SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 10
Baixar para ler offline
Relação entre VO2 máximo e
        desempenho físico
    Relación entre VO2 máximo y rendimiento físico
            Relationship between physical
              performance and VO2 max
                        Centro de Educação Física e Desportos                  Prof. Esp. Jorge Luiz dos Santos
             Laboratório de Fisiologia do Exercício e Performance Humana                    de Souza
                         Universidade Federal de Santa Maria                   Prof. Dr. Luiz Osório Cruz Portela
                                        (Brasil)
                                                                                         jorge.jotaluiz2003@gmail.com

                                                               Resumo
                 O Consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) é tido como um dos melhores índices de mensuração da aptidão
       física e saúde, todavia muitas vezes o VO2 máx não consegue explicar a diferença em termos de tempo e distância no
       desempenho de endurance. O objetivo deste estudo foi demonstrar a relação entre VO2máx e distância percorrida no
            teste de esteira em grupo de homens e mulheres com idade entre 40 a 55 anos, participantes de programa de
       atividades físicas, assim como identificar neste grupo específico, a variação de distância observada dentro de faixas de
       classificação qualitativas do VO2máx. Foram incluídos nas análises 52 sujeitos de ambos os sexos com média de idade
      47,43±5,78 anos (46,93±5,36 para mulheres, n=30 e 47,06±4,71 nos homens, n=22) VO2máx 35,04±7,49 ml.kg/min-
      1 (30,39±4,90 ml.kg/min-1 no grupo feminino e 40,60±7,13 ml.kg/min-1 nos homens) divididos em 6 grupos conforme
         as faixas de VO2máx da AHA. Os resultados foram feitos por meio de análise de regressão, correlação de Pearson e
         análise descritiva simples e demostraram que houve baixo coeficiente de determinação para os grupos masculinos e
        femininos (R2 = 0,809 e R2 = 0,35 respectivamente) e de correlação mais altos para o masculino do que o feminino
           (r=0,86 e r=0,60). Todos os aspectos discutidos reforçam o fato de que o interesse de avaliação ou necessidade
       específica de aplicação recair sobre a capacidade de endurance, deve-se usar a performance de corrida em termos de
           distância, tempo, velocidade, pois as mesmas permitem uma melhor diferenciação que o VO2máx para este fim.
                                     Unitermos: Consumo de oxigênio. Aptidão física. Teste de esforço.

                                                                Abstract
                The maximum oxygen consumption (VO2max) is considered one of the best indices for measuring physical
         fitness and health, yet often VO2max can not explain the difference in terms of time and distance on endurance
         performance. The objective of this study was to demonstrate the relationship between VO2max and the distance
      covered in a treadmill test in a group of men and women aged 40 to 55 years, participants in physical activity program,
      and identify this specific group, the observed variation of distance within ranges of qualitative classification of VO2max.
      Were included in the analysis 52 subjects of both sexes with mean age 47.43 ± 5.78 years (46.93 ± 5.36 for women, n
        = 30 and 47.06 ± 4.71 in men, n = 22) VO2max ml.kg/min-1 35.04 ± 7.49 (30.39 ± 4.90ml.kg/min-1 in the female
          group and 40.60 ± 7.13 ml.kg/min-1 in men) divided into six groups according to the AHA VO2max ranges. The
        results were made by means of regression analysis, Pearson correlation and descriptive analysis showed that there
                 were simple and low coefficient of determination for the male and female groups (R2 = 0.809and
              R2 = 0.35 respectively) and highest correlation to the male than the female (r = 0.86 and r = 0.60). All
            aspects discussed reinforce the fact that the interest of evaluating specific need or application will be placed
       on endurance capacity, you should use the running performance in terms of distance, time, speed, since they allow a
                                            better differentiation VO2max for this purpose.
                                      Keywords: Oxygen consumption. Physical fitness. Exercise test.

        EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 166, Marzo de 2012. http://www.efdeportes.com/



                                                                                                                                    1/1


                                                        Introdução

     O consumo máximo de oxigênio é referido por alguns autores como o melhor índice de aptidão
aeróbia, Lehance & Bury (2008), Burnkley e Jones (2007). Sua validade como índice de performance é
  comprovada por diferentes autores, que demonstram a existência de uma forte correlação entre o
VO2máx e o tempo ou distância de corrida, McArdle, Katch & Katch (1998); Fox et al. (1991); Weineck
                  (1991 & 1999); Powers, & Howley (2000), Withers et al (2000).

      O consumo de oxigênio também é considerado um bom índice de saúde. Para a associação
 americana de cardiologia (AHA) VO2máx de 40 ml (kg.min)-1 para homens e 32 ml (kg.min)-1 para
mulheres, na faixa de idade de 40 a 49 anos, representa uma baixa probabilidade de adquirir doenças
                                  cardiovasculares, ACSM (2003).
Estudos com atletas de alto nível demonstram que o VO 2máx não discrimina suficientemente o
desempenho de endurance em grupos homogêneos, Denadai et al. (2004). Embora os valores atuais
de VO2máx sejam os mesmos de 10 anos atrás, se observa um aumento significativo no desempenho
 de endurance dos corredores. Devido a isso, outras variáveis fisiológicas são buscadas para melhor
expressar o desempenho de corrida, o limiar anaeróbico é uma das mais conhecidas McArdle, Katch &
Katch (1998); Fox et al. (1991); Weineck (1991 & 1999); Powers, & Howley (2000); Almeida & Araújo
                                    (2003); Silva e Santos (2004).

    Outra tendência na busca de uma melhor explicação para o desempenho é procurar melhorar a
maneira como se apresenta um mesmo índice, ou variável, tentando deixa-la o mais universal. Como
  exemplo temos o estudo de Ingjer (2007), que buscou demonstrar através de 51 competidores de
 esqui modalidade cross crountry, ambos os sexos, que o consumo máximo de oxigênio em ml.min -
1
 .kg-1 não refletia as diferenças de desempenho tão bem quanto se utilizasse o VO 2máx em ml.min.-
            1
             kg -1 2/3, apresentando assim uma nova maneira de utilização desta variável.

   Outro trabalho onde o VO2máx expresso em ml.min-1.kg-1 não foi considerado um bom preditor de
desempenho foi o a pesquisa de Petterssen et al (2001) com crianças e adolescentes de ambos sexos
  entre 8 e 17 anos, porém neste não há indicações de uma nova maneira de relativizar o VO 2máx.

    A medida de consumo máximo de oxigênio é amplamente usada para classificar o desempenho de
    endurance de atletas e para prescrever treinamento. Pesquisas e artigos de revistas científicas
  nacionais e internacionais utilizam-se desta variável a finalidade de compor grupos similares, como
por exemplo, na demonstração da igualdade de desempenho entre grupo de controle e experimental,
  como no estudo de Sargent et al (2002) onde não foi encontrada diferença entre sujeitos de ambos
     os sexos portadores da síndrome e de fadiga crônica e grupo controle. Diferentes decisões e
interpretações sobre efeitos de treinamento, mecanismos de regulação se baseiam no resultado igual,
       superior, ou inferior do consumo máximo de oxigênio obtido para os grupos investigados.

   Vários autores, Lehance & Bury, (2008), Burnkley e Jones (2007), Midgley et al (2007), Astrand et
      al (2006), explicitam a dimensão em que o VO2máx explica a performance de endurance e
 apresentam altos coeficientes de correlação para a relação com o tempo, velocidade, e distância de
 corrida. Apesar dos bons resultados de correlações, tem-se um percentual de casos que não podem
    ser explicado pela relação específica em apreço e a variação dos dados é pouco demonstrada.

          Para finalidades práticas de treinamento é importante saber a dimensão de variação da
   performance de endurance esperada para uma mesma faixa ou valor de consumo de oxigênio. O
 interesse desta investigação é demonstrar a relação entre VO 2máx e distância percorrida no teste de
 esteira em grupo de homens e mulheres, na idade entre 40 a 55 anos, participantes de programa de
 atividades físicas, assim como, pretende-se identificar neste grupo específico, a variação de distância
    observada dentro de faixas de classificação qualitativas do VO 2máx. Isso deve ser feito, pois as
características do grupo influência o resultado de desempenho e os protocolos de coleta de dados não
                                podem reivindicar adequações universais.

                                            Metodologia

      Os dados deste estudo foram obtidos no banco de dados do projeto Prevencárdio do HUSM-
    CEFD/UFSM. Foram incluídos nas análises 52 sujeitos de ambos os sexos com média de idade
   47,43±5,78 anos (46,93±5,36 para mulheres, n=30 e 47,06±4,71 nos homens, n=22) VO 2máx
35,04±7,49 ml.kg-1.min-1 (30,39±4,90 ml.kg-1min-1 no grupo feminino e 40,60±7,13 ml.kg-1.min-1 nos
homens). O teste ergoespirométrico foi realizado no analisador de gases VMax 229 da Sensormedics
                   com o auxílio de uma esteira rolante marca Imbramed 1020.

      O protocolo utilizado para coleta de dados foi o protocolo de Mader onde há um aumento da
velocidade de esteira de 1,8 km/h a cada estágio de 5 minutos com inclinação constante de 1 grau na
   esteira. Todos avaliados começaram na velocidade de 5,4 km/hr sendo os batimentos cardíacos
   monitorados minuto a minuto com auxilio do freqüêncímetro Polar juntamente com avaliação da
    sensação subjetiva de esforço no fim de cada estágio até a exaustão máxima voluntária. Após
           recuperação caminhando a 5 km/h por 3 minutos e mais 2 minutos em repouso.

   Após os testes os sujeitos foram separados em 6 grupos conforme sua faixa de consumo máximo
   de oxigênio segundo a AHA (20,1 a 25, 25,1 a 30, 30,1 a 35, 35,1 a 40, 40,1 a 45 e 45,1 a 50
                                  ml.kg/min-1) para fins de análises.

  Análise Estatística: foram realizadas equações de regressão para verificar o índice de determinação
   entre o VO2máx e a distância para cada indivíduo e com a média a cada faixa de VO 2máx, foi
                               verificada a correlação entre as variáveis.

                                     Resultados & discussões

   Este estudo verificou a relação entre VO2máx e a distância percorrida para o grupo específico de
 homens e mulheres destreinados envolvidos neste estudo, idade entre 46,93±5,36 nas mulheres e
                                  47,06±4,71 nos grupo masculino.




                             Gráfico 1. Regressão: Distância X VO2máx (Masculino)


     O resultado da regressão entre o VO2máx e Distância para o grupo Masculino, gráfico 1 abaixo,
mostra um alto coeficiente de determinação (R2 = 0,809) indicando que em apenas 19 % dos casos a
 variação da distância percorrida não pode ser explicada pelo VO2máx. A variável e a metodologia de
 medição possibilitam diferenciação da capacidade de desempenho de corrida dos homens. No estudo
  de Abe & Col. (1998) com 39 corredores de sub-elite de meia distância (1500m, 3000m e 5000m),
idade média de 18.1 anos e VO2 máximo médio de 75.5 ml.(kg.min)-1 o VO2 máximo representou uma
                                   variação da performance de 50%.
Gráfico 2.Regressão: Distância X VO2máx (Feminino)


   No grupo feminino o coeficiente de determinação foi baixo, R2 = 0,35,gráfico 2. Isso significa que
       em 65% dos casos a distância percorrida não pode ser explicada através do VO 2máx.

     Este resultado demonstra no grupo feminino, que outros fatores influenciam e interferem na
  relação, como exemplo as relacionadas ao nível de treinamento, idade, etc... Podem-se sugerir
   questões relacionadas ao nível de treinamento idade, massa corporal, etc. Fatores relativos a
metodologia de medição, por exemplo o tipo de protocolo utilizado, podem ser os responsáveis pelo
coeficiente encontrado. No grupo das mulheres o VO2máx não permite diferenciar adequadamente,
                       não é um bom indicador do desempenho de corrida.

           A analise de correlação encontrou os coeficientes apresentados nas tabelas 1 e 2.

                              Tabela 1. Correlação de Pearson para grupo feminino




   Ao considerar os dados de todos os indivíduos, os coeficientes de correlação foram mais altos no
  grupo masculino que no feminino. Mesmo assim encontrou-se no grupo feminino r = 0,60 entre
  VO2máx com o tempo (p<0,0001) e a distância (p<0,001). A correlação é moderada e o nível de
confiança alto, demonstrando o grau em que o VO2máx possibilita a diferenciação da performance de
  corrida das mulheres. Se a correlação for usada como referência, o VO 2máx se apresenta melhor
                  como variável de endurance do que visto na regressão, gráfico 2.

  A investigação de Wiswell et al (2000), com corredores máster de ambos os sexos acompanhados
 por um período de 5 anos, aponta o VO2máx como índice mais significativo para representação da
                         performance de corrida de homens e mulheres.
O consumo de oxigênio obtido neste estudo, no grupo masculino, apresentou uma forte correlação
    com o tempo e a distância, indicando que a variável permite a diferenciação da capacidade de
  endurance, McArdle, Katch & Katch (1998); Fox et al. (1991); Weineck (1991 & 1999); Powers, &
                                Howley (2000), Withers et al (2000).

   Com base na análise correlativa e no coeficiente de determinação do grupo masculino investigado,
 verifica-se que o VO2máx explica em 75% o comportamento da velocidade e 85% o da distância. A
              probabilidade de erro é muito baixa, conforme demonstram os valores de p.

                              Tabela 2. Correlação de Pearson para grupo Masculino




          Hagberg & Coyle (1983), encontraram uma correlação ainda mais alta (r=0,89) para o
 desempenho de 8 praticantes de marcha atlética, porém esta correlação diz respeito ao VO 2máx e o
limiar de lactato juntos. Quando analisado o VO2máx e o desempenho na modalidade esta correlação
   foi de apenas r= 0,62. Fawkner et al. (2002) encontraram apenas em adultos do sexo masculino
    correlação significativa entre o tempo e o VO2máx (p<0,05). Apesar de ter sido investigado em
grupos diferentes, os dados dos autores anteriormente citados, não são muito distantes e corroboram
                                  os resultados da presente investigação.

    A relação do VO2máx com a distância ou tempo de corrida, foi expressa por faixas do VO2máx a
     fim de melhor verificar, para o grupo de estudo, a variação de distância encontrada para 5
ml(kg.min)-1 de VO2. A equação de regressão para esta forma de análise se encontram nos gráficos 3
                                                 e 4.




                       Gráfico 3. Regressão entre médias de VO2máx e Distância (Feminino)


  Ao analisar a regressão entre as médias de VO2máx e de distâncias nos correspondentes intervalos
  de VO2máx, observa-se que os pontos encontram-se muito próximos da reta demonstrando uma
melhor relação do que a apresentada no gráfico 2. O coeficiente de determinação é alto,
 demonstrando que o VO2máx pode explicar em 90% dos casos da variação da distância de corrida.
   Por esta forma de análise ou expressão corrobora-se a validade do VO2máx para predição ou
                    diferenciação da capacidade de endurance das mulheres.




                       Gráfico 4. Regressão entre médias de VO2máx e Distância (Masculino)


    Como nos casos anteriores (gráfico 1), a regressão para o grupo masculino foi melhor, que a do
  feminino. O coeficiente de determinação na regressão com o uso das médias mostra uma relação
    mais forte que a do gráfico 1, o que indica uma maior capacidade de explicação da relação. Ao
                      mesmo tempo o gráfico suprime a percepção da variação

   Sob o ponto de vista da prática é importante visualizar a variação de distância observada entre os
 diferentes valores ou faixas de VO2máx. Estes resultados encontram-se nos dados de regressão ou
correlação que fazem uso dos resultados individuais, porém não são bem percebidos ou apresentados
                            na equação de regressão com uso das médias.

  Conforme pode ser visto nos gráfico 1 e 2 há uma considerável variação na distância de corrida nos
 homens e mulheres para faixas de VO2máx com valores bem próximos. Da mesma forma se verifica
  que em uma distância de corrida bem próxima, por exemplo, entre 1800 a 1900m encontram-se
mulheres com VO2máx variando entre 22 a 37 ml (kg.min)-1. Aproximadamente 500m de diferença foi
encontrado neste grupo para VO2máx de 36 ml(kg.min)-1. Com 38,1 e 38,4 ml(kg.min)-1 observam-se
    dois pontos com diferença de distância de 917,5m. No grupo masculino onde o coeficiente de
   determinação foi 0,81 a diferença na distância de corrida foi menor, porém, por exemplo, entre
VO2máx de 41,8 e 42,5 ml(kg.min)-1, encontrou-se casos onde a diferença de distância foi de 1800m.

   As tabelas 3 e 4 permitem visualizar a variação da distância entre as faixas de VO 2máx, utilizadas
         para obtenção das médias expressas na regressão apresentada nos gráficos 3 e 4.
Tabela 3. Faixas e médias de VO2máximo e distância do grupo Feminino




 Conforme pode ser visto nas tabelas, através dos valores mínimo e máximo, a variação de distância
 pode ser considerável em cada faixa de VO2máx, apesar da variação de VO2máx ser pequena. O
mesmo ocorre com a velocidade. Por exemplo, na faixa de VO2máx 35,1 a 40 ml.kgmin-1 a variação
             de velocidade encontrada ficou entre 9 e 12,6 km/h em ambos grupos.

                      Tabela 4. Faixas e médias de VO2máximo e distância do grupo Masculino




   Os grupos estudados apresentam uma baixa correlação entre o VO 2máximo e distância quando a
                  análise ocorre dentro dos intervalos de VO2máx estabelecidos.

      Na literatura o resultado da discussão sobre o melhor índice para expressar esta capacidade
    encontra-se em aberto, com o uso de variáveis e maneiras diversas de expressa-las. Tem-se a
     expressão pelo valor máximo, submáximo, percentual do máximo, sem que a dificuldade da
diferenciação da endurance permanece seja superada, Burnkley e Jones (2007), Astrand et al (2006),
                                         Jones e Cater (2000).
Os resultados desta investigação, apontam para casos com grande variação da distância de corrida
dentro de variações mínimas de VO2máx e também para uma variação de 10 ml (kg.min)-1 no VO2 na
 mesma distância de corrida. Apesar da maior variação da distância de corrida ter ocorrido dentro do
 grupo feminino, ela também é grande no grupo masculino. Analisando o VO 2máx em 12 remadoras
   com média de idade 21,3±3,6 anos, Riechman et al (2002) através da regressão de Stewise nos
  2000m com um r2=0,96, erro padrão=2,89, indicou que apenas 12,1% da variância era explicado
    pelo VO2máx. Tais diferenças de performance são muito grandes sob o ponto de vista dos pré-
                  requisitos de desempenho físico e o VO2máx não pode explica-las.

     Sob o ponto de vista da capacidade de corrida, a muitos fatores interagem e fazem com que a
 performance se diferencie. A eficiência de corrida, já vem recebendo destaque há muitos anos como
variável interveniente. As diferenças de eficiência de movimentos podem viabilizar a corrida em menor
 percentual do VO2máx e a economia decorrente do gasto energético possibilita o aumento do tempo
             de atividade, da mesma forma a massa corporal, Bassett Jr. & Howley (2000).

   A maior parte das pessoas deste estudo não era treinada e possuíam diferentes níveis psicológicos
de resistência ao desconforto de corrida. Esse é mais um dos fatores que interferem e que não podem
   não se manifestar através do VO2máx. Conforme conteúdo dos livros de fisiologia do exercício, a
 divisão do consumo de oxigênio pela massa corporal seria suficiente para possibilitar a comparação
       entre diferentes indivíduos e sexos. Os desempenhos de endurance e os poucos aspectos
   mencionados anteriormente demonstram que isso não é correto sob o ponto de vista da prática
 esportiva com endurance. Os resultados desta investigação confirmam os conhecimentos da prática
       para a análise isolada nos grupos ou na consideração intergrupal (masculino e feminino).

                                            Conclusão

    Todos os aspectos anteriormente discutidos reforçam o fato de que o interesse de avaliação ou
     necessidade específica de aplicação recair sobre a capacidade de endurance, deve-se usar a
 performance de corrida em termos de distância, tempo, velocidade, pois as mesmas permitem uma
                          melhor diferenciação que o VO2máx para este fim.

     Há a necessidade de revisar os procedimentos para as testagens dos grupos femininos. Não se
   pode esperar que a medida de consumo máximo de oxigênio isoladamente seja suficiente para
  fornecer uma boa percepção da capacidade de desempenho em endurance. Se for importante a
 diferenciação desta capacidade por finalidade investigativa ou prática, sugere-se também o uso da
                                   distância ou tempo de corrida.

  As tabelas da AHA, Saúde em Movimento (2008) que classificam qualitativamente o desempenham
  e utilizam uma variação de 6 ml(kg.min)-1 no VO2máx entre as diferentes classes. Isso tem como
 conseqüência uma grande variação de desempenho dentro de um mesmo valor isolado ou faixa de
consumo de oxigênio e é deficiente pois não diferencia suficientemente o desempenho de endurance.
Referências bibliográficas

      Abe, D. Et Al. Assessment of middle-distance running performance in sub-elite young
       runners using energy cost of running. European Journal of Applied Physiolgy, N° 77,
                                           p. 320-325, 1998.
   Almeida, M.B. & Araújo, C.G.S. Efeitos do treinamento aeróbico sobre a freqüência
        cardíaca. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 9, n. 2, p. 104-112, mar/abr.
                                                 2003.
  American College of Sports Medicine, Diretrizes do ACSM para os testes de esforco e
                      sua prescrição, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2003.
      Astrand, P.O; Rodahl, K.; Dahl, H.A.. & Stromme, S.B. Tratado de Fisiologia do
               Trabalho: Bases Fisiológicas do Exercício, Artmed, Porto Alegre, 2006.
    Bassett Jr., D.R. & Howley, E.T. Limiting factors for maximum oxygen uptake and
      determinants of endurance performance. Medicine & Science in Sports & Exercise, N°:
                                      1, V: 32, p.: 70–84, 2000.
       Burnkley, M. & Jones, A.M. Oxygen uptake kinetics as a determinant of sports
           performance. European Journal of Sport Science, V: 7, N° 2, P: 63 – 79, 2007.
       Denadai, B.S.; Ortiz, M.J. & Mello, M. T. Índices Fisiológicos Associados com a
             Performance Aeróbia em Corredores de Endurance: Efeitos da Duração da
             Prova. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 10, n. 5, set/out 2004.
  Fawkner, S.G. et al. Oxygen uptake kinetics in children and adults after the onset of
         moderate intensity exercise. Journal of Sports Sciences. N°: 4, V: 20, p.: 319-326,
                                                 2002.
      Fox, E.L.; Bowers, R.W. & Foss, M.L. Bases fisiológicas da educação física e dos
            desportos. Editora Guanabara Koogan, 4° edição, Rio de Janeiro – RJ 1991.
  Hagberg, J.M. & Coyle, E.F. Physiological determinants of endurance performance as
      studied in competitive racewalkers. Journal of Medicine Science and Sports. N°: 15, V:
                                         4, p.: 287-289, 1983.
   Ingjer, F. Maxim oxygen uptake as a predictor of performance ability in women and
        men elite cross-coutry skiers. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports.
                                     N°: 1, V: 1, P: 25-30, 2007.
    Jones, A.M, Carter, H. The Effect of Endurance Training On Parameters Of Aerobic
                   Fitness. Journal of Sports Medicine, N°: 29, P: 373–386, 2000.
    Lehance, C. & Bury, T. Testing Aerobic Power. Revue Medicale de Liege. 63 (7-8).
                                        500-3. Jul-Aug. 2008.
 Mac Ardle, W. D.; Katch, F.I. & Katch, V.L. Fisiologia do Exercício: energia, nutrição e
         desempenho humano. Editora Guanabara Koogan, 4° edição, Rio de Janeiro – RJ
                                                 1998.
 Midgley, A.W.; McNaughton, L.R. & Jones, A. M. Training to enhance the physiological
        determinants of long-distance running performance: can valid recommendations be
          given to runners and coaches based on current scientific knowledge? Journal Of
                              Sports Medicine.; V: 37 (11):1000, 2007.
     Petterssen, S.A. et al. The correlations between peak oxygen uptake and running
         performance in children and adolescents. Aspects of different units. Scandinavian
              Journal of Medicine & Science in Sports. N°: 11, V: 4, p: 223-228, 2001.
          Powers, S.K. & Howley, E.T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao
        Condicionamento e ao Desempenho. Editora Manole, 3° Edição; Barueri, SP; 2000.
      Riecheman, S.E. et al. Prediction of 2000m indoor rowing performance using a 30s
                   sprint and maximal oxygen uptake. Journal of Sports Sciences, N°: 9, V: 20, P.: 681-
                                                          687, 2002.
                   Sargent, C. et al. Maximal oxygen Uptake and metabolism are normal in chronic
                    fatigue syndrome. Medicine Science Sports & Exercise. N° 34, V: 1, p: 51-56, 2002.
                 Saúde em Movimento, Tabelas de referência: Tabelas de consumo de oxigênio – AHA.
                Disponível em: http://www.saudeemmovimento.com.br, Acesso em: 10/09/2008.
            Silva, P. & Santos, P. Uma revisão sobre alguns parâmetros de avaliação metabólica –
               ergometria, VO2máx, limiar anaeróbio e lactato. Artigo de revisão. EFDeportes.com,
                                 Revista Digital, Buenos Aires, año 10 n. 78, nov.
                               2004. http://www.efdeportes.com/efd78/limiar.htm
                   Weineck, J. Biologia do Esporte. Editora Manole, São Paulo, SP; 1991.
              Weineck, J. Treinamento Ideal. Editora Manole, 9° edição, São Paulo, SP; 1999.
                 Wiswell, R.A. et al. Maximal aerobic power, lactate threshold, and running
               performance in master athletes. Medicine & Science in Sports & Exercise. N°: 6, V:
                                              32, P.: 1165-1170, 2000.
               Withers, R., Gore, C., Gass, G. & Hahn, A. Determination of maximal oxygen
              consumption (VO2 max) or maximal aerobic power. In: C. J. Gore. Physiological tests
                                 for elite athletes. Human Kinetics, Sidney. 2000.

Acesso: 20/03/2012

Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd166/vo2-maximo-e-desempenho-fisico.htm

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

conceito fisiologia do exercício aplicado a clinica
 conceito fisiologia do exercício aplicado a clinica conceito fisiologia do exercício aplicado a clinica
conceito fisiologia do exercício aplicado a clinicaBruno Mendes
 
Metodologia da musculação teste de força
Metodologia da musculação   teste de forçaMetodologia da musculação   teste de força
Metodologia da musculação teste de forçawashington carlos vieira
 
Avaliação indireta do vo2 max
Avaliação indireta do vo2 maxAvaliação indireta do vo2 max
Avaliação indireta do vo2 maxClaudio Pereira
 
instrumentos e técnicas na antropometria - ok!
instrumentos e técnicas na antropometria - ok!instrumentos e técnicas na antropometria - ok!
instrumentos e técnicas na antropometria - ok!Amarildo César
 
Medidas e avaliação fisica
Medidas e avaliação fisicaMedidas e avaliação fisica
Medidas e avaliação fisicaMilena Silva
 
Medidas e Avaliação - Velocidade e Agilidade
Medidas e Avaliação - Velocidade e AgilidadeMedidas e Avaliação - Velocidade e Agilidade
Medidas e Avaliação - Velocidade e Agilidademarcelosilveirazero1
 
Avaliação da resistência lática
Avaliação da resistência láticaAvaliação da resistência lática
Avaliação da resistência láticaPaulo Pinheiro
 
Parte I - Avaliacao
Parte I - Avaliacao Parte I - Avaliacao
Parte I - Avaliacao esaber edu
 
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...José Alexandre Pires de Almeida
 
Preparação física lutas-intermitencia-aerobio-bacharelado
Preparação física lutas-intermitencia-aerobio-bachareladoPreparação física lutas-intermitencia-aerobio-bacharelado
Preparação física lutas-intermitencia-aerobio-bachareladofabricioboscolo
 
Treinamento esportivo i
Treinamento esportivo iTreinamento esportivo i
Treinamento esportivo iMarcus Prof
 
Potência aeróbico
Potência aeróbicoPotência aeróbico
Potência aeróbicoJorginho2000
 
Gestão em UAN hospitalar
Gestão em UAN hospitalarGestão em UAN hospitalar
Gestão em UAN hospitalarLaís Almeida
 
Medidas e avaliação em Educação Física.pptx
Medidas e avaliação em Educação Física.pptxMedidas e avaliação em Educação Física.pptx
Medidas e avaliação em Educação Física.pptxRicardoJaco1
 

Mais procurados (20)

conceito fisiologia do exercício aplicado a clinica
 conceito fisiologia do exercício aplicado a clinica conceito fisiologia do exercício aplicado a clinica
conceito fisiologia do exercício aplicado a clinica
 
Medidas e avaliação
Medidas e avaliaçãoMedidas e avaliação
Medidas e avaliação
 
Metodologia da musculação teste de força
Metodologia da musculação   teste de forçaMetodologia da musculação   teste de força
Metodologia da musculação teste de força
 
Avaliação indireta do vo2 max
Avaliação indireta do vo2 maxAvaliação indireta do vo2 max
Avaliação indireta do vo2 max
 
instrumentos e técnicas na antropometria - ok!
instrumentos e técnicas na antropometria - ok!instrumentos e técnicas na antropometria - ok!
instrumentos e técnicas na antropometria - ok!
 
Testes anaerobios
Testes anaerobiosTestes anaerobios
Testes anaerobios
 
Medidas e avaliação fisica
Medidas e avaliação fisicaMedidas e avaliação fisica
Medidas e avaliação fisica
 
Avaliação física
Avaliação físicaAvaliação física
Avaliação física
 
Medidas e Avaliação - Velocidade e Agilidade
Medidas e Avaliação - Velocidade e AgilidadeMedidas e Avaliação - Velocidade e Agilidade
Medidas e Avaliação - Velocidade e Agilidade
 
Bioimpedância
BioimpedânciaBioimpedância
Bioimpedância
 
Metabolismo e exercicio
Metabolismo e exercicioMetabolismo e exercicio
Metabolismo e exercicio
 
Avaliação da resistência lática
Avaliação da resistência láticaAvaliação da resistência lática
Avaliação da resistência lática
 
Potencia anaerobia
Potencia anaerobiaPotencia anaerobia
Potencia anaerobia
 
Parte I - Avaliacao
Parte I - Avaliacao Parte I - Avaliacao
Parte I - Avaliacao
 
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a Fisioterapia (josé alex...
 
Preparação física lutas-intermitencia-aerobio-bacharelado
Preparação física lutas-intermitencia-aerobio-bachareladoPreparação física lutas-intermitencia-aerobio-bacharelado
Preparação física lutas-intermitencia-aerobio-bacharelado
 
Treinamento esportivo i
Treinamento esportivo iTreinamento esportivo i
Treinamento esportivo i
 
Potência aeróbico
Potência aeróbicoPotência aeróbico
Potência aeróbico
 
Gestão em UAN hospitalar
Gestão em UAN hospitalarGestão em UAN hospitalar
Gestão em UAN hospitalar
 
Medidas e avaliação em Educação Física.pptx
Medidas e avaliação em Educação Física.pptxMedidas e avaliação em Educação Física.pptx
Medidas e avaliação em Educação Física.pptx
 

Semelhante a Relação entre vo2 máximo e desempenho físico

A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...
A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...
A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...Edivaldo Santos Lima
 
2011 souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...
2011   souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...2011   souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...
2011 souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...Douglas Seijum Kohatsu
 
Exercício aeróbio revisão 2009
Exercício aeróbio   revisão 2009Exercício aeróbio   revisão 2009
Exercício aeróbio revisão 2009juuliacarolina
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...Fernando Farias
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curta...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento  na realização de corridas curta...Metanálise dos efeitos agudos do alongamento  na realização de corridas curta...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curta...Fernando Farias
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento
Metanálise dos efeitos agudos do alongamentoMetanálise dos efeitos agudos do alongamento
Metanálise dos efeitos agudos do alongamentoFernando Farias
 
Col influencia anaerobica
Col influencia anaerobicaCol influencia anaerobica
Col influencia anaerobicaBiker Minas
 
Col influencia anaerobica
Col influencia anaerobicaCol influencia anaerobica
Col influencia anaerobicaBiker Minas
 
Artigos mais saude escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos por
Artigos mais saude   escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos porArtigos mais saude   escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos por
Artigos mais saude escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos porgvirtual
 
Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos
Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos
Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos Gilmar Roberto Batista
 
Ponto ótimo cardiorespiratório
Ponto ótimo cardiorespiratórioPonto ótimo cardiorespiratório
Ponto ótimo cardiorespiratórioPajolin
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...Fernando Farias
 
ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesões
ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesõesALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesões
ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesõesFernando Farias
 
Dissertação jonas-de-almeida-neves
Dissertação jonas-de-almeida-nevesDissertação jonas-de-almeida-neves
Dissertação jonas-de-almeida-nevesJustiniano Alves
 
Efeito agudo do alongamento estático nos antagonistas sobre o teste de repet...
Efeito agudo do alongamento estático nos  antagonistas sobre o teste de repet...Efeito agudo do alongamento estático nos  antagonistas sobre o teste de repet...
Efeito agudo do alongamento estático nos antagonistas sobre o teste de repet...Fernando Farias
 
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoesAlongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoesAlexandra Nurhan
 
Alongamento e prev lesoes
Alongamento e prev lesoesAlongamento e prev lesoes
Alongamento e prev lesoesjuuliacarolina
 
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoesAlongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoesAlexandra Nurhan
 

Semelhante a Relação entre vo2 máximo e desempenho físico (20)

Relação Entre VO2 máximo & Desempenho em TEM
Relação Entre VO2 máximo & Desempenho em TEMRelação Entre VO2 máximo & Desempenho em TEM
Relação Entre VO2 máximo & Desempenho em TEM
 
A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...
A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...
A influência do treinamento de força para a melhoria do vo2 máximo dos corred...
 
2011 souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...
2011   souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...2011   souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...
2011 souza et al - variáveis fisiológicas e neuromusculares associadas com ...
 
Exercício aeróbio revisão 2009
Exercício aeróbio   revisão 2009Exercício aeróbio   revisão 2009
Exercício aeróbio revisão 2009
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curta...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento  na realização de corridas curta...Metanálise dos efeitos agudos do alongamento  na realização de corridas curta...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curta...
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento
Metanálise dos efeitos agudos do alongamentoMetanálise dos efeitos agudos do alongamento
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento
 
Col influencia anaerobica
Col influencia anaerobicaCol influencia anaerobica
Col influencia anaerobica
 
Col influencia anaerobica
Col influencia anaerobicaCol influencia anaerobica
Col influencia anaerobica
 
Artigos mais saude escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos por
Artigos mais saude   escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos porArtigos mais saude   escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos por
Artigos mais saude escala de vo2pico em adolescentes obesos e não-obesos por
 
12
1212
12
 
Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos
Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos
Treinamento aeróbico em pacientes neurológicos
 
Ponto ótimo cardiorespiratório
Ponto ótimo cardiorespiratórioPonto ótimo cardiorespiratório
Ponto ótimo cardiorespiratório
 
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
Metanálise dos efeitos agudos do alongamento na realização de corridas curtas...
 
ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesões
ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesõesALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesões
ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações na performance e na prevenção de lesões
 
Dissertação jonas-de-almeida-neves
Dissertação jonas-de-almeida-nevesDissertação jonas-de-almeida-neves
Dissertação jonas-de-almeida-neves
 
Efeito agudo do alongamento estático nos antagonistas sobre o teste de repet...
Efeito agudo do alongamento estático nos  antagonistas sobre o teste de repet...Efeito agudo do alongamento estático nos  antagonistas sobre o teste de repet...
Efeito agudo do alongamento estático nos antagonistas sobre o teste de repet...
 
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoesAlongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
 
Alongamento e prev lesoes
Alongamento e prev lesoesAlongamento e prev lesoes
Alongamento e prev lesoes
 
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoesAlongamento muscular   suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
Alongamento muscular suas implicacoes na performance e na prevencao de lesoes
 

Mais de jorge luiz dos santos de souza

EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS
EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS
EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS jorge luiz dos santos de souza
 
Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...
Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...
Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...jorge luiz dos santos de souza
 
MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...
MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...
MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...jorge luiz dos santos de souza
 
REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...
REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...
REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...jorge luiz dos santos de souza
 
PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...
PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...
PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...jorge luiz dos santos de souza
 
INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...
INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...
INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...jorge luiz dos santos de souza
 
EDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
EDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SULEDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
EDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SULjorge luiz dos santos de souza
 
COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...
COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...
COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...jorge luiz dos santos de souza
 
Bem estar e qualidade de vida para profissionais da saúde
Bem estar e qualidade de vida para profissionais da saúdeBem estar e qualidade de vida para profissionais da saúde
Bem estar e qualidade de vida para profissionais da saúdejorge luiz dos santos de souza
 

Mais de jorge luiz dos santos de souza (20)

Comunicação Não Violenta e Escuta Qualificada
Comunicação Não Violenta e Escuta QualificadaComunicação Não Violenta e Escuta Qualificada
Comunicação Não Violenta e Escuta Qualificada
 
NAAF Campus Vacaria
NAAF Campus VacariaNAAF Campus Vacaria
NAAF Campus Vacaria
 
Projeto Escuta!
Projeto Escuta!Projeto Escuta!
Projeto Escuta!
 
Princípios da Administração Pública
Princípios da Administração PúblicaPrincípios da Administração Pública
Princípios da Administração Pública
 
Comunicação Não Violenta
Comunicação Não ViolentaComunicação Não Violenta
Comunicação Não Violenta
 
Outubro rosa e novembro azul 2018
Outubro rosa e novembro azul 2018Outubro rosa e novembro azul 2018
Outubro rosa e novembro azul 2018
 
Cuidado de Si & Saúde Neurofisiológica
Cuidado de Si & Saúde NeurofisiológicaCuidado de Si & Saúde Neurofisiológica
Cuidado de Si & Saúde Neurofisiológica
 
EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS
EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS
EDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS E OS DIREITOS HUMANOS
 
Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...
Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...
Relato de Experiência: Apresentação de Palestra no Curso de Introdução à Vida...
 
MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...
MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...
MÉDICOS DÁ ARTE: BLOG COMO FERRAMENTA DE DIVULGAÇÃO E PROMOTOR DOS PROCESSOS ...
 
REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...
REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...
REIKI NO CAMPUS: UMA EXPERIENCIA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES NO CURSO DE MEDI...
 
PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...
PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...
PROJETO ATITUDES QUE SALVAM VIDAS NA VISÃO DE SEUS INTEGRANTES: RELATOS BASEA...
 
INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...
INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...
INTRODUÇÃO À VIDA ACADÊMICA: APRESENTANDO A UNIVERSIDADE E SUAS POSSIBILIDADE...
 
EDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
EDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SULEDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
EDUCAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
 
COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...
COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...
COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO RIO GRANDE DO SUL: HISTÓRIA, CULTURA, SABERES E PR...
 
Bem estar e qualidade de vida para profissionais da saúde
Bem estar e qualidade de vida para profissionais da saúdeBem estar e qualidade de vida para profissionais da saúde
Bem estar e qualidade de vida para profissionais da saúde
 
Perímetros corporais trabalho cds-ufsc
Perímetros corporais trabalho cds-ufscPerímetros corporais trabalho cds-ufsc
Perímetros corporais trabalho cds-ufsc
 
Educação Física Especial
Educação Física EspecialEducação Física Especial
Educação Física Especial
 
O Nado golfinho
O Nado golfinhoO Nado golfinho
O Nado golfinho
 
Relatório de estágio profissionalizante ufsm 2003
Relatório de estágio profissionalizante ufsm 2003Relatório de estágio profissionalizante ufsm 2003
Relatório de estágio profissionalizante ufsm 2003
 

Último

Uso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia Hiperbárica
Uso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia HiperbáricaUso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia Hiperbárica
Uso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia HiperbáricaFrente da Saúde
 
APRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptx
APRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptxAPRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptx
APRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptxSESMTPLDF
 
Terapia Celular: Legislação, Evidências e Aplicabilidades
Terapia Celular: Legislação, Evidências e AplicabilidadesTerapia Celular: Legislação, Evidências e Aplicabilidades
Terapia Celular: Legislação, Evidências e AplicabilidadesFrente da Saúde
 
aula entrevista avaliação exame do paciente.ppt
aula entrevista avaliação exame do paciente.pptaula entrevista avaliação exame do paciente.ppt
aula entrevista avaliação exame do paciente.pptDaiana Moreira
 
cuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptx
cuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptxcuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptx
cuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptxMarcosRicardoLeite
 
88888888888888888888888888888663342.pptx
88888888888888888888888888888663342.pptx88888888888888888888888888888663342.pptx
88888888888888888888888888888663342.pptxLEANDROSPANHOL1
 
Saúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudável
Saúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudávelSaúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudável
Saúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudávelVernica931312
 
Manual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdf
Manual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdfManual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdf
Manual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdfFidelManuel1
 
Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...
Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...
Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...DL assessoria 31
 

Último (9)

Uso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia Hiperbárica
Uso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia HiperbáricaUso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia Hiperbárica
Uso de Células-Tronco Mesenquimais e Oxigenoterapia Hiperbárica
 
APRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptx
APRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptxAPRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptx
APRESENTAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS 2023.pptx
 
Terapia Celular: Legislação, Evidências e Aplicabilidades
Terapia Celular: Legislação, Evidências e AplicabilidadesTerapia Celular: Legislação, Evidências e Aplicabilidades
Terapia Celular: Legislação, Evidências e Aplicabilidades
 
aula entrevista avaliação exame do paciente.ppt
aula entrevista avaliação exame do paciente.pptaula entrevista avaliação exame do paciente.ppt
aula entrevista avaliação exame do paciente.ppt
 
cuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptx
cuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptxcuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptx
cuidados ao recem nascido ENFERMAGEM .pptx
 
88888888888888888888888888888663342.pptx
88888888888888888888888888888663342.pptx88888888888888888888888888888663342.pptx
88888888888888888888888888888663342.pptx
 
Saúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudável
Saúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudávelSaúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudável
Saúde Intestinal - 5 práticas possíveis para manter-se saudável
 
Manual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdf
Manual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdfManual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdf
Manual-de-protocolos-de-tomografia-computadorizada (1).pdf
 
Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...
Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...
Em um local de crime com óbito muitas perguntas devem ser respondidas. Quem é...
 

Relação entre vo2 máximo e desempenho físico

  • 1. Relação entre VO2 máximo e desempenho físico Relación entre VO2 máximo y rendimiento físico Relationship between physical performance and VO2 max Centro de Educação Física e Desportos Prof. Esp. Jorge Luiz dos Santos Laboratório de Fisiologia do Exercício e Performance Humana de Souza Universidade Federal de Santa Maria Prof. Dr. Luiz Osório Cruz Portela (Brasil) jorge.jotaluiz2003@gmail.com Resumo O Consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) é tido como um dos melhores índices de mensuração da aptidão física e saúde, todavia muitas vezes o VO2 máx não consegue explicar a diferença em termos de tempo e distância no desempenho de endurance. O objetivo deste estudo foi demonstrar a relação entre VO2máx e distância percorrida no teste de esteira em grupo de homens e mulheres com idade entre 40 a 55 anos, participantes de programa de atividades físicas, assim como identificar neste grupo específico, a variação de distância observada dentro de faixas de classificação qualitativas do VO2máx. Foram incluídos nas análises 52 sujeitos de ambos os sexos com média de idade 47,43±5,78 anos (46,93±5,36 para mulheres, n=30 e 47,06±4,71 nos homens, n=22) VO2máx 35,04±7,49 ml.kg/min- 1 (30,39±4,90 ml.kg/min-1 no grupo feminino e 40,60±7,13 ml.kg/min-1 nos homens) divididos em 6 grupos conforme as faixas de VO2máx da AHA. Os resultados foram feitos por meio de análise de regressão, correlação de Pearson e análise descritiva simples e demostraram que houve baixo coeficiente de determinação para os grupos masculinos e femininos (R2 = 0,809 e R2 = 0,35 respectivamente) e de correlação mais altos para o masculino do que o feminino (r=0,86 e r=0,60). Todos os aspectos discutidos reforçam o fato de que o interesse de avaliação ou necessidade específica de aplicação recair sobre a capacidade de endurance, deve-se usar a performance de corrida em termos de distância, tempo, velocidade, pois as mesmas permitem uma melhor diferenciação que o VO2máx para este fim. Unitermos: Consumo de oxigênio. Aptidão física. Teste de esforço. Abstract The maximum oxygen consumption (VO2max) is considered one of the best indices for measuring physical fitness and health, yet often VO2max can not explain the difference in terms of time and distance on endurance performance. The objective of this study was to demonstrate the relationship between VO2max and the distance covered in a treadmill test in a group of men and women aged 40 to 55 years, participants in physical activity program, and identify this specific group, the observed variation of distance within ranges of qualitative classification of VO2max. Were included in the analysis 52 subjects of both sexes with mean age 47.43 ± 5.78 years (46.93 ± 5.36 for women, n = 30 and 47.06 ± 4.71 in men, n = 22) VO2max ml.kg/min-1 35.04 ± 7.49 (30.39 ± 4.90ml.kg/min-1 in the female group and 40.60 ± 7.13 ml.kg/min-1 in men) divided into six groups according to the AHA VO2max ranges. The results were made by means of regression analysis, Pearson correlation and descriptive analysis showed that there were simple and low coefficient of determination for the male and female groups (R2 = 0.809and R2 = 0.35 respectively) and highest correlation to the male than the female (r = 0.86 and r = 0.60). All aspects discussed reinforce the fact that the interest of evaluating specific need or application will be placed on endurance capacity, you should use the running performance in terms of distance, time, speed, since they allow a better differentiation VO2max for this purpose. Keywords: Oxygen consumption. Physical fitness. Exercise test. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 166, Marzo de 2012. http://www.efdeportes.com/ 1/1 Introdução O consumo máximo de oxigênio é referido por alguns autores como o melhor índice de aptidão aeróbia, Lehance & Bury (2008), Burnkley e Jones (2007). Sua validade como índice de performance é comprovada por diferentes autores, que demonstram a existência de uma forte correlação entre o VO2máx e o tempo ou distância de corrida, McArdle, Katch & Katch (1998); Fox et al. (1991); Weineck (1991 & 1999); Powers, & Howley (2000), Withers et al (2000). O consumo de oxigênio também é considerado um bom índice de saúde. Para a associação americana de cardiologia (AHA) VO2máx de 40 ml (kg.min)-1 para homens e 32 ml (kg.min)-1 para mulheres, na faixa de idade de 40 a 49 anos, representa uma baixa probabilidade de adquirir doenças cardiovasculares, ACSM (2003).
  • 2. Estudos com atletas de alto nível demonstram que o VO 2máx não discrimina suficientemente o desempenho de endurance em grupos homogêneos, Denadai et al. (2004). Embora os valores atuais de VO2máx sejam os mesmos de 10 anos atrás, se observa um aumento significativo no desempenho de endurance dos corredores. Devido a isso, outras variáveis fisiológicas são buscadas para melhor expressar o desempenho de corrida, o limiar anaeróbico é uma das mais conhecidas McArdle, Katch & Katch (1998); Fox et al. (1991); Weineck (1991 & 1999); Powers, & Howley (2000); Almeida & Araújo (2003); Silva e Santos (2004). Outra tendência na busca de uma melhor explicação para o desempenho é procurar melhorar a maneira como se apresenta um mesmo índice, ou variável, tentando deixa-la o mais universal. Como exemplo temos o estudo de Ingjer (2007), que buscou demonstrar através de 51 competidores de esqui modalidade cross crountry, ambos os sexos, que o consumo máximo de oxigênio em ml.min - 1 .kg-1 não refletia as diferenças de desempenho tão bem quanto se utilizasse o VO 2máx em ml.min.- 1 kg -1 2/3, apresentando assim uma nova maneira de utilização desta variável. Outro trabalho onde o VO2máx expresso em ml.min-1.kg-1 não foi considerado um bom preditor de desempenho foi o a pesquisa de Petterssen et al (2001) com crianças e adolescentes de ambos sexos entre 8 e 17 anos, porém neste não há indicações de uma nova maneira de relativizar o VO 2máx. A medida de consumo máximo de oxigênio é amplamente usada para classificar o desempenho de endurance de atletas e para prescrever treinamento. Pesquisas e artigos de revistas científicas nacionais e internacionais utilizam-se desta variável a finalidade de compor grupos similares, como por exemplo, na demonstração da igualdade de desempenho entre grupo de controle e experimental, como no estudo de Sargent et al (2002) onde não foi encontrada diferença entre sujeitos de ambos os sexos portadores da síndrome e de fadiga crônica e grupo controle. Diferentes decisões e interpretações sobre efeitos de treinamento, mecanismos de regulação se baseiam no resultado igual, superior, ou inferior do consumo máximo de oxigênio obtido para os grupos investigados. Vários autores, Lehance & Bury, (2008), Burnkley e Jones (2007), Midgley et al (2007), Astrand et al (2006), explicitam a dimensão em que o VO2máx explica a performance de endurance e apresentam altos coeficientes de correlação para a relação com o tempo, velocidade, e distância de corrida. Apesar dos bons resultados de correlações, tem-se um percentual de casos que não podem ser explicado pela relação específica em apreço e a variação dos dados é pouco demonstrada. Para finalidades práticas de treinamento é importante saber a dimensão de variação da performance de endurance esperada para uma mesma faixa ou valor de consumo de oxigênio. O interesse desta investigação é demonstrar a relação entre VO 2máx e distância percorrida no teste de esteira em grupo de homens e mulheres, na idade entre 40 a 55 anos, participantes de programa de atividades físicas, assim como, pretende-se identificar neste grupo específico, a variação de distância observada dentro de faixas de classificação qualitativas do VO 2máx. Isso deve ser feito, pois as características do grupo influência o resultado de desempenho e os protocolos de coleta de dados não podem reivindicar adequações universais. Metodologia Os dados deste estudo foram obtidos no banco de dados do projeto Prevencárdio do HUSM- CEFD/UFSM. Foram incluídos nas análises 52 sujeitos de ambos os sexos com média de idade 47,43±5,78 anos (46,93±5,36 para mulheres, n=30 e 47,06±4,71 nos homens, n=22) VO 2máx 35,04±7,49 ml.kg-1.min-1 (30,39±4,90 ml.kg-1min-1 no grupo feminino e 40,60±7,13 ml.kg-1.min-1 nos
  • 3. homens). O teste ergoespirométrico foi realizado no analisador de gases VMax 229 da Sensormedics com o auxílio de uma esteira rolante marca Imbramed 1020. O protocolo utilizado para coleta de dados foi o protocolo de Mader onde há um aumento da velocidade de esteira de 1,8 km/h a cada estágio de 5 minutos com inclinação constante de 1 grau na esteira. Todos avaliados começaram na velocidade de 5,4 km/hr sendo os batimentos cardíacos monitorados minuto a minuto com auxilio do freqüêncímetro Polar juntamente com avaliação da sensação subjetiva de esforço no fim de cada estágio até a exaustão máxima voluntária. Após recuperação caminhando a 5 km/h por 3 minutos e mais 2 minutos em repouso. Após os testes os sujeitos foram separados em 6 grupos conforme sua faixa de consumo máximo de oxigênio segundo a AHA (20,1 a 25, 25,1 a 30, 30,1 a 35, 35,1 a 40, 40,1 a 45 e 45,1 a 50 ml.kg/min-1) para fins de análises. Análise Estatística: foram realizadas equações de regressão para verificar o índice de determinação entre o VO2máx e a distância para cada indivíduo e com a média a cada faixa de VO 2máx, foi verificada a correlação entre as variáveis. Resultados & discussões Este estudo verificou a relação entre VO2máx e a distância percorrida para o grupo específico de homens e mulheres destreinados envolvidos neste estudo, idade entre 46,93±5,36 nas mulheres e 47,06±4,71 nos grupo masculino. Gráfico 1. Regressão: Distância X VO2máx (Masculino) O resultado da regressão entre o VO2máx e Distância para o grupo Masculino, gráfico 1 abaixo, mostra um alto coeficiente de determinação (R2 = 0,809) indicando que em apenas 19 % dos casos a variação da distância percorrida não pode ser explicada pelo VO2máx. A variável e a metodologia de medição possibilitam diferenciação da capacidade de desempenho de corrida dos homens. No estudo de Abe & Col. (1998) com 39 corredores de sub-elite de meia distância (1500m, 3000m e 5000m), idade média de 18.1 anos e VO2 máximo médio de 75.5 ml.(kg.min)-1 o VO2 máximo representou uma variação da performance de 50%.
  • 4. Gráfico 2.Regressão: Distância X VO2máx (Feminino) No grupo feminino o coeficiente de determinação foi baixo, R2 = 0,35,gráfico 2. Isso significa que em 65% dos casos a distância percorrida não pode ser explicada através do VO 2máx. Este resultado demonstra no grupo feminino, que outros fatores influenciam e interferem na relação, como exemplo as relacionadas ao nível de treinamento, idade, etc... Podem-se sugerir questões relacionadas ao nível de treinamento idade, massa corporal, etc. Fatores relativos a metodologia de medição, por exemplo o tipo de protocolo utilizado, podem ser os responsáveis pelo coeficiente encontrado. No grupo das mulheres o VO2máx não permite diferenciar adequadamente, não é um bom indicador do desempenho de corrida. A analise de correlação encontrou os coeficientes apresentados nas tabelas 1 e 2. Tabela 1. Correlação de Pearson para grupo feminino Ao considerar os dados de todos os indivíduos, os coeficientes de correlação foram mais altos no grupo masculino que no feminino. Mesmo assim encontrou-se no grupo feminino r = 0,60 entre VO2máx com o tempo (p<0,0001) e a distância (p<0,001). A correlação é moderada e o nível de confiança alto, demonstrando o grau em que o VO2máx possibilita a diferenciação da performance de corrida das mulheres. Se a correlação for usada como referência, o VO 2máx se apresenta melhor como variável de endurance do que visto na regressão, gráfico 2. A investigação de Wiswell et al (2000), com corredores máster de ambos os sexos acompanhados por um período de 5 anos, aponta o VO2máx como índice mais significativo para representação da performance de corrida de homens e mulheres.
  • 5. O consumo de oxigênio obtido neste estudo, no grupo masculino, apresentou uma forte correlação com o tempo e a distância, indicando que a variável permite a diferenciação da capacidade de endurance, McArdle, Katch & Katch (1998); Fox et al. (1991); Weineck (1991 & 1999); Powers, & Howley (2000), Withers et al (2000). Com base na análise correlativa e no coeficiente de determinação do grupo masculino investigado, verifica-se que o VO2máx explica em 75% o comportamento da velocidade e 85% o da distância. A probabilidade de erro é muito baixa, conforme demonstram os valores de p. Tabela 2. Correlação de Pearson para grupo Masculino Hagberg & Coyle (1983), encontraram uma correlação ainda mais alta (r=0,89) para o desempenho de 8 praticantes de marcha atlética, porém esta correlação diz respeito ao VO 2máx e o limiar de lactato juntos. Quando analisado o VO2máx e o desempenho na modalidade esta correlação foi de apenas r= 0,62. Fawkner et al. (2002) encontraram apenas em adultos do sexo masculino correlação significativa entre o tempo e o VO2máx (p<0,05). Apesar de ter sido investigado em grupos diferentes, os dados dos autores anteriormente citados, não são muito distantes e corroboram os resultados da presente investigação. A relação do VO2máx com a distância ou tempo de corrida, foi expressa por faixas do VO2máx a fim de melhor verificar, para o grupo de estudo, a variação de distância encontrada para 5 ml(kg.min)-1 de VO2. A equação de regressão para esta forma de análise se encontram nos gráficos 3 e 4. Gráfico 3. Regressão entre médias de VO2máx e Distância (Feminino) Ao analisar a regressão entre as médias de VO2máx e de distâncias nos correspondentes intervalos de VO2máx, observa-se que os pontos encontram-se muito próximos da reta demonstrando uma
  • 6. melhor relação do que a apresentada no gráfico 2. O coeficiente de determinação é alto, demonstrando que o VO2máx pode explicar em 90% dos casos da variação da distância de corrida. Por esta forma de análise ou expressão corrobora-se a validade do VO2máx para predição ou diferenciação da capacidade de endurance das mulheres. Gráfico 4. Regressão entre médias de VO2máx e Distância (Masculino) Como nos casos anteriores (gráfico 1), a regressão para o grupo masculino foi melhor, que a do feminino. O coeficiente de determinação na regressão com o uso das médias mostra uma relação mais forte que a do gráfico 1, o que indica uma maior capacidade de explicação da relação. Ao mesmo tempo o gráfico suprime a percepção da variação Sob o ponto de vista da prática é importante visualizar a variação de distância observada entre os diferentes valores ou faixas de VO2máx. Estes resultados encontram-se nos dados de regressão ou correlação que fazem uso dos resultados individuais, porém não são bem percebidos ou apresentados na equação de regressão com uso das médias. Conforme pode ser visto nos gráfico 1 e 2 há uma considerável variação na distância de corrida nos homens e mulheres para faixas de VO2máx com valores bem próximos. Da mesma forma se verifica que em uma distância de corrida bem próxima, por exemplo, entre 1800 a 1900m encontram-se mulheres com VO2máx variando entre 22 a 37 ml (kg.min)-1. Aproximadamente 500m de diferença foi encontrado neste grupo para VO2máx de 36 ml(kg.min)-1. Com 38,1 e 38,4 ml(kg.min)-1 observam-se dois pontos com diferença de distância de 917,5m. No grupo masculino onde o coeficiente de determinação foi 0,81 a diferença na distância de corrida foi menor, porém, por exemplo, entre VO2máx de 41,8 e 42,5 ml(kg.min)-1, encontrou-se casos onde a diferença de distância foi de 1800m. As tabelas 3 e 4 permitem visualizar a variação da distância entre as faixas de VO 2máx, utilizadas para obtenção das médias expressas na regressão apresentada nos gráficos 3 e 4.
  • 7. Tabela 3. Faixas e médias de VO2máximo e distância do grupo Feminino Conforme pode ser visto nas tabelas, através dos valores mínimo e máximo, a variação de distância pode ser considerável em cada faixa de VO2máx, apesar da variação de VO2máx ser pequena. O mesmo ocorre com a velocidade. Por exemplo, na faixa de VO2máx 35,1 a 40 ml.kgmin-1 a variação de velocidade encontrada ficou entre 9 e 12,6 km/h em ambos grupos. Tabela 4. Faixas e médias de VO2máximo e distância do grupo Masculino Os grupos estudados apresentam uma baixa correlação entre o VO 2máximo e distância quando a análise ocorre dentro dos intervalos de VO2máx estabelecidos. Na literatura o resultado da discussão sobre o melhor índice para expressar esta capacidade encontra-se em aberto, com o uso de variáveis e maneiras diversas de expressa-las. Tem-se a expressão pelo valor máximo, submáximo, percentual do máximo, sem que a dificuldade da diferenciação da endurance permanece seja superada, Burnkley e Jones (2007), Astrand et al (2006), Jones e Cater (2000).
  • 8. Os resultados desta investigação, apontam para casos com grande variação da distância de corrida dentro de variações mínimas de VO2máx e também para uma variação de 10 ml (kg.min)-1 no VO2 na mesma distância de corrida. Apesar da maior variação da distância de corrida ter ocorrido dentro do grupo feminino, ela também é grande no grupo masculino. Analisando o VO 2máx em 12 remadoras com média de idade 21,3±3,6 anos, Riechman et al (2002) através da regressão de Stewise nos 2000m com um r2=0,96, erro padrão=2,89, indicou que apenas 12,1% da variância era explicado pelo VO2máx. Tais diferenças de performance são muito grandes sob o ponto de vista dos pré- requisitos de desempenho físico e o VO2máx não pode explica-las. Sob o ponto de vista da capacidade de corrida, a muitos fatores interagem e fazem com que a performance se diferencie. A eficiência de corrida, já vem recebendo destaque há muitos anos como variável interveniente. As diferenças de eficiência de movimentos podem viabilizar a corrida em menor percentual do VO2máx e a economia decorrente do gasto energético possibilita o aumento do tempo de atividade, da mesma forma a massa corporal, Bassett Jr. & Howley (2000). A maior parte das pessoas deste estudo não era treinada e possuíam diferentes níveis psicológicos de resistência ao desconforto de corrida. Esse é mais um dos fatores que interferem e que não podem não se manifestar através do VO2máx. Conforme conteúdo dos livros de fisiologia do exercício, a divisão do consumo de oxigênio pela massa corporal seria suficiente para possibilitar a comparação entre diferentes indivíduos e sexos. Os desempenhos de endurance e os poucos aspectos mencionados anteriormente demonstram que isso não é correto sob o ponto de vista da prática esportiva com endurance. Os resultados desta investigação confirmam os conhecimentos da prática para a análise isolada nos grupos ou na consideração intergrupal (masculino e feminino). Conclusão Todos os aspectos anteriormente discutidos reforçam o fato de que o interesse de avaliação ou necessidade específica de aplicação recair sobre a capacidade de endurance, deve-se usar a performance de corrida em termos de distância, tempo, velocidade, pois as mesmas permitem uma melhor diferenciação que o VO2máx para este fim. Há a necessidade de revisar os procedimentos para as testagens dos grupos femininos. Não se pode esperar que a medida de consumo máximo de oxigênio isoladamente seja suficiente para fornecer uma boa percepção da capacidade de desempenho em endurance. Se for importante a diferenciação desta capacidade por finalidade investigativa ou prática, sugere-se também o uso da distância ou tempo de corrida. As tabelas da AHA, Saúde em Movimento (2008) que classificam qualitativamente o desempenham e utilizam uma variação de 6 ml(kg.min)-1 no VO2máx entre as diferentes classes. Isso tem como conseqüência uma grande variação de desempenho dentro de um mesmo valor isolado ou faixa de consumo de oxigênio e é deficiente pois não diferencia suficientemente o desempenho de endurance.
  • 9. Referências bibliográficas  Abe, D. Et Al. Assessment of middle-distance running performance in sub-elite young runners using energy cost of running. European Journal of Applied Physiolgy, N° 77, p. 320-325, 1998.  Almeida, M.B. & Araújo, C.G.S. Efeitos do treinamento aeróbico sobre a freqüência cardíaca. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 9, n. 2, p. 104-112, mar/abr. 2003.  American College of Sports Medicine, Diretrizes do ACSM para os testes de esforco e sua prescrição, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2003.  Astrand, P.O; Rodahl, K.; Dahl, H.A.. & Stromme, S.B. Tratado de Fisiologia do Trabalho: Bases Fisiológicas do Exercício, Artmed, Porto Alegre, 2006.  Bassett Jr., D.R. & Howley, E.T. Limiting factors for maximum oxygen uptake and determinants of endurance performance. Medicine & Science in Sports & Exercise, N°: 1, V: 32, p.: 70–84, 2000.  Burnkley, M. & Jones, A.M. Oxygen uptake kinetics as a determinant of sports performance. European Journal of Sport Science, V: 7, N° 2, P: 63 – 79, 2007.  Denadai, B.S.; Ortiz, M.J. & Mello, M. T. Índices Fisiológicos Associados com a Performance Aeróbia em Corredores de Endurance: Efeitos da Duração da Prova. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 10, n. 5, set/out 2004.  Fawkner, S.G. et al. Oxygen uptake kinetics in children and adults after the onset of moderate intensity exercise. Journal of Sports Sciences. N°: 4, V: 20, p.: 319-326, 2002.  Fox, E.L.; Bowers, R.W. & Foss, M.L. Bases fisiológicas da educação física e dos desportos. Editora Guanabara Koogan, 4° edição, Rio de Janeiro – RJ 1991.  Hagberg, J.M. & Coyle, E.F. Physiological determinants of endurance performance as studied in competitive racewalkers. Journal of Medicine Science and Sports. N°: 15, V: 4, p.: 287-289, 1983.  Ingjer, F. Maxim oxygen uptake as a predictor of performance ability in women and men elite cross-coutry skiers. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports. N°: 1, V: 1, P: 25-30, 2007.  Jones, A.M, Carter, H. The Effect of Endurance Training On Parameters Of Aerobic Fitness. Journal of Sports Medicine, N°: 29, P: 373–386, 2000.  Lehance, C. & Bury, T. Testing Aerobic Power. Revue Medicale de Liege. 63 (7-8). 500-3. Jul-Aug. 2008.  Mac Ardle, W. D.; Katch, F.I. & Katch, V.L. Fisiologia do Exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Editora Guanabara Koogan, 4° edição, Rio de Janeiro – RJ 1998.  Midgley, A.W.; McNaughton, L.R. & Jones, A. M. Training to enhance the physiological determinants of long-distance running performance: can valid recommendations be given to runners and coaches based on current scientific knowledge? Journal Of Sports Medicine.; V: 37 (11):1000, 2007.  Petterssen, S.A. et al. The correlations between peak oxygen uptake and running performance in children and adolescents. Aspects of different units. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports. N°: 11, V: 4, p: 223-228, 2001.  Powers, S.K. & Howley, E.T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. Editora Manole, 3° Edição; Barueri, SP; 2000.
  • 10. Riecheman, S.E. et al. Prediction of 2000m indoor rowing performance using a 30s sprint and maximal oxygen uptake. Journal of Sports Sciences, N°: 9, V: 20, P.: 681- 687, 2002.  Sargent, C. et al. Maximal oxygen Uptake and metabolism are normal in chronic fatigue syndrome. Medicine Science Sports & Exercise. N° 34, V: 1, p: 51-56, 2002.  Saúde em Movimento, Tabelas de referência: Tabelas de consumo de oxigênio – AHA. Disponível em: http://www.saudeemmovimento.com.br, Acesso em: 10/09/2008.  Silva, P. & Santos, P. Uma revisão sobre alguns parâmetros de avaliação metabólica – ergometria, VO2máx, limiar anaeróbio e lactato. Artigo de revisão. EFDeportes.com, Revista Digital, Buenos Aires, año 10 n. 78, nov. 2004. http://www.efdeportes.com/efd78/limiar.htm  Weineck, J. Biologia do Esporte. Editora Manole, São Paulo, SP; 1991.  Weineck, J. Treinamento Ideal. Editora Manole, 9° edição, São Paulo, SP; 1999.  Wiswell, R.A. et al. Maximal aerobic power, lactate threshold, and running performance in master athletes. Medicine & Science in Sports & Exercise. N°: 6, V: 32, P.: 1165-1170, 2000.  Withers, R., Gore, C., Gass, G. & Hahn, A. Determination of maximal oxygen consumption (VO2 max) or maximal aerobic power. In: C. J. Gore. Physiological tests for elite athletes. Human Kinetics, Sidney. 2000. Acesso: 20/03/2012 Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd166/vo2-maximo-e-desempenho-fisico.htm