Distúrbio da fala

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Distúrbio da fala

  1. 1. Distúrbios da Fala e da Linguagem O papel do professor frente a essas questões em sala de aula Organizado e apresentado por: Cristina Dagmar Marcelo Vidal
  2. 2. FALAR Expressar-se através das palavras Utilização pessoal da língua; individual. (Única) É a utilização oral da língua. Cada indivíduo, pode escolher os elementos da língua que lhe convém, conforme seu gosto e sua necessidade, de acordo com a situação, o contexto, sua personalidade, o ambiente sociocultural em que vive, etc.
  3. 3. Falamos quando queremos algo, quando precisamos de ajuda, quando percebemos que podemos ser úteis a outras pessoas, elogiando ou criticando ao outro ou a nós mesmos.
  4. 4. Linguagem Qualquer processo de comunicação. (Universal) É a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. onde há comunicação, há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. Sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se.
  5. 5. “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática.” Paulo Freire
  6. 6. Distúrbios na Fala e na Linguagem Podemos dizer que há um problema de fala e linguagem quando a maneira de falar interfere na comunicação (distraindo a atenção do ouvinte sobre o que é dito enfocando no como foi dito).
  7. 7. Atraso na linguagem As principais características da criança que tem atraso na linguagem, são: deficiência no vocabulário; deficiência na capacidade de formular ideias e desenvolvimento retardado da estruturação de sentenças. Problemas de articulação – as crianças de mais de 7 anos que não conseguem pronunciar corretamente todas as consoantes e suas combinações apresentam problema de articulação. Podemos citar:
  8. 8. Dislalia - é a omissão, distorção, substituição ou acréscimo de sons na palavra falada; A dislalia também pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala. A maioria dos casos de dislalia ocorre na primeira infância, quando a criança está aprendendo a falar. As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança acaba assimilando essa deficiência. As trocas de letras mais comuns provocadas pela dislalia são de “P” por “B”, “F” por “V”, “T” por “D”, “R” por “L”, “F” por “S”, “J” por “Z” e “X” por “S”. Omissão: não pronuncia sons – “omei” = “tomei”; Substituição: troca alguns sons por outros – “balata” = “barata”; Acréscimo: introduz mais um som – “Atelântico” = “Atlântico”.
  9. 9. Dislalia evolutiva: considerada normal em crianças, sendo corrigida REVER gradativamente durante o seu desenvolvimento. Dislalia funcional: neste caso, ocorre substituição de letras durante a fala, não pronunciar o som, acrescente letras na palavra ou distorce o som. Dislalia audiógena: ocorre em indivíduos que são deficientes auditivos e que não conseguem imitar os sons. Dislalia orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, impossibilitando à correta pronuncia, ou quando há alguma alteração na boca. Há alguns casos comuns específicos de dislalia, que envolvem pronúncia do “K” do “G”, nos quais, por falta de motilidade do palato mole, a pessoa omite tais fonemas (por exemplo, falando “ato” ao invés de “gato”; “ma’a’o” ao invés de MACACO). Fala de Elivelton
  10. 10. Orientação: pais e professores Rejane Rubino - fonoaudióloga e professora do curso de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.  Não achar engraçadinho quando a criança pronuncia palavras de maneira errada, como “Tota-Tola”, ao invés de “Coca-Cola”;  corrigir os erros apresentados filhos e alunos repetindo o modelo correto;  a repetição de modelos corretos é a melhor maneira da ajudar o dislálico. Feedback - Simon Wajntraub O dislálico precisa ouvir as trocas de fonemas na fala externamente, pela via aérea, uma vez que nós nos ouvimos mais internamente do que externamente.
  11. 11. Dislálico clássico
  12. 12. “O pobrema é nosso”! Rotacismo é a troca do R pelo L ou vice-versa.. Este é um fenômeno Linguístico muito comum, mas que as pessoas não tem conhecimento, tendendo a agir com preconceito, que aqui chamamos de preconceito linguístico, em relação aos falantes que fazem tal uso. Ao se falar pobrema ao invés de problema, o falante terá que levantar menos a ponta da língua, ocorrendo uma acomodação linguística, ou seja, é mais fácil pronunciar a primeira que a segunda palavra.
  13. 13. Gagueira ou disfemia A gagueira ou disfemia é um distúrbio ou transtorno de linguagem que faz com que a pessoa repita sílabas e faça pausas durante a pronúncia de uma palavra. Tal transtorno além de dificultar a comunicação da pessoa faz com essa se sinta diferente das outras, diminuindo seus diálogos dentro e fora de casa. Inicia-se entre 2 e 5 anos de idade com uma gagueira normal, já que falam há pouco tempo e não se sentem seguros ao pronunciar frases montadas. Nessa fase é que a gagueira pode ser fixada (caso seja psicológica). Não se sabe ao certo as causas para este distúrbio que pode ter ligações a fatores genéticos, psicológicos e neurológicos.
  14. 14. disartria - problema articulatório que se manifesta na forma de dificuldade para realizar alguns ou muitos dos movimentos necessários à emissão verbal; Em um indivíduo com disartria, um transtorno nervoso, cerebral ou muscular dificulta usar ou controlar os músculos da boca, língua, laringe ou cordas vocais, que possibilitam a fala. Os músculos podem ficar fracos ou completamente paralisados, ou pode ser difícil coordená-los. A disartria pode ser resultado de dano cerebral devido a: Tumor cerebral Demência Derrame Lesão cerebral traumática A disatria pode resultar de dano aos nervos que abastecem os músculos que ajudam na fala, ou dos próprios músculos devido a: • Trauma na face ou pescoço • Cirurgia para câncer na cabeça e pescoço, como remoção total ou parcial da língua ou laringe
  15. 15. linguagem tatibite – distúrbio de articulação (e também de fonação) em que se conserva voluntariamente a linguagem infantil que sempre acontece por excesso de mimos. Com isso, a criança fica falando de maneira entrecortada e infantilizada. É muito comum, por exemplo, encontrar adultos, sobretudo do sexo feminino, que foram excessivamente mimados na infância e cresceram falando de maneira infantil, o que pode lhes ser extremamente prejudicial quando, por exemplo, fazem uma entrevista para conseguir um emprego.
  16. 16. Afasia - é definida como um distúrbio na percepção e expressão da linguagem, é uma alteração fundamental da comunicação e da formulação do pensamento. Uma pessoa afásica, apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em consequência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou pela compreensão das palavras faladas. Essa lesão, por sua vez, poderá ter diferentes causas, tais como: um acidente vascular cerebral, um trauma crânio-encefálico ou um aneurisma. Ex. rua - nua
  17. 17. Atitudes a serem adotadas: • Evitar que o aluno se sinta inferior; • considerar o problema de maneira serena e objetiva; • avaliar o desempenho do aluno pela qualidade de seu trabalho. • estimulá-lo a enfrentar o problema, procurando superar-se;
  18. 18. • Bibliografia • JOSÉ, Elisabete da Assunção & COELHO, Maria Teresa.Problemas de aprendizagem. São Paulo, Ática. 1989. • DROUET, Ruth Caribe da Rocha. Distúrbios da Aprendizagem. São Paulo, Ática.1990. • ASSUMPÇÃO JR., Francisco B. & SPROVIERI, Maria Helena. Introdução ao Estudo da Deficiência Mental. São Paulo, Memnon. 2000. • TELFORD, Charles W. & SAWREY, James M.. O indivíduo excepcional. Rio de Janeiro, Zahar Editores. 1983. • GRÜNSPUN, Haim. Distúrbios Psicossomáticos da Criança: o corpo que chora. São Paulo, Atheneu.1988. • http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source • http://drauziovarella.com.br/crianca-2/problemas-da-fala-na-crianca/ • http://www.clubedafala.com.br/fonoaudiologia/dislalia-troca-de-letras/

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