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Aula 7 Testes De Esforco

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Aula 7 Testes De Esforco

  1. 1. Felipe P Carpes [email_address] www.ufsm.br/gepec/fisioex Testes de esforço Físico
  2. 2. Objetivos de aprendizado <ul><li>Identificar a sequência de passos para avaliação cardiorrespiratória </li></ul><ul><li>Descrever testes de esforço físico máximo e submáximo de campo e de laboratório </li></ul><ul><li>Identificar as mensurações comuns durante um teste de esforço </li></ul><ul><li>Descrever alterações CR durante um teste de esforço </li></ul><ul><li>Estimar o VO 2 máximo com base na FC e idade </li></ul><ul><li>Identificar critérios de interrupção de testes </li></ul><ul><li>Identificar o VO2 com base em normogramas </li></ul>
  3. 3. Questões para pensar Por que uma avaliação deve considerar demandas individuais e do esporte em questão ao mesmo tempo? Os resultados devem ser compartilhados com a equipe, ou devem ser mantidos confidenciais? O que é mais importante: confiabilidade ou validade? Em que condições a avalição médica é importante? O que é uma curva de normalidade?
  4. 4. Testando e medindo Com os testes, decisões para a prescrição dos exercícios são feitas, tais como aquelas referentes frequência, intensidade, e volume. Resultados são usados para usados para avaliar o desempenho e tomar decisões para o futuro do treinamento Os resultados do teste podem ser usados em pesquisas Denotam o estado de treinamento do sujeito, e o que precisa ser melhor trabalhado (comparações intra- e inter-individuais)
  5. 5. Termos empregados População Subpopulação ou amostra Teste: ferramenta para quantificar o desempenho Medida: o resultado obtido no teste “ O problema do cubo” Avaliação ( evaluation ): o valor Estimativa ( assessment ): o resultado obtido em uma escala comparativa
  6. 6. Seleção do teste para uso Especificidade Considerar mais de uma variável sempre que possível Diminui a possibilidade de erro na determinação da condição do sujeito
  7. 7. Características de um teste <ul><li>Validade </li></ul><ul><li>Fidedignidade </li></ul><ul><li>Baixo custo </li></ul><ul><li>Fácil aplicação </li></ul><ul><li>Indicar resultados relativos ao estado atual de condicionamento </li></ul><ul><li>Minimizar ansiedade </li></ul>
  8. 8. Tipos de avaliação Avaliação diagnóstica ressaltar pontos fortes e fracos em relação à uma característica em especial comum no início de um programa para planejar objetivos classificação prévia no caso de grupos
  9. 9. Tipos de avaliação Avaliação formativa informa progresso do indivíduo informação bilateral (retorno para o avaliado) avaliação contínua retro-alimentação
  10. 10. Tipos de avaliação Avaliação somativa considera todas as avaliações expõe um quadro geral da condição do sujeito
  11. 17. Interpretação de resultados Interpretação é o resultado mais difícil comparações Tomada de decisões Normalidade Variáveis
  12. 18. <ul><li>Mínimo e máximo </li></ul><ul><li>Amplitude </li></ul><ul><li>Somatório </li></ul><ul><li>N </li></ul><ul><li>Média </li></ul><ul><li>Mediana </li></ul><ul><li>Moda </li></ul><ul><li>Medidas de tendência central </li></ul>
  13. 21. Desvio-padrão <ul><li>Medida de variabilidade mais comum </li></ul><ul><li>Descreve a distribuição dos dados ao redor da média e indica a homogeneidade quando comparado a média </li></ul>
  14. 22. <ul><ul><li>Substrair a média de cada valor </li></ul></ul><ul><ul><li>Elevar ao quadrado cada valor </li></ul></ul><ul><ul><li>Somar todos os valores elevados ao quadrado </li></ul></ul><ul><ul><li>Dividir a soma dos quadrados por N-1 </li></ul></ul><ul><ul><li>Tirar a raiz quadrada deste resultado (variância), que indicará o desvio-padrão </li></ul></ul>Desvio-padrão
  15. 23. Testes de esforço cardiorrespiratório Teste de caminhada de 3km Sujeitos com baixa aptidão física Caminhada no plano
  16. 24. Testes de esforço cardiorrespiratório Teste de caminhada de 1600m Canadian Aerobic Fitness Test Sujeitos com baixa aptidão física Avaliação de massa e idade antes do teste Mede-se a FC imediatamente após completar o trajeto. A massa corporal deve ser dada em libras (massa em libras = massa em kg x 2,205) P = massa em libras I = idade S = sexo (1) masculino, (0) feminino TI = tempo gasto na caminhada FC = FC no final do teste
  17. 25. Testes de esforço cardiorrespiratório Teste de caminhada de 2400m Cooper Sujeitos de 13 a 60 anos familiarizados com atividade física Verificar o tempo gasto para percorrer 2400m
  18. 26. Testes de esforço cardiorrespiratório Teste de andar e correr de 12min Cooper Sujeitos de 10 a 70 anos com baixo condicionamento Verificar a distância percorrida em 12min
  19. 27. Testes de esforço cardiorrespiratório Teste de corrida de Balke Sujeitos já condicionados ou atletas (de 15 a 50 anos) Considera a velocidade desenvolvida – 15min
  20. 28. Testes de esforço cardiorrespiratório Corrida dos 1000m Sujeitos de 13 a 14 anos VO 2 máx = [652,17 – y] / 6,762 y = tempo (s)
  21. 29. Testes de esforço cardiorrespiratório Teste de corrida de Ribisl e Kachodorian Aplicável a uma grande faixa de sujeitos Distância fixa de 3200m, registro do tempo gasto, idade e massa X1 = tempo para percorrer 3200m em segundos X2 = idade em anos X3 = massa corporal em kg
  22. 30. Testes de esforço cardiorrespiratório
  23. 32. Nomograma de Astrand e Rhyming
  24. 33. Testes de esforço cardiorrespiratório Protocolo de banco de Astrand <ul><li>Medir massa corporal </li></ul><ul><li>Ritmo deve ser mantido em 30 passadas por min até completar 6min </li></ul><ul><li>FC deve ser medida após a interrupção do teste, por 15s </li></ul><ul><li>Aplicação dos dados no nomograma </li></ul>
  25. 34. Nomograma de Astrand e Rhyming
  26. 35. Testes de esforço cardiorrespiratório Protocolo de banco de Katch McArdle
  27. 36. Testes de esforço cardiorrespiratório Protocolo de Balke - submáximo em esteira Alta intensidade Aumento da velocidade e inclinação
  28. 37. 6 estágios de 3min com inclinação variável a partir de 10º Aumento de 2º a cada estágio Velocidade inicial de 2,7km/h, aumentada até 9,6km/h incrementos de ~ 1,1km/h Antes do teste determina-se a FCalvo pelo método de Karvonen, para servir de referência para o final do teste Determinação do VO2máx – ml.(kg.min) -1 Homem = (3,288 x tempo) + 4,07 Mulher = (3,36 x tempo) + 1,06
  29. 38. Cooper, 1982
  30. 39. Critérios de interrupção de testes <ul><li>alterações de ECG </li></ul><ul><li>dor precordial crescente </li></ul><ul><li>redução de FC e/ou PA </li></ul><ul><li>desconforto muscular intenso </li></ul><ul><li>dispnéia severa </li></ul><ul><li>PAs acima de 250 e PAd acima de 130 mmHg </li></ul><ul><li>Cianose (extremidades roxas – pouco O2 mais CO2) e/ou palidez intensa </li></ul><ul><li>náuzeas e/ou vômito </li></ul><ul><li>Claudicação (dor nas pernas) induzida pelo exercício </li></ul>
  31. 40. VO 2 máx e VO 2 pico
  32. 42. Classificação do VO 2 máx AHA – American Heart Association
  33. 43. TESTE DE CORRIDA DE 12 MINUTOS (ARAUJO, 1986) Classificação em ml/kg.min MASCULINO Faixa Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente Superior 13-19 - 35 35.1-38.3 38.4-45.1 45.2-50.9 51.0-55.9 + 56.0 20-29 - 33 33.1-36.4 36.5-42.4 42.5-46.4 46.5-52.4 + 52.5 30-39 - 31.5 31.6-35.4 35.5-40.9 41.0-44.9 45.0-49.4 + 49.5 40-49 - 30.2 30.3-33.5 33.6-38.9 39.0-43.7 43.8-48.0 + 48.1 50-59 - 26.1 26.2-30.9 31.0-35.7 35.8-40.9 41.0-45.3 + 45.4 + 60 - 20.5 20.6-26.0 26.1-32.2 32.3-36.4 36.5-44.2 + 44.3
  34. 44. TESTE DE CORRIDA DE 12 MINUTOS (ARAUJO, 1986) Classificação em ml/kg.min FEMININO Faixa Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente Superior 13-19 - 25 25.1-30.9 31.0-34.9 35.0-38.9 39.0-41.9 + 42.0 20-29 - 23.6 23.7-28.9 29.0-32.9 33.0-36.9 37.0-40.9 + 41.0 30-39 - 22.8 22.9-26.9 27.0-31.4 31.5-35.6 35.7-40.0 + 40.1 40-49 - 21.0 21.1-24.4 24.5-28.9 29.0-32.8 32.9-36.9 + 37.0 50-59 - 20.2 20.3-22.7 22.8-26.9 27.0-31.4 31.5-35.7 + 35.8 + 60 - 17.5 17.6-20.1 20.2-24.4 24.5-30.2 30.3-31.4 + 31.5
  35. 45. TESTES INDIRETOS <ul><li>Baseiam-se: </li></ul><ul><li>Relação direta entre VO 2 e distância percorrida </li></ul><ul><li>Relação linear entre freqüência cardíaca e intensidade de esforço </li></ul><ul><li>Relação entre tempo de duração do esforço e VO 2 </li></ul>
  36. 46. Escala de BORG
  37. 47. Orientações gerais para testes de esforço <ul><li>Fatores que devem ser levados em consideração: </li></ul><ul><li>Idade e o risco do avaliado (baixo, moderado, alto); </li></ul><ul><li>Suas razões para aplicar o teste (Aptidão Física ou Clínica); </li></ul><ul><li>Disponibilidade de equipamento adequado e pessoal qualificado; </li></ul><ul><li>Critérios para indicar que o sujeito alcançou o VO 2 máx: </li></ul><ul><li>A FC não se elevar apesar de aumentos na intensidade; </li></ul><ul><li>Concentração de lactato sanguíneo maior que 8 mmol/l; </li></ul><ul><li>Razão de troca respiratória (RER) maior do que 1,15; </li></ul><ul><li>Classificação da percepção de esforço maior do que 17 usando-se a escala de Borg original (6-20 pontos) </li></ul>
  38. 48. Procedimentos dos testes <ul><li>Preenchimento do TCLE </li></ul><ul><li>Anamnese </li></ul><ul><li>Medir a FC e a PA em repouso </li></ul><ul><li>Aquecimento de 2 a 3 minutos </li></ul><ul><li>Monitoramento da FC, PA e PSE </li></ul><ul><li>Termine o teste quando os critérios foram atingidos ou sinais estranhos apareçam. </li></ul>
  39. 49. De acordo com nosso cronograma: semana que vem, dia 18/11/09 AVALIAÇÃO 2 Tópicos: Adaptações ao exercício (CR e CIRC) Prescrição de exercícios Testes de esforço
  40. 50. Roteiro Em sala de aula seleção de voluntários – 1 por grupo cálculo da FC repouso determinação FC alvo (Karvonen) No lab (dentro de 5min) Velocidade em esteira para Fcalvo corrida caminhada Aula prática agora!
  41. 51. Testes de esforço Seleção de alguns protocolos para verificar na prática as respostas. Aula prática agora!
  42. 52. Referências Fox et al., Bases fisiológicas da educação física. 4.ed. Guanabara Koogan, 1991. Powers, Howley. Fisiologia do exercício. 3.ed. 2000

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