arte. </li></ul><ul><li>Essa separação indica que a origem grega da Ética está comprometida com a delimitação específica da realidade humana e com a posição singular do homem no conjunto dos seres. A tomada de consciência do ETHOS é a apreensão por parte do homem de sua diferença como ser moral. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O estabelecimento da racionalidade prática transfere o fundamento da ética da consciência religiosa para a razão. É a razão (não demonstrativa ou científica) que sustentará as normas adequadas de conduta e os critérios de escolha moral. A partir dessa concepção surge o problema da relação entre ética e razão: questões de hierarquia e subordinação. </li></ul>Os Fundamentos da Ética 1
  6. 6. 1.1. Ética e Conhecimento <ul><li>A definição aristotélica de ser humano: animal racional; animal político; animal falante. Consequência desses atributos igualmente essenciais: a articulação entre a racionalidade, a comunidade e a linguagem. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A inclusão do ETHOS na definição &quot;animal político&quot; indica o caráter originalmente comunitário da Ética: a passagem natural do indivíduo à comunidade e o sentido essencialmente comunitário da vida humana. </li></ul><ul><li>A articulação entre racional idade e ETHOS coloca a questão do conhecimento do ETHOS. É o homem, enquanto ser moral, um objeto de conhecimento? Em caso positivo, como se organiza esse tipo de conhecimento? </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Impossibilidade de conhecer demonstrativamente (teoricamente) a conduta humana. O mundo humano - moral - é dominado pela contingência, que no caso da conduta humana se manifesta na liberdade da vontade. A realidade humana não é um objeto natural, matemático ou teológico. </li></ul><ul><li>Mas a articulação entre racionalidade e ética exige um saber acerca do ETHOS, isto é, acerca da prática. A racionalidade prática relaciona-se com esse saber, que é específico da realidade humana enquanto ética. Sabedoria e ciência. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>É a especificidade da realidade humana que leva a filosofia a instituir a distinção entre racionalidades teorica e prática </li></ul>
  10. 10. <ul><li>O advento da filosofia cristã traz o problema da relação entre fé e razão que repercute na concepção de ética. A origem desse problema está na oposição feita por São Paulo entre sabedoria do mundo e sabedoria de Deus. A ética cristã se fundamenta na sabedoria de Deus, portanto na revelação. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>A distinção agostiniana entre ciência e sapiência: o cristão deve adquirir a sabedoria do mundo para chegar à sabedoria de Deus. O mundo, aí incluída a filosofia como saber profano, é instrumento (uso) para o fim que é a fruição da sabedoria divina. O cristianismo é saber prático relacionado com a salvação. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A concepção de Tomás de Aquino de que a filosofia é serva da teologia estabelece a hierarquia entre fé e razão e subordina a ética da conduta ao objetivo principal que é a salvação da alma. A definição do homem como criatura implica na fundamentação divina da ética. A civilização medieval é estruturada ética e politicamente a partir do fundamento teocrático. </li></ul>
  13. 13. 2 <ul><li>O advento do pensamento moderno e o início do mundo laico. A reivindicação de autonomia da razão. Os fatos históricos que abalaram o fundamento teocrático da teoria e da prática. A autonomia do conhecimento em Galileu. A primazia da subjetividade em Descartes. O Humanismo e o fundamento racional. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>A reformulação da noção de Sabedoria em Descartes. O fundamento único dado na unidade da razão. O sistema integral e a árvore do saber. O ideal de harmonia entre teoria e prática. Conhecimento e controle das paixões. </li></ul><ul><li>O aprofundamento da autonomia racional no Iluminismo. A crítica do papel histórico-político da religião e a laicidade como liberdade. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Kant e o aprofundamento da laicidade. A recusa do fundamento racional metafisico. A nova distinção entre razão teórica e razão pratica. Causalidade e liberdade. Imperativo moral. Distinção entre autonomia e heteronomia. A subjetividade dividida. Fato e Valor. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>O início da época contemporânea. Hegel e a relação entre o sujeito e a história como modo de constituição da ética. O ser moral do homem se realiza historicamente, por via de uma sucessão racional dos momentos da civilização, através dos quais a consciência ética se vai esclarecendo na direção da visão do seu fundamento. A oposição e a conciliação entre o interesse particular do indivíduo e o interesse geral da humanidade. </li></ul>
  17. 17. A Crise dos Fundamentos <ul><li>Nietzsche e a crítica dos fundamentos éticos. A genealogia da moral mostra que a instituição de fundamentos é estratégia de dominação e de recalque dos impulsos naturais. A crítica do niilismo desde Platão até o cristianismo. O caráter moralista da civilização e a pseudo-autonomia. Sentido e valor. A &quot;morte de Deus&quot;. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Freud e a arqueologia da consciência: os fundamentos e preceitos morais são elementos super-estruturais que visam impedir a expansão dos impulsos primários, recalcados no inconsciente. O homem vive permanentemente sob auto-censura e a civilização é constitutivamente repressão. Super-ego. Cultura como recalque e mal-estar. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Marx e a desmistificação: moral e ideologia. Os fundamentos éticos como instrumentos de dominação. A análise ético-política do processo histórico de ascensão e consolidação da classe burguesa como dominante. A afirmação ideológica dos valores burgueses como universais. A ética é um produto histórico que regula historicamente as relações humanas, e as justifica em cada caso. Ética e história. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>O que as três críticas têm em comum é por em questão a racionalidade ética, isto é, a capacidade da razão de instituir valores universais de conduta, que em princípio não estariam comprometidos com qualquer interesse histórico e simplesmente representariam a Verdade e o Bem. Pode haver neutralidade na ética? </li></ul>
  21. 21. OS COMPROMISSOS HISTÓRICOS DA RAZÃO <ul><li>Conhecimento e justificativa ética do mundo. </li></ul><ul><li>O caráter justificacionista da teoria em geral. </li></ul><ul><li>Ciência e justificação. </li></ul><ul><li>Ciência e objetividade. </li></ul><ul><li>Ciência e neutralidade. </li></ul><ul><li>A história do século XX põe em xeque a neutralidade da ciência. </li></ul><ul><li>A ciência e a ética / O cientista e a ética. </li></ul>
  22. 22. CIÊNCIA E GLOBALIZAÇÃO - ÉTICA E POLÍTICA <ul><li>A institucionalização da ciência. </li></ul><ul><li>Ciência e tecnologia. O que vem primeiro. </li></ul><ul><li>A tecnologia é transformadora? </li></ul><ul><li>Progresso e exclusão. As contradições da civilização. </li></ul><ul><li>Ciência como força produtiva. </li></ul><ul><li>A mercantilização da pesquisa científica. </li></ul><ul><li>O genocídio administrado. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O fracasso do sonho humanista: supremacia da técnica sobre a ética dissolução ética da política </li></ul><ul><li>totalitarismo tecnocrático </li></ul><ul><li>dogmatismo economicista </li></ul><ul><li>barbárie tecnológica </li></ul>

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