Aula 04 alterações da fala - parte 01- reformulada

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Aula 04 alterações da fala - parte 01- reformulada

  1. 1. ALTERAÇÕES DA FALAParte 01Luciana Picanço Pereira8856.2322lupicanco@gmail.com
  2. 2. OBJETIVOS Estudar as alterações da fala deorigem funcional, organofuncional eneurológica.
  3. 3. LINGUAGEM Qualquer meio sistemático de comunicar idéias ou sentimentosatravés de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais, etc. Depende da integridade do sistema nervoso central e do sistemaauditivo.
  4. 4. FALA Fala é o ato motor que expressa a linguagem. É um processocomplexo que envolve o sistema neuromuscular. O sistema nervoso central comanda os músculos que produzemsons isolados ou em seqüência. A fala depende da integridade da área de Broca, do córtex motorsuplementar e primário, dos tratos piramidal e extra piramidal, dotronco cerebral, do cerebelo assim como dos nervos cranianos. Também estão envolvidos na produção da fala: lábios, língua,bochechas, palato mole, dentes, mandíbula, faringe, laringe e osmúsculos da respiração
  5. 5. FALA
  6. 6. AQUISIÇÃO DA FALA 4 – 6 meses: emissão de vogais isoladas, utiliza sons mais guturais. 8 – 10 meses: início da compreensão de palavras como: mamãe, papai,emissão de sílabas com padrão consoante-vogal, repete os sons. 1 ano: início da emissão de palavras significativas. 1 ano e 3 meses: vocabulário expressivo = 10 palavras 1 ano e 8 meses: vocabuláio expressivo = 50 palavras; início dacombinação de 2 palavras. 1 ano e 8 meses - 2 anos: crescimento quantitativo do vocabuláioexpressivo = 150 palavras; uso do plural e de interrogação como: que,onde; começa a utilizar orações negativas, substantivos e adjetivos.
  7. 7.  2 anos - 2 anos e 6 meses: vocabulário expressivo > 200 palavras; uso de pronomena 1ª pessoa: eu, meu, minha; começa a aparecer frases de 3 elementos. 2 anos e 6 meses - 3 anos: estrutura frasal com 4 elementos;; uso sistemático depronomes ( eu, tu, ele, ela) e dos artigos definidos (o, a). 2 anos e 6 meses - 3 anos e 6 meses: sons que a criança deve falar: /m/, /n/, /p/,/b/, /t/, /d/, /k/, /f/, /v/, /l/, /s/, /z/, /g/, /x/, / /.ʒ 3 anos - 3 anos e 6 meses: aumento da complexidade das frases interrogativas edos verbos auxiliares “ser” e “haver”; início das frases com futuro (por exemplo: voufazer). 3 anos e 6 meses – 4 anos e 6 meses: idem + /r/ 3 anos e 6 meses – 5 anos: vocabulário > 6000 palavras; 4 anos e 6 meses – 5 anos e 6 meses: idem + (r)v.AQUISIÇÃO DA FALA
  8. 8.  "Crianças com habilidades mentais emotoras normais adquiremaproximadamente 7 novas palavras pordia de 18 meses até 6 anos de idade“Marshall et al., 1984AQUISIÇÃO DA FALA
  9. 9. FONÉTICA x FONOLOGIA Tanto a fonética como a fonologia, tratam da linguagem humanaenquanto ciência. A fonética estuda os sons da língua em sua realização concreta,independente de sua função lingüística. É na fonética que seestuda, analisa e classifica-se a produção e percepção dossons da fala. À fonologia cabe estudar os sons do ponto de vista funcional,como elementos que integram um sistema lingüístico determinado.Estuda os elementos fônicos que distinguem, numa mesmalíngua, duas mensagens de sentido diferente. Ex: sábia - sabia -sabiá
  10. 10. CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES As alterações de fala são classificadas em: dislalia,disartria, dispraxia ou disglossia. As dislalias, de maneira geral, são consideradas asmais simples de serem avaliadas e tratadas. Muitasvezes são classificadas como sendo de origemambiental e ou emocional e na maior parte das vezessão crianças de um a seis anos que apresentamdificuldades com a aquisição da linguagem e de seussons. Hoje são também consideradas como portadorasde distúrbios fonológicos.
  11. 11.  As disartrias e dispraxias são as mais evidentes deserem reconhecidas e sempre tem como causa umaalteração neurológica e ainda hoje assim sãoclassificadas. A disartria é uma alteração da fala de etiologianeurogênica, ou seja, não compreende patologias dafala associadas aos defeitos estruturais somáticos oupsicológicos. A disartria pode afetar tanto osmovimentos voluntários, coordenados pelo sistemanervoso piramidal, como os involuntários, coordenadopelo sistema extrapiramidal.CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
  12. 12.  As disglossias eram as alterações de fala, quetinham como causa uma alteração anatômica.O nome, bastante inadequado, pois era usadonão somente para definir as alterações dalíngua como para qualquer outra alteraçãoanatômica. Em desuso atualmente.CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
  13. 13.  Zorzi (1998) propõe classificar as alterações da fala em fonológicas,neurogênicas e músculo-esqueletais. As alterações músculo-esqueletais correspondem aos distúrbioscausados por problemas na musculatura, ossos (ausência dedentes) ou cartilagens envolvidas na produção da fala. Nas alterações de fala de origem musculoesquelética, o que maisfreqüentemente se altera é o ponto articulatório e não o modo dearticulação. A fala, quando alterada, pode se apresentar compalavras que tenham fonemas omitidos, substituídos, distorcidos ouarticulados de forma imprecisa.CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
  14. 14.  As possíveis causas de uma distorção, são asalterações anatômicas da face, da boca e de suasestruturas e o posicionamento inadequado dosórgãos fonoarticulatórios principalmente de língua,lábios e dentes. Os indivíduos que distorcem, estãobuscando ajustes ou compensações para uma fala maisinteligível. As distorções ocorrem mais freqüentemente nossibilantes e no /r/ brando. Ex: ceceio lateralCLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕESDISTORÇÕES
  15. 15.  A imprecisão articulatória, ao contrário da distorção,costuma afetar a fala como um todo e pode ter muitosfatores como causa: a velocidade da fala, as prótesesmal adaptadas, a respiração oral, as otites derepetição levando a alterações de audição,quantidade de saliva inadequada, má oclusão, cansaço,medicamentos, ingestão de bebidas alcoólicas,modificação do tônus, ansiedade, depressão, articulaçãomais fechada dificultando a emissão correta dos sons,além das causas de origem neurológica.CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕESIMPRECISÃO ARTICULATÓRIA
  16. 16. AVALIAÇÃO Inicialmente caracterizar se o problema de fala é de origemfonológica, neurológica ou musculoesquelética. No exame será importante observar: a morfologia, o tônus e amobilidade das estruturas moles da boca e da face, além damorfologia das estruturas duras da face e da boca. Conformação e saúde dos dentes, qual tipo de oclusão existe,assim como qual é a tipologia facial predominante.
  17. 17.  É importante observar quais tipos de compensações sãoutilizadas, e qual é o comprometimento que a alteração encontradacausa na inteligibilidade geral. Conhecer o que o paciente e a suafamília acham do problema também ajuda, a saber, se haveráou não adesão ao trabalho fonoaudiológico. Examinar as outras funções estomatognáticas do paciente pode darindicativos de que o problema de fala pode estar associado a estasfunções ou mesmo ser conseqüência de uma delas.AVALIAÇÃO
  18. 18. AVALIAÇÃO A sua fala é:a. 􀂄 correta: sim 􀂄 não 􀂄 às vezes 􀂄 não sabe 􀂄b. 􀂄 é bem entendido: sim 􀂄 não 􀂄 às vezes 􀂄 não sabe 􀂄c. 􀂄 com salivação excessiva: sim 􀂄 não 􀂄 às vezes 􀂄 não sabe 􀂄d. 􀂄 articulação muito trancada: sim 􀂄 não 􀂄 às vezes 􀂄 não sabe 􀂄e. 􀂄 ceceio anterior: sim 􀂄 não 􀂄 às vezes 􀂄 não sabe 􀂄f. 􀂄 ceceio lateral: sim 􀂄 não 􀂄 às vezes 􀂄 não sabe 􀂄g. 􀂄 descreva o problema de fala:_____________________________h. 􀂄 este problema interfere nas suas atividades de trabalho ou sociais:sim 􀂄 não 􀂄 às vezes 􀂄 não sabe 􀂄i. 􀂄 se interfere relate como: __________________________________
  19. 19. Exame da FalaNormal 􀀀 Alterada 􀀀Observar a fala espontânea e classificar as alterações em:􀀀 omissões: __________________________________________________________􀀀 substituições: _______________________________________________________􀀀 distorções: _________________________________________________________􀀀 imprecisões: ________________________________________________________Usando figuras temáticas, figuras simples, listas de palavras, repetição e/ou leitura observar:􀀀 omissões: __________________________________________________________􀀀 substituições: _______________________________________________________􀀀 distorções: __________________________________________________________􀀀 imprecisões: ________________________________________________________Pedir para repetir todos os fonemas, dando o modelo, e anotar os que não consegue oudistorce:_________________________________________________________________________________________________________________________________
  20. 20. Exame da FalaDurante a fala observar:􀀀 presença de baba: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 excesso de salivação: sim 􀀀 não 􀀀 acúmulo nas comissuras: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se a articulação é muito trancada: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se existem movimentos exagerados de mandíbula: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 desvio de mandíbula: D 􀀀 E 􀀀 para frente 􀀀􀀀 se existem movimentos exagerados de lábios: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se a língua fica posicionada em baixo a maior parte do tempo: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se fala muito baixo: sim 􀀀 não 􀀀 alto: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se fala muito rápido: sim 􀀀 não 􀀀 devagar: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se existem problemas de voz: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se existem problemas de linguagem: sim 􀀀 não 􀀀􀀀 se há distorção nos sibilantes: descrever___________________________________________________________________________________________________Outras observações:_____________________________________________________
  21. 21. TERAPIA O objetivo da terapia será, muitas vezes, o de compensar asalterações e otimizar a produção da fala, além de ajudar o pacientea compreender o que ele tem, auxiliando-o a encontrar as soluçõesmais pertinentes para seu caso. O alvo inicial de terapia é encontrar a verdadeira e corretacausa do que está levando àquela modificação na fala. Importante procurar saber “quanto” a alteração interfere na vida doindivíduo e qual o grau de percepção que o paciente tem de seuproblema
  22. 22. BIBLIOGRAFIA http://www.cefac.br/library/artigos/532b6d8decce12f268ef6d7 ALTERAÇÕES DE FALA DE ORIGEMMUSCULOESQUELÉTICA, Irene Queiroz Marchesan.Capítulo de nº 25 publicado no Livro:TRATADO EM FONOAUDIOLOGIA DA SBFa em 2004Editora: ROCA LTDA

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