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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE EDUCAÇAO FÍSICA E DESPORTOS
CURSO DE EDUCAÇAO FÍSICA
O NADO GOLFINHO
Jorge Luiz
SANTA MARIA, ABRIL DE 2002.
O GOLFINHO
a. Introdução
O presente trabalho tem o objetivo de mostrar nossa maneira de ensinar o nado golfinho
para jovens e adultos como consideramos a fase infantil coisa séria e a coisa mais séria para as
crianças é o brincar devemos deixa-las em seu mundo até dentro da água com os devidos
cuidados e objetivos bem determinados.
O golfinho é um nado que exige sincronia e sensibilidade à água, por tal motivo que o
deixamos por último para ensinar. Quando o aluno chega nele as possibilidade de aulas
aumentam em muito tornando-as mais atraentes sob todos aspectos, biológico, recreativo e motor
e ainda psicológico e social, pois quem nada o golfo tem uma posição de destaque entre os
nadadores.
Analisaremos cada parte do nado e os meios para neles chegarmos até termos todo o nado
golfinho e não o borboleta que é perna peito e braço do golfo.
Este trabalho é fruto de estudos em livros, cursos, nossa prática como aluno nas academias
e no esporte aquático II.
2
II.1 A Golfinhada
A pernada do golfo, também conhecida como golfinhada, é composta das fases
ascendente e descendente porém com ação simultânea dos membros inferiores. Possui, a
golfinhada, a dupla função de propulsão e sustentação do corpo no momento da respiração
(Adenc,2002).
É muito comum ouvirmos dizer e dizermos de forma a levar o aluno ter uma melhor
compreenção deste nado que é o duplo crawl com a ação das pernas partindo da coxa-femural,
como no crawl e costas, todavia devemos lembrar da importante participação da bacia e toda
coluna vertebral (Catteau & Garoff,1990).
A fase descendente da golfinhada realiza-se a partir da posição dos calcanhares alinhados
com a superfície com ligeira flexão da coxa sobre o tronco e da perna sobre a coxa. Recomenda-
se os pés estarem em flexão plantas e inversão para melhor aproveitamento da propulsão; após
observarmos todos estes detalhes realizamos uma vigorosa extensão das pernas notando que na
medida que desce a pernada os quadris sobem. Uma boa dica para os iniciantes é de manterem o
quadril relaxada e concentrar a força no peito dos pés.
O movimento ascendente é realizado com as pernas estendidas e os pés em flexão plantas
realizando a pressão na água com a planta dos mesmos. Segundo a literatura há duas maneira de
realizar este movimento: com relaxamento do tornozelo e da perna e com pressão da perna e
planta dos pés para adquirir maior propulsão. Concordamos com Corrêa& Massaud, 1999
quando dizem que isto depende da distancia a ser nadada.
O primeiro modo é aconselhável para os iniciantes pois evita-se tensões desnecessárias ao
realizar a pernada.
II.1.a.Ensinando o golfinhos
Devemos sempre ter em mente o principio do mais simples ao mais complexo com cada
exercício pré-determinados em seqüência lógica e objetivos bem esclarecidos.
Por esta pernada exigir boa soltura da região pélvica primeiro devemos realizar alguns exercícios
que nos levem a isto e nada melhor que a tradicional baleinha.
3
a) realizar baleinha, 1, sobe e faz novamente ate completar 01 piscina;
b) baleinha só que agora tentando fazer duas em seqüência;
c) idem e ir fazendo aumentar a baleinha até umas 05 sequencias por exemplo.
 Enfatizar os movimentos simultâneos dos membros inferiores.Outra dica é fazer
os alunos lembrarem da free Willy pulando por cima do gurizinho do filme, o
movimento é o mesmo!
O quadril já solto vamos em decúbito ventral;
a) mergulhar golfinhando em decúbito ventral;
b) mergulhar golfinhando em decúbito dorsal;
c) para não sobrecarregarmos os alunos pedimos para nadar crawl e costas mas em cada
virada realizar a golfinhada subaquática para eles perceberem sua ação propulsiva e
treinarem mesmo nadando os outros nados;
d) golfinhos mergulhando de lado;
e) repetir os execícios a e b na superfície;
f) nada crawl e costas com saída do bloco e golfinhando nas saídas e viradas.
II.2-A braçada
A ação da braçada é feita de forma simultânea com o padrão de duplo “S” ou de
fechadura.
A entrada dos braços deve ser feita a frente da cabeça na linha dos ombros. Os braços
devem estar ligeiramente flexionados com rotação medial com os cotovelos acima das mãos de
modo que a ponta dos dedos sejam os primeiros a entrar.
As mãos devem deslizar para dentro d´água para após iniciar o afastamento lateral dos
braços; aproximamos com flexão dos antebraços. Os membros superiores em direção a linha
mediana do corpo e para o fundo. Na máxima flexão do antebraço haverá uma aproximação do
braço e cotovelo em relação ao tronco, este é o ponto de maior eficiência da braçada. A
finalização ocorre quando as mãos passam próximos a coxa com o cotovelo sendo o primeiro a
romper a linha da água.
4
II.2. a – Ensinando a braçada
a) executar a braçada parado com rosto fora d´agua;
b) idem, porém com o rosto dentro d´água;
c) executar a braçada caminhando com o rosto fora d´água e depois com o rosto dentro d
´água;
d) executar a braçada com a polibóia;
e) podemos de forma bem descontraída, desafiar nosso aluno a nadar borbolheta, ou seja,
perna peito e braço do golfinho. Este exercício é bom para deixar a aula mais dinâmica,
como fator histórico, para o aluno adquirir maior sensibilidade a água e principalmente,
nosso objetivo de treinar o braço do golfo.
II.3- A Coordenação
Há duas pernadas para cada ciclo de braçada, ou seja, a primeira ocorre quando o braço
entra na água e a segunda é realizada na puxada das mãos para trás a fim de terminar (finalizar) a
braçada durante a aproximação das mãos na altura do quadril. Uma boa frase para memorizar a
ação coordenativa deste nado é a famosa : “ as nádegas sobem quando as mãos entram na água”.
II.3 a – Coordenando
a) um excelente modo de pegarmos o tempo de nado, é nadarmos o crawl ondulado;
b) nadar o golfinho com um braço executando a braçada e o outro parada a frente;
c) golginhando executa-se a braçada com direito, depois o esquerdo e depois simultâneo
( a braçada propriamente dita), precisou respirar, para- se e ficamos em pé fora depois
continuarmos
d) nadar o golfinho, precisou respirar paramos, ficamos em pé e depois continuamos.
5
II.4- Respiração
A respiração ocorre quando as mãos estão próximas do abdômem, e a execução de uma
pernada, com o rosto saindo e entrando na água antes das mãos. Recomenda-se a respiração 2X1,
vale lembrar que inspiramos pela boca e soltamos pelo nariz ou nariz/boca. Alguns nadadores
tem feito a respiração lateral neste nado ( Correa&Massaud,1999).
II.4.a- Ensinando a Respiração
Faremos alguns exercícios anteriores fazendo a adição da respiração.
a) executar a braçada parada com o rosto dentro d´água executando a respiração 2X1 ou
3X1;
b) executar a braçada caminhando com o rosto dentro d´água e fazer a respiração 3X1 ou
2X1;
c) com a polibóia fazer a braçada respirando quando necessário e depois damos um ritmo,
3X1 e depois 2X1;
d) para brincarmos um pouco novamente nadaremos borboleta só que agora respirando da
mesma maneira que o exercício anterior, primeiro livre para depois com um ritmo;
e) golfinhando faz-se a braçada só com o direito, depois só com o esquerdo e agora os dois
simultâneos tentando encaixar a respiração;
f) nadar o golfo respirando quando necessário;
g) nadar o golfo respirando 3X1 e depois 2X1;
OBS: deve-se evitar em todos exercícios a respiração 1X1.
h) Já temos um golfinho na nossa piscina!
6
II 5 – Saída e virada
A saída do golfinho é a mesma do crawl e peito, fazendo a entrada após o salto de cima do
bloco de partida, com a singularidade de executar a golfinhada após o deslize no mergulho.
A virada é como a do peito, tocando as duas mãos na parede e após impulso e deslize
golfinhas como na saída.
III- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após termos discorrido sobre as técnicas de pernada, braçada, respiração do nado
golfinho, bem como de suas respectivas saída e virada e alguns meios para chegarmos ao nosso
objetivo faremos alguns comentários que melhorarão ainda nossa prática como professores.
Uma primeira coisas é usar todos os meios para fazer nosso aluno apreender, explicar
bem o objetivo e cada exercício, porem não enche-lo de informações de uma só vez, isto deve ser
feito de modo gradativo e seqüencial assim como as correções. Devemos corrigir uma coisa de
cada vez para não sobrecarregar o aluno nem desestimula-lo.
Outra coisa é a demonstração devemos demonstrar o mais correto possível, pois a
visualização é um importante meio de captação de informação do ser humano, por isso temos
também de praticar, nem sempre teremos um habilidoso nadador na raia do lado para ajudar na
demonstração.
Num terceiro momento devemos saber qual é o objetivo do aluno com quem estamos
trabalhando, pois não devemos exigir de alguém que só quer relaxar de um pesado e estressante
dia de trabalho a mesma coisa com que quer “ser um nadador” objetivo diferente requerem
posturas pedagógicas adequadas a cada um.
Conhecer as limitações físicas dos alunos e ter um bom conhecimento de fisiologia,
anatomia e cinesiologia vão ajudar em muito, bem como um conhecimento de treinamento
desportivo.
7
Criatividade é a chave para deixar as aulas mais atraentes e manter alunos, bem como
ver tudo com bom humor.
Na aprendizagem devemos evitar o máximo o uso dos flutuadores que dão uma pseudo-
segurança. O uso desses materiais é recomendado para exercícios específicos, educativos e até
para corretivos.
Temos certeza que este trabalho ainda está bem aquém do que devemos alcançar, mas a
prática e o estudo constantes irão enriquecer nosso repertório pedagógico.
8
ANEXOS (SCANNER)
IV-BIBLIOGRAFIA
Catteau, R & Garoff, G. O ensino da natação. Editora Manole LTDA, 3º edição, São Paulo.1990.
Corrêa, G.R.F & Massaud, M.G. Escola de Natação. Editora Sprint, Rio de Janeiro. 1999.
Colwin, C.M. Nadando Para o século XXI. Editora Manole LTDA, São Paulo.2000.
.
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O Nado golfinho

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE EDUCAÇAO FÍSICA E DESPORTOS CURSO DE EDUCAÇAO FÍSICA O NADO GOLFINHO Jorge Luiz SANTA MARIA, ABRIL DE 2002.
  • 2. O GOLFINHO a. Introdução O presente trabalho tem o objetivo de mostrar nossa maneira de ensinar o nado golfinho para jovens e adultos como consideramos a fase infantil coisa séria e a coisa mais séria para as crianças é o brincar devemos deixa-las em seu mundo até dentro da água com os devidos cuidados e objetivos bem determinados. O golfinho é um nado que exige sincronia e sensibilidade à água, por tal motivo que o deixamos por último para ensinar. Quando o aluno chega nele as possibilidade de aulas aumentam em muito tornando-as mais atraentes sob todos aspectos, biológico, recreativo e motor e ainda psicológico e social, pois quem nada o golfo tem uma posição de destaque entre os nadadores. Analisaremos cada parte do nado e os meios para neles chegarmos até termos todo o nado golfinho e não o borboleta que é perna peito e braço do golfo. Este trabalho é fruto de estudos em livros, cursos, nossa prática como aluno nas academias e no esporte aquático II. 2
  • 3. II.1 A Golfinhada A pernada do golfo, também conhecida como golfinhada, é composta das fases ascendente e descendente porém com ação simultânea dos membros inferiores. Possui, a golfinhada, a dupla função de propulsão e sustentação do corpo no momento da respiração (Adenc,2002). É muito comum ouvirmos dizer e dizermos de forma a levar o aluno ter uma melhor compreenção deste nado que é o duplo crawl com a ação das pernas partindo da coxa-femural, como no crawl e costas, todavia devemos lembrar da importante participação da bacia e toda coluna vertebral (Catteau & Garoff,1990). A fase descendente da golfinhada realiza-se a partir da posição dos calcanhares alinhados com a superfície com ligeira flexão da coxa sobre o tronco e da perna sobre a coxa. Recomenda- se os pés estarem em flexão plantas e inversão para melhor aproveitamento da propulsão; após observarmos todos estes detalhes realizamos uma vigorosa extensão das pernas notando que na medida que desce a pernada os quadris sobem. Uma boa dica para os iniciantes é de manterem o quadril relaxada e concentrar a força no peito dos pés. O movimento ascendente é realizado com as pernas estendidas e os pés em flexão plantas realizando a pressão na água com a planta dos mesmos. Segundo a literatura há duas maneira de realizar este movimento: com relaxamento do tornozelo e da perna e com pressão da perna e planta dos pés para adquirir maior propulsão. Concordamos com Corrêa& Massaud, 1999 quando dizem que isto depende da distancia a ser nadada. O primeiro modo é aconselhável para os iniciantes pois evita-se tensões desnecessárias ao realizar a pernada. II.1.a.Ensinando o golfinhos Devemos sempre ter em mente o principio do mais simples ao mais complexo com cada exercício pré-determinados em seqüência lógica e objetivos bem esclarecidos. Por esta pernada exigir boa soltura da região pélvica primeiro devemos realizar alguns exercícios que nos levem a isto e nada melhor que a tradicional baleinha. 3
  • 4. a) realizar baleinha, 1, sobe e faz novamente ate completar 01 piscina; b) baleinha só que agora tentando fazer duas em seqüência; c) idem e ir fazendo aumentar a baleinha até umas 05 sequencias por exemplo.  Enfatizar os movimentos simultâneos dos membros inferiores.Outra dica é fazer os alunos lembrarem da free Willy pulando por cima do gurizinho do filme, o movimento é o mesmo! O quadril já solto vamos em decúbito ventral; a) mergulhar golfinhando em decúbito ventral; b) mergulhar golfinhando em decúbito dorsal; c) para não sobrecarregarmos os alunos pedimos para nadar crawl e costas mas em cada virada realizar a golfinhada subaquática para eles perceberem sua ação propulsiva e treinarem mesmo nadando os outros nados; d) golfinhos mergulhando de lado; e) repetir os execícios a e b na superfície; f) nada crawl e costas com saída do bloco e golfinhando nas saídas e viradas. II.2-A braçada A ação da braçada é feita de forma simultânea com o padrão de duplo “S” ou de fechadura. A entrada dos braços deve ser feita a frente da cabeça na linha dos ombros. Os braços devem estar ligeiramente flexionados com rotação medial com os cotovelos acima das mãos de modo que a ponta dos dedos sejam os primeiros a entrar. As mãos devem deslizar para dentro d´água para após iniciar o afastamento lateral dos braços; aproximamos com flexão dos antebraços. Os membros superiores em direção a linha mediana do corpo e para o fundo. Na máxima flexão do antebraço haverá uma aproximação do braço e cotovelo em relação ao tronco, este é o ponto de maior eficiência da braçada. A finalização ocorre quando as mãos passam próximos a coxa com o cotovelo sendo o primeiro a romper a linha da água. 4
  • 5. II.2. a – Ensinando a braçada a) executar a braçada parado com rosto fora d´agua; b) idem, porém com o rosto dentro d´água; c) executar a braçada caminhando com o rosto fora d´água e depois com o rosto dentro d ´água; d) executar a braçada com a polibóia; e) podemos de forma bem descontraída, desafiar nosso aluno a nadar borbolheta, ou seja, perna peito e braço do golfinho. Este exercício é bom para deixar a aula mais dinâmica, como fator histórico, para o aluno adquirir maior sensibilidade a água e principalmente, nosso objetivo de treinar o braço do golfo. II.3- A Coordenação Há duas pernadas para cada ciclo de braçada, ou seja, a primeira ocorre quando o braço entra na água e a segunda é realizada na puxada das mãos para trás a fim de terminar (finalizar) a braçada durante a aproximação das mãos na altura do quadril. Uma boa frase para memorizar a ação coordenativa deste nado é a famosa : “ as nádegas sobem quando as mãos entram na água”. II.3 a – Coordenando a) um excelente modo de pegarmos o tempo de nado, é nadarmos o crawl ondulado; b) nadar o golfinho com um braço executando a braçada e o outro parada a frente; c) golginhando executa-se a braçada com direito, depois o esquerdo e depois simultâneo ( a braçada propriamente dita), precisou respirar, para- se e ficamos em pé fora depois continuarmos d) nadar o golfinho, precisou respirar paramos, ficamos em pé e depois continuamos. 5
  • 6. II.4- Respiração A respiração ocorre quando as mãos estão próximas do abdômem, e a execução de uma pernada, com o rosto saindo e entrando na água antes das mãos. Recomenda-se a respiração 2X1, vale lembrar que inspiramos pela boca e soltamos pelo nariz ou nariz/boca. Alguns nadadores tem feito a respiração lateral neste nado ( Correa&Massaud,1999). II.4.a- Ensinando a Respiração Faremos alguns exercícios anteriores fazendo a adição da respiração. a) executar a braçada parada com o rosto dentro d´água executando a respiração 2X1 ou 3X1; b) executar a braçada caminhando com o rosto dentro d´água e fazer a respiração 3X1 ou 2X1; c) com a polibóia fazer a braçada respirando quando necessário e depois damos um ritmo, 3X1 e depois 2X1; d) para brincarmos um pouco novamente nadaremos borboleta só que agora respirando da mesma maneira que o exercício anterior, primeiro livre para depois com um ritmo; e) golfinhando faz-se a braçada só com o direito, depois só com o esquerdo e agora os dois simultâneos tentando encaixar a respiração; f) nadar o golfo respirando quando necessário; g) nadar o golfo respirando 3X1 e depois 2X1; OBS: deve-se evitar em todos exercícios a respiração 1X1. h) Já temos um golfinho na nossa piscina! 6
  • 7. II 5 – Saída e virada A saída do golfinho é a mesma do crawl e peito, fazendo a entrada após o salto de cima do bloco de partida, com a singularidade de executar a golfinhada após o deslize no mergulho. A virada é como a do peito, tocando as duas mãos na parede e após impulso e deslize golfinhas como na saída. III- CONSIDERAÇÕES FINAIS Após termos discorrido sobre as técnicas de pernada, braçada, respiração do nado golfinho, bem como de suas respectivas saída e virada e alguns meios para chegarmos ao nosso objetivo faremos alguns comentários que melhorarão ainda nossa prática como professores. Uma primeira coisas é usar todos os meios para fazer nosso aluno apreender, explicar bem o objetivo e cada exercício, porem não enche-lo de informações de uma só vez, isto deve ser feito de modo gradativo e seqüencial assim como as correções. Devemos corrigir uma coisa de cada vez para não sobrecarregar o aluno nem desestimula-lo. Outra coisa é a demonstração devemos demonstrar o mais correto possível, pois a visualização é um importante meio de captação de informação do ser humano, por isso temos também de praticar, nem sempre teremos um habilidoso nadador na raia do lado para ajudar na demonstração. Num terceiro momento devemos saber qual é o objetivo do aluno com quem estamos trabalhando, pois não devemos exigir de alguém que só quer relaxar de um pesado e estressante dia de trabalho a mesma coisa com que quer “ser um nadador” objetivo diferente requerem posturas pedagógicas adequadas a cada um. Conhecer as limitações físicas dos alunos e ter um bom conhecimento de fisiologia, anatomia e cinesiologia vão ajudar em muito, bem como um conhecimento de treinamento desportivo. 7
  • 8. Criatividade é a chave para deixar as aulas mais atraentes e manter alunos, bem como ver tudo com bom humor. Na aprendizagem devemos evitar o máximo o uso dos flutuadores que dão uma pseudo- segurança. O uso desses materiais é recomendado para exercícios específicos, educativos e até para corretivos. Temos certeza que este trabalho ainda está bem aquém do que devemos alcançar, mas a prática e o estudo constantes irão enriquecer nosso repertório pedagógico. 8
  • 9. ANEXOS (SCANNER) IV-BIBLIOGRAFIA Catteau, R & Garoff, G. O ensino da natação. Editora Manole LTDA, 3º edição, São Paulo.1990. Corrêa, G.R.F & Massaud, M.G. Escola de Natação. Editora Sprint, Rio de Janeiro. 1999. Colwin, C.M. Nadando Para o século XXI. Editora Manole LTDA, São Paulo.2000. . 9